Natashia Kitamura
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Burn

Burn, por Ellie Goulding

  - Cara, achei que você não fosse vir. – Matthew se aproximou de mim com os olhos tão arregalados, que se não fosse um grande amigo meu, desconfiaria que ele estivesse usando drogas. O casaco de couro por estarmos em meados do outono estava gasto e não possuía o mesmo brilho que o material tem quando estão novos. – Está todo mundo aí! – me deu as costas para me guiar até o camarote da casa noturna da oitava avenida com a quarenta e sete. O que eu mais gostava da Blue, é que eles valorizam os DJs. Bons equipamentos, boa equipe, boas caixas de som, boa segurança e bons consumos. As cabines dos três ambientes da casa possuem camarote do DJ, onde podemos trazer nossos amigos; obviamente não é todo mundo que consegue tocar aqui, mas por Matt ser o melhor amigo do filho do dono faz com que eu tenha o que todos podem dizer de “contato”.
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  - Todo mundo? – perguntei novamente e Matt olhou para trás, abrindo logo um sorriso malicioso.
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  - Quase todo mundo. – auto corrigiu a si mesmo, me deixando saber que não havia chego ainda.
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   é minha namorada. Na verdade, eu a chamo de namorada e ela desconversa. Nós estamos juntos, principalmente quando estamos longe de todos. Nos conhecemos quando ainda estávamos no início do colegial. Eu estava começando a ingressar no mundo da música eletrônica e ela estava começando a frequentar os lugares que tocava com suas amigas. Aqui em NYC, quando falamos em clube noturno aos 16 anos, queremos dizer que somos ilegais. Com a maioridade nos atingindo aos 21, não podemos beber antes de completar a idade, nos obrigando a obter identidades falsas para nos deliciarmos no mundo da luxúria. Na nossa época, era regra em toda balada, as garotas fazerem competições sobre quem conquista o DJ primeiro. Seja dançando, enviando bebidas ou mensagens no guardanapo. Sempre me diverti com esse último. Ela dançava sob as luzes neon do tema Glow organizado. Decorei o desenho em forma de índio em suas maçãs e bochechas e acompanhei-a com meus olhos durante a festa inteira. Quando uma de suas amigas veio dar em cima de Matt, com quem faço parceria às vezes, pedi que ele falasse que somente a deixaria entrar no camarote, se ela trouxesse para me conhecer. Foi assim que começamos a nos falar. No início, pura curtição. Depois de cinco anos e nenhum dos dois tendo passado por um relacionamento sério ou outro relacionamento aberto, é normal que todas as pessoas ao nosso redor achem que estamos juntos. Eu acho que estamos juntos, mas ainda custa a aceitar.
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  O fato é que me tornei famoso. Kendall Jenner veio na festa, deu em cima de mim, saímos para beber algo e no dia seguinte nos tabloides, saiu que estávamos juntos. O que definitivamente não é verdade. não se importou de eu ter saído com Kendall, porque ela estava comigo o tempo todo naquele dia. Saímos em grupo e na mídia foi como se estivéssemos só nós dois. Como Kendall havia acabado de sair de uma relação midiática com aquele garoto do One Direction, a situação se tornou ainda mais grave, pois me colocaram no meio de um conflito amoroso, como o cara que fez Kendall trair o One D.
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  Depois disso, convites e mais convites para festas foram me enviados e passei a cobrar mais para tocar nos lugares, além de me tornar amigo de Kendall, que veio se desculpar com pelo mal entendido, depois que lhe disse que ela não queria me namorar por achar que atrapalharia minha carreira ou de Kendall – uma mentira, já que ela pouco se importa com qualquer Kardashian ou Jenner. Com meu nome mais reconhecido, acabei sendo alvo de outros casos, com outras cantoras e atrizes; algumas que conheci, outras que vi de longe e outras que nem sei quem são.
