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Girls’ Generation

11. Future Plans

“Não se prenda em uma forte aparência,
Algumas vezes,
Você pode mostrar o seu rosto suave,
Que você tanto esconde.”
– Girls / Girls’ Generation

  

  Foi diferente estar abraçada a uma pessoa que eu não tinha tanta intimidade assim. além de se mostrar um amigo, foi de fato um cavalheiro me tirando daquela falsa comemoração, de um falso casamento bem-sucedido. E mesmo ele me levando ao topo do Empire States, com mil sugestões de como eu deveria sobreviver àquela imagem, eu não conseguia superar, não por mim, mas por meu pai que não merecia ser traído daquela forma. Ele sempre foi um pai presente e se esforçou muito para ser um marido presente também, as muitas viagens de negócios que desmarcou para passar mais tempo com a família; os muitos jantares surpresa que programava para a esposa, sempre tentando dar o seu melhor para vê-la feliz e desejada; dividindo seu amor com a família e se esforçando para nos dar conforto.
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  Por mais louco que pareça, passei o resto do meu final de semana longe de casa. Fiquei no apartamento dos meninos, instalada no quarto que era do Matt. Nem mesmo consegui responder às mensagens que Charles me enviou preocupado com meu desaparecimento da festa.
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  — Bonjour, dream princess — disse ao me ver descendo as escadas, ele estava de pé em frente à parede de vidro da sacada, me olhando.
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  — Bom dia. — Eu sorri meio sem jeito. — Pensei que dormiria até mais tarde.
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  — Por quê? — Ele deu dois passos em minha direção.
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  — Ficamos acordados a noite toda conversando, estraguei seu final de semana. — Suspirei fraco desviando meu olhar para a mesa de café já posta. — Uau, o que seria isso?
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  — Em muitos países é conhecido como café da manhã, é tido como a refeição mais importante do dia. — Ele riu de leve. — E você não estragou meu final de semana, foi bom ajudar uma pessoa que está passando pelo que passei.
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  — Ah, verdade, eu tinha me esquecido que seus pais são divorciados. — Dei alguns passos até a mesa olhando como os alimentos estavam organizados.
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  — É complicado no início, mas veja pelo lado bom.
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  — E tem algum lado bom nisso? — Desviei meu olhar para ele.
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  — Claro — caminhou tranquilamente até mim com um sorriso de canto nebuloso, chegando perto, ele acariciou meus cabelos de leve. — Sua querida mãe perdeu toda autoridade que achava ter sobre você.
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  — Não tinha pensado desta forma — sussurrei.
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  Era estranho e louco a forma dele pensar e colocar as coisas, sempre as deixando a seu favor.
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  — Querida, você a tem nas mãos agora — ele suspirou ainda me olhando. — Como acha que consigo o que quero?
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  Eu não imaginava o que fazia ou quais os argumentos que ele tinha com seu pai. Chantagens ou acordo. Porém, estava determinada a não deixar minha mãe decidir meu futuro como ela bem quisesse. De certa forma, as palavras dele me ajudaram a olhar para a realidade em que estava vivendo e transformar aquilo a meu favor, como ele mesmo tinha me aconselhado. Tinha que admitir, eu precisava agir como uma adulta perante minha mãe agora, mesmo não sendo fácil crescer.
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  Após o café, troquei de roupa e voltei para casa. Tinha que encarar todo o clima ruim e tentar não pensar na cena da minha mãe com aquele homem estranho no escritório.
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  — Aqui está a princesa da família — disse Matt ao entrar na sala acompanhado de Alfred. — Nós combinamos? Eu fico em casa e você desaparece também?
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  — Não — retruquei rindo de leve. — Eu precisava de um tempo longe daqui.
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  — A senhorita está melhor agora? — perguntou Alfred, como se soubesse que eu não estava mesmo longe à toa.
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  — Melhor do que antes. — Respirei fundo. — Vou para meu quarto, preciso ver se a respondeu meus recados.
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  — Ela é outra que desaparece sempre — brincou Matt, rindo.
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  — Acho que estou aprendendo com a melhor — reforcei, já subindo as escadas.
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  Tinha acontecido tanta coisa esse final de semana que nem acreditaria. Nem eu estava acreditando. Um turbilhão de emoções ainda estavam dentro de mim e não tinha como compartilhar. Não contaria para Matt, louco como é, faria uma besteira. Meu namorado estava longe e minha melhor amiga desaparecida. Me sentir sozinha era a última coisa que eu queria, mas estava mesmo sozinha. Fechei a porta ao entrar no quarto e me joguei na cama. Meu cansaço não era somente físico, era mental e emocional, por mais que eu não quisesse me lembrar daquela cena…
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  — Senhorita ?! — Alfred bateu de leve na porta e abriu um pouco. — Posso entrar?
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  — Ah, sim. — Ergui meu corpo, me sentando na cama. — Aconteceu alguma coisa?
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  — Eu que pergunto, senhorita. — Ele fechou a porta e caminhou até minha cama, sua face estava suave com um olhar de ternura, como quando eu era criança e ele sempre me consolava. — Viu alguma coisa que a machucou?!
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  — Você sabia, não é? — perguntei diretamente. — Sabia do caso da minha mãe.
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  — Infelizmente sim. — Ele respirou fundo e sentou ao meu lado. — Mas sou somente um mordomo, não é mesmo.
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  — Eu não disse nada para o Matt, não tive coragem, ele poderia fazer uma loucura. — Comentei, segurando minhas emoções.
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  — Fez o certo, seu irmão não precisa carregar essa preocupação para a universidade.
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  — O meu pai sabe? — Eu o olhei segurando as lágrimas.
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  — Presumo que sim.
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  — Por que ele não se separa, permite que ela o engane dessa forma? — Aquilo me deixava ainda mais chateada.
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  — Seu pai é uma pessoa boa, jamais deixaria que algo assim prejudicasse você e seu irmão, a sociedade é cruel diante de escândalos familiares — explicou ele. — Principalmente a elite de Manhattan.
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  — Prefiro um escândalo a viver com uma pessoa falsa.
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  — Esta pessoa ainda é sua mãe — retrucou ele.
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  — Acho que essa é a última coisa que a mantém aqui.
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  — Lamento por isso, senhorita . — Seu olhar mantinha uma ponta de carinho.
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  Alfred deu um sorriso fechado e beijou no alto de minha testa de leve. Então se afastou devagar e saiu do quarto. Passei alguns minutos pensando, ou tentando não pensar, quando a porta se abriu de repente.
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  — , você não vai acreditar no que acabou de acontecer comigo — disse entrando de forma estrondosa. — Nem sei o que pensar.
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  — Tenho certeza que minha história é pior — disse desanimada e olhando de forma desinteressada.
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  — ?! — Ela olhou para mim, percebendo meu estado emocional. — O que houve, amiga?
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  — Nada, pode contar você primeiro.
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  — Não, tenho certeza que seu caso é mais importante. — Ela se aproximou e sentou ao meu lado. — A propósito, me desculpa por não ter voltado a tempo para o brunch dos seus pais.
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  — Não perdeu nada — respirei fundo. — Você não vai acreditar no horror que foi meu final de semana.
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  Respirei fundo.
  — Descobri que minha mãe está traindo meu pai. — Fui direta.
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  — Nossa, — ela sussurrou de leve e me abraçou forte. — Sinto muito, amiga.
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  — , foi o pior dia da minha vida. — Desta vez não aguentei e desabei em lágrimas de novo. — Eu que sempre vi minha mãe como uma dama extinta da alta sociedade e descobri da pior forma que ela é uma farsa.
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  — Nem sei o que te dizer. — se afastou um pouco de mim. — Eu deveria ter voltado antes. Como você reagiu, como você descobriu isso?
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  — Eu vi ela e o amante conversando no escritório do papai, logo no aniversário de casamentos deles, em meio a comemoração do brunch e ela no escritório se agarrando a outro.
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  — Não está sendo fácil passar por isso, não é? — desviou seu olhar para a porta.
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  — Sim, mas agora tenho minha amiga de volta. — Eu segui seu olhar e me atentei para a porta, vendo girar a maçaneta.
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  — ?! — disse minha mãe entrando. — Oh, está de volta!
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  — Sim, eu vou para meu quarto. — se levantou em direção a porta, antes de sair, ela me olhou e sorriu de leve.
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  — O que você quer, mãe? — disse num tom áspero desviando meu olhar para a janela.
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  — Estava preocupada com você, não passou o domingo em casa, não te vi no brunch — explicou ela.
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  — Talvez porque estivesse tão ocupada. — Respirei fundo, estava me segurando para não discutir com ela.
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  — Bem, conversei com minha amiga e antecipei para esta semana nossa visita à Yale, quanto antes melhor, já que a Ivy Week está perto.
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  — Eu não vou — disse de imediato, desviando meu olhar para ela.
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  — O quê? — Ela me olhou surpresa pela minha reação. — Como assim não vai?
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  — É como ouviu, eu não vou. — Repeti com serenidade no olhar.
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  — Quem você pensa que é para me contrariar? — Ela elevou seu tom de repreensão.
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  — Sou dona da minha vida e não vou para Yale. — Eu me levantei da cama — Me desculpe, mas você não tem mais nenhuma autoridade em minha vida.
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  — Como ousa a falar assim comigo? — Ela alterou ainda mais seu tom de voz, um olhar indignado. — Com que direito você acha que pode me contrariar?
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  — Com o mesmo direito que você acha que pode enganar meu pai. — Desta vez não iria me segurar, estava engasgada com tudo.
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  — Do que está falando? — Sua voz ficou mais baixa.
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  — Examine sua consciência, mamãe, o convidado de um brunch te esperando no escritório do papai. — Caminhei até a porta e a abri. — Acho melhor a senhora desmarcar esta visita ou, se não quiser ficar mal perante sua amiga, leve uma pessoa que realmente quer ir para Yale, a .
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  Uau, por essa a autoritária mamãe Vidal não esperava. Me parece que a doce e meiga conseguiu enfrentar a autoridade e se libertar de um futuro acadêmico indesejado. Nossa Dream Princess está crescendo e se tornando uma garota mais forte e independente. Estou orgulhosa de você, .
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– Xoxo, G’G.


  Saí do quarto correndo e entrei no quarto de . Precisava de um lugar em que ninguém me faria perguntas e me sentiria segura. Ela abriu a porta com um sorriso confortante e, após eu entrar, fechou-a trancando.
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  — E como foi? — perguntou ela, se sentando na cadeira ao lado da janela.
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  — Horrível, mas finalmente eu disse a ela minha decisão sobre Yale. — Respirei fundo sentando na cama dela. — Esse nunca foi meu sonho.
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  — Mas isso não resolve seu problema em não saber que curso seguir — retrucou ela. — Entretanto, estou feliz por ter tomado essa coragem.
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  — Eu estava magoada demais para deixar que ela continuasse a interferir em minha vida. — Desviei meu olhar para o chão. — Sei que qualquer que seja minha decisão, meu pai vai me apoiar.
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  — Muitas pessoas vão te apoiar, Dream Princess. — Ela sorriu de leve. — O que importa é você fazer algo que vá gostar, se divertir no lugar de trabalhar.
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  — Boa ideia. — Eu ri de leve. — Mas vamos falar sobre outra coisa, seu assunto, você chegou tão… Uahhhh, que fiquei curiosa agora.
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  — Adivinha em quem eu esbarrei em plena 5ª Avenida em frente à loja da Prada.
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  — Não tenho a menor ideia, ou melhor, acho que sei de quem está falando. — Meu olhar a fez perceber meus pensamentos.
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  — Ela mesma, ex-queen Collins — confirmou ela.
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  — Eu a vi de relance com uma criança no colo, ao lado de um homem — comentei. — Será que era o pai?
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  — Vai saber, ela era um tanto… — o olhar de se mostrou sugestivo. — Será que descobriu mesmo quem era o pai ou pagou para seu filho ter um?
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  — Filha — eu ri de leve —, ela teve uma filha.
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  — Nossa, você conseguiu reparar nisso? — riu também.
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  — Sim. — Eu a olhei. — Mas o que você vai fazer agora? Sabemos que ela te odeia.
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  — Não estou preocupada com isso. — Ela se espreguiçou um pouco. — Ela não pode fazer nada contra mim e tenho outras preocupações.
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  Nós ficamos nos olhando, ela ainda parecia curiosa.
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  — Hum, você não disse como conseguiu superar ao brunch — comentou ela.
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  — Se eu te contar, amiga, não vai acreditar.
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  — Surpreenda-me. — Ela me olhou curiosa.
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  — Uma palavra e mil pensamentos, .
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  — O quê?! — Ela se levantou da cadeira. — É brincadeira, não é?
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  — Pode sentar de novo, porque não é não.
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  — Como? Por quê? Onde? E quando? — Ela se sentou novamente, boquiaberta e desacreditada. — não é uma boa pessoa.
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  — Fala assim porque não o conhece profundamente — o defendi.
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  — Nem quero conhecer. — Ela cruzou os braços.
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  — Sério, ele foi um grande amigo. — Respirei fundo me lembrando daquele momento. — Você nem imagina, quando eu estava vendo o que não queria ver, ele me abraçou tão confortavelmente; me aconselhou a passar o resto do final de semana no apartamento dos meninos, fiquei dormindo no quarto do Matt… Passamos horas conversando.
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  — Calma — ela parecia um pouco desnorteada. — Amiga, me desculpa, mas eu não consigo ver o e amizade em uma mesma frase.
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  — Acredite, ele foi um grande amigo — confirmei sem receio. — realmente se mostrou um grande amigo para mim.
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  Resolvi ficar mais um pouco no quarto dela.
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  , mesmo com todos os seus segredos e mistérios, sempre esteve ao meu lado desde que nos conhecemos. Nossa amizade era verdadeira e eu a tinha como uma irmã para mim. Mesmo com o mundo caindo sobre nós, tínhamos uma Ivy Week para planejar e seria a melhor que o Constance já ofereceu.
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  — Bem, vamos começar pelo serviço de buffet, será o mesmo que tem trabalhado com o Constance, porém o cardápio será ainda mais especial — disse anotando em seu caderno. — Quero impressionar muito a diretora de Yale.
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  — E por falar nela, aconselhei minha mãe a te levar na visita que ela vai fazer à diretora.
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  — Mesmo que sua mãe ouse me convidar, não quero conseguir nada por ela, mas por mérito próprio. — O olhar de era sincero e firme, eu gostava daquele seu lado independente de querer conquistar tudo sozinha. — Não gosto de ficar devendo nada a ninguém.
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  — Bem, o que importa é que Yale será toda sua.
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  — Fico feliz por mim, mas triste por você, ainda indecisa sobre o que quer — alegou ela.
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  — Vou conseguir colocar minhas ideias em ordem, ainda mais agora que não terei minha mãe me pressionando mais. — A tranquilizei confiante.
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  — Isso é algo bem positivo. — sorriu de leve.
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  Passamos o resto da parte em planejamentos e conversas aleatórias sobre nosso futuro. Eu tinha feito prometer que não contaria nada ao meu irmão. Como ele passaria mais dois dias em casa, teria que ser cautelosa em minhas palavras, então quanto menos eu ficar perto da minha mãe, melhor. Logo à noite voltei para meu quarto e Alfred me levou o jantar. Pedi para ele inventar uma desculpa que a certamente ajudaria a sustentar. Tomei uma ducha quente e coloquei meu pijama antes de comer, me deitei na cama e comecei a ler meu novo livro de estimação, Como Eu Era Antes De Você. A noite foi em claro lendo e quando terminei ao raiar do sol, estava totalmente em lágrimas.
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  Já de manhã eu e tomamos nosso café e para surpresa nossa, meu pai resolveu nos levar para o colégio. Fiquei admirada, ele parecia mais animado e alegre que nos outros dias, fiquei feliz em ver meu pai daquele jeito. Assim que chegamos, Camille e Rose vieram nos receber; já colocou uma lista nas mãos de Rose e ambas foram em direção à sala da senhora Queller. Eu e Camille nos desviamos para a biblioteca, tínhamos alguns horários disponíveis pois a Ivy Week era mais importante que qualquer aula nos próximos dias.
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  — Ainda não me acostumei a chamar a Rosalinda de Rose — comentou Camille rindo baixo.
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  — Vamos combinar que Rose é bem melhor para uma futura rainha — afirmei a ela rindo também. — Mas vamos mudar de assunto, próxima semana teremos o Ivy Week e segundo a , vai entrar para história como a melhor.
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  — Sim, princess.
  Camille, como sempre, ficaria encarregada da parte tipográfica dos convites e anúncios. Os melhores alunos do Constance e Jude’s estariam presentes para conversar com os representantes das melhores universidades do país, integrantes da Ivy League. Seria um momento muito importante para nossos futuros acadêmicos e profissionais, e eu continuava indecisa com minhas escolhas. Então à tarde resolvi colocar em prática minha ideia.
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  Trancada em meu quarto e deitada em minha cama com o notebook no colo, peguei o pen-drive que Camille me deu e iniciei minha maratona de filmes. Estava decidida a só sair daquele quarto quando descobrisse que caminho seguir.
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  — Vejamos por onde eu começo — disse olhando aquela lista enorme de filmes. — Hum, A teoria de tudo?! Não, definitivamente não quero nada relacionado com física quântica.
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  Passei mais alguns títulos da lista até que parei em um interessante do Leonardo Di Caprio, Prenda-me se for Capaz, e de fato era mesmo interessante o filme. O personagem principal sendo muito perspicaz se jogou em três diferentes profissões sem entender nada sobre o assunto. Pelo menos me ajudou a ver que medicina, direito e algo ligado a aeronáutica não estava em minha lista de desejo. Vi De Volta para o Futuro, mas percebi que nada que envolve cálculo me interessa no final da história.
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  Eu precisava de algo mais divertido e que me prendesse a atenção. Foram filmes e mais filmes, alguns engraçados e outros nem tão divertidos. Fiquei impressionada com a garota de Flashdance, mas eu não gostava de balé, e bem que minha mãe havia tentado quando eu era criança. Passei por Escola de Rock, não tinha talento para música e menos ainda para lecionar.
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  — Ratatouille — sussurrei ao ler. — Hum, é uma animação, não me lembro de ter visto, vamos ver se é interessante.
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  Não era somente interessante, mas também emocionante e fofo. Um ratinho que cozinhava. Como eu não tinha visto aquela animação antes? Fiquei tão empolgada que me lembrei de Alfred cozinhando para mim quando criança. Então era realmente a gastronomia que me puxava como um ímã. Saí correndo do meu quarto e fui até o quarto de , ela estava estudando aparentemente.
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  — Nossa, o que te fez vir aqui correndo? — disse ela assustada ao me ver entrando com rapidez.
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  — Eu descobri o que quero fazer — disse de imediato.
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  — Surpreenda-me — retrucou ela fechando o livro e colocando em cima da escrivaninha.
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  — Gastronomia — respondi com segurança. — Farei isso.
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  — , como você chegou nessa solução? O que te fez decidir isso?
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  — Uma animação um tanto inusitada — respondi. — Ratatouille.
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  — Não brinca — ela riu de leve. — Ok, um rato te fez gostar de gastronomia, tudo bem, eu entendo, mas você nunca cozinhou na vida.
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  Parecia difícil para ela acreditar em minha decisão.
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  — E daí, ninguém nasce sabendo — retruquei racionalmente.
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  — Faz sentido. — Ela sorriu de leve e veio me abraçar. — Te apoio de qualquer forma, já que é isso que você quer.
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  — Sim. — Eu aceitei o abraço dela. — Que bom que tenho quem me apoie.
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  — Bem, agora só falta você escolher uma boa escola em Paris.
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  — Paris? — Eu a olhei.
  — Claro, amiga, Paris é o berço da alta gastronomia, é onde tudo acontece, os melhores restaurantes, você precisa pesquisar mais sobre seu curso. — Aconselhei ela. — Além do mais, esse desenho que viu se passa lá.
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  — Você tem razão, é que eu acabei de me decidir, vim correndo te contar — expliquei a ela. — Ainda preciso organizar minhas ideias.
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  — Eu ouvi falar uma vez que a Le Cordon Bleu é a melhor da França, você poderia começar por ela.
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  — Le Cordon Bleu?!
  — Sim.
  — Interessante, vou descobrir tudo sobre.
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  Conversamos mais um pouco sobre aquela minha decisão.
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  Assim que voltei para meu quarto, meu celular estava vibrando em cima da cama. Era uma mensagem. Estranho que o remetente era desconhecido. Abri com receio de ser algo ruim, porém era uma mensagem intrigante.
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  “Olá, , quer saber quem é realmente sua amiga? Me encontre na Café Metro da 6ª Avenida, sexta às 16hrs.”
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  Mesmo com as proximidades da Ivy Week, planos e preparativos não deixaram que as preocupações com sua escolha afetassem nossa Dream Princess. Ela finalmente escolheu seu caminho. Será que nossa delicada irá conseguir enfrentar este desafio? Isso teremos que esperar. Porém, agora minha atenção está nessa suposta mensagem. Acho que todos estão loucos para saber o segredo de nossa querida , assim como eu.
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E quem sou eu?
Esse segredo eu não conto para ninguém!
– Xoxo, G’G.

