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Ideia #240

doada por Lelen

// A Ideia
A história envolveria a máfia e disputas do tipo. A pp é sequestrada por família mafiosa x, mas é só uma desculpa porque o “mandante” (vou chamar de fave 1) da família na verdade conhece ela/é apaixonado por ela de verdade, então meio que não adiantaria ninguém pagar resgate nem nada porque a intenção nunca foi deixar ela ir. O fave 1 faz de tudo pra tentar fazer a pp se apaixonar e tal, porque realmente sente algo por ela, mas ele é bem do tipo dominador/machista e ela não quer a vida que ele oferece pra ela, então ela acaba sofrendo tanto física quanto psicologicamente.

Um dia ela tenta fugir, consegue desaparecer por algumas horas, mas é capturada de volta e sofre “consequências leves” por isso, mas ainda assim é punida pelo fave 1. Daí ela depois da punição decide que vai fazer qualquer coisa pra poder sair daquele lugar. O tempo passa e ela vai começando a ficar menos arredia e vai mostrando mais confiança no fave 1, que vai continuar tentando conquistar ela. Nisso ela vai acabar “infiltrada” no meio da família x e sabendo dos inimigos e de vários trâmites da máfia.
Um dia ela descobre um agente infiltrado da polícia e meio que os dois acabam se unindo pra derrubar o máximo que conseguirem da máfia. No meio disso tudo ela acaba ganhando a confiança do clã y, e se envolvendo com o último herdeiro da família mafiosa y (fave 2).

No final ela vai matar o fave 1 e armar para o fave 2 levar a culpa e se fazer da garota frágil e desolada que perdeu o homem que amava e de alguma forma ela acaba no comando da família x. Só que ela lidera o clã x para a auto destruição e por consequência também leva uma parte do clã y junto.


// Sugestões
Seria legal mostrar toda a construção do “novo” caráter da principal, as pequenas mudanças e as formas que, futuramente, os leitores poderão associar à manipulação dos outros personagens.
Pode colocar um romance mais concreto no meio da história, talvez com o agente infiltrado ou com alguém de dentro da máfia, mas que seja mais gentil.
// Notas

Esta história não possui capas prévias (:

Sem curiosidades para essa história no momento!

