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Sem curiosidades para essa história no momento!

Lady Lewis

XVI. Hyde Park

  Para uma donzela em sua primeira temporada, o ápice de sua ambição é chegar ao final da primavera com uma corte firmada e uma data marcada com o melhor partido possível. Já nossa pérola intocável sem o menor esforço conseguiu atrair a atenção de duas altezas, chegando ao topo de conquista que jamais ambicionou e certamente muitas estariam se matando para estar em seu lugar. Entretanto, ainda faltava a confirmação de um noivado e rumores de um casamento real.
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  Todos sabemos que o desfecho de tal confirmação segue em um mistério, não tão desesperador quanto não sabermos quem é o noivo da nossa rubi, contudo… Somente um certo príncipe, chamado , poderá responder se meu coração de autora ainda pode ter uma chance de ver este casal chegando ao altar. 
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  — Sabes que não pode ficar se escondendo para sempre. — A voz de soou pela sala de estar do vosso palacete, despertando a atenção do convidado inesperado.
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  — Não estou me escondendo. — O olhar do homem se manteve focado na lareira que estava apagada.
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  Seu olhar distante e seus pensamentos direcionados a uma pessoa: Bridgerton. O príncipe estava em sua estadia oculta no palacete de vossa graça. O Tenebrae, como um bom amigo, apenas assentiu sua presença após seu retorno silencioso de Liverpool, sabendo que o mesmo não se inclinava a voltar ao palácio real.
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  — Se não estás a fugir, por que não anunciou vosso retorno para ela? — O duque deu mais alguns passos adentro e sentou-se na poltrona ao lado da janela.
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  — Eu não deveria ter me comprometido — sussurrou ele, deslizando um pouco mais o corpo e repousando a cabeça no encosto. — Como posso ser tão imprudente em minhas palavras, entretanto, ao mesmo tempo não consigo deixar de desejá-la.
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  — Estás arrependido de ter se declarado? — perguntou o duque, analisando as expressões faciais de vossa alteza. — Não a ama de fato?!
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  Após praticamente crescerem juntos, ambos se conheciam muito bem para entender os sentimentos e indecisões um do outro. Amigos de fato, quase irmãos gêmeos.
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  — Se há algo do qual tenho cem por cento de certeza, é de meu sentimento pela senhorita Bridgerton. — o olhou com sinceridade e traços de angústia que o matava por dentro. — Depois que finalmente entendi que meu coração começou a pulsar mais forte por ela, não consigo nem mesmo tocar em outra mulher.
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  — Nem a vossa favorita? — indagou o duque.
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  — Nem mesmo Genevieve foi capaz de apagar a senhorita Bridgerton dos meus pensamentos — afirmou vossa alteza, ao dar um suspiro fraco.
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  — E o que ainda fazes aqui, sabendo que a quer para sempre com toda a sua alma? — perguntou , não entendendo as ações do amigo. — Já soube da chegada de vosso primo? 
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  — Ouvi menções, pelos criados — respondeu. — O que isso tem a ver?
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  — Ainda pergunta? Deves saber então que a vossa majestade está inclinada a aproximá-lo da senhorita Bridgerton. — Vossa graça manteve um sorriso de canto disfarçado, ao jogar a intriga no amigo.
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  — Do que estás a falar? — ergueu o corpo e o olhou com mais seriedade.
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  Uma sutil preocupação começou a crescer dentro dele. Afinal, já havia estado na presença de vossa majestade e revelado seus sentimentos pela Bridgerton, assim como também seus temores. Ele esperava algo além de uma simples ordem da coroa, e sim um conselho materno acolhedor, entretanto, o que recebia neste momento eram suposições de uma traição por parte de vossa mãe.
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  — Tenho meus contatos na corte, meu amigo, e soube que vossa majestade esteve no casamento do conde de Whatnot na manhã de ontem, acompanhada de vossa alteza de Mônaco.
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   nem mesmo ousou continuar a conversa para verificar a veracidade da informação. Vossa alteza levantou-se da poltrona e seguiu para a porta de entrada do palacete. Uma conversa de filho para mãe seria requisitada, nem que lhe custasse algumas palavras de repreensão.
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  Ainda pela manhã, lady Violet pediu aos criados para servirem um pequeno brunch no jardim, após confessar não ter desfrutado de um saudável café da manhã. As três damas desfrutaram da brisa que vinha dos arbustos pelo jardim, diante de uma mesa muito bem colorida com frutas e doces diversos.
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  — Somente a Briana sabe fazer brownies como eu gosto — confessou , elogiando mais uma vez o talento da cozinheira da família.
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  — Estão muito gostosos mesmo. — Concordou , mordiscando o segundo pedaço que pegara. — Tem um gosto mais acentuado do chocolate.
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  — Acho que o segredo deva estar em algum ingrediente que ela utiliza — comentou . — São os melhores, sempre.
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  Violet riu de leve pelo brilho nos olhos de sua sobrinha.
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  — O segredo está no chocolate, senhorita Bridgerton — Judith se pronunciou num tom mais baixo, a jovem que se mantinha de pé observando-as comerem.
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  — Se sabes de alguma coisa — olhou-a —, então diga.
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  — Não sei exatamente o que é, mas ela sempre menciona que o segredo está no chocolate — assegurou a criada.
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  — Minhas queridas, eu irei me retirar antes porque pretendo passar na modista o quanto antes para encomendar os vestidos e pedirei que venha pessoalmente aqui para fazerem a prova — disse Violet ao levantar-se da cadeira.
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  — Agradeço, titia. — sorriu de leve.
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  — Muito obrigada, milady — disse , mantendo uma sutil formalidade.
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  A matriarca Bridgerton sorriu graciosamente para ambas e se retirou, levando Judith consigo. Foram poucos os instantes de silêncio até que não se aguentou de curiosidade e se direcionou para a amiga.
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  — Tem certeza de que está tudo bem, ? — perguntou com um olhar preocupado. — Esteve quase todo o tempo em silêncio.
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  — Sim, está tudo bem. — A moça forçou um sorriso e voltou o olhar para o canteiro de flores ao lado.
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  — Seu olhar está um pouco triste. — Detectou a amiga.
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  — Talvez por já sentir saudades de minha família, acordar pela manhã na casa dos Sollary é um tanto quanto barulhento. — Ela riu de leve, lembrando-se das travessuras das gêmeas pela manhã.
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  — Imagino, seus olhos estão brilhando agora — comentou , sorrindo junto com a amiga. — Conte-me então, agora estou curiosa.
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  — Ah… Geralmente eu sempre despertava antes de Moore ir me acordar, enquanto isso, ouvia Candace, a preceptoras dos meus irmãos menores, os chamando. — bebericou o café. — As gêmeas sempre pregavam uma peça nela, todas as manhãs.
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  — Deve ser emocionante ter a casa recheada de irmãos — comentou , também com os olhos brilhando.
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  — Ah, sim, é bem divertido na maioria das vezes. — a olhou atentamente. — Pela sua reação, imagino que queria ter tido mais irmãos.
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  — Bem, eu não reclamo de , pois é um maravilhoso irmão, sempre muito atencioso comigo e sempre ao meu lado em tudo — contou , lembrando-se vagamente de sua infância. — Perdemos nossos pais há pouco tempo e de uma forma tão inesperada, éramos uma família tão unida.
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  — E moravam onde? — perguntou a cunhada. — Aqui em Londres também?
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  — Ah, não, somente viemos para cá nesta temporada por se tratar de ser a minha primeira, antes morávamos em Derbyshire com nossos pais, ainda temos nosso palacete lá — respondeu , pegando agora uma fatia de torta salgada —, que provavelmente será vossa morada após essa temporada.
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  — Então, não vamos morar em Londres? — indagou ela, pensativa na possibilidade de se afastar da família.
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  — Vejo que se preocupou agora — comentou . — Também tenho esses pensamentos, ficar longe do meu irmão após meu casamento, apesar de que tem sido uma incógnita se irei ou não me casar nessa temporada.
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  — Algo relacionado a suas palavras deixa-me confusa e curiosa — comentou com a expressão pensativa, mantendo a suavidade no olhar.
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  — O que seria? — a olhou atenta.
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  — Se está inclinada a vossa alteza, o príncipe , por que motivo aceitaste o passeio com o príncipe de Mônaco? — Era sim algo para lhe deixar confusa, na opinião da recém-casada.
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  — Ah, isso. — soltou um suspiro fraco, voltando seu olhar para a xícara de chá. — Bem, segundo a tia Violet, preciso demonstrar a vossa alteza que não posso ficar a esperá-lo por muito tempo, e forçá-lo a reagir de alguma forma.
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  — Usando o outro príncipe como uma peça de tabuleiro?! — fez uma cara estranha de preocupação. — Isso é maldade, , usar uma pessoa para fazer ciúmes em outra.
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  — Eu sei, mas sinto-me em completo desespero pela distância que vossa alteza nos colocou, principalmente após a declaração que me deixara sem gravidade.
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  — Se realmente sentes algo por ele, acho que deverias esperá-lo e não forçar algo que possa não sair como deseja — aconselhou a amiga. — Imagina se vossas intenções derem errado e, no final, a única solução seria casar-se com quem não desejas.
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  — Estás a dizer isso se colocando como exemplo? — manteve o olhar sério para ela. — Arrependes de ter casado com meu irmão?
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  — Não estava falando sobre mim. — negou de imediato.
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  E de fato que nosso diamante nem mesmo estava pensando no desfecho de vossa vida amorosa que encaixou-se perfeitamente em vossas palavras.
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  — Não me respondeu completamente — insistiu , referindo-se à segunda pergunta.
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  — , por favor, o assunto não é meu casamento com vosso irmão, e sim vossa tentativa de chamar a atenção de vossa alteza — retrucou , sentindo-se desconfortável pela indagação da amiga.
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  — Devo levar vossa fuga da resposta como um sim? — cruzou os braços. — Ainda estou intrigada por terem cancelado a viagem de lua-de-mel.
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  — Bem, se está intrigada, então pergunte ao vosso amado irmão. — A outra levantou-se bruscamente da mesa e se retirou sem cerimônias.
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  — ?! — sentiu-se perplexa por tal atitude da amiga. — Burgueses… Por que se irritam tão facilmente quando são confrontados?
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  A pérola já havia reparado essa típica característica que acompanhava a todos da classe dos comerciantes. Com um leve suspiro, voltou a bebericar o chá e terminou de saborear seu pedaço de torta salgada.
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  Próximo ao pôr do sol, este era o horário em que se encontrava ávidos corações a passear pelo perfumado Hyde Park. A leve brisa da tarde contribuía para que a caminhada ao ar livre fosse de fato proveitosa aos casais e cortes presentes. O melhor lugar para uma escritora como eu, esperançosa por mais novidades desta temporada.
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  Parados em frente ao canteiro de lírios estavam as duas pessoas mais observadas do lugar. Nossa pérola intocável e vossa alteza de Mônaco. Poucos metros atrás o olhar cuidadoso e estrategista de lady Violet acompanhava o passeio da sobrinha com a realeza.
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  Por mais que externamente mantivesse seu olhar suave e o sorriso sutil se mantivesse no rosto – duas armas poderosas que atraíam ainda mais o olhar de Grimaldi –, seu coração seguia aflito por não estar em um encontro com a pessoa por quem suas pernas bambeavam.
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  — Tenho observado que a senhorita está um pouco distante — comentou o príncipe, ao desviar o olhar para ela rapidamente e continuar caminhando. — Alguma coisa a perturba, senhorita Bridgerton?
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  — Não. — Ela manteve a voz baixa e meiga.
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  — Não estás gostando do nosso passeio? — indagou ele.
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  — Perdoe-me, alteza, não é isso. — disfarçou com um sorriso singelo. — Ando preocupada com o matrimônio recente de meu irmão, entretanto, irei ignorar tais pensamentos inoportunos.
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  — Se preferir, podemos finalizar por hoje e retomar de onde paramos em uma outra oportunidade — sugeriu o príncipe.
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  — Oh não, não será necessário… — A moça manteve o sorriso no rosto. — Vossa companhia tem sido extremamente agradável e agradeço pelo convite. Sinto-me honrada.
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  — Me alegra o coração saber sobre isso. — O rapaz manteve os passos no ritmo de sua acompanhante. — Posso fazer-lhe um comentário seguido de uma pergunta?
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  — Claro, vossa alteza, se for algo apropriado para a ocasião e eu obtiver a resposta. — Assentiu ela.
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  — Tenho certeza que tens. — O príncipe parou por um instante e voltou sua atenção para as pessoas ao longe que os observavam. 
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  — Digas, então. — parou em seguida e manteve-se atenta às palavras do homem.
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  — Li alguns artigos no jornal da famosa Lady Lewis — iniciou ele, parecendo escolher as palavras certas —, e pelo que podes perceber, tenho deixado meu coração se manter fascinado pela senhorita…
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   sentiu um frio na barriga enquanto as palavras fluíam do homem, sem saber como reagir, pois como poderia imaginar receber outra declaração de interesse em tão pouco tempo.
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  — Confesso que após algumas cartas de vossa majestade mencionando sobre a senhorita e, agora a conhecendo pessoalmente, sinto-me privilegiado. — O rapaz pegou na mão da senhorita com respeito e de forma gentil, mantendo seu olhar sereno. — Diante de alguns fatos que li, peço que me responda com sinceridade.
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  — O que eu devo responder, vossa alteza? — perguntou ela, sentindo o calor de sua mão, o que a fez ficar levemente trêmula.
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  — O que sentes por meu primo, o príncipe ? — perguntou ele, deixando seu tom de voz mais firme.
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  O coração de disparou de uma forma inesperada, não somente pela pergunta de August Grimaldi, como também por ter avistado a pessoa que tanto desejava ver naqueles dias. E sim, meus caros leitores, o olhar de nossa pérola intocável atravessou o príncipe de Mônaco até avistar vossa alteza, o príncipe , seguindo em sua direção a passos seguros e precisos.
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  E como estou agora? Ansiosa por mais linhas deste passeio pelo Hyde Park.
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  Lady Lewis

Meu coração quer você por inteira, nunca deixarei você ir
Se isto for amor, eu nunca deixarei você ir
Quem sabe? Nós dois.
– Hello / SHINee

XVII. Pedido de realeza

  Se há algo mais angustiante para um homem, é imaginar a mulher de sua vida nos braços de outro. E naquele momento, enquanto cavalgava em um dos cavalos mais rápidos do duque, nosso libertino estava a caminho do palácio real. Mesmo com toda a elegância da realeza em sua montaria, seus sentimentos tinham pressa e, ao descer do cavalo em frente ao palácio, seus passos apressaram para adentrar a edificação.
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  Assim que as monumentais portas do grande salão se abriram para ele, sua indagação sobre a localização de sua majestade era o foco de suas palavras aos criados. Ao leste da propriedade real estava o recém construído orquidário de sua majestade, um novo hobby que a rainha Charlotte adquiriu para acalentar seu saudoso coração.
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  E lá estava ela naquela manhã ensolarada e calorosa de primavera, cuidando de suas orquídeas. Minha estação favorita estava finalmente preparando o clima para o inesquecível verão londrino.
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  — Majestade. — A voz de soou num tom firme, atraindo a atenção da Rainha.
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  Um sorriso nebuloso surgiu no canto dos lábios de sua Alteza, discreto e quase imperceptível. A rainha, que estava um pouco encurvada mexendo em um vaso de vidro, endireitou seu corpo para manter a boa postura de soberana.
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  — Olhemos para este cavalheiro. — Se pronunciou ela às damas que a acompanhavam naquela atividade. — Devo presumir que se lembrou de sua casa em um momento conveniente?
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  — O que andas planejando?! — Continuou o príncipe sem importar-se com a presença de terceiros.
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  A rainha respirou fundo, reunindo toda a sua paciência para lidar com o olhar fulminante do filho.
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  — Saiam todos — ordenou ela, mantendo o tom soberano na voz.
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   observou tanto as damas quanto os dois guardas se retirarem, até que estivessem a sós por completo.
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  — Como pode minha própria mãe apunhalar-me pelas costas? — indagou ele, demonstrando ressentimentos em seu olhar.
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  — Defina apunhalar — pediu vossa majestade, suavizando a voz e o olhar.
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  — Não se lembra então de nossa última conversa? Prometeste não se envolver e me dar a liberdade de escolha — iniciou ele, seus argumentos.
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  — E o que o faz pensar que não estou cumprindo com a minha palavra? — retrucou ela.
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  — Sei muito bem do vosso esforço para apresentar August para a família Bridgerton — esclareceu o príncipe.
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  — Eis que chegamos ao ponto chave da questão. — ela arqueou a sobrancelha direita — Meu filho me pediu até o final da primavera e estou aguardando com benevolência, entretanto uma certa donzela não estava no acordo.
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  — Tens conhecimento sobre meus sentimentos pela senhorita Bridgerton, eu os confessei e a senhora prometeu não interferir em nada — relembrou ele as palavras de sua própria mãe. — Como podes me trair?
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  — Não ponha ações sobre mim, Henry. — Sua entonação ficou mais firme e pesada. — Desde o início tinha conhecimento da chegada de vosso primo, o casamento do conde de Whatnot fora um tanto inesperado, contudo, não iria deixar nosso convidado no palácio enquanto desfrutava de uma recepção muito proveitosa.
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  — Vossas palavras não me convencem — continuou num tom amargurado.
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  — O que não me convence que está mesmo apaixonado pela jovem Bridgerton são vossas atitudes — retrucou a rainha, sendo um pouco mais dura e firme. — Achas que não sei que procuraste a senhorita Le’Chant? Como achas que iria acreditar em sua honestidade com tais atitudes?
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  — Eu apenas estive com Genevieve para colocarmos um ponto final em nossa história, mas se não acredita em vosso filho… — explicou ele, sentindo sua garganta queimar.
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  — Se eu posso confiar realmente que meu filho está determinado a ser o príncipe que o eduquei para ser, criar uma família sólida digna de admiração por toda a corte, somente suas ações poderão me provar — continuou ela, ponderando um pouco mais sua voz. — E o que estou vendo é um cavalheiro que está tentando enganar a coroa e no final deixará uma jovem com o coração partido.
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  Vossa majestade manteve o olhar julgador e atento ao filho.
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  — Aquela pérola merece mais do que uma realeza egoísta que tem medo de perder a liberdade — continuou a rainha, não ponderando as palavras que feriam o filho. — Ela merece uma realeza que a trate com o devido valor que ela tem, uma pedra preciosa bastante rara.
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  — Então achas que não há um pedido por vosso filho ter medo de perder a liberdade? — O rapaz deu um riso, não querendo acreditar nas insinuações de sua mãe.
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  — É o que me deixa entender — confessou ela. — Prove que estou errada.
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  O olhar instigante de sua majestade, despertou uma sutil fúria dentro de seu filho, daquelas que esta autora sempre se anima ao descrever. Ele respirou fundo e assentiu com a cabeça, dando um passo para trás no impulso de se retirar do orquidário.
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  — A linda pérola estará esta tarde em um passeio no Hyde Park com vossa alteza de Mônaco. — A rainha elevou um pouco mais a voz para que o filho ouvisse claramente, enquanto se retirava. — Certifique-se de orgulhar sua mãe desta vez.
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  Ele assentiu com um breve sorriso e passou pela porta para o jardim. A rainha Charlotte manteve o olhar já orgulhoso de seu filho, afinal nunca o tinha visto tão decidido quanto naquele momento, o que fez com que sua ansiedade por um casamento real aumentasse ainda mais.
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  — Vossa majestade é realmente brilhante — disse a dama principal ao adentrar o orquidário. — Como sabia que a vossa alteza reagiria assim? — Discretamente a mulher havia ouvido toda a conversa.
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  — Este é o meu lado materno, eu conheço o meu filho e sei muito bem quando ele mente e diz a verdade, há muita sinceridade em seu olhar quando ele menciona a bela Bridgerton — explicou sua majestade. — Só precisava do incentivo certo para que a espera não se prolongasse tanto.
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  — Como assim, majestade?! — A dama manteve o olhar curioso para a rainha.
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  — É simples, ele me pediu até o verão, mas para quê deixar para amanhã o casamento que podemos realizar hoje. — Um sorriso de canto, maquiavélico, surgiu no rosto da mulher. — Tenho certeza que um grande baile será realizado neste jardim antes da primavera terminar.
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  É disso que esta autora está falando!
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  Com o coração acelerado, parada ao centro do Hyde Park, estava , apenas sentindo suas pernas bambearem a cada passo de aproximação de vossa alteza.
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  — O que sentes por meu primo? — insistiu o homem a sua frente, ao dar o primeiro movimento para tocá-la em sua face.
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  — Nem ouse fazer tal coisa — disse ao se colocar ao lado da moça e segurar no pulso do primo antes que o mesmo pudesse tocar a face de .
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  No susto, prendeu levemente sua respiração, não esperava tal reação de vossa alteza e menos ainda sua presença ali.
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  — . — August deu um sorriso de canto. — Sempre chegando atrasado…
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  O olhar audacioso de August queria completar a frase: Sempre perdendo para mim, entretanto, a confiança que exalava conseguia ser notada por vosso primo. Desta vez o jovem libertino em redenção não desistiria do coração mais puro que havia cruzado sua vida.
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  — Vossa alteza… — sussurrou , tentando recuperar o fôlego e sua sanidade mental.
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  Todos os olhares estavam naquele inesperado triângulo amoroso, se é, caros leitores, que podemos mencionar assim, já que sabemos as reais intenções de nossa Pérola Intocável diante daquele passeio no Hyde Park.
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  — Está enganado, August, nunca estive atrasado — , cordialmente, empurrou o primo para que se afastasse da dama entre eles — e lhe direi isso apenas uma vez, espero que ouça atentamente, eu vos proíbo de ao menos imaginar-se tocando em minha noiva.
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  — Noiva? — August riu alto, desacreditado das palavras do primo.
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  — Alteza, do que estás a falar? — o olhou atordoada pela informação que nem era real até o momento presente.
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  — Exatamente o que a senhorita ouviste. — a olhou com um sorriso de canto malicioso, daqueles que a deixava com o coração acelerado.
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  — Como podes se nem ousou a fazer tal pedido? — retrucou ela de forma ousada, não se importando com a presença de August.
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   aproveitou o momento para instigar o homem que a fizera perder o sono nas últimas semanas. Vossa alteza de Mônaco soltou uma gargalhada.
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  — Como imaginei. — Grimaldi deu um passo para se aproximar da pérola com a intenção de seguirem com o passeio. — Venha, senhorita Bridgerton, vamos deixar vossa alteza com seus delírios.
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  Quando o homem se moveu para pegar na mão de , apenas moveu-se juntamente.
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  — Eu disse para não a tocar. — Repetiu ele, já com os punhos fechados e socando o rosto do primo de tal forma a derrubar o homem no chão. — Deverias ter levado em consideração minhas palavras.
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   assustou-se novamente com a cena diante de seus olhos, com as mãos na boca e os olhos arregalados, paralisada. August retirou o lenço do bolso e limpou o pequeno corte que formara no canto de sua boca, em instantes o príncipe de Mônaco retirou sua espada da bainha, forçando fazer o mesmo.
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  — Altezas, por favor — pediu , sentindo-se aflita pela situação.
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  — Como ousas atrapalhar meu passeio com a senhorita Bridgerton e ainda se achar íntimo de alguém que não merece. — O príncipe de Mônaco manteve sua espada levantada, em posição de ataque.
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  — Como ousa convidar uma donzela comprometida para um passeio, ensinarei vossa alteza a ser um hóspede menos deselegante — disse certo de suas palavras.
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  — Parem ambos. — elevou sua voz o suficiente para que as pessoas próximas, em surpresa pelos acontecimentos, ouvissem. — Ambos estão errados e prepotentes demais para acharem que possuem minha atenção, já não estou mais inclinada a companhia de nenhum príncipe.
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  Ela deu um passo para se distanciar.
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  — , minha querida, o que está havendo? — Lady Violet finalmente se aproximara deles com o coração na mão. — Altezas, por favor, estamos em um local público e não seria bom para a reputação de minha sobrinha todo este escândalo causado.
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  Seu tom de preocupação escondia sua euforia interna em ver a sobrinha sendo disputada por dois príncipes. Assim ambos baixaram suas espadas e as guardaram em respeito à senhora diante deles.
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  — Vamos, . — Tia Violet amparou sua sobrinha e afastou-se com ela.
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  O olhar de ambos continuou nas damas, até que se afastassem um pouco mais.
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  — Não vou desistir dela — anunciou Grimaldi, certo que venceria mais uma vez.
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  — não é um brinquedo para ser disputado, menos ainda um cavalo ou um troféu — retrucou com fúria nos olhos. — Desde criança sempre quis tomar para si tudo o que eu possuía, não desta vez… Guarde minhas palavras, nunca mais ouse tentar tocá-la.
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  Antes mesmo que August pudesse retrucar, se afastou dele e saiu correndo atrás de sua donzela. Grimaldi engoliu seco, com raiva da afronta sofrida pelo primo, mas ainda certo de que não o deixaria em paz. Ao longe, vossa alteza continuava à procura da vossa pérola, que se aproximava de um dos pontos de saída do parque.
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  — Senhorita Bridgerton! — O grito de Cédric parou-a de repente. — Senhorita!
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  — Vossa alteza, não acha que já causou emoções o suficiente para a minha sobrinha? — disse lady Violet, num tom repreensivo. — Tenho-lhe muito respeito, meu senhor, mas…
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  — Perdoe-me, lady Bridgerton, sei que não é prudente, mas… — Ele olhou para a pérola. — Permita-me falar-lhe.
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   respirou fundo e assentiu para sua tia, que deu alguns passos de afastamento para deixá-los à vontade. Os olhares próximos continuavam em ambos, atentos. manteve o olhar suave, apesar de exalar repreensão, estava confusa pelo seu repentino aparecimento, chateada porque estava se divertindo com o passeio e revoltada pela afirmação dele quanto ao nível do relacionamento que tinham.
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  — Como ousas fazer o que fez? — disse ela, já iniciando a conversa. — Declarar algo que nem tiveste a coragem de fazer.
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  — Falas do pedido? — perguntou o príncipe, para provocá-la.
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  — O que mais seria? Não sou vossa noiva, não houve pedido algum — afirmou a moça, segura.
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  — És tão presa às formalidades de nossa sociedade? — indagou .
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  — Se não imaginas que é algo importante para alguém como eu — retrucou ela —, então não me conheces ainda.
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  — Não basta apenas desejarmos um ao outro e ir diante do sacerdote para formalizarmos? — continuou com a provocação.
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  — Realmente não consegues ser um cavalheiro? — disse ela, suspirando fraco. — Um vez libertino, sempre libertino.
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  — Achas que não tenho coragem? — retrucou o príncipe, indignado com as palavras da mulher. — Acaso esqueceste da minha declaração?
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  — Considerando vossas ações, somente acredito vendo. — manteve a firmeza na voz.
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  — Bem, se fazes questão. — Ele apenas ajoelhou-se diante dela, causando cochichos aos montes.
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  — O que estás a fazer? Achas mesmo que vou aceitar? — instigou ela, mais ainda perplexa com ele. — Quanta arrogância para um libertino, acaso não sabes que não pretendo casar-me com a realeza?
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  — Senhorita Bridgerton, aceitas casar-se comigo? — perguntou ele, não se importando com suas palavras, apenas ignorando-a.
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  — Aceito — disse ela, de forma involuntária e espontânea.
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  Eis aí, mais um casamento à vista, bem como sua majestade premeditou. 
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Lady Lewis.