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  Percebi que as paredes deixaram de ser brancas e passaram a ser pretas, completando o ambiente escuro da balada, que estava quase pronta para abrir e receber centenas de pessoas durante a noite. Cumprimentei alguns integrantes da equipe técnica e umas garotas que Matt havia trazido para lhes surpreender e lhe fazer render uma boa noite de sábado. Do meu lado da cabine, os sofás de couro preto ainda estavam vazios. Minha turma só chegaria depois da meia noite.
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  Matt é um DJ usual da Blue. Quando não há alguém importante ou convidado especial para tocar, ele cobre os espaços em branco com suas músicas. Elas não vendem tanto quanto a minha e o fato dele estar todas as noites abertas aqui, significa que ele também não recebe tantos convites quanto eu; mas recentemente se tornou sócio, por isso, é normal que ele não se importe, já que a grana entra de outros meios.
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  Enquanto esperava minha vez de começar, dançava ao ritmo da música de Matt, conversava com eles e as garotas dele e observava o público na pista. Dez, vinte… Em uma hora, estava tudo lotado e os seguranças passavam a controlar a entrada das pessoas na fila lá fora de acordo com as pessoas que saíssem daqui de dentro. Olhei em meu relógio e vi o ponteiro se aproximar da uma da manhã.
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  - Hey! Sua gata chegou! – Matt berrou da mesa de som. Ergui o pescoço a ponto de conseguir vê-la olhar na direção da nossa cabine e Myra que estava ao seu lado, acenar para nós, animada. Abri um sorriso e me levantei, pronto para receber em meus braços. Faziam cerca de sete dias que não nos víamos. Fui para Atlanta tocar em algumas festas e acabei ficando por lá mais tempo, porque convites surpresas surgiam no meio da programação.
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  Vi seus cabelos passarem por entre as centenas de pessoas que dançavam sem ritmo à música tocada por Matt. Desci as escadas que ligavam a cabine do DJ à pista para recebê-la. Seu corpo miúdo comparado ao meu se aproximou lentamente – ou mais lento do que eu gostaria que fosse – e quando vi seus olhos nos meus, puxei-a para um abraço forte. Foi como se sete dias tivessem sido sete anos. acha que nós ainda somos um rolo que deu certo, mas estou arduamente tentando mudar essa imagem.
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  Cumprimentei suas amigas e falei para o segurança que elas seriam minhas convidadas da noite. Ele já conhecia e não ligou quando ela entrou antes de eu anunciar as outras duas. Na cabine, cumprimentou Matt e as duas garotas que estavam com ele. Nos sentamos no sofá que estava no canto e deixamos que as duas amigas que a acompanhavam se entrosassem com as garotas de Matt.
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  - O que você fez esses últimos sete dias? – perguntei baixo em seu ouvido. Ela soltou uma risada e cruzou seus dedos com os meus enquanto respondia:
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  - Você diz como se fosse um milênio; é melhor dizer uma semana.
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  - Eu senti que foi um milênio. – abri um sorriso. – Você não sentiu?
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  - Só de noite, quando não estava mais estudando para as provas e só me restava olhar para o teto.
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  - Você é muito romântica, afinal, quem é a mulher aqui? – me afastei dela, vendo-a rir e balançar a cabeça.
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  - Você sabe que UNYC é fogo no final do semestre. – ela resmungou. – Não deveria nem estar aqui, já que semana que vem começam as provas finais.
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  - E você veio por quê? – perguntei com um riso nos lábios. Vi seus olhos encontrarem o meu:
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  - Espertinho. – me deu um cutucão. Ri. – Não vou falar o que você quer ouvir.
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  - E o que eu quero ouvir?
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  - . Pare. – ela desviou o olhar e escondo meu rosto no dorso de seu pescoço. – Faz cócegas! – ri, tentando se desvencilhar de mim. – !
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  - Fale o que eu quero ouvir.
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  - Não. – ela disse entre risos.
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  - Fale! – funguei em seu dorso, sentindo-a contrair e ao ver seus lábios, li o ‘não’ que pronunciou detrás de todo o som. –
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  - Não vou falar! – ela riu. – Vá tocar, você tem que colocar fogo!
