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Sem curiosidades para essa história no momento!

Black & Diggory II

Prólogo

  Flashback

  Virou-se assustado, olhando em todas as direções.
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   — Fleur? — Será que tinha encontrado com alguma das criaturas de Hagrid? — FLEUR? — gritou o mais alto que pôde, dando meia volta e correndo para a direção que ele achava que o som tinha vindo.
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  Correu por mais ou menos dois minutos, mas não conseguiu escutar mais nada. Escutou um novo barulho quando entrou em uma nova trilha, ao virar-se, com a varinha em punho, viu Vitor Krum parado, entrando no mesmo caminho que ele.
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  — Ah, é você… — Suspirou aliviado, tornando a olhar para o outro lado. — Escuta… — Virou-se para o búlgaro, vendo-o erguer o braço com a varinha apontando em sua direção. Diggory franziu o cenho, confuso. Que droga de brincadeira era aquela? — Que é que você está fazendo? — gritou indignado, era assim que Krum queria vencer? — Que diabos você pensa que está fazendo? — perguntou novamente, vendo-o caminhar em sua direção, o olhar fixo no loiro.
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  Cedrico deu um passo para trás erguendo a varinha, mal acreditava que Krum estava mesmo pronto para atacá-lo. No instante seguinte Cedrico estava jogado ao chão, a varinha longe de suas mãos.
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  Se contorcia no gramado, sentindo o ar faltar em seus pulmões.
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  Ouvia os próprios gritos desesperados saindo por sua garganta. Os pensamentos agitados em sua cabeça não o deixavam pensar com clareza, mas a falta de ar em seus pulmões começou a deixá-lo tonto, enjoado.
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  — Cedrico! Ouviu uma voz ao fundo de sua mente gritar e então a dor sumiu.
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  Se manteve parado, arfando, o corpo trêmulo.
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  Não conseguia colocar-se em pé naquele instante. Seus pensamentos ainda agitados dificultavam o entendimento da situação. Alguém abaixou-se ao seu lado, chacoalhando-o pelos ombros.
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  — Cedrico! Está tudo bem? Consegue se levantar? — Aos poucos conseguiu focar o rosto de Harry Potter, o garoto o encarava preocupado. — Diggory?
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  — Está… Eu… — Olhou para os lados, confuso, ainda sentindo certa dificuldade para respirar. — Krum… Ele se aproximou pelas minhas costas…
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  Potter olhou para um ponto logo a frente, voltando a virar-se para Diggory pouco depois, o qual tentava levantar-se com certa dificuldade, estendeu a mão para ajudar o colega.
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  — Você ouviu a Fleur gritar?
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  — Acha que ele a pegou também?
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  — Talvez… Vamos terminar a prova e sair desse lugar!
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  Cedrico concordou, aceitando a mão estendida como apoio, firmando os pés no chão com certa dificuldade. Potter virou-se, dando alguns passos para frente, após disparar faíscas vermelhas no local em que Vitor estava caído.
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  —  O que você ach… Diggory?
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  Cedrico sentiu-se estranho por um instante, parecendo incapaz de mover-se ou dizer qualquer coisa, logo sentindo a escuridão dominá-lo.
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  Flashback off.

  Diggory abriu os olhos com certa dificuldade, a claridade o incomodando momentaneamente.
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  Passou a língua pelos lábios secos, olhando para o próprio corpo; estava sem camisa e parte de seu braço enfaixado e com uma pasta laranja que ele reconhecia por ter usado depois da primeira prova, quando tinha queimado parte de seu corpo.
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  Ao virar a cabeça para os lados, reconheceu a Ala Hospitalar, e, mais lentamente ainda, seu cérebro pareceu lembrar-lhe o que tinha acontecido:
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O Torneio Tribruxo tinha acabado. Ele havia perdido.

  Sentiu a frustração e irritação dominarem seu corpo, mas distraiu-se ao ouvir cochichos vindos de algum ponto ao lado. Virou-se para a maca próxima à porta de saída, vendo várias pessoas no local, ao olhar com mais atenção, reconheceu os Weasley e Hermione, não conseguindo ver direito quem era o outro homem por ali, mas percebeu que era Potter quem estava deitado na maca, talvez também tivesse se machucado. Não viu , o que o fez arquear a sobrancelha por um instante, questionando internamente onde a namorada poderia estar, seus pais também não estavam por ali, o que o incomodou levemente. Talvez não estivesse tão machucado, não fosse nada sério, mas nenhum dos três estavam minimamente preocupados com ele?
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  Pouco mais de dois minutos depois, enquanto olhava entediado para o teto, ouviu passos e virou a cabeça, vendo a loira entrar no local segurando um copo de bebida, enquanto vários outros flutuavam próximos a ela.
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   olhou em sua direção, abrindo um sorriso grande ao notar que ele já estava acordado. Esqueceu-se do feitiço e do próprio copo, correndo em sua direção para abraçá-lo, ouvindo um barulho alto quando todas as bebidas caíram ao chão.  O pessoal olhou ao redor, assustado com o que acontecia até verem-na sobre o lufano.
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  — Eu disse que era melhor se eu e Fred fossemos, mas ninguém quis me escutar! — George falou em voz alta. — Não derrubaríamos nada só porque o bonitão da escola está acordado!
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  — É, agora teremos que ir buscar do mesmo jeito! — Fred concordou. — Obrigado, Black!
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  O casal ignorou os comentários dos gêmeos, continuando abraçados por alguns instantes até a loira se afastar, beijando-lhe os lábios demoradamente. Diggory esqueceu-se de qualquer frustração ou pensamento derrotado que tinha até um minuto atrás, tê-la próximo era mais do que o suficiente, principalmente quando ela juntou suas bocas: sentiu como se já pudesse enfrentar mais três dragões.
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  — Isso foi por eu estar preocupada! — sussurrou ao afastar-se, vendo-o abrir os olhos um pouco desnorteado. — E isso é por me fazer ficar preocupada! — Estapeou-o no ombro que não estava machucado.
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  — Ouch! — exclamou a encarando, sorrindo de canto.
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  — É sério, Diggory. Se você não tivesse colocado seu nome no Cálice, você não estaria aqui. Consegue imaginar o que poderia ter te acontecido se você pegasse aquela Taça? — replicou nervosa, deixando as brincadeiras de lado.
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  Cedrico franziu o cenho, confuso.
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  — Se eu tivesse chegado até a Taça eu… Ganharia mil galeões? — negou, apontando com a cabeça para a maca de Potter.
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  — A Taça era uma Chave de Portal — suspirou, não sabendo como contar tudo o que tinha acontecido de forma resumida, por isso achou melhor falar apenas o principal —, Você-Sabe-Quem retornou.
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  Diggory abriu a boca, chocado, demorando alguns segundos para processar a informação.
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  — O que…? Como…?
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  — Veja só quem acordou! — Ouviram uma voz aproximando-se.
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  — Te conto mais tarde — avisou, logo vendo o pai parar ao seu lado.
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  — Espero que esteja bem disposto, ainda não tivemos nossa conversa! — Sirius sorriu, piscando para Cedrico quando este o olhou, surpreso com sua presença. — Fiquei pensando se um duelo ainda é apropriado ou vocês são modernos demais para essas coisas? Eu tive que duelar algumas vezes quando estava estudando… — comentou pensativo, o braço cruzado e a mão esquerda coçando a barba. – Nunca com o pai de alguma namoradinha, mas dá no mesmo, não é verdade? — Sorriu para os dois.
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   sentiu o rosto esquentar e olhou para o lado contrário de Cedrico. O rapaz, por sua vez, manteve o contato visual com Sirius, embora não parecesse capaz de pensar em uma resposta, era informação demais e minutos de menos para processar tudo aquilo. Sorriu nervoso para o homem, sem saber exatamente como reagir ao vê-lo pessoalmente, principalmente ao lembrar-se do que havia acontecido no ano anterior, quando Sirius se passou por um cachorro e ele acabou por revelar coisas demais.
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  — Como se sente? — Black questionou quando notou que os dois adolescentes pareciam constrangidos, o que até seria divertido se não fosse a situação em que se encontravam. — Soube que foi muito bem no Torneio!
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  — Nem tanto assim, não é? — Deu um sorriso amarelo, apontando para a parte do corpo machucada. — E também não ganhei… — Sirius abanou a mão no ar, sentando-se ao seu lado na cama.
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  — Mas foi o Campeão de Hogwarts, huh? E eu soube que você foi atacado pelo Krum durante a prova e, ao que indica, por Olho Tonto também. — Encarou-o por alguns instantes, Diggory pareceu surpreso com a segunda informação, mas entendeu que o que sentiu antes de desmaiar deveria, sim, ter sido um feitiço. — O que, se pensarmos bem, até que foi uma coisa boa, não? Quem sabe o que poderia ter acontecido…
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  Diggory concordou, ainda um tanto confuso com tudo, olhando de canto para , esperando que depois ela o inteiraria nas informações.
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  — Quem sabe… — respondeu em voz baixa, com um sorriso triste nos lábios finos.
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  Black sorriu para o rapaz antes de levantar-se, bagunçando rapidamente os cabelos de Cedrico, apertando-lhe o ombro em seguida.
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  — Descanse bem, Diggory, não gostaria de tornar a ver minha filha chorando pelos cantos, preocupada com você…
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  — Pai!
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  — O que? Não era pra ele saber? — Cedrico sorriu ao olhar para a garota que encarava séria o pai. — De qualquer forma, preciso resolver algumas coisas para Dumbledore. Nos vemos em breve, Cedrico! 
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  — Foi um prazer, senhor. — Apertou-lhe a mão, firmemente. Sirius sorriu de canto.
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  — Aperto de mão forte, muito bem. Não tem mais com o que se preocupar, , seu namorado já está bem. Essa noite não vai precisar ficar acordada do lado dele!  — abriu a boca, chocada, o rosto mais vermelho do que nunca.
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  — Eu te odeio! — sussurrou para o pai, vendo-o gargalhar, jogando os cabelos para trás.
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  — Não seja tão exagerada! — Sirius aproximou-se, abraçando-a apertado, sendo retribuído da mesma forma. — Eu também te amo. Nos vemos logo, ok?
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  — Mas…
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  — Eu prometo! — Segurou-lhe nos ombros, encarando-a por alguns instantes, assumindo uma pose séria. – Preciso fazer o que Dumbledore me pediu. Mantemos contato! — Beijou-lhe a bochecha. — Até logo, Cedrico, conversamos mais tarde!
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  Viram Sirius passar novamente pela maca na qual Harry estava, despedindo-se rapidamente do afilhado, antes de tornar a se transformar no grande cachorro negro.  Cedrico coçou a sobrancelha, sem jeito, antes de olhar para a namorada, que permanecia com o olhar na porta.
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  — Então… Você ficou aqui a noite toda? — perguntou em tom baixo, tentando esconder o sorriso que crescia em seus lábios. o olhou com a sobrancelha arqueada.
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  — Patético, Diggory. Patético!
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  Cedrico novamente deu de ombros, sorrindo sem jeito para a garota.
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  — Eu te amo, sabia? — balançou a cabeça e olhou para o lado oposto, tentando esconder, sem muito sucesso, um sorriso tímido. Notou quando a mão do lufano envolveu a sua, apertando-a gentilmente.
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  — Não consegui parar de imaginar o que poderia ter te acontecido se chegasse naquela Taça… — confessou em voz baixa. — Harry quase morreu, Cedrico. — Encarou-o por um instante, em meio a um suspiro. — Entende o que eu digo?
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  Cedrico deixou o olhar cair sobre o grupo do outro lado, respirando fundo antes de voltar a atenção para a namorada.
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  — Não tem mais com o que se preocupar, . Eu estou aqui e não pretendo mais ficar longe de você. E eu prometo que no próximo Torneio eu não coloco meu nome! — A loira negou com um aceno, sorrindo pequeno antes de beija-lo mais uma vez e, em seguida, começar a detalhar o que sabia sobre os últimos acontecimentos.
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Um.

