Li Santos
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Dark Shadow

Prólogo

  Brasil, final de junho de 2014 – Copa do Mundo

  A família Yoshida, quase toda de origem japonesa, caminha feliz por entre tantas outras famílias que vão em direção à entrada do templo do futebol: Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. O pai, descendente de japonês, senhor Hiroki Yoshida caminha com seu filho mais novo no colo, o pequeno e alegre Fuyuki de 6 anos de idade que é um legítimo japonês. Ao lado dele, caminha sua esposa Harumi Yoshida que é nascida no Japão e sua filha mais velha, Yoshida que tem 16 anos.
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  O jogo que vai ser realizado hoje pouco importa para eles, o intuito real é o passeio em família que não é feito há tempos. É a primeira vez que o pequeno Fuyuki vai a um estádio de futebol e nada melhor do que começar pelo Maracanã, não é mesmo? Quase toda família gosta de futebol, a única que não vê nada interessante no esporte é a . Esse é um dos motivos dela estar usando headphones agora.
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  — Espero que esteja ouvindo a narração do jogo, filha — diz Hiroki em tom de brincadeira para a filha, a garota olha para ele e tira um dos lados do headphone que está postado no topo de sua cabeça tocando música muito alto.
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  — Falou comigo, papai? — diz ela.
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  — Não — às vezes, Hiroki desiste de tentar voltar a ter a atenção da filha. Isso dói no homem, não saber como ter sua garotinha de volta. — Quer sorvete? — questiona ele, mudando de assunto.
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  — Não, papai, obrigada. Mas, acho que o Fuyu quer — brinca ela ao ver a cara de “pidão” que o irmão faz ao olhar para o pai.
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  — Quer sorvete, garotão? — questiona o homem, olhando para o pequeno.
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  — Quero, papai! — responde ele, animado.
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  Hiroki ri e ajeita o filho nos braços caminhando até a barraca onde vende sorvete, eles ainda não entraram no estádio. A mãe de se aproxima da filha e cutuca ela.
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  — Oi, mamãe — diz a jovem retirando os headphones totalmente e encarando a mãe que parece ser quase da idade da filha.
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  — Seu pai quer se aproximar — diz ela com a voz doce —, ele quer se desculpar por tudo, por favor, dê uma chance para ele — a jovem suspira pesadamente. Esse assunto incomoda um pouco.
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  — Mamãe, ele fez algo errado…
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  — Eu sei que ele fez e você sabe que não foi culpa dele. Ele não teve escolha, -chan — a voz de Harumi endurece levemente. Tinha perdido a conta de quantas vezes explicou para filha a mesma coisa.
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  — Ok, mamãe. Já sei a história, mas também sei que o que ele fez vai continuar afetando a gente — argumenta ela e completa: — Tenho medo pelo Fuyu que é só uma criança!
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  — Acha que eu também não tenho medo?! — diz a senhora Yoshida mais energicamente e com a voz embargada.
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  — Me desculpe, mamãe — sabe que esse assunto também incomoda toda a família por ser muito delicado. A jovem dá um abraço terno na mãe, que discretamente enxuga algumas lágrimas.
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  Hiroki e Fuyuki voltam com dois potinhos de sorvete com grandes bolas de chocolate. O rosto do pequeno está quase todo melado de sorvete. Hiroki vê a esposa e a filha abraçadas e sente o clima um pouco tenso, mas resolve não perguntar o que houve. Abre um caloroso sorriso e oferece sorvete para elas novamente, que aceitam uma colherada.
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  A família Yoshida volta a caminhar, rindo e observando a grandeza do Maracanã cada vez mais perto deles. O garotinho, que agora está andando com seu pote de sorvete nas mãos, se lambuzando enquanto anda meio desengonçado. anda atrás do irmão e seus pais mais atrás.
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  Antes deles começarem a subir a rampa de acesso ao estádio de fato, ouvem um barulho muito alto. O pai de olha para trás e vê a correria, puxa a esposa e a filha para o lado e carrega o filho no colo.
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  — Corre, Harumi, pega nossos filhos e corre! Some, daqui! — eles trocam olhares aflitos. Fuyuki vai para o colo da irmã, chorando assustado.
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  — Onee-chan*! — chora o garoto, agarrado no pescoço da irmã.
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  — Papai! Aonde vai? Vem com a gente! — grita, com urgência, agarrando o braço do pai com a mão livre enquanto a outra abraça carinhosamente o irmão aninhado.
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  — Não posso, vocês vão correr perigo se eu for junto. Vão, vão!
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  Angustiado com a resistência, Hiroki empurra a filha e a esposa, as obrigando a correr. O homem corre na direção oposta, olhando para trás assustado.
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   não viu mais nada, mas o barulho dos tiros que ouviu foram o suficiente para fazer a garota gritar e se virar de repente.
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  — Papai!!!
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*Onee-chan – termo usado para se referir à irmã mais velha.

Capítulo 1 – Novos ares

   não consegue dormir desde que chegou ao hospital com a mãe. O sr. Hiroki está há horas na sala de cirurgia e a garota não sabe se ele irá sobreviver após ter sido atingido por um tiro nas costas.
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  O frio da sala de espera fez abraçar o próprio corpo na tentativa de se aquecer. As imagens aterrorizantes do ocorrido ainda estão frescas em sua memória, a correria das pessoas se espalhando por todas as direções, os gritos de pânico, os tiros, a imagem agonizante de seu pai caindo ao chão, a expressão de dor em sua face…
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  O que aconteceu? não sabe. A única coisa que deseja é a recuperação de seu pai e que esse pesadelo acabe logo.
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  Ela fecha os olhos e tenta dormir.
   desperta assustada de um terrível pesadelo. Mais uma vez sonhou com seu pai morto. Tal sonho tem sido frequente ultimamente e o perigo que ele se torne real é maior ainda. A garota jamais concordou com o modo que seu pai ganha dinheiro, de maneira fácil, sempre foi motivo de briga entre os dois. Esse método financeiro é o motivo da vida do sr. Yoshida estar correndo perigo.
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  — Com licença — a voz suave do homem alto de jaleco branco tira de seus pensamentos —, vocês são a família do senhor Yoshida? — questiona o médico encarando a garota e sua mãe que dormia ao seu lado.
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  — Sim, sou esposa dele — diz Harumi, nervosa, e levantando o corpo que estava escorado na parede. Pôs-se de pé para encarar o médico.
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  — A cirurgia do senhor Yoshida acabou e correu tudo bem — anuncia ele com um sorriso leve no rosto. Harumi suspira aliviada.
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  — Ai, obrigada, doutor! — a mulher curva o corpo, agradecida e faz um aceno com a cabeça também indicando seu agradecimento.
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  — Ele deve ter alta nos próximos dias. Em breve poderão vê-lo.
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  Dito isso, o médico se despede e deixa mãe e filha sozinhas novamente. Harumi volta a se sentar e a garota abraça a mãe. Pelo menos pôde respirar aliviada por alguns minutos.
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  Seu pai está a salvo.
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  Uma hora se passou e finalmente pôde ver seu pai. Apesar das constantes brigas entre eles, não escondeu sua preocupação com o bem-estar do sr. Hiroki. Ao entrar no quarto onde ele está, avistou o homem deitado na cama, parece abatido e fraco. Ao ver a esposa e filha, o homem sorri de leve.
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  — Harumi… … — sussurra ele com o braço esticado para elas.
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  — Hiroki… — a voz chorosa de Harumi fez o homem deitado na cama chorar. Segura firme a mão da esposa assim que ela se aproxima da cama.
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  — Papai… — sussurra com a voz embargada e se aproxima da cama.
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  — Você está bem, meu amor? — pergunta ele, carinhoso.
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  — Sim… e… e como o senhor está? — o nó em sua garganta quase sufoca a garota.
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  — Pronto para outra — brinca ele, rindo de leve.
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  — Hiroki! — Harumi dá um leve tapa no marido — Não brinque assim.
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  — Desculpe, minha querida.
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  — Papai… — começa , temerosa em falar, mas sentindo que precisa falar aquilo que a aflige desde que teve a confusão que quase matou seu pai.
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  — Diga, meu amor — responde ele, solícito, vendo que a filha precisava falar algo que a angustiava.
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  — Foram aqueles homens de novo?
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   refere-se aos homens que atacaram eles em outra ocasião.
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  O pai de tem problemas com jogatina. Hiroki já perdeu as contas de quantas vezes já perdeu dinheiro em apostas que nunca venceu. Ele sempre deixava a dívida em aberto, sempre acumulando, nunca com dinheiro o suficiente para saná-la. Porém, em um momento essa dívida começou a ser cobrada. Foi aí que a vida de e sua família mudou totalmente. Por meses, e seu irmão Fuyuki não foram à escola por medo de sequestro por parte dos credores de seu pai. Dessa vez, Hiroki Yoshida estava se recuperando de seu vício, havia parado realmente de jogar e conseguiu pagar parte de sua dívida. Mas, para os credores como os de Hiroki, pagar parte da dívida não é o suficiente. Por isso, as ameaças de morte são frequentes e nunca cessaram.
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  O ataque de hoje foi apenas um aviso, mais um, de que atrasos no pagamento não serão tolerados.
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  — Certamente sim, filha — responde ele com o ar cansado. — Hey — chama ele, encarando a filha —, vai ficar tudo bem.
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  — Vamos embora, papai. Por favor!
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  — -chan… — diz Harumi encarando a garota com espanto.
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   sempre é a primeira a não querer fugir. Vê-la sugerindo uma fuga é estranho para seus pais. Hiroki também a encara com espanto.
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  — Filha…
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  — Vamos embora para o Japão! Na cidade da obaa-san*… — ela diz, aflita.
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  — , eles sabem onde meus pais moram. Teríamos que…
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  — Para outra cidade, então! — diz de prontidão — Papai, eu estou com medo!
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  Ouvir essa frase proferida pela filha fez Hiroki sentir toda a culpa de uma vez. nunca demonstrou esse medo. Agora, ao ver a filha suplicar pela fuga, faz Hiroki enxergar o medo no olhar da filha e isso também o assusta.
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  De todo modo, o que disse, de estar com medo, fez Hiroki tomar a decisão que salvará sua família. Eles precisavam realmente fugir. E, nada melhor do que o antigo lar do homem e sua esposa.
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  — Vamos para o Japão!
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  Com o anúncio repentino de Hiroki, deixou lágrimas de alívio caírem de seu olhar. Ela nunca ficou tão feliz em se mudar.
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  Três dias foram o suficiente para que Hiroki Yoshida se recuperasse da cirurgia, recebesse alta do hospital, organizasse suas coisas e viajasse com sua família para o Japão.
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  Agora, estão todos dormindo, já dentro do avião, rumo à Tóquio. Hiroki avisou aos pais da mudança, mas não entrou em muitos detalhes. Avisou que se mudaria para Yokohama com Harumi e os filhos. Antes de viajar, Hiroki recebeu uma “visita” dos credores, mas felizmente ele não chegou a confrontá-los. O homem tinha ido até sua antiga casa apenas para buscar algumas roupas que faltaram, mas diante das circunstâncias, preferiu fugir e voltou para o hotel onde estava hospedado com a família.
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  No Japão, Hiroki irá reconstruir sua vida e carreira. O homem é formado em Arquitetura e tentará carreira em sua área com a ajuda de um velho amigo de infância. Está muito esperançoso com esse recomeço de vida, não pretende mais errar como errou no passado, decepcionando todos a sua volta. O que mais dói em Hiroki foi ter decepcionado sua filha, , desde então a relação deles anda estremecida. Mas, após o ataque quase fatal que recebeu, Hiroki tem visto a reaproximação da filha. Nada está perdido, afinal. Hiroki não pode mais errar ou senão a vida de sua família pode… O homem nem gosta de pensar nisso.
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  Ele volta a dormir.
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  Na fileira da frente, havia acordado após quatro horas seguidas de sono. Ao olhar para o lado, vê o irmão Fuyuki agarrado em seu braço a dormir. O garotinho ficou muito assustado com o ataque que o pai sofreu. Desde então, ele não fala direito, não se alimenta como antes e só quer ficar agarrado a alguém da família. Sua favorita é a irmã mais velha. A jovem Yoshida sorri ao ver o irmão dormir de boca aberta e afaga os cabelos dele. Ao respirar fundo, soltando o ar, encara a janela do avião e só consegue ver o oceano. Sinal de que estão mais perto do destino final. mal vê a hora de chegar a Tóquio.
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  Mais algumas horas se passaram e voltou a acordar, dessa vez porque sua mãe a cutuca. O avião finalmente pousa em solo japonês, chegou a hora de desembarcar.
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  — Nene*… — diz Fuyuki baixinho e com a voz manhosa, abaixa o olhar para encarar o irmão que está agarrado ao vestido dela.
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  — Oi, meu amor — diz ela, carinhosa.
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  — Carrega?
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*Nene – Outra forma de chamar a “irmã mais velha”. Diminutivo de “onee-san”.

  Fuyuki tem a capacidade de fazer , que normalmente é fechada e séria, amolecer e sorrir. A jovem carrega o irmão no colo após colocar sua mochila nas costas.
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   segue o caminho pela saída do avião bem perto dos pais que seguem guiando o caminho. A intensa movimentação do aeroporto de Tóquio assusta um pouco e a faz andar ainda mais perto de seus pais com medo de se perder deles.
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  A família Yoshida finalmente chega à área do estacionamento onde pegaram um carro que o melhor amigo de Hiroki havia deixado de antemão para emprestar ao amigo. Após pegar a chave reserva no “Achados e Perdidos” do aeroporto, fingindo ser o verdadeiro dono, Hiroki embarca a família e suas bagagens no carro e parte rumo à Yokohama.
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  Cerca de cinquenta minutos depois, eles chegam à cidade. À primeira vista é tão glamurosa quanto Tóquio, só que com o ar mais refrescante. fica impressionada com o tamanho dos prédios de Yokohama e com a quantidade de área verde, bem mais que no Rio de Janeiro, onde morava no Brasil.
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  Enquanto seguiam a caminho até sua nova casa, ia observando os detalhes da cidade. Logo nota o clima quente do início do verão que se aproxima, o céu azul com poucas nuvens pode ser visto por entre a floresta de prédios altos que há ao centro da cidade. Pelo que Hiroki contou, o bairro onde irão morar é mais afastado do centro. E não demora tanto para que eles cheguem lá.
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  Hiroki estaciona o carro na garagem da casa simples, porém grande. No muro, na parte externa, há uma placa escrito “Yoshida”, sorri ao vê-la enquanto entra com Fuyuki no colo, o garotinho dorme profundamente. A frente da casa possui um jardim com uma trilha de pedras que indica o caminho até a entrada principal e uma outra que dá para o quintal pela lateral da casa.
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  Os quatro humanos e o gatinho de estimação da , o Sirius (em homenagem ao personagem de Harry Potter, favorito de ) de pelagem preta e branca, adentram juntos à casa. No hall de entrada deixam seus sapatos e pisam no piso de madeira bem encerado. Dali já é possível ver a escada que dá acesso aos quartos na parte de cima da casa. A sala principal é grande e possui dois sofás, uma mesa de centro, uma poltrona e um móvel comprido onde tem o home-theater e uma TV pregada na parede. A cozinha no estilo americano é logo ao lado, é pequena, mas tem bastante eletrodomésticos. Ainda na parte debaixo, há um pequeno banheiro para visitas.
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  No andar de cima, há três quartos bem espaçosos e um banheiro para todos. logo se instala em seu quarto que já está mobiliado e com alguns materiais escolares na escrivaninha. A garota senta-se na cama e vê um bilhete onde está escrito “Para -chan”. Sorri ao reconhecer a caligrafia.
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  Desdobra o papel e lê mentalmente.

  “Olá, -chan!

  Como foi a viagem? Espero que tenham chegado bem. Sinto muito por não recebê-los, tive um imprevisto de trabalho, porém estarei aí amanhã para ver vocês. Estou com saudades.
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  Não se preocupe, pois você e Fuyu-kun já estão matriculados na escola. A sua escola terá um teste na segunda-feira que você terá que fazer antes de ingressar na turma, mas, apesar de difícil, sei que você é capaz de passar. Afinal, é uma Yoshida (e minha afilhada)! O mais legal é que as escolas são uma de frente para outra. Incrível, né?! Deixei seu material escolar e o endereço da escola na sua escrivaninha.
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  Gostou do seu novo quarto? Espero que tenha decorado do seu jeito. Mas fique à vontade para alterar qualquer coisa, ele é seu agora.
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  Sei que já está adolescente (o tempo passou rápido demais. Quando foi que eu dormi e perdi isso?), então lhe comprei um notebook para você poder estudar. Espero que goste!
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  Até amanhã, minha querida.
  Com amor, do seu padrinho.

  Hayato Tanaka

  — Gostou do quarto que seu padrinho decorou para você? — questiona Hiroki.
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   ergue o olhar do bilhete e encara o pai parado à porta. O homem sorri por ver a filha sorrindo também. Ele entra no quarto e senta-se ao lado dela na cama.
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  — Ele foi muito gentil pelos presentes — começa a garota com um sorriso envergonhado no rosto. — Ele disse que virá amanhã, irei agradecer.
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  — Faça isso, minha filha — diz o homem. — Hayato realmente ajudou muito com nossa vinda para cá.
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  — Vou agradecer por isso também — Hiroki põe a mão na cabeça da filha de forma carinhosa e lhe sorri.
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  — Precisa de ajuda com a arrumação de suas coisas? — questiona ele tirando a mão da cabeça dela.
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  — Não, papai, obrigada — diz ela e completa: — O senhor deveria descansar. Mamãe e eu podemos terminar de arrumar tudo.
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  — Daijoubu desu — “está tudo bem”. — Sua mãe precisa de você para terminar o jantar. Irei terminar de arrumar o quarto do Fuyuki junto com ele.
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  — Está bem, papai, já irei descer para ajudá-la.
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  Hiroki faz um aceno de cabeça e se levanta, deixando a garota sozinha novamente.
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   vai até sua escrivaninha nova e analisa os materiais que o padrinho Hayato lhe deu.
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  Hayato Tanaka é o melhor amigo de infância de Hiroki, pai de , e, assim que Harumi ficou grávida de , pouco tempo após se casar, eles o convidaram para ser padrinho da garota. tem uma relação excelente com o padrinho, mais até do que com seu pai. Hayato é o grande confidente dela e foi para ele a primeira pessoa que ela contou sobre seu pai e os problemas com os credores no Brasil. Daí veio a ideia da mudança para o Japão.
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  Em cima da cadeira da escrivaninha, observa seu novo uniforme. Mesmo sendo brasileira de nascença, foi criada dentro da cultura japonesa, então não será difícil para ela se adaptar à nova realidade. O padrão de vestimenta das escolas de Ensino Médio Japonesas, tanto públicas como privadas, é o mesmo, a diferença é a cor e o uso ou não de algum acessório extra, como um chapéu ou boina, por exemplo.
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  O uniforme de será dessa forma: camisa branca, gravata xadrez (nas cores preta, azul-marinho e branca), saia no mesmo padrão da gravata e na altura dos joelhos, uma suéter azul-marinho com o brasão da escola bordado em dourado, sapato preto fechado (que será trocado por um sapato branco para uso no interior da escola) e o blazer azul-marinho que possui dois broches: um com o brasão da escola e outro com o nome do aluno.
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  Mesmo não tendo feito a prova de admissão ainda, recebe o uniforme completo.
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  A jovem observa seu uniforme que usará depois de amanhã, caso tudo dê certo e ela passe na prova. Normalmente, as provas de admissão do Ensino Médio são tão complicadas para os estudantes do Ensino Fundamental que há cursinhos preparatórios para isso. Durante sua vida escolar no Brasil, Hiroki e Harumi fizeram questão de preparar para essa prova, mesmo não tendo previsão se a filha estudaria o Ensino Médio no Japão ou não. Fizeram como uma espécie de prevenção. No fim, foi necessário.
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  Embaixo do uniforme principal, acha o uniforme de Educação Física: blusa e calça de moletom azul-marinho bordados com o brasão da escola e o nome do aluno, duas blusas brancas com manga curta e sapatos de corrida.
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   suspira, reunindo forças para encarar a escola nova, ainda mais no fim de um período, dos três do ano letivo. Ela nunca conviveu com japoneses em sua vida escolar. Essa sim será uma grande novidade para ela e um grande desafio.
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  A garota deixa para ver o restante de seu material depois e desce para ajudar a mãe com o jantar.
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   acorda assustada, já no dia seguinte, mais uma vez tendo o mesmo pesadelo: a morte de seu pai. Além do pânico de não ter certeza do que ele significa, dessa vez teve um elemento novo em seu sonho. Antes de sonhar com a morte do pai, sonhou que todos em sua nova escola, com rostos indecifráveis, riam de sua cara e apontavam o dedo para ela no meio do pátio principal, gargalhando. Isso a deixou ainda mais assustada com essa combinação de pesadelos.
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  Os pensamentos ruins dela foram interrompidos por batidas na porta.
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  — Entra — diz ela e se ajeita na cama, sentando-se.
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  — Bom dia, filha — a voz sempre suave de Harumi invade o quarto de . A mulher adentra ao quarto sorrindo e caminha até a janela.
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  — Bom dia, mamãe!
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  — Vamos tomar café da manhã, mais tarde o Hayato-kun estará aqui — anuncia a mãe de enquanto abre as cortinas da janela.
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  — Estou com saudades do meu padrinho — comenta sentindo o coração apertar levemente de ansiedade e saudade.
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  — Faz tanto tempo, né? — diz Harumi, saudosista.
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  A última vez que viram Hayato foi quando completou 10 anos de idade e poucos dias depois seu irmão Fuyuki nasceu, no meio do inverno, por isso mesmo que ele tem esse nome. “fuyu” significa “inverno” em japonês. Nessa época, a família Yoshida tinha ido ao Japão para comemorar o aniversário de , mas acabaram comemorando também o nascimento de Fuyuki. Hayato ficou com enquanto seus pais estavam no hospital com o filho que nasceu um mês antes da hora. Dias depois eles voltaram para o Brasil, já com o registro de Fuyuki, um legítimo japonês de Yokohama.
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   e sua mãe descem para comer. Hiroki prepara um belo prato de arroz com curry para todos, sem contar a salada de pepino e salmão bem temperada para acompanhar.
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  Após comer, ajuda a arrumar a cozinha e a preparar o almoço especial para receber seu padrinho. A ansiedade dela é grande.
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  As horas parecem não colaborar com a ansiedade de em rever o padrinho. Ela já havia verificado por inúmeras vezes a janela para ver se o Hayato já havia chegado.
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  — , por favor, sente-se — diz Hiroki que já está angustiado com a movimentação excessiva da filha.
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  — Meu padrinho disse que chegaria que horas mesmo? — questiona ela novamente, ignorando a ordem do pai.
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  — Antes do almoço, querida — responde Harumi vendo o marido apertar as têmporas de irritação. — Agora, sente-se antes que seu pai tenha uma síncope — brinca ela, pondo a mão na boca segurando o riso.
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  — Estou ansiosa para vê-lo — defende-se .
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  Foi então que todos ouvem o toque da campainha.
  — ELE CHEGOU! — berra e sai correndo para atender a porta.
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  Assim que abre a porta, dá de cara com seu padrinho.
  Hayato continua o mesmo homem bonito de seis anos atrás. Os cabelos escuros caindo nos olhos e cobrindo parte das orelhas. O olhar sempre fixado em seu alvo, com seus lindos olhos castanhos escuros como a noite. Apesar da expressão séria e fechada, Hayato é um homem gentil, possuidor de um abraço acolhedor, sempre tem os melhores conselhos e tem algo que ama: o melhor sorriso. Toda vez que o padrinho sorri, se sente mais feliz.
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  Ela pula no pescoço do padrinho e o abraça. Hayato a segura para que não caia, abraçando-a de volta.
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  — -chan!! — diz ele muito feliz por rever sua afilhada depois de anos. — Deixe-me te ver — ele a põe no chão e a observa bem. — Você está enorme, -chan! — conclui ele, emocionado.
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  — Você continua muito emotivo, Hayato — a voz de Hiroki invade o hall de entrada.
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  — Hiroki! — diz Hayato e vai abraçar o amigo. — Como vai?
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  — Bem… obrigado por tudo, meu amigo — responde Hiroki também emocionado.
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  — Padrinho, obrigada pelos materiais escolares, pelo notebook e por me matricular na escola… obrigada por tudo!
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  A família Yoshida se curva em agradecimento a Hayato que sorri sem graça.
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  — Faria tudo novamente. Contem sempre comigo — diz ele, envergonhado. — Oh, Fuyuki? — questiona ao ver o garotinho agarrado às pernas da mãe, se escondendo.
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  — Fuyu-kun — diz Harumi, aparentemente ela não tinha notado a presença do filho ali. Ela abaixa e o carrega no colo.
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  — Ele está grande… Oi, Fuyu-kun — Hayato tenta fazer amizade com o garoto que o olha desconfiado.
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  — Já já ele estará acostumado com você, Hayato — afirma Hiroki vendo que o filho não esboça nenhuma reação de amizade. — Afinal, ele nunca te viu.
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  — Eu sei, não faz mal — Hayato sorri para o garoto e volta seu olhar para novamente. — Que bom que você se lembra de mim ainda, -chan.
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  — Ah, padrinho! Jamais me esquecerei do senhor — sorri e volta a abraçar o padrinho.
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  — Não me conformo, você está quase da minha altura! — comenta ele, espantado.
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  — cresceu bastante, né? — comenta Hiroki, orgulhoso. Todos concordam.
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  — Bom, vamos entrar? O almoço já está quase pronto — diz Harumi e todos vão para a sala.
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  Durante a sobremesa, Hayato explica para como será o processo para ingressar na escola.
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  O ano letivo no Japão inicia-se em abril e termina em março do ano seguinte, assim como o ano comercial. Essa época condiz com o início da primavera e com o florescimento tão esperado do sakura (as flores de cerejeira), que tem grande significado para os japoneses.
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  O currículo básico do ensino médio tem as seguintes matérias obrigatórias: língua japonesa, geografia e história, educação cívica, matemática, ciências, saúde e educação física, artes, língua estrangeira, economia doméstica e informação. E atividades extraclasses e estudos integrados que também são exigidos. Caso seja opção do aluno, ele pode ingressar em programas vocacionais especiais e também fazer cursos em sua área de atuação (empresarial, arte industrial, agricultura, etc.) e cumprem menos horas de estudos nas matérias do currículo básico comparado aos alunos regulares.
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  Para entrar na escola pública de ensino médio, terá que fazer uma prova, que está marcada para segunda-feira, pela manhã. Se passar, entrará no 2º período do 1º ano do EM. O ano letivo do EM é dividido em três períodos: 1º vai de 01/04 – julho; 2º vai de 01/09 – dezembro; e o 3º vai de 03/01 – março. Há o período de férias de um mês (março). As aulas duram das 8h até às 14:50, de segunda à sexta, sendo que os trinta minutos iniciais são dedicados à leitura individual obrigatória; aos sábados, as aulas vão até às 12h.
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  A prova é muito disputada pelos jovens com idade escolar. Mas, segundo Hayato, tem totais condições de passar.
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  — É sério, -chan, tenho certeza de que você é capaz de passar nessa prova — diz Hayato orgulhoso.
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  Todos estão na sala, conversando sobre a prova que fará amanhã. Fuyuki, que ingressa no ensino infantil, não precisará fazer nenhuma prova.
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  — Não é para tanto, padrinho — diz envergonhada.
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  — Ah, , você é inteligente, filha — incentiva Hiroki dando um abraço nela.
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  — Oh, seu pai pode ser qualquer coisa, mas mentiroso ele não é — comenta Hayato rindo e todos riem.
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  — Hayato-kun — diz Harumi.
  — Sabe que é verdade, Haru-chan — Hayato diz carinhoso. — -chan… — a garota olha para ele — eu confio em você. Nós confiamos em você, sabemos que conseguirá essa vaga, hm…
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  — Hai — “sim”.
  — Ganbatte ne — “força né” ou “se esforce, né” ou “faça o seu melhor”.
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  — Obrigada, padrinho. Obrigada! — ela fica vermelha e Hayato suspira.
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  — Kawaii — “fofa”. Diz Hayato fingindo apertar as bochechas de mesmo de longe.
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   não está acostumada com elogios a ela. A jovem não se acha tão inteligente ao ponto de conseguir passar na prova amanhã e é isso que paira seus pensamentos, que quase não a deixam dormir.
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  -chan! -chan!
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  A voz ao longe não parecia ser de ninguém conhecido. De onde vem essa voz? Quem está gritando por ela? Está tudo escuro e não dá pra ver nada ao redor. Sua respiração está pesada, difícil, parece que…
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  — -chan! -chan!
  “Mamãe?”, pensa e força a abertura dos olhos.
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  Ela ergue o corpo, está suando, ofegante. Se incomoda com a luz forte que entra no quarto, quando olha o relógio ao seu lado na mesinha de cabeceira, toma um susto.
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  7:15AM
  Ela precisa se apressar.
  — -chan! Meu Deus, seu padrinho já está aqui, filha! Você vai se atrasar!
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  A mãe dela continua gritando, enquanto levanta apressada e corre para o banheiro. Após um banho rápido, a garota desce a escada correndo, por hoje, ela ainda não precisa usar seu uniforme.
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  — Também não precisa derrubar a casa, filha — comenta Harumi ao ver a filha parar no balcão da cozinha, ofegante.
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  — Estou pronta, padrinho — diz puxando o ar fortemente. Hayato para a xícara no meio do caminho até sua boca e sorri.
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  — Coma alguma coisa, minha querida. Temos tempo — diz ele, com tranquilidade.
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  — Padrinho, eu olhei e a escola é longe daqui. Temos que…
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  — -chan — a voz de Hayato sai mais firme que o rotineiro tom fofo que usa com ela. ergue o corpo e se cala —, por favor, se acalme e sente-se.
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  Hayato puxa o banco alto em frente ao balcão, ao seu lado, e convida a sentar-se. Harumi sorri orgulhosa e satisfeita por, mesmo distante por tantos anos da afilhada, Hayato ainda tem autoridade sobre ela.
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   come rapidamente e, após escovar os dentes, retorna à sala, onde o padrinho e seus pais aguardam por ela.
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  — Que rápida — comenta Hiroki. — Está pronta, filha?
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  — Sim, o senhor vai comigo e o padrinho, papai?
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  — Gostaria muito, minha querida, mas eu tenho uma entrevista às 9h.
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  — Ah, boa sorte, papai. ganbatte ne!
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  — Obrigado, filha! Boa sorte na prova — diz Hiroki sorrindo carinhoso para a filha.
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  — Ah, antes de irmos, , eu tenho um presente para você — diz Hayato com as mãos atrás do corpo e só agora nota esse fato.
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  — Outro, padrinho?
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  — Hayato-kun — diz Harumi com surpresa.
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  — Hayato e suas surpresas… — comenta Hiroki, rindo.
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  — Você merece, — ele traz os braços para frente revelando uma caixa pequena embrulhada para presente. — Para você, minha querida.
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  Emocionada, pega a caixinha e a desembrulha. Ao abrir, é revelado uma caixa de celular. olha surpresa para o padrinho que está sorrindo lindamente. O sorriso dela.
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  — Para podermos nos comunicar melhor e essencial para uma garota da sua idade — diz ele divertido. — Só não encha a agenda com contatos de garotos.
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  — Oh! — surpreende-se Hiroki — Hayato!
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  — Padrinho!
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  — Estou falando sério, -chan — diz Hayato.
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  — Eu não tenho tempo para isso, padrinho — diz , sem graça.
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  — Que bom.
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  — Vamos embora, por favor — apressa-se . — Ah, obrigada, padrinho. Amo o senhor — dá um abraço forte no padrinho e ele beija o topo de sua cabeça.
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  — Também quero — Fuyuki se aproxima e abraça as pernas da irmã.
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  — Vem cá, seu fofo — a garota o carrega e os três se abraçam.
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  Fuyuki já está com seu uniforme, que é parecido com o de , com a diferença que ele usa uma calça, uma boina e sua gravata é borboleta em tons de vermelho.
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  Os irmãos Yoshida embarcam no carro de Hayato e todos vão à escola deles. Eles têm vinte minutos para chegar lá.
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  Hayato terá que pegar um atalho.
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Capítulo 2 – Saber enxergar

