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Dead Memories

   estava largado na escuridão novamente, a solidão vazia e familiar o cercavam. Aquilo dava espaço em sua mente para que pensamentos nada sadios e memórias viessem à tona.
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  Ele se lembrava bem de sua primeira vítima há mais de um século. Lembrava muito bem, mas detestava se lembrar. Essa era uma das únicas vítimas da qual ele guardava o rosto em sua mente, as outras centenas de pessoas já haviam sido esquecidas tinha muito tempo…
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  Lembrava-se de ter sido transformado contra sua vontade, ele nunca sequer sonhara com a imortalidade que lhe foi imposta. Apenas queria ser um rapaz normal e poder desposar , sua doce .
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  Lembrou-se de quando despertou, estava no meio da floresta em que esteve correndo para fugir de algum predador. Não havia sinal do mesmo aparentemente, era apenas ali. e um desejo descomunal por algo que ele não conseguia entender o que era.
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  Levara tempo e mais tempo para por fim descobrir o que seu corpo desejava tanto, sangue humano. O jovem ficou horrorizado ao perceber que podia sentir o cheiro de sua presa há quilômetros de distância, que podia ouvir seus corações batendo sem sequer estar perto… Ele estava horrorizado com o fato de que o desejo por saciar sua vontade era maior do que o seu lado humano que raciocinava e lhe dizia o quanto aquilo era errado.
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   passara dias sem se alimentar de coisa alguma, percebeu que sua sede era bem maior que sua fome. Na realidade não havia fome, mas como se sentia cada vez mais fraco tentou se alimentar de frutos encontrado na mata, o que não foi o suficiente.
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  Ele não suportava mais aquilo. Sentia que em pouco tempo pereceria.
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   não queria ser um monstro. Não queria ter de se alimentar de seus companheiros ou de qualquer outro humano, isso não era certo!
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  Decidiu que a viver assim preferia a morte, e então pensou… Se realmente iria se deixar levar, não queria que fosse ali, sozinho naquela mata sombria e fria. Não, ele queria poder ver mais uma vez sua amada , queria poder se despedir, dizer adeus e pedir para que ela o perdoasse por não poder continuar a cumprir sua promessa de que a amaria para sempre, como havia lhe pedido. Precisava ver que ela estava bem…
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  E assim pensando, percebeu que suas pernas se moviam sem sequer ter comandado isso. Seu corpo se movia rápido, rápido demais para que alguém percebesse sua presença em qualquer lugar dali…
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   demorara três dias inteiros para finalmente chegar ao seu lar. Pôde ao longe sentir o cheiro do perfume de misturado ao odor de seu sangue. Viu ela cuidando do campo em volta de sua casinha, campo este que ela considerava seu lindo jardim. Quando o rapaz percebeu, já estava às costas de e logo a envolvia com seus braços assustando-a verdadeiramente.
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  - Ah meu Deus! – a moça exclamou quando finalmente reconheceu o rosto sujo do rapaz. – , o que está fazendo aqui? – questionou analisando-o milímetro por milímetro. – Eu não esperava vê-lo. – arregalou os olhos e depois de se soltar dos braços do jovem e se afastar um pouco, começou a esfregar os olhos e a piscar milhares de vezes, como que tentando ter certeza de que não era uma alucinação.
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  - Sou eu, . – Ele sorriu se aproximando novamente. A moça gritou de alegria e logo pulava no pescoço do rapaz num abraço cheio de saudades.
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  - O que faz aqui? Houve alguma coisa? – ela questionou atônita.
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   sorriu ao ver novamente sua e sua vivacidade inconfundíveis.
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  - É algo complicado para se explicar, … – Murmurou o rapaz nada satisfeito ao informar. Ele vira o ar de preocupação passar pelo rosto da moça a sua frente. – Mas fique tranquila, não há nada com o que tenha que se preocupar… – Aquela era a maior mentira que havia dito à . Logo ele estaria partindo, como podia dizer que não havia com o que se preocupar? E ainda havia a sede. Ah, a sede que sentia era absurda naquele instante, sentindo o cheiro delicioso que emanava da pele macia e sedosa de .
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  Sem conseguir pensar em seus atos, simplesmente puxou para mais perto de si, envolvendo sua cintura num abraço um tanto apertado e colando seus lábios numa forma de expressar seu desejo.
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  - …! – ela exclamou em meio ao beijo, olhando ao redor. Seus pais estavam na cidade para fazer compras, demorariam muito a voltar, mas todo cuidado era pouco com atos em público, todos eram muito conservadores e um rapaz beijando uma moça sem serem casados era uma afronta naquela época.
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  Não havia tempo para conversas, apenas pousou seu dedo sobre os lábios de e a encarou nos olhos.
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  - Shh. – Foi tudo o que disse antes de voltar a beijá-la, agora com mais vontade.
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  Ele a carregou para dentro da pequena casa, seguindo a direção do quarto da moça, deitando-a devagar em sua cama simples e aconchegante. O beijo não cessou por um segundo sequer. Ninguém sabia bem ao certo como havia acontecido, mas os dois em poucos minutos já estavam despidos. Os corpos movendo-se numa sincronia perfeita.
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   sentiu-se humano por alguns instantes, ouvindo os gemidos de em seu ouvido e sentindo suas unhas se cravando em suas costas. Aquele instante durara poucos segundos, logo seu olfato captou o odor do sangue de novamente, o cheiro doce misturado ao suor, um cheiro que inebriava seus sentidos e qualquer tentativa de manter o controle. Quando ele percebeu, sua boca já percorria o caminho para o pescoço da moça, onde, como uma forma masoquista de se deliciar, deu mordiscadas leves que tiravam mais suspiros e gemidos de sua amada. Estavam chegando ao ápice quando ele finalmente cravou seus dentes no local, fazendo com que gemesse muito mais alto pela dor. Os gemidos foram baixando a medida que a sede de ia sendo saciada, até não restar mais nada. Mais nada da sede e mais nada de sua .
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  Quando se deu conta do que fizera, o terror tomou conta de seu ser. O corpo de jazia sem vida, violado por quem ela mais amava. Seus olhos, antes brilhantes, agora o encaravam opacos e não importava para onde ele corresse, o quão distante ele fosse, aqueles olhos frios e sem vida o acompanhariam.
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  Lembrar daquelas coisas, das memórias de uma vida que já não existia, machucava no pouco que sobrara do jovem , mas aquelas memórias mortas eram as únicas coisas que o faziam se sentir vivo.
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  - Um brinde, . – sorriu encarando o corpo nu de uma mulher estirado em sua cama, enquanto brindava o ultimo gole de whisky de seu copo.
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Fim

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