Eu tenho medo de que você vá embora. 
Eu não deixaria você ir, 
Como eu posso manter-te aqui? 
– All My heart / Super Junior

XVIII. Frescor do Campo

  Para os corações partidos pela temporada de primavera, nada como o refúgio em meio ao perfume dos campos de lavanda na Escócia. E assim estava o nosso rubi ao finalmente chegar ao palacete de vossa tia, que parecia mais empolgada do que a donzela por sua chegada.
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  — Minha querida. — Tia Poppy, com seu jeito espontâneo, abraçou-a com carinho. — Que felicidade em tê-la aqui, já não me aguentava de saudades.
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  — Agradeço por me receber novamente, titia. — A jovem retribuiu o abraço forçando um sorriso singelo em seguida.
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  — Vosso quarto continua intacto, como deixou antes de regressar a Londres, apenas pedi para que trocassem os lençóis da cama — anunciou a senhora, sorrindo também.
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  Não queria preocupar a vossa tia com as suas aflições e angústias internas. sabia que ser enviada ao campo bem no meio da temporada só lhe demonstrava duas opções: ou o vosso noivo sentia-se por demais envergonhado pela precária situação econômica de lord Bourbon, ou, de fato, nem mesmo um noivo existia naquele mistério todo em que seu pai construiu. Pelo sim, pelo não, ela apenas tentava afugentar os pensamentos negativos e tentar se alegrar por suas amigas.
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  — Senhora Jasper, acompanhe a criada de minha sobrinha e lhe mostre seus aposentos — ordenou tia Poppy ao segurar a mão da sobrinha. — E você, venha comigo, pelo seu olhar está precisando de um saboroso chá que mandei que preparassem para sua chegada.
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  — Agradeço mais uma vez, titia, mas não me encontro ávida para um chá — explicou a menina.
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  — Ainda assim, eu insisto. — Poppy relevou o desânimo da moça e a puxou consigo até o jardim de tulipas da propriedade. — Tenho tantas novidades para lhe contar, foram tantos bailes que perdeste desde a vossa partida…
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  Tagarelar era de fato o esporte favorito da senhora Poppy Kerr. Os poucos passos do hall de entrada até a mesa posta no jardim, não foram o suficiente para relatar as muitas fofocas da sociedade escocesa e seus preconceitos com os burgueses. Um deles era o vosso marido, o senhor Hian Kerr, o comerciante mais rico da região de Glenfinnan.
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  Diante de tantos assuntos considerados importantes por sua tia, apenas optou por se manter silenciosa ao ouvir cada um dos muitos casos que lhe era pronunciado. Se não poderia fugir, apenas fingia prestar atenção, enquanto vosso pensamento vagava em outras terras. E cá entre nós, tenho a certeza que esta terra tem nome e sobrenome: Tenebrae, um certo duque que nos encantou desde o início.
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  — Então, onde estava mesmo? — perguntou a tia, ao devanear em seu próprio gosto para moda, ao fazer um longo comentário sobre o vestido de lady Juliet no último baile que compareceu.
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  — Dizia sobre o noivado de lord Fincher e a senhorita Campbell — respondeu a jovem, aliviada por se lembrar do nome dos noivos, ao pegar um brownie para mordiscar.
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  — Ah, sim, o pedido dele foi o comentário mais pontual no último baile, fiquei feliz já que a senhorita Campbell perdeu os pais recentemente e morava de favor na casa dos tios, só fico me perguntando se haverá um dote e se a família de lord Fincher irá aceitar tal união — continuou tia Poppy de forma espontânea, até que parou por um momento e notou o olhar de sua sobrinha mais triste do que quando chegara. — O que houve, querida? Está preocupada com o vosso noivado, não é?
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   tentou se recompor e suavizar o rosto, sem muito sucesso.
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  — É tão visível assim? — perguntou a jovem, deixando o brownie mordido no prato.
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  — Sim. — Assentiu a tia, ao segurar em sua mão. — Conte-me, este noivado é de verdade?
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  — Para ser honesta, eu não sei — respondeu, segurando suas lágrimas. — Papai não entrou em detalhes, apenas disse que eu estava noiva e passaria o final da temporada aqui.
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  — Eu conheço vosso pai, ele nunca brincaria com algo sério como isso. — Assegurou tia Poppy, suavizando mais o olhar. — Mandarei uma carta para ele amanhã pela manhã, tenho certeza que para mim vosso pai contará quem é tal cavalheiro.
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  — Tenho me perguntando se o fato de não se revelar talvez seja por vergonha de nossa situação — confessou o rubi, um dos motivos de angústia.
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  Entretanto, não o principal.
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  — Lamento que esteja passando por tal provação — disse Poppy, sentindo compaixão pela situação da sobrinha. — Eu deveria ter sido mais presente durante esses anos, vosso pai caiu na tristeza e amargura após o falecimento de sua mãe, e afogou-se nas apostas achando ser seu ponto de escape.
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  — A senhora possui vossa família, não se culpe por isso — disse , entendendo o lado da tia.
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  — E ambos também são da minha família. — Assegurou ela. — Farei o possível para que possas ser feliz no futuro, minha querida.
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  Poppy se inclinou um pouco mais e abraçou a sobrinha.
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  — Mereces sorrir mais e chorar menos. — Continuou a tia, olhando-a com carinho. — Não será por causa de um dote que não teremos um casamento em nossa família.
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  — Do que estás a falar? — perguntou a jovem, confusa.
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  — Conversei com o senhor Kerr e, amando-me como me ama, ele concordou em pagar o vosso dote para que tenhas um casamento honrado — contou Poppy, deixando uma ponta de brilho surgir em seu olhar. — Não a deixarei passar por essa vergonha, somos uma família e és minha sobrinha querida.
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  — Tia Poppy. — não conseguiu resistir às emoções que se formavam no canto de seus olhos em forma de lágrimas, logo deixando-as rolar pelo rosto, fazendo a mulher ao seu lado ficar com o coração ainda mais apertado.
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  — Não chore, minha querida — pediu a tia ao pegar um dos lenços que estavam na mesa e enxugar de leve o rosto dela. — Permito-lhe apenas se for de felicidade.
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   pegou o lenço da mão de sua tia, e sorriu de leve em agradecimento.
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  — Adoraria dizer que é de felicidade, porém… — A jovem soltou um suspiro cansado, lembrando-se do seu motivo central.
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  — Então, o que mais a preocupa? — perguntou Poppy, se preocupando um pouco mais.
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  — Não é nada, titia. — A menina tentou disfarçar e voltou o olhar para o canteiro ao lado.
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  — Eu lhe conheço desde o dia em que nasceu, sei muito bem que esta tristeza no olhar não se deve apenas ao fato de vosso noivo misterioso. — Insistiu a mulher, ao dar um gole no chá que despejara em sua xícara.
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   a olhou novamente, sem forças para esconder seus sentimentos.
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  — Titia, como soube que estava apaixonada pelo senhor Kerr? — perguntou a jovem.
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  — Quando me dei conta que não poderia viver nem um só dia sem observar o sorriso dele, quando se aproximava de mim — contou a tia, levando um cookie a boca. — Toda a nossa família foi contra, meus pais quase morreram de desgosto quando fugi de casa para casar-me com Hian…
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  — E como foi?! — indagou a sobrinha ao finalmente pegar a xícara de chá e bebericar um gole.
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  — Eu já estava prometida a outro quando o conheci, foi no Vauxhall em minha primeira e única temporada de apresentação — contou Poppy com um tom saudoso pelo passado. — Estava caminhando pelos painéis de pinturas de tecido quando me desequilibrei e um cavalheiro me amparou, era ele, com um olhar profundo e um sorriso acolhedor que fez meu coração acelerar na mesma hora… Desde aquele dia em diante, meus pensamentos se voltaram para aquele burguês que havia se hospedado na casa de um casal de nobres amigos.
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  — Ele também se apaixonou de imediato? — A curiosidade de aumentou.
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  — Sim, e não demorou muito para que me escrevesse uma carta em declaração dos seus sentimentos… — Poppy a olhou com mais atenção, entendendo então o propósito da indagação de vossa sobrinha. — Estás apaixonada por outro?
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   assentiu, abaixando o olhar.
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  — Minha querida… Não saberia como lhe ajudar com isso — disse a tia. — Pelo menos, sabes se tal cavalheiro lhe ama também?
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  — Não, e por certo que tal cavalheiro jamais sentiria algo por mim… Ou se sentes, sabes esconder com forte perfeição. — ainda estava em dúvida quanto a outra parte.
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  Os gestos do duque e a forma em que a beijou a deixaram ainda mais confusa com seus sentimentos.
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  — O fato é que meu futuro já está arruinado mesmo, já perdi as esperanças em casar-me por amor, apenas desejo manter a honra de nossa família — confessou o rubi, deixando sua voz mais baixa.
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  — Nossa família, a cada dia desprezo mais as regras da nobreza. — Poppy bufou um pouco. — Mas saiba que se não estiver inclinada a este casamento arranjado, tens minha benção e um lar aqui na Escócia.
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  — Eu sei, titia. — sorriu de forma meiga para a senhora. — Obrigada por ser a melhor tia do mundo.
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  Poppy sorriu de volta e a abraçou.
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  Os dias foram passando e nosso delicado rubi havia recebido algumas cartas de suas amigas, lhe contando sobre as novidades da capital. Claro que menções a esta autora foram feitas, o que muito me agradou. Contudo, o que mais impressionou-a foi o anúncio do casamento real, em que a amiga a chamou para madrinha juntamente com . Claro que , notara o grande afeto que vossa alteza demonstrava com seus olhares para a amiga e estava ainda mais curiosa para entender como a pérola intocável se rendera ao libertino mais cobiçado da temporada.
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  Sob a brisa que o pôr-do-sol lhe proporcionava em uma tarde de sábado, a jovem Bourbon se recolheu mais cedo em seus aposentos. Demonstrou-se indisposta a participar do jantar desculpando-se por isso. Após banhar-se e vestir sua camisola, pegou seu livro de cabeceira e começou a lê-lo, ao sentar na poltrona ao lado da janela. O único romance que se permitia viver atualmente era o de Alexandre Dumas em O Conde de Monte Cristo.
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  Logo ao passar uma das páginas, um envelope que estava guardado no livro escorregou e caiu ao chão. se inclinou de leve para pegá-lo e de imediato lembrou-se do que se tratava, a carta que recebera do duque na época em que machucou o tornozelo. Foi involuntário o pulsar mais forte de vosso coração ao retirar o papel e lê-lo novamente com o mesmo sentimento da primeira vez.
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  “Senhorita Bourbon,
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  Venho por este dizer que senti-me aliviado por tê-la visto melhor na noite anterior. Segui estes dias preocupado com vossa condição física devido ao acidente passado. 
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  Para ser honesto, nem mesmo sei o motivo de estar lhe escrevendo esta carta, nem se fará alguma importância para a senhorita. 
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  Espero que continue bem e saudável.
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Tenebrae
duque de Whosis.”

  Em instantes, a lembrança do beijo de surgiu em sua mente, fazendo seu corpo se arrepiar instantaneamente. A mesma sensação daquele momento, sendo reproduzida de forma involuntária, acelerando seu coração. Pensar nos lábios dele tocando os seus era a última coisa que precisava naquele momento, entretanto, era mais forte do que ela controlar o desejo que vosso corpo tinha de mais uma vez receber o toque de vossa graça.
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  — Por que fazes isso consigo mesma, ?! — sussurrou ela, ao finalmente voltar à realidade. — Não podes desejá-lo, não estando prometida a outro.
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  Ela respirou fundo, erguendo de leve o papel para rasgá-lo, contudo, não teve a coragem necessária para seguir até o final, guardando-o novamente no envelope e colocando em outra parte do livro.
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  — Senhorita Bourbon? — disse Franchy ao dar duas batidas na porta. — Está acordada?
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  — Sim. — Ela colocou o livro sobre a cabeceira novamente e caminhou até a porta para abri-la. — Aconteceu algo, Franchy?
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  — Senhorita, há uma visita inesperada lhe aguardando na biblioteca — anunciou Franchy, com o olhar inexpressivo e ao mesmo tempo intrigado.
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  — Quem? — perguntou , confusa pelo fato.
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  — O cavalheiro diz ser vosso noivo — respondeu a criada. — A senhorita ficará surpresa em vê-lo.
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  O coração de ficou levemente apertado, pois não sabia como reagir a tal visita. Ao mesmo tempo em que se encontrava surpresa, a aflição também estava presente ali.
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Dias antes…

  Se nos campos da Escócia, não faltavam fofocas para a tia Poppy nos fornecer, imagina em nossa querida Londres em meio a temporada de casamentos. E esta autora não deixou de acompanhar os acontecimentos, enquanto a doce rubi se instalava na casa de sua tia. Na capital do país, o fator de minha maior atenção fora a inesperada visita de vossa graça, lord Tenebrae, ao clube de cavalheiros. Algo que me deixou intrigada e levemente curiosa.
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  — Whosis!? — A voz de vossa alteza soou surpresa ao vê-lo ali. — O que fazes aqui? Não é de vosso feitio frequentar o clube.
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  O príncipe olhou para o homem que estava sentado na poltrona ao lado, acompanhando o vosso amigo.
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  — Ainda mais diante de certas companhias. — Continuou , se referindo ao cavalheiro.
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  — Vossa alteza, sei que não deve gostar de mim por questões de parentesco — argumentou o marquês de Hamilton ao se pronunciar em defesa própria —, mas não és o único amigo que Whosis possui.
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  — Defina as questões de parentesco, marquês — indagou o príncipe.
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  — Simples, me roubou a noiva e vossa alteza se casará com a irmã dele, em breve estarão em família — explicou o homem, ainda amargurado pelo passado. — Por sorte, ainda tenho outro dote para compensar o que me foi roubado.
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  — Ah, sim, então vossos ressentimentos do passado são apenas pelas 200 mil libras oferecidas. — Constatou . — Estou feliz pela agora lady Bridgerton ter se livrado de tal cavalheiro como o senhor, e compadecido pela irmã que está prometida a vós.
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  — Se for para ambos continuarem tal discussão, irei me retirar e viver minha amargura recluso de vossas companhias. — levou o copo de whisky a boca, para mais um gole.
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  Algo que causava espanto em vossa alteza – e particularmente a esta autora também –, em todos os anos de pura amizade, aquela era a segunda vez que vira o duque desolado e inconsolável, a primeira fora na morte de sua amada esposa.
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  — Whosis, o que aconteceu? — perguntou , puxando uma das cadeiras acolchoadas e sentando-se próximo ao amigo. — O que o fez ficar assim?
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  — O amor… O desejo proibido… — Lord Magnus começou a rir pela situação do amigo e levemente por sua inveja, afinal, nunca sentira algo tão profundo por uma dama. — Nosso amigo em comum está finalmente apaixonado por aquilo que não pode ter.
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  O marquês tomou o último gole do líquido em seu corpo e se afastou de ambos, seguindo para os braços de uma das acompanhantes que se encontrava no recinto. O restante de sua noite seria de diversão e totalmente despreocupado com o dia de amanhã.
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  — Do que o marquês se referia? — perguntou com o olhar confuso por tudo.
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  — Por que dói tanto — sussurrou , ao tomar o último gole do copo e pegar outro. — Sinto como se meu coração tivesse sido arrancado de mim pela segunda vez, então despedaçado e jogado aos cães.
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  — Vejo em seus olhos que definitivamente não estás bem — concluiu , se preocupando. — Diga-me a causa de seu infortúnio? Quem sabe não posso te ajudar, sou o príncipe.
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  — Não, meu amigo, não podes… Somente Deus pode me ajudar. — soltou um suspiro cansado, sentindo o álcool iniciar seus efeitos colaterais em seu corpo. — E, honestamente, acho que Ele não está inclinado a isso.
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  O duque levantou-se da poltrona e caminhou até o vitral, mais um gole para segurar as emoções internas e inibir um grito preso na garganta.
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  — Whosis, ainda não o entendo. — Vossa alteza manteve a atenção nos movimentos do amigo, seguindo-o. — O que aflige vosso coração?
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  — Este sentimento que me parte em dois mais uma vez. — manteve o olhar na vidraça, relutante em encarar o amigo. — Em algum momento da vossa vida, desejaste algo que jamais será teu?
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  — Acaso estou a entender que meu amigo apaixonou-se finalmente? Como Magnus relatou com certa ironia? — O príncipe sorriu feliz pelo fato, animando-se pelo amigo. — Whosis, finalmente a vida estás a sorrir para vós novamente.
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  — Sorrir? — o olhou, era notório as lágrimas formadas no canto de vossos olhos. — Ela partiu, apenas para em breve casar-se com alguém que não será eu.
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  — Partiu?! — parou para refletir por um momento, entender a quem o amigo referia-se. — Estás apaixonado pela senhorita Bourbon? Como de fato, suspeitei desde o início.
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  Vossa alteza tentou segurar o riso em respeito ao amigo. Não conseguia mensurar se estava feliz por finalmente o duque demonstrar fraqueza diante de um sentimento que o encorajara obter novamente tantas vezes, ou se lastimava pela realidade do momento.
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  — A ama de fato — completou , vendo nos olhos do amigo. — Whosis, és ainda mais corajoso e obstinado que eu, se a ama, não permita que esta união aconteça.
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  — Não me aconselhe a desonrá-la… — A primeira lágrima rolou em seu rosto. — Não pela segunda vez
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  — O que fizeste, ?! — pousou a mão no ombro do amigo, olhando-o com seriedade. — Whosis?
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  — Eu a beijei. — Mais uma lágrima rolou em vosso rosto. — Eu juro que o que mais desejo é reparar as consequências dos meus impulsos.
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  — Pare de colocar a razão em foco para mascarar vossos sentimentos. — o repreendeu. — Não é pelas consequências de tal beijo, o que de fato me deixa surpreso neste momento, mas pelo que sentes pela senhorita Bourbon.
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  — Eu não tenho permissão para sentir nada, e provavelmente tenha causado um mal-entendido a ela. — voltou o olhar para a vidraça. — Não há mais nada que eu possa fazer.
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  — Sempre há algo que podes fazer. — Vossa alteza insistiu. — O beijo, ela retribuiu?
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  — Do que isso vos importa? — Ele o olhou novamente intrigado.
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  — Importa, pois se for positivo, devo abrir vossos olhos e dizer que, se desistir desta donzela, a sentenciará a casar-se com um homem que jamais a fará feliz por completo — concluiu . — Não desista do amor, meu amigo, lady Margareth certamente desejaria isso a vós.
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  A menção da falecida duquesa foi o gatilho para a decisão de vossa graça. O duque tomou o último gole do líquido no copo e se retirou da presença do amigo. Vossa direção fora sem dúvidas a residência da família Bourbon. Foi recebido pela governanta, senhora Loran, parte do escasso quadro de funcionários que restaram na casa.
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  — Vossa graça?! Peguei-me surpreso pelo anúncio de vossa presença em minha casa — disse lord Bourbon ao adentrar a sala de estar e colocar-se frente a visita inesperada. — O que o traz aqui?
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  — Diga-me, quem é aquele que ousa querer desposar a vossa filha — pediu o duque, com um tom rígido e amargo, deixando a raiva transparecer em vosso olhar.
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Lady Lewis

As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas
Talvez apenas com o toque de uma mão
Eu, me apaixono por você a cada dia
Eu só quero te dizer que eu estou apaixonado. 
– Thinking Out Loud / Ed Sheeran

