Bad Behavior
- O que pensa que está fazendo?
null ouve null dizendo quando, enfim, a garota decide largar o resumo que estava estudando para se esparramar pela poltrona feia, como null insistia em falar toda vez, que o rapaz tinha em seu dormitório. Ela já estava sobrecarregada pelo tempo que passou se concentrando no material de estudo em vez de estar junto com um null muito nu, assim como ela própria, diga-se de passagem, que estava recostado na cabeceira da cama com as pernas abertas e três livros que ele estava usando para fazer um trabalho.
- Ah, desculpe, não quis ser uma distração – diz null rindo, null não acredita nisso nem por um segundo e null percebeu isso no segundo em que viu o sorrisinho safado, tão característico dele, se espalhando por seu rosto.
- Claro que não quis. Quer saber, para o inferno com esse trabalho, venha aqui agora – dizia null enquanto jogava os livros de qualquer jeito para fora da cama e batia em suas coxas, sinalizando onde ele queria que null estivesse.
- E será que devo? Seria tão sem compostura da minha parte, abandonando o estudo para ficar de safadeza com um cara… – null fez um trabalho excelente imitando sua mãe, ou qualquer outra mulher que fazia parte do círculo social dos pais dela e de null, o que arrancou gargalhadas do mesmo.
- E você estava terrivelmente preocupada com isso uma hora atrás, enquanto estava rebolando em cima do meu pau, né null? Agora venha aqui antes que tenha que levantar pra ir te buscar…
null se levantou rindo e foi se juntar a null na cama, animada pela pausa nos estudos, mas, principalmente, pela promessa de prazer que null estava oferecendo a ela, mas parou a alguns passos de estar ao alcance das mãos do homem, enquanto fingia estar pensando em algo muito importante, batendo o indicador nos lábios para dar mais veracidade a sua ceninha.
- Tenho uma pergunta muito importante… Não, espera ai, deixa eu falar – null desviava rindo quando null tentou alcança-la, se desencostando da cabeceira – Presta atenção, se eu for até você, vai me fazer gozar com os dedos, com a boca ou com seu pau?
- Com o que você quiser, null, com o que você quiser… Mas de preferencia com os três, que tal? – E assim que terminou de falar, null já estava com as mãos na cintura da garota, a puxando para cima dele, que caia por cima dele rindo, como era de costume quando os dois estavam juntos.
null e null, apesar de dividirem o melhor amigo, James, só foram se conhecer de fato no terceiro ano de ambos, quando, em uma festa null encontrou James e onde James estava, null também estava. A princípio a garota não gostou muito dele, a primeira vista null gritava perigo, aquele tipo de cara que coleciona corações partidos, com seus cabelos escuros displicentemente jogados para todo lado, sorrisinho safado, jaqueta de couro e atitude de quem não liga pra nada.
Depois de ficar 20 minutos com null e James, null já tinha perdido as contas de quantas vezes havia revirado os olhos para algum flerte descabido que o universitário tenha soltado, tanto pra ela quanto para alguma garota que tenha passado ali por perto e foi quando null saiu atrás de alguma garota que tenha lhe interessado um pouquinho a mais e null ficou sozinha com James que resolveu que não tinha gostado muito de null e avisou isso ao melhor amigo.
- Então é por esse cara que você me trocou, James? Devo dizer que não estou muito impressionada…
- Não fale assim, null é legal… Depois que você acostuma com o jeito dele. – sabia que ele não falava sério e que gostava do amigo, James era um amigo muito fiel e dedicado que fazia tudo pelas pessoas que gostava.
