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Qual a sua forma de amar ou a do personagem de sua próxima história? Responda às perguntas e descubra!
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Sem curiosidades para essa história no momento!

Black Heart

Outono de 2016
  – Sorrento, Itália

  Vê-la caminhar pelo longo corredor do colégio interno Mirai del Sorrento, fez o coração do recém-chegado Magnus acelerar. Aquela poderia ser considerada a caminhada mais elegante e atraente de Castelatto na presença de todos os alunos pertencentes às famílias de elite italianas… A não ser por um detalhe sutil: a jovem de 16 anos estava sendo escoltada por dois policiais, um de cada lado e ainda algemada para que todos vissem.
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  Claro que o detetive Ortiz não deixaria essa afronta passar, já que sua família era rival antiga da família Castelatto. E mesmo que fosse proibido algemar um menor de idade, ele não ligava para esses detalhes técnicos de sua profissão. Entretanto, o sorriso singelo no canto do rosto e olhar superior de o deixava mais raivoso ainda.
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  — CONFESSE! — Ortiz bateu sua mão direita na mesa da sala de interrogatório — Confesse que matou Juan Lorenzo.
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  — Estou admirada com sua falta de controle, detetive. — Ela ergueu os pulsos ainda algemados. — Tratar uma adolescente como eu assim? Será que a Millenium concorda com seus métodos?
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  — Não me importo com essa sua sociedade de merda, mudou de nome, mas continua a mesma Draconis de sempre. Agora confesse logo, Castelatto! — ele gritou mais uma vez, avançando um pouco seu corpo na direção da garota, que se manteve imóvel. — Ele era seu namorado.
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  — Ex-namorado — corrigiu ela.
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  — A culpa está nos seus olhos — insistiu Ortiz.
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  O olhar de deboche para o detetive a deixava ainda mais curiosa sobre o que viria a seguir.
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  — Você realmente tem uma forte obsessão por mim, não é? — Ela arqueou a sobrancelha direita.
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  — Eu não vou repetir. — A fúria nos olhos do homem era intensa.
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  — Acho melhor se afastar, detetive — disse uma voz mais forte vindo da porta.
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  O advogado da família estava ali para livrá-la do mal.
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  — Ah, querida. — A mãe de adentrou a sala, já indo abraçar a filha. — Mamãe vai te tirar daqui, este senhor não a machucará.
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  — Eu estou bem, mamãe. — sorriu para a mulher e voltou o olhar para o detetive.
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  Mesmo relutante, Ortiz se viu obrigado a liberar a garota que por ser a principal suspeita do assassinato de Juan Lorenzo, não poderia sair da cidade.
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  Logo na recepção da delegacia, já havia curiosos e algumas pessoas que o detetive convocou para interrogar. O aluno Magnus era um deles, que mentalmente já ensaiava todas as palavras que iria dizer. Ao passar pelo garoto, o olhar discreto e instigante de se cruzou com o dele, deixando um singelo sinal de aprovação por parte dela.
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  Sim. O jovem Magnus era o álibi de Castelatto que deixaria Ortiz com os nervos à flor da pele com uma história passada mais de vinte vezes por ambos, para que nenhum fio solto fosse encontrado pelo detetive. afirmava que estivera com a suspeita durante toda a madrugada em que o crime foi cometido. E mais pessoas poderiam confirmar suas palavras, pois havia o visto com uma garota na recepção que a família dava.
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  — Olhando para você, não consigo acreditar em suas palavras. — Ortiz cuspiu sua indignação para que, assim como a suspeita, se mantinha calmo e sereno.
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  — Me desculpe, detetive, mas não mentirei para agradá-lo, Castelatto estava comigo. — Continuou afirmando o garoto. — Sei que meu pescoço está em risco, já que meus pais não gostam da família dela…
