Li Santos
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Esta história não possui capas prévias (:

  • É a continuação direta de “Night Parade {J-Rock, FLOW, Finalizada}

Chelsea Girl

Prólogo

  No quarto do
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  A cabeça do rapaz lateja e ele mal consegue manter os olhos abertos. Ao fechar os olhos, as imagens da noite anterior em que saiu com seus amigos para se divertir, são mostradas em sequência. Uma delas era frequente: o beijo em .
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  O beijo que tanto lhe excitou, mas que ele considerou errado assim que o interrompeu e em seguida foi para os braços de Aimi, a moça com quem conversou por semanas antes de se encontrarem pessoalmente. Estão se conhecendo e se dando bem, não quer “estragar” isso. Sem contar o fato de que sua amiga tem atração por ele e ele saber disso. Sentiu-se abusador em se aproveitar dessa atração dela em um momento de fragilidade.
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  A última coisa que ele quer é magoar a . Ele precisa se desculpar.
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  No quarto do
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  No quarto ao lado, se lamenta pela noite anterior. Por vários motivos:
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  1) Bebida em excesso = realmente ele não deveria ter bebido tanto. Sua cabeça e seu estômago estão sofrendo as consequências de seus atos;
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  2) Socar o rosto de seu melhor amigo = a briga com foi algo que não deveria ter ocorrido;
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  3) Não ter socado o rosto do irmão = se há algo que merecia ontem era um soco na cara e quis muito ter dado, mas controlou-se. Ele magoou sua querida e isso era imperdoável;
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  E, por falar em , o último arrependimento tem a ver com ela.
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  4) Não ter prosseguido com a = esse é o fato que mais dói em . Sua paixão secreta pela amiga lhe tira o sono desde que ficou mais intensa, há alguns anos. Ter apenas beijado ela ontem foi algo que ele não vai se perdoar.
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  Por outro lado, ele não quis forçar a barra e ficar com a em um momento de fragilidade dela, mesmo ela demonstrando sentir o mesmo tesão naquele momento.
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  A última coisa que ele quer é magoar a . Ele precisa se desculpar.
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  No quarto do
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   mal dormiu à noite. Rolou pela cama, mudando inúmeras vezes de posição. Chegou até a deitar no carpete, mas estava frio, então voltou para cama, ainda sem sono. Acorda hoje com a cabeça ainda fervilhando em pensamentos, todos eles envolvendo sua melhor amiga.
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  Ter beijado foi algo que ele sempre quis desde adolescente, porém, a promessa que fez junto com e o impedia disso. No entanto, a noite de ontem e as circunstâncias o jogaram nessa situação. Foi inevitável. O que ele não esperava, foi ter pensado alto demais e estragado tudo. A reação dela foi mais que compreensível.
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  A última coisa que ele quer é magoar a . Ele precisa se desculpar.
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  No quarto da
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  A moça desperta com o corpo dolorido do tanto que dançou ontem. Os pés latejando e a cabeça pesada são um sinal disso.
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  Boceja ainda com sono e, estranhamente, lembra-se do gosto da boca dos seus melhores amigos. Ter beijado os três em uma só noite foi surreal para ela. Não que ela achou ruim e não faria novamente, mas as circunstâncias foram novas para ela.
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   nunca os viu agirem daquela forma com ela, cada um de um jeito diferente mexeu com a moça. Mas, sem dúvidas, o beijo dele foi o mais apaixonado que ela sentiu.
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  Será difícil encarar os três amanhã no trabalho, mas ela terá que lidar com isso daqui para frente.
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  É inevitável.
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Capítulo 1 – Ressaca pós “Night Parade”

  “Night Parade” foi a festa do ano, a festa no ferro-velho que os quatro amigos frequentaram ontem e que tanto mexeu com eles. Acordar nessa linda manhã de domingo, em que o sol reina no céu e a temperatura indica que se deve sair de casa com um casaco leve, é difícil para os quatro.
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  No apartamento dos irmãos , cada um deles ainda está em seu quarto. O mais velho, , encara a janela de seu quarto e vê o lindo dia que faz na cidade. Apesar de estar com dor de cabeça e nos olhos, ele não pôde deixar de contemplar essa linda manhã. Gira o corpo para o lado e observa suas roupas que usou na noite anterior jogadas pelo chão. Corre o olhar até a mesa de cabeceira ao lado da cama e estica o braço para pegar o celular. Ao desbloquear o aparelho, sorri involuntariamente ao ver a mensagem de Aimi:
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7:45 Bom dia, ! ❤️
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Espero que tenha dormido bem.
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8:33 Bom dia, Ai-chan! ❤️

Eu dormi bem, apaguei ontem à noite, mas acordei com dor de cabeça

[wpdiscuz-feedback id="xgjnqfgy9g" question="Comente!" opened="0"]8:34 Ah, pobrezinho
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8:34
8:34 Vou tomar banho para ver se eu melhoro.

8:35 Toma café também, .
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8:35 Você comeu?
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8:35 Ainda não, acabei de acordar.

8:35
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8:36 ! Vai comer agora!
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Precisa se cuidar mais.
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8:36 Sim, senhora ❤️

8:36 Seu bobo!
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8:36 Já volto.
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8:36 Está bem. ❤️
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8:36❤️

   bloqueia a tela com um sorriso no rosto. Aimi é a moça com quem conversa há semanas e ele está gostando mesmo de conversar com ela. A meiguice dela conquistou o rapaz que já está pensando até em casamento.
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  No outro quarto do apartamento, o mais novo encara o teto pensativo. pensa em um jeito de pedir desculpas para sem demonstrar que gosta dela, mas também sem deixar a entender que não sente atração pela moça, pois seria mentira. O rapaz gosta dela desde adolescente, quando seus hormônios fervilhavam mais que hoje, ele começou a notar a beleza de e nutriu durante todo esse tempo um sentimento forte por ela. Paixão, bem-querer, tesão e uma vontade de estar sempre perto dela. Mais que uma amiga…
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  O toque do celular dele lhe desperta os pensamentos, o faz levantar da cama, ajeitando a roupa e os cabelos enquanto procura o aparelho. Ao achar, desbloqueia, é uma mensagem de :
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8:37 Tá aí, ?
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8:38 Diga

8:38 Não esperava que fosse responder…
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8:38 Depois de ontem…
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8:39 Me desculpe pelos socos.

8:40 Eu quem comecei a briga, cara.
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8:40 Me perdoa? Eu não quero ficar brigado com você
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8:41 Você é tão sentimental, ! 8:41
8:41 Te perdoo sim. Tá tudo bem.
8:41 ❤️

8:42 Te amo, cara! ❤️
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8:42 Também amo você, seu idiota brigão! 8:42

8:43 Olha só quem fala!!
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  A notificação da mensagem de faz ir para a conversa da moça imediatamente. O coração dele com mais batidas que o normal, todas descompassadas.
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8:43 -chan?
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8:43 Acho que temos que conversar sobre ontem…
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8:43 -chan… Oi 8:43 Concordo. Quer vir aqui em casa?

8:44 Acho melhor não…
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8:44 Vamos ao parque hoje? Só eu e você!
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8:44 Claro!

8:44 Combinado! 10h, está bom?
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8:44 Perfeito!

8:45 Ok, então, mas não conta nem para o nem para o , tá?
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8:45 Ok.

8:45 E NÃO SE ATRASE!!
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8:45 Sim, senhora! 8:45 Vou me arrumar.

8:45 Eu também. Antes de sair, me avise.
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8:45 Ok ❤️

   bloqueia o celular e suspira.
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  O que será que quer falar com ele? Ele imagina que seja a respeito do beijo deles ontem, é uma oportunidade perfeita para ele se desculpar sem e por perto. O nervosismo que ele sentiu ontem, antes de beijar sua melhor amiga, está voltando agora. Em sua mente, o rapaz prepara seu discurso de desculpas.
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  O dia ensolarado está extremamente convidativo para um passeio no parque e é justamente isso que faz. Bom, ele não está em condições de sair de sua cama, mas a mensagem de o faz mudar de ideia de imediato e agora ele a espera em pé logo na entrada no parque. As cenas do que aconteceu ontem vão ser difíceis de esquecer, toda a tensão e o tesão que sentiu naquele momento, todo o sentimento que ele tem por ela só o faz ter certeza de que enfrentará dias difíceis. As imagens de passando as mãos por suas costas levantando seu casaco; os beijos cheios de malícia que eles deram e o quase ato que cometeram, tudo isso jamais sairá da mente de . Mas, o que ele quer mesmo é repetir tudo aquilo, só que com um final diferente.
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  — Ora, ora… — a voz de o distrai das imagens quentes de ontem que ainda passam em sua mente em looping. — Alguém sabe usar o relógio — zomba ela e dá um soquinho no ombro de .
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  Ao virar o rosto para a moça, ele vê o quão linda ela está nessa manhã quente de domingo. Ela usa uma saia que cobre seus joelhos, nos pés um tênis bem confortável, completando o look com uma blusa de mangas curtas e os cabelos avermelhados totalmente soltos.
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  — Vai me olhar com essa cara de bobo até que horas, ? — indaga ela e o distrai novamente.
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  — Desculpa… — responde ele um pouco desnorteado.
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  — De uns tempos para cá você anda muito distraído, irmão do — provoca ela, recebendo o olhar entediado de que odeia ser chamado dessa forma.
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  — Pode parar, Mori! Sua chata! — reclama ele e cutuca a barriga dela.
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  — Isso faz cócegas, — ele intensifica os cutucões e ela ri, até o momento em que ela começa a bater nele. — Seu bobo, para!
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  — Você quem começou, chatinha! — ele ri também e ajeita os cabelos dela para trás de sua orelha.
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  Eles param de se provocar, ainda rindo levemente, e começam a caminhar pelo parque à procura de um lugar tranquilo para conversarem. O conteúdo da conversa ainda é um mistério para , mas logo esse mistério será revelado.
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  Ao encontrarem um lugar calmo, e sentam-se no banco comprido de uma das praças do parque, a que tem menos gente, e iniciam a tão esperada conversa.
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  — O que quer exatamente conversar, ? — questiona muito curioso.
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  — Eu quero entender o que deu em você ontem, ? Por que… por que você me beijou?
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  Mais direta que isso, não poderia ser e não esperava menos vindo dela. O olhar confuso e aflito dela encara o rapaz, ansioso por uma resposta seja ela qual for.
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  — Eu gosto de você — a resposta veio mais rápida do que pôde imaginar.
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  — Hã? — espanta-se ela, o vento bagunçando seus cabelos.
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  — É… eu… eu… , eu gosto… bom, eu acho você bonita — ele se embola nas palavras e se odeia, pois não foi assim que ele ensaiou antes de chegar aí.
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  — Obrigada, … — sente o rosto corar, ficando sem jeito e sem saber o que dizer.
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  — Eu te…
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  — … eu preciso te dizer algo — ela diz, interrompendo ele que de imediato se cala, sem jeito.
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  — Diga.
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  — Eu… ontem eu beijei o — revela ela e vê arregalar o olhar, antes dele dizer algo, ela prossegue: — E eu beijei o também.
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  — Hã? Você beijou os três? — ele diz, óbvio, e revira o olhar.
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  — Algum problema com isso, ?
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  — Não… nenhum, .
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  — Que bom — diz ela e completa: — Mas não era isso que eu queria dizer…
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  — O que era então?
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  — Eu não me arrependi de ter beijado vocês três — começa ela e sente a garganta se fechar aos poucos. — Na verdade, eu senti coisas diferentes em cada beijo — ela ri de leve. — O que deu em vocês ontem?
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  — Acho que foi a bebida… — ri sem graça.
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  — Deve ter sido… — olha para frente e observa os pássaros voando baixo próximos à árvore perto a eles. — Teve um beijo que me fez sentir algo mais intenso…
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  — Foi? — indaga ele, curioso em saber de qual dos três beijos ela dizia.
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  — Foi… senti algo diferente e intenso demais, algo que intensificou também o que eu já sinto aqui dentro de mim — ela põe uma das mãos próxima ao coração e sorri voltando seu olhar para o amigo. sente seu coração saltitar dentro do próprio peito.
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  — E, desculpa perguntar, mas qual dos três te fez sentir isso?
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   não sabe se está preparado para saber a resposta. Por um lado, se ela disser que foi o beijo dele que a fez sentir-se daquela forma, tudo que ele fará é agarrar e beijá-la novamente. Por outro, se ela estiver falando ou do ou do , certamente isso acabará destruindo o coração dele.
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  Por segundos, ele quis não ter perguntado, mas já é tarde.
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  — O .
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  A resposta é dura de ouvir. As chances de ela dizer o nome dele eram poucas, ainda tinha esperança, mas ouvir o nome do seu amigo ao invés do dele é um golpe pior do que ele imaginava. tem vontade de chorar, de gritar, de sair correndo dali, mas, ao invés disso, ele faz uma expressão incerta na face.
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  — ? — questiona , o trazendo de volta à realidade.
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  — Desculpe — diz ele, sem jeito e força um sorriso. — Você gosta do ? — perguntar isso dói no coração dele.
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  — Gosto — mas, ouvir a positiva de dói ainda mais. — Você acha que eu deveria dizer a ele?
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  — Hã? — a encara, espantado e sentindo sua garganta quase o sufocando.
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  — Acha que devo dizer ao que eu gosto dele?
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  — Ah, … eu não sei, você gosta muito dele?
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  — Gosto, acho que sempre gostei.
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  — Entendo…
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   suspira bastante frustrado e com vontade de sumir dali. O coração diminuindo de tamanho dentro do peito, a garganta o sufocando mais, a angústia em fugir dali e não mais ouvir sobre o quanto a mulher que ele gosta ama outro. Ama o seu melhor amigo.
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  Traidor.
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  Mas que culpa tem de a gostar dele? Nenhuma. sabe disso, mas seu coração quer culpar alguém pela frustração que ele sente agora e que ele sabe que o acompanhará por um bom tempo. Ele se sente em dois estados: um que faz o sangue dele ferver e outro que mantém sua compostura. Ele está com raiva por dentro e calmo por fora. Enquanto fala sobre o quanto gosta de e desde quando, mantém sua expressão serena, mas seu interior grita em desespero pelo fim dessa conversa.
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  No final, ele aconselha a amiga a contar o que sente para , mesmo que isso signifique que ele a perca, que ele perca a oportunidade de tê-la como namorada, o que possivelmente acontecerá. não está preparado para isso. Nunca estará.
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   entra novamente no apartamento que divide com o irmão mais novo e já sente o clima estranho no ar. O fato de estar tudo escuro e estar tocando uma música romântica vinda do quarto do mais novo são indícios disso. Ele acaba de chegar de uma tarde muito agradável com sua agora namorada, Aimi, finalmente ele pediu a moça em namoro e ela aceitou. É a primeira vez que pede alguém em namoro, assim como é a primeira vez que ele vê o irmão nesse estado.
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  Ao entrar no quarto dele, o vê largado em sua cama com cara de derrotado.
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  — Desliga a luz, ! — grita , reclamando ao quase ser cegado pela luz acesa em seu quarto. — E aumenta a música! Quem mandou abaixar?
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  — Estava alta demais, vão reclamar — diz , simplesmente, referindo-se aos vizinhos.
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  — Ranzinza — reclamara e se vira de bruços na cama, o rosto enfiado no colchão.
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  — O que aconteceu? — se aproxima da cama do irmão e aguarda uma resposta. — Fala, ! — ele dá um tapa nas pernas do irmão o forçando a falar.
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  — A gosta do — responde , abafado.
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  — Quê? Fala direito, .
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  — A gosta do !!! — ergue o corpo e fala mais alto.
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  — Oh… do ? — indaga o mais velho, confuso.
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  — É… foi o que ela me disse hoje, me chamou para ir ao parque para me dizer que está apaixonada pelo .
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  — Sinto muito, meu irmão. Sei que você… — diz , compadecido, mas é interrompido pelo irmão.
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  — É, está tudo bem.
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  — Tem certeza?
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  — Não sei, mas vai ficar. Tenho que ficar… senão irei enlouquecer…
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  O mais novo sente os olhos voltarem a arder e a vontade de chorar voltar, então ele enterra se rosto no travesseiro e se deixa levar pelas emoções. realmente nunca havia visto o irmão dessa forma, tão triste assim por quem quer que seja.
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  Há alguns anos, seu irmão mais novo confessou para ele que estava apaixonado pela , uma paixão que ele controla desde adolescente; a amizade com se dá desde que eles eram crianças, ainda no ensino fundamental, desde então eles nunca mais se separaram. Quando a adolescência chegou, os hormônios de todos ficaram aguçados demais; os de não seriam diferentes, por muito tempo ele achou que era apenas algo físico, mas quando ele viu com seu vestido de formatura do ensino médio, quando ela ainda estava provando a peça, ele percebeu que aquilo ia além do físico.
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Flashback On – Anos atrás, casa da

   chega na casa de , após ela ligar para ele pedindo sua ajuda com urgência. Ao entrar no quarto da amiga, ele a vê usando seu lindo vestido azul-água, os cabelos avermelhados presos para o alto, o rosto iluminado ao ver a figura atônica do amigo parado próximo a porta de seu quarto.
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  — -chan! — ela diz muito feliz ao vê-lo e chega próxima a ele. — O que acha desse vestido para a formatura? Estou indecisa…
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  Ela questiona e não consegue pronunciar nada, seus pensamentos estão fervilhando, seu coração erra as batidas de maneira boba e suas mãos estão suando mesmo sendo outono e fazer frio lá fora.
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  — ! — ela chama a atenção dele novamente.
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  — Oi… — ele diz, abobado.
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  — Esse vestido está bom em mim para a formatura? Me ajuda!
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  — Você está linda,
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   diz muito abobalhado. Mas, mesmo estando em estado de choque ao ver a amiga tão linda assim, ele não consegue perder a piada.
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  — Essa cor de vestido… — ele inicia sua fala e já o encara sabendo que virá algo engraçadinho a seguir — parece uma água-viva ambulante — conclui ele e ri.
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  — ! Seu bobo!!! — ela começa a bater nas costas do amigo que continua rindo, ele se vira e segura os braços dela, dando um abraço forte em seguida.
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  — Pode me apertar, morder, bater… só não muito porque eu posso me apaixonar.
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  — Cala a boca! Seu bobo! — ela ri, divertida.
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   “Mais do que eu já estou…”, pensa em tom melancólico e sente a garganta embolar. Mesmo sentindo que seu coração deteriorava cada vez que ele abraçava sem poder confessar seus sentimentos, ele adorava sentir o calor do corpo dela. O acalmava.
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  Ele não sabe quanto tempo irá suportar ficar longe dela mesmo estando tão perto, mas não quer se afastar, pois sabe que será pior para ele.
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  Seria sua destruição.
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Flashback Off