Mafia’s Paradise

11. Don Magnus

Roma, outono de 2015

  Todos temos nossas origens e para a máfia de Toscana, todas as mais célebres ocasiões necessitam ser realizadas sob a bênção dos anciãos da querida cidade de Roma. Onde tudo começou.
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  O evento do ano? A tão aguardada coroação do primogênito Magnus, que estava deixando aliados e inimigos tanto ansiosos como apreensivos. E com todas as movimentações externas, todos os concelhos do pai sendo repassado constantemente desde seu breve retorno ao país, e toda pressão de suas últimas horas de falsa liberdade, nada era mais agonizante do que se lembrar do beijo da filha da empregada, e sentir o gosto de seus lábios de imediato.
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  A pouco mais de doze horas de sua coroação, trancou-se em seu quarto localizado na ala leste da monumental mansão que pertencia aos patriarcas dos Magnus por gerações. Após muito rolar pelos lençóis, sua mente cansada por pensamentos perturbadores rendeu-se ao sono, contudo, algo que inicialmente mostrou ser seu descanso…
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  Na alta madrugada, o que deveria ser um excitante sonho em que o primogênito se rendia aos beijos e carícias de uma misteriosa mulher sedutora, se tornou o gatilho para mais desejo e uma ponta de sensação de pesadelo, quando ele finalmente reconheceu seu olhar. Uma mistura de inocência e malícia, que pertencia apenas a uma pessoa: a garota que lhe atormentava os pensamentos.
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  — ! — Sua voz soou mais alta no susto ao acordar, a respiração ofegante e seu corpo em alerta pela intensidade do sonho, tanto que podia sentir as gotículas de suor escorrendo por suas costas.
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  Com seu corpo erguido, ele olhou para baixo e soltou um suspiro cansado, não era a primeira vez que acordava naquele estado após um sonho inapropriado com a garota. E mesmo com o quarto sendo apenas iluminado pela luz da lua que adentrava o local, ele conseguia ver com clareza o estrago. Cada vez se sentia mais culpado por desejá-la, lutando contra o sentimento que persistia em se manter aflorado. Sentia-se culpado por não revelar seus tormentos à , traindo sua amizade. Culpado por não conseguir ter autocontrole o suficiente para acabar com toda a sua agonia.
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  O que começou apenas com uma fascinação pelo olhar inocente de sua heroína, se transformou em um perigoso vislumbre de overdose pela filha da empregada.
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  — … Você precisa se controlar — sussurrou ele, ainda com os olhos fixos entre as pernas, respirando fundo mais algumas vezes para voltar à sanidade.
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  Levantando-se da cama, ligou as luzes, só havia uma direção a percorrer. Nada como uma ducha gelada, como o sorvete no verão, para abaixar a temperatura e voltar seus pensamentos ao eixo. Minutos em silêncio, apenas olhando para água que escorria pelo seu corpo indo diretamente para o ralo. Havia muitas coisas em jogo, ser o primogênito lhe exigia a perfeição e até estar oficialmente no lugar do pai, tinha o dever de seguir com o plano.
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  — Hum… — o primogênito murmurou um pouco ao retornar para seu quarto, enrolado na toalha e seguiu em direção à cama. 
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  Em cima da mesa de cabeceira, seu celular estava com a tela acesa, indicando uma mensagem no whatsapp. Ao pegar o aparelho, outro suspiro cansado lhe surgiu, ao ver quem era o dono da mensagem. Jogando o aparelho na cama, deu alguns passos até a porta e abriu-a, seu olhar sério não afugentou o sorriso malicioso do irmão caçula.
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  — Com insônia, irmão? — segurou o riso e elevou a mão, mostrando a garrafa de Barolo Riserva Monfortino 2007, que segurava. — Que tal uma sessão de terapia com o dr ?
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  — O que está fazendo aqui? — indagou , avaliando as expressões descontraídas do mais novo. Uma risada boba veio do caçula.
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  — Imaginei que meu irmão favorito precisasse de um ombro amigo — explicou , ao adentrar o quarto, mesmo não sendo convidado.
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  Os olhos atentos do caçula percorreram o lugar, observando cada detalhe até chegar na cama desarrumada. Ele era o único que sabia sobre as noites mal dormidas do irmão, e os muitos sonhos vívidos que alimentavam o mau-humor diário do primogênito.
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  — Não estou de bom humor — anunciou , fechando a porta e se atentando ao irmão. — Ao meio-dia de amanhã, serei coroado e…
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  — Está sentindo o peso? — insinuou , com os olhos brilhando.