  Diggory estava sentado no parapeito do corredor, olhando distraidamente para os jardins, nos quais os estudantes continuavam a conversar e se despedir dos visitantes antes que estes fossem embora. A confusão na final do Torneio e o anúncio de Dumbledore de que Voldemort havia retornado não parecia importante naquele momento. Poucos alunos falavam a respeito, a maioria não parecia ter assimilado a importância daquela informação e outros tantos, a grande maioria dos estudantes, não estava realmente convencido. Afinal, apenas Harry Potter tinha o visto, e Dumbledore só dizia que o Lorde das Trevas havia retornado, por causa do garoto. Mas, e as provas?
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  Cedrico era um dos poucos que tinha acreditado na história, internamente sabia que só havia feito por saber de todos os detalhes, talvez se só tivesse uma versão mal contada como os outros, também não acreditasse.
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  Se fosse sincero, parte do motivo de Cedrico acreditar de prontidão em tudo aquilo, mesmo antes de ter todos os detalhes, era porque acreditava. E era porque Dumbledore acreditava: o diretor já estava tomando as devidas precauções, embora Cedrico não soubesse exatamente quais, tinha dito que o bruxo havia dado ordens para alguns professores e para Sirius, a missão deles era de reunir alguns amigos antigos e conversarem com outras tantas pessoas. Dumbledore preparava-se para uma Guerra que o Ministério e o próprio Ministro nem mesmo cogitavam.
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  Fudge achou ridícula a simples ideia de Voldemort ter retornado.
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  Era um absurdo e por isso o Ministério decidiu abafar os comentários.
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  Com tudo isso acontecendo, mesmo embora seu orgulho parecesse ter sofrido um grande golpe por ter perdido para Potter no Torneio, Cedrico conversou com Harry, oferecendo algum apoio caso viesse a precisar de alguma coisa.
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  Assustou-se quando sentiu alguém apertar-lhe os ombros, virando-se e vendo sorrir para ele, antes de pegar impulso para sentar-se ao seu lado, cruzando as pernas. Permaneceram em silêncio por alguns instantes, olhando para o pessoal rindo nos gramados.
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  — O que foi? — perguntou ao perceber o sorriso contido que ela mantinha nos lábios. deu de ombros, o sorriso crescendo aos poucos.
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  — Dora me mandou uma carta pela manhã… Talvez… Talvez meu pai passe alguns dias em casa com a gente… — Encarou-o sorridente.
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  Cedrico piscou surpreso, sorrindo em seguida, vendo a animação da loira.
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  — Fantástico!
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  — Eu sei! — Concordou com a cabeça, tornando a olhar para os colegas, o sorriso ainda presente em seu rosto. Diggory permaneceu olhando-a por tempo indeterminado, sorrindo consigo mesmo, até ela olhar em sua direção, curiosa com seu sorriso fácil sem motivos aparentes.
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  — O que foi?
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  — Gosto de te ver sorrindo. — Deu de ombros, vendo-a ficar levemente constrangida. — Você fica realmente fofa quando fica vermelha, mas não é mais tão fácil te fazer ficar com vergonha desde que começamos a sair…
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  — E esse é seu objetivo para hoje, Diggory? — questionou rindo fracamente, sentindo o rosto esquentar cada vez mais.
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  — Talvez, mas também tenho outra coisa em mente, sabe?
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  — Hm, e o que seria? — Riu ao vê-lo ficar em pé, apoiando o braço na perna da garota, inclinando-se em sua direção.
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  — Vou deixar você descobrir sozinha dessa vez… — Piscou antes de beijá-la.
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  Black riu baixinho contra os lábios do namorado antes de passar os braços por seu pescoço, acariciando os seus cabelos curtos.
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  Cedrico chegou em casa mais sorridente do que o normal por duas razões simples: Primeiro, tinha se despedido muito bem da namorada em uma das salas de aula vazias para compensar os dias que não se veriam. E, a segunda, tinha sido a primeira vez que realmente aparatara!
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  A sensação era horrível, mas ao mesmo tempo era ótimo poder finalmente fazer aquilo sem precisar da ajuda dos pais por ser menor de idade. Não precisava mais de vassouras, lareiras ou do nightbus. Poderia estar em qualquer lugar que quisesse em poucos segundos. E, obviamente, uma das vantagens de agora ser considerado maior de idade, era que poderia, por exemplo, aparatar na casa de a hora que quisesse. Óh, aquilo era fantástico! Já se imaginava fazendo algumas visitas para a namorada, depois, é claro, de descobrir os dias que Sirius Black estaria por perto. A última coisa que queria era o pai da garota o encontrando escondido em algum canto.
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  Conversava com os pais enquanto comia, contando-lhes sobre o ano turbulento e tudo o mais que se lembrava. O casal o deixava a par das novidades, que não eram tantas assim, dos meses que ele esteve na Escola.
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  — Ah, Ced, vamos viajar nessas férias! Seu pai conseguiu alguns dias de folga! — Rachel contou empolgada, olhando do marido para o filho.
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  Cedrico parou de mastigar, franzindo o cenho.
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  — Viajar?
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  — Vamos visitar seus avós, estivemos com eles no Natal, mas como você estava em Hogwarts, prometemos que assim que retornasse das aulas íamos para lá!
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  — Estão morrendo de saudades, não paravam de perguntar sobre você, querido.
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  O rapaz tomou um gole de suco, pensando sobre o assunto. Até não era má ideia visitar os avós em Liverpool, mas aquilo significava que não poderia ver , e seu recente plano de visitá-la à noite não seria colocado em prática.
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  — Quanto tempo?
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  — Umas três ou quatro semanas, talvez um pouco mais…
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  — Eu provavelmente voltarei para o trabalho antes, mas vocês ficarão mais dias, seus tios e primos também estão indo!
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  — Será ótimo poder rever todo mundo, eles não estavam no Natal — Rachel comentou, sorrindo para o filho.
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  — Você pode contar sobre o Torneio, filho! — Cedrico suspirou um tanto frustrado.
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  — O que foi, querido?
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  — Eu… Tinha planejado passar alguns dias com a … — Amos abanou a mão, rindo levemente.
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  — Vocês poderão se ver quando voltarmos, garanto que ninguém vai morrer de saudades! Além do mais, já passaram o ano todo juntos!
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  — Mas… Um mês? Não pode ser sei lá… Umas duas semanas?
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  — Um mês passa tão rápido quanto duas semanas, vocês nem vão perceber!
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  — Talvez para você… — reclamou apoiando o rosto na mão.
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  — Jovens, sempre tão dramáticos…
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  — Por que você não a convida, Ced? — Rachel sugeriu animada. — Tenho certeza que todos vão gostar de conhecê-la!
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  Cedrico sorriu com a ideia, ajeitando-se na cadeira, seria ainda melhor passar alguns dias com ela longe de Londres, sem tanta supervisão da família, mas logo desfez o sorriso.
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  — Ela não vai.
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  — Como sabe? Nem perguntou… Tenho certeza que Andrômeda confiaria em deixá-la passar alguns dias conosco…
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  — É claro que separaríamos os quartos… — Amos comentou, vendo o filho engasgar-se com o suco que tomava. Após poucos segundos, no qual ainda sentia o rosto queimar e via o sorriso divertido do pai, finalizou seu raciocínio:
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  — Sirius vai ficar na casa dos Tonks por alguns dias, não vejo a menor possibilidade de ela querer ficar longe de casa…
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  — Ah, mas isso vai ser muito bom para eles! — Rachel novamente sorriu, Cedrico a encarou. — Ela não passa muito tempo com o pai, Ced, vai ser bom para eles. Os dois precisam disso!
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  — E essa viagem vai ser boa para vocês dois também, filho. É sempre bom sentir um pouco de saudades de quem se ama, melhora a relação! — Cedrico encarou seu pai por alguns instantes, rolando os olhos e negando com a cabeça, rindo baixo.
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   o abraçou por vários minutos na entrada da casa, despedindo-se antes da viagem dos Diggory para Liverpool. Prometeram mandar cartas durante as semanas que estivessem separados, e, aproveitando o momento que estavam sozinhos, após certificar-se que não tinha ninguém na rua, Cedrico virou-se para beijá-la com intensidade, querendo memorizar com detalhes para as semanas que passariam distantes.
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   apertou-lhe os ombros, arfando leve quando o rapaz mordeu o seu lábio inferior, antes de ouvirem um latido alto, próximo demais; Cedrico soltou-a no mesmo instante, virando-se assustado para os lados, sua mente fértil já imaginava Sirius apontando-lhe a varinha e azarando-o ali mesmo. Contudo, para sua sorte, não era um cachorro negro que estava latindo, era apenas o cachorrinho do vizinho, latindo para um pássaro que tinha pousado na cerca que separava os dois terrenos.
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  — Você parece nervoso… — cantarolou, segurando a risada.
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  — Você não pode me culpar por ter medo do seu pai — resmungou, antes de respirar fundo, tornando a abraçá-la por alguns instantes. — Te vejo na volta!
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  — Sentirei saudades!
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Dois.