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   caminha calmamente pela grande praça que há em frente ao prédio onde trabalha no centro da cidade. Ela e seus amigos são desenvolvedores na empresa de TI Seven. e são desenvolvedores FrontEnd, basicamente eles são responsáveis por desenvolver por meio de código a interface gráfica de um site, responsáveis por toda a parte visual de um site. Para isso, eles usam as linguagens de programação como JavasScript, HTML e CSS. Já e são desenvolvedores BackEnd, que são responsáveis por trabalharem com ferramentas de linhas de comando, deixar o site mais dinâmico – através do HTML –, análise de dados, entre outros. e se formaram primeiro, e, um ano depois, e se formaram. entrou na faculdade junto com os amigos, mas, pelo fato de ter perdido um semestre, ele acabou se formando junto com a . Quando entraram na Seven, foi estagiar no setor de , que foi seu senpai – seu mentor –, e foi estagiar no setor do , que foi o senpai dele.
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  Há sete anos que os quatro trabalham na Seven como desenvolvedores, foram responsáveis pelo design e desenvolvimento de inúmeros sites de empresas importantes do país e fazem a manutenção deles até hoje. Nessa linda manhã de segunda-feira, a moça já sabe que tem um grande trabalho pela frente: um dos sites que são de responsabilidade de sua equipe precisa de manutenção urgente, pois a função de login, a mais importante, não está funcionando. Aparentemente seria algo simples, mas eles ainda não conseguiram resolver o problema.
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  Ao entrar no escritório de longo corredor, onde há baias com mesas dispostas por todo o local, cada desenvolvedor acomodado em seu “mundinho” resolvendo os problemas dos clientes, cumprimenta seus colegas de trabalho com um gesto de cabeça conforme vai passando por eles. Todos a acham muito bonita e atraente, mas não se atrevem a chamá-la para sair por causa de , e .
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  “A Mori é dos ’s e do . Melhor não mexer com ela”. É o que todos dizem, até para os novatos da empresa.
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   odeia esse rótulo, mas não consegue evitar as piadinhas feitas por seus colegas, então, resolveu ignorar todos. Após passar pela copa, a moça chega até o seu setor e encontra seu amigo e senpai sentado na mesa ao seu lado.
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  — Bom dia, — ela diz, sorridente. O rapaz vira o corpo junto com a cadeira onde está sentado e abre um lindo sorriso ao ver a amiga.
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  — Bom dia, meu amor — ele diz de maneira galanteadora, como sempre.
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  — Safado… — diz rindo e dá um beijo na bochecha do amigo. — Hm, está cheiroso — comenta ela.
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  — Sou um homem cheiroso, — diz dando de ombros.
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  — Convencido! — ele recebe um tapa no ombro. — Você está aprontando alguma…
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  — Eu? Imagina, , eu sou um santo — a carinha de inocente dele não a convence.
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  — Santo do pau oco!
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  — Olha, o pau pode até ser oco, mas é bastante eficiente — ele ri ao fim da frase.
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  — !
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   ri e bate nele novamente.
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  — Seu safado!
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  — Ai, , isso dói — ele volta a rir e completa: — Vou contar para minha namorada que você está me agredindo.
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  — Namorada? — questiona ela boquiaberta.
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  — Sim — dá de ombros e sorri de canto.
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  — Quem é a felizarda que conseguiu te fisgar?
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  — Aimi — responde ele e faz uma cara confusa.
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  — Aimi? Eu a conheço?
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  — Não, eu estou conversando com ela há algumas semanas e, ontem, eu a convidei para ser minha namorada e ela aceitou.
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  — Ah, , estou tão feliz por você!!!
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   faz o rapaz se levantar e o abraça forte, se aproveitando na situação, ele dá um beijo no pescoço dela que sente a pele se arrepiar sem querer.
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  — Obrigado, — diz com um sorriso. — Por falar nisso, queria pedir desculpas pelo que fiz sábado… o beijo…
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  — Está tudo bem, meu amigo — diz ela um pouco sem jeito. — Eu… eu acabei beijando o e o também.
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  — O também? Oh… — se pergunta mentalmente se o irmão sabe desse detalhe — o eu sabia, mas o wow.
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  — Eu gosto dele…
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  — Está apaixonada?
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  — Sim — ela responde com um sorriso fofo no rosto.
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  — Já contou a ele?
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  — Ainda não. Estou nervosa, , será que devo realmente contar?
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  — Se você tem certeza do que sente, meu amor, conta.
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  Ele sorri para ela mesmo sabendo que isso pode deixar o irmão dele ainda mais triste do que já está. agradece ao amigo e o abraça novamente com carinho.
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  Durante seu horário de trabalho, a moça pensa em uma maneira de contar para que gosta dele; na hora do almoço, ela decide chamar o amigo para comer junto com ela, eles sempre almoçam juntos, mas dessa vez à sós.
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  — Ainda estou envergonhado por sábado — diz , no meio da conversa. Eles estão comendo a sobremesa.
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  — Já disse que está tudo bem, — responde , tranquilizando-o. — Eu preciso… ai, eu preciso falar.
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  — O quê?
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  — Sábado eu queria te dizer que eu não estava interessada no , que era só algo físico, porque na verdade eu… , você… — ela não conseguia concluir a frase, as palavras se engasgavam em sua garganta e o nervosismo lhe paralisa.
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  Compadecido, segura as mãos dela com carinho e sorri.
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  — , você quer sair comigo? — ele diz, de repente.
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  — Hã? – indaga ela, abismada.
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  — Vamos sair mais tarde, após o trabalho. Só nós dois.
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   não consegue falar, volta a ficar paralisada encarando o rapaz a sua frente. tem o olhar sereno e um sorriso singelo no rosto. Ele faz gestos com os dedões nas costas das mãos dela, carinhoso. sente arrepios constantes percorrerem seu corpo a deixando desnorteada.
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  O horário de almoço acaba.
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   se despede de com um beijo carinhoso e demorado na bochecha dela. não consegue mais se concentrar na parte da tarde, a emergência com a função de login do site que está cuidando parece ser pífia perto da grandeza do momento que viveu durante o almoço com . Ela ainda processa o fato dele tê-la chamado para sair, a moça está nervosa e sente-se uma adolescente de novo.
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  A ansiedade toma conta dela.
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  Horas depois…
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   aguarda a chegada de na praça em frente ao trabalho deles. O rapaz teve que ficar um pouco além de seu horário normal de trabalho, mas já mandou uma mensagem para a moça avisando que já está terminando. Enquanto espera por ele, sair do enorme prédio comercial e pensa em chamá-lo, mas desiste ao ver a expressão tristonha dele e, logo atrás, a figura de caminha apressado até seu o encontro.
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  Ao ver a cena e imaginar do que se trata, apressa o passo para sair logo dali.
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   cumprimenta com um beijo leve no rosto e se desculpa pelo atraso. Eles caminham pela enorme praça com destino às ruas próximas dali onde têm muitos restaurantes. Após escolherem um, eles fazem o pedido do jantar e conversam sobre coisas aleatórias. explica que se atrasou, pois, seu supervisor solicitou uma reunião de última hora com toda a equipe. Eles jantam e continuam a conversarem sobre coisas do dia a dia, do trabalho, de suas vidas pessoais que são bem conhecidas um do outro pelo fato de estarem sempre juntos.
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  Após o jantar, e decidem caminhar pela praça que há ali próxima ao restaurante. O ar frio da cidade faz a moça sentir frio e o rapaz a abraça, após eles pararem para sentarem-se em um dos muitos bancos que há ali. O toque de em seu corpo faz sentir-se acolhida por ele e ela toma coragem para falar sobre seus sentimentos pelo rapaz. Porém, a interrompe, antes mesmo dela dizer qualquer coisa, e faz uma pergunta:
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  — Você quer namorar comigo?
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  Definitivamente, não era isso que esperava ouvir vindo de já que essa era a pergunta que ela pretendia dizer agora. O que ela queria ouvir dele era apenas um “sim” ou uma rejeição que fosse. Mas, mesmo contrariada por ter sido pedida em namoro, estragando seus planos de tomar a iniciativa, abre um sorriso e responde positivamente a . O beijo que eles dão a seguir é melhor do que o de sábado, pois não há bebida envolvida, ambos estão sóbrios e sabem perfeitamente o que estão fazendo. Nesse beijo de agora, sente ainda mais o sentimento de , mais do que no beijo de sábado, muito mais intensamente e isso a deixa leve e feliz por saber que é correspondida pelo rapaz. Seu grande amigo e agora namorado.
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  Ambos não poderiam estar mais felizes e essa felicidade só tende a aumentar.
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  Será?
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Capítulo 2 – Minha destruição é você

  Meses depois…
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  Os dias para têm sido extremamente difíceis. e assumiram o namoro para todos e isso está destruindo o aos poucos, ele não consegue mais se concentrar direito no trabalho e vem levando inúmeras broncas de seu chefe por conta disso. O fato de trabalhar no mesmo setor de só atrapalha, pois ele presencia todo dia as visitas que faz ao namorado e a troca de carinho entre eles. Durante os fins de semana, o rapaz evita sair com os amigos justamente para não precisar ver esse carinho todo também durante suas folgas.
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  Tudo isso dói demais em , mas ele sabe que se ficar próximo, ficará pior. Será destroçado por ver sua amada ao lado de outro, mesmo que ela esteja feliz.
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  O fato que não consegue ver é que não está totalmente feliz no relacionamento. Recentemente, vem se mostrando “frio” com ela, até mesmo indiferente em alguns momentos e isso está intrigando a moça que não contou para ninguém o que está sentindo.
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[]

   chega em casa, após mais um encontro com sua namorada Aimi, por quem está perdidamente apaixonado, e encontra tudo escuro.
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  — Meu Deus, de novo? — ele diz para si mesmo e joga as chaves do carro na mesinha que fica em frente à porta. — ?! — ele chama pelo irmão, mas não obtém resposta imediata.
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  Já sabendo o estado do irmão, adentra mais o apartamento e caminha até a segunda porta do corredor que é onde fica o quarto dele. O rapaz bate à porta.
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  — ?! — diz novamente.
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  — O que quer, ? — ele ouve a voz do irmão gritar do outro lado da porta.
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  — Posso entrar?
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  — Você vai entrar de qualquer maneira… entra logo! — berra arrancando uma risada alta do irmão que abre a porta.
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  — Você está mal-humorado demais, … — diz o mais velho ao entrar no quarto e ligar a luz. — Está virando um vampiro?
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  — Que mania você tem de ficar ligando a luz do meu quarto — reclama ele. — O que quer? — indaga ele arriando o celular que está em sua mão.
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  — Ainda está assim por causa do e da ?
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  — Como queria que eu ficasse? — questiona ele num tom óbvio. — Se fosse a Aimi quem aparecesse namorando outro cara, você ficaria bem? — provoca o mais novo.
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  — Certamente eu ficaria mal — inicia . — Porém, se a Aimi estivesse feliz com outro cara, mesmo sabendo que eu a amo, eu ficaria feliz por ela — responde num tom calmo.
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  — Eu me declarei para ela naquela época e ela pareceu ignorar. Disse que amava o
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  — Sinto muito, meu irmão, mas acho que você não deve ter sido tão claro assim com ela.
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  — Como assim?
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  — Se fosse, a poderia considerar ficar com você. Pelo que me contou dos amassos que deram na Night Parade, certamente ela sente algo por você.
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   suspira em frustração.
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  — De que adianta… ela ama o . Estou conformado com isso — diz ele.
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  — Não parece — encara o irmão, ainda em pé próximo à cama dele.
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  — Achei que você fosse meu maior empecilho… — comenta baixinho.
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  — Eu?
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  — Eu achava que ela amava você, mas pelo visto eu me enganei.
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  — Eu amo a , mas é como amiga, você sabe — responde e completa: — Além do mais, sou louco pela Aimi.
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  — Eu sei — suspira novamente. — Acho que era só tesão reprimido que ela sentia.
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  — Bom, o beijo que demos foi bem quente… — abre um sorriso safado no rosto e se irrita.
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  — !
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  — Desculpa — o mais velho ri da reação do irmão.
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  — Não quero mais falar disso, por favor — ele ignora a presença do irmão e volta a digitar no celular.
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  — Está conversando com alguém? — indaga , curioso.
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  — Sim — responde sem tirar os olhos na tela do aparelho.
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  — Eu conheço a moça?
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  — É a Harumi.
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  — A secretária da Seven? — questiona espantado.
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  — Sim — responde tranquilamente.
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  — Hm, não sabia que você estava interessado nela.
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  — E não estou.
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  — Não parece…
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  — Estamos apenas conversando sobre o trabalho, ergue o olhar entediado para o irmão.
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  — Trabalho… sei — o mais velho ri e joga um travesseiro nele que logo agarra o objeto.
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  — Sai daqui e me deixa em paz, -san — pede .
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  — Depois quero saber mais sobre sua conversa de trabalho com a Harumi, tá? — provoca .
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  — Sai, ! — joga outro travesseiro no irmão.
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   ri da irritação do irmão, mas deixa o quarto dele. não admitiria, mas está tendo uma conversa muito além do trabalho com a Harumi sem que ninguém saiba.
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  O final de semana chega e com ele mais um convite para os amigos irem juntos à uma boate, só para desestressar do trabalho intenso que vem tendo durante a semana. Dessa vez, resolve aceitar o convite para ir à boate, após ameaçar contar para todos o motivo dele ter se afastado. Irritado, o mais novo termina de se arrumar e vai até a boate. Seu irmão havia ido até a casa de Aimi para buscá-la, portanto ele vai de táxi sozinho.
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  Ao chegar na porta do local, que já está bastante movimentado, o rapaz aguarda pela chegada dos amigos. Certamente será uma noite difícil para ele. Primeiro, ele será castiçal de dois casais, Aimi e e ; segundo, ele estará sozinho e sem saco para se envolver com ninguém; terceiro, ver a e dançando juntos enquanto são um casal feliz.
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  A noite será longa.
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  — ! — a voz de faz o corpo de arrepiar-se por inteiro e ele se vira para encará-la.
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  Ela vem caminhando quase em câmera lenta. Está tão linda. Usa um vestido cor de vinho, com mangas longas e bufantes, que vai na altura de seus joelhos; usa um colar no pescoço e os cabelos vermelhos presos no alto de sua cabeça.
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  — Meu amigo, que saudades de você! — comenta ela e o abraça. Ele não tem reação e mantém os braços colados ao corpo. Ela se afasta um pouco. — Você está estranho, . Está muito calado — ela diz um pouco desconfiada.
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  — Eu? — ele finalmente reúne forças para falar. — Não, imagina, , é apenas estresse do trabalho — ele sorri sem jeito.
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  — Ah, você está estranho sim. Notei isso desde que comecei a namorar o — diz ela e se engasga com o ar que respira.
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  — Não — responde ele, após se recuperar. — Impressão sua, — ele sorri novamente ainda mais sem graça.
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  — , não subestime a minha inteligência — ela estreita os olhos e ele enrijece o corpo.
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  — Desculpa, eu…
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  De repente, a voz de outra pessoa interrompe :
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  — Me desculpem o atraso! — é o que chega correndo, os cabelos balançando enquanto corre, e ajeitando os óculos de grau sobre o nariz. logo abre um sorriso ao vê-lo.
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   fica sério.
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  — … — ela diz carinhosa e sente a garganta dá um nó.
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  — Oi, amor — o rapaz dá um selinho rápido nela e se vira para . — Oi, cara.
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   demora um pouco para responder.
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  — Oi…
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  — Chegamos! — anuncia e nunca ficou tão feliz ao ver o irmão.
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  — Finalmente, ! — brinca risonha. — Aimi! Como vai?
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  — Muito bem, e você? — diz a moça sorridente.
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  — Bem também. Ah, eu preciso te contar algo! — diz , animada.
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  — Eu também! Vem, vamos entrar — comenta Aimi e as duas entram na boate deixando os rapazes para trás.
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  — Vamos logo antes que elas se percam lá dentro — comenta e todos concordam.
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  Os três amigos adentram a boate e logo encontram as moças que já estão com as pulseiras para poderem circularem pelo interior do local. vai diretamente para o bar e pede um drink para iniciar a noite, mesmo que seu irmão o tenha alertado para maneirar na bebida. Porém, tudo que quer hoje é se divertir e beber para tentar ignorar a presença do “casal feliz”.
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  Minutos depois…
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   está aéreo, mas tenta prestar atenção no que sua cunhada conversa com seu irmão. Os três estão sentados em sofás confortáveis, há uma mesa redonda à frente deles onde estão seus copos e taças com suas bebidas, no centro há uma garrafa de tequila que foi pedida por . Enquanto observa o nada, o mais novo dá alguns goles em sua cerveja, seus ouvidos totalmente alheios ao que é falado por Aimi e que está bem ao lado dele. De repente, o olhar certeiro de cai sobre o casal e que estão dançando na pista. Agora, está tocando uma música bem, digamos, sensual, e ambos estão dançando bem colados um ao outro. Ao ver a cena, o mais novo enrijece o corpo de raiva e aperta a garrafa que segura nas mãos. Os movimentos sexys feitos por ao alisar o tórax de enquanto suas pernas dobram para baixo e seu rosto erguido com uma expressão ainda mais sexy observa com desejo, deixam irritado e com inveja do amigo. Ele não pode negar que quer estar no lugar de , isso ele não pode. Mas, o que ele também não pode é desejar a namorada do seu melhor amigo, mesmo que ela seja o grande amor de sua vida. Não, ele não pode.
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   per
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cebe a reação de seu irmão e sussurra em seu ouvido.[/wpdiscuz-feedback]
  — Fica frio,
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  E recebe o olhar irritado dele. Rendendo-se à raiva, se levanta bruscamente e se perde em meio à multidão.
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  A visão de está turva e ele sente uma pressão em sua cabeça. Seu nariz está doendo e, ele não sabe como, suas costelas doem como se ele tivesse caído ou algo parecido. Bom, o “algo parecido” pode ser explicado pelo grupo de três caras que o rodeia agora. não lembra o motivo, mas, nesse momento, tem três caras batendo nele.
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  Após concluírem o serviço sujo, os três saem e fecham a porta do box onde está, saindo do banheiro masculino em seguida, deixando sua vítima caída no chão, sangrando. ainda está bêbado e agora está com dores por todo o corpo. O chão frio e sujo do banheiro o incomoda, mas ele não tem tanta força para se levantar totalmente, apenas consegue ergue um pouco o corpo e se recostar na divisória de um dos boxes. Ele tenta respirar fundo, mas sente seu pulmão doer também. A boca sangrando, o nariz dolorido indica que está quebrado, suas costelas do lado esquerdo certamente estão fraturadas pela intensa dor que ele sente desse lado do corpo. Ele passa uma das mãos pelos cabelos, jogando-os para trás, e fecha os olhos sentindo-os arder um pouco. Ah, ele está todo quebrado.
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  O rapaz tenta puxar pela memória as cenas que explicam melhor o estado atual dele. Minutos após, ele consegue se lembrar de alguns fragmentos aleatórios. Primeiro, se lembra de ter ficado puto por ter visto dançar com e ter saído na direção do bar novamente. Lá, ele pediu doses absurdas de tequila, mesmo que tivesse na mesa com seu irmão, e as bebeu em seguida e bem rapidamente. Totalmente embriagado e com raiva, o rapaz saiu se batendo nas pessoas que via pela frente, até o momento em que se deparou com um grupo de encrenqueiros que não gostaram de ser incomodados por um bêbado desiludido e o cercaram.
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  A cena seguinte já é no banheiro, no chão sendo chutado e socado por três homens enraivados. Um, dois, três, quatro, cinco socos seguidos e não se importava mais com os golpes que levava. A dor de apanhar de três caras era quase nada comparada à desilusão que ele sentia. De certa maneira doida, isso o confortou.
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  A tosse vem e com ela um pouco de sangue é expelido por que se vê naquela situação, agora que está levemente mais sóbrio, e percebe o quão patético ele está. Ele encosta a cabeça na divisória do box e põe sua mão na testa, apertando um pouco o local que está latejando. Então, ele escuta um barulho de porta se abrindo.
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  — ? — a voz de é um tremendo alívio para o mais novo.
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  — … — ele responde baixinho e tosse em seguida expelindo mais sangue. — Droga… — resmunga ele para si mesmo.
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  — ? Cadê você? — questiona enquanto caminha lentamente pelo banheiro.
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  — Aqui… — reúne suas últimas forças e chuta a porta do box, abrindo-a para fora, revelando sua localização.
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  Ao chegar perto, pôde ver a situação do irmão.
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  — Por Deus, ! O que houve com você? — indaga espantado e agacha-se ao lado dele.
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  — Eu apanhei… — ele responde, rindo sem humor e tosse mais uma vez sentindo as costelas fraturadas reclamarem de seu esforço.
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  — Jura? Nem reparei… — diz , sarcástico. — Sério, cara, o que aconteceu? Quem fez isso?
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  — Três caras — examina rapidamente o estado do irmão e logo percebe o que motivou isso.
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  — Você procurou briga de graça de novo? — diz ele, retoricamente. — Você é impossível, !
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  — Falou o bonzinho da família… — zomba e ri de leve. — Eu só preciso dormir, amanhã estarei melhor.
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  — Seu idiota! Já disse para ou você se esquecer da de uma vez ou lutar por ela!!! — brada e completa: — E parar de arrumar briga por aí!
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  — A briga que me arruma, meu irmão.
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  — Não é hora para brincadeiras, ! — se irrita e dá um tapão nas pernas do irmão que geme de dor. — Idiota, vamos embora! Vem, eu te ajudo.
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  — Não conta para ninguém… — pede o mais novo.
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  — Eu não vou contar para , não se preocupe.
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  — Não estava falando dela…
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  — Tá, tá, vamos logo.
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  Apoiado nos ombros do irmão, o mais novo dos caminha devagar até a saída da boate sem que os outros amigos o vejam, apenas Aimi acompanha os dois e fica bastante preocupada com o cunhado que se tornou um irmão para a moça. Cansado e ferido, vai para casa com dores maiores do que as físicas. As palavras do irmão sobre ele se esquecer da ou lutar por ela, estão flutuando na mente dele. E, pelo visto, ele não irá se esquecer delas tão cedo.
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  Na segunda-feira, no trabalho, tenta evitar ao máximo contato visual com as pessoas, o que se torna extremamente difícil para ele. Mas, a pessoa que ele mais evitou durante todo o dia, o encontra quase ao fim da tarde, no corredor que leva os funcionários até a copa.
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  — ! — diz e se aproxima dele, apesar do rapaz tentar se esquivar. — O que houve com você? — ela nota o machucado visível próximo aos lábios dele e as feridas no supercílio e nariz.
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  — Nada — ele responde e sai andando na direção oposta à dela.
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  — Como nada, ?! Olha o seu rosto… — ela o puxa pelo braço e ele quase perde o equilíbrio, parando bem em frente a ela.
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  — Não foi nada demais, — ele diz e evita encarar a amiga. O olhar dela penetrando o dele o faria falar a verdade e ele não quer que ela saiba de nada.
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  — Odeio quando você tenta me enganar com coisas óbvias, ! — brada ela, irritada. — Vem comigo — ela o puxa novamente, mas ele se esquiva.
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  — Eu estou bem, .
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  — !
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  — Me deixa, , já disse que estou bem! — ele aumenta o tom de voz, se soltando dela de maneira bruta, falando grosseiramente e se arrependendo no segundo seguinte.
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  — Não precisa falar assim comigo, idiota! — irrita-se ela e lhe dá um tapa no braço.
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  — Me desculpe…
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  — Idiota! Me deixe te ajudar, vem logo!
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   o puxa novamente o levando até a copa e trancando a porta em seguida.
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  — O que vai fazer? — questiona ele, após ela empurrá-lo para se sentar na cadeira livre.
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  — Cala a boca, e fica quieto — manda ela.
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  — , não precisa…
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  — Quieto! — enfatiza e se cala.
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  Ele observa a moça pegar um kit de primeiros-socorros no armário que fica preso na parede. está bem bonita hoje, seu perfume marcante e doce serve de anestesia para deixar imóvel enquanto ela cuida dos machucados do rosto dele. O vestido branco com pequenos ramos de flores vermelhas espalhadas, o sapato de salto não tão alto, um colar com um pingente de gatinho pendurado (em homenagem ao seu gatinho, o Kuruma) e os cabelos avermelhados soltos.
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  — Você arrumou briga na boate, não foi? — ela pergunta o óbvio e não responde. suspira — Você é um idiota brigão, — diz ela. — Desde criança você não consegue parar de arrumar briga por aí, idiota. Quer me matar de preocupação? — ele não diz nada, apenas se deixa levar pelo cheiro do cabelo dela que penetra suas narinas de forma avassaladora. — Agora está quieto, né?
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  — Você pediu para eu ficar quieto e eu estou — responde ele e abre a boca em espanto à audácia dele.
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  — Bocó… — ela aperta com raiva a gaze no canto da boca de e ele geme.
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  — Isso dói, Mori! — reclama ele.
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  — Que bom que doeu — sorri sarcástica e volta a ficar séria. — Senta aí que eu não terminei — ela empurra-o de novo na cadeira e volta a passar remédio no canto da boca de .
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  De repente, ele nota algo diferente no olhar dela, algo que ele só tinha visto uma vez em todo tempo que a conhece: um olhar triste. A única vez que tinha visto tal olhar foi quando conheceu ela, quando ainda estavam no ensino fundamental. Todos tinham entre 8 e 11 anos, apesar de serem de séries diferentes, os quatro se encontraram em uma atividade feita interclasses. Os professores deles pediram para que se juntassem em duplas, misturando as turmas, e desenhassem uma paisagem que gostassem. Um desenho para cada dupla. era muito tímida e não falava com quase ninguém, as únicas garotas com quem conversava fizeram duplas com outras pessoas e a menina ficou sozinha e tristonha, sentada ao fundo da sala. se recorda que ela usava um casaco rosa com pelos no capuz, os cabelos na época pretos presos num rabinho de cavalo. Enquanto desenhava sozinha, viu que, uma cadeira à sua frente, havia um garoto desenhando sozinho também, mais tarde ela descobriu que esse era . Ela pensou em falar com ele, mas, antes mesmo dela se aproximar do garoto, ela viu outros dois se aproximando e apenas observou o que fariam. Um deles chegou perto e ia pegar a caixinha de suco de que continuava desenhando, depois ela descobriu que esse era . apareceu e puxou o braço do irmão e pediu, através de gestos, que ele o seguisse. Arteiro, fingiu que desmaiou e logo é amparado por . Inocente, achou que era verdade e deu o suco para o amigo beber e se recuperar. viu a cena e quis contar para toda a verdade e dizer que ele tinha sido enganado pelos amigos, mas, quando viu dando um cascudo em ao perceber a mentira, ela viu que se tratavam de amigos e estava tudo bem entre eles. Então, ela soltou uma risada que foi notada pelos três. O primeiro a encará-la foi que viu o rosto arredondado de se avermelhar enquanto ria. Tão fofinha.
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  Eles foram conversar com a garota e, desde então, nunca mais se separaram.
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  — Você está bem, ? — questiona , deixando as lembranças boas do passado se esvaírem de sua mente e voltando a se concentrar no olhar triste da moça à sua frente.
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  — Hã? — ela diz, distraída. — Estou, por que pergunta?
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  — Eu conheço você — diz ele, simplesmente. — Você está triste ou preocupada. Ou ambos…
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  — Está tudo bem, — o sorriso falso de quem está tentando parecer bem é facilmente percebido pelo homem que resolve não forçar.
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   sabe que se insistir será pior, se fechará num casulo e não contará o que está acontecendo de verdade. Ela sempre foi assim, desde que a conhece, porém, sabe que em algum momento, quando se sentir confortável com o assunto, se abrirá.
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  Após terminar os curativos nos machucados de , tenta arrancar dele a verdade sobre a briga na boate, mas ele não quis dizer, apenas disse que brigou com alguns caras porque estava bêbado. O motivo de sua bebedeira, ele não diz. Ele nunca irá dizer.
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   e voltam para seus setores, a moça volta a ficar pensativa com suas próprias preocupações. está muito distante dela e não entende o motivo, apesar de já ter perguntado inúmeras vezes para o rapaz que nega veementemente ter se afastado. Seu companheiro de trabalho e amigo, , logo nota a distração constante da amiga, mas apenas a observa sem dizer nada.
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  Do outro lado da Seven, no setor de BackEnd, tenta não pensar em mais nada além do trabalho. Ele percebe, após o encontro com , que terá que arrumar outra tentativa para se esquecer dela: se enfiando no trabalho. Sentir o perfume da amiga tão perto sem poder beijá-la foi torturante para ele. O nunca imaginou que ficaria assim por causa de uma mulher, muito menos por causa da Mori.
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  — -chan… — braços finos e de pele macia envolvem o pescoço de e o distraem, fazendo-o olhar para a dona deles.
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  — Harumi… — sussurra ele ao ver Harumi envolta em seu pescoço, muito próxima de sua boca.
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  — Preciso de sua ajuda, -chan — diz ela de maneira sensual demais para uma secretária que quer ajuda com o trabalho.
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  — Em que posso ajudar? — indaga voltando seu olhar para a tela do computador, suas mãos ainda estão sobre o teclado.
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  — O meu computador parou novamente. Não quer ligar. Pode me dar uma mãozinha? — ela volta a usar o tom sensual e se arrepia involuntariamente.
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  — Cof cof… — pigarreia ele. — Por que não chama o pessoal do TI?
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  — Ah, eles estão sempre reclamando, dizem que eu os faço perder tempo sempre — reclama ela. — Você sabe mexer com esses códigos de computador, deve mexer com isso também.
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  — Não quero ser grosso, mas não tem a ver — ele diz, sério.
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  — Como não?
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  — Harumi, eu sou desenvolvedor backend e não suporte técnico, há muita diferença. Apesar de eu saber como resolver o problema… — antes dele continuar, Harumi o interrompe.
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  — Ah, então me ajuda, -chan! — diz ela, manhosa e dá um beijo na bochecha dele, ignorando tudo que ele acabou de dizer.
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  Nesse momento, olha de esguelha para a cena e sorri de canto.
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  — Harumi, por favor, estamos no trabalho — pede ele, sem jeito.
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  — Não seja tão casto, -chan, sei que não é assim — ela diz com o sorriso malicioso nos lábios e volta a beijar o rosto de que se esquiva vermelho de vergonha.
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  — Está bem, eu vou olhar o seu computador.
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  Vencido pelo cansaço, se levanta e vai acompanhado de Harumi até a mesa dela. No caminho, a moça agarra o braço do rapaz e começa a beijar a bochecha dele, como se estivessem passeando num parque como namorados. Ao passar pelo setor onde trabalha, desvia o olhar, mas os olhos de caem diretamente na cena de Harumi o beijando e agarrada a ele. A Mori não sabe o motivo, mas sente a garganta se fechar e uma onda de raiva tomar conta dela.
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  Há muitos sentimentos rondando os quatro amigos, principalmente o trio formado por , e . Sentimentos esses que nenhum deles compreende direito ainda, mas que os deixam confusos e desnorteados.
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  Mas, algo irá acontecer. Algo ainda mais confuso, mas que será, de alguma forma, esclarecedor para um deles.
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  Nota da autora: Nossa, achei que não fosse conseguir terminar CG ainda nesse ano de 2022, mas VEIO AÍ! Se dependesse dos pps, a gente teria uma história tão longa quando o outro surto com o Take, por isso eu tive que controlar um pouco os ânimos deles, né? kkkkry Mas, creio que o resultado tenha ficado do jeito que eu esperava e do jeito que eles, pps, também esperavam. Tudo acabou bem, todos felizes e sem brigas (exceto pelas trigêmeas que tão sempre brigando, mas é coisa de irmãs hahaha passa logo).
  Gostaria de agradecer MUITO à Cami pela força e parceria nesse projeto, ela praticamente me ajudou a escrever muitas cenas de CG ao longo dos capítulos e, literalmente, a existência dessa long se deve à ela. Portanto, meu eterno agradecimento a você, amiga, te amo! <3 Obrigada também, CLARO, para minha raposinha que eu amo, meu Take-chan! Obrigada pelos surtos diários, você é incrível, Take <3 amo você.