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  Ser o único a saber que o ponto fraco do irmão era uma simples e insignificante garota, o deixava em êxtase e ao mesmo tempo preocupado.
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  — Sabe que não é pela coroação. — respirou fundo e se moveu até parar em frente a ele, pegando a garrafa de vinho em sua mão e uma das taças.
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  — Claro que eu sei. — riu de leve, o observando despejar o líquido na taça. — Seus segredos têm segredos e eu sei de cada um deles. — Um tom presunçoso soou, atraindo o olhar atravessado do primogênito. — Calma, novo Don, estamos do mesmo lado… — ergueu as mãos em rendição. — Somos irmãos, pode confiar em mim.
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  — Você já tentou me afogar uma vez — retrucou o mais velho, com um forte argumento.
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  — Por isso mesmo. — A sinceridade no olhar de exalava, de uma forma segura. — Jamais faria algo que levasse a terceiros te prejudicar, eu sou o único que pode te ferir, irmãozinho.
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  — Família — sussurrou , ao primeiro gole.
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  — Família — concordou o caçula ao esticar o copo e ser servido pelo outro.
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  Ambos passaram alguns minutos em silêncio, enquanto se embriagavam com a garrafa que a cada taça se esvaziava. Sentados ao chão, encostados na parede da janela, sentindo a brisa da madrugada refrescar o ambiente.
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  — Já sabe o que vai acontecer após se tornar o Don… — iniciou , quebrando o silêncio.
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  — Sim. — Assentiu o mais velho tomando o último gole em sua taça. — Não serei mais controlado por eles.
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  — Não é disso que estou falando — retrucou o caçula.
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  — Do que é, então? — olhou o irmão por um momento, confuso por sua colocação.
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  — Do seu noivado, da nossa melhor amiga, da filha da empregada — disse o caçula, lhe refrescando a memória. — não merece viver o mesmo que a mamãe.
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  — Não diga algo que já sei, ela sempre foi importante para mim — afirmou ele, respirando fundo, enquanto enfrentava a realidade das palavras de seu irmão. — Não é minha intenção magoá-la.
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  — Já a está magoando. — tomou seu gole final e levantou do chão, era raro, mas seu olhar estava sério. — Pode não admitir para ela, mas nossa amiga é esperta o suficiente para saber o que está rolando entre você e a .
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  — Eu não farei como o papai. — levantou-se do chão, ainda estava com a toalha molhada em sua cintura, nem um pouco preocupado pela pouca roupa. — Tem a minha palavra.
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  — Você deve a sua palavra a ela, não a mim. — O caçula se dirigiu para a porta e saiu tranquilamente.
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  Por dentro, estava com raiva por mais uma vez sentir que seu irmão não era merecedor de mais aquele amor que recebia. Desde crianças, mesmo a princesa Tommaso não demonstrando favoritismos entre ambos, e os tratando de igual como seus melhores amigos, o caçula sabia que a delicada já tinha um futuro traçado pela família: a de futura senhora Magnus, esposa do primogênito.
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  Longe daquele ambiente de reflexões e preparos, estava saboreando o que certamente seria sua última noite de falsa liberdade. Com a mansão de Toscana vazia e os empregados recolhidos em seus quartos, a adolescente, rendida à insônia, deu-se o privilégio de caminhar pelo jardim sob a luz das estrelas. Aquele ano estava sendo pesado para ela, principalmente após o beijo proibido, e por mais que sua mãe notasse o aumento de seu silêncio e a forma em que se mantinha ainda mais retraída, a pequena apenas mantinha-se concentrada em um pensamento: Fugir.
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  — Por que não me responde… — sussurrou ela, ao olhar para seu celular.
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   havia encontrado uma luz no fim do túnel, o que a fazia se sentir esperançosa e grata a Deus, pelo vislumbre de recomeço que lhe apareceu pela frente. Contudo, o silêncio não era apenas de sua parte, pois a voz que em algumas vezes lhe trouxe refrigério por dez segundos, havia se calado por semanas.
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  — Eu não quero continuar aqui… — Ela respirou fundo e sentou-se na grama, voltando o olhar para a lua.