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  O garoto olhou para o vidro na parede ao lado, sabendo que seus pais e sua irmã gêmea estariam ali, ouvindo-o dizer tais palavras. Então, voltou seu olhar para o homem à sua frente.
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  — Mas esta é a verdade. Eu e sempre fomos próximos, porém seguimos escondendo nossa amizade de nossas famílias — comentou a sua história ensaiada. — Quando me mudei para a Grécia, continuei a manter contato com ela e nosso amor um pelo outro só aumentou. Castelatto somente começou a namorar Lorenzo para distrair minha irmã que a odeia e era apaixonada pela vítima.
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  — Está me dizendo que manteve um relacionamento com a suspeita enquanto ela namorava a vítima? — Ortiz começou a distorcer as coisas para desacreditá-lo. — Devo considerá-lo um cúmplice agora?
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  — Bem, se tiver um modo de uma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo, pode me considerar um cúmplice. — A voz de soou ainda mais firme e segura. — Me considere o cúmplice de Castelatto.
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  Ortiz não tinha pistas boas. Não tinha um flagrante. Apenas havia sido um ridículo por algemar uma adolescente que tinha um álibi forte a ponto de não temer afirmar que estava com a filha do inimigo. Agora o detetive passando noites em claro à base de cafeína e energéticos, mantinha seus olhos no quadro de evidências tentando considerar todos os detalhes e entender onde tinha errado. Com uma ordem judicial e a presença do advogado Han, ele finalmente pôde interrogar novamente a jovem suspeita.
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  — Estamos nós aqui de novo — disse ela, dando um sorriso presunçoso. — No terceiro encontro vai me pedir em casamento, detetive?
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  — Enquanto você brinca, eu continuo empenhado a provar que é a culpada — disse o homem convicto de suas habilidades de investigação.
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  — Boa sorte, então. — manteve o sorriso no rosto. — Por onde começamos meu depoimento?
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  — Onde estava na noite do assassinato? — perguntou o detetive.
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  — Eu estava primeiro na casa da minha prima Juliette Solar, pode perguntar para ela. — Iniciou a jovem, voltando o olhar para o escrivão que começava a digitar. — Como estávamos em recesso escolar, fiz ela pedir aos meus pais para dormir em sua casa, pois era a única forma de escapar no meio da noite e me encontrar com Magnus.
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  — E você saiu da casa de sua prima que horas? — perguntou ele.
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  — Às dez da noite, foi o horário que marquei com para seguirmos para sua casa — respondeu com firmeza. — Ele estava de volta à cidade e mesmo estudando juntos, não conseguia me aproximar dele por causa da sua irmã, que não parava de segui-lo.
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  — E seus pais sabem dessa proximidade de ambos? — Ortiz mantinha o olhar fixo nela, em todas as expressões e palavras.
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  — Não. — olhou para o mesmo espelho, sabendo que sua mãe estaria vendo, já que o pai seguia em viagem para Londres. — Como sabe, meus pais e a família Magnus são rivais há anos na Draconis, ou melhor, Millenium, assim como nos negócios, então… Sempre fui proibida de me aproximar deles.
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  — Mas não seguiu a regra.
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  — Não. — A jovem voltou o olhar para o detetive. — Eu e Magnus nos apaixonamos, mantivemos nosso relacionamento em segredo, mas ele teve que ir embora para a Grécia e decidimos ficar somente como amigos. Foi assim que comecei a namorar Lorenzo, já que eu não podia ter o irmão de Hale Magnus, ela não teria o garoto popular da escola que sempre quis ter.
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  — Uma pequena vingança. — Concluiu o detetive.
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  — Tenho 16 anos e já assisti Mean Girls mais de dez vezes — brincou a garota, rindo baixo.
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  — Se você se encontrou com , e de fato várias pessoas o viram entrar em casa com uma garota, o que estavam fazendo na hora em que a vítima morreu? — Ortiz foi mais específico.
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  — E foi exatamente a que hora? — perguntou Castelatto.