  Diggory aproveitava o último final de semana que passaria com os primos no The Cavern Club, um pub inglês bastante popular na cidade, tanto para trouxas quanto para bruxos. Se você soubesse fazer o pedido certo. Os bruxos tinham uma senha para acesso a outra parte do pub, longe dos olhos curiosos dos trouxas.
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  Cedrico vinha se sentindo muito bem, agora que era maior de idade, conseguia fazer várias coisas que queria há anos e não era permitido pela lei. Com todas as novidades e o tempo em que passou com os primos, aquele mês realmente passou mais rápido do que o esperado, mas também não era verdade a parte que seu pai insistia em repetir dele praticamente não sentir saudades da namorada. Na verdade, parecia uma eternidade desde que tinham se visto pela última vez.
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  Tinham trocado algumas cartas durante aquelas semanas, mas Cedrico sempre tinha a impressão que a garota estava deixando de lhe contar alguma coisa, e ele esperava descobrir assim que a encontrasse. também não tinha dado muitos detalhes sobre Sirius, embora tivesse dito que estava vendo-o com certa frequência.
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  — Ora, se não é o concorrente número um de Cedrico novamente aparecendo no jornal! — Brandon apareceu rindo, mostrando-lhes a edição do Profeta Diário. Cedrico arqueou a sobrancelha, primeiro para o riso fácil do primo – visivelmente bêbado –, segundo pela brincadeira. Se arrependeu até o último fio de cabelo por ter comentado sobre a namorada ser tão próxima a Harry. Cedrico então pegou o jornal dando uma olhada na primeira página; Potter tinha usado o feitiço do Patrono na frente de um trouxa.
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  Franziu o cenho, confuso.
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  No fundo sabia que deveria ter algum motivo para o garoto ter feito aquilo, embora o jornal parecesse negar veementemente e exigisse que o Ministério tomasse uma atitude severa, já que Harry Potter, embora famoso, ainda era menor de idade. Era até irônico ver uma matéria no folhetim falando mal do garoto, visto que até pouco mais de um mês antes pareciam colocar Harry como um herói; o grande Campeão de Hogwarts.
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  Deixou o jornal de lado, tornando a prestar atenção na conversa dos primos enquanto tomava sua bebida. Sentia falta de passar tempo com eles, costumavam ser todos muito próximos quando mais novos e achava que acabariam juntos em Hogwarts, mas os gêmeos acabaram na Escola de Bruxaria dos Estados Unidos, Ilvermorny, já que o marido de sua tia, irmã de sua mãe, era de lá. Os três sempre acabavam em pequenas discussões para decidir qual era a melhor e, mesmo negando infinitamente, os gêmeos sabiam que Hogwarts era superior e até tinham uma pequena inveja de Cedrico.
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  — Então, quando vamos conhecer sua garota? — Brandon tornou a questionar, esticando-se em sua cadeira e olhando ao redor. Diggory deu de ombros, um sorriso leve no rosto.
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  — Quando forem a Londres posso apresentar, vão gostar dela!
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  — Isso se vocês ainda estiverem juntos, não é? — O rapaz tornou a rir, cutucando o primo. — Depois de tantos dias, talvez ela já tenha te trocado pelo Potter!
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  Cedrico revirou os olhos, tornando a tomar sua bebida e preferindo não responder o comentário do primo. No fundo, embora não tivesse nenhuma prova de que Harry estivesse interessado em , confiava em sua intuição que dizia que sim, ele estava. Porque já havia reparado nos olhares do moreno para a garota. talvez não soubesse e o rapaz talvez não tivesse confessado nada, mas para Cedrico era óbvio que Harry Potter queria mais do que uma simples amizade. Então, sim, no fundo Diggory se revirava com a mínima possibilidade de o moreno tentar algo com sua namorada, mas tentava não pensar tanto naquilo pelo bem de sua própria sanidade.
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  Só mais dois dias e estaria em casa e, com isso, poderia visitar a namorada!
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  A garota terminava de escovar os dentes quando escutou a campainha tocando no andar de baixo. Sorriu sozinha antes de sair do banheiro e descer as escadas, vendo Cedrico conversar com Andrômeda. O rapaz virou-se para a escada, vendo-a descer os últimos degraus, o sorriso tomou seu rosto quando andou em sua direção, abraçando-o apertado.
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  — Bom, acho melhor deixar vocês dois conversarem, não? Imagino que tenham muito para colocar em dia — Andy disse antes de virar-se em direção à cozinha. — Prometo que não conto para o Sirius que os deixei sozinhos! — Piscou para o casal, rindo consigo mesma.
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  Cedrico passou a língua pelos lábios finos, olhando ao redor.
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  — Seu pai está aqui? — Ela riu negando com a cabeça, antes de puxá-lo pela mão em direção ao seu quarto.
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  Assim que passaram pela porta do cômodo, Diggory a puxou para um novo abraço, muito mais apertado e demorado que o anterior, tentando, de alguma forma, suprir o tempo que tinham ficado afastados.
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  — Caramba, eu realmente senti sua falta! — sussurrou contra seu ouvido, vendo-a rir baixinho.
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  — Eu também, mais do que achei que sentiria! Quer dizer, um mês não é assim tanto tempo, não é? — Afastou-se momentaneamente dele, olhando os olhos cinzentos do namorado. Cedrico fez careta.
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  — Eu descobri que um mês é muito tempo!
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  — Mas aposto que você se divertiu com seus primos! — comentou sorrindo.
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  Diggory reparou que a garota parecia mais relaxada e animada do que se lembrava, e tinha um brilho diferente nos olhos. também parecia incrivelmente mais linda para ele, talvez fosse o sorriso fácil ou o tempo que não a tinha visto, imaginá-la nunca era tão bom quanto tê-la ao seu lado. Cedrico concordou com a cabeça, antes de colocar as mãos no rosto da namorada, olhando-a nos olhos por alguns instantes, movimentando os lábios para sussurrar um “senti sua falta”, em seguida, curvou-se para beijá-la com toda a vontade que tinha guardado durante as últimas semanas.
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  Passaram incontáveis minutos aos beijos e abraços, até a garota o afastar lentamente, com os lábios vermelhos e o batimento alto, enquanto tentava normalizar a respiração. Abriu os olhos, sorridente, vendo-o sorrir de volta, mordendo levemente o lábio inferior. Diggory suspirou, passando a mão pelos cabelos, antes de virar-se, sentando-se na cama ao lado.
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  — Você não corta mais o cabelo? — a loira questionou rindo, parando em frente ao namorado e passando os dedos pelos cabelos castanhos dele, compridos o suficiente para jogá-los para trás. — Está querendo ficar igual meu pai, é? — Cedrico riu antes de passar os braços pela cintura da garota.
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  — Não, só não tive tempo de cortá-los ainda, resolvi ver minha garota antes, sabe? — Piscou. — Você, por outro lado, andou cortando esse cabelo! Está bem mais curto do que da última vez que te vi! — comentou puxando uma das mechas loiras. concordou balançando a cabeça, para que ele visse melhor o corte.
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  — Digamos que eu não sou muito a favor de passar calor e está absurdamente quente esse verão! Estava pensando em mudar a cor também, mas não gostei muito do resultado… — Deu de ombros.
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  — Espera, você pintou? Como eu não tenho nenhuma foto desse acontecimento? — questionou surpreso, vendo-a negar.
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  — Dora se passou por mim, foi extremamente legal e assustador ao mesmo tempo!
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  Cedrico gargalhou, concordando.
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  — Não me importaria se você mudasse, mas gosto deles assim…
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  — Eu sei, também gosto… É só que… — Suspirou, parecendo acanhada. — Pareço muito com a minha mãe, sabe? Vi uma foto dela quando tinha a minha idade… — O lufano concordou com um aceno, sorrindo pequeno.
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  — Mesmo que você seja idêntica a ela, não quer dizer que seja a mesma pessoa, . — A garota suspirou, concordando, embora ainda parecesse um tanto incerta.
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  — Você poderia me ajudar a escolher uma nova cor, posso pedir quando Dora chegar!
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  — E se eu confundir vocês duas e beijar a errada? — A loira abriu a boca inconformada.
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  — Passa umas semanas fora e nem lembra mais quem é sua namorada, Diggory? — O rapaz riu, negando, antes de puxá-la para mais perto, aproveitando para beijá-la mais uma vez.
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  Com seus braços ao redor da cintura de Black, Cedrico teve extrema facilidade para fazê-la sentar-se em seu colo, passando as pernas de cada lado de seu corpo. colocou os braços ao redor do pescoço do rapaz, acariciando a nuca dele e puxando seus cabelos vez ou outra, enquanto se beijavam, até ambos se empolgarem e Cedrico acabar caindo de costas sobre o colchão com a garota por cima, rindo da situação que se encontravam, embora o rapaz não parecesse se importar, descendo a mão pelas costas dela, apertando-lhe a cintura.
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  — Chega, chega! Me conta sobre suas férias!
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  Cedrico fez careta ao ser afastado, demorando alguns segundos para normalizar a respiração, mas começou a contar-lhe sobre tudo o que tinha acontecido naquelas semanas, dando alguns detalhes que ele não tinha contado nas cartas que trocaram. Contou algumas situações que passou com os primos, os passeios que fez – ouvindo-a reclamar que gostaria de conhecer Liverpool, mal havia saído de Londres durante todos aqueles anos – e o quanto os dois queriam conhecê-la e, entre uma história e outra, aproveitou para beijá-la sempre que tinha vontade.
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  — Mas e você? Não recebi muita coisa nas suas cartas, não é? O que você estava escondendo, Black?
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   abriu a boca, uma falsa surpresa em seu rosto, e então voltou a sorrir animada. Encostou-se na parede ao lado da cama, cruzando as pernas, enquanto começava a contar sobre as últimas semanas, vendo Cedrico deitado, apoiando o cotovelo na cama e a cabeça na mão.
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  — Bem, como eu não viajei, não teve muitas novidades… Fiquei em casa a maior parte do tempo… — Deu de ombros, mas Diggory notou que o sorriso permaneceu em seus lábios.
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  — E seu pai?
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  — Ele ficou aqui na primeira semana, mas começou a achar muito arriscado, porque aconteceu duas vezes de Aurores aparecerem aqui, sem avisar, por sorte não deu em nada porque ninguém sabe que ele é um Animago…
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  — E…?
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  — O quê?
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  — Você está sorrindo demais para ter passado só uma semana com Sirius, e tenho certeza que não é por minha causa que você está assim tão feliz…
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  — Ei! É claro que eu fico feliz em te ver, seu bobo! — Cedrico sorriu, aproximando-se novamente para beijá-la na bochecha, mas logo se afastou, aguardando a resposta da garota. — Bem… Digamos que… — Tornou a passar a mão pelos cabelos do rapaz.
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  — Que…?
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  — Digamos que… Eu esteja morando com meu pai nas últimas três semanas!
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  — O QUÊ? — questionou surpreso. — Como? Você acabou de dizer que…
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  — Eu seeeei! — Cortou animada. — Mas ele voltou para a casa da família, não é o melhor lugar do mundo, na verdade às vezes me lembra a sala do Snape… — contou com uma careta. — Mas, bem, tenho meu próprio quarto e posso passar o tempo com ele!
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  — Isso é maravilhoso! — Cedrico sorriu para a namorada. — Como está sendo? — franziu o nariz, suspirando em seguida.
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  — Um pouco… Movimentado. Tem muita gente naquela casa, na maior parte do tempo a Sra. Weasley quer nos fazer de Elfos… Eu não nasci para tirar pó. Nem para cozinhar! Você tem noção do quão ruim fica minha comida? Papai deixou para o Bicuço e nem ele comeu. Bicuço come de tudo, Ced!
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  — Quer dizer que um dia, se casarmos e dependermos de você na cozinha, vamos morrer de fome? — Diggory perguntou com a sobrancelha arqueada, gargalhou quando a viu concordar. — Ainda bem que eu me viro bem! — Piscou divertido, encostando-se na parede e passando um braço pelos ombros da namorada, puxando-a para seu lado. encostou a cabeça no peito do rapaz, entrelaçando sua mão com a livre dele, brincando com seus dedos. — Mas me explica uma coisa, não entendi bem… Por que você diz que tem tanta gente na casa? E por que a mãe do Rony está lá?
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  — Godric Gryffindor! Eu não te contei! — Virou-se agitada, batendo com a mão na testa. — Merlin! Desculpa, se bem que… Não podia ter contado por cartas… — comentou pensativa. — Enfim… Papai ofereceu a casa para ser a sede da Ordem da Fênix!
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  — A Ordem do quê?
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  Diggory esperava, nem tão pacientemente, sentado no sofá, batucando os dedos no joelho. Olhava o relógio de cinco em cinco segundos, esperando que o tempo passasse muito mais rápido do que, de fato, estava passando.
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  Já era ruim o suficiente não ver a namorada sempre que queria, já que ela estava com o pai na sede da Ordem, e o lugar era secreto, então Cedrico não podia visitá-la. Não ainda. Mas ele conseguia entender essa parte e até lidou muito bem com tudo, pelo menos até duas semanas atrás, quando descobriu por uma carta dela que Harry Potter estava na sede. No mesmo instante começou a questionar se não poderia passar no lugar ou se ela não poderia ir até sua casa, o que seria ainda melhor já que não teriam Sirius por perto; por mais que detestasse admitir, Diggory tinha sim certo medo do homem.
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  O pior era que ele não a culpava por querer ficar em casa com o pai, sabia o quanto a garota sentia falta dele e nem por um momento reclamou por ela não querer deixar o lugar. O problema era saber que Potter agora estava ao seu lado, vinte e quatro horas por dia. Já não bastava isso em Hogwarts?
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  Cedrico confiava na namorada, mas não tinha tanta certeza se confiava em Harry Potter e sabia o quanto os dois eram próximos. Tentou por diversas vezes se distrair com qualquer coisa que não envolvesse os dois juntos na mesma casa, mas parecia que toda vez que começava a pensar em outra coisa, sua mente o fazia lembrar de Black e Potter.
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  Tinha uma mistura de sentimentos dentro de si: frustração, ciúmes, raiva e culpa. Sentia-se culpado por imaginar algo que provavelmente estava acontecendo apenas em sua cabeça. Sentia-se culpado por imaginar que poderia corresponder aos sentimentos de Potter, os quais Diggory nem sabia com certeza se existiam e, mesmo se fosse real, ela já havia lhe dito anteriormente que via Potter como um amigo, quase como irmão. E aquilo deveria ser o suficiente, mas não era.
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  Cedrico sabia que gostava dele tanto quanto ele gostava dela, mas tinha medo de descobrir como ela reagiria se um dia Potter se declarasse. Seria possível que ela o deixaria para ficar com Harry?
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  Era um ciúme quase irracional, mas simplesmente não conseguia evitar, por mais que tentasse, e era isso que o fazia se sentir tão culpado. Odiava sentir-se daquele jeito.
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  A campainha finalmente tocou às 14h35, e o rapaz levantou com um pulo, andando até a porta, abrindo-a sorridente.
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  — Olá, Dora!
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  A mulher estava com os cabelos azulados presos em um rabo-de-cavalo alto e vestia seu casaco habitual do trabalho por cima das roupas normais.
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  — E aí, priminho? Ou eu deveria dizer cunhadinho? Não sei bem… Enfim… — Cedrico riu constrangido, antes de perguntar se a mulher não queria entrar, o que foi negado rapidamente. — Na verdade estamos com um pouco de pressa, digamos que estou atrasada para uma reunião… — Rolou os olhos.
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  Diggory concordou, apenas avisando sua mãe que estava saindo.
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  Os dois seguiram lado-a-lado até o meio da calçada de entrada, quando Tonks segurou no braço de Cedrico, prontos para aparatarem, já que ele nem mesmo sabia para qual local estavam indo.
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  O lufano ainda detestava aquela sensação, mas era algo tão rápido, que não dava muito tempo para pensar a respeito. Quando abriu os olhos, notou estar parado em frente a um pequeno parque em uma área residencial cheia de trouxas. Atravessaram a rua e pararam na calçada, casas iguais estavam à frente, Diggory notou que a casa à direita tinha o número onze, e a esquerda o número treze. Ninfadora colocou a mão no bolso do casaco, tirando um pequeno pedaço de pergaminho amassado, entregando-o para Cedrico.
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  — Leia rapidamente, é nossa senha! — Piscou para o rapaz.
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A sede da Ordem da Fênix encontra-se no Largo Grimmauld, número doze, Londres.”