  Os cinco jovens estão agachados atrás da estrutura onde estão estacionadas as bicicletas de todos. A grande e famosa Escola Secundária de Yokohama é a mais respeitada da região e de lá saem os melhores alunos. Mas, como em toda escola, há sempre os baderneiros.
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  — Por que não vamos embora, hein? — diz um dos jovens que ainda estão escondidos, pois não deveriam estar na escola hoje. — Se nos pegarem aqui, seremos expulsos.
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  — Não seja estraga prazeres, Aikyo — diz um deles com desdém.
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  — Não fale assim com o meu irmão, Ren — defende o mais novo.
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  Ren Kobayashi é o dito mal encarado da escola. Ao seu lado, tão mal encarado quanto, está Katsuo Matsumoto. Atrás deles, os irmãos Aikyo: Kohshi, o mais velho, e Take, o mais novo dez meses. O último jovem é o alvo da travessura que será executada em breve. Na verdade, ele perdeu uma aposta.
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  — Eu posso fazer isso outro dia e de outra forma, Ren — diz ele tentando fugir de ter que fazer o que lhe foi pedido.
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  — Não seja covarde, Murakami! — brada Ren impaciente.
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   Murakami tem 16 anos assim como os outros e não tem a menor vontade de pregar uma peça em algum dos novatos da escola.
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  — Eu não sou covarde — sibila , irritado.
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  — , vamos embora — reforça Kohshi que é o mais centrado de todos.
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  — Cala a boca, Aikyo — repete Ren, furioso.
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  — Já disse para não falar assim com o meu irmão! — Take dá um chute nas pernas de Ren que se vira furioso pronto para socar a cara do outro.
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  — Hey, hey, chega! — acalma os ânimos de todos. — Chega! Cansei, eu já volto — ele se levanta e ajeita a roupa.
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  — Espero que já tenha um alvo — diz Ren divertido.
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  — Vou encontrar no caminho.
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  Dito isso, sai por detrás do bicicletário da escola e anda sorrateiramente até o prédio principal. Como está de roupas normais, é facilmente confundido com um dos muitos candidatos que entram no prédio para fazer a prova de admissão. Como é conhecido pelos funcionários por ser do time de futebol e clube de música, resolve ir para um dos seus locais favoritos e secretos e esperar o fim do exame.
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  A vista do terraço sempre acalmou o garoto quando ele precisou respirar e esquecer-se de algum empecilho. Ou até mesmo quando o jovem precisou pensar em uma solução para algum problema, tipo agora.
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  A aposta que perdeu consiste no perdedor ter que pregar uma peça em alguém da escolha do vencedor. Ren venceu. A escolha do jovem baderneiro foi simples: dar um susto em um novato. Porém, o método de susto não foi aprovado pelo . Ren quer que derrube alguém, provocando um acidente. jamais faria isso. Realmente não é do feitio do jovem.
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  O sinal sonoro o distrai e o traz de volta à realidade. sabe que Ren não o deixará em paz enquanto ele não cumprir a maldita aposta. Frustrado, desce as escadas de volta ao andar principal, mas algo lhe chama a atenção. Escondendo-se na parede e olhando pela fresta que lhe sobra, ele vê uma das novatas com um papel em mãos que, de longe, lhe parece ser um mapa, talvez do prédio onde estão. Decidido a acabar logo com essa “obrigação” da aposta, se prepara e desce as escadas devagar. A jovem está de cabeça baixa e não presta atenção em mais nada ao seu redor.
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   apenas dará um susto nela e irá embora. Talvez até ajude a garota a chegar no andar debaixo e depois fingir para Ren que fez algum acidente acontecer. Quando chega no topo dos degraus a jovem vinha subindo no meio da escada.
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  — AAAHHH!!! — grita .
  A garota levanta o rosto assustada e joga o corpo para trás, desequilibrando-se. Vendo a tragédia se desenrolar, tenta se apressar para ajudá-la, mas é tarde demais. vê o pé dela torcer e o corpo da garota cair escada abaixo, parando no primeiro degrau.
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  — Você está bem? — pergunta ele, assustado e se agacha ao lado dela.
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  — Me deixe! Isso foi culpa sua! — a garota leva a mão ao tornozelo esquerdo e choraminga com dor.
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  — Me deixa te ajudar… — ele tenta ver o tornozelo dela, mas recebe um tapa na mão.
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  — Não! Me deixe, ai… — ao tentar levantar-se, ela quase cai de novo.
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  — Vai acabar piorando a torção, não seja teimosa.
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  — Já disse que não quero sua ajuda. Japonês idiota — essa última frase é dita em outro idioma que sabia ser o português, só não entende o que foi dito.
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  — O que você disse? — pergunta ele um pouco indignado. Pelo tom usado por ela, ele tem certeza do que é um xingamento.
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  — Não importa. Já comecei bem nessa merda! — ela volta a falar português enquanto junta suas coisas e sai mancando até a outra escada.
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  — Hey, espera… — se aproxima novamente. — Vai acabar rolando da outra escada — ele ri e segura a garota pelo braço, que é um pouco menor que ele, mas leva outro tapa no braço. — Para!
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  — Para você de me perseguir japonês idiota! Yah!
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  — Quer parar de falar em português!? — diz ele bravo.
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  — Não enche!!!
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  Dito isso, a jovem desce a escada, degrau por degrau, se segurando na parede e choramingando a cada passo dado. Irritado, passa por ela feito um furacão e quase a derruba somente com o vento que sua irritação produz. a ouve xingá-lo em português novamente, mas ignora.
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  Já do lado de fora do prédio, ele encontra os amigos reunidos na porta da escola, do lado de fora do portão.
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  — Demorou, hein! — reclama Katsuo assim que chega próximo a eles.
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  — Cumpriu a aposta, Murakami? — pergunta Ren sarcástico.
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  — Pela cara de bobo dele, creio que sim — comenta Katsuo.
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  — Kohshi, Take… — diz, simplesmente — Vamos embora — ele passa pelos dos amigos mais próximos a ele e os puxa pelas camisas.
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  — Nossa, não vai falar comigo, Murakami-kun? — Ren usa um falso tom de ofendido e ri em seguida.
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  — Não enche o meu saco, Ren! Cumpri a droga da aposta — diz ele rápido e sai junto com os amigos ainda os puxando pelas camisas.
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  Despedindo-se, arrasta Kohshi e Take para longe. Ele precisa desabafar, precisa sair dali e berrar, pois a raiva que sente o está consumindo. Nada melhor do que a companhia de Kohshi e Take para acalmar ele.
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  02/07 – Yokohama, Terça-feira, 7:10AM

   ajeita uma última vez a sua gravata azul xadrez enquanto se olha no espelho. Enrola com os dedos as mechas de cabelo que deixou na frente, ao lado de sua franja habitual. O restante dos cabelos presos em um rabo de cavalo. Esse penteado, tão comum para , não é muito do agrado de Hiroki pelo simples fato dele não querer que sua filhinha cresça. Ele lembra-se que, ainda ontem, a sua menininha usava marias-chiquinhas nos cabelos. Tão fofinha…
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  — Papai, o senhor está muito emotivo — comenta , que já está na sala sendo amassada pelo abraço do pai.
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  — Minha garotinha no ensino médio! — diz ele emocionado.
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  — O senhor está pior que o padrinho — brinca ela.
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  — O Hayato? Jamais me compare à emoção excessiva do Hayato — ofende-se Hiroki e completa: — Ele é um chorão!
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  — Não é para tanto, Hiroki-kun — diz Harumi, rindo.
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  — Papai, o senhor está me bagunçando toda — reclama a jovem, sendo finalmente solta pelo pai. — Não é a primeira vez que eu vou para o EM, esqueceu que no Brasil eu fiz o início do 1° ano? — comenta ela, ajeitando o blazer.
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  — Não me esqueci, mas aqui no Japão tem matérias diferentes e cursos extras. Terá que se esforçar mais, minha filha.
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  — É, eu sei, papai. Irei me esforçar!
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  — Ganbatte ne!
  — -chan, você vai se atrasar! Seu padrinho não te levará hoje — avisa Harumi.
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  — Eu sei, mamãe, eu já vou — diz ela e pega sua pasta. — Dá um beijo no Fuyu-kun.
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  — hai, hai — “sim, sim”.

  7:15AM

   despede-se dos pais, pega sua pasta e sai de casa. Hiroki sairá às 8h, Harumi ficará em casa cuidando de Fuyuki que passou a noite com febre e não irá à escola hoje.
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  A jovem Yoshida passa pelo caminho de pedras e sai de sua casa, chegando à calçada ela respira fundo, tomando coragem e anda a caminho da estação de trem mais próxima que fica há 20 minutos dali. Da estação para o bairro de sua escola dá 15 minutos e mais 10 minutos de caminhada até a escola de fato. Ela chegará muito em cima da hora hoje.
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  Prometeu a si mesma que amanhã sairá mais cedo.
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   caminha com dificuldades, mas apressada pelo pátio principal da Escola Secundária de Yokohama, enquanto confere no papel que recebeu ontem, após ser aprovada, o número sua sala e de seu armário e odiou mais uma vez aquele garoto idiota que lhe pregou uma peça. Ela está tão animada com o primeiro dia de aula que quase se esquece daquele japonês idiota.
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  O pé de ainda dói, não quis contar aos pais o que houve e apenas colocou gelo no pé quando chegou em casa, mas ainda sente o tornozelo reclamar quando pisa no chão. Amaldiçoando aquele idiota que lhe assustou, coloca os sapatos que devem ser usados no interior da escola, dando graças a Deus por eles serem abertos atrás, e caminha até sua sala.
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  Olhando as placas do térreo, logo ela descobre que não é ali sua sala. Confere novamente o papel: Sala 319, 1-B. Certamente, é no terceiro andar.
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  Voltando a amaldiçoá-lo, sobe as escadas xingando baixinho aquele garoto e sentindo dores no tornozelo. Quando finalmente chega ao terceiro andar, vai diretamente para a sala 319. Pelo caminho ainda há estudantes perdidos, então não se sente tão sozinha assim.
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  A placa no alto da grande sala de duas portas e janelas grandes indica que ali é a sala que ela ficará. respira fundo e entra pela porta traseira, que já está aberta. Ela procura uma mesa que esteja vazia, mas aparentemente não tem nenhuma. Até que avista uma, a penúltima da fileira, bem no fundo.
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  — Com licença — diz ela, tímida, para um estudante que está sentado na mesa. As pessoas ao redor pararam para prestar atenção.
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  — O que quer, novata? — ele pergunta com rispidez. sente o sangue esquentar, mas se controla.
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  — Esse lugar está livre?
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  — Está parecendo livre para você? — debocha ele e ri, arrancando risadas das pessoas ao redor.
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  — Não seja estúpido com ela, Ren — a voz de um outro aluno veio detrás dela — Sai daí e deixa ela sentar — ordena ele. O tal Ren revira o olhar e levanta da mesa.
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  — Sempre se intrometendo onde não te chamam, Murakami. Ainda vai se dar mal por isso — diz em tom de ameaça.
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  Sem nem se incomodar em olhar para o Ren ou para o Murakami, senta-se na cadeira e acomoda sua pasta no suporte ao lado da mesa.
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  Segundos depois, o professor adentra à sala e todos se sentam. Quando ele dá o sinal todos começam a leitura obrigatória. já havia sido orientada qual é a página onde pararam. Ela tem dificuldades em ler alguns kanjis, que é um dos sistemas de escrita japonês. Seus pais lhe ensinaram tudo que sabiam e até matricularam ela num curso de japonês no Brasil, mas não deu tempo de aprender muita coisa, pois logo tiveram que fugir de lá.
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  Após a leitura, todos guardam os livros e voltam sua atenção ao professor.
  — Bom dia — diz o homem, que parece ser muito novo para ser um professor de ensino médio.
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  — Bom dia, Kirigaya-sensei — “sensei” é o jeito de se referir a um professor ou a alguém que lhe ensina algo. Todos dizem e memoriza o nome do professor.
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  — Sejam bem-vindos a mais um período — ele tem um sorriso gentil e jura ter ouvido algumas alunas suspirarem. Ela apenas revira o olhar. — Temos novos colegas, na verdade uma nova colega — como um imã, atrai todos os olhares para ela que sente o rosto corar imediatamente. — Senhorita Yoshida, queira se apresentar, por favor. Daí mesmo — indica ele com um sorriso amigável.
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   levanta-se, ainda sentindo dor no pé e agora sentindo uma imensa vergonha. Por um instante, ela pensa no pesadelo horrível que teve. Não gosta nem de se lembrar.
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  — Eu… me chamo… Yoshida — ela diz, em pausas, e ouve risadas abafadas. — Prazer em conhecê-los — a segunda frase sai mais firme e ela curva o corpo em cumprimento.
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  — Bem-vinda, Yoshida-san — por respeito, e por não ter intimidade, todos se tratam pelo sobrenome junto com o sufixo “san” que pode ser traduzido como “senhor(a)”, em alguns casos.
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  — É verdade que veio do Brasil, senhorita Yoshida? — questiona Kirigaya e a turma começa um burburinho de cochichos — Silêncio! — ordena ele e todos se calam.
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  — Sim, sensei. Meu pai é filho de japoneses e minha mãe é nativa. Eu nasci no Brasil e meu irmão mais novo é natural daqui de Yokohama — explica ela.
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  — Oh, sugoi ne — “incrível, né” — Bom, sua nota no exame ontem foi uma das melhores, parabéns!
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  — Obrigada, sensei — agradece ela, curvando-se novamente.
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  — Eu designei, a pedido do diretor, um aluno para ajudar você, certo? — ele confere no papel que colocou em cima do suporte no meio do palanque da sala, em frente ao quadro. — Senhor Murakami, por favor — ele faz o sinal para que o aluno se levante.
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  — Sim, sensei — diz ele já de pé.
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  — Você será responsável por mostrar a escola para a senhorita Yoshida e ajudá-la no que precisar, conhece bem a função, né? — ele diz num tom de orgulho.
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  — Sim, sensei — sorri e se curva levemente.
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   olha para o lado, curiosa para ver o rosto de seu senpai, o veterano, mas preferiu não ter tido essa curiosidade.
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  — Ele? — resmunga ela em português.
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  Então quer dizer que aquele japonês idiota que assustou ela ontem será seu senpai? O destino só pode estar brincando com ela, é isso. Só pode ser castigo divino ela ter que aturar justo ele como seu senpai para sempre! Bem, não durará para sempre, mas pelo menos enquanto durar o ensino médio, será o senpai dela e, por isso, ela deve respeito a ele.
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  “Será uma tortura…”, pensa a garota ainda encarando de canto.
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  O professor pede para ambos sentarem-se novamente e continua a dar os avisos. Após, inicia a aula de História, logo depois tem dois períodos seguidos de Matemática e mais um de Educação Cívica, tudo isso antes do almoço.
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  Na hora do almoço, fica na sala para comer sua marmita preparada por sua mãe.
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  — Oi — diz ao se aproximar dela, ele está com Kohshi e Take ao seu lado.
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  — Oi, Murakami-senpai nota o tom debochado dela e ri.
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  — Ainda está brava comigo? — os irmãos Aikyo se olham, confusos.
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  — Vocês se conhecem? — questiona Kohshi.
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  — Não! — diz .
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  — Sim! — diz .
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  Ambos dizem ao mesmo tempo, os olhares cruzando-se soltando algumas faíscas.
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  — Se conhecem ou não? — Take já está rindo do constrangimento deles.
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  — Ela é a garota do trote — explica , ainda encarando .
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  — Ah…
  — E ele é o idiota que me fez cair da escada — comenta com raiva. — E agora ele é meu senpai. Ótimo, esse japonês babaca vai ficar na minha cola — ela resmunga, em português, e revira o olhar.
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  — Não seja reclamona, Yoshida-chan — diz , rindo. — E pare de falar em português, por favor.
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  — Tanto faz… chato!
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  — Bom, depois vou te mostrar a escola.
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  — Ok, senpai — mais uma vez, usa um tom pejorativo e isso começa a irritar .
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  Dando de ombros, se afasta e é seguido pelos amigos.
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   conclui seu almoço e vai ao banheiro escovar os dentes, ao voltar para sala é barrada por dois alunos, já conhecidos por ela.
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  — Oi, novata brasileira — diz Ren com um sorriso maldoso.
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  — Com licença — diz ainda cabisbaixa, mas com raiva.
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  — Vai ter que me dizer a senha para passar.
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  — Por favor, me deixe passar — olha para a outra porta, pensando em entrar por ela, mas ela está fechada.
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  — Não é essa a senha, novata — ele zomba se aproximando dela, mas ouve uma voz no meio do corredor.
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  — Ren!!!
  Grita e os olhares dos alunos das outras salas se voltam para ele, que vinha caminhando com Kohshi e Take ao lado dele.
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  — Está tudo bem aqui, Yoshida-chan? — pergunta ao chegar mais perto deles.
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  — Sim… — o tom de voz usado por não convence , que se põe na frente dela.
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  — Deixa ela passar — ele diz dirigindo-se ao Ren.
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  — Está muito defensor dos menos favorecidos, .
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  — Sai da frente, Ren — repete .
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  Antes que falasse mais alguma coisa, o professor de Ciências aparece para mandá-los entrar. Ren dá passagem e passa, acuada, e vai para sua carteira. A mesa de fica na fileira ao lado, a última da fila. A mesa de Kohshi fica ao lado esquerdo da de , atrás de , e a do Take fica à frente da mesa de .
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  Duas aulas depois e eles são liberados para a aula de Educação Física. acompanha até o ginásio, junto com Kohshi e Take. Ele não nota, mas disfarça bem o fato de seu pé ainda doer, mancando com discrição.
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  Ao chegar ao ginásio, nota logo de cara a grandeza do lugar que abriga espaço para uma quadra de vôlei, uma de futsal e basquete no mesmo ambiente, há também uma arquibancada do lado direito à entrada onde tem cerca de dez fileiras de lugares. fica encantada com a estrutura do lugar e quis que sua antiga escola no Brasil também tivesse isso.
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   mostra a ela onde fica o vestiário feminino e ela vai até lá se trocar para a aula. Foi uma tortura para ela colocar o tênis com o pé doendo como está agora, não aguentando e chorando um pouco. Após se recuperar em partes da dor, volta para a área da quadra onde já vê os alunos de sua turma reunidos em volta do professor de educação física.
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  — … alguém se candidata? — diz o professor e não entende o contexto, por isso se mantém calada. Por ter demorado no vestiário, ela perde o início da fala do professor. — Ninguém? Não é possível, vamos lá turma!
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  — Chama a novata, sensei — reconhece a voz de Ren e recua, mas logo é avistada pelo olhar do professor, sente os olhares dos outros alunos sobre ela também.
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  — Oh, você é a Yoshida-san, certo? — questiona o professor.
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  — Hai, sensei — responde ela, tímida e tensa.
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  — Você veio do Brasil certo? É um belo país — comenta ele.
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  — Arigatou gozaimasu, sensei — agradece ela.
  — Yoshida-san, sabe praticar algum esporte? — indaga o professor com os braços cruzados sobre o peito.
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  — Sim, sensei. Joguei futebol e vôlei no Brasil, mas eu sou melhor no vôlei.
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  — Hm, sugoi, poderia nos mostrar, por favor?
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   pega uma bola de vôlei no cesto de bolas e observa o professor mandar três alunos formarem duas duplas em quadra, um dos alunos faz dupla com ela. O professor a manda saca, a garota se posiciona no fundo de quadra e prepara o saque, prontamente ela o executa e a bola passa para o outro lado; ficando no fundo da quadra, recepciona o ataque mandado pela dupla adversária com uma manchete, o que suaviza o passe; sua dupla faz o levantamento e salta para atacar, marcando o ponto. Ouve-se os aplausos dos alunos.
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  — Pronto! — grita o professor, interrompendo a demonstração — Muito bem, Yoshida-san! Você é uma boa líbero! — elogia ele — Seu ataque teve pouca impulsão, teria que treinar mais para ser levantadora ou atacante.
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  — Obrigada, sensei. Eu joguei de líbero no Brasil.
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  — Ótimo! Será perfeito para o nosso time — ele sorri, satisfeito em finalmente ter achado uma líbero para seu time — Bom, vamos começar a aula. Duas voltas para aquecer! — ele aciona o apito e os alunos começam a correr em volta da quadra, em fila.
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   sente muita dor, mal consegue colocar o pé no chão enquanto corre atrás de seus colegas. vem correndo um pouco mais atrás acompanhado de Kohshi e Take, o jovem já nota que não está pisando direito no chão e recorda-se de imediato do acidente que ele mesmo causou no dia anterior. A volta de aquecimento termina e a aula começa de fato, com um treinamento de dois fundamentos de vôlei: saque e ataque. Segurando-se para não surtar de dor, a jovem Yoshida tenta executar os movimentos, mas sempre os faz abaixo do que sabe.
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  Durante o jogo que acontece agora, no final da aula, o professor coloca para jogar de levantadora. Após uma jogada de contra-ataque de seu time, salta e, na aterrissagem, ela pisa de mal jeito e torce o mesmo tornozelo que machucou ontem, cai na hora chorando de dor.
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  — AAAAA… — grita ela com a mão no tornozelo.
  — Yoshida-san! — diz o professor e dois alunos que estão perto a ajudam.
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  — Yoshida-chan! — se aproxima ao sair do outro lado da quadra para ajudá-la.
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  — Afastem-se! Deixem-na respirar — alerta o professor, afastando os alunos. — , se afaste, por favor — o jovem é o único a se manter agachado ao lado dela.
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  — Eu posso ajudar, sensei. Sou o senpai dela, eu a levo para a enfermaria.
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  — Está bem, pode levá-la, por favor. Vá, vá rápido.
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   assente e tenta ajudar a se levantar. Com sua tentativa frustrada, ele a carrega no colo causando murmúrios entre os alunos, principalmente as meninas. Sem se importar, o jovem Murakami leva ela para a enfermaria; ao andar pelos corredores externos do colégio, ambos recebem olhares espantados e ouvem mais murmúrios dos outros alunos. está com tanta vergonha que não tira o rosto do ombro de e mantém seus braços envolvendo o pescoço dele, inevitavelmente ela respira seu cheiro. Ele está bastante cheiroso.
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Capítulo 3 – Amizade

  Ao chegarem na porta da enfermaria, põe no chão por um instante apenas para abrir a porta e a carrega novamente, entrando no local e a colocando em uma das camas.
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  — Não tem enfermeiras aqui? — questiona , intrigada porque o local está vazio.
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  — Hoje não, normalmente ninguém se machuca no primeiro dia — responde ele num tom divertido, enquanto procura a maleta de remédios. o observa. — Achei! — comemora ele segurando a grande maleta de remédios. — Consegue tirar o tênis sozinha?
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  — Acho que sim. — Ela desamarra o tênis, enquanto prepara o remédio e as ataduras. — Você sabe fazer isso?
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  — Claro que sei! Está duvidando do seu senpai? — Ele a encara de maneira sugestiva.
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  — Nã-Não, Murakami-senpai, desculpe! — Apressa-se ela e curva o tronco levemente.
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  — Daijoubu ne! E, por favor, me chame de , está bem? — diz ele e retira uma bolsinha de remédio para dores musculares, que é muito usado pelos alunos que são atletas e por aqueles que têm algum tipo de torção ou dor no dia-a-dia. — Ainda não tirou o tênis? — pergunta retoricamente ao ver que ela ainda está com o par de tênis nos pés.
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  — Desculpa… — Ela mexe no tênis do pé esquerdo e faz o movimento para retirá-lo, porém logo recua as mãos.
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  — Deixe-me te ajudar, afinal, parte de sua dor é culpa minha.
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   ergue o olhar à fala dele. Então, ele sabe que tem culpa dela estar sentindo dor? Hm, pelo menos isso, pensa ela. puxa o tênis dela com cuidado, o que faz a dor pela retirada ser menor. Não foi preciso retirar a meia dela para ver o inchaço do local, em volta do tornozelo dela está inchado, parecendo uma bola de beisebol. Com todo o cuidado do mundo, coloca a bolsinha apropriada e pede para segurar sem apertar enquanto ele pega uma atadura para enrolar o local; dando voltas com a atadura, o jovem Murakami vai cobrindo o tornozelo dela e finaliza colocando um esparadrapo para que a ponta não escape.
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  — Prontinho. — Ele sorri e começa a achar que ele não é tão idiota assim.
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  — Obrigada, Murakami-senpai — ela diz, baixinho.
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  — ! Meu nome é , Yoshida-chan — repete ele.
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  — Me ensinaram que não é certo chamar pelo nome a não ser que seja um casal de namorados ou marido e mulher.
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  — Bom, não somos nenhum dos dois, mas eu estou te dando permissão para me chamar só pelo nome e, se quiser, podemos ser amigos, afinal. — Ele guarda a sobra das ataduras e remédio na maleta e volta a encarar a jovem. — Quer ajuda para descer?
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  — Hã? — diz ela, distraída.
  Rindo, apoia o braço dela em seus ombros e a ajuda a descer da cama alta da enfermaria.
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  — Não pisa com esse pé — alerta ele ao ver que ela ia encostar o pé esquerdo no chão. — Vai ter que ficar um tempo de molho, Yoshida-chan — ele brinca e sorri pela primeira vez.
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  E que sorriso meigo ela tem…
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  Recuperando-se do sorriso arrebatador de , caminha com ela apoiada nos ombros pelo caminho de volta à sala de aula. Já está no fim da aula de educação física e todos terão mais duas aulas para finalizar o dia. Foi difícil descer as escadas, mas não deixou que a carregasse novamente, receber olhares de todos por estar abraçada a já foi suficiente para ela. Aparentemente, é um dos alunos famosos da escola, certamente ele joga no time de vôlei e, pelo que já pôde notar, é o queridinho dos professores.
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  Chegando à sala 319, entra com ela pela porta do fundo e ouvem mais murmúrios. Kohshi e Take acenam para ambos.
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  — Querem ajuda? — diz Kohshi, solícito.
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  — Não! — grita atraindo mais olhares. — Me desculpe, Aikyo-san… — ela diz, envergonhada e bem baixinho. — O Murakami-senpai já está me ajudando.
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  — Tudo bem — Kohshi sorri.
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   acomoda em sua carteira e ela nota que seu uniforme padrão está dentro de sua carteira, no compartimento da mesa, incluindo seu casaco de educação física.
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  — Meu uniforme… — ela diz, confusa.
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  — Foi o Kohshi quem trouxe — explica e encara Kohshi no fundo da sala que lhe sorri. Ela faz um gesto de agradecimento com o tronco curvado. — Bom, se precisar de mim é só chamar. — já ia saindo quando sente seu braço ser segurado pela manga do uniforme.
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  — … — chama e o jovem sorri de canto, os alunos ainda murmurando espantados. — Murakami-senpai — corrige ela.
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  — Oi.
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  — Obrigada… pela ajuda.
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  — Disponha, Yoshida-chan!
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  A jovem sente seu rosto queimar de vergonha, certamente está vermelha agora, ela se vira de frente, soltando o braço de e evita olhar para os lados. Não demora para que o professor de Educação Cívica entre na sala e inicie a aula. No meio da explicação, é chamado para ir à diretoria. Ninguém entende o motivo à princípio, mas era só para receber mais informações sobre sua nova tutorada na turma, . As explicações demoram tanto que, quando sai da sala do diretor, já passava das 15h. Apressado, volta para a sala, já vazia e vê que suas coisas não estão mais ali. Certamente Kohshi ou Take levaram e o aguardavam na frente da escola. A teoria de é confirmada quando ele avista os irmãos parados ao lado de suas bicicletas e a figura de apoiada na bicicleta de Take.
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  — Achei que fosse morar no escritório do diretor — brinca Take.
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  — Também achei — devolve , também brincando.
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  — Toma. — Take entrega a pasta e o casaco padrão para o amigo.
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  — Obrigado, Take — agradece e se vira para , que o encara envergonhada. — Como está o pé?
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  — Doendo — responde e completa: — Eles me ajudaram a chegar aqui.
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  — Demorou, mas chegamos — Take volta a brincar.
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  — Take! — repreende Kohshi e ri.
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  — A -chan gostou. — Ele dá de ombros.
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  — Quanta intimidade, Take! Não seja tão você — diz Kohshi em tom bravo.
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  — Ela disse que podemos chamá-la assim — defende-se Take e Kohshi revira o olhar.
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  — Enfim, , vai para casa agora? — indaga Kohshi.
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  — Vou levar a mocinha aqui primeiro — ele aponta para .
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  — Hã? Eu? — diz ela espantada e com o olhar surpreso. — Oh, Murakami-senpai, não precisa, eu vou de trem para casa.
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  — Com o pé assim? — questiona ele, rindo. — Nem pensar que eu vou deixar você ir para casa assim de trem. A culpa de estar neste estado é minha, me sinto na obrigação de te ajudar — ele diz e completa: — Eu te levo de bicicleta — determina.
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  — Mas… — ia protestar, mas a interrompe.
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  — Me empresta a sua, Take? — pergunta ao amigo.
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  — Claro — responde o outro.
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  — Murakami-senpai, não precisa…
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  — Só porque me chamou de senpai de novo, irei te levar. Sobe aí — monta na bicicleta e pede para ela subir.
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  — … — ela se corrige na esperança dele desistir da ideia de levá-la para casa.
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  — Pode subir, -chan — o rapaz diz e nota a vermelhidão no rosto dela ficar mais evidente.
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  — O não vai te derrubar, , não se preocupe, ele é muito cuidadoso — diz Take já montado na garupa da bicicleta do irmão.
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   assente com a cabeça e, vencida pela insistência dos meninos, sobe na garupa da bike onde está, tentando equilibrar-se.
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  — Segura em mim, se quiser — ele diz.
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  Tímida, ela não vê outra alternativa a não ser envolver os braços na cintura de , rapidamente ela sente o calor do corpo dele. Acolhedor.
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  Os irmãos Aikyo saem primeiro e, logo depois, e partem com destino à casa dela. Ela o guia por todo o caminho que fica um pouco mais longo, já que ele pedala numa velocidade baixa para não os derrubar. Minutos depois, os dois chegam à porta da casa dos Yoshida e salta da bicicleta.
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  — Obrigada pela carona, -senpai — diz ela e se curva levemente para agradecê-lo.
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  — Quando vai me chamar apenas de ? — questiona ele ainda montado na bicicleta de Take e encarando a moça.
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  — Deveria estar acostumada, por ser brasileira, mas ainda sinto que não estou te respeitando o chamando apenas pelo nome — explica ela, ajeitando a pasta nas mãos. — Bom, obrigada pela carona, eu já vou entrar. — Ela já ia saindo, mas ele a interrompe.
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  — Espera — diz e se vira para vê-lo. — Mais uma vez me perdoe pelo que aconteceu com o seu pé e eu espero que isso não interfira na nossa amizade, nos conhecemos hoje, mas quero criar uma relação amigável com você. — Ele tem um olhar sincero.
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   sorri.
  — Tudo bem, -senpai, nós podemos ser amigos, é claro — diz ela.
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  — Se vamos ser amigos, me chame só pelo meu nome. Já te dei permissão… — Volta a repetir e desconversa.
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  — Preciso ir, com licença — a garota se despede e caminha devagar pelo caminho de pedras da casa dela.
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   a observa caminhar e, ao olhar para a porta da casa, ele vê que há uma mulher parada ali que ele julga ser a mãe de . Assim que a moça entra na casa, arranca com a bicicleta rumo à sua casa, ele precisa descansar, pois mais tarde encontrará os amigos no parque.
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  Dentro da casa de , a moça vai direto para seu quarto, sentindo o pé latejar e doer muito, ela só quer descansar. Porém, a visita de sua mãe interrompe momentaneamente o descanso dela.
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  — -chan? — indaga Harumi, batendo na porta do quarto.
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  — Entra, mamãe — diz já sentada na cama, uma das mãos no pé dolorido.
  — Como foi o primeiro dia na escola nova? Fez novos amigos? — sonda ela e senta-se na cadeira da escrivaninha da filha.
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  — Acho que fiz — responde ela sem muita convicção se pode ou não chamar os rapazes de amigos. — Eu tenho um senpai agora — comenta sem jeito.
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  — Oh, qual o nome dele?
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  — Murakami — responde sem jeito. Por algum motivo desconhecido o rosto dela está quente na altura das bochechas.
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  — Murakami-kun — repete Harumi. — E foi ele quem veio te trazer hoje? — a mãe faz a pergunta que teve vontade desde que viu trazendo a filha na garupa da bicicleta.
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  — Sim, a senhora viu, né?
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  — Vi sim — Harumi sorri.
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  — Mamãe…
  — Oi, meu amor.
  — Se alguém disse que eu posso chamá-lo apenas pelo nome, é desrespeitoso chamar?
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  — Hm… não, filha, se a pessoa disser que pode chamá-la apenas pelo nome, você deve chamá-la assim. Por que pergunta?
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  — O Murakami-senpai disse que eu podia chamar ele apenas de , mas…
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  — Ainda se sente desconfortável, não é?
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  — Sim.
  — Não se preocupe, -chan, se ele for um rapaz gentil, ele não irá se incomodar se você demorar um pouco mais em chamá-lo somente pelo nome — explica Harumi e completa: — Sabia que eu fui senpai do seu pai?
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  — Oh, sério? — indaga a moça, espantada.
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  — Sim. — Harumi tem um sorriso fofo no rosto ao se lembrar da época. — Ele era um aluno recém-chegado na minha turma, assim como você é agora. Meu sensei na época me designou para ser senpai dele e, no primeiro dia, eu já falei que ele podia me chamar de Harumi. Na verdade, eu sempre achei o seu pai bem bonito. — Ela ri ao fim da frase.
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  — Mamãe! Você deu em cima do papai? — diz incrédula e rindo com uma das mãos na boca.
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  — Sim — revela a mulher. — Não tenho culpa dele ser fofo. — Harumi ri.
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  — O Murakami-senpai é fofo também — comenta e recebe um olhar significativo da mãe. — Não disse que estou gostando dele, mamãe! Não me olhe assim!
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  — Eu não disse nada, -chan — defende-se ela sorrindo. — Está com dor? Notei que está mancando.
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  — Ah, então… o Murakami-senpai é responsável por isso — revela .
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  — Como assim?
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   conta tudo que aconteceu, desde o trote de até a partida de vôlei em que piorou a torção no tornozelo.
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  — Oh, que confusão, filha! Seu primeiro dia foi movimentado! — diz a mulher. — Por que não nos contou da torção antes? Poderia ter piorado.
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  — Desculpe, eu achei que melhoraria, mas acabou piorando — a garota diz cabisbaixa e sentindo muita dor. — Está doendo muito.
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  — Vou cuidar de você, sua boba — diz a mulher e, antes de levantar-se para buscar remédio para a filha, ela diz: — Murakami-kun parece ser um bom rapaz, gostei dele.
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  Harumi deixa o quarto dela e vai até a cozinha buscar o kit de primeiros-socorros. Ainda em seu quarto, tem um sorriso bobo no rosto que logo faz questão de desmanchar para que sua mãe não tire conclusões precipitadas de nada. Ela mesma não quer tirar conclusões precipitadas de nada…
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  Três dias depois…

