Esta história pertence ao Projeto Songfics

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Temporada #018

Doces Bárbaros
Papi part. Jyu

Esta história não possui capas prévias (:

Sem informações no momento.

Como Álcool & Nicotina

  Eu fumo meu cigarro e olho para o vazio ao meu lado na cama, imagino o que ela poderia estar fazendo naquele instante. Luna nunca foi o tipo de mulher que se apega a algo ou alguém e eu tampouco queria algo assim. Mas querer é diferente de conseguir. E agora eu sou mais um que se iludia sonhando em ser finalmente o escolhido dela, o cara com quem ela decide que pode ficar, se aquietar, continuar no relacionamento.
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  Luna é a mulher mais independente e decidida que eu conheci em toda a minha vida. Posso dizer que a primeira vista é assustador pensar em ter alguém que não faz questão de continuar na sua vida quando acha que chegou a hora de procurar outros ares. Mas é impossível não se apaixonar por Luna. Por seus sorrisos e gargalhadas, sua forma simples de encarar as coisas, a liberdade de quaisquer amarras que muita gente gostaria de ter. Luna é contagiante e não tem medo de contagiar.
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  Encaro o quarto ao meu redor, uma completa bagunça. Minhas roupas ainda estavam espalhadas pelo chão do mesmo jeito que havia deixado na noite anterior. Se Luna estivesse aqui, as roupas dela estariam junto das minhas no piso frio. Mas ela partiu como sempre faz todas as noites com todos. Ela nunca fica. Mas sua lembrança é outra história.
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  A vida com Luna é completamente louca e imprevisível. Às vezes pode ser até um pouco assustador, mas é o que a torna tão apaixonante. Ela simplesmente segue suas vontades, seus prazeres. E não importa onde nem quando. Desde as vontades mais simples como beber vinho em pleno café da manhã até as mais loucas como pular do alto de um penhasco direto no mar. E ela consegue levar praticamente qualquer um a acompanhá-la. Sem o menor esforço.
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  Eu mal percebi quando aconteceu, talvez entre uma noitada e outra as coisas tenham se confundido na minha cabeça. O sexo com Luna, mesmo sendo o mais convencional, sempre parecia extraordinário, não só pra mim, mas ela deixava transparecer o mesmo com seus gemidos, arranhões e mordidas… Quando eu finalmente percebi a merda que tinha feito, já era tarde. Luna é pra mim como álcool e nicotina, extremamente viciante. E eu já sou completamente dependente daqueles lábios, daquele corpo, daquela alma… Dela.
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  Pensar nisso fez minha ansiedade atacar. A noite passada havia sido diferente, intensa de uma maneira que nunca tinha sido antes. Eu ainda sinto em minhas costas o caminho que as unhas de Luna marcaram como uma tatuagem em mim. Os gemidos contidos, olhos nos meus… Foi a primeira vez que nenhum de nós estava realmente bêbado ou loucamente induzidos aos efeitos de alguma coisa… E talvez seja por isso que eu esteja ansioso. Porque tinha sido diferente. E porque Luna tinha percebido.
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  Luna era um espírito livre, festeiro, dela própria e de mais ninguém. E ela percebeu o que eu demorei para perceber. Eu tinha me apegado, me viciado. E agora ela está me deixando num período de abstinência e eu talvez nunca mais tenha a minha dose dela. Mas eu ainda a quero, mesmo que signifique nunca tê-la de verdade. Eu a quero mesmo que esse vício me mate lentamente. Uma morte por Luna seria doce como a vida com ela.
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Fim

 

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