Natashia Kitamura
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As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Introdução

  - Pai, e minha aula de Jazz? Tô atrasada!
  - Pai, preciso de dinheiro para o meu trabalho da faculdade. Posso pegar o carro da mãe?
  - Pai, posso sair esse final de semana com a Nat?
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  - Pai, não to afim de ir para a casa da tia Any esse final de semana, posso faltar na reunião?
  - Pai! Minha aula! Vamos!
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  - VOCÊS DOIS QUEREM PARAR QUIETOS UM MINUTO? TUDO O QUE EU PEÇO É PAZ! – bato a porta da garagem, deixando as duas pestes que ajudei a colocar no mundo do lado de fora da casa. Respiro fundo, tento fazer a meditação que aprendi durante as aulas de orientação a novos pais que minha esposa me obrigou a ir, mas ao ver que não teria sucesso, apenas deixo dois minutos passar e abro a porta, vendo e Patrick parados calados; ela, com os braços cruzados e ele, com as mãos no bolso olhando para o céu; os dois, como se me ouvir gritando e batendo a porta em suas caras fosse a ação mais normal do mundo. – Vamos logo.
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  - O senhor não vai me responder? – vejo minha garota não movendo um passo para frente. Suspiro enquanto passo a mão no rosto, clamando por paciência.
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  - Não, os dois não podem faltar na reunião da sua tia Any. É a festa surpresa do seu tio Jared e ele quer ver os sobrinhos favoritos dele junto com eles. – imediatamente os resmungos começaram a ecoar pela garagem.
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  - Pai, somos os únicos sobrinhos dele. – é terrível quando quer dar uma de esperta para cima de mim. Acho incrível como ela esquece que o adulto aqui sou eu.
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  - E outra que ele não quer ver nada, porque se a festa é surpresa, não tem como ele saber que vamos estar lá. – Patrick passa por mim e espera eu me virar para ir até o lado do motorista do carro. Não pude deixar de encará-lo um tanto surpreso com sua afirmação: Pat dando uma de esperto é novidade.
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  - Sem rebater. – me recomponho, apontando para os dois tentando parecer o mais sério possível.
  - Pai, posso ou não ficar com o carro? – Patrick me olha, como se ele estivesse impaciente.
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  - Não está vendo que estou prestes a entrar nele para dirigir?
  - E quando é que eu vou ganhar o meu?
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  - Quando você trabalhar. – respondo entrando e fechando a porta do meu lado. Ouço mais resmungos vindo do garoto e entrar calada no carro. Tento não olhá-la pelo retrovisor para descobrir se há algo de estranho, já que em um momento em que os dois me bombardeiam de perguntas e pedidos, ela nunca deixa Patrick terminar a discussão.
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  - Então posso levar a comigo? – aí estamos, minha filha de volta à normalidade. Solto o ar mais uma vez e clico o botão do controle depois de batê-lo no painel por não funcionar. – A Cáa não vai poder ir mesmo.
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  - Pode, , pode. – respondo em tom de desistência. Foi o suficiente para calá-los.
  Ligo o carro e aguardo o portão terminar de abrir; mal acelero e já freio bruscamente.
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  - Tá louca, mulher? – grito, abrindo a janela ao ver , minha esposa, parada com os braços cruzados na frente do portão. – Quer me deixar viúvo?
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  - Quem está prestes a enviuvar aqui sou eu. – ela fala séria e então vem até mim. – Esqueceu que tenho de ir até o mercado comprar os ingredientes do bolo de Jared?
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  Ficamos calados. Rapidamente a lembrança dela mencionar algo sobre supermercado enquanto Patrick e falavam sem parar sobre suas vidas que nomearam como ‘miseráveis’ me vem à mente. Faço uma careta e suspiro:
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  - Pat. Banco de trás. – aponto o local com a cabeça, observando ir até o assento passageiro enquanto Patrick soltava a fivela do cinto para dar-lhe o lugar.
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  Minha família era como aquelas famílias dos seriados de domingo de manhã, onde o pai é sempre a vítima. Seja o que for, o pai nunca está certo, nunca sabe das coisas e deve sempre obedecer às esposas sem reclamar. Mesmo assim, acredito que, assim como os estrangeiros enxergar as famílias americanas, a minha poderia ser considerada simplesmente a melhor de todas. Minha esposa era um amor, meus filhos, dois anjos.
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  Bom, é mesmo um amor, menos quando não possui obrigações a fazer, o que é 24 horas por dia. e Patrick estão longe de serem taxados de anjos; o único momento que consigo amá-los como os amei no dia em que nasceram, é quando estão em suas camas, dormindo. Tenho uma irmã maluca, mas que, apesar de tudo, me ama e sempre quer o meu bem (contanto que eu não maltrate sua melhor amiga, digo, minha esposa).
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  Apesar dos apesares, somos uma boa família como “outra qualquer”.
  Repare nas “aspas”.
  Exato. Foi uma ironia.
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  A verdade é que ninguém nunca terá uma vida tão monopolizada por mulheres quanto a minha. Não seria estranho se algum dia me ouvissem dizer que tenho aversão à elas.
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Capítulo 1

  - Que tal… Folhado de pêssego no recheio? – ouvia dizer ao meu lado. Ela sempre me pede opinião para tudo. Eu sabia que ela queria me agradar, mas não poderia ser, não sei, uma surpresa? Mesmo tendo melhorado de quando estávamos começando a morar juntos e ela me ligava a cada dez minutos perguntando sobre minha opinião, eu ainda tenho esperanças de que um dia o número de vezes que dou minha palavra em uma decisão dela seja zero.
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  - Pode ser. – respondo, olhando a embalagem de uma outra coisa.
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  Seu silêncio lhe entregou. Eu sei que ela acha que eu não estou dando a mínima. Eu não estou dando a mínima. O bolo era para meu amigo, não para mim. Tudo o que o marido deve fazer em uma situação como essa, é pagar a conta. Decidir é decisão da mulher.
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   era minha irmã menor. Três anos. Ela e Jared, meu melhor amigo de infância, se casaram. Não, eu não esperava por isso. E não, eu não era o típico irmão ciumento. Para dizer a verdade, ter eles juntos foi a melhor coisa que ocorreu. Não me preocupar com agregados desconhecidos na família foi uma benção, já que eu não sou a melhor pessoa para fazer sala para estranhos.
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  Já é a melhor amiga de desde… Sempre.
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   nunca foi A mulher da minha vida. Ao contrário do que pensam, ela era apenas a melhor amiga da minha irmã que vinha brincar de bonecas e então passou a sair em casais com e os rolos dela. Foi quando Garrett Nickelsen, um amigo delas que estava na minha sala na época, começou a namorá-la. Era bem esquisito ter um colega meu na minha casa, acompanhando a melhor amiga da minha irmã. Fora aí que eu resolvi prestar atenção em . E para ser sincero: Não me arrependo nada. e Garrett namoraram por anos. Tantos anos que eu já nem lembro mais quantos foram. Só sei que o dia que eu decidi conquistá-la, demorou mais três anos para tê-la. Ela não era uma garota fácil e Garrett sabia exatamente como fazer para tê-la consigo.
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  Eu nunca pediria para me ajudar a ficar com . Minha irmã era o tipo de pessoa que não aprovava o namoro da melhor amiga com o irmão dela. Por mais que meu ponto sobre evitar agregados estranhos fizesse muito mais sentido, sempre foi mais possessiva com as pessoas próximas a ela.
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  - A amiga é minha e ponto. – ela sempre dizia quando travávamos uma guerra sobre me ajudar e não me ajudar a conquistar .
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  Então eu estava sozinho. Tinha de tentar conquistar da minha maneira. Vamos dizer que o caminho que eu escolhi não foi muito boa, por isso, fiquei três anos inteiros correndo atrás dela. Porém, valera a pena, para mim. e eram a dupla-gostosa do colégio. Lembro de todos tirarem uma com a minha cara porque eu era irmão de uma delas, então era uma opção a menos para mim. Como se eu me importasse com aquilo na época. Eu só fui gostar da quando estávamos na faculdade.
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  De qualquer maneira, eu e Nickelsen nos damos bem, apesar de eu ter roubado sua namorada e ele ter me dado um belo soco no nariz, o que acabou quebrando meu nariz e o dedo dele. Já comentei que tenho um nariz um pouco grande? No final das contas, nós dois crescemos e nos tornamos adultos. Ele está aproveitando bem a vida e eu estou feliz com minha mulher, então não há porque nos odiarmos.
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  Patrick é meu primogênito. apesar de falar para que ama os dois igualmente, sabe tanto quanto nós de que Pat é o favorito dela. E não é porque ele fizera algo melhor ou porque fizera algo pior. Ela simplesmente é apegada ao nosso filho. Assim como eu sou à nossa filha. É justo. O problema é que eu sempre tenho de ceder para , o que acaba tornando um pouco desfavorável para .
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  Sinto meu celular vibrar em meu bolso e o pego, o atendendo e olhando , que falava com alguém no celular dela, enquanto olhava as embalagens e colocava-os dentro do carrinho que eu empurrava.
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  - Pai, pode vir me buscar? – ouço a voz fina de .
  - Agora? Estou no meio das compras com sua mãe.
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  - Mas minhas amigas já foram embora… – sabe que eu nunca resisto à manha dela. odeia isso. Ela sempre diz que eu deveria ser mais severo com nossa filha. Vamos dizer que eu sou a ovelha branca e ela a negra. Tanto para Pat quanto para . Ela gostava das coisas certas e eu não me importava muito com isso, por isso os dois sempre acabavam vindo pedir tudo para mim.
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  Respiro fundo.
  - Tudo bem, estarei aí em vinte minutos.
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  - Pai…
  - . – falo sério.
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  - Tá bem… – da mesma maneira que sei sobre a manha dela, ela sabe sobre meu tom quando estou falando sério. Como todo pai, se o nome dela é soado de forma clara e objetiva, é porque não irei ceder, então ela mesma o faz para o nosso bem. – Mas não demora.
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  - Não vou. – e desligo, vendo que esperava eu sair do celular.
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  - Precisa ir pegar Patrick na faculdade. Ele disse que você não deixou ele pegar o seu carro. – vi seus braços longos se cruzarem em frente ao peito, como se iniciasse seu processo de me julgar porque não permiti que seu querido filho tivesse conforto.
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  - Eu precisava dele para vir para cá, certo? – digo, tentando ignorar sua posição de ataque e devolvendo o celular no bolso.
  - Nós poderíamos ter vindo com o meu.
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  - , se Pat pode dirigir, também poderá. – falo sério e ela revira os olhos.
  - Já conversamos sobre isso.
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  - Então não reclame sobre minhas decisões.
  - Pat já é homem.
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  - está quase com 18 anos e sequer dirige. – finalizo a conversa. Ela sabia que era injusto com nossa filha, já que todos os jovens da idade dela já tinha uma carta de motorista há quase dois anos. Ela não gostava de saber que dirigia. Era a favor de homem na direção, não a mulher. Apesar de dar a desculpa de que era apenas um sentimento de segurança que tinha com ela, a verdade era que ela sabia muito bem como a filha era; se deixarmos possuir carro, raramente a veremos em casa, fora de problemas. – Vou buscá-los e volto para cá. – deposito um beijo em seus lábios e me afasto, me dirigindo rapidamente para fora de seu alcance antes que ela teimasse em ganhar uma discussão que eu raramente vencia.
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  - Pai! Fala para o Pat vir ajudar com as compras? – falava nervosa enquanto carregava diversas sacolas para dentro de casa. Pat havia saído correndo do carro dizendo querer ir ao banheiro e sumiu. – Ele sempre dá a desculpa do banheiro!
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  Olho para cansado. Ela suspira, balançando a cabeça e murmurando um “eu vou” e saindo da cozinha, indo em direção ao segundo andar.
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  - , pare de ficar vendo o que seu irmão faz ou não. Faça você o que tem de fazer e eu e sua mãe lidamos com ele mais tarde. – digo sério. No final, era sempre assim, eu lidava com ela e com Patrick, gostaria que fosse diferente, pois desde a gravidez dele imaginava que teríamos a relação de “pai e filho = melhores amigos”, mas acabou que eu e minha esposa temos mais jeito com o sexo oposto.
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  Patrick é dois anos mais velho que . Apesar de ambos estarem na faculdade, Patrick mora com os amigos em uma república. diz gostar de morar em casa porque é na mesma rua das suas duas melhores amigas, e . e estudam juntas desde o início do colegial e, desde então, é como se fosse nossa terceira filha, não sai de casa e não sai da dela. apareceu assim que as duas entraram na faculdade e passou a ser uma visita agregada daqui de casa. Até agora.
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  - Pai. – tirava as compras das sacolas, enquanto e Patrick entravam na cozinha e iam até o outro lado da bancada, guardando tudo o que havia comprado. Balanço a cabeça, dando permissão para ela continuar. – Já que estou na faculdade e mamãe havia dito que já estava na hora de eu começar a ter uma vida minha…
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  Droga. Essa conversa não seria muito boa. Para ser sincero, venho temendo ela faz um tempo, especificamente desde que recebemos a carta de aceitação de sua faculdade. desviou sua atenção para nossa filha com um pequeno sorriso no rosto. Por que eu tenho a ligeira impressão de que as duas tiveram essa conversa antes de entrarem no assunto comigo? Suspiro e balanço a cabeça novamente, indicando de que eu estava prestando atenção.
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  - Posso morar com a e a ?
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  Me calo, pensando em uma resposta apropriada. Não poderia encará-la agora, pois meu coração se derreteria e me parece um pouco injusto com Patrick, que chutei de casa assim que pude para que ele deixasse a preguiça de lado e começasse a ter uma boa vida social, como todo garoto universitário.
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  - Não acho que os pais dela se importarão, já que você praticamente passa metade do ano lá, sendo que a outra metade, passa aqui. Seu quarto é grande o suficiente para mais algumas camas. – falo tranquilo e respira pesado impaciente.
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  - Pai! Não é isso!
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  A olho confuso. colocou sua expressão séria no rosto e, como sempre, cruzou os braços ao não se ver satisfeita com algo que fiz. Sempre desejei que as duas se dessem melhor, como a relação que sonhei em ter com Patrick; parando para observar a situação agora, não sei o que pensava quando achei que melhoraria o ambiente dentro de casa. Olhei para Patrick e ele parecia interessado em minha resposta. Provavelmente, em sua cabeça oportunista, ele procurava uma brecha para expor seu drama de viver em uma república.
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  - Clarifique. – peço e ela se senta no banco da bancada.
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  - Bom, Pat mora com os amigos. Eu queria saber se eu podia morar com a e a num lugar só nosso. Um apartamento perto da faculdade, sabe?
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  - Morar as três? Sozinhas? – pergunto sério e ela receia, concordando com a cabeça. – Negativo.
  - Pai… – e lá vamos nós com e sua manha.
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  - Amor, não seja tão rebelde. – diz amorosa e eu reviro os olhos.
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  - Três garotas que acabaram de começar a faculdade morando sozinhas num apartamento perto da faculdade? , preste atenção na sentença! Garotas. Calouras. Sozinhas. Faculdade.
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  - Eu já analisei essa sentença diversas vezes, John, pode ter certeza. – seu tom de voz é o mesmo que ela usa para dar um basta em meu chilique. Me recuso a ceder, já que estamos falando de . Balanço a cabeça.
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  - Podem esquecer. Eu sei muito bem como é a vida de garotas calouras. Se na minha época era um absurdo, agora não me surpreendo em ver tantas garotas grávidas.
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  - Mas…
  - .
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  Ela se cala emburrada. Sua sorte é que sua mãe é teimosa. E quando O’Callaghan cisma com alguma coisa, O’Callaghan não desiste até conseguir.
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  - E se Patrick morar com as três?
  - Quê? – levanta a cabeça, mais chocada que eu com a proposta.
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  - ‘Tava demorando… – finalmente ouço a voz de Pat entediado. – Mãe, não inventa.
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  - Oras, sabe que não gosto muito dos colegas de apartamento de Pat. – nunca ia com a cara de ninguém que abusa de seu filhinho amado. Os garotos que moravam com Pat eram mais velhos, portanto, é da lei dos universitários que os mais novos devem passar pela mesma dificuldade que eles sofreram quando tinham veteranos. Assim, Pat era feito de escravo, o que eu achava ótimo, já que em casa ele raramente ajudava nas tarefas. – E já é da família. Seria melhor que ele saísse de lá e tenho certeza que Lauren ficaria aliviada em saber que haverá um homem para cuidar das duas. é uma boa menina, gosto dos pais dela.
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  - Desde quando Pat cuida de mim e da ? Além disso, ele nem conhece a !
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  - Eu cuido da e posso até cuidar dessa , mas quem se importa com você? – Pat sorri e taca um dos sabonetes que tirava da sacola em sua direção.
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  - Patrick. – falo sério e ele apenas fica de risadinha. Ele era o típico irmão mais velho, terrível com .
  - Irá cuidar da sua irmã, sim senhor, Patrick! – disse, séria. Ele levantou os ombros e, com a voz arrastada, concordou com a barbaridade:
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  - Saindo de lá ‘tá de boa para mim. Aqueles caras estão acabando com a minha paciência. Estou prestes a tacar fogo na cama de um.
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  Suspiro. O ruim de é que ela tem uma ótima cabeça e sempre tem novas ideias que agradam sempre as outras pessoas. As outras pessoas, não a mim. Na maioria das vezes, as ideias são usadas para me convencer a fazer algo que ela quer.
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  - Então? – olho para os três. Ótimo. Os três estavam de acordo. Eles não podiam facilitar a minha vida e um deles discordar? Suspiro.
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  - Tenho escolha?
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   sorri e dá um pequeno pulo animada, vindo até mim, agarrando meu pescoço e beijando minha bochecha. Nunca admitirei que me arrependi um pouco de não ter permitido antes.
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  - ‘Brigada papai! – ela diz sorrindo e sai correndo da cozinha para provavelmente ligar para as amigas.
  - Claro, é assim que ela vai provar que cresceu. – Pat diz para si mesmo e se cala ao ver que eu e olhávamos para ele sérios. – Ah, já que ganhou o que ela quis, eu posso pedir algo também?
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  E lá vamos nós. Apesar de distantes, eu e Patrick temos uma conexão forte, que transmite exatamente o que ele está pensando para mim.
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  - Pronto. É só ceder um braço que já me vem querendo o corpo inteiro. – murmuro e me dá um tapa.
  - Peça, amor. – ela diz carinhosa e Pat se mexe no banco que estava sentado.
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  - Posso ter um carro?
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  Olho para , querendo muito que ela entenda o que quero dizer “Está vendo o que você causou?”, mas ela somente me enviou um olhar de quem cuidaria de tudo.
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  - Patrick, um carro?
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  - Ora, vocês vão comprar um apartamento para a porque ela quer morar com as amigas dela! Por que não posso ganhar um carro? Eu já estou há mais tempo sofrendo e nunca ganhei nada!
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  Tenho certeza que ele treinou isso por horas para falar algum dia. Decidi me manter calado e ouvi suspirar, pensando um pouco para enfim dizer:
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  - Eu e seu pai vamos conversar sobre isso. – ela diz para Pat, que faz uma careta. – Um carro não é como um apartamento, filho. E você teria de sempre levar as meninas até o campus delas.
  - Eu levo! – ele diz rapidamente. – Levo e busco.
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   olha para mim. , e estudavam de manhã e era sempre eu ou o pai de uma delas que as levavam para a faculdade, já que, na opinião das mães, o horário da manhã era extremamente perigoso das três andarem sozinhas na rua.
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  - Ou podemos achar um ‘apê’ perto da faculdade delas e eu ir de carro para a minha. – Pat sorri. Esse é filho da mãe mesmo. Sabe pensar rápido quando é algo do interessa. O pior de tudo é aceitar.
  - Não é uma má ideia.
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  Ficamos os três calados. No final, era claro que eu quem daria a palavra final. Apesar de ser pai e ter a voz autoritária para a maioria das decisões, nós havíamos combinado que eu não poderia ser o pai que concorda com tudo e apenas faz o que a mãe manda. Eles perderiam o respeito por mim e passariam somente a ouvi-la. Além disso, sou o responsável por trazer o dinheiro para casa, então é claro que tenho uma participação importante em todas as decisões que envolva gastar mais dinheiro do que eu trago mensalmente.
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  - Vou pensar no seu caso. – finalizo a conversa, fazendo com que Pat fechasse a cara.
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  - Ele foi com Garrett na oficina pegar o carro dele. – dizia sorrindo enquanto entrávamos na casa dela e de Jared. Os dois eram o típico casal que se amam e isso é o suficiente. Sem filhos. Meus filhos eram os filhos deles. – Fiz a torta de abóbora que você tanto ama, meu amor. – ela diz amorosa para Pat, que retribui passando a mão na barriga e a fazendo rir. Como se não bastasse os mimos de , também ajudava. Minha irmã me adorava tanto que dificultava a situação com .
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  Ela ficou esperando por algum anúncio de que a tia preparara algo para ela também, mas a única coisa que recebera fora um “como está linda!”. Fecho os olhos com uma expressão de dor e ao abrir, a vejo cabisbaixa com num canto da casa.
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  - , você também não ajuda, né? – murmuro, depois de ter cumprimentado todos na festa. – Por que é que você faz coisas para o Pat e diz na frente da , se não fez nada para ela?
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  - Ora, John, deixe de ser tão justo com os dois! Da última vez fiz a torta holandesa só para . – e isso era verdade. Eu odiava quando estava certa, porque ela demonstrava de uma maneira bastante superior, diferente de agora, cuja preocupação era a chegada do marido ao invés de brincar com o irmão mais velho. – Oh meu Deus, ele chegou! – ela corre até o interruptor e apaga a luz, fazendo com que todos se calassem.
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  Não demora muito para Jared entrar conversando com Garrett e nós berrarmos um “Surpresa!”, o fazendo pular e então rir feliz.
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  A festa foi mais adulta do que para os jovens, de modo que quando vimos, eles estavam em um canto da sala tentando arranjar a própria maneira de se divertirem enquanto os pais aproveitavam o momento de descontração.
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  - Amor, pode chamar a , por favor? – ouço a voz de horas depois do início da festa. Acho que éramos mesmo os últimos, para variar. sempre ficava até mais tarde para poder conversar com sozinha. O problema não era esse. O problema era que no dia seguinte elas se encontravam e continuavam a conversar. Não sei de onde surge tanto assunto assim. Concordo com a cabeça e me viro, indo até um canto da casa, onde e conversavam animadas sobre o novo apartamento que eu e os pais de e concordamos em comprar.
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  - Garotas, vamos? – falo com as mãos no bolso e vejo-as sorrirem para mim e concordarem com a cabeça. Uma coisa que puxou de , foi o dom de nunca acabar o assunto. Assim como a mãe e , , e não paravam nunca de se falar. Acho que nunca vi as três brigarem na vida.
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  As sinto atrás de mim, quando me aproximo de e deposito minha mão em sua cintura, fazendo-a então se despedir por completo de com um abraço. Dou um beijo na bochecha de minha irmã e saio de casa, indo em direção ao carro com minha mulher ao meu lado. Pat já havia se despedido e esperava dentro do automóvel no celular.
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  - Pai, posso sair com meus amigos? – ele pergunta assim que eu entro no carro.
  - Agora? – quem responde. Era sempre assim, quando mexiam com seu menino, ela virava eco, respondia por mim.
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  - É, ué! São meia-noite e quinze ainda, mãe. – ele dizia mais meigo. Abro um pequeno sorriso ao ver como Pat sabia lidar com a mãe. Ver passar por maus bocados com o filho era muito divertido, já que eu nunca tive a mesma sorte de conseguir a proeza.
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  - Podemos ir com Pat? – diz animada, enquanto apenas observava a conversa, sentada entre os dois.
  - Não. – eu mesmo respondo dessa vez.
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  - Mas pai, ele vai sair com os amigos dele e nós duas vamos nos encontrar com nossas amigas na lanchonete! Anda pai, por favor! – ela se inclina para perto de mim e . – Mãe…
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  Ligo o carro, ignorando o fato de que me olhava, esperando que eu respondesse.
  - Eu levo elas e depois busco. – Pat diz. Esses dois eram piores do que manada de elefante juntos quando se juntavam.
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  - Hoje é sábado, amor. – queria que os três não ficassem em casa. Ela adorava sábados à noite. Desde nosso início de relação, ela sempre dava um jeito de me fazer chamá-la para sair de sábados. Ela dizia ser bom porque não fazia nada o dia inteiro e podia dormir a hora que quisesse. Nós nunca dormíamos no sábado, se é que estou sendo claro.
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  - Certo. – respondo e ela sorri junto com os três do banco de trás. – Mas sem voltar tarde.
  - Vamos voltar cedo. – Pat diz, animado.
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  Sorrio, certo de que essa era uma promessa que eles não iriam cumprir. Eu apenas teria de acordar no dia seguinte e dar-lhes um sermão. Ser pai não é tão difícil.
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Capítulo 2

