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Conexión

  O frio quase não era sentido pelos torcedores eufóricos eufóricos com seus times em campo, aos quarenta e cinco do segundo tempo. A tensão predominante em cada cidadão mantinha o estádio aquecido, e a onda de expectativa inundava o local, formando a atmosfera bem conhecida do futebol. As televisões transmitiam as vozes dos locutores que deixavam as pessoas em seus sofás inquietas, na espera de que houvesse algum gol nos últimos acréscimos. Nos bares, quem torcia pelos Besiktas já erguia sua cerveja em forma de comemoração e, ao escutarem o apito do juiz, a multidão do outro lado da tela se juntou a eles, em uma só voz. Não restava dúvidas de que havia sido um jogo e tanto, o time vinha tendo um placar bom em partidas anteriores, e nessa não seria diferente. Os repórteres perguntavam a alguns jogadores suas opiniões, enquanto o restante decidia ir ao vestiário e finalmente ter uma noite de descanso. Após meia hora, grande parte já se encaminhava para os carros que os levariam para suas casas, restando apenas alguns gatos pingados que terminavam de guardar seus pertences. Ainda tinha um chuveiro ligado e o indivíduo que estava nele não havia muita pretensão de correr com o seu tão almejado banho. Sua cabeça doía um pouco, então deixou que a água caísse sob seu corpo, a fim de relaxar também seus músculos. A pressão de ser goleiro às vezes o batia ferozmente, e em dias importantes como o de hoje, não podia perder o foco em nenhum momento. Suspirou aliviado ao encostar suas costas na parede e lembrar que teria o restante da semana livre, mas nem se deu ao luxo de planejar algum evento, afinal, sua mente estava bem ocupada. Desligou o chuveiro e caminhou até o banco, onde pôde se secar e enrolou a toalha em sua cintura, sentando em seguida. Checou brevemente as mensagens em seu celular e rolou os olhos, não responderia tão cedo as notificações de suas redes sociais, precisava respirar do mundo midiático. Não havia incertezas quanto o seu amor pela sua profissão, só do fato de não se sentir obrigado a estar ali o motivava mais do que os cem por cento que dava em si dentro e fora de campo.
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  O que o incomodava era os tabloides.
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  Sempre teve noção de que o seu sonho teria consequências, e ele não desgostava em um todo, mas algumas notícias eram tão falsas e/ou forçadas que nem seus dedos tinham mais forças para digitar a verdade. O carinho que recebia, por outro lado, anulava as manchetes ruins, que muitos sabiam que a mídia adorava uma fofoca e não se importava em fazer as fake news.
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  Há vezes que só queria ir para algum lugar em que ninguém se importasse com a sua fama e o tratasse normal.
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  Seria pedir muito?
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  Escutou um barulho e um homem de meia idade o avisou que iam fechar, parabenizando-o ao sair do recinto. Ele agradeceu e se vestiu, arrumou sua mochila e passou a mão pelos seus fios loiros, na tentativa falha de dar um jeito em suas madeixas. Conforme andava para fora, as luzes atrás de si iam apagando, e o espaço foi inundado por um calor estranho. Seu corpo paralisou ao sentir o choque térmico e uma corrente de ar quente o envolvia agressivamente, fazendo com que o frio se esvaísse dali. Ouviu um grunhido não muito distante e decidiu ver o que era, não tinha nada a perder nessa altura do campeonato. O vestiário, até então silencioso, podia ser preenchido com os pensamentos do rapaz em que se via em dúvida do que seus olhos realmente lhe mostrava. Observou a silhueta a sua frente que tinha vestes em tons quentes e seu cabelo alaranjado queimava ao flutuar com as brisas que vinham das janelas entreabertas. Antes que pudesse balbuciar algo, a mulher veio em sua direção, sem quebrar o contato visual. Ela sentia na sua pele as indagações que o outro se fazia, porém não conseguia ler seus pensamentos, o que a deixou irritavelmente excitada pelo desafio da sua nova busca. Há anos não achava alguém interessante o bastante para mantê-la na adrenalina que seu corpo precisa, e não permitiria que essa oportunidade passasse batida, sem pôr seus dedos nesse mundo depois de infinitos meses de puro tédio. Sem dizer nada, puxou a grade do duto de passagem de ar e entrou nele, aguardando que o homem a acompanhasse. Ele, por sua vez, não sabia nada sobre a mulher e mesmo assim, o seu interior clamava para que a seguisse sem pestanejar.