  E, claro, obrigada a você que leu CG inteirinha, ééé gata, obrigada de verdade! E, se possível, deixa um comentário aí sobre o que você achou da história, ficarei feliz em responder. Convido vocês a leres minhas outras histórias e também aos spin-offs de CG (“Boys Boys Boys” e “Night Parade”).

  1bj <3

Capítulo 3 – Amizade X Amor

  Algumas semanas se passam e está com o coração um pouco mais tranquilo. Ele vem cumprindo a promessa que fez a si mesmo de se dedicar ao trabalho para tentar esquecer-se um pouco do relacionamento entre e . Com esse afastamento, ele acabou se aproximando bastante da Harumi e até saíram juntos algumas vezes, saídas essas que terminaram em beijos muito quentes entre eles. O anda tão ocupado com Harumi e o trabalho que mal tem tempo para sair com seus amigos, o que é um alívio para ele, pois sempre tem uma desculpa para dar quando é chamado para passeios no parque, cinema e boates. A última coisa que ele quer é ver e juntos.
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  Finalmente termina a última linha de código e salva o projeto novo no computador. Ele se espreguiça e fecha os olhos por um instante, sentindo o corpo estalar com seu gesto.
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  — Vamos almoçar, querido… — a voz sensual e sussurrante de Harumi diz ao pé do ouvido de e ele sorri abrindo os olhos em seguida.
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  — Olá — ele dá um selinho rápido nela.
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  — Vamos sair mais tarde? Tenho uma surpresa para você.
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  — Vamos sim — responde ele já imaginando qual seria a surpresa que ela tem para ele que, sinceramente, não está tão interessado assim como imaginou que ficaria.
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  — — a voz de invade o local e o rapaz olha para o irmão, virando-se um pouco na cadeira e se livrando do abraço de Harumi.
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  — Vai almoçar agora, ? — questiona ele.
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  — Vou. Vim te buscar.
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  — Vamos todos, então — anuncia . — Vai também, ? — ele olha para o amigo que está se levantando de sua cadeira, ele o encara com o olhar assustado.
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  — Si-Sim — responde, parecendo nervoso e angustiado com algo. resolve ignorar.
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  — Vamos.
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  Todos vão para o refeitório e logo se servem com a comida. Após sentarem-se na mesa e começarem a comer, eles engatam uma conversa animada. De repente, o nome de é citado aleatoriamente.
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  — Por falar nela… — inicia Harumi com o olhar curioso. — Ela não veio hoje, não é? — questiona a moça olhando para os amigos de que levantam o olhar para encará-la.
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  — Não — responde e o olha surpreso. O rapaz anda tão focado em outras coisas que não reparou que a amiga não havia ido trabalhar. — Ela me disse que está em período menstrual — conclui ele e come mais um pouco de sua comida.
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  — Sério? — indaga , muito surpreso.
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  — Oh, esse período é terrível — comenta Harumi que está ao lado de mais uma vez agarrada ao braço dele.
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  — Ela não me disse nada… — diz para si mesmo, porém alto o suficiente para que todos escutem e o encarem espantados.
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   diz isso, pois, em todos esses anos de amizade, a sempre disse para os amigos quando estava em período menstrual. Eles costumavam ir até a casa dela, os três, e passavam a tarde com ela conversando, distraindo a moça da cólica que sentia que sempre foi muito forte e incômoda. O mais novo sente-se um pouco magoado por não saber desse detalhe, mesmo sabendo que ela não lhe deve satisfações de nada.
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  — -kun… — diz Harumi, de repente, e chama a atenção de todos para si. — Você, como namorado dela, deveria ir lá fazer-lhe uma visita.
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  Todos os olhares agora se voltam para que fica rubro de vergonha.
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  — E-Eu? — diz ele apontando para si mesmo.
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  — E a tem outro namorado? — rebate Harumi, sarcástica, rindo em seguida.
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  — Harumi tem razão, cara — diz e recebe o olhar do amigo. — é sua namorada e está precisando de apoio. Não é mais como se tivéssemos 15 anos e fôssemos visitar nossa amiga. Ela é sua namorada agora… — lembra o rapaz e come mais um pouco de seu almoço de maneira despretensiosa.
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  — Eu acho que passarei lá mais tarde — diz , finalmente quebrando o silêncio.
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  — Acha? — comenta pela primeira vez após ter ficado pensativo. o encara.
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  — Eu tenho algumas coisas para fazer, mais tarde irei até a casa dela. Afinal, ela é minha namorada, né?
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  O olhar e a fala de foram mais para que se calasse e não se metesse na vida dele com a . Pelo menos é isso que entende ao receber o recado do amigo e resolve se calar, voltando a ficar pensativo. Os pensamentos dele só têm um alvo: .
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[💻]

  São 14h e caminha apressado empurrando o carrinho de compras pelo mercado. Minutos atrás ele passou na sala de seu chefe de setor e solicitou o resto da tarde de folga, pois tem pouco trabalho para fazer, já que adiantou a maior parte dele. Como é um excelente funcionário e estava realmente com pouco trabalho, conseguiu sua folga. Aproveitando isso, ele resolve visitar sua amiga , quebrando toda a promessa que fez semanas atrás. A aproximação dela, tão intimamente, indo até o apartamento da moça certamente será difícil para , ele sabe disso, porém, não pode ignorar o fato de que ela possa estar precisando do colo do amigo. A visita de será como amigo e nada além disso. Como amigo… ele repete essa frase na mente, como um mantra.
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  Ele sai do mercado com duas sacolas pesadas cheias de guloseimas e alguns artigos para aliviar o mal-estar que está sentindo, vide o histórico de períodos menstruais dela. Ele entra no carro e segue rumo ao apartamento da moça que não é longe dali. O caminho até ele é tão nostálgico, apesar de fazer mais ou menos um mês que o rapaz o fez pela última vez. O tempo que ficou longe de fez bem ao , ajudou o rapaz a colocar as ideias dele no lugar e, principalmente, seus sentimentos.
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  A campainha é tocada.
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  Enquanto aguarda abrir a porta, tenta equilibrar as sacolas pesadas nas pontas dos dedos. Segundos depois, o celular dele toca. Apoiando as sacolas no chão, ele pega o aparelho no bolso. É uma mensagem da .
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  14:22 ? Você está aqui na porta ou eu tive uma alucinação por causa da dor?

14:22 HAHAHAHA
14:22 Sou eu sim, . Abre a porta. Estou aqui na frente. 😁

  14:23 O que veio fazer aqui, seu bobo?

14:23 Não posso mais sumir por semanas e depois sentir vontade de ver a minha melhor amiga? 👀

  14:23 HAHAHAHA IDIOTA
  14:24 O código da porta é 0207, por favor, não repara a bagunça e não deixa o Kuruma fugir! 👀
  14:24 Ele está tentando a semana inteira👀