  - E como andam as mudanças? – Jared perguntava para mim durante o nosso intervalo do trabalho na cozinha. Preparávamos um lanche com uma xícara de café para nós dois. Trabalhávamos com contabilidade. O que seria isso? Bom, vamos dizer que Paris Hilton gaste tanto por mês. Eu faço a soma de tudo o que ela gastou e dou-lhe o resultado, dizendo se ela deve diminuir as compras, o que ela nunca faria, o que resultaria dela ir à falência. De qualquer maneira, eu faço isso mais com empresas do que artistas. Lidar com artistas é burrice e coisa para iniciante. Tudo o que eles sabem fazer é mandar e esperar que lhes digamos amém por ter recebido trabalho. Trabalho na empresa fazem 15 anos.
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  - Que mudanças? Os três estão me fazendo comprar tudo novo. – falo sério. – Este mês estou com as contas no topo da cabeça! – me sento na cadeira e suspiro. – está tão animada que mal consegue parar de falar nas mudanças de suas roupas e acessórios. Ela acha que mudar de quarto significa mudar tudo o que tem dentro dele, inclusive suas roupas.
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  - John, se está tão atolado assim, fale com a . – Jared sempre achava que fosse uma pessoa compreensiva. Ela era, quando não estava decorando um novo apartamento para seus únicos dois filhos. O olho com uma expressão que o faz entender de que não adiantaria, quando se trata de nossas esposas, elas não são muito diferentes uma da outra. – Bom, então é melhor dar um jeito.
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  - Estou fazendo hora extra. vai me matar. – falo com uma careta, passo a mão no rosto. – Ela odeia quando volto para casa e já está dormindo.
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  - Bom, das duas a uma. Ou ela te tem mais cedo em casa e para de comprar compulsivamente, ou ela compra e lide com o fato de não te ver até o dia seguinte. Ou nos finais de semana.
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  Ficamos calados pensativos, olhando um para a cara do outro até Jared rir:
  - Ela nunca vai parar de comprar. – ele fala e eu rio junto. – É da natureza das mulheres. Elas não param nem quando não tem dinheiro.
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  - O que nunca irá acontecer com . – aponto para ele rindo, me referindo à minha esposa passar por alguma dificuldade; ele pisca.
  - Nem com .
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  - Principalmente com . – falo sério, o fazendo parar de rir receoso pelo meu nervosismo repentino. Volto a rir, achando graça em seu desespero. – Você tinha que ver sua cara agora!
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  - Não acha que estamos velhos demais para ficar fazendo esses tipos de brincadeiras um com o outro?
  Mais uma vez, trocamos olhares pensativos até cairmos na risada:
  - Pffff!!
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  - Posso saber o motivo das risadas para não estarem trabalhando? – ao ouvir a voz ecoar na cozinha, ficamos sérios imediatamente. Droga. Tenho que admitir, quando meu chefe quer ser um filho da puta desprezível, consegue com a maior facilidade. Sua maior dificuldade é ser simpático, principalmente com seus funcionários.
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  - Estamos no intervalo, senhor Brock. – Jared diz, mais sério.
  - Então vejam se não extrapolam no volume de suas vozes, há outras pessoas trabalhando…
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  Sua voz se distancia a cada passo que dá para longe da cozinha. Eu e Jared nos entreolhamos e suspiramos, certos de que se não voltássemos a trabalhar logo, logo seriamos abordados por Brock.
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  - Às vezes me pergunto se a função dele aqui na empresa é mesmo mandar nas pessoas, porque está mais para encher o saco delas. – Jared disse, antes de começar a começar seu lanche.
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  - PAIÊÊÊ! – suspiro cansado e finjo dormir no sofá com o jornal em cima do rosto. – Pai, o senhor estava respondendo o Pat há 2 minutos, não me engana.
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  Bufo e retiro o jornal do rosto.
  - O que quer que seja, a resposta é ‘não’.
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  - Não posso voltar para casa nos finais de semana? – ela me olha surpresa. Abro um pequeno sorriso. é, definitivamente, uma O’Callaghan.
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  - Se esqueceu a quem você puxou, criança? Não adianta me enganar, você entendeu muito bem meu ponto. Não vou levar ninguém a nenhum lugar.
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  - E dar dinheiro?
  - Muito menos.
  - Mas paai…
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  - Nem mais, nem menos. Vocês já gastaram demais, acham que dinheiro cai do céu ou se planta de montão por aí? – falo nervoso e ela emburra.
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  - Acontece que eu prometi pra que a gente ia no shopping comprar o presente de aniversário da ! – ela levanta os braços nervosa.
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  - Tenho certeza que já ganhou presentes demais para o aniversário desse ano com o apartamento de vocês.
  - Pai!
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  - ! – a imito e ela bate o pé. – Você tem mesada, faça bom proveito dela.
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  - Mas minha mesada é para eu comprar meu carro! – não pude retruca-la depois de ouvir seu desabafo. Ela finalmente havia conseguido minha atenção. Levanto a sobrancelha e fico pensativo. Então era para isso que ela recebia os 50 reais mensais e ia para o banco com todo dia 6. Mistério desvendado.
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  A questão agora é: Se ela recebe 50 dólares desde os 8 anos e se encontra com 18 agora, são 12 meses multiplicado por 10 anos, que dá 120 meses, este, multiplicado por 50, dá… 6 mil dólares? Mais rendimentos? Isso se ela não colocar o resto do dinheiro que sobra quando recebe para viagens e passeios com as amigas.
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  Suspiro e tiro a carteira do bolso, derrotado. Dessa vez ela mereceu. Tiro uma nota de 50 dólares e lhe entrego, a fazendo sorrir e me abraçar, dando um beijo em minha bochecha e gritando por Pat logo em seguida.
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  - Pai, Pat pode me levar com o carro? Por favor… – ela ajoelha e abraça minha perna assim que envio o meu olhar de que ela estava exagerando bastante nas exigências. Encaro mais uma vez seu rostinho lindo e vejo a garotinha que sempre amei carregar no colo. Reviro os olhos.
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  - Ele sabe onde está a chave. – murmuro. – O meu, não o da sua mãe! – falo mais alto ao vê-la correr escadaria acima gritando por Patrick. Me levanto e sigo para meu escritório. Sexta era dia de trabalho em casa. Ligo meu computador e vou direto checar a conta bancária de .
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  Saldo de $7,786 dólares. Sorrio. Minha filha era mais esperta do que eu imaginava.
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  - O que está fazendo na conta de ? – ouço a voz de atrás de mim. – Por Deus! Ela anda roubando? Desde quando ela tem tudo isso na conta? Temos que conversar com ela! – rapidamente ela ameaça sair do escritório, mas consigo segurar seu braço a tempo de explicar e evitar uma guerra em casa:
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  - Ela deposita o valor da mesada desde que começou a receber para comprar um carro para si. – falo, olhando para a tela ainda descrente e então olho para , que se endireita e cruza os braços. – Ela conhece a mãe que tem. – sorrio.
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  - E conhece muito bem. – a ouço falar séria. – não irá comprar este carro, John.
  - Ela faz o que ela quiser com o dinheiro dela, amor.
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   olha novamente para a tela.
  - Ela não conseguirá comprar um carro por quase 8 mil dólares.
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  - Querida, você sabe que não vou negar ajuda à ela no pagamento, se ela me pedir.
  - John O’Callaghan!
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  - Ela está fazendo por merecer, O’Callaghan! – a imito e ela revira os olhos. – Se Patrick fizesse o mesmo, já teríamos comprado o carro dele, já que ele teria 1.200 dólares a mais na conta.
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  - Você sabe minha opinião sobre mulheres no volante, ainda mais .
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  - Você não quer nem dar uma chance para ela! Pat não é tão lento quanto pensa que é no volante e você sabe disso. Quem garante que será apimentada?
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  - John, você conhece nossa filha e seu temperamento!
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  - Por achar que a conhecia, nunca imaginei que ela estivesse guardando dinheiro para conseguir o próprio carro. Sabe o quanto isso significa para o caráter dela? Você não está surpresa? Orgulhosa? Se nós juntarmos a poupança de faculdade dela, daria mais de 30 mil dólares!
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  - Nós iremos usar a poupança da faculdade dela para o casamento dela, John! – coloca as mãos na cintura. Reviro os olhos.
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  - , ela acabou de entrar na faculdade, quer parar de falar em casamento? – fecho os olhos, emburrado. Pensar em sua menina se casando com apenas 18 anos é um martírio para qualquer pai. – Além disso, um carro agora é bem mais importante do que um casamento em que nem o noivo ela sabe quem é! – eu odiava quando ela começava com o papo de casamento da . Quando era sobre o Patrick, ai de quem iniciasse a conversa. Para , só de pensar em ver seu filho ser tirado de si por uma garota era motivo de enxaqueca.
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  - Não quero saber, John. não comprará o carro!
  - Ela faz o que quiser com o dinheiro dela, .
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  - Você podia ao menos concordar comigo e me ajudar!
  - Se fôssemos mais compreensíveis com ela, nós pelo menos estaríamos sabendo do fato de que ela junta dinheiro para um carro!
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  Toc Toc
  Olhamos os dois para a porta do meu escritório e Pat aparece:
  - Pai, a gasolina do carro está acabando, quer que eu encha?
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  Pego minha carteira e tiro outra nota de 50, lá se vão 100 dólares e o final de semana mal começou.
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  - Dá o suficiente para o tanque do final de semana. – falo e ele concorda com a cabeça.
  - Valeu pai. ‘Tamo saindo.
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  - Cuide bem de sua irmã, filho. – beija sua testa e ele olha sério para a mãe. É claro que nós sabíamos que os dois não ficariam no mesmo lugar, mas gostava de fazer essa cena na minha frente, para quando eu jogasse em nossa conversa que ela não dá atenção à nossa filha, ela resgate esses meros momentos de atenção. – Sem discussão. – ela o empurra para a porta de leve e ao vê-lo fechar a porta, se vira para mim séria. – Não quero mais falar sobre esse assunto, John O’Callaghan. Se for para comprar um carro, será para Patrick. Não é justo receber um antes dele.
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  - Se ele ao menos juntasse dinheiro… Sabe, , está na hora desse garoto começar a trabalhar.
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  - Ele ainda está no segundo ano da faculdade…
  - Deixe-me lembrar quando eu comecei a trabalhar…
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  - Ele não é você, John! Aceite isso! As coisas mudaram, graças a Deus você recebe bem e eu também, e nossos filhos não precisam sofrer o que nós sofremos! Agora, pare de compará-los conosco!
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  - Então pare de mimá-los. Deixe eles conseguirem algo por si mesmos! Não somos eternos, , eles têm que aprender que têm de se virar. já tem um terço de caminho andado.
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  A vejo então respirar fundo.
  - Você sempre a protege.
  - Da mesma maneira que você protege Pat.
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  Silêncio. Ela coloca as mãos na cintura. Passa os dedos pelo rosto e suspira.
  - Vou preparar o jantar. – finaliza a conversa, seguindo para fora do escritório e me deixando sozinho. Solto o ar e fecho os olhos, encostando na minha cadeira. era o poço de teimosia e eu acho que em toda nossa vida juntos, eu apenas a convenci uma única vez de fazer algo da minha maneira: Mudar a cor padrão do nosso casamento.
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Capítulo 3

  - , caramba, anda logo! – ouço Pat dizer fora do carro enquanto eu ajudava a guardar as bag freezers no banco traseiro do carro dela.
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  - Patrick, vamos indo na frente, tenho que passar no banco antes.
  - Ah, pai… – ele reclama e eu nada digo, entrando no carro. Resmungando, ele entra no banco passageiro e coloca o cinto.
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  - Filho, você sabe que estará responsável pelas três…
  - Eu sei, pai. – ele diz sério. – Mas se ficar de gracinha…
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  - Você me avisa e eu converso com ela.
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  Ele mais nada diz. Ficamos calados durante todo caminho até chegarmos a uma concessionária. Ele arregala os olhos e me olha:
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  - Tá falando sério, pai?
  - Direitos iguais. Sua irmã ganhou o apartamento, você ganha o carro. O próximo, você compra. E nada de 0km.
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  - NOSSA! – ele pula e me abraça. – Valeu, pai! – e olha para o carro que estava parado logo à frente com o vendedor sorrindo ao lado. Coloco as mãos no bolso e o deixo conhecer seu novo carro junto ao vendedor.
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  - CÊ TÁ BRINCANDO? – berra ao ver as chaves tilintando na mão de Pat quando entramos no apartamento. me olha surpresa e eu levanto os ombros com as malas nas mãos e então vejo o sorriso que não deixa de me conquistar a cada vez que aparece. – Vamos lá ver! – ouço nossa filha gritar e sumir de vista com Patrick.
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  - Onde eu deixo? – pergunto à minha mulher e ela se aproxima e pega cada uma das malas e as deposita no chão, enlaçando meu pescoço.
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  - O bom papai aflorou em você, é? – ela sorri encostando nossos lábios. Sorrio e a envolvo pela cintura.
  - Você gosta do bom papai?
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  A ouço dar uma pequena risada.
  - Eu ainda prefiro o papai safado.
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  - Isso é contra os princípios de John O’Callaghan. – falo sério e ela levanta uma sobrancelha. – Fora de casa, no lugar que nossos filhos irão morar. – sorrio malicioso e ela volta a sorrir juntando nossos lábios.
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  - Hew! – ouço em coro e nos separamos, vendo com a mão na maçaneta e a porta aberta e Pat com uma careta logo atrás.
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  - Querem saber como vocês vieram ao mundo? – pergunto sorrindo e faz uma careta pior ainda.
  - Eca, pai! Tem coisas que nós, filhos, não precisamos saber da vida dos pais.
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  - Para mim vocês eram virgens. – Pat fechava a porta e bate a cabeça nela. – Agora estou com essa visão do inferno na minha cabeça. Sai! Sai!
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  - Parem de falar besteira. – pega uma das malas. – Vamos, . Arrume seu quarto antes que a e a cheguem.
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  Sem dizer mais nada, acompanha a mãe. Antes de adentrar ao corredor, ouço a voz da mãe da casa para a minha infelicidade e do Pat.
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  - Vocês dois podem ir arrumar o quarto do Patrick.
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  Nos entreolhamos.
  - O senhor não vai mesmo…
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  - Vamos logo. – pego a mala dele que estava no chão e o vejo fazer manha.
  - Pai…
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  - Você não liga porque não mora mais com a sua mãe e não precisa ouvir as reclamações dela quando não quiser. Mas esqueceu quem divide a cama com ela e tem o resto da vida pra ouvir? – aponto para mim com a mão livre e ele ri pegando algumas sacolas e me seguindo. – Onde é?
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  - A primeira à esquerda. – o ouço dizer enquanto via e do outro lado do corredor, no quarto da frente.
  - Como ficou a divisão? – puxo conversa enquanto colocava as coisas na cama dele.
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  - Eu e ficamos com os quartos sem banheiro e as duas amigas dela vão ficar com a suíte. Porque somos irmãos e podemos dividir o banheiro e tal.
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  - Bom. – murmuro. – Espero que não afoguem um ao outro. – ouço sua risada de quem não ouviria o pai. – Me fala onde ficarão as coisas.
  - Essa mala é só de roupa, pode enfiar ali. – ele aponta para o armário que feio com o imóvel.
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  A compra foi uma pechincha, concordo. No início, estranhei um pouco, pelo fato de ser em um bom local, perto da faculdade e do comércio, bem movimentado à noite; o estado do apartamento estava praticamente novo devido à uma reforma que os moradores anteriores fizeram. O pai de era corretor, por isso, não tivemos problemas quanto ao contrato, além disso, o casal novato que vivia ali antes havia mudado de país, por isso, deixaram grande parte da mobília para nós. Tudo o que precisamos comprar foram as camas, apetrechos de cozinha e alguns eletrônicos.
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  Duas horas depois…
  - Pai, a cabeça é ali…
  - Patrick, aqui está escrito…
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  - Pai, fui eu quem montei isso no meu quarto!
  - Não discute comigo, moleque.
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  - O que é isso? – ouvimos a voz de e olhamos para o lado, vendo ela com , as amigas e os pais delas atrás. – Não era para estarem arrumando o quarto?
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  - Estamos arrumando. – Pat diz. – Resolvemos começar pela prateleira superior. – e o vejo apontar para os milhares de bonequinhos em suas armaduras em pé na tal prateleira. cruza os braços e vejo que é hora de amadurecer. Limpo a garganta e me levanto do chão, limpando as mãos uma na outra.
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  - , ajude o seu irmão. – me dirijo até a porta. – Boa… – olho para o relógio. – Noite. – levanto o braço para cumprimentar o pai de , que sorria.
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  - Eu entendo perfeitamente. – ele comenta. – Gostaria de ter um filho para curtir esses momentos de pai e filho.
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  Olho para o lado e vejo revirar os olhos.
  - Ele sempre fala isso. – ela murmura para que ri.
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  Sorrio e cumprimento os pais de . Em seguida, voltamos para a sala, onde sentamos e passamos a conversar, enquanto os donos da casa se arrumavam para os levarmos para um jantar.
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  - Depois diga quanto ficará o estacionamento e combustível mensal para , O’Callaghan. – ouço o senhor dizer.
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  - Não se preocupem com isso. Acho ótimo eles terem uma responsabilidade financeira a mais, onde poderão aprender com essas responsabilidades. – falo, vendo as crianças correrem de um lado para o outro, conversando animados e gritando como se estivessem em casa.
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  Passou-se uma hora quando as mães, com perda de paciência por ver os filhos não fazerem nada certo, decidiram colocar a mão na massa e cancelar o jantar fora, pedindo para eu e os pais das outras garotas sairmos para comprar algumas pizzas enquanto elas se certificavam de que tudo estaria pronto quando voltássemos com a comida.
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  - Então, John. – Mathew, o pai de , inicia a conversa. Eu dirigia enquanto os dois apenas puxavam assunto. Eu disse que não era muito bom com novas pessoas na minha vida, mas Steven, o pai de , era muito mais fácil conversar já que eu o conhecia fazia um tempo. – Com o que trabalha?
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  - Contabilidade. – respondo. – De empresas.
  - Seus filhos devem ser bom com cálculo então.
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  - Patrick é ótimo. – elogio meu filho, ele realmente se dava bem com matemática, só não gostava de admitir, porque como ele disse, seria condenado ao grupo dos nerds. – tem um pouco mais de dificuldade.
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  - E você ajuda seus filhos?
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  - Sempre que posso. Ou sempre que eles permitem. – falo em tom de riso, recebendo risadas dos dois, que entendem perfeitamente meu ponto de vista. Sabemos que há uma fase da vida de nossos filhos em que eles acham que sabem de tudo e não querem receber nenhuma lição de seus pais. Eu não me lembro de ter tido uma fase assim, já que meus pais nunca reclamaram, mas talvez seja apenas minha memória fraca com a minha infância.
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  - veio com uma conversa de começar a trabalhar para conseguir um dinheiro próprio. Diz que quer comprar o próprio carro. – o homem parecia mais inseguro do que orgulhoso. – Não sei se é uma boa ideia.
  - não. – Mathew ri. – Para ela, quanto mais tempo ficar longe do trabalho, melhor.
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  Os dois olham para mim esperando que eu falasse dos meus filhos, sem escolha e para não parecer grosseiro, digo:
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  - é boa em economizar o próprio dinheiro, ela guarda em sua mesada em uma poupança. Já Patrick é como .
  - Minha mulher é louca para que nossa filha comece a trabalhar. Acho muito cedo.
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  - Acho que nunca é cedo para o trabalho, Steven. – digo. – Se me pedisse para trabalhar comigo, eu não tardaria a arranjar algo para ela fazer. Acho bom quando eles vão a trabalhos voluntários ou pequenos estágios dentro da faculdade, as empresas estão valorizando muito mais um currículo gordo, do que o nome da faculdade em que a pessoa é formada.
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  - Concordo. – Mathew diz. – Esses jovens não dão valor para o dinheiro quando não custam a consegui-lo. Hoje em dia parece que as coisas vêm rápidas demais. É muito fácil ficar rico, se você está no lugar certo, na hora certa. – concordo com a cabeça. – Essa criançada precisa mais viver a vida ao invés de ficarem presas em casa sendo sustentadas.
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  No início, achei que nossa vida voltaria a ser pura tranquilidade. Sem crianças me pedindo dinheiro todos os dias ou avisando sobre saideiras, meu pensamento era que ficasse mais calma e dedicasse mais tempo à ela – ou a mim. Iludido, não foi o que aconteceu. Parece que quando os filhos saem de casa, as mães tem um motivo a mais para se tornarem mais paranoicas do que já eram. Apesar de não demonstrarem aos filhos, para nós, maridos, é muito claro a diferença de sua preocupação quando a noite chega e elas se perguntam se eles estão comendo bem ao invés de porcarias, se arrumaram a cozinha ou não deixaram o gás ligado. Além disso, arranjam mais coisas para fazer, como marmitas congeladas para enviar durante a semana, mandar a faxineira tirar um dia para limpar o apartamento deles e passar o dia planejando melhorias na moradia dos filhos.
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  Se não estão fazendo tudo isso, estão arranjando alguma reforma dentro de casa. As despesas estão somente aumentando de acordo com que os meses passam e as crianças se acostumam mais a viverem fora de casa. Eu e achávamos que teríamos elas de volta nos finais de semana, mas quando eles disseram que queriam morar fora, eles estavam sendo sérios.
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  Cinco meses se passaram desde que nos tornamos recém-casados. Ter uma vida aparente sem filhos me fez sentir velho. Admito que esperava por um momento de paz quando ouvia as discussões de e Patrick, mas agora que eles saíram, me pego olhando o calendário para ver quando eles voltarão para casa, nas férias.
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  - Que tal aumentar meu escritório? – pergunto para , que estava deitada ao meu lado no jardim. Era sábado e nós (“nós” = ) estávamos planejando a reforma de nossa casa, agora que as contas estavam quitadas e a poupança, cheia.
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  - Que tal reformar minha cozinha?
  - Você já tem uma cozinha bem equipada, senhora O’Callaghan.
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  - Se quer comida mais gostosa, vamos reformar a cozinha primeiro. – lá vem a teimosia de O’Callaghan e John perde a guerra, mais uma vez.
  - Tudo bem… Vamos falar com .
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  Minha irmã é arquiteta. E das boas. Ela quem reformou a nossa casa, quando eu e estávamos para casar. Ela quem construiu sua casa com Jared, já que ela disse que apenas ia se casar com ele quando tivessem um lugar só deles. E o lugar só deles que ela se referia era uma casa construída por ela. Demorou cerca de um ano e meio e o dobro de dinheiro para construí-la, mas eles não têm filhos para se preocupar, então não foi um desfalque econômico total.
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  - Oi, pai! – ouvimos a voz de gritar de algum lugar na entrada da casa e nós dois olhamos para trás, vendo seu semblante se aproximar com Patrick logo encostando no batente da porta para o nosso jardim.
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  - Claro, sempre o pai primeiro. – dramatiza.
   ri e revira os olhos, eu aponto com a cabeça para a mãe e ela segue para o abraço, antes que ela fique órfã.
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  - Pai, então… – ela coça atrás da orelha e eu fico sério. Lá vem. Eu sabia que não ia dar seis meses para ela vir me pedir outra coisa. Em casa, temos um código. As crianças, sem perceber, iniciam um diálogo com “então” toda vez que estão encrencados e precisam da minha ajuda (ajuda = dinheiro). Me mantenho calado olhando para ela, significando que eu estava prestando a atenção. – Já que o Pat está trabalhando… – como eu gostava de ouvir aquilo. Era como música para meus ouvidos. Mesmo eu continuando a pagar todas as contas dele, pelo menos agora eu fazia uma transferência mensal da mesada dele para a conta, uma vez que ele não me pede mais dinheiro. Isso sim é bênção para um pai. – E eu estou no fim do meu segundo semestre… – ela está enrolando muito, a coisa vai ser bem feia. Olho para e a vejo tão séria quanto eu, ou seja, não havia falado sobre o assunto com ela. – Eu queria saber se eu também não podia trabalhar. – ela finaliza rapidamente.
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  Arregalo os olhos em surpresa e olho para minha mulher, que estava boquiaberta.
  - Você quer trabalhar? – pergunto e a vejo concordar com a cabeça. – Com o quê?
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  Ela levanta os ombros.
  - O senhor não podia ver se eu podia, sei lá, estagiar na empresa? Afinal, é com o que eu vou querer trabalhar mesmo… – e coça a nuca. Ela estava nervosa.
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  Sorrio e olho para , que balança a cabeça indicando que eu poderia fazer o que quisesse.
  - Claro, meu amor. Vou ver isso amanhã mesmo.
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  - Sério? – concordo com a cabeça e ela pula animada. – Finalmente! Eu vou poder juntar dinheiro pra comprar meu carro!
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  - Opa, opa, opa! – cutucou a ferida da mamãe. Reviro os olhos e pego meu celular, ligando para e deixando a discussão para trás. – Que história é essa?
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  - Ah mãe, fala sério, eu já vou fazer 19 anos e não tenho nem carteira de motorista!
  - Você tem um irmão com carro.
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  - Um irmão que quase nunca está disponível quando eu preciso.
  - Hey! – ouço meu filho protestar.
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  - Espero que seja importante, estou no meio de um projeto. – ouço a voz da minha irmã ecoar no telefone.
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  - É importante, quer reformar a casa e começar pela cozinha. – falo ainda ouvindo a discussão da minha mulher com nossos filhos.
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  - Do jeito que está aí, parece que não vai sobrar para a reforma da cozinha. – minha irmã é muito engraçada quando quer, adora atiçar o fogo quando já estamos em um incêndio.
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  - Rá-rá. veio com a conversa de comprar um carro.
  - Entendi. – ouço seu suspiro. – Não sei quem é pior.
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  - O pior é que vai sobrar para mim.
  - Como sempre.
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  Dou risada.
  - Você conhece minha família bem demais, .
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  - Não tem jeito, é inevitável, John. Você se casou com a minha melhor amiga, lembra? Eu te avisei sobre nossa relação, lembra?
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  - E você o meu melhor amigo, então estamos quites.
  - Falando nisso, fala para o seu amigo que eu não quero ter filhos ainda.
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  Fico sério.
  - Jared quer filhos?
  - Para ontem.
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  - Vou conversar com ele.
  - Obrigada.
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  A questão é a seguinte: Apesar de eu saber que está mesmo na hora dos dois iniciarem a família, eu não consigo imaginar minha irmã menor tendo filhos. Ela é minha irmã menor e nunca deixaria de ser. Respeito o desejo de Jared em formar uma família completa como a minha, mas, pelo meu ponto de vista, estou fazendo um favor a ele quando digo que respeite a vontade da minha irmãzinha e não tenha filhos.
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  - Passo aí amanhã pra conversar com a .
  - Por que vocês sempre combinam de se reunir quando eu não estou em casa?
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  – Não é óbvio? Para podermos planejar gastos que você vetaria se visse o valor final.
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  - PAI! FALA PRA MAMÃE QUE EU POSSO DIRIGIR, SIM! ELA DIRIGE, NÃO SEI O QUE É ESSA FOBIA DE MULHER NO VOLANTE, ELA É O QUÊ, ENTÃO?
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  - MARIANA O’CALLAGHAN! RESPEITO COM A SUA MÃE! – berra. – VOCÊ PODE NÃO MORAR MAIS EM CASA, MAS CONTINUA SENDO MINHA FILHA E EU AINDA POSSO TE DEIXAR DE CASTIGO!
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  - A SENHORA VAI FAZER O QUÊ? ME MANDAR PRO QUARTO? PATRICK! ME LEVA PRA CASA!
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  Fecho os olhos.
  - Acho melhor você ir resolver isso antes que se transforme na terceira guerra mundial.
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  - É, eu vou indo. Te ligo depois.
  - Boa sorte. – é o que ouço antes de desligar.
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  Suspiro enquanto vejo e em pé uma de frente para outra. Patrick, para variar, havia sumido, mas não o culpo. Em brigas como essa, se você está por perto, provavelmente será afetado por elas.
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  - Vamos conversar civilizadamente. , respeito com a sua mãe.
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  - Não dá para conversar civilizadamente com essa garota, John. Acha que só porque saiu de casa que já é dona do próprio nariz e esquece que ainda é dependente de nós!
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  - Para de jogar na minha cara a minha dependência, tá legal? Eu to me esforçando pra não depender mais de vocês!
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  - Querem parar? – falo nervoso e perto de perder minha paciência. – Vamos conversar. , pode muito bem dirigir bem. E , não ache que é fácil ser independente, é preciso muita responsabilidade. Você saiu de casa não faz nem um ano e mostrar que é uma garota respondona à mãe não demonstra nenhum amadurecimento da sua parte.
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  - Mas parece que a mamãe fica me prendendo para eu ficar pra sempre dependente dos dois! Ela não me ajuda! Qualquer coisa que o Pat decide fazer, ela sempre apoia e o trata como se fosse o próximo presidente do país. Quando sou eu que decido fazer a mesma coisa, é como se eu estivesse planejando me juntar aos terroristas!
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  Olho para e ela revira os olhos e coloca as mãos na cintura. Ela sabia que tinha razão, assim como eu sei.
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  - Vamos fazer o seguinte. Vamos esperar você juntar o dinheiro pro seu carro e quando isso acontecer, conversaremos sobre este assunto. Até lá, sem discussão. – falo e concorda com a cabeça. Olhamos para a dona da casa e ela demora um tempo para responder, concordando no final. – Ótimo. Da próxima vez, tente não causar uma guerra na minha casa logo nos dez primeiros minutos. – falo para nossa filha, que dá meia volta e entra em casa. Vou até minha mulher e a abraço.
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  - Você devia acatar mais às minhas opiniões. – ela murmura emburrada. Sorrio e encosto o rosto no dorso de seu pescoço.
  - Eu sempre acato suas opiniões E decisões. Você sabe disso.
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  Ouço-a bufar, enquanto se remexe, mostrando desconforto.
  - Vamos lá, . Daqui a pouco ela estará se formando. Tem sido uma boa garota até agora.
  - Eu sei, eu sei. – ela se afasta de mim. – Mas… Olha, não vamos falar sobre isso, tudo bem? Vou preparar o jantar. E quando vem aqui?
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  - Amanhã.
  - Ótimo. – ela entra.
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  - Ótimo. – resmungo, pegando meu jornal e voltando a me sentar na toalha estendida na grama. – Ótimo porque eu não vou estar aqui dizendo que elas estão gastando demais com esses projetos. E com a discussão de hoje, ela provavelmente não hesitaria em dizer ‘sim’ caso quisesse criar um lago artificial no fundo do nosso jardim.
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Capítulo 4

