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Temporada #005

Save You
Simple Plan

Esta história não possui capas prévias (:

Sem informações no momento.

Cante Até Eu Dormir

Prólogo – Just another step until I reach the door

   caminhava com lentidão na direção da porta do quarto isolado e estéril de no andar da UTI. As coisas não andavam nada boas para a garota, sua melhor amiga, mesmo com tão pouco tempo de convívio.
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  Ele se lembrava de quando havia se mudado para aquela cidade minúscula havia pouco mais de seis meses e para aquele maldito colégio cheio de gente da elite. Para já era difícil o bastante lidar com pessoas de seu próprio status, lidar com aquele povo era simplesmente aterrorizante. Todos zombavam dele por ter uma aparência nada convencional ou que a elite achava aceitável. Ele sempre gostou de se vestir com roupas escuras para passar despercebido pelos grupos com quem ele não queria se misturar, seu estilo era esfarrapado perto do dos outros alunos do colégio.
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   havia implorado para os pais para que ele pudesse estudar em uma escola pública como sempre, mas sua mãe se recusou dizendo que uma chance daquelas — ele havia tirado uma bela nota para concorrer à uma bolsa de estudos integral do colégio particular local — não deveria ser desperdiçada, e lá estava ele.
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  As primeiras semanas foram um inferno para ele. Zombavam da sua forma de falar — ele havia nascido no Texas, e consequentemente guardava o sotaque texano consigo —, de seu jeito de se vestir, riam por no intervalo ele ficar sozinho… Mas então havia surgido. Ele havia pensado que ela era uma garota transferida como ele, já que não o tratou como os outros na sala de aula.
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  — Sou , mas pode me chamar de ! — A garota sorridente, porém pálida, exclamou ao se aproximar na hora do intervalo.
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   ficou tão surpreso e desconfiado que mal pronunciou uma única palavra até que a garota cruzou os braços e o encarou um tanto enfezada.
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  — Sabe, geralmente quando alguém se apresenta, a outra pessoa também deve se apresentar…
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   olhou ao seu redor, sentia que aquela garota fazia parte de alguma brincadeira sem graça maior e que ele acabaria levando um “cuecão” ou mesmo uma surra se falasse com ela, mas todos os outros apenas encaravam a cena sem realmente dar a mínima, alguns apenas davam risinhos, mas não aparentavam querer implicar ou coisa parecida.
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  — Não ligue pros babacas — murmurou ao perceber para onde olhava. — São todos imbecis porque os pais bancam qualquer coisa para eles, mas geralmente são inofensivos. — Ela concluiu com um sorriso. — E então, vai me dizer o seu nome ou vou ter que te chamar de “Hei, garoto” o resto da vida?
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  Pela primeira vez em semanas gargalhou e então sorriu.
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  — . — Murmurou um pouco sem graça.
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  — Oh, muito prazer. — sentou-se ao seu lado sem cerimônias. — Sabe, nós, os deslocados temos que juntar forças — ela murmurou como que numa confidência. — Pra nenhum tipo de babaca se meter com a gente. — Falou confiante.
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  — Deslocados? — perguntou observando a garota. Ela definitivamente não se parecia em nada com o que se poderia chamar de “deslocada”.
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  — Ah, bem, não queria te ofender nem nada e…
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  — Não, não me ofendeu de forma alguma… — Ele se viu apressado em dizer. — É só que… Bem, você não parece se enquadrar na classe de deslocados…
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  Ela gargalhou parecendo se divertir.
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  — É difícil ser julgada pelas pessoas se você não dá as caras por tempo suficiente para isso… — Ela disse. E então, aquela memória o trouxe de volta para o presente.
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   estava parado fazia alguns segundos em frente à porta da ala de UTI em que estava. Ele não havia percebido antes, mas sua mais nova melhor amiga estava passando por um momento difícil. Ela tinha leucemia.
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Parte 1 – When I hear your voice