Logo o assunto foi para outro lugar e null acreditava que encontraria null raramente ou muito pouco, já que em três anos não se lembrava de ver o rapaz pelo campus, e não podia dizer que null era um homem que passava desapercebido facilmente, além de lindo ele tinha era aura de bad boy que atraia as garotas como mariposas a uma lâmpada. Mas a garota não podia estar mais errada, parecia que depois da noite em que se conheceram null encontrava null em todo lugar, com ou sem James ao lado, e toda vez que null a via soltava algum flerte.
null tentou resistir ao garoto, de verdade ela tentou, afinal fora criada acreditando que esse não era o tipo de homem pelo qual deveria perder seu tempo com, isso era segundo sua mãe, é claro, que tinha opiniões muito definidas sobre o que sua filha deveriam ou não fazer e fazia questão de compartilhar cada uma delas com null e, segundo a mulher que lhe pariu, esse tipo de rapaz só serve para te usar, te deixar mal falada e ir embora como se nada tivesse acontecido enquanto a garota estaria chorando com o coração partido.
Mas, null pensava, e se ela também não quisesse nada sério com null? Não estava procurando um relacionamento sério, muito obrigada. E, além disso, queria curtir um pouco a vida enquanto estava na universidade, antes que os pais apresentassem filhos de amigos deles que julgavam ser o par perfeito para a filha, mas que não passavam de caras chatos, que a entediariam até a morte? E null estava, finalmente, caindo nas graças de null, ela já estava achando até engraçada as coisas que ele falava e, depois que parou de revirar os olhos para ele, null descobriu que ele era ótimo para conversar e um excelente ouvinte, quem diria.
Por isso ela decidiu que na próxima vez que encontrasse null iria corresponder ao flerte que ele com certeza jogaria na direção de null. Enquanto se arrumava para a festa que ela e a sua colega de quarto foram convidadas, null decidiu que daria um empurrãozinho a mais e, em vez das roupas que costumava vestir, dessa vez iriam com algo mais null e escolheu, no lugar de um vestido ou saia, uma calça mais colada ao corpo, um top rendado e uma blusa com um tule bonito por cima e saltos, tudo preto, assim como ele usava todo dia. Para contrastar com suas roupas decidiu por um batom vermelho que, na opinião de null e de sua amiga e colega de quarto Anna, deixava a boca dela muito bonita.
As duas garotas chegaram juntas, mas null logo avistou James e foi cumprimentar o amigo na esperança de null estar junto com ele. Não estava, mas seu amigo logo lhe distraiu contando tudo sobre o time de futebol que ele havia acabo de entrar e não podia estar mais empolgado, pois, segundo ele, agora sim teria a experiência universitária completa.
Demorou mais alguns copos de cerveja, null não tinha certeza de quantos, para null voltar a se encontrar com o amigo e, por consequência, com null, e já fez sua presença ser conhecida pelos dois com o melhor flerte que pode pensar direcionado a ela, que, na opinião de null, estava deslumbrante aquela noite. Ela sempre estava.
- null, o que eu mais quero nesse momento é usar seu batom.
null achou aquilo bem estranho, mas decidiu entrar na brincadeira.
- E por quê? Está precisando de um tom de cor na sua paleta?
- Não, porque isso significa que tenho que te beijar pra usar seu batom.
Nos segundos de silencio que seguiram depois disso null tinha certeza que null iria revirar os olhos, dar risada, mudar de assunto ou o três juntos, como normalmente acontecia, então ficou surpreso, um surpreso feliz, não entenda mal, quando ela sorriu, colocou o cabelo atrás da orelha e olhou para baixo, como se estivesse tímida perto dele. null não queria abusar da sorte, mas não poderia deixar passar a oportunidade, então tratou de continuar a conversa com a garota enquanto chegava mais perto dela e mexia nas pontas de seu cabelo.
- Eu sei que isso pode soar narcisista, mas eu realmente gosto dos seus lábios e acho que eles gostariam muito dos meus também.
null apoiou as mãos no peito de null enquanto chegava mais perto e ele aproveitou a oportunidade para passar os braços em volta da garota e a trazer ainda mais perto, até que estavam com o rosto bem próximos um do outro.