  Já é de noite e está ansiosa, pois seu padrinho virá visitá-los para jantar. Desde o seu primeiro dia de escola que a moça não o vê, ela está com saudades do abraço de Hayato. O abraço que a conforta sempre.
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  O jovem Tanaka já havia chegado e todos estão conversando na sala. O assunto? A adaptação de e Fuyuki nas escolas novas.
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  — Então quer dizer que o Fuyu-kun está bem adaptado na escola nova? — comenta Hayato dando um gole em sua bebida em seguida.
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  — Sim, ele chega todos os dias cheio de novidades — diz Harumi sorridente e olha para o filho mais novo brincando sentado no tapete.
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  — Ele aluga nossos ouvidos com as histórias da escola — comenta rindo.
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  — Oh, fico feliz que ele esteja se divertindo e aprendendo — diz Hayato e vira seu olhar para a afilhada. — E você, -chan? Como vai na escola?
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  — Muito bem, padrinho — responde ela.
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  — Ela já tem um senpai, sabia, Hayato-kun? — diz Harumi, de repente, e o olhar assustado da filha recai sobre a mulher.
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  — Senpai homem? — indaga Hayato.
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  — Não me disse esse detalhe, filha… — diz Hiroki arqueando a sobrancelha.
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  — Por que seu senpai é um garoto? Quantos anos ele tem? Ele não te desrespeitou, não é? Sei muito bem o que pensam os garotos do ensino médio… — dispara Hayato a perguntar e se irrita.
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  — Parem vocês dois, por favor! — diz a jovem, nervosa. — O não é desrespeitoso comigo…
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  — ? Hm… — Agora é a vez de Hayato arquear a sobrancelha.
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  — Ele disse que eu posso chamá-lo assim — defende-se .
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  — Hm… — Hayato volta a resmungar, encarando a afilhada.
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  — Pare, padrinho! — diz , ficando mais nervosa.
  — Parem com isso vocês dois — diz Harumi compadecendo-se da filha. — O Murakami-kun é um bom rapaz.
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  — Então você já o conhece? — indaga Hiroki, intrigado.
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  — Ele veio trazer a aqui em casa outro dia.
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  — Ah, isso você também não me contou, filha… — O olhar do pai sobre a moça a faz estremecer.
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  — Pare de me olhar assim, papai, que coisa! — retruca ela.
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  — Esse garoto tem quantos anos, ? — indaga Hayato novamente.
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  — 16.
  — Hm…
  — Odeio quando o senhor fica monossílabo, padrinho — comenta ela, encarando o homem.
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  — Não precisa ficar nervosa, eu só me preocupo de você acabar, digamos, se distraindo demais na escola e se desviar dos estudos — explica ele.
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  — Padrinho! — arregala o olhar. — Eu não vou me distrair dessa forma, por favor — assegura ela, ainda nervosa.
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  — Não digo que não possa… — Ele dá uma pausa e pigarreia. — Namorar… — Outro pigarro. — Mas, por favor, não se esqueça de estudar, está bem?
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  — Concordo com o seu padrinho, filha — diz Hiroki e a garota o encara.
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  O rosto de ruboriza e ela apenas assente com a cabeça. Vendo que a filha está sem jeito com o assunto, Harumi muda de assunto e comenta sobre a nova receita que fez para o jantar e levanta-se para arrumar a mesa, chamando a filha para ajudá-la.
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  Após jantarem, e o padrinho ficam conversando sobre assuntos aleatórios, enquanto brincam de um jogo de tabuleiro que eles gostam de jogar juntos.
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  — -chan, você está realmente enxergando? — diz o homem no meio da partida.
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  — Sim… — ela diz apertando o olhar para focar melhor a imagem do cartão que tem nas mãos.
  — Claramente você não está enxergando, sua boba. — Hayato solta uma risada curta e completa: — Hiroki, a -chan, alguma vez, já foi ao oftalmologista? — indaga ele ao amigo.
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  — Parando para pensar… acho que nunca — diz Hiroki pensativo.
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  — Oh, verdade, né? — comenta Harumi.
  — Eu estou enxergando levemente embaçado — admite apertando os olhos para focar a imagem do cartão.
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  — Significa que seus olhos não estão focando direito a imagem, precisa usar óculos, minha querida — conclui o óbvio.
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  — Óculos? Ah… — lamenta .
  — Não se preocupe, filha, o Murakami-kun ainda vai gostar de você — diz Harumi rindo.
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  — Harumi!
  — Harumi-chan, por favor… — Hiroki e Hayato dizem, respectivamente. arregala o olhar.
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  — Mamãe!
  — Estou brincando, filha — defende-se a mulher. — Amanhã mesmo iremos ao oftalmologista — determina ela.
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  — Odeio óculos — diz , emburrada.
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  — Mas vai ter que usar, querida — Hayato aperta as bochechas da afilhada que tem um bico nos lábios.
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  Rindo, o padrinho de oferece carona para levar a afilhada até o oftalmologista amanhã, antes da escola.
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  Alguns dias depois…

  Já está no terceiro tempo de aula e nenhum sinal de que chegará à escola hoje. Ao fim da aula, todos saem para o intervalo. Kohshi, e Take estão sentados no banco da praça central do colégio, comendo seus lanches, quando avistam uma menina aproximando-se deles.
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  — Bom dia, rapazes — cumprimenta ela sorrindo.
  Os três a encaram, espantados com o que veem.
  — -chan!!! — os três dizem ao mesmo tempo.
   está diferente. Não é nada com o uniforme dela que é o mesmo de sempre, nada com seus cabelos que ainda são longos e soltos com uma vasta franja em sua testa. O que está diferente nela são os óculos de grau que ela usa apoiados na ponte de seu nariz.
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  — Kawaii — comenta em voz alta demais para o gosto dele e pigarreia em seguida. — -chan…
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  — Você está tão fofa, ! — diz Take levantando-se e apoiando o braço sobre os ombros dela que sorri sem jeito.
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  — Obrigada, Take — diz ela sem graça.
  — Por isso você demorou para chegar — comenta Kohshi, aleatoriamente.
  — Hai — afirma e completa: — Fui buscar meus óculos e levá-los para o médico verificar.
  — Agora você pode ver como somos bonitos de verdade — Take diz e faz rir.
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  — Bobo — comenta ela. — Eu já sei disso.
  — E que somos seus amigos mesmo que a gente só se conheça há pouco tempo — completa ele.
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  — Isso o Take também tem razão — diz pela primeira vez e o encara.
  — está concordando comigo? Você também ouviu isso, Kohshi? — brinca Take e ri.
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  — Milagres acontecem — Kohshi também brinca.
  — Parem! — repreende sentindo as bochechas esquentarem. — Você está muito bonita, — ele diz, carinhoso.
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  — Obrigada, !
  Dessa vez são as bochechas de que esquentam de vergonha. O sinal toca e indica o fim do intervalo. Os alunos voltam para suas salas e têm mais três aulas antes da última, que é mais uma reunião dos professores com os alunos para anunciar o Festival de Talentos que começará assim que eles retornarem das férias – que estão para iniciar. Nesse festival serão apresentados os talentos de todas as turmas para a escola, cada turma terá uma modalidade artística. As turmas 1-A e 1-B são responsáveis por apresentar uma peça teatral. O tema: Romeu e Julieta. Assim que o tema é anunciado, um burburinho de quem deve representar os personagens principais se inicia. O Romeu é unanimidade ser o . Já a Julieta… bom, essa personagem é disputada por, pelo menos, três garotas: Ayumi, Saori e Yumi, as mais populares da sala. Porém, o professor deles, Kirigaya-sensei, sabia que seria difícil, então ele mesmo escolhe a aluna que representará a Julieta. E essa escolha é o motivo dos olhares, alguns assustados, outros admirados, e uns até irritados, sobre .
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  — Eu não queria ter sido escolhida — lamenta a garota enquanto anda a caminho da saída sobre a proteção dos amigos.
  — , você será uma Julieta perfeita, não se preocupe. — Take tenta animá-la.
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  — Sim, certamente você será uma excelente Julieta, -chan — reforça Kohshi.
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   não diz nada, ele está pensativo desde que o professor anunciou como sendo a Julieta. O rapaz está nervoso, pois a única cena que ele consegue pensar é a cena do beijo final do casal literário. Será que ele vai ter que beijar ? O rosto dele começa a esquentar e suas bochechas ficam vermelhas só em pensar nessa possibilidade quase real. O mais aterrorizante para ele é que toda a apresentação será vista por toda a escola e, ainda por cima, pelos pais dos alunos.
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  Ter sido Romeu no ano anterior, para , foi fácil, pois não tinha a pressão do ensino médio, mas, agora que ele está no 1° ano, parece que todo o peso que ronda essa fase da vida cai sobre ele de uma forma avassaladora. Ser adolescente no EM e beijar uma garota na frente de todos, mesmo que teatralmente, é demais para . Ele quer sair gritando por aí, mas tenta se controlar.
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  Agora e caminham sozinhos até a estação de trem. Take e Kohshi foram para casa e resolve acompanhar a amiga até em casa. Normalmente, ela vai com seu irmão mais novo, mas hoje ele não foi à escola, pois está doente. Os jovens Yoshida e Murakami caminham calados durante todo o trajeto até a estação. Enquanto esperam o trem passar, resolve quebrar o silêncio constrangedor que se instaura entre eles.
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  — … — inicia ele e sente o olhar dele recair assustado sobre ele.
  — Hm… — resmunga a moça e volta a olhar para frente, na direção dos trilhos.
  — Você será uma ótima Julieta — afirma ele, tardiamente e volta a encará-lo.
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  — E você será um ótimo Romeu, … — diz ela sem jeito.
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  Ele sorri timidamente bem no momento em que o trem aponta na entrada dos trilhos. Assim que o veículo para na plataforma, e embarcam junto com outras pessoas. O trem está lotado pelo horário, muitos estudantes estão voltando para suas casas, assim como muitos trabalhadores estão voltando de seus empregos. Não há lugares vazios para se sentarem, então e estão em pé próximos à uma das portas de saída. Ambos estão conversando sobre coisas aleatórias da escola, está com dificuldades em Língua Japonesa e o rapaz está dando algumas dicas para que ela consiga memorizar e aprender os kanjis. Distraída com a conversa, a jovem não percebe a aproximação de um homem desconhecido atrás dela, apenas ao senti-lo encostando em sua saia, ainda que de leve, ela se assusta e muda imediatamente a expressão.
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  — ? — diz . — Está tudo bem?
   apenas balança a cabeça ainda assustada e com os olhos arregalados ao encarar . Percebendo que ela não está confortável, ele olha para trás da jovem e nota o homem encostado nela. Ele faz sinal para que ela chegue mais para frente, afastando-se do homem. Ela faz o que sugere, mas o outro insiste e encosta novamente na saia dela, dessa vez mais incisivamente e dessa vez, vê a ação do assediador e se irrita, puxando pelo braço para mais próximo ao próprio corpo.
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  — O que está fazendo, ? — indaga ela, sussurrando.
  — Prefere ficar perto dele? — devolve o rapaz referindo-se ao assediador que agora está encarando de canto de olho. — Não se preocupe, não tirarei minha mão daqui.
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  Ele repousa a mão direita sobre a cintura dela e a mantém ali. O balançar leve do trem e a movimentação intensa de pessoas entrando e saindo do vagão, faz com que os corpos de ambos fiquem muito próximos. O cheiro de está dopando a jovem e é realmente difícil para ela não pensar no cheiro dele e não o associar a outras coisas mais picantes. Não, ele é amigo dela, se xinga mentalmente por pensar nele dessa forma além da amizade. Ela não sente mais raiva dele pelo trote idiota do primeiro dia de escola, mas também não é como se ela estivesse apaixonada. Não é isso. é um cara legal e vem ajudando-a bastante nessas semanas, se não fosse por ele, certamente ela não iria falar com ninguém na turma. Apenas isso.
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   não sabe precisar qual sentimento a domina agora: se é o alívio por finalmente a estação dela ter chegado e eles terem descido ou se está triste por não estar mais tão perto de , que caminha ao lado dela.
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  — Quer ouvir música enquanto caminhamos? — questiona ele. Eles estão passando pela rua atrás da estação, ainda faltam algumas ruas para chegar na casa da jovem Yoshida.
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  — Sim — responde .
  — Espera, meus fones com fio embolaram — diz o rapaz enquanto pega os fones na mochila. ajeita a própria mochila nas costas.
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  — Até aqui acontece isso? — indaga ela risonha.
  — Por quê? — também ri. — Ainda não inventaram um fone com fio que não embole — conclui ele em tom óbvio.
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  — Precisam inventar! Ia vendar que nem água no Brasil — diz e se espanta.
  — Sério?
  — Sim — ela ri da expressão abobalhada dele.
  — É surpreendente você ser brasileira, falar tão bem japonês, mas ser péssima em Língua Japonesa — provoca ele risonho.
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  — Sou desu ne — “verdade, né?”, ela diz e também ri. — Lá no Brasil, papai e mamãe sempre falavam em português e japonês comigo e com meu irmão, mas a leitura era pouco praticada, confesso que mais por minha parte — ela responde sem jeito e pega um dos lados do fone que finalmente desembola e põe no ouvido.
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  — Hmmm a senhorita Yoshida não é tão nerd assim — ele volta a provocá-la e ri.
  — Hey, nunca disse que era nerd, . — Ela dá uma leve empurrada no braço dele que sorri com o gesto.
   se sente bem ao lado de . Na verdade, ela se sente bem ao lado de , Take e Kohshi. Definitivamente, eles são as melhores coisas que poderiam lhe ter acontecido em sua chegada ao Japão da forma tensa que foi. E ela quer conhecer mais eles e fortalecer a amizade dos quatro.
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Capítulo 4 – Coisas quentes do Verão

  Férias de Verão.

  As férias de verão, tão esperadas por todos os estudantes, finalmente começam. O calor intenso que faz no Japão surpreende que não imaginava que fizesse tanto calor quanto faz no Brasil. Isso não agrada a jovem que sempre passa mal no calor intenso e não está sendo diferente em Yokohama. Os quatro amigos combinam de sair todos os dias das férias para realizar diversas atividades diferentes.
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  Hoje é dia de parque aquático.
   , Take e Kohshi combinam de ir buscar a na casa dela, já que a jovem ainda não sabe se locomover direito pela cidade. Kohshi toca a campainha da casa dos Yoshida e aguarda alguém atender. Assim que a porta se abre, eles dão de cara com uma mulher de avental, os cabelos presos para cima e um pano de prato nas mãos, enxugando-as. O ar calmo e a beleza da mulher fazem os três deduzirem que se trata da mãe de .
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  — Posso ajudar vocês, meus jovens? — questiona Harumi de maneira gentil, já reconhecendo a figura de .
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  — Olá! — os três dizem ao mesmo tempo, curvando o corpo levemente.
  — Somos amigos da . Eu sou o e esses são Kohshi e Take. — Ele aponta para os amigos.
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  — Prazer em conhecê-la — os três voltam a falar ao mesmo tempo. Harumi sorri.
  — Ah, que gentis — diz ela. — Sou a mãe da , prazer em conhecê-los, meninos.
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  — Mama… — A vozinha manhosa de Fuyuki surge e a pequena figura dele agarra as pernas da mãe.
  — Oh, kawaii — comenta Take acenando para o garoto que mantém a expressão séria.
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  — Ah, esse é o Fuyuki-kun, meu filho mais novo — explica Harumi e se vira para o filho. — O que houve, Fuyu?
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  — A nene tá chamando, mama — informa o garotinho e sai correndo em seguida para o interior da casa.
  — Estamos atrapalhando? Podemos vir outra hora — diz , vendo que a mulher está ocupada.
  — Mas a gente não veio busc… — Antes de Take terminar a frase, ele leva um cutucão do irmão mais velho e logo percebe que não deveria ter dito nada e se cala, gemendo de dor.
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  — Vocês vieram ver a , não é? — indaga Harumi já imaginando o óbvio.
  — Na verdade, senhora Yoshida, nós viemos buscar a para irmos ao parque aquático — diz , sem jeito, mesmo que já estivesse óbvio o motivo da ida deles até ali, já que as vestimentas dos três já os entrega.
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  — Por que eu levei um cutucão quando ia falar? — reclama Take, emburrado e leva outro cutucão do irmão. — Pare, Kohshi, isso dói! — Harumi ri.
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  — Por favor, meninos, entrem — pede a mulher e dá passagem para eles entrarem.
  Assim que entram na casa e fecham a porta atrás de si, os três sentem um cheiro delicioso de comida, ainda faltam algumas horas para o almoço, mas o cheiro os faz sentir um pouco de fome.
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  — Querem comer ou beber algo? — oferece a mulher, solícita.
  — Não, obrigado, senhora Yoshida — diz .
  — Obrigado, não precisa — diz Kohshi e, antes que Take peça algo, ele completa pelo irmão: — Meu irmão também não vai querer nada, obrigado, senhora Yoshida. — Take olha para Kohshi de canto e Harumi ri novamente balançando a cabeça.
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  — Meninos, receio ter que informar que a minha filha não poderá sair com vocês hoje — ela diz e vai entrando na casa. Os três se entreolham e é o primeiro a realmente entrar na casa, após retirarem os sapatos.
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  — Mas por que não, senhora? — indaga ele chegando na porta da cozinha.
  — A -chan teve febre a noite toda e ainda não se recuperou — informa a mulher enquanto mexe o conteúdo da panela que está no forno. Os três rapazes se entreolham novamente.
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  — Oh, sentimos muito, senhora — diz Kohshi.
  — Ela não nos disse nada ontem, ela está bem? Ainda tem febre? — questiona Take em tom preocupado.
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  — Eu a olhei mais cedo e ela estava com 38,6ºC e ainda reclamava de dores e moleza no corpo.
  — Oh, temperatura alta, né? — Espanta-se Take.
  — Diga a ela que estimamos a melhora rápida dela, por favor, senhora — pede , curvando o corpo levemente, Take e Kohshi fazem o mesmo.
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  — Ah, por que não sobem e vão dizer pessoalmente? — instiga Harumi.
  — Oh, não queremos atrapalhar, já estamos de saída.
  — Não vão atrapalhar, imagina — diz a mulher e muda a expressão para a de quem acaba de lembrar de algo importante. — Meninos, posso pedir um enorme favor?
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  — Se pudermos ajudar, claro que sim, senhora — diz Kohshi, educado.
  — Eu preciso ir ao mercado comprar alguns condimentos e legumes para o almoço de hoje, vocês podem ficar aqui por mais alguns minutos enquanto eu faço isso?
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  — Ah, claro, né gente? — Kohshi olha para os outros que concordam com a cabeça.
  — Podemos sim, senhora. Pode demorar o tempo que achar necessário — tranquiliza .
  — Obrigada, meninos, vocês são muito gentis — diz Harumi e aperta a bochecha de cada um deles. — -chan tem sorte de ter vocês como amigos.
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  Os três ficam muito envergonhados e vermelhos, mas com um sorriso no rosto. Harumi diz que eles podem ficar à vontade enquanto ela está fora e pede para verificarem se precisa de algo. Assim que a mãe da amiga deixa a casa, os meninos se dividem nas tarefas: Kohshi é responsável por olhar a comida que está no fogo; Take fica na sala brincando com Fuyuki que agora já está mais sociável; e fica com a tarefa de verificar se precisa de algo. Logo ele se lembra que, assim que chegaram, o irmão mais novo da jovem disse à mãe que a irmã estava chamando por ela, certamente ela precisa de alguma coisa. Mesmo tímido por estar na casa de uma garota sem a presença dos pais dela, ele sobe as escadas da casa e vai até o primeiro andar, caminha pelo corredor e chega até o quarto de . É fácil de saber qual das portas é o quarto dela, pois, pendurado em uma delas, tem uma placa enfeitada com flores de cerejeira e o nome da jovem no meio.
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   acha fofo.
  Antes de entrar no quarto da garota, bate na porta devagar, como não obtém resposta, ele entra sorrateiramente para não a acordar, caso esteja dormindo. O cheiro adocicado dela invade as narinas de que aspira o perfume de maneira inebriante. Assim que entra, ele vê a cama dela encostada na parede que tem algumas fotos penduradas, junto com alguns pôsteres de bandas de que é fã. O edredom enfeitado com gatinhos coloridos faz o jovem sorrir, ela havia dito que ama gatos, mas ele não sabia ser tanto assim. Logo a caminha de Sirius, gatinho da moça, é avistada por ele juntamente com o felino preto e branco deitado sobre ela.
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  — Mamãe… — A voz manhosa de faz sorrir novamente, a jovem está deitada na cama, coberta pelo edredom e de costas para a porta. — Mamãe eu acho que agora eu consigo comer algo…
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  — . — Ao ouvir a voz de , a jovem Yoshida se vira assustada e acaba calculando mal seu movimento, resultando em sua queda da cama. — ! — o rapaz corre para ajudar a jovem e se agacha no monte que se forma sob o edredom no chão.
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  — Aiii… — geme ela, tentando se levantar. — Doeu…
  — Vem, eu te ajudo. — Ele pega no braço da garota e a ajuda a sentar-se novamente na cama.
  — Obrigada, — agradece ela após sentar-se e encara o amigo em seguida. — O que faz aqui?
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  — Bom, viemos te buscar para ir ao parque aquático — diz ele, sem jeito e só agora percebe as roupas esportivas que ele veste.
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  — Oh, me desculpe, , eu…
  — Não precisa se desculpar, — apressa-se ele —, sua mãe explicou tudo.
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  — Minha mãe? Oh, meu Deus, onde ela está, por falar nisso?
  — Ela foi ao mercado e nos pediu para ficar mais um pouco.
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  — Kohshi e Take estão lá embaixo?
  — Sim. Kohshi está olhando a comida e o Take está com o seu irmãozinho — explica o jovem.
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  — Ah, sim — diz , surpresa.
  — Não sabia que seu irmão era tão novinho — comenta .
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  — Ele estuda no Fundamental I, achou que ele tinha quantos anos? — ela diz em tom brincalhão, fazendo-o rir.
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  — Não sei — fica vermelho e se afasta um pouco da cama, ainda de pé. — Você precisa de algo?
  — Não precisa, eu espero minha mãe voltar do mercado.
  — Oh, não, , eu pego para você. Pode dizer o que precisa que eu pego.
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  — Não quero incomodar, .
  — Não incomoda. — Ele sorri de maneira gentil. — Sua mãe me incumbiu a missão de ajudar você no que precisasse. — Ele faz sinal de continência e ri abertamente.
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  — Bobo!
  — Bom te ver sorrindo — diz ele e, instintivamente, se aproxima dela pondo a mão em sua testa, afastando um pouco a franja dela. — Ainda está quente… — comenta ainda com a mão na testa de que observa a cena assustada com a aproximação repentina do amigo.
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  — Eu…
  — Bom, o que você precisa? — pergunta novamente e se afasta dela, envergonhado.
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  — Eu… bom, eu estou… estou com um pouco de fome — revela, ajeitando sua franja com as mãos, tentando controlar sua vergonha.
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  — Você tomou café da manhã?
  — Não tive apetite, mas acho que consigo comer algo agora.
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  — Hm, entendo. Vou trazer algo para você comer. Por favor, me espere aqui e se mantenha aquecida, tá?
   apenas concorda com a cabeça e vê sumir porta à fora. Assim que ele sai de seu quarto, a jovem se encolhe na cama, embaixo do edredom, morrendo de vergonha por ele estar ali, por todos eles estarem ali em sua casa.
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  Na cozinha, vê que Kohshi já havia desligado o fogo e agora está na sala brincando com Fuyuki junto com Take. O jovem Murakami prepara um sanduíche de queijo para e pega suco na geladeira, pondo tudo numa bandeja, ele leva para a amiga sem ser percebido pelos outros que estão super entretidos com o Yoshida mais jovem.
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  — Voltei — anuncia ele assim que entra no quarto com a bandeja. — Se ajeita na cama — pede o rapaz e vê sentar direito, ajeitando o edredom para que ele possa colocar a bandeja ali.
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  — Obrigada, , muito obrigada. — Ela volta a agradecer e sorri.
  — Minha obrigação de amigo, não precisa agradecer — diz e apoia a bandeja entre as pernas dela. — Bom apetite.
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  Ela sorri e começa a comer. senta-se no chão e Sirius vai brincar com ele, esfregando o rostinho nas costas do jovem, que logo começa a interagir com o gatinho.
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  — Ele gostou de você — diz , sorrindo.
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  — Ele é fofo, qual o nome dele?
  — Sirius — informa.
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  — Oh, gosta de Harry Potter?
  — Sim! Olha… — Ela aponta para a escrivaninha onde, em cima, há seu notebook, presente de seu padrinho, com um enorme adesivo de Hogwarts.
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  — Sabia que você seria uma boa amiga assim que bati o olho em você — ele diz, rindo. — Qual sua casa?
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  — Adivinhe!
  — Hm… eu palpitaria Grifinória, mas, conhecendo sua nerdice, sou capaz de afirmar que é Corvinal — ele dá o veredito e abre a boca, incrédula.
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  — Eu não sou nerd, !
  — É sim — diz ele e ri. — Menos quando o assunto é Língua Japonesa — brinca ele e a jovem joga uma almofada nele, que a agarra antes que atinja Sirius que está deitado em seu colo. — Vejo que não é boa em pontaria também, Yoshida-chan — zomba o rapaz.
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  — Bobo! E qual a sua casa? — pergunta ela dando mais uma mordida no sanduíche que está bem gostoso, do jeito que ela gosta.
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  — Adivinhe, senhorita Corvinal — provoca , rindo.
  — Hm… deixe-me pensar. — Ela encara-o, dá um gole no suco e completa: — Lufa-Lufa!
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  — Errou feio. — Ele solta uma gargalhada. — Tenta de novo.
  — Grifinória?
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  — Está afirmando ou me perguntando?
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  — Ah, não sei! Qual é?
  — Só sobraram mais duas casas, .
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  — Corvinal?
  — Foi uma pergunta de novo? — Ele ri mais e perde a paciência levemente.
  — Ah, não sei, !
  — … — retoma ele em tom óbvio.
  — Ahhhh, Sonserina?! — espanta-se ela.
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  — Óbvio — ele diz e ri de novo da cara de espanto feita por ela.
  — Eu não acredito que um sonserino está no meu quarto! — diz, pondo as mãos na boca.
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  — Pois agora tem dois. — A voz de Take anuncia e a figura dele e do irmão entram no quarto. — Oi, -chan!
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  — Take! Kohshi! — Anima-se ela ao ver os amigos.
  — A senhora Yoshida já chegou? — pergunta .
  — Sim e pediu para ficarmos para o almoço — diz Kohshi.
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  — Obviamente aceitamos — completa Take.
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  — Ah…
  — Não acredito que é sonserino também, Take! — diz , retomando o assunto.
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  — Algum problema? — ele diz e senta ao lado de . Kohshi o acompanha.
  — Vocês poderiam ser Corvinal também ou Grifinória. — Ela faz um bico emburrado com os lábios.
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  — Kawaii — diz Take, rindo.
  — Eu sou Corvinal, — anuncia Kohshi e a jovem sorri.
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  — Finalmente! Por isso gosto mais de você, Kohshi. — Eles riem.
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  — E eu? — Agora é a vez de Take fazer um bico emburrado.
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  — Também gosto de você, Take — diz , rindo.
  — E o ? — pergunta Kohshi, recebendo o olhar assustado do amigo. Take ri da reação.
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  — Eu… eu gosto de você também, — anuncia , vermelha de vergonha.
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  — Awwn, que fofa! — zomba Take e sobe na cama dela, apertando suas bochechas.
  — Volta para cá, Aikyo! — puxa Take pelas pernas o fazendo sentar-se no chão de novo.
  Os quatro amigos passam o resto da tarde conversando e jogam algumas brincadeiras para passar o tempo. O almoço feito por Harumi cai bem para eles que estavam com bastante fome. Hoje, o pai de não almoça em casa, então eles não o conhecem, mas a jovem conta um pouco sobre ele e, antes que contasse algo sobre o vício em jogatina, encerra o assunto mudando totalmente o foco da conversa.
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  No final, o dia que era para ter sido refrescante na piscina e brinquedos do parque aquático, torna-se uma agradável tarde ao lado de amigos. Até que não foi ruim, apesar da febre de não ter passado.
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[]