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  Consumido pela curiosidade, deixou que seus pés o guiasse para o corredor escuro e um tanto pequeno, tendo que engatinhar para chegar do outro lado. Quando seu joelho começou a doer, a silhueta parou em frente de uma espécie de porta feita com linhas e lantejoulas avermelhadas, e encarou o rapaz que saía todo desajeitado do túnel. Revirou os olhos em sinal de impaciência e esticou sua mão para ele, que segurou rapidamente. O toque distribuiu uma carga de eletricidade para seus corpos, algo não tão ignorado por ambos, que se entreolharam com um certo espanto. Alguns minutos passaram e um estalo surgiu na mente da mulher, que o puxou para dentro da escuridão, onde enxergava cada detalhe com maestria e caminhava despreocupadamente no trajeto curto, mas que para o homem, parecia não ter fim. Ideias aleatórias invadiram a mente dele, se não estivesse alucinando, poderia estar sendo sequestrado facilmente e teria suas partes espalhadas pela cidade enquanto as equipes de ajuda o procuraria incessantemente. Chegou a cogitar que se beliscasse seu braço, acordaria na sua cama com a companhia de seu cachorro, e assim prosseguiu, sendo deixado com a ardência em seu antebraço e resmungos soltos. Sua atenção voltou para o chão que vibrava, e logo uma música foi se tornando mais audível, suas batidas eram fortes e o idioma diferente. Ele julgou ser espanhol, mas não tinha muita certeza, inclusive era uma das línguas que tinha vontade de aprender. Não sabia ao certo quanto tempo estavam andando, mas quando algumas luzes atingiram o seu rosto, percebeu que haviam chegado em seus destinos.
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  Corpos suados, caixas de som estourando e um ambiente regado a bebidas. As pessoas presentes não faziam questão de mais nada, curtiam os segundos da melhor forma e eram embalados nas melodias que a DJ tocava. A transição para cada ritmo passava despercebida, de forma que os quadris se adaptavam em um piscar de olhos. O álcool que molhava a boca de seus consumidores era um mero detalhe, afinal, eles não precisavam ficar bêbados para se divertirem noite a fora. Um copo com líquido esverdeado foi entregue para o rapaz, que olhou desconfiado para a mulher que ainda segurava a sua mão. Ela ofereceu um brinde e a bebida já queimava sua garganta em um piscar de olhos, e rapidamente o recipiente fora enchido novamente. Com um sorriso sugestivo, puxou o homem para uma sala mais afastada, vulgo o seu escritório. As paredes eram preenchidas por desenhos aleatórios e assinaturas, havia dois armários ao lado da porta e uma mesa espaçosa bem organizada. Uma pequena estante era armazenada com vinhos, vodkas e cachaças, e em cima tinha uma coqueteleira e taças. Não demorou para que a mulher entrasse em ação, fazendo uma de suas bebidas favoritas.
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  - El sabor del infierno. – Sua língua estalou em seus lábios ao pronunciar o nome.
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  - Ótimo jeito de conhecer alguém, não?
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  - ¿Usted sabes cómo iniciar una conversación, no?
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  - Por que eu não me convenço de que espanhol não é a sua língua materna? – Ele se inclinou, apoiando o rosto nas mãos.
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  - Mamacita! Tengo que hablar com usted. – Antes que pudesse responder, duas pessoas entraram afobadas na sala. – ¿Quién es este, mama?
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  - A mi me gusta nuevas personas en lo establecimiento. – Um dos jovens falou em um tom de malícia.
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  - Estoy ocupada ahora, Karev. Busque el Kira para ayudarlos, sí? – Ela os acompanhou até a porta, piscando para ambos em cúmplice.
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  - Mamacita? Quem é você, afinal?
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  - Khloe Petit, e você, Loris Karius, me deu muita dor de cabeça nos últimos meses. Não é surpresa que esteja aqui, mesmo eu tendo pé atrás com alguns jogadores. Eles já me causaram muitos problemas, e dos grandes. – Ela observava a multidão do outro lado do vidro.
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  - Desculpe, mas não sei como pude ter sido uma perturbação na sua vida, Loe. – Loris a seguia com os olhos.
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  - Seus pensamentos, meu querido. Sabe o quão chato é ler todos os pensamentos de qualquer mortal e encontrar alguém que tem uma barreira, porém ainda assim precisa da minha ajuda? Você não tem noção do quanto me frustra, Karius. – Khloe sentou na mesa, de modo que o loiro ficasse entre as suas pernas. – Mas… sabe do que eu tenho noção?