  - Com licença, senhor Brock. Posso falar com o senhor por um minuto?
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  - Um minuto e nada mais, O’Callaghan, estou atolado de coisas. Entre. – o ouço dizer por trás de sua mesa e só eu sei o quanto eu me segurei, e me seguro sempre que falo com ele, para não bater em seu nariz gordo e redondo. Não que eu pudesse dizer algo sobre os narizes alheios, já que o meu não é lá aquelas coisas que eu possa me orgulhar, mas como o nariz foi a primeira coisa que vi nesse homem, ficou marcado.
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  Adentro à sala e me mantenho em pé.
  - Eu gostaria de perguntar, se é possível de eu arranjar um estágio para minha filha aqui na empresa, senhor. – eu odiava ser humilde perto dele. Eu sou humilde. Mas o que eu daria para dar um chute na bunda desse cara, não tem preço.
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  Ele levanta o olhar e uma sobrancelha junto.
  - O que faz sua filha, senhor O’Callaghan?
  - Administração. Na federal da cidade.
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  Ele concorda com a cabeça e encosta no banco.
  - Sente-se. – e aponta para a cadeira à frente de sua mesa.
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  Lá vem.
  Rapidamente, sigo até o lugar indicado por ele e me sento calado o observando.
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  - Quer dizer que sua filha quer seguir os passos do pai?
  - Algo assim. Ela ainda está no início, mas gostaria de ter uma experiência em algo, para facilitar as escolhas de uma profissão.
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  - Achei que tivesse um filho, O’Callaghan.
  - Ele optou por fazer outro curso.
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  - E você deixou? – ele pergunta surpreso.
  - Claro, senhor.
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  O vejo se manter calado e pensativo.
  - Sua filha escolheu seguir para contabilidade por conta própria?
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  - Sim, senhor.
  - Você não a influenciou em nada?
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  - Talvez o fato de eu ser o pai dela e trabalhar com isso, possa ter ajudado, mas diretamente, nunca sequer conversei com ela sobre o assunto. Minha filha é muito decidida sobre seus desejos. – e é por isso que é o orgulho do papai, gostaria de dizer.
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  Mais uma vez o vejo balançar a cabeça pensativo, e então se aproxima, apoiando os cotovelos em sua mesa e juntar as mãos.
  - Ela, por acaso, está na sala do meu filho, Kennedy?
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  - Não faço a mínima ideia, senhor Brock. – eu espero realmente que não, minha filha não merece uma cópia do pai escroto na vida dela.
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  - Provavelmente. – com isso, lembrarei de aumentar a mesada dela por aguentar o filho do diabo. – Kennedy não se sente muito à vontade na empresa. – ele parecia mais desabafar. – Façamos o seguinte, John. – desde quando ele é tão próximo à mim? – Traga sua filha amanhã de manhã para uma entrevista. Como ela e meu filho estudam juntos, vou procurar saber disso hoje, farei os dois trabalharem na mesma área, assim, quem sabe, Kennedy não aprenda a ter um pouco mais de amor pela profissão que lhe aguarda?
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  Tradução: Ele quer usar minha filha pra fazer o filho dele ocupar o lugar dele. É um sem vergonha mesmo.
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  - Sim, senhor. Obrigado.
  - Marque um horário com Brigitte. – Brigitte, a amante. – Diga que pedi para antes da reunião com as Indústrias Macorp.
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  Concordo com a cabeça e me levanto, retirando da sala e indo em direção à bela mulher sentada numa enorme mesa do lado de fora do escritório.
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  - Olá, John. – ela tinha mesmo uma voz bem sensual. Sorrio.
  - Senhor Brock pediu para agendar para amanhã de manhã, antes da reunião com as Indústrias Macorp uma entrevista para minha filha.
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  A vejo levantar uma sobrancelha.
  - Não sabia que tinha filhos.
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  - Dois. – e uma mulher de tirar o fôlego, se quer saber.
  - Que adorável. – tradução: Mas que diabos!
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  Sorrio e a vejo abrir uma agenda de couro preta e pegar sua caneta.
  - Que tal às… Nove?
  - Perfeito.
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  - Está marcado.
  - Obrigado, Brigitte.
  - À disposição, John.
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  Sem mudar minha expressão à sua frente, me viro e saio em direção ao elevador que me levaria de volta para o caos do meu trabalho. Apenas desfaço o falso sorriso quando a porta se fecha e ela não podia mais me ver.
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  Ding Dong
  - Ah, olá senhor O’Callaghan, entre! – sorria e abria a porta do apartamento onde estavam hospedados.
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  - Desculpe o horário, está?
  - Tá sim, fica à vontade, vou lá chamar ela! – ela rapidamente fecha a porta atrás de mim e some no corredor dos quartos.
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  - Boa noite, . – falo ao ver a garota na mesa cheia de cadernos e o notebook aberto. Ela levanta os olhos surpresa para mim atrás de seus óculos de grau e sorri, se levantando.
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  - Boa noite, senhor O’Callaghan, eu não o havia visto aí, desculpe!
  - Sem problemas. Estudando? – olho para o material espalhado pela mesa.
  - Tenho prova semana que vem. E um trabalho para sexta.
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  Concordo com a cabeça.
  - Está gostando daqui?
  - Muito!
  - E Patrick…
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  - Ele é bem legal, senhor O’Callaghan, não estamos tendo nenhum problema com ele. – ela sorria demais e então me vê balançar a cabeça novamente.
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  - Oi pai! – me olhava surpresa e então se vira e volta à mesa estudar. – O que tá fazendo aqui?
  - Resolvi passar aqui antes de ir pra casa, você tem uma entrevista amanhã.
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  - Sério? – ela sorri. Concordo com a cabeça. Ela então pula e me dá um abraço.
  - Escuta… – sigo para o sofá com ela. – Você, por acaso, tem alguém chamado Kennedy Brock na sua sala?
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  Ela fica séria e vejo até levantar a cabeça ao ouvir o nome do garoto. Eu imagino que a resposta fosse positiva.
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  - Hm… Tenho. Por quê?
  - Ele provavelmente irá trabalhar com você.
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  - TÁ FALANDO SÉRIO? – ela berra se levantando. – Desculpe. – coloca as mãos na boca ao ver minha careta.
  - O pai dele é meu chefe.
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  - O pai do Kennedy é seu chefe? – me olha absorta e eu concordo com a cabeça. – Ele deve ser tão legal quanto o filho.
  - Você está sendo irônica?
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  - Cem por cento. Pai, o Kennedy é o cara mais mala que eu já conheci. Sério. Não tem como nós trabalharmos separados?
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  - O pai dele é o chefe. – repito. Ótimo, definitivamente irei aumentar a mesada dela.
  - Lembra quando o Pat entrou numa confusão no começo do ano?
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  Concordo com a cabeça.
  - Foi com o Kennedy. Ele se acha o bambambam da faculdade só porque o pai dele é rico e tem um cargo alto em uma empresa grande. Então acho que era por isso que o Pat brigou com ele. Na época ele só me falou que o Kennedy o havia provocado, mas não me disse o que ele havia dito.
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  Moleque problema. Agora irei aumentar a mesada de Patrick também. Se ele conseguiu quebrar o nariz do garoto, duplico. Suspiro. Estou colocando minha filha numa encrenca.
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  - Talvez seja melhor procurarmos outro trabalho para você, filha. – falo receoso.
  - Não pai! Eu consigo lidar com ele, sério! Eu quero muito trabalhar na sua empresa!
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  Se ela acha que dizendo isso irá conseguir que eu aumente ainda mais a mesada dela, ela conseguiu.
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  - Isso é um estágio, filha. Você não poderá entrar e sair quando bem entender.
  - Eu sei, eu consigo lidar com isso. Sério.
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  Me mantenho calado por mais um tempo, a observando. Olho para atrás dela e vejo olhando boquiaberta em nossa direção. Suspiro.
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  - Tudo bem. – me remexo desconfortável. – Passo aqui quando estiver indo para o trabalho. Oito e meia. Em ponto.
  - Estarei pronta. – ela sorri. – ‘Brigada pai. – e me abraça além de depositar um beijo em minha bochecha. Sorrio e me levanto.
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  - É melhor eu ir antes que sua mãe me ligue perguntando se deu tempo de eu engravidar ao menos cinco mulheres. – reviro os olhos ao lembrar da última vez que me ligou por causa da minha demora para retornar para casa. Ela era sempre tão criativa que eu até me espantava quando dizia que não estava com humor para imaginar algo.
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  Noite do dia seguinte…
  - Então… – colocava a mesa para nós dois. Desde que Pat e se mudaram e passaram a vir com menos frequência para casa, ela reclamava da quantidade de comida que tinha que fazer. Eu nunca a entenderia. Quando eles estavam, ela brigava pelo fato de ter de fazer muita comida sozinha, agora que eles foram, ela reclama que quer voltar à quantidade anterior. Mulheres.
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  A olho esperando por uma especificação do início de sua sentença e ela coloca as mãos na cintura.
  - .
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  - Ah, sim. Ela conseguiu. Começa semana que vem. – sorrio e volto minha atenção à comida.
  - E quanto ela irá receber, o que fará… John! Será que eu terei de ficar perguntando tudo?
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  - Ora mulher, você quer que eu conte tudo na hora do jantar? – aponto para meu prato feito e ela então revira os olhos e tira meu prato de minha frente e o guarda no forno. – Mas o que…
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  - Me conte sobre e depois janta, já que essa conversa o atrapalha tanto.
  Fico boquiaberto a olhando e então respiro fundo, tomando toda minha paciência.
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  - Ela trabalhará das duas da tarde às oito da noite. Receberá 700 dólares por mês, mais vale transporte e refeição.
  - Ela receberá tudo isso por mês? No primeiro estágio?
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  - Sim, , agora pode… – aponto para o meu prato de comida, mas não sou ouvido.
  - Ela não deveria começar por baixo?
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  - Tecnicamente, ela está começando por baixo, meu amor. Eu ganho muito mais do que ela.
  - E quanto você ganhava quando entrou na empresa?
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  - Isso não vem ao caso. – desconverso. – Naquela época as coisas não eram tão caras como são agora. Tudo de acordo com o tempo em que vivemos.
  - Mas…
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  - , toda essa contradição é pelo fato de juntar dinheiro para comprar seu carro? – me canso e a vejo olhar para o lado. – Pois fique tranquila, ela não comprará o carro enquanto não houver carteira de motorista e isso não irá acontecer enquanto ela ficar trabalhando de segunda à sábado.
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  - Ela trabalhará de sábado?
  - Ela se ofereceu, Brock aceitou.
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  - Mas é demais para uma garota de 19 anos.
  - Diga isso à ela e à ambição dela. Agora, pode me devolver meu prato, por favor? Eu estou mesmo com fome.
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  - Quem vai levá-la e buscá-la no trabalho? – essa era uma cena não frequente no meu dia-a-dia. raramente se preocupava com , pois sabia que disso eu fazia muito bem e que nossa filha era absolutamente independente de nós dois.
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  - Ela irá direto da faculdade. Patrick irá buscá-la. Parece que ganhou um carro e se ofereceu para ir pegá-la caso Pat não queira.
  - Mas ela teria de pagar…
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  - Isso é com ela. Agora ela já tem o próprio salário. – me levanto e pego meu prato de sua mão. – Se não se importa, eu estou faminto e preciso terminar um trabalho para amanhã.
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   se senta pensativa, mas tão pensativa que não brigou comigo por pegar algo de sua mão.
  - E como foi com ?
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  - Ah sim, fora fácil, não vamos mudar muita coisa. – ela volta a sorrir. Mexo a cabeça de modo que pedia para que ela continuasse. – Vamos mudar os azulejos de cima da pia e mudar o filtro dela, que está péssima. Podemos trocar a geladeira? Eu gosto do meu fogão.
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  - Claro. – Claro que ela gostava do fogão dela, eu dera um novo em nosso aniversário de casamento ano passado quando ela surtou com o objeto na loja. Não pude não comprar para ela.
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  - Ótimo. – ela sorri. – E vamos colocar mais algumas luzes ali perto da bancada porque o número de vezes que já me cortei pela falta de iluminação chega a ser absurda. E pintar as janelas para o jardim. Elas estão desgastadas e fazendo barulhos estranhos. Fora que eu realmente gostaria de poder abri-las no início do dia quando o vento é mais leve e gostoso.
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  Concordo com a cabeça.
  - E vamos ter de comprar outra mesa de jantar. está reclamando do tamanho da mesa do apartamento porque está ocupando todo o espaço com suas lições e trabalhos. Podemos dar essa para eles e ver uma nova para nós.
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  - E aquela?
  - irá comprar e deixar em seu quarto. De acordo com , a menina não tem nada no quarto mesmo.
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  Balanço a cabeça novamente.
  - Vamos amanhã na loja procurar os modelos dos azulejos. Te mando as fotos por celular.
  - Escolha o que quiser, . A cozinha é sua.
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  - John. Eu estou querendo que você faça parte da reforma da nossa casa, você pode se importar, nem que seja um pouco?
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  Mas eu não me importava. Ainda assim, afim de evitar uma discussão com minha esposa, finalizo nossa conversa da maneira mais prática: Deixando-a vencer.
  - Claro, me desculpe.
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Capítulo 5

  - Como vai o trabalho? – minha mulher pergunta à minha filha enquanto jantávamos. viera passar o final de semana em casa, já que Patrick fora viajar com os amigos, estava ocupada com algo e estava preocupada com os estudos.
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  - Tirando o fato de Kennedy estar ainda mais mala para cima de mim, ótimo. – a ouço falar. – Mãe, a senhora não vai acreditar.
  - O que eu não acreditaria?
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  Eu adoro quando as duas cismam em fofocar na hora do jantar. O único momento em que eu não posso simplesmente me levantar com meu prato e ir para sala, onde poderia ligar a TV e assistir a um bom programa. Não. Nos O’Callaghan’s, a refeição era fundamental. De onde eu tirei essa porcaria de regra, eu não sei. Talvez tenha pensado para segurá-los até tarde sextas à noite quando os dois eram menores.
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  - e Pat estão saindo. Eu tenho certeza.
  Olho para . Eu ouvi direito? Patrick saindo com uma garota?
  - COMO? – arregala os olhos e eu fecho os meus. – Como eles estão saindo? Saindo como?
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  - Saindo, mãe! Carícias, beijos e tudo mais! Quero dizer, disse que não tem nada a ver e que Pat só foi legal e a levou num festival que ninguém queria ir. Mas desde então ele anda bem fofinho com ela. Acredita que ele concordou em me acompanhar no shopping só porque eu disse que me encontraria com lá?
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  Bem, eu não acreditaria. Patrick sempre foi um garoto que se importou mais em sair com seus amigos do que dar atenção à uma garota. Nunca cheguei a pensar que ele se tornaria gay, mas sim que quando chegasse com uma namorada à tiracolo, fosse para casar.
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  Olho para minha mulher e a vejo com uma expressão terrível no rosto. Não era coisa boa. Não mesmo. Era melhor eu rezar por esta noite.
  - E você falou com seu irmão sobre isso?
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  - Ele apenas disse para eu ‘não viajar’. – faz aspas com os dedos. – Mas ontem ele a levou para ir assistir a um filme naquele festival onde as pessoas tem de ir com o carro para assistirem, sabe? – concorda com a cabeça. – Eu nem vi a hora que eles voltaram. E olha que eu fui dormir quase às 5 da manhã.
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  - COMO ASSIM? Mas eu vou conversar com Patrick. Esse menino está achando que carro é o quê? – abro um pequeno sorriso. Não posso evitar gostar quando as escolhas de acabam trazendo problemas para ela. Eu nunca diria “eu disse” para minha esposa que tanto amo, mas não tirarei meu prazer de me revigorar em seu estresse.
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  No dia seguinte, continuava a falar sobre o possível relacionamento de Patrick. Ela estava mais preocupada em ser tirada de seu posto de mulher da vida de seu filho, do que dele engravidar a garota por morarem no mesmo apartamento.
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  No trabalho, me lembrei da conversa que havia tido com há alguns dias. Eu ainda devia uma conversa com Jared, por isso, liguei para avisando que sairia com meu amigo antes de ir para casa e, pela primeira vez, não ouvi seu drama. Pelo contrário, ela concordou rápido demais; eu sabia que ela aproveitaria o tempo para fazer uma visita ao lar de nossos filhos. Espero que não esteja lá.
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  - Jared, vamos tomar um café depois do trabalho? – olho para seu lado da divisória e ele me encara surpreso. – e estarão juntas o dia inteiro vendo as coisas da reforma da nossa cozinha e eu queria bater um papo com você. – invento.
  - Claro. – ele sorri e eu retribuo, voltando ao trabalho. Suspiro.
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  - Com esse negócio de reforma na sua casa, veio com um papo de que estava precisando dar um jeito em nosso jardim.
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  - Hm… Jardins não são nunca uma boa escolha para investimento.
  - Eu sei. Ela quer criar um jardim japonês. Imagine só!
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  Dou uma risada e peço um café. O vejo fazer o número dois com os dedos, indicando que queria o mesmo que o meu.
  - E como andam vocês dois?
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  Ele fica me encarando com a mesma expressão e então balança a cabeça com um sorriso.
  - te falou alguma coisa?
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  - Na verdade, falou. – melhor que sua irmã ser previsível, é seu melhor amigo e marido dela ser esperto e te conhecer o suficiente para ir direto ao assunto. – Ela comentou que você quer filhos.
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  Ele encosta no banco e passa as mãos no cabelo.
  - Eu quem deveria fazer isso. – aponto para sua reação.
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  - Acho que ela entendeu errado, John. – ele fala e eu levanto uma sobrancelha. – Nós estávamos conversando sobre nossos investimentos e futuro. E eu disse que seria bom se deixássemos uma poupança guardada para no caso de termos filhos. Não que precisemos ter um agora. Então ela desconversa sempre que eu entro no assunto.
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  - Então você não quer filhos com ela agora?
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  - Querer eu quero, né. Mas sei que ela é bastante insegura com tudo isso e essa história dela ser apavorada por partos não ajuda. Eu respeito. Só não quero que seja tarde demais para ela engravidar e eu não ter a oportunidade de ter filhos.
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  Pensando pelo lado dele, ele estava até que certo. Encolho os ombros.
  - abomina a ideia de dar à luz.
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  - É. – Jared parecia bem triste com este fato. Também, que homem casado e estabilizado não estaria? Ele via minha família enérgica com as crianças e tudo o que pensa é que precisa aumentar a sua logo.
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  - Mas logo ela verá que é uma boa. – tento ser positivo.
  - John. – ele estava bem sério agora. – Ela veio com uma conversa de adotar.
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  - O quê?
  Ele concorda com a cabeça. Suspira e balança a cabeça, não conseguindo esconder sua tristeza.
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  - Ainda se nós dois fossemos estéreos, mas não somos. Podemos ter filhos.
  - Ela está mesmo exagerando.
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  - Não é que eu queira tê-los agora, para anteontem. Eu só queria que ela quisesse ter esses filhos. Com nossos genes.
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  Concordo com a cabeça.
  - Vou conversar com ela. – sorrio calmo e ele sorri de volta.
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  - Não precisa forçar a barra. – ele diz receoso. – Ela sempre se estressa rápido. – olha para o lado, provavelmente se lembrando de alguma situação que passara com ela nervosa. – Só quero que ela veja que eu quero um filho sangue meu. Que possam dizer que é a minha cara, por ser parecido fisicamente comigo, não por ter o mesmo gênio que o meu ou ser tão engraçado quanto eu.
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  - Não se preocupe. – boto a mão no ombro dele. – Vou falar com ela e abrir seus olhos.
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  - … Ou esse? – me mostrava milhares de amostras de azulejos. Aponto para o primeiro que vi aceitável e ela sorri.
  - Eu disse para você que ele ia gostar desse.
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  Minha irmã revira os olhos e cruza os braços.
  - Que seja, eu tenho que ir. – olho no relógio. – Jared deve estar nervoso com a minha demora.
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  - Ele aguenta mais um pouco. Preciso conversar com você. – me levanto. Sinto as duas se entreolharem atrás de mim e então os passos rápidos de atrás de mim até o escritório.
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  - A casa ficara tão mais silenciosa com a saída dos dois. – ela lamenta por mim. Eu pensava nisso todos os dias. Sem mais reclamações de barulho ou pedidos para diminuir o volume. Agora eu sentia falta desses problemas. – Então, qual o problema? Nós sequer estamos gastando muito, então não me venha com o blábláblá de economia…
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  - Eu quero falar sobre você e Jared. – a corto e a vejo arregalar os olhos. – Fui falar com ele sobre o que você me dissera.
  - E… ?
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  - E você o interpretou errado.
  - Como assim? – ela se endireita. – Tenho certeza de que o entendi muito bem.
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  - Não , não entendeu. – sento na cadeira ao lado do dela em frente à minha mesa. – Não é que Jared queira filhos agora, agora. O fato é que você é quem não quer ter filhos de vocês dois e isso o preocupa, porque ele quer um herdeiro de seu sangue, entende?
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  - John, ele sabe muito bem do meu problema…
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  - Ele sabe, eu sei. – a corto mais uma vez. – Mas você sabe a vontade dele de ter filhos? Olha, não deve ser fácil para ele olhar para mim e minha família feliz e quando olhar para dele, estarem apenas vocês dois. Claro que você é mais do que ele sempre pediu. – acrescento ao vê-la abrir a boca para retrucar. – Mas ele quer uma família. E ele não se importa mesmo em adotar. – continuo falando e a vejo arregalar ainda mais os olhos, provavelmente surpresa por eu saber deste caso. – Desde que ele tenha pelo menos alguém com o DNA dele dentro de si.
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  Ela se mantém calada olhando para as mãos que se apertavam entre si em cima de seu colo. Ouço seu suspiro e as pernas balançarem em um tique.
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  - Vou pensar.
  - Pense. – concordo. – Ele só quer que você saiba do que ele quer. Porque o que você quer ele já decorou.
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  Ela balança a cabeça concordando e então se levanta, me fazendo a copiá-la.
  - Obrigada pela ajuda, irmão.
  Sorrio.
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  - Irmãos mais velhos são para isso. – abro os braços para puxá-la para um abraço e recebo um forte, como era quando éramos menores e civilizados. A época em que não brigávamos mais.
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  - Estou preocupada. – de repente diz ao meu lado na cama. Desvio meu olhar do livro para ela, que encarava o teto.
  - Com o quê?
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  - Patrick.
  - . Quando você não está preocupada com ele?
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  - Eu sei, eu sei. É só que… Toda essa história dele estar saindo com … Eu não consigo engolir. E eles ainda moram na mesma casa.
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  Me mantenho calado apenas a observando, até a ver se virar para mim ainda deitada.
  - Você vai ter que conversar com ele.
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  Ah… Droga.
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Capítulo 6