  Dois dias depois…

   já está melhor. Durante esses dias que esteve doente, recebeu muitas mensagens dos amigos, preocupados com a saúde dela, principalmente que fez algumas chamadas de vídeo para verificar a saúde da amiga através da tela do celular.
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  Hoje, finalmente eles podem realizar a tarefa de irem ao parque aquático, dessa vez com junto. Assim como naquele dia, os meninos vão até a casa dela para buscá-la e todos vão juntos até a estação de trem ali perto. No caminho, os quatro amigos planejam o roteiro do dia de hoje para que possam aproveitar todos os brinquedos do parque, faz bastante calor em Yokohama.
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  Eles chegam ao parque aquático e os irmãos Aikyo vão diretamente para as barraquinhas de lanches. indica a onde fica o vestiário para que ela possa se trocar. A jovem Yoshida nunca foi fã de praia, quando morava no Rio de Janeiro ela sempre se esquivava de ir à praia com a família ou amigos. Já as piscinas são o local favorito dela quando está calor, como é o caso de hoje.
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  Ao sair do vestiário, ainda tímida por estar pela primeira vez com poucas roupas perto de seus amigos, ela revela seu biquíni azul marinho com bolinhas brancas que contém um nó na frente dos seios. Assim que seus olhos encontram saindo do vestiário, o tempo para parece parar.
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  Ela caminha envergonhada na direção dos amigos que a encaram com expressões diferentes no rosto. Kohshi está sorrindo enquanto pende seu olhar entre e ; Take está comendo um sanduíche de presunto enquanto olha admirado para a amiga; já é o mais enigmático em seu olhar, ele a encara com um mix de admiração, surpresa e, principalmente, desejo. Ele não consegue parar de olhar um ponto específico do corpo dela, mas prefere espantar os pensamentos impuros que passam agora por sua mente.
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  Os quatro amigos começam efetivamente suas atividades pelo parque, há muitos brinquedos para eles irem e aproveitarem o dia de calor. A primeira parada é o grande tobogã que os leva direto à maior piscina dali. Quando chegam no topo, após alguns minutos na fila, o instrutor do brinquedo diz que podem descer em duplas, já que o parque está muito cheio e a largura do tobogã permite. é o último entre os amigos, mas, graças a um singelo empurrão de Take, ele passa a ficar atrás de , que é a primeira da fila entre eles. O instrutor orienta a jovem a sentar-se primeiro e, quando acha que o seu parceiro de descida será Kohshi, surpreende-se ao ver as pernas de se esticarem ao seu lado e vê de relance a estampa do calção que ele usa. Ela vira o rosto para vê-lo, mas não dá tempo, já que o instrutor empurra o jovem Murakami e eles deslizam tobogã abaixo.
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  A descida é veloz e é quase impossível se manter ereto e sem encostar um no outro. segura os ombros de , sentindo a água chicotear seu rosto. Quando seus corpos batem com toda força na piscina lá embaixo, eles se separam e afundam um pouco.
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  — ? — chama assim que emerge de volta e observa a superfície agitada da piscina à procura do amigo. — ?!
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  — Aqui… — Ele surge um pouco atrás dela e a jovem nada até ele.
  — Você está bem? — questiona ela em tom preocupado. Os cabelos dele caindo em seu rosto, cobrindo toda sua testa e parte de seus olhos.
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  — Estou. — Ele tosse um pouco e olha para ela. — E você?
  — Estou sim. — sorri vendo que ele possivelmente teve dificuldades em nadar. — Vem, vamos para a borda — ela chama e começa a se mover para a ponta de piscina. Antes de chegar nela, quase é atingida por dois canhões que saíram do tobogã. — Oh, meu Deus! — Espanta-se ela nadando para trás.
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  — , está tudo bem?! — tenta se mover para mais perto dela, mas é difícil quando não se sabe nadar direito e tem vergonha de admitir.
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  — Take! Kohshi! — diz , rindo, ao ver os irmãos Aikyo surgirem com os cabelos arrepiados, caídos sobre os olhos.
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  — Se machucou, ? — indaga Kohshi e passa as mãos no rosto para tirar o excesso de água.
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  — Não, mas foi quase — afirma ela ainda rindo.
  — Quase machucaram ela, seus imprudentes! — diz, aproximando-se atrás dela.
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  — Não seja hiper protetor, — esnoba Take —, não é feita de açúcar. — o encara com os olhos semicerrados.
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  — Idiota — diz o jovem e os outros riem.
  — Venham, vamos naquele brinquedo agora — anuncia Kohshi e eles nadam para fora da piscina.
  Os Aikyo deixam a água, seguidos por que espreme os cabelos para tirar a água. Eles caminham na direção do brinquedo indicado por Kohshi achando que estão todos juntos, é quem nota que está faltando um no grupo. Seu olhar percorre ao redor em busca de sem encontrá-lo. Ela olha na direção da piscina de onde vieram e vê uma figura conhecida encarando a água e rindo. Assustada, a jovem corre de volta até o local.
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  — ! — grita ela ao ver que o garoto está se afogando.
  — Olá, brasileirinha — diz Ren, debochado.
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  — O que fez com ele?! — acusa .
  — Nada, eu só estou rindo do fato dele estar se afogando. É engraçado ele não saber nadar — responde Ren ainda rindo.
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  — Ele não sabe nadar?!
  Sem pensar, se joga na piscina e nada até que tem o corpo totalmente imerso na água, os cabelos flutuando para os lados, os braços para cima tentando emergir, sem sucesso. A jovem segura os braços dele e tenta puxá-lo de volta à superfície, mas o corpo do rapaz é pesado demais para ela. Desesperada, continua puxando sem sucesso, até que sente o corpo dele começar a segui-la para fora da água. Assim que surgem de volta, vê Kohshi agarrar o amigo pelo tórax e nadar de volta à beirada da piscina. Ela o acompanha e vê Take discutir com Ren, porém, sua preocupação agora é saber se está bem. Ela não sabe quanto tempo ele havia ficado embaixo d’água e o quanto de água engoliu.
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  Kohshi põe o amigo deitado na borda da piscina, jogando os cabelos dele para fora de sua testa, o rapaz abaixa o ouvido próximo ao nariz de e sente sua respiração. Ele até pensa em fazer respiração boca a boca em Murakami, mas é levemente empurrado por que joga os próprios cabelos para trás, tampa o nariz de e encosta seus lábios nos dele, empurrando o ar. O ato surpreende a todos. Ren vê tudo com uma cara de asco e resolve ir embora junto com os amigos. Take e Kohshi encaram a cena com uma expressão surpresa e ansiosa pelo resultado. repete o gesto pelo menos três vezes até que finalmente acorda, cuspindo água.
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  — ? , você está bem? — pergunta, ansiosa por uma resposta positiva.
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  — ! — exclamam Take e Kohshi, aproximando-se de novo.
  O jovem Murakami não diz nada, voltando a encostar sua cabeça no chão e arregalando o olhar com a visão que tem agora. está muito perto dele e seus seios – que são bastante fartos – mais ainda. O mesmo pensamento impuro de mais cedo volta com tudo na mente de , fazendo o jovem virar o rosto bruscamente e levantar o corpo para sair dali. Ao perceber a proximidade e o possível motivo da fuga de , sente-se muito envergonhada, cobrindo os seios com as mãos e levantando.
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  Take traz uma garrafa de água para o amigo e uma toalha seca. agradece, jogando a toalha na cabeça e bebendo um pouco da água, ele quer mesmo é se jogar de novo na piscina para acalmar seus ânimos. Os quatro vão para a parte do parque onde tem várias esteiras e alguns guarda-sol, sentam-se ali até que se recupere do susto que levou tanto com o afogamento quanto com a visão que teve em seguida.
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  Minutos depois…
  — Tem certeza, ? — indaga Kohshi novamente.

  — Sim, podem ir. Eu estou um pouco cansado, acho que foi o excesso de água que eu engoli — explica ele, ficando mais vermelho.
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  — Seu rosto está vermelho — comenta Take. — Não acha melhor irmos para casa?
  — Não, eu não quero estragar o dia de vocês, eu vou ficar aqui mais um pouco. Podem ir na frente — volta a afirmar.
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  — Eu fico aqui com você — diz e todos a encaram, ela volta a sentar-se ao lado de na esteira.
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  — Não precisa, , eu… — ele tenta falar algo, mas é interrompido.
  — Se precisar da gente, chama — Kohshi diz para que sorri em resposta balançando a cabeça em um “sim”. — Vamos, Take — conclui o mais velho, arrastando o irmão para longe.
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   e ficam sozinhos.
  Parece até que os Aikyo levaram todo o assunto quando saíram e deixaram os amigos à sós, pois eles passam quase uma hora calados. Por ficarem parados por muito tempo, ainda molhados, eles começam a sentir frio, mas não demonstram. O espirro dado por quebra o silêncio.
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  — ! — diz , espantada. — Por favor, se cubra. — Ela puxa a toalha seca que ele havia deixado em seu colo, e joga nos ombros do jovem que retribui o espanto em seu olhar.
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  — ?
  — Ah, perdão… … — corrige-se ela.
  — Eu gostei. — Ele sorri de leve e o encara, ainda segurando a toalha nos ombros dele. — Pode me chamar assim, .
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  — Oh… está bem.
  De repente, ela sente muita vergonha, soltando a toalha e voltando a ficar ereta, olhando para frente. Um sorriso singelo surge no rosto da jovem Yoshida.
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  As horas se passam e os irmãos voltam a encontrar os amigos que estão comendo um lanche. Já são quase 4PM e todos decidem que já está na hora de irem para casa. O quarteto caminha até o vestiário, tomam banho e trocam de roupa vestindo algo mais quente. Mesmo sendo verão em Yokohama, durante a noite faz frio, já que a brisa que faz é bastante gelada.
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  Na estação do trem, e despedem-se de Kohshi e Take e seguem o caminho até a casa de . Ela usa um casaco grosso metade preto e metade xadrez nas cores bege e branco, apesar dele, a jovem se encolhe dentro do casaco sentindo bastante frio. Os cabelos dela estão caindo em seu rosto, fato que a incomoda, mas dentro do casaco está tão quentinho que ela não quer tirar as mãos dali. Percebendo o incômodo da amiga, aproxima-se um pouco e recolhe os fios insistentes tirando-os do rosto de e colocando-os atrás de sua orelha. Imediatamente, ela sente um arrepio lhe percorrer juntamente com o calor em suas bochechas que certamente estão vermelhas.
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  Eles seguem o caminho até a casa de em silêncio. Em pensamento, só consegue lembrar-se da sensação de ter os lábios dela colados ao dele. Uma sensação que ele quer repetir e logo.
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Capítulo 5 – Acampamento

  O dia seguinte chega e com ele a febre de que parece não cessar. Ele passou a noite inteira tremendo de frio e com a febre alta, sendo cuidado pela governanta da casa, a Yui, que cuida dele desde que seus pais morreram, quando ele tinha apenas sete anos de idade. A mulher, que hoje tem quase cinquenta, põe outro pano úmido na testa do jovem que agradece e volta a fechar seus olhos, antes de sair, a mulher diz para o jovem Murakami:
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  — Seu tio saiu cedo. Contei a ele que estava doente, mas parece que ele não prestou atenção, disse estar com pressa — comenta Yui em tom irritadiço.
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  — Tudo bem, Yui-san. Já estou acostumado — responde sentindo os olhos arderem levemente.
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  — Ah, seus amigos estão lá embaixo. Quer que eu diga que está dormindo?
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  — Não! Peça para eles subirem, por favor — avisa ele e a mulher se levanta da cama, virando-se para ele com um sorriso meigo.
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  — Meu menino, não sabia que tinha amiguinhas também — diz ela de maneira sugestiva.
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  — Como assim? — indaga o jovem, confuso.
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  — Tem uma jovenzinha junto com os Aikyo lá embaixo — de imediato, arregala seus olhos.
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  — ?! — espanta-se ele, tossindo em seguida. — Ela veio também? Ah não! — ele se cobre com o edredom deixando apenas seus olhos para fora.
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  — -chan? Que nome fofo — comenta a mulher e se afasta da cama, mas a chama de volta.
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  — Yui-san, por favor, veja meu rosto, está vermelho demais? Parece que eu acabei de acordar? Acho que vou tomar um banho e trocar de roupa… — dispara , angustiado e faz a governanta rir.
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  — Está apaixonado, meu menino?
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  — Não! — responde ele, de supetão. Yui apenas sorri de canto e balança a cabeça.
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  — Ok… bom, vou pedir para eles aguardarem alguns minutos. Não demore com seu banho.
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  Ela alerta e deixa o quarto.
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   dá um salto da cama e corre para o banheiro de seu quarto, trancando a porta em seguida. Ele toma um banho de mais de quinze minutos e deixa o banheiro enrolado na toalha. Após trocar de roupa, colocando roupas leves, ele desce para receber os amigos na sala de estar, onde estão aguardando por ele. Os três o cumprimentam e perguntam se ele está bem. apenas diz estar melhorando apesar de sentir sua febre aumentar após lembrar-se da e do jeito como os lábios dela tocaram os dele no momento que foi retirado da piscina por Kohshi. Ele estava quase acordando naquela hora e conseguiu sentir a maciez da boca da amiga. Que sensação boa, gostosa e que o deixou excitado. O deixa assim apenas por lembrar. Disfarçando a reação quase imediata de seu companheiro, põe uma almofada em cima de seu colo e sorri para o que Take diz agora. Eles estão combinando um passeio de bicicleta amanhã. Isso, claro, se estiver melhor. Mais do que nunca, ele precisa melhorar.
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  No dia seguinte…
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  A brisa gostosa do fim do verão bate nos rostos dos quatro amigos que passeiam livremente de bicicleta pelas ruas não tão movimentadas da cidade. Take e Kohshi estão cada um em uma bicicleta enquanto divide com , ela na frente sentada no corpo do veículo e ele pedalando em pé.
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  — Acho que a gente deve acampar semana que vem, seria perfeito — Take retoma o assunto, os amigos planejam acampar para mostrar a como é, será a primeira vez dela.
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  — E eu acho que seria melhor na última semana de férias — diz Kohshi dando de ombros, eles passam por uma sorveteria agora.
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  — Concordo com o Kohshi — defende que faz o maior esforço para pedalar enquanto se equilibra na bicicleta e tenta não demonstrar sua excitação por ter atrás dela tão perto.
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  — Vamos parar um pouco? — sugere o irmão mais velho. — Estou com sede.
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  — Também estou — concorda e Take, e todos param, estacionando as bicicletas no local apropriado, perto da sorveteria por onde passaram. Eles voltam o caminho a pé.
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  — Que tal irmos no Bosco Auto Camping Base? Lá é bem legal e tem uma grande área para acampamento — sugere Kohshi ao mesmo tempo que caminham.
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  — Acho perfeito — diz .
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  — E vai ser a semana do Hanabi! — lembra Take e faz uma careta confusa.
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  — Hanabi? — indaga ela que caminha ao lado de .
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  — É o festival de fogos de artifício que tem todo ano, — explica . — Ele começa em julho e termina na última semana de agosto. É bem divertido e bonito — conclui a explicação e faz uma expressão de surpresa.
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  — Que legal! E de lá desse acampamento dá para ver os fogos?
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  — Creio que sim, nunca acampei nessa época, mas acho que dá para ver sim — dessa vez é Take quem dá a resposta.
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  — A concentração fica nos arredores da cidade, mas sempre há pessoas que soltam fogos em outros locais. Então, creio que dê para ver do acampamento também — reforça Kohshi recebendo um sorriso meigo da jovem.
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  — Então estamos combinados, né? Última semana de férias iremos acampar? Todos de acordo? — diz .
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  — De acordo — responde, ainda sorrindo, e cora ao ver o sorriso dela tão próximo dele.
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  — Combinadíssimo — anima-se Kohshi.
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  — Eu queria logo, mas espero até o fim de agosto — Take concorda e todos comemoram o próximo e último evento de férias do grupo.
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  Última semana de agosto e das férias…
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  Quinta-feira, 8 AM
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  O motorista dos Murakami leva o quarteto até o acampamento que não é tão longe do centro. Mais uma vez o tio de não estava em casa quando o jovem acordou hoje cedo. Não é nenhuma novidade para ele essa ausência, já que passou grande parte de sua vida após os sete anos de idade, quando foi adotado por ele, ao lado de Yui, a quem considera como uma mãe. Ele não tem mais nenhum parente além de seu tio que é um homem muito ocupado, empresário, rico e que malmente para em casa.
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   aprendeu a não se importar mais.
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  O quarteto chega ao destino e descarregam o carro com a ajuda do motorista, o Hiroshi, que trabalha para a família há mais de quinze anos e também viu crescer.
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  — Obrigado, Hiroshi-san — agradece , curvando-se levemente.
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  — Por nada, senhor Murakami — diz o motorista, solícito e fecha o porta-malas do carro. — Quando forem embora basta me ligar que eu venho buscá-los — avisa.
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  — Obrigado, avisaremos sim — diz o jovem.
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  — Obrigado, Hiroshi-san! — os outros três agradecem e se curvam para o mais velho que sorri vaidoso.
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  — Por nada, meninos, divirtam-se!
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  O motorista observa os quatro caminharem com suas enormes mochilas nas costas e as bags com seus sacos de dormir nas mãos, pensando em quando teve essa idade. Ele dá um sorriso abobado e caminha até o banco do motorista, sentando-se e dando a partida, mas antes recebe uma notificação em seu celular. É uma mensagem de seu chefe, tio de , o conteúdo o faz engolir em seco.
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  Chefe: “Volte de imediato. Tenho um serviço importante para você. Não se atrase.”
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  Dando um “ok” na mensagem, Hiroshi deixa o local já imaginando o tipo de serviço que seu patrão tem para ele.
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  Enquanto isso, os amigos começam a se acomodar no local onde vão ficar nos próximos três dias, até domingo pela manhã quando retornam. Take leva uma grande barraca na qual costuma acampar junto com seu irmão, mas que cabe mais pessoas. Os quatro levam alguns minutos montando a barraca e mais alguns para arrumar os sacos de dormir dentro dela, cada um em um canto, deixando apenas a passagem para fora da barraca livre. Do lado de fora há uma proteção que forma uma pequena varanda onde colocam cadeiras para todos se sentarem para conversar ou até mesmo na hora das refeições.
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  Durante à noite, eles fazem uma fogueira aproveitando o quentinho do calor produzido por ela e o jantar feito por Kohshi que sabe cozinhar muito bem e agrada o paladar de todos. Ele prepara alguns sashimis e sushis, além de uma deliciosa sopa de peixe. já está acostumada com a culinária japonesa, mas sempre que prova algo feito por um nativo – que não sejam seus pais – ela não deixa de se surpreender com o sabor. Algumas horas se passam e Kohshi percebe a aproximação excessiva entre e , logo percebendo o jeito como ambos se comportam quando estão assim tão próximos. Ele percebe também a alegria genuína que está desde que conheceram , o conhecendo bem certamente Kohshi sabe que o amigo sente algo por ela. Dando uma de cupido, o Aikyo mais velho cutuca seu irmão para que eles deixem os amigos à sós um pouco e vão dar uma volta pelo local.
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  — Você está melhor, ? — diz chamando a atenção de que levanta seu olhar de seu prato.
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  — Você diz sobre a febre? — assente referindo-se ao outro mal-estar que ele sentiu durante essa semana, diferente da vez que ele quase se afogou na piscina do parque aquático. Ele complementa sua fala: — Sim, estou sim, obrigado por se preocupar.
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  — Sempre vou me preocupar. Sei que não sou tão amiga quanto Kohshi e Take, mas saiba que pode contar com minha amizade.
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  — Imagina, ! Sua amizade é tão importante para mim quanto a de Kohshi e Take — diz de maneira doce. — Até que você não é má amiga — ele zomba e se estica para dar um leve cutucão nela que está sentada à sua frente.
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  — Bobo! — ela ri. — Hm, esse sushi está mais gostoso do que o do papai — comenta ela com um sorriso no rosto e pegando os hashis para pegar mais um sushi para comer. — Não conte para o papai sobre isso — avisa ela e eles riem.
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  — Não serei o responsável por essa briga familiar — brinca , animado.
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  — Coma mais um pouco, estende o hashi que tem um sushi preso em sua ponta até o rosto de que sorri.
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  — Você deveria comer esse pedaço — ele segura a mão dela que paralisa imediatamente, os olhos dela arregalados com o gesto do amigo. vira a direção do hashi até o rosto de . — Abre a boca — pede o jovem, obedece e abre sua boca para morder o sushi na pontinha dele. Surpresa demais para controlar seus movimentos com praticidade, a jovem Yoshida afrouxa os hashis deixando a maior parte do sushi à mostra.
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  — Hm… — geme enquanto tenta morder um pedaço de sushi e é mais uma vez surpreendida por que morde o outro pedaço e a beija com suavidade, mas logo se afasta mastigando o pedaço maior que abocanhou.
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  — Realmente está muito gostoso — ele diz se deixando parecer não ter notado o beijo que deu nela.
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   fica estática e não consegue nem dizer o que seu coração lhe pede agora. Ela quer repetir o beijo, quer muito sentir os lábios dele novamente nos dela, mas dessa vez sem nenhum alimento para atrapalhar o sabor. O único gosto que ela quer sentir é da boca de . Eles não dizem mais nada. Terminam a refeição e percebem o retorno dos irmãos que riem em cumplicidade entre si. pega sua garrafa de bebida e bebe um pouco sem falar mais nada o restante da noite.
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  Logo os quatro amigos vão dormir.
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  A manhã seguinte chega e eles saem em um passeio pelo lugar que tem um rio cortando toda a extensão do acampamento. A natureza em volta é linda, bastante árvores e as flores de primavera abrilhantam ainda mais o lugar. O calor dos raios do Sol aquece os jovens que durante à noite sentiram frio. É a primeira vez que faz trilha por uma floresta japonesa, ela nunca tinha ido antes e fazer este passeio ao lado dos amigos que tem tanta alegria de ter feito desde que chegou ao país é altamente gratificante. Ela tira algumas fotos e pede para que Take tire algumas fotos dela com a paisagem, é o amigo também que lhe mostra alguns lugares legais para eles irem. Quando a fome chega, eles param um pouco perto do rio, onde há várias pedras, e se acomodam para comer. Dessa vez o cozinheiro é que prepara um belo ensopado de carne com queijo. Após saborearem o almoço eles retornam à trilha e chegam perto de uma cachoeira, onde tomam um banho refrescante. Novamente a imagem de vestida com um biquíni atormenta os pensamentos impuros de que evita olhar para a amiga, pois senão ficará excitado. Mas, é praticamente inevitável não a ver e seu companheiro logo se manifesta deixando o jovem envergonhado já que seu calção de banho está molhado e isso marca ainda mais seu pênis.
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  O Sol ainda está bastante visível, aquecendo os corpos molhados dos quatro, quando eles resolvem voltar ao acampamento. O caminho da trilha tem muitos caminhos e corta a floresta em alguns pontos aleatórios, apesar de estar sinalizado em determinados pontos. é passada para trás por Kohshi que vai para a frente do grupo para discutir alegremente com o irmão e com sobre o campeonato de futebol que irá acontecer pouco após a peça de teatro que irão participar. Eles ficam tão distraídos que acabam não percebendo que a amiga fica para trás já que havia parado para descansar um pouco e esqueceu de avisar aos outros, acabando os perdendo de vista. O pânico toma conta dos rapazes quando notam a ausência de e chamam por ela, mas sem resposta. Eles se dividem e retornam o caminho que fizeram, mas não acham a amiga.
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  Ao anoitecer, ainda procura por ela. Ele manda mensagem para os irmãos avisando que não retornará enquanto não achar a .
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  — ! — ele grita novamente e escuta um barulho vindo a sua esquerda e muda de direção seguindo o som. — ? — ele caminha usando a lanterna de seu celular como iluminação e afastando algumas teias de aranha e galhos de árvore que encontra pelo caminho.
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  — ! — a imagem de se faz presente rapidamente à frente dele e a jovem o agarra com força.
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  — Graças a Deus eu te achei! — ele solta um suspiro aliviado e a abraça de volta encostando seu queixo na cabeça dela. — Você está bem? Está ferida? — a afasta para olhá-la melhor.
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  — Estou bem. Só estou com frio — responde e se aninha nele que ainda está com roupa úmida e ela também.
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  — Está tão tarde — comenta ele, indeciso, olhando para os lados. — Não seria seguro voltarmos agora, meu celular vai descarregar e não tem iluminação à noite na trilha — finaliza.
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  — Teremos que ficar por aqui, então — deduz com a voz cansada.
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  — Sim… venha, vamos nos sentar em um lugar seco.
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  Eles encontram um local um pouco mais à frente que está mais seco, onde há folhas e flores no chão. manda uma mensagem para os amigos avisando que encontrou e que seu celular está descarregando, avisa também que vão ficar por mesmo até amanhecer. Take aconselha o mesmo e reforça a falta de iluminação das trilhas. ainda tem sua toalha, que está um pouco úmida, mas serve de cobertor para os ombros dele e de que tem que abraçar o amigo para se aquecer minimamente. A aproximação dos amigos atiça a imaginação dos dois de maneiras parecidas. Atiça também os desejos internos de ambos que se olham quase ao mesmo tempo. O Murakami estica as pernas e se encosta na árvore atrás dele, levando sua mão esquerda até o rosto de puxando-o para si mesmo. As respirações já começam a descompassar juntamente com seus jovens corações adolescentes encantados e curiosos. A Yoshida aproxima seus lábios dos de e o beija inocentemente. Finalmente não há nenhum sushi para confundir o paladar dela, tem apenas o gosto da boca de , apenas o sabor dele que é tão agradável igualmente como o seu toque em sua pele. também estica as pernas e se recosta na árvore muito mais próxima de dessa vez. A mão dele que estava no rosto dela desce até sua cintura, apertando levemente e puxando para perto. O tesão deles só crescendo mais até que a puxa para deitar-se no chão e joga cuidadosamente seu corpo sobre ela, retomando o beijo. Ele volta suas mãos para o rosto dela e se interrompe por um instante para encará-la. O descompasso ainda os atinge.
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  — … eu sou… sou virgem — revela encarando o amigo que mantém sua expressão serena.
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  — Eu também sou — ele diz, o que surpreende a Yoshida que não controla o gemido surpreso que sai de sua boca.
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  — É?
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  — Sim — confirma. — Não precisamos fazer isso agora. Acho que temos tempo — diz com doçura enquanto acaricia a bochecha dela.
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  — O que quer dizer? — indaga a jovem, confusa.
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  — Quero dizer que eu… , daisuki da — “eu gosto de você”, ele se confessa e arregala seu olhar soltando um suspiro. — Quero conhecer você melhor. Quer sair comigo? — o pedido a deixa ainda mais surpresa, mas emocionada e envergonhada.
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  — Que-quero. Eu quero sim, — seu rosto avermelhado faz o coração de errar bobamente as batidas e ele sorri.
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  — Kawaii — ele diz e dá um beijo doce nos lábios dela. — Quando voltarmos para a cidade… — diz após o beijo — combinamos nosso passeio, só nós dois.
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  — Obrigada, .
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  — Pelo que?
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  — Por compreender que… bom, por compreender que eu não tenho experiência em sexo — a vermelhidão em seu rosto se intensifica. — Foi gentil de sua parte — ele dá um sorriso meigo.
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  — Acho que mesmo se eu ou você tivéssemos alguma experiência em sexo, eu não te forçaria a transar comigo. Não sou assim e nem serei — confessa. — Eu realmente gosto de você, — ele se declara mais uma vez e volta a beijar ela.
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  — Eu também gosto de você, dá um sorrisinho fofo que derrete o coração do jovem Murakami.
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  Dessa vez são as bochechas de que ficam vermelhas. O casal se abraça, aninhando-se um no outro, e adormece após alguns minutos cobertos pela toalha que trouxe. Eles não sabem como vão explicar a aproximação a mais que tiveram para os amigos, também nem sabem se devem contar que quase transaram na floresta, mas certamente eles irão perceber sobre o sentimento que há entre o Murakami e a Yoshida – fato este que Kohshi já havia percebido e contado para o irmão. Fato é que ambos desejam se conhecer melhor, estreitando ainda mais o vínculo além da amizade verdadeira que já têm um pelo outro. Isso só ocorrerá com o tempo e, como havia dito, eles têm tempo demais para se conhecerem.
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  Domingo, de volta à Yokohama
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   se despede do motorista dos Murakami e dos amigos, lançando um olhar fofo e demorado para , que sorri com o contato visual prolongado que recebe dela. Os dois combinaram de não contar nada para Kohshi e Take sobre o início da relação, ela disse também que não contaria para os pais, pois sabe que será motivo de uma grande discussão sobre o que é melhor para a vida acadêmica dela. As notas de sairão após os eventos esportivos e da peça de teatro que irão apresentar. E, para ser bem sincera, não acha que passará em todas as matérias, principalmente em Língua Japonesa. Por negligência dela mesma, ainda quando estava no Brasil com sua família, ela não aprendeu os kanjis e nem mesmo as principais estruturas gramaticais que formam o idioma. É como o disse para ela: é estranho ela saber falar e entender muito bem japonês, mas ser péssima em gramática. Antes de entrar de férias, seu professor a havia avisado que, se não recuperasse sua nota a tempo de finalizar o período, ela teria que ter algum reforço e certamente os pais dela saberiam desse deslize em seu boletim. Ela nem quer pensar nisso agora…
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  A concentração de está nas fotos que tirou durante o acampamento. Antes de levarem a jovem de volta para casa, os amigos passaram em uma loja que revela fotos digitais e revelaram todas as fotos que tiraram com seus celulares. Isso tudo a pedido de que quis ter uma recordação física desses poucos dias de diversão com os amigos no acampamento e nos outros eventos que tiveram durante as férias. Ela observa o grande espaço vazio em seu mural de fotos e pendura as polaroids tiradas. Uma das fotos prende a atenção da jovem Yoshida. Uma que ela faz questão de enfeitar com um pequeno coração. Na foto tem ela e , o braço direito dele está sobre os ombros da jovem, ambos sentados no chão próximo à barraca onde dormiram. Os cabelos de jogados formosamente sobre sua testa, cobrindo seus olhos. O sorriso fofo do Murakami que espreme seus olhos nas órbitas, sorriso este que deixa o coração de derretido e entregue ao rapaz. Inevitavelmente ela se lembra da noite que passou com ele, abraçada ao corpo do amigo, ambos ainda com suas roupas úmidas por conta do banho no rio, o calor que sentiu subindo pelas pernas e concentrando-se em sua intimidade, a imensa vontade que sentiu em entregar-se para naquele exato momento. Porém, sua inexperiência lhe fez parar e confessar-se para ele que, surpreendentemente, também não a possui. Mas, para , o mais importante sem dúvidas foi o pedido feito por . Ela mal se aguenta de ansiedade em vê-lo novamente e, mais ainda, em sair com ele, só os dois, em um encontro romântico.
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  Ela está tão feliz.
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Capítulo 6 – Sombras do passado