- null, vou te beijar agora, tudo bem?
null apenas assentiu e nem um segundo depois sentiu os lábios de null junto ao seus, não perdeu tempo em abri-los para a língua dele. O beijo tinha gosto do último cigarro que ele havia fumado e de cerveja que null estava tomando e, para null, não poderia ser mais perfeito, havia tentado ganhar aquele beijo de null desde que James havia apresentado os dois. Para null, além de tudo, aquele beijo tinha gosto de excitação, de liberdade por estar fazendo algo que queria há algum tempo e finalmente se permitiu.
Os dois perderam a noção do tempo, um beijo virou dois, que viraram três e quando viram já não havia muitas pessoas na festa, James e Anna haviam desaparecido fazia tempo, e os dois passaram horas conversando, se beijando, conversando mais um pouco e se beijando novamente enquanto a playlist de Cigarettes After Sex do dono da festa tocava sem parar ao fundo.
Nessa noite cada um foi para o seu dormitório sozinho, não queriam apressar as coisas, apesar de null estar com um pouco de medo de null se arrepender daquilo à luz do dia e ele não ter mais a oportunidade de beijar aquela garota mais uma, ou várias vezes.
Mas para a felicidade de null aquilo não aconteceu e os dois, que estavam viciados um no outro, passaram a se encontrar pelo campus quase todos os dias nos intervalos das aulas e se enfiarem atrás de uma estatua ou pilar alto que havia pelos corredores para passarem um tempo um com o outro.
- null, eu tenho que voltar para aula – null dizia isso ao mesmo tempo em que jogava a cabeça um pouco para trás, facilitando o ataque dos lábios de null ao seu pescoço. – null, é sério…
- Eu também tenho que voltar para aula, mas aqui tá muito melhor. – null, de fato, pensava em como pararia de beijar null e de aperta-la, enquanto ela passava as unhas pelo seus cabelos para assistir mais uma aula chata.
- Eu seeei… – null disse meio gemendo quando null sugou de leve um espacinho abaixo de sua orelha que lhe dava arrepios.
- O que acha de passar lá no meu dormitório hoje a noite? O James tem treino das seis até umas nove e meia, então teríamos o quarto só pra gente.
- Você está sugerindo o que acho que está sugerindo? – null se afastou um pouco de null e começou a ajeitar suas roupas que estavam uma bagunça.
- Estou, mas só se você quiser, é claro.
Enquanto saia para o corredor novamente null virou para trás, para olhar null, lhe deu um sorriso e disse que bateria em sua porta quando James tivesse saído e null voltou para a próxima aula com o sorrisinho de lado que deixava os joelhos de null um pouco fracos e com a motivação de sair logo daquela aula renovada.
Depois da primeira noite null e null não conseguiam se desgrudar mais, os dois até beijaram outras pessoas em festas por ai, mas nenhuma dava aquele mesmo frio na barriga e vontade de não desgrudar mais em null nem deixavam null sem nem ter noção dos seus arredores e com uma ereção depois de cinco minutos de pegação, por isso foram cada vez mais virando exclusivos sem nem terem essa conversa.
Em uma noite null estava dormindo junto com null, pois James tinha um jogo fora da cidade e passaria o fim de semana fora com o time; os dois sempre aproveitavam momentos como esse quando aconteciam, já que não podiam dizer que tinham privacidade o suficiente. James e Anna que o digam, que já pegaram os dois amigos na cama com mais frequência do que gostariam.
- Preciso ir no banheiro… Já volto… – null pontuava as frases com uma sequencia de vários selinhos nos lábios de null enquanto ela sempre sorria em meio aos beijinhos dele.
Enquanto null se dirigia ao banheiro no final do corredor sorria sem parar pensando nos lábios de null, ele não se cansava de beijar null e ficava doido toda vez que sentia os lábios dela passando por seu corpo. Enquanto null também sorria no quarto pensando em quanto adoraria ser colega de quarto de null para que pudesse dormir com ele todas as noites, e foi ai que ela percebeu que estava em perigo, que seu coração estava em perigo.