   sorri com a última frase escrita por ela e guarda o celular no bolso da calça novamente, carregando as sacolas em uma das mãos enquanto a outra digita o código no painel eletrônico da porta do apartamento de . Após destrancar a porta, entrar e voltar a trancá-la, é recepcionado por Kuruma, o gatinho laranja da , que logo se enrosca pelas pernas do rapaz. Ele adentra ao apartamento da amiga, que obviamente tem o cheiro dela em todo canto, e tenta não se afetar com isso.
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  — Onde você está, ? — questiona ele andando até a sala após ter tirado os sapatos.
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  — No quarto! — ela grita de volta e caminha até a cozinha, deixando as comidas que levou para em cima do balcão. Ao finalizar ele vai até o quarto dela.
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  — Oi — ele diz, um pouco tímido, e para na porta do quarto.
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  — Oi, né? Seu idiota… — briga ela e completa: — Entra logo, .
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  — Está brava comigo? — indaga ele ao entrar no quarto, Kuruma o segue subindo na cama da dona que usa uma faixa na cabeça para prender os cabelos avermelhados, soltos, com orelhinhas de gato. acha que ela fica muito fofa com essa faixa.
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  — O que você acha? — devolve em tom ainda bravo — Aii… — ela geme e põe a mão na barriga por debaixo do edredom.
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  — Tomou remédio? — senta-se na ponta da cama ao lado de .
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  — Já, mas parece que hoje a dor está mais forte. O remédio não está dando conta — reclama ela e suspira.
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  — Vim ver como você está. Trouxe algumas coisas para comermos, mas antes vim aqui ver se está viva — diz ele em tom zombeteiro.
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  — Bobo — faz um biquinho com os lábios e ri.
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  — Fofa — ele diz sorrindo.
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  — Achei que tivesse muito trabalho hoje lá no Back… — comenta ela, referindo-se ao setor de e surpresa em ver o amigo ali a essa hora.
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  — Não! — apressa-se ele. — Na verdade, estamos com pouco trabalho. Todos nós adiantamos a remessa que tínhamos para a semana e, devido a isso, eu pedi a tarde de folga — responde ele e sente a garganta dar um nó de repente, mudando a expressão. — O que foi? — pergunta , notando a mudança da amiga.
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  — É que o disse que… bom, ele disse que não poderia vir porque estava com muito trabalho para fazer… — o tom tristonho dela quase parte o coração de que, sinceramente, está com vontade de partir o queixo de ao meio.
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  — Disse?
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  — É… bom, ele deve estar com algum trabalho atrasado, né? — ela ri sem humor e evita encarar , ele sabe que ninguém em seu setor está com trabalho atrasado.
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  — Bom, vamos comer?! — ele diz, mudando de assunto para o bem dela e dele também que sente que a raiva está lhe consumindo.
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   apenas assente com a cabeça, ainda com um biquinho triste nos lábios, e a expressão ainda mais cabisbaixa. Suspirando, vai até a cozinha e prepara sanduíches para eles comerem, após tudo pronto, ele volta para o quarto com a bandeja cheia de comida.
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  — Wow! Obrigada, ! — agradece ela, animada.
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  — Tudo para ver você sorrindo — ele diz, abobado e se repreende mentalmente por ter falado nesse tom.
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  Os dois saboreiam os sanduíches enquanto conversam, como nos velhos tempos. até se esquece da raiva de que começava a lhe consumir anteriormente. Ele sabe que o amigo mentiu para , só não entende o motivo da mentira, mas logo descobrirá, a curiosidade que cresce nele é maior e não permitirá que ele fique sem perguntar à o que está havendo de verdade. pode suportar muita coisa calado, mas, uma coisa que ele não tolera é que façam a de boba ou que a façam chorar.
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  — Sabe, , eu sinto sua falta — diz no meio da conversa. — Você está muito distante de mim.
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  — Me desculpe, eu…
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  — Fiquei magoada quando você sumiu da boate naquele dia e depois apareceu na empresa com o rosto todo arrebentado — comenta. — Poxa, , eu sou sua amiga há anos, gosto de estar ao seu lado. Você não gosta mais de mim? — ela questiona em tom magoado. sente a garganta apertar novamente.
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  — Claro que eu gosto de você, — responde ele, rapidamente. “Até demais…”, ele pensa em lamento.
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  — Não parece… — ela fala com a voz manhosa e fecha os olhos com força, gemendo em seguida.
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  — Está doendo muito? — pergunta após se dobrar ao meio com as mãos na barriga.
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  — Uhum… — resmunga ela.
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  — Em breve o remédio fará efeito, não se agite muito — alerta ele que volta a sentar-se mais perto dela na cama.
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  De repente, puxa a mão de e a conduz por debaixo do edredom, embaixo da blusa dela.
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  — ! — espanta-se ele com o olhar arregalado.
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  — Só um pouquinho… sua mão está tão quentinha…
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  Pede ela e não tem reação a não ser ajeitar a mão para melhor esquentar a barriga dela. Ele tenta ignorar o fato de sua mão estar muito próxima à virilha de e de que isso está, de alguma forma, excitando-o. Aos poucos, a expressão de dor que tem no rosto vai se esvaindo e dá lugar a uma de alívio.
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  — Está passando?
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  — Sim…
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  A manha na voz dela faz sorrir de canto, os olhos fechados dela e a cara fofa que ela está fazendo agora aquecem o coração do homem que começa a pensar em coisas que ele não deveria, não agora. Coisas que ele prometeu a si mesmo que deixaria para lá, que esqueceria. Porém, quando está próximo assim da , não consegue evitar em pensar nelas, em pensar como seria sua vida se ele não se acovardasse e contasse com clareza para ela que a ama, que seu sentimento é real e forte demais para ser ignorado ou deixado no passado. Não é apenas um amor adolescente. Algo casual. Ele a ama de verdade e não quer mais seguir a promessa que fez a si mesmo.
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  Distraído em seus conflitos internos, ele sente o corpo ser puxado para frente.
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  — ?! — ele diz, espantando e se apoia com sua mão livre no colchão, ao abrir os olhos ele vê o olhar dela o encarando tão perto.
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  — … — ela diz baixinho, seus olhos passeando pelos olhos dele.
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   tira sua outra mão debaixo do edredom e segura o rosto de , puxando-o para si e, num movimento delicado, ela o beija com carinho.
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  Fechando os olhos com força e se controlando para não se declarar ali mesmo, o homem se deixa levar pelo beijo de .
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  Que beijo acolhedor…, pensa anestesiada pelos lábios do amigo.
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  Convicto, toma uma decisão importante.
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  Assim que o irmão atravessa a porta do apartamento, fechando-a em seguida e joga suas chaves em cima da mesinha que há à frente da porta, tem a forte sensação de que ele aprontara algo somente em observar atentamente a expressão que ele faz agora.
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  — Que cara é essa? — questiona assim que se senta no sofá, o mais velho estava caminhando de volta para a sala com uma tigela de sopa nas mãos que logo é apoiada por ele na mesinha de centro.
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  — A minha, ué — diz, simplesmente.
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  — Não… essa não é sua cara normal — está muito desconfiado de que o irmão tenha feito algo errado, pois ele está com a mesma feição de quando brigava no colégio. — O que você aprontou? — conclui o pensamento.
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  — Nada — o mais novo solta uma risada abafada.
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  — E por que você está rindo? — ele estreita os olhos e bate nas pernas do irmão, aproximando-se mais dele.
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  — Não posso mais rir?
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  — Não! Fala o que você aprontou, ? — insiste .
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  — Eu não fiz nada, juro — defende-se o mais novo.
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  —
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  — Tá!!! — vencido pela insistência do irmão, confessa: — Eu fui na casa da hoje à tarde.
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  — Ahh, por isso você sumiu da empresa. Como ela está?
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  — Bem… — abre um sorriso extremamente sugestivo que logo é percebido por .
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  — Ah, não, o que aconteceu? — questiona ele, espantado.
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  — Eu e ela… bom, não foi culpa nossa, foi o momento… — ele hesita.
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  — ! — o apressa.
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  — Nós nos beijamos. Ela teve a iniciativa — abre a boca e faz um barulho surpreso.
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  — Você e a ?! Se beijaram de novo??? Ela ainda é namorada do , sabia?! — dispara o mais velho a perguntar.
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  — Infelizmente, sei sim.
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  — Cara, que loucura! — ele finalmente senta-se no outro sofá, de frente para o que está sentado e pega sua tigela de sopa. — E como foi?
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  — Foi ótimo — eles riem levemente, o sorriso de mais animado e feliz que o do irmão.
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  — Hmmm, mas eu não devo te incentivar com isso.
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  — , foi você quem disse para eu lutar ou me esquecer dela — lembra ele.
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  — Decidiu lutar?
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  — Sim, e foi antes do beijo — afirma .
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  — Sei… bom, não faça nada para acabar com o namoro deles — a grande preocupação de é justamente essa: que o irmão troque os pés pelas mãos e faça realmente de tudo para ficar com a .
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  — Eu não sou assim! — alerta o mais novo e completa: — Bom, talvez eu nem precise ir tão longe assim.
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  — Como assim?
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  — mentiu para ela hoje.
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  — Quê?
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  — Sim… disse que estava atolado de trabalho.
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  — Vocês não tinham quase zerado a demanda do mês? — indaga , confuso e levando mais uma colher cheia de sopa até sua boca.
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  — Sim, quase zeramos — confirma.
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  — Nossa cara, por que ele fez isso?
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  — Não sei, mas logo irei descobrir.
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  — , vai com calma… — ele volta a alertar.
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  — Eu estou calmo — responde , aparentemente tranquilo.
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  — Tenho medo dessa sua calmaria, irmão.
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   sorri e fica pensativo de repente. Não é a intenção dele “destruir” o namoro dos amigos, porém, ele não pode ficar omisso a certos fatos. Como por exemplo, o fato de ter mentido para ao dizer que estava com muito trabalho quando todos sabiam que não é verdade. Os pensamentos diversos do rapaz os fazem fechar os olhos por um instante para poder raciocinar direito. Seria tão errado comemorar que o namoro do seu melhor amigo pode estar por um fio de acabar? Bom, a mente dele está dividida entre “sim, é muito errado ficar, de certa forma, satisfeito com o possível fim do namoro”; e “não, nem é tão errado ficar feliz porque, afinal, ama a e tudo que ele mais quer é ficar com ela”. Porém, se e realmente terminarem, algum dia, o que garante que ficará com após isso? Nada.
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  E é esse último argumento de sua razão que faz o rapaz pensar em uma possibilidade que a emoção não lhe deixara ver antes.
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  — Pensando bem aqui… — ele diz cortando o silêncio — Será que ela realmente quis me beijar?
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  — Como assim? — leva à boca a última colherada de sopa, finalizando assim sua janta.
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  — Ela poderia estar fragilizada por causa do período menstrual dela… por isso me beijou.
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  — , ela pode realmente gostar de você e por isso te beijou — pontua .
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  — Para de me iludir, — ele solta um suspiro ansioso.
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  — Estou falando a verdade, seu idiota. Presta atenção… — inicia o mais velho e continua: — a relação dela com o está estremecida. Sabemos que ele tá mentindo para ela e sabemos que ela já sabe disso.
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  — Mas eles ainda namoram. Eu não vou criar expectativas.
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  — Você já criou, meu irmão — rebate e solta uma risada abafada e em tom óbvio. — Dá para ver nos seus olhos e no sorriso idiota que você fez ao me contar do beijo.
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  — Cala a boca!
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  Ambos riem abertamente. Não há como esconder essas coisas de , até tenta, mas o irmão sempre percebe quando ele está mentindo ou escondendo algo. É inevitável e quase impossível para ele não demonstrar que ama a amiga. Está tão nítido que ele teme que até a própria já tenha notado e o esteja ignorando ou, de certa forma, o evitando por isso. não quer pensar nessa possibilidade, seu único objetivo agora é focar em conquistar a ou, pelo menos, confessar devidamente o seu amor por ela. Mas, para isso, ele terá que rever certa companhia em sua vida: Harumi.
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  O dia seguinte veio e a ainda não retornara ao trabalho, sua licença menstrual vai até amanhã, então ainda se sente na obrigação de ir vê-la mais tarde. Mas, antes de ir visitar sua amiga ou amor da sua vida, ele se sente ainda mais na obrigação de saber o motivo de ter mentido para ela. O rapaz aguarda durante todo o expediente, na hora do almoço ele mal toca em sua comida, o que gera grande curiosidade por parte de Harumi e de que sabem que ele é bastante comilão e dificilmente recusa comida ou deixa de comer.
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  Após o almoço, todos retornam aos seus setores e, durante o restante da tarde, alterna seu olhar entre e um ponto qualquer no chão próximo a ele. Se não fosse pelo óbvio fato de ser namorada de , não estaria sentindo, no fundo de seu interior, um leve arrependimento de seu ato da tarde passada. A ansiedade por saber o porquê da farsa de está consumindo o nesse momento. Sua vontade é de arrastar até o canto do escritório e forçá-lo a confessar a verdade.
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  Ao fim do expediente, todos decidem ir a um bar para um happy hour no meio da semana, já que hoje é quarta-feira. havia ligado para Aimi para que ela os encontrasse no bar também, assim que a moça chega, cumprimenta o namorado e senta-se ao lado dele, logo o homem pede uma bebida para ela e prosseguem com a conversa. , até agora, não emitiu nenhuma palavra, ele apenas lança olhares raivosos para que, assim como nas outras vezes, nota as encaradas do amigo.
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  — Há algo errado, ? — pergunta , no meio da conversa, todos já levemente alcoolizados. O outro o encara.
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  — Você quem vai me dizer — lança ele, bebericando sua cerveja.
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  — Você me encarou o dia inteiro, creio que seja você a ter algo a me dizer — eles estão um de frente para o outro na grande mesa escolhida para acomodar todos.
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  — Eu não tenho nada para te dizer, já você, ah, você tem muito a explicar — provoca .
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  — , por favor… — pede , sentindo que o irmão pode perder o controle a qualquer minuto.
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  — , controle seu irmão porque ele é um idiota.
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  — Ah, eu sou um idiota? — levanta-se da cadeira e o segue, faz o mesmo.
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  — Para, , por favor… — volta a pedir pondo uma das mãos no peito do irmão.
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  — O que você quer de mim, ? — diz , irritado. A discussão começa a chamar a atenção das pessoas ao redor.
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  — Quero que você pare de ser tão cínico e conte a verdade — insiste ele.
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  — Mas de que verdade você tanto fala?
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  — Por que você mentiu para sua namorada hoje? — indaga , finalmente revelando o motivo de sua irritação. engole em seco.
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  — Não sei do que está falando…
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  — Não seja cínico, ! — grita .
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  — Ok, já chega! — grita , puxando o irmão para trás. — Vocês dois, reunião agora! — ele aponta para o irmão e para e sai da mesa puxando o irmão consigo para longe dali.
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   vai arrastando para fora do bar e, ao chegar do lado de fora, observa que os seguia. O mais velho solta a jaqueta do mais novo que consegue respirar livremente sem a pressão exercida anteriormente pelo irmão. O peito dele infla de raiva sentida pelo amigo que agora está encarando os dois aguardando por um posicionamento, qualquer que seja.
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  — Agora que estamos só nós três — começa , recompondo-se. — Você pode explicar, , o motivo de ter mentido para a — a menção da mentira faz se remexer no próprio eixo, incomodado com a descoberta. — Estou esperando a explicação — reforça.
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  — Fala de uma vez, cara, e não minta para gente — diz em tom raivoso.
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  — , para — pede , mas é ignorado já que a postura de continua firme e irritadiça.
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  — Eu não sei explicar, tá legal?! — dispara e balança a cabeça negativamente.
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  — Cara, a gente se conhece desde a infância — inicia novamente. — Sabe que pode nos contar qualquer coisa, .
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  — , eu juro que nem eu sei direito o que estou sentindo.
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  — Sabe pelo menos o que não está sentindo? — indaga .
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  — Acho que sim… — ele diz, inseguro.
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  — Meu Deus, , alguma coisa você tem que saber.
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  — Espera, do que vocês estão falando? — questiona , confuso com a conversa paralela deles. — O que você não sabe estar sentindo, ? A tem a ver com isso?
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  — Tem — responde ele, simplesmente e solta um suspiro longo. — Ela…
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  — Você não tem certeza se gosta dela, não é? — lança e recebe o olhar de surpresa imediato de ambos.
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  — O quê? — diz, espantado e volta seu olhar para . — Cara, como assim?
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  — Ele não sabe se ama a de verdade — responde pelo amigo, em tom de amargura, ainda encarando-o com muita raiva. A vontade crescente de quebrar o nariz dele é grande.
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  — Isso é verdade, ?
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  — É… eu não sei… — ele suspira, frustrado. — Eu não sei se realmente amo a , não o suficiente para namorar com ela.
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  — Eu vou matar você!!! — segura pela camisa e aparta o princípio de briga.
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  — Chega! Chega!!! — o mais velho diz energicamente.
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  Segundos depois, enquanto tenta se controlar, ouve a pergunta quase sussurrante de .
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  — Você vai contar para ela? — o olhar do volta a recair sobre o outro.
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  — Eu não tenho coragem… — ele responde, com sinceridade. Realmente ele não saberia nem como começar essa conversa, por mais que isso o beneficiasse.
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  — Mas, você vai — enfatiza. — Seja homem e conte para ela ou eu vou te dar uma surra inesquecível nem que isso acabe com a minha amizade com a , porque sei que ela me odiaria — a raiva excessiva do faz sua voz tremer enquanto fala, faz também suas mãos suarem e ele sente o descontrole voltar, soltando a respiração profundamente para aliviar a tensão.
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  — Eu não sei como dizer isso…
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  — Se a derramar uma lágrima por sua causa, eu mato você — ameaça , novamente.
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  — Calma, — diz , quebrando o próprio silêncio.
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  — Eu entendi — responde , sem jeito. — Não vou fazê-la sofrer.
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  As palavras proferidas não convencem . Envergonhado, o rapaz retorna à mesa, deixando os irmãos à sós. não culpa por sentir tanta raiva e querer socar a cara do amigo, ele mesmo sente essa vontade, porém não tem mais coragem de fazer isso, pois acaba, de certa forma, entendendo . Por outro lado, ele sente muito em ver o irmão se consumir em amor e raiva, amor e amizade. O dilema no coração do mais novo é grande e tem uma leve impressão disso. Ele quis saber como ajudar, mas, o que lhe resta de fato, é apoiar o irmão e orientá-lo da melhor forma para que ele não se perca e não acabe com a amizade que tem com e com a também.
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  Sentindo que não há mais clima para nada, resolve ir embora sem nem se despedir de ninguém.
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Capítulo 4 – Fontes Termais

  Sexta-feira, prédio da Seven

  O andar calmo, porém, firme da moça e o ar superior que ela transmite, mesmo que sem querer, preenche o ambiente e atrai olhares. caminha e confere a hora no celular, são 7h26 da manhã, ainda dá tempo de tomar um cafezinho antes do início do expediente. É justamente para a copa da Seven que a moça vai sabendo que os amigos ainda não chegaram, já que têm o costume de chegar bem em cima da hora.
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  — Chegou cedo, cabelo de fogo — a voz grave de invade a copa que só é ocupada por e a faz olhar para o rapaz parado na porta do local.
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  — Bom dia, — ela sorri e apoia a xícara de volta na mesa à sua frente.
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  — Está melhor, meu amor? — indaga ele enquanto se aproxima.
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  — Muito, obrigada por se preocupar.
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  — Sempre irei me preocupar — diz ele e segura a mão dela dando um beijo carinhoso no local. — Nossa, hoje você caprichou, viu? Dá uma voltinha para mim — ele puxa a moça para que ela se levante e ele possa ver direito o seu look.
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  — Estou normal, bobo — diz , envergonhada.
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  — Se esse é o seu normal, imagine quando você realmente se arrumar bem.
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  Ele analisa a roupa dela: uma saia xadrez em tons de rosa e marrom, cintura alta e com um suspensório que usa da maneira normal – em cima dos ombros; uma blusa de manga longa branca e os cabelos vermelhos soltos em cima dos ombros.
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  — Você está maravilhosa, . Eu pegaria — brinca ele, rindo.
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  — ! Seu safado! — ela bate no ombro dele.
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  — Sabe que eu só tenho olhos para a Aimi, meu corpo e alma são dela, mas…
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  — Não tem “mas”, ! Idiota — ela ri e bate nele de novo. — Como vai o seu namoro?
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  — Maravilhosamente bem. Aliás, a Aimi ficou preocupada com você também — diz o rapaz.
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  — Oh, ela é uma fofa. Me mandou mensagem ontem — avisa e volta a se sentar, a acompanha e também pega uma xícara de café para si, jogando sua mochila na cadeira vazia ao lado.
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  — Ela é fofa mesmo — o ar apaixonado de faz sorrir.
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  — Quem diria que se apaixonaria algum dia, estou surpresa ainda — brinca ela fazendo rir.
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  — É, até mesmo o mais galinha dos caras pode se apaixonar. Nada me impedia — ele diz, simplesmente.
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  — Awn, , que romântico — eles riem.
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  — Hm… — engole o gole de café que deu e completa: — Quem não está mais namorando é o — informa ele, de repente, atraindo a atenção de .
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  — estava namorando? — questiona, surpresa.
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  — Bom, namorando é uma palavra muito forte. Na verdade, ele e a Harumi estavam…
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  — Harumi? A secretária? — interrompe .
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  — Sim, ela mesma — explica. — Eles estavam saindo há algumas semanas, mas ele me disse que terminou essa relação — completa voltando a tomar mais um gole de café enquanto observa atentamente a reação da amiga.
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  — Ah… que pena, né?
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  A última frase proferida por não convence . Apesar de ela dizer se lamentar pelo término da relação de com Harumi, a expressão que ela faz agora diz o contrário, afinal, o sorriso discreto que estampa o rosto dela indica que ela está bem feliz com a notícia. O mais velho resolve não indagar a amiga sobre tal sorrisinho, ele vem notando certo ciúme dela com o irmão que ela negaria até à morte caso ele a questione.
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  Horas se passam, e estão em seu setor trabalhando em um novo projeto. Na verdade, os projetos finalizados do setor BackEnd agora passaram para o FrontEnd e precisam ser finalizados por eles. está agora pesquisando paletas de cores que combinem com a identidade visual da empresa-cliente, enquanto conclui os últimos detalhes do site de seu cliente.
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  — ? — a voz de faz a moça encarar o namorado parado na porta da baia dela. O olhar de cãozinho abandonado dele a faz amolecer, mesmo estando chateada com ele.
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  — … oi — diz ela com as mãos suspensas no ar ainda na posição como se fosse digitar algo no teclado do computador, ainda o encarando.
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  — Podemos conversar? — diz o rapaz. observa a conversa em silêncio, fingindo que não há mais ninguém ali além de seus companheiros de setor.
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  — É… pode ser após o almoço? Já está na hora, né?! — pede ela e pigarreia — , vai almoçar agora? — questiona ao amigo.
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  — Vou, estou apenas finalizando aqui — avisa ele sem tirar seus olhos da tela do computador.
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  — Vamos logo, levanta da cadeira e puxa o ombro de para trás, fazendo ele rir.
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  — Calma, não precisa me derrubar da cadeira. Já estou levantando — diz ele, risonho, e se levanta da cadeira. — E aí, ? Está tudo bem? Me parece apreensivo — o olhar semicerrado de recai sobre o amigo que lança um olhar irônico juntamente com um sorriso de canto.
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  — Estou bem — responde , simplesmente.
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  — Vamos almoçar, rapazes — diz e sai na frente deixando os amigos sozinhos.
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  — Vai contar para ela? — questiona baixinho, segurando o braço de antes deles seguirem a amiga.
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  — Pretendo — responde o outro com a voz também baixa.
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  — Não a faça sofrer — avisa num tom sério. — Senão eu mesmo cuidarei de te bater — ameaça ele e sai andando na frente.
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   suspira soltando um pouco da tensão que sente por toda a situação. Ele está decidido a falar para sobre seus sentimentos confusos. Sentindo-se com a mente cansada, o rapaz caminha em direção ao refeitório pensando no discurso ensaiado na noite anterior, o discurso do término. Ao encontrar os amigos, já acomodados em uma das mesas, ele pega uma bandeja e serve-se do almoço, caminhando em seguida até a cadeira vazia ao lado de .
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  Durante o almoço, todos conversam assuntos aleatórios que não são do interesse de . A mente dele está totalmente voltada para a conversa que terá com em alguns minutos. Essa conversa pode acabar não só com o namoro deles, mas também com sua amizade com a mulher. Só de pensar nisso o coração dele se aperta dentro de seu peito.
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  Mesmo alheio aos assuntos abordados na conversa de sua mesa, consegue perceber e sentir os olhares fulminantes que lança para ele vez ou outra. Se sentindo desafiado a rebater, devolve os mesmos olhares para o amigo. Ele detesta brigar com os irmãos , desde crianças, porém ele não leva desaforo para casa quando se trata desse assunto. Ele sabe que gosta da e que só está esperando uma oportunidade para dar em cima dela. Mesmo sabendo ser errado, sente vontade, esporadicamente, de manter o namoro com a só para não dar o “gostinho” de vitória ao . Só para não dar a ele a oportunidade desejada de ficar com a . Egoísta da parte dele? Sim, ele tem consciência disso. Justamente esse lado consciente que lhe berra por dentro, pedindo para ele ser racional e terminar o namoro porque, por mais que ele não queira dar esse gostinho ao amigo, ele ama a e a última coisa que ele quer é fazê-la sofrer.
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  Após o almoço, retorna ao seu setor e pede para que a espere no hall de entrada da empresa enquanto ela pega algo em sua mesa. Na verdade, ela quer perguntar algo ao e não quer que o namorado ouça.
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  — , espera! — chama , puxando o braço do amigo que para e a encara.
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  — Você está bem, cabelo de fogo?
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  — Quero te perguntar algo.
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  — Diz, meu amor.
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  — e brigaram enquanto eu estive de licença? — questiona ela fazendo enrijecer o corpo de tensão.
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  — Não que eu saiba — ele mente.
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  — , sério. Eles brigaram? — repete ela sem acreditar nas palavras do amigo, ela sabe que ele está mentindo.
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  — Eles devem estar estressados com o trabalho, certamente.
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  — Para de mentir, — ela puxa o braço dele mais forte, aproximando seus corpos. O olhar fulminante de às vezes assusta .
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  — Não me olhe assim… — pede ele. — Eu não sei se eles brigaram, mas ultimamente eles estão se falando menos — ele encontra uma solução para evitar contar a verdade.
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  — Sei…
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  — Não se preocupe com isso, se eles tiverem brigado, em breve estarão de bem de novo — assegura ele.
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  — Está bem — diz ela, soltando o braço do amigo. — Vou me encontrar com o , me cobre lá no Front? — pede ela fazendo um beicinho. ri.
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  — Não precisa fazer beicinho, meu amor — diz ele segurando o queixo da amiga. — Faço tudo que você mandar — ele pisca e dá um beijo na testa dela. — Demore o tempo que precisar e… — antes de concluir a frase, ele dá uma rápida pausa, engolindo em seco — se precisar, me liga, tá? Estarei atento ao celular — o encara, confusa.
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  — Por que eu precisaria?
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  — Apenas me ligue, se precisar — reforça ele.
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  Sem mais perguntas, assente e pega o elevador até o térreo. Chegando lá ela encontra que já está a sua espera e eles vão até a praça que fica em frente ao prédio da Seven. Após se acomodarem em um dos bancos da praça eles mantém o silêncio, até que resolve quebrá-lo.
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  — Eu queria…
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  —
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  Ambos falam, atravessando a fala um do outro e riem da situação.
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  — Fala você primeiro — diz .
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  — Não, fala você, eu quem te interrompi.
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  — Está bem… — ele tenta voltar à coragem de segundos atrás. — Eu queria te pedir desculpas, .
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  — Pelo quê?
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  — Eu estou ausente ultimamente, como namorado — ele diz, tímido.
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  — Ah, isso — olha para ele, sorrindo suavemente. — Um pouco.
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  — , eu sei que estou devendo muito, mas é que…
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  — Não fique preocupado com isso, . Eu tenho uma solução para esse problema.
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  — Tem?
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  — Tenho — responde, convicta. — Em alguns dias nós faremos seis meses de namoro — arregala o olhar, pois ele não está atento a datas.
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  — Oh…
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  — Eu sei que você esqueceu, óbvio — ri, dando de ombros. — Mas, acho que devemos ter uma noite só nossa.
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  — Hã? Como assim?
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  — Como assim o quê, ? — ela diz em tom óbvio. — O que namorados fazem em uma noite só para eles? — arqueia as sobrancelhas e aguarda ele responder.
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  — Dormem juntos? — indaga ele, confuso.
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  — Dormir só se for depois — ri novamente e solta uma risada sem humor.
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  — Mas, … a…
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  — Não me venha dizer que tem compromisso? Ah, pode desmarcar! — alerta ela. — Não quero desculpas, ! — ela faz um biquinho com os lábios e dá um tapinha no braço dele. — Sem desculpas!
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  — Ah… ah… — resmunga ele.
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   mal sabe o que dizer. A revelação da noite de amor que irá preparar para comemorarem os seis meses de namoro acaba quebrando a linha de raciocínio dele. Assim como um programa de computador, o cérebro de dá um bug e para momentaneamente. O homem apenas concorda com um gesto de cabeça e lhe abraça animada, dando-lhe um longo beijo apaixonado.
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[💻]