XIX. O conde que me amava

  Dizem que filhos são como pássaros, que quando crescem e criam forças em suas asas, já sentem a plena necessidade de partirem e voar ao longe. Mas lá estava retornando ao seu ninho de origem para matar a saudade de suas irmãs e pedir conselhos a sua mãe. A surpresa do olhar de Daisy assim que sua irmã fora anunciada, deu lugar a curiosidade estampada no rosto das gêmeas. Até mesmo Rose estava intrigada pela visita inesperada da nova condessa Bridgerton.
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  Se ambas as irmãs Sollary estão assim, quanto mais esta autora que já estava a sonhar com uma lua-de-mel em Paris repleta de romance e amor. Ah, como meu coração sofre por esta história.
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  — ! — Jasmine, que estava a brincar com a sua preceptora, levantou-se do chão e correu ao encontro de sua irmã.
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  — Olá, princesinha! — abaixou-se e a abraçou forte. — Que saudade de vós.
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  — Também sentimos vossa falta — reclamou Lily, ao ver que todo o carinho era apenas para a pequena.
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  — Ah, minhas gêmeas favoritas. — se aproximou dela e as abraçou também, sorrindo de forma gentil. — Como estão a mamãe e o papai?
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  — Continuam os mesmos — respondeu Daisy, voltando a atenção para o jornal em mãos.
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  — E a senhorita continua lendo os comentários de Lady Lewis — disse ao se aproximar da irmã e sentar ao seu lado. — Qual a notícia do dia?
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  — A cidade está em pleno alvoroço pelo pedido do príncipe a vossa cunhada — contou Daisy, enquanto lia outros relatos.
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  — Desde quando esta menina se interessa pelas fofocas na nobreza? — olhou para as outras irmãs.
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  — Pois saiba que Lady Lewis não é somente uma autora de fofocas, ela também relata as verdades sobre nossa sociedade patriarcal repleta de homens corruptos — argumentou Daisy em defesa.
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  — Nossa irmãzinha está tentando ser uma revolucionária e esqueceu-se que não é um cavalheiro para isso — comentou Rose, em seu tom de implicância.
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  — Pois saiba que até as mulheres na américa possuem a liberdade para se expressarem, e ainda permanecemos vivendo em tempos medievais. — A jovem cruzou os braços, emburrada. — Certamente será uma realização o dia em que as universidades da Inglaterra aceitarem uma donzela como aluna.
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  — Acho que nossa sociedade não está preparada para tal evento — disse , entendendo a ansiedade de vossa irmã por conhecimento.
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  — Eu nem teria vestido para tal ocasião — brincou Camellia, rindo dela.
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  Daisy fez careta para a irmã e voltou sua atenção para a primogênita.
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  — E vós, ? Não deverias estar em vossa lua-de-mel? — perguntou ela, intrigada.
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  — Ah… — voltou o olhar para a porta, avistando o pai adentrar.
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  — Meu diamante. — O senhor Sollary, que raramente comparece durante o dia em sua casa, surpreendeu-se ao vê-la ali.
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  — Bom dia, meu pai. — sorriu de leve e então voltou a ficar séria ao ver que estava acompanhado.
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  — Minhas filhas, o marquês de Hamilton — anunciou o senhor Sollary.
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  Rose prontamente ajeitou-se no sofá, sentindo o coração acelerar por estar na presença do vosso futuro noivo. Já as gêmeas não se importaram tanto, porém mantiveram-se próximas à janela segurando o riso e os comentários inoportunos que lhes vinham à cabeça. continuou olhando-o sem saber como reagir, era a primeira vez que se viam após o ocorrido no Vauxhall.
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  — Lord Magnus — disse ela, mantendo um tom baixo.
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  — Lady Bridgerton. — O marquês Robert sentiu mais uma vez o gosto amargo da derrota em sua boca.
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  Por mais que tivesse aceitado a proposta de desposar Rose para remissão de vossa honra, era mais do que notório a diferença entre a beleza das irmãs. possuía um olhar marcante harmonizado ao seu sorriso sutil, que deixava todos os olhares atraídos para ela. Por mais que a segunda Sollary fosse bela, não tinha assim os atributos que fazem de uma donzela o diamante precioso de vossa majestade.
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  — Senhorita Sollary — o marquês manteve discreto o vosso olhar para a donzela casada, e voltou-se para a futura noiva —, trago-lhe este singelo presente.
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  — Agradeço, milorde. — Rose levantou-se e recebeu a caixa de chocolates em mão, suavizando o olhar e sorrindo com gentileza. — Aceitas um chá com biscoitos? Acabaram de sair do forno.
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  — Se não for incomodo. — Robert olhou para o dono da casa que assentiu com a cabeça.
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  — Vossa presença jamais será um incômodo, milorde. — O senhor Sollary estendeu a mão para que o homem sentasse em uma das poltronas.
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   , sentiu-se inquieta pela situação. Então, silenciosamente caminhou pela lateral da sala, seguindo até a porta. Logo, o senhor Sollary percebeu e, aproveitando-se da distração do marquês em uma conversa sobre algumas obras de Mozart, aproximou-se da filha.
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  — Venha comigo, , precisamos conversar — disse ele, ao passar pela filha mais velha e seguir em direção ao escritório.
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  A primogênita apenas assentiu em silêncio e seguiu o pai, tentando não pensar nos possíveis assuntos. Assim que ela entrou após ele, Frederick fechou a porta e deu alguns passos até sua filha, pegando em sua mão e a sentando sobre o sofá. Seu olhar estava totalmente diferente da última vez que tiveram uma conversa séria. lembrava-se muito bem do olhar desapontado do pai após o acidente que levou ao seu casamento.
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  — Está tudo bem, minha querida? — perguntou ele, com o olhar preocupado. — Deverias estar em outro lugar.
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  — Sim, estou bem, meu pai. — manteve o olhar abaixado.
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  — És minha menininha — o senhor Sollary, tocou de leve o rosto da filha, fazendo-a levantar o olhar —, vosso olhar deveria estar alegre e não triste, diga-me, não estás feliz com o casamento?
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  — Eu não sei dizer, ainda sinto-me envergonhada por falar sobre isso com o senhor, quase desonrei o nome de nossa família — explicou ela, sentindo um aperto no coração.
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  — O que importa é que o rio encontrou seu curso, não o previsto, mas estás bem casada e lord Bridgerton aparenta ter afeto por vós, minha filha. — O pai sorriu gentilmente para ela, que logo se aninhou em seus braços. — Pelo menos é um cavalheiro, honrado e de boa família.
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  — Vim em busca de um consolo nos braços de minha mãe e acabei tendo do senhor — confessou a primogênita, sentindo suas emoções formarem lágrimas no canto dos olhos. — Em momentos assim, sinto saudades do tempo de criança, sem as preocupações que nossas escolhas nos causam.
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  — O que sentes por vosso marido, minha querida? — indagou o burguês, ao acariciar os cabelos da filha.
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  — Sinto meu coração acelerar todas as vezes que ele está por perto — confessou ela e afastou-se de leve, erguendo o corpo e o olhando. — Mamãe sempre diz que isso acontece com ela, quando estão próximos.
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  — Isso chama-se amor, minha querida. — O senhor Sollary, manteve o olhar carinhoso para ela. — Quando eu conheci vossa mãe, tive certeza que nunca havia visto alguém tão maravilhosa, especial, delicada e gentil como ela e, principalmente, bela. Sinto-me afortunado em cada dia de minha vida por ter sido escolhido por ela… E por mais que ela esteja doente, ainda assim, ela segue sendo meu porto seguro.
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  — Admiro o amor de ambos, desde de pequena, sempre sonhei em encontrar um amor assim, ter a atenção do meu marido para mim, como a mamãe tem a vossa — confessou , sentindo uma lágrima escorrer. — Como faço para ter um casamento como o vosso?
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  — O amor e a cumplicidade, minha filha, não nascem do dia para noite, há um caminho árduo a ser percorrido por ambos… Não conhecemos uma pessoa por completo em sete anos, menos ainda em sete dias, dê uma chance ao vosso casamento, sua mãe sempre me disse que o amor começa pela amizade, e que ela aceitou meu pedido por causa disso.
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  — Por que se tornaram amigos — concluiu .
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  — Sim. — Assentiu ele.
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  — Posso vê-la? — perguntou a filha.
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  — Claro, minha querida. — O homem levantou-se do sofá. — Eu voltarei para a sala e a senhora, lady Bridgerton, após ver vossa mãe, retorne para casa em segurança.
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  — Sim, senhor. — sorriu com graça para o pai e saiu primeiro do escritório seguindo diretamente para o quarto da mãe.
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  O diamante Bridgerton ficou por alguns minutos parada, observando vossa mãe adormecida. Ela se lembrara de muitas das vezes que sentiu o coração em agonia com as muitas noites em que a mãe passou mal a ponto de quase partir deste mundo. A primogênita precisou ser forte e responsável para ajudar o pai na criação de suas irmãs e do pequeno Bowlmer.
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  — Não vais entrar, querida? — disse a mãe, com a voz baixa.
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  Marie Sollary estava se recuperando de um inesperado resfriado, causado por sua exposição à brisa que refrescou o dia do casamento da filha. Sua saúde continuava frágil, o que não era novidade, entretanto, os cuidados com ela haviam sido dobrados para que não piorasse. adentrou o quarto lentamente, deixando a porta entreaberta.
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  — Como estás, mamãe? — perguntou ao sentar na beirada da cama.
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  — Já tive dias melhores — brincou a mulher, ao voltar o rosto para ela. — Que olhar é este?
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  — Olhar? — se mostrou confusa.
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  — Sim, está triste — explicou a mãe.
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  — Impressão vossa, está tudo bem. — Ela sorriu delicadamente, pousando as mãos sobre o colo.
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  — Eu vos conheço desde o dia em que nasceu. — Marie ergueu o corpo com cuidado e pegou a mão da filha. — Não precisas mentir para vossa mãe.
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  — Não estou mentindo… — respirou fundo, sentindo as mãos aquecidas da mãe. — Está mesmo tudo bem.
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  — Então, o que faz aqui? Vosso pai me disse sobre a lua-de-mel em Paris — comentou ela, deixando transparecer a preocupação.
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  — Precisou ser adiada por tempo indeterminado — explicou a filha. — Preciso ir agora, não quero deixá-la cansada com meus infortúnios.
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  — Não me cansas nem um pouco, pelo contrário, alegra-me poder ajudar minhas filhas, principalmente quando se trata de assuntos do coração — disse a mãe, com o olhar reconfortante para ela. — Saiba que podes contar comigo.
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  — Agradeço o carinho, mamãe, mas devo ir agora. — se inclinou com suavidade e deu um beijo na testa dela. — Eu te amo.
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  — Também te amo, querida. — Marie manteve o olhar sereno para a filha, observando-a se afastar.
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   , ao descer as escadas, ouviu algumas risadas vindas da sala de estar. De certa forma, lá no fundo, ela sentia-se aliviada por não ter casado com o lord Robert Magnus, afinal, a vossa irmã Rose demonstrou interesse imediato no marquês de Hamilton, desde o momento em que ambas o conheceram.
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  — Senhor Lee, leve-me para casa, por favor — pediu , assim que o cocheiro a ajudou a entrar na carruagem de lord Bridgerton.
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  — Sim, milady. — Assentiu o empregado, fechando a porta em seguida.
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  Ao chegar na mansão Bridgerton, fora recebida por sua criada que a aguardava ansiosa. O diamante ficou surpresa já que a criada sabia onde estava.
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  — Aconteceste algo, Moore? — perguntou ela.
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  — Não, senhora, só pensei que a senhora não fosse retornar tão cedo — explicou a criada, voltando o olhar para a janela. — O dia está tão lindo, certamente haveria muitos assuntos entre a senhora e as vossas irmãs.
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  — Ah, sim, haveria muitos assuntos — assentiu , rindo baixo —, porém, meu pai retornou para casa com outra visita inesperada e achei prudente voltar mais cedo.
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  — Outra visita? — Moore se pegou curiosa e confusa.
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  — O marquês de Hamilton, esteve para visitar minha irmã Rose. — Ao pronunciar, voltou seu olhar para trás e percebeu o marido descendo as escadas.
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  — Milady — disse ele, num tom seco ao passar por ela.
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  — Milorde — ela o cumprimentou, mantendo o olhar afastado.
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  Ainda não o tinha visto naquele dia, e certamente imaginara que não estivesse em casa.
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  — e . — tia Violet adentrou o hall da casa acompanhada da sobrinha. — Não sabia que estavam em casa.
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  — De fato, como foi a visita a casa do vosso pai, ? — perguntou , ao se aproximar da amiga.
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  — Foi bem, saciei a saudade que seguia de minhas irmãs e conversamos um pouco — contou ela, notando o olhar afastado do marido.
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  — Sairei para resolver alguns assuntos, voltarei antes do jantar — anunciou , ao passar pelas damas e seguir até a porta.
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  — , minha querida, vá se aprontar que em breve a mademoiselle Tatou estará aqui para conversarmos sobre o vestido do vosso casamento — pediu lady Violet, com outras intenções de ficar a sós com a condessa.
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  — Tens razão, minha tia, irei me aprontar. — Ela sorriu graciosamente para a amiga e seguiu para a escadaria. — Judith, queira me ajudar por favor.
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  — Claro, senhorita Bridgerton — disse a criada, seguindo-a pelos degraus.
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  — Senhorita Moore, poderia preparar um chá para nós e levar ao jardim? — contou Violet, em suas ordenanças.
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  — Claro, milady, com sua licença.
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  Assim que a criada se retirou, lady Violet segurou a mão de e a guiou até o jardim. Inicialmente contando sobre quando conheceu o falecido marido e de como eram felizes no tempo em que o mesmo estava vivo. Os altos e baixos que seu casamento teve, principalmente nas preocupações das muitas gravidezes que tivera.
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  — Tenho certeza que entendes, já que possui muitos irmãos — disse Violet em risos. — Tenho por mim que se Edmund não tivesse partido tão cedo, teríamos tido bem mais que apenas oito filhos.
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  Ela riu de leve.
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  — Acho que posso dizer o mesmo de meus pais, felizmente minha mãe ainda vive, mas por vossa saúde frágil, não podes mais ter filhos — explicou , ao assentar-se em um banco ao lado da viscondessa.
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  — No entanto, eles tiveram seis belas filhas e um menino muito inteligente, pelo que soube no dia do vosso casamento — comentou a tia, olhando-a com carinho.
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  — Sim, sete é um número especial para minha família, assim com o oito é para a vossa. — Concordou o diamante com um olhar sereno para o canteiro de rosas. — A senhora sempre soube que estava apaixonada pelo visconde Bridgerton?
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  — Ah, sim, desde o primeiro momento em que meus olhos encontraram os dele, tive a certeza que meu coração seria dele para sempre — confessou Violet, sentindo-se emocionar um pouco. — Eu não sei o que ocorre entre vós e meu sobrinho, mas sei o quão conturbado foste o início de ambos, contudo, mais do que apenas um olhar que nos aquece por dentro, são os dias compartilhados que alimentam os sentimentos que temos por nossos maridos.
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  — Senhora… — sussurrou.
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  — Edmund sempre disse que minha maior virtude era observar nossos filhos quando planejavam fazer algo errado. — Ela riu graciosamente, lembrando-se do passado. — Mas também de aconselhá-los da melhor forma possível… Deixe-me fazer o mesmo por vós?
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   assentiu com o olhar.
  — Podes não estar apaixonada por meu sobrinho, não da forma que eu percebo que ele esteja por vós, mas o amor é uma decisão, e podes escolher entre amá-lo ou não. — continuou Violet, construindo seu conselho. — Não achas que a vida é curta demais para escolher não amar? Um dia, ele está ao vosso lado e no dia seguinte, podes não o ter mais… E sentirá falta até da mais singela risada ou da mais inútil discussão.
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  Era nítido que a viscondessa estava se referindo a saudade que tinha do marido. E compreendia tal referência.
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  — Minha mãe sempre disse que o amor nasce de uma amizade — comentou o diamante Bridgerton, recordando a conversa com os pais.
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  — E ela está certa, eu e Edmund sempre fomos amigos, desde o início. — Violet segurou a outra mão dela, transmitindo um olhar esperançoso.
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  Há muitas coisas que se pode fazer entre o nascer e o pôr-do-sol. Lord Bridgerton tinha suas responsabilidades como o conde de Whatnot, que lhe tomavam algumas horas do dia. Agora, após o casamento, sentia ainda mais a pressão de não errar com sua família que estava em construção. Por isso, constantemente passava boa parte de seus dias no escritório concentrado nas produtividades das terras das quais possuía.
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  — Milorde. — A suavidade na voz de , despertou a atenção do vosso marido, o que o fez olhá-la de imediato.
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  Contava-se uma semana de casados e ambos estavam dormindo em quartos separados, conforme as tradições da nobreza. Entretanto, para esta autora, a maior lástima está no fato de que este casal apenas trocava algumas poucas palavras nos momentos das refeições em família e nada mais. E, como vimos, lady Violet também havia notado a frieza com a qual ambos se tratavam.
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  O que muito entristece o coração desta nobre autora.
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  — Algum problema? — perguntou ele, sério e inexpressivo.
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   estava em um dilema interno. Vossa teimosia devido ao assunto do vestido, sendo combatida pelas palavras de conselho do pai e da viscondessa. O diamante Bridgerton sentia o coração acelerar apenas com o olhar do marido, mesmo que atualmente estivesse distante e gélido. E ela sabia bem que nem só de um olhar se construía um relacionamento. A única coisa que esta autora pode dizer é que ainda guarda as esperanças nesse casal, contando que em breve teremos herdeiros, afinal, todos sabemos que os Bridgerton são conhecidos por seguir à risca a ordem do Senhor de crescer e multiplicar.
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  O silêncio da esposa o perturbou de forma a fazê-lo levantar-se e se aproximar. A condessa permaneceu quase imóvel, a não ser por vosso corpo agora trêmulo ao sentir o aroma amadeirado do perfume do marido.
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  — Eu… — Ela iniciou a frase, sem saber como dar continuidade.
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  — Vós? — ele manteve a atenção voltada para ela, por alguns instantes, até que desviou em um respiro profundo, então abaixou um pouco mais a voz. — O que desejas de mim?
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  — O que uma esposa deve desejar do marido? — perguntou ela, levantando o olhar controlando suas indagações internas.
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  — Se estás aqui para pedir mais uma vez que eu assuma algo que não fiz… — iniciou ele, tentando manter a paciência sobre o assunto.
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  — Não estou aqui para pedir nada. — Ela o interrompeu. — Ou melhor, estou, mas… Não relacionado a tal assunto.
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  — Não? — Vosso olhar voltou-se para ela, confuso.
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  — Entendo que não mudará a vossa palavra, assim como eu não mudarei a minha — continuou ela.
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  — Então não temos mais nada a dizer. — Ele se moveu para retirar-se do escritório.
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  — Espere. — O tocar de em vosso braço, o fez sentir o corpo arrepiar.
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  — Mais uma vez perguntarei — ele manteve seu olhar subjetivo para ela, porém internamente sendo atormentado por seus impulsos regados a malícia — o que desejas de vosso marido?
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  — Vossa amizade. — Sua voz manteve-se baixa, porém firme. — Se não posso ter nenhum outro sentimento positivo, não desejo que nosso casamento siga como se fôssemos dois estranhos.
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  — Amizade?! — moveu-se em dois passos para que seu corpo ficasse mais próximo do dela. — Achas que é apenas isso que devo possuir por vós?
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  — E acaso o senhor não me desposou apenas para manter minha honra? — questionou ela, lembrando-se do fato de seu dote ter sido recusado pelo marido. — Ou devo acreditar que podes ter algum afeto por vossa esposa?
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  — Não só afeto, milady… — conteve-se o máximo que conseguira, entretanto, sua mão direita pousou involuntariamente sobre a cintura de sua esposa, aproximando-a ainda mais. — Podes não acreditar, mas não há um só segundo do meu dia em que meus pensamentos não estão em vós…
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  — Milorde… — encostou de leve suas mãos nos braços do homem, sentindo-se desnorteada pela proximidade de ambos.
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  — Se de fato conhecesse-me, saberia o quanto a desejo, lady Bridgerton. — concluiu ele, em sussurro, inclinando-se um pouco mais controlando seus lábios que estavam próximos dos dela. — E o tormento que tenho passado sempre que a vejo e sou impedido de tocá-la, mesmo estando a milímetros de mim.
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  — Então, permita-me conhecê-lo de fato, milorde — pediu ela, num tom mais baixo ainda com o coração acelerado. — .
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  O sutil beijo do conde de Whatnot em sua esposa iniciou-se espontâneo e doce, sendo intensificado de forma gradativa, fazendo-a esquecer de onde estavam. Se o dia havia iniciado refrescante pela brisa do final da primavera, uma pontual variação na temperatura daquele pequeno espaço seria resultante no calor que o casal passou a sentir. Inexplicável para , pois parecia que até mesmo o tempo havia congelado, para que finalmente pudesse entender de uma vez por todas os reais sentimentos do vosso marido.
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  Um sussurro em seu ouvido, para cada beijo que recebia…
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  Uma troca de olhares intensa, para cada palavra declarada…
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  O diamante Bridgerton havia feito a vossa escolha: amar e ser amada.
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Lady Lewis.

Eu perdi minha cabeça,
Desde o momento em que te vi.
Só de estar ao seu lado, meu mundo fica em câmera lenta,
Por favor, diga se isso é amor?
What Is Love / EXO

XX. A Pérola Real

  Para toda a sociedade que esperou ansiosa pela estação mais apaixonante do ano, é certo que a última semana da primavera era sempre marcada pelos casamentos mais esperados da temporada. E claro que um deles está ligado a monumental família real.
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  No Palácio de Buckingham o clima de empolgação e alvoroço já estava estabelecido, graças ao muito falado pedido de casamento executado ao ar livre no Hyde Park. Muitas donzelas se sentiram invejosas pela lady Bridgerton, principalmente uma acompanhante de nome Genevieve Le’Chant, que por muitas noites aqueceu os lençóis de vossa alteza, e agora se sentia traída e abandonada pelo mesmo.
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  Movimentos a parte entre os criados reais, a preparada Lady Danbury logo se ofereceu a auxiliar vossa majestade no preparo do casamento real. Já na casa Bridgerton, a viscondessa mais casamenteira de toda Londres adentrava o quarto da sobrinha, para desperta-la no segundo dia mais importante de vossa vida.
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  Claro que Violet, permaneceu alguns minutos olhando a sobrinha com carinho ao lembrar-se da temporada de sua filha, a duquesa de Hastings, assim como de suas outras filhas nos quais lhe trouxera as mesmas preocupações e inquietações. Naquele momento ela relutava se deveria ou não ter a tal conversa que toda mãe deveria com a filha diante de um dia tão importante e na falta de sua cunhada, era a matriarca Bridgerton quem deveria fazer aquele papel.
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  — , minha querida, acorde! — disse a tia, ao se aproximar da cama de sua sobrinha e lhe tocar o ombro.
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  — Hum… — Um resmungo soou debaixo das cobertas, seguido de um movimento curto da jovem.
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  — Está na hora de se levantar. — Continuou a tia, dando sinal com a mão direita para que a criada da sobrinha abrisse as cortinas. — Hoje é um grande dia, para o qual levamos semanas nos preparando.
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  — Oh, sim… — Logo os braços de surgiram das cobertas, seu rosto foi sendo descoberto, ainda sonolenta, porém atenta aos argumentos da tia e lembrando-se que dia era aquele.
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  — Então, o que ainda espera deitada? — perguntou a tia, reforçando o olhar para ela.
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   finalmente conseguiu voltar seus pensamentos ao eixo e ergueu o corpo em um longo espreguiço. Puxando o ar para seus pulmões, para lhe dar mais coragem ainda, não seria apenas um casamento, seria uma grande mudança em vossa vida a começar pelo status de vossa alteza que seria acrescentado ao pacote. Alteza sendo a parte que mais a assusta, afinal, ser da família real era uma grande responsabilidade e honra para alguém de família tão nobre e estimada.
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  — Bom dia, tia Violet. — abriu um largo sorriso, atraindo para si todas as energias boas que o frescor da manhã transmitia.
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  — Bom dia, minha querida. — Violet retribuiu o sorriso, mantendo o olhar atento à sobrinha. — Tenho boas notícias, todos os seus primos confirmaram os convites para a cerimônia, finalmente teremos toda a família Bridgerton reunida para o grande casamento da temporada.
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  — Confesso que tenho me sentindo um tanto pressionada nos últimos dias — disse a jovem, num tom baixo. — Não consigo evitar minha ansiedade alinhada ao nervosismo.
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  — Eu te entendo, minha querida, também fiquei assim no dia do meu casamento. — Violet riu baixo ao lembrar-se do evento. — Mas uma parte de mim estava confiante, pois Edmund era tão cavalheiro e me transmitia tanta segurança, que me forcei a ser forte e ousada.
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  — Tia Violet… — voltou o olhar para a janela.
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  Metade de si, mantinha-se envergonhada por suas curiosidades sobre casamentos e a primeira noite.
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  — Sim, querida? — Violet continuou atenta à moça, esperando prosseguir.
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  — Dentro de mim existem algumas inquietações, o que tem me deixado um pouco insegura — confessou ela, abaixando o olhar.
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  — E quais inquietações seriam essas? — indagou a tia.
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  — O que acontece após o sim do altar? Sei que existe um momento em que todo casal fica sozinho, algo relacionado a consumação do casamento — iniciou ela, suas reflexões. — Acho que é isso que me inquieta, não saber exatamente o que acontece.
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  — Minha querida, esta parte do casamento é algo muito… — A viscondessa tentava em sua mente encontrar as palavras mais suaves para explicar à sobrinha. — Particular.
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  Se para as filhas já havia sido complicado a orientação, imagine a sobrinha. E confesso que não queria estar na pele de nossa matriarca, entretanto, adoraria ser desposada por vossa alteza no lugar de nossa pérola. E não contem para ela, que esta autora disse tais palavras.
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  — Particular? — indagou a jovem.
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  — Sim, íntimo, existem assuntos que não se deve mencionar e este é um deles, apenas permita seu marido lhe conduzir nesta primeira noite, tenho certeza que para a fama de vossa alteza ele deve ser bem experiente. — Continuou a tia, a desviar-se das explicações.
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  — E eu não deveria ser experiente também? — perguntou a pérola de forma ingênua.
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  — Oh, não, por favor, nem mencione tal coisa. — Violet assustou-se com as palavras da sobrinha.
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  — Não precisa reagir assim, tia, parece até algo ruim minhas palavras sugestivas. — tentou retratar-se, porém confusa por sua tia.
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  — Sim, é algo constrangedor e muito delicado. — Violet respirou fundo. — Como disse, estas coisas são para serem descobertas em vossa primeira noite, o que sela o amor de um casal.
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  — Tudo bem, então. — A jovem descobriu-se e levantou da cama, voltando sua atenção no vestido de noiva que estava diante dela, próximo a penteadeira. — Guardarei minhas inquietações para meu futuro marido responder.
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  — É o melhor a ser feito. — Violet soltou um suspiro aliviado e manteve o sorriso no rosto.
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  O dia da nossa Pérola intocável finalmente iniciou com um longo e relaxante banho de leite com rosas vermelhas. Afinal, uma noiva perfumada se assemelhava aos campos de flores da primavera, e encantava a todos por onde passava. Massagem, maquiagem, cabelo, vestido, joias e uma pausa para recuperar o fôlego e se encorajar para a decisão mais importante de sua vida.
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  A cada minuto que se aproximava do sim definitivo, se forçava ainda mais a manter vossos pensamentos controlados e focar em ser a noiva da temporada.
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  — Onde estão os amigos quando se precisa deles?! — sussurrou , olhando para seu reflexo no espelho, enquanto perdia sua luta silenciosa contra a gravata em seu pescoço.
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  — Posso não ser um amigo como o duque de Whosis, mas sou o vosso futuro cunhado. — A voz de soou da porta do quarto do príncipe, que estava entreaberta. — Vossa alteza precisa de ajuda com a gravata?
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   riu baixo e logo sentiu um frio na barriga pela palavra do cunhado. Ainda não acreditava em si mesmo por tamanha ousadia em pedir uma dama a céu aberto e sem um planejamento. Mas assim como a noiva, sentia-se inquieto por dentro, não pelas curiosidades da primeira noite do casal, mas se realmente ao longo do casamento ele se mostraria um homem honrado e digno de desposar alguém como .
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  — Agradeço, nunca tive sorte com isso. — Ele apontou para a gravata. — Mas jurei a mim mesmo que me aprontaria sozinho, pelo menos neste dia de hoje.
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  — Tirando a primeira noite, que de fato é um dever vosso, as outras coisas não precisa fazer sozinho. — se aproximou dele e, erguendo as mãos, o ajudou. — Este deveria ser o momento em que eu o enforcaria de leve e o ameaçaria, caso pense em fazer minha irmã sofrer após este dia.
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  — E não me fará juras de morte? — brincou , mantendo o ar sério.
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  — Não — respondeu o conde com serenidade. — Se minha irmã com todos os vossos princípios de nunca se inclinar a casamentos reais lhe disse sim, é porque ela acredita em vossa honestidade, então lhe darei o benefício da dúvida.
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  — Agradeço vossa sinceridade, lorde Bridgerton. — Assim que terminou de falar, sentiu uma fincada no pescoço, causada pelo alfinete da gravata.
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  — Desculpe-me por minha falta de jeito — retrucou , com o olhar de quem fez de propósito. — Mas é claro, vossa majestade, que sempre estarei de olho, minha irmã é preciosa para mim e desejo o melhor casamento e a melhor vida para ela.
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  — Tens a minha palavra de um integrante da família real que darei a minha vida e gastarei todas as minhas energias se for necessário, para fazer vossa irmã feliz todos os dias de nossas vidas — assegurou ele, com o olhar confiante.
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  — Eu também agradeço a vossa sinceridade. — sorriu de canto e afastou-se, observando-o olhar novamente para o reflexo no espelho.
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   esforçava-se o bastante para manter a calma e estava se saindo aparentemente bem, contudo, nem tudo é o que parece ser.
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  — Estou curioso — comentou , ao encostar na parede e colocar as mãos nos bolsos da calça.
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  — Sobre? — o olhou, confuso.
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  — O duque de Whosis — revelou ele. — Vossa graça está desaparecido de Londres há vários dias e nem mesmo aparece no casamento mais aguardado do ano. Não achas estranho?
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  — De fato seria, se eu não soubesse onde meu amigo está. — riu de leve. — Saiba que, para ele, o meu casamento jamais seria o mais aguardado do ano.
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  — O que quer dizer? Vossa graça conseguiu uma noiva nesta temporada? — reforçou a surpresa no olhar.
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  — E como não conseguiria? Esta é a nossa temporada, meu caro, cada um de nós tem os motivos certos para desposar uma bela dama — explicou o príncipe, de forma enigmática. — Ou estou errado?
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  — Bem, para que eu possa opinar, revele-me quais seriam estes motivos? A pressão da aristocracia? — supôs o Bridgerton.
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  — Não, está bem longe disso. — voltou o olhar para o espelho. — O motivo é o mais oculto que poderia ser… O desejo de ter em seus braços alguém que teoricamente não poderia ter, mas que morreria para ter ao menos um segundo de prazer ao tocá-la.
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   não sabia ao certo se estava referindo-se a ele mesmo ou ao duque e sabe Deus quem seria a tal donzela que o despertara. Contudo, aquelas palavras o representavam muito bem, principalmente no início da temporada quando se aproximar de parecia algo impossível e inalcançável.
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  De fato, é certo afirmar que cada um dos três cavalheiros enfrentou a si mesmos e ao destino para que pudessem ter a chance de tocar a pedra preciosa que lhes despertaram os mais profundos sentimentos. Seja o diamante, o rubi ou a pérola, uma coisa é certa: o amor chegou para os três cavalheiros, conde, duque e príncipe.
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  As horas se passaram e, pontualmente, como pedido pela noite com a aceitação de vossa majestade, ao pôr-do-sol e bem ao centro do jardim de Buckingham, o casamento real deu início com a marcha nupcial sendo tocada ao som de violinos para a entrada da noiva. , como o irmão atencioso, recebera a honra de levar a irmã até o altar, com o olhar orgulhoso de tia Violet e a presença dos oito primos com suas respectivas famílias. Aquele era o dia em que a família Bridgerton definitivamente entraria para a coroa através de .
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  — Sinto que está nervosa — sussurrou o irmão para a noiva, enquanto caminhavam a passos lentos ao altar.
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  — Este é um dia muito importante para mim, como não estaria nervosa — retrucou ela, em confissão. — Minhas mãos ficaram geladas após o brunch e tenho me forçado a respirar cuidadosamente.
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  — Se continuar assim, irmã, deixará o vosso marido viúvo antes da hora — brincou , fazendo a moça ficar mais nervosa ainda.
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  — Não diga isso. — Ela parou de andar e bateu nele de leve, esquecendo-se dos convidados atentos a ela e até mesmo do olhar real para sua direção. — És meu irmão ou meu inimigo?
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  — Claro que sou vosso irmão. — Ele segurou o riso. — E estás a me bater diante de todos?
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  — Hoje é o meu casamento, a noiva é quem manda — sussurrou ela.
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  — Daqui a pouco dirá que até vossa majestade deves lhe esperar. — Ele acabou rindo.
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  — E como não deveria? Serei a melhor nora que ela terá. — sorriu para o irmão e voltou o olhar para a frente, fixando-o em seu noivo. — Esta é a primeira vez que o vejo após o pedido no parque.
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  — Está arrependida? Ainda dá tempo de fugir — perguntou , dando as ideias erradas. — Basta apenas fingir um desmaio.
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  — Não foi isso que aconteceu com a pequena Sharma anos atrás? — perguntou ela, tendo uma resposta positiva do irmão. — Não posso repetir tal estratégia. — Brincou ela. — Corremos o risco de vossa majestade nos expulsar de Londres agora. — Ela riu discretamente. — Afinal, desta vez é o filho dela na linha de frente.
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  — Não seria má ideia. — Ele riu baixo.
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  — Pare de tais ideias, irmão. — respirou fundo e continuou seus poucos passos até que parou em frente ao príncipe.
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  — Lhe entrego a joia rara de minha família — disse , segurando as emoções.
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  — Tens a minha promessa que a protegerei e a amarei com todo o meu ser — garantiu , com a sinceridade que possuía no olhar.
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  Um arrepio passou por seu corpo, com o olhar do noivo para ela. Era o início de uma nova realidade em sua vida. Novos desafios e, definitivamente, muitas descobertas que a Bridgerton estava em total entusiasmo para viver.
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  Como era de se esperar, foi a mais delicada e emocionante cerimônia, nos proporcionando até mesmo algumas lágrimas orgulhosas de vossa majestade, diante da união matrimonial de seu mais problemático filho. Após o tão ansiado sim no altar, os noivos receberam os cumprimentos dos convidados. alegrou-se ainda mais com os abraços e felicitações de suas primas, principalmente Eloise, com quem mais trocava cartas ao longo dos anos.
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  Vossa alteza, mesmo rodeado de súditos que o parabenizavam pela bela noiva ao lado, seu olhar e atenção mantinha fixos em , contando os minutos para estar a sós com a amada e colocar em prática a noite romântica que planejara em sua mente, a começar pelo deslocamento de carruagem até o Castelo de Windsor na região de Berkshire, a alguns quilômetros da capital.
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  Ao chegarem, fez questão de conduzir sua agora esposa até a entrada do castelo segurando em sua mão, então, em um movimento rápido e inesperado, a pegou no colo enfrentando toda a dificuldade que o vestido lhe causava.
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  — O que estás a fazer, vossa alteza? — perguntou ela, sentindo o coração acelerar pelo susto que sentira com a ação do marido.
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  — Soube que os noivos fazem isso em Paris, para celebrar a primeira noite do casal — explicou , segurando o riso e levando-a para dentro em seu colo, ignorou os olhares surpresos dos criados que os recepcionavam.
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  — Não achas que meu vestido impõem dificuldades? Tenho medo que me deixe cair, deixei-me andar — pediu a moça, um pouco aflita pelas loucuras iniciais do príncipe.
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  — Não, acaso não confia em vosso marido? — Ele parou e a olhou com seriedade.
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  — Ainda tenho minhas incertezas, contudo, deverias me transmitir mais segurança — respondeu —, pois neste momento não estou inclinada a empolgação com esta situação.
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  — Dê-me o benefício da dúvida então, prometo que nossa noite será a melhor de muitas. — Ele piscou de leve e manteve-a em seu colo, dirigindo para o quarto real.
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  Ela segurou o riso, com as pernas trêmulas pela teimosia dele. Algo que ambos tinham em comum.
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  — Enfim, sós — sussurrou , assim que adentraram o quarto e ele finalmente a colocou no chão novamente.
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  — Agradeço por manter-me inteira e sem ferimentos — disse a moça, se afastando um pouco e observando os detalhes arquitetônicos do quarto.
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  Um ambiente monumental e totalmente clássico, transbordando o luxo e o requinte que os aposentos de qualquer realeza demandava. Uma nova realidade para a Pérola Real da Inglaterra.
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  — Estas são vossas palavras? — retrucou o príncipe, bufando discretamente. — Realmente não acreditas no potencial de vosso marido?
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  — Ainda não tenho minhas conclusões formadas, vossa alteza, então pergunte-me novamente amanhã pela manhã. — Ela voltou a olhá-lo com firmeza.
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  — Tomarei isso como um desafio, minha esposa. — fixou o olhar sugestivo na esposa, em passos lentos para se aproximar.
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  — Sabes que terá um grande desafio pela frente — disse ela, segurando suas inquietações internas.
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  Aos poucos percebia uma certa intensidade emanando do príncipe, algo que não sabia distinguir o que era, mas que a deixava em alerta.
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  — Eu adoro desafios… — admitiu ele, ao tocá-la pela primeira vez, da forma que realmente desejava.
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  Sem regras de etiqueta, sem as formalidades da sociedade, sem seu lado cavalheiro o lembrando a todo momento que era seu desejo mais inalcançável de todos. A pérola intocável agora estava diante dele, e a partir daquele dia nada poderia impedi-lo de viver todos os mais provocativos momentos que se imaginou viver com ela.
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  — Ainda vai me desejar amanhã pela manhã? — perguntou ela, ao senti-lo deslizar a mão por sua cintura e começar a desabotoar o vestido em suas costas.
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  — A desejarei todos os dias da minha vida — sussurrou ele em seu ouvido, fazendo-a arrepiar.
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   lembrava-se muito bem de uma frase que o pai sempre lhe dizia quando mais novo:
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  Um verdadeiro cavalheiro não é aquele que conquista várias mulheres, mas sim aquele que conquista várias vezes uma única mulher.
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  Ele nunca havia acreditado em tal afirmativa ao longo dos anos e após conhecer muitas damas que se jogavam em seus encantos. Entretanto, bastou um único olhar de nossa delicada Bridgerton para que a frase do rei lhe fizesse algum sentido. E sim, vossa alteza agora estava decidido e inclinado a conquistar vossa esposa todos os dias de uma forma diferente e divertida. No fundo, já se preparava para viver aquela aventura diária.
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  Assim que o vestido dela caiu ao chão, ele afastou um pouco seguindo até a mesa de apoio. o acompanhou com o olhar, atenta aos seus movimentos e curiosa pelo que viria a seguir.
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  — O que vai fazer? — perguntou ela.
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  — Lhe entregarei isso — respondeu , ao se virar para ela, com uma rosa na mão.
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  — Uma rosa? — perguntou ela, confusa.
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  — Não… — Ele retornou para ela, com um sorriso escondido em seus lábios, continuando conforme o planejado em sua mente libertina. — Meu coração.
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  Frente a ela, mostrou mais abertamente seu sorriso, vendo a curiosidade no olhar da esposa, então erguendo com suavidade a rosa, tocou-a com leveza no pescoço e em seguida deu um pequeno beijo no local. Fora nítido o arrepiar no corpo de , que o fez perceber.
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  — Vossa alteza… — murmurou ela, tentando entender o que estava sentindo internamente.
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  — Me chame de , pelos menos quando estivermos sozinhos — pediu ele, em sussurro.
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  Ela assentiu com o olhar, o percebendo tocar a rosa em seu ombro, para beijá-lo em seguida também.
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  — O que pretende com essa rosa? — sussurrou , sentindo o coração acelerado.
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  — Conhecer cada parte de vosso corpo — respondeu ele.
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  Um frio passou pelo corpo de , seguido de outro arrepio. Finalmente ela teria respostas para suas inquietações internas, se não todas, pelo menos uma parte. Com suavidade e criatividade de vossa alteza, o conhecimento não seria apenas por parte dele e a pérola real nem sequer imaginou viver momentos como os que se permitia viver. E cada toque da rosa uma nova descoberta que a deixava em êxtase e alguns momentos desnorteada.
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  Contudo, o que mais importava para vossa alteza era mostrar da forma mais sutil com seu natural toque de malícia, todos os sentimentos que reprimia há semanas. Seus desejos mais ocultos relacionados a sua agora esposa. Para um cavalheiro da realeza que nunca se imaginou desposando uma donzela, havia entregado seu coração a mais obstinada de todas que já conhecera.
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  Algo que a cada instante o deixava mais rendido a ela.
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  — Hum… — sussurrou de leve, ao se remexer na cama e olhar para a rosa ao seu lado.
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  — O que foi? — perguntou , erguendo de leve o corpo para olhá-la com mais precisão.
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  — Nada… — Ela tentou disfarçar, mas parecia um tanto reflexiva.
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  — Diga, minha esposa — insistiu ele.
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  — Estou desapontada — disse ela.
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  — O que? — Ele pegou-se confuso e estático.
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  — Sim. — Confirmou ela, ao pegar a rosa. — Você disse que conheceria cada parte do meu corpo, mas esta rosa não chegou nem à metade.
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  Ele ficou surpreso de imediato, porém depois começou a rir. Não imaginou que a mesma reagiria assim.
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  — Do que está rindo? — perguntou ela.
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  — Quem disse que terminei minha busca? — Ele pegou a rosa da mão da esposa. — Estamos apenas no início…
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  — Hum… — A moça tentou disfarçar, mas era visível o sorriso escondido nos seus lábios. — Então…
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  — Então… — Ele tocou a rosa na barriga dela e a olhou de forma sugestiva. — Temos toda uma vida pela frente.
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   não se conteve em abrir um largo sorriso, assim que sentiu o beijo dele no mesmo local que a rosa tocou.
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  Se estar casada era viver aquele momento todas as noites, com entusiasmo ela estava feliz por ter escolhido amar alguém como . E agora estava mais do que curiosa para saber como o vosso marido faria para completar os desafios de conquista-la diariamente. Viver aquele casamento seria realmente a melhor de todas as aventuras que sempre imaginou-se viver amorosamente.
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  E como esta autora está?
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  Não há palavras para definir e descrever o restante da eterna noite de núpcias do casal mais intenso e malicioso desta história. E que a vossa mente seja tão criativa ao ponto de imaginar tudo o que o nosso ex-libertino proporcionou à vossa esposa. Pois quanto a esta autora, só me vem curiosidades de como será o próximo casamento da temporada.
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Lady Lewis