12. Ivy Week

“Uma torre grande e forte,
Ela tem o poder de ser,
O poder de dar,
O poder de ver.”
– Suddenly I see / KT Tunstall

   

  Eu realmente não me importava com o retorno de Collins. 
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  Sua imagem estava tão suja diante de todos. Precisava focar minha atenção no que realmente importava: minha vaga em Yale. A Ivy Week seria o momento mais importante da minha vida no Constance. Todo o meu futuro dependia de como eu iria me comportar e da boa impressão que deveria causar no representante. Os dias passaram e na manhã de sexta, assim que acordei, recebi uma mensagem de Rose. Ela estava em dúvida quanto às datas das próximas comemorações. 
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  Eu estava planejando oferecer uma pequena festa para os ex-alunos após a Ivy Week. Seria a última festa que organizaria antes do Baile de Formatura
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  — Bom dia, — disse ao entrar no meu quarto, um sorriso no canto do rosto e uma aura emanando entusiasmo.
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  — Uau, que animação — comentei ainda sentada na cama, observando-a se aproximar, havia passado parte da noite em claro e precisava de mais de dez minutos para chegar ao eixo. — Enquanto isso, estou eu aqui morrendo de sono.
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  — Por quê? Você veio dormir cedo ontem. — Ela me olhou intrigada.
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  — Ah, fui agraciada com uma louca e inesperada insônia — aleguei em minha defesa, com a primeira desculpa que veio na cabeça.
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  Na realidade, eram muitas as minhas preocupações. Por mais que me esforçasse para ganhar a vaga de Yale, ainda tinha uma pessoa que me deixava em dúvidas se deveria ou não me ausentar de Manhattan pelos próximos anos acadêmicos. Eu tinha a Columbia University que também compunha a Ivy League, de tudo eu não deixaria de estudar em uma das melhores, além da opção da Parsons que tinha seu peso em minha decisão.
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  — Hum… — Ela me lançou um olhar analítico. — Você está mesmo com olheiras.
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  Eu bufei. Odiava quando isso acontecia.
  — Me dê vinte minutos que eu vou me arrumar. — Dei um pulo da cama seguindo para o banheiro.
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  — Seus vinte minutos significam uma hora — brincou ela rindo.
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  — Ah, sua boba, nem demora tanto, mas preciso de um banho antes, meu corpo está meio tenso — afirmei.
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  — Então deve ser por isso que não conseguiu dormir — concluiu ela. — Está ansiosa?!
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  — Não sei, talvez. — Assenti indo em direção ao banheiro. — Ivy Week, baile de formatura, vaga em Yale… São muitas preocupações para meu futuro.
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   Eu não iria contar a total verdade para , menos ainda dizer que saí escondido no meio da noite. Mas infelizmente, minha vida fora daquele mundo de luxo e glamour estava com problemas que precisavam da minha atenção por algumas horas da madrugada. Tomei uma ducha rápida, porém relaxante e coloquei o uniforme. Demorei um pouco na frente do espelho. brincou algumas vezes sobre minha demora para ficar pronta, mas não me importei. Assim que descemos as escadas, a senhora Vidal estava na sala falando ao celular. respirou fundo e caminhou até a porta como se não tivesse ninguém lá. Eu a cumprimentei rapidamente e segui minha amiga, porém sua mãe me chamou. 
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  — — disse ela encerrando a ligação, o tom firme e o olhar inexpressivo.
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  — Sim.
  — Bem, eu não sei se já percebeu, mas e eu tivemos uma pequena briga e eu gostaria de te pedir um favor. — Ela suavizou mais seu olhar, entretanto, mantendo sua pose de dama da elite.
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  — Diga, Mary.
  — Quero que convença a viajar comigo. — Bem direta.
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  — Me desculpe, mas não — respondi, também sendo direta.
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  — Como?
  — Eu sei porque não está conversando com você e não vou te ajudar. — Eu sorri de leve desviando meu olhar para a porta do escritório que estava se abrindo. — E também sei que viagem está planejando fazer com ela, então, bom dia. 
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  Logo o senhor John abriu a porta. 
  Eu sorri para ele e o cumprimentei, ao me virar, saí da mansão de forma tranquila com a alma lavada. já estava esperando dentro do carro, assim que entrei contei a ela o pedido absurdo de sua mãe. Ela riu um pouco e afirmou que jamais entraria no meu caminho e me tiraria a chance de entrar em Yale. era uma grande amiga, fofa e muito leal, e eu havia prometido para mim mesma que sempre seria leal a ela também. Assim que chegamos no Constance, deixei indo para a sala e me dirigi para a diretoria. Precisava entregar o orçamento com os gastos da Ivy Week e explicar como será a recepção. 
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  — Bom dia, diretora Queller — disse entrando em sua sala.
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  — Bom dia, o que a traz aqui? — Seu olhar demonstrou surpresa ao me ver.
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  — Ivy Week, a senhora me pediu para explicar como será a recepção, aqui está. — Retirei a pasta da bolsa e entreguei a ela. — Ao contrário dos anos anteriores, nenhum bolsista irá trabalhar nesta recepção e somente os melhores alunos selecionados pela senhora e o diretor da Jude’s terão o convite para participar.
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  — O que a fez tomar essa decisão?
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  — Para não dar chances que um aluno que não se demonstrou capaz possa interferir no futuro dos alunos que realmente merecem. — Simples e objetivo.
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  — Entendo, se acha isso. — Ela abriu a pasta e começou a folhear. — E quanto ao seu curso, está mesmo decidida?
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  — Sim, em breve irei para Yale — garanti a ela.
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  — Estou torcendo por isso, seu currículo acadêmico é impecável, espero não ser decepcionada. — Ela me olhou com serenidade.
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  — Não será, diretora Queller. — Sorri de leve, demonstrando segurança nas minhas palavras.
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  — Aquela pessoa sentirá orgulho de você — comentou ela. — Sei que é um passo muito importante para a vida de ambos.
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  — Eu sei, agradeço a ajuda.
  — Sabe que sempre admirei muito aquela pessoa que me ajudou em um momento delicado da minha vida, então, saiba que sempre terão meu apoio. — Ela sorriu de volta.
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  — Confesso que fiquei surpresa quando você me disse estar pagando metade da mensalidade daqui, após todos esses anos pensava que minha bolsa de estudos era integral. — Não era um desapontamento, porém…
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  Algo que nunca imaginei foi saber que a diretora do Constance sabia de todo o meu passado e havia prometido que me ajudaria.
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  — Eu me senti na obrigação de te ajudar de alguma forma, principalmente depois que conquistou a emancipação, o conselho financeiro do Constance não aceita bolsistas integrais — explicou ela de forma direta e franca.
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  — Fico ainda mais agradecida por isso — assegurei.
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  Era louco, mas a diretora Queller sabia de uma parte do meu passado. 
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  No início, quando soube, fiquei com medo dela contar para todos. Mas ela se mostrou uma pessoa solidária a mim e, afinal, conhecia aquela pessoa que era importante para mim.
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  As aulas passaram e na hora do almoço estranhei a ausência de . Segundo Camille, ela tinha que resolver alguns assuntos sobre seu curso escolhido. 
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  Não me importei tanto e convidei as meninas para almoçarem comigo no Moonlight Manhattan Restaurant, afinal, já tinha algum tempo que me disse que era um lugar incrível para se frequentar. E com o ambiente aconchegante e motivador, eu e as meninas tínhamos que começar o planejamento da festa para os ex-alunos.
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   — Aqui é muito bonito — elogiou Rose se sentando.
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  — Sim, quando me indicou eu fiquei receosa, mas ela tinha toda a razão quando disse que eu iria me surpreender — concordei me sentando. — É um ambiente bem estimulante e enquanto almoçamos, vamos organizar as ideias.
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  — me disse que você pretende chamar somente os mais vips na elite dos ex-alunos — comentou Camille abrindo o menu.
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  — Já formulei minha lista de convidados, se não me engano, terá cerca de vinte pessoas.
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  — Aposto que James Bale está nesta lista — supôs Rose.
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  — Claro, foi ele que oficialmente colocou a coroa em minha cabeça — confirmei sorrindo de leve. — Mas tenho outros nomes bem fortes na lista.
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  — Matt Vidal, Bellorum e Village — completou Rose. — Já confirmei o nome deles.
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  — Queria deixar o de fora, mas ele entraria de qualquer forma — comentei, rindo de leve ao observar os funcionários se locomovendo pelo salão.
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  — Ainda não entendo como ele consegue tudo que quer — observou Camille.
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  — Como costuma dizer, ele é o Village. — Dei um suspiro fraco. — Detesto essa frase de efeito dele, parece até que roubou de alguém.
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  — Sim. — Rose riu de leve. — Mas não é de todo uma má escolha, ele tem nome, dinheiro e uma personalidade muito atraente.
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  — Infelizmente tenho que concordar. — Voltei meu olhar para o garçom que estava se aproximando de nossa mesa novamente. 
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  Após fazermos o pedido e sermos servidas, continuamos nosso planejamento. Para minha surpresa, fomos agraciadas com uma sobremesa de cortesia do chefe e dono do restaurante, por ser nossa primeira visita ao lugar. Me peguei admirada ao ser um tradicional tiramisù, minha sobremesa favorita e de origem italiana como parte da minha família. 
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  Voltando ao planejamento, eu sabia que assim como das outras vezes, eu arcaria com todos os custos da festa. Bem, eu não, mas o cartão que tinha me “emprestado”. Às vezes me dava uma dor na consciência por gastar um dinheiro que não era meu, mas como ele havia me obrigado a não devolver, me aproveitaria o máximo que pudesse. 
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  Horas depois, quando cheguei na casa dos Vidal…
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   estava descendo as escadas, ela parecia um pouco desnorteada que nem percebeu que eu já havia chegado. 
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  — , está tudo bem? — perguntei preocupada.
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  — Hum?! Ah, , já chegou. — Sua face estava estática.
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  — Está tudo bem? — insisti.
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  — Sim, está. — Ela respirou fundo. — Só não esperava te ver tão cedo em casa.
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  — Bem é que recebi um convite de James para a festa de aniversário de alguém da família Van Der Woodsen, mas como a Ivy Week será na próxima semana, resolvi que nos próximos dias eu irei me concentrar em entrar para Yale.
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  — Sim, o futuro acadêmico acima de tudo. — A voz dela estava estranhamente irônica.
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  — Eu vou subir, não irei participar do jantar. 
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  Segui diretamente para meu quarto, sem mais indagações.
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  Eu estava achando minha amiga um tanto estranha. Não entendia o tom seco de sua voz e nem a ironia em suas palavras, menos ainda o fato de evitar olhar para mim. Porém, não me daria ao luxo de dispor de minha atenção para aquela pequena ocasião, eu tinha outras coisas para me preocupar e uma delas era minha vaga em Yale. 
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  Me joguei na banheira de espuma e fiquei por alguns minutos, até que meu celular tocou. Quando tudo parece bem, eis que sua realidade volta a assombrar. Tomei uma ducha rápida para retirar toda a espuma do meu corpo, troquei de roupa colocando um estranho conjunto de moletom, foi a primeira coisa que encontrei no closet que fosse mais fácil de vestir, um all star que há tempos não usava, prendi o cabelo, peguei o celular e saí correndo do quarto. 
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  — Desistiu de ficar em casa, ? — perguntou ao me ver passando pela sala, ela estava sentada no sofá com uma Vogue na mão.
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  — Tenho um imprevisto, coisas de última hora da Ivy Week. — Foi a primeira desculpa que me surgiu.
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  — E vai sair assim? — Ela apontou para minha roupa com o olhar de quem não acreditava no que eu dizia apenas pelo fato de minhas roupas não condizerem com minhas palavras. — Para resolver coisas da Ivy Week?!
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  — Sim, o que tem? — Eu não me importei e segui para a porta.  
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  Se realmente acreditou ou não, não saberia. E nem me importava.
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  Naquele momento, estava mais preocupada em chegar a tempo para ajudar a pessoa mais importante para mim; aquela ligação era preocupante e estava com medo de não chegar a tempo. Assim que coloquei meus pés para fora do táxi e olhei para a entrada do prédio, uma lágrima escorreu no canto dos meus olhos. Engoli seco reprimindo todas as minhas frustrações e meus sentimentos. Tinha que ser forte para enfrentar o que me esperava lá dentro. Já imaginava que meu final de semana de concentração estava sendo substituído por um final de semana turbulento. 
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  — Coragem, Mistery Queen — sussurrei para mim mesma, senti um leve desconforto e estranhamente olhei para trás. 
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  Seria louco de minha parte pensar que estava sendo vigiada?
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  E mais uma vez seu passado reaparece para lhe fazer desaparecer no meio da noite. Isso não é novidade para nenhum de nós. Minhas lástimas à querida , que não terá tempo para se preparar para Ivy Week. Já a novidade mesmo foi o comportamento da delicada , será que é uma consequência daquele misterioso almoço de sexta?
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– Xoxo, G’G.


  Enfim chegamos na terça-feira.
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  Onde juntamente os colégios Constance Billard School of Girls e St. Jude’s School for Boys recepcionamos o encontro dos representantes das Universidades com os melhores alunos. Era o início da Ivy Week. Preparada mentalmente e emocionalmente para isso? Não, eu não estava. Graças ao meu final de semana naquele lugar triste e três noites praticamente em claro. Entretanto, não deixaria o cansaço atrapalhar meu foco de ser a melhor aos olhos do representante de Yale que, para minha sorte, parecia ser uma pessoa muito interessante de se conhecer. Foi um tanto surpreendente para mim ver naquela recepção, já que seu foco era estudar em Paris. Mas, segundo ela, sua presença ali era um pedido do pai, que mais parecia ser de sua mãe. 
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  — Parabéns, , está sendo um excelente encontro — disse a diretora Queller ao se aproximar de mim com um homem aparentemente jovem de cabelos ruivos.
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  — Então esta é a aluna destaque do Constance — disse o homem, sua voz era grossa e um pouco elevada.
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  — Sim — afirmou a senhora Queller. — , quero te apresentar o representante da escola de artes de Yale, Victor Tenebrae.
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  — Prazer — disse desviando meu olhar para ele novamente.
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  — O prazer é todo meu. — Ele pegou minha mão direita suavemente e deu um beijo de leve como sinal de cavalheirismo.
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  — Eu vou deixá-los a sós. — Ela olhou para mim e piscou de leve, como se desejasse boa sorte e se afastou indo em direção ao representante de Harvard que estava conversando com o diretor da Jude’s.
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  — Por onde começamos? — disse ele, me olhando de forma profunda.
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  — Acho que por meu currículo acadêmico. — Eu sorri de leve, mantendo a naturalidade na voz e no rosto.
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  — Não, já possuo estas informações há duas semanas.
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  — Como? — Por isso eu não esperava.
  — Já faz um tempo que a diretora Queller me manda informações dos melhores alunos que querem uma vaga em Yale — revelou ele.
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  — Hum, e você é a pessoa que decide quem entra?
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  — Basicamente. — Ele sorriu. — Meu pai já foi o reitor por alguns anos, então sigo o seu legado.
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  — Uau, devo presumir que toda sua família se formou lá.
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  — Basicamente — ele riu de canto. — Somos uma realeza em Yale.
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  Modesto nem um pouco.
  — Hum. — Estava achando aquilo bem interessante.
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  — Soube que você desenha muito bem.
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  — Sim. — Eu desviei meu olhar para o lado com leveza. — Gosto de desenhar desde criança.
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  — E qual curso pretende se especializar?
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  — Moda, me sinto atraída por esse universo há muito tempo — confessei.
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  — Vários estilistas conceituados se formaram em Yale, você tem algum que se espelha?
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  — Blair Waldorf — respondi de imediato, ela era a melhor para mim no quesito moda.
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  — Ela foi uma de nossas melhores alunas — afirmou ele.
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  — Pretendo superar isso — disse num tom corajoso. — Conheço todo o corpo docente e acho o campus da escola de arte inspirador; a modernidade entrando em contraste com a natureza não deixando de valorizar a arquitetura antiga original do prédio.
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  — Você gosta de outras áreas como arquitetura? — perguntou ele pegando uma taça de champanhe da bandeja do garçom que se aproximou de nós.
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  — Como não gostar, arte e arquitetura andam sempre juntas e interferem na moda desde quando as pessoas ainda pensavam nas roupas como simples indumentárias — respondi.
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  — Interessante. — Ele suspirou um pouco mantendo seu olhar fixo em mim. — Você já teve o prazer de ir à feira de Milão?
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  — Infelizmente não, mas quem sabe no próximo ano, estando em Yale seria uma experiência incrível, unir a teoria na prática.
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  — Sim, aquele lugar é como um universo à parte que nos guia para as tendências — concordou ele. — Apesar de New York ter sua próxima semana de moda, nem aqui e nenhuma outra cidade consegue chegar ao nível de Milão.
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  — Mas Milão não é o único na lista de Yale — sibilei um pouco.
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  — Claro que não. — Ele riu.
  — Sei que esta conversa é sobre mim, mas posso descobrir qual a especialização que cursou em Yale?
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  — Arquitetura, tenho uma forte ligação com arquitetura moderna, mas sempre sou atraído por algo mais clássico.
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  — Gosta de tons mais frios e clean, móveis de luxo e muito espaço, algo que mostre a soberania de forma sutil — concluí olhando para seu terno cinza com uma gravata de listras.
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  — Gostei da sua descrição.
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  — Devo acrescentar um toque de design escandinavo em seu estilo também? — joguei minha suposição.
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  — Talvez. — Assentiu ele em um tom descontraído. 
  Ele era realmente uma pessoa interessante de olhar atraente.
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  Conversamos mais um pouco sobre alguns dos professores da escola de moda de Yale. Por algum motivo louco, eu notei que um dos garçons estava me olhando demais, seu rosto era um pouco familiar, mas de qualquer forma era estranho. Em um dado momento, me afastei de todos e saí do Constance pela lateral, parei na escadaria para respirar um pouco, quando senti uma pessoa se aproximar de mim. 
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  — Ora, ora, se não é a garota Sollary — disse o homem.
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  — O quê? — Eu olhei para o lado. — Como sabe… Quem é você?
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  — Não se lembra de mim? — Ele riu com um tom debochado. — A Allison se lembraria.
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  — Não sei do que está falando. — Eu dei um passo para trás. — Acho que está me confundindo com alguém.
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  — Claro que não. — Ele riu novamente me olhando de baixo para cima. — Mas parece que você se deu bem de alguma forma, tanto que nem reconhece algumas pessoas que não são do seu novo meio.
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  — Já disse que não sei do que está falando — disse num tom mais alto.
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  Tentando me controlar internamente.
  — Mas é claro que este operário está te confundindo com alguém — disse uma voz vinda trás de mim. — Ou melhor, confundir uma linda dama com alguém que provavelmente tem origens no subúrbio é um crime contra a sociedade.
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  — . — Eu olhei para trás, tinha mesmo reconhecido sua voz.
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  — Queen . — Ele deu um sorriso natural para mim e desviou seu olhar para o homem que estava na minha frente. — Então, espero que você volte para seu posto, pelo qual está sendo pago, operário, e se disser mais uma palavra sobre conhecer minha querida dama, vai desejar nunca ter reconhecido alguém em sua vida.
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  — Sim, senhor. — O homem abaixou seu rosto, engolindo seco.
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  Até eu fiquei um pouco assustada com as palavras dele. 
  Mas um certo alívio veio em seguida. Assim que o homem se afastou de nós e entrou novamente no Constance carregando algumas caixas, olhei para e respirei fundo, sabia que aquela pequena ajuda iria me custar algo. 
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  — Devo te agradecer agora? — perguntei mantendo minha face erguida.
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  — Mesmo em uma péssima situação, continua soberana como sempre. — Ele sorriu maliciosamente. — Acho que é isso que a deixa mais atraente e me deixa mais derretido.
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  — Já vi que vai me custar algo. — O olhei de forma séria e fria.
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  — Não se preocupe, querida — ele se aproximou um pouco mais de mim e sussurrou em meu ouvido —, só irei fazer aquilo que você desejar. 
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  E se afastando de mim, ele piscou de leve estendendo sua mão direita como um convite.
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  — Onde está querendo me levar? — perguntei olhando para sua mão.
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  — Onde deseja ir? — respondeu do jeito de ser. 
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  Mesmo que minha opinião sobre ter algo com continuasse a mesma, ele tinha me ajudado e só queria me tirar daquele lugar. Aceitei o convite dele e sugeri que fôssemos a um lugar bem discreto. Inacreditavelmente, ele me levou para a Universidade de Yale, da forma mais luxuosa possível, em seu jato particular. Para minha surpresa, seu pai era um amigo de infância do novo reitor. E completando aquele passeio maravilhoso que misteriosamente ele tinha planejado para mim, eu iria conhecer a diretora da escola de Artes de Yale, a tal falada amiga de Mary Vidal. 
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  — Então, o que está achando? — perguntou ele, assim que nos afastamos da diretora.
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  — Preciso confessar, por essa não esperava mesmo. — Eu ri de leve e o olhei. — Quando sugeri que você escolhesse, fiquei com medo de me levar para seu quarto.
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  — Nossa, que imagem você tem de mim — reclamou ele com ar de ofendido.
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  — A melhor possível — brinquei, rindo de leve.
  — Vou te provar que também tenho meu lado cavalheiro que toda rainha deseja. — Ele parou em minha frente, me olhando de forma compreensiva como de um amigo.
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  — Hum, ainda falta muito. — Tentei desconversar, mas estava constrangida pelo seu tom de sinceridade, então, desviando o meu olhar para o grande jardim, mudei de assunto. — Aqui é realmente lindo, já me vejo estudando em Yale.
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  — Tenho certeza que irá conseguir, afinal, você tem isso em sua genética — comentou ele. — E também porque é a mulher mais obstinada que eu conheço.
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  — O que está insinuando quando disse sobre minha genética? — Eu o olhei, intrigada.
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  — Eu conheço uma pessoa que é exatamente assim, você se parece muito com ela, tanto fisicamente quanto racionalmente — respondeu. 
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  O pior lado de ter a ajuda dele, era que adorava me provocar em alguns momentos.
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  Ele sabia muito sobre mim, muito mais do que eu imaginava.
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  Por essa não esperávamos.
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   quase ou literalmente reconhecida por alguém, logo após se sair tão bem com o atraente representante de Yale. Por sorte, foi salva por ninguém menos que o conquistador . Vamos com cautela, Mistery Queen, sabemos os verdadeiros interesses do senhor Village por você. E será mesmo que podemos confiar em seu lado discreto e cavalheiro? Hum…
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E quem sou eu?
Esse segredo eu não conto para ninguém!
– Xoxo, G’G.

13. Collins’s Revenge

“Ela é uma linda garota
E tudo que a cerca é com uma luz de prata.”
– Sundelly I see / KT Tunstall

   