  Quase no mesmo instante, no qual Dora pegou de volta o bilhete para queimá-lo, Cedrico viu uma nova construção começar a se materializar entre as casas onze e treze. Abriu a boca um tanto surpreso com aquilo. não havia dito que a Casa dos Black estava sob feitiços como aquele.
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  Os dois subiram os degraus de entrada e Tonks abriu a porta deixando-o entrar primeiro, seguiram por um corredor escuro e um tanto empoeirado.
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  — Molly ainda não fez o pessoal limpar essa parte — cochichou sorridente —, eles não param de reclamar que estão trabalhando mais que Elfo Doméstico!
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  Cedrico riu lembrando-se da última carta que tinha recebido da namorada, falando sobre isso.
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  — Finalmente, Ninfadora!
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  Diggory novamente foi surpreendido ao ver Olho-Tonto-Moody parado no canto da sala, próximo de Remo Lupin. Quando Severo Snape apareceu, vindo de um corredor lateral, Cedrico achou que tinha voltado para Hogwarts mais cedo: parte dos professores estavam ali, incluindo, Minerva McGonagall que conversava com um bruxo negro e careca que parecia estranhamente familiar, mas Diggory não o reconhecia.
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  — Boa tarde, Sr. Diggory!
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  O lufano reparou que talvez fosse muito óbvia sua cara de surpresa, por isso logo tratou de arrumar a postura, virando-se para a professora que foi quem o cumprimentou, atraindo também a atenção dos demais presentes na sala.
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  — Boa tarde, professora.
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  — Cedrico!? — Lupin parecia um tanto surpreso ao vê-lo.
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  — Ele veio ver a — Dora avisou, Diggory sentiu o rosto esquentar quando Remo arqueou a sobrancelha olhando-o sorridente, assim como Minerva.
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  — Diggory, é? — Moody o olhou de cima a baixo. — Você já é maior de idade, não? Ouvi boas coisas a seu respeito.
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  — Hm… Obrigado… — agradeceu constrangido, ainda sendo analisado pelo ex-Auror.
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  — Quim Schacklebolt — o homem negro adiantou-se, esticando a mão —, prazer.
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  — Igualmente — Cedrico respondeu apertando-lhe a mão —, o senhor é um Auror também, não? — Quim concordou com um aceno.
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  — Soube que esteve muito bem no Torneio — elogiou educadamente.
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  — Bom, eu não ganhei… — Deu de ombros, sem graça.
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  — Mas foi o verdadeiro Campeão de Hogwarts! Se não tivesse acontecido tudo o que aconteceu, tenho certeza que estaria com a Taça! — Minerva argumentou, fazendo-o ficar um tanto constrangido com o elogio. — Cedrico é um aluno modelo na escola, Monitor-Chefe, se não estou errada? — O rapaz concordou animado, lembrando-se do novo cargo.
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  — Recebi a notícia ontem!
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  — Como é? Você virou Monitor-Chefe? — Diggory virou-se em tempo de ver e Hermione entrando na sala, vindas de outro cômodo.
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  — Alguém vai ter problemas… — Mione cantarolou rindo, olhando de soslaio para a amiga, antes de cumprimentar o rapaz.
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  — Eu não estou gostando dessas ameaças, Granger. — arqueou a sobrancelha, virando-se para Minerva, ao tempo que chegava ao lado do namorado. — Estou começando a pensar que estão querendo me cercar na esperança que eu pare de perder pontos pra Grifinória!
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  — O que não seria uma má ideia, não é mesmo? — McGonagall a olhou significativamente.
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  — A gente recupera no Quadribol, professora! — respondeu rindo, antes de abraçar o namorado.
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  Ouviram um pigarro e, ao olhar, Cedrico viu Sirius Black parado de braços cruzados e o olhar preso no casal.
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  — Não é porque eu autorizei o relacionamento que eu aceito tanta demonstração de afeto, ainda mais embaixo do meu teto! — Diggory afastou-se da garota rapidamente, parecendo ligeiramente nervoso quando se adiantou para cumprimentar o homem, ouvindo uma risada ao fundo.
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  — Até parece, você fala mais dele do que a ! — Remo contou divertido, fazendo o resto do pessoal olhar para Sirius, surpreso. Black abriu e fechou a boca, sem reação.
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  — Eu… Só disse que ele parece um bom aluno… ou não é verdade? — Virou-se para Minerva, que concordou segurando um sorriso. — E que era bom com cachorros!
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  Snape rolou os olhos, entediado.
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  — Muito bonito o momento, mas acredito que agora que a Ninfadora chegou, podemos começar a reunião ou tem mais alguém atrasado?
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   notou o olhar irritado que a prima direcionou ao mestre de poções por chamá-la pelo nome de batismo.
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  — Falta o Arthur… — a mulher falou, ao notar que o Weasley mais velho não estava entre eles.
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  — Ele não virá, está no Ministério — Quim avisou.
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  — Muito bem, muito bem, então vocês três podem ir subindo. — Moody apontou para as duas garotas e Cedrico, demorando o olhar no rapaz. — Apesar de…
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  — Nem pensar! — Minerva negou com a cabeça, sabendo o que Alastor queria. — Diggory é maior de idade, mas ainda está estudando.
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  — O quê…? — O lufano questionou confuso, sem entender o que aquilo significava. virou-se de um professor para outro.
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  — Vocês querem que Cedrico entre para a Ordem? — questionou surpresa. — Estou aqui faz quase dois meses e ninguém me aceita, ele chegou faz cinco minutos e já tem convite? Acho injusto!
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  — Ninguém vai entrar na Ordem, Black, principalmente alguém menor de idade e irresponsável como você! — Snape respondeu friamente.
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  No mesmo instante Sirius deu um passo à frente, pronto para começar uma discussão.
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  — Vamos começar, temos muito o que resolver. Além do mais, nenhum estudante vai entrar para Ordem! — Minerva interferiu, dando um passo em direção a Sirius, olhando séria dele para Snape. E então olhou para os três adolescentes. — Vocês já podem subir.
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  Hermione abriu a porta do segundo quarto no corredor, entrando e sendo seguida pelo casal. Cedrico logo viu Harry, Rony, Gina, Fred e George sentados em duas camas de solteiro que tinham ali, conversando. Os cinco pararam virando-se para a entrada, logo percebendo que as duas garotas não estavam mais sozinhas.
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  — Olá, Cedrico! — Gina foi a primeira a dizer, seguida pelos quatro garotos.
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  — Oi, tudo bem? — perguntou simpático, acenando para todos.
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  Sentou-se ao lado de na cama à esquerda, enquanto olhava ao redor. O quarto era um tanto escuro com sinais de infiltração e parte do papel de parede estava gasto, mas ao prestar mais atenção nos móveis, Diggory teve certeza que o quarto costumava ser bastante luxuoso. Foi então que Cedrico lembrou-se do quão importante era o nome Black antes de toda a confusão com Sirius, e quão rica era a família.
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  Os Diggory tinham dinheiro e o sobrenome já tinha sido importante; Eldritch Diggory, tataravô de Cedrico, chegou a ser Ministro da Magia e o primeiro a recrutar uma Comissão de Aurores na Inglaterra, também começou a questionar o uso de Azkaban como prisão, mas morreu ao pegar Varíola de Dragão antes de chegar a alguma decisão sobre o local. Os Diggory tinham certo respeito na comunidade bruxa, mas Cedrico sabia que não era nem perto de ser tão grande quanto o sobrenome Black, e nem próximo de serem tão ricos. Seus pais tinham uma boa quantia de ouro em Gringotes, o que lhes garantia viverem bem, mas sem nenhum luxo.
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  A Família Black era extremamente conhecida, respeitada e temida por muitos. Se voltassem quase duas décadas, antes de Sirius ser preso em Azkaban e antes da Primeira Guerra, os Black eram uma das principais famílias bruxas junto aos Lestrange e, mais recentemente, os Malfoy, principalmente porque as três famílias mantiveram uma aliança por muitos anos, casando-se entre si para manter a linhagem e o Sangue-Puro. Contudo, após Voldemort ser derrotado, parte desse prestígio foi perdido. Os Black não chegaram a declarar que eram a favor do Lorde das Trevas, mas a maioria sabia que eles concordavam com muitas das ideias de Riddle: os Black não aceitavam Sangues-Ruins e desprezavam os trouxas. E, como Sirius e eram agora os últimos a carregarem o sobrenome Black, podia-se dizer que a família já não era importante como antes. Embora ainda fosse um sobrenome imponente, Black agora só era ligado ao Comensal foragido, principalmente porque a maioria não sabia que era a filha de Sirius, a grande maioria nem sequer sabia que o bruxo tinha uma filha.
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  — Moody praticamente chamou Cedrico para a Ordem! — a loira contou para o pessoal no quarto, Diggory notou que todos os olhares viraram-se em sua direção.
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  — Como é? Por quê? — os gêmeos questionaram ao mesmo tempo.
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  — Porque ele é maior de idade e um exemplo de estudante! — Piscou ao olhar para o namorado, que negou com um aceno, sorrindo pequeno.
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  — Mas nós já temos 17! — George reclamou indignado.
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  — Não é só por isso — Mione negou, atraindo a atenção de todos. — Cedrico é maior de idade, bom aluno e ótimo em feitiços, não? E foi muito bem avaliado no Torneio, principalmente se considerarmos que ele foi o Campeão pela Escola. Harry não teria participado em situações normais!
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   o cutucou na cintura, vendo-o sorrir de lado ao tempo que tentava segurar a risada ao ouvir os elogios de Granger.
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  — Cedrico pode entrar na Ordem e nós não? — Harry perguntou levemente irritado. — Desculpe, Diggory, mas… — O rapaz levantou-se, andando de um lado para o outro. — Quer dizer, eles nem mesmo saberiam que Voldemort retornou se eu não tivesse dito, não é?
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  — Harry… — Hermione chamou, mas o amigo ignorou.
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  — Me deixaram no escuro o verão todo e agora Cedrico entra na Ordem por ser maior de idade?
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  O lufano arqueou a sobrancelha, não gostando de como soou o que Potter tinha dito.
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  — Eu não vou entrar, Minerva disse que nenhum estudante vai — avisou segurando-se para não ser rude.
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  — É, mas Moody ficou interessado, tenho certeza que vão te chamar quando terminar Hogwarts… — comentou pensativa, Cedrico a olhou curioso.
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  Sabia o que a Ordem da Fênix significava, sabia o que tinham feito durante a Primeira Guerra. Sentiu-se extremamente feliz e orgulhoso de si mesmo por Alastor Moody, um dos maiores Aurores que já existiu, considerá-lo para o grupo. Porém agora, olhando para todos naquele quarto, achava que ninguém o considerava capaz de participar de algo como aquilo. E saber que a namorada parecia hesitante com aquela possibilidade o fez sentir-se mal por saber que ela não o considerava bom o suficiente. Principalmente por saber que achava Harry Potter uma ótima adição para a Ordem.
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  Parecia que tinha voltado meses no tempo e estavam naquela mesma conversa sobre ele colocar ou não seu nome no Cálice de Fogo. Naquele instante Cedrico começava a achar que não tinha sido uma boa ideia ir até o local, talvez devesse ter ficado em sua casa.
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  Continuaram conversando sobre o assunto, passando para o possível motivo da reunião que acontecia no andar de baixo. notou que Cedrico estava extremamente quieto, não fazendo comentários sobre a conversa, e foi ainda mais evidente que tinha algo o incomodando quando ele suspirou ao seu lado, parecendo impaciente.
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  — De qualquer forma, nem Dora nem meu pai estão dizendo muita coisa… — Rolou os olhos, levantando-se. — Se alguém tiver alguma ideia… — Deixou subentendido que ela estava disponível para qualquer coisa que os ajudasse a descobrir o que acontecia. — Quer conhecer o resto da casa? — perguntou para Diggory, que a olhou após alguns segundos concordando com um aceno e a seguindo para fora do quarto.
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  — Acho melhor você não conhecer o quarto dela, lembre-se de que Sirius está no andar de baixo, Cedrico! — Fred gritou antes de fecharem a porta.
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  — Ele é um assassino louco e perigoso! — George completou, rindo junto dos demais.
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  Ignorando a brincadeira dos gêmeos, o primeiro (e único) lugar que levou Cedrico foi para seu quarto, o último cômodo do lado esquerdo do corredor do segundo andar. Esperou o rapaz entrar para fechar a porta, andando até sua cama grande e sentando-se na mesma enquanto via o namorado olhando ao redor. O quarto estava muito mais organizado do que o outro, tinha dito que passou algumas tardes junto de Sirius arrumando-o para deixá-lo um pouco mais seu. Boa parte da decoração do quarto na casa dos Tonks foi transferida para lá; uma grande bandeira da Grifinória ocupava parte da parede lateral e ao lado da porta tinha uma escrivaninha e um grande espelho com várias fotos ao redor. Cedrico reparou nas duas únicas com porta-retratos ali, ambas recentes.
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  , Sirius e Dora estavam sentados no sofá da casa dos Tonks, com Andy e Ted em pé logo atrás, riam para a foto, levantando copos de alguma bebida em um brinde silencioso. Na outra foto, Diggory lembrava-se bem dela, sua mãe tinha tirado no dia da terceira tarefa do Torneio, quando estavam juntos andando pelos terrenos de Hogwarts, Cedrico abraçava a namorada pela cintura e ambos riam para a câmera. Sorriu levemente ao lembrar do dia, e então suspirou puxando a cadeira da escrivaninha, sentando-se na mesma e encarando os pés. suspirou audivelmente antes de cruzar as pernas.
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  — Não entendo, de verdade, Cedrico. Você disse que queria vir aqui, que estava com saudades e tudo o mais, e agora mal me olha na cara? — questionou com a voz baixa. Diggory travou a mandíbula, olhando para o chão escuro. — Eu posso pelo menos saber o motivo dessa vez?
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  — Não é como se eu quisesse ficar brigando com você…
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  — Mas é exatamente isso que você está fazendo agora, e eu nem sei o motivo.
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  Cedrico levantou-se frustrado, cruzando os braços e andando de um lado para o outro no quarto.
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  — Pelo mesmo motivo do ano passado, você não confia em mim.
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  — O QUÊ? — perguntou incrédula. — Quando foi que eu não confiei em você? Olha, se foi pelas suas admiradoras, eu tinha motivos, ok? — Diggory sorriu triste, colocando as mãos nos bolsos da calça.
