Ray Dias
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Sem curiosidades para essa história no momento!

ENTRE LOBOS E HOMENS

Capítulo Onze – Acredite se puder…

  — História verdadeira? Tudo o que Jacob me contou era falso?
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  — Nem tudo.
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  — Nós temos mesmo uma proximidade com lobos, . Mas está muito além do que você possa imaginar.
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  — Nós somos os lobos, . — disse Emy concluindo a fala de Sue.
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  — Espera… Por isso que Seth disse que Embry era o lobo, quero dizer… Ele se transformou mesmo em um lobo?
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  Sue e Emy se entreolharam surpresas pela reação de , pois, apesar de soar muita loucura, ela ainda parecia acreditar no que as mulheres disseram.
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  — Por que estão me olhando assim? São vocês que estão me contando histórias sobrenaturais… — perguntou tão surpresa pela reação das duas quanto elas.
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  — Você acredita em nós? — Emily a perguntou.
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  — Eu não sei se é uma questão de acreditar, mas… Eu sinto que tem alguma coisa estranha comigo desde que estive com vocês. Desde que estive em Forks, na verdade. Mas, se eu não acreditar nisso, qual a explicação para todo este circo? — argumentou apontando ao seu redor — Quero dizer… A menos que vocês sejam uma seita esquisita ou perigosa, eu não consigo ver nenhuma ação dentro de um provável normal por aqui. Então, antes de saber se eu acredito ou não, eu preciso ouvir o que vocês têm a contar.
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  — Não somos uma seita, . Somos um clã. — Emily explicou sorrindo e deixou que Sue contasse a história:
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  — Há muito tempo nos primórdios de nosso povo, um líder quileute se transformou em lobo para defender sua tribo. Ele tivera seus filhos e assim perpetuou-se o segredo. Não são todos que tem o dom de se transformar. Emily e eu, por exemplo, não nos transformamos. Sam é o líder temporário da nossa matilha. Ele foi o primeiro da nova geração quileute a se transformar. Contudo, Jacob é por herança o líder. Ele é neto de Efraim Black. O primeiro líder. Billy também foi o líder antes dele e assim segue-se sucessivamente.
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  — Mas… Jacob não estava preparado e era muito novo. Então Sam assumiu o posto por ser o primeiro e ter como preparar o restante da matilha que surgiria. — Emy concluiu.
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  — Mas por que Billy não continuou?
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  — Em uma luta Billy acabou ferido.
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  — Entendi… A cadeira de rodas. Então Sam assumiu para ele…
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  — Exatamente. Os garotos só afloram seus dons a partir dos quinze anos. Os últimos foram Embry, depois Jacob, Quil e por último Seth. A mais recente na matilha é a Bruh. — Sue disse olhando a garota que estava de costas às três.
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  — Você está bem, ? Está tão quieta ouvindo essas coisas todas… — Emily disse preocupada.
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  — Estou… Parece que eu entrei dentro de um livro, mas… Continue, Sue, por favor.
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   encarava o chão enquanto concatenava seus pensamentos e desconfianças. Mais perto de acreditar e se dar como uma maluca ela estava, do que de sair correndo.
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  — Os meninos foram treinados por Sam desde então. Aprenderam a controlar seus instintos, conhecer uns aos outros e… A defender a tribo de outros perigos.
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  — Que outros perigos?
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  — Existem muitos mistérios dos quais você vai conhecer, . Por enquanto, você deve apenas saber o essencial sobre nós. — Emy confortou-lhe com voz meiga, a fim de esperasse e aceitasse apenas o que escutava naquele momento.
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  — No início é muito difícil. A primeira transformação é dolorosa e eles devem ser isolados. A maioria não aceita o fardo. Foi assim principalmente com Jacob, que descobriu que o seu era muito maior. Eles conseguem transformar-se a qualquer hora, mas precisam controlar algumas emoções… É que dependendo da tensão em seu corpo o extinto fala mais alto. Hoje eles já estão mais íntimos com seus próprios dons.
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  — Contudo, a Bruh… — Emily disse em tom mais baixo olhando-a. — É tudo muito novo para ela ainda.
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  — Sue… — respirou profundamente pensando exatamente no que mais a trazia incômodo nos últimos meses: os lobos em sua casa. E juntando os pontos, ela perguntou após tomar fôlego: — Sue, então os lobos na minha casa…
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  — Sim, querida, eles eram os meninos te protegendo.