  Foi em uma pequena distração minha, conversando com a diretora Queller sobre a Le Cordon Bleu, e de como ela estava surpresa com minha escolha para o curso de gastronomia, que perdi de vista. Eu ainda estava inquieta com algumas coisas que havia descoberto sobre ela, coisas que me deixaram meio balançada sobre nossa amizade. E certamente, Collins não teria inventado tudo aquilo sobre ela, se a própria não houvesse deixado uma ponta de dúvidas e segredos relacionados a sua vida.
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  — Bem, por mais que possa parecer difícil por não saber muito sobre essa área, tenho certeza que uma excelente aluna como você será sim motivo de orgulho para todos. — Diretora Queller sorriu de leve voltando sua atenção para o garçom que havia se aproximado de nós. — E se precisar de mais algo além da carta de indicação pode me pedir — completou ela pegando uma taça de champanhe.
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  — Não se preocupe, se precisar, pedirei sim, estou muito empolgada com minha decisão e preciso colocar meus documentos em ordem ainda para enviar a eles.
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  — Hum, continue mantendo o foco, mesmo não sendo em Yale como sua mãe queria, você deve mostrar em qualquer outro lugar a excelente educação que obteve no Constance — reforçou a diretora.
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  — Jamais vou desapontá-la, senhora Queller. — Desviei minha atenção para o representante de Yale que estava conversando com o diretor da Jude’s. — Senhora Queller, onde está a ? Não estou vendo-a aqui já tem um tempo.
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  — Bem — ela olhou em nossa volta discretamente —, agora que está perguntando é que estou sentindo a falta dela.
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  — Se ela não aparecer, acho que eu terei que fazer o discurso final — afirmei não me preocupando muito com o sumiço dela.
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  — Sim, bem — a diretora respirou fundo —, se ela teve que se ausentar, deve ter um motivo que saberei em breve.
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  — Hum. — Dei de ombros um pouco e olhei para a porta, vi o vulto de cabelos avermelhados passando. — Se me permite, vou me preparar para o discurso, então.
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  Me afastei dela indo em direção a porta, saí do jardim onde estava acontecendo a recepção e entrei no prédio principal, lá estava a pessoa a quem os cabelos ruivos pertencia. Encostada na parede, embaixo das escadas de acesso para o segundo andar, me olhando com um sorriso simples e olhar curioso.
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  — Você não deveria estar aqui — disse ao me aproximar mais dela.
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  — Estava curiosa para ver a Ivy Week organizada pela Mistery Queen — respondeu explicando sua presença. — Achei que a veria aqui, mas ela não está.
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  — Ela estava aqui — a corrigi —, mas de alguma forma desapareceu, como sempre. — Suspirei fraco olhando para trás. — Mas não é somente isso que a traz aqui, não é? Britany Collins.
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  — Queria saber como está depois da nossa conversa na sexta. — Ela desviou seu olhar para o banner que estava ao lado da porta. — Não deve ter sido fácil saber de coisas que a sua amiga esconde.
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  — Quanto a isso, estou tentando não pensar muito. — Dei de ombros, não me importando muito. — Tenho que focar em meu futuro acadêmico primeiro.
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  — E vai perder a chance de expor ela? — Collins cruzou os braços com ar de insatisfação.
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  — Nossa, se acalme e não me olhe assim. — Eu disfarcei o riso. — Sei que está se corroendo para dar o troco nela, mas não posso expor a assim, não agora. — Hesitei por um momento sobre isso. — Ela ainda é minha amiga e não me sinto confortável em fazer isso com ela.
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  — Sua amiga? Então ainda acha que a amizade dela é real? — Britany riu de leve e passou a mão direita nos cabelos os levando para trás do ombro direito. — Tenho certeza que ela só se tornou sua amiga em benefício próprio.
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  — Ainda não consigo acreditar nisso. — Não conseguia mesmo acreditar que minha melhor amiga tinha sido tão manipuladora e falsa todo esse tempo. — Ela até mesmo abriu mão de ficar com o por minha causa.
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  — E o que te garante que ambos não se encontram escondidos? — retrucou ela com uma certa confiança em suas palavras. — Como eu disse em nosso encontro na sexta, quem mente uma vez, mente várias vezes sobre qualquer coisa.
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  A semente da dúvida havia sido plantada e eu estava me esforçando ao máximo para não deixá-la crescer. Mas de fato, olhando superficialmente, eu nunca entendi a amizade que e construíram. E pensando em meu namoro com ele, é um tanto louco que um homem pudesse esperar por tanto tempo para ter a primeira noite com a namorada e não traí-la de alguma forma.
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  Não, eles não fariam isso comigo. 
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  Não deixaria Collins regar essa dúvida em mim, não essa.
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  — Preciso pensar em tudo isso primeiro, ainda tem o benefício da dúvida — aleguei a ela.
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  — Se quer mais uma prova de que ela é uma farsa, pergunte a ela quem é Allison Sollary, tenho certeza que ela não vai te responder — disse me instigando mais.
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  — Allison Sollary. — De alguma forma estranha eu estava reconhecendo aquele nome. 
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  Britany se afastou de mim seguindo em direção à saída do prédio. 
  Todas as palavras dela contra martelavam em minha mente. Eu tentava mesmo não me consumir pelo ódio que Britany tinha dela. Mas a cada confirmação que minha melhor amiga era uma fraude, eu ficava ainda mais magoada e tentada a acreditar que sua amizade era mesmo falsa. Assim que voltei para a recepção da Ivy Week, precisei inventar uma desculpa para o repentino sumiço de nossa representante. Como vice-representante, fiz um breve discurso de agradecimento à presença de todos, em especial os esforços de ambos os diretores das escolas ao nos proporcionar um majestoso futuro acadêmico. 
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  Minha mãe apareceu bem ao final da recepção, para minha surpresa, não foi para falar comigo, e sim para falar com a diretora Queller. Não me importei muito, pois tinha assuntos mais importantes para me preocupar. Logo na entrada do Constance reconheci dois rostos, Rose e Camille estavam me esperando, fiquei surpresa com a presença dela, mas tinha um motivo forte, a Veteran’s Party
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  — Posso entender o que estão fazendo aqui? — perguntei ajeitando minha bolsa no braço.
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  — Viemos para confirmar os preparativos para a Veteran’s Party — respondeu Camille. — Estávamos esperando você e terminarem a recepção.
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  — Sinto em dizer que nossa Mistery Queen não está aqui, ela desapareceu novamente.
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  — Não é novidade… — Rose deu um riso fraco desviando seu olhar para Camille. — Então, o que faremos?
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  — Vamos para minha casa, na ausência da , eu resolvo as coisas — disse vendo Alfred estacionar a limusine em frente ao colégio, seguindo em direção.
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  — Você quem manda, princess — disse Camille se animando, ela sempre gostava das tardes que passávamos em minha casa, acho que era por causa da decoração da mansão.
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  — Olá, Alfred, sempre pontual — elogiei ao entrar na limusine. 
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  Alfred sorriu de leve enquanto as meninas entravam atrás de mim. 
  Passamos uma parte do caminho escolhendo a playlist de músicas que tocariam, além de confirmar a presença do DJ amigo de Matt. Ao chegarmos em casa, nos reunimos na biblioteca para ter mais privacidade. Camille estava com toda a listagem dos preparativos, assim como a lista de convidados.
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  — Esta lista a já confirmou? — perguntei curiosa.
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  — Sim, foi na sexta — respondeu Rose. — Achei estranho não ter almoçado com a gente.
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  — Tinha outros assuntos para resolver. — Suspirei de leve. — Mas voltando à lista, pretendo acrescentar mais uma pessoa, uma convidada especial.
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  — Quem? — perguntou Camille já pegando a caneta para anotar o nome.
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  — Britany Collins — respondi de imediato.
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  — Collins? — Rose me olhou surpresa. — Não é a destronada?
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  — Sim.
  — Mas ela não é a inimiga mortal da ? — perguntou Camille estranhando meu convite. — não ficaria chateada?
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  — Collins é uma amiga da família que voltou para a cidade, seria desagradável se eu não a convidasse. — Sorri de leve — E sabe se cuidar, além do mais, seria muito bom para ela mostrar à Britany que está muito bem com a coroa.
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  — Estou ansiosa para ver isso. — Rose riu rapidamente. — Ainda mais que James Bale também estará nessa festa.
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  — Todos nós estamos. — Confirmei, acho que estava me deixando levar pelo ódio de Britany.
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  A mãe de Camille buscou ela e Rose pouco antes da hora do jantar. 
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  Fiquei surpresa ao ver o súbito interesse de Rose por , com suas perguntas sobre os gostos dele a seu tipo ideal de mulher. Estranho, pois sempre lhe dizia para ficar longe dele. Mas é claro que Rose queria se destacar perante a elite também e nada como o Village para ajudar. Eu incentivei sua investida, talvez ela conseguisse tirar o foco de por … Ou por mim… 
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  Subi as escadas me espreguiçando um pouco, aquele dia tinha sido um tanto agitado por causa da Ivy Week. Assim que entrei no quarto, segui diretamente para o banheiro. Um demorado banho de espuma colocaria meu corpo no lugar. Assim que retornei para meu quarto, ouvi meu celular tocando ainda dentro da minha bolsa, era uma ligação de
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  — Que surpresa sua ligação — disse num tom meio irônico.
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  — Que recepção calorosa — retrucou ele, rindo.
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  — Ainda estou chateada por não ter vindo ao brunch dos meus pais — expliquei minha chateação.
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  — Já expliquei que foi pela universidade, mas como está? Soube da festa para os veteranos — alegou ele, em sua defesa mais uma vez.
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  — Estou bem, obrigada. — Ri um pouco imaginando o que ocorreria naquela festa. — A festa está encaminhada, a é realmente a melhor em planejar eventos, melhor até que minha mãe, devo admitir.
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  — Isso já sabemos. — Ele respirou fundo. — Acho que vou um dia antes, posso convidar minha namorada para um jantar?
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  — Claro que pode, há muito tempo eu não vejo meu namorado. — Senti um breve momento de animação, mas logo me lembrei das palavras de Britany, ela havia plantado uma fértil semente da discórdia em mim. — Você tem falado com a ?
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  — Por que a pergunta?
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  — Porque ela anda mais distante e desaparecida que o normal, estou preocupada com ela.
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  — Bem, acho que a última vez que falei com ela foi na terça-feira, quando retornou do seu breve sumiço. — Ele suspirou. — Ando tão ocupado com os estudos que não estou tendo tempo para mais nada.
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  — Hum, eu amo falar com você, mas preciso descansar. — Sentei na cama olhando para a janela. — A recepção de hoje foi um tanto cansativa.
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  — Então vou deixar minha princesa repousar. 
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  Após algumas juras de amor de sua parte, desliguei o celular. 
  Realmente eu estava tentando não pensar bobagens e deixar que as insinuações de Britany se fixasse em minha mente. Não era fácil para mim aceitar que estava mentindo sobre tudo, principalmente nossa amizade. Respirei fundo jogando meu corpo na cama e olhei para o teto. Minha cabeça estava cheia de assuntos que eu teria que resolver. Tantas situações acumuladas em meus pensamentos, eu estava passando por um tornado de emoções naquele momento. Era complicado para mim passar por tudo aquilo. 
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  Primeiro, minha mãe que traía meu pai. 
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  Segundo, as mentiras de
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  Agora a vontade de Britany de ter sua revanche. 
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  Gostaria de saber… Quando foi que comecei a ter que enxergar o mundo com mais maldade e menos inocência?
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  O que estará acontecendo com nossa Dream Princess? De uma delicada garota, está se tornando uma amiga inclinada a ver o circo pegando fogo. O que será que a destronada, e agora vingativa Collins, contou para nossa querida ? Eu sabia que aquele encontro de sexta à tarde me renderia muitas curiosidades a mais.
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– Xoxo, G’G.


   

  Havia sido estranho o modo como me tratou no telefone. 
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  Fria e distante. 
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  Não era fácil o que estava passando, ainda mais depois que me contou sobre a traição da mãe. Eu não tinha falado com Matt sobre isso por pedido dela, mas achava errado esconder dele. Porém, era problema de família, e a família não era a minha. Fechei o livro que estava lendo e coloquei em cima da mesa de centro, me levantei me espreguiçando e caminhei em direção à cozinha. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, destampei e tomei um gole. 
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  — Ah, preciso parar de pensar nisso — falei comigo mesmo inutilmente. 
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  Por mais que eu quisesse, a cena do tal Adam perguntando sobre o pai de não saía da minha mente. Será que era tudo mentira toda aquela história sobre ser órfã? Eu já havia presenciado algumas conversas estranhas dela com . Me perguntava se meu primo sabia de algo a mais que eu, ou era somente investidas tolas da parte dele. Terminei de tomar a água e joguei a garrafa no lixo, fui até meu quarto e deitei na cama. 
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  Precisava de uma noite de sono para colocar minhas ideias em ordem e parar de pensar tanto em .
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  — Aqui está o calouro ocupado — disse Matt ao entrar na sala onde eu estava. 
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  O andar despreocupado, continuou a se aproximar de mim.
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  — Você fala como se eu tivesse entrado ontem em Harvard. — Ri de leve, mantendo a atenção no livro em minha frente. — Não tem nada para fazer, não?
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  — Não. — Ele riu. — Minha semana de provas acabou, estou me sentindo solitário.
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  — Pensei que tivesse namorada. — Fechei meu caderno e o livro, então o observei puxar uma das cadeiras próximas para se sentar. — A garota se cansou de você?
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  — Para dizer a verdade, eu que me cansei dela, era muito ciumenta — explicou ele suspirando. — Acho que preciso de um tempo para mim, descobri que a vida de solteiro pode ser mais divertida.
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  — Sei, senti um fundo emocional em suas palavras. — Ri da sua cara de abandonado.
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  — Você bem que podia me fazer companhia de vez em quando — sugeriu ele com um olhar malicioso.
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  — E por acaso está escrito sexo feminino na minha testa? — retruquei. — Ou você está mudando de time?
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  — Não. — Ele fez careta. — Vamos admitir que é mais divertido chegar em uma festa acompanhado de um amigo.
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  — Você está em uma fraternidade, não tem amigos lá? — retruquei novamente.
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  — Não são tão divertidos assim, mas eu te entendo, você está namorando e a garota é minha irmã.
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  — Que bom que se lembrou, assim para de sempre me convidar para a vida de pecados. — Ri um pouco enquanto guardava meu caderno na mochila. — Atualmente sou homem de uma mulher só.
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  — Nossa, fiquei tocado agora, me faz querer uma namorada de novo — brincou ele.
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  — Você muda de ideia como muda de roupa. — Eu ri, me levantando.
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  — Ah, também não é assim. — Ele se levantou junto, rindo também. — Mas às vezes é bom ter uma namorada, apesar de quem eu queria ter me dispensado há tempos.
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  — Desse clube eu sou presidente — brinquei novamente indo em direção a porta de saída da sala.
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  Sabia que ele estava se referindo a .
  — Muito ousada ela, mas sabemos que ela fez isso pela . — Ele me acompanhou, senti uma certa frieza em sua voz. — Minha irmã sempre foi apaixonada por você.
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  — E só fui perceber isso ao levar o fora da garota misteriosa. — Assenti de leve olhando para frente, enquanto caminhávamos pelo corredor. — Mas eu gostei de ter descoberto, é realmente um sonho de namorada.
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  — Cuidado para não se perder nesse sonho — brincou Matt.
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  — Mas nem todo sonho é perfeito. — Suspirei fraco, era um pouco frustrante às vezes.
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  — Está falando de que? Tem alguma coisa errada no namoro de vocês?
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  — Não acho que seja um assunto para falar com o irmão da minha namorada. — Eu virei meu rosto para o lado e o olhei segurando o riso, depois voltei meu olhar para frente.
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  — Não é o que eu estou pensando, é? — Sua voz parecia desacreditada.
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  — Depende do que está pensando. — Eu ri dessa vez.
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  — Oh, não. — Ele segurou no meu braço me parando. — Não me diga que vocês…
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  — Nem termine essa frase. — O olhei meio amargurado.
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  — Oh, agora está explicado as idas e vindas de vocês dois. — Ele riu um pouco da minha cara. — Uau, minha irmã te deixando na seca do deserto.
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  — Poderia ter passado sem esse seu comentário. — Eu deixei ele rindo e segui novamente pelo corredor.
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  — Ei, espere, não fique magoado comigo — ele continuava rindo. — Acho que agora estou começando a gostar do namoro de vocês.
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  — Acho que você poderia ficar calado. 
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  Bufei um pouco com as piadas dele sobre meu namoro com
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  Mas acho que estava perto de deixar minha namorada um pouco mais à vontade para avançarmos em nosso relacionamento. Eu tinha algumas dicas de que martelavam em minha mente às vezes. Elas eram amigas e a conhecia melhor que qualquer pessoa. 
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  Os dias passaram.
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  Com minhas provas finalizadas e minhas notas excelentes, finalmente pude voltar para Manhattan. Assim que cheguei no apartamento do Central Park, estranhei estar vazio, esperava pelo menos encontrar meu primo desfrutando de seu momento de libertinagem. Subi até meu quarto, tomei uma ducha rápida e coloquei uma roupa confortável e meio formal para minha noite com . Ainda não sabia em que restaurante iria levar ela, mas queria que fosse uma noite romântica para ela.
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  — Boa noite — disse ela ao chegar no hall do Hotel.
  — Boa noite. — Eu sorri de canto, olhando-a de cima a baixo. 
  Tinha que admitir que ao longo do nosso namoro ela mudou muito, principalmente seu estilo de vestir. tinha uma mistura delicada e sedutora que me fascinava em alguns momentos, seu jeito meigo e inocente era o que me atraía ainda mais.
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  — Está mais linda ainda esta noite — a elogiei.
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  — Obrigado. — Ela sorriu de leve, desviando seu olhar ainda tímido com meus elogios para o lado. — Então, vamos jantar no restaurante do Hotel?
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  — Não. — Segurei levemente em sua mão a guiando até o elevador.
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  Ela realmente imaginava que eu iria ser tão trivial assim? 
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  A levei para o terraço do hotel, havia um espaço preparado pelos funcionários para nosso jantar perto do jardim. Eu vi um breve brilho em seus olhos, seguido de um sorriso singelo e bonito. Ao aproximarmos afastei um pouco a cadeira para que ela se sentasse, depois me sentei em sua frente. 
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  — Um jantar à luz de velas com o céu estrelado sendo testemunha — comentou ela ainda sorrindo. — Viu isso em algum filme?
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  — Não achou que eu pudesse ser tão romântico assim? — retruquei ela segurando o riso.
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  — Bem, é a primeira vez que temos um jantar à luz de velas no terraço. — Ela riu.
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  — Achei que você precisasse de algo especial que fizesse esquecer os problemas. — Eu a olhei um pouco mais sério, pegando a garrafa de vinho para abrir. — Como estão as coisas com sua mãe?
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  — Na mesma, mas eu não quero falar sobre isso. — Ela desviou seu olhar para o lado respirando fundo. — O que importa é que ela não tem mais poder sobre mim.
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  — Estou feliz que possa fazer suas escolhas, sem cobranças. — Estava mesmo feliz. , mesmo sendo delicada, estava se mostrando forte com tudo que passava em casa.
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  — Sim e agora preciso me focar em meu curso — concordou ela voltando seu olhar para mim.
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  — E por falar em curso — segurei de leve o riso, enquanto servia nossas taças de vinho —, quando surgiu a ideia de fazer gastronomia?
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  — Não me olha com essa cara de “você não sabe cozinhar”. — Ela riu. — Acho que era uma área que eu já tinha interesse, só precisei de um empurrão.
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  — Sendo o curso que for, você tem meu apoio sempre. — Sorri tranquilamente para ela. 
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   teria meu apoio e de muitas outras pessoas que gostavam dela. 
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  Nosso jantar foi tranquilo e cheio de assuntos sobre a universidade que ela iria cursar na França. Aquilo me preocupava de certa forma, principalmente por nosso relacionamento que sempre tinha altos e baixos. Por mais que em alguns momentos ela tocasse no nome de , eu sempre desviava o assunto para nós dois. Fiquei um tanto surpreso quando ela elogiou meu primo e disse que ambos estavam construindo uma amizade sólida, eu realmente não conseguia associar e amizade com mulheres numa mesma frase. Após a sobremesa, eu a levei para a suíte máster, queria lhe mostrar a linda vista que a varanda proporcionava para o rio East. 
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  Ela ficou encantada com as luzes noturnas que tinham colocado na orla do rio. 
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  — Uau, é tão lindo — sussurrou ela, com sua atenção voltada para o rio.
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  — Você gostou? — perguntei curioso.
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  — Sim — ela desviou o olhar para mim. — Não me diga que foi você?
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  — O que acha?
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  — Sério? — A surpresa no seu olhar me deixou animado. — Você mandou que enfeitasse o rio com luzes para mim?
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  — Sim — assenti honestamente. 
  Aquela ideia brilhante tinha sido de , confesso.
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  — Eu adorei — ela se aproximou mais de mim envolvendo seus braços em meu pescoço. — Estou amando nossa noite, estava sentindo sua falta, não sei o que acontecerá quando for para Paris.
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  — Digo o mesmo, Harvard é tão vazia e solitária sem você — sorri de canto. — Precisa mesmo ser uma universidade da Europa?
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  — Sim, é a melhor do mundo no quesito gastronomia.
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  Sua resposta ainda não me convencia nem um pouco, ainda mais pela distância. 
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  Eu a beijei de leve, antes mesmo que ela pudesse dar mais algumas explicações de como Le Cordon Bleu era sua melhor escolha acadêmica. Naquele momento eu iria colocar todos os ensinamentos e conselhos de em prática. Minha Dream Princess teria uma noite linda e romântica, como deveria ser. Mesmo esperando, e em alguns momentos respeitando suas inseguranças, eu queria mesmo avançar ainda mais com ela, teria que ser aquele momento. 
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  Eu a desejava de certa forma e tinha certeza que após isso, nosso relacionamento poderia ser bem mais leve e sem incertezas da parte dela. Se eu havia aguardado por tanto tempo, não haveria mais dúvidas de que eu gostava dela com sinceridade. Por alguns minutos, pareceu que estava dando certo e estava se rendendo aos meus beijos e minhas carícias. Eu retirei suavemente seu casaco e aos poucos fomos quarto adentro e, quando nos deitamos na cama, ao tocar seu corpo com mais intensidade, ela me empurrou de leve. 
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  — Me desculpa — disse ela, se afastando de mim enquanto recuperava o fôlego.
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  — O que foi? Pensei que quisesse também? — perguntei não entendendo o que tinha dado errado.
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  — Eu quero, mas… — ela respirou fundo — Me desculpa.
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  — Calma — eu toquei de leve em sua face —, não é a primeira vez que me rejeita, pensei que fosse a última, mas… Não precisa pedir desculpas.
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  — Acho que não consegui esvaziar minha mente para hoje — disse ela se levantando da cama. — Eu vou embora.
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  — Não precisar sair daqui, como se estivesse fugindo. — Me levantei e a abracei de leve. — Mesmo não acontecendo nada, não quer dizer que não podemos dividir o mesmo quarto.
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  Luz de velas, jantar no terraço e vista para um lago iluminado. 
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  Esses são os ingredientes secretos revelados por ninguém menos que para qualquer namorado conseguir sua tão esperada noite de amor. Pelo menos era isso que o romântico esperava. Uma pena que na cabeça da nossa Dream Princess só estejam as venenosas palavras de Britany Collins. Será que algum dia veremos esse casal consumar este amor? 
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E quem sou eu?
Esse segredo eu não conto para ninguém!
– Xoxo, G’G.

14. Veteran’s Party

“I ain’t gonna stop until I do (don’t stop it)
I ain’t gonna quit should I show.”
– Don’t Stop The Party / Black Eyed Peas

   
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  Eu ainda estava deslumbrada com tudo que tinha visto na Universidade de Yale, senti bem lá no fundo que aquele poderia sim ser o meu lugar. Era estranho para mim estar no mesmo ambiente que por tanto tempo, confesso, ainda mais vendo-o jogar seu charme para todas as garotas que passavam por nós. Fiquei admirada por ele conhecer tantas pessoas pelo campos, claro que a maioria de sua lista de conhecidos eram mulheres. 
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  Nenhuma novidade para mim. 
  — A cada quatro passos, uma amiga diferente — comentei, parando em frente à fachada do prédio principal.
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  — Hum, está com ciúmes? — perguntou ele parando ao meu lado.
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  — Não. — Dei de ombros. — Só estou comentando, acho que esse é um dos motivos que me faz não querer nada com você.
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  — Queen. — Ele segurou de leve em minha cintura, me fazendo ficar de frente para ele. — Mulheres como você são diferentes.
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  — Diferentes? — Ri de leve. — Como?
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  — São tão difíceis de alcançar que quando conquistadas… — Seu olhar era sincero, isso era novidade para mim. — É como um sonho que não queremos acordar.
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  — Que profundo, consegui até sentir uma ponta de sinceridade — comentei em um elogio disfarçado.
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  — Interessante. — Ele acariciou de leve meus cabelos. — E por falar em sonho, meus parabéns.
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  — Pelo que? — Estava curiosa.
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  — Você conseguiu transformar uma garota tímida em uma mulher inesquecível e desejável. — Ele sorriu de canto. — Bem, se ela já for uma mulher, é claro.
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  — Soube da sua repentina amizade com a . — Toquei de leve com minha mão direita em seu tórax, o afastando um pouco de mim. — Fique longe da minha amiga.
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  — Não se preocupe, é como você, uma em um milhão. — Seu olhar agora era de um predador, seguido de um sorriso malicioso.
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  Eu não conseguia acompanhar estes momentos de
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  Na mesma hora que ele era gentil e me ajudava, também se mostrava um homem disposto a não perder o que queria, ainda mais quando me olhava de forma maliciosa. Ele me levou para a filial do Hotel Royal que tinha em Connecticut, me instalei em uma suíte máster, uma cortesia da família Village. 
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  — Não quer mesmo jantar em meu quarto? — insistiu antes de sair da suíte, em que tinha me instalado.
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  — Não, eu realmente gostei muito do nosso passeio, do que fez por mim hoje, mas não quero que misture as coisas — respondi desviando meu olhar para a porta. — Já percebi que sabe de muitas coisas do meu passado, mas isso não vai mudar minha posição.
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  — Eu sei, você é extremamente firme em suas palavras, mas não vou desistir. — Ele sorriu de canto. — Mesmo que seja somente uma noite ou um breve momento, você ainda vai ceder e ser minha.
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  — Espero que esse dia nunca chegue — disse diretamente, talvez eu fosse um pouco fria demais em minhas palavras, mas não imaginava tendo nada com ele. 
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   piscou de leve e saiu rindo pelo corredor. 
  Eu fechei a porta do quarto trancando com a senha eletrônica que tinha feito. Me espreguicei um pouco, senti minhas costas doerem de leve. Havia ficado muito tempo caminhando com ele pelo campus da universidade de Yale. Deixei minha bolsa de mão em cima da mesa que tinha ao lado da cama e entrei no banheiro. Olhei para aquela banheira grande e espaçosa tendo algumas ideias de um banho relaxante, eu precisava. E foi mesmo um relaxante banho de espumas, seguido de uma ducha quente.
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  — Ah, como estas partes da vida são boas — disse para mim mesma voltando para o quarto vestida com o roupão de banho. — Vejamos, tenho que mandar uma mensagem de desculpas para a diretora Queller, saí da recepção mais cedo, só agora me lembrei. 
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  Realmente só tinha me lembrado da Ivy Week naquele momento. 
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  Certamente a diretora da escola de Artes de Yale, comentaria sobre meu breve passeio pelo campus. Peguei meu celular dentro da bolsa e olhei algumas mensagens. A poderosa G’G havia mencionado em seu Instagram minha embarcação no jatinho de , com várias fotos nossas de brinde.
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  Será que e os outros já teriam visto? 
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  — Espero que ela não tenha comentado nada errado sobre isso, nem insinuado uma relação inexistente — sussurrei de leve vendo as fotos.
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  Suspirei fraco olhando mais algumas mensagens.
  Vi uma bem surpreendente vinda de Rose, me contando que havia convidado pessoalmente Britany Collins. Realmente não acreditava que minha melhor amiga estava fazendo aquilo. Convidando minha inimiga declarada. Estava um pouco intrigada com este fato, o que me fez lembrar do dia em que trombei com ela na 5ª Avenida. Britany havia me dito que iria mostrar para todos quem eu realmente era. Será que eu deveria me preocupar? 
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  Outro detalhe que estava martelando em minha mente era o comportamento estranho que vinha tendo comigo. Fazia poucos dias, mas dava para perceber que tinha algo de errado com nossa convivência diária. Deitei na cama e fiquei um tempo olhando para o teto, deixei meu celular ao meu lado e fechei meus olhos. 
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  Acordei no dia seguinte com meu celular tocando, era uma ligação de .
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  — A que deve sua ligação a essa hora da manhã? — disse ainda sonolenta.
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  — Preciso da ajuda da minha melhor amiga — explicou ele, com uma voz tranquila e suave.
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  — Surpreenda-me?!
  — Convidei para um jantar, quero que seja inesquecível. — Agora o tom era de malícia.
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  — Uau, agora achei interessante. — Ergui meu corpo um pouco e olhei para o sol entrando pela janela. — Vou pensar em algo que possa te ajudar.
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  — Conto com sua criatividade — brincou ele rindo. — Quero mesmo que seja a melhor noite para .
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  — Estamos falando da nossa Dream Princess, tenho certeza que será uma noite encantadora. 
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  Trocamos mais algumas palavras e logo desliguei o celular. 
  Estava mesmo admirada com a ligação dele. Contudo, não era novidade para mim que ele queria aquecer o relacionamento de ambos e tentar ultrapassar as barreiras da timidez de . Estava feliz pelo namoro dos dois, minha amiga merecia realizar seu sonho de um primeiro amor. Troquei de roupa tranquilamente, enquanto pensava em como poderia ajudar com seu jantar. Assim que terminei, peguei minha bolsa e o celular e desci para o hall do Hotel. já estava me esperando, sentado no luxuoso sofá que ficava em frente ao balcão da recepção, com um copo de Bourbon na mão me olhando tranquilamente. 
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  — Bom dia — disse ao me aproximar.
  — Bonjour, majestade. — Ele sorriu de canto. — Aceita tomar café com seu humilde servo?
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  Ele se levantou do sofá estendendo a mão direita.
  — Humilde?! Servo?! — Eu ri descontraída e segurei em sua mão. — E onde tomaremos nosso café da manhã?
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  — Surpresa. — Ele piscou de leve mantendo o sorriso nos lábios.
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  Mesmo não confiando 100% em , eu me divertia com aqueles momentos de extremo charme e cavalheirismo que ele possuía. Imprevisivelmente nosso café da manhã foi em seu iate de luxo no porto de New Haven, senti meus olhos brilhando quando o vi ancorado e assim que entrei. 
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  — Você realmente sabe deixar uma mulher sem palavras. — Tinha que admitir aquela realidade.
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  — Uma pena que só isso não sirva para conquistar algumas mulheres — retrucou ele ao segurar minha mão e me guiar até o convés superior.
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  — A vista é linda — sibilei um pouco olhando ao meu redor.
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  — Então, vamos saborear nosso café? — sugeriu ele, arrastando a cadeira para que eu me sentasse. 
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  Assenti com a cabeça me sentando. 
   havia preparado um café da manhã ao estilo francês com direito a muitas guloseimas. Tentei controlar um pouco meus pensamentos sobre rever minha opinião sobre ele, mas assim que o olhei, vi em seus olhos malícia e o instinto de um predador. Passamos um bom tempo no seu iate, até que ele recebeu uma ligação do escritório do seu pai, percebi uma certa preocupação de sua parte. 
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  — Infelizmente terei que deixá-la voltar sozinha — disse ele, ao nos aproximarmos do carro particular do Hotel.
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  — Aconteceu alguma coisa? — perguntei meio curiosa.
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  — Nada que valha a pena saber. — Ele sorriu de canto por um momento e olhou para o motorista. — Leve ela em segurança para o jatinho.
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  — Nos vemos na festa dos veteranos? — perguntei como quem não queria nada.
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  — E eu perderia essa oportunidade? — respondeu ele com ironias.
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  Eu entrei no carro segurando o riso. 
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  Assim como ordenado, o motorista me levou diretamente para o aeroporto particular da família dele, onde peguei o jatinho de volta para Manhattan. Assim que cheguei, liguei para . Havia pensado em algumas ideias durante os breves minutos de voo, precisava contar a ele e começar a planejar seu jantar com , desde o cardápio até a cor do lençol. 
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  — É realmente necessário? Acho que decidir sobre a cor do lençol é demais — questionou ele do outro lado da ligação.
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  — Ah, homens não prestam mesmo atenção nos detalhes. — Bufei um pouco enquanto andava pelos corredores da sofisticada loja de departamentos Bergdorf Goodman. — É claro que importa. Por exemplo, se for da cor preferida dela, tecido macio, que bom que você ligou e pediu ajuda.
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  — Ok. — Ele riu um pouco. — Faça o que achar melhor, confio no seu bom gosto.
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  — Que bom, porque bom gosto eu tenho de sobra. — Parei em frente a uma mesa de jantar que estava montada para exposição.
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  — Mais alguma recomendação, professora? — brincou ele.
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  — Jamais fale no assunto, apenas seja suave e deixe rolar e principalmente, não tenha pressa. — Fixei meus olhos no prato de porcelana, era decorado com fios de ouro. — Lembre-se que ela tem que se sentir confortável e não pressionada.
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  — Anotado.
  — Vou desligar, acho que encontrei o aparelho de jantar perfeito para a ocasião. — Ri de leve e desliguei o celular. 
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  Eu iria aproveitar aquela tarde para as compras, o dia seguinte seria para escolher o cardápio do jantar e reservar o melhor quarto do Hotel com a melhor vista. Tinha muitas coisas para resolver até o dia do jantar deles, estava me dividindo em duas, pois tinha que resolver também os preparativos finais para a Veteran’s Party. O lado bom é que podia contar com a ajuda das futuras representantes, apesar da pouca presença de em nossas reuniões.
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  Desde o repentino abraço em Dream Princess, gestos de amizade, sorrisos gentis ao café da manhã no iate, nosso conquistador está se mostrando um homem de mil faces. Será que nossa desconfiada Mistery Queen mudará seu conceito sobre ele? Ela não sabemos, mas eu estou adorando essa fase.
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– Xoxo, G’G.


