Capítulo 1 – enemies to friends?
null null estava cansado. O seu trabalho de editor não era fácil, ainda mais quando os prazos precisavam ser cumpridos em um curto período e alguns autores acabavam se enrolando, fazendo não só ele, mas a equipe toda, ficar trabalhando até tarde para conseguirem finalizar os mangás a tempo. O rapaz já havia perdido a conta de quantas vezes precisou ajudar os artistas a pintarem as páginas para que não tivesse mais atrasos, e hoje não foi diferente.
Apesar da autora que null é responsável ser uma das melhores com quem já trabalhou, infelizmente ela precisou ficar ausente por conta de uma forte gripe, resultando em duas semanas de trabalho parado e, consequentemente, mais uma noite praticamente em claro. Por sorte do destino, a autora morava no mesmo prédio que null, então ele ganhou uma carona para casa, já que se tivesse que pegar o ônibus ou voltar andando, talvez dormiria no prédio da empresa ou no estúdio da mulher. Ao entrarem no elevador, null prontamente apertou o botão com o número cinco e depois o dois, pois null desceria no segundo andar.
— Muito obrigada pela ajuda, null. — A mulher tentou parecer entusiasmada, entretanto, estava exausta demais para isso. — Se não fosse por você e a equipe, não conseguiria finalizar as vinte e cinco páginas restantes.
— Não precisa agradecer — null sorriu pequeno —, é o meu trabalho enquanto editor cuidar dos meus autores.
— Você é, de longe, o melhor editor! Sério, obrigada por cuidar tão bem das minhas criações. Sem você a empresa não iria para frente — null disse sincera, se preparando para descer do elevador. — E não adianta vir se fazer de humilde e falar que estou errada! Aceite o meu elogio de bom grado! Enfim, é aqui que fico. Tenha um bom descanso e até amanhã, null!
null apenas se despediu, sem forças para contestar a sua autora; mesmo que no fundo saiba que o que ela falou é verdade, null tinha a mania de nunca levar os créditos pelo seu trabalho duro, e null possuía plena noção de que seu amigo tinha essa mania horrível.
O homem alongou os braços assim que colocou a sua bolsa em cima da mesa, tirando os sapatos e jogando o seu corpo no sofá, sem coragem de levantar para fazer qualquer coisa. Passados
longos minutos, decidiu tomar um breve banho e comer algo para que pudesse descansar, afinal, o relógio marcava dez para as seis e provavelmente ele perderia o café para o sono. Quando estava prestes a adormecer, um barulho um tanto alto
demais o fez pular da cama, o irritando por completo.
Isso só podia significar uma coisa: null null,
sua inimiga. Ou
vizinha, como preferir.
null e null são vizinhos há pouco mais de um ano e desde o primeiro esbarrão, eles se
detestaram. Era uma bela manhã de outono quando null obrigou null a cumprimentar a nova moradora do prédio, já que além de gostar de novas amizades, a autora queria que o seu amigo tivesse mais amizades e nada melhor do que a nova inquilina. Tudo estava em paz até o minuto que tocaram a campainha, sendo recebidos com uma null atrapalhada cheia de caixas em seus braços, e no momento em que a mulher tentou cumprimentar os seus vizinhos, as caixas caíram em cima de null. É claro que null ia se desculpar, mas no segundo que escutou null falar que não deveria ter vindo e que não queria ter tido o trabalho, null se irritou. A garota respirou fundo e se desculpou contra a sua vontade, convidando os dois para entrarem, porém, null recusou, alegando que precisava ir trabalhar. null tentou mediar a situação, mas nem a autora imaginava que, futuramente, suas duas amizades viveriam que nem cão e gato.
Após esse episódio, null tentou se aproximar de null a pedido de null, que queria muito que os dois se dessem bem. null é o tipo de pessoa que não consegue dizer não tão facilmente para suas amigas e, como havia se mudado recentemente e não possuía muitos conhecidos, acatou a solicitação da amiga.
Contudo, como podem imaginar, não deu nem um pouco certo.