  Dois dias depois…

  O clima gélido entre e segue o mesmo.
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   desiste de tentar entender o motivo da briga entre os amigos, ela apenas observa a troca de olhares atravessados e meias palavras. Eles malmente se dão “bom dia” ao se esbarrarem pelos corredores da empresa. Tal briga já é de conhecimento dos demais colegas não tão próximos a eles. Por falar em colegas de trabalho, ontem, Harumi deu a ideia de nesse final de semana eles fazerem uma viagem para fontes termais. A moça sugere de quem quiser irem até uma cidade próxima para aproveitarem o final de semana. A ideia inicial é todos viajarem após o expediente, na sexta-feira, e retornarem domingo à noite. Até agora, as pessoas que confirmaram presença no passeio são: , Harumi, Ayumi – outra desenvolvedora do BackEnd –, , e Aimi – como convidada e namorada de . não tem certeza se vai, segundo ele, terá um compromisso no final de semana. Tal compromisso que não faz ideia de qual seja, mas resolve não questionar para evitar outro aborrecimento entre eles.
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  No dia da viagem, todos aguardam a chegada de Aimi, que precisou trabalhar um pouco além do seu horário habitual. acaba de mandar uma mensagem para .
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  18h44 -chan, me perdoe, mas eu não poderei ir ao passeio. Saí mais cedo do trabalho para resolver um problema de família. Espero que não fique chateada comigo e saiba que irei te recompensar, eu prometo. Por favor, aproveite o passeio, está bem?!
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  Ao finalizar a leitura da mensagem, ela não o responde, bloqueia o celular e o guarda no bolso do casaco, soltando um longo suspiro em seguida.
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  — Desde quando você tem segredos comigo, seu idiota? — sussurra ela para si mesma, levemente cabisbaixa.
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  — Está tudo bem, meu amor? — a voz grave de a assusta levemente. olha para o amigo que está bastante bonito hoje. Ela sorri de leve e balança positivamente com a cabeça.
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  — Sim — a voz super embargada dela não o convence.
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  — não vem, né?
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  A simples menção do nome dele a faz não segurar mais suas emoções, abaixa o olhar e põe uma das mãos na boca, na tentativa de segurar seu grito de raiva e seu choro. se aproxima e envolve seu braço na cabeça da amiga, puxando-a para seu peito, se aconchega ali. De longe, assiste a cena com uma ponta de inveja do irmão, ele quer estar no lugar dele, mas a sua paixão pela amiga o impede de se aproximar dela sem sentir vontade de beijá-la e tomá-la em seus braços. não quer faltar com o respeito, então prefere ficar distante, mesmo que isso lhe destrua ainda mais.
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  — Boa noite, pessoal! Desculpem o atraso! — diz Aimi assim que se aproxima de todos. Ao ouvir a voz da namorada, vira o rosto, ainda abraço a , e sorri para ela.
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  — Ai-chan — diz o homem, contente por ver a namorada ali. — Você vai ficar bem? — ele sussurra para a amiga.
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  — Vou — ela sussurra de volta e se afasta do abraço do amigo, enxugando as lágrimas e sorrindo de canto. — Vai ficar com a Aimi.
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  — Qualquer coisa me chama, tá? Ou pode chamar o também — sugere o homem.
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  — Pode deixar, . Eu vou ficar bem — avisa a mulher, sorrindo.
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   vai até a namorada e lhe dá um beijo de boas-vindas, será a primeira viagem deles juntos, ainda que estejam com mais pessoas acompanhando, mas é importante para ambos. Harumi alugou uma van para levar todos até à cidade onde está localizada as fontes termais, ela alugou também diárias em um hotel bem aconchegante da região que possui uma dessas fontes. A viagem não é longa, dura cerca de duas horas e logo eles chegam ao seu destino.
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  Já no hotel, eles se dividem em pares: os irmãos ficam juntos no mesmo quarto; Harumi divide o quarto com Ayumi; e Aimi e dividem o último quarto. Todos eles com duas camas de casal e um banheiro particular, além de acesso à uma parte exclusiva das fontes.
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  — Estou tão feliz por ter chegado a tempo de viajar com vocês — comenta Aimi enquanto desfaz sua mala, arrumando cuidadosamente cada peça retirada em cima da cama.
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  — Sim — responde , sem emoção, com o olhar perdido em algum ponto entre sua cama e suas roupas que ela também desarruma de sua mala.
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  — Será uma grande viagem — continua Aimi com a mesma empolgação. — e eu planejamos uma viagem só nossa em breve, espero que seja tão boa quanto creio que essa será — conclui ela e volta o olhar para a amiga, percebendo sua tristeza. — Está tudo bem, ?
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  — Hã? — ela diz, distraída.
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  — Você está assim porque o não veio? — questiona a mulher e se aproxima da cama da amiga, sentando-se na ponta ao lado da mala.
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  — Está nítido, não é? — sorri sem humor.
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  — Não fique assim, amiga — Aimi afaga as costas da amiga com carinho. — Ele com certeza tem uma justificativa para não ter vindo.
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  — Dizendo ele que teve um assunto de família para resolver — explica.
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  — Então… deve estar tudo bem. Não se preocupe.
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  — Nosso namoro está diferente do que era no início — confessa ela, de repente.
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  — Diferente como?
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  — Frio… — sente um nó se formar e ficar cada vez maior em sua garganta.
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  — Ah, amiga, eu sinto muito — diz Aimi, solidária e completa: — Não há nada que vocês possam fazer para reativar a chama do início do namoro?
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  — Eu pensei em uma noite só nós dois — diz com um leve sorriso. — Em alguns dias faremos seis meses juntos.
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  — Oh, parabéns por isso, amiga!
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  — Obrigada… — responde, não tão animada assim. — Eu pensei em uma noite só nós dois, sabe?
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  — Oh!! Entendo — diz Aimi, entendendo o que a amiga quis dizer. — Vocês nunca…
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  — Ainda não — revela fazendo a amiga sorrir. — Você e o já?
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  — Já — diz Aimi, envergonhada, e ri pondo as mãos na boca.
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  — Ahh, safadinhos! — também ri, esquecendo-se por alguns segundos de sua chateação.
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  — Amiga — chama Aimi, segurando uma das mãos de —, tenta não pensar nisso esse final de semana, tá? Deixa para resolver esse problema quando voltar para a cidade.
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  — Vou tentar, amiga. Obrigada por se preocupar — agradece a mulher. — Você e são perfeitos um para o outro, são excelentes conselheiros — elas riem.
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  — Obrigada pela gentileza, — diz Aimi, ficando envergonhada novamente. — Posso te confessar uma coisa?
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  — Pode.
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  — Antes de conhecer você pessoalmente, me falava muito da melhor amiga dele e de como ele ama e se importa com você — inicia a mulher. — Mas, depois que a gente saiu juntos e eu os vi pessoalmente, pude entender melhor a relação que vocês dois têm. Eu tinha muito ciúme seu, , mas hoje não tenho mais, pois sei que o ama você como uma amiga — conclui ela, deixando surpresa.
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  — Desculpe por lhe causar ciúme, Ai — diz do fundo de seu coração. — e eu somos tão próximos e, às vezes ao olhar estranho, pode parecer que temos algo a mais.
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  — Não é culpa sua, ! Eu sei que o carinho que sentem é inocente, apesar de também saber que ele é um grande safado — comenta ela, rindo. — Ele ainda “dá em cima” de você, não é?
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  — É… sim, às vezes, mas eu sempre o repreendo! — apressa-se a explicar. — Desde que começaram a namorar que eu o repreendo por isso.
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  — Eu não ligo, eu ligava antes, mas hoje não mais — diz Aimi, convicta. — Sei que é só um jeito exagerado dele demonstrar que te ama, comigo ele age de maneira diferente.
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  — Como? — pergunta , curiosa, fazendo Aimi sorrir de maneira maliciosa.
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  — é bastante efervescente quando estamos a sós.
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  — Oh! — leva as mãos à boca, surpresa e ri em seguida.
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  — Ele é muito bom de cama, se é que me entende — Aimi também ri. — E eu sinto que ele me ama até mesmo quando estamos transando. Então sei que o que ele sente por mim é de verdade.
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  — Sério?
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  — Sim, nunca sentiu isso?
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  — Não… — a mulher para por alguns instantes para pensar sobre. Realmente ela nunca se sentiu amada quando transava com alguém, por mais que os seus parceiros anteriores a tivessem declarado amor.
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  — Sinto muito, , mas tenho certeza de que quando estiver com o sentirá isso.
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  — Você acha?
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  — E você não? — Aimi rebate a pergunta.
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  — Não sei…
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  — Bom, não pense nisso agora! Vamos terminar de desarrumar as malas e descer para jantar, ok?
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  Aimi percebe que a amiga fica desconfortável e pensativa com a afirmação que ela dá e muda de assunto, voltando para sua cama e terminando de retirar suas roupas da mala. Porém, a tentativa de fazer não pensar nisso é totalmente em vão, já que é a única coisa que ela consegue pensar durante toda a noite.
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  Na manhã seguinte…

  Aimi e descem até o refeitório do hotel e já encontram os demais amigos lá. chama a namorada para sentar-se perto dele e senta-se ao lado da amiga, Ayumi ao seu lado. e Harumi sentados do outro lado da mesa bem de frente para eles. Todos estavam tendo uma conversa antes das mulheres chegarem e, logo após elas montarem seus pratos e começarem a comer, eles retomaram o assunto.
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  — ! Acho que você pode nos ajudar num questionamento — diz Harumi, de repente. , que está comendo um pedaço de queijo, para o movimento que faz com a mão para encarar a moça.
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  — Sobre? — ela questiona e põe o queijo na boca, mastigando-o.
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  — Estávamos falando sobre namorados e suas funções — introduz.
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  — Harumi… — tenta parar a fala da mulher, porém ela o ignora completamente.
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  — Sobre o que exatamente, Harumi? — diz já sabendo onde a outra quer chegar.
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  — Você não acha que, por exemplo, um bom namorado deveria acompanhar sua namorada aos lugares? — ela apoia os cotovelos na mesa, os dedos cruzados em apoio ao queixo, enquanto encara com o olhar superior, analisando a reação da mulher.
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  — Harumi! — repreende , mais veementemente.
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  — Acho que se o casal entrar em consenso não é necessário que sempre estejam juntos em todos os lugares — responde . Discretamente, Aimi sorri de orgulho da resposta da amiga.
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  — Hm, interessante — Harumi dá de ombros e completa: — Então você e o -kun entraram nesse consenso? — indaga, curiosa.
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  — Harumi, chega! — diz e bate na mesa, chamando a atenção de todos. — O namoro da com o só diz respeito aos dois, para de fazer esse tipo de questionamento! — finaliza, irritado.
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  — Ah, -chan, por que está tão irritado? Isso também não lhe diz respeito — rebate a mulher com os olhos semicerrados e um sorrisinho nos lábios.
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  — Eu não deveria, mas vou te responder Harumi — diz e todos a encaram.
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  — Você não precisa, — alerta .
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  — É, , você não precisa responder. A Harumi quer saber demais — reforça .
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  — Mas eu irei — diz . — Não, eu não fiz nenhum tipo de acordo com o e, mesmo se eu fizesse, eu sei que ele não abriria a mão de ajudar a família dele se fosse algo urgente — conclui, convicta e em defesa do namorado.
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  — Nossa! — espanta-se Harumi. — Me desculpe por perguntar, então — ela sorri de maneira falsa e volta a tomar um gole de seu suco.
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  — Com licença — levanta-se da cadeira onde está, respirando fundo para controlar sua raiva.
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  — Aonde vai, amiga? — indaga Aimi.
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  — Vou me trocar para entrar na fonte.
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  — Mas você nem comeu…
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  — Não estou com fome. Com licença.
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  Sem dizer mais nada, deixa o refeitório visivelmente chateada com as provocações de Harumi. Irritado demais para ficar na presença dela, também se levanta.
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  — ! — alerta prevendo que o irmão iria atrás de .
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  — Vou para o nosso quarto, , não se preocupe — responde ele, simplesmente e segue o caminho até o quarto.
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  Ao chegar ao quarto, se joga na cama e pega o celular. A primeira ideia é mandar uma mensagem para e perguntar o que ele está fazendo agora, somente para saber se a história que ele contou é verdade. detesta sentir que há algo errado, detesta desconfiar do e detesta mais ainda sentir-se assim tão impotente a respeito. Ela fecha os olhos com força e solta um longo suspiro de frustração. Seria tão mais simples se não tivesse com tantos segredos com ela nas últimas semanas…
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   levanta-se da cama e vai até sua mala, procura seu biquíni e vai até o banheiro do quarto se trocar. Nesse meio tempo, Aimi retorna ao quarto e faz o mesmo. Quando ficam prontas, as amigas vão pelo acesso exclusivo até a piscina formada pela água quase fervente das fontes termais que é compartilhada com mais dois quartos. Um deles é o compartilhado por Ayumi e Harumi.
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   tenta ignorar a presença de Harumi e as indiretas que ela lança vez ou outra. Aimi pede para que ela não ligue e se concentre em relaxar um pouco, mas é quase impossível fazer isso com a Harumi falando sem parar. Em determinado momento, as ocupantes do outro quarto se aproximam até o local da piscina onde e Aimi estão.
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  — Tenta não cair na conversa dela, amiga — alerta Aimi antes das outras chegarem.
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  — Estou sem paciência, Ai — avisa revirando o olhar.
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  — Ahh, o dia está tão bonito, né? — comenta Harumi assim que chega perto das duas.
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  — Olá, meninas, tudo bom? — diz Ayumi, educada.
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  — Tudo sim — responde Aimi com um sorriso amigável.
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  De repente, ninguém fala mais nada. Minutos depois, Harumi volta a praticar seu esporte favorito: provocar .
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  — Dizem que as águas daqui fazem bem para a pele — comenta ela, alto, para que todas escutem.
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  — Sério? — indaga Ayumi de maneira inocente.
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  — Sim! E eu quero ficar com a pele de pêssego — o olhar dela recai sobre e completa sua fala: — Preciso me preparar, pois o gosta da minha pele bem macia — ela sorri, ardilosa e a encara.
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  — ? Oh, o -san do BackEnd? — indaga Ayumi.
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  — Estamos nos entendendo novamente e sinceramente preciso estar relaxada para ficar com ele. Se é que me entende — Harumi solta uma risada significativa e encara novamente.
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  — Vocês estão juntos de novo? — questiona , curiosa.
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  — Amiga… — sussurra Aimi sabendo que possivelmente é uma mentira contada por Harumi.
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  — Ah, ele não te contou? — provoca. — Estamos sim, anteontem tivemos uma conversa definitiva e acabamos que… bom, nós transamos de novo — conclui Harumi e Ayumi espanta-se.
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  — Que cínica… — diz de maneira audível e a outra a encara.
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  — Está falando de mim, querida?
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  — Se a carapuça lhe serve, querida — rebate .
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  — , por favor — pede Aimi, sentindo que a amiga pode a qualquer concluir a discussão com algum tipo de agressão física.
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  — Nossa, que ríspida. Ainda bem que eu não sou assim, não gosta… — diz a outra com um ar de quem sabe tudo.
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  — Desde quando você sabe algo sobre o que ele gosta ou não? Você não o conhece! — as mãos de estão tremendo e ela sente a mesma onda de raiva que sentiu quando viu Harumi agarrada no braço de , andando pela empresa, meses atrás.
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  — Você tem inveja de mim — Harumi ri, debochada.
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  — Por que eu teria?
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  — Porque eu pego um dos caras mais desejados da Seven!
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  — Eu também! — rebate . — , e são os mais desejados e os três são MEUS amigos. Sendo o o meu namorado! — a voz dela sai trêmula.
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  — Mas você queria pegar o ! Confesse! — provoca Harumi.
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  — Querida, eu já peguei o e pegaria novamente se me desse vontade! — rebate no mesmo tom provocativo.
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  — Ah, sua invejosa!
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  O temor de Aimi acontece. parte para cima de Harumi, estapeando-a no rosto, antes mesmo da outra tentar algo contra a Mori. Aimi e Ayumi tentam apartar a briga, mas é quase impossível.
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[💻]

  Poucos minutos antes…

  Literalmente do outro lado do muro que separa os quartos, e estão dentro da sauna, ambos de sunga e com uma toalha branca envolvendo suas cinturas.
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  — Você não pode ficar dessa forma toda vez que falarem sobre o namoro dos dois ou quando o faz merda — diz . — Se bem que até eu tenho vontade de esmurrar o quando eu vejo a triste por causa dele. Infelizmente isso está mais frequente.
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  — Então não me julgue por querer matá-lo — rebate , irritado e recosta na parede, os cabelos já molhados por estarem ali há mais ou menos quinze minutos.
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  — Espere para ver se ele vai falar com ela sobre…
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  — Ele não vai falar — afirma . — Ele é um covarde imaturo.
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  — É, mas não será você o informante, por favor — alerta . — Não me faça te dar uma bronca na frente de todos.
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  — Não comece, — ele revira o olhar, pondo as mãos no rosto por um instante.
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  — Eu sei que você ia atrás dela naquela hora — diz .
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  — Você não sabe de nada, -san — provoca sabendo que o irmão não gosta de ser chamado assim. Como previsto por ele, leva um tapa na cabeça.
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  — Sou o mais velho, me trate com mais respeito — ri de leve. — Seu idiota.
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  — Não tanto quanto o
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  Ambos se olham brevemente e riem não resistindo a piada do mais novo. Eles sentem o corpo reclamar do tempo que estão ali na sauna e resolvem sair. Assim que colocam os pés para fora o local, ouvem gritos vindos do outro lado do muro.
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  — ! Parem com isso, por favor! — grita Aimi em desespero.
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  — Ai-chan? — questiona, confuso.
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  — O que será que está acontecendo? — indaga , tão confuso quanto.
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  De repente, faz-se silêncio por alguns segundos e depois vem o grito de Aimi ainda mais desesperado.
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  — Amiga! Não, ela não sabe nadar! ! Alguém ajuda!
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  Os irmãos se olham, aflitos, e saem correndo quarto à dentro rumo ao quarto das mulheres. Pelo caminho, por estarem molhados da sauna, eles escorregam no piso e quase caem. Ganhando a corrida, chega primeiro e logo vê a namorada em volta da piscina da água quente apontando para seu interior.
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  — Ai-chan! — grita ele e a moça se vira assustada. — O que está acontecendo?
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  — ! A está ali no meio, ela está se afogando! — explica ela, desesperada por não conseguir ajudar já que ela também não sabe nadar.
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  — ! — antes mesmo de correr para ajudar a amiga, ele vê a figura rápida e aflita do irmão passar por ele.
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   se joga na piscina sentindo a água queimar sua pele pelo impacto repentino. Ele mergulha com os braços abertos e logo encontra o corpo desfalecido da amiga e amada, trazendo-o para cima. Ele puxa o ar com força e respira fundo, movendo-se até a beira onde já os aguarda para retirá-los da água.
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   coloca a amiga deitada próximo à beirada e sai da água para acudir . Afastando o irmão, o mais novo afasta os cabelos avermelhados e molhados de de seu rosto e, num gesto imediato e instintivo, encosta seus lábios no dela empurrando ar para dentro de sua boca, fazendo-lhe respiração boca a boca.
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  De repente, ela abre os olhos e cospe água, sentindo o corpo tremer de frio em seguida.
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  — … — sussurra ela ao vê-lo tão próximo de sua boca.
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  — Você está bem? — questiona ele ainda bastante aflito.
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  O olhar dele lhe transmite uma preocupação excessiva. Não só de um amigo que está preocupado com sua amiga. Ela não sabe explicar, mas o olhar de para ela está diferente e, por algum motivo, ela gosta disso.
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Capítulo 5 – A primeira e última