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  — Não quero dizer no sentido de traição, — explicou chateado, vendo-a franzir o cenho, confusa. — Quero dizer que você nunca me acha capaz de fazer algo, quando sugeri colocar meu nome no Cálice ano passado, o tempo todo você ficava dizendo o quanto era perigoso e que eu poderia me machucar…
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  — Se eu não me engano, você acabou queimado em duas tarefas e teve Krum te azarando com uma Maldição Imperdoável, não? — Arqueou a sobrancelha. Cedrico concordou com um aceno, fechando os olhos por poucos segundos. teve a impressão que o namorado parecia cansado, mas não soube dizer do quê.
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  — Eu, na verdade, não sei o que te dizer. — Deu de ombros, olhando para baixo, estava sendo sincero, nem ele mesmo sabia o que o incomodava tanto, não sabia definir o misto de sentimentos e pensamentos que o ocupavam.
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  — Se você não me disser, não tenho como saber o que está acontecendo, Ced. — Levantou-se, se aproximando dele.
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  — Eu sei… É só…  — O rapaz suspirou, passando a mão pelos cabelos. — Você sabe o quanto eu gosto de você, , mas a sensação que eu tenho é que você não confia em mim, que você realmente não me acha capaz de fazer as coisas…
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  — Que coisas?
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  — A Ordem, por exemplo. Eu entendo seus amigos não me acharem capaz, mas você? — Ele a encarou por alguns instantes.
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  Aos poucos a garota parecia entender ao que ele se referia, ao tempo que parecia tirar um peso de seus ombros e a angústia do peito. Nem mesmo notou o quão aflita estava com aquela conversa, até sentir um alívio passar por seu corpo.
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  — É esse o problema? — Ela negou com a cabeça, não podendo deixar de sorrir.
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  — Você acha pouco? — Cruzou os braços impaciente.
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  — Não acho que você não seja capaz de fazer as coisas, Diggory. Tanto que foi o Campeão de Hogwarts, huh? — Sorriu, passando os braços pela cintura do rapaz. — Só me preocupo com você, é diferente. Não quer dizer que não te ache corajoso ou que não sei que você se sairia bem. Mas, por alguma razão, você só quer participar de coisas perigosas, primeiro o Tribruxo, agora esse súbito interesse na Ordem…
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  — Você pareceu bem chateada por Olho-Tonto ter sugerido isso.
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  — Mas é óbvio! — reclamou impaciente, batendo o pé no chão de forma mimada. — Sabe o tempo que eu estou tentando descobrir alguma coisa? Sabe o número de vezes que eu já perguntei ao meu pai o que está acontecendo e não tive resposta? E você chegou e no mesmo instante Moody já quer te recrutar? Não é por ser você, Cedrico, eu teria a mesma reação se fosse outra pessoa.
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  Diggory passou a língua pelos lábios finos, pensando sobre o assunto, finalmente passando os braços pela cintura da garota.
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  — Você parece aceitar muito bem se chamarem Harry para a Ordem.
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  — Porque se o Raio puder participar, quer dizer que eu também posso! Sou mais velha e estamos na mesma sala. Não tem muita coisa que ele faça que eu não saiba, sem contar que, noventa por cento das vezes que ele fez alguma besteira, eu estava junto. — Deu de ombros, explicando seu ponto de vista. — Papai é o responsável legal por Harry, então se ele deixar Potter entrar na Ordem, não existe razão para eu não entrar.
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  — Então por que eu tenho a sensação que você sempre está de acordo com Harry participar de qualquer coisa mais arriscada, mas quando eu digo que quero fazer algo diferente você reclama?
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   tornou a negar com a cabeça, um sorriso leve nos lábios.
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  — Você não sabe o número de vezes que eu e Harry brigamos por essas coisas, não quer dizer que não aconteça, Cedrico. Potter é meu melhor amigo, me preocupo muito com ele, e me preocupo ainda mais com você porque não consigo imaginar o que eu faria se alguma coisa te acontecesse. Harry não é meu namorado, então não adianta eu ameaçá-lo… Ele simplesmente faz o que quer, não é? Assim como você, no final das contas.
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  Diggory encarou-a por alguns instantes.
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  — Meio que me ofende você continuar achando que eu gosto mais do Potter e que vou trocá-lo por ele a qualquer momento ou que eu não confio em você e na sua capacidade. Achei que já tínhamos passado desse ponto depois de todo esse tempo…
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  — Eu sei… — concordou, frustrado consigo mesmo e sua confusão de sentimentos e ciúme. — É só… — Cedrico virou-se para a namorada, apertando-a contra ele. — Não é como se eu conseguisse evitar, sabe? Eu tento, de verdade, mas não consigo não pensar em vocês dois… Você sabeE eu sei o quanto isso é irritante, eu confio em você, , mas…
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  — Diggory, se eu quisesse namorar Harry Potter eu já teria te dito isso faz tempo — falou séria, encarando os olhos cinzas do rapaz. — Não me importa o que as pessoas dizem dele ou de você. Harry é meu melhor amigo e você meu namorado, eu vejo uma grande diferença nisso. E o fato de estar mais próxima dele porque somos da mesma Casa ou porque ele está aqui, não muda o que eu sinto por você. Consegue entender isso? — O lufano suspirou, concordando com a cabeça.
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  — Desculpa…
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  — Não precisa me pedir desculpas, Diggory, só lembra disso na próxima vez, ok? Porque não tem condições de a gente ter essa mesma conversa toda semana! — Cedrico sorriu triste, acenando com a cabeça.
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  — Prometo que vou me esforçar — avisou, tornando a puxá-la pela cintura —, mas eu estava reparando… Estamos sozinhos, e eu ainda nem te beijei…
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  — Você é meio lento mesmo, não é? — a garota comentou envolvendo o pescoço dele com os braços, Cedrico gargalhou antes de encostar os lábios nos dela, beijando-a enquanto pressionava seu corpo contra o da namorada.
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  Assim que a reunião terminou e os membros da Ordem se dispersaram, a maioria deixando a casa, Black saiu da cozinha, espreguiçando-se no caminho até a sala, estranhando ao notar o silêncio que prevalecia no lugar. Ao prestar um pouco mais de atenção, percebeu que não era apenas na sala, mas a casa inteira estava naquele silêncio, suspeito demais para o número de adolescentes que estavam ali.
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  Subiu as escadas para o segundo andar, podendo ouvir alguns cochichos vindos do quarto no qual Harry dividia com Rony, bateu na porta antes de entrar logo vendo os Weasley, Mione e o afilhado o olharem no mesmo instante.
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  — Já acabou a reunião?
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  — Como foi?
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  — O que decidiram?
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  — O que está acontecendo?
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  Black negou com a cabeça, divertido com a reação das crianças.
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  — Molly provavelmente me mataria se eu contasse e… — Sirius contou rapidamente o número de pessoas dentro daquele quarto, dando por falta de duas. — Cadê…?
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  — Eu disse que não era uma boa ideia o Cedrico conhecer o quarto da ! — Fred comentou em voz alta, negando com a cabeça, viu Sirius olhá-lo assustado antes de deixar o quarto.
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  Black saiu dando passos largos pelo corredor até chegar ao quarto da filha, abrindo a porta de supetão.
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  — BLACK!? O que é isso??
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  A garota arqueou a sobrancelha, inclinando levemente a cabeça para o lado, passando a língua pelos lábios, enquanto tentava entender o drama do pai, que continuava parado na entrada de seu quarto com o rosto vermelho e a respiração falha, olhando dela para Cedrico, aguardando uma explicação. Diggory olhou surpreso para o homem, e então olhou para o lado, vendo a namorada parecendo tão confusa quanto ele próprio. Tornou a olhar para Sirius, notando quando o mesmo respirou fundo, acalmando-se.
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  — Do que você está falando, pai? — perguntou finalmente.
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  Sirius pigarreou baixo, sentindo o desespero aos poucos esvair-se ao notar que, na verdade, não tinha razão para preocupações. Olhou atentamente para os dois por alguns instantes, apenas para certificar-se de que não estavam tentando enganá-lo de alguma forma. Contudo, Diggory estava bem longe de sua filha, sentado na ponta da cama com as pernas compridas esticadas e com o que parecia ser uma foto em mãos, enquanto , uma criança inocente que talvez nem mesmo devesse ter um namorado, estava com as pernas cruzadas no meio da cama com um livro aberto à sua frente. Não tinham rostos vermelhos, respirações falhas ou roupas amarrotadas, definitivamente, um bom sinal.
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  — Hm… Bem… — Sirius sentiu-se ligeiramente constrangido, sendo analisado pela filha que manteve os olhos nele o tempo todo, encarando-o desconfiada. — Fred disse que… E vocês estavam com a porta fechada… — explicou-se, colocando uma mão no bolso da calça, enquanto passava a outra pelos cabelos compridos.
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  Demorou alguns segundos para o casal entender ao que o moreno se referia, mas no instante seguinte Diggory ficou vermelho, gaguejando algo difícil de compreender, mas Black poderia afirmar que ele queria dizer um ‘eu nunca faria nada disso, senhor. O que, é claro, não era totalmente verdade, mas Diggory torcia para que Sirius não pudesse ler seus pensamentos, principalmente os que envolviam a filha do homem.
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   também ficou vermelha, mas por outro motivo. Levantou-se andando até o mais velho, puxando-o pela mão e fechando a porta para que Cedrico não os ouvisse.
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  — Eu não acredito no que você estava insinuando. Você… Por Merlin. Como é que… — falava nervosa, sem conseguir concluir as frases. A respiração acelerada enquanto passava a mão pelos cabelos loiros. — Pai… Como… Por que…
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  — Não foi bem minha culpa… — avisou, embora não a olhasse. — Quer dizer, o que eu deveria esperar? Vocês dois sozinhos, a porta fechada… Fred disse… Bem, não importa.
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  — Eu esperava mais de você, pai — a garota falou séria, parando de andar em círculos e o encarando finalmente. — E achei que você esperasse mais de mim. Confiasse mais em mim.
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  Sirius suspirou, concordando com um aceno.
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  — Essa coisa de ser pai de adolescente é muito complicada, sabe? — admitiu com um sorriso pequeno. — Não sei muito bem como reagir a certas coisas… Era mais fácil cuidar de você quando era um bebezinho que mal sabia engatinhar, e mesmo assim não me dava um segundo de sossego, mexendo em tudo o que alcançava… — relembrou com pesar. — Agora você já é uma garota crescida com um namorado. — Fez careta. — Um namorado maior de idade, vale lembrar. Não é que eu não confie em você, mas tem certas coisas que acontecem que ninguém me ensinou como devo reagir… Ainda mais depois de ter passado tantos anos longe, não te conheço tão bem quanto antes… É difícil aprender sozinho, sabe? — baixou a cabeça, suspirando antes de voltar a encarar o homem.
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  — É estranho ter toda essa preocupação. Principalmente quando você demonstra o tempo todo. Andy não era assim, ela simplesmente confiava que eu agiria bem e caso não acontecesse ela me deixava de castigo mais tarde, mas nunca ficou falando muita coisa como você tem feito… — Encolheu os ombros, sorrindo de lado. — Não sei se já me acostumei com essa ideia de pai ciumento
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  Sirius riu baixinho, puxando-a para um abraço apertado.
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  — Também não estou acostumado com minha filha namorando, mas vamos tentar resolver isso, ok? Vou tentar me controlar melhor quando ver vocês dois juntos, mas agradeceria se não ficassem sozinhos com a porta fechada. Eu já tive dezessete anos e sei exatamente como é. Confio em você, mas no momento não sei se confio tanto no Cedrico, é difícil de acreditar, mas eu já fui adolescente com uma namorada mais nova, sabe?
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  — Sirius Black, eu realmentenão preciso ter esse tipo de imagem na minha cabeça — reclamou ainda abraçada com o homem, afastando-se momentaneamente apenas para encará-lo. — Prefiro manter sua imagem de pai conservada!
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  O restante das semanas passou com mais rapidez do que esperavam, principalmente com a Sra. Weasley os forçando a continuarem a limpar a casa, de forma a torná-la mais habitável.
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  — Não sei para que, a gente vai voltar para Hogwarts, Sirius não vai se incomodar de ter alguns cômodos bagunçados… — os gêmeos reclamavam vez ou outra, assim como o restante.
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  As reuniões da Ordem continuavam sendo secretas, embora um detalhe ou outro tivesse escapado depois que Sirius tinha contado que Voldemort buscava uma arma secreta. As teorias eram várias, mas ninguém estava perto de descobrir qual seria essa arma. Não tiveram nada realmente importante acontecendo desde a audiência de Potter no Ministério, o que era um tanto entediante para os Weasley e Hermione.
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  Harry e , por outro lado, não reclamavam, na verdade estavam adorando poder passar todos aqueles dias com Sirius, que sempre contava alguma história sobre os tempos dos Marotos em Hogwarts, Lupin normalmente precisava interromper as narrativas visto que eram sempre muito mais exageradas do que ele se lembrava.
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  Faltando poucos dias para voltarem à Escola e a casa novamente se tornar um tanto solitária, Sirius foi, aos poucos, isolando-se do restante, passando bastante tempo com Bicuço, fato que não passou despercebido pela filha, que sempre que conseguia escapar da limpeza, subia para o quarto e sentava-se no chão sujo de penas ao lado do pai, enquanto viam o hipogrifo limpar as próprias asas. Nessas horas eles não conversavam muito, apenas ficavam sentados lado-a-lado, sorrindo sempre que Bicuço fazia algum barulho inusitado, e aquilo era o suficiente para os dois.
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  O pior momento, na opinião de Black e Potter, foi no dia do embarque na plataforma. Sirius deveria ficar em casa enquanto os outros iriam com Olho-Tonto, Dora e mais alguns bruxos, e, após uma despedida com muitos abraços e algumas lágrimas, quando já estavam saindo do Largo Grimmauld, um grande cachorro preto começou a segui-los querendo passar mais alguns instantes com os dois.
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  Ao atravessarem o portal da plataforma 9 ¾, Almofadinhas ficou sobre as patas traseiras abraçando-os antes que os dois embarcassem, atraindo a atenção de alguns estudantes, dentre eles Draco Malfoy, que olhou desconfiado para o cachorro antes de embarcar junto com o pessoal da Sonserina.
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  Cedrico apareceu após despedir-se dos pais, andando até o grupo e dando dois tapinhas na cabeça do cachorro, que latiu contente para o lufano, abanando o rabo agitado. Assim que todos embarcaram e o trem partiu, o cachorro e o pequeno grupo de escolta, desaparataram.
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Três.