Quando null voltou, null deixou aqueles pensamentos para depois e decidiu que aproveitaria mais um pouquinho de sexo incrível com null e depois voltaria para seu quarto, talvez conseguisse pensar com mais clareza sobre seus sentimentos se estivesse mais longe de null.
- null, me solta! – null dizia enquanto ria, não colocando muita verdade em seu pedido. Não é necessário dizer que uma coisa foi levando a outra e a ideia de voltar ao seu quarto ficava cada vez mais distante na cabeça dela.
- Não vou soltar, você está querendo ir embora.
- Exatamente por isso que você deve me soltar, maluco. – null cada vez mais apertava null contra seu corpo até que não sobrasse nenhum espacinho entre os dois e o rosto dela estava bem próximo ao seu, ele não perdeu a oportunidade de beijar mais uma vez a garota e null, como sempre, se entregou totalmente àquele beijo.
- Por que não vai dormir aqui comigo?
- Porque eu tenho aula amanhã cedinho, inclusive deveria estar dormindo já, mas o senhor não deixa, né? Não quero te atrapalhar, sei que vai acordar quando meu despertador tocar. – null passava os dedos pelos cabelos de null tentando agradar o rapaz para ele concordar com ela. Não estava mentindo dizendo que teria aula na manhã seguinte, realmente teria, mas também queria usar o tempo longe dele para pensar sobre seus sentimentos estranhos por null.
- Tudo bem, mas saiba que não estou nem um pouco feliz com isso e você vai ter que me recompensar. – null dizia fazendo um biquinho que null achou muito fofo e não resistiu em dar dois beijinhos rápidos em seus lábios.
- E como você quer essa recompensa?
- Podemos pensar em alguma coisa – ele disse essas palavras já com os lábios colados no dela e mais uma vez se perdiam no beijo e esqueciam do mundo lá fora por mais alguns minutos.
Depois de mais alguns beijos null finalmente se dirigiu ao seu dormitório com a promessa de que mandaria uma mensagem avisando null que já estava no quarto e, enquanto esperava, ele pensava no relacionamento dos dois e em como se iludiu achando que seria só uma ficada, no máximo uma transa entre ele e null e ele seguiria em frente, como havia acontecido tantas vezes antes, mas, além da química sexual incrível que ele tinha com ela, no fim, houve uma conexão real entre os dois, null entendia seus problemas com a sua família e podiam conversar por horas sobre qualquer assunto, inferno, queria conversar com ela por horas sobre qualquer assunto e ela estava fora de seus braços não tinha nem 10 minutos e ele já estava pensando na próxima vez que a veria e isso não era nem um pouco característico dele.
Esperou até a mensagem de null chegar, o avisando que estava em segurança, para finalmente conseguir relaxar o suficiente para dormir por volta das três ou quatro da manhã, não sabia ao certo, mas ainda com um sentimento estranho no peito toda vez que pensava em null, no seu sorriso, nos seus beijos, em como ela ficava linda gemendo embaixo dele. null definitivamente estava em perigo.
Depois de alguns dias corridos de provas e trabalhos finalmente null conseguiu se encontrar com null além dos beijos rápidos pelos corredores ou conversas por mensagem de texto ou ligações e ela estava decidida que ia conversar com o rapaz sobre seus sentimentos e ver no que dava e colocou na cabeça que se null não estivesse receptivo quanto a corresponder esses sentimentos seria melhor para eles já se afastarem e null não correr o risco de ficar mais apaixonada por ele.
- Você não me deixou te beijar ainda porque disse que queria falar alguma coisa importante, mas até agora não falou nada, acho que está tirando com a minha cara – null estendia a mão, pretendendo puxar null para mais perto dele, mas a garota sabia que se isso acontecesse todo pensamento coerente abandonaria seu corpo e seria ainda mais difícil começar essa conversa.
- Eu só estava tentando buscar as palavras para começar, me deixa – null empurrava as mãos de null com um sorriso no rosto.
- É só falar!