   e ainda se encaram, o olhar de para ela ainda é algo que intriga a moça, apesar de ela gostar bastante desse “novo olhar” do amigo. O corpo dele ainda está sobre o dela, os braços do rapaz apoiados no chão e seu rosto perto do dela, os cabelos molhados pingando no corpo da moça.
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  — -chan! — diz Harumi com a voz estridente e sente seu corpo ser, literalmente, puxado para trás. Assim ele sai de cima de que se vira para o lado, sentindo o rosto esquentar.
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  — Harumi… — ele diz com a voz cansada. A mulher está agarrada em seu pescoço.
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  — Fiquei preocupada, que bom que salvou a — diz Harumi.
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  — Que falsa! — grita Aimi, irritada, chamando a atenção de todos. — Foi você quem empurrou a para a parte funda e você sabia que ela não sabe nadar. Nem fez nada para ajudar, sua falsa! — conclui a moça em defesa da amiga.
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  — Ai-chan… — se aproxima da namorada, surpreso com a atitude defensiva dela, sorrindo orgulhoso. Harumi a fuzila com o olhar. se livra do abraço dela.
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  — Isso é verdade, Harumi? — pergunta já imaginando a resposta.
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  — Não foi bem assim, eu…
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  — , espera!
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  Aimi grita ao ver que a amiga sai correndo dali e tal grito interrompe a explicação de Harumi. faz menção de ir atrás da amiga, mas Harumi o segura pelo braço impedindo-o de sair. olha para a namorada e ela pede para que vá atrás de , que está tudo bem. Rapidamente o mais velho corre em direção ao local de fuga da amiga. Ao sair do quarto que e Aimi dividem, acha a amiga cambaleando pelos corredores do hotel.
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  — Hey, minha pequena — ele diz, carinhoso, assim que se aproxima dela envolvendo os braços em seus ombros.
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  Ele conduz a amiga até o quarto que divide com o irmão, trancando a porta assim que eles entram ali. senta-se na cama enquanto aguarda voltar com toalhas secas e roupas dele para que ela possa vestir. Ela se enxuga devagar, mas perde as forças e começa a chorar. acolhe ela em seu abraço e afaga os cabelos molhados dela.
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  Minutos depois, já deitados na cama, ela já está mais calma e acaricia o rosto dela.
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  — Você está assim porque o não veio ou porque a Harumi estava agarrada ao ? — a pergunta de faz a moça encará-lo, confusa.
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  — Eu não tenho certeza de nada, … — a voz cansada e confusa da amiga parte o coração do rapaz que aperta mais o abraço carinhoso que dá nela.
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  — Meu amor, você está confusa com o quê?
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   se afasta um pouco e o encara. Ela sabe que pode contar qualquer coisa ao amigo que ele não contará aos outros, sabe que em ela pode confiar.
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  — Estou chateada com o porque eu sinto que ele está mentindo para mim — inicia ela. — Não posso provar, mas eu sinto, , e isso está me enlouquecendo — o rapaz sente a garganta apertar mais uma vez.
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  — Não queria que você passasse por isso, minha pequena — diz ele e completa: — Eu meio que já sabia, pois eu o seu diário dia desses… — ele diz com o olhar inocente.
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  — Você o quê?! — espanta-se .
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  — Eu não queria, meu amor, mas…
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  — Não me diga que o diário se jogou aberto na sua cara? — zomba ela e ele ri.
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  — Não, mas eu acabei abrindo e uma coisa ou outra — confessa com uma expressão fofa na face.
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  — O que exatamente?
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  — Sobre o estar estranho com você.
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  — Você leu isso!? Ai, !
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  — Me perdoe, meu amor — ele dá um beijo na testa dela. — Ele te tratou mal?
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  — Ele mal conversa comigo… — revela com um nó na garganta.
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  — Sinto muito, . Eu achei que o realmente gostava de você…
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  — Mas ele gosta, eu sei que ele gosta — defende ela. — Mas, eu não sei, tem algo que trava ele, que o faz recuar de alguma forma.
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  — No relacionamento?
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  — Sim — diz ela e suspira. fica tentado a contar a verdade, que na realidade não sabe se realmente a ama, mas isso não lhe diz respeito, afinal. Mesmo ele sendo amigo dela, ele é amigo dele também.
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  — Você quer que eu fale com ele?
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  — Não precisa, . Eu mesma irei resolver isso, mas obrigada pela preocupação.
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  — Sempre irei me preocupar com você, pequena — ele diz, carinhoso e completa: — Só posso te dar um conselho?
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  — Todos que quiser — ela sorri de leve.
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  — Ouve seu coração, ele saberá o que fazer — ele também sorri, carinhoso.
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  O homem se aproxima do rosto dela e beija sua testa, depositando vários beijos ali; depois ele desce até as bochechas dela repetindo o processo; por último, ele deixa alguns beijos no queixo dela, simulando mordidas no local. Ao se afastar, ele diz:
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  — Pensa com carinho no que te falei, sobre ouvir seu coração… — ele diz e sorri malicioso. — Esse coração que bate por trás desse lindo par de seios — ele ri com sua fala e dá um tapa em seu braço.
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  — ! Aimi é minha amiga, vou te matar, seu safado!
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  — Eu não resisti, , me perdoe — defende-se , vendo que sua tática de quebrar o clima tenso dá certo. — Não trairia a Ai-chan e muito menos o meu irmão.
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  — não está merecendo essa consideração — diz a moça.
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  — Eu estava falando do .
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   sorri e dá um beijo longo e carinhoso no rosto dela. , em seu interior, vive o conflito e a confusão de sentir certa atração pelo homem. Toda vez que ele está perto dela, ela sente o corpo agir de maneira diferente. E hoje, quando sentiu os lábios dele tocarem sua pele, ela teve uma sensação incrivelmente boa e quis mais disso. Mas é errado pensar nele assim, afinal, é seu melhor amigo.
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  Espera, ?!
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   voltou para casa sozinha, ela não quis mais ficar no hotel mesmo após a longa argumentação de e Aimi que quase a convenceram, mas não surtiu efeito. Ela chegou domingo pela manhã e resolveu ir diretamente até o apartamento de , sabia que ele possivelmente estaria em casa, já que seu compromisso seria apenas no sábado. Mesmo se ele não estivesse em casa, ela tinha o passe para entrar, através de um cartão reserva para a porta eletrônica – o sistema de trava da porta do apartamento do é diferente do dela, por exemplo.
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  Mori caminha devagar, arrastando sua mala enquanto pensa nas sensações que teve ao ser beijada por , ainda que através de uma respiração boca a boca. Imediatamente ela é transportada até o dia da festa da Night Parade, onde teve um momento bastante íntimo com ele. De fato, se ele não tivesse interrompido aquele beijo, certamente eles teriam transado e ela queria tanto isso. Ela ainda quer? E por que ela está pensando nisso agora enquanto vai ao encontro de seu namorado? Só em pensar nisso o corpo de já se sente estremecido.
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  Ela balança a cabeça, espantando os pensamentos libertinos que acaba de ter com o seu melhor amigo e segue o caminho pelo estacionamento até o prédio onde mora. Na outra mão ela carrega uma sacola com alguns legumes e carne, pretende cozinhar algo para almoçar enquanto espera o namorado chegar. Antes mesmo de terminar de virar o corredor do terceiro andar, avista uma mulher saindo do apartamento de , uma jovem mulher, cabelos curtos e pretos, muito bonita. Ela crê ser alguma parente dele, mas ao ver ela tentando beijá-lo na boca, muda de opinião. se segura para não interromper o beijo, se é que há um beijo, pois, no ângulo que está, não consegue ver , que está escondido pela porta – antes do quase beijo, ele estava um pouco visível e deu um passo para trás ao ver o avanço da moça. Já a moça está parcialmente à vista e dá um passo para frente com o rosto erguido na direção do rosto de .
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   respira fundo, controlando-se, a vontade que tem é de jogar sua mala na cara dele e exigir uma explicação imediata, mas ela não faz. Espera alguns segundos e ouve passos vindos em sua direção, rapidamente ela entra na porta que dá na escada de emergência e aguarda a tal mulher ir embora. Quando isso acontece, ela volta para o corredor do terceiro andar e caminha praticamente marchando até à porta do apartamento de , tocando a campainha.
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  Ele abre a porta rapidamente.
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  — Hanna, eu disse que… — inicia ele e, quando ergue o olhar e vê parada o encarando, muda sua expressão e tom de voz. — ? Oi, amor…
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  — Quem é Hanna, ? — pergunta ela, fuzilando-o.
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  — Ah… é uma… uma amiga — responde ele, hesitante. — Você não ia voltar à noite? Eu ia te…
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  — Que amiga, ? — interrompe ela, furiosa e largando a sacola do chão com muita força.
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  — Uma amiga — responde, dando de ombros. — Por que voltou mais cedo? Entra, vamos conversar.
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  — Eu não tenho o que conversar com você… aliás, tenho sim! — ela o empurra que mal se move, segurando suas próprias emoções para não se exaltar. — Vamos falar do beijo que deu na Hanna — ele arregala o olhar.
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  — Eu não a beijei.
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  — Não minta para mim, ! — ela o empurra novamente para dentro do apartamento.
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  — Mas eu não a beijei, ! Você entendeu errado… — diz, angustiado.
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  — Errado? Não subestime a minha inteligência, ! — a voz dela começa a embargar. — E eu… ah, , por quê?
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  — , calma, vamos conversar… — ele tenta segurá-la pelo braço, mas ela se esquiva.
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  — Me deixa…
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  — Espera, ! — ele tenta mais uma vez e ela o empurra com mais força.
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  — ME DEIXA EM PAZ, !
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   sai dali correndo, pega sua mala que havia deixado na porta da saída de emergência e vai embora ouvindo os chamados de e os ignorando. Depois daí, tenta ligar inúmeras vezes para ela, que continua o ignorando.
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  Se arrependimento matasse…
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   acomoda sua mala no chão de seu quarto e se joga na cama em seguida, sentindo o corpo reclamar pelas horas de viagem sentado no banco não tão confortável da van que os trouxe. Depois da partida de , pela manhã, eles apenas almoçaram e resolveram voltar um pouco mais cedo, chegando duas horas antes do previsto, mas ainda assim, à noite. Ele desbloqueia seu celular e lê as mensagens, há muitas mensagens de e alguns ligações perdidas dele também. Ao ler o conteúdo, ele liga de imediato para o amigo.
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  — O que aconteceu, ? — questiona antes mesmo de responder qualquer coisa do outro lado.
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  — e eu brigamos e ela saiu daqui muito chateada — explica. — Ela não está me atendendo, , eu estou preocupado.
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  — Sabe para onde ela foi?
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  — Se eu soubesse não te pediria ajuda, né? — responde , irritado.
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  — Não fale assim comigo, seu cretino — rebate .
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  — Me desculpe, cara, eu estou nervoso.
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  — Estou vendo… vou tentar falar com a cabelo de fogo e te aviso, ok?
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  — Ok, cara, fico aguardando.
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   tenta diversas vezes ligar para , mas sempre chama e cai na caixa postal. Começando a se irritar com a falta de notícias, ele manda alguns áudios para ela, que visualiza. Então, ele resolve ligar.
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  — O que houve com sua voz? Você estava chorando? — pergunta ele assim que atende, notando a mudança na voz da amiga.
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  — Talvez… responde do outro lado com a voz bastante embargada, ela havia chorado de fato.
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  — Aonde você está, ? Você bebeu, não foi?
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  — E se eu tiver bebido, algum problema, ? — ela grita, debochada. — Por que me ligou, ?!
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  — Você está bem? Me diz onde você está… — insiste ele. — O disse que…
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  — EU NÃO QUERO FALAR DISSO! — berra ela. — Eu quero ficar…
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  — Você não vai ficar sozinha, . Não! — determina .
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  — , eu não… — ela sente a voz falhar e as lágrimas voltarem a cair.
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  — Aonde você está, ?
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  De repente, silêncio.
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  — ?! !?
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  Ouvindo os gritos vindos do quarto do irmão, aparece na porta, preocupado.
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  — O que houve, ?
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  — ?! — grita antes da ligação ser desligada por ela. — Que inferno! — brada o homem. ainda o encara, aguardando por uma explicação. — Aconteceu alguma coisa com a . ligou, disse que eles brigaram e ela saiu do apartamento dele muito nervosa.
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  — O que ele fez a ela? — questiona num tom irritado.
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  — Agora não é momento para isso, , temos que encontrá-la — alerta o mais velho.
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  — Está bem… eu vou procurar por ela — revira o olhar e se vira para sair do quarto.
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  — Eu também vou.
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   e saem à procura da amiga.
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  Algumas horas se passam e finalmente um deles a encontra em um bar perto da casa dela, após receber a ligação do garçom do bar que ligou para o último número que havia na lista de ligações do celular da moça, pedindo para irem buscá-la e que ela não estava assim tão bem.
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  — O que pensa que está fazendo, Mori?! — brada , cutucando-a no ombro.
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  — ! — ela diz, animada e com os braços abertos, levantando-se da mesa e abraçando o pescoço do amigo.
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  — Nossa… — diz ele ao sentir o cheiro de álcool vindo dela. — Quanto você bebeu? Eu não acredito que bebeu por causa do … — repreende ele e leva um tapão na cabeça.
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  — Eu não bebi por causa dele! — brada , irritada.
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  — Que seja, vamos embora — ele a puxa para fora da mesa, mas ela resiste.
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  — Não quero ir, está cedo, ! — reclama ela.
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  — Cedo para você continuar com essa palhaçada de encher a cara por causa do idiota do . Eu não sei o que ele fez, não me interessa agora, o que eu quero é que você venha comigo agora, Mori!
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   ergue o corpo, assustada com o sermão dado por ele que nunca havia agido assim antes. Mesmo estando magoada pelas palavras de , ela resolve acompanhá-lo. paga a conta do bar e leva até o apartamento dela. Ele liga para o irmão e avisa que encontrou , mas que é para o mais novo voltar para casa, que ele cuidaria de tudo sozinho. insiste em ir vê-la, mas não permite, diz que é melhor ele ficar longe pelo menos por enquanto.
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  A missão do mais velho agora é fazer com que tire suas roupas e entre embaixo do chuveiro. Ela está resistindo bastante.
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  — Você precisa tomar um banho, Mori! — grita ele tentando fazer levantar-se e parar de puxar suas pernas. — Não seja tão teimosa assim!
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  — Não quero, . Sai! — ela grita de volta e tenta morder a canela dele, que se esquiva.
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  — Eu deveria ter deixado você me morder só para machucar seus dentes! Oh, mulher teimosa! — brada. — Yah, você precisa tomar banho, !
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  — Vai ter que me dá banho se quiser que eu tome! Chato! — ela mostra sua língua para ele e começa a rir ainda agarrada às pernas do homem.
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  — Não me desafie, cabelo de fogo… — avisa . — Olha que eu te dou banho mesmo, hein!
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  — Duvido, -san! — provoca .
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   estreita o olhar e solta um suspiro. Dando de ombros, o homem puxa para ficar de pé e agarra ela, levando-a até o box do chuveiro. Esperneando muito, a mulher é carregada por ele e colocada gentilmente dentro do box. liga o chuveiro e a água respinga em .
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  — Está frita a águaaaaaa, !!! — berra ela sentindo o frio tomar conta e tentando sair dali, mas é barrada por ele.
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  — Assim você acorda — rebate ele. — Anda, tira a roupa!
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  — Não! — ela volta a mostrar a língua para ele e ri novamente.
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  — Vai tomar banho sim, tira a roupa, ! — ele volta a mandar. — Ora essa, beber todas por causa do
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  — Já disse que não foi por causa dele! — ela volta a ficar séria e chorosa.
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  — Ah, não? Por que então? Por mim? — ele diz em deboche.
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  — Não, seu idiota… por mim — ela abaixa a cabeça e recosta na parede, sentindo o corpo pesar.
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  — Como assim? — ele entra no box e fica na frente dela.
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  — Porque eu sou uma idiota, . Porque ainda acredito que o gosta de mim de verdade… — ela começa a chorar novamente.
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  — Hey, não chore, meu amor. Não se sinta assim, ele não merece — abraça ela.
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  — E ainda tem esse maldito ciúme! — ela diz, de repente.
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  — Ciúme do ?
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  — Pior que não… eu não sei o porquê, mas estou com ciúmes do seu irmão.
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  — Do ? — questiona ele, confuso.
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  — E você tem outro irmão, ?! — ela dá um tapa no peito dele.
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  — Por que está com ciúmes do meu irmão? — ele diz, já percebendo que a amiga sente algo a mais pelo irmão mais novo.
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  — Se soubesse o motivo, ficaria feliz — lamenta-se e solta um suspiro. — Só sei que, quando a Harumi disse que o beijou e que… ahhh eu quis voar no pescoço dela e quis bater nele também. Mas que ódio, , por que estou sentindo isso sem querer sentir?? — indaga soltando o corpo e fazendo uma expressão triste e emburrada. — E ao mesmo tempo eu tenho ciúme do também! Argn, odeio ser eu agora!
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  — Eu não sei, meu amor, só sei que você pode contar comigo para o que você precisar — diz , carinhoso. — Eu amo você — ele aperta o abraço.
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  — Você pode me dar banho, por favor? — ela pede, baixinho.
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  — Hã?
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  — Me ajuda a tomar banho, só enquanto eu choro, por favor…
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  — Está bem.
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  Nesse momento, deixa de lado qualquer tipo de brincadeira que ele possivelmente faria em outra circunstância. Vendo sua amiga tão frágil assim, como ele nunca havia visto nesses anos de amizade, ele apenas a ajuda a retirar suas roupas e a deixa apenas de lingerie. Ele tira suas roupas também e fica de cueca, entrando no chuveiro junto com a , ele volta a abraçá-la com carinho. afaga as costas dela com um pouco de sabonete até que forme espuma, deixando escorrer a água por toda sua extensão. Enquanto dá banho nela, ele a ouve chorar e o motivo de seu choro é o , melhor amigo de ambos. não sabe o que fez para deixar dessa forma, mas ele sabe que o rapaz tem muito a se explicar e, dessa vez, para .
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  Ele pode até admitir que não saiba o que está sentindo, mas ele jamais permitirá que sofra durante o processo de descoberta.
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[💻]

  No dia seguinte…

  Hoje é aniversário do .
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  Também é aniversário de seis meses do namoro entre e .
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  Ambos os eventos coincidem e só esse fato é o suficiente para deixar irritado. Ele chega mais cedo ao trabalho, sendo recepcionado por alguns colegas que lhe dão parabéns pela data. Apesar de chateado, o rapaz está aliviado por seu irmão ter achado a ontem e ter cuidado dela – mesmo que ele mesmo tenha sentido vontade de cuidar da moça. O rapaz senta-se em sua cadeira e inicia mais um dia de trabalho. Há pouca demanda, então ele resolve aperfeiçoar os códigos de demandas já entregues, uma espécie de update dos dados.
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   adentra pelo corredor que dá acesso ao seu setor de maneira arrastada. Além de estar de ressaca, a moça sente uma frustração enorme por dois motivos. O primeiro é que ela não sabe se é realmente certo ela sentir ciúme do , afinal de contas ele é seu amigo e é solteiro, ele não deve nenhuma satisfação para ela de quem ele transa ou deixa de transar. O segundo é a incerteza do relacionamento com , mesmo o amando ela sente que ele mente para ela, que esconde algo importante; mesmo sentindo vontade de terminar tudo, o sentimento pelo rapaz ainda é forte; na verdade, começa a achar que esse sentimento está apegado ao de meses atrás, talvez de anos atrás, um que não mentia.
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  Na hora do almoço, nota que está com a mesma roupa de ontem e se questiona internamente se ele passou a noite fora de casa. Ela cogita a possibilidade de perguntar a sobre isso, mas certamente ele iria zombar dela dizendo que está com ciúme. Mas, ora essa, e ela não está? Sim, está, mas isso não vem ao caso agora. Ela caminha até o rapaz para poder lhe desejar feliz aniversário, quer dar um abraço apertado nele e poder sentir seu cheiro novamente. Parando para pensar, nota que faz algumas semanas que ela não o abraça, não de verdade. E isso faz tanta falta. Muita falta.
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  Antes de se aproximar de , a mulher percebe a presença de Harumi literalmente pendurada no pescoço dele. Mesmo vendo que ele está desconfortável com os beijos que ela lhe dá pelo rosto, sente uma enorme raiva e uma enorme vontade de enterrar o rosto de Harumi na tigela de lámen, porém, ela prefere respirar fundo, dar meia volta e retornar para seu setor. Mais tarde ela fala com o , quem sabe passe no apartamento dele e compre uma pizza.
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  — … — a voz de faz a mulher arrepiar-se involuntariamente. Seus pensamentos, que estavam em , são transferidos para seu namorado que está parado na porta de sua baia.
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  — … — responde ela friamente.
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  — A gente pode conversar? — pede ele com o olhar pidão.
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  — Se quiser falar comigo, , me mande um e-mail — ela volta seu olhar para a tela de seu computador e continua seu trabalho.
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  — Prometo que será rápido — insiste .
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   nem olha para ele, continua aparentemente concentrada em seu trabalho, mas pensa inevitavelmente em falar com , afinal ele lhe deve uma explicação.
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  — Melhor voltar outra hora, — diz notando o clima tenso instaurado.
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  — Mas eu… — inicia , mas é interrompido por .
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  — Está tudo bem, — diz ela, sorrindo para o amigo. — Já que o quer tanto conversar, vamos lá! — conclui ela, virando a cadeira na direção de e levantando-se.
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  — Tem certeza? — insiste com o olhar preocupado.
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  — Tenho sim — ela sorri para ele, se aproximando do amigo e lhe dá um beijo na testa. — Obrigada, .
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  — Qualquer coisa me liga — ele diz no mesmo tom preocupado de seu olhar. apenas assente.
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   caminha na frente, passando por , e o rapaz a segue. Eles caminham até o elevador, apertando o andar térreo; passam pela portaria e saem do prédio, caminhando até um dos bancos da praça, sentando-se em um deles.
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  — Fale de uma vez porque eu não tenho tempo, — diz assim que eles se sentam no banco. engole em seco.
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  — Você está bem? — pergunta ele com certo medo.
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  — Agora você quer saber? — o olhar revoltado de tem o poder de travar o corpo de na posição em que está agora.
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  — Eu fiquei preocupado ontem, você não me atendia — diz ele genuinamente preocupado. — me ligou e disse que tinha te achado no bar, você bebeu?
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  — Virou meu pai agora, ? — indaga , irritada. — Fala logo o que você quer, eu tenho dois projetos para finalizar hoje e não estou…
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  — Eu não beijei a Hanna — diz ele, de repente. o encara, o coração acelerado e as mãos trêmulas.
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  — Não? — indaga com deboche.
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  — Ela é apenas uma mulher que eu ajudei naquele dia, ela me pediu ajuda para ir até a casa do ex-namorado pegar algumas coisas, pois ele estava sendo estúpido com ela — explica e completa: — Hanna estava apenas me agradecendo com um beijo no rosto, provavelmente você deve ter visto essa parte.
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  — Na verdade… — começa a sentir-se culpada por pensar errado de . — Eu não cheguei a ver vocês se beijando, a porta estava na frente…
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  — Eu jamais trairia você, — diz aparentemente sincero. o encara novamente já com os olhos marejados e a cabeça ainda mais confusa.
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  — Me desc…
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  — Não precisa pedir desculpas, você não fez nada errado, — há um nó na garganta de desde ontem, um nó que não para de crescer.
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  Sem dizer mais nada, o rapaz apenas abraça a namorada com força, afagando seus cabelos avermelhados sobre suas costas. De repente, a mente de é invadida pela lembrança do discurso do término que ele havia ensaiado há algum tempo, por que pensa nisso justo agora? Não, ele não quer que seja assim. Não foi assim que ele planejou. Na verdade, não sabe bem se ele quer terminar. Ele não sabe de mais nada.
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  Sobre a história que ele conta para , ele não mente quando diz que não beijou Hanna nem sobre o ex-namorado da moça que está sendo estúpido com ela. Isso é realmente verdade. A mentira está na parte que ele diz sobre a amizade deles. Hanna e se conheceram meses atrás e ele vem, secretamente, trocando mensagens com ela todos os dias, até mesmo quando está por perto. A moça está altamente interessada em ficar com ele por se tratar de um homem lindo e solteiro. Esse detalhe sobre a existência de é omitido por assim que ele conheceu Hanna.
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[💻]