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  - Do que, Loe? – O homem passava seus dedos pela coxa dela.
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  - Do quanto que eu quero que você me foda. Mas não aqui, não agora. Antes temos assuntos mais pertinentes para tratar, e quem saiba você consiga algo. – Petit piscou, gargalhando em seguida. – Vamos?
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  Os dois saíram da sala, e novamente juntaram suas mãos, entrando naquela multidão de puro êxtase. Loris percebeu que Petit acenava para várias pessoas e sempre recebia sorrisos calorosos de volta, era como se todos ali realmente gostassem bastante dela. Ainda estava confuso com tudo que aconteceu nessa última hora, a sensação de que tinha ido para outro mundo afastado do seu não o assustava, mas sim, o aliviava um pouco. A única coisa que sabia da mulher era o seu nome, e a sua curiosidade crescia mais e mais, causando dores de cabeça em Loe. Ela revirava os olhos, enquanto pedia mentalmente para o homem calar os pensamentos, a parede branca a deixava terrivelmente estressada.
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  ”A ignorância é uma benção”, Khloe pensou.
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*

  Os dez graus que fazia na Alemanha nem se comparava ao calor que Karius sentia, estava terrivelmente arrependido de ter permanecido com o casaco. O céu estrelado e a lua iluminavam as ruas que não tinham nenhum poste, inclusive havia várias crianças brincando nelas. O loiro realmente encarava admirado a arquitetura do local, era tudo tão simples e aconchegante, com detalhes mínimos tão bonitos e delicados. Cada esquina tinha uma árvore frutífera e as casas estavam com enfeites natalinos, e de fundo dava para escutar o murmurinho das felicitações. Por um momento Loris esqueceu que era Natal, e fazendo suas contas, notou que na sua cidade ainda faltava dois dias para tal e estranhou. Cogitou em perguntar a Khloe, mas quando se virou, a viu puxando a grade de um terreno, e mais para a frente tinha uma lanchonete.
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  - Você tem certeza de que pode sair invadindo os terrenos alheios? – A incerteza na voz de Karius era percebida por qualquer alma penada que passasse por eles.
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  - Será que dá para andar logo? – Petit rolou os olhos, rindo em seguida da reação um tanto exagerada do homem.
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  - E se o dono vier?
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  - Bom, a dona está aqui e você está olhando para ela. Será que podemos ir, jogador?
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  Loris abriu a boca em surpresa, realmente não fazia a mínima de nada, a única certeza era de que queria sanar toda a curiosidade. O cheiro de grama molhada invadiu seu nariz, e logo sentiu as gotículas de água caindo sob sua pele, e em alguns segundos sua roupa ficara totalmente ensopada. Com o calor que fazia, não achara que choveria sem aviso prévio. Pôs-se a correr, quase escorregando no piso recém encerado, definitivamente escolheram um péssimo dia para limparem. Petit andava tranquilamente, aproveitando aquelas gotas que tanto adorava e almejava que a noite seguisse desse jeitinho.
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  Um sino soou ao abrir a porta, trazendo a atenção do gerente, Joe, que a abraçou e desejou uma boa estadia.
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  - O que te traz aqui, hija? – O mais velho dizia entusiasmado. – Não esperava te ver tão cedo pelas redondezas.
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  - A vontade de tomar o seu milkshake de baunilha com menta, uma porção de batatas e panquecas! – Falou animada – Ah, a culpa é dele. – Apontou para atrás de si.
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  - Esse é aquele jogador que você tanto me falou? Vejo que alguém deve ter te enchido muito para que achasse uma vaga. – Joe voltou para o balcão. – E você, hijo, qual será seu pedido?
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  - Um chocolate quente e o que ela pediu, obrigado. – Loris estava um pouco desconcertado.
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  Ambos se sentaram em uma mesa mais afastada, com uma vista de todo o recinto e uma janela à direita que mostrava o temporal caindo lá fora. O lugar era amplo, havia diversas fotografias nas paredes coloridas e os bancos eram acolchoados. A decoração das mesas eram frases soltas com alguns mapas traçados em linhas finas, e algumas estrelas nas extremidade.