- Okay, então vamos lá, por favor, não surte e vamos conversar sobre isso como pessoas maduras, tá bom? – Depois que null assentiu enquanto fechava o sorriso de lado característico e arrumava sua postura no gramado em que estavam sentados, aproveitando o sol – Olha, null, eu sei que a gente não tinha combinado nada entre a gente, mas já faz um tempo que estou saindo só com você, simplesmente aconteceu e não planejei isso, mas acho que estou meio que gostando de você…
O silencio que se estendeu foi agoniante para null e a garota já estava se arrependendo de ter aberto a boca pra falar sobre isso com ele, null, por outro lado, não sabia o que falar, seu coração acelerou, sua boca ficou seca e as palmas das mãos suadas, isso só poderia ser o pânico, era o que pensava.
- Olha, null, não tenho tempo para isso…
- Para isso o quê, null?
- Isso, um relacionamento…
- Não, null, acho que você não tem tempo para meus sentimentos… Não tem tempo para um relacionamento – null solta uma risada irônica que null não gosta nem um pouco, preferia muito mais a risada que ela dava quando ele falava algo absurdo ou quando a puxava de volta para seus braços quando ela queria sair de perto dele – Nós fazemos tudo que um casal faz, só não chamamos de namoro! Mas tudo bem, você segue com o que quer que seja que você tem tempo e eu sigo com as minhas coisas aqui, tá bom?
- null, não foi…
- Olha, eu entendo, de verdade, só peço que a gente termine isso numa boa agora, gostei do tempo que passamos juntos e não queria sair com uma má lembrança…
null assistia null dizer essas palavras enquanto ia se afastando e não conseguiu fazer nada para fazê-la ficar, todas as palavras se amontoavam em sua cabeça e ele não conseguia dar sentido para elas e dizê-las para que null ficasse, então, depois que a garota já estava fora da vista, retornou para seu quarto.
Enquanto percorria o caminho já há muito conhecido até seu dormitório null tentava fazer sentido de tudo o que havia acabado de acontecer, ele gostava de null, gostava muito dela, mas e se fizesse alguma besteira? Tinha certeza que faria algo, afinal, como seus pais sempre faziam questão de falar, o rapaz era ótimo em estragar as coisas. E só percebeu que estava no quarto quando abriu a porta e encontrou seu amigo sentado na cama.
- Por que está com essa cara de derrotado, null? – Não esperava ver James no dormitório a essa hora, mas não se importou, talvez fosse bom conversar com alguém.
- Estava com null, ela me disse que estava “meio que gostando” de mim – null falou, fazendo aspas com os dedos.
- E isso te deixa com cara de derrota porque…
- Porque eu falei merda.
- Lógico, mas o que você falou? – null ficou indignado com o amigo, como assim lógico? – Não faz essa cara, você sabe que ia falar alguma merda, mas me conta o que aconteceu.
- Cara, foi isso, ela me disse que gostava de mim, eu falei que não tinha tempo para um relacionamento ou para os sentimentos dela, algo assim.
null achava que James iria brigar com ele por ter deixado a amiga dele chateada, por isso estranhou quando ele não disse nada por um tempo.
- Acho que você está inseguro, null.
- Inseguro?
- É, veja, não podemos dizer que sua família é exatamente amorosa, não é?
- Eufemismo do ano… – null murmurou.
- Exatamente, e talvez por isso você não se sinta confortável quando começa a sentir algo por alguém, não acha?
- Desde quando começou a dar uma de analista, null?
- Sou um cara sábio – James deu de ombros – Olha, acho que você está apenas inseguro, mas não fique, null é ótima e acho que vocês combinam. Leve em conta o que eu te disse e procure ela para conversarem, quem sabe vocês não se resolvem.