  - Pai, não dá para ser outra hora?
  - Se você quiser continuar tendo um pai amanhã, você irá me obedecer e vir tomar um café comigo agora. – digo saindo de casa com um casaco. Ouço então passos arrastados atrás de mim.
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  - Não sei o que pode ser tão importante.
  - É bem importante. – murmuro e ligo o carro, seguindo para uma cafeteria no centro da cidade.
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  Eu me lembro quando meu pai falou comigo sobre sexo. Nós estávamos em um estábulo prestes a montar em um cavalo e praticar um exercício másculo (correr atrás de ovelhas na fazenda do meu tio-avô) quando ele começou a falar sobre os problemas de ter um filho. Na hora, achei que ele quisesse me pedir para me alistar no exército, como ele e meu avô fizeram durante a juventude. E então, de repente, ouço a conversa passar a ser sobre as vantagens dos preservativos e quão bom seria se na época dele houvesse algo eficiente como aquilo. Saber que meus pais poderiam ter feito mais sexo não foi a melhor maneira de falar sobre o assunto comigo, mas definitivamente me deixou traumatizado o suficiente para comprar caixas de preservativo na época da universidade.
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  Deixo as chaves com o manobrista e sigo até a mesa mais afastada de todos. Se teríamos essa conversa, deveria pelo menos respeitar a privacidade do meu filho. Uma garçonete se aproxima e nós fazemos os pedidos. Olho para Pat, que me olhava curioso e então deixo escapar:
  - Sua mãe está preocupada com o fato de você e estarem saindo e morarem na mesma casa.
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  - , fofoqueira. – o ouço sussurrar e levanto uma sobrancelha. – Olha pai, não estamos nem ficando, só saindo, é sério. Mamãe não tem nada que se preocupar.
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  - Você sabe como ela é com você. – digo, mexendo na borda do aparador de prato. – Quando falamos de você, a fera vira monstro.
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  - Eu sei. – ele faz uma careta. – Mas o senhor tem que falar pra ela que não é nada sério. Quero dizer, é toda certinha e ainda tem no nosso pé.
  - no pé?
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  - É. Ela fica falando que depois que eu e a começamos a sair, ela tem ficado menos tempo com a amiga. Mas a culpa não é minha, certo? Se a quisesse sair com a , ela simplesmente me diria que não dava para sairmos.
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  Ah, essa cena. Eu e Annie passamos pela mesma situação quando eu estava namorando . Ao invés de ter ciúmes do irmão, elas têm ciúmes da amiga. Como um homem e irmão que passou por isso, repentinamente me sinto no dever de ajudar Patrick.
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  - Vendo pelo seu ponto de vista, sim. – ele me olha confuso. – Mas vendo pelo de , não, filho.
  - Não entendo.
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  - Hum… – paro para pensar. – Já pensou que gosta de você e não quer deixar você mal e acaba cedendo a tudo o que faz? é a amiga dela e sempre irá entender. O problema das mulheres é que quando elas se tornam melhores amigas, parecem até que nasceram do mesmo útero. Elas fazem tudo juntas, por isso, quando chega uma terceira pessoa, é normal que a que sobre fique solitária e nervosa com a razão de sua melhor amiga ter sido tirada de si. e são amigas desde pequenas, não é normal um dia você ter alguém para acompanhar no caminho da faculdade e no dia seguinte ter de ceder a outra pessoa.
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  Ele fica calado.
  - Não me confunde, pai. Não é como se eu estivesse reclamando, nós nunca saímos muito mesmo.
  - Sim, a principal razão de estarmos aqui é que sua mãe pediu para eu conversar com você sobre sexo.
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  Ficamos calados. Ele abriu a boca e vi seus olhos vidrarem com a notícia. Permaneci sério e calado, com as mãos apoiadas na mesa.
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  - Ah não, pai! – finalmente anunciou. – Não, é sério. Podemos falar sobre o que quiser menos isso.
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  - Filho, somos homens, podemos falar livremente. Não dê uma de , eu entendo que mulheres tem mais sensibilidade sobre o assunto, mas não espero que você seja tão tímido.
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  - Pai, o problema é que essa conversa não vai ser do tipo, se gabar por ter transado com várias garotas, entende? O senhor vai dizer exatamente o que eu já sei. Usar camisinha, as consequências de engravidar uma garota, que seja longe da sua mãe se amar sua vida, blábláblá. Não dá pra gente pular?
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  O olho sério. Ele tinha razão. Pensei por vários segundos uma maneira de reverter a situação, mas no final, sabia que havia somente uma solução: ser igual ao meu pai.
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  - Patrick, tinha um garoto em meu colégio que era da mesma maneira que você. – começo a história, o vendo fazer uma careta e encostar na cadeira, derrotado. – Ele nunca aceitava as opiniões alheias. Até que um dia ele engravidou uma garota. Foi o fim da vida dele. Depois que você tem filhos sua vida muda. Você não pode mais sair porque tem de cuidar deles, não pode mais se divertir com os amigos porque tem sempre que trocar uma fralda e ainda tem de trabalhar para sustentá-lo e a mãe dele. Não é fácil e tem de ser bem planejado.
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  Ele concorda com a cabeça entediado. Eu estava mais ainda, mas eu tinha de fazer o meu papel de pai. Essa é outra chatice de ter filhos, mas eu só direi a ele quando ele tiver um.
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  - Você entende o que eu digo? – pergunto, sério.
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  - Pai. Eu tive aula de orientação sexual no colégio. Eu sei bem o que é isso e já ouvi todo esse sermão. – ele bagunça seu cabelo, estressado. – Eu não sou como os outros caras que transam e somem, tá legal?
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  - Não estou tendo essa conversa porque não confio em você, mas sim porque agora pode ser que você me ouça e ache saiba de tudo o que digo, mas na hora não é bem assim. Na hora você sequer pensa. – experiência própria meu filho, você veio mais cedo do que eu planejava.
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  Ele mais uma vez balança a cabeça concordando, mas com a típica expressão de quem não ouviu nada senão a mulher do balcão gritando os números dos pedidos para viagem. É bom que ele pelo menos não me chegue dizendo que engravidou uma garota ou pegou uma doença. Ele seria um garoto encrencado e eu, um pai moto.
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  BLAM!
  - Mas o que aconteceu? – pergunta saindo de meus braços e olhando para trás. Eu não sei como ela ainda pergunta, a única pessoa que bate a porta nesta casa – além dela – é .
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  - Pai, eu não aguento mais! Oi mãe. – ela dá um beijo em , que a olhava assustada e eu desvio meu olhar para ela. – Aquele Kennedy é uma causa sem cura! Uma epidemia desenfreada, um boneco de posto cujo ar nunca acaba! ARGHT! – e termina a cena jogando sua bolsa no sofá.
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  Suspiro. Fazia um tempo que estava reclamando do garoto. Olho para ela, triste por seu futuro. Se ela soubesse o que está por vir, não estaria desabafando comigo, mas sim “descontando” em mim.
  - O que aconteceu dessa vez? – murmuro, na verdade, bem desinteressado.
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  - Aquela praga de gente cismou querer rever todas as contas que eu fiz comigo, tudo bem, mas ele só arranjava defeito atrás de defeito! Eu não sei como eu não fui despedida ainda, porque do jeito que ele fala, parece que eu não faço nada certo! Já era para o pai dele ter vindo até mim e falando: “um beijo , você é uma péssima contadora”.
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  - Você não é uma péssima contadora, filha. – diz carinhosa.
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  Olho para ela com uma de minhas sobrancelhas erguida. Aqui em casa há uma regra clara entre e . Quando as duas não estão discutindo aos gritos pela casa, se o assunto não tem a ver com a outra, faz parte da lei O’Callaghan que a outra deve fazer o possível para não estressá-la ainda mais. Assim, toda vez que resolve fazer uma reforma em algum lugar cujo problema ela inventou somente para ter o que fazer, sempre se coloca ao seu lado, de modo que eu não tenho escolha senão ceder aos pedidos da minha esposa porque minha filha não me deixa dormir em paz até dizer ‘tudo bem’.
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  - Eu sei, mãe! – ela se joga na poltrona. – Mas eles parecem que não! E eu tenho que provar pra eles que eu sou boa! – ela bate as mãos nos braços do sofá. – Claro que pra senhora também, mas são eles quem estão me dando um salário legal todo mês. E eu sempre fico fazendo hora extra, mesmo eles brigando comigo por isso.
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  - Talvez você esteja se esforçando demais. – falo para ela. – Kennedy é quem tem que fazer hora extra e demonstrar interesse no assunto ainda mais que você.
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  Ficamos calados. Olho para as duas. Não sei como, mas sou um gênio. Quando elas estão fora de si, é difícil fazê-las parar para pensar no que eu disse de modo a aceitar, assim, quando vejo que não continuará a gritaria e não irá forçar a barra dizendo que ela não deveria trabalhar mais, decido que é o momento certo para soltar a bomba.
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  - Tenho uma péssima notícia.
  As duas me olham, sérias.
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  - Sério, pai? Agora? – levanta os braços, exigindo um pouco de respeito ao seu momento de drama.
  - Que péssima notícia? – pergunta, já preocupada e nervosa.
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  - Bom, é uma péssima notícia para . – tento livrar os gritos da minha mulher e volto a olhar para nossa filha, que arregala mais os olhos, surpresa. – O senhor Brock me chamou à sala dele hoje. – pauso. – Veio me oferecer uma promoção, finalmente.
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  - Ainda não sei onde está a péssima notícia. – murmura e eu levanto minha mão indicando que ainda não havia acabado.
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  - Tinha apenas um porém. Senhor Brock irá viajar por esse mês inteiro de julho e pediu para que Kennedy ficasse aqui em casa durante este período. Como um tipo de estágio obrigatório…
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  - O QUÊ? – eu sabia, é o fim. Perderei minha filha. – PAI! O SENHOR NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO! JULHO SÃO MINHAS FÉRIAS E EU PASSO AQUI!
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  - Meu amor, você concordou com isso? – não parecia também muito feliz. Levanto os ombros.
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  - Tecnicamente, sim. Então me arrependi de não ter te consultado antes. – me apresso a me explicar, o que a fez considerar meu desespero, sorrindo.
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  - O que for melhor pra família. Uma promoção veio em boa hora.
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  Ficamos calados trocando olhares. Não foi necessário mais de um minuto para eu saber exatamente o que se passa na mente da minha esposa. Mais dinheiro significa poder fazer a reforma em sua cozinha que tanto quer E não ter de escolher o material mais barato. Um pequeno resquício de sorriso aproveitador surgiu em seus lábios, o sorriso consumidor dela.
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  - Alou! Sua filha está aqui indignada, podem dar um pouco de atenção à ela? – ouvimos a voz de ecoar em nossos ouvidos e nos viramos em sua direção. – Pai. Paizinho. – ela se aproximou de mim e se sentou na mesa de centro à nossa frente. – Kennedy Brock é o meu pesadelo. É a sujeira grudada na minha panela. O zero da minha prova. O cheiro de banheiro público. Eu odeio ele!
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  - Não seja tão radical, filha. – diz compreensiva. – É apenas um garoto, uma fase. Vai melhorar. Você verá.
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  - Eu duvido que melhore. – ela murmura, mau humorada. – Pau que nasce torto nunca se endireita. – e sobe as escadas batendo os pés ainda mais forte do que da maneira que chegou em casa.
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  Eu e nos entreolhamos. Alguém teria que conversar com nossa filha mais tarde e como eu já falei com Patrick sobre sexo, é claro que o trabalho seria todo dela.
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  - Quando ele vem? – ela perguntou.
  - Semana que vem.
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  - Eu vou fazer compras. – ela se levanta e então para, olhando para mim. – Você não vem?
  - Eu tenho de ir? – faço uma careta e ela troca o peso do corpo de perna. Suspiro: – Tudo bem… – e pego o controle remoto, triste por não conseguir assistir ao programa.
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  - Esqueça.
  - .
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  - Pai!
  - .
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  - Ô mãe, quer parar?
  - .
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  - Que é, seu idiota?
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  - Por que quando chega na minha vez, você adiciona um xingamento? – Patrick se exalta, aumentando seu tom de voz.
  - Porque você eu posso xingar, pangaré. Além do mais, você não tem razão nenhuma para citar meu nome divino.
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  - Era só para não quebrar o ritmo. – ele sorri como se sentisse inteligente por ter feito algo tão besta. – Aí, será que a poderia vir jantar aqui, já que o namoradinho gay da vai estar aqui?
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  - Espera um pouco! – levanta uma mão. – EU é quem devo chamar MINHA amiga para vir jantar em casa!
  - Acontece que sua amiga está saindo COMIGO, então EU quem irei chamá-la e VOCÊ irá fazer companhia pro seu namorado.
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  - ELE NÃO É MEU NAMORADO PATRICK, QUE SACO!
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  Ele começa a rir. De fato, era engraçado. Só não mais, porque estamos falando de minha garotinha e o filho do pior chefe do mundo. Antes mesmo de eu falar algo, interviu os dois:
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  - Patrick, agora chega. – Patrick imediatamente parou de dar risadinhas, mas continuou a provocar com o olhar, a deixando ainda mais emburrada. – Patrick. – ela repetiu.
  - Não falei nada, mãe!
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  - , filha. – olha para . – Eu sei que você não gosta desse rapaz, mas pense dessa maneira: Nós temos que fazer certo pelo bem do seu pai. Ele acabou de ganhar uma promoção. Esteve esperando por isso há anos. É só um mês.
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  A vejo olhar para mim e então suspirar.
  - Tudo bem.
  - Essa é minha menina. – digo, ignorando revirando os olhos por eu deixa-la acalmar a fera e então terminar a conversa como se eu tivesse a domado.
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  Ding Dong
   se levanta e caminha até a porta, abrindo-a e dando de cara com um garoto a cópia de meu chefe, só que mais charmoso. O mais evidente eu seu perfil, era o mesmo nariz batata (desculpe, não consigo evitar) e os cabelos escuros que tanto odeio no senhor Brock. Acho que ele nunca ficará careca.
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  - Boa tarde, senhora O’Callaghan.
  - Boa tarde querido, pode entrar. – ela sorri simpática e ele sorri agradecido, olhando para nós. – Sinta-se em casa.
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  - Obrigado. Boa tarde, senhor O’Callaghan. – diz educado e eu me levanto, caminhando até ele e apertando-lhe a mão.
  - Seja bem-vindo, Brock.
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  - Obrigado pela estadia. E… Hum… Me desculpe pela inconveniência. – ele diz. Oh-oh! Meu sensor de chatice não apitou nesse rapaz educado. Vejo seu olhar se desviar de mim para alguém atrás de mim. – O’Callaghan. – seu tom de voz rapidamente se tornou sério ao se dirigir a Pat, que devolve na mesma moeda:
  - Brock.
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   adentrou a sala com sua expressão fechada e os braços cruzados. Se pôs ao lado de Pat, que deu um passo para frente, como se fosse necessário protege-la de Brock. Abri um pequeno sorriso por ver, pela primeira vez, Patrick se preocupar com a irmã mais nova.
  - Oi . – Kennedy volta com seu sorriso no rosto e vejo minha filha revirar os olhos.
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  - , por que você e Patrick não levam Kennedy até seu quarto e mostram a casa enquanto eu e seu pai vamos cuidar do jantar? – dizia carinhosa. Franzo minha testa e olho para ela.
  - Eu vou ajudar com o jantar?
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  - É só para me fazer companhia. – ela se vira, antes me mandando um olhar de que era melhor eu lhe obedecer e então retira-se do hall de entrada e segue para a cozinha, deixando nós quatro para trás.
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  - E a TV que nós compramos para você deixar lá não é uma boa companhia? – grito de onde estou. Para variar, quando John não recebe uma resposta de , significa que é hora de obedecê-la sem pestanejar. Assim, deixo os três se virarem para trás.
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  - John, que parar de ser bobo? É para nós conversarmos. – ela diz assim que entro na cozinha. No momento em que olha em direção à sala, sei que o tipo de conversa que ela quer ter não é sobre como foi meu último dia de trabalho antes de começar o homeoffice, mas sim sobre o filho do chefe. – Ele não me pareceu um garoto ruim.
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  - Meu chefe não parece um homem mala quando está fora do ambiente de trabalho. Mas ele é.
  - Você me entendeu. – me mandou um olhar para eu parar de encrencar com o garoto.
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  - Tudo bem… Admito que também não vi maldade nele.
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  - Sabe o que eu acho? – ela coloca o avental na cintura e liga o fogão para esquentar o arroz já pronto. Carne com batatas de , o favorito de John O’Callaghan. – Que se ele é assim tão insuportável com ela, talvez seja porque esteja interessado nela e essa seja a maneira de lhe chamar a atenção.
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  - Não me venha com essas ideias, . – tento pegar uma batata, mas recebo um tapa em minha mão. – Deixe minha filha solteira em paz, e solteira.
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  Ela ri.
  - Patrick estar saindo com uma garota não é um problema, mas estar sendo paquerada é?
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  - É claro. Patrick é um homem e quem deve se preocupar com ele é o pai de . é minha filha e homem nenhum se aproxima dela sem a permissão do pai dela, que a propósito, sou eu.
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  - Hum… Papaizão. – ela brinca com a minha cara e eu rio, a abraçando pela cintura. – Sabe, às vezes eu tenho vontade de ter outro filho.
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  Oh-oh.
  Fico sério apenas ouvindo o som do gás aberto enquanto ela mistura o arroz na panela. Mantenho meu queixo apoiado em seu ombro e tento fazer nenhum ruído que dê a entender que acho a ideia um absurdo. No entanto, ela se mexe desconfortável, de modo a saber que queria que eu dissesse algo.
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  - É mesmo? – tento o método mais fácil.
  - Uhum. – murmura. – Ver essa casa tão vazia… É como se tivéssemos voltado ao início, quando não tínhamos os dois.
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  - Bom, aquele tempo era melhor, porque não tendo os dois, não tínhamos grandes despesas, agora não temos os dois e temos despesas.
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  - John! – ela me dá um tapinha e eu rio mais uma vez. – É sério. Você fica o dia inteiro fora e eu tenho que me virar para fazer algo.
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  Aquilo me pareceu fazer sentido. Enquanto estou fora a trabalho, fica dentro de casa, encontrando novos problemas para serem resolvidos e criando novos argumentos para reformar alguma área. Se ela tivesse um novo propósito, gastaria menos com as reformas e seríamos um casal de pais sem filhos por perto bastante felizes.
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  - E se comprarmos um bichinho de estimação pra você?
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  Ela me olha séria.
  - Foi uma ideia apenas. – levantei os ombros.
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  - John, bichinhos de estimação são para início de casal, para eles se prepararem para os filhos que virão.
  - Oras, cachorros são bons companheiros, você nunca iria se sentir sozinha.
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  - Eu não quero cachorros, eles dão problemas e eu acabei de terminar o meu jardim.
  - Quer o que então? Gatos? Hamsters? Pássaros?
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  - Eu não quero um bicho em casa.
  - E que tal um aquário? – a ignoro.
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  - Claro, eu me divertiria muito a tarde inteira observando os peixes nadarem de um lado para o outro. – ela diz irônica e eu me calo. – E além do mais… – ela se vira para mim. – Não é como se eu quisesse um filho. Eu só tenho vontade. Como quando eu estava grávida e queria guaraná, lembra?
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  - Ô se lembro. Você me fez rodar Arizona inteira pra achar uma loja que vendesse produtos brasileiros às 3 e meia da manhã. Você sabe a margem de probabilidade de conseguir um produto desses a essa hora? Zero. Por isso tive que ir até a cidade vizinha.
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  Ouço sua linda risada e seus braços enlaçam meu pescoço.
  - Não seja exagerado, a cidade vizinha nem é tão longe. Só quarenta minutos.
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  - Você tem noção do pânico que eu passei quando você disse que nosso filho iria nascer com cara de guaraná? – a olhei séria, ela ria mais ainda. – Eu nem sabia de que forma era um guaraná!
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  - Não seja tão dramático, John.
  - Não seja tão dramático… – resmungo em meio às suas risadas.
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  - Já mostramos a casa. – ouvimos a voz de entediada e sem graça vindo da porta, viramos para ela e vemos Pat se aproximando com Kennedy. Eu e nos soltamos, pego a travessa de salada e a coloco na mesa perto da onde eles estavam.
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  - Que a propósito, é muito bonita. – Brock diz.
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  Ele estava tentando fazer uma média ou fora sincero?
  - Obrigada, querido. – diz simpática. – É muita gentileza sua.
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  - Sentem-se, sentem-se. – falo acenando para a mesa. – Mais alguma coisa, madame?
  - Pegue as bebidas na geladeira, por favor.
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  - Essa era a parte onde você diria para eu me sentar e descansar, já que trabalhei o dia inteiro e mandasse um de seus filhos que estão de férias fazer por mim.
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  Ouço risadas de Kennedy e a expressão irônica de .
  - Eu perdi a aula de bons modos ao marido, meu amor, acostume-se com isso.
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  Respiro derrotado.
  - Tudo bem, essa é mais uma provação de que meu lugar é no céu. – sigo até a enorme geladeira e de lá retiro duas garrafas de refrigerante.
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  - Pai, não esquece meu suco. – diz e a olho sério. – Por favor?
  - Pelo menos. – abro novamente a porta da geladeira e pego o maldito suco dela.
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  - Vai uma ajuda, senhor O’Callaghan? – Kennedy se levanta e se aproxima de mim, pegando as garrafas de minha mão.
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  - Obrigado, Brock. – sorrio. – Que tal um curso de boas maneiras com ele? – olho para meus dois filhos. – É surpreendente o fato de que estudaram no mesmo colégio.
  - Pai. Não começa.
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  Levanto uma sobrancelha e vejo finalmente encolher. Ela sabia que eu odiava que me desrespeitassem na frente dos outros. Principalmente o filho do meu chefe, que eventualmente pode falar para o meu chefe, que provavelmente começará a discutir sobre modos comigo no meio do escritório me fazendo passar pelo maior mico desde a confraternização de final de ano do ano passado, quando fui obrigado a passar a festa inteira com um capacete infantil de polvo na cabeça por ter perdido uma aposta contra Mike, do comercial. Minha foto ainda está no mural dos aniversariantes, mesmo não tem nada a ver com aniversário.
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  - Tudo bem, todos sentando, a carne está chegando à mesa. – se aproxima com a enorme travessa e se senta do outro lado da mesa. – Quem quer ervilhas?
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  O silêncio tomou conta da mesa. Em seguida, o olhar mortífero de minha mulher veio em minha direção. Eu podia até ler seus pensamentos: “Ou você come e dá um bom exemplo, ou eu compro o armário embutido com madeira canadense de doze mil dólares que eu vi na loja outro dia.”
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  - Eu, por favor. – levanto meu prato e ela o pega, sorrindo simpaticamente como se nada tivesse acontecido. Mulheres, elas sempre tendem a achar que nós homens somos masoquistas.
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  - Mais alguém? – ela devolve meu prato coberto de ervilhas, ou seja, menos espaço para a minha carne com batatas.
  - Eu, por favor, senhora O’Callaghan.
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  - Oh, que maravilha! – ela diz encantada. Claro, em casa só ela gosta de ervilhas. É uma maldade fazer para o jantar. – Não sabia que gostava de ervilhas, Kennedy.
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  - Na verdade, não sou muito fã delas, mas porque lá em casa são as cozinheiras geralmente quem preparam a comida e eu não aprecio muito o que elas fazem, mas a senhora fez com as próprias mãos e está com um cheiro muito bom. – ele sorri e parece ser ainda mais conquistada por ele.
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  - Mas que amor, sua mãe não cozinha?
  - Minha mãe? – ele dá uma risada. – Não, ela só sabe mandar cozinhar.
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  - Oh, que pena. – estende as duas mãos para nossos filhos, que se entreolham e então reviram os olhos e entregam os próprios pratos para ela. – Então você planeja seguir a carreira de seu pai?
  - Bom, é o que ele quer. – ele dá uma pequena risada.
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   sorri. Não era muito a favor de os jovens fazerem o que os pais querem, mas sim seguir sua própria vida da maneira que quer, por outro lado, tampouco gosta de dar opinião na vida dos outros.
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  Ding Dong
  - Eu atendo! – Pat se levanta e corre em direção à porta com um sorriso no rosto.
  - Mas o que…
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  - Deixa, mãe. – corta . – Deve ser a . – aponta para porta. – Viu?
  - Boa noite, senhor O’Callaghan. – sorri para mim, que me levanto e dou um beijo na testa dela.
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  - Como vai?
  - Bem, obrigada. Oi tia. – ela abraça que sorri.
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  - Já jantou, ?
  - Já sim tia, obrigada!
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  - Tem certeza que não quer comer?
  - Vai perder a comida da sua tia? – ajudo a acabar com as malditas ervilhas.
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   sorri sem graça.
  - Toma, . – Patrick aparece com pratos e talheres. – Come um pouco.
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  - A-ah… Certo, obrigada. – ela sorri sem graça e olha para , que a olhava feio. A via olhar insegura de Pat para e vice-versa. Eu sentia uma certa tensão no ar. Nada que eu fosse me intrometer, afinal, o pai deve ser sempre o último a saber de tudo.
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Capítulo 7

  - E qual a programação de vocês hoje? – eu apenas ouvia as tentativas de em manter um diálogo. Kennedy era o que mais contribuía. parecia sequer estar ali e nossos filhos ou respondiam com monossílabas, ou faziam caretas.
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  Todos se entreolham.
  - Ahn… – Pat começa. – sabe.
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  A vejo olhar surpresa para ele.
  - Desde quando você acata às minhas opiniões?
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  Então o vejo sorrir malicioso para ela. olha para Kennedy e volta para Pat, que concorda com a cabeça, como se o pensamento que tiveram fosse o mesmo.
  - Pai, o Pat me chutou.
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  Sorrio. Olho para , que me manda uma careta para fazer alguma coisa. Suspiro.
  - Por que não fazemos a sexta-feira dos O’Callaghan’s?
  - Porque hoje não é sexta.
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  Eu sei, eu admito que falhei um pouco na parte da ironia com Patrick. Agora ele só parece um tolo quando faz esse tipo de comentário.
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  - Então por que não criamos um sábado dos O’Callaghan’s? – olho para ele, que faz uma careta.
  - Eu acho uma ótima ideia. – sorri.
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  - Sabe o que é… A disse que tinha um filme muito legal no cinema e queria muito ir, né ? – diz para a garota que finalmente levanta a cabeça e via que sobrou para ela.
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  - A-ah…
  - É mesmo? E que filme é esse, ? – em meu campo de visão, vejo abrindo um sorriso, começando a se divertir com o desespero das crianças em não se misturarem com os adultos. – Faz um tempo que eu e o tio John não vamos no cinema, estava pensando mesmo em pedir algumas indicações para vocês. – a garota olhou feio para que não soube disfarçar que era para ela inventar qualquer coisa.
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  - Bom… Err… É um filme do Gerard Butler, sabe? – concordamos com a cabeça. – E… Hum… a mulher do Electra. O filme fala sobre… Amor. – Patrick bateu a mão na testa e Kennedy parecia querer rir enquanto bebia um gole de seu suco. – Mas não é tão importante quanto uma programação dos O’Callaghan’s. – ela desistiu, de modo que não pude evitar formar um belo sorriso com Tifffanny no final. Ponto para os pais. Ao ver a reação de Patrick e , ela disse: – Eu estou bem interessada, se é que eu posso participar, mesmo não sendo uma O’Callaghan.
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  - Qualquer um pode participar. – falo sorrindo. – Na verdade, vamos ligar para sua tia , tenho certeza que ela irá gostar da ideia.
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  - Ótimo. – sorri e antes de se levantar, olha para Brock. – Kennedy, você se importa?
  - Não senhora! Eu também estou bem curioso para saber como é esse sábado dos O’Callaghan’s.
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  Eu e ela nos entreolhamos e sorrimos. Pela primeira vez em três anos, nós ganhamos um final de semana divertido com nossos filhos. Como eles dizem? Ah, sim. Mua-ha-ha.
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  - Não acredito que eles fizeram mesmo isso. – eu podia ouvir a conversa dos quatro no hall enquanto estava sentado na sala, assistindo a TV, apenas esperando descer. Eram oito e meia e nós íamos ao boliche da cidade. Eu adorava competir com . – , por que você não cooperou quando eu pedi sua ajuda?
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  - Por que você não me avisou que ia pedir minha ajuda? E outra, eu gosto das programações dos seus pais. – sorrio ainda mais. – Não te fazem parecer tão patética quanto as dos meus. Eles me levam para visitar minha avó. Em uma fazenda. De milho.
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  - Aught. – ouço a voz de Kennedy. – Os meus me mandam para a casa dos empregados da empresa. Eles geralmente ou não têm filhos e se preocupam demais em me manter bem por causa do meu pai, ou os filhos são pirralhos babentos e escandalosos.
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  - Aí sim hein, Brock? Babá integral é o que há! – Pat ria e eu quase ria junto. Saber que meu chefe é um filho da mãe com qualquer um que esteja ao redor dele independente do grau de intimidade me faz gostar só um pouquinho mais dele.
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  - Aqui estou, vamos logo senão eles passam as pistas que reservamos para outra pessoa. – diz aparecendo e eu finalmente desligo a TV, me levantando e indo até ela. Coloco a mão em sua cintura e abro a porta. – Obrigada, amor.
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  - Vocês vão indo para o local. – falo indo para meu carro com . Vejo-os me encararem confusos. – Seu tio Jared geralmente bebe bastante cerveja quando é noite de boliche. Vamos buscar ele e sua tia e nos encontramos lá.
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  - Tudo bem. – diz e se vira, indo com os outros três para o carro de Patrick.
  - Espero que não se matem no meio do caminho. – sorri para mim.
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  - Espero que não se aliem no meio do caminho. Caso isso aconteça, teremos de cancelar uma pista e jogar somente nós quatro.
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  Ela ri.
  - Os não-O’Callaghans não concordarão com os planos malignos dos nossos filhos.
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  - Bom – ligo o carro e começo a dirigir, não vendo o carro de Pat mais ali. -, é boazinha o suficiente de concordar com tudo o que e Patrick disserem e Kennedy é educado demais para recusar também.
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  - Bom – me olha, sorrindo. -, se eles se atreverem a fazer isso, amanhã faremos um picnic no parque.
  Dou uma risada.
  - Nós podemos fazer mesmo eles não sendo maus filhos.
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  - Quem está pronto para enfrentar o campeão do boliche de 1983?
  - Ohhh, vamos lidar com um velho sabichão a boliche! – Pat diz rindo da cara de Jared, que sorri.
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  - Moleque, se você puxou o seu pai, é melhor começar a ajoelhar pedindo desculpas. – apontou para o chão.
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  - Devo então lembra-los que os dois estão no mesmo time, por isso não comecem a competir dentro dele e foquem em derrotar as mulheres. – falo colocando meu sapato.
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  - Ah, então é guerra, é? – sorria. – Vamos ver quem não perdeu o jeito, John O’Callaghan.
  - Saiba, O’Callaghan, que eu só perdia para você naquela época, porque eu queria te agarrar, mas agora–
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  - PAI! – e Patrick berram e todos começam a rir.
  - Pai, eu já falei que comentários embaraçosos para os filhos em público não! – fala nervosa e eu me limito a dar uma risada.
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  - , não é a ali? – ouço a voz de e olhar para o lugar.
  - É! – ela sorri. – Vamos chamá-la para vir aqui!
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  - ‘Peraí! – Pat diz nervoso. – Vocês não podem chamar mais uma mulher pro time, vão ficar com um a mais!
  - Vocês vão perder de qualquer jeito, Patrick, deixa de ser idiota.
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   falou, ignorando os gritos indignados do irmão e seguiu até . Kennedy, que estava sentado ao lado de Patrick, se inclinou para mais perto e disse:
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  - Sua irmã é bem confiante, não?
  - Ela é uma monga.
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  - Oi senhor O’Callaghan! – ouço uma voz do meu lado e levanto a cabeça com um sorriso.
  - Boa noite , afim de entrar numa partida e perder? – aponto para as mulheres que murmuram reclamações e faziam caretas.
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  - Hm… Acho que não, estou num encontro, sabe?
  - É mesmo? – falo surpreso e ela sorri. – Interessante, não entre no carro dele hoje.
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  - Eu vim com o meu. – ela balança as chaves na minha frente e eu sorrio.
  - Não acredito que você está saindo com o Garrett. – ouço falar e fico sério. Encaro as três esperando que elas repetissem o que havia acabado de ouvir.
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  - Que foi, pai? Vai dar uma de fofoqueiro agora? – coloca as mãos na cintura.
  - Qual o nome do garoto?
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  As três riem.
  - Ele está mais para homem do que garoto, pai.
  - O nome dele?
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  - Garrett. – diz sorrindo. – Nickelsen.
  Deus do céu.
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  - Você está saindo com Garrett Nickelsen? – falo um pouco mais alto para meu amigo, minha mulher e minha irmã ouvirem. E eles ouviram.
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  - Hm… Estou. O senhor conhece ele?
  - Ô… – murmuro olhando para , que se aproxima com .
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  - Querida… – ela sorri sem graça. – Não acha que a diferença de idade–
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  - Ah sim. – a corta sorrindo. – No começo eu achei, sabe? Ele é, tipo, super mais velho que eu, mas sei lá, ele é bem do jeito que eu gosto, sabe? Ele não é como os garotos de agora que só pensam em transar e cair fora. Nada pessoal. – olhou para Patrick e Kennedy, que faziam seus papéis de espectadores confusos. – Ele é bem legal.
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  - Ele está aqui? – ela pergunta olhando para os lados. Por que diabos a minha mulher estava procurando por Garrett Nickelsen, o namorado de , amiga de e oh! EX-NAMORADO DELA?
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  Cruzo os braços e as pernas, olhando sério para ela, mas meu movimento não foi o suficiente para chamar sua atenção.
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  - Está. – ela sorri e aponta para um lugar mais ao fundo. – Ali.
  Todos nós olhamos em direção e Jared ri.
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  - Ele continua a mesma peça.
  - É. Continua mesmo. – falo seco.
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  Vejo e cochicharem algo, como era nos velhos tempos, quando nós saíamos em casal e não éramos casados. Mas agora somos casados e temos filhos. Temos compromisso.
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  - Por que você não chama ele pra jogar com a gente? Assim os times ficam equilibrados. Vocês não precisam ficar até o final. – sorri. Filha, hoje você pegou para ser uma menina má. – Mas já que todos os mais velhos aqui o conhecem, acho que vai ser até que legal. Pra lá de legal.
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   olha para nós sem graça.
  - Fique tranquila querida, a hora que quiser ir embora, é só se levantar e despedir. – sorri. Por que eu tenho a ligeira impressão de que ela gostou da ideia de ter Garrett aqui conosco?
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  - Tudo bem, vou lá chamá-lo. – e se vira.
  - Quem diria, hein? – Jared bate no meu ombro. – Garrett continua a mesma coisa que sempre foi, só que com gostos mais adocicados.
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  - Cala a boca. – falo nervoso.
  - Tudo bem, saí do assunto. Deixe-me ir para um que é do seu interesse. – o olho. – e eu resolvemos ter um filho.
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  Fico calado. Olho para que ria com minha mulher e volto a olhar para Jared e sua expressão animada. Sorrio.
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  - Do tipo, vocês vão tentar agora?
  - É, ela disse que um filho não tem problema algum. E que ela vai tentar tratar essa fobia dela.
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  - Isso é ótimo! Quero dizer, eu poderia ser patético e dizer para irem com calma, afinal, estamos nos referindo à . – começo a falar, vendo Jared revirar seus olhos e dar alguns tapinhas em meu ombro:
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  - Por sorte, você não é patético… Ah, olá Nickelsen. – desfaço meu sorriso e olho para trás de mim.
  - O’Callaghan. – ele mantinha sua pose de sempre e um braço apoiado nos ombros de , que sorria. – Quanto tempo, não? – e olha para que olhava para ele com um sorriso.
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  Se um dia John O’Callaghan não sentiu ciúmes de sua mulher, hoje era a primeira vez.
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Capítulo 8