  

  Apesar de estar vivendo um ano como queria, tinha outro acordo com meu pai. 
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  Ele não queria à frente dos negócios e acreditava que eu seria a melhor escolha para a empresa. Às vezes me perguntava se este pensamento era como um prêmio de consolo por não ser o pai do ano, seria irônico isso. Mas estava ali, após ter que deixar voltar sozinha para Manhattan, entrando em outro jatinho rumo a Vegas. Pois aparentemente meu pai não poderia participar de uma reunião importante, devido a causas particulares. O motivo? A filha bastarda estava com resfriado.
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  — Ironias da vida — sussurrei para mim, enquanto a comissária servia meu copo com mais Bourbon.
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  — O senhor deseja mais alguma coisa? — perguntou ela num tom sugestivo.
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  — Não, obrigado.
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  Aquela seria a primeira vez que a dispensaria. 
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  Estava com meus pensamentos voltados para algo que realmente não valia a pena. Não conseguia acreditar que ele estava sendo o pai do ano para aquela bastarda, o pai que nunca foi para mim. Aquilo me fazia odiar ele ainda mais. De forma automática, joguei o copo que estava em minha mão na parede do jatinho, fechei meus punhos respirando fundo. Se era aquilo que ele queria de mim, ele teria, aprenderia na experiência o que estava se sacrificando para aprender na teoria. 
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  Não deixaria a empresa em mãos erradas, principalmente na mão da minha “querida madrasta”
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  — Senhor, chegamos — disse a comissária ao se aproximar de mim, após algum tempo.
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  — Mantenha o jatinho preparado, não pretendo ficar em Vegas.
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  — Como o senhor desejar. — Assentiu ela com um sorriso.
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  — Ah, Verônica — eu a olhei —, você fica melhor com o batom vermelho.
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  — Obrigada, senhor. 
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  Sorri de leve e caminhei para a saída. 
  Um carro particular do Hotel-Cassino já estava à minha espera, não demorou muito até que estacionou em frente ao Royal de Vegas. A reunião seria no andar da diretoria, no topo do edifício. Assim que cheguei pelo hall, ouvi alguns cochichos vindo ao meu redor, logo a gerente veio me cumprimentar.
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  — Senhor Village, é um prazer ter o senhor novamente — disse ela, com um sorriso em sua face.
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  — Agradeço, Lily. — A olhei de baixo para cima. — Este vestido lhe caiu muito bem, valoriza seu corpo.
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  — Que bom que gostou, senhor. — Ela sorriu um pouco tímida, desviando o olhar para o elevador que já estava me esperando. — Eu acompanho o senhor até o andar da diretoria. 
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  Lily era uma mulher encantadora, que em raros momentos mostrava sua insegurança por não estar dentro dos padrões de beleza que a sociedade nos impunha. Foi uma singela indicação minha que a tornou a gerente do mais lucrativo Hotel-cassino da nossa empresa. Uma mulher muito competente e profissional, dentro e fora do seu expediente de trabalho. Assim que cheguei a sala de reuniões, Lily voltou para o andar da recepção. Caminhei tranquilamente até a cadeira presidencial e me sentei. 
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  — Devo admitir que você fica melhor nesta cadeira que os mais velhos dessa família — comentou Daisy ao entrar na sala.
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  — Devo incluir meu primo? — brinquei me levantando.
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  — Bem, que não me ouça, mas acho você melhor que ele. — Ela riu suavemente, vindo ao meu encontro.
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  — Estava sentindo falta de seus elogios. — Eu a abracei. — E estou sendo sincero agora.
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  — Tenho certeza que você sempre foi sincero comigo. — Ela sorriu e me deu um beijo de leve. — Quando vai assumir esta empresa?
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  — Ainda tenho muitos outros planos antes de assumir tudo. — Eu ri acariciando seus cabelos loiros. — Soube do seu breve noivado, desistiu de mim?
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  — Você é um homem de várias mulheres, eu precisava de estabilidade. — Ela deu de ombros se afastando de mim.
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  — E por onde anda esta estabilidade? — Me sentei na cadeira presidencial novamente a olhando andar sinuosamente até a cadeira em que se sentaria.
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  — Em Dubai, com outro. — Ela sentou dando um suspiro fraco.
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  — Outro? Outro?
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  — Nada de brincadeiras sobre isso.
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  — Desculpa. — Eu ri ao pensar em um comentário maldoso. — Mas se quiser, posso ficar até amanhã, assim poderei te consolar de uma forma mais apropriada.
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  — Estou tentada a aceitar a oferta. — Ela riu lançando seu olhar para a porta que se abria. 
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  Daisy era a filha do primeiro casamento da mãe de
  Mesmo sendo meia-irmã, ele não a considerava tanto assim, porém, no meu caso, eu adorava meus momentos com ela. Bons momentos os nossos, principalmente quando viajávamos juntos nas férias de verão. Mesmo ela sendo cinco anos mais velha que eu, era um pouco apaixonada por mim. O que dizer sobre isso? Eu aprendi muito com ela sobre como agradar uma mulher de verdade. 
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  Não demorou muito até que os outros diretores e o representante dos acionistas entrassem, todos se surpreenderam ao me ver lá, representando meu pai. A reunião demorou um pouco para terminar. Almoçamos todos na sala de reuniões mesmo e voltamos às nossas discussões sobre o futuro da empresa, estava interessante até meu saudoso tio aparecer. Em sua face, a mesma cara de surpresa, com o tempo fui ficando entediado por estar naquele lugar. Só conseguia olhar para Daisy e pensar em como poderíamos estar aproveitando nosso precioso tempo em outro lugar.
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  Após algumas propostas e debates, meu pensamento iria se tornar realidade. Daisy me convidou para conhecer um novo pub que tinha inaugurado. Os planos de voltar para Manhattan no mesmo dia foram cancelados devido aos beijos dela. Não acreditava que estava revivendo momentos preciosos de minha vida secreta de um adolescente americano. Voltei para Manhattan um dia antes da tão anunciada festa dos veteranos, estava curioso para saber o que aconteceria e quem estaria na lista de convidados. 
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  — Não se lembra mais das velhas amigas? — disse uma voz feminina vinda de trás de mim.
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  — Amiga, sim. — Eu me virei, reconhecia aquela voz. — Velha, jamais.
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  — Agradeço o elogio. — Ela sorriu sinuosamente.
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  — Soube do seu retorno. — Respirei fundo. — Mas devo me desculpar por não ter mandado flores ou chocolates de boas-vindas.
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  — Depois do que fez por mim, nem precisa me mandar nada. — Ela tocou de leve na gola da minha camisa.
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  — E como está sua filha? — Desviei meu olhar para a fachada do prédio por um momento.
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  — Herdando minha beleza.
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  — Ok, não está aqui para falar da minha afilhada. — Tinha certeza que ela queria algo a mais com aquela visita. — O que deseja de mim?
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  — Mais informações. — Desta vez ela foi direta ao ponto.
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  — Então acho que deveríamos ter esta conversa em um lugar mais reservado — sugeri.
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  E o lugar reservado seria sim meu quarto. 
  Não foi um golpe de sorte o apartamento estar vazio, já que Matt só viria a Manhattan na manhã seguinte e teria um encontro com . Assim que entramos no meu quarto, pulamos a parte da conversa e tivemos nosso momento íntimo que não tínhamos há um tempo. Foi inspirador ao ver que Britany ainda era tão bela quanto as curvas de seu corpo. O restante da noite passou com nossa distração cheia de desejos e pecados, até que, ao amanhecer, finalmente começamos a falar de assuntos um pouco mais sérios. 
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  — Assim como prometeu, você voltou, estou me perguntando o que esta sua mente vingativa já aprontou neste curto tempo que está em Manhattan — comentei, despejando um pouco de Bourbon em meu copo com gelo.
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  — Coisas maravilhosas, andei plantando algumas sementes da discórdia em mentes férteis. — Ela riu da cama. — Eu realmente ainda não entendo.
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  — O quê? — A olhei tranquilamente, ela estava enrolada nos lençóis da cama, com um olhar curioso.
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  — Você está há tanto tempo querendo a , estou curiosa para saber por que me contou um de seus segredos. — Ela ergueu seu corpo, fixando ainda mais o olhar em mim.
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  — Mesmo interessado nela, prezo as amizades antigas. — Tomei um gole do whisky com tranquilidade. — E estava achando esse jogo desigual, afinal, você não sabia de nenhum segredo dela.
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  — Quando me contou, fiquei tão extasiada, agradeço por não ter me deixado fazer nada antes. — Ela passou a mão direita em seus cabelos ruivos.
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  — Digamos que a vingança é algo que deve ser bem preparado e saboreado na hora certa. — Sorri de canto para ela, imaginando como seria sua vingança. — E este não é o único segredo de .
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  — E tem mais? — Ela se levantou da cama, demonstrando uma certa animação. — Me conta.
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  — Não. — Eu ri de sua cara de criança carente.
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  — — ela se aproximou de mim e beijou meu pescoço de leve —, por favor, me conte.
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  — Já disse, não.
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  ;Eu era convicto em minhas decisões. 
  E só havia contado à Britany o que achava relevante para mim, pois aquela também era sim um pouco da minha vingança. Afinal, meu orgulho estava ferido por todos os foras que havia me dado. Enfim, estava chegando a hora de irmos para a Veteran’s Party, e me surpreendeu um pouco a afirmação de Britany em ter sido convidada pessoalmente por . Será que a mente fértil, onde ela havia plantado a semente da discórdia, era a nossa delicada Dream Princess?
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  — Não acredito. 
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  Foram as palavras que consegui identificar dos lábios de , assim que entrei na casa de Camille. Mesmo aquelas palavras sendo de surpresa, seu olhar era de uma mulher preparada para a guerra. 
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  — Me parece que vossa majestade não está surpresa — sussurrei para Britany.
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  — Melhor assim — ela riu baixo. — Agora estou curiosa para saber o que ela preparou para mim.
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  — Bem-vindos — disse ao nos cumprimentar.
  — Agradeço, vejo que não está surpresa em me ver — comentou Britany com aquele olhar ameaçador que só ela faz.
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  — Eu sempre sei quais os nomes que estão na minha lista de convidados — retrucou ela se mostrando ainda mais superior. — Aproveitem a festa. 
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   se afastou de nós mantendo sua pose e cabeça erguida. 
  Aquilo me fazia querer ainda mais ela para mim. Me afastei de Britany e me aproximei de , ela segurava um riso no canto do rosto, era a confirmação que Britany tinha contado tudo a ela. Estava curioso para saber se a destronada Collins havia revelado que a fonte da informação era eu. Entretanto, notei outro detalhe, James ainda não estava presente na festa. 
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  — — ela me abraçou de leve e sorriu —, que bom que realmente veio.
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  — Não perderia esta festa por nada. — Sorri de volta para ela. — Ainda mais depois que descobri um certo nome na lista de convidados.
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  — Britany. — Concluiu ela. — Foi eu mesma que a convidei.
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  — Isso me deixa ainda mais surpreso.
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  — Bem, Britany tem se mostrado uma pessoa legal e arrependida — explicou ela tranquilamente desviando seu olhar para que estava conversando com .
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  — Ainda com olhares de ciúmes? — Eu a olhei atentamente. — E uma face de desagrado?
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  — Acho que sempre tive ciúmes da amizade de ambos — ela suspirou fraco. — Mas tento evitar transparecer isso.
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  — Ainda acho que você é um sonho que meu primo não merecia ter. — Realmente estava certo, segundo meus princípios masculinos.
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  — E quem merecia ter? — Ela me olhou, não acreditada de minhas palavras.
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  — Eu, talvez. — A olhei com mais profundidade de forma séria. 
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   se encolheu um pouco, demonstrando timidez. 
  Ela não era mulher para falar em tom de brincadeira. Ela era um sonho doce e meigo que merecia alguém muito melhor que meu primo. E talvez, estava inclinado a acreditar que esta pessoa poderia ser eu. 
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  — Me desculpe, não sei o que dizer.
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  — Não diga nada, apenas tenha em mente que não é o único homem da Terra. — Sorri de leve para ela. — E que você é tão atraente e desejável quanto sua amiga.
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  Seu silêncio demonstrou estar pensativa em minha palavras, aproveitei a deixa e me afastei indo em direção à mesa de drinks. Assim que fui servido pelo garçom com precisão, dei o primeiro gole já sentindo uma pessoa se aproximar. 
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  — Então está me traindo definitivamente. — estava com uma taça de champanhe na mão. — E com a minha inimiga destronada?!
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  — Não pense desta forma — disse num tom sinuoso. — Ela estava sozinha e eu simplesmente a acompanhei, soube que o nome estava na lista.
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  — Suas palavras não me convencem. — Ela arqueou a sobrancelha direita.
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  — Está com medo? — Eu sorri de canto. — Com medo de algo sobre você ser dito para ela?
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  — Não estou com medo — retrucou num tom mais baixo, mas firme.
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  — Não se preocupe, majestade. — Segurei de leve em sua cintura, como sempre gostava de fazer. — Jamais faria algo que a prejudicasse.
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  — Devo acreditar em você? — insistiu ela.
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  — Jamais contaria o seu real segredo — garanti com sinceridade.
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  Era divertido quando as palavras saíam de minha boca com ar cínico, porém, naquele momento mantive a seriedade no olhar e a verdade em minhas palavras. Ficamos nos olhando por segundos até que interrompeu a música. Ela começou a discursar sobre como estava feliz pela presença de todos, e que tinha uma surpresa para aquecer a festa. E logo propôs um jogo de verdade ou desafio para todos, as anfitriãs começariam o jogo e a primeira seria , e poderíamos desafiar qualquer convidado. 
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  — Vai ser interessante — sussurrei para mim.
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  — Como eu propus o jogo, eu começo. — deu um sorriso singelo e olhou para sua amiga. — Eu desafio a nossa Mistery Queen.
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  — Nossa. — deu um passo para frente. — Estou preparada.
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  — Será? — comentou Britany, num tom baixo se colocando ao meu lado.
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  — Tenho uma pergunta, você pode escolher entre dizer a verdade ou optar pelo desafio — explicou .
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  — Diga sua pergunta, . — parecia muito confiante.
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  — Quem é Allison Sollary? — foi tão direta e precisa que senti meu corpo arrepiar. 
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  Todos ficamos esperando uma resposta de , que parecia paralisada com a pergunta da amiga. Desviei meu olhar para o lado, Britany estava se deliciando com aquele momento. 
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  — Se eu não quiser responder, qual seria meu desafio? — perguntou nossa Queen, desviando seu olhar discretamente para Britany ao meu lado.
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  — Terá que realizar um desejo do — respondeu
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  Uau, por essa eu não esperava!
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  Querido , por essa ninguém esperava. Parece que o tempo está fechando para nossa Mistery Queen. Acho que este jogo de verdade ou desafio ficaria ainda mais interessante se James Bale aparecesse. Afinal, todos adoramos ver as faíscas que jogos assim provocam nas festas.
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E quem sou eu?
Esse segredo eu não conto para ninguém!
– Xoxo, G’G.

15. Verdade ou desafio?

“I’m Miss American Dream since I was 17,
Don’t matter if I step on the scene”
– Piece Of Me / Britney Spears

   