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  Colocar fogo é uma gíria que nós dois temos. Na primeira vez que ficamos juntos sentados neste sofá, tentou puxar assunto e disse que a pista estava “pegando fogo”. A partir de então, sempre que tem a ver comigo tocando, ela diz que eu devo colocar fogo na pista.
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  Meu nome foi anunciado e ouvi as pessoas vibrarem na pista. Coloquei os fones de ouvido que me permitiriam dar mais atenção ao som, do que às luzes ou às pessoas. Iniciei um de meus remixes e fechei os olhos, como sempre faço, para sair de órbita e entrar em um mundo paralelo.
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  Os feixes de luzes formavam caminho no ar. As pessoas dançavam enlouquecidas e tudo o que eu queria era não acabar com tudo aquilo. Ô êxtase do som e o sorriso nos lábios das pessoas que estavam na pista me incentivavam a tocar de maneira diferente; o que a mídia disse ser um grande diferencial, já que as pessoas nunca se deparariam com um mesmo remix meu. Quando sentia a mão de Matt em meu ombro para me abastecer, olhava para , que ria com as amigas e dançava entre brincadeiras. Via-a dançar como as pessoas na pista; era como se não houvesse amanhã ou até mesmo o agora. O tempo parou e você só tem que se dedicar ao seu corpo e ao ritmo que está ouvindo. Até um surdo conseguiria ouvir o ritmo e mexer o corpo em sua própria sintonia.
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  Poderiam ser quarenta minutos, uma hora ou mais. Vinculava a música como se todas tivessem nascido para serem uma só. Quando Matt anunciou que eu deveria finalizar, pisquei meus olhos duas vezes e olhei para meu relógio. Três e quinze. Meu cachê seria imenso e o tempo voou. Com o microfone, pedi para todos dançarem com toda a energia que tinham em seus corpos e pude ouvir os gritos sobressaírem o som da minha música, um sinal de satisfação.
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  Terminei o último set às três e meia. Matt acabou me chamando para uma parceria de oito minutos, o que foi bom para relaxar o corpo que estava tensionado pela responsabilidade de manter todos ali dançando. Quando virei meu corpo em direção ao sofá, vi caindo no sono. Estranhei, pois meu set havia sido muito bom. Antes mesmo de chegar nela, Myra me parou:
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  - Não é que ela não tenha gostado, . – olhamos os dois para . – Ela estava a trinta e duas horas acordada. Achou que daria conta por causa de você, mas sem perceber, adormeceu.
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  Concordei com a cabeça, já que ela se afastou bem antes de eu lhe responder para voltar a conversar com os novos integrantes que estavam no camarote da cabine. Fui até e sentei ao seu lado, acariciando sua mão caída ao lado de seu corpo. Sorri e a peguei em meus braços, caminhando em direção ao corredor que daria para o lado administrativo de paredes brancas que vi mais cedo. Saímos por uma porta que nos fez cortar a fila de entrada da balada; durante meu caminho até a entrada, onde pedi para um dos seguranças fazer sinal para um taxi, ouvi algumas pessoas reclamarem por me reconhecerem e me verem ir embora.
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  Cobri seu corpo miúdo com o casaco que estava amarrado em minha cintura. se mexeu desconfortável um tempo depois e acordou, coçou os olhos e resmungou um palavrão ao se lembrar da maquiagem que agora estava borrada. Dei uma risada e a vi se espantar por estar no táxi e principalmente, de me ter ao seu lado.
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  - Estava indo para casa, mas se você quiser, pode falar seu endereço para o táxi. – apontei para o senhor que dirigia e ele, com a atenção virada à nossa conversa, apurou os ouvidos para receber o novo trajeto.
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  - Sua casa está bom, a minha fica do outro lado e estou sem a chave.
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  Me senti um pouco inútil por ter me esquecido de verificar com Myra se a porta estava aberta, mas no fim, acabei aceitando que foi a melhor escolha, fazendo com que ela pudesse vir até o apartamento que dividia com Matt, mas que era mais meu do que dele pelo fato dele quase não dormir em casa.