   adorava passar os dias depois das aulas com , apesar de ela parecer mais uma turista no colégio. Ia dias sim, dias não e não dava nenhum tipo de satisfação aos professores ou mesmo para , que ficava cada vez mais curioso para saber o que se passava. Seria uma rebelde sem causa que os professores já haviam cansado de confrontar? Não, não parecia ser aquilo. Mas ele não se sentia no direito de perguntar.
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  — Você perdeu uma bela aula de química hoje. — murmurou sentando ao lado da garota que estava encostada num muro baixo de um campinho perto do colégio.
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  — Não estava muito a fim de dar as caras hoje… — Simplesmente deu de ombros desviando o olhar.
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  Definitivamente não se parecia com a rebelde que aparentava querer se passar. Ela tinha um olhar distante e talvez um pouco cansado quando dissera aquilo.
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  — Você parece cansada.
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   suspirou e apenas deu de ombros. Escorregou pelo muro e sentou-se ao lado de .
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  — Sabe, eu gosto da sua voz. — Disse como quem comenta o tempo. — Ela é bonita e gostosa de se ouvir…
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  Após aquele comentário o silêncio reinou entre os dois, só foi perceber que não obtivera reação quando finalmente olhou na direção do amigo.
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  — O quê? Nunca te disseram isso?
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  — Hum… Bem… Não que eu já tenha dito muito mais do que olá, bom dia e meu nome para pessoas para que elas pudessem fazer esse tipo de observação…
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   sorriu e pareceu que a alegria que vivia em seus olhos havia ressurgido.
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  — Eu amo o timbre da sua voz, é tão único! — exclamou entusiasmada. — Fez aulas ou coisa assim? Acho que devia fazer parte de uma banda… — só parou de falar quando percebeu o quão corado e sem graça estava ao seu lado. — Ah, desculpe… Acho que você não está acostumado com uma tagarela como eu ao seu lado…
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  Ela murchou e voltou a se sentar ao lado de .
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  — Não, é só que… Ninguém nunca realmente me disse coisas assim. — Ele coçou a nunca sem jeito. — Na verdade eu até pensei em formar uma banda com meus amigos, até aprendi a tocar guitarra e violão, mas com a minha mudança para cá…
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   voltou seu olhar para de forma pensativa.
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  — Acho que você não deve deixar isso de lado, sabe?
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  — E como o esquisitão do Texas vai continuar com o sonho rockstar sem ter amigos?
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   revirou os olhos.
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  — Não é como se você nunca fosse fazer novas boas amizades aqui. Sabe, essa cidade não se resume apenas a esse colégio de esnobes.
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   balançou a cabeça concordando. É, quem sabe ele não conseguiria fazer novos amigos e montar uma banda no futuro, talvez fosse um sonho tremendamente absurdo se tornar famoso e tudo mais, mas uma banda só por diversão já valeria muito a pena.
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  — Eu espero um dia poder ouvir essa sua voz cantando em grandes rádios. — Ela sorriu sonhadora. — Ou só pra mim, não me importo em te monopolizar. — Ela gargalhou e depois começou a tossir desesperadamente.
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  — , o que houve?
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   levantou-se preocupado sem saber como ajudar. Depois de alguns segundos mais, pareceu conseguir voltar a respirar com certa dificuldade, estava lívida.
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  — Você está bem? Quer que chame alguém? Quer que te leve ao hospital? — As perguntas simplesmente jorravam de sua boca naquele instante.
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   abanou a cabeça negando e depois de tomar fôlego, disse:
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  — Está tudo bem, isso acontece às vezes.
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   percebeu que a tristeza e o cansaço haviam retornado aos olhos da amiga.
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  — Só me prometa que vai cantar para mim um dia. — Ela disse ainda com a voz um tanto falha.
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  — Se você prometer nunca mais me assustar desse jeito.
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  — Vou tentar o que posso, .
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  Ela sorriu, mas tinha certeza de que aquele sorriso não era nem um pouco feliz.
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Parte 2 – You know I’ll be there for you