  Externamente eu aparentava tranquilidade e naturalidade. Entretanto, internamente meu coração estava acelerado e minhas mãos frias. Minha mente fervendo de perguntas e a mais óbvia de todas, era como ou quem tinha falado esse nome para . Mesmo que meu olhar estivesse focado em Britany, não teria como ela saber a completa verdade, então meu olhar se desviou para
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  O Village havia jurado que não tinha dito nada que me comprometesse. Contudo, não podia deixar de admitir que ele estava começando a ficar próximo de , desde que ela soube sobre sua mãe. E era o único que sabia do meu segredo, então teoricamente poderia ter contado algo à minha amiga. 
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  — Interessante, e qual seria o desejo de ? — perguntei mantendo meu olhar nele.
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  — Hum, tenho tantos desejos relacionados a você. — Ele mordeu os lábios de leve, com seus olhos também fixos em mim. 
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  De certo, a atenção de todos estava em nós dois naquele momento. Todos curiosos para saber se eu ia responder ou não, de relance percebi que James havia chegado e que estava na porta me olhando. 
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  — Então, , vai responder ou prefere o desafio? — instigou Britany.
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  — Você não precisa fazer isso — disse , ao se aproximar de mim e segurar de leve em meu braço.
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  — E se eu quiser?! — O olhei com segurança, me soltando dele. — Eu sei cuidar de mim mesma.
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  — — sussurrou ele novamente. 
  — Bem, eu irei responder. — De fato isso gerou alguns olhares surpresos e cochichos entre os convidados presentes. — Não sei quem é Allison Sollary, porém não me custa nada realizar um dos desejos de
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  Caminhei sinuosamente até ele e, colocando minha mão de leve em seu pescoço, o beijei da forma mais intensa e maliciosa que poderia. Não era uma coisa que eu imaginei fazer algum dia. Entretanto, tinha mesmo que concordar que quando não é forçado, o beijo dele até me atrai um pouco. 
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  Porém, manteria isso em segredo. 
  Senti as mãos dele em minha cintura por um curto momento, até que eu me afastei de forma proposital mordendo meus lábios inferiores, com um sorriso de canto malicioso. Pude observar que as pupilas dos olhos dele estavam um pouco dilatadas, como as de um gato que tinha ganhado seu precioso brinquedo. 
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  — Acho que sou a próxima a perguntar — disse me colocando no centro da disfarçada roda, suspirei aliviada por aquilo que tinha feito. — Eu desafio Britany Collins, nossa convidada especial. 
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  Não pude deixar de dizer aquilo com um pouco de deboche e sarcasmo, ela não era especial e nunca havia sido bem-vinda na minha festa. Ainda estava com o nome dela na lista de convidados entalado na minha garganta, algo que eu iria discutir com no momento apropriado. 
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  — Desafio aceito, Mistery Queen — disse ela dando um passo para frente. — Pergunte.
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  — Quem é o pai do seu filho, ou melhor, filha? — Direta e precisa.
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  — E meu desafio? — perguntou ela.
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  — Sair desta festa neste momento — disse com convicção.
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  — Eu já estava de saída mesmo — retrucou ela. 
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  Mais barulhos de comentários surgiram, seguidos de algumas risadas discretas entres os convidados. 
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  — Olha, a mamãe não sabe mesmo quem é o pai?! — A provoquei.
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  — Mexa comigo, mas nunca envolva minha filha nisso — disse ela ao se aproximar de mim, logo sendo segurada por . — Você não sabe quem está desafiando.
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  — Foi você quem começou vindo a minha festa — retruquei mantendo meu olhar superior. — Acho que já sabe o caminho da porta.
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  — Se prepare, porque vai ter volta.
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  — Estarei esperando, mamãe — retruquei de uma forma debochada. 
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  Eu não tinha medo dela.
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  E claro que me manteria prevenida aos seus ataques, principalmente se ela tentasse usar minha amiga contra mim. Britany se soltou de e foi em direção a saída secundária, eu segurei um pouco meu sorriso de vitória, até que vi indo atrás dela de forma discreta. Respirei fundo e sorri de forma natural. 
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  — Bem, acho que agora é a sua vez, Camille. — Eu me afastei deles, indo em direção a James, que se mantinha na porta principal de braços cruzados. 
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  Sua face estava tranquila e serena, mas seu olhar fixo em mim transmitia uma certa intensidade, logo um sorriso discreto apareceu em seu rosto.
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  — Continua superior como sempre — comentou ele, descruzando os braços.
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  — Não fiz nada demais, só achei que o ar estava poluído — expliquei passando por ele, seguindo em direção ao hall de entrada da festa. 
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  James foi me seguindo pelo caminho, até que saímos do lugar, de fato eu já estava desmotivada a ficar naquela festa, porém meu propósito de expulsar Collins com estilo tinha se concluído. Quando chegamos em frente ao carro dele estacionado na rua, paramos de frente um para o outro e ficamos nos olhando. 
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  — Me concede a honra de te levar para outro lugar? — perguntou ele abrindo a porta do carro.
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  — Para onde me levaria? — perguntei olhando para a porta aberta.
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  — Onde gostaria de ir?
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  Mordi meus lábios inferiores dando um sorriso.
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  — Hum, tenho algumas coisas em mente.
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  — Vou adorar ouvir cada uma delas. — Ele se aproximou um pouco mais de mim. — Sabe, aquele beijo que deu em me deixou com certa inveja dele.
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  — Imagino. — Suspirei fraco desviando meu olhar para a rua, logo senti minha bolsa de mão vibrar.
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  Era meu celular.
  Eu me afastei um pouco dele olhando a mensagem, aquilo era minha outra realidade aparecendo para estragar minha noite. Mesmo não querendo, eu tinha que me despedir de James e abandonar a possível noite maravilhosa que teríamos. Ele se ofereceu para me levar, mas eu não poderia aceitar por motivos óbvios. 
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  Lá estava eu, entrando em um táxi e seguindo em direção ao lugar que sempre ia em momentos de crise, minha segunda realidade tomava muito de minha força mental, além de me deixar exaustivamente cansada. Desta vez aquele problema parecia ter se intensificado e duplicado, eu teria que desaparecer por alguns dias. O meu problema fora daquela vida de luxo estava me limitando um pouco, tanto que deixei passar a presença de Collins na festa e nem quis voltar nesse assunto com . Mas de alguma forma, mesmo de longe, eu conseguia sentir que ela estava mais afastada de mim, talvez tenha achado que eu exagerei em expulsar a destronada da minha festa.
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  Porém, tinha minhas obrigações como a representante dos alunos no Constance, e mesmo de longe em videoconferências, eu estava cuidando de todos os detalhes do nosso baile de formatura
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  — Você está com uma cara abatida, deveria descansar — disse a dra. Charlot, ao se aproximar de mim.
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  — Acredite, eu tentei, mas não consegui. — Respirei fundo mantendo meu olhar naquela pessoa que dormia de forma tão tranquila. — Para ser sincera, não tenho conseguido dormir há tempos.
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  — Muita pressão, não é? — perguntou ela.
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  — Sim — assenti —, mas eu aguento, já houve dias piores na minha vida.
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  — Fico admirada com sua determinação e carinho, muitas pessoas já teriam desistido.
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  — Não posso desistir da pessoa mais importante na minha vida. — Suspirei fraco. — A única que restou.
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  — Fico ainda mais aliviada em ouvir isso. — Ela se dirigiu até a porta. — Venha, você precisa pelo menos comer algo.
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  — Não sei se a comida passará em minha garganta — retruquei a seguindo.
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  — Nem que eu te force — ela riu um pouco, saindo do quarto. — Bem, geralmente o jantar daqui é melhor que o almoço.
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  — Hum, espero que sim. — Eu ri a acompanhando até o refeitório. 
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  Eu estava grata por ter conhecido a dra. Charlot no pior momento da minha vida. Ela tinha se tornado uma grande amiga e confidente, era a única que eu confiava plenamente e que sabia do meu completo segredo. Além da diretora Queller e agora de . Ela era a única em anos que tinha se proposto a cuidar daquela pessoa tão problemática. Pessoa que me deixava sem dormir e me cobria de preocupações, mas que eu amava. 
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  — Bem que você disse que era melhor que o almoço — elogiei aquela simples comida, mas que continha um sabor diferente de tudo que eu já tinha comido.
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  — É sim, é um sabor de mãe e avó ao mesmo tempo, sabe aquela comida que te faz se sentir em paz — concordou ela, explicando. — Acho que é graças à cozinheira do turno da noite, ela é maravilhosa e sempre faz com carinho e dedicação.
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  — Está explicado — sibilei um pouco. — É uma sopa simples, mas o sabor é de um manjar.
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  — Muito diferente do que você está acostumada a comer, não é? — Ela me olhou.
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  — Sim. — Desviei meu olhar para o prato. — Extremamente diferente.
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  — Como estão os preparativos para sua formatura? — perguntou ela.
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  — Caminhando da forma que sempre imaginei, será um dia memorável para todos a minha volta. — Deixei transparecer um leve sorriso de felicidade ao meu lembrar que fora daquele lugar eu tinha uma vida quase perfeita.
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  — Que bom que está feliz, me sinto mais tranquila sabendo que pelo menos lá, você consegue se alegrar mais. — Ela sorriu também. — E quanto a sua vaga em Yale? Eu ouvi você comentando sobre isso enquanto falava ao telefone.
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  — Hum, estou mantendo isso para mim, não quero ter falsas esperanças, apesar de manter a certeza de que consegui impressionar as pessoas que precisava — respondi segura.
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  — Estou torcendo para que consiga mesmo, será uma grande notícia para todos aqui. — Ela desviou seu olhar para a porta, vendo a faxineira entrar no refeitório. — Todos torcemos por você.
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  — Agradeço por isso. 
  Apesar do lugar ser horrível, as pessoas que estavam ali sempre foram solidárias comigo. Desde que me conheceram em meio a meu desespero por ajuda. Lembranças dolorosas que não quero que retornem em minha vida, eu estava feliz e realizada pelo que tinha conquistado até o momento e continuaria assim. Os dias foram se passando, até que finalmente pude voltar para minha vida feliz, meus momentos de desaparecimentos já não eram mais questionados, felizmente. Porém, sempre que acontecia, a G’G não perdia a oportunidade de lançar especulações em seu instagram, fazendo assim todo o mistério a minha volta crescer.
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  — Nossa rainha voltou ao seu palácio — disse uma voz atrás de mim, assim que eu entrei indo direto para as escadas.
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  — Este palácio não é meu — disse me virando para trás e sorrindo para ele. — Mas serei sempre uma rainha, Matt.
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  — Ela está certa — disse , descendo as escadas. — Esta casa não é dela.
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  — Não seja tão ríspida, — repreendeu ele, se aproximando de mim. — Não desconte seu mau humor nos outros.
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  — O que aconteceu? — perguntei curiosa.
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  — Se estivesse aqui, saberia. — Ela ajeitou sua bolsa no ombro e caminhou até a porta saindo.
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  — Posso entender o motivo disso? — Olhei para Matt.
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  — Me parece que o casal dos sonhos está vivendo dias de pesadelos. — Respondeu ele, tranquilamente.
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  — Brigaram de novo?!
  — Sim, e aposto que pelo mesmo motivo de sempre — explicou ele.
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  — Acho que está ficando difícil para o esperar — concluí meio chateada.
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  — Não sei se fico feliz ou apreensivo com isso, porque sabemos que ele gosta dela, mas depois de tantas idas e vindas… — Matt refletiu um pouco.
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  — Desta vez não me intrometo, anda um tanto chateada comigo, o pior é que nem sei o motivo. — Suspirei fraco. — Sinto que se deve ao retorno da Britany.
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  — Está preocupada com a destronada? — Ele me olhou intrigado.
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  — Já é o segundo que me pergunta isso e não, não estou. — Cruzei os braços olhando para o vaso que tinha na mesa ao lado do sofá. — Ela não é nada para mim e atualmente só penso em Yale e na formatura.
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  — Sim, Yale já está praticamente garantida, porém a formatura, você não me verá nela.
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  — Por quê?
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  — Uma professora me convidou para ir a um congresso com ela, economia moderna, coisas do tipo — explicou.
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  — Uma professora? Economia moderna? — Segurei o riso. — E vocês verão que tipo de palestra neste congresso? Como ser o melhor aluno seduzindo sua professora?
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  — Hum, está com ciúmes? — Ele segurou em minha cintura, com um sorriso maquiavélico.
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  — Não — me fiz de boba —, mas achei que não gostasse de mulheres mais velhas.
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  — Está com ciúmes. — Ele riu um pouco. — Queria que o estivesse aqui para ver isso.
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  — Não estou. — Bati de leve no meu ombro. — E pare com essa brincadeira, somos amigos somente, além do mais, odeio quando vocês dois competem minha atenção.
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  — Então, minha querida amiga — ele envolveu seus braços em minha cintura —, podíamos ficar mais tempo juntos, que tal um passeio?
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  — E onde você quer me levar? — perguntei.
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  — Onde vossa majestade quer ir? — Ele sorriu de canto e depois me beijou com certa malícia. 
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  Desta vez eu não negaria. 
  Ao contrário de James, que era somente uma pessoa que representava a coroa em minha cabeça, Matt estava em alguma parte do meu coração. Ele era sim um melhor amigo para mim, que me ajudava e, de forma suave, me atraía. Como tinha mesmo classificado, ele era o mais cotado para ter algo mais sério, afinal, era o irmão de . Porém, mesmo naquela amizade colorida que sempre tornava nossos desejos um pelo outro mais intenso ao estarmos sozinhos, um relacionamento sério não era o que eu precisava no momento. 
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  Apesar daquela tentação chamada Matt.
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  O que vimos aqui… Nossa Mistery Queen mostrando à querida destronada quem realmente manda na festa. Enfim, fiquei chateada por seu sumiço bem no momento mais quente da noite. Porém, continuo ainda mais intrigada e querendo saber quem é Allison Sollary, será que a recém-apresentada dra. Charlot sabe? Será que é a tal pessoa que dormia tranquilamente?
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– Xoxo, G’G.


   

  Eu estava desnorteado e sem saber o que fazer.
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  Mesmo sentindo algo por , não conseguia mais esperar por ela. Até cheguei a pensar se era realmente isso que eu queria, insistir em algo que não estava me fazendo tão bem assim. Em alguns momentos, nem conseguia sentir se ela realmente gostava de mim, o pior de tudo é que sempre colocava uma pessoa em nossas brigas, algo que não deveria fazer. Mencionar sempre me deixava nervoso, pior ainda foi insinuar que eu tinha algo com a Queen. Uma das coisas que estava tornando nosso namoro desgastado, me fazendo imaginar se deveria voltar de novo. 
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  Respirei fundo olhando para a rua, estava debruçado na janela do meu apartamento da universidade, minha vida amorosa não era a única coisa que estava me deixando confuso. Há dias venho percebendo que não estou conseguindo mais me manter focado em meu curso, talvez porque lá no fundo não era exatamente o que queria, estava sendo forçado por meu pai a isso. Meu pensamento naquele momento era desistir de tudo e seguir o meu desejo, tanto no lado acadêmico quanto sentimental. Não que eu não amasse , mas não conseguia fazer isso na proporção que ela merecia, em alguns momentos ela era sim um sonho, mas não estava mais acreditando que aquele sonho era meu. 
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  — Uau, quem te viu e quem te vê — disse uma voz de repente entrando pela porta.
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  — O quê? — Olhei para trás e vi minha meia-irmã entrando sem ser convidada. — O que faz aqui, Daisy?
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  — Como o que faço aqui? Vim te visitar — disse ela fechando a porta e jogando sua bolsa no sofá. — Agora venha abraçar sua irmã.
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  — Como entrou aqui? Quem te deu a chave? — perguntei intrigado.
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  — Digamos que subornei o síndico. — Ela riu vindo até mim e me abraçou sem que eu quisesse.
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  — Típico de você. — Eu me afastei dela e me sentei no sofá. — O que realmente a traz aqui?
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  — Estou curiosa para saber como anda meu irmão, afinal, soube de coisas interessantes a seu respeito.
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  — O quê?!
  — Bem — ela respirou fundo —, vamos começar por seu breve e temporário rompimento com , desta vez é sério mesmo ou só enrolação?
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  — O que você tem a ver com isso? — perguntei olhando-a desinteressado.
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  — Eu gosto da delicada Dream Princess, mas às vezes acho que vocês dois são tão perfeitos juntos que até estraga, falta algo — revelou ela suas impressões. — Falta paixão, desejo e calor.
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  — Não diga?! — Eu revirei os olhos, não queria dar razão a ela.
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  — Em contrapartida, temos uma rainha por quem você move céus e terra para ajudar, curioso isso.
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  — Vai colocar minha fidelidade e lealdade à prova também? — Senti vestígios de amargura em minha voz.
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  — Pelo contrário, acho até legal a amizade de vocês, apesar de outras pessoas acharem que pode ser colorida nos bastidores — comentou ela, enigmaticamente.
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  — Eu não sei. — Inclinei mais meu corpo no sofá e olhei para o teto.
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  — Não sabe?
  — Se quero mesmo voltar desta vez, não sei se gosto de o suficiente para ficar com ela — desabafei de forma sucinta.
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  — Sente que este sonho não é para você?
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  — Quase isso, se bem que desde o início quem sempre me incentivou a namorar ela, foi a — expliquei.
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  — Entendi. — Ela riu baixo se sentando ao meu lado. — Estou curiosa para saber se ela vai intervir novamente.
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  — Mesmo se o fizer, não acho que devo voltar com , já está se tornando uma decisão final minha. — Respirei fundo mantendo meu olhar para o teto.
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  — E quanto à universidade?! — perguntou.
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  — O que tem?
  — Eu interceptei uma breve mensagem do reitor para o seu pai — respondeu ela. — Me parece que seu rendimento e sua dedicação tem falhado um pouco.
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  — Mais isso. — Suspirei fraco. — Acho que… Tenho certeza que administração não é para mim.
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  — Olha, nisso nós dois concordamos, eu também não acho que sirva para tal curso, mas seu pai não concordaria — afirmou ela.
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  — Acho que ele não precisa saber por enquanto, já que você tem interceptado algumas mensagens, poderia me ajudar. — Ergui minha face e virei para o lado. — O que acha?
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  — Talvez, somos meio-irmãos, podemos nos ajudar — disse ela num tom suspeito.
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  — O que você quer?
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  — Bem, como você não gosta mesmo desse ramo, quero seu apoio quando o nome do estiver na lista de indicação à presidência. — Ela foi direta e clara.
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  — Foi ele que te pediu para vir aqui?
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  — Não, digamos que eu estou em dívida com ele e seria benéfico para todos, mesmo sendo como é, é a melhor opção — explicou ela tranquilamente se levantando.
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  — Melhor opção?!
  — Acredite, é. — Ela pegou sua bolsa. — Não se preocupe, do seu pai eu cuido, apenas pense em resolver suas indecisões e preencher as lacunas que estão em sua vida.
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  — Tudo bem. — Eu me levantei, mantendo meu olhar nela.
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  — Ah, contrate alguém para manter este lugar arrumado, você não combina com um ambiente decadente.
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  — Eu sei. — Ri de leve observando ela ir embora. 
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  Fui até a porta e fechei. 
  Em parte, Daisy estava certa, eu realmente tinha que decidir minha vida, acho que começaria pelo meu curso, já que ela me cobriria em casa. Na manhã seguinte, eu já estava na sala do reitor, precisava conversar com ele sobre a possibilidade de mudar de curso, poderia ser algo complicado para mim, porém meu bom currículo poderia ajudar naquele momento. 
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  — Confesso que ando preocupado com o você, com seu interesse por seu curso — disse ele sentado em sua cadeira.
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  — Admito que estou passando uma péssima imagem de mim, porém tenho um motivo muito forte para isso — expliquei me sentando na cadeira em sua frente. — Eu não sinto que realmente este seja o curso que eu quero.
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  — E o que me propõe?
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  — Eu quero trocar de curso, já pensei muito sobre isso, é a minha decisão e se esta instituição quiser, posso passar pelos testes e avaliações novamente, sem regalias — respondi.
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  — E seu pai? Está sabendo sobre isso.
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  — Eu gostaria que ele não fosse notificado agora, eu mesmo quero dar esta notícia a ele, se possível, senhor. — Mantive meu olhar firme nele, demonstrando minha segurança em minha decisão.
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  — Para qual curso pretende mudar?
  — Medicina. — Estava ainda mais confiante de minha decisão.
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  — Medicina?! — Ele parecia surpreso. — Está certo disso?
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  — Sim, em muitas coisas ando confuso, mas esta é a única que tenho certeza, senhor, quero cursar medicina. — Respirei um pouco aliviado por conseguir levar a conversa adiante.
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  — Muito bem — ele se levantou da cadeira me olhando sério —, você possui um histórico impecável, além das melhores indicações possíveis vindas da Jude’s, lhe darei uma chance de provar que está mesmo certo de que é o que quer.
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  — É o que eu quero, senhor, e me comprometo a não o decepcionar — assegurei com firmeza.
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  — Era isso que eu queria ouvir. — Ele deu alguns passos até mim. — Mandarei uma mensagem ao diretor da escola de medicina, tenho certeza que ele te receberá muito bem.
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  — Agradeço, senhor. 
  Demos um breve cumprimento e eu saí da sua sala; uma parte da minha vida estava quase resolvida, apesar de não saber como enfrentaria meu pai, pelo menos poderia contar com Daisy e, de alguma forma, com . Passei na biblioteca da universidade para devolver alguns livros que tinha pegado, assim que retornei ao meu apartamento, decidi que deveria me aconselhar ou desabafar com minha amiga. tinha desaparecido por vários dias e eu precisava tanto falar com ela. 
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  — Diga — disse ela, ao atender minha ligação.
  — Bom dia para você também, — disse caminhando até a janela. — Voltou quando?
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  — Ontem à tarde — respondeu ela —, por quê?
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  — Já deve estar sabendo sobre…
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  — O fatídico rompimento? Sim, estou sabendo, foi um pouco estranho a forma que soube, mas…
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  — O que aconteceu?
  — me olhou como se a culpa fosse minha, o que aconteceu de fato? — perguntou ela.
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  — Estávamos… Eu juro que tentei ser paciente com ela desta vez, mas não consegui. — Respirei fundo tentando me esquecer do tapa que ela tinha dado em minha face. — Tivemos uma breve discussão…
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  — Vai direto ao ponto.
  — Ela insinuou que eu e você temos um caso.
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  — O quê? — Ela tossiu do outro lado da linha. — Como ela pode pensar nisso? Eu jamais… Com você?! está ficando louca?
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  — Foi o que me perguntei, na hora eu comecei a dizer algumas coisas desagradáveis, até que ela me deu um tapa.
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  — O que disse para ela?
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  — Que se estivéssemos mesmo tendo um caso, eu estaria mais satisfeito como homem e não insistiria tanto com ela, já que estaria transando com outra. — Saiu junto com um suspiro de arrependimento. — Não queria ter dito isso a ela, mas na hora da raiva, eu disse.
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  — Imagino que estava com extrema raiva também — supôs ela. — Foram palavras duras da sua parte, tente entendê-la também…
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  — Talvez, mas de certa forma o que disse foi verdade, apesar de nunca pensar em trair ela. — Respirei fundo. — Mas estou cansado, cansado de tentar, cansado de insistir, cansado de me sentir sozinho mesmo tendo uma namorada.
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  — Não pense assim…
  — — a interrompi —, não adianta insistir, eu já tomei minha decisão sobre isso, eu acho.
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  — Não faça nada precipitado, você pode se arrepender depois.
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  — O sonho que você construiu, está virando algo distante e pesado para mim.
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  —
  — Não insista, ainda quero tê-la na minha vida — disse mantendo minha atenção no horizonte. — Onde você está agora?
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  — No apartamento do Central Park — respondeu ela.
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  — O que está fazendo aí logo cedo?
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  — Eu dormi aqui.
  — Como? — Aquilo tinha me deixado confuso, ainda mais imaginando que poderia estar envolvido. — Com o
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  — Não — disse ela, me interrompendo —, passei a noite conversando com o Matt e tomando vinho, acabei adormecendo sem querer.
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  — Conversando. — Suspirei fraco, já imaginava que tipo de conversa eles teriam tido.
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  — Imagine o que quiser. — Ela parecia querer rir. — Vou desligar agora, preciso tomar café.
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  — Até a formatura então.
  — Você virá?
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  — Sim, e não é a única notícia.
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  — Resolveu tomar coragem e seguir o caminho que realmente quer?
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  — Quase isso, mas o primeiro passo eu já dei, oficialmente mudei meu curso da universidade.
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  — Então vai mesmo fazer medicina? — perguntou ela, era a única pessoa que sabia desse meu desejo.
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  — Vou — assenti desligando o celular.
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  Estou sentindo o vendaval se aproximando. 
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  Como já percebemos, é tempo de muitas mudanças em Upper East Side. Será que serão positivas ou negativas? Isso está me deixando ainda mais curiosa para saber o que vai acontecer no tão sonhado baile de formatura. Será que vai acontecer o inesperado e nosso querido vai mesmo desistir do seu sonho de namorada?? 
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  Dream Princess que se prepare para fortes emoções!!!
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E quem sou eu?
Esse segredo eu não conto para ninguém!
– Xoxo, G’G.