   não consegue falar com durante todo o expediente, parece até que ele está fugindo dela ou que o destino acha engraçado separá-los justamente hoje. Ao sair do prédio da Seven, ela caminha até a estrada para poder chamar um táxi, ajeitando sua mochila no ombro. Seu destino é o apartamento de seu namorado. Ela havia esquecido da surpresa que preparou para para comemorar os seis meses de namoro: uma noite de amor. Eles, até então, não chegaram a transar. Não por falta de oportunidade, mas por falta de vontade. Bom, vontade – ou tesão – sempre houve, porém sempre falta algo para justificar a transa dos dois. Confuso, não? É, nem eles mesmos sabem explicar direito.
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  — Oi, — diz assim que abre a porta de seu apartamento para que ela entre.
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  — Oi, — eles se beijam rapidamente e a moça entra no apartamento.
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  — Está pronto para a noite de hoje, amor? — diz ela, super animada e sorri sem jeito.
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  — O que preparou para nós? — questiona o homem, interessado.
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  — Apenas aproveite, !
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  O sorriso de sempre foi algo que deixou calmo, mas, por algum motivo, o sorriso que ela mostra em seu rosto agora o angustia, quase o sufoca. Assim que se senta no sofá da sala do apartamento, a mulher pede o jantar deles pelo aplicativo do restaurante. Não demora muito e a comida chega, eles jantam e conversam um pouco sobre como se conheceram, ainda na escola, e de como e quando começaram a se interessar um pelo outro. Nessa parte, é a que mais fala, já que o primeiro interesse partiu dela. Em sua mente, pensa no que ele realmente quer fazer e no que ele deve fazer, ambas sendo coisas diferentes e ambíguas. O que ele quer fazer é manter o namoro com , quem sabe ele consiga sentir algo mais forte após uma noite de amor com ela. Ontem, quando se encontrou com Hanna, ele disse para a moça que queria dar um tempo na relação deles, pois estava confuso com seus sentimentos. Não deixa de estar errado – mas, ele deveria ter dito sobre a , detalhe importante, ! E o que ele deve fazer é terminar o namoro, ele não ama a do jeito que ele achou que amava. Não é amor de homem para mulher, é amor de amigo, um carinho enorme que se confundiu perfeitamente com amor verdadeiro. Como ele esteve engano todo esse tempo, cego pelo sentimento, cego pelo seu egoísmo em não deixar solteira para que não a pedisse em namoro. Mesquinho, essa é uma boa palavra para definir agora.
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  O casal se beija com fervor enquanto caminha até o quarto de , ele já está sem camisa e também. beija o pescoço dela enquanto sua mão abre o botão da calça que ela usa. Ao chegarem no quarto, ela deita-se na cama, retirando sua calça completamente, ficando apenas de lingerie. a observa com o olhar predador e retira sua calça; ele aproveita para pegar uma camisinha já que precisará em breve. O rapaz fica de joelhos por cima de e faz menção de retirar a calcinha dela, mas, justamente agora, sua consciência começa a berrar em seu ouvido.
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  PARE!
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  Não, por que agora? Ele está tão excitado e ele quer transar com ela, mas sua mente não deixa, seu coração não deixa. Ambos sabem que o ato pode até ser prazeroso no momento de sua execução, porém será doloroso após, quem sabe até destrutivo para ambos os corações envolvidos. não quer isso. Ele não pode fazer isso. Não com ela….
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  — Eu não posso… — sussurra ele afastando-se de .
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  — … o que houve? — ela senta-se na cama, enquanto vê ele se afastar mais e ficando de pé.
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  — Eu não posso, — repete ele com mais clareza. — Não posso fazer isso com você, não com você — diz o rapaz, sentindo o nó em sua garganta lhe sufocar, aquele mesmo nó de mais cedo.
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  — Do que está falando, ?! Está me assustando — o coração dela saltita dentro de seu peito de maneira descoordenada e dolorosa. A mente pensando mil coisas, todas ruins.
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  — Eu não amo você, — revela ele da maneira mais seca e direta possível.
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  — O quê? — começa a ofegar, suas mãos tremendo ainda mais. — Co-Como assim, ? … — ela se sente fraca e aperta os olhos com força.
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  — Eu… eu achei que poderia te amar de verdade com o tempo, mas eu não consegui — explica. — O amor que eu sinto é amor de amigo — ele ri sem humor e continua: — Eu não queria… meu Deus, , eu não queria ter te enganado tanto tempo. Eu me odeio tanto por isso…
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  — Cala a boca! — ela grita pondo as mãos nos ouvidos e apertando o local. — Eu não quero mais ouvir!
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  — — ele tenta se aproximar, mas ela levanta-se da cama e começa a catar as próprias roupas. Ela só quer sair dali. — , espera, vamos…
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  — Me solta! — ela faz um movimento brusco com o braço, livrando-se de e continua vestindo sua calça, procurando com o olhar sua blusa que está na sala. Ao lembrar-se o paradeiro da peça, ela caminha até a porta, mas é barrada por . — Já disse para me soltar, ! — grita novamente.
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  — Dessa vez você não vai sair daqui dessa forma — ele segura o braço dela. — Precisamos…
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  — Cala a porra da boca, ! — berra . — Se é para falar merda, melhor ficar calado, por favor!
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  — Eu não queria, , eu não… — ele segura o outro punho dela, que resiste e se sacode falando por cima dele na tentativa de não o ouvir. — Eu nunca quis magoar você, mas eu não consigo controlar meus sentimentos. Eu sentia ciúme quando você ficava com outros caras — revela ele, continua se debatendo em seus braços. — Quando você ficou com o eu quis surtar de ciúme, eu quis matar ele por ter ficado com você mesmo sabendo que eu gostava de você — tenta não ouvir, mas acaba ouvindo cada palavra e sentindo-se cada vez mais irritada e desesperada para sair dali. — E quando você ficou com o … foi o cúmulo da minha raiva, meu ciúme foi mais intenso e eu deixei minhas emoções tomarem conta de mim e eu bati nele — o olhar de recai sobre e ela para de se debater, fuzilando o rapaz que a encara de volta. — A gente brigou feio naquela festa da Night Parade, ele me disse que procuraria você e te beijaria. Eu não podia deixar, eu tinha que evitar isso, — os olhos dela brilham agora, mas é um brilho de raiva, os lábios dela tremem e o choro é inevitável. — Eu não podia perder você para o
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  — O quê?! — ela o interrompe com a voz esganiçada. — Você começou a namorar comigo porque o estava interessado em mim? É isso mesmo, ?!
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  — Não foi isso que eu disse…
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  — Cala a boca! Cala a porra da boca! — berra ela e se solta dos braços de .
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  — Eu comecei a namorar você porque eu achava que meu amor era grande suficiente para passar por cima da nossa amizade.
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  — Do que está falando? — questiona ela, confusa.
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  — Eu achei que meu amor por você, mulher, fosse maior do que meu amor por você, minha melhor amiga.
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  — E desde quando ambas as coisas precisam estar separadas, ?! — grita , chorando muito.
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  — Eu sei que não… — responde ele com a voz fraca e ofegando. — Eu estava errado em tentar separar, mas isso serviu para eu perceber que eu apenas amo você como amiga — repete ele com um tom de pesar.
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   não consegue dizer o que está entalado em sua garganta. Ela quer cuspir na cara dele que ele é um covarde, um garoto mimado, um grande imbecil, que ele não sabe amar ninguém, que ele é um péssimo namorado, que ele não merece a namorada que ela foi para ele, mas ela não consegue. Simplesmente ela não consegue falar tudo o que quer. apenas ergue uma de suas mãos, ainda trêmulas, reunindo toda a força que lhe resta para estapear o rosto de . O rapaz não reage, apenas põe a mão no lugar atingido e volta a encarar que diz mais uma coisa, antes de sair pela porta do quarto de .
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  — Está tudo acabado entre nós.
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  No apartamento dos

  O olhar atento de no ponto branco do teto de seu quarto parece entreter o rapaz que está deitado na mesma posição desde que saiu do banheiro, após tomar banho, e se jogou na cama para pensar. Ele está bastante chateado pelos acontecimentos de hoje, mesmo tendo recebido felicitações de todos seus colegas de trabalho e ter ganhado uma minifesta durante o expediente, não recebeu os parabéns dela. Até agora não lhe desejou parabéns, ela sempre foi uma das primeiras pessoas a lhe mandar uma mensagem ou ir até sua casa acordá-lo com gritos de felicidades. Ele odeia acordar cedo, mas quando era a , ele não se incomodava, ela nunca incomodou.
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  Ding dong
  O toque da campainha não faz se mexer na cama, seu olhar ainda está direcionado ao teto de seu quarto e sua respiração ainda está profunda e cansada.
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  Ding dong
  O segundo toque já começa a incomodar o rapaz que se questiona o que o irmão está fazendo que não atende essa maldita porta. Ah, claro que está ocupado, afinal sua namorada está no quarto com ele neste momento.
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  Ding dong
  Dando um grito irritado, levanta-se de sua cama e vai até a porta, abrindo-a com rapidez. Ao mesmo tempo, abre a porta de seu quarto.
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  — Eu já ia atender — diz vendo o irmão caminhar pelo corredor bem na sua frente.
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  — Ah, que se dane, , deixa que eu atendo essa merda — ele está de camisa regata e o short do pijama. Assim que atende, ele dá de cara com . — ?
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  — Posso dormir aqui? Não quero ficar sozinha hoje — ela pede com a voz fraca.
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  A moça está com sua mochila em frente as pernas, segura por suas mãos, a expressão triste na face. Seus cabelos bagunçados e soltos cobrem parte de seu rosto. sente sua garganta fechar-se e sabe que aconteceu algo com ela, imagina até quem é o causador de tudo isso.
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  — Claro que pode, — diz . — Você já é de casa — ele toca no ombro dela, mas ela se esquiva parecendo assustada. O rapaz recua sua mão e sorri sem jeito. — Fique à vontade, — ela percebe que exagera e apenas sorri sem graça por sua atitude repentina.
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  — Entra — convida caminhando até ela e pegando sua mochila. Aimi ouve a voz de sua amiga e vai até à sala.
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  — … — diz a moça ao ver a amiga parada no meio da sala.
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  — Oi, Ai… — a voz de demonstra toda sua melancolia agora. Todos sentem que aconteceu algo e preferem não tocar no assunto.
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  — Quer roupa emprestada, amiga? — oferece Aimi enquanto a amiga senta-se no sofá com as mãos sobre as pernas.
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  — Não precisa, Ai. Eu trouxe — aponta para sua mochila nas mãos de e se sente mal por lembrar o motivo de ter roupas limpas em sua mochila.
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  — Vai tomar um banho, meu amor, eu vou preparar algo para comermos — diz , carinhoso e entrega a mochila para ela, dando-lhe um beijo fraterno na testa da amiga.
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   sorri e vai tomar banho, assim que eles ouvem a porta do banheiro ser fechada, começa uma discussão. ouve o vaso decorativo que há em cima da mesa de centro ser atingido pela almofada jogada com toda a força por , a expressão de ódio que ele tem no rosto assusta qualquer um.
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  — Calma, — diz baixinho para que não escute.
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  — Ele fez algo, — inicia o mais novo. — E se for o que estou pensando eu não irei perdoar — ameaça o rapaz sentindo as mãos trêmulas de raiva.
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  — Não fala sobre isso agora. Ela está frágil, melhor falar depois — pede .
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  — tem razão, — Aimi diz e ambos olham para ela. — Deixa para falar depois, vamos apenas ouvir a hoje, está bem?
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   não diz nada, apenas assente com a cabeça e respira fundo fechando os olhos com força. A raiva que sente é tão grande que, se não fosse por estar em seu apartamento agora, ele certamente iria até para esmurrar a cara dele, assim como prometeu.
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   demora um pouco para sair do banheiro, tempo suficiente para que termine o jantar rápido que ele prepara para todos. Enquanto comem, os três tentam conversar coisas aleatórias para fazer se distrair. Vez ou outra ela esboça um sorriso, mas logo ele some dando lugar novamente à sua cara de tristeza. Sua mente fervilha pensamentos de culpa e de raiva. Como que ela não conseguiu enxergar antes que não a amava? Ela estava assim tão cega? Tão apaixonada ao ponto de não ver o óbvio? Vislumbres do que aconteceu horas atrás passam em sua mente agora. O momento em que e ela começaram a se beijar, quando estavam na cama dele, quando retiraram suas roupas, ela apenas de lingerie e ele de cueca, o tesão que sentiu quando o beijou, mas aí veio o golpe…
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  Ao lembrar das palavras de , de como se sentiu usada por ele todos esses meses, levanta bruscamente do lado de Aimi e vai para o quarto de hóspedes, que está previamente arrumado por , o que deixa todos boquiabertos, porém ninguém tem coragem de impedir a moça. Todos vão para seus quartos e o apartamento fica escuro e silencioso novamente.
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  Minutos depois…

   volta a encarar o teto de seu quarto, dessa vez a luz está apagada e apenas o abajur ilumina parte do cômodo. Ele pensa no que possa ter acontecido com , na verdade ele sabe o que aconteceu, apenas quer saber como aconteceu. De qualquer forma, ele disse a que o mataria se este fizesse sofrer e é isso que ele pensa agora. Maneiras de matar sem que descubra.
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  Batidas à porta…
   encara a porta com o olhar confuso e, antes de perguntar quem é, ouve mais uma batida.
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  — , sou eu… — diz a voz de , levemente abafada.
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  Rapidamente, o rapaz levanta-se de sua cama e liga a luz do quarto, abrindo a porta em seguida.
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  — Posso dormir aqui? Eu realmente não quero ficar só — pede ela, sem jeito.
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  — Claro, entra — ele dá passagem para ela, que entra no quarto. fecha a porta e se vira para só agora notando o pijama que ela veste: listrado em azul marinho e branco, a blusa meio decotada e o short curto no mesmo estilo da blusa. — Parece uma jogadora de beisebol. Isso é muito sensual, … — diz ele com a voz arrastada, segurando o tesão que está quase explodindo.
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  — Bobo — apenas diz isso e senta-se na ponta da cama dele, ignorando a cantada que o amigo acaba de fazer. A chateação com ainda é grande.
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  — Bom, pode ficar com minha cama, vou pegar um edredom para mim — ele diz e caminha até seu armário.
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  — Não precisa, — diz ela. — Você pode dormir na cama também, só tem que se comportar — ele a encara sorrindo de canto.
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  — Prometo me comportar — promete ele, beijando os dedos cruzados em sinal de promessa.
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   solta uma risada nasal e engatinha até a parte de cima da cama, no momento que sua bunda fica empinada, a encara inevitavelmente e sente um arrepio tenso lhe percorrer o corpo.
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  Eles tentam conversar um pouco, mas acabam decidindo dormir. desliga o abajur e deixa tudo escuro, ambos estão um pouco afastados na cama, bem nas pontas. Faz frio esta noite e eles estão embaixo do edredom. Seus pensamentos são diversos, tenta não pensar no e tenta não pensar em sua melhor amiga – e seu grande amor – de pijama deitada a poucos centímetros dele.
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  Minutos depois…

   está inquieta na cama, resolve manter seus olhos fechados para não cair em nenhum tipo de tentação que possa causar-lhe arrependimentos futuros. De repente, ele sente o corpo de se esbarrar nele. Ao abrir os olhos, vê os cabelos dela bem perto de seu rosto.
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  — Desculpa, — ela diz e se afasta um pouco, mas põe a mão em sua cintura, paralisando seu movimento.
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  — Tudo bem, — ele recua sua mão e segura com força o lençol que cobre sua cama, se reprovando mentalmente pelo que acaba de fazer.
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  — Minha cabeça está fervilhando em pensamentos — comenta ela, baixinho.
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  — Imaginei que estivesse precisando de algo.
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  — Te odeio por me conhecer tão bem…
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  — É o meu dom! — eles riem e ele prossegue num tom mais sério: — Posso fazer algo para te ajudar a dormir?
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  — Aquele cafuné que eu amo — ela pede, manhosa.
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  Sorrindo, puxa o braço dela para que se aproxime mais. A moça vira-se de costas para o amigo, se ajeitando perto dele. começa a fazer cafuné na nuca dela, subindo até sua orelha, tal carinho sempre acalmou quando ela fica nervosa ou ansiosa, assim como está agora. Com os olhos fechados e sua outra mão em seu rosto, tenta se controlar. A respiração dele está pesada e o cheiro dos cabelos de são como uma droga que o vicia ainda mais. Fazendo um leve movimento, ele chega mais perto dela e consegue sentir mais de perto o calor da moça. Seus lábios muito próximos do pescoço de , ele faz um movimento de erguer sua mão direita para afastar os cabelos dela dali, mas recua um pouco. Segundos depois ele resolve realmente afastar os cabelos de de seu pescoço e os põe por cima do travesseiro; o rapaz encosta levemente seus lábios na nuca dela, a boca meio aberta, a respiração pesada, sua mão direita por cima do ombro de fazendo desenhos no local.
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  — … — sussurra ela com a voz fraca pelos arrepios causados dos beijos de .
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  — Hm…
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  — Você não está se comportando… — ela diz sentindo as mãos tremerem e outras partes de seu corpo clamarem por mais beijos dele.
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  — Quer que eu me comporte? — questiona o rapaz ainda beijando a nuca dela.
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  — Não…
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  O homem começa a de fato beijar o pescoço dela, beijos extremamente molhados e cheios de tesão. A mão de , que repousava nos ombros de , agora passeia pelo braço dela, passando por sua barriga e arranhando com leveza o local. Tudo isso causa muitos arrepios e suspiros na mulher que não resiste em virar-se de frente para .
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  — Tem certeza? A gente não vai conseguir parar…
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  — Eu não quero parar, — pede. — Eu quero fazer amor com você, . Por favor, eu quero você! — implora ela, o que deixa o homem extremamente excitado.
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   avança agarrando os lábios de com os seus num beijo feroz, suas mãos apertam o corpo dela contra o seu enquanto o beijo acontece, as mãos ferozes de percorrem toda extensão das costas de e suspende sua blusa puxando-a em seguida por cima da cabeça dela, retirando a peça e revelando seus seios. Ele retira a própria camisa enquanto encara retirar seu short, após fazer isso ele vai com as mãos diretamente nos seios dela, juntando os dois em seu rosto enquanto dá um chupão entre eles. solta um suspiro tenso, passando as mãos pelos cabelos dele, significa que ela está gostando. Empolgado, ele começa a chupar cada seio dela com apetite, provocando suspiros prolongados da mulher que puxa com firmeza os cabelos de .
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  — … o e Aimi podem… eles podem ouvir — diz em sussurros.
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  — Já ouvi demais do meu irmão — ele a encara e deita ela na cama, subindo sobre seu corpo. — Agora é a vez dele me ouvir um pouco.
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  — Mesmo assim não é certo… — insiste ela e apenas passa a mão pela calcinha dela, fazendo-a encará-lo mais incisivamente.
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  — Então a gente geme no ouvido um do outro, ok? — ele alisa a intimidade dela, ainda por cima de sua calcinha, abre as pernas instintivamente. — Geme no meu ouvido sussurra, próximo ao ouvido de e ela agarra seu pescoço com ambas as mãos.
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  O homem passa os dedos por dentro da calcinha dela, indo diretamente na umidade da intimidade da mulher que o encara com a expressão libidinosa na face. Ele penetra os dois dedos centrais na intimidade dela com jeito para não machucar. Assim que sente os dedos dele dentro dela, abre sua boca e solta um suspiro prolongado, fechando os olhos em seguida e encostando a testa na de que acelera um pouco os movimentos de seus dedos.
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  Logo o homem troca de tática, ao invés de penetrar com seus dedos, ele faz isso com sua língua. E a língua de é tão boa chupando sua intimidade quanto beijando seus lábios, disso tem plena certeza. A mulher se contorce na cama, gemendo a cada sugada dada por ele, as pernas dela repuxam instintivamente na tentativa de se esquivar ou sair dali, mas as puxa de volta, prendendo-as com suas mãos, e chupando a intimidade de com mais vigor que antes. O prazer que ele sente é tão grande que ele acaba chegando ao seu orgasmo mesmo sem penetrá-la.
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  Minutos depois…

   está abraçando por trás, o rosto colado na nuca da mulher, dando beijos molhados no local enquanto sua mão direita passeia pelo corpo dela, apertando suas coxas erguendo levemente sua perna para poder penetrar melhor; passando pela barriga da mulher e subindo até seus seios apertando-os com carinho; seu caminho finaliza quando a mão de chega até o rosto de segurando seu queixo, virando o rosto dela um pouco para trás para assim ele possa beijá-la e a luxúria desse beijo os excita ainda mais, fazendo acelerar as estocadas que dá agora. empina a bunda para sentir com mais firmeza o membro dele dentro de si.
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  — Você é única, . Eu te amo tanto… — diz para ela em meio as estocadas.
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   não responde nada, apenas ofega bastante pelo ato libertino e pensa nas palavras dele. Então, ele a ama? Amor? Como? Desde quando? Tantos questionamentos em meio à transa acabam distraindo um pouco a moça, que não percebe o momento em que troca de posição, colocando-a com as pernas erguidas e penetrando-a com força.
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  — Diz meu nome… — ele pede, encarando-a.
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  — Irmão do — provoca , rindo debochada, e recebe um apertão nas coxas. — Aiii…
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  — Meu NOME, … — ofega , acelerando seus movimentos.
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  — Ah… … — ela geme, manhosa.
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  — Isso…
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  Enquanto transam, e sentem a mesma coisa, mas não compartilham verbalmente. Sentem-se realizados por estarem finalmente se entregando um para o outro, desde a festa Night Parade que eles têm essa vontade mais aflorada e, se não fosse por ter parado naquela vez, eles já teriam realizado tal desejo. Em seu interior, pensa nas palavras que Aimi lhe disse ainda na viagem para as fontes termais, em como se sentiria quando dormisse com alguém que a ama de verdade, que se sentiria amada. Ela sente isso agora. O jeito como a trata, tão carinhoso, é diferente como a tratava. Não que ele não fosse carinhoso com ela, mas é diferente. é mais gentil, preocupado com o bem-estar dela e, ao mesmo tempo, ele é quente, libidinoso, um pecado ambulante. Efervescente. E sente-se amada a cada estocada que ele dá, a cada beijo recebido com ardor, a cada gemido que dá em seu ouvido e agora, quando ele chega a seu orgasmo e a abraça com força beijando seu pescoço, ela também se sente amada. Muito amada.
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[💻]