  - O que você anda fazendo? – ouço Jared perguntar para Garrett, que conversava mais com ele do que com nós dois.
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  - Estou trabalhando naquela empresa de aço que entrei quando estávamos na faculdade. Agora sou gerente do setor de administração. – vejam só, temos um Brock dois aqui.
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  - Interessante, e como conheceu ?
  Ele ri.
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  - Loucura, não é? Eu me casei há alguns anos, Candy Shaper, vocês não a conhecem, ela era africana, daquelas do sul, não as negras, apesar das negras serem lindas. – e encosta no banco com um sorriso. – Ela pegou uma doença e faleceu há dois anos.
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  - Sinto muito. – Jared diz e eu me levanto para jogar. Não queria ouvir muito sobre sua vida mexicana com sua esposa exótica. Depois de cinco minutos, retornei na esperança dele ter passado por todas as dificuldades de superação, mas ainda faltava o gran finale.
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  -… E quando eu finalmente estava desistindo de achar alguém para mim, apareceu. Ela era apenas uma atendente de uma loja qualquer e eu estava à procura de uma calça jeans. Mas era uma garota inteligente e deu para perceber na hora.
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  - Você conheceu numa loja?
  - Sim, até que eu descobri que ela não trabalhava ali de verdade. – ele riu, como se achasse engraçado. – Então começamos a sair.
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  - Há quanto tempo?
  - Uns três meses, por aí.
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  - Uau. – Jared sorri. – Opa, minha vez. – e se levanta. Rindo e fazendo brincadeiras com as mulheres, se afasta, deixando o ambiente obscuro entre eu e Garrett para trás.
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  - Você e me parecem muito bem, John. – Garrett diz e eu o encaro.
  - Estamos muito bem. – concordo.
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  - É impressionante como as coisas mudam, não é? Ela continua sendo a mesma mulher bela que era a anos atrás. – me remexo desconfortável. Que tipo de ser faz um elogio desses para o esposo da ex-namorada?
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  - Ela ainda continua se importando com sua aparência.
  - E faz muito bem. Você deve ter bastante problemas com ela quando sai sozinha. E também.
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  Forço um sorriso.
  - Sua vez Nickelsen, me vê um strike, por favor. – Jared sorri e se senta do meu lado. Garrett faz um positivo e se levanta. – Você está com ciúmes.
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  - Estou prestes a enforcar ele, isso sim. – finalmente digo e ele ri.
  - Relaxa John, nós somos adultos. Você e são uma família agora.
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  - Ele veio me falar sobre a beleza dela e como ela continua linda, blábláblá.
  - Mas ela continua linda.
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  - Jared. Vou mandar um ex da vir aqui elogiá-la.
  - Se quer me ver na cadeia, vá em frente. – rimos.
  - Espero que ele não tarde muito a ir.
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  E tardou. Garrett entrou numa conversa com sobre o passado. Ótimo. Vamos reviver o nosso romance que não deu certo. Quem sabe não bate uma vontade de sair da linha por alguns minutos?
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  - PAI, CARAMBA! JOGA DIREITO! – Patrick berrava comigo e eu nada dizia. – Tudo bem, o Garrett é bom nisso, ele vai recuperar os pontos.
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  Me jogo na cadeira. Isso estava sendo uma perseguição.
  - Ele não quer ir embora! – ouço sussurrar para no balcão atrás de nossa pista. Apuro meus ouvidos. – Disse para esperarmos mais meia hora e já passou uma hora!
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  - Tudo bem, eu vou dar um jeito. – me remexo em minha cadeira. Filha, conto com você. – Pai?
  A olho e sorrio.
  - Se divertindo, filha?
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  - Muito! – ela sorri de volta. – Escuta pai, lembra da Cyn, minha amiga da faculdade? – concordo com a cabeça. É claro que eu não sei quem é essa garota, eu só quero que ela arranje uma boa desculpa para tirar aquele mané daqui. – ela acabou de me ligar e disse que tá tendo uma festa na casa dela e chamou a gente para ir. Sei que parece ser tarde…
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  - Tudo bem. – a corto e ela fica parada boquiaberta, me olhando.
  - Como?
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  - Bom, já passamos quase duas horas aqui. – olho para o telão. – Espere fechar a segunda hora e vamos todos embora. Seu tio já está um pouco alterado. – olhamos para Jared rindo e cantarolando com os braços em torno de Pat e Kennedy.
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  - Valeu pai! – ela beija minha bochecha e vai até . Sorrio e olho para e Garrett.
  - Você está com ciúmes. – ouço novamente. Olho para o lado ao ver com um copo de suco em mãos.
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  - E qual o problema com isso?
  - Eles estão apenas conversando, John.
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  - , pare de ser compreensiva.
  - Eu sou compreensiva.
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  - Então seja comigo. Você sabe mais do que eu sobre a história de e Garrett.
  - E ela está casada com você agora e Garrett namorando a amiga de sua filha.
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  - Isso soa muito estranho.
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  - Eu sei, mas você tem de parar de ser tão infantil assim. – a olho indignado. – Não é porque eles estão conversando que vão relembrar o passado e resolver reviver as emoções.
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  - Obrigado, agora sim me ajudou. – falo desgostoso. Cruzo as pernas e resolvo mudar de assunto: – Estou feliz por você e Jared, ele contou sobre o filho.
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  - Não tenho escolha, ele quer mesmo.
  - Você não deve fazer coisas que não quer só porque ele quer.
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  - Você sabe que é bem dessa maneira, John. Eu amo Jared.
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  Sorrio.
  - Você nunca vai deixar de ser essa boba apaixonada, não é? – passo um braço pela sua cadeira.
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  - Nunca. – ela encosta no meu peito, mas logo desencosta. – TOMA, JARED! TOCA AQUI ! – e se levanta para comemorar o strike que a menina fez.
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  Volto meu olhar para e Garrett. Ela estava passando sua vez para outra pessoa para continuar conversando com ele. Tudo bem. É oficial. e John estão entrando numa crise.
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  - Foi uma noite extremamente agradável. Podemos fazer isso mais vezes. – a ouvia dizer no carro e nada respondia.
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  Havíamos acabado de deixar Jared e em sua casa e as crianças saíram para a tal festa.
  - E vocês perderaaam. – ela cantarola sorridente. Nada respondo novamente. – John. – a ouço séria.
  - Hum.
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  - Foi tão ruim assim perder?
  - Não.
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  - Sei… E é por isso que você está com essa cara de joelho?
  - Não.
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  A ouço bufar impaciente. Estaciono o carro em nossa garagem.
  - John, qual o motivo do seu mau humor?
  - Eu fico assim às vezes, sabe?
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  - Não sem motivo.
  - , eu não estou mesmo afim de conversar agora. – abro a porta de casa e entro, deixando para ela fechar atrás de nós.
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  - Não John! Nós vamos conversar agora–
  - Dá para ser da minha maneira uma vez? – a corto nervoso. – Eu não estou a fim de conversar!
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  A vejo me olhar surpresa e séria.
  - O que está acontecendo?
  - Quando é que você vai me ouvir? – reclamo e lhe dou as costas, subindo as escadas.
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  - Você é quem não está querendo falar algo para eu ouvir!
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  - O que você quer ouvir? Que está tudo bem? Então, , está tudo bem, é só um mau humor que surgiu no meio do jogo! E não! Não é porque eu perdi! Agora podemos ir para a cama?
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  - Eu vou para a cama, você vai para o sofá. – ela diz séria e bate a porta do banheiro do nosso quarto.
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  Fecho os olhos e ponho uma mão na cintura e a outra passo pelo rosto. Ótimo. Ela passa a noite inteira com o ex e eu vou para o sofá.
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Capítulo 9

  - Pai…
  - Estou com enxaqueca. – falo assim que desci as escadas na manhã seguinte. Eu odiava a cama do quarto de hóspedes ao lado do quarto de . Maldita hora que Kennedy estava no melhor quarto. – Bom dia. – falo e vejo a família e Kennedy sentados na mesa.
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  - Bom dia. – ouço a voz de todos, menos .
  - Aonde vai hoje, pai? – Patrick pergunta e eu pego uma xícara de café e me dirijo para fora da cozinha.
  - Trabalhar. – e me retiro.
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  - Dava para você ser um pouco mais agradável? – entra no meu escritório. A ignoro. – Temos uma visita aqui em casa.
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  Nada respondo.
  - John. Estou falando com você.
  - Estou ouvindo.
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  - Seria bom se me olhasse e respondesse.
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  Suspiro e a olho sério.
  - Quer que eu responda o quê?
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  Ela fecha os olhos e coloca as mãos na cintura.
  - O que está acontecendo?
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  Nada digo.
  - Olha, se você não conversar eu não saberei o que eu fiz ou com o que você está nervoso e vamos continuar nessa situação desagradável.
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  - Não dá para acreditar que estou de mau humor?
  - Que eu saiba, homens não sofrem de TPM.
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  Solto uma indignação e volto a trabalhar.
  - John. Qual o problema? – ela apoia as mãos em minha mesa. Passa-se alguns minutos e ela abre a boca. – Foi por causa de Garrett, não é?
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  - Imagino que você tenha um almoço a fazer e eu tenho trabalho a terminar. – levanto meu olhar sério para ela, que se endireita e assente, se dirigindo para a porta do escritório.
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  - Nós apenas conversamos, nada mais. – e sai da sala.
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  Fecho os olhos e passo as mãos pelas minhas têmporas.
  É o que eu quero acreditar.
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  - Pai, mamãe disse para nós te chamarmos para irmos até a sorveteria. – diz com a cabeça dentro de meu escritório. – O senhor não está com fome?
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  - Não filha, obrigado pelo convite.
  - Pai, todo mundo vai. Vamos, vai.
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  A olho.
  - Todo mundo quem?
  - Nós todos, tia e tio Jared, e Garrett. Só a que disse que vai ver se consegue ir, porque tem de estudar para uma prova.
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  Suspiro.
  - Vão vocês, tenho de terminar este daqui para amanhã. – sorrio e a vejo fazer uma careta. – Tchau, filha.
  - Tchau, pai. Eu cuido da mamãe para o senhor.
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  Sorrio.
  - Sei que sim. – Assim como eu tenho certeza de que se ela soubesse sobre o passado da mãe e do namorado da amiga, iria ser contra ir junto.
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  Ouço o barulho de portas se fechando e sendo trancadas. Mais uma vez estou pensando na situação toda. Hora de voltar a focar no trabalho.
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  - Toma, pai. – Pat coloca um prato de comida na minha mesa e levanto a cabeça. – O jantar.
  - Vocês já jantaram?
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  - Passamos o dia fora, o senhor não percebeu?
  - Acho que não, o que fizeram?
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  - Fomos num festival que tinha perto da sorveteria. Garrett conseguiu convites para todos nós.
  - Garrett conseguiu… – sorrio. – Que bom, filho.
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  - Ele é bem legal, esse cara. – ele coloca as mãos no bolso. – Mamãe disse que é um amigo dela e do senhor e do tio Jared e tia .
  - É, um pouco.
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  Ficamos calados e eu volto a olhar para a tela do meu monitor.
  - Pai?
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  Volto a encará-lo. Ele se senta na cadeira e eu o olho agora mais interessado.
  - Eu não gosto muito de ver a mamãe tão íntima dele.
  - Como assim? – Como assim, MESMO.
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  - Sei lá, ele é bem legal, sabe? Mas é namorado da e nem passa o tempo inteiro com ela. Ontem e hoje ele e a mamãe ficaram conversando o tempo inteiro.
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  - É mesmo?
  - É. E é esquisito, porque a mamãe nunca teve outro amigo sem ser o tio Jared.
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  - Sua mãe tem vários amigos, Patrick.
  - É, mas não fica grudada o tempo inteiro com ele.
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  Concordo com a cabeça.
  - Certo, vou conversar com ela sobre isso.
  - Eu falei já.
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  - Falou? – pergunto surpreso.
  - Falei.
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  - E o que ela disse?
  - Que não é para eu me preocupar. Que Garrett é apenas um amigo de infância e nada mais.
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  - Se ela disse, então você deveria acatar a ideia dela.
  - Eu sei, eu só acho que era óbvio que ela diria isso para mim.
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  - Ela é sua mãe.
  - E eu sou o filho dela e não gosto de ver ela andando com outros homens.
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  Sorrio.
  - Não é porque ela anda com eles quem terá algo com eles.
  - Mas dá a impressão, pai.
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  Eu sei. Isso que é o pior.
  - Tudo bem, filho. Vou conversar com ela.
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  Ele concorda com a cabeça e se levanta.
  - Obrigado pelo jantar. – aponto pra o prato agora frio e ele sorri e sai da sala. Suspiro. Eu estava perdendo o controle do meu relacionamento com .
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  - Precisamos conversar. – falo fechando a porta de nosso quarto. Ela me olha séria.
  - Agora você quer bater papo?
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  - Quero.
  - Olha John, não é só porque você quer que–
  - Patrick veio falar comigo.
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  Silêncio. Ela me olhava agora boquiaberta.
  - Falar o quê?
  - Sobre você e Garrett.
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  Ela dá uma risada.
  - Patrick é uma criança, John. Não acredito que você–
  - . – a corto sério. – Você está de segredinhos novamente com Garrett.
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  - John. – ela me olha séria. – Não somos mais adolescentes irresponsáveis. Somos adultos. Temos responsabilidades com nossos filhos.
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  - E você os está fazendo achar que está tendo algo com Garrett.
  - Garrett é namorado de .
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  - E seu ex também.
  - Olha, acho que isso está mais para um incômodo seu do que de Pat.
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  - É um incômodo meu ver que até meu filho está vendo o que eu estou vendo.
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  - Então é mesmo um problema com Garrett. – ela sorri, como se fosse mais importante comprovar sua teoria do que se preocupar com os sentimentos do marido.
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  - Sim, é um problema com Garrett. Seu marido está com ciúmes de você com seu ex-namorado que veio falar para ele que você continua tão bela quanto era no colégio e ainda fica fazendo charme para cima dela. Mas o que mais me incomoda, é o fato de que minha própria mulher sabe disso e não está fazendo nada para me fazer sentir melhor. – falo nervoso e me retiro do quarto, a deixando sozinha com seus próprios pensamentos.
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Capítulo 10

  - Senhor O’Callaghan? – ouço a voz de Kennedy do lado de fora do meu escritório.
  - Entre.
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  - Com licença. – ele diz entrando e fechando a porta. – É que eu tenho uma dúvida.
  - Pode perguntar.
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  - É sobre o trabalho. – ele aponta para uma folha. Faço um movimento com a mão e ele me entrega tal folha. – Eu tenho certeza de que fiz as contas certas, mas não está dando um resultado positivo.
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  Analiso todo o trabalho.
  - Talvez seja porque não é para dar um resultado positivo.
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  Ele me olha confuso.
  - Nem sempre as contas saem de uma maneira favorável ao cliente, Kennedy. – indico uma cadeira e ele se senta. – Às vezes temos de avisá-los que suas contas estão negativas e que eles devem entrar em contensão de despesas.
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  - Mas essa é a conta de um famoso, não tem como ele estar negativo.
  - Aparentemente, tem. Famosos são os casos mais simples de contas negativas. Gastam mais do que podem, achando que têm o suficiente para tudo.
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  Ele pareceu então entender.
  - Tenho uma outra dúvida.
  Balanço a cabeça e volto a olhar os relatórios em cima de minha mesa. Ele se mexe desconfortável na cadeira.
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  - Por que não gosta de mim?
  O olho sério.
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  - Por que acha isso?
  Ele levanta os ombros.
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  - Sei que eu não fui um bom colega de sala no colégio. Mas nós crescemos, certo? E ela parece ter uma ‘crica’ comigo e tudo o que eu faço ser algo que a atrapalha, mesmo eu não tendo a menor intenção disso ou tendo uma boa intenção.
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  Suspiro.
  - é uma pessoa difícil de se lidar, Brock…
  - Kennedy.
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  - Kennedy. – repito. – Quando ela coloca algo em sua cabeça, é um tanto quanto difícil de tirar.
  - Entendo. – ele encosta na cadeira derrotado.
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  - Converse com ela. Seriamente. Ela tem um bom coração e vai te ouvir.
  - Certo. Obrigado, senhor O’Callaghan. – entrego sua folha e ele sorri se levantando.
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  - Está gostando de sua estadia?
  - Estou sim, obrigado. É uma família muito legal, a que o senhor tem.
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  - Onde está sua mãe? – pergunto ao sair mais tarde do escritório. – Está quase na hora do jantar. – Vejo os três sentados na sala assistindo a um filme.
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  - Saiu faz umas duas horas. – Pat diz checando o relógio. – Disse que ia no supermercado.
  - Supermercado? – coloco as mãos na cintura. – Tudo bem, o que querem pra jantar?
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  - Comida chinesa.
  - Eca, Pat. – faz uma careta. – Pizza, pai.
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  - Certo, pizza. Deixa a chinesa para quando a senhorita enjoadinha não estiver em casa. – falo para Pat que levanta os ombros. – Sabores?
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  - Marguerita. – ela diz.
  - Calabresa. – Pat a encara.
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  - Kennedy, tem alguma preferência?
  - Não senhor. – ele sorri. Assinto com a cabeça.
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  - Marguerita e calabresa, vou fazer o pedido. – e me dirijo para a cozinha. Abro a despensa para procurar o caderno que guardava com a lista telefônica dos restaurantes delivery. Levanto uma sobrancelha. Ela estava cheia.
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  - Como assim ela mentiu? perguntava confusa. Eu havia ligado para ela me ajudar, mas até agora ela não me ajudara em nada. – Impossível, nós fomos ao supermercado.
  - Que horas?
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  - Faz uma meia hora que eu voltei. John, pare de pensar besteira, daqui a pouco ela está em casa. Não é porque ela conversou algumas horas com Garrett ontem que ela está tendo um affair com ele. Dá pra confiar na sua mulher?
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  Suspiro e passo a mão pelo rosto.
  - Tudo bem. Desculpe te atrapalhar.
  - Não faz mal. Me ligue qualquer coisa.
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  - Obrigado. – e desligo. Passo a mão pelo rosto.
  - Oi senhor O’Callaghan! – olho para o lado e vejo e se aproximando.
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  - Boa noite, senhor O’Callaghan.
  - Boa noite. – sorrio. – Já jantaram? Pedimos pizza.
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  - Eu já jantei, obrigada. – , como sempre, evitando comer em casa. Não sei que problema essa menina tem.
  - Eu vou aceitar se não for incômodo. – , como sempre, aceitando comer em casa.
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  - Achei que iria aproveitar suas férias com seu namorado, . – pego os pratos para colocar a mesa. Vejo que voltara para a sala quando berrara seus nomes, mas a outra ficou pelo motivo de eu estar falando com ela. Pegou os pratos de minha mão para me ajudar a colocar a mesa.
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  - Bom, ele disse que tinha um compromisso hoje. – ela sorria e diminui o sorriso. – Senhor O’Callaghan?
  - Hm. – contava o número de pessoas para pegar os talheres.
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  - O senhor acha muito absurdo eu e ele namorarmos?
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  - É impactante a diferença de idade da primeira vez, mas não se tem uma idade para o amor, certo? – sorrio. Por que diabos esses jovens estavam vindo a mim para tirar dúvidas pessoais? Eles não tem mães? Ou tias? Amigas? Psicólogos?
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  A vejo concordar com a cabeça e sorrir me ajudando a pegar os copos.
  - É meio estranho saber que ele estudou com o senhor. – ela ri e eu sorrio.
  - É, é mesmo.
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  Ding Dong.
  - Patrick! – falo mais alto e ouço um muxoxo. – O cheque está na mesa ao lado da porta.
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  Não demoro a ver os quatro entrando na cozinha e se sentando na mesa.
  - Ajuda com as bebidas, senhor O’Callaghan? – se levanta rapidamente e eu sorrio.
  - Obrigado. – me aproximo da mesa e sento em meu lugar. – Então, o que fizeram o dia inteiro?
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  - Filmes. – diz servindo a si própria. – . Come.
  - Eu não–
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  - Come.
  - , se ela não quer comer, não a obrigue. – falo sério e vejo minha filha revirar os olhos.
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  - Pergunte o que ela comeu hoje, pai.
  - … – diz desconfortável.
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  - Ela disse que já jantou. – falo olhando para ela.
  - Pergunta de novo, pai.
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  - Para, . – Pat diz sério.
   olha feio para , que encolhe os ombros. Nos mantemos calados.
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  - Mamãe está demorando. – Pat diz me olhando. Olho no relógio. Três horas.
  - Depois do jantar ligo para ela.
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  Fiquei o jantar inteiro ouvindo os cinco conversarem e pensando em . O jantar acabara, a louça fora lavada e guardada, uma hora a mais se passara e nada de em casa. Sigo para meu escritório e ligo para o celular dela. Desligado. Ótimo.
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  O que devo pensar?
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Capítulo 11