16. White Party

“Hold on tight, it’s a crazy night
Get your party on and scream it out loud.”
– Party / Demi Lovato

   

  Meu dia parecia que iria ser parcialmente tranquilo. Me encontrava sentado no sofá olhando a janela, saboreando meu velho amigo Chateau Mont Blanc, não existia vinho melhor que a reserva especial de Toscana. Apesar de ser logo de manhã, contudo, eu precisava beber algo para esquecer meus conflitos familiares. Principalmente os baseados no relacionamento do meu pai com a bastarda. Fechei os olhos por um instante. Fiquei tentando não pensar na cena que poderia estar acontecendo naquela casa. 
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  Imaginar que o mesmo homem que nunca foi presente em minha vida, nunca demonstrou nenhum afeto por mim, estava sendo o pai do ano para uma garotinha que nem deveria existir. Ao longe, ouvi uma movimentação no segundo andar. Achei um pouco estranho, pois Matt já havia saído. Então me lembrei que ele parecia estar acompanhado no seu quarto. Então, já imaginava que sua noite tinha sido proveitosa. 
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  Ao contrário da minha. 
  — Bom dia — disse aquela voz surpreendente descendo as escadas.
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  — Queen?! — Por ela eu não esperava mesmo.
  — Não me olhe com essa cara de surpresa. — Ela arrumou de leve seu cabelo.
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  — E como eu te olharia, apesar de não ser segredo que Matt é o primeiro da fila e aparentemente o único com chances. — Saboreei outro gole do vinho em minha taça.
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  Ela fingiu não se importar com meu comentário.
  — Já bebendo logo pela manhã? — Riu um pouco.
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  — Para esquecer os problemas.
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  — Uau, Village tem problemas. — Soou sarcástico.
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  — Todos temos. — Suspirei um pouco. — Mas e você? Como foi a noite? Andei ouvindo alguns sussurros ávidos.
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  — Não deveria ouvir atrás das portas. — Ela cruzou os braços, me olhando séria.
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  — Eu juro que não foi intencional, mas passei pela porta e ouvi algo caindo, então fiquei curioso. — Ri da cara dela. — Mas se soubesse que era você, talvez teria me oferecido para participar da festa.
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  — Eu realmente tenho cara de quem participa de orgias? — Ela bufou de leve.
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  — Você não tem cara de quem mente o tempo todo e mente. — Ri em provocação.
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  — Não tem graça. — Ela se espreguiçou indo em direção a cozinha. — O que tem para o café?
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  — Bem, seu acompanhante saiu há um tempo e não deixou nada para você — respondi tranquilamente.
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  — E como se explica essa mesa toda arrumada? — Ela me olhou surpresa.
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  — Jamais deixaria uma dama faminta, seja ela quem for, e mesmo não estando comigo — expliquei.
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  — Bem, eu vi ele saindo, acordei alguns minutos antes. — Ela se sentou à mesa e começou a se servir. — Não vai me acompanhar?
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  — Claro, é uma honra te fazer companhia, majestade. — Me levantei do sofá e caminhei até a mesa, me sentando na cadeira à sua frente. 
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  Fiquei a olhando se alimentar, até que ela parou e me olhou de volta. 
  — O que foi? — perguntou.
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  — Nada, te olhar me fez pensar em algumas coisas — respondi.
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  — Coisas? Hum, o que por exemplo?
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  — A festa dos veteranos, você sumiu tão rápido dela.
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  — Tive um contratempo — explicou ela, voltando a atenção ao café.
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  — Ah, sim, pensei que fosse pelo James, mas depois que ele retornou para a festa e a senhorita desapareceu por alguns dias, já imaginei o que seria. — Desviei meu olhar para o lado. — Pena que não tivemos tempo para falar sobre as coisas que aconteceram naquele dia.
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  — Bem, podemos falar sobre isso agora, o que está na sua mente?
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  — Tenho que confessar que fiquei surpreso por ter me beijado naquele jogo — comentei.
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  E confesso que esperava um pouco mais daquele beijo, apesar de ter sido algo que imaginava há tempos. Mas claro que quando o assunto é , eu sempre espero algo a mais, faz parte de sua natureza me surpreender.
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  — Às vezes posso ser bem imprevisível. — Ela sorriu de canto, desviando seu olhar de mim.
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  — Tenho que concordar — sorri de volta —, mas não pense que vou me dar por satisfeito.
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  — Sei que não. — Ela riu baixo. — Sabe, eu também fiquei surpresa com uma coisa.
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  — A presença de Collins? — presumi.
  — Não, Britany não foi uma surpresa, estar curiosa para saber quem é Allison Sollary, foi. — Seu olhar de desconfiança veio em minha direção.
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  — Não me olhe assim — ri de leve. — Mas estou curioso para saber, quais teorias da conspiração sua mente está fabricando.
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  — Não estou pensando em teorias, entretanto, é meio estranho esse nome estar andando na boca de muitas pessoas ultimamente, e só você sabe o que ele significa em minha vida. — Ela foi direta e precisa.
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  — Bem, digamos que eu tenha compartilhado alguns pensamentos sobre isso com uma grande amiga — expliquei num tom irônico.
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  — Você disse algo à ?
  — Não, mas para outra amiga, uma certa rainha destronada.
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  — Collins — concluiu ela. — Pensei que quisesse usar sua descoberta para ficar comigo.
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  — E quero, acha mesmo que contei toda a história para ela? — perguntei continuando no meu tom casual de ironia. — Achei que este jogo estava um tanto desigual, já que em um momento dele, você soube de algo sobre ela.
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  — E achou que deveria contar algo sobre mim?!
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  — Basicamente, assim tudo fica mais interessante. — Sorri de canto. — Mas, se neste percurso de informações, ela acidentalmente disse algo a nossa princess, já não é do meu controle.
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  — Você sabe que Collins quer me derrubar — retrucou ela num tom amargo.
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  — Sei, por isso contei a ela, quero ver quais serão seus próximos movimentos, certamente conseguirá sair de tudo com a cabeça erguida.
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  — Está levando nossas vidas como uma partida de xadrez? — supôs ela, parecia indignada.
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  — Quem sabe. Você não é a rainha? — a provoquei.
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  — Se prepare para o xeque-mate então, mesmo com sua ajuda indireta, ela nunca vai me derrubar. — A confiança exalava de sua voz, o que me deixava ainda mais curioso para ver o que aconteceria no baile de formatura.
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  — Estou contando com isso. — Sorri de canto, mantendo meu olhar nela. 
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  Como oferecido, permaneci a acompanhando no desjejum. 
  — Teremos o prazer da sua presença na White Party de amanhã? — perguntei a ela ao despejar mais vinho em minha taça. — O hotel Royal está promovendo este ano.
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  — Igual a última que participei? Não gosto muito dessas recepções, like a clube do livro — brincou ela.
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  — Não diga isso — eu ri descontraído. — Desta vez será para um projeto filantropo, arrecadaremos livros para doar às bibliotecas públicas da cidade.
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  — Adoraria participar, mas tenho outros planos — disse ela tranquilamente, enquanto saboreava a taça de salada de frutas.
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  — Interessante… — me sentei novamente na cadeira. — É uma pena.
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  — A elite de Manhattan não vai sentir a minha falta, ainda existem nomes mais requisitados que o meu, como o de Mary Vidal. — Ela suspirou, como se imaginasse no mesmo estilo de vida. — Quem sabe depois da formatura eu conquiste este nível. Mas por que a pergunta?
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  — Queria lhe apresentar uma pessoa, ou melhor… — ponderei minhas palavras. — Esqueça.
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  — Como vou esquecer, agora estou curiosa. — Ela me olhou, arqueando a sobrancelha direita. — Village, agora é você que está de mistérios por aí?!
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  — Aprendo a cada dia com a melhor. — Pisquei de leve para ela e sorri.
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  — Se realmente sabe o motivo, deveria me apoiar — retrucou ela.
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  — Eu te apoio, por isso ninguém descobriu realmente a verdade — assegurei com firmeza. — Você não imagina o quanto temos em comum.
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  — Tirando o fato de você ter um cartão ilimitado a seu dispor. — Uma gargalhada espontânea soou dela.
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  — Como se você também não tivesse.
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  — Do que está falando?
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  — Acha mesmo que não tenho acesso às faturas do cartão do meu primo? — A olhei de forma debochada. — Tenho bons funcionários.
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  — Ha… Ha… Ha… Não quer dizer nada. — Ela deu de ombros e continuou com sua atenção voltada para a salada de frutas. — Apesar de que… Sinto que logo terei que me mudar novamente.
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  — Está se tornando complicado morar no castelo dos Vidal?!
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  — Talvez — concordou em partes. — O fato é que toda rainha precisa do seu próprio palácio. 
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  Não deixava de estar certa.
  — E já tem algo em mente? — perguntei curioso.
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  — Ainda não, mas não importa também, depois da formatura estarei em Yale. — Ela parecia segura de seu futuro. — Então não preciso me preocupar por agora.
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  — E já recebeu a resposta de Yale?! 
  — Ainda não, a carta deve chegar na próxima semana, mas minhas malas seguem prontas para isso.
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  — Mal posso esperar para lhe dar os parabéns oficial.
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  — Estou curiosa sobre você agora, não se matriculou em nenhuma universidade esse ano e nem prestou vestibular… Pelo que sei, você só conseguiu um ano de liberdade — ela me olhou com curiosidade. — O que pretende fazer depois?
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  — Estou convicto que se aprende fazendo e não atrás de livros — respondi. — E pretendo provar isso ao meu pai no próximo ano, tenho muitos planos para meu futuro empresarial.
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  — Olha só, Village é um homem de negócios. — Ela sorriu.
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  — Tenho que mostrar aos diretores minha capacidade. 
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  — Devo dizer que estou admirada por sua confiança — ela pegou o copo de suco e ergueu de leve —, espero que consiga.
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  — Agradeço. — Ergui minha taça também. 
  Ficamos mais algum tempo sentados à mesa. 
  Assim que ela voltou para o quarto para tomar seu banho, peguei minha carteira e desci para o hall do prédio. Ao chegar na rua, o carro da empresa já estava à minha espera. Meu compromisso da manhã no hotel me aguardava. Eu teria que enfrentar uma reunião com a diretoria. Aparentemente, meu pai estava com a súbita vontade de se afastar oficialmente da empresa. Ao mesmo tempo que eu estava feliz por ele ficar longe e me deixar em seu lugar… Eu estava com uma certa raiva por saber que o afastamento dele seria por causa da sua nova família. 
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  — Olha quem está aqui em Manhattan — disse ao me aproximar de Daisy, assim que entrei no hall do hotel.
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  — Primo querido — disse ela com um largo sorriso. — Pensei que já estivesse aqui.
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  — Estava acompanhando uma certa dama no café da manhã — respondi olhando-a de baixo para cima. — Você fica bem melhor de azul.
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  — Agradeço o elogio, fazia tempos que não me animava a usar vestidos assim, estava mesmo precisando colocar uma cor no meu corpo.
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  — Claro que é bem mais interessante te ver com algo mais sensual — brinquei indo em direção ao elevador.
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  — Isso até eu concordo. — Ela riu pousando sua mão em meu braço. — Estou com um bom pressentimento para essa reunião.
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  — O que te faz sentir isso? — perguntei ao adentrarmos o elevador.
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  — Acabo de desembarcar do jatinho da empresa, estava em Harvard conversando com .
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  — O que te levou a ver ele?
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  — Você.
  — Eu?! — Olhei seu reflexo no espelho do elevador.
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  — Sim, fui garantir que a substituição do seu pai por você seja permanente — explicou ela — e que somente você esteja à frente da empresa no futuro.
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  — Sinto que vou ficar em dívida com você — afirmei sorrindo de canto.
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  — Acredite, já fez muito mais por mim. — Ela se virou e a porta do elevador se abriu.
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  — Está falando da visita que meus velhos conhecidos fizeram ao seu ex-noivo em Dubai? — perguntei a seguindo.
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  — Basicamente. — Ela riu.
  Caminhamos pelo corredor da área administrativa até chegar na sala de reuniões.
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  — Devo presumir que meu primo não se sentará em nenhuma cadeira, então — constatei.
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  — Não — assentiu ela. — Eu o convenci a fazer o que quer e não o que seu pai manda, tudo acabou perfeitamente como esperava.
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  — vai desistir do curso de administração? — perguntei em confirmação.
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  — Já desistiu — assegurou ela.
  — Nossa, por essa eu não esperava, mas fico satisfeito.
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  — Espero não me decepcionar com sua administração — disse ela ao parar na frente da porta.
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  — Não se preocupe, querida, eu não preciso de uma universidade para saber como irei administrar isso, além do mais, jamais darei a chance de minha madrasta ficar no meu lugar. — Abri a porta para que ela entrasse primeiro.
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  — Você acha que isso poderia acontecer? — Daisy entrou sendo seguida por mim.
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  — A conhecendo como conheço — assim que entrei, meus olhos pararam no casal que mais me enojava no mundo todo —, não duvido em nada. 
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  Meu pai e minha madrasta estavam meio abraçados conversando com mais dois diretores. Respirei fundo tentando conter meu olhar de raiva para eles, mas acho que isso não estava ajudando. Daisy riu de mim e nos aproximamos deles. Após os cumprimentos superficiais, ela, segurando minha mão, me puxou para o outro canto da sala. Eu amava quando ela fazia isso.
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  — Vai continuar em Manhattan para participar da White Party? — perguntei tentando me manter no foco.
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  — Ainda não sei, tenho uma passagem para Monte Carlo e mais alguns compromissos em Malibu — respondeu ela mantendo seu olhar nos diretores. — Não é fácil ser uma competente mulher de negócios.
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  — Nossa, assim me apaixono, com toda essa supremacia — brinquei.
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  As horas se passaram naquela reunião chata. Infelizmente Daisy não pôde ficar para jantar comigo, senti que estaria só aquela noite. Não reclamaria muito, já que meu humor estava abaixo do nível satisfatório. Não conseguiria imaginar nenhuma companhia que poderia me motivar. 
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  — Diga — disse ao atender o telefone.
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  — . — A voz era de Britany.
  — O que uma mãe de família faz ligando para um libertino a esta hora da noite? — perguntei rindo um pouco.
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  — Este libertino é um velho amigo que estou convidando para o jantar — explicou ela do outro lado da linha.
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  — E você está no cardápio? — brinquei.
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  — Pare de dizer essas coisas, como disse, sou uma mãe de família. — Ela riu.
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  — Está mesmo me fazendo este convite?
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  — Claro que estou, te espero em vinte minutos — confirmou ela desligando.
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  — Interessante — sussurrei ao olhar para o celular. 
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  Me levantei da cama, estava hospedado em uma das suítes presidenciais do hotel. Collins tinha dito vinte minutos. Muita coisa poderia ser feita nesse tempo, tomei uma ducha rápida e troquei de roupa. Tinha mandado trazer um terno meu que estava na lavanderia do hotel. Desci para o estacionamento e lá estava minha BMW preta favorita, eu a chamava de Angeline. Era o meu melhor carro depois da Solary, a Ferrari vermelha que mantinha em minha garagem de Milão. Dirigi por alguns minutos até chegar em frente à casa dela. Britany estava morando na parte menos movimentada de Upper East Side, uma região mais residencial, porém na parte onde as casas eram mais simples e menores, ou seja, quase o subúrbio. Desci do carro e, ao chegar em frente à porta de entrada, toquei a campainha. 
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  — Finalmente — disse ela ao abrir a porta.
  — Boa noite para você também. — Sorri esticando a caixa do vinho que tinha pegado no hotel para lhe dar de presente. — Algo para comemorar sua casa nova.
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  — Vamos cortar o nova e ficar só com o presente. — Ela sorriu pegando a caixa e abrindo mais a porta para que eu entrasse. — Vinho, que milagre não ser o Bourbon de hoje e sempre.
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  — Pare, eu sempre sei apreciar o que é bom — sorri entrando.
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  — Releve o lado simplista que minha casa transmite — adiantou ela meio preocupada com o que eu pensaria sobre suas novas condições.
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  — Não se preocupe com isso — a tranquilizei.
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  Comecei a observar os poucos móveis que tinha no lugar, era uma casa pequena, mas com dois andares. Uma tradicional casa americana que teria porão e sótão como sempre. Mesmo sendo simples, era muito bem organizada e decorada. Britany tinha um bom gosto inquestionável, conseguia trabalhar bem com o pouco recurso que possuía.
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  — Bem, para uma mulher solteira com filhos, sua casa está muito confortável.
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  — Uma filha — corrigiu ela rindo —, tenho que pensar na minha pequena. — Ela colocou a caixa de vinho na mesa de centro. — Não foi fácil conseguir isso, mas vale a pena, jamais daria minha filha para outra família e o aborto não era uma opção.
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  — Então seus pais aceitaram sem problemas? — A olhei curioso.
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  — Não, depois que me mandaram para o Texas, eles estavam certos que eu deixaria a criança para não manchar o nome da família, mas assim que decidi ficar com minha filha, eles… — ela respirou fundo. — Meu pai me expulsou de casa e aqui estou, lado bom é que minha mãe tem me ajudado mesmo escondido.
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  — Lamento que tenha acontecido isso.
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  — Já superei, estou mais feliz porque agora posso dar o troco na pessoa que teoricamente destruiu minha vida. — Tinha traços de amargura em sua voz.
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  — Sabe que metade dessa culpa não é dela. — Eu me sentei no sofá.
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  — Tenho que admitir isso? — Ela se sentou ao meu lado, dando um suspiro fraco. — Sei que fiz muitas coisas erradas na minha vida, mas se a ambiciosa Queen não tivesse estragado tudo, esta hora eu estaria casada com James e ele seria o pai da minha filha.
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  — Claro que seria — ri baixo. — Você ainda não me disse quem é o pai.
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  — Minha filha não precisa de um pai, ela tem um padrinho maravilhoso que é você. — Ela se aninhou a mim, como um gato manhoso.
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  — E onde está nossa princesa? — perguntei.
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  — Dormindo — ela apontou para um aparelho que estava em cima da lareira. — Deixei a babá eletrônica ligada caso ela acorde.
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  — Então, estamos a sós?! — perguntei dando um sorriso malicioso.
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  — Guarde este sorriso, minha filha está dormindo no andar de cima. — Ela se levantou do sofá. — E eu ainda nem te servi o jantar.
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  — Mas você não estaria no cardápio? — brinquei me levantando também. 
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  Era diferente estar ali com ela. 
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  Por mais que não fôssemos muito próximos como amigos no passado, atualmente ela tem encontrado muito apoio em mim. Isso me fez construir uma grande afeição pela pequena Helena, me tornando seu padrinho sem o menor esforço. Por mais que Britany dissesse que eu não era o pai da menina, nem James e nem mesmo Carl. Eu não conseguia imaginar quem poderia ser. Talvez alguém que não fosse do nosso círculo de amizades. Ou não.
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  Entre reuniões cansativas, planos para o futuro e uma vida de libertinagem, tem se mostrado um verdadeiro amigo para todas as mulheres à sua volta. Estou admirada que sua amizade com a destronada Collins vai além de uma troca de interesses, e se estendeu até à pequena Helena. Será que nosso incorrigível sedutor possui outros tipos de charmes?
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– Xoxo, G’G.


  Poderia dizer que acordei na companhia de uma certa rainha destronada. 
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  Porém a única coisa que ela havia oferecido era o sofá recém-reformado e um cobertor velho. Era triste ver uma mulher nascida na elite ter que viver em situações mínimas, mas Collins era orgulhosa demais para aceitar minha ajuda financeira. Talvez por querer provar que ela era capaz de criar a filha sem a ajuda dos outros. A única coisa que eu estava autorizado a pagar eram os remédios de Helena e suas consultas ao pediatra.
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  Enfim, no hotel eu estava. A surpresa foi ver sentada em uma mesa sozinha e com o olhar triste. Claro que não deixaria outra dama desacompanhada. Me aproximei sem que notasse minha presença.
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  — A que devo a honra da Dream Princess no restaurante do hotel Royal? — perguntei apoiando minha mão na cadeira à sua frente.
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  — Não estava animada o suficiente para tomar café com minha mãe… — ela soltou um suspiro fraco. — E também não acho que dream princess combine muito comigo, de sonho parece que me transformei em um pesadelo, ou pelo menos minha vida.
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  — O que houve, milady? — Me sentei na cadeira, observando-a mexer o canudo no copo de suco que permanecia cheio.
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  — A minha vida. — Ela desviou seu olhar para mim. — Você já teve a sensação de não estar vivendo como queria? Estou tendo isso agora.
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  — O que te fez ter essa sensação?
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  — Uma certa rainha que sempre consegue o que quer — respondeu em enigma.
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  — Nossa querida fez algo inusitado novamente? — indaguei.
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  — Ela não precisa fazer nada, só seu olhar faz muitos caírem diante dela — ela se levantou de repente. — Não quero falar sobre isso.
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  — Espere — me levantei também e segurei em sua mão. — Acho que você precisa de um choque de realidade.
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  — Do que está falando? — Ela me olhou confusa.
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  — Acha mesmo que é somente a que provoca os pensamentos mais maliciosos nas pessoas? — Sorri de canto. — Você consegue provocar sonhos, que é algo bem mais profundo.
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  Deixei meu olhar um pouco mais intenso, isso a fez se encolher um pouco. Aquela era a velha se mostrando. A garota tímida com complexos que sempre me deixou intrigado. Eu não deixaria que voltasse a esse estágio novamente.
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  — Pesadelos, você quer dizer — corrigiu ela.
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  Eu ri de leve me aproximando mais dela.
  — Existem certos pesadelos que são muito atraentes — fui me aproximando ainda mais para beijá-la —, os quais muito morreriam para ter.
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  Entretanto, barrado por sua mão direita em meu peito me afastando. Eu me aproximei mais um pouco não me importando com seu gesto, seu olhar me dizia outra coisa, que me deixava ainda mais decidido a prosseguir. Logo ela fechou os olhos automaticamente e senti sua respiração ofegar um pouco, eu deixei meus lábios bem próximos aos dela por instantes. O que me deixava sentir os arrepios do seu corpo.
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  — Basta apenas você permitir — sussurrei para ela.
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  — Você é um bom amigo, — sussurrou ela de volta, parecia temerosa ao que pudesse acontecer entre nós.
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  — Amigo?! — Eu me afastei dela, mantendo um sorriso de canto. — Prometa que não se esquecerá do que eu disse.
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  — Prometo. — Ela riu baixo, envergonhada. — Deveria agradecer por eu não te tratar como a Queen.
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  — Hum… 
  Eu me calei e mantive segurando em sua mão, então a puxei comigo guiando-a até o hall. Como tudo para a White Party já estava sendo supervisionado por Isla, nossa fiel gerente, então não teria problema em me ausentar algumas horas para proporcionar um momento de alegria a uma mulher. No caso, uma atual amiga e futura… 
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  Quem sabe…
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  No relógio já marcava sete horas da noite. Pontualmente eu já estava pelo salão do restaurante, fechado exclusivamente para a recepção. Fui cumprimentando todas as pessoas importantes de que me lembrava o nome. De velhos políticos a belas socialites, nossa lista de convidados era impecavelmente diversa. Mas um sobrenome estava me intrigando: Tenebrae. Eu já havia perdido as contas de quantas vezes aquela família tinha recebido nossos convites e de tantos outros eventos, porém, nunca comparecido. Eu sabia que o patriarca senhor Godric Tenebrae havia renunciado ao cargo de reitor em Yale para se dedicar melhor aos negócios. Sua construtora era uma das mais rentáveis no ramo da construção.
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  — Curioso — sussurrei para mim mesmo ao checar novamente a lista de convidados.
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  — Algum problema, senhor Village? — perguntou Isla.
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  — Me diga, Isla, uma certa família que nunca aparece, estou curioso pela marcação. — A olhei. — Quem veio representando a família Tenebrae?
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  — Vieram duas pessoas, senhor, acho que os filhos do senhor Tenebrae  — respondeu ela. — Os dois homens que estão conversando com o governador Donson — apontou discretamente. — Sei que o filho mais velho, Victor, se tornou representante de Yale por indicação do pai; o filho mais novo, , não há tanta informação, só que possui um restaurante recém-inaugurado próximo a Columbia University.
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  — Eficiente como sempre. — Mantive meu olhar neles. — Acho que devo me apresentar apropriadamente.
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  Me afastei dela e segui até eles.
  — Cavalheiros — disse erguendo a taça de champanhe que estava em minha mão. — É um prazer recebê-los.
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  — É impressionante como o hotel Royal se supera a cada recepção — elogiou o governador Donson.
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  — Já ouvimos muito a respeito. — O homem de terno azul marinho se pronunciou, mantendo seu olhar fixo em mim como se me avaliasse. 
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  Estava tentado a retribuir o olhar.
  — Deixe-me apresentar, sou Victor Tenebrae, e esse é…
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  — Se apresente sozinho — disse o outro que mantinha seu tom rude, logo se afastando de nós e deixando sua taça ainda cheia na bandeja do garçom que passava.
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  — Bem, este é o Tenebrae que não deve levar a sério — continuou Victor rindo para descontrair a situação.
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  Rimos juntos discretamente.
  — Seu irmão não gosta muito de eventos, não é? — comentou o governador.
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  — Ele não gosta do sobrenome também, mas não nos importa muito. — Ele manteve um sorriso debochado no canto do rosto. — E acho que está aqui apenas para promover seu restaurante.
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  — Ah sim, eu vi alguns comentários sobre e estou curioso para visitar o lugar — revelou o governador.
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  — Receio que me lembro de você na Ivy Week deste ano no Constance — me pronunciei —, senhor Tenebrae.
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  — Pode me chamar de Victor. — Aquele olhar de jogador já estava me deixando irritado. — E sim, eu estava.
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  Sabia que já o havia visto em algum lugar, só não consegui associar o nome à pessoa no dia. De fato, a família Tenebrae era muito reservada, principalmente quanto a notícias sobre os membros e seus patrimônios. Mas sabia que eles eram muito poderosos financeiramente falando. E eu precisava mergulhar ainda mais para descobrir tudo sobre eles, todos os seus segredos.
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  De um playboy libertino a um intenso homem de negócios. Quem diria que Village iria amadurecer tanto assim para obter a aprovação do querido papai. Será que é mesmo para isso? Ou ele anda disposto a mudança para uma certa conquista? Os boatos dizem que é um pesadelo e tanto!
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E quem sou eu?
Este segredo eu não conto pra ninguém. 
Xoxo, G’G.