Alguns dias depois da conversa com James, null decidiu agir, além de estar com uma saudade absurda de null, imaginou que uma garota como ela não ficaria sozinha por muito tempo e não queria correr nenhum risco de perde-la por ser devagar demais, então decidiu aproveitar que teria, novamente, o dormitório só pra si e chamou null para conversar.
null, que não estava esperando que null a contactasse novamente, ficou surpresa, mas, mesmo assim, decidiu ir até ele para ver o que queria e, admitindo para si mesma, também sentia falta dele.
Quando chegou ao lugar marcado, null já estava a esperando e null não deixou de ficar impactada no quanto ele era bonito e o quanto sentia falta dele, mas tentou não se deixar levar por seus sentimentos antes de ouvir o que o rapaz tinha para falar.
- Oi null, obrigado por ter vindo, entra!
- Uau, se esforçou ein. – null alfinetou quando viu uma caixa de pizza, um fardo de cerveja e algumas velas em cima da escrivaninha de null enquanto ele se adiantava em servir uma fatia de pizza de queijo e uma long neck para null – Obrigada, mas você me chamou aqui para jantar?
- Não só isso… Olha, null, queria conversar com você sobre semana passada – null passava a mão pelos cabelos, os bagunçando ainda mais, e null só queria se aproximar e correr os dedos por aquele cabelo macio, mas apenas se sentou na poltrona feia próxima à janela e esperou ele continuar – Eu não disse aquilo por mal, eu só não estava esperando e entrei em pânico, não estou acostumado com essas coisas de sentimento.
- Essas coisas de sentimento… – null deu uma risada debochada – Desculpas aceitas, era só isso?
null, vendo a garota começar a se levantar aumentou o tom de voz:
- NÃO! Espera, não é só isso! James me falou que estava inseguro e acho que ele pode ter razão, eu nunca tive um relacionamento ou deixei as coisas irem além de um casinho, mas acho que já passamos dessa parte, né?
- Você está dizendo o que acho que está?
- Sim, estou… Essa semana fiquei com saudades de você, null, e ainda vou fazer e falar muita merda, mas peço que você tenha um pouco de paciência comigo, continue doce do jeito que é comigo, mas não seja gentil e me fale quando estiver muito fora da linha… Isso é, se você quiser tentar comigo.
Quando null terminou sua frase null já estava bem próxima dele, sorrindo, então o rapaz interpretou como um bom sinal e estendeu a mão para que ela se sentasse junto com ele na cama e quando ela o beijou, ainda sorrindo, ele sentiu como se tivesse feito alguma coisa muito certa, para variar.
null não podia ter encostado seus lábios no de null mais rápido e pensou que, se pudesse evitar, não gostaria de ficar tanto tempo longe do rapaz novamente, talvez estivesse mesmo em perigo.
Depois de se acertarem, o casal passou o fim de semana inteiro dentro do quarto de null e quando, depois de mais um round de sexo muito bem feito, null sugeriu que fossem jantar no refeitório para saírem do quarto um pouco, null enrugou o nariz e se espalhou mais pela cama.
- Diria que ir lá fora é superestimado, já vamos ter que ir para o mundo real amanhã cedo, além disso, temos tudo o que precisamos bem aqui – E para enfatizar a garota gesticulava mostrando o quarto.
- Quando colocado assim, tão eloquentemente, como posso contra-argumentar, né?
- Que bom que sabe! – null ria e null achava esse som encantador.
- Você é muito má pra mim, null.
- Você também é muito mal pra mim, null.
Com mais um beijo de muitos que viriam naquela noite entre os dois, null imaginava que, apesar do que seus pais diriam sobre null quando o conhecessem, aquilo tudo valeria a pena se pudesse ficar com ele e null também sabia que seus pais talvez dessem um jeito de atrapalhar aquele relacionamento em algum momento, mas tinha certeza que faria de tudo para continuar com null, afinal ela valia a pena.
AIN, QUE HISTÓRIA LINDAAAAAA *-*
Combinou perfeitamente com a música e Logan e Hannah já são meu casal <3
Ameeeeeeeeei, por favor faz continuação com mazelas e superação para eu continuar acompanhando T.T