Eu perdi minha cabeça,
Desde o momento em que te vi.
Só de estar ao seu lado, meu mundo fica em câmera lenta,
Por favor, diga se isso é amor?
– What Is Love / EXO

XXI. Intenso Verão

  A todos os apaixonados da temporada… 
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  Quem nunca se imaginou viver os maliciosos sonhos de uma noite de verão
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  Finalmente a estação mais calorosa do ano adentrava em nossa sutil Londres. Como de costume, a perfumada primavera havia deixado muitos assuntos inacabados e promessas de casamentos que futuramente descobriremos o desfecho, pois esta autora está ávida por novidades de nosso terceiro casal. E para os desposados, nada melhor do que ser acordado pelos raios do sol abraçado à mulher da sua vida, sentindo o calor de sua pele.
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  — … — sussurrou , ao se remexer de leve ao senti-lo lhe aninhar com os braços. — Está acordado?
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  — Agora estou — sussurrou ele, de volta. — Dormiu bem?
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  — Depois que finalmente deu-me a liberdade para dormir. — Ela riu baixo ao abrir os olhos e se virar para o homem.
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  Não se conteve em lembrar de como havia sido intensa suas primeiras setenta e duas horas de casados. Menos ainda imaginava que seu marido tinha um lado oculto um tanto quanto insaciável e incansável. Mas estava feliz pela quarta manhã consecutiva acordar aninhada nos seus braços, ansiosa por mais descobertas que vossa alteza lhe prometera na noite anterior.
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  — Depois que me obrigou a dormir — resmungou ele, demonstrando a leve frustração incubada.
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  — Não somos máquinas, vossa alteza. — Seu olhar mantinha a leveza no rosto, que o deixava fascinado, ainda que houvesse a ausência da singela maquiagem que utilizava.
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  — Isto é algo de extrema lástima para mim… — O rapaz suspirou fraco e se virou ficando de frente para o teto. — Estava a planejar um nascer do sol formidável naquele orquidário.
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  — Senhor meu marido… — Ela ergueu seu corpo e manteve-se voltada para ele, olhando-o com seriedade, porém mantendo sua face suave. — Não que eu não esteja inclinada às vossas propostas, entretanto, algumas delas me assustam e outras fazem-me sentir constrangida.
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  — Minha devoção a vossa senhoria lhe transmite tais impressões de um libertino pervertido? — ergueu seu corpo também, permanecendo sentado e olhando-a com atenção.
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  Sério e, inicialmente, inexpressivo, controlando a ardência em sua garganta a qual o recordava de seu passado de luxúrias e travessuras inimagináveis para a nova princesa.
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  — Um libertino sei que não mais, contudo, o pervertido… Devo afirmar que está no vosso olhar para mim… — brincou ela, arrancando outro olhar chateado dele.
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  — Te assustas o fato de vosso marido lhe desejar ao extremo? — indagou ele, atento à forma em que a esposa reagia a seu olhar intenso. — Tanto quanto o ar que respira?
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  — Não — respondeu ela, de forma segura e sincera, causando arrepio no homem por tamanha ousadia nas palavras. — Sinto-me afortunada por cada olhar, todo o desejo que tens por mim e por tudo que nos aconteceu desde o vosso pedido no Hyde Park.
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  — Então qual o problema? — O pouco que a conhecia, conseguia notar que havia algo acontecendo. — A senti na defensiva noite passada, ao pôr-do-sol.
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  — Eu não estava na defensiva. — vasculhou em sua mente, tentando entender em qual momento poderia ter tido alguma ação que lhe provocasse tal entendimento.
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  — Se não achas… — Ele deu impulso no corpo para se levantar. — Talvez seja melhor voltarmos às tradições da aristocracia e minha esposa ter o vosso próprio quarto para assim descansar melhor.
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  — Não interpretes assim… — Ela respirou fundo para tentar manter-se serena, então segurou em sua mão para impedi-lo de levantar-se. — .
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  De imediato ele paralisou, sentindo o coração acelerado pela voz dela. Como da primeira vez, o príncipe sempre se via em rendição total e ainda mais atraído por sua esposa a cada vez que a escutava chamando-o pelo nome.
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  — Sim. — Ele conteve sua frustração, deixando seu olhar afastado dela.
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  Por mais que não conseguisse entender as ações do marido, vossa alteza, sim, percebeu o sutil afastamento de sua esposa, principalmente nos longos momentos de carícias dos quais lhe propôs na biblioteca no findar da última tarde, deixando-o confuso e pensativo, talvez não devesse ser tão intenso ou tão aberto quanto aos anseios que possuía com a mesma.
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  — Não me olhes assim, não após todas as declarações que já me fizeste — pediu ela, respirando fundo, tentando encontrar as melhores palavras para lhe dizer. — Não quero que sintas afastamento algum de minha parte, só preciso que tenhas paciência com vossa desejada esposa…
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  — … — Ele se impulsionou para pronunciar, porém ela, erguendo mais o corpo, tocou seus lábios com o dedo indicador, o silenciando.
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  — Acredite, eu o quero na mesma proporção e minha entrega será de igual modo, apenas preciso de tempo para me acostumar com as mudanças e… — Ela mordiscou os lábios inferiores com o olhar bobo e apaixonado. — Com o profundo amor que me proporciona a todo momento.
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  — Prometo conter-me para não a assustar mais, alteza — disse o príncipe, mantendo seu tom firme, porém mais baixo ao tocá-la com sutileza em sua cintura, o calor de suas mãos fez o corpo de sua esposa arrepiar.
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  — Pois eu lhe peço, não se contenha — pediu ela em sussurro, ao envolver seus braços no pescoço dele. 
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  O pedido de foi atendido no mesmo instante. 
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  Por mais que tentasse se segurar, após iniciar, de forma espontânea seguia intensificando seus beijos e carícias na esposa, pedindo permissão para amá-la ainda mais. A pérola, por sua vez, ainda que com alguns receios, sentia seu corpo em arrepios estremecer e render-se com total facilidade aos anseios de vossa alteza. Claro que só estavam iniciando seu quarto dia de casados, com o coração acelerado em meio aos lençóis de seda da cama real intensificando ainda mais o calor que a atual estação lhe proporciona.
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  E quem liga para o desjejum quando se tem a mulher de sua vida em seus braços? Estas foram as únicas palavras que passaram pela mente do nosso ex-libertino, durante longas horas em que estiveram contemplados pelos raios de sol que adentravam a janela.
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  Próximo ao final da tarde, o mordomo real pediu permissão para se aproximar da princesa, se encontrava no jardim de inverno privado no lado sudoeste do castelo, aproveitando o momento de profundo sono de seu marido para contemplar o secreto jardim real, o qual tanto lhe prometeu apresentar.
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  — Vossa alteza?! — disse o homem, com uma bandeja nas mãos contendo uma carta.
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  — Sim? — Ela se virou para o mordomo, surpresa pela aproximação.
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  — Chegou uma carta para vossa alteza esta manhã. — Ele esticou levemente a bandeja.
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  — Agradeço — disse, mantendo a suavidade na voz, pegando a carta e a abrindo com o auxílio de uma pequena faca que tinha na bandeja.
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  Assim que o mordomo real se afastou, voltou seu olhar para o envelope em sua mão e, logo ao abrir, sentiu um suave aroma de lavanda. Reconhecendo o selo da família Bourbon nas costas do envelope, um sorriso surgiu no canto de seu rosto e a ansiedade em saber sobre os dias de sua amiga em meio ao perfume das flores do campo.
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  Retirando a carta, abriu-a para iniciar a leitura.
  — Que novidades me escreveste? — sussurrou ela, desdobrando o papel para lê-lo.
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  A letra de parecia trêmula, certamente por estar confusa e insegura com o futuro que seu destino lhe traçava. Vossa ida ao campo, destinada apenas a abafar os rumores de um noivado falido, não obteve tanto sucesso em aplacar as preocupações do pai. Apenas conseguiu aumentar a curiosidade das amigas e de toda Londres. Será que há algum envolvimento com uma certa ausência de vossa graça de nossa sublime sociedade? 
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  Voltemos à carta.

  “Querida , ou melhor, estimada vossa alteza. 
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  Certamente será demorado me acostumar com os tratamentos reais a vós, mas estou em extrema felicidade por finalmente ter encontrado vosso destino. É um sonho amar e ser amada, um privilégio que poucas de nós, que anseia pelo amor, tem o prazer de viver. Tenho as minhas melhores amigas, as quais julgo serem as irmãs que nunca pude ter, desfrutando de tal momento, se há algum motivo para alegrar-me nestes últimos dias, é somente pela felicidade que ambas desfrutam ao serem desposadas.
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  Queria ter tido a honra de ver o tão noticiado casamento real. Devo reportar-lhe que fizeste mais fama nos comentários aqui no campo que a própria majestade. Espero pelo dia em que poderei retornar a Londres e abraçá-las, contando as boas novidades, entretanto, meus dias no campo seguem incertos e cinzas, como o nublado do céu em dias chuvosos, além de gélidos como o chão coberto de neve no inverno. Não saberia lhe dizer se o pouco sorriso que me resta chegará espontâneo até o outono, mas seguirei acreditando que o destino certamente poderá me reservar surpresas das quais não me atrevo a imaginar.
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  Mas não falaremos de mim e sim de vós, a nova princesa da Inglaterra. Enviei uma carta a pedindo por mais detalhes de vossa lua de mel, porém como resposta descobri que não houve nenhuma até o momento. Ela não revelou os detalhes e não me conformo de Paris não a ter conhecido até o momento, contudo, desejo a ela tanta felicidade quanto desejo a vós. E não se esqueça de escrever-me sobre vossa lua de mel no oriente, espero por presentes direto do Japão!
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  Tenho saudades, minha amiga e novamente lhe desejo longos e extensos dias de alegrias e realizações.
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  De vossa amiga, e creio que posso estender-me a irmã,
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Bourbon.

   sentiu-se tão emocionada pelas palavras da amiga, que seus olhos logo marejaram. Um sorriso bobo surgiu em sua face ao lembrar-se do dia em que conheceu a silenciosa e tímida Bourbon, com seus cabelos ruivos parcialmente soltos tendo um dos olhos amêndoa escondidos por uma mecha solta. Seu coração vibrou a alegria de vossa amiga por sua felicidade, entretanto, tal sentimento deu espaço a preocupação por não entender o que se passava com a mesma.
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  — Minha pérola? — A voz de soou atrás dela.
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  — Alteza. — A mulher dobrou a carta ao se voltar para ele, disfarçando suas emoções afloradas.
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  — Por que está assim? — O príncipe ergueu suavemente sua mão, então acariciou a face da esposa com carinho. — Aconteceu algo que a deixou sensibilizada?
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  — Recebi uma carta de — respondeu ela, respirando fundo, voltando ao eixo sentimental. — Deixou-me emocionada. 
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  — A senhorita Bourbon? — indagou, puxando em sua mente para associar o nome com o sobrenome.
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  — A própria, fiquei chateada quando vosso pai a mandou para o campo, e agora preocupo-me por não ter notícias mais sólidas a vosso respeito — explicou a princesa, retornando com o papel dobrado ao envelope.
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  — E qual notícia desejaria ter? — Insistiu , se esforçando para entender a esposa.
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  — Que está casada e feliz, não há notícia melhor para se compartilhar com as amigas, levando em consideração o fato dos rumores de seu noivado ser falso e não existir de fato um noivo. — tentou manter-se tranquila, contudo, sentia o coração apertado pelas especulações.
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  — Olhe para mim — pediu o rapaz, ao segurar sua mão direita.
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  O olhar abaixado de se elevou encontrando os dele, que permanecia sereno e compreensivo às inquietações da esposa. sorriu de canto e, puxando-a para si, deu-lhe um abraço apertado e reconfortante.
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  — Não se sinta aflita por vossa amiga, todos temos nosso destino que, de alguma forma, se concretiza em nossas vidas. — Sua voz mantinha a entonação de certeza. — Tenho por mim que vossa amiga em breve será desposada e desfrutará da felicidade que possuímos neste momento.
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  — Acaso sabes de algo que não sei?! — se afastou um pouco, com olhar curioso.
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  Ele sorriu de canto. 
  Não que soubesse realmente o que se acontecia no campo, entretanto, possuía um vislumbre em vossos pensamentos que se relacionavam à partida de um amigo de Londres. E torcia para que vossa graça fosse forte o bastante para deixar os fantasmas do passado e abrir-se verdadeiramente para um novo amor.
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  — Não, meu amor, mas torço para que tudo ocorra bem para vossa amiga. — Continuou ele. — Há um ditado que diz que as felicidades que desejamos para os outros, volta em dobro para nós.
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  — Não conheço tal ditado — comentou , com o olhar desconfiado.
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  — Bem, agora conheces. — riu baixo, acariciando os cabelos castanhos claro de sua esposa. — Vamos nos atentar a outra coisa, que tal um passeio a cavalo?
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  — Hum… Devo esperar alguma surpresa escondida em tal convite? — indagou ela, surpreendendo-se.
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  — Sempre deves esperar alguma surpresa de minha parte, minha bela pérola. — O sorriso de canto malicioso estava ali, estremecendo o corpo da princesa.
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  Devo confessar-lhes que não somente nossa doce segue rendida e entregue a tal cavalheiro, como também essa autora que vos escreve. De fato, nunca imaginei que vossa alteza teria tanto charme a ponto de balançar este gélido coração, petrificado pelo último inverno.
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  — Não deves criar expectativa no coração de vossa esposa, pois terá o dobro do trabalho para alcançá-las — argumentou ela, com o olhar provocativo.
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  — Acredite, não está em mim deixar de lhe atender qualquer expectativa. — deu um passo para mais perto, pousando suas mãos na cintura da mulher, puxando-a para mais perto.
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  — Alteza. — sentiu-se constrangida a primeiro momento, com o coração acelerando gradativamente. — Os criados…
  — Não me importo com eles. — O tom seguro de , demonstrou a ela mais uma vez seu lado desprendido e indiferente às regras da sociedade, que o tornava ocultamente ainda mais interessante para ela. — Que fechem os olhos, tenho por mim que jamais conseguirei conter-me ao vosso lado.
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  — Acho que devemos logo desfrutar deste passeio, pois quem não se conterá daqui alguns instantes será eu — brincou a moça, suavizando mais o momento e afastando-se do marido.
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  — Alteza… — reclamou ele, vendo-a seguir na frente, rindo.
  Mesmo o verão sendo a estação mais calorosa que temos, uma brisa refrescante se estabeleceu durante o curto passeio do casal. , pegando as rédeas do cavalo de sua esposa, os guiou até o jardim leste da propriedade, que continha um lago artificial projetado a pedido do falecido rei, em seu primeiro ano de reinado.
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  De imediato, a pérola real encantou-se com o espaço preparado por vosso marido, principalmente a considerar os detalhes das almofadas sobre deslumbrante tapete felpudo branco em frente ao lago, sendo contemplados pela beleza do jardim secreto do rei George.
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  — Aqui é lindo, é como se a natureza jamais houvesse recebido o toque do ser humano. — Descreveu , em seu encanto.
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  — Ainda assim não estou certo de que conseguirei contemplá-lo por motivos óbvios — comentou o príncipe, mantendo-se de pé, apenas observando a mulher.
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  — O que reservaste para mim? — A moça voltou o olhar para o marido, curiosa.
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  — Vossa alteza, vejo que tens se tornado ainda mais insaciável que vosso marido — brincou ele, rindo baixo. — Permita-me admirar o pôr-do-sol em vossa companhia, e deixe que o restante do dia siga seu curso de descobertas. — Propôs ele, esticando a mão para a esposa.
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  Num suspiro profundo, assentiu ao segurar-lhe a mão, com um sorriso disfarçado no rosto e o coração em ansiedades. Assim que sentaram sobre o tapete, a princesa Bridgerton apenas seguiu com o proposto, aninhada aos braços do marido mantendo a cabeça apoiada em seu ombro. Aos poucos, o som dos pássaros tornou-se a trilha sonora do momento, mais harmônica que Mozart e mais romântica que os apaixonados poemas de Shakespeare. Ela apenas fechou os olhos em um dado instante e permitiu-se eternizar o momento em sua lista de memórias inesquecíveis, agradecida a Deus por vivê-las.
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  — Não acredito que vais dormir — reclamou , num tom baixo.
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  — Não estou dormindo, apenas gravando este dia em minha memória — explicou a mulher.
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  — Abra os olhos — pediu ele.
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  Assim que fez conforme pedido, ela acompanhou o sol se pondo ao mesmo tempo em que pequenas luzes em luminárias de garrafas foram sendo acesas, o que ocasionou o perceptível brilho nos seus olhos, deixando o cavalheiro ao seu lado com o coração aquecido por lhe proporcionar mais uma de suas ideias.
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  — Como consegues pensar em tantas surpresas por dia? — Ela voltou-se para o homem, curiosa. — , estamos no quarto dia e ainda há uma vida para vivermos.
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  — Sabes que gosto de desafios e não desistirei, a conquistarei todos os dias de nossas vidas — assegurou ele, reafirmando suas palavras.
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  — Mereço mesmo tal esforço? — se constrangeu pela profundidade do olhar do marido.
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  — Certamente merece bem mais do que eu poderei lhe proporcionar, mas seguirei arduamente amando com todo o meu ser, demonstrando de todas as formas que estiver ao meu alcance — respondeu prontamente.
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  — Desde que vossos lábios estejam ao alcance dos meus… Acordarei todos os dias ansiando por vossas demonstrações de amor. — Ela sorriu, deixando transparecer uma pitada de malícia que o deixou impressionado.
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  Se aquilo havia sido um sinal para que vosso momento de desejo iniciasse com intensidade e ousado, por certo que não sabia, contudo, não se conteve em impulsionar seu corpo para ela, para o primeiro beijo de muitos outros os quais lhes arrepiariam o corpo.
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– Lady Lewis