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  Das suas poucas lembranças de quando criança, a mais vívida em sua mente era das madrugadas que passava vendo as estrelas com o pai. De como ria de suas histórias de infância e sentia gratidão pela família que tinha. Seu desejo mais profundo era voltar àquele tempo e ser feliz novamente.
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  Na manhã seguinte, o café na mansão Magnus de Roma foi servido pontualmente para a família. Uma das surpresas que a manhã lhes reservou foi a presença de logo pela manhã, um convite irrecusável de Marie. A senhora Magnus, tinha esperanças de que a presença de Tommaso traria mais foco ao filho, afinal, era sua noiva e precisava se acostumar com as obrigações que vinham juntamente com o cargo.
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  — Mais uma vez agradeço pelo convite, senhora Magnus — disse , com seu habitual tom doce e gentil, quebrando o gelo e frieza que se estabeleceu mediante o silêncio da família anfitriã.
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  — Por gentileza, querida, pode me chamar de Marie agora, estamos em família praticamente, a vi crescer e és noiva do meu filho — pediu a mulher, sentindo orgulho por tudo estar de acordo com o plano inicial.
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  — Ainda não me acostumei, mas prometo que até ser desposada, serei menos formal. — Assentiu Tommaso, demonstrando um pouco de timidez e desconforto pelas palavras da mais velha.
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  As afirmações de na madrugada eram mais do que certas referentes aos pensamentos da amiga. Há anos, vinha se sentindo incomodada com os muitos esbarros que presenciou entre o primogênito e a filha da empregada. O silêncio de também contribuiu com suas desconfianças, porém, a jovem se esforçava para não levar mais peso ao seu futuro marido.
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  — Cunhada, estou surpreso que tenha conseguido uma folga nos estudos — comentou , tentando fazê-la se sentir mais à vontade. — Sei que sentiu minha falta, mas não precisava vir pessoalmente para matar a saudade — brincou ele, arrancando uma risada boba dela, e sendo de imediato repreendido pelo olhar do pai.
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  O caçula já não se importava mais com o que sua família pensava dele, mas sua missão ali era tornar aquele dia mais leve e tolerável para sua amiga. Pelo peso que o irmão passaria a carregar oficialmente, sabia que também se sentiria pressionada a não falhar. Aquele era o arranjo de família mais promissor entre a máfia italiana, e o mais aguardado por todos.
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  A aliança entre Tommaso e Magnus.
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  — Mas é claro que estava com saudades dos meus dois melhores amigos. — Assentiu ela, mantendo a sutileza do comentário. Seu olhar se voltou a , que permanecia em silêncio desde sua chegada no dia anterior. O primogênito, que sempre fora silencioso, estava ainda mais pensativo e observador que o habitual. — Após a coroação, pretendem retornar para Toscana quando? — perguntou ela, ao voltar seu olhar para o patriarca Francesco.
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  — Ficaremos mais alguns dias em Roma, até que todos estejam cientes que, a partir de hoje, estará à frente dos negócios — respondeu o homem, com serenidade e uma pitada de orgulho no olhar. — Mesmo não tendo se graduado ainda, estou satisfeito que as universidades americanas sejam flexíveis quanto aos imprevistos dos alunos.
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  — Hum… — Ela assentiu com o olhar à resposta recebida e deixou sua discreta atenção ao noivo. detestava se sentir daquela forma. Insegura e impotente. Sem saber o que fazer ou o que realmente acontecia com o homem à sua frente, apenas ambicionando ter acesso a pelo menos 1% dos pensamentos de .
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  O restante do café, foi com os muitos comentários de Marie sobre o casamento de ambos, previsto para ser realizado em dois anos. Assim, poderia se manter focada em seus estudos, enquanto o novo Don se estabelecia como o sucessor do pai.
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  — Seu olhar não condiz com o de uma noiva apaixonada — o comentário de , quebrou o silêncio estabelecido no jardim lateral da mansão.
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  Após o desjejum, havia seguido para sala de estar com sua sogra, a fim de folhear alguns books de noiva. Entretanto, não demorou minutos para que a princesa Tommaso se retirasse com sutileza e encontrasse o silêncio do jardim de inverno, a única parte da mansão que parecia não estar em alvoroço pela a coroação.
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  — Como você sempre sabe onde me encontrar? — comentou ela, deixando escapar um sorriso singelo no canto do rosto.