  Diggory passou um bom tempo na cabine de e seus amigos, conversando amigavelmente com Potter, inclusive jogando uma partida de snap explosivo com ele e xadrez bruxo com Rony, perdendo de lavada, o que não foi surpresa para ninguém já que todos perdiam para o ruivo no jogo.
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  Horas depois, despediu-se deles e foi para a cabine dos amigos antes de juntar-se com o restante dos monitores (incluindo Granger, Weasley e, para surpresa dos três, Malfoy), tirando algumas dúvidas e ensinando-lhes como agir com os outros alunos.
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  Entre a confusão de ajudar Hagrid a separar os alunos do primeiro ano e confirmar que todos os outros pegaram as carruagens, Diggory não tornou a ver a namorada, só a encontrando com o olhar rapidamente na mesa da Grifinória durante o jantar de boas-vindas. A menina conversava empolgada com alguns colegas da Casa, enquanto esperavam o discurso de Dumbledore.
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  Cedrico parecia que não comia há dias, embora fizesse apenas algumas horas desde que tinha comido alguns pedaços de bolo que comprou no trem, mas sentia um buraco em seu estômago e começou a tamborilar os dedos da mesa, esperando a comida que não vinha. Seu desespero só aumentou quando percebeu que o discurso de Dumbledore não seria curto, muito pelo contrário. E, para surpresa de todos, a nova professora, Dolores Umbridge, interrompeu o falatório do diretor, começando um monólogo chato que começou a dar-lhe sono, embora, no final, ele tivesse entendido ao que a mulher se referia e não gostou nem um pouco do que ela havia dito. Não sabia dizer o quanto de poder ela teria na Escola, mas se fosse maior do que de McGonagall, a qual era Vice-Diretora, o ano seria, no mínimo, complicado.
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  Cedrico havia terminado sua ronda antes de seguir com sua mochila para a biblioteca, pronto para colocar algumas matérias em dia e estudar para seu NIEM’s. Tinha apenas uma semana que as aulas haviam retornado, mas já era incrivelmente exaustivo o número de matérias acumuladas, principalmente em Poções e Transfigurações. Suspirou frustrado ao não encontrar Black em nenhuma das mesas de estudo, e logo juntou-se aos amigos mais ao fundo, retirando os livros grossos e pesados, enquanto puxava alguns rolos de pergaminhos, tinteiro e pena.
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  Sempre que ouvia um barulho na porta, olhava na direção, esperando ver a namorada entrar a qualquer momento. Apenas confirmou no relógio em seu pulso que as aulas da garota já tinham terminado há uns bons quarenta minutos, mas nem sinal dela. Eles não haviam realmente combinado de se encontrar para estudarem, mas Cedrico tinha esperanças que acontecesse, embora parte de si achasse bom ela não estar ali; era difícil para ele se concentrar nos estudos quando a loira estava ao seu lado, mas notou que também era complicado prestar atenção em todas as suas anotações quando não a via.
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  Tinha dois dias que não conseguiam conversar direito, Diggory estava mais atarefado do que o normal com suas tarefas de Monitor agora que havia sido promovido, e a quantidade de estudos não facilitava nenhum dos lados; tinha começado a se preparar mais cedo do que gostaria para seus NOM’s no final do ano. E nenhum dos dois teve tempo de sequer pensar no Quadribol, embora o lufano já devesse estar se preocupando com a nova temporada.
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  — Cedrico, se você não fizer a lição eu não consigo copiar, sabia? — Emmett sussurrou para o amigo, vendo-o rolar os olhos no instante seguinte, rindo baixo.
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  — Talvez você devesse fazer hoje, e eu copiar, apenas para variar.
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  — Não queremos diminuir suas boas notas, não é? — Monty sorriu enquanto Diggory negou com a cabeça, suspirando antes de voltar sua concentração para o pergaminho à sua frente.
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   esticou-se na cadeira, estalando os dedos após deixar a pena ao lado do pergaminho.
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  — Por Merlin, eu não aguento mais escrever, meus dedos doem! — reclamou antes de prender os cabelos que soltaram-se de seu coque preso com lápis.
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  — Poderíamos estar lá fora, aproveitando que ainda não é inverno! — Rony concordou frustrado, olhando pela janela da torre para os gramados verdes.
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  — Podem ir, mas quando vocês reprovarem em seus exames, não digam que eu não avisei! — Hermione murmurou, antes de voltar a prestar atenção em suas anotações.
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  — Alguém aqui sabe mesmo como motivar os amigos! — sorriu irônica, levantando-se pouco depois.
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  — Não é como se funcionasse com você, é? — a amiga respondeu no mesmo tom, olhando-a rapidamente.
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  — Relaxa, Mione, só vou esticar as pernas um pouco. E eu já terminei o resumo de Adivinhação e a lição de Feitiços. Aproveito para ver se Harry ainda está com a Cara de Sapo, faz mais de duas horas que ele saiu, e eu ainda não jantei! — falou antes de retirar-se, podendo escutar o ruivo reclamar por também estar com fome, embora tivesse jantado mais cedo.
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  Black desceu as escadas até o Salão Principal encontrando poucas pessoas jantando, não localizou nem Cedrico na mesa da Lufa-Lufa, nem Harry junto com os amigos da Grifinória, mas aproveitou para pegar um pedaço de torta de rins, ovos e bacon para comer.
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  — Acho que você tem estudado muito, porque isso é café-da-manhã, não jantar, Tonks! — Dino Thomas riu apontando com a cabeça para o prato da colega.
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  — Tão engraçado esse rapaz! — Negou com a cabeça, mastigando um pouco de bacon. — Vocês viram o Potter? — perguntou entre uma garfada e outra. Simas rolou os olhos, Neville e Dino negaram. — Você sabe que é bem ridículo acreditar no Profeta ao invés de acreditar em Harry e Dumbledore, não é? — comentou em voz baixa com o colega ao seu lado, tomando um gole de suco antes de virar-se para o mesmo. — Quantas vezes Potter estava errado sobre alguma coisa, e quantas ele já enfrentou Voldemort? Pense um pouco nisso antes de ficar contra ele, Simas. — Terminou antes de levantar-se, não finalizando sua refeição e deixando o Salão em seguida.
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  Olhava para baixo enquanto andava, distraída com o cadarço desamarrado, esbarrando em alguém ao passar pela porta.
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  — Harry?!
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  — Hm, oi — o rapaz respondeu, rapidamente colocando as mãos dentro dos bolsos, ato que não passou despercebido pela loira, que arqueou a sobrancelha por alguns instantes antes de tornar a conversar.
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  — Estava indo te procurar. Como foi?
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  — Nada demais… — Deu de ombros, entrando no Salão Principal junto com ela. — Umbridge me fez repetir uma frase várias vezes…
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  — Qual frase? — perguntou no tempo em que os dois sentaram lado a lado na mesa da Grifinória, um tanto afastados de Simas.
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  — Não devo contar mentiras. — Sorriu de lado, esticando a mão direita para pegar um pouco de suco de abóbora.
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   o olhou por alguns instantes enquanto o colega se servia do jantar e, ao notar que ele não diria muito mais a respeito, suspirou mexendo nos cabelos, agora soltos, e sentando mais despojadamente no banco, preferindo puxar outro assunto ao invés de ficarem em silêncio.
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  — Você sabe que a Angelina é a nova Capitã, certo? — perguntou retoricamente, vendo-o concordar com a cabeça. — Ela vai começar as inscrições para goleiro… — explicou olhando em volta, suspirando enquanto encarava alguns colegas que ainda jantavam. — Vamos ser massacrados, não vamos?
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  — Por que diz isso? — Harry perguntou ao levar um pedaço de bacon na boca, mastigando devagar.
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  — Porque é a verdade. Ninguém é tão bom quanto Olivio e soube por fontes confiáveis, sendo a fonte eu mesma — contou rindo —, que McLaggen vai tentar ocupar a posição.
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  — E isso é ruim? Ele sempre fala que é maravilhoso no Quadribol…
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  — Se ele fosse tão bom já estaria no time, não concorda? Ele não entrou nem como reserva. Olivio deveria saber que ele não é tudo aquilo, espero que Angelina não cometa o erro de aceitá-lo.
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  Potter riu com gosto. Não admitiria aquilo para ninguém, mas gostava quando falava de alguém com ele, mesmo se fosse sobre algum aluno que ele não conhecia direito, principalmente porque lhe permitia pensar em outros assuntos e esquecer momentaneamente os problemas, parecia que ela sempre sabia o momento exato de puxar assuntos aleatórios ao invés de pressioná-lo em algum que ele não tinha interesse em conversar, diferente de Mione e Rony, por exemplo.
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   passou a língua pelos lábios e virou-se na direção de Harry ao ouvi-lo gargalhar.
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  — Gosto de ouvir sua risada, sabia? — comentou de repente, tornando a olhar para frente, pegando uma maçã do cesto, Harry sentiu as bochechas esquentarem rapidamente, mas não pareceu notar. — Fazia tempo que não te via rindo. Eu sei que tem motivos, mas… Tente relaxar mais, está mais estressado que a Mione com os NOM’s! — Virou-se para olhá-lo rapidamente, sorrindo de lado. — Aliás, falando em NOM’s, como eu sou muito legal, deixo você copiar minha lição. Só não deixe a Granger ver. — Piscou antes de levantar-se, mordendo a maçã vermelha. — Nos vemos no Salão Comunal, Raio — avisou passando a mão pelos cabelos curtos e arrepiados do rapaz, antes de sair do Salão.
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  Potter acompanhou com o olhar a amiga se afastar, sentindo o coração bater acelerado e o rosto ainda quente pelo comentário da garota. Suspirou antes de voltar sua atenção para o jantar, de repente Umbridge não parecia mais ser o pior dos seus problemas naquele ano!
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  Cedrico voltava junto com os colegas do sétimo ano para o Castelo quando viu a namorada subindo as escadas.
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  — Ei — chamou mais alto, subindo alguns degraus para poder alcançá-la.
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  Black virou-se pouco antes do lufano a encontrar no meio do segundo lance.
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  — Olha só quem apareceu! — Sorriu para o rapaz que parou dois degraus abaixo. — Fui te procurar na biblioteca, mas já estava fechada… Achei que estivesse no seu Salão Comunal…
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  — Tive aula de Astronomia — ergueu o braço direito, mostrando o livro que carregava —, e você? Não te vi o dia inteiro…
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  — Pois é, senhor Monitor Chefe, agora que você está com mais este cargo, fica difícil mesmo. — Arqueou a sobrancelha, encostando-se de braços cruzados no corrimão. — Mas na verdade eu passei as horas vagas estudando. Acredita nisso?
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  Cedrico riu baixo, concordando com a cabeça, apontando para a maçã que a garota segurava.
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  — Você vai terminar isso? Estou com fome… — Fez cara de sofrido, vendo-a estender a fruta pouco depois. — Já vai dormir? — perguntou enquanto mastigava.
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  — Não, ainda não terminei meu trabalho de DCAT. — Olhou para o lado por um instante para ter certeza que ninguém se aproximava. — O que achou da Cara de Sapo?
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  Diggory arqueou a sobrancelha antes de sentar-se no degrau do lado oposto, encostando-se na parede e esticando as pernas, deixando seu livro de astronomia no degrau de cima.
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  — Achei ok. Não tivemos muitas novidades, ela chegou na sala, fez um discurso sobre os outros professores, falou sobre o Ministério e passou alguns textos para lermos. — Deu de ombros. — Você pelo visto já está de implicância, não? — Black abriu a boca indignada.
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  — Não estou de implicância. A mulher é louca! Não vai nos deixar treinar os feitiços, disse que é desnecessário sabermos nos defender! Para que serve uma aula de Defesa se a gente não vai saber se defender? — questionou abrindo os braços, frustrada. — E nos tirou cinquenta pontos!
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  — O que você fez? — questionou ao terminar de comer, conhecia a namorada bem o suficiente para saber que ela era bem capaz de perder até duzentos pontos para a Grifinória.
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  — Nada. — Rolou os olhos, logo fazendo menção de sentar-se, de forma que Diggory puxou as pernas, dando-lhe espaço. — Dessa vez não fui eu. Harry começou a falar sobre a última tarefa do Torneio, sobre Voldemort, e bem, você pode imaginar, não é? — Cedrico suspirou, concordando com a cabeça.
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  — Potter também não perde uma chance de arrumar problemas. Poderia simplesmente ter ignorado tudo… — o encarou por longos segundos.
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  — Você está mesmo defendendo a mulher? Não foi você quem me disse que esse ano seria mais difícil com ela aqui?
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  — Eu não estou defendendo ninguém! — Negou com a cabeça. — Estou dizendo que ele poderia ter evitado. Só isso.
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  — Você evitaria se estivessem te chamando de mentiroso? Eu sei que eu não evitaria. Poderia perder quinhentos pontos.
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  — Tenho certeza que sim. — Riu baixo, notando que a namorada ainda parecia incomodada. — Potter não está errado em tentar se defender, mas ele pode evitar alguns dos problemas, não é? Por exemplo, se ele tivesse se mantido em silêncio não teria ficado de castigo. — franziu o cenho por alguns instantes.
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  — Como sabe que ele estava de castigo?
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  — Precisei entregar alguns trabalhos na sala da Umbridge, ele estava lá quando entrei. — Passou a mão pelos cabelos. — Será que podemos mudar o assunto agora? Realmente não queria ficar falando sobre essas coisas no único momento que estamos juntos.
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  — Tudo bem… — concordou suspirando, sabia que se mantivessem a conversa, acabariam brigando e era a última coisa que ela queria naquele momento. — Quer falar sobre o quê? — Diggory sorriu de lado.
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  — Na verdade, não estou realmente interessado em conversar nesse instante.
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  Viu a loira o olhar chocada, embora um sorriso tomasse os cantos de seus lábios, o que só aumentou quando o lufano aproximou-se o suficiente para encostarem os lábios.
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  — Eu só quero ver se te encontram se agarrando no meio das escadas, vai perder seu título de Monitor-Chefe! — Soprou contra os lábios finos do rapaz, ouvindo-o rir baixo.
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  — Eu vou me arriscar dessa vez.
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  Com um mês que as aulas retornaram, a única novidade era o número de decretos criados por Dolores que havia sido nomeada Alta Inquisidorapelo Ministro, o que significava que a mulher tinha liberdade para fazer o que quisesse em Hogwarts, principalmente aterrorizar os alunos.
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  As aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas continuavam tão ruins quanto na primeira semana e tão entediantes quanto as de História da Magia, e agora Umbridge também estava encarregada de avaliar os outros professores, podendo demitir quem quisesse, se achasse necessário. O mais impressionante em tudo aquilo era o número de pais que concordavam com aquelas atitudes do Ministério interferindo na educação em Hogwarts.