Você é tão perfeita,
E eu busco um futuro ao seu lado.
Não esconda o amor, agarre a felicidade,
E seja honesta consigo mesma.
– What Is Love / EXO

XXII. Almoço em Família

  Para todos os que pensam que casamentos arranjados estão fadados à falência já no primeiro ano por não iniciar com amor, há exceções às regras que motivam essa autora a continuar apostando suas fichas em breves anúncios de herdeiros a caminho. E sim, estou a falar do nosso casal Bridgerton, que finalmente entenderam os sentimentos de um pelo outro, e, analisando com profundidade como tudo começou, pode-se sim presumir que havia um amor escondido neste caso.
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  Bridgerton House agora se encontrava mais vazia que o normal, pelo menos era o que a matriarca Violet sentia. Com o casamento da irmã, não via mais nenhum motivo para permanecer na capital londrina, pois também já havia desposado uma donzela. Então, o que seria mais óbvio a se fazer em meio a nova estação? Sim, meus caros leitores, voltar a sua casa em Derbyshire e comandar as propriedades da família como o conde de Whatnot.
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  O anúncio aos familiares já havia sido feito por meio de cartas, em contrapartida, um convite para o almoço em família no domingo na residência Sollary foi encaminhado sem direito a recusas. Como todos sabem, família reunida é sinônimo de fofocas e alguns desentendimentos à parte, o que é muito apreciado por esta autora em questão. E que família não tem segredos escondidos debaixo do tapete? Eles soam pelas paredes em momentos como esses. Um dos muitos mistérios que os ronda é sobre a inesperada entrada do senhor Frederick na elite londrina, de como havia conquistado tal fortuna em uma época tão dominada pela nobreza. Há quem diga que foram seus anos como marinheiro mercante, outros que ele herdara de um parente distante terras improdutivas que hoje pertencem às estradas ferroviárias, porém, eu lhes digo, um dia descobrirei.
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  Voltando ao nosso domingo, logo no meio da madrugada, nossa afortunada diamante Bridgerton despertou de seu sono, um longo espreguiço de imediato notou a outra parte de vossa cama vazia. Nesta altura do momento de reconciliação, nosso conde havia aderido às tradições dos burgueses de dormirem no mesmo quarto, algo que assustou até sua experiente tia. Não que tal decisão causasse estranheza em , pelo contrário, ela muito se agradou do fato de dividir a cama todas as noites com o marido. Ainda mais diante dos muitos conselhos de vossa mãe, que sempre lhe afirmava: Um casamento já está fadado ao fracasso assim que o casal inicia dormindo em camas separadas.
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  — Hum… — se remexeu novamente e abriu os olhos lentamente, o quarto estava parcialmente escuro e um pouco frio.
  Ela ergueu seu corpo ainda sonolenta, tentando entender por que acordara antes do amanhecer. Ao se levantar da cama, aproximou-se da poltrona e pegou um xale de tecido de algodão para se cobrir um pouco melhor. Saindo do quarto, caminhou silenciosamente pelo corredor até chegar às escadas. Seus olhos voltaram-se por um momento para o quadro na parede, fixando-os os rostos da grande família da viscondessa em seus muitos filhos e no quão era visível a felicidade estampada no olhar do marido, o que a fez lembrar-se dos muitos quadros de autorretratos que continham na casa do pai. Será que um dia terei uma família tão bonita, grande e feliz assim? Pensou ela, consigo. Por certo, uma família bonita eu vos asseguro que terá e, no que depender do lord Bridgerton, grande também, porém o feliz dependerá apenas de vós, minha cara diamante.
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  Ela soltou um suspiro fraco e voltou a descer os degraus. Ao chegar finalmente à cozinha, pegou um pouco de água para beber, notando assim a vista que as janelas próximas às escadas do porão proporcionavam ao jardim lateral. Em seu retorno ao quarto, notou algumas luzes acesas adiante vindas do escritório da casa, certamente a parte faltante de sua cama encontrava-se ali.
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  — Milorde — disse ela, mantendo o tom baixo ao abrir com suavidade a porta e vê-lo sentado em frente à mesa.
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  A atenção dele logo fora despertada, voltando seu olhar para ela, curioso por estar ali.
  — Condessa. — Olhando-a fixamente. — O que fazes acordada?
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  — Estava a lhe perguntar o mesmo, senhor meu marido. — Ela deu um passo adentro, então fechou a porta, permanecendo encostada nela. — Algo lhe perturbou o sono?
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  — Não exatamente. — Ele fechou o caderno de anotações que estava em suas mãos e colocou na mesa a sua frente. — E vós?
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  — Bem… Eu senti frio e percebi que estava sozinha em nosso quarto — explicou ela, observando o marido se levantar da cadeira.
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  — Frio? Em pleno verão? — Ele segurou o riso, estranhando aquilo e seguindo até a mulher.
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  — Estou vendo esta expressão aí, não ria de mim, eu realmente senti frio — disse , num tom sério e firme.
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  — Não fiques brava com vosso marido. — sorriu de canto, parando em sua frente, pousando as mãos em sua cintura, sentindo-a arrepiar o corpo. — Deixe-me aquecê-la.
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  — Milorde… — sussurrou a mulher, sentindo-o se aproximar ainda mais, beijando-lhe o pescoço.
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  — … Diga meu nome — sussurrou ele de volta.
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  — . — Ela pousou sua mão no tórax dele, deixando seus corpos pouco afastados. — O que fazias aqui?
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  — Nada demais. — O rapaz pegou na mão direita da esposa entrelaçando os dedos.
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  — Nunca é nada demais. — Insistiu ela, em sua curiosidade. — Acaso não confia em vossa esposa para compartilhar vossas preocupações?
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   sempre mantinha em si seu jeito obstinado, que a fazia confrontar o marido a todo custo. Em qualquer que fosse as conversas e discussões do casal, ela sempre tentava a todo custo ter a razão no final das contas.
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  — Claro que confio em vós, confiaria a minha vida. — Assegurou ele, beijando com suavidade as costas da mão dela.
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  — Então?! — insistiu a mulher, mantendo o olhar sério.
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  — Sorria para mim — pediu ele, com serenidade na face.
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  — William Bridgerton. — Seu tom ficou mais sério.
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  — Milady… — sussurrou ele, com um olhar abandonado. — Apenas um sorriso.
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  — Vejo que não… — Ela foi interrompida por um beijo doce e intenso do cavalheiro em sua frente.
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  Em um curto espaço de tempo em que se impulsionou para recusar, deu-se por vencida ao sentir o deslizar das mãos do esposo em seu ombro, retirando-lhe o xale. Ela, que estava mesmo sentindo frio, aninhada em seus braços, aos poucos, após beijos e carícias, foi sentindo o calor de seu marido lhe aquecer interna e externamente. 
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  Não fora surpresa para ela passar o restante da madrugada no escritório com ele, já conhecia muito bem a textura do estofado da chaise, assim como conhecia o significado dos sussurros maliciosos do marido. Mas claro que nossa condessa não seria dobrada tão facilmente, seu desejo em descobrir todos os segredos do Bridgerton sempre era saciado pelo mesmo que lhe revelava abertamente, sem reservas.
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  — Por que fazes isso a vossa esposa?! — reclamou , aninhando-se um pouco mais nos braços de .
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  Ambos finalmente encontrarem uma forma confortável de aconchegarem-se à chaise de tecido camurça azul marinho. Como dois corpos ocupariam o mesmo espaço? Se o senhor Newton não descobriu, não serei eu a lhes revelar tal possibilidade. 
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  — Fazer o que? — Ele remexeu-se um pouco para olhá-la.
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  — Se mostra misterioso, cheio de segredos extraindo curiosidades de mim, para no final deixar-me rendida em vossos braços — reclamou ela. — Não entendo por que ainda dou liberdade para vossos encantos.
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  — Porque me amas — disse o rapaz, com um sorriso de canto malicioso. — Sabes que tudo o que há em meus pensamentos se direcionam a vós, nem precisas perguntar.
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  — Sim… Mas vossa esposa sente a necessidade de ouvir vossas palavras — retrucou , voltando o olhar para sua mão esquerda, olhando a aliança. — Não quero que sejamos um casal ligado apenas à atração física… Um casamento sem amizade não é um casamento saudável.
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  — A cada dia me fazes apaixonar ainda mais por ti — confessou , mantendo o olhar fixo na esposa. Tocando em sua mão, entrelaçou seus dedos. — O que mais desejas de mim?
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  — Que sempre me conte tudo o que pensas, mesmo que seja sobre mim — retrucou ela, rindo baixo.
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  — Não podes me pedir isso, e se acaso eu quiser lhe fazer surpresas? — indagou ele, em relutância. — Hum… Acaso me conta sobre vossos pensamentos?
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  — Não perguntas. — Ela riu novamente, agora do olhar confuso dele.
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  — Perguntarei então… Pensas em mim? — disse o rapaz, curioso.
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  — A todo instante — respondeu , com segurança. — Desde o momento em que derrubou o fatídico suco em meu vestido.
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  — Não falemos deste vestido, vos peço. — voltou o olhar para a janela, encostando a cabeça no apoio da chaise.
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  — Agora é vós quem se mostra emburrado. — Ela ergueu o corpo e o olhou seriamente.
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  — Por que sempre buscas um assunto para brigarmos? — bufou fechando os olhos.
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  — Por que se mantém tão relutante neste assunto? — questionou a mulher, um tanto irritada com o jeito silencioso e fechado do marido  — Não bastava apenas revelar-me que o presente fora uma travessura de vossa irmã?!
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  — Como sabes? — Ele abriu os olhos de imediato e a encarou.
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  Ela devolveu o olhar com seriedade. O silêncio pairou sobre o ambiente, tanto que até o sopro do vento do lado de fora era possível ser ouvido. Em um respiro profundo, ela se impulsionou para levantar, sendo impedida pelos braços do marido que a envolveu ainda mais.
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  — Não vais fugir de mim — declarou ele, girando-a no estofado, prendendo seu corpo embaixo do dele.
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  — O que estás a fazer? — perguntou , tentando relutar, sem sucesso.
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  — Não é somente vosso marido que guarda segredos, não é? — Ele a encarou novamente.
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  — Em minha defesa, és o senhor que ainda me escondes coisas — retrucou ela, firmemente. — Não consigo compreendê-lo.
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  — O que desejas compreender de mim? — manteve o olhar fixo na esposa.
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  — Desejo que sejas mais aberto a conversas. — Ela alterou um pouco o tom de voz, forçando-se a manter o controle, aquela singular parte de que a deixava em estado de irritação. — Não lhe custava nem dez libras dizer o que realmente aconteceu, que havia enviado o vestido em vosso lugar.
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  — Não me disseste como descobriu — indagou o rapaz novamente.
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  — E este fato lhe importa agora? — retrucou a moça, um tanto indignada.
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  — Não, claro que não, entretanto, saber sobre isso antes mudaria algo? — Ele parou por uns instantes em seu pensamento, então afastou seu corpo, levantando-se. — Claro que mudaria, e agora talvez estivesse dormindo…
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  — Nem ouse terminar esta suposição, conde de Whatnot. — levantou-se atrás dele, mantendo sua voz firme e segura.
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  — Como quer que eu termine? — a olhou, com certa amargura.
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  — Da mesma forma que começamos… — Ela se impulsionou para beijá-lo de surpresa.
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  Sem saber ao certo se funcionaria ou não, o que, para nossa felicidade ocorreu conforme o rápido planejado de vossa mente, da mesma forma envolvente como o esperado.
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  — Louise Sollary Bridgerton… — sussurrou ele, mantendo seus rostos próximos. — O que fazes comigo… Por que me deixas assim?
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  — Não importa qual caminho nos levou ao nosso destino juntos — disse a mulher, suavizando sua voz, sentindo o calor do corpo do marido. — O marquês jamais conseguiu atrair meus pensamentos para ele, pois já estavam em vós.
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   sentiu seu coração pulsar mais forte e até mesmo acelerar. Nunca em sua vida imaginara receber uma declaração tão aberta de , mas ali estava, a sinceridade no olhar dela que o deixava ainda mais rendido e atraído pela vossa ousada e determinada esposa.
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  — Eu vos amo, na mesma proporção que me amas… — sussurrou , sentindo os braços do marido lhe envolver novamente.
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  É claro que mais uma vez ambos iriam desfrutar do amor que possuíam um pelo outro sendo agraciados pelo frescor do nascer do sol. E posso lhes assegurar que, se há um cômodo daquela casa que conhece bem este casal, é o reservado escritório dos Bridgerton.
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  As manhãs de domingo sempre foram motivo de encontros informais para o brunch nas confeitarias pela cidade, passeios no Hyde Park e pequenas cavalgadas ao campo. Para os Sollary, era sinônimo de família reunida e muito barulho ao longo do dia, com direito a almoço no jardim. Os barulhos eufóricos dos caçulas já foram ouvidos assim que o sol adentrou as janelas da casa, a senhorita Candace obteve muito trabalho para apaziguar sua euforia e finalmente encaminhar o pequeno Bowlmer e a sapeca Jasmine até o piquenique que preparara para ambos, próximo aos arbustos de camélias.
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  — Senhorita Jasmine e pequeno Bowlmer, voltem, por favor — disse Candace, novamente ao perdê-los mais uma vez para os carros que passavam pela rua.
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  — Eu disse que não seria uma boa ideia fazer o piquenique no jardim frontal — disse Constance, a governanta, assim que passou por ela, vendo-a assentada sobre a grama sem forças para lutar contra a empolgação dos pequenos.
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  — Senhora, eu achei que seria uma boa ideia, os domingos passeamos pelo parque pela manhã, porém o senhor Sollary ordenou que fiquemos em casa neste dia — explicou Candace, os pequenos precisam gastar as energias.
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  — Então pare de gritar por eles sem sucesso e deixem que corram pelo jardim, pelo menos assim não importunam a senhora Sollary — comentou a outra, dando de ombros e voltando a atenção para a mesa que coordenava a preparação do almoço.
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  — Teremos mais convidados para o almoço dos senhores? — perguntou Candace.
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  — Sim, o senhor Sollary convidou lorde Bridgerton e nossa doce — contou ela.
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  — E será prudente, já que o marquês também virá? — A preceptora se mostrou preocupada. — Foram tantas emoções envolvendo ambos.
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  — Se é prudente eu não sei, contudo, logo o marquês será parte da família também, então ocasiões assim acontecerão com mais frequências — explicou Constance com naturalidade. — Falarei a vós o mesmo que impus aos outros criados, não quero nenhum comentário aleatório do assunto, menos ainda olhares curiosos, mantenha sua discrição e profissionalismo a todo custo. Nossa senhora teve uma semana cansativa e não a quero ainda mais preocupada diante de cochichos desnecessários.
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  — Sim, senhora, não se preocupe, serei o mais discreta possível — assegurou Cadance.
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  — Assim espero. — Constante respirou fundo e voltou-se para frente, avistando o mordomo vir ao teu encontro. — Senhor Rillian, algum problema?
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  — Irei acompanhar meu senhorio para uma caçada nesta manhã na região leste da propriedade do marquês, só queria me certificar de que tudo esteja alinhado — disse ele, no seu habitual tom sério e frio.
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  — Não se preocupe, senhor, está tudo conforme o desejado pelo senhor Sollary — assegurou Constance, tentando segurar sua curiosidade.
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  — Pergunte — instigou ele, conhecendo-a —, antes que eu desista de lhe contar.
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  — Apenas o senhor Sollary irá nesta caçada? — indagou a mulher.
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  — Não. Lorde Bridgerton também estará presente — confirmou.
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  — Devo preocupar-me?
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  — Senhora, a única coisa que deve se preocupar é em apresentar pontualmente o almoço com o cardápio solicitado — disse o homem, transmitindo confiança a ela.
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  Constance assentiu com a cabela e se retirou, voltando à cozinha. Candace, que ouvira tudo, apenas se permitiu permanecer em silêncio, tentando não imaginar no que poderia acontecer nesta tal caçada.
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  Distante dali, com as carruagens parando em frente à exuberante propriedade do marquês de Hamilton, há alguns quilômetros de distância da cidade e cercada por uma privilegiada floresta ao leste…
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  — Bem que disseste ser bem próximo da capital — comentou o senhor Sollary, assim que desceu da carruagem com a ajuda do amigo. — Como é bonita a vossa propriedade.
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  — Agradeço vossa apreciação, está na minha família há cinco gerações, é tão bela quanto as vossas filhas — disse ele no plural, de forma intencional para que o conde ouvisse.
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  — É de fato uma bela propriedade. — A voz de soou com gentileza, sendo amparada pelo marido ao descer da carruagem. — Faz-me ansiar por saber como é a nossa em Derbyshire.
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  — Não chega a vossa beleza, milady — disse , sorrindo de canto disfarçadamente.
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   havia notado uma certa indireta do marquês para vosso marido, claro que, no fundo, para Magnus não estava tão bem resolvido assim, e talvez aquele convite de paz fosse apenas para manter as aparências. já desconfiava disso e ficou mais do que encantado com a postura de vossa senhora.
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  — Estou admirado de vossa presença, condessa. — Robert engoliu seco, controlando seu olhar para a mulher, sem sucesso. — Não sabia que apreciava caçadas.
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  — Para ser honesta, é minha segunda vez, quando participei da primeira, quase matei um amigo de meu pai, então fui proibida de continuar o esporte — contou ela, com naturalidade. — Entretanto, não resisti à curiosidade de conhecer a vossa casa e ver meu marido em ação, então estou eu aqui.
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  Sua explicação o deixou sem reações.
  — Confesso que tentei persuadi-la ao contrário, contudo, em todas as nossas discussões, ela sempre sai vitoriosa no final — contou , com o gostinho de satisfação em demonstrar partes da intimidade do casal. — Se é que me entende, marquês.
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  O senhor Frederick Sollary soltou uma gargalhada boba, quebrando o clima de tensão e dando leveza à conversa.
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  — puxou o gênio forte da mãe, eu mesmo não consigo dizer não à minha esposa, então o compreendo muito bem, meu caro — afirmou o senhor Sollary. — E vós, minha querida, cuidado para não acertar vosso marido, não quero uma filha viúva em tão recente matrimônio.
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  — Não se preocupe, papai, serei muito bem orientada por lorde Bridgerton. — Ela voltou o olhar para o marido, depositando todo o seu sucesso na caçada, nele.
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  — Às vossas ordens, milady — brincou o rapaz, batendo continência.
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  — Vamos à caçada então? — propôs o marquês, ao respirar fundo para manter a boa aparência.
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  Eles assentiram e caminharam até o estábulo. Após selecionarem os melhores cavalos para o percurso que fariam, seguiram para a trilha demarcada.
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  — O que há de divertido em caçar animais? — perguntou , ao sentir-se um pouco enjoada pelo balançar do cavalo.
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  Não que ela não fosse acostumada, pelo contrário, já havia tido outras oportunidades de cavalgar às escondidas do pai, em seus tempos de amizade com sir. Ulrich Wood, um militar que fora seu amigo de infância.
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  — O que há de divertido em ler os jornais de Lady Lewis? — retrucou , mantendo vosso cavalo pareado ao da esposa.
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  — O senhor também os lê — retrucou ela, rindo baixo. — E não é algo que tire a vida de um ser vivo.
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  — Nós comemos o que caçamos — argumentou ele — e a diversão vem no pacote.
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  — Não bastaria apenas comprar no açougue? E quem disse que como carne de veado? — Ela deu de ombros, mantendo a atenção para frente, observando o pai e o marquês logo adiante.
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  — Caçaremos um javali — corrigiu o homem. — Acaso está simpatizando pelo animal? Não sabia que minha esposa era vegetariana.
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  — Não sou, eu gosto de carne, só não sinto que teria coragem de comer se o visse morrer em minha frente — comentou ela.
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  — Tens certeza que já fez isso antes mesmo? — parou o cavalo e a olhou.
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  — Claro que sim. — Ela também parou seu animal, mantendo o olhar no marido. — Só não segui até o final, por, acidentalmente, atirar na perna de um cavalheiro.
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  — Hum… — O rapaz desceu e estendeu a mão para ela. — Venha comigo.
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  — Não iremos com eles? — perguntou , sendo auxiliada a descer do cavalo. — Podemos nos perder.
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  — Desde que estejamos pontualmente na casa de vosso pai para o almoço — a colocou à sua frente —, que mal há se nos perdermos aqui?
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  — Lorde Bridgerton — a entonação da moça pareceu de repreensão —, não estamos em nossa casa.
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  — Acredite, o marquês ficará melhor com nossa ausência. — O homem sorriu de canto e lhe roubou um selinho.
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  — Ah! — Ela colocou a mão na boca, envergonhada por aquilo, olhando para os lados. — Milorde, estamos ao ar livre, sei que a nobreza acha rude demonstrações de afeto em público.
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  — Está vendo alguém aqui? — indagou ele, tendo o silêncio como resposta. — Acredito que os pássaros saibam guardar segredos.
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  Ele foi se aproximando com suavidade até que beijou a mulher, desta vez, com mais intensidade, deixando-a com o coração acelerado ao sentir seu toque. Não que o conde de Whatnot tivesse planejado profanar as terras da propriedade do marquês, contudo, fora oportuno terem encontrado, em meio aos arbustos, diversas folhas caídas que lhes proporcionaram um conforto mediano, e nem mesmo o frio do solo que tocou sua pele tirou a atenção de às investidas maliciosas de seu esposo.
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  — Finalmente! Achei que tivessem se perdido — comentou o senhor Sollary, assim que o casal Bridgerton adentrou o hall de entrada de sua casa.
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  — Perdoem-nos pelo distanciamento — disse , tentando encontrar as palavras certas para formular vossa explicação.
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  — A culpa foi minha, senti-me um pouco enjoada pelo balançar do cavalo e paramos um pouco para respirar ar puro. — se adiantou e sorriu de leve.
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  — Mas está tudo bem? — perguntou o marquês, disfarçando a preocupação.
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  — Sim, agora estou melhor — assegurou ela.
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  — Vamos ao jardim, já estão à nossa espera e vossa mãe está ansiosa para vê-la. — Frederick tomou a frente os conduzindo até a porta para o jardim dos fundos.
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   disfarçou o riso ao longo do caminho.
  — Esta é a primeira e última vez que me coloco como culpada por vossa causa — sussurrou ao marido.
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  — Vais me dizer que não foi proveitoso aprender a atirar com vosso marido? — O rapaz se fez de inocente.
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  — Quando finalmente deixou-me fazê-lo… — argumentou ela, voltando-se para ele com o olhar sério. — Sabes muito bem neste sorriso malicioso o que aconteceu naquele lugar.
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  — O amor aconteceu. Pelo menos a grama não estava úmida — disse num tom inocente.
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  — Grama? Não tinha grama, e as folhas das árvores não contiveram o gélido do solo — reclamou a moça.
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  — E fez diferença? Meu corpo sempre estará aqui para lhe aquecer. — sorriu de canto, deixando-a estática, sem argumentos. — Vamos, não podemos nos perder na casa dos vossos pais — brincou ele, recebendo um tapa no ombro como resposta dela.
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  — E ainda brinca com tais coisas. — A moça seguiu na frente, mostrando-se indignada.
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  Ele se viu impressionado com os modos de vossa esposa. A cada detalhe que descobria da bela dama obstinada que desposara, mais apaixonado ficava. No jardim, seguiu diretamente para sua mãe, dando-lhe um abraço apertado e recheado de saudades antecipadas. No último domingo em família, antes da partida para Derbyshire, seu coração apresentava um misto de medo e curiosidade pelo que poderia acontecer em sua vida longe da mãe.
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  Acredite, minha cara diamante, todos nós estamos com esta curiosidade, ainda mais após o fracasso que fora os ensinamentos da caçada. 
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  Bem, isto depende do ponto de vista de quem o vê.
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  — Como estás, minha querida? — perguntou Marie, com o olhar carinhoso para a filha.
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  — Bem, eu acho. — tentou demonstrar confiança à mãe, falhando miseravelmente. — Mas acredito que melhor do que da última vez que a visitei.
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  — Eu vos conheço muito bem para saber que está preocupada. — Afirmou a mulher ao ajeitar a manta que cobria parte do corpo.
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  — Não acho que seja uma preocupação em si… — suspirou fraco, voltando o olhar para o marido, que conversara com o pai. — Acho que é…
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  — Um misto de insegurança e ansiedade — completou a mãe.
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  — Sim, acho que podemos resumir assim. — Assentiu, voltando a olhá-la.
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  — Partindo, finalmente terá a vossa casa e família para cuidar, não será o mesmo que enfrentar suas irmãs barulhentas, uma mãe doente e o pai explosivo — continuou a matriarca.
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  — Não era um fardo cuidar de nossa família — assegurou a filha.
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  — Eu sei, minha querida, ainda me pesa o coração por tantas coisas terem sido acarretadas a alguém tão jovem — confessou a mãe. — Mas saiba que nossa família se manteve firme graças a sua doçura e cuidado, tenho certeza que será uma boa mãe e esposa para o lord Bridgerton… Bem, esposa já se percebe que sim, pelo olhar dele para minha diamante.
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  — Mamãe… — se encolheu um pouco. — Assim deixa-me envergonhada.
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  — Não preciso dizer, é visível, minha querida, infelizmente não só o olhar do vosso marido — disse Marie, referindo-se ao marquês.
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   permaneceu em silêncio quanto ao comentário.
  — Lastimo por vossa irmã gostar de um cavalheiro do qual não terá cem por cento do olhar — continuou. — Não será um casamento feliz.
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  — Talvez seja, pensemos positivamente, Rose está muito apaixonada, desde o dia em que o conhecemos, ficou até mais empolgada com ele do que eu… — voltou seu olhar para frente. — É melhor assim.
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  — Vosso coração voltou-se para o lorde Bridgerton desde o início, não foi? — perguntou a mãe.
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  — Sim, eu só tinha medo de admitir para mim mesma. — Assentiu a moça.
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  Logo, o pequeno Bowlmer correu em direção a ambas.
  — Mamãe! — disse em empolgação, ao pular no colo da mulher.
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  — Ah, meu querido, quanta energia. — Sua voz ficou um pouco mais baixa, demonstrando cansaço.
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  — Mamãe, podemos brincar juntos hoje? — perguntou o menino.
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  — Pequeno Bowlmer… Não podes fazer isso. — Cadance olhou para a criança com seriedade. — Perdoe-me senhora, hoje ele está mais agitado que de costume.
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  — Não tem problema, Cadance, passamos tanto tempo longe um do outro… — A mulher acariciou o filho com carinho. — Não podemos brincar, mas podes ficar aqui comigo, que tal?
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  Ele assentiu com a cabeça.
  — Podes comportar-se? — perguntou ela.
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  Tendo o balançar da cabeça dele positivo.
  — Fique tranquila, Cadance, cuide da Jasmine — ordenou Marie.
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  — Sim, senhora, estarei bem próximo. — Ela retirou-se rapidamente para localizar a outra criança.
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   sorriu para o irmão e o pegou no colo.
  — Venha, eu vou brincar com você — anunciou ela, começando a fazer cócegas no menino, que deu gargalhadas bobas, se divertindo.
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  Um domingo ao ar livre em família era tudo o que nosso doce diamante precisava para acalmar o coração e lhe dar mais confiança para a nova vida que o marido propunha. Seu dia encheu-se de alegrias ao estar com a mãe e seus bons conselhos, acompanhar as travessuras das irmãs e a animação dos pequenos, além de certificar-se que o pai conseguiria seguir sem a primogênita para lhe acalmar nas horas de turbulência.
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  É como eu sempre digo, a maior riqueza da vida tem um nome: família.
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– Lady Lewis