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  — Porque eu te conheço muito bem — respondeu ele, com serenidade. deu alguns passos até se posicionar ao lado da amiga e se sentar na grama também. — O que faz uma noiva feliz sentada na grama com este tecido tão delicado? — indagou ele, num tom de brincadeira para descontrair. — Se a Prada soubesse que está castigando sua última coleção nessa grama.
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  — Ela não diria nada. — riu de leve, voltando o olhar do lago para ele. — E não acho que deva considerar esta noiva tão feliz assim.
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  — Está arrependida? Podemos fugir juntos e casar em Vegas — brincou novamente, fazendo-a gargalhar de leve. Então, mantendo a seriedade no rosto, disse: — Me preocupa não ver mais aquele brilho em seus olhos.
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  — Eu sei, isso me preocupa também. — Ela respirou fundo. — Talvez seja pelo fato da garota inocente ter crescido e descoberto o verdadeiro mundo em que vive.
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  — Nem tudo que queremos é o que temos? — indagou o rapaz, uma das muitas filosofias da amiga.
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  — Não. — Ela voltou o olhar para o lago. — A vida é feita de aparências.
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   engoliu seco, já entendendo o que ela queria dizer.
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  — Posso ter minhas brigas com o , mas tenho certeza que ele não faria nada que te magoe ou te desonre. — Das raras vezes que acontecia, havia sim momentos em que defendia o caráter do irmão.
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  — Eu sei… — Ela assentiu em sussurro, ao sentir o toque suave do amigo em seu ombro, a puxando para lhe aninhar um pouco.
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  — Que tal falarmos de coisa boa… Como estão os estudos? — perguntou ele, num tom mais animado.
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  — Desde quando os estudos se tornaram um assunto bom para você?! — indagou ela, surpresa.
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  — Desde nunca, mas sei que para você é um assunto muito motivador — respondeu , tranquilamente, demonstrando seu cuidado para com a amiga. — Vamos, me conte.
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   soltou uma risada gostosa e boba, assentindo ao pedido dele.
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  — Por onde eu começo… — Ela pensou por alguns instantes, sentindo seus olhos brilhando um pouco. — Acho que já defini o nome da minha marca de mobiliário, sei que está muito cedo para pensar nisso, mas já me decidi.
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  — E qual será? — perguntou o jovem Magnus, se mostrando interessado no assunto.
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  — Franci — respondeu ela, prontamente, erguendo o corpo de leve. — Quero honrar a memória da minha mãe, já que mobiliário é algo que sempre tivemos em comum.
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  — Fico feliz com isso. — sorriu de leve com carinho para ela. — E acho que te invejo um pouco.
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  Tommaso apenas sorriu com sutileza e se impulsionou para abraçá-lo com carinho. Ela sabia muito bem que as poucas demonstrações de carinho e afeto que ele havia recebido, era dela e de seu padrinho Giordano.
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  No relógio marcava nove horas da noite e o jantar de coroação estava seguindo com seu curso planejado. Os olhares de todos estavam em uma só pessoa: Magnus. Com isso, a ausência do caçula jamais seria notada, como de fato aconteceu, exceto por seu irmão, é claro. Em tudo a família Magnus tinha seus segredos, por isso, nem todos sabiam que tinha problemas com aglomerações de pessoas.
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  Sua fobia havia se desenvolvido desde criança, uma das muitas explicações para suas ausências nas recepções da família. Claro que para os pais era mais uma de suas formas de chamar a atenção de todos para si, atrapalhando os planos da família. Entretanto, apenas três pessoas levavam a sério o que lhe acontecia, e um deles era o primogênito. E este era o ponto do desconforto de , após notar a discreta ausência do irmão, minutos depois de sua coroação.
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  — Senhor . — O tom de surpresa foi notório na voz de Liz, assim que adentrou a adega da mansão de Toscana e se deparou com o caçula sentado no chão. A criada jamais iria imaginar tal cena, afinal, um acontecimento importante estava sendo celebrado em Roma.
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  — Finja que não estou aqui — disse ele num tom baixo, porém, firme.