Os dois entraram em uma competição sem fim de quem seria o mais irritante, e nem se null quisesse, ela conseguiria intervir. Os seus amigos possuíam um gênio forte – e uma dose de imaturidade, obviamente – e por mais que achasse difícil, ainda tinha esperanças deles se tornarem amigos.
null respirou fundo. Geralmente, ele mandaria uma mensagem para a sua inimiga e reclamaria do barulho, todavia, dessa vez o seu sono estava desregulado e teria que ir à tarde para o trabalho, então o seu humor não estava dos melhores.
null bateu uma, duas, três vezes na porta, sem ter resposta. O rapaz revirou os olhos, acreditando que null estava sendo infantil em não responder, mas ao pensar mais um pouquinho, achou o silêncio
estranho. null não perderia a oportunidade de tirar sarro de sua expressão irritada, tampouco permitiria que null saísse dali sem ser provocado; mais uma vez, null bateu na porta, e quando se preparou para sair, escutou a voz da sua vizinha soar baixinho, sentindo uma
certa preocupação. Ele desbloqueou o celular e procurou a conversa com null null, o seu melhor amigo – que calhou de ser melhor amigo da garota – e encontrou o código da porta dela, digitando os números em seguida:
— null? Estou entrando — anunciou antes mesmo de abrir a porta, ouvindo um murmúrio em resposta. — Sério, são nem seis horas da manhã e você já está causando, não pode me dar uma folga…
Merda.
null apressou o passo até chegar na sua vizinha que estava deitada no chão, visivelmente mal. Sua primeira reação foi levá-la para o sofá, a acomodando para que pudesse ajudá-la melhor e ao colocar a sua mão na testa da mulher, percebeu que a pele dela fervia – e muito. Ele começou a procurar pelas chaves do carro, mas logo foi impedido por null, que segurou um pedaço da sua camisa:
— Por favor, não vá… — pediu baixinho, com os olhos marejados.
— Você realmente está passando mal, né? — null se abaixou para ficar na altura de null, observando um lado de sua vizinha que não conhecia. — Eu não vou a lugar algum sem você, null, porém, preciso da chave do seu carro para te levar para o hospital. — null assentiu, e por mais que não quisesse largar a camisa do vizinho, precisou soltar.
*
—
Ela está fora de perigo? null cobriu os olhos com a mão para protegê-los da claridade e conforme ia se acostumando, percebeu que não estava mais no seu apartamento, e sim em um quarto de hospital. Sua última lembrança era de ter sido carregada pelo seu
vizinho, e sem saber muito bem o que havia ocorrido, sentiu suas bochechas esquentarem ao relembrar a sensação gostosa que foi estar nos braços de seu
inimigo. Ela escondeu parte de seu rosto com o lençol, logo recebendo a companhia de sua melhor amiga, claramente preocupada com o seu estado:
— Por que não me ligou, null? — null a abraçou brevemente e segurou a sua mão. null sorriu fraco para a outra, se sentindo culpada por ter feito sua amiga sair de casa em seu dia de folga. — Sabe o quão nervosa fiquei ao receber a ligação de null avisando sobre o seu estado?
— null te ligou? — perguntou um tanto confusa. null e null não eram desconhecidos, mas também não eram próximos o bastante para trocarem números.
— Sim, null deu o meu número para ele. — Ela descansou as costas na cadeira. — Confesso que fiquei surpresa ao escutá-lo do outro lado da linha, e mais ainda quando ele apareceu na porta do meu apartamento para me buscar.
—
Oh. — Mesmo doente, null não deixou essa informação passar batida, e rapidamente sorriu maliciosamente para sua amiga, que não a impediu.
— O foco agora é você, senhorita! — null incorporou o modo “mãe”, e null sabia que levaria um sermão. — Você tem sorte de estar doente, senão eu estaria falando no seu ouvido desde que acordou! Sério, null, você não pode continuar achando que será um peso na vida dos outros. O que você teria feito se null não tivesse te encontrado? Prefere ficar morrendo do que pedir ajuda? — null mordeu o lábio inferior, odiando o fato de que null estava certa, como sempre.
— null, null está te esperando para te levar para a empresa. — null massageou as têmporas, sem paciência para lidar com a amiga.
— Você está com sorte, null null. — A mais velha abraçou a amiga, beijando a sua bochecha. — Assim que eu sair do trabalho, vou passar na sua casa, tudo bem? E você, null null — null apontou para o amigo —, trate de ser um amor com a null. Se eu souber que vocês brigaram, os dois vão desejar nunca ter virado meus amigos.