17. Ratatouille

A whole new world
A new fantastic point of view
No one to tell us no
Or where to go
Or say we’re only dreaming.
– A Whole New World (2019) / Aladdin

  

  , com seu bom cavalheirismo, me levou ao lugar mais inusitado que eu poderia imaginar. Um piquenique casual e improvisado no Central Park, com um belo passeio no lugar de um simples café da manhã no hotel. Village tinha mesmo seus mais surpreendentes métodos para deixar uma mulher sem palavras, e a cada olhar intenso dele para mim, um arrepio diferente em meu corpo.
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  — Eu não consigo me lembrar qual foi a última vez que fiz isso — comentei, ao pegar um dos morangos que estava na cesta de frutas e levar à boca. — Geralmente, era sempre o Alfred que nos proporcionava essas aventuras; meu pai sempre trabalhando e minha mãe com suas aversões para natureza, nunca tinham tempo para programas em família no Central Park.
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  — Eu me lembro bem da minha última vez — comentou ele com o tom nostálgico em sua voz, provavelmente voltando às memórias de sua infância. — Minha mãe sempre fazia isso, mas nosso piquenique era no terraço do hotel e geralmente à noite, quando meu pai estava se divertindo com alguma amante.
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  — Hum… — eu não sabia o que dizer a ele, mas me atrevi a perguntar. — Você sente falta dela? Da sua mãe?
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   Village parecia um livro aberto à primeira vista. 
  Nunca foi de esconder sua vida recheada de aventuras sexuais e algumas travessuras também, ou negar suas infrações de trânsito sempre mencionadas pela G’G, ou as muitas festas que transbordavam escândalos que quase mancharam a imagem de seu pai, e menos ainda tentou subornar as pessoas para falarem bem dele. Entretanto, a única parte de sua vida que sempre omitia, era voltada à mãe. Minhas memórias relacionadas à senhora Mercedes eram escassas, contudo, seu sorriso gentil e a forma atenciosa que tratava todos era notório. Uma mulher maravilhosa, segundo as palavras do meu pai. A recordação mais marcante foi do dia em que ele recebeu a notícia da doença dela e sua internação, uns cinco anos após o divórcio dos pais.
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  A fase mais escura e fria de sua vida. 
  — Hum… — Ele pareceu não saber o que responder.
  — Que pergunta a minha, claro que você deve sentir saudades dela — tentei contornar a situação para não lhe causar desconforto. — Acho que até eu sentiria falta da minha mãe se algo assim me acontecesse, mesmo ela sendo como é.
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  — Agradeço por entender. — Ele manteve o olhar fixo em mim, me observando com profundidade.
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  Aquilo sim me constrangia, mesmo quando eu me esforçava a olhar para a paisagem e agir com naturalidade. Contudo, a intensidade que vinha dele era extremamente perceptível e conseguia sentir com o menor esforço, o que me causava certa insegurança e timidez. 
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  Afinal, estamos falando do .
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  Aquele que sempre joga charmes para as mulheres à sua volta.
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  Aquele que depois de muito tentar, conseguiu arrancar um beijo da minha amiga.
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  O libertino mais obstinado que eu conhecia.
  — Que tal esquecermos do passado e falar do futuro? — pronunciou ele, dando um sorriso de canto bobo.
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  — E que futuro vamos falar? — perguntei, me fazendo a inocente.
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  — Seu futuro acadêmico — respondeu ele, me observando. — A não ser que queira falar sobre outro.
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  Ele não desistia mesmo em suas provocações. Mas não me contive em soltar um suspiro aliviado. Quanto àquilo eu já sabia a resposta.
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  — O que quer saber sobre meu futuro acadêmico? — indaguei, ajeitando de leve a blusa em meu corpo que estava estranha.
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  — Você já tem o curso, já escolheu a universidade? — continuou ele.
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  — me aconselhou a Le Cordon Bleu — contei a ele. — Dizem que é a melhor em gastronomia.
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  — E você pensa em se mudar para Paris? — indagou, voltando o olhar para frente e tombando o corpo para trás, deitando-se na grama.
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  — Eu não sei, se for pensar, eu já estava quase de malas prontas para Yale — respondi pensativa na ideia.
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  — É um pouco diferente você ir para outro estado e ir para outro país — argumentou ele. — Tem certeza que é esse o curso?
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  — Por que está me perguntando isso? Não acha que posso seguir essa carreira? — aquilo me deixou chateada com ele.
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  — Não é isso. — Ele respirou fundo, mantendo o olhar no céu. — Só pergunto porque é uma área bem extensa, com várias especialidades, não precisa se limitar à gastronomia francesa se não quiser… Se posso dar a minha opinião, acho que deveria conhecer melhor o que quer para descobrir aquilo que vai te deixar feliz.
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  — Agradeço o conselho e vou levá-lo em consideração. — Eu o olhei com um sorriso discreto no rosto e voltei meu olhar para o lago em nossa frente.
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  — Eu não falo apenas do seu curso — reforçou ele.
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  Eu o senti movimentar ao meu lado e ficando sentado novamente, em instantes o toque de suas mãos acariciando meus cabelos me fez arrepiar involuntariamente, me deixando meio assustada.
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  — Não vai terminar o café? — perguntou ele, após um longo silêncio entre nós.
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  — Estou satisfeita, agradeço o convite. — Eu voltei meu olhar para ele e sorri com gentileza. — Foi a minha melhor manhã deste ano.
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  — Fico feliz em te proporcionar isso. — Ele sorriu de volta.
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  Me deixando ainda mais estática com tamanha sinceridade e serenidade em seu olhar.
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  — Que tal uma caminhada para a digestão? — brincou ele, se levantando.
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  — Acho que seria legal… Mas e essas coisas? — Eu olhei para a cesta de alimentos e o tecido em cima da grama.
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  — Fique tranquila, virão buscar — assegurou ele, esticando a mão para que o deixasse me guiar. — Não acha que temos muito a aproveitar nesta manhã ensolarada?
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  Assenti com o olhar e segurei em sua mão, logo iniciamos a caminhada. Nossa localização era próxima ao lago da região sudoeste do parque. Um dos locais menos movimentados do lugar e mais tranquilos em questão de poluição sonora dos carros ao entorno.
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  — Para o final da primavera, estou surpresa pelo tamanho calor que está fazendo hoje — comentei, mantendo meu olhar para os canteiros de flores que tinha próximo.
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  — Bem, eu poderia te refrescar se quiser — brincou ele, que de braço dado comigo deslizou sua mão até segurar minha mão de repente, nos parando ao lado de uma das árvores.
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  O sol da manhã não estava tão forte e tinha as sombras das árvores, porém parecia um daqueles dias quentes e abafados de verão. Frente a frente com ele, parecia que o clima entre nós estava ainda mais caloroso que o final da estação. Lembrando de como foi o verão passado, eu jamais imaginaria estar em um momento como aquele com . Contudo, aqui estamos nós, e seu corpo a cada instante se aproximando mais do meu, e já havia lhe barrado mais cedo, ele sabia dos meus pensamentos sobre suas brincadeiras comigo. 
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  Mas por que sua voz me transmitia tanta sinceridade assim? 
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  Se ele se manteve interessado em por todo aquele tempo, por que brincar comigo daquela forma?
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  — Está com medo? — sussurrou ele, ao deixar seu rosto bem próximo.
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  — … — sussurrei de volta, sentindo um frio passar por mim, com o toque mais acentuado dele na minha cintura. — Somos amigos… Não somos?
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  — Talvez eu queira ser mais do que isso. — Ele puxou meu corpo para mais perto e sem que eu pudesse pensar em reagir, seus lábios encostaram nos meus em um toque doce e suave.
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  Meu corpo estremeceu de leve e meu coração acelerou de imediato, talvez por deixar o momento mais intenso, ou por simplesmente eu não conseguir pensar em mais nada, pois minha mente em branco apenas conseguia se limitar a mover os músculos do meu corpo em retribuição ao beijo. A forma delicada com que me aninhava em seus braços e me fazia sentir como a única pessoa naquele lugar, em total segurança e proteção. 
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  Droga! 
  Seria maluco dizer que ele estava mesmo me deixando confortável como se estivesse me refrescando? 
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  Não, eu não posso continuar com isso. 
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  , volte à realidade.
  — O que você fez?! — sussurrei, ao forçar minha sanidade voltar ao eixo e olhá-lo estática por tudo.
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  — Apenas abri seus olhos. — Ele sorriu de canto dando dois passos para trás, olhando o relógio em seu pulso. — Adoraria continuar a te acompanhar, mas tenho a organização de uma festa para supervisionar.
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  Eu não consegui retrucar suas palavras, apenas me acalmei internamente.
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  — Te espero para esta noite? — perguntou ele, mantendo a serenidade no rosto como se não tivesse acontecido nada momentos atrás. — Na White Party?
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  — Provavelmente não, mas tenho certeza que não farei nenhuma falta — respondi prontamente.
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  Meu clima para festas e recepções estava consideravelmente baixo.
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  — Engano seu. — Ele apenas piscou de leve e se afastou com um sorriso de canto discreto, me deixando ainda mais chocada.
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  Foi difícil não passar o dia com o beijo de em minha mente. 
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  O gosto doce e malicioso dos seus lábios, misturados à profundidade do seu olhar. O que aquele libertino estava pensando? Como pode fazer isso comigo? Eu não queria concordar com a sobre esse lado sedutor e envolvente dele, mas era real e estava me deixando em surtos internos. Ele conseguia despertar em mim algumas sensações desconhecidas que me deixavam assustada. Sensações que nem mesmo me despertava. Que nem mesmo o Charles, com todo o seu cavalheirismo regado a lord britânico, me inspirava. E isso me deixava com medo.
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  À noite, deitada em minha cama com os olhos no teto, não resisti a refletir sobre as palavras dele sobre meu curso. Será que teria algum espaço na gastronomia que me fará feliz? Respirei fundo e me levantei da cama, dando alguns passos até a janela do meu quarto, em segundos avistei chegando em casa, acompanhada de Matt. Estranho meu irmão ainda estar em casa, afinal, já deveria ter voltado a Harvard para planejar sua viagem com a tal professora. Não me importei muito com a famigerada amizade colorida dos dois, e já não fazia tanta questão de ambos ficarem juntos e sermos uma linda família feliz. Considerando que nem uma família os Vidal não eram mais e possivelmente não voltaríamos a ser.
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  Contudo, lá estava eu, no meio de um turbilhão de coisas acontecendo em minha vida, pensando no olhar daquele libertino para mim.
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  — Como eu faço para parar de pensar em você? — sussurrei fechando meus olhos e respirando fundo novamente. — Por que me beijou, Village?
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  Minha sorte é que estávamos em um lugar tão reservado do Central Park que ninguém nos viu. E se tivessem registrado aquilo e enviado a G’G? Suicídio social? Seria uma catástrofe para mim. Não que eu desejasse reatar meu namoro com e, sendo honesta, nem mesmo pensava sobre ter um futuro com ele como no início quando me pediu em namoro no meu baile de debutantes. As pessoas crescem, nós mudamos e novos sentimentos vão aparecendo, além de descobrir a fraqueza dos que tínhamos. Em algum momento eu realmente amei de verdade o ? Ou apenas queria tê-lo ao meu lado por um amor platônico de criança? Eu não me sentia segura o bastante para perder minha virgindade com ele e certamente estava relacionado aos reais sentimentos que tinha.
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  Flagrados a sudoeste do Central Park selando o primeiro beijo oficial do casal. Se nossa doce acha que eu não estou sabendo de suas aventuras amorosas com o nosso libertino favorito, aqui estou eu para testificar que esta amizade está cada vez me deixando mais sedenta pelo seu desenrolar. Será que nosso será capaz de despertar os mais profundos sentimentos de nossa delicada Dream Princess? Que os sonhos continuem…
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– Xoxo, G’G.


  Me afastei da janela e segui até a porta. 
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  Precisava de um bom chá para conseguir dormir. Ou pelo menos encontrar equilíbrio entre meus pensamentos e organizar minha mente. Saí do quarto e continuei pelo corredor até descer as escadas e cruzar com minha amiga aos risos com meu irmão. ficou um pouco mais séria assim que me viu, depois ele. Confesso que tentei agir com naturalidade. Meses atrás, eu estaria em cólicas com desejo de contar tudo o que tinha vivido esta tarde para ela, mas olhando agora as coisas que descobri a seu respeito, eu apenas não me sentia mais motivada a compartilhar minhas inquietações.
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  — Não parem por minha causa — anunciei seguindo para a direção que pretendia —, só estou indo à cozinha em busca de um chá.
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  — Acho que Alfred ainda está acordado — comentou , me analisando discretamente com o olhar. — E eu vou me recolher também.
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  — Já?! — Matt a segurou pela cintura. — É minha última noite aqui.
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  Ele se impulsionou para beijá-la, porém foi barrado.
  — Você precisa pegar seu voo logo cedo e eu tenho um baile de formatura para organizar — retrucou .
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  Eu apenas ignorei aquilo e segui para a cozinha. 
  Alfred estava mesmo acordado e curiosamente preparando o chá de todas as noites. Eu ainda não sabia como, mas ele sempre parecia pressentir quando eu tinha minhas noites de insônia. Era o mordomo que mais parecia um pai atencioso, sempre cuidando de mim a todo momento. Permaneci em silêncio, o observando por um tempo, parecia estar se divertindo com o preparo.
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  — Senhorita, . — Ele parou e me olhou com gentileza. — Precisa de algo?
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  — Você sabe que sim — assenti, me aproximando da bancada.
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  — Um chá quente para finalizar bem a noite… — Ele cantarolou um pouco e me serviu uma xícara, logo depois colocou um prato em minha frente. — Acompanhado de cookies com gotas de chocolate branco, seus favoritos.
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  — Isso está me lembrando as noites que me levava chocolate quente no quarto, quando criança — confessei, me sentando na banqueta e tomando o primeiro gole. — Você sempre fez o melhor chá do mundo.
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  — Minha querida, fico feliz que sempre goste do meu chá. — Ele manteve um sorriso no rosto e o olhar sutil. — Agora que te alimentei, vou me retirar para dormir, o Felix já deve ter se apossado de metade da minha cama.
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  — Aquele seu gato persa é um folgado — comentei.
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  — Verdade, mas é família — brincou ele, rindo um pouco.
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  Eu voltei meu olhar para a xícara, encarando-a um pouco enquanto controlava meus fixos pensamentos em um certo libertino, o que mais uma vez trazia o gosto do beijo a minha boca. Minha submersão em meus pensamentos não demorou muito, pois meu irmão entrou na cozinha, o que me surpreendeu. Não que eu tivesse ciúmes dele com a , pelo contrário, nossa cumplicidade de irmãos aumentou muito após a chegada dela em nossas vidas. E Matt sempre foi meu melhor amigo e confidente em alguns momentos da infância.
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  — Olha só quem foi expulso de um quarto — brinquei, tomando outro gole.
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  — Engraçadinha. — Ele fez careta e se aproximou de mim, puxando outra banqueta para sentar ao meu lado. — O que faz aqui? Não deveria estar em uma White Party?
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  — Não tenho a vocação da nossa mãe — respondi prontamente, pegando um cookie para comer. — E não estou animada para festas, já basta o baile de formatura que terei que tirar forças para comparecer.
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  — Não é todo dia que você se forma no ensino médio — reforçou ele.
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  — Isso é verdade — concordei.
  — Todo esse desânimo é pelo rompimento com o ? — indagou ele ao pegar um cookie também e dar a primeira mordida.
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  — Não, não é pelo , vocês precisam parar de achar que minha vida e meus sentimentos são ligados a ele e giram em torno dele — desabafei um pouco, soltando um suspiro fraco. — São tantas outras coisas envolvidas.
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  — Como a briga dos nossos pais? O amante da mamãe? E nossa família em ruínas? — expôs ele, suas conclusões.
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  — Como sabia sobre isso? — perguntei a ele, em choque.
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  — Acha mesmo que sou inocente nessa história? — Ele reforçou seu olhar sério. — Não queria admitir, mas você foi a última a saber sobre isso e queria que não tivesse descoberto.
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  — Você já sabia? — Eu me senti um pouco traída por ele não ter me contado antes, porém, eu meio que tinha feito o mesmo relacionado ao ocorrido no aniversário de casamento dos nossos pais.
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  — Sim, descobri cinco anos atrás e não foi da forma mais legal. — Ele soltou um suspiro fraco, parecia se recordar
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  — Por que ela faz isso com o papai? — indaguei a ele. — Por que continuar em um casamento falido? Se ela não o ama mais, que vá embora. 
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  — Eu não sei o motivo dos dois, sinceramente nem quero saber, mas nosso pai sabe sobre o amante dela e se ele não se importa… — Matt voltou o olhar para frente. — Apenas não se desgaste com o problema deles, de certa forma, eles não vão deixar de ser nossos pais.
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  — Queria ficar tranquila como você, mas não consigo. — Voltei meu olhar para a xícara, o chá já estava morno. — Eu realmente não conseguiria viver um relacionamento assim.
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  Mas talvez eu já viva um relacionamento assim com o . E por mais que ele não me traia fisicamente com a , é nítido que ele ainda sente algo por ela.
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  — Não acho que vale a pena falar sobre esse assunto, o que importa é que no próximo semestre letivo você não estará aqui — continuou ele, tentando suavizar a conversa. — Estou feliz que tenha se resolvido com o seu curso, mesmo sendo algo que eu nunca imaginei para você.
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  — Acredite, eu também, nos dois sentidos — concordei, rindo baixo.
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  — Vai mesmo na gastronomia? — Ele manteve o olhar atento a mim.
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  — Sim, por mais insano que possa parecer, é algo que me enche os olhos — confessei. — E mesmo que ninguém acredite de fato, é o que eu quero.
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  — Eu acredito em você. — Ele manteve o sorriso no rosto. — Acredito tanto que pedi a um amigo para te ajudar a reforçar sua escolha.
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  — O que você está tramando? — Reforcei meu olhar desconfiado para ele.
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  — Nada. — Riu de leve. — Mas, você se lembra do ?
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  — Sim, seu amigo que vimos naquele dia — assenti.
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  — Ele é dono do Moonlight, nós conversamos um pouco sobre gastronomia um outro dia e eu mencionei sobre você escolher esse curso — explicou.
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  — E o que tem? — Não estava entendendo suas intenções.
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  — Eu meio que considerei as falas do quando diz que aprendemos na prática e pedi ao meu amigo para te apresentar a cozinha dele — completou Matt, me deixando embasbacada com o seu incentivo. — Não tenha isso como uma forma de te fazer desistir, mas quero que minha irmã vá para a faculdade segura do que quer. O que acha?
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  — Um dia com um chef de cozinha? — perguntei confirmando se eu tinha entendido certo.
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  — Sim. — Ele riu baixo — Você topa?
  — Claro! Obrigada, Matt. — Eu me impulsionei e o abracei apertado.
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  — Me agradeça só depois que tiver seu diploma na mão — brincou ele, retribuindo o abraço. — Eu te amo, irmãzinha.
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  — Eu também te amo — disse, sentindo uma ponta de felicidade dentro de mim.
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  Eu não sabia o que iria fazer em meu dia na cozinha do Moonlight, não sabia como reagir ao gesto do meu irmão, mas sabia que estava empolgada. Matt me passou o contato do amigo e, após algumas mensagens, combinamos de ir na segunda-feira ao restaurante, pois era o dia menos movimentado e ele poderia me dar uma atenção mais especializada. Quando acordei cedo pela manhã, meu coração já estava em plena ansiedade para minhas atividades naquele dia. E foi tão relevante para meu currículo, que nem mesmo a diretora Queller se opôs à minha ausência nas aulas daquela manhã.
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  — Bom dia, senhorita, estamos fechados, o restaurante não abre para o almoço às segundas e terças — disse a recepcionista assim que eu passei pela porta do hall de entrada.
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  — Ah, eu… — Eu tentei formular uma explicação para ela, até que um homem passou por mim.
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  — Ela está comigo, Hill. — Reconheci a voz dele, era o amigo do Matt, logo seu olhar se voltou para mim, estava com um jaleco branco no braço. — Venha, vou te levar para conhecer minha cozinha.
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  Eu assenti prontamente e cheia de entusiasmo o segui até a entrada dos funcionários. Se eu já tinha me encantado com a arquitetura geral do salão, quando passei pela porta e me deparei com a cozinha do chef, fiquei ainda mais impressionada com tamanha perfeição. Uma estrutura impecável, a mistura do moderno minimalista e funcional, com mobiliário e eletros todos em aço inoxidável, milimetricamente organizados em suas prateleiras, as bancadas de trabalho identificadas com etiquetas e alguns folhetos de regras de higiene e trabalho espalhados em pontos estratégicos. Me deixou impressionada logo no início.
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  — , não é? — perguntou ele, sobre meu nome.
  — Sim, você é o — assenti. — Eu quase não acreditei quando o Matt me disse que tinha te pedido para abrir minha mente sobre a gastronomia.
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  — Ah, sim, ele me falou da sua decisão e de como chegou nela, foi bem inusitado — confessou ele, mantendo seu olhar bem longe de mim, e totalmente concentrado nos ingredientes que estavam na bancada a sua frente. — Não quero desanimá-la, mas não pode basear seu futuro em uma animação da Pixar, por isso concordei em te apresentar a minha cozinha.
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  — Para me mostrar que a gastronomia é coisa séria? — disse, fazendo referência à fala do personagem Ego.
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  — Não. Para te mostrar que a gastronomia é a melhor escolha que você pode fazer. — O olhar dele se manteve sério para mim, porém tinha um toque sutil de brilho e inspiração.
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  Além de toda magia que envolvia o universo daquela cozinha, foi bastante óbvio notar que ele é uma pessoa bem silenciosa e expressiva com o olhar. E por mais que não dissesse muito o que estava fazendo com todos aqueles ingredientes, em alguns momentos ele me explicava a parte criativa de suas atividades. E de como se sentia livre naquela cozinha. Uma característica que não sabia que eu tinha e acabei encontrando? Posso ser bastante observadora quando preciso e aprendi muito só de apenas olhá-lo.
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  — Quando você soube que era isso que te fazia feliz? — perguntei curiosa ao finalmente sentir minhas pernas cansadas e puxar uma banqueta para sentar. 
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  — Quando eu tinha seis anos e fiz minha primeira fornada de cookie com minha avó materna — respondeu ele, mantendo a atenção no risoto que preparava. — Foi quando percebi que podemos transmitir o que sentimos através da comida.
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  — Sério? — Fiquei impressionada.
  — Jamais cozinhe quando estiver triste, os alimentos sentem e a comida não fica boa — reforçou ele.
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  — E como você faz para controlar o que sente? Nem todos os dias acordamos de bem com a vida — argumentei.
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  — Um chef nunca revela o seu segredo — ele brincou e, pela primeira vez naquele dia, pude ver um fragmento de sorriso no canto do seu rosto. 
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  O que me deixou fascinada.
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  De um passeio refrescante a um dia com o chef, as movimentações na vida de nossa Princess estão intensas e cheias de surpresas. E agora temos a magia que a gastronomia lhe apresenta da forma mais inesperada que se teve. E fico me perguntando… Será que esta fascinação se restringirá apenas à cozinha, ou o nosso querido libertino terá um rival Tenebrae em potencial pela frente?
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E quem sou eu?
Este segredo eu não conto pra ninguém. 
Xoxo, G’G.