  - Pai, as meninas vão dormir aqui hoje tudo bem? – ouço a voz de soando longe.
  Concordo com a cabeça olhando para a tela do computador.
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  - Pai, o que está acontecendo com o senhor e a mamãe? – a vejo entrar e fechar a porta. A olho. – Eu vi que o senhor dormiu no quarto de hóspedes.
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  - É só uma pequena crise, meu amor. Não se preocupe.
  - Não é para eu me preocupar mesmo? – ela me olha com as mãos no colo, provavelmente as apertando. Sorrio.
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  - Todo casal passa por isso, o nosso veio apenas um pouco mais tarde.
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  - Mas a mamãe não voltou até agora… – e ouvimos o barulho do portão da garagem se fechando. Forcei um sorriso tranquilo e disse:
  - Viu? Está em casa.
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  Ela não sorri e tampouco faz uma careta. Assentiu e se levantou. Passou-se alguns minutos e eu me levanto. sempre vinha avisar que havia chego.
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  - Onde está sua mãe? – vejo os cinco sentados na sala.
  - Subiu. – ouço responderem. Sem dizer mais nada, sigo para as escadas. Ouço passos atrás de mim e diminuo a velocidade.
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  - Pai? – viro e vejo com uma expressão tristonha. – Erm…
  - Aconteceu alguma coisa?
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  Ela morde o lábio e desce um degrau da escada. Me viro para ela e a vejo desviar o olhar.
  - A… Hm. A mamãe não chegou com compras.
  Inspiro. Pauso. Expiro. Concordo com a cabeça.
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  - Não se preocupem, vou falar com ela. – tento mais uma vez abrir meu sorriso tranquilo, mas dessa vez não deu certo. havia passado dos limites e só um burro não conseguiria enxergar nossa situação.
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  - Eu… Nós vamos na sorveteria. – ela aponta para baixo e eu tiro minha carteira do bolso. – Pai. A gente trabalha.
  Sorrio.
  - É mesmo, eu havia me esquecido disso.
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  A vejo descer as escadas e eu me viro para voltar a subir os últimos lances acima. Sigo até o quarto, entro e fecho a porta. estava no banho, ótimo. Me sento na cama e passo a pensar sobre nosso relacionamento. Era óbvio que eu estava quase certo de que ela estava com o Garrett. Era óbvio que ela iria negar. E era óbvio que nós íamos discutir.
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  - me ligou preocupada. – disse quando ela ignorou minha presença e seguiu com sua toalha para o closet. Me levantei e a segui, encostando no batente.
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  - E por que ela estaria preocupada? – ela colocava o pijama. Cruzo os braços.
  - Quando eu tentei te ligar pela sétima vez e seu celular estava desligado ou acabado a bateria, liguei para ela para ver se vocês estavam juntas.
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  - E nós estávamos.
  - Eu sei. Há duas horas.
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  A vejo parar de mexer em suas roupas. Ficou imóvel por alguns segundos até me olhar, boquiaberta.
  - O que está querendo dizer?
  - Estou pensando se você pensou sobre o que eu falei ontem.
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  - Pensei.
  - E foi por isso que ficou fora esse tempo todo?
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  - Exatamente.
  - E chegou a alguma conclusão?
  - Não.
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  Abro um pequeno sorriso de descrença. Ela estava tentando me punir por ter sido frio com ela no dia do boliche, tudo bem, a conheço o suficiente para não fugir mais desse joguinho.
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  - Estava sozinha? – cruzo os braços ainda encostado no batente.
  - Está desconfiando de mim?
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  - Não. Só fiz uma pergunta.
  - É mesmo? Porque eu tenho quase certeza de que está pensando que eu estive com uma outra pessoa durante esse tempo.
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  - É verdade, eu estou pensando que você esteve com uma pessoa durante esse tempo, por isso estou tentando ser delicado tocando no assunto.
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  - Você sabe que eu sei lidar bem com grosserias.
  - E você sabe que eu não gosto de ser grosseiro.
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  - É. Este é mesmo um defeito seu.
  - Engraçado. Você é a única mulher do mundo que procura por um marido que a trate com má educação.
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  - Quanto azar o seu, não é? – ela abriu um sorriso irônico.
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  - Você não vai me responder? – começo a me enervar. não tinha o direito de me tratar assim. Não fui eu, dentre nós dois, que passou as últimas horas com sei lá quem.
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  - Quem disse que não gosta de ser grosseiro?
  - Não gostar de ser não significa que não serei quando preciso. Responde, .
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  - Sim John, eu estive com o Garrett. E olha, ele foi bem compreensível comigo. – ela me olha com sua calma de sempre. É oficial, ela está tentando se vingar de mim. Em um caso normal, eu não me importaria e o assunto se encerraria por aqui. Contudo, sempre soube que eu nunca gostei de Garrett e ter esse tipo de reação e dar esse tipo de resposta é uma tremenda falta de respeito comigo. Por essa razão, sinto meu sangue subir à minha cabeça tão rápido quanto meu nervosismo tomara conta de mim.
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  - Você foi desabafar com o Garrett sobre a NOSSA relação? – aumento meu tom de voz, mas ela não pareceu se importar. Apenas ergueu os ombros enquanto colocava seu pijama e disse:
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  - Ele viu que havia algo de errado…
  - É mesmo, ? Ele viu que você estava triste e ofereceu o ombro para você chorar nele?
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  - Foi exatamente isso. – ela diz ainda serena e eu me calo. Não consigo evitar soltar uma risada irônica de sua cara e balanço a cabeça, entendeu seu ponto.
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  - Tudo bem. – murmuro e dou-lhe as costas, entrando em meu closet. Fecho a porta e pego uma mochila. Coloco algumas trocas de roupa dentro dela e saio.
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  - Aonde vai? – ela me olha, já deitada na cama, quando me vê sair.
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  - Pensar sobre a nossa relação. Só que ao contrário de você, eu vou sozinho. – falo desgostoso e bato a porta do quarto. Eu não estava conseguindo lidar com o fato dela estar tão calma quando tudo o que nós dois construímos estava desabando.
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  - Pai! – ouço e paro, me virando para , que estava de pé com Pat. , e Kennedy estavam em pé me olhando boquiabertos. – Aonde o senhor vai?
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  Os observo e eles pareciam um tanto quanto assustados. Respiro fundo e passo a mão na nuca.
  - Vou dar uma volta.
  - De mochila? – Pat levanta uma sobrancelha.
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  - Vou até a casa de seus tios.
  - O senhor e a mamãe brigaram? – olhava magoada para mim.
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  - Não é nada que devam se preocupar. – sorrio, tentando mostrar que as coisas estavam melhores do que eles imaginavam, mesmo não estando. – Qualquer coisa, me liguem. Sabem onde eu estou.
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  - Pai, o senhor não precisa sair de casa. – Pat diz dando alguns passos. Sorrio.
  - Não vou sair de casa, vou só conversar com seus tios um pouco.
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  - E por que a mochila?
  - No caso de eu perder a hora.
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  Eles pareceram se acalmar um pouco.
  - Deixe sua mãe descansar, tudo bem? Pat, a responsabilidade sua. – o vejo concordar com a cabeça e sorrio para os outros, que murmuram algo e me veem sair para a garagem.
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  - Eu não acredito que ela falou mesmo isso para você. – andava de um lado para o outro e Jared se mantinha ao meu lado sério. – Ela está louca!
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  Eu não falava nada. Pensava no que fazer, como agir. Aparentemente, eu estava perdendo . Algo que eu não queria, uma vez que eu a amava mais do que a mim mesmo. Suspiro e fecho os olhos massageando as têmporas.
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  - Quer que eu fale com ela? – ela me pergunta serena e eu nego com a cabeça. – O que vai fazer?
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  - Não sei. Isso é o pior. Eu não posso simplesmente mandar nela. Você a conhece, se eu tentar manter um fio de seu cabelo rebelde no lugar, ela cortará o cabelo inteiro.
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  - Por que não? Ela sempre manda em você. – Jared diz e eu o olho:
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  - Porque eu a deixo mandar em mim. Mas não é assim. Ela não gosta de ser mandada a fazer as coisas e é bem capaz de fazer ainda mais se eu a proibir de algo.
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  - Seria infantilidade dela. – diz séria. – O relacionamento de vocês está indo por água a baixo e a culpa é dela. Você está se esforçando!
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  - Você acha que ela… – pergunto e os dois se entreolham. – Vocês sabem. Garrett é Garrett.
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  - Acho que não. Quero dizer, ele gosta da . – Jared diz. – Pelo menos foi o que ele disse naquele dia. Quando você não foi, sabe? Tive tempo de conversar com ele. Ele gosta da garota, só é preocupado com as pessoas de fora, mas nada demais.
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  Concordo com a cabeça. Passo as mãos pelo rosto.
  - Acho que vou dormir.
  - Vou arrumar sua cama. – corre para o segundo andar antes que eu a impedisse.
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  - Eu estou com um problema enorme. – murmuro para Jared. – E não sei como lidar com ele.
  - Talvez se vocês fossem naqueles psicólogos de casal…
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  - Jared. Ouça bem o que está falando. O problema não é comigo, é com ela.
  - E se ela está apenas arranjando uma desculpa para chamar sua atenção?
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  - Você a conhece tão bem quanto eu. – falo e ele passa a mão no queixo. – Ela mudou de um dia para o outro.
  - E as crianças?
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  - Preocupadas. Isso tinha de acontecer bem nas férias delas. – respiro exausto e ele balança a cabeça.
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  - Isso veio mesmo em má hora. Mas bem, você vai conseguir lidar com isso. Quero dizer, vocês são um casal e tem uma família. E sabe disso. Ela não irá simplesmente jogar tudo para o alto porque um amor passado surgiu.
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  Esse era meu medo. Garrett não era somente um amor passado, foi o primeiro amor de , e se o que dizem sobre o primeiro amor das mulheres for verdade, eu deveria me preocupar mais do que estou preocupado.
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Capítulo 12

  No dia seguinte voltei para casa apenas de noite, depois do trabalho.

  - Achei que ia ficar na tia de novo. – diz me dando um abraço. Beijo-lhe o topo da cabeça e sorrio para Pat e Kennedy.
  - Não, eu só precisava conversar com alguém. Tudo bem?
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  - Normal. – Pat responde. – Tirando o fato que mamãe está lá em cima e não desceu o dia inteiro.
  - Ela comeu algo? – fico mais sério e os dois negam com a cabeça. – Bom, preparem algo para ela e levem lá pra cima, tudo bem?
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  - O senhor não vai falar com ela? – me olha curiosa.
  Hesito em responder. Olho para suas expressões ansiosas e decido responder:
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  - Vou… – sorrio. – Claro que vou. – e sigo para as escadas. Fecho os olhos respirando fundo e contando até dez. Entro em nosso quarto, que estava escuro. Ando um pouco e tropeço em algo, pisando em outra coisa logo em seguida. Suspiro mais uma vez e acendo a luz. Arregalo os olhos ao ver diversas coisas quebradas e jogadas espalhadas pelo quarto.
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  Sigo apressado até meu closet e vejo que tudo ali estava exatamente da maneira que eu havia deixado na noite anterior. Corro até o de e a vejo sentada em cima das pernas e os braços apoiados na poltrona que havia dentro dela. Estava dormindo. Suspiro e sigo até ela, arrumando seus cabelos que estavam bagunçados e então a pego no colo, a levando para a cama e a deitando em seu lado, a cobrindo em seguida.
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  Encaro seu rosto sereno adormecido e sorrio. Acaricio-o e beijo sua bochecha, pegando as coisas que estavam no caminho e as empurrando para o canto. Saio do quarto e vejo Pat com uma bandeja.
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  - Mais tarde. – falo e ele me olha confuso. – Ela está descansando.
  - Ela tá bem?
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  - Um pouco estressada, mas vai melhorar. Vamos lá para baixo. – falo e ele me acompanha.
  - Pai?
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  - Hm.
  - Vocês dois não vão… Hm…
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  - Não. – sorrio para ele que então sorri aliviado. – É só uma situação nova.
  - Ah… Ufa. Tudo bem.
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  Descemos as escadas e ao entrarmos na sala para seguir até a cozinha, vemos e Kennedy, hm, fazendo o que eu não gostaria nunca de ver minha filha fazendo. Limpo minha garganta e os dois rapidamente se separam vermelhos.
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  - Pai! – ela murmura assustada e ouço Pat dar uma risada, seguindo para a cozinha cantarolando.
  - Aproveitando a estadia, Brock? – olho para Kennedy que abre a boca e nada sai. – Talvez seja necessário uma conversa em escritório, sim? , prepare algo para o jantar.
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  Ela rapidamente concorda com a cabeça, correndo para a cozinha e eu caminho até meu escritório com Kennedy atrás.
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  - Sente-se. – digo dando a volta em minha mesa, o vendo fechar a porta e caminhar até a poltrona a minha frente. Ficamos calados. Ele olhava para as mãos nervoso e eu o encarava calmo. – Então…
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  - Olha senhor O’Callaghan, me desculpe desrespeitá-lo assim na casa do senhor, não era mesmo a intenção…
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  - Você gosta dela? – o corto. Eu não sou bom com pessoas implorando perdão aos meus pés. Gosto de ir direto ao assunto e cortar o mal pela raiz. Além do mais, eu consigo ser mais malvado quando não tenho um peso na consciência pela pessoa que dramatizou na minha frente. Tendo a ter o coração fraco, como minha família vem sabe. Ele arregala os olhos assustados e limpa a garganta, passando a mão na nuca.
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  - E-eu… – e pausa. Suspira. – Bom. Sim.
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  - Não me pareceu muito convincente. – falo pegando uma caneta e mexendo nela. – Pode ser sincero comigo, Brock, não irei julgá-lo pelas suas atitudes à pouco. A não ser que você não esteja sendo sincero nas suas palavras.
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  Ele fica mais um tempo calado e então se mexe na cadeira.
  - Tudo bem… Eu gosto muito dela. – ele olhava para os papéis em minha mesa. – Desde o colégio. E… Bem, eu estava tentando me aproximar…
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  - E suas intenções? – perguntei, depois de aguardá-lo terminar a sentença, mas não vir nada.
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  - As melhores, sempre! – desta vez ele respondeu até rápido demais. – Eu não sou de ciscar por aí. – Ciscar? Mas no que diabos esses adolescentes estão se tornando? Galos e galinhas? – Sou homem de uma mulher só, senhor O’Callaghan. – levanta a mão.
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  - Isso é bom. – balanço a cabeça. – Muito bom. Só vou lhe pedir duas coisas, Brock. – faço o número com os dedos e ele se mexe novamente me dando a maior atenção que conseguia. – Se a machucar, vou me esquecer que é filho de meu chefe. – ele concorda com a cabeça. – Dentro da minha casa, procurem se controlar. Nenhum pai gosta de ver a filha na situação que vi há pouco.
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  - Sim senhor, não vai mais acontecer.
  - Ótimo. Foi uma ótima conversa. – sorrio e ligo meu computador.
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  - Hm, senhor O’Callaghan? – desvio meu olhar de volta para ele. – Eu tenho permissão… De… Hm. – ele olha para o lado e volta a olhar para mim. – Eu posso pedir em namoro?
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  Pauso. , minha menina. Ele queria namorá-la. Olho para a foto da família em minha mesa. Quando os dois ainda eram crianças de verdade e o único homem que ela se importava, era eu.
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  “Nós não criamos filhos para nós, John. Criamos para o mundo.” Lembro-me de falando. Limpo minha garganta:
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  - Se tem certeza disso e tem certeza de que não a fará triste, tem minha permissão.
  O vejo então abrir um sorriso e se levantar.
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  - Obrigado senhor O’Callaghan”
  Balanço a cabeça e o vejo sair da sala. Fecho os olhos.
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  - Minha filha num relacionamento. – resmungo. – É muita coisa para uma simples férias de verão.
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  - Pai. O jantar está na mesa. – bate na porta e eu murmuro um ‘ok’ enquanto terminava de analisar o perfil de um dos meus clientes. – Escuta pai… Sobre eu e Kennedy…
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  Paro e a olho sério. Ela mexe as mãos.
  - Ahm… É só que… Ele me pediu em namoro.
  - Eu sei.
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  - Sabe? – ela arregala os olhos. Concordo com a cabeça.
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  - Ele me pediu permissão. – e desligo o monitor, seguindo até a cozinha. Demorou alguns minutos para aparecer atrás de mim sorrindo.
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  O jantar foi um tanto quanto agradável. Pat era o que mais falava. Os três ficaram de arrumar a cozinha enquanto eu subia com a bandeja e o jantar para . Abro a porta do quarto lentamente e a vejo acordada assistindo à TV. Desvia seu olhar para mim e então volta a olhar para TV.
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  - Trouxe algo para comer. – coloco a bandeja apoiada na cama. Ela olha para a comida. – Não fui eu quem preparei.
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  - ? – ela pergunta receosa.
  - Patrick.
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  - Obrigada. – e pega a bandeja e coloca em sua frente. – Eu… – diz quando eu sigo para o banheiro. Paro e a olho. – Podemos conversar? Quando sair do banho?
  - Claro. – falo calmo e fecho a porta do banheiro.
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  Tentei não demorar tanto quanto demoro. Segui para o closet e vi que ela já havia terminado o jantar.
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  - e Kennedy estão namorando. – falo lá de dentro.
  - Como?
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  - . E Brock. – coloco uma camiseta qualquer e sigo até ela em nossa cama. – Começaram a namorar.
  - Você falou…
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  - Falei. – a corto. Ela então olha para o edredom. – Mas sobre você-sabe-o-quê…
  - Tudo bem. – ela me corta. Sorri. – Você até que está aceitando bem.
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  - Ele é um bom garoto. E tem um bom futuro. Além disso, eu posso ter uma esperança de uma promoção no futuro.
  - Este é o momento em que eu digo “não lhe falei?”.
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  Sorrio.
  - Não vai demorar muito para Pat encontrar uma namorada também.
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  - Não vamos falar sobre mais uma mulher nessa família. – ela fecha a cara e eu sorrio. Ficamos calados e ela suspira. – Olha, me desculpe. – ela se vira para mim e eu retiro a bandeja de cima dela. – Obrigada. – sorrio e coloco-o na cadeira ao lado do criado mudo. – Eu só encontrei com Garrett porque… Não sei, ele era a única pessoa que eu conhecia que não conversa com você para conversar sobre nós.
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  Me mantenho calado.
  - Eu não te traí, John, palavra de quem ama o marido e a família que tem. – ela diz desconcertada. – Eu só estava nervosa e não queria que opinassem na minha vida. E sei que e Jared fariam isso.
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  - Fariam mesmo. – faço uma careta e ela sorri.
  - Você foi até eles, não foi?
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  - É… Fui.
  - E eles estão nervosos comigo também.
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  - Um pouco.
  Ela concorda com a cabeça.
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  - Eu amo você. – ela diz chorosa. – Eu amo nossos filhos, amo nossa família. Eu só… Não sei por que tive toda essa crise, só queria te fazer sofrer por duvidar de mim.
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  - Eu sofri o bastante acho. Podemos parar com isso?
  - Já parei. – ela sorri, engatinhando até mim. – Me desculpa amor, de verdade.
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  - Tudo bem. E me desculpe duvidar de você.
  - Certo. – ela sorri e eu acaricio seu rosto. – Sem mais brigas?
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  - Você está muito bipolar. – falo e ela ri. – Acho melhor você ir no médico.
  - Eu não estou doente, John. – eu concordo.
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  - Eu sei, eu sei. Mas é que em toda a nossa vida juntos, você só ficou bipolar assim duas vezes. – a olho sério e ela então fica da mesma maneira que eu estava. – Na gravidez de Patrick e então na de . – conto nos dedos.
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  - Você acha que…
  - Melhor marcamos um médico. – sorrio e ela sorri concordando. – Vou ligar para sua ginecologista amanhã.
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  - Obrigada. – ela me abraça e eu beijo sua cabeça. – Você é o melhor marido do mundo.
  - Eu sei. – ela ri.
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  - E… Bom. Temos de comprar um abajur novo. – e olha para o quebrado no chão. Sorrio.
  - Sorte sua que eu sou rico. – respondo irônico e ela ri mais ainda.
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Capítulo 13

  - Sabe, eu acho que tem algo errado aqui. – Pat dizia na hora do almoço. Olhamos todos para ele. – Mamãe serve o papai e hoje está incrivelmente mais melosa com ele. O que é uma boa coisa, acho eu. – me olha sorrindo e eu rio. – e Kennedy estão namorando oficialmente e ela está mais melosa que mel. E o Pat? Como ele fica nessa história toda?
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  - Ah, meu maninho tá carenteee. – se levanta e vai até o folgado de Patrick, o abraçando.
  - Dá seu prato pra mamãe, filho, vou fazer o melhor de todos. – sai de meu lado e vai para o garoto que sorri.
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  - Agora sim.
  - Agora sim nada, moleque. Devolve a minha mulher e vai arranjar a sua. – puxo pelo avental.
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  - John! Pare de querer trazer garotas para meu bebê. – abraça o filho que sorri e concorda com a cabeça. – A mamãe é suficiente para ele.
  - É sim. – ele responde e eu reviro os olhos.
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Ding Dong
  - Ah, deve ser a . – ele se solta de e corre até a porta. Sorrio.
  - Foi mais rápido do que eu imaginava. – digo entre risos para , que fecha a cara e vê entrar na cozinha.
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  - Boa tarde. – ouço sua voz baixa. Nos viramos para ela.
  - Mas que coisa, , você chegou bem na hora do almoço! – falo sorrindo e a vejo abrir um pequeno sorriso. – Sente-se!
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  - Obrigada. – ela diz timidamente.
  - Está de regime, querida? – volta com prato e talheres para ela.
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  - Não senhora.
  - Parece que emagreceu.
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  - Por que será… – ouço cantarolar baixo. – Deixe-me adivinhar: Você não quer almoçar.
   sorri sem graça.
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  - Ela vai comer um pouco, não é ? – Pat sorri para a garota que assente com a cabeça. – Viu? . – ele fala significadamente para a irmã, que fecha a cara.
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  No final das contas, não comera nada. Colocara uma ou duas garfadas na boca, mas quando viu que todos haviam finalizado, juntou os talheres indicado que também havia terminado.
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  - Você nem tocou na comida, querida. – diz preocupada.
  - Eu já havia almoçado em casa, senhora O’Callaghan.
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  - Achei que estava no trabalho. – diz e diminui o sorriso desconfortável. – Você não precisa mentir aqui também, .
  - ! – fala, vendo-a bufar.
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  - Tudo bem. – diz sem graça. – Eu… Bom, desculpe a desfeita senhora O’Callaghan.
  - Não faz mal querida.
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  - , por que você não vai indo pro carro enquanto eu pego um casaco? – Pat diz sorrindo para a garota que concorda com a cabeça e se despede de todos, menos , que lhe virara a cara. – Qual é o seu problema?
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  - O quê?
  - Caramba, mais amiga não podia ser. – o vejo dizer, irônico. Ela revira os olhos.
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  - Você não foi muito gentil com a sua amiga, . – diz calma tirando a mesa com a ajuda de Kennedy.
  - Acontece mãe, que a minha amiga está mentindo para mim. – ela diz séria. – Fala uma coisa, mas faz outra!
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  - Os pais dela estão se divorciando sua idiota! – Pat diz sério e se cala. Viro meu rosto para ele.
  - Ela não me cont…
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  - Por que será? Talvez porque você esteja sendo uma amiga idiota? – ele fala rispidamente.
  - Patrick. – chamo sua atenção.
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  - Pai, o senhor viu o jeito que ela tratou . Ela está depressiva, entendeu? Depressiva! – ele se vira para , que estava boquiaberta.
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  - Não acredito que eles estão se separando, pareciam um casal tão feliz. – coloca as mãos na cintura.
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  - A mãe dela estava traindo o pai dela. – Pat diz olhando para fora, provavelmente verificando se a menina estava por perto. – Não param de brigar, por isso não volta para casa. – ele olha para . – Eles a estão colocando no meio da briga.
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  - Isso é um absurdo. – diz indignada. – Não se pode colocar uma criança assim numa discussão!
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  Vemos Patrick apontar para fora exasperado e suspirar.
  - Eu vou…
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  - Você não vai nada. – ele a corta. – Vou levá-la até algum lugar e fazê-la comer. – e pega o casaco que estava na entrada, saindo.
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  Olhamos em direção à , que bufa:
  - Sem sermões, estou com peso na consciência demais. – e se levanta, saindo da cozinha.
  - Hum… Com licença. – Kennedy se levanta e corre atrás dela. Suspiro e junto os pratos.
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  - Eu fico pensando… – ai não. quando começa a frase assim, quer dizer que está insegura e precisa desabafar. Tento ignorar e continuo juntando os pratos, enfim me levantando e seguindo para a bancada onde se localizava a pia. – Será que as nossas crianças ficaram dessa maneira enquanto nós estávamos brigados?
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  Nada respondo. Empilho os pratos e talheres dentro da pia.
  - John. Estou falando com você. – mas que droga. Suspiro e a olho:
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  - Claro que não, . Você acha mesmo que Pat ou iriam deixar de comer? É mais fácil fazerem um voto do silêncio ou de estudar, mas parar de comer é bem difícil. – volto a atenção para a pia, pegando o chuveirinho e enxaguando toda a louça, enquanto ouço sua risada.
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Ding Dong
  Ouço do meu escritório. Férias de julho quando o senhor Brock não estava no escritório fazia com que eu e Jared trabalhássemos em casa. Ainda mais com o filho do chefe ficando na minha residência. Era uma desculpa a mais. A outra (desculpa) seria que eu teria que manter os olhos nele e na minha filha, uma vez que eles estavam num relacionamento.
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Ding dong, ding dong
  Suspiro e olho para a porta do meu escritório. Será que ninguém iria atender? Volto a olhar para o computador e então ouço mais uma vez a bendita campainha soar. Levanto e sigo até a porta, olhando para os lados para me certificar de que ninguém viria atender. Olho no olho mágico e vejo com as mãos na cintura, batendo o pé no chão, como se estivesse ansiosa. Abro a porta:
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  - Até que enfim! – ela abre os braços e bate-as nas pernas. – está aí?
  - Não sei, se for, será lá em cima, estou trabalhando.
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  Não a ouvi dizer mais nada e subira correndo as escadas, me deixando parado boquiaberto na porta. Quando estava para fechar, ouço o barulho da porta da cozinha se abrindo e então fechando.
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  - Ah, pai, que bom que está aí, posso falar com o senhor? – ouço a voz de Patrick e o olho. Concordo com a cabeça e sigo para o escritório. – Então. Eu queria saber se a não pode passar uns dias aqui em casa. É que ontem os pais dela deram um surto e a mãe dela resolveu ir dormir no nosso apê, sabe? Acontece que a não aguenta mais ouvir a mãe dela falar mal do pai dela e blábláblá… O senhor entende, né?
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  - Patrick. Você…
  - Eu sei pai, mas o senhor tem que ver o estado dela. Mesmo que eu não… Bom. Mesmo que eu não gostasse dela… Ah pai, me ajuda vai!
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  - Certo, certo. Mas é bom que você deixe-a conversar com a sua irmã. Patrick. – chamo sua atenção quando ele abre a boca para reclamar. – Elas são amigas e devem se entender. Certo? não vai fazer nada que machuque a amiga sabendo da situação dela. Você sabe disso.
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  - Ta, ta… Valeu pai.
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  - E ou ela dorme com , ou você peça para Kennedy mudar para o seu quarto, que dormirá no de hóspedes. – falo antes que ele saísse do escritório. Pela sua reação, meu filho estava dando uma de esperto para cima de mim. Mas eu estava salvando a vida dele e de , se ele quisesse saber. cometeria um assassinato caso soubesse que os dois estariam dormindo juntos. E ainda mais de baixo do mesmo teto que ela.
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  - Ta bem. – e sai do escritório.
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  - AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! – ouço alguns minutos depois no andar de cima, o grito de , me fazendo levantar correndo e subir as escadas ainda mais rápido e entrando em meu quarto à procura de algum inseto, ladrão ou TV ligada. Nada. Vejo ela e sentadas na minha cama sorrindo e se abraçando.
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  - Querem me matar do coração? – falo tentando diminuir meus batimentos cardíacos.
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  - Amor, venha cá! Ouça bem a novidade que a sua irmã tem! – se levanta, fechando a porta atrás de mim e me fazendo sentar na cama. Olho para minha irmã, que me olha nervosa.
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  - Eu não vou para Massashuts. – falo rapidamente, fazendo as duas bufarem e revirarem os olhos.
  - Não tem nada a ver com isso. – minha mulher diz impaciente. – Anda logo, ! Conta!
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  - Tudo bem… – ela se mexe em minha frente. – Eu estou grávida.
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  Abro a boca. Olho para sua barriga. Não era como se o filho fosse meu, mas a mãe é a minha irmã menor. A caçulinha que precisava ser protegida. As duas me olhavam ansiosas e tudo o que eu fiz foi pegar o telefone, digitar um número e esperar ser atendido:
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  - Alô?
  - DESDE QUANDO VOCÊ SABE QUE VAI SER PAI E NÃO ME AVISA? – berro para Jared.
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Capítulo 14