Ambos concordaram sem dizerem uma palavra e null saiu pela porta satisfeita com suas reações. Agora, com os dois sozinhos no quarto, o silêncio se fez presente até que a garota resolveu quebrar o gelo:
— Obrigada por ter me ajudado. — Sorriu. — Se não fosse por você, provavelmente eu estaria me fundindo com o chão nesse momento.
— Não precisa agradecer, null. — null soltou um riso abafado. — O importante é que você está bem e não teremos uma null no nosso encalço pelas próximas horas.
— Vocês não trabalham juntos? — null se virou um pouco, finalmente encarando o rapaz.
— Trabalhamos, mas liguei avisando que não conseguiria ir, já que tem uma
certa pessoa que precisa dos meus cuidados.
— Por que está se importando comigo?
null não pensou muito antes de falar, porém, não se arrependia. Ela não fazia a mínima ideia do motivo que levou null ao seu resgate, contudo, não gostava da sensação de estar sendo um incômodo, e o fato dele ter faltado ao trabalho por causa dela não ajudava em nada.
— Eu entendo que você me odeia, mas realmente acha que eu não me preocuparia com você nessa situação? — A fala do rapaz a pegou desprevenida.
— Eu não te odeio — respondeu quase que imediatamente.
— É claro que me odeia, null. Não precisa fingir o contrário por eu ter te ajudado…
— Eu já falei que não te odeio, null. É
você que nunca nos deu uma oportunidade de sermos amigos, então só restou sermos “inimigos”.
null engoliu a seco, sem saber muito bem o que responder. null não estava errada, ele definitivamente não lhe deu abertura alguma para se aproximar, e até a achava meio irritante quando tentava conversar com si casualmente no passado.
— Sinto muito, null — null coçou a nuca, abrindo um sorriso sem graça enquanto olhava para o chão —, eu não sei a razão… Mas eu não fui um bom vizinho nesse último ano, né?
— Pfft. — Ela nem tentou esconder a risada, ganhando um olhar confuso dele. Nunca imaginou que veria esse lado de seu inimigo, todavia, achou uma graça. — Não é como se eu fosse um exemplo de vizinha, null. Meio que estamos quites.
— Quites, então. — Concordou. — Posso te perguntar uma coisa?
— Dependendo do que seja.
— Você poderia ter ligado para null que ela iria correndo te ajudar ou para null — null ponderou —, por mais que talvez demorasse uns cinco toques para ele atender o celular. Você realmente acha que é um incômodo para os outros?
null mordeu o lábio novamente, odiando o rumo da conversa.
— Eu cresci sozinha — começou, sem se importar de estar contando algo pessoal para o seu inimigo —, então quando ficava doente, não tinha com quem contar. Eu não sou tão especial para exigir que meus amigos larguem seus trabalhos ou afazeres para me ajudar, eles têm outras prioridades e eu não quero ser uma.
— Mas você quer, né? — null o encarou sem entender. — Todos nós queremos ser a prioridade de alguém ou sentir como se fôssemos uma e não tem nada de errado nisso. Você tem duas pessoas maravilhosas ao seu lado que se preocupam verdadeiramente com você, que largariam seus trabalhos para estarem com você, e você faria o mesmo. Não tem nada de errado em querer que os outros façam por você aquilo que você faz por eles. — null já não sabia se era por conta da febre ou das suas emoções, só permitiu que as lágrimas caíssem por finalmente ter alguém que a entendesse. — E, apesar dos pesares, você tem a mim. O seu irritante vizinho que calhou de ser o seu inimigo. Agora, descanse mais um pouco que vou finalizar a papelada para podermos ir para casa.
null sentiu o seu rosto esquentar, e por mais que sua febre já tivesse abaixado um pouco, decidiu culpá-la por suas bochechas estarem extremamente coradas. Pela primeira vez em mais de um ano, teve uma conversa decente com null, conseguindo entender a razão pela qual null falava tão bem dele.
Provavelmente, voltariam a se odiar no dia seguinte, mas por hoje, null queria continuar na companhia de null por mais um tempo.
E mal sabia ela que ele
também tinha o mesmo desejo.
N/A: olha quem apareceu com uma short de alguns capítulos?