Eu encontrei um amor para mim
Querida, entre de cabeça e me siga
Bem, eu encontrei uma garota, linda e doce
Ah, eu nunca soube que você era a pessoa que estava esperando por mim.
– Perfect / Ed Sheeran

XXIII. Pall Mall

  Há quem diga que o lar é o lugar com o qual uma pessoa se identifica, onde tem seu próprio espaço, se sente acolhido e seguro. O que de fato não deixa de ser verdade, afinal, toda casa pode tornar-se um lar, mas nem todo lar é especificamente uma casa. E com estes sentimentos estava nosso casal Bridgerton em meio aos preparativos para a mudança para Derbyshire.
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  Após o domingo em família, desfrutando da hospitalidade e diversão que somente a burguesia conseguia disponibilizar, na manhã seguinte, o conde e a condessa de Whatnot tiveram um longo momento de despedidas, após desfrutarem de um brunch, lady Danbury e a tia mais casamenteira que poderia ter.
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  Horas depois de tudo ajustado nas carruagens que seguiriam com o casal, a despedida final de com a família Sollary não a permitiu conter a emoção, ainda mais por imaginar-se tão longe de todas as pessoas que passou parte de sua vida tendo-as ao seu lado todos os dias.
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  — Mãe… — a diamante sussurrou, mantendo-se abraçada à mãe, relutante em soltá-la sabendo que deveria.
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  — Não é um adeus, minha querida. — Finalmente elas se afastaram um pouco. — É um singelo até breve, e sabes que sempre poderá nos visitar e acredito que também a visitaremos, não é mesmo?!
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  O olhar de Marie voltou-se para Bridgerton.
  — De fato, senhora Sollary, todos serão muito bem-vindos a Garden House — confirmou , voltando o olhar carinhoso para a esposa.
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  — Garden House? — sussurrou Lily com um olhar estranho e curioso. — Será que irá morar em uma floresta?!
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  — Jardim, sua boba — Camellia sussurrou de volta em risos.
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  — Sentirei falta de ambas também — garantiu , indo abraçá-las. — E comportem-se, pois a Rose não costuma ser tão boa quanto eu.
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  — Não queria que partisse de Londres tão rapidamente — reclamou Lily.
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  — Nem eu, a temporada nem terminou e estamos longe do outono — Camellia concordou com sua gêmea.
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  — Podem me escrever sempre que desejarem. — sorriu com graça para ambas, que fizeram careta para sua sugestão.
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  Algumas gargalhadas maldosas soaram de Daisy, ela bem conhecia as gêmeas para saber que escrever cartas seria a última coisa que fariam para matar a saudade da irmã mais velha. Entretanto, a intelectual da família não se deixou levar pelas emoções do momento e para despedir-se da primogênita, apenas deu-se ao trabalho de lhe entregar um livro de presente para a nova condessa.
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  — Caso em algum momento sentir-se perdida, abra na página vinte e sete — sugeriu Daisy, com uma piscada discreta para a irmã.
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   assentiu e, afastando-se dela, seguiu para perto de Rose que se manteve distante todo o tempo. Ao mesmo tempo que a segunda filha se sentia alegre pelo casamento da irmã, também se sentia triste por saber que, lá no fundo, o cavalheiro que conquistaste o vosso coração sempre manteria a atenção na primogênita. Rose era inteligente e entendida o suficiente para notar este fato.
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  — Ficará tudo bem entre nós? — perguntou a ela.
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  — Por que não ficaria? — Rose disfarçou suas inseguranças internas, voltando o olhar para o lado.
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  — Rose, eu vos conheço desde o dia em que nasceste. — segurou em sua mão, com o olhar singelo. — Afastou-se de mim desde o Vauxhall, quando…
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  — Está tudo bem, , saibas que estou feliz por vosso casamento. — Assegurou a mais nova. — É notório o amor de lorde Bridgerton por vós, principalmente pela forma em que a olha… Desejo ter esta sorte um dia.
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  — Não és obrigada a casar-se com o marquês se de fato não o ama — a condessa garantiu, mantendo o olhar compreensivo para a irmã. — Podemos encontrar uma outra saída.
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  — Este é o problema, , eu o amo, foi eu quem pediu ao papai para dar-me de casamento para o marquês… — Rose conteve parte de suas emoções, sentindo os olhos lacrimejarem. — Mesmo sabendo que não terei cem por cento de vossa atenção.
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  — Conquiste-o, Rose, és tão inteligente e bela, mostre-lhe que tens a capacidade de atrair a atenção dele por completo — incentivou a primogênita.
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  — Não sou como vós, …Nem minha beleza compara-se à vossa. — O olhar de Rose abaixou com tristeza.
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  — De fato, não somos iguais, mas tens qualidades que eu não possuo e certamente o conquistará com elas. — a abraçou com carinho, confortando-a. — Se de fato o amas, não desista de ser feliz com aquele que vosso coração escolheu.
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  — Agradeço-te por ser minha irmã — sussurrou Rose, deixando as lágrimas caírem.
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  — Rose, não chore — manteve-se firme — e escreva-me contando tudo.
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  — A verei na próxima primavera? — perguntou Rose. — Será minha temporada, apesar de já estar prometida.
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  — Não sei, mas garanto que farei o possível para visitá-los novamente até o Natal — garantiu a mais velha. — Eu te amo, Rose.
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  — Eu também, .
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  Ambas se abraçaram novamente, sendo contempladas por um abraço coletivo com as outras irmãs e o pequeno Bolwmer. Assim, o casal Bridgerton adentrou a carruagem e seguiu para um lugar inesperado, pelo menos por que fora pega de surpresa quando reconheceu que o caminho que tomaram não era exatamente o que lembrava das viagens com o pai.
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  Afastando-se da cidade, a carruagem os levou para o Castelo de Windsor, a última parada do casal antes da viagem para o novo lar em Derbyshire. Com o anúncio da aproximação dos aguardados hóspedes, devido a perspicaz velocidade dos cavalos, desceu a escadaria do castelo, eufórica, para recebê-los em sua casa temporária. 
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  Um sorriso doce e o olhar sutil, assim que as portas do hall de entrada abriram-se com o anúncio do conde e da condessa de Whatnot, os olhos da pérola real brilharam diante do casal que tanto torceu para ficar juntos. O que de fato pode-se admitir que se nossa engenhosa fosse um cupido, não teria dado tão certo vossas ideias para o casal.
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  — Bem-vindos a Casa de Windsor — disse , mantendo o sorriso no rosto e indo de encontro a eles, abraçando primeiro.
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  — Confesso que estou surpresa por estarmos aqui. — A condessa retribuiu o abraço e afastou-se da amiga, observando o marido fazer-se de inocente.
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  — Ah, meu irmão, que saudade. — A moça o abraçou empolgada. — Estou feliz por terem aceitado meu convite à estadia antes de irem para Derbyshire… Apesar de notar apenas vós sabíeis de tal convite.
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  O comentário de soou como repreensão.
  — Sim, apenas ele. — cruzou os braços um tanto chateada, ocultando sua alegria pela surpresa.
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  — Vamos esquecer esta parte. — sorriu moderadamente e olhou a irmã. — Estava preocupado com vossa integridade física, por isso aceitei o convite.
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  — E por qual motivo esta preocupação? — viu-se confusa.
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  — Anda circulando comentários sobre a vossa alteza não lhe deixar… Dizem que ambos passam muito tempo confinados em vossas intimidades. — tentou suavizar as palavras para não constrangê-la e nem a esposa.
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  — Esta sociedade não tem outro assunto para preocupar-se que não seja a vida de um casal em fase de lua de mel? — desabafou a vossa indignação com tais comentários. — E não devemos nenhum tipo de satisfação a pessoas que não sabem de fato o que é um casamento feliz.
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  — Casaste com o maior libertino da Inglaterra, achas mesmo que teria outro assunto mais instigante do que o vosso matrimônio? — retrucou .
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  — Deixem que se intriguem, minha princesa. — A voz de soou vindo da porta para o grande salão. — Tenho certeza que metade desta sociedade duvida que serei fiel a quem desposei e a outra metade aposta que jamais a farei feliz.
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  — Dizem que uma vez libertino sempre libertino, contudo, devo assegurá-los que há exceções à regra — disse .
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  — Não precisa nos explicar nada, . — entrou no assunto. — O que importa é que estejas feliz, veja o que falam de meu casamento com vosso irmão… Não haverá maiores insinuações negativas que as nossas.
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  — Milady Bridgerton está certa. — sorriu de canto maliciosamente para a esposa. — Enquanto falam o que não sabem, nós desfrutamos…
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  Ele parou por um momento, deixando vossa esposa entender nas entrelinhas o que insinuara, que retribuiu com um sorriso provocativo.
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  — Devemos entender isso? — sussurrou ao marido.
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  — Não, definitivamente não. — segurou o riso.
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  — Mudemos de assunto e, a pegou pela mão no susto do impulso de seu corpo —, venha comigo, mostrar-lhe-ei o quarto onde ficarás e temos muitos assuntos a colocar em dia… Apesar de chegarem logo ao final da tarde.
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  — Devo dizer-lhe que eu e vosso irmão dormimos no mesmo quarto?! — tomou impulso para acompanhá-la. — Tradições da burguesia.
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  — Oh, isso é magnífico. — A princesa se mostrou nem um pouco surpresa. — Eu e vossa alteza decidimos fazer o mesmo, estávamos curiosos sobre estes costumes.
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  Ambas seguiram em frente com guiando até a escada. A conversa renderia entre elas, porém havia uma longa semana para isso que lhes permitiria ainda mais risadas e segredos compartilhados. Ainda no hall, os cavalheiros permaneceram em silêncio até que vossa alteza quebrou o gelo e iniciou um assunto.
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  — Parece que teremos uma semana parcialmente solitária, no que depender de nossas esposas — brincou , imaginando o quanto a princesa aproveitaria a companhia da cunhada.
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  — Certamente a deixarei mais solitária em nossa vida em Derbyshire, então estou feliz que ela possa desfrutar da companhia de minha irmã — confessou o conde, ao refletir sobre seu futuro em família.
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  — Pelo vosso olhar, não me parece muito feliz com a partida. — Notou o príncipe.
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  — Certas preocupações com minhas responsabilidades para com a coroa. — Contou ele, voltando o olhar para a escultura de um anjo que havia próximo à escada. — Não és o único que deve bons resultados a vossa majestade.
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  — Tenho certeza que não, mas acredite, o peso da coroa é um fardo ainda maior. — riu de canto e deu um passo para se retirar dali. — Venha, meu cunhado, nós, cavalheiros, também merecemos um pouco de diversão.
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  — Para qual delito estás a me convidar? — brincou , mantendo um tom sério.
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  — Por quem me tomas? — O príncipe fez-se de ofendido. — Sou um homem honrado agora e… Há várias formas de um cavalheiro divertir-se que não envolve um caloroso corpo feminino.
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  Vossa alteza riu um pouco mais alto indicando o caminho para saída do castelo. , um tanto admirado com as afirmativas do outro, apenas limitou-se a segui-lo em silêncio até os estábulos. A diversão proposta por vossa alteza fora uma refrescante cavalgada ao luar entre cavalheiros com direito a distanciar-se o máximo possível do castelo com pequenas disputas de corridas improvisadas. De fato, jamais devemos julgar a forma que uma pessoa encontra a diversão, já que a desta singela autora é contar-lhes os inúmeros romances os quais presencio em nossa doce Londres.
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  Sentadas nos bancos acolchoados do jardim leste do castelo, estavam as nobres damas trocando experiências iniciais de matrimônio. Certo que nossa pérola possuía bem mais aventuras para contar, graças aos ávidos momentos oferecidos pelo marido. Algumas até causando certa vergonha e constrangimento em nossa condessa.
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  — , acho que poderias omitir certas partes de vossas noites aventureiras — disse , com os cuidados nas palavras. — Não sintas que estou com inveja, peço-te, por favor, só me deixa um tanto envergonhada com os detalhes.
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  — Oh, , perdoe-me, estou a falar com tanta empolgação que não me atentei se a estava deixando desconfortável. — sorriu com um olhar compreensivo.
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  Se para ela viver todas aquelas experiências fora inicialmente inacreditável e confuso, imagine para a amiga ouvir com riqueza de detalhes as mais diversas formas que fora tocada pelo marido. assentiu entendendo a euforia da amiga por sua presença, querendo compartilhar a felicidades com ela.
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  — Está tudo bem, apenas… Contenha-se nos detalhes — pediu , ainda envergonhada. — Contudo, estou feliz por ver seu olhar brilhando por vossa alteza.
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  — Ah, tem sido um perfeito cavalheiro, como lhe contei, nunca imaginei que pudesse ser tão amada em toda a minha vida, principalmente por alguém com um passado como o dele — confessou ela, ao dar um suspiro de alívio.
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  — De um libertino? — indagou .
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  — Sim… — Assentiu, voltando o olhar para a fonte que tinha logo à frente. — Confesso que aconteceu tudo tão rápido e não sei dizer quando, como ou em que olhar eu me apaixonei por vossa alteza… Mas depois que recebi a declaração dele, aquela que lhe contei, não consegui mais tirá-lo dos meus pensamentos e cada dia sentia meu corpo mais atraído por ele, assim como meu coração.
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  — Perdoe-me o julgamento, mas inicialmente achei que o que tinhas por vossa alteza era apenas curiosidade e atração física, lembro-me de uma carta com vossos relatos sobre isso, quando ele tentou beijá-la sem sucesso — comentou .
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  — No entanto, agora…. Perco as contas de quantos beijos ele rouba-me ao longo do dia. — riu baixo. — Não lhe recrimino, amiga, no início eu também achei que fosse apenas algo físico, porém, todas as vezes que estávamos no mesmo ambiente, sentia-me atraída por seus olhares para mim e isso me assustava… Por isso relutei em admitir que sentia algo por vossa alteza até o vosso pedido no Hyde Park, e ter certeza que ele queria-me como a única em vossa vida.
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  — Ganhaste a melhor declaração de amor de todas em plena luz do dia — comentou , ao contemplar o brilho no olhar de vossa amiga.
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  — Tens razão — concordou . — Mas a senhora condessa Bridgerton não fica atrás, pude notar a felicidade estampada no rosto de meu irmão.
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  — Sim… Devo dizer que estamos no nosso melhor momento, sendo amigos e… — parou por um momento lembrando-se da aventura sobre os arbustos da propriedade do marquês, levou as mãos sobre o rosto, toda envergonhada.
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  — Hum… Não é somente eu que tenho aventuras amorosas regadas a malícia e desejo — comentou , deixando-a ainda mais constrangida.
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  — Há um lado de vosso irmão que não sei explicar, mas que me tira toda a sanidade… — confessou , formulando em sua mente as palavras. — Ao mesmo tempo que ele se mostra tão fechado a conversas, o que causa nossas constantes brigas, ele faz-me render a ele com tanta naturalidade que, no fim, vejo o quanto se esforça para deixar-me confortável.
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  — Bem… Meu irmão sempre foi assim, não gosta de compartilhar as preocupações e sempre coloca a prioridade de quem ama acima da sua, é de sua natureza fazer isso — contou , voltando o olhar para a cunhada. — Deve-se ter muita paciência para lidar com e não a culpo se houver brigas pelo percurso.
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  — Diversas brigas de fato e pelas mínimas coisas, mas… — A outra suspirou com um brilho no olhar. — A melhor parte é a reconciliação.
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  — Imagino, pelo vosso olhar, amiga. — riu baixo, mordiscando o lábio inferior. — Minha mente já fervilha de curiosidades…
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  — Não me olhe com esta malícia, mereces bem o marido que possui. — manteve o olhar de repreensão, arrancando risadas da amiga. 
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  — Perdoe-me minha mente fértil, admito que em partes vossa alteza é a culpada por isso. — Ela riu mais um pouco. — Mas voltando ao assunto, mesmo com as famigeradas brigas, meu irmão a faz feliz?
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  — Muito… — suspirou com um sorriso no rosto. — Não consigo mensurar o quanto me completa.
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  — É isso que importa… — empolgou-se. — Estão juntos agora e terão um belo casamento pela frente.
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  — Não graças às vossas travessuras. — a olhou com seriedade.
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  — Já lhe pedi desculpas pelo infortúnio do vestido, mas fora minha única saída para dar um impulso em meu irmão, já não conseguia suportar ele olhando-a de longe desejando tê-la em seus braços… — , mais uma vez, demonstrou reconhecer o erro de tentar manipular a vida alheia, contudo, para ela havia sido por um bom motivo. — Sei que não há justificativa, mas tenha a certeza que meu irmão se apaixonou por vossa pessoa desde que a viu pela primeira vez quando derrubou o suco em seu vestido.
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  — Isso eu já descobri, não foi fácil arrancar dele, mas… — novamente encolheu-se de vergonha. — Vosso irmão é um tanto quanto relutante em reconhecer os erros e expor os sentimentos.
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  — Acredite, não é relutante em admitir quando está errado, ele apenas assume os seus atos e não de terceiros — explicou . — Quanto aos sentimentos, é de fato.
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  — E custava-lhe algumas libras me dizer que a responsável foste a irmã? — indagou.
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  — Talvez não quisesse estragar nossa amizade. — A princesa continuou em defesa do irmão. — Mas deixemos o passado para recordar no futuro e rirmos destas travessuras. E falaremos de algo importante.
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  — O que seria? — a olhou intrigada.
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  — Nossa amiga, Bourbon. — O tom da voz de ficou mais sério.
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  — O que aconteceu?! — O olhar de ficou mais atento.
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  — Eu não sei, a última carta que recebi dela pareceu-me triste e insegura com o futuro — explicou a princesa.
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  — Bem, após a ida para o campo, não lhe faltaram comentários sobre não haver nenhum noivo e ela ter sido enviada para não envergonhar ainda mais o pai — comentou a condessa, deixando o tom mais baixo, entristecendo-se pela amiga. — Queria tanto poder conforta-la de alguma forma se realmente for verdade.
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  — Eu também, mas não posso deixar Londres agora a menos que seja para seguir em lua de mel para o oriente, ordens de vossa majestade — disse , lembrando-se que tinha obrigações com a coroa. — Preciso organizar um chá da tarde no solário de Windsor esta semana e felizmente tenho minha amiga aqui para me ajudar.
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  — Ah não, não tenho talento para estas coisas. — recolheu-se.
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  — Pois trate de ter, agora és uma condessa e terá que organizar bailes e jantares em Derbyshire — informou a amiga.
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   suspirou fraco, desmotivada por tal novidade.
  — Bem, mas voltemos ao assunto que importa — disse . — O que faremos para ajudar ?!
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  — Não sei… Mas temos uma semana juntas para pensar — respondeu a diamante.
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  A ensolarada manhã de sábado trouxe consigo alguns comentários da tarde anterior que foram regados de fofocas e risadas no chá oferecido pela pérola real. A recepção fora um sucesso aos olhos de vossa majestade, que não poupou elogios à nova princesa, causando até ciúmes na alteza regente que deu o ar de sua presença no evento. Contudo, voltemos às atividades mais interessantes neste dia refrescante.
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  — Damas e cavalheiros, eu lhes apresento o tradicional jogo da família Bridgerton — anunciou com empolgação, para seu seletos convidados. — Pall Mall.
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  — Que jogo é esse? — perguntou , curiosa pela empolgação da amiga.
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  — É um jogo bem popular na França, porém originou-se na Itália, mas é claro que os Bridgerton têm seu modo peculiar de jogar — brincou , ao explicar para a esposa. — Mas é bem simples, alguns arcos foram espalhados pelo gramado, não importante se é ou não irregular, cada um escolherá um taco e terá que acertar a bola de mesma cor, o objetivo central é passar sua bola por todos os arcos antes dos oponentes.
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  — Parece mesmo fácil — comentou .
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  — Mas é claro que podes usar sua bola para desviar a bola do seu oponente — disse Eloise, ao passar por eles indo pegar um dos tacos. 
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  — Oh, desculpe-me, querida prima, mas minha casa, minhas regras — disse , ao pegar o taco da morte antes dela.
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  — Asseguro-lhe que terei mais sorte da próxima vez — disse a outra, ao pegar o branco.
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  — Que tal jogarmos em dupla? Já que estamos em casais — sugeriu , olhando com malícia para vossa alteza.
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  — Não acho que seja prudente vossa sugestão, a julgar que minha dupla consiste em alguém muito competitiva — comentou sir Phillip, moderando as palavras sobre a esposa, o que arrancou risadas de Colin e Penelope, o outro casal convidado.
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  — Poderia ser damas contra cavalheiros — sugeriu Penelope, pegando o taco alaranjado.
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  — Eu não me importo com as regras, se meu diamante vencer, eu venço — comentou , pegando o taco amarelo.
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  — Pois eu gostei da sugestão de , sugeriria damas primeiro, porém não podemos esquecer da ordem de idade, Colin os mais velhos na frente então nos dê a honra de iniciar — disse Eloise, ao gesticular para que ele iniciasse, o que irritou a prima.
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  — Lembrem-se do lema da família: sempre que um Bridgerton ergue um taco, tornamo-nos todos trapaceiros e mentirosos — disse , ao lembrar a famosa frase da família, sendo uma indireta para Eloise.
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  Ambas eram boas amigas desde a infância, porém vencer o Pall Mall estava acima de qualquer amizade, e o que deveria ser a versão de casais ao longo da partida, tornou-se uma brutal disputa entre os primos que, a todo custo, queriam arruinar as jogadas uns dos outros. Enquanto divertiu-se com as provocações e trapaças ao longo do jogo, encantado com este lado competitivo de vossa esposa, sentiu-se em meio a selva com leões selvagens prontos a atacá-la.
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  — Está tudo bem, minha senhora? — perguntou ao aproximar-se dela, que permanecia estática com o que presenciava.
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  — Não sei se consigo absorver um jogo em que se é mais importante garantir que os adversários percam do que de fato ganhar — comentou ela, embasbacada.
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  — Acredite, isto é o mínimo diante do que nossa família tem para lhe mostrar, se nossos outros primos estivessem aqui, seria uma carnificina — comentou ele, segurando o riso.
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  Ela continuou em choque.
  — Que tal uma mudança no jogo — disse , ao bater com força em sua bola para que acertasse a de , desviando sua rota para longe.
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  — Muito bem, vossa alteza — disse , ao dar um pulo, empolgada — aprendeste bem.
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  — Com a melhor, minha querida. — Ele piscou de leve para a esposa, sorrindo de canto, então sussurrou em seu ouvido: — Este jogo deu-me várias outras ideias.
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  — Mal posso esperar para compartilhá-las comigo. — Ela piscou de volta e olhou para o irmão. — Vossa vez, .
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   olhou atravessado para a irmã, demonstrando descontentamento pela jogada de vossa alteza.
  — Foste proposital, não é?! — perguntou à irmã.
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  — Sempre é proposital, meu caro irmão. — piscou de leve para ele, voltando o olhar para a cunhada.
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  , por sua vez, suspirou fraco e caminhou até sua bola, vosso marido a acompanhou para lhe transmitir calma e segurança. A determinada diamante, mesmo sendo perspicaz com o marido, naquele momento apenas tentava não o desapontar diante da disputa, porém, em uma tacada errada, sua bola acabou se distanciando ainda mais para dentro do jardim oeste, contemplado por labirintos de altos arbustos.
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  — Uau, isso que foi uma tacada excepcional — comentou Eloise, não contendo os risos.
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  — Um casal já foi, faltam dois — disse para a prima.
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  — Que vença a melhor — retrucou Eloise.
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  Longe daquela rivalidade, estava a procura de sua bola em meio aos arbustos do labirinto. Sua preocupação em não errar deu lugar às risadas que surgiam em seu rosto, quando finalmente encontrou o que procurava.
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  — Compartilhas com vosso marido o motivo destas risadas que me deixam fascinado? — perguntou ao aproximar-se dela.
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  — Por que vieste atrás de mim?! — perguntou confusa.
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  — Ainda somos um casal, pelo que me lembro — respondeu ele, com tranquilidade.
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  — Perdoe-me, estraguei nosso jogo — disse a mulher, com um tom baixo.
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  — Pelo contrário… — O homem pousou as mãos na cintura da esposa, trazendo-a para mais perto. — Abriste uma bela oportunidade para fazermos o nosso próprio jogo.
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  — Devo-me preocupar por vossas inúmeras cavalgadas noturnas com vossa alteza? — indagou .
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   riu baixo, tentando entendê-la.
  — Não penses que preciso de vossa alteza para influenciar-me — sussurrou ele em vosso ouvido, fazendo-a arrepiar. — Minha mente possui vossas próprias idealizações e anseios…
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  — Milorde… — sussurrou ela de volta, sentindo seu toque.
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  O que dizer de um casal jovem e cheio de desejos?!
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Lady Lewis.