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  Durante todo o caminho ficamos calados. Assim que chegamos no prédio no bairro de Chelsea, dei uma nota de cinquenta para o motorista, que agradeceu quando eu disse que ele poderia ficar com os oito dólares de troco. me seguiu até o lado interno do prédio e entrou no elevador sem reclamar quando dei caminho.
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  Meu apartamento estava uma bagunça, mas ela não pareceu se importar. Já havia estado lá outras vezes e sabia que eu e Matt não somos as pessoas mais organizadas. Mas somos higiênicos e é isso o que importa para dois homens. Seus pés caminharam até meu quarto e seu corpo se jogou em minha cama. chutou os sapatos de salto para longe respirando aliviada e olhou para mim quando parei no batente:
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  - Você é mesmo uma residente daqui. – sorri, retirando meus sapatos, a camiseta e a jeans que odiava dormir vestido. Não me importo de aparecer seminu para uma garota que já me viu completamente nu e ela não se importou tampouco.
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  - Liga o ar. – pediu. Levantei uma sobrancelha e ela sorriu: – Quero dormir debaixo do edredom, encolhida com você ao meu lado. – deu dois tapas no espaço que minha cama tinha. Abri um sorriso e atendi seu pedido, esperando o quarto estar bem gelado para me colocar em baixo do edredom com ela. – Não é bom? – ela murmurou.
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  - Uhum. – respondi de volta. Olhei para seu rosto, mas não pude ver muito por causa da sombra. Assim, optei por tocá-la e sentir seus traços delicados. – Você não quer tirar a maquiagem? Seu produto está aí no meu banheiro. – murmurei. Ela se mexeu, trazendo a si mesma para mais perto de mim, e apoiei meu braço na altura de sua cintura.
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  - Não quero sair daqui, está frio. – ela falou.
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  Ficamos calados novamente. Ouvi sua respiração e senti o ar que saía de seu nariz fazer cócegas eu meu queixo. Com o polegar da mão que estava apoiada em seu corpo, acariciei o pedaço de pele que estava exposto. se mexeu, retirando sua lingerie e o tacou para longe. Aposto que reclamará amanhã por não encontra-lo.
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  Voltamos à posição inicial, mas não estou com sono. Devem ser por volta das quatro e meia e Matt não voltaria hoje, somente segunda. Sempre que eu e estamos deitados em minha cama, sinto que gostaria de tê-la para sempre ali e que pudéssemos sobreviver somente com o ar que o outro respira, assim não precisaríamos sair daqui. Pela sua respiração, achei que estava dormindo, mas, como sempre, sua respiração é serena demais a ponto de me fazer confundir com seu sono.
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  - . – sussurrou tão baixo que tive de me aproximar ainda mais para ouvi-la. – Senti sua falta. – seus braços rodearam meu tronco e senti sua testa gelada tocar meu peitoral. – É por isso que vim hoje.
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  Fiquei decepcionado por não poder mostrar o tamanho de meu sorriso para ela. Enrolei meus braços ao redor de seu corpo e beijei o topo de sua cabeça, sentindo o cheiro da fumaça exalada dentro da Blue. Sua cabeça virou em minha direção e finalmente pude ver seus olhos pela claridade que a luz da lua passava.
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  - Você me ama? – perguntou, tempo depois, quando o ar já não faltava mais em nossos pulmões. Olhei em sua direção e a vi sem nenhum sono da falta que lhe fazia depois de mais de trinta horas acordada. – Você me ama, ?
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  - Tanto que chego a queimar.
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  Vi um sorriso se formar em seus lábios. Ela sabia a tradução; estou em êxtase, dopado por ela. Abri um sorriso ao sentir seu beijo, pela primeira vez sem a desculpa do álcool para explicar a iniciativa.
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Fim

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Li Santos
Li Santos
9 meses atrás

Ai não pera que eu cadelei muito dsse casal, hein???!!!
O dj e a estudante
Nem dá pra culpar a pobi por dormir, fim de semestre é fogo k kkkkkkry
E o final amorzinho afff 🥹🥹🥹🥹🥹🥹🥹🩷🩷🩷 dormir agarradinho 10/10


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