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  — Meia-noite e meia — respondeu Ortiz.
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   respirou fundo, pensando se responderia essa pergunta ou deixaria para seu álibi. Engolindo seco, ela abaixou o olhar se fazendo de inocente.
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  — É uma pergunta muito íntima, detetive, não sei se tenho coragem de respondê-la, não perto da minha mãe. — A jovem levantou o olhar novamente, com mais ousadia, porém, mantendo a sutileza nos olhos. — O que faria se sua filha dissesse que não é mais virgem?
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  Do outro lado da sala, a mãe de desfaleceu pelas fortes emoções causadas pela filha. Castelatto suspirou fraco, deixando o assunto no ar, de forma subjetiva, forçando Ortiz a novamente interrogar Magnus com a presença de seus pais e sua irmã assistindo a conversa na sala ao lado. já havia enfrentado algumas discussões com os pais pelas revelações iniciais. Sua irmã não olhara em sua cara há dias, com raiva de sua amizade com o inimigo.
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  — Eu acabei descobrindo algo interessante com a senhorita Castelatto — começou Ortiz assim que sentou de frente para o rapaz. — Ela me contou o que fizeram na hora do assassinato de Lorenzo.
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  — Ele teve essa coragem? — se viu surpreso.
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  — Agora quero que você me conte a sua versão — instigou Ortiz. — Ou está com medo dos seus pais? Eles estão na sala ao lado ouvindo tudo.
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  — Não tenho medo deles, não mais. — A segurança de estava em seu olhar.
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  — Então diga.
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  — Chegamos em minha casa às dez e meia, antes disso, me pediu para comprar chocolate, pois queria fazer uma maratona de Chicago Fire comigo, ela gosta muito dessa série — começou ele.
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  — E onde compraram o chocolate? — indagou o detetive.
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  — Em uma loja de conveniência que estava aberta, paguei com o cartão de crédito, se te ajuda a conferir. — O jovem sorriu de canto. — Então seguimos para minha casa, eu tirei a blusa de frio e dei a ela para que colocasse o capuz, assim ninguém a veria. Quando chegamos no meu quarto, liguei o notebook e começamos a assistir a série.
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  — Interessante, ela não detalhou esta parte… — Ortiz fez um comentário para buscar alguma reação de instabilidade e incoerência nele.
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  — Ela deve ter ficado com vergonha de admitir que eu não a deixei ver, estava mais preocupado em matar a saudade da garota que amo do que ver uma simples série. — Ele riu, imaginando ser alguma estratégia do detetive para deixá-lo confuso. — Mas com certeza ela deve ter dito que… Quando foi mesmo que Lorenzo morreu?
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  — Meia-noite e meia — respondeu Ortiz, segurando a irritação.
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  — Não me lembro de ficar olhando no relógio quando estou dando prazer a uma garota, mas acho que nesta hora, estávamos na nossa terceira vez… Ou seria segunda. — Ele riu. — Mas posso te dizer que à uma da manhã minha irmã veio até meu quarto, estava no banheiro tomando banho e eu procurando sua calcinha debaixo da cama, pode perguntar a Hale. — Um álibi perfeito demais para Ortiz acreditar e engolir.
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  Quanto mais o cúmplice e a suspeita davam suas versões do fato, mais Ortiz se pegava em uma teia de aranha da qual não conseguia escapar. Se a versão do casal era verdadeira, como seria possível ele ter encontrado um pedaço da unha de grudada na jaqueta de Lorenzo?
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  A investigação seguiu por mais algumas semanas com o detetive fazendo as mesmas perguntas para todas as pessoas que interrogou. Até que, por ordens superiores, Ortiz foi obrigado a arquivar o caso por falta de evidências. Castelatto foi inocentada por falta de provas e o caso arquivado, graças à ajuda de seu brilhante álibi.
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  Mas será que existe um crime sem culpado?
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– Minutos antes do assassinato