  Fazia mais de uma semana que não aparecia no colégio. não sabia o que se passava, mas sabia que não fazia o tipo rebelde que ele havia pensado no início. Havia alguma coisa errada naquele sumiço…
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  Ele precisava descobrir o que estava acontecendo com sua única amiga na cidade inteira. Ele pediu o endereço de para um dos professores com a desculpa de que levaria os deveres e matérias em atraso para ela. Não era exatamente uma desculpa, ele realmente estava levando os deveres para , mas seu real motivo era descobrir se havia algum problema acontecendo na vida de .
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  Ele caminhou uns bons quarteirões até chegar à casa dos . Não era nada muito chamativo, mas também não se poderia dizer que o lugar era humilde. Talvez fosse a típica casa de uma família de classe média-alta. tocou o interfone e ao ser atendido se identificou, porém, quem foi recebê-lo não foi , como ele esperava, mas uma mulher de aspecto cansado e profundas olheiras.
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  — Ah… Hum… Meu nome é , sou amigo de , vim trazer os deveres que ela perdeu nas últimas semanas… — Murmurou sentindo-se um tanto desconfortável com o olhar da mulher sobre ele.
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  — Ah, , presumo. — A mulher por fim sorriu. — Acho que você é o único amigo que tem naquele colégio… — Ela murmurou num tom que pareceu mais para si mesma. — Pode me entregar os deveres, passarei para ela.
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   arregalou os olhos com certo desespero, aquela mulher não o deixaria falar com ? Talvez a garota tivesse saído ou coisa assim, mas…
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  — está bem? — perguntou rapidamente e percebeu um lampejo de tristeza passar pelos olhos da mulher a sua frente.
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  — Sim, claro.
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  — Será que eu posso vê-la?
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  — Querido, eu sei que você deve estar muito preocupado com , mas… — A mulher foi interrompida por uma voz fraca às suas costas.
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  — Tudo bem, mãe. Deixe ele entrar.
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  Quando conseguiu enxergar a figura de , seu coração quase parou. Ela havia perdido muito peso e parecia frágil a qualquer tipo de toque; seus olhos estavam envoltos por olheiras profundas; os lábios estavam rachados e ressecados… E o lenço em sua cabeça… Ah, ele sabia o que aquele lenço significava, mas recusava a acreditar.
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  — Oi, . — Ela sorriu parecendo ainda mais frágil aos olhos do rapaz.
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  — …? Mas o que…
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  — Vamos entrar e aí conversamos. — Ela fez um movimento o chamando e então a mulher que o atendera lhe deu passagem.
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   o conduziu para dentro de sua casa e logo depois para seu quarto, um lugar decorado para uma garota. O cômodo era rosa, tapete felpudo no centro, uma cama com dossel como o de uma princesa, penteadeira, estantes de livros… Talvez um quarto de garota como qualquer outro, a não ser pelas perucas. Haviam vários tipos de perucas com penteados diversos enfileirados numa prateleira.
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   sentiu seu estômago se embrulhar.
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  — Obrigada por se dar ao trabalho de vir até aqui para me trazer os deveres. — murmurou sentando-se na cama.
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  — Estava preocupado.
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   deu um leve sorriso.
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  — Acho que é o único daquele lugar que se importa.
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   tentou a todo custo não olhar para a prateleira com as perucas, mas seus olhos simplesmente não se desviavam.
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  — Pra que todas essas perucas? — ela perguntou lendo seus pensamentos. — Um capricho de uma garota vaidosa que não consegue suportar a ideia de estar careca.
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  —
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  — É por causa da maldita leucemia.
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  E então, tudo começou a fazer sentido para .
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Parte 3 – Tell me you won’t give up

  As semanas se passaram arrastadas desde que havia descoberto sobre a doença de , ela agora raramente aparecia nas aulas e o que mais irritava era o fato de que aparentemente ninguém dava a mínima para o que estava acontecendo com a amiga. estava absurdamente preocupado com o que poderia acontecer com , já que a cada dia que se passava ela parecia ficar cada vez mais frágil.
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   estava voltando para sua casa, normalmente ele costumava dar uma passada na casa de para ter certeza de que ela estava bem, mas naquele dia ele havia decidido ir primeiro para sua casa para poder deixar seu material e depois ir visitar .
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  Estava prestes a sair de casa quando seu celular tocou e seu coração quase parou de bater por um segundo inteiro quando viu no visor o número da mãe de .
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  — Senhora ? — murmurou com a voz fraca, já esperando o pior.
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  — ? Como está, querido?
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  — Preocupado e assustado com sua ligação, senhora. — Ele disse um tanto acanhado, tentando recuperar o fôlego.
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  — Desculpe… Eu só queria avisar que teve uma recaída e está no hospital agora…
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  No hospital… Havia quase cinco meses e apesar de parecer estar frágil e tudo mais, não parecia que as coisas estavam tão sérias. Ela não havia sido internada todo aquele tempo, será que…
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  — Vai ficar tudo bem, senhora ? — ele perguntou com medo da resposta.
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  — Fazia algum tempo que ela não passava por um momento difícil assim… — A mulher fez uma pausa. — Mas espero que tudo fique bem.
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   sentiu que a voz da mãe de havia tremido um pouco, o que não lhe passava conforto algum.
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  — Será que eu posso ir visitá-la?
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  — Claro, querido. Ela vai adorar te ver.
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  A senhora passou o endereço do hospital onde estava, e depois de tomar um bom banho para esfriar a cabeça e acalmar o coração, chamou um táxi e partiu.
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  Quando chegou ao hospital sua reação foi quase idêntica à primeira vez que havia visto sua amiga mal. Ela estava ainda mais magra do que antes e sua aparência era ainda mais frágil do que ele se recordava.
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  — Vou deixar os dois sozinhos para poderem conversar melhor.
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  A senhora se levantou de seu lugar ao lado da cama de e passou por com um sorriso triste.
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  Ele se aproximou com certo receio e sentou-se em seu lugar.
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  — E então…?
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  — Fazia algum tempo que isso não me acontecia… — murmurou com a voz fraca.
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  — Mas vai ficar tudo bem, não vai? — perguntou num tom quase apavorado.
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   deu um risinho baixo e junto com ele uma pequena tosse.
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  — Eu realmente não sei dessa vez…
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  A garota soou quase que completamente sem esperanças e aquilo magoou de uma forma que ele nunca imaginaria.
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  — , você não pode desistir!
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   o encarou com ar de graça, mas esperou.
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  — Você não vai desistir. Eu estou aqui por você, seus pais estão aqui! Não se atreva a desistir. — Ele bradou sentindo a raiva pelo mundo injusto transbordando em seu peito.
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  — Eu prometo que vou tentar. — Ela sorriu fraco. — Não trouxe lição hoje? — perguntou mudando de assunto.
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   levantou e apalpou os bolsos de sua calça e do bolso traseiro retirou um papel dobrado, entregando-o para .
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  — O que é isso?
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  — Leia. — Ele deu de ombros.
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   riu e desdobrou o papel para lê-lo.
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Eu quero que você saiba
Que se você cair, tropeçar
Eu te levantarei do chão
Se você perder fé em você
Eu te darei força pra sair dessa
Me fale que você não vai desistir
Porque eu estarei esperando
Se você cair, você sabe
Eu estarei lá por você