   volta da cozinha com duas xícaras de café e fecha a porta de seu quarto, trancando-a em seguida. Ele entrega uma das xícaras para enquanto bebe o conteúdo da outra. A toalha molhada em seu pescoço aparta os pingos que caem de seus cabelos, ele acaba de tomar banho, logo após sair do banheiro. Ela também está enrolada na toalha, mas sentada na cama, observando-o tomar café. Os cabelos alongados de caindo sobre seus olhos sempre foram um charme do homem.
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  — Está me encarando, Mori? — diz sem olhar para ela.
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  — Estou. Não posso? — questiona ela, bebendo um gole de café sem tirar os olhos de cima de .
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  — Seria melhor pegar, não? — o olhar sedutor e semicerrado dele recai sobre ela, a mão livre jogando os cabelos para trás de sua cabeça. ergue a sobrancelha.
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  — Vem aqui na cama para você ver se eu não pego — chama ela. ri.
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  — Aiii, Mori…
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  Dando uma boa golada no café, coloca a xícara na mesinha próxima à porta e caminha até a cama. já coloca a xícara em cima da mesinha de canto perto da cama.
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  — Posso escovar os dentes antes?
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  — Vai negar meu beijo? — ela faz beicinho e ele dá um selinho nela, rindo em seguida.
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  — É rápido.
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  — Também serei rápida — dando-lhe um puxão, dá um beijo ardente no rapaz.
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  — Você é mesmo uma labareda — comenta ele, após o beijo, sorri.
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  — Vai escovar os dentes e volte logo. Acho que a gente precisa conversar.
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  A tão temida frase é dita. Conversar. É, eles realmente precisam ter uma conversa séria, não dá mais para adiar. Enquanto escova os dentes, pensa em possíveis perguntas que ela fará e já se prepara para responder cada uma delas.
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  — Voltei — anuncia ele ao voltar para o quarto, fechando a porta e trancando-a de novo.
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  — Senta aqui — ela aponta para o lugar vazio ao lado dela na cama, já está vestida novamente com seu pijama e também já está vestido.
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  — Sobre o que exatamente quer conversar, ? — ele sonda antes de sair falando algo que possa se arrepender.
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  — Sobre nós dois — diz a moça e completa: — Como… , a gente transou e nós somos amigos há tantos anos… como que fica nossa relação agora? — puxa o ar com força para dentro de seus pulmões.
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  — Sugiro que a gente vá com calma — diz o homem. — Eu esperei esse tempo todo por você, posso esperar mais — ele sorri docemente.
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  — Eu literalmente acabei de terminar meu namoro, você entende isso, não é?
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  — Claro que eu entendo, . Jamais te cobraria nada, você me conhece.
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  — Eu sei… Eu achei que conhecesse o também… — inicia ela, mas é interrompida por .
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  — Eu não sou ele — ele diz num tom levemente ofendido.
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  — Não quis comparar vocês dois, desculpe.
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  — Eu sei, eu sei, não vamos brigar — ele se aproxima e abraça ela, dando-lhe um selinho em seguida. — Eu espero por você, minha labareda — eles riem.
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  — Posso te perguntar outra coisa, ? — indaga ela, tímida e com a cabeça encostada no ombro dele.
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  — Pode.
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  — Desde quando você me ama? Você sabe… como uma mulher — ela diz e engole em seco. Essa pergunta ele já estava esperando.
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  — Desde antes do nosso primeiro beijo — revela ele e tenta puxar na memória e lembra-se exatamente da cena.
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  — Na nossa formatura do ensino médio — diz ela e concorda com um gesto de cabeça.
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  — Você estava linda vestida de água-viva — zomba ele, rindo, e lhe dá uma tapa no braço que envolve sua cintura.
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  — Bobo! — ela ri também. — Você ainda tem um beijo acolhedor assim como eu senti naquele dia — comenta e a encara de canto.
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  — Tenho é? — diz , gabando-se levemente. — Bom saber.
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  — Não seja convencido, mais novo — ri de seu comentário. Ele odeia ser chamado assim.
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  — Não me provoque, labareda — ele sorri de canto. — Sabe,
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  — Hm…
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  — Sabe o que mais me doía quando eu te via com o ? — questiona ele e o encara de volta com o olhar arregalado.
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  — O quê?
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  — O fato do aniversário de namoro de vocês ser no mesmo dia do meu aniversário — revela ele levemente amargurado.
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  — Me perdoe,
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  — Está tudo bem, você não tem culpa — ele acaricia o rosto dela com doçura.
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  — Então, quando nos beijamos e quase transamos na Night Parade, você já me amava? — ele concorda com a cabeça. — Por que nunca me contou, ?
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  — Sempre que cogitava contar para você sobre isso, eu me acovardava — diz ele. — Não me orgulho disso. Na verdade, eu te disse, no parque depois da festa, que gostava de você, mas acho que você estava tão empolgada em me contar sobre o que não prestou atenção nisso e eu também não consegui mais repetir — completa.
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  — Ah…
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  — Foi difícil para mim — revela o homem e sente sua garganta se fechar e repousa sua mão no rosto de .
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  — Eu sinto tanto por não ter visto isso antes — diz ela do fundo de seu coração.
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  — Agora você sabe, eu não consigo mais esconder que te amo — o olhar apaixonado de penetra o olhar de e a faz sentir calafrios no estômago. — Eu faço questão que você saiba e sinta o meu amor por você, minha labareda — ele dá um selinho nela que sorri com a fala dele.
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  — Por que me chama de labareda? — indaga, curiosa.
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  — Por causa da cor do seu cabelo e porque você é totalmente efervescente quando está transando, melhor do que imaginei nos meus melhores delírios — explica e sente o rosto corar. — E seu rosto fica vermelho quando você chora ou sente vergonha, assim como agora — ele aperta a bochecha dela. — Fofa!
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  Ela se aninha no peito dele e reflete sobre as palavras que ouviu. Ambos se ajeitam na cama, para ficarem mais confortáveis e desliga a luz do abajur que estava acesa. deita novamente no peito dele enquanto recebe o afago do amigo, o melhor e mais aconchegante afago que ela tanto adora. não sabe como ficará sua relação com daqui para frente, só sabe que não quer se afastar dele, não quer que essa relação fique estranha, que eles se afastem.
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  É a última coisa que ela quer e é a primeira coisa que ela fará questão de abolir.
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  Ela adormece pensando no homem com quem acabou de ter relações sexuais e que tem o melhor colo do mundo.
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Capítulo 6 – Dejà vu

  A manhã seguinte ao seu aniversário parece ser ainda melhor do que foi a noite anterior. desperta sentindo a presença de ao seu lado ainda adormecida. O calor do corpo dela junto ao dele deixa o rapaz abobado de amor, o sentimento dentro de si crescendo mais e mais. Ele dá um suspiro longo e olha a hora no visor do celular, já estava na hora de se levantar. Devagar, o rapaz deixa a cama e vai ao banheiro fazer sua higiene matinal, após ele vai direto para a cozinha preparar o café. Ninguém mais havia acordado, ainda não estava na hora costumeira para se levantar; quando Aimi está lá, ele costuma fazer isso ainda mais tarde. continua a preparar cuidadosamente o café da manhã que levará para ele e degustarem em instantes. Minutos depois, já com tudo pronto, o rapaz ajeita tudo em cima da bandeja e leva até seu quarto. Mas, para sua surpresa, sua cama está vazia; bagunçada, mas vazia. Ele apoia a bandeja na mesinha ao lado de sua cama e vai até o banheiro, onde escuta barulho da água do chuveiro caindo. Pelo barulho vindo do quarto do irmão, ele crê que quem está no banheiro seja . Com um lindo sorriso malicioso nos lábios, ele entra no banheiro trancando a porta em seguida.
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  — Que susto, ! — reclama ao ouvir o barulho da porta. — Achei que fosse o — ela diz enquanto esfrega os cabelos com shampoo.
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  — Ele não é louco de entrar aqui e te ver pelada — ele diz.
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  — Ele já me viu de lingerie.
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  — Quando? — ele arqueia a sobrancelha.
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  — Depois te conto — ri e vê o rapaz começar a tirar a própria roupa. — Por que está se despindo, ?
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  — Vou tomar banho — diz retirando sua calça. — Daqui a pouco temos que ir para o trabalho.
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  — E quem disse que você pode tomar banho comigo? — indaga ela, de olhos fechados e passando as mãos nos cabelos embaixo d’água para retirar o shampoo.
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  — Achei que poderia me dar meu presente de aniversário atrasado, já que ontem você sequer me mandou uma mensagem — pede o rapaz tirando a cueca e entrando no box do banheiro.
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  — Presente? — diz e surpreende-se ao sentir agarrá-la pela cintura e dar um chupão em seus seios. — !
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  — Eu amo tanto eles — diz ele, referindo-se aos seios da mulher. — São deliciosos assim como você, labareda — brinca o rapaz, beijando o pescoço dela.
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  — Vamos acabar nos atrasando, … — alerta sentindo arrepios pelo corpo.
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  — Um dia não fará mal.
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  As mãos dele deslizam pelo corpo da mulher, enquanto seus lábios a beijam em todas as partes alcançáveis. Esse é o melhor presente de aniversário que já ganhou na vida.
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  Minutos depois…

  Após tomarem café no quarto de , ele e vão para a sala, já arrumados para o trabalho, e encontram Aimi e também já prontos. O look de trabalho da é bem simples, porém ela não deixa de estar linda. Uma blusa estilo cropped, calça verde-musgo, tênis e óculos escuros, os cabelos presos para o alto e a franja avermelhada.
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  Os quatro deixam o apartamento dos e se dirigem ao carro de , primeiro ele deixa a namorada no trabalho e depois segue para a Seven. Eles chegam antes do horário de trabalho e passam na copa para tomar café e conversarem um pouco, os três. Nenhum comentário é feito sobre o ou sobre a noite que e tiveram. A mágoa em ainda é grande e ela não sabe se quer ver ou conversar com agora, dando graças a Deus do setor dele estar longe do dela, pelo menos assim ela pode evitar a presença do rapaz, apesar de sentir em fazer isso. Ela ainda tem sentimentos por , um carinho muito grande, afinal eles são melhores amigos.
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  8h04AM

   caminha na direção de seu setor. Ontem ele estava ocupado passando uma noite de amor e prazer com a que nem teve tempo ou oportunidade para se irritar com o que o fez a ela. Enquanto conversavam ontem, desabafando, a contou para o amigo o que disse e em qual situação. A vontade que teve foi em largar tudo, ir até a casa de e socar a cara dele, mas ele não teve coragem de deixar a sozinha naquele momento. Ele jamais teria essa coragem. Porém, hoje após essas horas pensando no que fazer, com a cabeça mais fria – se é que podemos assim dizer – ele pode pensar na raiva acumulada que tem pelo amigo. Bem lá no fundo, não deseja o mal para , ele apenas quer que ele seja sincero, mas ao mesmo tempo ele sabe que a covardia e lerdeza do amigo é acentuada demais para fazê-lo tomar atitudes que podem parecer óbvias para outras pessoas, até mesmo para . Assim que chega ao setor de BackEnd, enxerga a figura de de costas sentado em sua cadeira. Um outro colega o cumprimenta, mas o objetivo do é um só e nada o tirará de seu foco. O movimento feito por ele é certeiro: ele puxa o ombro de fazendo a cadeira dele girar e desfere um belo e forte soco no nariz do amigo. A surpresa pelo golpe faz cambalear ainda sentado e sentir o nariz arder pelo impacto, o gosto de sangue lhe vem à boca e ele sente um pouco lhe escorrer para fora de seu nariz.
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  — Mas que… — ele ia falar algo, mas é erguido por que o puxa forte pelo casaco, encarando-o com muita raiva no olhar.
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  — Você é um covarde! — brada , as pessoas em volta observando a cena sem entender nada. — Como ousou dizer aquilo para ela naquela circunstância?! Seu imbecil! — ele cospe as palavras e entende que já sabe o que ele fez.
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  — Então você sabe? — indaga ele, retoricamente, rindo um pouco e sem humor. — Eu não quis…
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  — Não ouse dizer que não quis magoá-la porque sabíamos que faria isso de qualquer maneira, ! — sacode , apertando ainda mais o casaco vestido pelo amigo.
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  — Como descobriu isso? Ela te contou?
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  — Contou. Ela estava tão arrasada ontem… você não tinha o direito de…
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  — Cala a boca, ! Quem é você para falar alguma coisa de mim?! — brada , perdendo a paciência e leva uma sacudida de , mas dessa vez ele também segura o casaco do amigo e o sacode de volta. — Você quer brigar, não quer?
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  — O que você acha? — sibila .
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  Antes mesmo de haver mais falas, dá um soco no queixo de e eles se soltam, o leva a mão à boca e parte em seguida para cima de desferindo mais um soco. A briga se instaura e os colegas de trabalho começam a gritar, pedindo para que parem de brigar. Alguns tentam separá-los, mas a força de ambos é surreal e não permite que ninguém tenha êxito. Os dois acabam caindo no chão e continuam se batendo. consegue montar em e começa a sequência de socos.
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  Um, dois, três, quatro, cinco…
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  A sequência que faz o rosto de pender de um lado a outro e o sangue sair por sua boca e continuar saindo de seu nariz, manchando o carpete da empresa. Por dentro, sente muito em socar a cara do amigo, ainda é seu amigo, ele gosta muito dele. Mas, porra, ele não pode ignorar o que ele fez a . Não, ele não pode e ele não consegue perdoá-lo. Pelo menos não agora.
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  O sexto soco é impedido por que segura com firmeza o punho do irmão, puxando o mais novo consigo o mais velho levanta e continua segurando . tenta se levantar e se sente tonto, cuspindo um pouco de sangue involuntariamente.
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  — Me solta — diz para o irmão, o peito arfando de cansaço.
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  — Melhor não…
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  — Não vou mais bater nele — diz o rapaz e o solta sabendo exatamente o que o irmão faria a seguir. No fundo, ele mesmo queria bater em .
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  Antes do se levantar totalmente, se aproxima e dá mais um soco em seu rosto e ele volta a cair.
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  — Imbecil! — brada o e ajeita a roupa em seu corpo, deixando o setor.
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   está com uma enorme dor de cabeça, sente os músculos de seu corpo reclamarem e, principalmente, o seu rosto doer. Um colega de trabalho o ajuda e o leva até a enfermaria. acaba sabendo da briga e corre para o BackEnd para ver como os dois estão, mas não encontra ninguém ali, apenas um dos novatos que avisa que eles foram para a enfermaria. O jovem estagiário se referia ao , mas o primeiro pensamento de é saber como o está e ela acha que quem está na enfermaria é ele.
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  — !? — diz ela, afobada, ao entrar na enfermaria e dá de cara com o .
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  — Não é o … — ele diz, simplesmente, e continua a se olhar no espelho, passando a gaze no machucado próximo ao seu olho.
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  — … — hesita , respirando fundo e adentrando mais o local. — Você está bem?
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  — Não importa — responde num tom amargurado.
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  — Não seja assim, me deixe cuidar disso — ela tenta tomar a gaze da mão dele, mas puxa com brutalidade.
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  — Não precisa — diz ele, ríspido. — Vai atrás do . Aquele traidor…
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  — , não fale assim, ele é seu amigo. Nosso amigo! — ela se aproxima mais uma vez, mas sente a mão de empurrar a sua.
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  — Mas ele quer ser mais que seu amigo, né?
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  — Isso não tem importância agora, vem aqui… — tenta mais uma vez cuidar dos machucados dele, mas brada irritado:
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  — Me deixe em paz, ! Vai atrás do , vai!
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  — Não seja estúpido, ! — grita . — Vai continuar sendo um imbecil mesmo em momentos assim? Hm?!
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  — Eu estou com raiva!
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  — Mas não precisa descontar a sua raiva do em mim, idiota! — ela branda num tom magoado e completa: — O que houve entre vocês?
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  — Não consegue imaginar?
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  — Se eu conseguisse, eu não te perguntaria!
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  — Pois não serei eu a te dizer. Só te digo que o só quer dormir com você e nada mais — diz ele, amargurado e sabendo que o que diz é mentira.
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  — Ele não precisa mais querer — inicia e a encara com o olhar espantado. — Porque já dormimos juntos — finaliza ela sem entender o porquê de ter contado isso.
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  — Eu não acredito — ele ri, em deboche. — Não achei que você fosse tão rápida e fácil assim, Mori!
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  — Hã?
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  Horrorizada pelas palavras de seu ex namorado, apenas dá um tapa no rosto de , o momento em que o estapeou na festa Night Parade lhe vem à memória de imediato. O mesmo sentimento lhe toma agora, uma raiva tremenda…
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  — Imbecil!
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   deixa a enfermaria e sai andando pelos corredores da Seven sem rumo definido. Sua mente fervilhando e a raiva lhe consumindo ainda mais. Como ele pôde dizer aquilo? Por quê? O quão imbecil é capaz de ser? Será que ele sempre foi assim e ela nunca notou? Tantas perguntas sem respostas imediatas que a deixam ainda mais irritada, as lágrimas escorrendo por seu rosto.
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  O destino a leva até a copa da empresa, lá dentro ela encontra e Harumi, a outra pendurada no braço do rapaz alisando os machucados no rosto dele. A presença de é vista por ele, que empurra Harumi para longe e se levanta.
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  — ! — ele chama por ela, mas a moça sai da copa sem dizer nada.
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   vai atrás dela e, assim que a alcança, ele a puxa pelo braço.
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  — Solta! — exige e a solta imediatamente.
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  — Eu não fiz nada.
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  — Eu não perguntei, — sibila ela e se vira, puxando-o consigo.
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  — Para onde…
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  — Cala essa boca, !
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  Ela volta a exigir e o puxa até o alojamento dos funcionários que há na Seven. É uma sala que serve de dormitório para os funcionários descansarem após o almoço ou até mesmo se estiverem com algum mal-estar, eles podem descansar ali. Há alguns beliches e camas individuais além de um kit de primeiros-socorros. É justamente ele que pega, depois de empurrar para uma das camas individuais.
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  — O que houve? — indaga ela sem encarar enquanto separa algumas gazes e o remédio para colocar nas feridas.
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  — Eu discuti com o … — ele diz de maneira óbvia e o encara.
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  — Isso eu percebi, . Quero saber o porquê?
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  — Porque ele é um idiota — diz e vê colocar uma gaze molhada com soro no canto de sua boca. — Eu sou um idiota…
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  — Também sei disso — sente sua boca arder.
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  — Aiii, — reclama ele.
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  — Para de se mexer, ! — ela reclama também e lhe dá um beliscão com a mão livre.
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  — Isso dói, sabia?! — dá de ombros e ele prossegue. — Eu sei que… que eu não deveria, mas eu fui falar com ele sobre o que rolou entre vocês ontem — aperta a gaze, involuntariamente, no rosto de . — Aii!
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  — Por que fez isso?! — indaga ela com os olhos saltados.
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  — Me perdoa,
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  — Idiota! Que droga, ! Ah, agora o vai achar que…
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  — Ele não vai pensar nada — interrompe ele. — E se ele pensar, problema dele!
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  — Na verdade, ele já pensou, mas deixa isso para lá. Vem cá — ela puxa o rosto dele, o mantendo parado e continua passando o remédio no rosto do amigo. —
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  — Hm?
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  — Esquecendo um pouco o … você e a Harumi… vocês…
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  — O que tem?
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  — Já ficaram juntos? — a olha com o olhar suspenso, mantendo o rosto parado.
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  — Já saímos algumas vezes, mas nada além disso.
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  — Já se beijaram?
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  — Sim — ele responde, mas não entende onde a amiga quer chegar.
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  — Hm… — resmunga em resposta e aplica um curativo no machucado próximo aos lábios de .
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  — Por que pergunta?
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  — Curiosidade…
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  —
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  — O que é? Eu não posso perguntar se você tem algo com a Harumi? Virou crime agora? — ela diz, mudando de humor, de repente.
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  — Não é nenhum crime…
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  — Eu vi vocês dois tão íntimos na viagem às fontes termais e agora a pouco ela estava bem à vontade no seu pescoço — ela diz, irritada.
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  — Está com ciúmes de mim?
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  — Não se gabe, ! — ela aperta novamente outra ferida do rosto dele, que geme de dor. — Bestão! Aposto que queria dormir com a Harumi ontem de novo, ao invés de ter dormido comigo.
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  — Nós nunca dormimos juntos! — defende-se .
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  — Ah, , conta outra. Ela já me disse que…
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  — Ela mentiu! — interrompe ele. — Eu nunca dormi com ela e nem pretendo — ele a abraça, de repente, e se afasta em seguida. — Eu amo você, . E eu só quero dormir com você.
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  —
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  O rapaz dá um beijo nos lábios de , surpreendendo-a.
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  — … eu não quero mais ser sua amiga — ela diz, após o beijo e o rapaz arregala o olhar.
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  — Hã?
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  — É… eu não posso mais ser sua amiga — repete ela e põe o curativo que ia colocar em em cima da caixa de primeiros-socorros novamente, balançando a cabeça em negação.
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  — , como assim? — indaga ele, angustiado. — Por favor, me perdoa, eu fui um idiota, eu não deveria ter…
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  — ! — ela segura o rosto dele, o firmando de frente para o seu. — Eu não quero mais ser sua amiga porque gosto de você como homem.
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  — Hã?