  As férias terminaram e, com ela, o retorno das aulas veio.
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   e seu irmão Fuyuki caminham calmamente pela via que os leva até a rua do colégio. Há muitas pessoas em volta, todas apressadas para chegar aos seus compromissos, mas parece alheia a tudo isso. Seus pensamentos estão todos voltados a uma pessoa: . Mais precisamente ao beijo que deu nele durante o acampamento e às palavras ditas por ele. Ele disse em tom firme e claro que está apaixonado por ela, dizer para alguém, em japonês, “daisuki da” significa que você está literalmente se declarando, demonstrando seus sentimentos pela pessoa. E disse isso para . Apenas em pensar na voz grave e gostosa de dizendo tais palavras, a jovem Yoshida começa a tremer e seu coração acelera numa felicidade tremenda.
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  Ao esbarrar com um desconhecido, é trazida de volta ao mundo real, curvando-se respeitosamente e pedindo desculpas.
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  — Por favor, me perdoe, senhor! — ela diz, temerosa.
  Quando retorna seu olhar ao homem, ela percebe algo estranho. Olhares indiferentes voltados a ela não são novidade para , porém, há algo no olhar desse homem que a faz paralisar e passar tempo demais olhando para ele que segue seu caminho, inverso ao dela, ainda olhando eventualmente para trás.
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  — Nene… — chama Fuyuki, puxando o blazer da irmã.
  — O-Oi, Fuyu. — A jovem olha para o mais novo, os olhos arregalados de susto.
  — Vamos logo, não quero chegar atrasado — avisa ele com a voz manhosa.
   acena que sim com a cabeça e eles retomam a caminhada. O esbarrão no homem desconhecido faz a jovem ficar mais em alerta. De repente, ela percebe que não é paranoia de sua cabeça e que realmente há algo errado. Uma tenebrosa sensação de perigo a acomete, a mesma sensação que tinha quando estava no Brasil e homens iam atrás de seu pai por conta de suas dívidas com jogo. Ela olha para o outro lado da rua e vê um outro homem estranho observar os passos dela e do irmão. Com medo, carrega Fuyuki, meio desengonçada, e acelera o passo para chegar mais rápido ao seu destino. Ela só atravessa a rua para deixar Fuyuki em sua escola quando chega na porta dela, após deixar o irmão em segurança, retorna ao portão de sua escola e vê o mesmo homem estranho observando tudo do outro lado da rua. Apavorada, a jovem entra junto com os outros alunos, se perdendo entre eles.
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  A Yoshida praticamente corre até sua sala no terceiro andar e senta-se em sua carteira, a penúltima da fileira das janelas. Seus amigos ainda não haviam chegado e ela consegue se acalmar antes que isso aconteça. Quem será aquele homem, que era visivelmente japonês e esquisito, que estava seguindo ela? O que ele queria? Será que o inferno que era sua vida no Brasil, com todas as escapadas que tinha que fazer para fugir dos cobradores de seu pai, está de volta? Ela tenta controlar o choro, não saberia como explicar tal realidade aos amigos.
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  O “bom dia” super alegre dado por Kohshi faz olhar para ele e os outros que adentram a sala pela porta traseira. Ela os cumprimenta de volta e retribui o sorriso meigo dado por que passa por ela para sentar em sua mesa deixando seu perfume no ar. O cheiro dele parece acalmá-la mais, a fazendo respirar profundamente, esquecendo parcialmente de sua aflição atual. O professor de Língua Japonesa entra e todos sentam-se em suas carteiras para o início da aula. Logo, outra aflição atinge assim que o professor começa sua bronca em forma de discurso.
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  — … realmente estou muito desapontado com alguns de vocês — diz o professor enquanto é observado pelos alunos com olhares apavorados. — Sinceramente, eu não sei direito o que faço com vocês. Alguns eu já esperava pelas notas pífias do primeiro período — ele olha para determinados alunos que congelam ao receber tal olhar —, outros, foi uma grande decepção. — Os olhos dele correm novamente pela sala passando por outros alunos que têm reações diferentes. — Um exemplo é a senhorita Yoshida — seu nome ser mencionado pelo professor faz quase cair de sua cadeira, se atrapalhando e levantando sem ser solicitada. Alguns alunos riem da reação exagerada dela. — Sente-se! — ordena o professor, ainda sério, e volta a se sentar muito envergonhada. — Sua nota, senhorita, foi uma das piores da parcial do período, achei que a senhorita fosse se empenhar mais para se igualar aos seus colegas ou até mesmo superá-los.
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  O olhar severo dele mal deixa tirar seus olhos de seu caderno em cima de sua carteira. Um pouco atrás dela, observa o sermão com uma vontade imensa de consolar .
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  — Mas, em compensação, vejo que a senhorita é esforçada em outras matérias e nas atividades em classe que eu aplico. Pensando nisso, eu vou te dar uma chance, senhorita Yoshida. — encara o professor com o coração acelerado. — Senhor Murakami — chama ele.
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  — Sim, senhor. — levanta-se, encarando o professor respeitosamente.
  — O senhor será responsável por ajudar a senhorita Yoshida a estudar para as provas finais no final do período. Suas notas são as melhores da turma e vejo que já tem certa amizade com a jovem Yoshida.
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  — Tenho sim, senhor. — Em sua mente, vem o pensamento de que é mais que amizade a relação que ele tem com , mas ele prefere guardá-lo para si. — Será um prazer ajudar a — diz ele, olhando rapidamente para a amiga que sorri em agradecimento.
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  — Ótimo. Depois da aula vocês podem combinar essa ajuda, está bem?
   e concordam com um gesto de cabeça e o professor sorri, satisfeito. A aula começa e demora para terminar. já sabia que tiraria uma nota ruim pelas revisões que fez em sua casa após a prova, só não sabia que seria tão baixa assim. O que a deixa alegre é a ideia de ter a ajuda direta de , que já a ajudava antes, mas agora será com mais frequência.
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  Após a aula, os dois combinam de já começarem a se ver fora do colégio para aulas particulares. sugere que comecem logo hoje, mas prefere avisar aos pais primeiro antes de levar um rapaz até sua casa.
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  As horas se passam, o período do almoço está quase no fim e está lavando suas mãos após usar o banheiro. Antes de deixar o local, a jovem Yoshida é barrada por três garotas que logo ela reconhece quem são.
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  — Ora, ora, se não é a brasileirinha — zomba Ayumi que é seguida por Saori e Yumi, cada uma de um lado de seus ombros.
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  — Ayumi-san…
  — Não tem mais respeito por mim?! Não te dei permissão para me chamar pelo nome — briga a outra dando um leve empurrão em .
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  — Não me lembro do seu sobrenome — devolve, dando de ombros.
  — Que seja! — brada ela. — Eu sinto raiva dessa sua suposta inocência, sabia? — Ela dá passos curtos na direção de que caminha devagar para trás.
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  — Me deixe em paz, Ayumi — diz , irritando-se. — Eu não te fiz nada!
  — Ah, não fez?! — Ayumi alcança e a segura pela gravata, puxando-a para cima. — Você quer o que é meu! — brada ela, descontrolando-se.
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  — Não quero nada seu, sua doida! Do que está falando? — indaga , confusa.
  — O ! — Ayumi empurra com força, fazendo a jovem cair no chão encarando a outra assustada.
  — ?
  — Ele é meu namorado, sabia? — Tal indagação faz paralisar, ela não esperava por isso. tem namorada? Mas como? Ele não disse nada… — Fique longe dele, sua brasileirinha aproveitadora!
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  — Não fale assim comigo! — Ela levanta-se novamente, enfrentando a outra.
  — Que audaciosa! — diz Yumi, espantada com a atitude de .
  — Não tem medo do que a Ayumi possa fazer com você por se envolver com o namorado dela? — provoca Saori, rindo.
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  — Sua quatro-olhos esquisita! — Yumi e Saori riem da zombaria, mas são interrompidas pelo grito irritado de Ayumi.
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  — Caladas! — Ela volta a encarar , segurando novamente em sua gravata, erguendo-a para cima com força. segura a mão de Ayumi. — Que tipo de relação tem com o ?
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  — Ele é meu senpai e meu amigo… — responde , mantendo seu olhar fixo na outra.
  — Não interessa! Se afaste dele, ele é meu namorado! — Ayumi repete a ameaça. — Fique longe dele, aproveitadora! — Furiosa, Ayumi empurra com mais força que antes e a jovem volta a cair no chão do banheiro.
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  — Ensina uma lição para ela, Ayumi — incentiva Yumi que é seguida por Saori.
  — Ponha ela no devido lugar!
  — É o que eu farei. — Ayumi ergue o olhar e vê um balde com água encostado no canto do banheiro. A jovem caminha até ele e o carrega. — Isso é por ter se atrevido a chegar perto do meu . — Ela derruba toda a água na cabeça de que segura a respiração para não se afogar com o impacto.
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  — Pare! — grita ela, desesperada. — Ahhh, pare, Ayumi! — Ela agradece mentalmente por não estar com seu celular agora.
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  — Se eu te ver novamente perto dele, isso que fiz não será nada ao que te aguarda, Yoshida! — brada com raiva e joga o balde na direção do rosto de que não consegue desviar a tempo. Seus óculos caem no chão e ela sente sua cabeça doer.
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  Nesse momento, uma voz invade o banheiro.
  — Deixem a Yoshida-san em paz, suas invejosas! — grita a voz, enfrentando o trio que olha para ela com nojo.
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  — Aimi Inoue… — sibila Ayumi. — Sempre se metendo onde ninguém a chama.
  — Saiam daqui, víboras! — ordena Aimi.
  — Vamos, meninas, o banheiro ficou totalmente inabitável agora. — Ayumi ri do próprio comentário e deixa o banheiro, seguida por suas amigas.
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  — Você está bem, Yoshida-san?! — Aimi agacha, ficando na altura de e a olha com certa pena.
  — Sim, obrigada. — curva o tronco levemente e agradece a ajuda.
  — Sou Aimi Inoue, da turma A — apresenta-se ela com um sorriso amigável.
  — Prazer em conhecê-la, Inoue-san.
  — Prazer é meu. — Aimi sorri de volta e ajuda a se levantar. — Venha, eu tenho um uniforme reserva. Posso te emprestar.
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  — Oh, obrigada! Muito obrigada, nem sei como agradecer direito!
  — Não se preocupe, é um prazer ajudar.
  As duas sorriem uma para a outra e se olha rapidamente no espelho vendo sua situação: os cabelos molhados e bagunçados, grudados em seu rosto, seus óculos arranharam um pouco nas lentes e, no lugar onde o balde atingiu, exibe um machucado avermelhado. Aimi e saem do banheiro e dão de cara com o trio de amigos: Kohshi, e Take.
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  — , o que houve? — Espanta-se assim que a vê toda molhada.
  — Eu acabei exagerando com a água — ela responde, sem jeito, e tenta esconder o rosto para que não vejam o machucado perto de seu olho.
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  — É, eu vou ajudá-la a se trocar — pronuncia-se Aimi e recebe o olhar curioso dos três.
  — Oh, é a Aimi-chan — diz Take, sorridente.
  — Aimi-chan? — sussurra Kohshi com o ar confuso.
  — Da turma A — afirma o mais novo e Kohshi ergue ambas as sobrancelhas, surpreso por não se lembrar da fisionomia de Aimi, com quem estudou no ano passado em outra escola.
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  — Verdade, né? — diz e volta seu olhar para . — Vamos esperar você no auditório, tá?
  — Tudo bem.
  — Vou guardar um lugar para você também, Aimi-chan — diz Take sorrindo para Aimi.
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  — Obrigada, Aikyo-san — agradece a jovem.
  — Me chame de Take. — Seu sorriso se abre ainda mais e, por algum motivo, isso incomoda Kohshi.
  — Vamos logo antes que não sobrem mais lugares para nenhum de nós — comenta Kohshi, ainda incomodado, e puxa o irmão pela manga da camisa, arrastando-o para longe.
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   sorri para e segue os amigos. e Aimi seguem o caminho inverso e a jovem Inoue se vira eventualmente, nos poucos segundos que dura o caminho, para olhar para Kohshi percebendo que ele faz o mesmo. “Ele é bem bonito, apesar de ser um pervertido”, ela pensa e espanta o pensamento em seguida, voltando a se concentrar em . Ambas vão até o armário de Aimi, na entrada da escola, onde ela guarda um uniforme extra para emergências. Depois do evento de hoje no banheiro, cogita fazer o mesmo. As duas chegam até o armário de limpeza onde começa a se trocar e inicia-se uma conversa amigável.
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  — Inoue-san, mais uma vez obrigada pela ajuda — diz novamente enquanto retira a blusa molhada.
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  — Não há de que, Yoshida-san. E, por favor, me chame de Aimi — pede a jovem sorridente.
  — Então me chame de . — Ela sorri de volta e ambas concordam com a cabeça. — Posso te fazer uma pergunta, Aimi?
  — Claro — diz ela.
  — A Ayumi e o já… eles já tiveram algum relacionamento ou ainda têm? — sente-se envergonhada por estar perguntando isso e sente também enciumada e com raiva somente pela possibilidade de ainda namorar Ayumi e a ter enganado.
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  — O Murakami-san da sua turma? — indaga Aimi e afirma com a cabeça. — Oh, não! Ela demonstrou gostar dele quando estávamos no fundamental, mas ele nunca deu bola para ela.
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  — Sério?
  — Oh, sim — afirma Aimi enquanto veste a blusa que ela emprestou. — Vocês são muito amigos, né?
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  — Sim. — Ela sente o rosto corar, involuntariamente. — Aimi…
  — Hm?
  — Por que me ajudou? Nem nos conhecemos direito e você foi tão amiga para mim — diz a jovem Yoshida colocando a gravata em volta de seu pescoço e começando o nó.
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  — Eu quis te ajudar porque eu sei o inferno que é ter a Ayumi no pé — diz a Inoue com certa raiva em seu tom de voz. — Ela consegue ser insuportável quando implica com alguém, digo por experiência própria.
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  — Ela já implicou com você? — indaga concluindo o nó em sua gravata e ajeitando a mesma em seu pescoço.
  — Já. Desde o ensino fundamental que ela vem me atormentando. Esse ano eu tive a sorte de cair em uma turma diferente da dela — explica a garota com alívio. — Quando eu vi a cena se repetir com você, o inferno de ter Ayumi e suas amigas atormentando sua vida, eu me senti na obrigação de te ajudar, . Eu não podia ficar quieta — completa Aimi e a encara com o olhar agradecido.
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  — Você é demais, Aimi, foi muito corajosa — elogia ela.
  — Obrigada! — diz Aimi e completa: — Eu sempre quis falar com você antes, mas você sempre andou com os meninos e eu me sentia intimidada — confessa a jovem e sorri.
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  — Ah, eles são bem legais — diz . — Eu achava eles chatos antes de conhecê-los, mas vi que eles não são nada chatos.
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  — Ah, entendo. — Aimi sorri também. — Que bom que serviu a roupa.
  — Sim! Perfeitamente! — Analisa olhando para si mesma. — Hoje mesmo eu lavo e deve estar pronto amanhã ou talvez depois de amanhã, ok?
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  — Daijoubu ne! Fique tranquila, , leve o tempo que precisar para me devolver — tranquiliza ela. — Vamos para o auditório juntas?
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  — Claro! Ah, você quer lanchar comigo e com os meninos após a aula? — convida ela. — Vamos à lanchonete que tem a três quadras daqui — explica enquanto saem do depósito indo na direção do auditório.
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  — Será que eles se importariam se eu fosse? — diz Aimi um pouco sem jeito.
  — Claro que não! Eu apresento vocês após a palestra, ok?
  — Tudo bem. — Ela sorri. — É porque acho que um dos Aikyo não gosta de mim, sabe?
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  — Qual?
  — Acho que ele é o mais velho…
  — Kohshi?
  — Isso! Ele mesmo — afirma Aimi, ambas andam lado a lado já descendo as escadas. — Desde o fundamental que percebo os olhares emburrados dele para mim. Sem contar aquele boné sugestivo que ele usa por aí.
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  — Qual boné?
  — Aquele que está escrito “instrutor de sexo” em inglês. Nossa, que pervertido! — Um arrepio percorre Aimi apenas em pensar nisso. ri.
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  — Já disse para ele não usar esse boné na escola. Vão acabar denunciando ele por perversão qualquer dia desse — brinca a garota. — Mas sim, Kohshi me pareceu carrancudo quando o conheci, mas ele é um doce — revela . — Vai gostar dele.
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  — O problema será ele gostar de mim. — Ambas riem e elas chegam até a saída do prédio.
  — Não se preocupe, Kohshi é muito fofo, vai ver ele te olha assim porque não te conhece direito, né?
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  — É, talvez seja isso.
  As mais novas amigas seguem o caminho até o auditório conversando mais um pouco. Ao chegarem lá o encontram lotado de alunos que foram assistir à palestra sobre meio-ambiente que faz parte da aula de Educação Cívica. Elas demoram alguns segundos para encontrarem os rapazes que guardaram lugar para as duas. Assim que os localizam, elas vão até eles e se acomodam nas cadeiras, a de é ao lado da de e a de Aimi está entre Kohshi e Take. Mesmo levemente incomodada por estar perto de Kohshi, a jovem Inoue tenta prestar atenção no que o palestrante diz, já o Aikyo ignora a moça. Na ponta da fileira, tenta esconder seu machucado de que o cobre com a mão. Sorte que o lugar que ele guardou é do lado oposto ao machucado dela.
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  Após a palestra, que toma os dois últimos horários, a turma é liberada. São quase 15h e todos deixam o auditório, retornando às salas para recolherem seus materiais. Sorte dos amigos que hoje não é dia deles arrumarem a escola. É costume que toda semana um dos alunos de cada turma fique responsável pela limpeza de suas respectivas salas e dos demais ambientes do colégio. Bom para os amigos que hoje não é esse dia premiado para eles. Os cinco deixam o colégio juntos e cumpre o prometido, apresentando os rapazes a Aimi que logo é acolhida por e Take, já Kohshi ainda fica meio sem jeito perto dela, mas ainda assim a cumprimenta.
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  No caminho até a lanchonete, acaba se distraindo de seu objetivo inicial que era esconder seu machucado.
  — Meu Deus, ! — espanta-se Take e todos olham para ela. — O que foi isso no seu rosto?
  — Hm? — Ela rapidamente cobre o machucado, mas já havia visto.
  — Deixa eu ver melhor — pede ele, carinhoso, e ela abaixa as mãos devagar. — O que houve?
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  — É… eu… — gagueja a jovem sem saber o que dizer. Aimi tenta ajudá-la.
  — Ela acabou caindo no banheiro e bateu a cabeça na pia, não foi, ? — instiga ela enquanto os olhares dos rapazes pendem de uma para a outra.
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  — Sim, eu… eu escorreguei e caí, acabei me machucando. Foi isso sim — afirma ela, ainda gaguejando, tentando convencer os amigos.
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  — Aimi, ainda não te conheço direito para dizer que está mentindo — inicia —, mas você, — ele volta seu olhar para ela e repousa sua mão cuidadosamente sobre o machucado dela —, eu conheço e sei que está mentindo.
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  —
  — O que aconteceu de verdade? — Ele repete a pergunta e se rende à verdade.
  — A Ayumi jogou água em mim — ela diz, baixinho e de cabeça baixa.
  — Não entendi. — desce sua mão até o queixo de e ergue seu rosto para que ela o encare. O olhar dele… é impossível mentir.
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  — A Ayumi jogou água em mim — repete de maneira mais audível e ouve-se o espanto dos irmãos Aikyo.
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  — Que absurdo! — brada Take.
  — Por que ela fez isso? — indaga Kohshi também indignado.
  — Ela disse que eu deveria ficar longe de você, — confessa ela, ainda encarando ele que mantém seu olhar firmemente nos olhos de . — Disse que vocês são namorados.
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  — Isso é mentira! — apressa-se controlando seus ânimos em seguida. — Ela não podia ter feito isso… olha o seu rosto,
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  — O balde caiu no meu rosto…
  — Foi a Ayumi quem jogou! — corrige Aimi e recebe o olhar espantado de Kohshi.
  — Sério?
  — Sim — confirma ela, em lamento, e o olhar de cintila querendo derramar lágrimas de raiva.
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  — Passou algum remédio? — ele faz a pergunta diretamente para .
  — Não, não me lembrei…
  — Venha, vamos na farmácia. — Ele puxa pelo braço e começa a caminhar firmemente na mesma direção da lanchonete, os outros os seguem.
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  — Espera, … espera — pede e para de andar, olhando para ela.
  — Sim?
  — Vamos comer primeiro, estou com fome — diz e ele solta uma risada abafada.
  — Primeiro vamos cuidar desse machucado, está inchado, — alerta o jovem.
  — Nós fazemos o seu pedido, . Sabemos o que gosta de comer — diz Take chamando a atenção dela.
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  — É, enquanto isso você e vão à farmácia e cuidem desse machucado. Realmente está inchado, pode piorar se não cuidar logo — reforça Kohshi.
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  — Eles têm razão, — diz Aimi e percorre seu olhar por todos eles.
  — Está bem. — Ela se dá por vencida e os dois atravessam a rua para irem à farmácia.
  — Sua birrenta… — sussurra para que abre a boca em protesto, mas recebe um beijo em sua bochecha. — Eu vou cuidar de você — ele diz com a voz mansa e sorri para ela.
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   não diz nada e eles entram na farmácia. Após comprar algumas gazes, remédio e esparadrapo, começa a fazer o curativo dela no banco da praça que fica no meio desse quarteirão. É uma praça pequena, nem tem parquinho para as crianças de tão pequena que é. Com cuidado, Murakami limpa em volta do ferimento e depois aplica um pouco de remédio para que não infeccione. Em seguida ele coloca a gaze dobrada em cima do local.
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  — Segura para mim — pede ele e segura a gaze enquanto ele corta alguns pedaços de esparadrapo. Devagar, ele aplica os pedacinhos nos quatro cantos da gaze e usa um pedaço maior para atravessá-lo. — Prontinho, senhorita — avisa ele, sorrindo.
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  — Obrigada, — diz ela, sem jeito.
  — Não dê ouvidos ao que a Ayumi disse, está bem? — inicia ele. — Nós nunca tivemos nada, é tudo coisa da imaginação dela. Confesso que ela se declarou para mim, ainda no fundamental, mas eu a rejeitei porque eu nunca gostei dela e de suas atitudes com os outros alunos. Ela é mesquinha e perversa…
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  — Percebi.
  — Sinto muito que tenha passado por isso. — Ele leva sua mão ao rosto dela e acaricia o local, fazendo fechar momentaneamente os olhos.
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  — Que bom que não mentiu para mim — ela diz voltando a abrir os olhos.
  — Nunca mentiria para você. — Ele sorri de maneira fofa e aproxima o rosto de , beijando-a com suavidade. — Eu gosto de você, minha querida.
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  O jovem Murakami volta a beijar com doçura. O beijo o anima, o fazendo apertar a cintura dela, erguendo os corpos pela excitação do ato, mas logo ele mesmo interrompe tudo com medo de faltar com o respeito. não é o tipo de rapaz que força nada, ele deseja , inegável, mas ele quer que seja uma primeira vez inesquecível para ambos. Óbvio que ele, apesar de não ter experiência própria, já leu bastante sobre o assunto e sabe que, normalmente, as primeiras transas de uma pessoa podem não atingir as expectativas positivas depositadas. Mesmo assim, deseja que a dele com seja incrível para os dois e ele não medirá esforços para isso.
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  Mas, nesse instante, enquanto caminha ao lado de até a lanchonete onde os amigos os esperam, ele está pensando no que a Ayumi fez. A raiva que sentiu ao ouvir o ato repugnante dela faz o sangue do jovem ferver. O que ele poderia fazer para que isso não se repetisse? De imediato, um pensamento ruim passa pela mente do rapaz. Não, ele não poderia chegar tão longe apenas para evitar que recebesse outro ato parecido. Ou poderia? Hm, enquanto caminha ele amadurece a ideia inicial e chega a uma menos trágica. Então, ele pega o celular em seu bolso e manda uma mensagem para um conhecido. O teor da mensagem: parar a Ayumi.
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Capítulo 7 – Flagrante

  Dias depois…

   está feliz novamente.
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  Nos dias que se passaram, ela não teve nenhum incidente com nenhuma das meninas que a enfrentaram naquele dia no banheiro. Ela não sabe, mas, curiosamente, após a aparição de dois homens estranhos, as três meninas simplesmente deixaram de perturbá-la. Malmente olham para a Yoshida. não entende o motivo, mas gosta de saber que se livrou delas. Nesse período ela também desenvolveu mais sua amizade com a Aimi. Mesmo sendo de turmas diferentes, as duas saem juntas e se divertem muito. A aproximação da Inoue com os rapazes também têm sido natural e nem mesmo o Kohshi a estranha mais, até dão risadas juntos. Nesse momento está acontecendo o treino do time feminino de vôlei e, logo após, terá ensaio da peça que apresentarão juntamente com os alunos da turma A. Kohshi havia deixado a arquibancada do ginásio para ir ao banheiro e aproveita para confessar algo ao outro irmão.
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  — Sério, cara? — espanta-se Take após confessar que beijou no acampamento e naquele dia na pracinha.
  — Sim — ele sorri com a lembrança dos beijos e fica sem graça.
  — Kohshi e eu percebemos uma aproximação de vocês, imaginamos que você estivesse sentindo algo por ela — diz Take de maneira simples.
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  — É? Hm, confesso que estou sentindo algo bem forte por ela e específico também — o Aikyo mais novo encara o amigo com o olhar confuso, franzindo sua testa.
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  — Como assim?
  — Ela me deixa… bom, ela… — ele limpa a garganta antes de continuar. — Confesso que, às vezes, não é sempre, ok? Bom, às vezes, eu fico… fico excitado quando a vejo — Take abre a boca e a cobre com uma das mãos.
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  — Murakami, seu safado! — zomba o mais novo, rindo, e o empurra levemente.
  — Sério, não é sempre que isso acontece! — desespera-se ele e Take segue rindo da reação do amigo.
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  — Ok, cara, já entendi — ele se recupera das risadas e continua: — Você é virgem, né?
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  — E ela também — Take volta a abrir a boca em espanto.
  — Como você sabe? Vocês tentaram…
  — No acampamento, quando ela se perdeu — confessa , ainda envergonhado.
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  — Não seria o local mais apropriado para se ter uma primeira vez — afirma ele.
  — Por isso mesmo que não fizemos — ratifica . — Além do mais, ela estava visivelmente com medo e insegura. Eu também estava, mas ela bem mais.
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  — Creio que encontrarão o melhor momento para fazer tudo ser incrível — Take põe a mão no ombro do amigo e aperta passando sua força para ele. — Não esquenta com isso agora, curta a , saia com ela, a conheça melhor. Ela é uma garota incrível.
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  — Sim, ela é… — diz com o olhar perdido na quadra onde está treinando agora. — E tão linda…
  — Está apaixonado, meu amigo? — volta a olhar para Take e sorri.
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  — Estou — afirma ele com convicção.
  Os amigos sorriem em cumplicidade e, ao mesmo tempo, Kohshi retorna do banheiro. conta para o mais velho o que acabou de contar a Take e também recebe o apoio do amigo. Sentindo-se encorajado, Kohshi também confessa algo.
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  — Eu gosto da Aimi.
  — Grande novidade — zomba Take, recebendo o olhar entediado do irmão.
  — Cala a boca, Take — diz o mais velho. — Acho que eu gosto dela desde o fundamental.
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  — Me lembro dela lançando alguns olhares sugestivos para você, cara — diz , risonho.
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  — Sério?
  — Sim, muitas vezes, inclusive — afirma.
  — Muitas vezes — enfatiza Take de maneira exagerada.
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  — E por que nunca me falaram nada? — indaga ele, indignado.
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  — Porque você nunca perguntou — brinca Take, rindo. o acompanha.
  — E porque você sempre foi meio fechado para essas coisas. Particularmente, achei que estivesse focado nos estudos apenas — explica .
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  — E estava, mas… a Aimi prende minha atenção.
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  — Awn, que fofo — Take retoma o tom de zombaria.
  — Take! — exclama Kohshi, irritado.
  — É muito fácil irritar você, irmão — ele ri abertamente e Kohshi rola o olhar.
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  — Tirando a parte da zoeira, acho que o que o Take quis dizer é que sempre soubemos que você sente algo pela Aimi, mas nunca se permitiu sentir por causa do seu foco nos estudos — afirma .
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  — Exatamente isso, Murakami-kun! — afirma Take, risonho, e enfeitando sua voz.
  — Deveria contar a ela… — incentiva .
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  — Será que ela me rejeitaria?
  — Só saberá quando se confessar, meu amigo — diz .
 — Mais uma vez o Murakami-kun tem razão, meu irmão — alerta Take e dá tapinhas nas costas do irmão.
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  O olhar do mais velho se volta para a quadra, na direção onde Aimi está. Ela é tão meiga e fofa que Kohshi tem vontade de colocá-la dentro de seus braços e não soltar mais. A franja dela que cai perfeitamente em sua testa, movimenta para cima e para baixo com os saltos dados pela jovem, que é a levantadora da equipe – enquanto é a líbero. Agora, Take observa o irmão e o amigo lançando olhares apaixonados para a quadra e ri da situação deles. Ele já se envolveu com algumas garotas, mas nada sério. Ainda assim, mesmo vendo a mudança nos amigos, ele não se vê namorando nem se apaixonando por ninguém. Pelo menos não agora e o jovem Aikyo está bem resolvido com isso.
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  Algumas horas depois…

  Os alunos das duas turmas do primeiro ano estão agitados e aglomerados pelo palco do teatro do colégio e seu backstage. Hoje é um dos últimos ensaios para a peça Romeu e Julieta que apresentarão dentro de alguns dias para toda a escola e a apresentação será aberta aos pais dos alunos que certamente comparecerão.
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  Os papéis estão definidos e hoje, especificamente, todos estão provando os figurinos que usarão no dia da peça. Kohshi interpretará o “Frei Lourenço” que foi para quem Romeu confessou seu amor por Julieta e este aceitou casar os dois em segredo. Take interpreta o “pai Capuleto” que é o pai da Julieta. Já Aimi interpretará a “ama da protagonista”. Os papéis principais estão a cargo de , que será o Romeu, e , que será a Julieta.
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  De todas as cenas que ensaiou, a única que não foi finalizada por foi a cena do primeiro beijo entre os personagens dela e de . O motivo é óbvio: a vergonha. Há uma grande diferença entre beijar sem ninguém estar olhando e fazer isso na frente de todos os colegas, imagina na frente de uma plateia lotada de pais e alunos de todo o colégio. Só de pensar nisso, o coração de cola nas costelas, espremido de temor. Certamente ela não conseguiria se controlar e ficar apenas no beijo simples. Estar na presença do jovem Murakami sem agarrar seu pescoço e beijá-lo já é algo bastante difícil, imagina controlar esse desejo na frente de um público atento à cena.
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   nem gosta de pensar sobre.