  Quando terminou de ler o que estava escrito, seu nariz estava avermelhado por conta de estar segurando as lágrimas.
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  — O que é isso? — conseguiu perguntar sem que a voz tremesse.
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  — Você disse que um dia quer me ouvir cantar, então estou trabalhando nisso. — Ele respondeu sorrindo, mas para sua surpresa, estava chorando. — O que foi? Fiz algo errado?
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  Ela balançou a cabeça enquanto limpava as lágrimas teimosas.
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  — Você sabe que é o primeiro amigo que tenho desde que descobri estar doente? — ela murmurou fungando. — Obrigada por isso. — Disse segurando a folha com os versos de uma futura canção. — Quero ouvi-la quando estiver pronta. — Sorriu ainda com algumas lágrimas nos olhos.
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  — Então prometa que não vai desistir, .
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  — Eu prometo tentar resistir ao máximo, .
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  Os dois se abraçaram e quase chorou ao sentir a fragilidade do corpo todo da garota que fora a primeira a lhe dar um sorriso amigável num lugar infernal.
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  Após sair da visita, passou pelo balcão de informações. Ele queria saber se poderia ser um doador de medula para sua amiga .
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Parte 4 – If only I could find the answer to take it all away

  Os dias se passaram ainda mais lentamente se é que algo assim era possível. Os resultados dos exames de compatibilidade com haviam dado negativo, o que definitivamente lhe deixou desolado. Ele tinha esperanças de poder ser útil para alguma coisa naquela situação, mas não podia…
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  Ele viu sua amiga ficar cada dia mais fraca durante todo aquele tempo e agora estava parado em frente à porta de seu quarto na UTI, sem ter coragem de dar o último passo. Agora todos precisavam utilizar máscaras cirúrgicas para fazer as visitas à , o que significava que sua situação havia ficado ainda pior e a imunidade ainda mais baixa.
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   respirou fundo e então tomou coragem para abrir a porta.
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   estava deitada e encolhida sobre a cama de hospital e sua aparência não era nada boa, mas já não se surpreendia mais com aquilo, ele havia acompanhado a doença avançar lentamente o suficiente para não ficar ou demonstrar estar alarmado.
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  — Oi … — A voz de não passava de um sussurro.
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  — Onde está sua mãe?
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  — Foi para casa para tomar um banho, eu pedi para ela ir descansar um pouco.
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   assentiu e foi se sentar ao lado da cama de .
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  — Você conseguiu terminar a canção? — ela perguntou sorrindo, e mesmo aquele pequeno gesto parecia tomar grande parte da energia da garota.
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  — Ainda está um pouco crua…
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  Num gesto que surpreendeu , esticou o braço magro em sua direção e pegou sua mão.
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  — Cante para mim, . — Ela sussurrou.
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  — O quê? Assim, sem nada? — ele perguntou ainda surpreso.
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  — O que me importa é a sua voz…
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   percebeu o quanto parecia lutar para proferir cada palavra, então apenas assentiu para ela.
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  — Eu não tenho certeza se está boa ainda e…
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  — Só canta para mim, .
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  E lá foi ele…
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Take a breath, I pull myself together
Just another step until I reach the door
You’ll never know the way it tears me up inside to see you…
I wish that I could tell you something to take it all away