  Ouço uma risada do outro lado da linha:
  - está aí é?
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  - Você quer me matar do coração, seu imbecil? COMO É QUE VOCÊ ENGRAVIDA A MINHA IRMÃ?
  - Hey! – ouço reclamar e eu receber um tapa de .
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  - Peraí, John. Estou confuso. – ouço a voz de Jared. – Eu e somos casados, então tecnicamente eu posso engravidá-la quando nós quisermos… Espere um minuto! Você não está feliz?
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  - É LÓGICO QUE EU ESTOU FELIZ, MAS QUEM DISSE QUE EU TENHO IDADE PARA AGUENTAR NOVIDADES ASSIM?
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  - Eu odeio quando ele começa a se chamar de idoso. – murmura para , que ri. – Ele nunca faz isso no meio do sexo.
  - ! – a cunhada chama sua atenção.
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  Eu apenas conseguia ouvir Jared rindo do outro lado da linha. Bufo e desligo o telefone em sua cara, enquanto olhava para , que ria com . Abro os braços e ela se aconchega entre eles.
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  - Vocês foram até que rapidinhos. – murmuro um tempo depois, fazendo revirar os olhos e seguir para o closet, enquanto ria e se desvencilhava de mim.
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  - Ora, nós sempre deixamos claro que o problema era a minha fobia com partos, não o modo de fazer uma criança ou de engravidar.
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  Fecho os olhos e faço uma careta.
  - Visão do inferno. – murmuro e ela me dá um tapa rindo. – Parabéns. – a abraço novamente. – Ele deve estar animado.
  - Muito. – eu via o quanto ela estava feliz. – Vamos reformar a casa! Deixá-la apropriada para uma criança.
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  - Ai que lindo! – diz sorrindo. – Posso ajudar?
  - Claro, !
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  - Eu conheço uma mulher que descobre o sexo do bebê. Ela só precisa saber o último dia que você menstruou…
  - Podem deixar isso para depois? – pergunto enojado. – Tenho que te dizer algo .
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  Ela me olha sorrindo.
  - Não pense que quero pedir outro filho. – digo receoso ao ver sua expressão. ri e ela revira os olhos. – Pat veio falar comigo hoje para pedir permissão de vir dormir aqui.
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  Foi aí que eu vi ficar séria. Como dizer que eu deixei?
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  - E… Hum. Eu talvez tenha concordando, porque talvez a menina esteja passando maus bocados.
  - Você deixou e Pat dormirem juntos? – eu podia sentir o sangue dela ferver.
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  - Claro que não, apesar de não parecer, eu amo meu filho e o quero vivo. – digo me levantando. – Disse que ou dorme no quarto de hóspedes e Brock muda para o quarto dele, ou ela vai dormir com .
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  - e ela estão brigadas.
  - Deixem que elas decidam isso, tudo bem? – sigo para a porta. – Qualquer coisa estarei no escritório.
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  Desço as escadas e ouço gritar do quarto por Pat. Sorrio, ela nunca iria mudar.
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  - Valeu, pai. – ouço meu filho dizer para mim emburrado. – Tive que ouvir sobre sexo da minha mãe.
  - E você acha que ela não falou com sua irmã quando começou a namorar Brock?
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  - Elas são mulheres! O senhor devia fazer isso!
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  - Nós já fizemos, lembra? Mas você conhece bem sua mãe é a obsessão dela por você. – desligo a TV ao ouvir chamar por todos para o jantar.
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  - Mãe, não posso ficar. – diz correndo para a porta.
  - Opa, opa, opa! – a chamo. – Onde a mocinha acha que vai?
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  - É uma emergência, pai! Não dá para eu sentar e explicar agora! – ela volta a se virar para a porta:
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  - Mas se não explicar, não poderá sair, então acho bom a senhorita vir até seu lugar e dizer o motivo de tanta pressa enquanto janta. – ela sabia que eu não gostava que ninguém perdesse o jantar. – Aonde está ? – olho para Pat, que me olha feio ao ver que desviara rapidamente seu olhar para ele. Rio.
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  - Vem depois. – ele murmura. – Cadê tia ?
  - Ela tem coisas a resolver com seu tio Jared. – se aproxima com a travessa de carne. – Está grávida, sabe?
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  - TIA ESTÁ GRÁVIDA? – pergunta pasma.
  - Pode abaixar o tom, , você está a milímetros de sua mãe e ela não é surda.
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  - Desculpa. – ela diz enquanto Kennedy servia um copo de suco para ela. – É sério, eu tenho que ir. Me dá um desconto hoje, pai. Só hoje!
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  - Se eu der um desconto para você, terei que dar para o seu irmão. E então isso vira uma festa.
  - Mas…
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  - O que aconteceu, filha? – a corta antes que pudéssemos entrar em uma discussão.
  - Eu não posso falar agora… – ela olha para o prato.
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  - Sirva ela, senhor Brock, já que ela mesma não quer se servir. – falo para o garoto, que sem dizer nada pega o prato de , que o olha feio e o faz encolher os ombros. Rio internamente. Ah, se eu tivesse esse poder quando estava no colégio.
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  - , diga o motivo e dependendo dele, seu pai lhe dará seu desconto.
  - Negativo. – murmuro e recebo um chute de .
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  - Mãe, é confidencial. A pediu para eu não falar pra ninguém.
  - Algum problema com ? – ela pergunta comendo.
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  - Claro né, mãe? Se eu não estivesse desesperada tentando ir pra casa dela, não seria um problema!
  - Modos, !
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  - Desculpa, desculpa. Olha, eu preciso ir. Por favor! Eu prometo ficar em casa esse sábado.
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  - E domingo. – eu digo e a vejo fazer uma careta e murmurar coisas antes de concordar. – Bom passeio, filha. Não volte tarde. – abro um sorriso e a vejo sair correndo antes de me mandar para aquele lugar.
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  - Pai, o senhor é o cara mais sacana que eu já vi na vida.
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  - Eu não sou sacana, filho. – digo para Pat enquanto tinha meu copo de suco servido pela minha bela mulher. – Eu apenas sei lidar com meus filhos.
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  - John! John! – entra em meu escritório rapidamente depois que voltei a trabalhar. Eu geralmente trabalha mais na semana, para não ter tanto o que fazer no final de semana e eu poder aproveitar mais minha mulher. Claro que tudo isso fora ideia dela, eu sempre trabalhei muito. – Você não sabe o que aconteceu!
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  - , acho que você está indo na pessoa errada para fofocar. – digo ainda olhando para o computador.
  - Deixe de ser chato e preste atenção no que tenho para dizer!
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  - Estou prestando, mulher. Diga logo.
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  - Olhe para mim então, homem! – ela me imita e eu suspiro desviando meu olhar para ela. – veio me contar o motivo de todo aquele ‘auê’ no jantar.
  - , eu não tenho interesse em saber da vida das amigas de
  - está grávida de Garrett. – ela me corta e ficamos calados. Parecia até que eu era o pai de tão sem falas. Mas que diabos.
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Capítulo 15

  Depois daquele acontecimento, eu tive de conversar com Brock e meu filho. disse que iria falar com e , já que a mãe da amiga da minha filha estava ocupada demais em tentar tirar tudo do marido-ex-marido. Peguei os dois e os levei para uma cafeteria, a mesma que eu sempre ia quando queria conversar com Pat. Como sempre, eu não pedia nada e deixava os dois enrolarem o quanto quisessem fingindo escolher algo para comer. Fui direto para a mesa dos fundos, a que nós sempre sentávamos e passei a esperar pelos dois, que admito, excederam minha paciência.
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  - Vocês sabem sobre o que nós iremos falar. – digo sério e os dois assentem. – A amiga de sua irmã – aponto para Pat. – e sua namorada – aponto para Kennedy. – está grávida.
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  - Olha pai, o Garrett é responsável…
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  - Isso não justifica ele engravidar uma garota que não está nem no segundo ano da faculdade. – o corto e ele se cala, voltando a encolher. – Ele é responsável, sim. Uma boa pessoa. Mas ela ainda não tem um futuro. Agora terá de parar os estudos para enfim pensar se poderá voltar ou não a eles.
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  Os dois nada diziam.
  - Não ache que estou te chamando aqui apenas porque namora minha filha, Brock. Seu pai faria a mesma coisa se meu filho estivesse a par da situação. – obviamente aquilo era uma grande besteira e nós dois sabíamos disso. O pai de Kennedy não liga para nada a não ser status na sociedade, o que eu admito, ele tem para dar e vender, mas atenção para a família é algo escasso nos Brock. – Isso acontece. E não é do tipo de coisa que não se dá para evitar. Dá. Existem preservativos, pílulas anticoncepcionais, métodos contraceptivos. Eu não quero ver minha filha chegando com uma barriga maior do que o normal até ela estar com uma vida própria estabilizada, senhor Brock. Por mais que eu sei que o senhor é bem orientado e tem um bom futuro garantido, caso siga a carreira de seu pai, não é porque tem dinheiro que poderá dar a atenção ao filho. E muito menos quero ver você engravidando , principalmente com todo esse problema que ela está passando com sua família.
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  - Pai, nós não transamos ainda.
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  - Ainda. – meu filho é um santo, puta que o pariu. Esse puxou a tia, porque nem o pai e nem a mãe eram assim, e isso eu posso garantir. – Da mesma maneira que vocês devem se precaver, eu estou me precavendo conversando com vocês. Pai não existe só para pagar suas contas, lhe dar educação e receber presente no dia dos pais. Nós também já tivemos a idade de vocês, sabemos como essa conversa é constrangedora e chata e sabemos que vocês acham que sabem de tudo sobre isso e que não precisam ouvir sempre a mesma coisa. Mas somos pais. E temos que fazer o que é preciso.
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  - A disse que a vai morar com o Garrett. – Patrick diz mais baixo. – Ele vai assumir e tudo mais.
  - É o mínimo que ele deve fazer. E não pense que acontecerão isso com vocês. Se engravidou, vai casar. Tem que ter papel assinado com a responsabilidade. Ouça isso bem, os dois.
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  - Não vai acontecer, senhor O’Callaghan. – Kennedy parecia mais seguro. – Não vamos fazer nada que atrapalhe o nosso futuro.
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  - É bom que seja assim. Nos matamos para lhes dar esse tipo de educação. Se esforcem para mantê-las, essa idade de vocês é a idade em que vocês têm de provar para nós pais que armazenaram tudo o que nós ensinamos durante toda a vida de vocês até agora.
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  - Ele já disse pai, não vai acontecer.
  Concordo com a cabeça.
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  - Ótimo. – e retiro a minha carteira do bolso, retirando dois pacotes de preservativos. – É sempre bom ter na carteira.
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  - O senhor… Anda com pacotes de preservativo na carteira? – Pat parecia surpreso. Mas que vontade de dizer que pais também transam, mas por experiência própria, vou privar meu filho e seu amigo de terem pesadelos.
  - Pais tem de dar o exemplo. – boa saída. Foi uma boa saída.
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  Logo que chegamos em casa, ainda estava com e em seu quarto. Fui direto para o escritório trabalhar e recebi o telefonema de Jared:
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  - O que vai fazer essa noite?
  - Jantar, assistir aos Ravens e dormir.
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  - Cancele o jantar, vocês vêm para casa. está fazendo aquele festival de massas que nós adoramos.
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  - Feito. – eu nunca faço cena quando estamos colocando o festival de massas da minha irmã. Se tem uma coisa – além de decorar espaços – que é boa, é cozinhar massas. cozinha bem sempre, mas as massas da minha irmã… Não é à toa que o Jared não consegue emagrecer. – Que horas?
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  - Às sete. A médica disse que ela tem de evitar comer depois das oito, oito e meia. Então estamos tentando mudar os hábitos aqui em casa.
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  - Tenho de levar algo?
  - O merengue da sua mulher, claro, mas que pergunta!
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  Dou uma risada.
  - E peça para ela trazer aquela torta de limão! – ouço gritar ao fundo. – Senão eu prometo que seu sobrinho ou sua sobrinha nasce com cara de limão!
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  - O filho é seu mesmo. – murmuro e Jared resmunga.
  - Traz a maldita torta porque comprei uma para ela na Brunella, que é a melhor da cidade e ela reclamou que não era a da .
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  - Tudo bem, tudo bem. Vou avisá-la agora.
  - Fiquei sabendo da e do Garrett.
  - Parece que os dois vão morar juntos.
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  - É, estou sabendo dessa também. Garrett me ligou dizendo que não conseguiu te encontrar no escritório, como eu estava lá, ele acabou falando comigo. Queria um contador para ajudar ele a calcular todas as despesas. Está pensando em pedir a menina em casamento.
  - É o certo.
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  - Não sei por que, mas senti que ele estava animado com isso. Do tipo, “minha mulher está para ter um bebê!”, sabe? Parece que ele nem se importa dela não estar nem formada na faculdade.
  - Vai ver para ele é normal.
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  - Bom, teremos tempo de conversar. e acharam melhor convidar os dois para que elas pudessem conversar com e nós com Garrett.
  - É ótimo a maneira que minha mulher me deixa a par das coisas.
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  - Pare de reclamar, pelo menos agora é certeza de que ele nunca estaria afim dela.
  - Não é porque se engravida uma pessoa, que impede ela de gostar de outra.
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  - Pare de ver água no deserto, John. Aceite o fato de que o Garrett está em outra.
  - É o que eu mais quero.
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  - Tá, tá, seu velho resmungão. Nos vemos hoje à noite. E não se esqueça da maldita torta, senão faço vocês dois darem meia volta e só voltarem com ela em mãos!
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  - Tá, tá, seu velho resmungão. – o imito rindo e ele dá uma risada antes de desligar o telefone. Me levanto e ao sair, dou de cara com Kennedy e Pat conversando.
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  - Escuta pai… Podemos conversar com o senhor?
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  - Podem esperar alguns minutos? Tenho que dar um aviso à sua mãe e não é para ser deixado de lado. – caminho em direção às escadas. – E hoje vamos jantar na sua tia , ela está preparando o festival de massas. – não dei tempo de meu filho reclamar ou demonstrar animação, pois já estava no meio das escadas. Kennedy sempre estaria neutro nas conversas, ele sempre demonstrava estar confortável com qualquer decisão que eu tomasse. Continuando assim, seria melhor aceito por mim em minha família.
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  Bato na porta de meu quarto e ouço um ‘Entre‘, abro a porta e vejo as três conversando. Mulheres…
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  - Desculpe interromper o clube das Luluzinhas… – ouço risadas de e . – Mas meu cunhado me ligou informando que minha irmã estará fazendo o maravilhoso festival de massas em sua residência esta noite e que é imprescindível a nossa presença, a de seu merengue e principalmente da sua torta de limão caseira. – me aproximo de , que sorri.
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  - O senhor pode então, ir até o supermercado comprar os ingredientes enquanto eu preparo a massa do fundo da torta, já que são cinco e meia e sua irmã está numa nova dieta de não comer nada antes das oito?
  - Seu desejo é uma ordem. – faço uma reverência.
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  - Não senhor, minha ordem é o seu desejo. – ela pisca e eu dou uma risada, dando um beijo em sua bochecha. – Arraste os dois com você, vou arrastá-las comigo na cozinha.
  - Ah não, mãe!
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  - Anão é um homem bem pequenininho. – solto uma gargalhada e sigo para fora do quarto, indo em direção ao primeiro andar.
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  - Vamos ao supermercado. – falo para os dois e Kennedy prontamente se levanta.
  - Ahh pai… – Pat resmunga.
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  - Ou supermercado comigo ou cozinha com sua mãe.
  - Caramba, é a sopa de grilo ou torta de barata. – ele murmura se levantando e me seguindo. – Mancada isso, pai.
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  - Mancada é corrida pra aleijado. – falo entrando no carro.
  - Ah-vá. Eu odeio quando o senhor e a mamãe começam com essas piadinhas sem graça.
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  - Elas podem ser sem graça para você, mas o que importa é que para nós é engraçado. – ligo o carro.
  - Tomara que a tia faça o rondelle. – ele diz.
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  Passamos alguns minutos em silêncio, pelo menos até chegarmos no supermercado, então Patrick se lembrou que tinha algo a me dizer:
  - Seguinte pai, como a vai sair de casa…
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  - Temos que ver a mudança de quartos. – eu completo.
  - É mais ou menos isso.
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  O olho esperando uma explicação enquanto ia para a sessão de doces pegar o leite condensado, o chantilly e o suspiro. Se há uma coisa que John O’Callaghan sabe cozinhar, são doces.
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  - Nós estávamos pensando…
  - Nós quem?
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  - Eu e Kennedy.
  - Certo.
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  - A podia dormir com a no quarto e o Kennedy mudava para casa e ficava no quarto da .
  Mas-que-merda.
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  Não tinha a marca que eu e gostávamos do chantilly. Como se ninguém no mundo gostasse disso, caramba! Como uma empresa pode parar de produzir um doce desses?
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  - Desculpe filho, não estava prestando atenção. O que disse?
  - Eu estava dizendo que já arranjamos alguém para substituir a .
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  O olho surpreso.
  - E quem seria?
  - O Kennedy.
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  Olho para o garoto e o vejo encolher os ombros.
  - Achei que não se davam bem.
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  - Nós estamos nos esforçando, para o bem da , sabe como é. – Pat dá dois tapinhas no ombro de Kennedy e este concorda com a cabeça, sorrindo.
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  - Não somos mais crianças, senhor O’Callaghan. Já sabemos diferenciar nossas brigas infantis. – ele diz e eu concordo com a cabeça.
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  - Isso é muito bom. – falo, tentando não parecer desgostoso. O namorado da minha filha morando no quarto ao lado do dela 365 dias por ano? Como se não bastasse tê-la longe durante os cinco dias da semana, agora terei de vê-la uma vez por mês na companhia dele?
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  - O fato do Kennedy morar no apartamento ou de nós sabermos diferenciar as coisas?
  - O segundo fato, claro. Estão virando gente. – pego algumas latas de leite condensado. – Já conversou com seu pai sobre isso, Brock?
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  - Ainda não, senhor O’Callaghan, eu queria primeiro saber se há algum problema para o senhor… O meu pai sempre quis que eu tomasse algum rumo na vida, mas eu nunca soube direito o que é que eu queria… Então acho que se eu tomar alguma iniciativa, vai ser melhor.
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  - Seja honesto consigo mesmo, senhor Brock.
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  - Tudo bem. É por causa da , mas juro que não é com segundas intenções, senhor O’Callaghan! – ele parecia mais desesperado agora. – O que eu disse também faz parte disso tudo. Até mais do que o fato de eu ter de dividir um apartamento com a , eu só achei que não seria problema, já que Patrick e
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  - Não estou retrucando nada, senhor Brock. O senhor e minha filha estão dormindo sobre o mesmo teto agora.
  Vejo o garoto respirar aliviado. Pego algumas caixas de morango na sessão de frutas e sigo para os limões.
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  - E Patrick pode ser bem inoportuno quando ele quer. – olho para ele, passando a mensagem de que ele conseguiria ganhar uma boa grana para ser o inoportuno que eu quero que ele seja.
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  Ouço uma risada como resposta.
  - Nada diferente da irmã que esteve sendo até agora com ele e a amiga. – era melhor não puxar sardinha pra minha cria. – Se o seu pai concordar, eu até acho bom que esteja entrando alguém conhecido.
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  Assim que terminamos de pegar tudo, seguimos para o caixa e voltamos para casa. e as garotas estavam conversando na cozinha e eu pude ficar um pouco com a minha mulher, enquanto os quatro saíram de fininho para não precisarem mais ajudar. Certo, eu admito. Só fiquei na cozinha porque tive de ajudá-la a lavar e cortar os morangos e o limão, já que os quatro se trancaram em seus quartos para se arrumarem.
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Capítulo 16

  - Olá ! – Jared abre a porta de sua casa sorrindo para minha mulher que estava à frente de todos.
  - Onde está a minha sobrinha? – ela beija sua bochecha e lhe entrega a travessa de merengue, correndo para dentro da casa.
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  - Na barriga da sua amiga. – ele diz sério. – E a atenção do Jared vai toda para o feto.
  Ouvimos as risadas dos meus filhos e seus amigos e em seguida estamos a sós na porta.
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  - Até parece que você não está animado com tudo isso.
  - Deixei de ir no escritório desde que soube. – ele riu comigo. – Espero que isso seja a torta. – ele olha para a travessa em minhas mãos.
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  - Opa. – finjo uma careta, que o faz fechar a cara e voltar a abrir a porta que ele havia fechado faziam alguns segundos. – Cadê seu humor?
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  - Foi-se com a sensibilidade da minha mulher. – ele volta a fechar a porta. – Eu não posso fazer nada que ela ache que é ofensivo que já a faz brigar comigo e chorar. E é incrível como tudo o que eu faço é ofensivo.
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  - Ah, isso não é nada. tinha mania de querer me bater durante a gravidez da . Um dia eu acordei e lá estava ela com um vaso de vidro em mãos.
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  - Bom. Sua mulher sempre teve um quê de assassinato.
  - E a sua sempre fora meiguinha demais.
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  - A meiguice passou da coisa boa. Sério. Ontem ela disse que eu era o legume mais insensível que ela já conhecera na vida inteira. – caminhamos para a cozinha, onde minha irmã estava com minha família feminina inteira à sua volta. – Legumes não têm sentimentos!
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  - Me diga que isso é a torta de limão. – ela se aproxima de mim com seus olhos gigantes. Recuo dois passos.
  - Não sou nem louco em dizer que não é. Deixe disso mocinha, doce só depois do jantar, que a propósito, vai demorar para sair? – olho as diversas panelas espalhadas em seu fogão de seis bocas.
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  - John! – chama a minha atenção. – Modos com a sua irmã!
  - Desde quando eu preciso ter modos com minha irmã menor?
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  - Desde que eu estou grávida, oras. – ela pega a travessa da mão de Jared e coloca-a na geladeira. Olha para mim em seguida.
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  - Deixa que eu coloco. – vou empurrando ela com a bunda, fazendo minha filha e sua amiga rirem com . – Fiquem de olho nessa geladeira.
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  - Vamos logo para fora e deixe as mulheres aqui. – Jared dizia caminhando para o lado externo da casa, que eu admitia ser melhor que o meu. Mas isso era óbvio. mudava o jardim dela de seis em seis meses. Jared mal terminara de pagar as despesas do semestre e lá estava ela planejando novas mudanças. Minha irmã sempre fora inconstante com relação à decoração de sua casa. – Eu não posso ficar muito tempo com ela na cozinha, ela olha pro meu cabelo e pensa: Bolo de cenoura, doce de abóbora, suco de tangerina…
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  Dou risada.
  - Ela sempre foi chegada a doces mesmo.
  - Chegada? Meu amigo, metade daquela barriga é armazenamento de doces.
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  - Você não disse isso para ela, não é?
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  - Nem se eu quisesse, ela começou a chorar quando eu perguntei se ela não ia parar de comer aquela salada de frutas. Se levantou com o pote e se trancou no nosso quarto.
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  - Ela é mesmo bem sensível.
  - Não sei se vou aguentar por mais seis meses.
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  - Para tudo se dá um jeito. – dou dois tapinhas no ombro dele e vou até o cooler, pegando uma lata de cerveja, enquanto a campainha tocava e Jared corria para atender antes que gritasse. Não demora alguns dez minutos e ele volta com Garrett ao lado.
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  - Boa noite O’Callaghan. – ele oferece a mão para cumprimentar e eu retorno.
  - Nickelsen. Vai uma cerveja?
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  - Não, obrigado. Estou dirigindo.
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  - Que belo exemplo de pessoa, está vendo, John? Aprenda com ele. – Jared pegava sua própria lata de cerveja. E eu não sei sobre o que ele estava falando, mesmo que ele estivesse dirigindo, ele estaria bebendo mesmo assim.
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  - Minha mulher gosta de dirigir. – sorrio. – Então Garrett, fiquei sabendo da última.
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  - Pois é. Surpreendente, não? – ele se sentava na cadeira ao lado, enquanto trazia uma travessa com petiscos. – Bem inesperado.
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  - E quais são os planos?
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  - Bom, tive um almoço com os pais dela hoje. Demorou um tempo para eles aceitarem que eu não ia deixá-la sozinha. Parece que eles queriam que eu fizesse isso.
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  - O pai de é um pouco sargento. – tento me lembrar da fisionomia dele quando nos conhecemos há alguns meses no apartamento das crianças. – Mas acho que qualquer pai ficaria com o pé atrás.
  - Com certeza. – Jared concorda comigo.
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  - É, eu imaginei que fosse isso. De qualquer maneira, consegui mostrar para os dois de que não sou como os garotos de hoje em dia que só gostam de gerar filhos. E já fazia um tempo que eu queria montar minha própria família.
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  - Não acha que é um pouco nova para isso? – pergunto.
  - Definitivamente. Da minha parte, eu gostaria que ela terminasse os estudos. Mas ela parece bem disposta a ser dona da casa.
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  - Então vocês vão casar?
  - No papel, sim. Não queremos festa nem nada, não é muito do nosso feitio e eu já tive um casamento antes e não gostei muito. Decidimos só fazer no oficial e um jantar para os mais chegados, essas coisas.
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  - E quando será isso?
  - Breve, espero. Tenho que terminar de ver o contrato com o proprietário da casa que vou comprar para nós dois e o bebê. Então vamos começar a ver os papéis com o advogado.
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  - Ela está de quantos meses?
  - Dois. Se bem que parecem três, a barriga está bem saliente para uma pessoa de dois meses de gravidez. está bem mais formosa.
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  - Diga isso para ela então. – Jared resmunga. – Parece que elogios só são ouvidos vindo de outras pessoas, porque do marido…
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  - Ah, isso acontece sempre. – Garrett sorri. – quer que eu fique o tempo todo com ela ouvindo suas conversas. Não que eu não queira ou não tenha paciência, mas quando acaba o assunto, ela torna a repetir o que já dissera.
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  - Você é um santo. – murmuro. – não precisa estar grávida para fazer isso.
  - Essa é nova. – o ouço dizer entre risadas.
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  - Depois que virou mãe, ela achou que tinha de agir como uma. – falo comendo um dos petiscos. – Não reclamo, ela é uma ótima mãe, mas tem dias…
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  - comprou livros para eu ler. Sobre como criar filhos. Eu tenho dó da criança, vai crescer atormentada. – Jared dá outro gole na cerveja.
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  - Igual o Patrick cresceu. – dou risada sendo acompanhado pelos dois.
  - Já falaram sobre nomes e essas coisas?
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  Vejo Jared e Garrett se entreolharem.
  - É o que elas mais falam. – os dois respondem juntos.
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  - Até mais que a cor do quarto. – Jared diz. – Minha conta bancária está berrando lá de onde está porque ela ficará vazia. não sabia se ela decorava o quarto do bebê ou reformava a casa, então decidiu que faria os dois ao mesmo tempo.
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  - Aught. – Garrett murmura. – Bom, disso não posso reclamar, só quer saber de ver tudo pronto. O problema é que eu tenho de fazer mesmo tudo, senão ela já começa a chorar e dizer que já tem de carregar o nosso filho e todo aquele blábláblá de mulher.
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  - não, ela quer que eu fique longe dela quando ela está fazendo alguma coisa, porque qualquer coisa eu estou atrapalhando ela. – Jared diz cruzando a perna.
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  - Vocês são felizes e não sabem. – murmuro bebendo um gole da minha cerveja. Vejo os dois me olharem confusos. – Quando estava grávida de queria que eu fizesse tudo para ela, se eu não fazia, ela chorava, se eu fizesse, ela dizia que eu estava invadindo demais a privacidade dela e achando que ela era uma inválida e chorava do mesmo jeito.
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  - Uau. – os dois falam.
  - Ela é mesmo barra pesada. – Garrett murmura.
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  - Você não viu nada. Estou contando os dias para a menopausa dela. Tenho uma poupança, porque nessa época, irei para um SPA. Na Nova Zelândia. – rimos.
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  - Mal imagino qual seja o motivo de suas risadas. – ouço a voz de se aproximando e abraçando Jared.
  - Bom, vocês tem os motivos de vocês e nós os nossos.
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  - Sei… – ela olha para meu cunhado desconfiada. – De qualquer maneira, o jantar está pronto e Patrick está acabando com todo o rondeli.
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  - Filho de uma mãe. – murmuro me levantando imediatamente e caminhando em direção à porta. De todas as massas ali, o moleque foi querer justamente o meu favorito? Cadê o pirralho que gostava só de spaghetti? – Patrick O’Callaghan, pare o que quer que esteja fazendo com os meus rondelis!
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  - John! – me censura e eu a olho um tanto desesperado.
  - ! Ele está comendo todo o meu rondeli!
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  - fez o bastante…
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  - O meu rondeli! – eu a corto apontando com as duas mãos para o infeliz que ri e sai rapidamente da mesa onde estava todas as comidas e seguindo para a mesa onde todos se sentavam para comer. – Cadê o amor ao marido? – abro os braços e ri.
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  - Como você é mimado, pelo amor de Deus… – vai até a cozinha e eu a sigo.
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  - Você quem me acostumou assim, agora me aguenta. E outra que todo mundo sabe que minha massa favorita… Você é mesmo a mulher da minha vida. – abro o maior sorriso que consigo ao ver minha linda mulher retirar uma enorme travessa do forno com rondelis quentes e gostosos. Pego a travessa de sua mão e beijo seus lábios.
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  - Veja se para de fazer cena na frente de todos. – ela murmura entre o beijo.
  - Seu pedido é uma ordem. – finalizo o beijo e sigo para a sala. – ! O QUE EU DISSE SOBRE O MOLHO FAVORITO DE SEU PAI?
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Capítulo 17