  Alguns dias depois…
  Festival de Talentos da Escola Secundária de Yokohama

  Finalmente chega o dia do festival e a escola está mais cheia que o normal. Até agora já foram apresentadas algumas turmas e todos foram muito bem aplaudidos e ovacionados. São quase 2h da tarde e daqui a pouco será a vez das turmas do primeiro ano se apresentarem.
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  — Estou tão nervosa — comenta Aimi estalando os próprios dedos das mãos enquanto tem um vislumbre do palco de onde está agora.
  — Não fique preocupada, Aimi-chan — diz Take, aproximando-se. — Faremos um bom  trabalho — finaliza ele ajeitando sua roupa como pai da Julieta. — Então, filhinha, está preparada? — brinca ele direcionando seu olhar para que apenas sorri para o amigo.
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  — Respira fundo, — sugere Kohshi já vestido como frei. Quando o vê, Aimi dá um sorrisinho cômico.
  — Estou tentando — ela finalmente responde com a voz um pouco trêmula. — Ai, tenho medo de…
  — Não tenha medo, eu estarei lá com você — anuncia sua presença e todos olham para ele que, na opinião pessoal de , está extremamente bonito vestido de Romeu. — Todos nós estaremos — ele completa, sorrindo para ela.
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  — Obrigada, — ela agradece. — Obrigada a todos vocês pela força.
  — Você será excelente e não liga para o que comentarem, sabemos bem quem pode tecer algum comentário negativo — Kohshi lança a suspeita em cima de Ayumi, vide sua fama e os últimos acontecimentos relacionados à amiga.
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  — Creio que ela não seja um problema — comenta com um quase imperceptível sorriso de canto de boca que facilmente é percebido por Kohshi.
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  — Assim espero! — diz Aimi voltando a olhar para o palco.
  — Gente, vocês entram em dois minutos, ok? — diz o professor Kirigaya, se aproximando e logo se afastando dos alunos.
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  — Não tem mais volta, né? — indaga Aimi retoricamente.
  — Não… — sussurra .
  — Os pais de vocês vieram? — levanta Take, de repente.
  — Sim! Os meus pediram licença do trabalho para ver nossa apresentação — responde Aimi.
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  — Uau, que responsabilidade! — diz o Aikyo mais novo.
  — E os seus, ? — pergunta Kohshi e os olhares se voltam para ela.
  — Vieram sim e o meu padrinho também disse que viria — diz ela dando um leve sorriso. — Espero não causar nenhuma discórdia entre eles…
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  — Por que causaria? — pergunta com um ar de confusão.
  — Bem, é que…
  — É agora, gente!!! — grita Kirigaya, interrompendo a fala de , e todos voltam a focar na peça.
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  É hora do show!

  No decorrer da peça, tudo correu bem. Ninguém caiu ou tropeçou nas palavras, errando as falas; ninguém gaguejou; ninguém esqueceu as falas. Tudo tranquilo… Até o momento de agora, a cena que decorre agora é a cena que a mais teme: o primeiro beijo. Consiste na cena do jantar realizado pela família Capuleto, família de Julieta, em que Romeu e seus homens entram infiltrados. Nesse instante Romeu, ou , vê a Julieta, no caso a , pela primeira vez e se apaixona pela destreza, atitude e beleza da jovem sem ao menos saber de quem se trata, de qual família ela é. Sendo assim, o jovem a corteja e, finalmente, a beija. E é justamente nessa parte que trava. Ela está envolta nos braços de que a segura delicadamente com a mão esquerda em suas costas, na altura do quadril, e a direita repousada em seu rosto.
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  — Você está bem? — cochicha ele, próximo ao rosto dela, o hálito quente do jovem batendo no rosto de .
  — Todos estão nos encarando, eu… eu estou… — ela gagueja e fecha os olhos com força.
  — Se quiser eu posso te virar um pouco e te dar um beijo no rosto, ninguém irá notar — sugere ele sentindo o corpo de tremer.
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  — Vamos ficar assim — se vira um pouco para o lado, ficando um pouco de costas para a plateia que aguarda ansiosa pelo desfecho da cena. — É porque meus pais… quer dizer, meu pai é muito…
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  — Ele tem ciúmes da filha dele, não é? — deduz soltando uma risada nasal. concorda com a cabeça. — Não o julgo — comenta. — Eu também teria ciúmes de você.
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  —
  — Hey — chama ele movimentando sua mão no rosto dela, acariciando o local —, imagina que estamos na floresta, lembra? Quando nos beijamos.
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  — Mas… — ela hesita, mas o olhar dele lhe transmite segurança.
  — Eu vou te beijar agora, está bem?
   apenas fecha seus olhos e se deixa ser beijada por que dá um selinho nela arrancando suspiros surpresos da plateia, alguns aplausos precoces e, especificamente, duas demonstrações de revolta. Os donos delas são, para a não surpresa de : Hiroki e Hayato. Ela os reconhece na hora, mas mantém sua calma, aproveitando o beijo calmo de que só é interrompido quando as cortinas se fecham, encerrando assim essa cena para que o palco fosse arrumado para a próxima.
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  Algum tempo depois…

  Quase no final da peça há outro beijo, o beijo final entre Romeu e Julieta que sela a morte de um deles. Nesse momento a jovem Yoshida não fica tão nervosa quanto na primeira cena, pelo contrário, ela fica bastante à vontade em beijar , que quase sorri ao final do ato. Mais uma vez, resmungos desaprovando a cena são emitidos pela plateia e, mais uma vez, feitos pelo pai e pelo padrinho de .
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  Nesse mesmo dia, já em casa, a jovem tem uma longa conversa promovida por eles sobre a peça de hoje. Mais e mais questionamentos sobre quem é Murakami são feitos a ela que responde a maioria com rapidez, mas, as questões sobre o que ele quer com ela, o que ela sente por ele, e por que eles são tão íntimos juntos, não são respondidas e ela apenas se cala.
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  Harumi acaba irritando-se com o marido e o amigo e discute com ambos, dizendo que não há a menor necessidade de brigarem com a filha, vide o fato de absolutamente todos terem aplaudido ao final da peça, além de ouvirem elogios à interpretação de como Julieta, vindos dos próprios professores dela e dos de outras turmas. Aproveitando o momento de discussão entre os pais e o padrinho, sai de fininho e volta para seu quarto, fechando a porta ao entrar.
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  Ela pega seu celular e envia uma mensagem para .

   : Eu achei que seria estranho beijar você na frente de todos, mas confesso que eu gostei muito e… e eu queria te beijar de novo.
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  Boa noite, e até amanhã!
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  Em sua casa, está deitado na cama encarando o teto quando sente o celular vibrar próximo a ele. O jovem desbloqueia a tela e vê a notificação de , sorrindo instantaneamente, assim que lê a mensagem, ele a responde.
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   : “Estou contente que queira me beijar novamente, pois essa é minha vontade desde que descolei meus lábios dos teus na última cena daquele palco.
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  Ah, , eu estou apaixonado por você… de verdade, eu quero… vamos sair juntos? Precisamos fazer isso, né?
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  Enfim, boa noite, , e durma bem.

  Declarando-se e com um sorriso abobado no rosto, volta a bloquear o celular, jogando-o do outro lado de sua cama, e encara o teto de seu quarto com um sentimento de felicidade e realização, além do sorriso bobo que estampa seu rosto agora. Sua mente trabalha para voltar a fazer o pedido amanhã quando encontrar no colégio. Ele mal vê a hora de beijá-la novamente.
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[]

  Alguns dias depois

  Hoje é mais uma tarde de estudos redobrados para . Desde que suas notas saíram e seus pais descobriram a péssima nota em Língua Japonesa, que principalmente seu pai, Hiroki, a vem obrigando a estudar redobradamente. Como solicitado pelo sensei, está dando aulas particulares para a amiga – e amada – todas as tarde na casa dela. Ele prefere que seja assim, já que tem medo de seu tio chegar em casa e flagrá-los. Não que o manda-chuva da família Murakami ligue para o que o sobrinho faça ou deixe de fazer, mas não quer que o conheça assim de repente. Conhecendo bem o temperamento indefinido do tio, sabe que ele pode chegar a qualquer dia com o humor reverso e tratar mal, a última coisa que quer é conflitos com Hyakume Murakami.
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  Durante esses dias que vem frequentando a casa de , o jovem Murakami fez amizade com a mãe dela que sempre dá um jeitinho de ficar à sós com o rapaz, tentando sondá-lo sobre suas intenções com a filha. Em uma de suas investidas, a mulher acaba arrancando uma confissão do jovem que conta que eles já se beijaram fora da peça de teatro. Na verdade, só confirmou o que Harumi já desconfiava.
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  Tal informação não foi compartilhada com o patriarca da família Yoshida, que ainda pensa que a filha não deve se envolver com nenhum garoto, principalmente tirando notas baixas como tirou em Língua Japonesa. E como o senhor Hiroki Yoshida está lidando com a filha mais velha tendo aulas particulares com um garoto – que ele enxerga como um grande pedaço de carne cheio de hormônios incontroláveis? Bom, ele não está lidando tão bem assim, nada fora do esperado por ou por Harumi.
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  Até então, não teve o prazer de conhecer o patriarca formalmente. Ele quer isso, já que o que mais deseja é ficar com e, para isso, ele sabe que precisará da aprovação de toda a família. Harumi e o pequeno Fuyuki, que inicialmente ficava desconfiado perto de , já gostam dele. Agora, falta conquistar a confiança de Hiroki e de Hayato. Sim, o segundo pai de também deve ser conquistado, já que a jovem ama e respeita muito o padrinho. O jovem Murakami tem uma grande missão pela frente.
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   toca a campainha da casa de e aguarda para ser atendido. Logo Harumi surge à porta.
  — -kun! Que bom que chegou — diz a mulher ao abrir a porta e exibe um sorriso contido no rosto.
  — Olá, senhora Yoshida! Com licença — diz ele, retirando os sapatos e colocando-os no hall. Harumi fecha a porta e enxuga as mãos no avental.
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  — Pode subir, meu filho — diz ela um pouco apressada. — Estou com comida no fogo, então não poderei te dar muita atenção, mas a está tomando banho. Pode subir, meu filho, pode ir para o quarto dela. Você já é de casa, já conhece o caminho.
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  — Oh, sim, senhora. Com sua licença.
  Mesmo tímido por subir até o quarto de sem o conhecimento dela, o jovem sobe as escadas e vai até o quarto da garota. Antes, ele passa pela porta do banheiro e ouve a voz de baixinha, cantarolando uma música em português. não entende o que ela está cantando, mas, pela animação dela, ele julga ser uma música feliz. Ele solta uma risada abafada e vai até a porta do quarto dela, abrindo-a e entrando no local, fechando a porta por último.
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  No quadro que há na parede da cama dela, além de fotos de seus ídolos, pendurou fotos que tirou com os amigos nos passeios que fizeram no verão, além da foto que tirou com eles antes da peça de teatro que apresentaram há alguns dias.
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   observa brevemente as fotos e sorri, lembrando-se de cada instante por trás de cada imagem. O jovem sente algo enroscando por suas pernas e abaixa a cabeça vendo a figura felina de Sirius se coçar em sua perna. Ele faz um carinho no pelo do gatinho que logo se afasta, deitando-se em sua caminha.
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   senta-se na cama de e aguarda por ela. Enquanto espera, uma ideia meio doida lhe passa pela mente, ele ri com a ideia e diz para si mesmo que é melhor não. Mas, ele também pensa “Por que não?” e resolve executar seu pequeno plano.
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  A ideia é se esconder de e fazer-lhe uma surpresa. Para isso, tira o edredom da cama dela, deita-se ali e se cobre novamente, de maneira que não dê para perceber que há alguém na cama. Como o edredom dela é bastante espesso, o plano dá certo e, quem vê rapidamente, não nota que há um jovem rapaz deitado embaixo do edredom.
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  Não demora e adentra ao quarto, os cabelos soltos e molhados com uma toalha jogada neles. A primeira coisa que a jovem faz e sentar-se na cama, na ponta dela, e nem percebe que há algo errado. Até que…
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  — AH!!! — grita ela ao ser surpreendida pelo abraço do seu edredom. — O que é isso?! Ahhh… — ela continua gritando, desorientada, mas logo cai em si, percebendo dois braços lhe segurando e o cheiro dele nítido no ar. — ! É você!? Ahh, seu bobo! — diz ela, rindo.
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  — Peguei você! — rebate também rindo, divertindo-se com a brincadeira. O jovem se livra do edredom, jogando o corpo sobre o de e prendendo seus pulsos sem muita força na cama. — Oi, linda — cumprimenta ele com um sorrisinho de canto, os cabelos bagunçados, pendurados em sua cabeça por conta da posição que ele está agora.
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  — Como entrou aqui? — pergunta ela um pouco ofegante e encarando-o.
  — Pela porta — responde de maneira óbvia e ri. — Sua mãe deixou eu subir — explica.
  — Dona Harumi e suas surpresas — comenta ela e dá um beijo surpresa na jovem que apenas o retribui ainda de olhos abertos. — ! — diz ao fim do beijo, o rosto vermelho.
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  — Vou deixar você terminar de se arrumar — pisca para ela e joga a mecha de cabelo de para trás de sua orelha, levantando-se em seguida.
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   não diz nada e o observa sentar-se no chão, ainda perto de sua cama, e começar a brincar com Sirius que se aproxima com a movimentação da dona. também se levanta e vai até sua penteadeira que fica do outro lado do quarto, perto do guarda-roupas, e liga o secador de cabelo na tomada. Ela senta na cadeira, passando o pente para desembaraçar os fios e vê que a observa pelo espelho não deixando de ficar envergonhada com isso, por mais que esteja acostumada. Porém, ela não quer que ele saia do quarto, mesmo envergonhada ela não se sente intimidada perto dele. Na verdade, ela sente-se atraída cada dia mais por . Sensação essa que a agrada muito.
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  Terminando de secar e pentear os cabelos, finaliza seu penteado, jogando as mechas laterais para trás de sua orelha e ajeitando sua franja, colocando os óculos no rosto por fim. Ela se levanta da cadeira e o olhar de ainda está sobre ela. Com o rosto corado, a jovem caminha até sua pasta, pegando-a e senta-se no carpete. Ela chama para acompanhá-la e ele o faz, puxando sua mochila para perto de si e pegando seus livros dentro dela. Desde o início das aulas de Língua Japonesa, vem tendo evoluções, principalmente com o estudo de kanjis, tanto a escrita quanto suas variadas leituras, que é a grande dificuldade da jovem.
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  Durante a primeira hora de estudo, os dois jovens ficam concentrados, principalmente , ainda tem o olhar abobado para ela, mas tenta se concentrar. Eles fazem uma pausa para esticar o corpo e descansar a mente um pouco. Antes de se levantar, se aproxima dela, sentando-se por cima de seu caderno e livro, e passa o indicador sobre a testa dela, fazendo jogar sua cabeça para trás, deixando sua boca vulnerável. O jovem Murakami aproveita para roubar um beijo dela.
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  — ! — exclama ela, rindo após o beijo, o rosto de ainda muito perto.
  — Estava com saudades — confessa o rapaz e volta a ficar com o corpo reto, faz o mesmo.
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  — Também estava — ela sorri para ele que aperta a bochecha dela.
  — Eu estava pensando…
  — Em quê?
  — E se nós viajarmos juntos? — sugere.
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  — Ah, seria divertido! Podemos chamar a Aimi também e… — empolga-se , mas é interrompida.
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  — Falei de irmos somente nós dois, — esclarece e desmancha sua feição alegre dando lugar a uma surpresa.
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  — Ah, eu…
  — Quer viajar comigo? — ele volta a pedir e segura a mão dela. — Conheço um lugar que você iria adorar conhecer também.
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  — Qual?
  — Kyoto.
  — Ohh, eu ouvi falar! Papai fala bastante de lá — comenta ela voltando a ficar animada. — Mamãe me disse que eles foram lá quando eram jovens e tiveram a primeira vez deles… — deixa sua voz morrer, arregalando o olhar e ficando fria de repente.
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  — Oh… — também sente seu corpo gelar apenas com a possibilidade de ficar a sós intimamente com . — Mas nós não precisamos fazer igual a eles.
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  — Sim, sim… — gagueja , desviando o olhar.
  — Claro que eu adoraria se acontecesse — ele exibe um sorriso bobo e sorri. faz o mesmo.
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  — Seria… — as maçãs de seu rosto se avermelham com os pensamentos que lhe vêm à mente agora.
  — Bom, você aceita ir comigo para Kyoto? — repete a pergunta, ficando mais calmo.
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  — Eu posso falar com meus pais antes? — indaga ela.
  — Claro que pode.
  Sentindo-se aliviado e feliz, volta a beijar , mas desta vez com um pouco mais de paixão que antes. Suas mãos encontram a cintura e a nuca dela, puxando o corpo da Yoshida para perto dele. As costas de envergam para trás e seu coração acelera bastante, calafrios consumindo seu corpo ao mesmo tempo em que os lábios de intensificam o beijo. Até que…
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  — YOSHIDA!!!
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  A voz estrondosa de Hiroki Yoshida preenche o quarto da filha, fazendo ela e se soltarem imediatamente, afastando-se um do outro de maneira desajeitada.
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  — O que está acontecendo aqui?! — brada ele, muito irritado.
  — Pa-pa-papai… — volta a gaguejar, o corpo tremendo de susto e medo da reação de seu pai à cena que acaba de presenciar.
  — Respondam! Quem é você, rapaz?! E o que faz sozinho no quarto da minha filha?! — ele se aproxima de , que se levanta rapidamente, recuando, quase caindo sobre a cama de e sem coragem de falar nada.
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  — Hiroki-kun! — a mãe de chega, puxando o marido para fora do quarto.
  — Você sabia disso e deixou?! Harumi! — brada o homem, furioso.
  — Venha, querido, vou te explicar — pede a mulher com a voz doce. — Deixe os meninos estudarem.
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  — Mas, Harumi, esse moleque vai…
  — Venha, Hiroki!
  Firme, Harumi puxa Hiroki para fora e fecha a porta do quarto de . Antes de se afastarem dali, a jovem Yoshida consegue ouvir o pai bradar do motivo da porta estar fechada e grita sobre o beijo que viu. Envergonhada, cobre o rosto com as mãos, jogando os óculos para longe com o movimento, ainda muito trêmula. Apesar de assustado com a reação do pai de , senta-se ao lado dela e a abraça. Imediatamente ela retribui, ainda trêmula.
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  — Por favor, acalme-se, — ela afunda o rosto no ombro dele. — Você está tremendo, fique calma, por favor — insiste.
  — Você também está — constata ela com a voz chorosa. — Ele vai me matar, , ele vai me matar!
  — Calma, ele não vai matar ninguém — ele tenta acalmá-la. — Não fizemos nada errado. Beijar não é errado…
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  — Mas para o meu pai é! Ah, que merda! Ele nunca veio almoçar em casa, mas que droga! — lamenta-se e se afasta de .
  — Hey, emburradinha — ele segura o rosto dela com ambas as mãos, virando seu rosto para ele. — Não se culpe, ok? Nenhum de nós dois têm culpa do que aconteceu. Eu vou descer e falar com seu pai.
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  — Não, ! — espanta-se ela e puxa a camisa de . — Ele vai brigar com você, é melhor falar outro dia.
  — Por que não hoje? — insiste ele.
  — Porque ele está irritado e eu conheço bem o papai, é melhor falar outro dia com mais calma.
  — Eu ia aproveitar para falar sobre meus sentimentos por você — arregala o olhar. — Seria bom esclarecer para ele também já que sua mãe já sabe.
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  — Ela já sabe?
  — Já, ela descobriu há algum tempo — confessa ele, sorrindo sem jeito.
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  — Ah, mas o papai vai ficar ainda mais furioso se…
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  — Não tenha medo, , estarei com você — ele pisca para ela, encorajando-a.
  Os dois se abraçam e ouvem uma batida na porta que volta a assustá-los.
  — Quem é? — pergunta , temerosa.
  — Posso entrar, filha? — pergunta Harumi com a voz tranquila.
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  — Pode, mamãe — a jovem respira aliviada por ser sua mãe a bater. A mulher entra no quarto da filha com um sorriso sereno no rosto.
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  — Como estão? — indaga a mulher e recebe olhares apreensivos de ambos. — Hiroki já foi trabalhar — os ombros de e relaxam e eles suspiram de alívio.
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  — O que disse a ele, mamãe?
  — Disse a verdade.
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  — A verdade?
  — Sim — responde, calmamente. — Disse que você e estavam estudando Língua Japonesa por recomendação do sensei de vocês, apenas isso. Ele já sabia que seu orientador era seu senpai, só ficou assustado quando viu o em seu quarto, filha.
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  — Ele viu a gente se beijar, senhora Yoshida — pontua , vendo a mulher sorrir largamente e voltar a se conter.
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  — Agora ele sabe que vocês estão… se conhecendo um pouco mais — diz Harumi tomando cuidado ao escolher as palavras. — É isso que estão fazendo, não é? — ela suspende o olhar para os dois.
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  — Sim — ambos respondem quase ao mesmo tempo.
  — Fico feliz por isso — ela relaxa sua expressão e completa: — -kun, qualquer dia que você quiser pode vir aqui para conversarmos todos sobre a relação de vocês dois, está bem? — diz Harumi olhando diretamente para que engole em seco.
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  — Sim, senhora — afirma ele, tenso.
  — Ótimo. Por hoje, acho melhor você ir embora, querido.
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  — Papai vai voltar? — indaga , espantada.
  — Não, mas nunca se sabe, né?
  Os dois concordam e riem sem humor. Harumi deixa o quarto, retorna à sala de estar e deixa os dois à sós. abraça e pede desculpas, pois ele não queria conhecer o pai da moça dessa forma trágica. Mesmo assim ele está feliz, pois poderá frequentar a casa dela com um pouco mais de liberdade para beijar a jovem que ele tanto gosta.
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Capítulo 8 – Gyoza

  Algumas semanas depois…

  A Escola Secundária de Yokohama está agitadíssima nos últimos dias.
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  O motivo é simples: Festival Esportivo. Tal festival reúne todos os alunos do colégio em uma grande gincana de competições entre times divididos em diversos esportes. A competição já está acontecendo há duas semanas e emocionando a todos que estão super empenhados a fazer sempre o melhor. Hoje é o último dia de treinamentos do time de futebol masculino do primeiro ano. atua como atacante e é muito bom nas finalizações; Take é meio-campo e, normalmente, cria jogadas para os atacantes marcarem, porém ele faz alguns gols também; já Kohshi é o goleiro do time, muito rápido e com uma excelente estatística de defesas; Ren e seus amigos também fazem parte da equipe titular, sendo Ren atuando como atacante igual ao .
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   está nervosa, ela havia combinado com sua mãe para ensiná-la a preparar gyoza, que são pasteizinhos fritos ou cozidos a vapor, normalmente os recheios são feitos de carne de porco moída ou legumes (repolho e cebolinha). Sua massa é bem fina, então precisa de ajuda para preparar do jeito certo, já que, se ficar muito grossa a massa, o pastel pode ficar pesado demais para ser ingerido e perder o sabor original. A jovem fará os pastéis para como forma de incentivo para o jovem.
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  — Ponha mais recheio, querida — orienta a mãe de enquanto supervisiona a filha montar os pastéis.
  — Achei que tinha muito recheio — comenta ela em dúvida.
  — Desse jeito o -kun irá comer apenas a massa — Harumi ri com o próprio comentário.
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  — Ai, mamãe — diz . — Será que ele vai gostar? Estou com medo dele não…
  — , querida, não fique nervosa — incentiva a mais velha pondo as mãos sobre os ombros da filha e massageando o local. — -kun é um bom garoto, ele certamente irá adorar.
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  — Ele é mesmo — concorda a jovem pondo um pouco mais de recheio no pastel que prepara.
  — Sabia que eu também preparei um obento para o seu pai quando éramos jovens? — diz a mulher referindo-se ao obento, que é uma marmita, que deu ao na época colega de classe.
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  — Sério?
  — Sim! A diferença é que tinham sashimis e sushis dentro — pontua ela.
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  — O papai gostou? — indaga , curiosa.
  — Ele ficou tão emocionado que me beijou na frente de todos — Harumi ri com a lembrança.
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  — Oh, meu Deus! — surpreende-se.
  — E olha que nem namorávamos ainda, eu era apenas a senpai dele — conclui a mulher. — Agora, você e -kun já estão mais avançados — arregala o olhar e vê a mãe se afastar um pouco e abaixar o volume da chama que esquenta a água no fogão.
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  — Como assim, mamãe?! — Harumi ri da reação da filha.
  — Quero dizer que vocês dois já se beijaram. No meu caso, nem isso tinha acontecido quando eu dei o obento para o Hiroki — explica-se.
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  — Oh, sim, verdade — relaxa os ombros, acalmando-se. — Está bom assim, mamãe? — ela mostra o pastel que acaba de enrolar da maneira que a mãe havia lhe ensinado.
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  — Perfeito, querida. Traga os que estiverem prontos, vou fritar — pede a mulher já pegando a frigideira maior e o óleo para fritar os pastéis.
  — O treino é daqui a pouco, será que dará tempo? — pergunta a jovem, apreensiva com o tempo.
  — Acalma-se, , vai dar tempo sim.
  A tranquilidade de Harumi se contrapõe ao quase caos que está a ansiedade de sua filha. tenta não apressar a mãe, mas está um pouco difícil para ela. A Yoshida mais nova termina sua tarefa de montar os pastéis e entrega a travessa para a mãe que já está fritando os primeiros.
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  Minutos depois, Harumi já está colocando o último pastel frito na travessa. Ela orienta a esperar um pouco antes de arrumá-los na marmita para que não murchem rápido. Enquanto aguarda, a jovem vai até seu quarto finalizar o bilhete que tinha começado a escrever para na noite anterior. O jogo será amanhã pela tarde, será contra uma das equipes do segundo ano. Ele comentou com a jovem que estava nervoso, pois esse jogo será decisivo para o futuro da equipe do primeiro ano na competição.
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  Assim que conclui sua pequena carta para , deixa seu quarto e desce as escadas onde sua mãe já a aguarda na sala com o obento pronto e embalado. A mulher entrega para filha a sacola com a marmita e a jovem se despede da mãe, correndo em seguida até a saída de sua casa para ir para escola. Ela recebeu uma mensagem de Aimi avisando que o treino dos meninos havia sido adiantado em meia hora, ou seja: ela está atrasada.
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  Minutos depois…

   corre apressada pelo imenso terreno do colégio. Ela nem se atreve a olhar no relógio para saber que horas são. O trem atrasou pela primeira vez desde que chegou ao Japão, justamente hoje ele atrasou alguns minutos e, por isso, ela chegou um pouco depois do horário que pretendia. Tomando cuidado para não derrubar a marmita, a jovem continua correndo rumo ao ginásio, mas, ao chegar lá, o encontra quase vazio. Ofegante, ela se aproxima de alguns colegas e pergunta sobre o treino e é informada que o mesmo havia acabado mais cedo. Confusa, a jovem vai até o vestiário, pois também recebe a informação de que os rapazes ainda não saíram de lá.
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  — Olha para onde anda, brasileirinha! — brada Ren, irritado ao passar por e quase ele mesmo derrubar a jovem quando se esbarrou nela.
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  — Mas foi você quem quase me derrubou! — rebate ela, também irritada.
  Ren não responde e sai resmungando até a saída do ginásio. Dando de ombros, entra no vestiário e dá de cara com , que está sem camisa, mas com a parte de baixo de seu uniforme de treino.
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  — ! — diz ele, espantado ao vê-la ali.
  — Oh, meu Deus, … — ela se vira, tampando a lateral do rosto e ficando envergonhada.
  — Achei que não viria mais — comenta ele com a voz diferente da habitual. Percebendo a mudança, se vira de frente para ele, ignorando o fato dele estar sem camisa.
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  — Aconteceu algo? Sua voz parece irritada — diz ela e se aproxima mais dele.
  — Não quero falar sobre isso — sorri forçado e a jovem resolve não insistir. — O que tem aí? — indaga ele, mudando de assunto.
  — Ah, é apenas. Bom, é apenas… — ela gagueja e, antes de concluir sua fala, é interrompida pela chegada dos irmãos Aikyo.
  — -chan! Que bom que veio — diz Take, animado por ver a amiga. O olhar de encontra o amigo que também está sem camisa, assim como seu irmão que vem logo atrás dele.
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  — Vão se vestir! — reclama vendo os amigos sem a parte de cima do uniforme.
  — Você também está sem camisa, sabia? — comenta Kohshi.
  — Não me diga que não percebeu? — Take completa a gozação e os encara irritado.
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  — Oh, eu vou deixá-los à vontade — diz já virando o corpo para sair dali, mas é barrada por Take.
  — Não precisa, -chan — o rapaz passa seu braço sobre os ombros de e recebe o olhar furioso de .
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  — Take… — sibila o rapaz sem emitir som.
  — Take! — alerta Kohshi, em voz alta, vendo o possível perigo contra o irmão que parece não se importar.
  — O que trouxe aí? — pergunta Take, curioso à sacola que traz nas mãos, e ignorando os outros.
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  — É um obento — ela finalmente diz.
  — Oh, que fofa! É para gente? — indaga o Aikyo mais novo com um olhar pidão. não tem coragem de dizer que não.
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  — Sim — a jovem estica a sacola para frente e Take a segura, retirando a obento de dentro dela.
  — Oh, está com um cheiro bom — o rapaz aspira o perfume dos pastéis que, mesmo com a tampa da obento fechada, toma conta do ar.
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  — Obrigado, — diz Kohshi se aproximando do irmão.
  — Ah, gyoza! — anima-se Take ao abrir a tampa e ser invadido pelo cheiro inconfundível da iguaria.
   apenas observa a cena, sua expressão enciumada havia sumido. Agora, ele exibe uma feição atônica. Ele sabe que a obento é para ele, somente para ele e que disse que era para os três apenas para não magoar Take. Mesmo com os amigos devorando os pastéis sem pudor, o jovem não está chateado. Na verdade, ele está feliz pela lembrança da amiga para ele. Discretamente, retira o bilhete que ela havia grudado na parte de cima da tampa e o esconde atrás do corpo. pega um dos pastéis e prova, admirando-se quando revela que ela ajudou a mãe a preparar tudo e que o recheio foi ela mesma quem fez.
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  — Estão deliciosos, — pontua Take com a boca cheia.
  — Você cozinha muito bem, — concorda Kohshi, sorrindo.
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  — Estão realmente divinos — a encara com o olhar apaixonado.
  — Obrigada, meninos — responde ela, envergonhada, mas também sorrindo.
  — Perfeito para recarregar as minhas energias depois do treino de hoje — comenta o mais novo dos irmãos pegando mais um pastel.
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  — Hoje realmente foi tenso — diz Kohshi.
  — O treino acabou cedo demais ou eu cheguei tarde? — pergunta , curiosa.
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  — Acabou cedo — responde Kohshi.
  — Ah, por quê?
  — Aconteceu uma briga e o treinador encerrou o treino — Kohshi explica, por alto, e os três trocam olhares deixando irritada.
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  — O que aconteceu?! — insiste ela, estreitando o olhar para os três.
  — Nada de mais, , não se preocupe — tenta disfarçar, mas recebe o olhar penetrante da moça. — Nossa…
  — Foi uma briga idiota, não se preocupe com isso — reforça Kohshi.
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  — É, , fica tranquila e não se preocupe — ratifica Take seguindo a mesma linha dos outros.
  — Vão me contar ou eu terei que arrancar a informação de vocês? — ameaça.
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  — Eu briguei com o Ren — revela e o olhar de recai novamente sobre ele.
  — ! — espanta-se ela. — Por quê?
  — Porque ele é um idiota — responde o Murakami dando de ombros.
  — E porque ele falou mal do seu tio — completa Take e logo em seguida tapa a própria boca, percebendo, devido aos olhares urgentes dos amigos, que não deveria ter dito nada.
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  — O que ele disse? — diz ela, ainda curiosa.
  — Nada, , o Take falou demais — responde ainda com o olhar irritado sobre o amigo que sussurra um “desculpa” para ele fora das vistas de .
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  —
  — Ren gosta de me provocar, eu não ligo — pontua.
  — Não liga e brigou com ele? Hm, sei — ironiza balançando a cabeça para os lados. — Não vou insistir, já que não quer me contar a verdade.
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  —
  — Vocês viram a Aimi? — indaga ela, mudando de assunto e ignorando .
  — Ela saiu antes do treino ser interrompido — responde Take já com o ar risonho de volta.
  — Sabem o porquê?
  — Bom… — inicia Take já rindo. — Digamos que o ciúme não a deixou continuar vendo o treino.
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  — Take! — brada Kohshi dando um tapa na nuca do irmão.
  — Ciúme? — os encara com confusão. — De quem?
  — Algumas meninas do segundo ano estavam gritando pelo Kohshi — explica recuperando-se de ser ignorado por , que agora volta a olhar para ele. — E parece que a Aimi ficou irritada, gritou as meninas e saiu do ginásio — conclui.
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  — Oh, meu Deus — diz tapando a boca com as mãos.
  — É, parece que a Aimi gosta do Kohshi — deduz Take.
  — Cala a boca, Take, não tem nada a ver — irrita-se Kohshi.
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  — Eu nunca reparei… — comenta , pensativa.
  — Bom, mas parece que gosta — ri da reação irritada do amigo. — Estamos com a tarde livre, querem dar uma volta? — propõe.
  — Seria muito bom, ! — anima-se Take, se afastando do segundo tapa que ia levar do irmão e rindo da ameaça não sonora que recebe do mais velho.
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  — Vamos, então!
   concorda e deixa o vestiário para os rapazes trocarem de roupa. Minutos depois, já de banho tomado, os três saem do vestiário e encontram sentada na arquibancada na companhia de Aimi que, ao encontrar Kohshi, vira o rosto envergonhada por sua atitude impensada de mais cedo.
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  Os amigos deixam o colégio, rindo animados com o jogo de amanhã. Antes de chegarem na lanchonete onde sempre frequentam, percebe uma movimentação estranha na praça que há próxima e então encontra o olhar penetrante de um homem.
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  O mesmo homem da vez que foi seguida até o colégio.
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[🎌]