18. Masterchef

“Smooth like butter
Like a criminal undercover
Gon’ pop like Trouble
Breakin’ into your heart like that.”
– Butter/BTS 

   

  Admito que eu sempre tive muito ciúmes da minha cozinha e ninguém além dos meus leais funcionários podiam entrar nela. Entretanto, foi divertido passar aquelas horas produtivas do meu dia acompanhado da irmã de um grande amigo. A primeira impressão? me pareceu uma pessoa bem observadora e um tanto tímida também. Me senti desconfortável com seu olhar fixo e fascinado por mim, enquanto lhe ensinava um pouco mais sobre a arte da confeitaria. De certa forma, lá no fundo após ela arriscar uma receita de cookies, deu para perceber que tinha futuro com os doces.
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  — A última coisa que você coloca é o chantilly, para dar volume e deixar o recheio aerado. — Expliquei a ela, despejando com leveza o chantilly na tigela de recheio com o auxílio de uma espátula de silicone. — Então, mexa com suavidade, até ficar uniforme novamente.
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  — Incrível — comentou ela, com um brilho curioso no olhar. — Olhando você fazer, me faz lembrar minha infância.
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  — Espero que as lembranças sejam positivas. — Eu parei de misturar o recheio e coloquei a tigela em sua frente. — Faz as honras?
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  — E estragar a receita como fiz com os cookies? — Ela se encolheu, deixando transparecer um sorriso meigo e angelical.
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  O pouco que me lembrava dela nos tempos do fundamental, era uma criança calada e praticamente invisível, sempre escondida atrás do irmão, com seus olhos amedrontados. Agora, diante de mim, tinha uma garota decidida, aparentemente esforçada e muito interessante.
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  — Leva um tempo para entender as técnicas da confeitaria, trabalhar com doces requer mais sutileza do que o normal de uma cozinha, a forma como se mistura uma massa. — Expliquei a ela, meio que em sua defesa. — Acredite, na minha primeira vez ficou ainda pior, eu coloquei sal achando que era açúcar refinado.
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  De imediato ela começou a rir, pude notar que estava se segurando, mas não conseguia se conter, me deixei relaxar pelo momento e comecei a rir também. 
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  — Eu não consigo acreditar nisso, você é tão talentoso — disse ela, controlando seu riso.
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  — Apenas ter o dom não é tudo, você precisa praticar. — Eu reforcei com o olhar, esticando a espátula para ela. — Então?
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  — Tudo bem. — Assentiu ela, pegando a espátula de minha mão, ainda acanhada. — Mas não me responsabilizo por meus atos.
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  Em um curto espaço de tempo naquela cozinha mágica, parecíamos até amigos de infância e, curiosamente, parecia bem à vontade comigo para contar sobre suas pequenas experiências na cozinha com Alfred. Boas histórias que me trouxeram à memória as muitas que passei na clínica com minha mãe, mesmo sendo um lugar triste e nublado.
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  — Eu agradeço por ter aberto sua cozinha para mim — disse ela, assim que terminamos de degustar a torta de maçã, acompanhada ao chocolate quente que preparei para nós dois.
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  — Foi inspirador ter a sua companhia neste dia — confessei a ela, fazia tempos que não me divertia daquela forma, ao cozinhar.
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  E mesmo incomodado com sua atenção em mim, não me senti incomodado, apenas me deixei levar pela sua boa companhia, e divertidas histórias. O mais louco de tudo, foi não sentir o tempo passar ao seu lado, em um piscar de olhos nossa manhã virou tarde e agora era quase noite.
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  — Nem sei como reagir. — Ela sorriu com timidez.
  — Apenas reaja se permitindo descobrir mais neste mundo — disse com confiança.
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  — Obrigada pelos conselhos e pelas receitas — disse ela, voltando o olhar para a xícara. — Vou usar todos em Paris.
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  — Tem planos para ir a Le Cordon Bleu? — perguntei curioso.
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  — Sim, minha amiga me aconselhou que devo aprender com os melhores, e o berço da gastronomia está na França — contou ela.
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  — Hum… — eu pensei por um momento, não achava essa a melhor decisão para ela.
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  — O quê? — Seu olhar intrigado voltou para mim. — Não acha uma boa escolha?
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  — Bem, depende… Se você quiser se especializar em culinária francesa. — Respondi, ainda pensativo. — Mas, existem outras opções em nosso país.
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  — Onde você estudou? — perguntou Curiosa.
  Assim que me impulsionei para respondê-la, meu celular tocou. Era uma mensagem do meu irmão, lembrando-me do inevitável jantar em família com nosso pai. Eu não queria ir, mas já tinha dado a minha palavra que compareceria, e melhor do que deixá-lo importunar alguém que não merecia.
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  — Aconteceu alguma coisa? — perguntou ela.
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  — Não, eu só… Precisamos finalizar, tenho outro compromisso e quase me esqueci dele. — Respondi, me afastando da bancada e seguindo até a porta.
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  — Mas e a cozinha? — Ela me seguiu, ainda com a atenção no lugar. — Fizemos uma bagunça aqui.
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  — Fique tranquila, já estão acostumados com meus experimentos às segundas, então logo virá alguém para ajeitar tudo. — Expliquei, então voltei meu olhar para ela. — Quer uma carona?
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  — Hum… Eu não quero incomodar. — Ela passou por mim e pegou sua bolsa, que estava pendurada no cabideiro. — Além do mais, eu posso pedir um táxi ou ligar para o Alfred vir me buscar.
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  — Não me incomoda, e não posso deixar a irmã de um amigo voltar sozinha, o Matt me mataria depois. — Brinquei retirando meu janelo e o pendurando, então a olhei novamente mostrando as chaves do meu bolso. — A menos que tenha medo de andar de moto.
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  — Eu nunca andei — admitiu, envergonhada.
  Eu segurei o riso e me abaixei para pegar os capacetes, então estiquei um para ela.
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  — Há sempre uma primeira vez — insisti.
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   abriu um singelo sorriso e assentiu pegando o capacete. Seguimos até a saída e subimos na moto. Assim que dei a partida, senti as mãos de agarrarem em minha jaqueta, parecia temerosa pelo som do motor. 
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  — Está tudo bem? Podemos seguir? — perguntei a ela.
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  — Sim — ela sussurrou.
  — Segura firme — disse com segurança.
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  Ela assentiu se agarrando um pouco mais a mim. 
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  Dizem que o que acontece em Vegas, fica em Vegas, neste caso o que acontece na cozinha do Moonlight, fica na cozinha do Moonlight. Será que nosso misterioso chef Tenebrae também me daria a honra de conhecer sua cozinha?
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– Xoxo, G’G.


  Assim que a deixei em casa, segui para meu compromisso. A mansão Tenebrae se localizava na área mais nobre de Upper East Side, com sua arquitetura minimalista e clássica ligado ao moderno, bem ao estilo do meu pai, quanto mais demonstração de poder, melhor. Me coloquei diante da porta de entrada, após passar pelo portão, um longo suspiro para finalmente tocar a campainha.
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  — Boa noite, jovem mestre — disse Florence, a governanta da casa.
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  — Boa noite, Florence. — A cumprimentei com um sorriso fechado, e adentrei. — Quantas vezes já lhe disse que não precisa me chamar assim.
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  — Por mais que peça, sabe que sempre o chamarei dessa forma — disse ela, mantendo um sorriso gentil no rosto, com seu olhar carinhoso.
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  Tenho por mim que a única pessoa que sempre me faz sentir confortável nessa casa é ela. Olhei à minha volta e notei algumas pequenas mudanças nas cores da parede, não sabia que haviam feito reformas recentemente, mas parecia que os tons de cinza combinados ao dourado, se aproximavam do charme escandinavo que Victor sempre admirou.
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  Será obra dele?
  — Florence está correta ao tratá-lo assim, é um Tenebrae. — A voz do meu pai soou das escadas.
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  Voltei meu olhar para ele e o observei terminar de descer os degraus acompanhado de uma mulher desconhecida. Provavelmente sua nova distração feminina, pois a cada vez que o via, estava acompanhando por uma modelo recém descoberta pela Vogue. Aquilo me embrulhava o estômago de uma forma apavorante, respirei fundo para aguentar as próximas horas que me aguardavam ali.
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  — Oi, pai — disse num tom baixo.
  — Joseph. — A voz do meu irmão surgiu da porta lateral que dava para o jardim de inverno. — Pontual como sempre.
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  — Victor. — Mantive meu olhar nele, que seguia em minha direção.
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  — Me concede alguns minutos de conversa? Já faz um tempo que não nos vemos. — Ele manteve seu bom humor de sempre, regado a sarcasmo é claro.
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  — Nos vimos na sexta, na White Party — disse, mantendo a seriedade no olhar.
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  — Estarei na sala de estar, aguardando meus filhos — disse o patriarca Tenebrae, entendendo nossa necessidade de ficarmos sozinhos.
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  Ele passou por nós enquanto conduzia sua acompanhante. Permaneci em silêncio, observando-o se afastar. Não conseguia conter meus sentimentos, não como gostaria, a feição do meu rosto já dizia tudo o que pensava sobre o assunto. Voltei meu olhar para Victor, que mantinha sua atenção em mim com serenidade.
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  — O que está olhando? — perguntei a ele.
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  — Pode ficar tempos longe, mas você nunca vai mudar, sempre agirá assim com o papai — comentou ele.
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  Era a realidade de nossa família. Eu e nosso pai sempre tivemos nossas brigas e desavenças, principalmente por muitas vezes que ele tentou machucar a pessoa que mais amava no mundo. Foram apenas sete anos de casamento, o que resultou no divórcio mais doloroso que se pode imaginar. Minha mãe havia sido a sua segunda esposa e parcialmente uma mãe temporária para Victor, filho do primeiro casamento. 
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  Eu não entendia os motivos do meu irmão ainda aguentar as arrogâncias do nosso pai, talvez por não ter tido a chance de conhecer a mãe, que infelizmente faleceu após seu parto. Tudo o que Vic conhecia era ligado à família Tenebrae e aos caprichos do chefe dela, a única demonstração de amor e carinho que ele teve na vida, foi da minha mãe, que ele considerava como sendo a dele também.
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  — Você sabe o que penso sobre ele — disse abertamente, seguindo até a porta que dava para o jardim.
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  — E você sabe que ele não vai mudar o que é. — Victor riu baixo, me seguindo. — Sei que para você é mais delicado porque sua mãe está viva e acabou acompanhando o divórcio dos dois.
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  — Delicado? — Eu o olhei, desacreditado em como ele tentava ver a situação com normalidade. — Você diz isso porque não viu as lágrimas da sua mãe e de como isso… Minha mãe foi quem mais saiu ferida dessa história, ele não queria uma esposa, só queria alguém para cuidar do seu filho e exibir nas colunas sociais.
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  — Joseph… — Victor tentou argumentar.
  — Nós dois sabemos que a única mulher que ele teve a decência de amar foi a sua mãe, e mesmo assim o casamento dos dois era tão sufocante que foi ele quem provocou a sua morte, mas mesmo assim colocou a culpa em você e passou sete anos tratando a minha mãe como uma qualquer e não a esposa, além de acusá-la de ter engravidado de propósito. — Eu tentei ponderar ao máximo minhas palavras, mas não conseguia, a realidade se mantinha entalada em minha garganta. — Ele nunca quis ter um segundo filho.
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  — Mas você está aqui, olha só, nosso pai se importa com você. — Victor se manteve empático ao meu desabafo. — É tão filho dele quanto eu e, se não te quisesse mesmo, não teria ficado com a sua guarda depois do divórcio.
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  — Ele só tomou a minha guarda para ferir ainda mais a minha mãe. — retruquei.
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  — Nossa mãe — corrigiu ele, de forma carinhosa. — Ela é tão preciosa para mim quanto é para você.
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  Eu sorri de canto assentindo. Nunca veríamos a situação de um mesmo ponto de vista, ele sempre tentava defender nosso pai, mas estava feliz que pelo menos nossa amizade de irmão não tinha sido destruída com a distância. Desde a minha saída de casa aos dezoito anos, quando me opus a seguir os planos que Godric Tenebrae tinha definido para meu futuro, meu irmão nunca deixou de apoiar minha decisão.
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  — Você é um bom irmão — disse a ele.
  — Como está indo com o restaurante? — perguntou, ao encostar na parede, com as mãos nos bolsos. — Espero que tenha gostado do meu projeto.
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  — Que comentário, se eu não tivesse gostado não teria seguido à risca. — Retruquei, rindo de canto. — Você realmente conhece meu estilo.
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  — Quase semelhante ao meu, só tiramos o estilo clássico e acrescentamos o industrial — brincou, rindo de leve.
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  — Quanto ao restaurante, está indo bem, faço o que gosto — respondi a ele, com segurança. — Desde que nosso pai fique longe e não interfira, ficará tudo bem.
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  — Ele já entendeu que você é capaz de seguir em frente sem a ajuda dele — confessou Victor. — Então, tudo vai se ajustando.
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  — Você também vai sair de Yale? Sr. representante — brinquei, voltando a seriedade do meu rosto. — Soube que esteve no Ivy Week do Constance.
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  — Olha só quem está acompanhando as redes sociais. — Ele riu um pouco. — Sim, este ano foi meu último como representante, nosso pai acha que precisamos dar mais atenção ao nosso legado.
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  — E você ficará à frente da construtora — concluí.
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  — Não seria o filho caçula, não é? — Riu novamente. — Que tal falarmos sobre seus romances.
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  — Meus romances? — O olhei confuso. — Não é você o popular da família?
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  — Ah, não tenho achado muitas mulheres interessantes por aí, a não ser… — Ele parou por um tempo, parecia reflexivo.
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  — A não ser? — insisti.
  — Talvez uma… Mas não estarei em Yale para descobrir se ela é interessante de fato ou não — continuou ele.
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  — Victor Tenebrae está apaixonado? — indaguei, surpreso.
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  — Não, mas não significa que não possa me interessar por alguém. — Soou num tom sugestivo. — E você, definitivamente deveria arrumar uma namorada.
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  — Já sou comprometido com a minha cozinha, não preciso de uma namorada. — Assegurei a ele, desinteressado com o assunto.
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  — Sei, eu aposto que no dia em que seu caminho cruzar com o da mulher certa, nem mesmo sua cozinha vai conseguir tirá-la do pensamento — retrucou ele.
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  — Vamos logo encarar o jantar em família — disse mudando de assunto.
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  Não iria admitir para meu irmão, mas sim, já existia tal mulher que ocupava parte dos meus pensamentos. O pior? Ela nem sabia que eu existia. 
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  Quando chegamos na sala, nosso pai estava ao celular aparentemente conversando com o governador Donson. Não me importei em entender a conversa, apenas me mantive próximo à janela olhando para o jardim frontal. Algum tempo depois nos reunimos à mesa; Florence, por saber que eu estaria presente, fez questão de preparar pessoalmente o jantar e no cardápio, um dos meus pratos favoritos: Risotto alla milanese.
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  — Acho que já sabem, mas estou oferecendo este jantar para anunciar oficialmente aos meus filhos, minha saída da reitoria de Yale — disse Godric Tenebrae, no seu habitual tom de superioridade. — Venho pensando sobre isso há um tempo, sei que Victor está mais do que preparado para assumir nossa construtora em meu lugar…
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  Ele voltou o olhar para mim, certamente ainda com o amargo de eu não ter aceitado cursar arquitetura igual ao Victor, como ele queria.
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  — Então estamos aqui apenas para isso? — indaguei a ele. — Saber seus planos para o futuro?
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  Bufei em seguida, tentando disfarçar.
  — Pode não gostar de mim, Joseph, mas é meu filho sua vida, querendo ou não, sempre vai estar atrelada a minha — retrucou ele de forma rude. — Por isso está aqui.
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  — Que bom que sabe o que sinto por você — continuei.
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  — E qual o anúncio importante que queria nos dar? — perguntou Victor, tentando apaziguar a situação.
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  — Estou entrando oficialmente para a carreira política e irei concorrer às próximas eleições a prefeito de New York — anunciou ele voltando o olhar para a mulher sentada ao seu lado. — Com isso, precisarei de uma primeira dama, então comunico a vocês minha união com Jessy, já assinamos nosso contrato de casamento.
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  Que previsível ele é, e claro que eu poderia esperar por algo assim vindo desse homem. Mas… Prefeito?! Aquilo sim me surpreendeu.
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  — Prefeito, pai?! — Foi surpresa até mesmo para meu irmão.
  — Sim, é por isso que os chamei aqui, sabemos que será fácil e poderão fazer algo para me prejudicar usando vocês dois, são meus filhos, independente de tudo que ocorre internamente em nossa família, sempre serão meus filhos e vou me importar com os dois. — Ele voltou o olhar para mim, com toda a sinceridade que poderia mostrar naquele momento.
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  Era irritante concordar com as palavras de Victor, mas nosso pai realmente se importava comigo.
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  E quem diria que a vida de nosso garoto mistério seria tão cheia de altos e baixos com o papai? Para quem achou que era fácil ser um Tenebrae, já percebemos que não, ainda mais agora que o autoritário Godric se tornará o quem sabe futuro prefeito de New York. E, acreditem, ainda temos muito mais a descobrir desta inseparável relação entre os irmãos.
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E quem sou eu?
Este segredo eu não conto pra ninguém. 
Xoxo, G’G.

19. Reset

“I’m so sorry but it’s fake love, fake love, fake love
I wanna be a good man just for you
세상을 줬네 just for you
전부 바꿨어 just for you
Now I don’t know me, who are you?”
– Fake Love / BTS 

  

  Faltavam três dias para o baile de formatura e eu não me sentia nenhum pouco animado a comparecer. Entretanto, já tinha dado a minha palavra às duas mulheres loucas da minha vida. Era estranho estar oficialmente solteiro, pois de certa forma já tinha me acostumado com a companhia de , contudo, um relacionamento não se mantém apenas de costumes ou comodismo, eu queria mais do que apenas uma garota para chamar de namorada e exibir nas redes sociais.
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  Me remexi na cama e olhei para o celular na mesinha de cabeceira, o visor estava aceso, peguei o aparelho e identifiquei uma mensagem do meu pai. Foi um longo suspiro até abrir e perceber que se tratava de um longo texto cheio de repreensão e palavras baixas me xingando por ter trocado de curso e desistido de administrar os hotéis da família. Era um fato que minha ambição nunca foi ser um homem de negócios, não sabia quando havia descoberto minha vocação para medicina, porém tinha certeza que preferia um estetoscópio no pescoço que uma gravata.
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  — Acho que ele não vai mais me sustentar em Harvard — sussurrei enquanto lia o texto.
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  Plano B. Segundo a minha meia-irmã Daisy, meu tio estava pronto para me ajudar com meus custos financeiros caso eu precisasse. Certamente aceitaria de bom grado, porém, por enquanto faria do meu jeito e com a herança que meus avós maternos deixaram para mim, conseguiria me manter sem depender de terceiros. Voltei a olhar para o teto, e entre tantos pensamentos não consegui deixar de focar em um só: . Após todos aqueles anos lutando contra os sentimentos que tinha por ela, em respeito a Seria ilusão da minha parte achar que talvez agora pudéssemos finalmente tentar algo, além de apenas amizade? No que depender dela, certamente haveria somente amizade entre nós.
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  — Falando na tentação… — sussurrei assim que o celular começou a tocar de repente, numa ligação dela. — ?!
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  — Que milagre me atender rápido — comentou ela, rindo baixo.
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  — O que faz me ligando a essa hora? — perguntei curioso, erguendo um pouco mais meu corpo e encostando na almofada.
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  — Queria saber se está bem… — explicou ela. — Você é meu melhor amigo, seus problemas são meus problemas.
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  Brincou ela, de falar sério.
  — Estou bem, sim. Por que a pergunta? — indaguei.
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  — Soube pelo Matt que agora meu casal favorito terminou de vez — resumiu ela.
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  — Eu te disse que não iria mais insistir em algo que só estava machucando ambas as partes — a lembrei de minhas palavras finais. — Eu prefiro manter a amizade e o afeto que construí com a , do que prolongar um relacionamento falido e acabar perdendo até o respeito dela.
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  — Fico feliz que esteja bem com essa decisão… — ela assentiu a seu modo, ficando em silêncio por um tempo. — E Harvard? Seu pai reagiu bem?
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  — Não, aparentemente estou a minha própria sorte, mas eu tenho minhas economias e não vou precisar da ajuda dele para me manter aqui — garanti a ela, para que não se preocupasse. — Segundo o reitor, meu saldo de méritos em Harvard pode garantir minha transferência para Stanford com uma generosa bolsa de estudos… Cortesia do meu tio.
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  — Então não vai mais ficar em Harvard? — Ela parecia surpresa.
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  — Não. Faço as malas amanhã e sigo para Califórnia — confirmei minha nova realidade e brincando. —Tenho alguns contatos lá, fique despreocupada que não vou morar na rua.
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  — Eu sei que você se vira sozinho, e com um amigo médico… — brincou ela. — Terei consultas de graça?
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  — Médico cirurgião — acrescentei, minha especialidade pretendida. — E para você, eu cobrarei o dobro da consulta.
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  — Que mercenário — brincou ela, rindo.
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  — Viva o capitalismo — disse.
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  Eu ri junto.
  — Como estão as especulações? Mais alguém perguntou sobre a Allison? — indaguei a ela.
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  — Felizmente não, mas não liguei para saber sobre isso — reclamou ela, sempre fugindo do assunto. — Vamos falar de você e Stanford.
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  Foi apenas uma vez, em que precisava desabafar e estava se sentindo extremamente frágil, naquela única vez ela me contou parte do seu segredo e disse que de alguma forma meu primo também sabia sobre. O que me fazia admirá-la ainda mais por sua força e persistência, diante de tudo o que lhe aconteceu no passado e como este nome se associava a sofrimento e dor. Como um bom amigo, claro que não contaria a ninguém, mesmo achando que segredos não nos fazem bem.
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  — Por que não falamos de nós? — sugeri de forma maliciosa.
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  — O que teríamos para falar de nós? deu uma risada rápida e boba, sabia o que eu queria dizer.
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  — Você sabe, — insisti.
  — Somos amigos — reforçou ela.
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  — O que não significa que não podemos ser algo a mais — insisti.
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  — Não quero perder um amigo tentando ser algo a mais — explicou ela, com um tom sério, porém, sutil. — Por favor, seja apenas o meu amigo… Suas expectativas foram sempre tão altas com relação a mim, mas tenho certeza que posso decepcioná-lo.
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  — Não acha que eu é quem deveria avaliar isso? — argumentei. — Somos alma gêmea, sabia?
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  — Eu me conheço, Nikolas. — Ela suspirou fraco.
  — Não vamos discutir sobre isso agora — intervi em sua decisão final. — No baile de formatura, falamos sobre nosso futuro.
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  — Que menino persistente — brincou ela.
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  — Aprendi com a melhor. — Ri baixo.
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  Ficamos mais alguns minutos falando sobre minha mudança para Califórnia, um ponto positivo é que terei momentos de paz nas praias de Los Angeles, algo que minha universidade atual não me proporciona. Assim que desliguei o celular, ergui meu corpo me levantando da cama, o céu estava estrelado naquela noite e não tinha Matt para comemorar a última noite em Cambridge. Voltei a digitar no celular convocando alguns colegas da turma de administração para tomar uns drinks no Vulcano, o bar mais badalado entre os universitários.
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  — Olha só, aquele que não deve ser nomeado. — Brincou Finnick, com seu sarcasmo de sempre.
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  — Achei que não viesse — comentei, assim que me aproximei deles e puxei uma cadeira para sentar.
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  — Esse bastardo vai nos deixar — reclamou Carl, ao tomar um gole da cerveja em seu copo. — Agora quem vai me passar cola nas provas?
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  — Se vire subornando os veteranos — sugeri em tom de brincadeira, o fazendo refletir, aquilo causou alguns risos entre todos na mesa.
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  Seria uma boa noite de despedida, afinal, Finnick, Carl e Liam não eram tão ruins assim de companhia, tirando o fato de Liam sempre desaparecer antes do final da noite por causa das suas aventuras amorosas. De fato, agora que eu estava me enturmando com eles, será chato partir e começar tudo de novo. Enfim, o Vulcano estava mais cheio do que o habitual para uma quarta-feira, talvez pelo jogo dos Lakers, ou por estarmos a caminho das férias de verão. Parecia que todos do campus estavam ali, o que tornava o lugar mais barulhento e relativamente interessante.
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  — Agora que mudou para medicina, não quis ficar em Harvard? — perguntou Carl, curioso assim que pegou uma bebida para mim da bandeja do garçom que passava.
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  — Por motivos de força maior, sair de Harvard será melhor para mim — expliquei a eles, sem muitos detalhes. — Mas não vamos falar sobre isso, prometo que vou escrever todos os dias para vocês.
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  Nós rimos com a brincadeira e Finnick manteve sua atenção em nosso amigo, o que me deixou curioso.
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  — Por que tanto encara o Liam? — indaguei.
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  — Esse tarado mal se sentou nesta mesa e já está flertando com aquela caloura — explicou ele, balançando a cabeça negativamente. — Esse aí não tem jeito mesmo.
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  — E como sabe que ela é caloura? — perguntei.
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  — Tenho boa memória fotográfica, é a primeira vez que a vejo aqui — respondeu Finnick, com segurança.
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  — E se ela não gosta de sair? — brincou Carl, retrucando.
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  — Todo calouro é obrigado a vir aqui, pelo menos uma vez no final do semestre — explicou ele —, e eu estou sempre aqui.
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  — Isso é que eu chamo de riquinho mimado, enquanto eu me mato para ter boas notas, ele tem tempo de frequentar o Vulcano e ainda tirar 10 em tudo — reclamou Carl, bebendo o resto do líquido em seu copo.
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  — Falou aquele que paga pelos trabalhos. — Liam soltou uma gargalhada maldosa.
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  — Desta vez não tem como te defender. — Eu ri, voltando o olhar para a tal garota. — Ela é mesmo caloura?
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  — Ah, não… Desta vez nosso amigo errou na dedução. — Liam riu — Ela é uma gata, né?! Ouvi dizer que não é aluna, só está passando os dias aqui.
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  — Hum. — Não fiz nenhum esforço para ser discreto ao olhá-la.
  — Já levei um fora dela, eu e metade dos caras que tentaram alguma coisa. — A voz de Liam parecia amarga e frustrada.
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