Garota, você sabe que eu quero seu amor
Seu amor foi feito a mão para alguém como eu
Venha agora, eu te guio.
– Shape Of You / Ed Sheeran

XXIV. Encontre-me no solário

  Se existe uma insegurança em nossas vidas, é de não saber o que o futuro nos reserva. Desde o abrir dos olhos pela manhã até o seu fechar à noite, inúmeros acontecimentos cercam nosso dia, em sua maioria inesperados, e quando ousamos planejar algo, o imprevisível aparece para mostrar-nos que o viver é uma surpresa, por isso sempre acontece no presente.
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  E assim estava o nosso rubi com seu corpo trêmulo parada em frente à porta da biblioteca, sem saber o que pensar nem mesmo como reagir diante do que estava por vir. Segundo as palavras de sua criada, o cavalheiro que se encontrava do outro lado era o vosso noivo, a quem nem mesmo tinha certeza que existia e estava ali, a um cômodo de distância.
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  Ao mesmo tempo que sentiu um aperto no peito por medo do desconhecido, suas recordações de momentos com vossa graça invadiram a mente sem pedir licença com total profundidade. Sua mão tocou na maçaneta, mais alguns minutos para reunir a coragem necessária para adentrar o lugar.
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  Como ela queria estar feliz por tal momento, assim como as vossas amigas, havia um casamento, enfim, em sua vida, entretanto, imaginar que fosse um homem desconhecido a entristecia internamente. Claro que a filha de um nobre falido não deveria ter o direito de sonhar alto, casar-se por amor ou algo do tipo. Ela já deveria dar-se por satisfeita apenas em ter um cavalheiro disposto a desposá-la diante de tanta vergonha estabelecida em vossa família. Por mais que o causador de parte do seu infortúnio fosse o pai, ela não se dava o direito de culpá-lo, ambos sofreram com a morte da amada lady Bourbon, um fato inesperado e silencioso que desestabilizou por completo um homem que tinha todo o seu tempo voltado à família e ao amor da sua vida. 
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  Voltando ao presente, tinha agora a responsabilidade de seguir com os planos de matrimônio forjados pelo pai e reaver a honra que a família perdeu.
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  — Está a tanto tempo encarando esta porta, minha querida. — A voz de sua tia soou ao lado num tom de sussurro. — Não és obrigada a entrar, se quiser, digo que está indisposta.
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  — De qualquer forma terei que encarar meu futuro. — A moça voltou o olhar para a tia por um momento. — Então que seja agora, que me surgiu a oportunidade.
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   voltou a encarar a porta e após um longo respiro fundo, atraindo novamente a coragem, girou a maçaneta e abriu-a com suavidade. Assim que seus olhos avistaram o homem que estava em pé, de costas para ela, observando a paisagem noturna fora da janela, juntamente com o primeiro passo para adentrar, veio também um pequeno desespero que fez seu coração acelerar e seu corpo fraquejar, se era pelas proximidades do calor do verão não poder-se-ia afirmar, mas naquele instante, a visão da doce rubi foi ficando cada vez mais escura até que perdera seus sentidos.
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  — ! — A última coisa que a pobre donzela conseguiu ouvir fora a voz aflita de vossa tia a chamar-lhe com desespero.
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  Dizem que o corpo humano é uma máquina complexa e bastante curiosa. Sabe-se que para cada ação há sempre uma reação, quando estamos sob pressão ele nos responde de alguma forma para guiar-nos à estabilidade. E assim acontecera com , na ação de um súbito ataque de pânico e ansiedade pelo momento em que vivia, a reação de seu corpo fora desligar a chave geral para estabilizá-la internamento, ou seja, o famigerado desmaio.
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  — Hum… — O primeiro sinal de estabilidade veio de um resmungo, com seu corpo dando sinais de reflexos involuntários.
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  Contudo, a jovem Bourbon fora despertando aos poucos, percebendo a suavidade dos lençóis que a cobriam combinados a maciez de vossa cama. Não demorou muito para sentir os raios de sol que entravam pelas pequenas aberturas das cortinas tocando sua pele, suas pálpebras foram abrindo tão lentas quanto a visão que se mantinha ainda turva.
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  — Senhorita? — A voz de sua criada soou.
  — Franchy?! — Sua voz estava baixa e parecia cansada.
  — Senhorita, está se sentindo melhor agora? — perguntou a criada, ao segurar a mão de sua senhora. — Todos ficamos preocupados quando desmaiou.
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  — Ah… Isso realmente aconteceu? — se mostrou surpresa, como de fato estava, pois havia imaginado o desmaio como apenas um pesadelo.
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  — Sim, senhorita. — Assentiu Franchy, observando-a acordar por completo. — Vossa tia ficou ao extremo preocupada e mandou até mesmo uma carta ao lorde Bourbon.
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  — Meu pai, dar-lhe-ei mais esta preocupação. — Ela suspirou fraco. — E quanto ao…
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  Ela parou em silêncio por um tempo, tentando relembrar a imagem do cavalheiro na biblioteca.
  — Vosso noivo? — indagou a criada, completando.
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  — Sim. — Assentiu.
  — Também demonstrou preocupação, senhorita. — Assegurou ela, com o olhar gentil. — E pediu que lhe entregasse este bilhete, caso acordasse agora pela manhã.
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  A criada retirou o papel que estava escondido no meio de seu avental e entregou-lhe um pouco empolgada. Parecia feliz pela possibilidade de um futuro casamento de sua senhora.
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  — Agradeço, Franchy, por manter a discrição — disse , com um sorriso gentil.
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  Assim, ao desdobrar o papel começou a lê-lo:

  “Estimada senhorita Bourbon, espero que estejas bem, diante do ocorrido na noite anterior.
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  Peço que me perdoe pela minha presença repentina e talvez deva ter sido esta a causa do vosso mal-estar. Se permitir, desejo o prazer de vossa companhia nesta manhã, caso a senhorita já esteja melhor.
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  Estarei à vossa espera no solário de minha propriedade.
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Ansiosamente, vosso noivo.”

   demorou alguns minutos para absorver a última frase, estranhando também o bilhete não estar assinado adequadamente. Seu olhar voltou-se para a criada que mantinha certa curiosidade disfarçada de sorriso no canto do rosto.
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  — Então, senhorita, terá uma resposta para dar? — perguntou Franchy.
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  — Acho que sim, seria indelicado de minha parte se não o respondesse. — A mulher respirou fundo e apontou para os papeis que estavam em cima da escrivaninha.
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  Assim a criada correu até o móvel e pegando-os entregou a ela com o tinteiro. A jovem rubi permaneceu por alguns minutos encarando o papel em sua mão sem ter a mínima ideia do que escrever, as palavras pareciam faltar-lhe de uma forma inexplicável. Tomando impulso, finalmente conseguira iniciar sua escrita.
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  “Bom dia, meu bom senhor.
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  Confesso-lhe que não encontro palavras para expressar, sinto-me envergonhada por tal ocorrido. Peço que me perdoe por lhe trazer preocupações justo no dia em que lhe conheceria, e ainda fazê-lo pensar ser o culpado.
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  Certamente desfrutar de vossa companhia seria uma honra, entretanto, encontro-me indisposta e o senhor merece uma companhia que não lhe traga mais nenhum incômodo. Por isso, apenas tenho um pedido, que possamos adiar este encontro para a próxima manhã.
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  Prometo ao senhor que estarei melhor.
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Atenciosamente, vossa noiva.”

   sentiu seu coração acelerar um pouco, ao dobrar o papel e entregar à sua criada. Não sabia explicar o que estava acontecendo internamente, mas certamente havia uma ansiedade por poder ver o rosto daquele cavalheiro.
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  Após sua criada deixar o quarto com a missão de fazer o bilhete chegar ao cavalheiro, ela levantou-se da cama e deu alguns passos até a janela voltando o olhar para a mesma observando a beleza da paisagem que é desfrutada todos os dias. Com o verão ascendendo, o dia se mostrava caloroso e bem sugestivo aos amantes do campo.
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  — ?! — Dois toques na porta lhe atraíram a atenção, assim como a voz de sua tia.
  — Tia Poppy. — a olhou com suavidade, com um sorriso sutil e espontâneo. — Perdoe-me por preocupá-la.
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  — Oh, minha querida — Poppy adentrou mais o quarto indo em sua direção para um abraço reconfortante —, mão me peças desculpas por algo que nem mesmo vós és a culpada… Sei que tens passado por tantas coisas, sentimentos e pressões em honrar vosso pai… Não deverias passar por isso.
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  — Estou bem, minha tia… Acho que não consegui conter-me noite passada, confesso que pensava mesmo que não existia um noivo e que minha vinda para a Escócia era apenas para não trazer mais vergonha ao meu pai. — sentiu seu coração apertar, suas emoções começaram a ser expostas em forma de lágrimas no canto dos olhos.
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  — Minha pequena. — Sua tia a abraçou novamente com carinho.
  — Após dois anos sendo o desprezo de todos por não ter a beleza que se espera de uma donzela… — A primeira lágrima caiu de seus olhos. — Já me sinto afortunada pela mudança que me fizeste no outono passado.
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  — Não lhe fiz nenhuma mudança, sempre foi uma menina muito bonita, meiga e delicada, apenas precisava ter a coragem de se olhar no espelho e se sentir assim. — A tia ergueu a mão e limpou a lágrima dela, mantendo o sorriso no rosto. — Só me entristece pensar que o senhor que desposará esta linda jovem em minha frente, não é o cavalheiro que lhe toma os pensamentos.
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  — Está tudo bem, tia Poppy, o cavalheiro que tem meus pensamentos certamente nem deve lembrar-se que eu existo. — Ela enxugou as lágrimas que se criaram no canto dos olhos e forçou um sorriso. — Posso desfrutar do desjejum que preparaste para mim?
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  — Claro, minha querida. — Poppy sorriu com gentileza e se afastou de leve. — Peço que se troque e crie expectativas, pois nosso desjejum será em grande estilo e em meio a natureza.
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   assentiu e observou-a se retirar.
  Mesmo com seu futuro desconhecido, ela deixou-se animar por aquele dia, afinal, nada como as loucas invenções de tia Poppy para lhe trazer o ânimo e deixá-la mais esperançosa.
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  Com o retorno de Franchy, finalmente ela pode escolher com calma um belo e refrescante vestido do campo para a ocasião. Um penteado simples, o rosto com um leve protetor solar deixando transparecer vossa beleza natural e um sorriso esperançoso que orgulhou até mesmo a criada que tanto torcia pela felicidade de vossa senhora. 
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  Logo um suspiro inesperado soou de si, assim que olhou-se pela última vez no espelho, ela não entendia exatamente o que sentira naquele momento, mas lá no fundo, estava um pouco mais aliviada pelo ocorrido ter acontecido ali e não em vossa casa em Londres.
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  De certa forma, havia uma energia positiva que a doce rubi sentia dos campos de lavanda próximos à propriedade do tio, o que lhe transmitia paz e aconchego. Decidida a esquecer seus problemas e temores pelo menos diante daquele dia, ela saiu do quarto e desceu as escadas, motivada, encontrando o olhar empolgado da tia a vossa espera com uma cesta em mãos e inúmeros assuntos na mente para distraí-la. 
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  Tia Poppy já tinha todo o roteiro das atividades daquele dia descrito em vossa mente esquecendo-se do desmaio acidental, nem mesmo preocupou-se com a temporária fragilidade física da sobrinha. Afinal, o primeiro dia do verão deve ser celebrado com euforia, aproveitando o frescor que apenas o campo lhes proporcionava.
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  — Para onde iremos, tia Poppy, que precisaremos de cavalos? — perguntou curiosa por adentrarem os estábulos do lugar.
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  — Para o lugar que eu considero mais precioso daqui — anunciou ela, ao montar primeiro. — Vamos lá?
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   não teve muita opção a não ser montar no outro cavalo e criar as expectativas propostas por vossa tia. Seguindo para o norte, ambas passaram por uma clareira que separava a propriedade do senhor Kerr, do vizinho ao lado, continuando na mesma direção com a condutora sem preocupar-se se estava ou não a invadir alguma propriedade alheia.
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  — Tia Poppy, a senhora sabe mesmo para onde estamos indo? — perguntou , insegura com a noção geográfica que a tia tinha.
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  — Claro que sim, minha querida, conheço essas terras como a palma de minha mão. — A tia parou de repente e a olhou confusa. — Por quê?
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  — É que… A poucos metros acabamos de invadir uma propriedade — explicou ela, ao parar o cavalo também, um tanto assustada com o olhar sereno da tia. — Não achas imprudente?
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  — Não quando o dono é noivo de minha sobrinha — respondeu a mulher, com mais tranquilidade ainda.
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  O corpo de gelou um pouco. Não apenas pelo fato em si, como também por imaginar que aquele passeio fora um plano de vossa tia para lhe apresentar o tal noivo, ou, na pior das hipóteses, até mesmo esbarrar ao acaso com ele. Isso trouxe-lhe insegurança novamente e Poppy percebeu de imediato.
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  — Não se preocupe, minha querida, ninguém além de mim sabe para onde vamos e vosso noivo nem mesmo sonha que exista tal lugar em uma propriedade tão grande como essa. — A senhora riu de leve. — Não vos aflijais, pois não planejei nenhum encontro casual entre ambos.
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  — A conheço o suficiente para saber que não me deixaria em tal situação. — Assentiu , com um sorriso singelo para a tia.
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  — Então, continuemos. — Poppy devolveu o sorriso e continuou a seguir com o caminho.
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  De fato, tia Poppy estava certa sobre uma coisa, a propriedade do noivo em questão era a maior e mais cobiçada de toda a Escócia, afinal, para um cavalheiro de sua posição, era de se esperar. Terras imensamente produtivas e muito bem cuidadas, transmitia ao povo que trabalhava nelas a segurança de boas colheitas e prosperidade a todos que o serviam naquela região. E não nos esquecendo dos diversos bosques e florestas que enchiam os olhos de muitos amantes da natureza, envolto as colinas que pareciam. Parecia uma paisagem pintada à mão por Deus, de tão bela.
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  — Chegamos — disse tia Poppy parando o cavalo e já descendo.
  — É lindo — sussurrou ao parar o dela e descer também com a ajuda da tia.
  Nossa doce rubi ainda se impressionava com as habilidades de sua tia em cavalgar, o carinho que a mesma demonstrava pelos cavalos e de como aqueles animais pareciam ter afinidade com ela, contudo, tal lugar reservado era uma pequena área verde escondida por altas árvores que os antigos chamavam de bosque solitário, localizava-se entre duas colinas. A região de Inverness tinha mesmo sua beleza escondida que a fascinou sem esforços.
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  — Que lugar é este? — perguntou , curiosa.
  — O bosque solitário — respondeu Poppy, pegando a cesta amarrada nas rédeas do cavalo e seguindo para perto dos arbustos. — Muitos têm receio de vir aqui, pelas muitas histórias que giram em torno daqui, mas eu acho incrível a vista.
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  — E quais histórias seriam essas? — A jovem a acompanhou com o olhar, observando a tia estender a toalha e ajeitar os alimentos sobre a mesma com cuidado.
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  — Bem, a mais famosa de todas é de um casal de famílias rivais, mesmo com sentimentos proibidos um pelo outro, ambos trocaram juras de amor neste lugar, assegurando que jamais se entregariam a outra pessoa… — Tia Poppy assentou-se na beirada da toalha e olhou para a sobrinha, gesticulando para que fizesse o mesmo. — Entretanto, ambos estavam fadados por vossas famílias a casarem-se com pessoas que não amavam, então, decididos a passarem a eternidade juntos, o casal marcou um encontro para despedir-se da vida nesta terra e seguirem juntos para a eternidade.
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  — E eles fizeram isso? — perguntou , em choque com a história.
  — O cavalheiro sim, porém a donzela fora descoberta pelos pais e forçada ao casamento às pressas, assim que o rapaz voltou a este lugar não encontrando a amada, apenas uma carta escrita por ela pedindo para esquecê-la, de coração partido ele cumpriu vossa parte no acordo — continuou, ao mordiscar um morango que estava na cesta. — Chamam esse bosque de solitário por causa deste cavalheiro que permanecerá na eternidade sozinho sem vossa amada.
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  — E quanto a donzela? O que aconteceu com ela? — indagou .
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  — Não se sabe, apenas que nunca mais sorriu novamente pelo que aconteceu com vosso amado — respondeu a tia. — Dizem que os gritos de choro dela ecoam pelas árvores deste bosque de tempos em tempos, e que o lugar traz má sorte para quem entra, por isso as pessoas não vêm aqui.
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  — E a senhora ainda vem aqui? — surpreendeu-se pela coragem da tia.
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  — Não acredito em má sorte, acredito em saber aproveitar as oportunidades e desafios que o mundo lhe proporciona — explicou Poppy com segurança. — Se pensarmos que tudo irá mal, então irá, pensamento positivo é a chave para uma boa vida.
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  — Queria ser assim — sussurrou para si.
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  Tia Poppy, minha cara, é como esta autora sempre diz: Se a vida lhe der limões, faça uma limonada e refresque-se neste caloroso verão.
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  — Além do mais, olhe esta vista, que má sorte há em contemplar a natureza? Ter medo de histórias antigas que nem sabemos se é verdade? — Poppy riu de leve e suspirou apaixonadamente. — Se há má sorte, certamente fora quebrada, pois este é o lugar que o senhor Kerr pediu-me em casamento… Sob um céu estrelado do outono com o balançar do vento fazendo as folhas caírem.
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  — Que romântico. — Os olhos de brilharam com as palavras da tia.
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  — Sim, muito — concordou.
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  Elas sorriram uma pra outra e começaram a degustar o desjejum preparado pela tia. Diversas frutas frescas e pequenos brioches doces para começar bem o dia. Em um momento de contemplação, Poppy voltou o olhar para o sul notando algo novo na paisagem, afinal, ela nunca havia estado naquela parte do bosque, pois vossa preferência sempre fora a parte mais próxima a clareira.
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  — Interessante — comentou ela.
  — O que? — a olhou.
  — Eu não costumo vir muito a este lado do bosque, e nem imaginava que teria um lugar mais confortável aqui para assentar, porém não sabia que aqui dava vista para o castelo da colina — explicou ela, mantendo o olhar na edificação e apontando para a sobrinha.
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  — Castelo da colina?! — voltou o olhar para onde a tia apontou, vendo o lugar mencionado.
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  — Sim, é chamado de Collis Castelli, latim… — respondeu a mais velha, continuando. — E saiba que pertence ao nosso vizinho assim como este bosque, dizem que a torre mais alta deste castelo permite uma vista panorâmica para toda a região de Inverness… Meu sonho é conhecer esse lugar.
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  Tia Poppy tinha razão em ser fascinada pelo Collis Castelli. Uma edificação construída totalmente em pedra ao longo do século XIV e considerada uma das mais antigas do país que continuam ativas como residência localizada no alto de uma colina, pertencendo há mais de dez gerações à mesma família. Por mais que pareça ser um castelo frio e gélido pela arquitetura em estrutura e paredes de pedra, a decoração interna de todo o lugar fora pensada para transmitir ao máximo conforto e aconchego. Tendo sofrido algumas reformas de tempos em tempos, atualmente conta com uma paleta de cores mais suave em tons pastéis nos tecidos dos estofados e a mobília com um amadeirado mais claro e sutil, deixando de lado a exuberância do estilo medieval, as tradições do estilo clássico e as influências luxuosas de Paris.
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  — Sente ansiedade por conhecê-lo? — perguntou tia Poppy, em curiosidade.
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  — Falas do castelo, ou do dono? — devolveu a pergunta, mantendo o olhar na edificação.
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  — De ambos — brincou tia Poppy, para descontrair a conversa. — Não sintas pressionada a isso, minha querida, já carregas preocupações demais…
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  — Agradeço por tentar me tranquilizar, mas… Não poderei abusar por muito tempo da paciência e compreensão de alguém que não conheço — comentou o rubi.
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  — Achas que o aborreceu pelo desmaio? — Vossa tia riu de leve. — Fatalidades acontecem, minha querida, olhe para mim, desmaiei na noite de núpcias, deixando o senhor Kerr desesperado.
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   permaneceu em silêncio, mantendo o olhar no horizonte, enquanto a vossa tia, em risos, desviou a atenção para os pedaços de brioches. Internamente o rubi indagava-se: Como o vosso pai conseguira arranjar-lhe um casamento com alguém tão importante? E desde quando lord Bourbon tinha conhecidos na Escócia além do senhor Kerr e tia Poppy?
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  — Senhor Kerr! — A voz de Poppy soou empolgada pelo hall de entrada da casa, assim que retornou com a sobrinha e encontrou-o vindo do corredor em que se encontrava o escritório. — Retornaste mais cedo hoje.
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  — Minha senhora. — O homem manteve o olhar sério e vagamente inexpressivo, porém com suaves expressões de preocupação. — Os criados sinalizaram a vossa ausência durante o dia.
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  — Vossa esposa estava a aproveitar o frescor do dia apresentando as belas paisagens das colinas locais para a sobrinha. — A forma como Poppy especificou, fez com que o marido já entendesse para onde exatamente fora, e, voltando o olhar para a jovem Bourbon, assentiu com o rosto a explicação dela.
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  Poppy aproximou-se mais um pouco do marido e sussurrou algo em vosso ouvido, então retornou para perto da sobrinha e a puxou consigo em direção às escadas. Já no corredor dos quartos, a animada tia aconselhou-a a banhar-se um pouco para refrescar e aproveitando para se livrar dos vestígios de terra e folhas que adquiriram no seu piquenique. A doce rubi assentiu e adentrou o quarto, sendo recebida por Franchy que a aguardava próximo a janela.
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  — Franchy? O que faz aqui? — perguntou ela, estranhando ao ver que a banheira em vosso quarto estava cheia de água.
  — A senhora Oslo pediu-me para preparar vosso banho agora ao pôr do sol — respondeu prontamente. — Eu nem mesmo sabia de vossa localização, apenas assenti à ordem.
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  — Ah, certamente minha tia está envolvida. — riu baixo. — Ela sempre teve uma ótima percepção de tempo e espaço.
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  — A senhorita pretende banhar-se agora? — perguntou a criada.
  — Sim, mas prefiro fazê-lo sozinha, agradeço por preparar meu banho, retire o restante da noite de descanso, Franchy — disse a jovem, com um olhar gentil. — E obrigada por… O bilhete.
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  — Ah, sim, senhorita Bourbon. — Em um impulso de memória, a criada lembrou-se de um detalhe. — Bilhete entregue em mãos e o convite estendeu-se para amanhã ao nascer do sol.
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  — Agradeço, e tenha uma boa noite, Franchy — disse .
  — Boa noite, senhorita . — A criada sorriu de volta retirando-se em seguida.
  A doce rubi espreguiçou-se de forma demorada e logo sentiu um fundo no estômago. Após o desjejum com a tia e passar horas cavalgando pelos campos, nem mesmo houve uma pausa para o almoço sendo a fome acalentada pelas sobras das frutas do cesto.
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  Após o banho, vestiu os trajes apropriados e pediu a um dos criados para que o jantar fosse servido em vosso quarto. Por mais que fosse inspirador ver a forma em que tia Poppy e o senhor Kerr interagiam na presença de outras pessoas, ela somente desejava descansar após aquele dia.
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  Com o nascer do sol, foi despertando lentamente graças a um feixe de luz que passava pelas cortinas, ao abrir os olhos, sua mente fora rápida o bastante para relembrar o compromisso daquela manhã. Erguendo o corpo no susto da batida na porta, sentiu a cabeça rodar de leve.
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  — Sim?! — disse ela, elevando um pouco mais a voz.
  — Minha querida, já está acordada? — a voz de tia Poppy soou do outro lado da porta.
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  — Sim, acabei de acordar. — Seu tom era baixo em quase sussurro.
  — Eu não quero te assustar, querida, mas acho que deveria se aprontar de imediato pois há uma carruagem lhe aguardando — anunciou tia Poppy, com um tom impressionado. — Acho que vosso noivo é bem pontual.
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  Após alguns segundos absorvendo a informação, finalmente despertou por completo e levantou-se da cama seguindo até a porta. Do lado de fora, tia Poppy mantinha um olhar animado acompanhada de Franchy que já pensava no vestido certo para a ocasião especial. Enquanto a criada adentrou seguindo até o armário de vestidos, tia Poppy segurou na mão de sua sobrinha guiando-a até a penteadeira para ajeitar os cachos de vosso cabelo.
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  — Então, como estou?! — perguntou , ao olhar-se no espelho.
  — A semelhança que tens com vossa mãe agora emociona-me muito — disse a tia, transbordando orgulho. — És ainda mais linda, minha querida.
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  — Obrigada, minha tia, por tudo. — A rubi abriu um sorriso singelo para ela, então voltou a atenção para a criada. — E agradeço a vós também, Franchy, por sempre torcer por mim.
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  — Imagina, senhorita , sempre foi tão amável comigo e vossa família sempre cuidou da minha. — Franchy sorriu de volta.
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  — Acho que devo ir agora. — O último suspiro antes de deixar o quarto.
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  Subir em uma carruagem sem saber exatamente o que acontecerá ao chegar ao destino final fez com que passasse todo o caminho pensativa no que encontraria quando chegasse. Senhor Hilte, o mordomo, prontamente a aguardava no jardim frontal, com o parar da carruagem em frente ao homem, recebeu de imediato a ajuda para desembarcar.
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  — Bem-vinda ao Collis Castelli — disse o senhor Hilte, ao recebê-la agora formalmente. — Meu senhorio a aguarda no solário.
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  Ela assentiu com a cabeça e o seguiu pela trilha de pedras ornamentais. Pelo caminho, observou bem a sutileza das flores que compunham os canteiros do jardim, formando um padrão de cores definidas em brancas representadas por lírios e jasmins, e misturadas aos rosas representados por camélias e peônias. Nem mesmo em toda primavera ela havia sentido tamanho perfume quanto o que sentia ali.
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  — Senhorita? — disse Hilte, chamando-lhe a atenção.
  Ela havia parado por um momento, perdendo-se na beleza das flores, e deixou que a distração a envolvesse esquecendo da pessoa que a aguardava.
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  — Está tudo bem, senhorita? — indagou o homem.
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  — Sim, perdoe-me. — Ela sorriu de leve, um pouco sem graça e voltou a caminhar seguindo o mordomo.
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  Poucos metros adiante e finalmente chegara ao solário. Com a estrutura toda em madeira e vidro, recém-construído há dois anos, era a edificação mais iluminada da propriedade e totalmente diferente da arquitetura do castelo. Em um movimento rápido, o senhor Hilte girou a maçaneta e abriu a porta, gesticulando para que ela entrasse.
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  O primeiro passo fora amedrontado, entretanto, o segundo seguiu mais firme. Não tinha como fugir do futuro que a aguardava, e o mesmo seguia parado de costas para ela, bem ao fundo do lugar, observando a paisagem do lado de fora.
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  — Senhor? — A voz da rubi soou leve e suave, mesmo internamente estando em total desespero.
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  O cavalheiro sentiu o corpo arrepiar com a doçura daquela voz, um sorriso discreto formou-se no canto do seu rosto assim que se moveu para se virar. O olhar de iniciou confuso formando um misto de surpresa e inexpressividade, enquanto ele manteve seu rosto sério e sereno.
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  — Vossa graça? — sussurrou ela, sem saber se colocava como uma pergunta ou afirmação, não entendendo se o rosto do cavalheiro a vossa frente era realmente o que de fato via, ou uma miragem do que ardentemente desejava ver.
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  E eis que finalmente a última peça se encaixa.
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Lady Lewis