  Passado quarenta minutos, as mulheres, garotas e garotos estavam retirando a mesa enquanto eu, Jared e Garrett conversávamos sobre o trabalho e o fim da mordomia do trabalho em casa.
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  - já veio com papo de querer que eu tire férias quando estiver mais perto do dia do parto. – Jared dizia. – Estou pensando numa maneira disso acontecer, mas nada me vem à cabeça.
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  - Acredite, não vai dar certo. Brock é um tanto… Carrasco. – eu falo mais baixo. – Gostaria eu de trabalhar em casa sempre.
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  Olhamos para Garrett, que levanta os ombros.
  - Eu sou gerente, então posso faltar quando quiser e trabalhar em casa.
  - Você trabalha com o que mesmo? – Jared diz irônico. – Enfim, está pensando em morar aonde?
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  - Não sei ainda, eu queria um apartamento, com toda aquela segurança, mas quer que quer uma casa.
  - Casa é melhor. – falo.
  - Muito melhor. – Jared comenta. Garrett nos olha esperando alguma explicação.
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  - Ah, apartamento você tem de lidar com os condôminos e toda aquela política imbecil. – falo. – Quando eu morava em prédio no fim da faculdade, eu voltava de noite e só queria saber de comer alguma coisa, tomar banho e dormir. Então apareciam milhares de residentes e eu tinha de ficar ouvindo a conversa deles.
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  - Fora que tem sempre alguém fazendo barulho no andar de cima. – Jared comenta.
  - Vocês dois são um tanto traumatizados com isso, acho.
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  - Você ainda acha? – ri e eu reviro os olhos. – John odeia ir visitar os próprios filhos.
  - Eles aceitam animais naquele prédio. – retruco.
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  - John, é a casa de seus filhos.
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  - , eu sou alérgico a pelos. E meus filhos vivem em casa, por que eu iria incomodá-los em sua própria casa? Vai perguntar se eles gostam de ver a mãe de lá. Não é à toa que estão todos em casa agora, não?
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  A vejo revirar os olhos.
  - Prefiro que abra a boca para dramatizar comida. – murmura colocando a torta de limão na mesa. Dou uma risada.
  - Meu hobby é atormentá-la. – explico para Garrett, que ri.
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  - Eu gostava de fazer isso com , até ela engravidar e eu ver que corria risco de vida. – ele ria e diminuía o riso de acordo com que ia terminando a frase. Eu e Jared rimos.
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  - Não Jared, eu quero aquele pedaço! – ouvíamos dizer para Jared, quando ele ajudava a servir a todos.
  - Arght, tudo bem . – ele pega o prato que dava para ele rindo e entrega para minha irmã. Nós todos fomos proibidos de nos servir até ela e se servirem. Prioridade às grávidas, como diz . – Satisfeita?
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  - Sim, espere um pouco, vou pegar um pouco do merengue. – ouvimos ela falar e se levantar, pegando o merengue. Até que vê Jared pegar um pequeno pedaço da torta dela, como ele sempre fazia e ela nunca se importava. – O que acabou de fazer?
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  - Como?
  - Você pegou um pedaço da minha torta.
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  - E o que tem?
  - Era meu pedaço.
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  Jared a olha boquiaberto, ela encara a torta.
  - Quero aquele pedaço. – e aponta para o prato que ele a servira antes.
  - , tudo isso porque eu peguei um pedaço mísero da sua torta?
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  - Era aquele pedaço, entende Jerry? – ela explica e se senta. – Qual o problema, afinal? Eu não estou mais com vontade de comer esse, oras! – e vimos seus olhos lacrimejarem.
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  - Tudo bem, tudo bem, não precisa chorar, amor. Aqui, aqui ó. Sua torta. – ele rapidamente diz dando o prato que ela queria e dando um beijo em sua bochecha. Nós a vemos então comer calada seu doce e perguntar quem queria o quê. Começamos a falar todos de uma vez para disfarçar o momento.
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  - Meu amigo, você é guerreiro. – eu digo na hora em que nos despedíamos. tinha de ir dormir até às 11 para acordar bem no dia seguinte. – Boa sorte com ela, nunca a vi tão sensível.
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  - Obrigado pelo apoio, não se preocupe, eu mal passo o dia com ela. Eu trabalho o dia inteiro e ela fica no jardim com os jardineiros… Vá à merda, John. – ele me empurra enquanto eu lhe dava um olhar malicioso. Esse negócio de jardineiro já enganou muita gente.
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  Dou uma risada e beijo a bochecha de minha irmã, indo então para o lado passageiro do carro. e as crianças me olham e eu sorrio:
  - Jared me fez beber cerveja.
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   coloca as mãos na cintura e respira fundo:
  - Patrick, vá dirigindo…
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  - Estava brincando. – eu digo saindo rapidamente do carro e dando a volta, tirando risada dos três que se apertavam atrás. Minha mulher sempre arranjava uma maneira de sair de sua enrascada e me colocar numa, era impressionante.
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  - O JOHN BEBEU CERVEJA! – ouvimos Jared gritar da porta e me olhar séria. Olho para meu amigo nervoso.
  - Eu brinquei com a dignidade dele, agora ele quer me provocar.
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   não contestou. Entrou no carro e eu aponto para meu CUnhado, que ria da porta com sem entender o que acontecia.
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  - Não está faltando uma? – pergunto antes de dar partida.
  - pediu que fosse dormir na casa dela e de Garrett para ajudá-la a arrumar o armário do bebê. Acha que Garrett não faz nada direito. – diz colocando seu cinto.
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  - Coitada da . – murmura. – Tenho certeza que a pegou ela pra cristo só porque a menina não fala e nem reclama.
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  - Esperta ela. – Pat disse olhando para a janela. Saímos da frente da casa de minha irmã e ouço a voz irônica de minha família.
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  - Tem alguém estressadinho aqui?
  - Cala a boca.
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  - Uhhh, temos sim!
  - . Chega. – ouço a voz de .
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  - Pat está estressado porque a namorada dele foi raptada pela melhor amiga grávida…
  - Nós não somos namorados. – ele diz emburrado e o encaro pelo retrovisor.
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  - Achei que estavam juntos, meu amor. – sou só eu ou não estava triste pelo filho?
  - Mãe, eu não vou falar sobre a minha vida amorosa com a senhora!
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  - Por que não? Oras, eu tenho experiência…
  - É, ela nos fez, lembra Pat?
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  - , chega! – diz nervosa.
  - . – falo sério e ela nada mais diz.
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  - é uma boa garota…
  - Mãe, eu não vou namorar com uma pessoa que está passando por dificuldades, entende? Deixa eu ser só o amigo dela?
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  - Claro Pat, você só quer namorar ela quando ela estiver bem, que belo namorado você seria! – parecia nervosa agora. Suspiro. Lá vem guerra…
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  - Eu não vou ficar me intrometendo na vida dela! Estamos bem melhor com eu sendo apenas amigo dela!
  - Dá na mesma, porque vocês se pegam!
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  Ótimo. Minha mulher está imaginando os dois agora.
  - Se pegam? – ela diz conturbada. – Como ‘se pegam’?
  - Se pegam, mãe. Se beijam, se agarram, o que for.
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  - , cala a sua boca! – Pat diz nervoso. Olho a muvuca pelo retrovisor enquanto estacionava. Pobre Brock sentado no meio de todos. – Deixa que disso resolvo eu! Ela reclamou com você, por acaso? Não! Então talvez seja porque eu não esteja fazendo nada errado! Por que você não fica com o seu namoradinho na sua?
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  - Porque ela é minha melhor amiga, se lembra?
  - Patrick, volte aqui! – sai do carro atrás do garoto, que entra em casa correndo. não perde a deixa e corre atrás dos dois.
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  Desligo o carro e encosto no banco. Olho para o retrovisor e Brock ainda não havia saído.
  - Está afim de ouvir uma música?
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  Ele concorda rapidamente com a cabeça.

  - Você não pode deixar isso assim, John! Debaixo do nosso teto!
  - , eles não estão transando…
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  - John! Você conversou…
  - Conversei. , você quer parar com isso e deixar as crianças se resolverem?
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  - Parece até que você não está preocupado com tudo isso!
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  - Eu não estou. – respondo. Suspiro. – , eles estão vendo o que está acontecendo com . Ninguém quer isso para si mesmo. Nossos filhos não vão fazer nada de errado. Dá pra confiar um pouco neles?
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  Ela me olha nervosa e então senta na cama.
  - Essas férias acabam comigo.
  - Você é a única pessoa que reclama das férias, senhora O’Callaghan. – sigo para o closet para colocar meu pijama.
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  - Além de trabalhadora, eu ainda sou mãe e dona de casa. Se não trabalho fora, trabalho aqui.
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  - E o que você pretende fazer quanto a isso? – sigo para o banheiro e escovo meus dentes, passando meu desodorante logo depois, como fazia toda noite. Saio do banheiro e sigo até nossa cama, onde ela estava parada sentada com os braços cruzados.
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  - Oras, eu… – e então para. A olho e ela corre para o banheiro. Preocupado me levanto e sigo até onde ela estava, agaxada em frente ao vaso.
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  - O que aconteceu? – pego uma toalha e lhe entrego. Ela me empurra. –
  - O seu desodorante está me deixando enjoada!
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  Paro. Meu desodorante? Mas eu sempre usava ele. O mesmo sempre, há anos. A encaro sério. Isso não era boa coisa.
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Capítulo 18

  - Mamãe está doente? – pergunta assim que aviso que estávamos indo ao médico.
  - Nada demais, ela teve um enjoo ontem à noite, resolvemos que um médico seria bom agora. – abro o carro. – Onde está Patrick?
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  - Saiu logo cedo. – ela levanta os ombros e volta para casa. Alguns segundos depois, aparece. Abro a porta do carro para ela e então dou a volta, entrando no lado do motorista e seguindo para o médico. Ficamos calados durante toda a viagem. Isso sempre acontecia quando estávamos pensando no que aconteceria a seguir. Aconteceu quando estávamos a caminho da casa dos pais de para contar-lhes a notícia de que ela estava grávida. Aconteceu quando soubemos que estava com início de pneumonia quando neném. Aconteceu quando foi a sua primeira entrevista de emprego, claro que foi da parte dela, mas quando ela não fala, dificilmente sou eu quem irá puxar assunto.
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  Chegamos ao consultório e não demorou muito para o doutor Marcs nos atender. Ele já era um médico da família de e acabou se tornando o nosso com muita facilidade.
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  - E como estamos?
  - Enjoados. – diz se sentando em uma das cadeiras. – Achamos que estamos grávidos.
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  - Grávidos? Achei que tivesse feito vasectomia depois de .
  Honestamente? Eu também achei.
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  - Achei que seria bom nós termos três na época e depois disso nunca mais aconteceu, o médico disse que não havia necessidade de fazer, a probabilidade de eu engravidar era minúscula.
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  - Que médico? – olho para ela sério. – Achei que Adam era nosso médico.
  - Meu ginecologista, John.
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  - O seu ginecologista falou sobre você não engravidar?
  - Ele sabe das coisas.
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  - Claro, e aí está você grávida.
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  - Não vamos nos precipitar. – Adam diz calmo. – Vamos fazer o teste sanguíneo para ter a certeza, imagino que seja melhor para você, .
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  - Claro, claro.
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  - Vou marcar para amanhã de manhã. Hoje estou mesmo com os horários lotados, só consegui encaixar vocês agora no meu café da manhã.
  - Desculpe por isso, doutor.
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  - Não há problema, John. Sabe que sempre que posso, dou um jeito para vocês. Mas não posso desmarcar outras consultas.
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  - Podemos fazer amanhã sim, não estamos com tanta pressa assim. – diz carinhosa. Sorrio junto e o vejo então falar no telefone com sua secretária para conseguir encaixá-la em um horário de manhã. Assim que terminou de falar, olhou para :
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  - Faça desjejum desde hoje à noite, vamos aproveitar e fazer aqueles exames que deveria ter feito há dez meses atrás. – ele sorri e olho para surpreso. – Não é nada grave, só algo que as mulheres devem fazer depois de certa idade.
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  - Claro, doutor. – nós levantamos e nos despedimos de Adam, que nos acompanhou até a porta de seu consultório. – Até amanhã.
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  Adentramos no carro e nos mantivemos calados, e, como sempre acontecia quando eu estava mediamente nervoso, eu iniciava a conversa:
  - Você vai em outro médico e falta com exames que deveria ter feito há dez meses?
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  A vejo suspirar e resmungar algo.
  - John, eu precisava ir num ginecologista, minha cólica estava anormal.
  - Que eu saiba, Adam é clínico geral.
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  - Tudo bem, mas era uma ótima pessoa. E eu estava tão ocupada há dez meses atrás, que mal pensei em procurar por Adam.
  - Mas ele é nosso médico!
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  - John! Eu já disse que não me lembrei disso! – e recebo um tapa. Se ela não estiver grávida, está aproveitando a situação para voltar ao meu estado masoquista, porque essa noite acordei três vezes recebendo tapas dela. Até inconsciente ela é agressiva.
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  A olho sério e a vejo se calar. Encosta em seu banco e nos mantivemos calados o caminho inteiro de volta para casa.
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  - MÃE!
  - Sua mãe está se arrumando, Patrick, deixe-a paz. – falo lendo o jornal no dia seguinte.
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  - Mas é questão de vida ou morte, pai!
  - Você e sua irmã tem uma mania de dramatizarem coisas sem tanta importância…
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  - Pai, to falando sério.
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  - Dá para esperar ela fazer o exame que marcamos para daqui a pouco? – uma coisa que não sou, é curioso. Além do porquê sempre vir falar comigo sobre tudo o que as crianças falam.
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  - Ah… Ta bem, mas de hoje não pode passar, preciso de ajuda urgente.
  - E seu pai não pode te ajudar? – vocês devem entender que eu posso ser insensível, mas ainda sou pai.
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  O vi me olhar inseguro e sem graça.
  - Melhor minha mãe.
  Moleque mimado.
  - Tudo bem.
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  O vejo me dar as costas e correr até o segundo andar em seu quarto. Mais alguns quinze minutos e desce lentamente as escadas, me levanto e a ajudo:
  - Não está se sentindo bem?
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  - Um pouco tonta.
  - Vamos pedir pro Adam passar um remédio para isso hoje. – a vejo concordar com a cabeça.
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  Durante o caminho ela tentou manter uma conversa, mas preferiu fechar os olhos e ir descansando até o hospital. Peguei em sua mão e a acariciei enquanto dirigia. Arriscava olhá-la de vez em quando, para saber se estava tudo bem. Apesar de ela me deixar louco, eu ainda sou tão apaixonado por ela quanto era há mais de vinte anos atrás.
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  Chegando ao hospital, ainda demorou vinte minutos para Adam poder nos atender.
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  - Vou tirar uma seringa para o teste de gravidez. – ele diz enquanto passava um algodão na dobra do braço de . Eu ficava atrás apenas olhando para a decoração, o que a fazia rir de mim. Eu tenho um pequeno problema com seringas. As odeio tanto quanto odeio meu chefe. – Já entrara na menopausa?
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  - Ainda não.
  - Que bom, não está na época ainda e uma gravidez assim não deve ser levada em conta com a falta de sangue no útero.
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   sorri. Demorou ainda uma hora para ele realizar os exames que faltavam. Fiquei a encarando feio durante todo o tempo, até Adam me puxar para um canto – a pedido dela, claro – e me explicar que não eram exames graves, eram apenas precauções que ele exigia que suas clientes fizessem para a melhor segurança com a saúde delas. E era por isso que Adam era nosso médico e não outro qualquer. Porque ele se preocupava com suas clientes e as faziam se precaver melhor. Preferi apenas aceitar o fato e não comentar nada com , que já estava estressada demais para ver o resultado do teste.
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  - Ele chegará em sua casa pelo correio, não se preocupe. – Adam dizia para que perguntava, pela segunda vez, quando o teste ficaria pronto. – Tudo depende do laboratório, estamos em época de preventização e vacinas, então eles tem muito trabalho na produção dos medicamentos e analizamento dos testes que chegam.
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  - Ah, claro.
  - Dou no máximo uma semana e meia para chegar.
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  - Sim, sim, obrigada Adam.
  - Não há de quê. – ele sorri e se levanta. – Qualquer problema, liguem em meu celular, amigos tem prioridade.
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  - Obrigada mais uma vez, Adam.
  - Obrigado. – sorrio e dou um tapa nas costas dele, recebendo o mesmo. – Temos que combinar o tênis.
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  - Opa, depois que terminar essa temporada de plantões vou te ligar. Michael e Brendon estavam falando sobre jogar há pouco. Disseram que estão ficando fora de forma.
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  - Não são os únicos. – rimos e nos despedimos. literalmente não parara de falar até o caminho de casa. Era o que acontecia quando ela ficava nervosa. A agonia se transformava em palavras saídas de sua boca.
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  Fomos nós entrar que Patrick aparece correndo.
  - Mãe, preciso falar com a senhora, vem.
  - Patrick! – ela o chama atenção, mas ele não a ouve. Me olha exausta.
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  - Patrick, sua mãe está prestes a desmaiar de cansaço…
  - Mas eu preciso de ajuda agora! – ele estava tão desesperado que eu mesmo achei que era melhor ela ouvi-lo.
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  - Filho, o que é tão importante quanto o bem estar da sua mãe? – e aqui diz , a rainha do drama.
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  - A sanidade de . – ele diz sério. Fecho os olhos e tento sair de fininho da sala, mas ouço a voz de minha mulher me chamando. O filho preferido dela estava priorizando uma garota à ela. Patrick é um filho da mãe mesmo, faz isso porque quer ver o pai sofrer. Mal ele sabe o quanto irei ouvir depois disso. – Não mãe, é sério, acho que ela está usando drogas.
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  Olhamos para o garoto sérios.
  - Como pode achar isso, filho? Ela estava ótima alguns dias. – o puxa para o sofá e me manda aquele olhar de “ou senta, ou discutiremos sobre isso depois”, então me sentei. Obviamente ela iria discutir sobre isso depois, mas pelo menos eu não seria a vítima do dia.
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  - Mãe, aquilo não é o normal dela, eu sei disso. Ela estava mais feliz do que o normal e mais… Monga.
  - Patrick, monga não é a palavra para descrever os drogados, ela estava delirando. – explico e ele estala os dedos em minha direção.
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  - Isso. Como ela estava na casa da , eu achei que estaria tudo bem, até que ontem de tarde eu estava com meus amigos no bar…
  - Desde quando foi no bar? – o corta e ele revira os olhos.
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  - Aniversário do Jeremy, eu estava de carona, mãe. Posso terminar? – a vê concordar. – Então encontrei com Garrett saindo do supermercado no lado do bar e corri até ele, perguntando se e estavam muito ocupadas para eu poder ligar para ela. E ele me disse que ela havia ido embora logo depois do almoço. Aí estranhei, porque sempre me ligava quando fosse para outro lugar.
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  - Ela sempre te liga, é? – mamãe ciumenta é fogo, a menina está prestes a entrar em overdose e ela não deixa barato.
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  Patrick me olha sério e eu levanto minhas mãos:
  - Esse é o preço a se pagar quando se recusam minha ajuda.
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  - Enfim. – ele balança a cabeça. – Fui procurar ela depois do aniversário e não a achei no apartamento, a mãe dela havia dito que ela não havia passado lá. Fui até a casa dela e o pai dela disse o mesmo. Tentei ligar no celular dela e ela não atendia, então a encontrei caminhando sozinha por uma rua meio escura e quando a vi, ela estava um tanto insana. A peguei e achei isso no bolso do casaco dela. – ele levantou um pequeno pacote de pó branco.
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   rapidamente tirou o pacote das mãos de Pat e me encarou. Era óbvio que aquilo era droga, só não sabíamos qual. Provavelmente cocaína, as coisas ultimamente andavam injetáveis demais.
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  - E onde ela está agora?
  Ele aponta para cima.
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  - Você a trouxe para casa?
  - Queria que eu a levasse aonde?
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  - Hospital. – falo sério e ele me encara ainda mais do que eu, em seguida desviando os olhos.
  - Ela não gosta de hospitais. E se o pai dela souber…
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  - Patrick, o pai dela sempre quis o bem dela, ele tem que saber para entender que essa situação entre ele e a mãe dela não está fazendo bem à filha.
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  - Mas mãe…
  - Vá pegá-la para levá-la ao hospital.
  - Mas ela está dormindo.
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  - Obedeça sua mãe, Patrick. – falo sério e o vejo suspirar e se levantar, correndo escadaria acima. Olho para e a vejo cheirar o pó e fazer uma careta.
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  - Não é cocaína. – diz descobrindo meus pensamentos. – É definitivamente mais forte.
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  Suspiro pesaroso.
  - Ela não é garota disso, devem descobrir o motivo para fazer isso. – a ouço dizer. Concordo com a cabeça. Alguns minutos mais e Patrick descia lentamente as escadas com no colo adormecida.
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  - Não consegui acordá-la. – ele diz caminhando até a mãe, que se levanta e mede a febre da garota.
  - Ela não está muito bem, vamos ao pronto-socorro.
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Capítulo 19

   ainda estava exausta, então disse que eu levaria as crianças ao hospital e ela deveria ficar em casa deitada. Demorou um pouco para ela aceitar, já que estávamos lidando com o filhinho dela, mas assim que Patrick berrou que não queria a companhia dela, ela lhe deu as costas e subiu as escadas emburrada.
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  Chegamos no hospital e não demoramos muito a sermos atendidos. Patrick ficou andando de um lado para o outro nervoso. Fui até a cafeteria e comprei um leite quente para ele, já que se ele tomasse café, apostaria que explodiria. Experiência própria.
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  Quando voltei, , e Brock estavam lá com Patrick conversando, nervosos. Os quatro me olham e respiro fundo, entregando o copo de isopor para Pat:
  - Vou buscar mais bebidas.
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  - Eu estou bem assim, pai. – diz e é acompanhada de Kennedy e , coloco as mãos no bolso e me sento calado no banco, abrindo o jornal que havia comprado na cafeteria. Obviamente eu não pude deixar de ouvir a conversa deles, isso não queria dizer que eu estava prestando atenção:
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  - Ela andava com uns movimentos mais lerdos faz um tempo. – dizia. – Lá em casa ela ficava olhando para o nada, achei que estava pensando sobre toda a situação que está passando com os pais, não que estivesse drogada.
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  - Queria saber com quem ela andou para conseguir isso, sério. – minha filha parecia tão aborrecida quanto meu garoto. – Ela passou praticamente o tempo todo com a gente!
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  - Acho que não tem outra maneira de descobrir, a não ser esperar. – Kennedy diz sério, ouço todos concordarem.
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  Demorou cerca de uma hora até Adam se aproximar com as mãos no bolso. Me levanto e vejo os quatro se aproximarem curiosos:
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  - É uma nova droga que estão distribuindo por aí. Um tipo de mistura de cocaína com crack.
  - E como ela irá ficar?
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  - Estamos a desintoxicando, então é provável que ela fique boa.
  - Provável? – ouço a voz de meu filho.
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  - A desintoxicação não é uma coisa fácil de se passar. – o médico diz. – É um processo lento e dolorido, mas assim que ela sair, vai se sentir bem melhor.
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  Vejo Pat deixar seus ombros caírem e então passar a mão no rosto.
  - E os pais dela? – ouço Adam perguntar, todos enrolam para responder, então resolvo dar minha voz:
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  - Eles não estão passando por uma boa fase. – mando um olhar para Adam, de que não era a melhor hora para falarmos sobre o pai da garota.
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  - Entendo. Posso lhe colocar como responsável dela então, John?
  - Claro. Quanto tempo ela terá de ficar aqui?
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  - Ah, pelo menos mais três dias. – ele coloca as mãos no bolso de seu jaleco. – Há um grande número de toxinas dentro dela, mais um pouco e ela entrava em overdose.
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  - Mas… ela não ingeriu só um pouco? – ouvimos Pat dizer confuso.
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  - A quantidade não remete no efeito que a droga trás. – Adam o olha paciente. – Aparentemente, esta é excepcionalmente forte. Uma pequena dose traz um efeito relativo a um viciado usando êxtase por quatro meses sem parar. Ela não usou pouco. Uma desintoxicação normal, para um viciado desta droga, demora cerca de no máximo um dia. Três dias é o que dou para ela estar limpa.
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  - Meu Deus… – coloca as mãos na boca. – Mas ela nem parecia estar drogada!
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  Resolvi não dizer nada. Obviamente nunca pensei que fosse utilizar essas coisas, mas ela nunca fora a garota mais sensata e forte do mundo.
  - Como ocorre a desintoxicação?
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  Olhamos para Brock. Ele parecia o único que não levava a situação emocionalmente, com razão, a garota era apenas a melhor amiga da namorada. Me deixava um tanto tranquilo que um deles estivesse sã o suficiente para fazer perguntas objetivas.
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  - É um processo lento. – Adam se vira para os quatro. – Colocamos uma espécie de fino cano em ambos os braços de . Enquanto um retira o sangue do corpo, filtrando-o e então mandando para o outro cano, que o devolverá limpo para o corpo.
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  - Mas como irá limpar tudo se o sangue limpo irá se misturar com o cheio de droga? – aparece.
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  - É por isso que é um processo lento. – Adam responde. – Como o teor de toxina é alto, até termos certeza de que ela está completamente limpa, não podemos parar a filtração.
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  Parecia então que os quatro não haviam mais dúvidas para tirar, a não ser Pat, que alguns minutos depois, perguntou se poderia ver a garota:
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  - Esperamos abrir o horário para visitas a partir de amanhã. Ela não irá acordar até o fim da tarde, sinto muito Patrick.
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  O vi deixar seus ombros caírem desanimados mais uma vez e concordar com a cabeça.
  - Acho então melhor voltarmos para casa, já é madrugada e sua mãe deve estar um cão esperando acordada. – falo indo até Adam e me despedindo dele com um aperto de mão. – Obrigado por mais essa.
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  - Não há de quê, John. Acho que você deveria chamar os pais aqui.
  - Acho melhor esperar a recuperação da menina, a situação é mesmo muito ruim.
  - Entendo.
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  - John. – Adam me chamou quando os quatro já estavam à frente. Recuo alguns passos. – Essa menina terá de ir à uma psicóloga. – concordo com a cabeça. – E acho que seria melhor se ela ficasse em um lugar longe dos pais, já que essa foi a razão do início do ataque dela.
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  Me mantenho calado com um único pensamento: é a nova namorada não oficial de Patrick, que é o queridinho de . ficando em casa até o provavelmente o final das férias de verão das crianças, que irá acontecer só daqui a um mês.
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  - Claro. – sorrio. – Ela ficará lá em casa.
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  Conclusão: de volta ao tempo da TPM, só que sete vezes pior.
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  Ao chegarem em casa depois de terem deixado em sua casa, encontraram imediatamente com terminando de preparar o jantar.
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  - Achei que estava descansando, mãe. – Patrick fora direto paparicar sua mãe, pois sabia o que viria pela frente. Nós havíamos conversado sobre o assunto no carro.
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  - Alguém tinha de preparar o jantar.
  - Papai é rico e temos delivery de várias coisas. – aponta para a gaveta de folders de restaurantes e eu levanto a sobrancelha.
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  - Papai era rico até filhinha querer morar fora de casa e filhinho querer um carro. – tiro meu casaco e vou até minha mulher, depositando um beijo em seus lábios. – Quer que eu termine com isso?
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  - Só coloque a comida que está no forno na mesa. Patrick, pode pegar bebidas? , coloque os pratos, sim?
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  - Claro, mãe. – os dois dizem uníssonos, o que me fez fechar os olhos e parar de mexer nos legumes que cozinhava. Respiro fundo e quando abro os olhos, a vejo me encarando.
  - O que querem?
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  Patrick e nada dizem, me encaram e Kennedy finge que nada ouviu, indo e voltando do armário dos copos e pratos.
  - Vocês podem me