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  — Edwiges?! — Potter sorriu ao ver a ave branca aproximando-se na hora do Correio Coruja. Estava há mais de uma semana esperando uma resposta de Sirius.
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   terminava de ler a carta enviada pelos Tonks quando notou sua coruja parada na mesa, com um pedaço de pergaminho amarrado em sua pata. Acariciou suas penas por alguns instantes após desamarrar a carta e logo os dois pássaros tornaram a voar para fora do Salão em direção ao Corujal.
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  — E então? — Mione perguntou em voz baixa para os dois, notando que já tinham terminado de ler suas correspondências. — Alguma novidade sobre a Ordem?
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  — Aparentemente as coisas não vão bem, o que não é uma novidade. — A loirsa suspirou, guardando o bilhete no bolso da capa. — Mas é melhor conversarmos sobre isso depois. — Olhou por sobre o ombro, vendo a professora próxima à mesa.
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  No sábado, enquanto voltavam mais animados para o Salão Comunal depois de terem passado o dia embaixo de uma árvore próxima ao Lago Negro, ainda estudando, mas pelo menos ao ar livre, o trio encontrou com Potter já sentado em uma das poltronas próximas à lareira, enquanto lia o livro recomendado para o trabalho de História da Magia.
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  — Faz tempo que você voltou? Podia ter ido encontrar conosco — Rony falou ao jogar-se no sofá, deixando os livros espalhados de qualquer jeito no chão.
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  — Não muito — respondeu dando de ombros, enquanto Mione sentava-se ao lado do ruivo e ao chão, próxima à lareira, aquecendo-se um pouco.
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  O inverno ainda não tinha chegado, mas já começava a esfriar e, após passar as duas últimas horas no vento gelado, era bom estar em um lugar quente.
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  — Como foi com a Umbridge? — Hermione questionou, retirando o casaco que usava.
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  — Ok, nada fora do normal — tornou a responder o moreno, ainda olhando para o livro em mãos.
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  — O que aconteceu com a sua mão? — perguntou de repente, encarando a mão esquerda do amigo, que parecia ter uma cicatriz grande.
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  — Nada! — apressou-se a dizer, mostrando a mão direita. Black arqueou a sobrancelha com um sorriso irônico nos lábios antes de aproximar-se, puxando a outra mão de Potter.
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  Demorou alguns segundos para a garota entender o que era, a expressão concentrada em seu rosto fez Harry respirar fundo, tornando a negar com a cabeça quando ela o encarou finalmente.
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  — Não foi nada, sério.
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  — Nada? — Foi Mione que começou, também olhando para a mão do colega e entendendo rapidamente o que acontecia. — Você tem que dar queixa, contar para Dumbledore.
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  — Não, Hermione. Você não entende.
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  — A mulher está te torturando, Harry! — Rony concordou, mas Harry os ignorou, deixando o livro de lado e levantando-se. — Se seus pais soubessem disso…
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  — Mas eu não tenho pais, tenho Rony? — falou sobre o ombro, fechando as mãos em punho.
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  — Não, não tem — concordou, levantando-se devagar —, mas não quer dizer que a mulher possa fazer o que quiser e você aceitar.
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  — Não estou aceitando nada.
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  — Desculpe, mas se você não quer falar sobre isso nem para os seus amigos, imagino que Umbridge alcançou o objetivo dela de te deixar isolado. Ou você acha que todas as provocações nas aulas para te fazer parecer um louco, são sem querer? — Cruzou os braços, encarando-o significativamente por alguns instantes. — Se você é ingênuo a esse ponto, sinto muito, mas eu não sou.
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  — está certa, Harry. Precisamos fazer alguma coisa. É muito simples e…
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  — Não tem nada de simples nisso, Mione, mas vocês não entendem! — respondeu frustrado, passando a mão pelos cabelos curtos, virando-se para a janela, notando a chuva que começava a cair do lado de fora.
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  — Então nos explique.
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  — Não é preciso — continuou, soando debochada a cada palavra, apenas por saber o quanto aquilo irritava o moreno, porém era um bom jeito de notar o quão estupido estava sendo. — Harry está querendo provar que não é um garotinho assustado que precisa de Dumbledore ou de qualquer pessoa para resolver seus problemas. Ou talvez ele só não esteja acostumado a ser ignorado pelo diretor ou por ninguém, quer dizer, é o Menino que Sobreviveu, não? Como é que ninguém está prestando atenção nele?
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  Potter virou-se com raiva, os punhos fechados e a mandíbula travada.
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  — O que foi? Estou errada? Ou estou cem por cento certa? — Sorriu de lado, irritando-o ainda mais.
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  — Você não sabe o que está dizendo.
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  — Talvez, mas me parece muito simples; você quer resolver tudo sozinho, porque se Dumbledore não quer falar com você, então ninguém pode te ajudar, não é? — rebateu. — Não sei se você se lembra, Potter, mas boa parte das vezes que você teve algum problema, pelo menos um de nós estávamos com você!
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  — Não é nada disso… — Negou com um aceno rápido.
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  — Vocês ouviram isso? — Rony perguntou de repente, atraindo a atenção dos três amigos. — O que…? — Virou-se para a lareira.
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  — Pai? — exclamou surpresa, aproximando-se apressada.
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  — Eu… Esqueci de avisar — Harry suspirou —, recebi um bilhete hoje… — Deu um sorriso sem graça.
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  — Olá! — A voz rouca de Sirius preencheu a sala vazia, os quatro aproximaram-se ainda mais após certificar-se que ninguém estava à vista. — O que está acontecendo?
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  — Umbridge — Potter falou rapidamente, não dando chance de ninguém contar sobre a pequena discussão de poucos minutos. — Não nos deixa usar as varinhas em aula e já está mandando tanto quanto Dumbledore.
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  — Era de se imaginar… — Black suspirou. — Achamos que Fudge não os quer treinados em combate…
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  — Em combate? — Rony repetiu confuso.
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  — O que eles acham que está acontecendo nessa escola? Que estamos juntando um exército, ou…
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  — Exatamente! — Sirius concordou com a filha. — Ele está cada dia mais paranoico, está achando que Dumbledore está criando um exército para invadirem o Ministério.
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  — Quando a gente acha que vai ter um pouco de paz… — Weasley suspirou, jogando-se novamente contra o sofá.
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  — E quanto a Ordem? — Harry questionou ansioso. Sirius demorou alguns instantes para responder.
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  — Os outros não querem que eu diga isso a vocês, mas… As coisas não vão nada bem… — Respirou fundo, concluindo sua frase em seguida. — Voldemort está ficando cada vez mais poderoso e juntando seguidores mais rápido do que conseguimos…
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  — Pai, você acha que Fudge ou Umbridge podem estar trabalhando com ele? Ou talvez sob algum feitiço?
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  — Pouco provável… Cornélio está com medo de perder seu cargo como Ministro e Dolores… Bem, ela não é muito agradável…
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  — O que faremos? — Rony foi o primeiro a se manifestar após algum tempo de silêncio.
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  — Bem… Voc- — o homem parou de falar abruptamente. — Vem vindo alguém. Sinto muito, mas, por ora pelo menos, parece que vocês estão sozinhos nessa.
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  Assim que Sirius sumiu, os quatro espalharam-se pela sala com os pensamentos a mil enquanto tentavam, de alguma forma, arrumar alguma solução para tudo aquilo.
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  — Umbridge quase nos faz esquecer de todos os problemas, não é? — comentou esfregando as têmporas. — Quer dizer, quem se lembra do mundo lá fora quando temos a Cara de Sapo bem aqui?
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  — De qualquer forma — Hermione começou —, temos que ser práticos. Não temos como ajudar nas coisas da Ordem, mas podemos fazer algo para resolver o problema mais próximo. Umbridge não está nos deixando usar magia e não está nos ajudando a passar nos NOM’s, e se ela não quer nos ensinar, precisamos de outro professor.
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  — O que quer dizer? — os três perguntaram confusos.
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  — Precisamos de alguém que nos ajude a aprender a nos defendermos por conta própria, se o Ministério não quer admitir o retorno de Você-Sabe-Quem, bem, não podemos sair ameaçando todos para que acreditem em Harry, mas podemos tomar conta de nós mesmos.
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  — Eu ainda não entendi… — O ruivo começou, levantando-se do sofá e aproximando-se dos outros três que estavam em pé próximos à janela.
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  Granger respirou fundo, fechando os olhos por alguns instantes, antes de virar-se para Potter.
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  — Precisamos de alguém que já tenha experiência em batalhas, precisamos estar prontos.
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  — Você está dizendo o que eu acho que você está dizendo? — tornou, quando Mione concordou com a cabeça, a garota sorriu. — Eu adorei a ideia!
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  — Que ideia? — os dois rapazes perguntaram.
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  — Precisamos que você nos ensine, Harry.
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  — Vocês… Precisam… Que eu… O quê?
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  Cedrico bateu na porta de carvalho e pouco depois pôde escutar os saltos batendo contra o chão, até que a porta se abriu e Dolores Umbridge sorriu para ele, parecendo quase fofa.
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  — Diggory, obrigada por vir, entre, por favor. — Deu espaço para o lufano, que ajeitou a alça da mochila em seu ombro antes de sentar-se na cadeira que a mulher indicava.
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  — Algum problema, professora? — questionou quando a mesma sentou-se, oferecendo-lhe uma xícara de chá.
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  — Não, exatamente… — Sorriu para o aluno, colocando cinco colheres de açúcar em sua própria bebida. — Como Alta Inquisidora é meu dever me preocupar com a educação e o bem-estar de todos os alunos de Hogwarts. Como você sabe — sorriu novamente, antes de tomar um gole do líquido claro em sua xícara de porcelana —, estou ainda em um período de avaliação dos seus outros professores — Diggory concordou, mantendo a expressão neutra —, mas também me preocupo com alguns alunos, os que eu vejo que têm potencial, como você, Cedrico.
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  — Potencial?
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  — Oras, não se faça de rogado, querido. Você é Monitor Chefe, um aluno modelo, o melhor em seu ano, Capitão do time de Quadribol, um dos Campeões da Escola no Torneio do ano passado… — Encarou-o, esperando alguma reação, que não veio.
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  Diggory era cauteloso, não faria qualquer comentário sem ter certeza do que se tratava aquele chamado.
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  — É óbvio que você tem potencial para ser um grande bruxo, Diggory. Seu pai é um ótimo funcionário do Ministério e, eu estava conversando com o Ministro há poucos dias sobre isso, você tem chances de ser ainda melhor do que seu pai. Talvez chegar até mesmo ao cargo de Ministro em alguns anos, como seu tataravô. Imagino que você esteja almejando um cargo no Ministério, não é?
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  — Hm… Bem… Quando eu terminar os estudos, talvez…
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  — O que você pretende, querido? — Sorriu, encorajando-o.
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  — Talvez… O setor de Cooperação Internacional… — respondeu um tanto sem graça, sentindo seu rosto esquentar.
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  — Ora, ora, já consigo te ver como chefe do setor! — Juntou as mãos, olhando para algum ponto da parede com uma expressão exageradamente feliz. — Por isso acho importante termos esta conversa, Cedrico. Eu quero te ajudar a conseguir o que você deseja no futuro.
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  — Hm… Obrigado, eu acho… — Deu um pequeno sorriso, embora soubesse que a mulher não falava isso apenas por querer ser legal. Era tão óbvio que Dolores queria algo em troca que Cedrico sentia-se até ofendido por ela achar que poderia enganá-lo daquela forma.
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  — Mas, para isso, você precisa ter um currículo impecável, o que você certamente já tem, e, alguém que te indique. Você sabe, indicação hoje em dia é tudo.
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  — É claro…
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  — Por isso, estive pensando… — Novamente o sorriso exagerado, Cedrico manteve uma expressão educadamente curiosa. — Eu preciso de alunos como você ao meu lado, Diggory, para mantermos a ordem e voltarmos aos bons costumes que tanto prestigiam o nome de Hogwarts.
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  — Entendo…
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  — Eu acho que você seria uma ótima escolha, é popular e influente. As pessoas escutam as suas ordens, você se sairia muito bem e, é claro, eu deixaria o Ministro muito bem informado da sua colaboração. — Cedrico concordou com um aceno, olhando para as próprias mãos, enquanto escutava a mulher pigarrear antes de terminar sua frase: — Só tem um pequeno problema, é claro. — Diggory a olhou, agora genuinamente curioso. — Sua namorada.
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  — ? O que tem de errado com ela? — questionou nervoso.
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  Dolores sorriu, levantando-se de sua cadeira estofada e dando a volta em sua mesa, puxando a cadeira ao lado de Cedrico e sentando, encarando-o.
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  — Você sabe tão bem ou até mesmo melhor do que eu, Cedrico. Sua namorada é bem… Problemática, para dizermos o mínimo.
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  Diggory permaneceu em silêncio, mais por não acreditar no que estava ouvindo do que por não ter uma reação apropriada para o momento.
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  — Ela está sempre perdendo pontos para a Grifinória, as notas não são as melhores… está sempre no local errado com as pessoas erradas.
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  — A senhora quer dizer Harry Potter? — perguntou descrente. — O problema com ela é por ser amiga de Potter?
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  Umbridge respirou fundo, permanecendo com o sorriso, que no momento Cedrico queria poder arrancar de seu rosto, antes de negar com a cabeça.
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  — Não é apenas o Potter. Você deve saber… Imagino… Sobre a família dela…? O motivo de morar com os Tonks? — Cedrico concordou com um aceno, mantendo os dentes cerrados e a mandíbula travada. — Pois bem, você não vai querer sujar seu futuro por causa de uma namoradinha da escola, não é?
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Lelen
Admin
17 dias atrás