Obrigado, me desculpe, eu te amo
Tudo isso não é suficiente para expressar meu tudo
– Promise / EXO

XXV. O Rubi de Whosis

  A maior verdade que sabemos sobre a vida é que ela é imprevisível. Nada acontece como esperamos e quanto mais achamos que não seremos impressionados, eis que a figura de um duque secretamente apaixonado aparece diante de um coração ansioso e aflito. Poder-se-ia dizer que a surpresa é de fato agradável e positiva, entretanto, internamente o rubi se encontrava em um misto de confusão e choque, o qual se notava por sua expressão estática ainda encarando o homem diante dela.
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  — Acaso isto é uma brincadeira, meu senhor? — sussurrou ela, forçando a voz sair.
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  — Não costumo brincar com assuntos deste nível de seriedade. — Ele manteve o olhar sério, assim como o tom de voz.
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  Vossa graça seguia controlando a confusão de seus pensamentos, mantendo-se certo de vossas decisões. Após confrontar lord Bourbon e arrancar a verdade sobre não haver nenhum noivo para , trouxe-lhe alívio e ao mesmo tempo incertezas fazendo-o se questionar em todo o caminho para a Escócia, se realmente estava fazendo o certo em desposá-la. Se realmente os sentimentos que detinha pela jovem dama eram de fato amor e não piedade. Quanto mais refletia, mais lhe crescia a certeza de que a única coisa que não desejava era vê-la nos braços de outro cavalheiro.
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  — Era o senhor, o tempo todo? — indagou ela, ainda atordoada. — Sabendo minha aflição sobre… E não me contaste?
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   permaneceu em silêncio, abaixando sutilmente o olhar, aquele era um assunto que deveria ter diretamente com o pai, já a jovem se sentiu enganada imaginando que certamente o cavalheiro tinha se divertido em brincar com vossos sentimentos ao lhe beijar propositalmente.
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  — Senhorita… — Ele deu dois passos para se aproximar.
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  Entretanto, ela o parou ao gesticular com a mão direita em um pedido silencioso para manter-se afastado. Logo, fechou os olhos, respirando fundo sentiu um aperto no coração e suas pernas falharem. Seu emocional, já abalado pelo dia anterior, não havia recuperado o suficiente para aquela revelação.
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  — Eu acho que… — Ela elevou a mão até a testa, e seu corpo cambaleou involuntariamente.
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  — Senhoria Bourbon — de imediato, vossa graça a amparou em seus braços tentando não se desesperar —, a senhorita está bem?
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  — Não… — sussurrou ela, segurando com um pouco de dificuldade no braço dele. — Eu quero ir para…
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  Antes que pudesse terminar a frase, perdeu a consciência com seu corpo desfalecido nos braços de vossa graça. não perdeu tempo em gritar seu mordomo para que buscasse o doutor na cidade de imediato e, na oportunidade, também avisasse a família da jovem o ocorrido. Zelando por seu bem-estar, ele a levou no colo até o quarto principal do castelo, que lhe pertencia. Apoiando o corpo da rubi na cama, ele afastou-se logo sentindo culpa por lhe causar tal constrangimento, então, seguindo para o hall de entrada da construção, controlou sua impaciência com a demora do médico.
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  Não demorou muito até que o doutor Frederiksen adentrasse o castelo acompanhado de seu aprendiz. Na presença da governanta do castelo, a senhora Lamberg, que ficara no quarto principal observando a paciente, o médico examinou-a com atenção e lhe ajudou a recobrar a consciência, com seu preparado.
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  — Hum?! — sentiu sua mente atordoada e pesada, seguido de um cheiro forte e desconfortável.
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  — Ah, finalmente — disse o médico aliviado por ela dar sinais positivos. — Senhorita Bourbon.
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  — Doutor… — Ela o reconheceu de imediato, porém, ao olhar a sua volta, estranhou o lugar em que se encontrava. — Onde estou?
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  — Está no Collis Castelli, senhorita Bourbon — respondeu a senhora Lamberg, tomando a frente.
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   voltou o olhar para o médico que assentiu com a cabeça. Ele lhe explicou que o motivo do desmaio fora puramente emocional e pediu para que descansasse por ora e se alimentasse adequadamente. Assim que o homem se retirou do quarto, a jovem voltou a atenção para a senhora que se mantinha de pé próximo a janela.
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  — Quem é a senhora? — perguntou, curiosa.
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  — Meu nome é Francesca Lamberg, milady — respondeu ela em um tom firme, porém baixo. — Sou a governanta do castelo, vossa graça pediu-me para cuidar da senhorita.
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  — Imaginei mesmo que eu não estivesse em casa — sussurrou ela, se encolhendo um pouco. — Em que quarto me encontro?
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  — No quarto de vossa graça, milady — respondeu a governanta, direto.
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   nem mesmo teve tempo para criar uma reação à informação e a porta do quarto abriu-se com a imagem de uma tia preocupada adentrando o ambiente seguindo em sua direção. Tia Poppy a abraçou sem cerimônias, ignorando parcialmente a presença da criada, afinal, não era comum algo do tipo acontecer a jovem e por certo o diagnóstico do doutor se alinhava com os pensamentos da tia aflita.
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  — Minha querida, como está? — perguntou Poppy, dando um sorriso singelo.
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  — Estou bem, eu acho — disse a sobrinha, forçando um sorriso confiante. — Apenas não estou sabendo controlar minhas emoções.
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  — Oh, minha querida… — A tia deixou transparecer um olhar de empatia. — Imagino que não esteja sendo fácil.
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  — Nem um pouco. — Admitiu . — A senhora sabia? Quem era ele?
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  — Bem, em parte… — Poppy tentava encontrar as melhores palavras para não magoar ainda mais a sobrinha. — Eu sabia que era um homem importante pelo fato de ser o dono deste castelo, mas não que era um duque… Já o conhecia, ?
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  A sobrinha olhou para a criada, não se sentia à vontade para falar do assunto em sua presença. E foi o que a tia percebeu.
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  — Poderia nos deixar à sós — pediu a tia, em tom de ordem.
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  A criada fez uma breve reverência e retirou-se do quarto, fechando a porta, entretanto, nós sabemos que o maior passatempo da criadagem são as inúmeras fofocas que circulam em torno da vida de seus senhores, e desde o fatídico falecimento da duquesa não há um só criado que não esteja curioso para saber sobre a suposta donzela que tomará este lugar. Não vos recrimino, meus caros, pois esta autora aqui está a vários capítulos aguardando pelo desfecho desta história. E, no mais, quem nunca gostou de uma boa fofoca, principalmente envolvendo os nobres ingleses.
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  — Está mesmo bem? Ou apenas dizes isto para não me preocupar? — Reforçou Poppy, olhando-a com ternura.
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  — Estou, minha tia, é como o doutor me disse, meus desmaios foram puramente emocionais, foram dias cheios de surpresas e incertezas, afetaram-me mais do que imaginei — confessou ela.
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  — Estou a vosso lado, seja qual for a decisão, não és obrigada a casar-se se de fato não o quiseres. — Assegurou a tia, empática às pressões vividas pela sobrinha. — Tens abrigo diplomático em minha casa. — Completou num tom de brincadeira.
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  — És tão amável — disse , sorrindo mais levemente para ela. — Agradeço tanto cuidado comigo, tia Poppy.
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  — O prazer é meu em ter uma sobrinha tão maravilhosa quanto vós. — Ela a abraçou novamente.
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  Mais algum tempo de conversa com abrindo o coração para tia, contando-lhe sem muitos detalhes como conhecera vossa graça, revelando vossa postura diante do acidente que ocorrera na biblioteca de lady Danbury, e omitindo o beijo perturbador de pensamentos. Após ser deixada no quarto pela tia, violou a ordem médica de repouso e levantou-se da cama indo até a janela, ainda estava claro e o sol começava a dar indícios de se pôr. Parada por algum tempo contemplando a paisagem, de repente, algumas vozes foram ouvidas do corredor até que o girar da maçaneta lhe chamou a atenção.
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  A porta do quarto se abriu revelando a presença de lorde Bourbon.
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  — Papai — disse ela, num tom baixo, notando que o homem estava acompanhado de vossa graça. — Vossa graça.
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  — Olá, minha querida, ficamos preocupados — comentou lorde Bourbon agindo com tranquilidade, como se não houvesse preocupações com o ocorrido.
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  — A senhorita sente-se melhor? — perguntou vossa graça, mantendo o olhar fixo nela.
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  — Sim, senhor. — respirou fundo, pedindo: — Perdoe-me abusar de vossa bondade, mas vossa graça poderia deixar-me à sós com meu pai?
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  — Claro, imaginei que desejasse isso. — manteve-se compreensivo ao momento. — Os deixarei à sós.
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  Assim que o duque se retirou do quarto, lord fechou a porta para mais privacidade e retornou a atenção para a filha, que pelo olhar demonstrava vosso desapontamento com o silêncio do pai.
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  — Sei que lhe devo algumas explicações, minha querida — iniciou ele, vossas palavras pareciam soar arrependimento —, e que nenhuma delas vai mudar o fato de vosso pai ter sido egoísta o bastante para não pensar em vós e nos vossos sentimentos… Mas estava tão envergonhado por meus atos falhos que não consegui pensar em outra alternativa a não ser criar um noivo imaginário para lhe garantir a honra.
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  , ao ouvir aquelas palavras, apoiou-se no beiral da janela, não querendo acreditar que de fato suas suspeitas, misturadas aos comentários de muitos, estavam corretas. Não havia um noivo, nunca houve um noivo e nunca haveria um noivo… Mas, onde entraria vossa graça nesta história, que bagunçou toda a sua estrutura já fragilizada pela realidade?
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  — Se não havia um noivo… Como vossa graça… — Ela respirou fundo, tentando absorver a chuva de pensamentos que a invadiam.
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  — Após vossa vinda ao campo, o duque veio até nossa casa, perguntar-me sobre o noivo… — Lord Bourbon parou por um momento lembrando-se do ocorrido e de como ficou surpreso pelo interesse do cavalheiro por informações mais concretas do assunto. — Por sua persistência, não tive outra escolha a não ser revelar-lhe a verdade… Então, como um cavalheiro, de imediato fez-me o pedido.
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  — Então, se vossa graça não tivesse o confrontado… — Ela começou a refletir um pouco mais e tirar suas próprias conclusões. — Deixaria vossa filha envelhecer no campo à espera de um noivo que jamais existiu?
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  Lord Bourbon apenas abaixou o olhar silenciando-se, não tinha resposta para lhe dar. Diante disso, o coração de apertou-se de tristeza, com as lágrimas formando no canto dos olhos sendo seguradas ao máximo.
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  — Deixe-me sozinha, por favor — pediu ela, dando as costas para o pai ao sentir a primeira lágrima rolar pelo rosto.
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  — Espero que um dia esta filha possa perdoar vosso pai egoísta, mesmo este não merecendo — proferiu lord Bourbon, antes de se retirar do ambiente.
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  Ao ouvir a porta se fechando, desabou no chão pondo-se a chorar para aliviar a dor. Saber das ações do pai conseguia lhe deixar ainda mais desapontada, o que certamente era pior que a incerteza sobre os motivos de vossa graça ter se tornado seu noivo. Seria por piedade ou para lhe restituir a honra que parcialmente lhe tirara com o beijo proibido?
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  — ?! — A voz de Poppy soou da porta, seguido de seu barulho abrindo.
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  Logo a tia avistou a sobrinha sentada no chão ainda apática com as lágrimas escorrendo por seu rosto. Entrando mais que depressa, ela se aproximou e, ajoelhando ao lado, abraçou-a com ternura para lhe trazer conforto ao coração.
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  — Como se sente? — perguntou Poppy.
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  — Péssima, como se eu fosse um fardo ao meu pai, que o envergonha. — Ela se aninhou ao abraço da tia, chorando mais um pouco.
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  — Oh, minha pequena… — A mulher a aconchegou mais, acariciando os cabelos. — Se eu pudesse, jogava-o na forca pelo que fizeste contigo.
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  — Sinto-me esgotada agora, sem forças para definir sequer minhas emoções atuais — confessou a rubi ao suspirar fraco.
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  — Não se esforce, então — aconselhou a tia. — E desfazendo o abraço por um momento, a olhou com carinho. — Tenho algo a lhe falar, vossa graça pediu para que ficasse aqui, repousando em seus aposentos até o casamento. — Revelou a tia, observando a jovem com atenção. — Ele parece bem preocupado, no entanto, se desejar voltar, tens meu apoio.
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  — Ele realmente pediu isso? — indagou a moça, desacreditada.
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  — Sim, e se aceitar o pedido, Franchy ficará aqui convosco. — Assentiu Poppy. — Não precisa se não quiser… Este noivado, o casamento, apenas aceite se realmente desejar… Pro inferno com a honra de vosso pai.
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  As palavras abertas da tia fizeram rir por instantes.
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  — Eu ainda não sei o que meus sentimentos estão dizendo, mas… Não acho que devo recusar o pedido de alguém que demonstra preocupações comigo — disse ela, em resposta final.
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  Poppy sorriu para a sobrinha e abraçou-a novamente, bem apertado. Mais alguns minutos de conversa e desabafos, a tia despediu-se dela e se retirou mais uma vez, retornando para casa na companhia do senhor Keer. Lord Bourbon fora também convidado a hospedar-se no Collis Castelli com a filha, afinal, em breve estariam oficialmente em família. sabia muito bem dos riscos que seria um casamento com a rubi, pois financeiramente não receberia nenhuma libra pelo dote e, pior, seu dever continuava em assumir as dívidas do sogro e fazer prosperar as muitas terras improdutivas que lhe pertenciam ao norte do país. Um trabalho e tanto para o duque mais disciplinado que a coroa possuía. 
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  A noite passou lentamente, com ainda em repouso no quarto principal. Logo pela manhã, fora acordada ao som de pássaros do lado de fora, a janela estava aberta e com isso tentava puxar em sua memória o motivo de tê-la deixado assim. 
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  — Bom dia — sussurrou para si, espreguiçando um pouco.
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  — Senhorita Bourbon. — Franchy deu dois toques na porta e a abriu em seguida. — Já acordaste?
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  — Sim. — Assentiu erguendo mais o corpo e vendo a empregada entrar. — Bom dia, Franchy.
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  — Bom dia, minha senhora. — A criada sorriu com sutileza. — Vosso rosto está mais corado esta manhã, acredito que tenha descansado bem.
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  — Curiosamente sim, minha noite foi tranquila. — Assentiu.
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  — Vosso desjejum foi servido no solário a pedido de vossa graça — anunciou a criada. — Mas se a senhorita estiver indisposta, posso pedir para que tragam ao quarto.
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  — Não precisa, estou bem melhor hoje. — Garantiu a jovem, ao levantar-se da cama. — Apenas preciso de roupas mais adequadas para me retirar do quarto.
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  — Ah sim, minha senhora, trouxe comigo os vossos vestidos — disse Franchy, rindo de leve.
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  — Ajuda-me a me trocar, então? — pediu .
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  — Com prazer. — Franchy assentiu, saindo novamente do quarto para pedir a outro criado que trouxesse os baús com os vestidos.
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  Fora um momento divertido para a rubi, com as inúmeras opções dadas por Franchy para aquele dia. A sutil noção de moda da criada era alimentada pelas muitas conversas com a modista sobre os nobres tecidos vindos de Paris. O sonho da criada era se tornar uma grande estilista um dia, e economizava muito para isso.
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  — Bom dia, meu pai — disse ao descer o último degrau da escadaria, vendo-o adentrar o cômodo.
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  — Bom dia, minha querida. — Lord Bourbon, ainda envergonhado pelo transtorno causado a ela, manteve o olhar abaixado.
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  A doce jovem não conseguiu pronunciar mais nenhuma palavra, apenas se dirigiu para a saída. Caminhando pelo jardim, notou alguns criados ao longo observando-a entre cochichos. Era difícil para ela não se importar, afinal, se levar pelo histórico do passado de vossa graça, ela certamente estaria ali apenas para substituir a falecida e cumprir o dever de lhe dar herdeiros após o casamento.
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  — Vossa graça — sussurrou ela, ao entrar no solário e se encontrar com ele. — Imaginei que o senhor estivesse aqui.
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  — Agradeço por vir e por aceitar ficar — disse ele, se sentindo estranho por não conseguir expressar-se como deveria.
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  No rosto de surgiu um sorriso espontâneo. Por mais que estivesse confusa por seus pensamentos, era inegável a forma que seu coração acelerava apenas com o olhar do cavalheiro a sua frente, e não economizava na intensidade que emanava de si, pois internamente lutava contra os desejos que continha desde aquele beijo.
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  — Acompanha-me no desjejum? — perguntou ele, cordialmente ao afastar uma das cadeiras para ela.
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  — Sim. — A doce rubi deu alguns passos até ele e sentou-se.
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  Então o acompanhou com o olhar até sentar-se na cadeira ao lado. Ele poderia ter acionado os criados para tal coisa, contudo, fez questão de servi-la pessoalmente de forma atenciosa, pois vossa graça tinha a intenção de permanecerem à sós ali. O primeiro momento oficial sozinhos de muitos que seguiriam ao longo do matrimônio.
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  — Espero que tenha conseguido descansar — disse ele.
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  — Sim, felizmente sim. — Ela se mantinha retraída com seu jeito tímido de sempre, bastante constrangida com o olhar do cavalheiro. Não a recrimino minha cara, que donzela não estaria assim diante de um duque como este?
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  Mas se fisicamente estava descansada, não se estendia ao mental. Eles permaneceram um tempo em silêncio, enquanto degustavam dos pedaços de brioche, se esforçava para não o olhar, sabendo que a atenção do duque estava fixa nela. 
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  — Perdoe-me por não ter revelado sobre… — Ele, interrompendo o silêncio, procurava as palavras em sua mente. — Era um assunto entre a senhorita e o vosso pai.
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  — Não deves se desculpar, para ser honesta, eu o agradeço por tudo — confessou ela, mantendo o olhar na taça de suco. — Se não fosse o senhor, certamente jamais saberia a verdade. — Ela respirou fundo, ainda permaneciam inquietações internas.
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  — Tens algum questionamento? — indagou ele, ao percebê-la incomodada.
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  — Sim. — Ela levantou o olhar, tomando coragem para encará-lo.
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  — Diga. — Ele permaneceu sério como de costume.
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  — Por que fizeste o pedido? — perguntou ela sem rodeios.
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   sentiu um frio na barriga de nervosismo, nunca havia demonstrado tanta ousadia nas palavras diante de alguém.
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  — O que pensas sobre isso? — devolveu a pergunta.
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  — Que o senhor apenas o fez por causa do… — Ela suspirou um pouco, precisava seguir em frente. — Beijo.
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  — Inicialmente sim, novamente peço-te desculpas por meus modos, não deveria ter lhe faltado com o respeito, sou um cavalheiro e devo agir como tal — respondeu ele.
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  — Agradeço pela sinceridade, vossa graça — ela arredou a cadeira e levantou-se —, mas não se sinta obrigado a tal responsabilidade por causa de algo que certamente é insignificante para ambos… Casar-se comigo é casar-se com as dívidas do meu pai, sem dote e correndo o risco de tornar-se a chacota da nobreza.
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  — Senhorita. — Ele levantou-se também.
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  — Vossa graça, sinta-se liberado de vossas responsabilidades, eu não me sinto nem um pouco desonrada e podemos esquecer este assunto. — afastou-se da mesa, para se retirar.
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  Para a delicada rubi, pior do que passar a vida em solidão, seria casar-se com o homem amado apenas pela honra sabendo que não seria correspondida, pois no fundo ela já havia desacreditado do amor e de um final feliz como o das amigas. Após a verdade de não haver noivo, contentar-se com um casamento por piedade ou apenas cumprimento de regras, era o mesmo que estar fadada a tristeza.
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  — ! — O duque segurou firme em seu braço, aproximando-se mais seus corpos. — Permita-me continuar minhas palavras…
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  — Vossa graça. — Ela colocou a mão direita na altura do tórax do cavalheiro, sentindo seu corpo arrepiar com a proximidade.
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  — Desde aquele beijo, tem sido ainda mais difícil de tirá-la da minha mente — confessou ele, se aproximando mais, colando seus rostos a ponto de sentir a respiração da donzela. — No início desta temporada, eu tinha certeza que desposaria uma dama apenas para cumprir as exigências do meu título, mas então eu a vi pela primeira vez… Ao apresentar-se para a rainha, com um sorriso sutil nos lábios que me deixou paralisado. — Ele soltou seu braço, deslizando os dedos até a cintura dela. — Nunca gostei de frequentar os bailes da nobreza, mas apenas para vê-la comecei a ir em cada um deles… 
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  — Senhor… — sussurrou ela, com seu coração acelerado.
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  — Então, eu a vi no Vauxhall, dançando com o príncipe… — Naquele instante já sentia seus impulsos reprimidos a flor da pele.
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  O duque ficou repetindo para si mesmo internamente que era um cavalheiro e esperaria até o altar, entretanto, seus lábios involuntariamente tocaram os de , iniciando outro beijo ainda mais intenso e desesperado que o primeiro.
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  — Vossa graça… — ela sussurrou novamente, atordoada pela situação.
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  — … — Mais uma vez chamou-a pelo nome, em um tom mais baixo e envolvente. — Permita-me desposá-la, não há nada que eu mais desejo neste mundo que não seja a senhorita.
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  Ela manteve seus olhos fechados, sentindo a respiração dele ofegante. E mais uma vez, rendida aos movimentos de vossa graça, consentiu mais um beijo que a estremecia por inteiro.
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  — Então, minha querida? Como se sente? — perguntou tia Poppy ao abraçá-la mais uma vez, antes de descerem para o jardim.
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   olhou seu reflexo no espelho, alisando o deslumbrante vestido de noiva com rendas sutis e pequenas pedras de diamante espalhadas. Suas memórias voltaram a dois dias atrás, na declaração de vossa graça no solário, de como a deixou sem palavras e totalmente rendida ao segundo, terceiro e quarto beijo do casal. Ela havia percebido o esforço do autocontrole de vossa graça, assim que se afastou dela e se retirou sem mais palavras. Levou alguns minutos para que a jovem entendesse de fato o que tinha acontecido naquele lugar.
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  — Estou nervosa — ela desviou o olhar para o reflexo da tia — pelo que acontecerá após o casamento.
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  — Hum… Sobre a primeira noite do casal? — questionou a tia.
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  — Sim, a senhora nunca me contou sobre. — se virou para ela.
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  — Bem… — Poppy sentiu-se envergonhada, sem saber o que responder a ela. — Acontecem muitas coisas não somente na primeira noite, mas nas próximas e depende muito de como será o casamento.
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  — De como será o casamento, em que sentido? — indagou a jovem.
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  — Bem, casamentos sem amor certamente é mais doloroso… — Poppy parou por um tempo para pensar no que falara. — Bem, apenas saiba que quando há amor envolvido, é bem mais prazeroso para nós, as esposas.
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  — E quando não tem?! — Continuou ela, curiosa.
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  — Então, eu ouvi dizer que é um martírio — respondeu a tia. 
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  Poppy, lembrou-se da história de uma amiga que havia sido forçada a um casamento arranjado com um homem trinta anos mais velho. A pobre Nancy vivia dias de tristeza e terror sendo abusada pelo marido e aceitando o mesmo traí-la com as criadas da casa.
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  — Mas não se preocupe com isso, minha querida — Poppy voltou a sorrir, espalhando os pensamentos ruins —, pude perceber no olhar de vossa graça que ele tem fortes sentimentos por vós.
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  — Sim, ainda não acredito que o destino sorriu para mim desta forma — confessou a rubi, com um frio na barriga. — É muito para ser verdade.
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  — Pois então, acredite e pare com pensamentos negativos — reforçou a tia, feliz por ela. — Tenha um bom casamento e não se preocupe com a primeira noite, apenas permita-se descobrir mais de vosso marido, sem reservas.
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   assentiu com um sorriso e abraçou-a em gratidão.
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  E finalmente para o ansioso coração desta autora, nosso terceiro casamento mais aguardado da temporada. Espero que os pequenos herdeiros não demorem tanto a vir ao mundo, compensando nossa espera pelo matrimônio! E ao pôr-do-sol em uma singela e simplória cerimônia preparada no solário do Collis Castelli, para nada mais que quatro convidados conhecidos do duque além da família da noiva, eis que finalmente nosso rubi tornou-se a duquesa de Whosis.
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  A recepção dos noivos não demorou muito, afinal, o duque tinha sua fama de reservado e ponderado quando o assunto era festas ou algo desta natureza. Os cumprimentos dos convidados fora rápido e preciso, assim como a retirada da noiva para o quarto principal.
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  — Vossa graça — disse lorde Bourbon, ao adentrar o escritório do castelo para agradecê-lo.
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  — Lorde Bourbon. — o olhou, com serenidade, enquanto fechava um livro de registro.
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  Tenebrae, mesmo em festividade, possuía algumas responsabilidades para com seu ducado, que requeria vossa atenção para a próxima estação. Mesmo estando em meados do verão, o povo local já se inquietava devido a alguns prejuízos da safra deste ano, e para alguém perfeccionista como tal, bastava um motivo pequeno para preocupar-se de imediato.
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  — Sei que já o fiz desde que saímos de Londres, entretanto, mais uma vez quero lhe agradecer pelo que fez por minha filha — disse o pai.
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  — Tenho fortes sentimentos por vossa filha, milorde, então saiba que desposá-la não foi por piedade, e mesmo se houvesse um noivo, certamente o final seria o mesmo, pois não a permitiria casar-se com outro que não fosse eu. — Suas palavras seguras, fizeram o pai da noiva se surpreender.
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  — Vossa graça, não imaginei que de fato tinha sentimentos por . — O homem, soltou um suspiro mais aliviado. — Saber sobre isso, me deixa ainda mais feliz.
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  — Eu estava me retirando — disse —, mas, antes de me recolher, gostaria de pedir uma coisa.
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  — O que quiser, vossa graça — disse o pai, atento.
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  — Desejo que retorne amanhã mesmo para Londres, não se preocupe, pois terá alguém de minha confiança para instruí-lo em vossos negócios e necessidades. — Assegurou o genro. — Percebo que ainda se sente desconfortável com vossa presença e não a quero obrigar a tal coisa.