  — O que você quer? — disse ao se aproximar de Lorenzo que a esperava debaixo da cerejeira do colégio onde estudavam.
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  — Quanta agressividade — disse ele, num tom debochado.
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  — Eu estava em um lugar maravilhoso até você mandar suas ameaças para o meu celular. — Ela alterou a voz. — Quem você pensa que é?!
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  — Eu sou o garoto que você fez de otário achando que eu iria deixar barato — disse ele ao pegar no braço de Castelatto forma agressiva. — Achou mesmo que iria terminar comigo para ficar com seu namoradinho às escondidas? Achou que eu não iria descobrir sobre você e o Magnus?
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  — Me solta — disse ela assustada com a agressividade do ex-namorado, tentando empurrá-lo com a outra mão. — Está me machucando.
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  — Eu só vou te soltar quando tiver o que me negou todo esse tempo. — Ele tentou beijá-la à força.
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  Porém, relutou ainda mais para tirá-lo de perto, sem sucesso, pois ele era bem mais forte que ela. Em plena agonia de tê-lo tentando arrancar suas roupas e rasgá-las por completo, ela começou a pedir socorro, mas quem a ouviria ali naquele lugar completamente vazio? Uma luz no fim do túnel veio quando Lorenzo a jogou no chão e se lançou em cima dela para forçá-la a beijá-lo novamente. Então, uma mão o pegou pela jaqueta e tirando-o de cima dele, socou seu rosto.
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   soltou um grito de susto, porém aliviada internamente.
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  — Nunca mais toque nela. — O rosto de foi iluminado pela luz da lua.
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  — Olha só… O namoradinho. — Lorenzo sorriu e podia-se ver o sangue em sua boca. — Vou acabar com você e depois conferir se essa vadia é realmente virgem. — Ele se levantou e, fechando os punhos, ergueu o braço para devolver o soco que recebera.
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   foi mais rápido que Lorenzo em se defender e, se lembrando do treinamento militar que o tio lhe deu quando criança, foi desviando das investidas do rapaz e lhe socando mais e mais. Até que Lorenzo retirou um canivete do bolso para obter vantagem. Em um piscar de olhos que chutou sua mão, mandando o canivete para longe, Lorenzo aproveitou uma pequena distração pegando uma pedra para acertar .
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  Contudo, algo parou repentinamente sua ação, fazendo-o cair no chão, deixando a pedra rolar. O olhar de Magnus se levantou, vendo estática com a mão ensanguentada e o olhar assustado. O jovem se levantou e a abraçou.
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  — Eu… … — sussurrou ela, ao sentir o abraço seguro. — Eu só queria afastá-lo de você.
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  — Está tudo bem — sussurrou Magnus de volta. — Vai ficar tudo bem, você não tem culpa.
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  — O que faremos agora? — Ela moveu seu olhar com suavidade para a árvore de cerejeira.
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  — Vamos dar um jeito nisso, apenas faça o que eu disser. — Assegurou o rapaz, deixando-a tranquilizada.
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Debaixo da cerejeira
Venha um pouco mais perto, não quer ficar mais perto de mim?
Você é meu milagre
No seu coração negro, é onde você vai me encontrar
Cortando através das rachaduras do concreto
No seu coração negro, é onde você vai me encontrar
– Black Heart / Carly Rae Jepsen

  “Draconis: A estrela que mais brilha, é também aquela que queima mais rápido.” – by: Pâms

Fim

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Lelen
Admin
8 meses atrás

Gente, pera eu preciso ler a história principal ainda (peguei o bonde andando, preciso ver desde o começo, socorro). EU NÃO TAVA ESPERANDO ASSASSINATO ROLAR EM CONTINUUM, QUERO SAIOPNDAPSODNAOPD
A moça aqui é bem da atrevida, amei.
Depois eu volto com um comentário decente e inteirada da história principal (tô com a impressão que várias coisas vão clarificar depois de ler Continuum kkkk)


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