Ai, respirei aliviada, grazadeus. Agradeço, Reh 😂😂
Agora bora ver o que poderia ter sido do Cedrico SE J. K. NÃO TIVESSE DECIDIDO MATAR O POBRE.
Eu preciso ler o começo da primeira parte porque eu tô bem “oshi, mas e esse Sirius aparecendo em público?” 😂
Mas guenta aí que uma hora eu consigo me atualizar nessa questão kkkkk
Esperando o resto 🥺🥺🥺

PS: Eu também me preocupei com o cachorro latindo kkkkk E agora vamos ver a Ordem se reunindo e a Armada de Dumbledore surgindo <3

Lelen
Admin
9 dias atrás

Gente, eu não enxerguei as coisas da mesma forma que o Cedrico, falei HAHAHA
Na minha cabeça é “a bichinha tá preocupada com ele”, mas às vezes eu que sou muito inocente com as pessoas 😂😂😂
E eu NÃO TÔ PODENDO COM ESSE SÍRIUS PAI 🥺🥺🥺🥺 Tô morrendo de amores, MEU GZUS.
Eu tenho a impressão que o Fred falando mais alto ali foi o grito de alerta de pai chegando pra Sam, mas só meus achismos LOL
Morri com o senhor Almofadinhas dando abracinho de cachorro nos bebês dele e abanando o rabo pro Cedrico 🥺 agora estou com o pé atrás com o Draco, senhor fuinha vai meter o nariz onde não deve, né?
Vou lá ler o resto da história <3

PS: Tu podia salvar o Fred da morte também, né? HAHAHAHAH

Lelen
Admin
3 dias atrás

Gente, eu tava tão preocupada com as mortes e tal que tinha até esquecido que eu tenho ranço de A Ordem da Fênix por causa da Umbridge (e porque no livro o Harry tá muito aborrecente e o Sirius morre), MEU SANTO DEUS, SOCORRE QUE O MEU ÓDIO POR ESSA CARA DE SAPO NÃO É POUCO NÃO.
Eu só “espero que você não me desaponte, Cedrico” com esse final de capítulo. (mas eu confio que Ced não nos deixará na mão nunca :B).
Mal posso esperar pra chegar logo nas aulas da AD HEHEEHEHEH


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