   corre desesperada.
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  Ela está indo para a escola sozinha hoje, pois seu irmão está em um passeio do colégio e já tinha saído de casa logo cedo. A hora no relógio marca que é metade da manhã e a moça está dentro do horário previsto, mas não é por estar atrasada que corre agora. Ela está sendo perseguida. O mesmo homem estranho que a perseguiu junto com outros há algumas semanas surgiu do nada, seguindo a jovem até o colégio. Desde então, ela não tinha o visto mais, porém, desde que saiu de casa há alguns minutos que ela vem sendo seguida por esse homem estranho.
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  Ela consegue se esconder em um beco estreito que separa um quarteirão do outro, a Yoshida ofega pondo as mãos no peito para tentar controlar as batidas de seu coração, ela nunca ficou tão assustada como agora. Ela queria ter aceitado a carona de seu padrinho que foi até sua casa buscar Fuyuki para ir à escola, queria não ter recusado e talvez não estivesse passando por isso agora. Mas, o que intriga a jovem é o motivo da perseguição. Por que esse homem está fazendo isso? E, o mais importante, para quem?
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   põe sua cabeça e parte de seu tronco para fora do beco, espionando se pode ou não sair. Não há mais ninguém nessa rua que ela não sabe direito onde fica, já que pegou qualquer caminho só para fugir do homem. Ao ver que a passagem está livre, ela sai dali, ajeitando sua mochila nas costas e caminha olhando para os lados, apertando as alças da mochila. Ela pensa em ligar para o padrinho e pedir ajuda, mas não acha oportuno incomodar o homem durante seu trabalho. Pensa também em ligar para sua mãe, mas certamente ela iria se desesperar e piorar a situação envolvendo a polícia. Antes de tentar pensar em qualquer outra ajuda que possa pedir, escuta um chamado.
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  — Hey, Yoshida!
  Ao se virar, vê a figura aterrorizante do homem. Assustada, ela volta a correr mais e mais rápido que antes, entrando e saindo de becos. O homem está bem atrás dela, muito próxima, mas não a alcança. finalmente consegue sair em uma rua conhecida: a rua lateral a de seu colégio. Apertando mais o passo, ela projeta o corpo para frente, sem olhar para trás, quase tropeçando nas próprias pernas. Ela vira a esquina, entrando na sua de seu colégio e continua correndo, à sua esquerda ela, finalmente avista o muro que o circunda. Alguns alunos caminham passando pela entrada principal e consegue vê-los cada vez mais perto. Só mais alguns metros e…
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  — Peguei você!
  A voz aterrorizante do homem diz e ela sente sua mochila ser puxada para trás com muita força e a outra mão do homem agarrar seu braço, erguendo-a um pouco no ar. o encara assustada, tremendo e com muito medo de morrer nas mãos dele. Como ele sabe o sobrenome dela? Será que ele está a vigiando todo esse tempo? O que ele quer?
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  — ! — uma voz amiga faz a jovem seguir seu som.
  A figura risonha de Aimi é avistada por ela e , em um momento de força única, consegue se livrar do homem, puxando seu braço e livrando sua mochila da mão dele, saindo correndo em seguida. O homem cogita ir atrás dela, mas desiste já que há muitos alunos e adultos passando ali, ele não quer e nem pode ser visto. corre na direção de Aimi e a puxa pelo pulso, indo para dentro das dependências da escola. Aimi chama pela amiga, vendo o desespero dela, perguntando o que está acontecendo, mas não obtém resposta. continua correndo.
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  Até se esbarrar em alguém.
  — ?! — diz , segurando os ombros dela e logo notando o nervosismo da jovem. — O que houve? Você está pálida! — constata. — Aimi, o que aconteceu? — indaga ele à amiga.
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  — Eu não sei, — responde. — Eu a encontrei na porta do colégio, tinha um homem estranho e…
  — Que homem??? — pergunta , nervoso. o abraça com força atraindo alguns olhares de alunos curiosos. —
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  — Você está tremendo, — identifica Aimi.
  — Me tira daqui, , me tira daqui! — a jovem se afasta suplicando e agarra o casaco de educação física que usa.
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  O olhar dela transmite seu desespero. É o suficiente para agir.
  Sem pensar duas vezes, o rapaz conduz a amiga ao seu lado na direção oposta de onde estava vindo. Aimi acompanha os dois e logo eles encontram Kohshi e Take, caminhando os cinco para o terraço de um dos prédios, onde costumam ficar diariamente. ajuda a sentar-se perto de uma das estruturas que comportam os fios de internet e telefone de todo o prédio, ela recosta ali pondo as mãos sobre o rosto, retirando os óculos. A respiração dela está ofegante e as lágrimas são inevitáveis agora que tudo finalmente passou.
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  — Por favor, acalme-se, pequena — a abraça e sussurra próximo ao ouvido dela, respirando fundo para tranquilizar a respiração da moça.
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  — O que houve? — indaga Kohshi baixinho ao lado de Aimi.
  — Tinha um homem estranho agarrando o braço dela — Aimi sussurra em resposta e completa: — Ele parecia querer levá-la contra sua vontade — Kohshi engole em seco ao ouvir a breve explicação do ocorrido.
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  Poucos minutos são o suficiente para que se acalme. a ajuda, enxugando suas bochechas com os dedos e as aperta levemente ao fim, colocando os óculos de de volta em seu rosto. Agora que passou todo o tormento de sua perseguição, a vergonha toma conta da jovem. nota isso e, para deixá-la mais confortável e segura, senta-se ao seu lado, abraçando-a de maneira carinhosa.
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  — Está mais calma? — indaga ele vendo soltar um suspiro.
  — Acho que sim — a jovem responde ainda envergonhada por ficar neste estado na frente dos amigos.
  — O que aconteceu exatamente? — diz com a voz suave.
  — Tinha um cara estranho me seguindo desde que eu saí de casa hoje — responde . — Aliás, ele é o mesmo homem que, junto com outro, estava vigiando a mim e a meu irmão quando viemos para o colégio semanas atrás.
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  — Por Deus, amiga! — espanta-se Aimi, pondo as mãos sobre a boca.
  — Mas, por quê? — indaga Kohshi, confuso. — O que ele quer com você?
  — Eu não sei, mas… — ela hesita em falar. — Deve ser paranoia minha…
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  — Sobre o que, ? — insiste tirando sua mão do ombro dela e virando o corpo de lado, ainda olhando para .
  — Deixa para lá… — ela balança a cabeça.
  — ! O que está acontecendo? Do que está desconfiada? Eu te conheço o suficiente para saber que está me escondendo algo — volta a insistir.
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  — Você também não me contou o que o Ren disse sobre o seu tio — rebate a jovem e os amigos encaram o quase casal pendendo o olhar de um para o outro.
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  — ! — ele ergue um pouco o tom de sua voz. — Isso pode ser perigoso, tem um homem te perseguindo e você pode estar correndo algum perigo…
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  — Eu sei disso! — brada ela, irritando-se. suspira, cansado, e controla sua angústia.
  — Ok — diz ele e puxa o rosto dela com suavidade para encará-lo. — Ren disse que meu tio é um bandido — confessa e arregala o olhar.
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  — Bandido?!
  — Sim — afirma. Os irmãos Aikyo encaram o amigo, aguardando as próximas falas dele com apreensão. — Meu tio é um homem rico e, às vezes, ele age de maneira duvidosa. As pessoas falam muita coisa ruim sobre ele, mas ninguém prova nada — explica. — Ele pode ser frio, não dar a mínima para o que acontece em minha vida ou na vida daqueles que o cerca, mas bandido ele não é. Não acredito nisso — não consegue dizer nada. Ela não está assustada com o que ele acaba de confessar, mas também não se sente tão confortável.
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  — … — chama Kohshi atraindo o olhar do amigo que apenas faz um singelo gesto com a sobrancelha, como quem pede para ele ponderar suas palavras. entende o recado e volta a olhar para .
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  — Eu já disse o que eu tinha para dizer — diz ele para a moça. — Sua vez — não quer contar exatamente sua desconfiança, sente vergonha em compartilhar esse detalhe de sua vida.
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  — Eu acho que… não sei, mas acho que ele me conhece, ele me chamou pelo sobrenome — ela diz a informação pela metade na esperança de não lhe fazer mais nenhuma pergunta que a leve a confessar a verdade.
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  — Mas, ele te conhece de onde?
  — Eu não sei, , eu não sei — ela abaixa a cabeça encostando-a em seus joelhos.
  — Você chegou a ver o rosto dele? — pergunta Take, se inserindo na conversa.
  — Sim! Aquele rosto assustador, ele estav a, estava com raiva… — se lembra da visão terrível do rosto do homem. — Ele tinha uma cicatriz no rosto.
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  — Cicatriz? — ergue uma sobrancelha, desconfiado.
  — Sim, embaixo do olho esquerdo. Era grande e estava avermelhada. Muito feia. Ahhh — fecha os olhos tentando esquecer-se da imagem que lhe invadiu a mente.
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  — Tudo bem, acalme-se, não pense mais nisso, tá? — põe sua mão sobre o rosto dela que apenas assente.
  Por um breve momento, os irmãos se entreolham com cumplicidade.
  — — chama Take e tanto ela quanto encaram o amigo. — Se esse homem aparecer de novo, por favor, não o enfrente.
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  — Take tem razão — reforça Kohshi e Aimi apenas concorda com a cabeça, a jovem ainda está assustada com o ocorrido.
  — Se ele aparecer, chame a polícia — reforça ainda mais, encarando-a. — Por favor, não se coloque em perigo, está bem?
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  — Não se preocupem, farei isso, eu chamarei a polícia — ela sorri levemente e recebe o afago altamente reconfortante da mão de .
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  O sinal sonoro do colégio avisa que está na hora de todos irem para o ginásio. Antes do jogo, que começa em menos de uma hora, terá uma pequena reunião da equipe com o treinador. Os rapazes precisam se apressar. Todos deixam o terraço e tomam caminhos diferentes. Aimi e vão para o banheiro para que a Yoshida possa refrescar o rosto e voltar ao normal, a Inoue também precisa fazer o mesmo. Já o trio de amigos segue o caminho até o ginásio. vai na frente, pensativo, a mente tentando juntar peças.
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  — … — chama o mais velho dos Aikyo, tocando em seu ombro e obrigando o amigo a parar de andar.
  — No que está pensando? — diz Take, parando ao lado dos dois.
  — Na maldita cicatriz — o olhar apreensivo do jovem Murakami encontra o dos amigos. Os três pensando na mesma pessoa. — Só pode ser ele — complementa .
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  — Mas, o que ele iria querer com a ? — indaga Kohshi.
  — Não faz sentido — Take diz.
  — Eu tenho quase certeza que foi ele sim — ratifica . — E eu o vi rondando o colégio mais cedo, não achei que fosse algo importante, mas agora tudo faz sentido para mim — ele franze o rosto, irritando-se com a possibilidade.
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  — Inacreditável, — Take solta um suspiro. — Se ele tem a ver com isso, então…
  — Então ele pagará caro por envolver a nessa história, seja ela qual for — o brilho sinistro no olhar de vibra, quase fazendo seus olhos soltarem faíscas do tamanho da raiva que ele sente agora. — Muito caro.
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  — Tenha certeza primeiro — pondera Kohshi.
  — Eu terei — diz, firme. — E já sei até como.
  Os irmãos se entreolharam novamente e depois viram voltar a caminhar em silêncio. Eles nunca tinham visto o amigo daquela maneira tão perturbado com uma possibilidade. O que desconfia é o mesmo que os irmãos desconfiam: a participação do tio de na perseguição a . O motivo? É isso que o jovem Murakami tentará descobrir. E, pela determinação que ele demonstra, ele irá descobrir a verdade em breve.
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  No dia seguinte…

  Durante a partida de ontem, não conseguiu se concentrar direito. Mesmo assim, sua equipe venceu o jogo e avançou na competição do festival. Hoje, é a vez das meninas jogarem vôlei. mal conseguiu dormir à noite pensando na cicatriz daquele homem e, principalmente, nos olhos dele. Aquele olhar jamais sairá de sua mente. A moça termina de amarrar seu tênis, ajeitando a meia e recebe o olhar compadecido de Aimi que também já está pronta e sabe que a amiga não dormiu direito. Ela mesma não conseguiu dormir só em saber do relato do que a amiga passou.
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  Espantando pensamentos ruins, a jovem Yoshida se levanta do banco e ouve atentamente as orientações finais do treinador. Após, todas as meninas gritam o cântico de incentivo pela vitória e seguem até o ginásio. A torcida inflama assim que elas entram em quadra e o olhar de procura, instintivamente, pelos amigos na arquibancada. Na verdade, seu olhar procura por que rapidamente é identificado por ela entre os alunos do colégio. Ele acena para a amiga, sorrindo abobado e ela retribui o aceno e um meio-sorriso. Este fato é notado por .
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  Ao lado dele, os irmãos Aikyo também torcem pelas meninas. O mais velho com o olhar contido em cima de Aimi que carrega o número 12 nas costas, os cabelos presos para cima, a franjinha em cima de sua testa balançando conforme salta para se aquecer antes da partida. Detalhes que Kohshi acha irritantemente fofos.
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   , líbero da equipe, carrega o número 20 nas costas e seu apelido escrito com letras romanas, assim como os demais uniformes. Ela se posiciona no fundo da quadra, seguindo a formação ensaiada nos treinos das últimas semanas.
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  O jogo começa.
  As primeiras jogadas passam pela parte frontal do time, não chegando em , que tenta manter a concentração na partida. Porém, sua mente cansada a trai lhe mostrando imagens do ocorrido de ontem, a adrenalina da fuga, a perseguição por ruas estranhas e estreitas, o pulsar acelerado de seu coração, o cansaço que sentiu e o medo que lhe dominou ontem pareceram retornar neste momento apenas em recordar-se de tudo. Ela começa a hiperventilar. leva uma das mãos ao peito, apertando o local rapidamente, e voltando a colocar ambas as mãos próximas aos joelhos, pronta para uni-las em uma manchete, recepcionando um ataque.
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  De longe, consegue notar que há algo errado com ela e que está desconcentrada. Toda a distração de sua mente, faz com que a jovem não veja o ataque adversário e, com isso, receba uma bolada no rosto. Os braços fechando em uma manchete tarde demais. Ela ouve gritos do treinador, pedindo concentração e pede desculpas às companheiras de equipe pelo equívoco, voltando a se concentrar no jogo. Tudo em vão.
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  Além de ver as imagens do dia anterior, ouve em sua mente os gritos daquele homem da cicatriz chamando por ela. Gritando. Exigindo que ela parasse de correr. Até que ela sente os braços dele agarrando-a, parando sua fuga, e se desespera mentalmente com a lembrança ruim.
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  Um, dois, três…
  Muitos pontos dados de graça para o adversário, todos em cima de que, a essa altura do jogo, já foi notada como ponto fraco de sua equipe. Aimi se aproxima, durante uma breve pausa solicitada por seu treinador, e pergunta para a amiga se ela está bem. revela o que está sentindo mesmo estando envergonhada por tudo e recebe o apoio da amiga. Na volta da pausa, se obriga a focar-se apenas no jogo, sua equipe está muito atrás no placar e elas precisam recuperar-se ou perderão o set.
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  Em uma das jogadas seguintes, a jovem Yoshida se arrisca na frente da rede ao ver as companheiras se enrolar com a bola, mas, ela olha para longe, perto da saída do ginásio, e vê aquele homem. O mesmo homem que o perseguiu ontem estava ali, fisicamente, realmente é ele que está ali. A moça se assusta e sua aterrissagem não sai como o esperado, acaba pisando em falso, torcendo o tornozelo. Ela cai na hora gritando de dor.
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   se lança da arquibancada, descendo os degraus para acudir , mas, antes de chegar até à beira da quadra, ele é impedido por Kohshi que o alcança a tempo. Logo a equipe de primeiros-socorros que fica no banco de reservas corre para ajudar que segue chorando com a mão no tornozelo. Tudo que consegue pensar agora é no olhar aterrorizante daquele homem.
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Capítulo 9 – Kyoto

  As meninas perderam o jogo de ontem, elas ficaram tristes, principalmente já que carregou toda a culpa da derrota para si, mesmo que seus amigos tentassem convencê-la do contrário. e os outros passaram todo o restante da tarde na praça que costumam frequentar, conversando e tentando distrair as meninas da partida, que não foi decisiva para desclassificá-las do torneio. Apesar de ser competitiva esportivamente, não foi isso que preocupou durante todo o dia de ontem, e sim a aparição daquele homem asqueroso e sua cicatriz horrenda. Ela não quis contar o que viu, pois não tem certeza se realmente viu o homem ou se foi uma peça de mau gosto de sua mente.
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  O tal homem da cicatriz também habita os pensamentos de que, assim como , não para de pensar nele. É por isso que o jovem acordou cedo esta manhã e está agora em frente a um conjunto de prédios simples que há no subúrbio de Yokohama, o bairro é tranquilo, quase não passa veículos e é bastante silencioso. Ideal para alguém como ele morar. está com as mãos dentro dos bolsos de seu casaco, faz um pouco de frio já que nem deu sete horas da manhã, é primavera na cidade e as flores enfeitam as árvores do ambiente. Uma movimentação suspeita chama a atenção do olhar atento do jovem que se desloca da árvore onde está e caminha lentamente em direção ao estacionamento. Logo ele vê o tal homem, reconhecendo-o na hora.
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   acelera o passo para alcançar o mais velho que parece não notar a presença de mais alguém ali.
  — Yanar-san? — chama a atenção do mais velho que levanta seu olhar da porta de seu carro e encara o jovem.
  — -kun? — surpreende-se ele vendo o rapaz se aproximar mais, dando a volta no carro do outro. — O que faz por esses lados da cidade, senhor?
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  — Vim falar com o senhor, é algo importante — diz o rapaz, incisivo.
  — Receio que tenha que ser em outro momento, -kun, eu preciso… — Yanar já ia colocando novamente as chaves na fechadura do carro, mas segura sua mão.
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  — E eu receio que tenha que ser agora, Yanar-san — diz ele, firme. O homem vê que não terá como fugir do jovem Murakami e se dá por vencido.
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  — Quer tomar um café ou um chá?
  — Aceito um copo d’água.
  Os dois seguem até o apartamento de Yanar que fica no terceiro e último andar de um dos prédios. Yanar Hattori é um dos funcionários do tio de , trabalha com ele há anos e conhece desde criança, então criou um laço afetivo com o jovem, tem muito apreço por ele. O jovem Murakami tem reciprocidade também e o vê como um pai, assim como Hiroshi, motorista da família.
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  O jovem Murakami se acomoda no sofá confortável do pequeno apartamento do mais velho e o vê caminhar até a cozinha para pegar água para , segundos depois ele retorna com uma bandeja com dois copos e uma jarra cheia d’água. Yanar a repousa na mesinha de centro, enchendo os copos e servindo um deles a que agradece com um gesto de cabeça, bebericando um gole do líquido.
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  — O que o senhor deseja, -kun? — diz o mais velho em tom de respeito e acomoda-se na cadeira acolchoada que há ao lado.
  — Quero saber o que fazia rondando o meu colégio? — indaga de maneira direta, fato que não surpreende Yanar que sabe que o jovem é assim.
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  — Bom, senhor, o que eu posso dizer é que estava lá a mando do seu tio — responde ele, simplesmente.
  — O que ele quer por lá? Me vigiar eu sei que não é — instiga.
  — Isso eu não posso te dizer, senhor — Yanar se ajeita na cadeira, consertando sua coluna para que fique reta, e bebe um gole da água.
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  — Desde quando tem segredos comigo? — a pergunta tem um tom de indignação, mas ainda é feita com respeito.
  — Perdão, -kun — diz Yanar, abaixando a cabeça e encarando o chão. — O senhor sabe como o senhor Hyakume é — diz, referindo-se ao tio de .
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  — Tisc… — ele resmunga em resposta. — Meu tio é indiferente a mim, eu sei que há algo a mais e sei também que tem a ver com a — a menção do nome da faz Yanar se incomodar, alertando-se, e isso logo é notado por . — Não minta para mim, Yanar-san — pede o jovem.
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  — Eu realmente não posso dizer, senhor, mas… — ele hesita e volta a olhar nos olhos de .
  — Mas…
  — O senhor gosta da senhorita Yoshida?
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  — Como sabe o sobrenome dela? — rebate .
  — Gosta ou não? — Yanar ignora a pergunta, mantendo-se firme.
  — Estou apaixonado por ela e faria qualquer coisa para protegê-la. Qualquer coisa — enfatiza , também firme.
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  — Ela é uma jovem bonita e boa pessoa — diz o homem em tom de arrependimento.
  — Por que a perseguiu?
  — Se quer um conselho de alguém que lhe tem muito respeito, -kun: tome conta da jovem Yoshida — avisa o mais velho, ignorando a pergunta do outro, e coloca o copo de água sobre a mesinha e levanta-se, ansioso. Yanar o acompanha.
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  — O que quer dizer com isso, Yanar-san? — ele tem medo da resposta.
  — Digamos que o seu tio, senhor, é um homem capaz de tudo para obter êxito em seus objetivos — diz. — Tenha cuidado. Eu já falei demais, senhor, não me obrigue a falar mais — pede o homem também colocando seu copo sobre a mesinha.
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  — Só te peço mais uma coisa.
  — O que, senhor?
  — O meu tio, por acaso, tem a ver com a família Yoshida? De alguma forma eles estão ligados? — o olhar firme de é sustentado por Yanar.
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  — -kun…
  — Me diga! — brada , perdendo a compostura, mas recuperando-se em seguida.
  — O senhor mesmo disse que seu tio não me mandaria lá em seu colégio por sua causa — Yanar diz, sendo o suficiente para concluir o que imaginava.
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  Ele não diz mais nada, apenas agradece pela água e deixa o apartamento, seguindo o caminho até seu colégio que fica longe dali. Sua vontade é de voltar ao apartamento de Yanar e desferir-lhe vários socos em sua cara no momento em que ele confirmou indiretamente que perseguiu a , mas ele não fará isso. O jovem pedala sua bicicleta, a caminho do colégio, pensando nas palavras de Yanar. Imediatamente sua mente pensa em uma pessoa: seu tio.
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  Hyakume Murakami, irmão mais velho do falecido pai de que teve que cuidar do sobrinho depois do falecimento trágico dos pais do garoto na época. Hyakume nunca demonstrou afeto por e, desde cedo, ele notou isso no tio. Realmente ele se apegava a Hiroshi e Yui que sempre o tratavam com muito carinho. Yanar foi o último a ter afeto por ele, mas ainda assim mais do que o próprio tio. Os negócios do mais velho o mantiveram longe de casa e sente-se aliviado por isso, já que a presença do tio é sempre um tormento para ele. Cobranças e mais cobranças. Mesmo assim, não consegue sentir raiva do tio, o que sente é uma incógnita para o jovem.
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  Quase uma hora depois, finalmente consegue chegar até o colégio, minutos antes do portão se fechar completamente. Não há mais ninguém no pátio e ele segue direto para sua sala, subindo correndo as escadas. Pedindo desculpas pelo atraso, adentra à sala de aula, encontrando todos os alunos já sentados e o professor Kirigaya entrando segundos após sua chegada. Mesmo o mais velho não tendo visto seu atraso, pede desculpas por isso e senta-se junto com os demais. Discretamente, ele troca olhares com os irmãos Aikyo e escreve um bilhete para ambos. Uma mensagem clara.
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   😝:“Confirmei o que eu suspeitava. Reunião no terraço na hora da reunião dos clubes. Sem a !”
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  Kohshi e Take trocam olhares entre si e com que mantém sua feição séria. Eles sabem que algo está errado e sentem medo por isso. O que mais querem agora é que as horas passem rápido e a reunião chegue para saberem o que descobriu de fato.
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  Uma coisa é certa: Hyakume Murakami tem algo a ver com a perseguição a .
  E a pergunta que paira é: por quê?
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  Nesta mesma semana…

  Não houveram eventos ruins ligados a durante a semana. Para alívio dos amigos e da própria jovem que, mesmo implorando, teve seus passos acompanhados por um dos rapazes. Praticamente eles não a deixaram sozinha nem por um minuto, principalmente na volta para casa, sempre um deles ou todos a acompanhavam. O que não sabe é que os rapazes suspeitam fortemente que a perseguição de Yanar contra ela tem a ver com o tio de , Hyakume. Ela imagina que tenha algo a ver com o seu pai e as dívidas de jogo que ele ainda tem. O que precisa ficar claro para ambos é: o que os dois fatos têm a ver um com o outro?
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  Não será agora que se revelará.
  Antes disso, o que ocupa a mente de é a proposta feita por hoje pela manhã quando eles estavam caminhando rumo à biblioteca do colégio. O jovem propôs novamente de viajarem no final de semana, vulgo amanhã, para a cidade de Kyoto que fica a 444 km de Yokohama. Ele sugeriu isso como uma tentativa de distrair do ocorrido com ela e também para aproximar os dois. Há várias opções para fazer o deslocamento até lá, o sugerido por é o trem, totalizando uma viagem de 2h30min.
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  À princípio, a jovem achou que ele tivesse sugerido uma viagem em grupo, assim como foi o acampamento das férias de verão, porém, quando ele segurou suas mãos e olhou no fundo de seus olhos dizendo que queria viajar apenas com ela, finalmente percebeu as intenções de . Tais intenções foram externadas por eles instantes depois quando ele confessou que gostaria de ficar à sós com ela para conversarem como um casal e que ele gostaria, após a viagem, conversar pessoalmente com os pais de e pedi-la formalmente em namoro. Tal revelação surpreendeu a jovem que achou que ele fosse esperar mais algum tempo, mas pelo visto quer realmente ficar com ela, sente que ele não está brincando quando diz as palavras daisuki da,
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  — ?! — chama Harumi pela terceira vez e finalmente olha para a mãe que está em pé perto da porta de seu quarto.
  — Ah, mamãe, perdão — diz a moça, levemente envergonhada.
  — Está no mundo da lua, querida? — brinca a mulher entrando mais no quarto e sentando-se ao lado da filha na cama.
  — Um pouco, eu estava pensando — responde vendo a mãe começar a dobrar algumas roupas que logo ela percebe serem de seu irmão.
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  — O que te aflige, filha?
  — me fez uma proposta hoje de manhã — inicia a jovem, puxando uma camisa do irmão e dobrando-a sobre as pernas.
  — Que tipo de proposta? — instiga.
  — Uma viagem para Kyoto amanhã. Na verdade, ele já tinha proposto isso, mas acabamos nos esquecendo do assunto — explica ela.
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  — Oh, Kyoto é uma cidade mágica! — exclama Harumi colocando mais uma camisa dobrada na pequena pilha ao seu lado e pegando outra peça para dobrar.
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  — Conhece lá, não é?
  — Ah, sim, foi lá que eu e seu pai começamos a namorar e… bom… — Harumi solta uma risadinha travessa e a olha, confusa.
  — E o que, mamãe?
  — Nós tivemos a nossa primeira vez em Kyoto — confessa e vê a filha espantar-se, ficando nervosa de repente. — Acalme-se, querida.
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  — Não é isso que você está pensando, mamãe, eu não…
  — Não estou pensando em nada, — diz Harumi com calma e repousa as mãos sobre o colo.
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  — Oh, Deus… — resmunga a garota, nervosa e Harumi ri levemente.
  — Não é porque seu pai e eu tivemos nossa primeira vez em Kyoto que você e também tenham que ter — arregala o olhar com a afirmação da mãe.
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  — Eu não estava pensando nisso e tenho certeza de que o também não…
  — Eu sei que não, sua boba, não precisa ficar nervosa — Harumi continua rindo. — É isso que está te afligindo? — retoma o assunto e empilha mais um short do filho.
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  — Não — responde pegando mais uma peça para dobrar. — Na verdade, eu queria saber se eu posso ir? Bom, acho que papai ficará incomodado se eu viajar somente com o — deduz a jovem.
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  — Basta dizermos que você irá com a turma inteira — diz Harumi, dando de ombros, e empilha mais peças em suas respectivas pilhas. volta a arregalar o olhar.
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  — Mamãe! — espanta-se. — Mentir para o papai? Ele ficará furioso caso saiba a verdade.
  — Ele não saberá — reforça. — Deixe seu pai comigo e arrume suas malas. Ah, leve roupas de frio, Kyoto costuma fazer frio à noite nesta época do ano — aconselha a mais velha.
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  — Obrigada, mamãe…
  — Hm, leve aquele vestido que eu te dei no Natal! Ficará lindo em você, querida, e ainda nem o usou.
  — Não me lembrava dele — levanta-se da cama brevemente para ir até seu guarda-roupas e pega o vestido citado em meio aos outros pendurados no cabide. — É lindo… — comenta ela para si mesma enquanto caminha de volta para a cama.
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  — -kun irá adorar quando te ver — afirma Harumi com um sorriso nos lábios. — Que horas ele vem amanhã?
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  — Não sei, ainda não disse se iria com ele.
  — Pois avise que você vai — ordena a mais velha.
  — Eu direi! — anima-se , pegando o celular sobre a escrivaninha.
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  — Filha — chama Harumi e recebe a atenção dela. — gosta mesmo de você, não é?
  — Ele se confessou para mim, mamãe — confessa e recebe um suspiro surpreso da mãe. — Ele disse que virá aqui para pedir a minha mão em namoro para você e papai, acho que será após a viagem.
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  — Hmmm, que bom, tenho tempo para acalmar os ânimos do seu pai, vide o primeiro encontro desastroso dele com o — lembra ela.
  — Oh, Deus, verdade…
  — Não se preocupe com isso, eu resolvo — Harumi pisca para a filha e carrega a pilha de roupas dobradas. — Se precisar de ajuda para arrumar a mala, me avisa, tá?
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  — Está bem, mamãe, obrigada.
  Harumi sorri e deixa o quarto. também sorri aliviada e finalmente manda uma mensagem para confirmando a viagem.