   balançava levemente a cabeça no ritmo da canção com um sorriso nos lábios.
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Sometimes I wish I could save you,
And there’s so many things that I want you to know
I won’t give up ’til it’s over
If it takes you forever, I want you to know…

   puxou o braço estendido para mais perto da cama e só então percebeu que ainda estavam unidos pelas mãos entrelaçadas.
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When I hear your voice,
It’s drowning in the whispers
It’s just skin and bones,
There’s nothing left to take
And no matter what I do,
I can’t make you feel better
If only I could find the answer to help me understand…

   tossiu um pouco naquele instante, o que fez o rapaz ficar preocupado.
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  — Está tudo bem? Quer que eu chame um médico ou…
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  — Só continue, … — Ela sorriu novamente.
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Sometimes I wish I could save you,
And there’s so many things that I want you to know
I won’t give up ’til it’s over
If it takes you forever, I want you to know…
If you fall, stumble down, I’ll pick you up off the ground
If you lose faith in you, I’ll give you strength to pull through
Tell me you won’t give up,
‘Cause I’ll be waiting if you fall
You know I’ll be there for you

  Naquele instante começou a ficar sonolenta.
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  — Estou te entediando… — murmurou se interrompendo novamente.
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  — Cante até eu dormir, . Por favor. — Ela murmurou num tom baixo, os olhos se fechando.
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   sentiu um nó formando-se em sua garganta, ele sabia bem o que aquilo significava. E não estava preparado para aquilo.
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  — Por favor, diga não está desistindo… — Ele murmurou mais para si mesmo.
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  — Me desculpe, … Mas acho que não consigo manter minha promessa por muito mais tempo… — Ela abriu vagarosamente os olhos. — Então por favor, apenas continue cantando para mim até eu dormir…
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   assentiu enquanto segurava as lágrimas.
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If only I could find the answer to take it all away…
Sometimes I wish I could save you,
And there’s so many things that I want you to know
I won’t give up ’til it’s over
If it takes you forever, I want you to know…

  — Obrigada…
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  Foi tudo o que disse antes de fechar os olhos pela eternidade. E foi a palavra que fez chorar por horas e horas.
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  O enterro havia sido há uma semana quando o senhor e a senhora apareceram na casa de , o surpreendendo.
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  — Senhor e senhora… O que fazem aqui? — perguntou ao atender a porta.
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  — Achamos isso nas coisas de no hospital… — A senhora esticou a mão que segurava uma folha.
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  — É para você, filho. — O senhor completou.
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   pegou a folha com cuidado, como se ela fosse se desintegrar ao seu toque. Depois de algumas formalidades, os pais de foram embora e o deixaram sozinho com seus pensamentos. Ele estava com medo de ler aquilo…
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  “Querido

  Que modo mais cliché de se começar um bilhete…
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  Ok, , sem formalidades, isso nunca foi muito a nossa praia mesmo, certo?
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  Eu só queria que você soubesse que você fez os meus dias felizes e mais brilhantes todas as vezes em que foi me visitar no hospital e mesmo em casa, demonstrando sua preocupação comigo, de verdade, eu sou muito agradecida por isso.
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  Também queria que você soubesse que eu dei o meu melhor para não desistir, mas às vezes simplesmente não dá para aguentar e você precisa soltar a corda que te mantém a salvo. Mas você não precisa seguir o mesmo caminho. Você  não tem que desistir.
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  Eu não sei qual o seu maior sonho, mas eu sei que posso sentir que você o está deixando para trás, então por favor, não desista dele. Continue firme e forte. Por você e por mim.
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  Eu já disse o quanto amo ouvir a sua voz? Se não, aqui está. Se já, que fique ainda mais claro para você.
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  Muito obrigada pelos melhores momentos da minha vida.
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  Beijos eternos,
  
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  Aquela carta ficaria gravada na mente de por anos e anos, ele a leria todas as vezes que se sentisse desmotivado ou que esquecesse dos seus desejos. Ele não desistiria.
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  E aquela canção, Save You, logo faria parte de um álbum de estúdio de sua banda, .
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Fim

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Liv
Liv
1 ano atrás

aaaaa eu tô chorando!

que fic linda e maravilhosa! <3

Comentário originalmente postado em 31 de Outubro de 2017


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