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  Assim ela assentiu, permanecendo em silêncio e seguindo para finalizar sua tarefa do dia de separar os vinhos que seriam servidos no retorno do novo Don. Assim que ela se retirou, o caçula voltou o olhar para a garrafa de vinho ao seu lado, ainda não a tinha aberto e já se contava mais de duas horas encarando-a no silêncio. Não que estivesse triste pela conquista do irmão, pelo contrário, estava mesmo preocupado pelo que poderia vir a seguir.
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  — Dra. Segre… Acho que uma hora não será o bastante. — Ao respirar fundo, ele se levantou do chão e deslocou-se até a escada.
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  Chegando próximo à ala dos empregados, ouviu de longe uma pequena discussão, as duas vozes femininas pareciam alteradas demais para serem ignoradas. Porém, mesmo reconhecendo-as, com sua atenção em outro lugar, suas pernas o conduziram para a garagem com serenidade. As chaves do seu Porsche ainda no bolso dianteiro da calça, e um endereço registrado em sua mente. Foi quando uma movimentação externa e repentina lhe chamou a atenção, fazendo-o recuar um pouco, encostando-se em uma das pilastras, na parte menos iluminada, apenas observando.
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  Logo a silhueta de uma garota surgiu à pouca luz, visível o suficiente para que suas lágrimas fossem notadas.
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  — Eu não quero ser como ela. — A voz de então ecoou pelo o lugar, ao referir-se sobre sua mãe, e os olhares observadores já imaginavam de quem ela falava, enquanto via mais lágrimas serem derramadas.
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   nunca se viu como uma pessoa empática, mas naquele momento, ele, mais do que ninguém, entendia a filha da empregada. Entendia como era desejar ser livre e não ter nenhuma possibilidade.
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  — Eu sempre imaginei como seria a minha vida se algum dia eu fugisse daqui — disse ele, num tom alto, despertando a atenção da garota.
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  — Hum?! — logo sentiu um calafrio passando por seu corpo, então voltou-se para a direção da voz, sussurrando: — Senhor .
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  — Se, hipoteticamente, eu fugisse daqui, não sairia correndo pelo jardim até a entrada dos empregados, seguiria pela lateral leste da casa, onde tem mais pontos cegos das câmeras, pelas partes sem iluminação até chegar no pergolado de trepadeiras — iniciou ele, sua descrição de uma fuga perfeita. — Atrás daquela colcha de folhas verdes tem uma porta enferrujada que só pode ser aberta pelo lado de dentro, é uma passagem secreta que meu pai acha que seus filhos desconhecem. — soltou um suspiro cansado. — Então, ao sair, eu seguiria em direção ao sul, pois não tem alcance das câmeras, e seguiria para a estação de Santa Mônica. Além de ser a menos procurada, é a única que estaria aberta até este horário… E jamais iria para a casa de algum amigo, pois seria muito fácil me encontrar, e passaria em sete cidades aleatórias da Europa antes de chegar ao meu destino final.
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   manteve seu olhar para o caçula Magnus, parecia estar refletindo e ao mesmo tempo memorizando cada uma daquelas palavras.
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  — Por que está me ajudando? — indagou a garota, entendendo o significado das palavras dele.
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  — Eu não estou te ajudando, apenas estou dizendo o que eu faria se fosse fugir daqui… — Ele riu baixo. — Mas nós dois sabemos que não se pode fugir quando se é um Magnus.
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   entendeu o recado, ela não era um Magnus. E se sua mãe, mesmo cansada da vida que viviam, estava cauterizada pelo medo a ponto de não ter mais esperanças por um futuro melhor, a garota estava mais do que decidida a dar um fim em sua agonia.
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  Foram segundos, em que fechou seus olhos respirando fundo. Ao abri-los, suas pupilas dilatadas se direcionaram para uma só direção: sua liberdade.
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Sonhando com o que minha vida poderia ser
  E se eu seria feliz
  Eu rezava.
  – Breakaway / Kelly Clarkson

Continua

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Lelen
Admin
9 dias atrás

O Giovanni… 🫣🫣🫣
Meu Deus, como que vai ser isso aí com a Clarice? E como será que vai rolar o felizes para sempre desse povo todo?
E o Luigi vem me surpreendendo se mostrando um rapazinho sensato – pelo menos com os outros – até? Adorei ele dando as dicas de como/pra onde fugir HAHAHAHHA
Será que Ally vai fugir mesmo? E por que a pessoa que estava se comunicando com ela parou? Aconteceu alguma coisa? 👀👀
Ansiosa também pra ver a entrada de Vincenzo e Nicolai 🤔🤔


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