  Enquanto isso, na casa dos Murakami…

  — Eu não tenho o que vestir! — brada , jogando mais uma calça para cima, irritado com as poucas roupas que tem. Pelo menos na visão dele é assim.
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  — Meu menino, você tem tantas roupas que ainda não usou — lembra Yui, risonha.
  — Yui-san, eu vou viajar com a ! E se eu for com roupas feias e ela não quiser mais ficar comigo? — indaga ele em tom desesperado, virando-se para a mais velha.
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  — -kun, creio que a -chan não seja esse tipo de garota — brinca ela, ainda rindo. — Venha cá — ela chama e puxa uma das mãos do jovem que a segue até sua cama, ambos se sentam —, você tem inúmeras roupas lindas que ainda nem usou.Vamos separar e ver quais ainda servem para vestir e arrumar sua mala, está bem? — diz com a voz calma.
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  — Você tem razão, Yui-san — diz com a voz mais branda.
  — Além do mais, você fica lindo de qualquer maneira, meu menino — completa a mais velha.
  — Eu estou um pouco nervoso — confessa.
  — Nem reparei — Yui brinca e levanta-se novamente da cama, caminhando até o armário do jovem. — A -chan parece gostar realmente de você, não precisa ficar inseguro, hm? — ela pega algumas camisas e calças jeans. — Cadê o meu jovenzinho confiante que eu criei?
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  — Tem razão — corado , levantando-se para ajudar Yui a segurar as roupas que ela retira do armário. — Mas…
  — Entendo seu nervosismo — compadece ela. — Também fiquei assim quando saí com o meu primeiro amor — ela solta uma risadinha.
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  — Yui-san! — espanta-se , ficando envergonhado. — Eu…
  — Não fique vermelho, meu querido, eu conheço você. Eu sei que está apaixonado pela moça.
  — Ah, eu… é, eu estou sim — confessa ele com um sorriso bobo no rosto.
  — E ela por você — afirma Yui. — Formam um casal fofo. Coloque as roupas na cama, querido, têm muitas aqui — pede ela, mudando de assunto.
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   alarga o sorriso e faz o que Yui pediu, jogando as roupas em sua cama. Antes de retornar para onde estava e continuar ajudando Yui, ele vê seu celular tocar brevemente anunciando uma nova mensagem. Ele desbloqueia o aparelho, abrindo a mensagem e sorrindo ainda mais, se é que é possível tal feito. O motivo é a confirmação de na viagem à Kyoto. quer gritar de felicidade, quer que todos saibam que ele é o jovem mais feliz agora, mas se contém, apenas sorrindo e mandando um áudio para como resposta.
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   😝: “Não vejo a hora de ficarmos juntos nessa viagem. Eu… eu te… eu te busco amanhã.”

  Não era bem esse o conteúdo que havia planejado em sua mente, mas o jovem Murakami prefere deixar assim. Ele queria mesmo era dizer a tal palavra com “A” que habita em seu peito.
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  Na manhã seguinte

   havia acordado antes do planejado. A ansiedade pela viagem com ao seu lado quase não o deixou dormir à noite. Por isso, ele já estava na estação de trem uma hora antes do combinado com . Anteriormente, o jovem tinha combinado com Hiroshi, motorista de seu tio, para levá-lo até Kyoto que é perto de Yokohama, mas o motorista teve que fazer um trabalho de urgência para o tio de e não estaria disponível para fazer tal viagem. Mesmo irritado com esse fato, que ele julga ter sido proposital por parte do Murakami mais velho, resolve deixar para lá. Nada poderia estragar seu passeio com , ele tem muitos planos para esses três dias que passarão juntos, há muita coisa que ele quer dizer a ela e precisa ser assim: à sós.
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   vira o rosto, de repente, e vislumbra o semblante de caminhando ao lado da mãe e do irmão mais novo. Ela está tão linda. Usa um vestido xadrez com predominância da cor lilás, a alça fina, por cima do vestido ainda o compondo há um segundo vestido de tule também na cor lilás, de mangas compridas. Para finalizar, usa uma sapatilha bege e os cabelos soltos na altura abaixo de seus ombros, a franja cobrindo um pouco seus olhos. Assim que o vê, ela sorri abertamente e não consegue evitar sorrir também.
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  — Bom dia, -kun! — diz a mãe de assim que se aproximam do garoto.
  — Bom dia, senhora Yoshida — responde ele, educado e sorridente. — Bom dia, — o olhar apaixonado dele a faz derreter por dentro.
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  — Bom dia, responde, sem jeito.
  — Uma pena não conseguirem ir de carro, mas certamente a viagem de trem será muito melhor para vocês aproveitarem a paisagem pelo caminho — comenta Harumi.
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  — Oh, sim, a senhora já foi à Kyoto, né? — indaga .
  — Sim, há muitos anos — recorda-se Harumi, saudosa. — Espero que aproveitem bem a cidade — diz ela sorrindo para os dois. — Tirem muitas fotos.
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  — Iremos sim, senhora — concorda , não notando o conselho a mais que a mulher deu por trás de sua frase.
  — Vamos? — chama tentando afastar de sua mãe para ela parar de falar tais coisas enigmáticas.
  — Vamos sim — concorda e puxa a mala de rodinhas que a mãe de puxava. — Eu levo — oferece e puxa sua mala e a de .
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  — Não ficará pesado?
  — Está tudo bem, — ele sorri e se despede da mais velha.
  Assim que dá um beijinho no irmão e se despede da mãe, os dois vão embora e e ficam sozinhos. Ambos caminham até o local de embarque.
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  — Achei que iríamos de trem — comenta estranhando o caminho para onde estão indo.
  — E vamos — diz , ajeitando as malas nas mãos e voltando a puxá-las. — Vamos naquele trem — ele aponta para o trem de luxo, cuja passagem é mais cara, e arregala o olhar.
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  — Esse trem é caro, ! — espanta-se, parando de andar. — Não posso…
  — Eu já paguei a passagem, — diz o óbvio e completa, aproximando-se dela: — Nossa primeira viagem após nos declararmos um para o outro tem que ser confortável e linda. Quero o melhor para o início de nossa relação.
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  Ele sorri e segura a mão dela, beijando seu dorso em seguida. arrepia-se sem controlar suas reações e apenas concorda com a cabeça, ficando envergonhada com as palavras dele, mas concordando mentalmente com ele. Seu desejo também é que o início de sua relação com seja a mais linda possível e essa viagem é o estopim para isso.
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  Kyoto é considerada pelos japoneses a província mais cultural que há no país. Por isso é bastante visitada por turistas nacionais e internacionais. Esse foi um dos motivos pelo qual escolheu essa cidade, além de ser mais perto de Yokohama e eles poderem ir de trem, podendo assim ficar um pouco mais de tempo na cidade. Um pouco mais de tempo sozinhos.
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  Após entrarem e se acomodarem em uma confortável cabine exclusiva para eles, e sentem o trem começar a percorrer os trilhos que levam à Kyoto. Os dois começam a conversar, logo de cara, sobre os sentimentos que têm um pelo outro. é claro quando diz que desde a primeira vez que a viu que enxergou uma potencial amizade, que ele não pretendia se apaixonar por ela, mas acabou sendo inevitável o sentimento surgir e tomar conta dele. Já confessa que não achou que eles fossem ficar amigos tão rápido, ainda mais quando se tratava do primeiro encontro deles. Ela ainda disse que foi difícil tirar a primeira impressão ruim que tinha de , já que ele literalmente a fez cair da escada.
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  Os dois jovens agradecem ao serviço do trem que levou um carrinho com algumas bebidas refrescantes e petiscos para degustar. Enquanto comem, a conversa sobre sentimentos ainda rola até que algo acontece.
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  — … é claro que eu irei até… — dizia quando é interrompido pelo barulho de um tiro que estraçalha a vidraça da janela caindo toda sobre que está sentada próxima à ela.
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  — Ahhh!! — grita a jovem, assustada.
  — Abaixe-se!
   joga seu corpo sobre , protegendo-a e ergue um pouco o rosto para ver a janela com o vidro quebrado. Mas o que está havendo? Ele põe os braços sobre a cabeça de , envolvendo-a, e a joga no chão ainda protegendo a jovem com seu corpo. Ouve-se uma gritaria generalizada no trem e sente o impacto do freio de emergência ser acionado. O trem para e ele observa algo que o intriga. Sem querer alarmar , ele a afasta um pouco para ver como ela está.
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  — Está tudo bem? Se machucou? — indaga ele, preocupado.
  — Nã-Não — gagueja, trêmula. — Eu… o que houve, ?
  — Não sei — responde o Murakami ainda intrigado com o objeto brilhante que está em seu campo de visão. — Melhor sairmos daqui — diz ele, levantando-se e ajudando a se levantar também.
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  — Preciso ir ao banheiro — avisa.
  — Tudo bem, vá ao banheiro que eu te encontro aqui na frente, ok?
   assente e deixa a cabine, passando pelas pessoas agitadas e assustadas. Antes que qualquer pessoa entrasse ali de novo, cata o objeto brilhante e comprova se tratar da cápsula da bala que atingiu o vidro do trem. Esse tiro poderia ter pego em , por sorte não pegou, sorte não pegou no próprio .
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  O jovem Murakami vira a cápsula, olhando para o fundo e comprovando aquilo que temia. Não poderia ser. Por quê? Por que ele estaria envolvido nisso? Porém, não tinha dúvidas do envolvimento dele nisso. Gravada no fundo da cápsula haviam duas letras, as iniciais “AY” e ao lado o símbolo da organização para qual ele trabalha, uma águia de asas abertas. Aquela bala pertence a um homem e o conhecia bem.
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  Akuma Yasuda é o braço direito de Hyakume, tio de . Akuma é conhecido como um cão de guarda, um homem sem escrúpulos e que, definitivamente, deveria estar preso. Ele anda por aí com uma arma na cintura carregada de munições personalizadas com sua marca, por isso, tem tanta certeza de que essa cápsula veio da arma de Akuma. O que resta saber é o porquê dele ter atirado contra o trem onde e estão justamente na cabine deles. Mais uma questão que agora intriga o jovem Murakami é o motivo pelo qual seu tio está envolvido. Sim, pois ele sabe que Akuma não atira em ninguém que não seja por ordem do chefe. E ele obedece apenas ao Hyakume.
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   retorna do banheiro ainda bastante assustada e encontra no corredor do trem, em frente à cabine deles, o jovem parece apreensivo, mas certamente deve ser por causa do tiro, pensa . Por dentro, pensa na bala que havia guardado no bolso da calça. Assim que voltar de viagem ele terá que passar novamente no apartamento de Yanar para terem outra conversa, definitiva dessa vez.
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  Horas depois…

  O incidente no trem já foi superado.
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   e já estão acomodados no quarto, cada um no seu. Mesmo com o hotel cheio e com sua enorme vontade de ficar no mesmo quarto que a jovem, pediu para eles ficarem em quartos separados, porém um ao lado do outro. O jantar foi agradável, retomaram a conversa que foi interrompida no trem e prosseguiram dali.
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  Decidiram começar a namorar oficialmente. Então, quando voltarem para a escola na segunda-feira, já estarão como namorados. Óbvio que, ainda na semana seguinte, marcará com e sua mãe um dia para que ele possa pedir aos pais de a permissão para namorar. Se depender apenas de Harumi, sabe que terá sua aprovação, mas, o primeiro encontro com Hiroki Yoshida não foi dos melhores e ele sabe que terá um pouco mais de trabalho para convencer o homem a aceitá-lo como genro. A primeira impressão foi péssima.
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  Está chovendo muito lá fora.

  Kyoto tem um tempo variado nesta época do ano. Durante o dia faz bastante calor e possui temperaturas altas. Já à noite, costuma ser mais fria e até chove às vezes. Essa é uma das noites chuvosas da cidade. não gosta muito de tempestades, normalmente quando elas ocorrem a jovem recorre ao seu gatinho, o Sirius, que dorme junto com ela na cama. Mas hoje ela não tem o Sirius para aliviar seu medo do forte barulho do trovão. Assustada, a jovem manda uma mensagem para .

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    🌸: , está acordado?
😝: Oi, 🥰 Estou sim. Ainda acordada? Está com fome? Se quiser posso ir até lá embaixo ver se tem alguma máquina automática. Acho que vi uma na recepção.
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🌸: Não precisa, . Não estou com fome. Apenas estou…
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  Há um forte barulho de trovão que assusta mais , a Yoshida joga o celular para o lado, cobrindo-se com o edredom. O corpo tremendo de medo. Sem respostas dela, resolve ligar.
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  — ? O que aconteceu? — indaga ele do outro lado da linha.
  — O trovão estava alto — diz ela com a voz chorosa. — Estou com medo.
  — Ah… não fique com medo, eu estou indo aí — ele diz.
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  — Não precisa, apenas fique…
   desliga a ligação.
  Ela ia pedir somente para ele ficar conversando com ela, distraindo-a do barulho da chuva forte e dos trovões, mas prefere fazer isso pessoalmente. Logo ele bate à porta.
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  — Não precisava ter vindo — ela diz ao abrir a porta, deixando ele entrar. deixa as sandálias ao lado do armário, perto da porta, ficando apenas de meias.
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  — Claro que precisava — diz parando perto da cama dela que é composta apenas por um futon (uma espécie de cama, parecido com um edredom) no chão. — Somos namorados agora, faz parte da minha função te apoiar em momentos assim.
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  — Fofo — fica envergonhada e completa: — Pode, pode deitar, eu pego outro futon para mim.
  — segura a mão dela com cuidado, parando seu movimento. Ela o encara. — Quer dormir comigo? — a proposta é feita, fazendo a garota arregalar o olhar. — Mas é só dormir mesmo.
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  — Ah! — exclama, aliviada. — Si-Sim.
  — Se não quiser, tudo bem.
  — Não, você pode dormir comigo.
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   sorri e relaxa sua tensão.
  Outro trovão soou pelo quarto e é a primeira a deitar-se na cama após desligar as luzes do quarto. Rindo, a acompanha, deitando-se no espaço ao lado dela que logo se aconchega nele. Sorrindo abobado, o jovem Murakami abraça a namorada, colocando a cabeça dela repousada em seu peito, afagando suas costas.
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  Uma sequência de trovões muito altos faz se assustar mais, enterrando o rosto na dobra do ombro do namorado, apertando o abraço no tronco dele. pensa em maneiras que ele pode acalmá-la, a mais safada delas ele ignora, voltando a guardá-la na gavetinha da memória para usar outro dia. Então, ele tem uma ideia.
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  Ele resolve cantar para . A voz de começa tímida e surpreende a garota que ergue seu olhar para ele. desvia o olhar do teto para os olhos de e continua cantando uma música brasileira que ouviu dias atrás. Apesar de ser de um cantor brasileiro, a letra da música está em inglês, então foi fácil para saber a tradução dela. A identificação com a composição foi inevitável e ele achou que seria um bom momento para dedicá-la à com a intenção de acalmá-la e distraí-la do barulho dos trovões.
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  O efeito da voz do namorado parece agir rápido e ela nem percebe os próximos trovões ressoando no quarto. A voz de sobressai a qualquer coisa agora, incluindo também às batidas do coração da jovem que estão bastante agitadas, descompassadas. Ele usa uma das mãos para acariciar o rosto dela com as costas dos dedos enquanto canta as últimas estrofes.
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“Não importa o que eu faça
  Não importa onde estou
  Não importa com quem eu esteja
  Meu coração só quer ficar com você
  […]
  Você é a única…
  Você é a única…
  Você é a única que meu coração me permite estar esta noite”
  – The Napkin Song, Beeshop –

  Logo após a última frase cantada por , o silêncio toma conta do quarto. Ambos ainda abraçados se encarando. ajeita o corpo para ficar com o rosto próximo ao dele, frente a frente, e faz o mesmo, soltando-se do abraço. Ela é a primeira a tomar iniciativa e puxa o rosto dele para si, beijando-o nos lábios. Um beijo calmo, de início, mas que logo é apimentado pela mão de que vai descendo o corpo de parando em sua cintura, apertando o local para intensificar o beijo dado. Ao fim, eles se afastam um pouco o suficiente para se olharem.
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  — Não precisamos repetir o feito de seus pais — diz , abrindo os olhos, referindo-se ao fato dos pais de terem tido a primeira vez deles em Kyoto, numa viagem que fizeram ainda adolescentes —, podemos somente… — o interrompe.
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  — Eu acho que devemos deixar acontecer, — sugere ela também de olhos abertos, o encarando com carinho.
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  — Concordo.
  — Se for para acontecer algo, vai acontecer.
  Ambos sorriem.
  Eles voltam a se beijar e consegue relaxar após alguns segundos após o início do beijo. Ele está tenso, pode acontecer a primeira vez deles agora. No fundo, esse era um dos planos de para a viagem, mas pretendia que ocorresse amanhã ou no último dia, não assim tão rápido. Porém, ele não está reclamando. Na verdade, o carinho que recebe de agora, que afaga sua nuca, o está excitando juntamente com o beijo ardente que ela comanda, mordiscando seus lábios vez ou outra.
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  Eles unem mais os corpos, ficando mais próximos e finalmente toca no corpo de , deslizando sua mão pela extensão da cintura dela subindo até perto de seus seios. Uma curta distância, mas que com um simples toque é suficiente para atiçar a curiosidade da jovem. Ela interrompe o beijo, encarando o namorado e retira a blusa de seu pijama revelando o fato de estar sem sutiã. A surpresa de vê-la sem blusa, os seios fartos dela desnudos à sua frente, deixa ainda mais feliz por estar ali com ela. O rapaz está hesitante, não sabe muito o que fazer apesar de ter pesquisado antes, mas nunca é a mesma coisa. A prática leva à perfeição, afinal.
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  Nem pela falta de experiência se abate.
  Murakami leva sua mão meio hesitante até um dos seios de , tocando-o com certa demora, mas aquecendo com sua mão que não consegue cobri-lo completamente, deixando parte dele esparramado pelas laterais de sua mão. O calor produzido pela mão de faz suspirar e ela volta a beijá-lo. Ele massageia o seio dela enquanto o beijo acontece e desliza sua mão até a barriga dele, puxando sua camisa para cima num claro sinal para que ele a retire. se afasta, interrompendo o beijo e o toque nos seios de , e retira sua camisa, revelando seu tórax relativamente definido, seus ombros largos e sua barriga chapada. Os olhos de demoram um pouco nesse local, mesmo escuro no quarto, sua visão acostumada com a luminosidade do ambiente consegue enxergar perfeitamente a barriga do namorado. Isso a agrada.
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   a deita esticada na cama e leva seu rosto até um dos seios dela. Antes de encostar ali, ele diz:
  — Se incomodar, me diz, tá?
   afirma com um gesto de cabeça e, sem cortar o contato visual, encosta seus lábios em um dos seios dela que suspira novamente. Ele começa devagar, chupando o bico com delicadeza, sem investir muito, mas ainda assim está sendo gostoso para sentir aquilo. A jovem também nunca teve nenhuma experiência anterior, é seu primeiro parceiro sexual, o primeiro rapaz por quem se apaixonou e a quem resolveu se entregar. Ela também fez algumas pesquisas e pretende colocar parte delas em prática em breve, mas antes ela tenta não se declarar para enquanto ele chupa seus seios.
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  O jovem desce seus lábios, beijando pela extensão de sua barriga e chega até as coxas dela. Ele ergue o olhar para observar como ela está, transmite estar ofegante e sentir prazer. toca na cintura dela, deslizando os dedos pelas laterais de seu corpo, descendo a calça do pijama dela. Aos poucos lhe é revelada a calcinha verde-clara que ela usa. Em um gesto involuntário, retrai suas pernas, cobrindo sua intimidade com uma das coxas em sinal de timidez. a questiona se está tudo bem e ela afirma que sim e que ele deve deixar acontecer, é apenas um gesto involuntário, afinal.
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  O jovem Murakami prossegue e retira a calcinha de , a intimidade dela exposta aos seus olhos. Apesar de empolgado e excitado, tenta não se afobar. Ele quer fazer as coisas da maneira mais tranquila e prazerosa possível e, para isso, não pode perder o controle. Antes de continuar, novamente ele pergunta a ela se está tudo bem. Após ter sua resposta positiva, ele vai adiante.
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  O garoto aproxima seu rosto, posicionando-se em frente a sentado em suas pernas, e dá um beijo do lado de fora da intimidade dela. suspira, sentindo um arrepio, e então sente algo a mais quando recebe a primeira lambida de . Sem dar espaços ou pausas, ele segue investindo com a língua introduzindo-a em , repetidamente. A jovem Yoshida está adorando o sexo oral do namorado, mas, mesmo assim, não deixa de sentir-se envergonhada por soltar gemidos altos e tenta se controlar quanto a isso.
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  Ela se contorce, ainda tímida, na cama, puxando os lençóis prestes a explodir. Alguns minutos são suficientes para que chegue a seu orgasmo, enchendo a boca de com seu líquido interno. Ele se afasta um pouco para observar o rosto de sua namorada e vê impresso todo seu prazer. ofega enquanto põe a mão no peito sentindo-o encher-se de amor e desejo por mais daquilo. Tinha sido sua primeira experiência sexual e já foi daquele jeito sublime, imagine quando houver a penetração… tal pensamento deixa nervosa.
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   se deita ao seu lado e acaricia o rosto de com carinho. Ela se ajeita, ficando de lado na cama, e leva sua mão diretamente no pau dele, surpreendo o jovem que arregala o olhar. movimenta sua mão para cima e para baixo fazendo ele fechar os olhos. Ela faz isso repetidas vezes, deixando o pau de rígido e fazendo o jovem gemer baixinho, chamando o nome dela enquanto respira pela boca. está tão anestesiado pelo momento, de olhos fechados, que nem repara que não está mais com o rosto de frente para ele e sim de frente para seu pau. Só nota tal fato quando os lábios quentes da namorada tomam seu pau para si, ele abre os olhos bastante surpreso.
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  —
  Ele desiste de questionar, apenas curte o toque dos lábios dela. tenta replicar os vídeos que viu eventualmente enquanto pesquisava sobre sexo na internet. Ela não se orgulha tanto disso, sente vergonha de compartilhar tal informação até com sua mãe com quem conversa sobre tudo, mas os vídeos serviram para que ela soubesse, pelo menos, como começar. não sabe avaliar se o sexo oral está perfeito, mas os gemidos e contorces do corpo de a fazem ter certeza de que ele está sim gostando.
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  Porém, em dado momento, a interrompe.
  — … — ela diz, assustada com o empurrão dele. — Fiz algo errado? Eu te mordi sem perceber? — questiona ela sentindo o rosto esquentar.
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  — Nã-Não — responde com um das mãos segurando a base de seu membro. — Eu apenas… eu não quis… — ele ofega na tentativa de explicar. — Eu não queria te sujar, eu estava quase… estava quase gozando e eu não queria fazer isso em sua boca — pontua e surpreende-se.
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  — Oh,
  — Me desculpe por te assustar, por te fazer pensar que fez algo errado. Você foi perfeita, — diz ele, carinhoso e usa a mão livre para acariciar o rosto dela que solta um suspiro.
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  — Tudo bem, . Você também foi perfeito naquela hora, obrigada — confessa, tímida.
  — Linda — ele puxa o rosto dela e a beija rapidamente. — Eu preciso ir ao banheiro, não demoro.
   levanta-se do futon, deixando sentada observando sua partida do quarto. Ele se veste rapidamente e sai, indo direto para o banheiro mais próximo, trancando-se lá. Ele precisa concluir o trabalho e finalmente gozar. Realmente ele não queria fazer isso em cima da , sujá-la com seu gozo, já tinha visto vídeos de pessoas fazendo isso e não gostou. Normalmente as pessoas ficavam felizes e pareciam gostar daquilo, mas achava excêntrico demais para ele e não te dava prazer. Após gozar e limpar seu membro, retorna para o quarto de , parando na porta ao ouvir um barulho estranho. Isso é a gemendo?
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  Intrigado, o jovem Murakami encosta o ouvido na porta e a ouve nitidamente gemer seu nome. Muito curioso, ele abre a porta com muito cuidado para não ser ouvido, apenas uma pequena fresta, suficiente para ver o que está acontecendo. A cena é bem inusitada para ele. É a primeira vez que vê uma garota se masturbar.
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   está com as pernas em forma de pinça, apoiando os pés na cama, e tem uma das mãos tocando sua intimidade com fervor. A cabeça dela para trás enquanto executa os movimentos de sua mão e geme o nome de , uma voz bem sensual. tenta não invadir o quarto, não quer estragar o momento, e se limita a observar a cena. está tão diferente gemendo desse jeito. Ele gosta do que vê. Pouco tempo depois, ela goza.
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  — Droga, melou — comenta para si mesma em voz alta ao observar sua mão melada com o próprio gozo. — Tenho que ir ao banheiro limpar isso — completa ela.
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  Assustado em ser pego no flagra, conta alguns segundos e entra no quarto anunciando sua chegada em alto e bom som. o vê entrar e se cobre com o edredom por instinto. Ela diz que precisa ir ao banheiro e ele apenas acena com a cabeça evitando olhar diretamente para a namorada.
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   vai ao banheiro e volta alguns minutos depois. Apesar de estar excitado com a imagem da namorada se masturbando chamando seu nome, resolve não instigar mais esse tesão que começava a crescer. Quando volta do banheiro, ele sorri para ela e a chama para dormir. Ainda chove lá fora e troveja muito alto. Com medo do barulho, aceita a companhia do namorado e dorme em seus braços quentinhos e aconchegantes.
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  Na manhã seguinte…

  Não está mais chovendo, porém faz frio pela manhã em Kyoto, sinal de que ainda está bem cedo. O casal Murakami-Yoshida segue abraçado e adormecido até que um deles acorda. é o primeiro a despertar e fica observando a nuca de perto de seus lábios. Sente uma vontade de beijá-la no local, mas se contém. Ele se aconchega mais, manhoso, o cheiro dos cabelos da jovem pela manhã deixam ele calmo como nunca havia sentido tal sensação. Logo, também desperta e espreguiça-se tão manhosa quanto ele. A jovem sente o hálito quente de em sua nuca e algo a faz desesperar-se, de repente.
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  — Ai, meu Deus! — espanta-se ela, afastando-se do abraço de , que a encara confuso.
  — Que houve, ? Está tudo bem? — indaga o jovem Murakami, nervoso.
  — Estou descabelada, , não me olhe! — exige ela, cobrindo-se com o edredom, encolhendo o corpo.
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  — , calma — ele ri, desacreditado do surto repentino da namorada.
  — Estou desarrumada, ai que vergonha… — diz ainda coberta.
  — Hey — chama ele, carinhoso em seu tom de voz e puxa com delicadeza o edredom, descobrindo o rosto de aos poucos —, você é sempre linda, minha querida — ele sorri e o gesto faz encolher-se, sentindo o coração aquecer com o carinho do namorado.
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  — Como pode você ser tão fofo assim? — indaga ela, puxando o edredom para longe do rosto. ri e a puxa para perto dele.
  — Porque eu te amo, minha linda.
  Ele alarga o sorriso e a beija com todo seu amor.
  Ambos demoram mais alguns minutos na cama, curtindo a companhia um do outro, antes de fazerem a higiene pessoal. Inevitavelmente as cenas da noite anterior invadem suas mentes os deixando levemente constrangidos e risonhos enquanto escovam os dentes em banheiros separados.
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  Durante o café da manhã, prepara um prato reforçado para , que o agradece com um beijinho demorado em sua bochecha, ela ainda tem vergonha de beijar o namorado em público, mas aos poucos vai quebrando essa vergonha nela.
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  A jovem come um sanduíche e brinca roubando um pedaço de sua boca. Eles riem e concluem a refeição. Logo, os dois passeiam pela cidade, visitando templos, tirando fotos da paisagem e, principalmente, um do outro. Quer dizer, está tirando muitas fotos de , o que a deixa envergonhada.
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  À noite vem e os fogos de artifício deixam o céu ainda mais bonito, admirada, não percebe a aproximação furtiva de por suas costas, a abraçando carinhosamente. Ele faz o movimento rápido e a vira para si, roubando-lhe um beijo na frente de todos que também assistiam aos fogos.
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Capítulo 10 – Calúnia

  Semanas depois…

  Já de volta à escola, agora oficialmente como namorados, a notícia do namoro entre e se espalhou rapidamente pelos corredores da Escola Secundária de Yokohama. Com ele, alguns boatos sobre a também surgiram, a maioria caluniosa, mas alguns preocupam a jovem Yoshida que prefere não compartilhar isso com o namorado. Por falar nele, havia mandado um bilhete para a namorada pedindo para que se encontrassem no terraço do prédio onde estudam, pois ele tinha algo importante para lhe mostrar.
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  O jovem havia saído da sala e, a essa hora, estaria no clube de música – no qual também participa, mas hoje, especificamente, ela tinha sido dispensada para concluir alguns exercícios extras passados pelo professor. Curiosa, sobe apressada as escadas que levam ao terraço para poder encontrar-se com . O vento frio a faz encolher-se no próprio abraço e a jovem fecha a porta atrás de si, caminhando pelo terraço.
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  — ? — chama ela, percorrendo o olhar pelo local em busca do namorado. — Não tem graça, aparece logo — diz ela com medo do susto que poderia levar. — Não me dê susto, , por favor…
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  Ela caminha mais e, de repente, é surpreendida por dois braços fortes que a erguem no ar, agarrando-a por trás.
  — ! — espanta-se, rindo, mas não é quem a agarra.
  — Não sou o Murakami — sussurra a voz arrastada de Ren, o que faz arrepiar-se e virar o rosto para trás, desesperada.
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  — Me solta! — exige, assustada, Ren a coloca no chão, mas não a solta. O coração dela dispara. — Solta, Ren!
  — E se eu não soltar, o que vai fazer? — ele tenta roubar um beija dela, mas Yoshida esquiva o rosto para o lado, empurrando o peito de Ren com as mãos. — Não seja assim, com o você deixou e por que comigo não deixa? — Ren encosta os lábios na orelha de , que sente o hálito quente dele muito perto.
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  — Me solta! — ela grita, agoniada com a presença dele. — Seu nojento, me solta! Socorro! Me ajudem, socorro! — berra em desespero, debatendo-se nos braços de Ren que a empurra para trás até que as costas de encostem em um dos armários por onde passam os fios de telefone do prédio. — Pare, Ren, me solta!
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  — Seja boazinha comigo assim como foi o Murakami — pede de maneira asquerosa.
  Um dos boatos que correm pelo colégio é que e já tiveram sua primeira vez sexual. Mas, ao contrário do que realmente foi, o que dizem é que eles fizeram de tudo neste ato. não contou para ninguém sobre o que houve, nem os irmãos Aikyo sabem. também não contou nem para sua mãe, a quem confia qualquer segredo. Ninguém sabe como e quem inventou tais absurdos.
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