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  - Minha avó. – Lor voltou a atenção para a mulher – Ela era apaixonada em viajar e desenhar, então reuniu o útil ao agradável e meu abuelo quis eternizar de alguma forma. Eu cedi a lanchonete para Joe, além de ser um ótimo chefe, foi aqui que eles se conheceram. Está vendo a América do Sul? – Ela apontou sob o vidro. – Foi um de seus últimos, abuela realmente amou conhecer todas as cidades.
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  - Não esqueça de informar que nessa exata mesa onde vocês estão, foi onde eu olhei pela primeira vez aquele par de olho violeta. – Um sorriso nostálgico brotou em Joe. – Os pedidos, tenham um bom apetite! Agradeça a essa jovem por te dar a chance de conhecer o meu cantinho, hijo.
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  - O que ele quis dizer?
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  - Há muito o que te explicar, jogador. Comece as perguntas, não fique com vergonha de falar algo, tudo bem? Não me impressionaria ouvir alguma bobagem vindo de você.
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  - Já te disseram o quão doce tu consegue ser? – Ele riu. – Como que tive a sua ilustre presença lá no vestiário? – Karius pôs um pedaço da panqueca na boca.
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  - Eu venho te analisando há bons meses, desde quando seus pensamentos foram ficando mais constantes.
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  - Pensamentos?
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  - É assim que encontro as pessoas, através de seus desejos incessantes por um pouco de sossego. Quando a mídia começou a te dar muita atenção e a ganhar vantagem sobre as fofocas que te envolvia, o seu interior ia cansando e sua mente aclamava por um minuto de paz. Mas, isso é uma quase afirmativa, já não consigo ler seus pensamentos. O que me ajudou foi a constante dor de cabeça, aí realizei que precisava ficar mais perto, então rondei a sua realidade até ter certeza de que valia a pena abraçar a sua causa. E foi desse jeito que nos encontramos. – Ela mergulhou duas batatas no milkshake, se deliciando com o sabor. – Eu ajudo várias pessoas como você, criaturas cansadas dos holofotes incessantes em suas vidas, é como se fosse uma colônia de férias, entende? – Ele assentiu. – Sobre o que meu abuelo disse, a reta final do ano é sempre a mais complicada.
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  - Por quê?
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  - Minha família tem esse legado há bastante tempo, e é muito trabalhoso estudar todos os casos para saber se posso ou não permitir suas entradas. E em dezembro corre maior risco de ter superlotação.
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  - É tipo o trabalho dos cupidos? – O loiro esperava que essa não fosse uma pergunta estúpida.
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  - Tecnicamente, dependendo do ponto de vista que você conhece e/ou acredita. Nós não acertamos flechas ou coisas do tipo, como é ensinado no seu mundo, eu vejo se a pessoa é esforçada e tem o profundo desejo de sair de sua rotina. Nem todos aqui são famosos, temos muitos que são maltratados de diversas formas, e a maioria decide morar conosco. Mas quando é no teu patamar, tenho que ser extremamente cuidadosa, já que tivemos alguns ocorridos de explanação. E a maioria foi de jogares, Loris. – Khloe mantia o contato visual.
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  - Agora entendo. Resumindo, você tem um puta trabalho e eu estou em um mundo diferente? – Ele apoiou o rosto em suas mãos.
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  - Você continua no seu mundo, mas em um escape. Existem vários por aí, por isso que quem escolhe ficar, não deixa suspeitas, ainda pode manter contato com seus familiares e amigos. E desculpe-me por não ter explicado antes, o seu tempo estava acabando e eu precisava passar no pub, e um lugar calmo seria melhor para tanto papo.
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  - Mamacita? – Ele arqueou a sobrancelha, sugestivo.
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  - Muitos aqui me veem como mãe, e como minha família é espanhola, eles me apelidaram assim. – Khloe devorava suas panquecas como se não houvesse amanhã.
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  - E seus pais?
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  - Estão mortos. Há oito anos houve um acidente e eu fui a única que sobrevivi. Joe e Cindy me criaram após o ocorrido, e quando fiquei mais velha, decidi assumir o legado, uma forma de honrá-los. – Loe respirou fundo, falar do passado a incomodava – Mas, me conte sobre você, jogador, confesso que gostei de te conhecer. E não só em malícia, antes que pense algo pervertido.
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  - Assim você me ofende! E eu sinto muito pelo acidente. – Ele encostou na mão dela sob a mesa. – O sentimento é recíproco, mesmo que eu tenha achado que iríamos transar no seu escritório. – Ambos riram e ela beliscou ele. – Quais são as suas dúvidas?