Assim, eu tenho 3 histórias pra atualizar + minhas shortfics, e tô aqui postando mais uma (como se não tivesse ignorando o fato anterior hehe)
Veio aí Joshua e Mingyu como principaissss. Confesso que adoro fics com essa temática e todos os clichês que elas possam oferecer, e por mais que Enemies to Neighbors será curtinha e rápida, espero que curtam tanto quanto eu!
Sei que nesse primeiro capítulo foi bem rapidinho os acontecimentos, mas como a fic será bem curtinha, não quis estender muito JNSDJNJNEJ
O próximo capítulo será do Mingyu e da Eve, e conheceremos mais deles e do trabalho do bofe! Além, claro, da relação das 4 personagens hihihi
Não esqueçam de comentar <3
Até a próxima <3
Joshua é muito principezinho, gente. Mesmo quando tava agindo como um vizinho chatinho HAHAHAHAH
Curiosa pra ver o desenvolvimento com o Mingyu e o parzinho dele. Adoro essas amizades que vão formando casal ASHOIASBOIASBOIAS
Ele é! Por mais que seja um chatinho na fic, viu? HAHAHAHAHA
Menina, também adoro! O próximo capítulo será dele
Eitaa que vizinhança boa essa. Onde fica esse lugar? Vou lá procurar um canto pra mim hahaahha

Dona pp, se cuida mulheeeer, não esconde a condição de saúde dos amiguinhos. Isso preocupa!
Torcendo pra att vir logo
Quem me dera ter uma vizinhança dessa hehehehe
Se tudo der certo, essa semana terá att! <3
Obrigada por acompanhar, Li <3
Own, Kim Mingyu é uma gracinha <3
Já amei esse fake relationship aí, QUEM VAI SE APAIXONAR HARD PRIMEIRO? HMMMM? AHAHAHHA
Bora, gente que eu quero ver double date nessa história, virem casais de fato de uma vez, obrigada, de nada.
ele é <3
HEHEHEHE QUEM SERÁ?
já já vai ter double date simmm <3 já shippo todos HAUSHAUHSAH
ARRE, PARARAM (um pouco) COM A PALHAÇADA, NÉ?
Te contar, enemies to lovers é bom, mas ao mesmo tempo me irrita de leve PORQUE A GENTE SABE QUE OS DOIS SE GOSTAM E FICAM DE DOCE NA HISTÓRIA KKKKK
Mas EtN é mais de boa porque “é o jeitinho do casal” e é só implicância boba mesmo, nada que realmente me faça querer socar um dos dois kkkkk
No aguardo pro encontro do segundo casal <3
FINALMENTE AJSNDNJJENDN
sim!!! eh bem isso mesmo kkkkkkkkkkkkk haja paciência (por mais que eu adore hehe)
ja ja vem o encontro hihi
Capítulos de Natal sempre aquecem o coração <3
Eu amo esse tipo de presente que a pessoa faz todo personalizado pra ser exclusivo da pessoa presenteada. Mingyu teria me ganhado aí na vida real kkkkk (só aí, sou difícil, tá? u.u) (mentira, pode ficar, Nat kkkkkkkkkkkkkkkk)
Agora vamos de capítulo final com os dois bicudos que finalmente se beijaram <3
Aiii, eu adoro capítulos/histórias de natal!!!!
E eu também! Eu sou esse tipo de pessoa HASBJSJAJSNSNSJ mingyu me ganha todos os dias
ARRE, ESSES DOIS, NÉ? KKKKK


Agora eu espero uns especiais de ano novo, dia dos namorados, noivado, casamento, lua de mel, tô aceitando tudo, tá? kkkkkkk
Ai, eu sei bem como é esse negócio de fanfic em andamento, foram poucas as minhas histórias finalizadas com sucesso HASODNASDO
(aliás, chances de Parque dos Homicídios voltar? HEHEHEH)
Eu acabei de ler o final e já tô com saudades desse quarteto, qq eu faço? MIMDÁ MAIS
Enfim, considere com carinhos os especiais que mencionei, tá? HAHAHAHHA
Finalmente virou casal oficial HIHIHI

VOU PENSAR COM CARINHO, SENHORA JDDNZJNSNDJD não prometo, mas vou pensar com mt carinho
E tem sim, e vai. Só não sei quando