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  - É a primeira vez que tenho tolerância para saber mais de algum jogador, pode começar falando sobre as suas paixões além da sua profissão.
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  E desse modo seguiu a noite dos dois: entre conversas, risadas e trocas de olhares. Independente das circunstâncias que se encontraram, conforme o papo rolava, eles iam se conhecendo mais, nem parecia dois estranhos de horas atrás. As informações que Loris digeria corriam bem, com paciência o homem escutava toda a sabedoria e curiosidades sobre o local, e de quebra conhecia melhor Khloe. Ele entendia a mecânica das situações e ia contando também de sua vida, a fim de se abrir com a mulher. Eles estavam tendo um ótimo momento, e era perceptível a atração não só física, mas espiritual também. Nem levou meia hora para a ruiva se soltar totalmente com o jogador, era a primeira vez que se sentia tão aberta a falar sobre sua vida com alguém e a sensação era muito gostosa. Loe e Loris aparentavam ser amigos de infância, tudo fluía em um ritmo maravilhoso e a energia transmitida pelos sorrisos era cativante. A conexão que compartilhavam era exalada desde o primeiro toque, e isso fazia mais sentido agora, já que puderam entender o que fez Karius a seguir sem perguntar nada. Mesmo tendo a noção de que não poderiam se envolver, os dois decidiram que não se preocupariam com isso, preferiam curtir o pouco de tempo que lhes restava.
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  Saíram da lanchonete e apostaram uma corrida, quem chegasse em menos tempo até a primeira árvore, seria o ganhador. Óbvio que o loiro já contava vantagem, tantos anos de treino serviriam para algo. Mas o que não sabia era que a mulher competia há anos com os moradores do lugar e ela sempre ganhava.
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  Literalmente.
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  Khloe implicou com ele o trajeto inteiro até a sua praça favorita, afinal, Loris merecia a sua derrota jogada em seu rosto. Como solicitado, ao faltar uma esquina para o lugar, o homem fechou os olhos, e foi guiado pela voz da outra, que inventava alguns obstáculos só para se divertir às custas dele, que parcialmente gostava de ouvir aquela risada deliciosa.
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  - Pode abrir, jogador.
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  A única coisa que conseguiu pronunciar foi “Caralho!”, estava hipnotizado o bastante com o que via para conseguir formular alguma frase. Era a primeira vez que via um céu tão limpo e estrelado desse jeito, a sensação de que podia encostar seus dedos naqueles corpos brilhantes não o largava. Deitou ao lado de Loe, e esticou seu braço para o alto, tentando ir de encontro com o cenário mais belo que já pôde encontrar.
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  - Independente de sol e chuva, as madrugadas são com elas brilhando e nos acolhendo, amo vir aqui e conversar com as estrelas, são a minha conexão com os meus pais.
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  - E é uma ligação com o restante do mundo, acho isso incrível. – Eles se entreolharam. – Obrigado, Loe.
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  - Pelo quê? – A ruiva o encarou confusa.
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  - Por ser o meu fim. – Loris se aproximou.
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  - Ou o começo, jogador.
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  Ele se inclinou, de forma que ela o puxou bruscamente, colando seus lábios em segundos. As faíscas de excitação os abraçava, era nítido a vontade surreal dos dois em atender seus desejos. As bocas salivavam ao ficarem poucos centímetros afastadas, o sabor que desfrutavam era novo e delicioso, provocando um vício que consumia ambos aceleradamente. A respiração começara a ficar ofegante, e logo menos os dois davam prazer um ao outro, em uma sintonia como nunca vista antes.
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  Única e gostosa para caralho.
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  - Acho que está na hora de eu ir, não é? – Eles assistiam o nascer do sol abraçados, encantados com a paisagem. – Um dia nos esbarramos por aí, Petit.
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  - Quem sabe, Karius? – Ela sorriu, recebendo uma piscada como resposta. – Boa volta e, por favor, não se esqueça de que te ganhei na corrida!
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  - Nem se eu quisesse, Khloe, você é inesquecível! – Ele gritou, indo para as ruas tão conhecidas da Alemanha.
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Fim

  N/A: Olá, bebês! Tudo bom?
  Para a minha amiga secreta, espero que tenha gostado! E que tenha curtido também o seu Natal.
  Um ótimo Ano Novo cheio de realizações e coisas boas, gente! E, claro, bastante leitura!
  Beijos! <3

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