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  Aquilo foi como uma faca dentro do peito de . Ela havia os desprezado na reserva por não lhe contarem nada do que acontecia com Embry e, no entanto, estavam a defendendo o tempo todo… Jacob… Ele era o que mais parecia empenhado dado o fato de estar dormindo tão mal, porém, se recordando também da sua primeira noite em sua casa… Se aquele vulto que ela avistou era um lobo, por que eles brigaram? Por que Jacob havia espantado aquela “coisa”? Era muita informação!
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  — Sei que é muita coisa e você não terá a resposta para tudo agora.
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  — Mas do que eles defendiam-me?
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  — Chegamos ao ponto crucial. — Emily disse tentando parecer humorada.
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  — … Tudo isso tem ocorrido porque algo inesperado surgiu. Até pouco tempo os garotos podiam controlar suas transformações, mas… Recentemente, Embry se tornou algo mais perigoso e incontrolável. Quando aconteceu o trouxemos para cá, pois os Whitton têm conhecimentos vastos sobre isso. Tivemos que isolar Embry, por isso você não teve notícias dele. Nós sabemos muito pouco dessa nova transformação e temos tido contato direto com esta tribo para poder conhecer da mesma sabedoria que eles têm sobre o assunto.
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  Embry se tornando algo mais perigoso e incontrolável? Finalmente se deixou assustar com o que estava vivenciando. Leah surgiu com o chá em mãos, e viu que Bruh a encarou de modo implicante, então ignorando-a, a filha mais velha de Sue perguntou-lhe se a mãe preferia que ela continuasse contando as histórias para a mãe descansar, mas Sue permaneceu firme. Emily ponderou se não fosse melhor dar um tempo para a cabeça de , que assustada bebia ao chá e se mantinha pensativa e silenciosa, mas a voz raivosa de Bruh as interrompeu:
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  — Ela deve saber de tudo logo! — disse Bruh.
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  Emily a chamou para fora do quarto a fim de que ela se acalmasse, e ficasse mais confortável com Sue e Leah.
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  — E então, como você está reagindo? — perguntou Leah assim que Emy e Bruh saíram da tenda.
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  — Eu não sei. Sinceramente. Sinto-me tremer inteira por dentro, mas… também me sinto apenas anestesiada.
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  — Devo continuar? — perguntou Sue.
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  — É óbvio! — mãe e filha se olharam em dúvida quando exclamou.
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  — , naquela noite em que os meninos saíram para acalmar os lobos e Jacob te levou para casa… Bem, os lobos na nossa reserva não eram da nossa tribo. Eram daqui e levavam notícias de novas feras, muito piores em poder de destruição. Na sua casa… Jacob disse-nos que vocês viram um vulto.
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  — Sim! Ele insistiu que era um lobo, mas eu vi que não era! Andava como uma pessoa e agora sabendo disso, sei que ele lutou com aquilo!
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  — Não era uma pessoa apenas, era uma mistura de lobo e homem.
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  — Espera… Um lobisomem? Mas isso não existe, Sue! E a Leah acabou de dizer que vocês não são lobisomens… Eu…
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  — Você é engraçada! — Leah falou rindo com empatia — Acredita que nos transformamos em animais, mas lobisomens não existem?
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  — Você acabou de me dizer o mesmo, Leah!
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  — Não, não! Eu disse que era ultrajante você nos chamar disso, e não que não existem. … Respire e apenas ouça a mamãe, tudo bem?
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  — Naquela noite, um lobisomem de uma tribo antiga e agora extinta veio para as proximidades de Forks. O chefe dos Whitton surgiu na nossa reserva contando-nos que há poucas semanas um homem apareceu lhes pedindo abrigo, pois toda sua gente havia sido dizimada. Ele era um lobisomem, como alguns dessa tribo onde estamos.
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  — Há lobisomens aqui? — perguntou apavorada para Sue.
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  — Sim, o ancião foi um e o atual chefe também. Eles não se transformam mais por causa do veneno que tomam, a vida deles teve de ser sacrificada para que isso que eles considerem “um mal”, não continue. Eles não devem ter muito tempo e nem tiveram filhos. Se empenharam a descobrir mais coisas e com o passar dos anos, Billy e eu tivemos muitas informações dadas por eles. Eles sabiam sobre nós e vigiavam-nos por pensarem que seríamos da mesma espécie. Billy e eu nunca acreditamos nisso, pois já nos transformávamos há mais de sete gerações. Esse homem que lhes pediu abrigo transformou-se e fugiu para caçar. Essa era a noite que você estava conosco. Os Whitton acreditam que a única forma de acabar com isso, é matando a fera, e assim fizeram com aquele último lobisomem da antiga tribo desconhecida. Ainda naquela noite, Embry se transformou também. Foi um choque para todos nós, nunca esperaríamos que acontecesse com um de nós. Entretanto, os meninos correspondem à sétima geração e pelo o que sabemos agora, os homens lobos só se transformam na sua real figura, à sétima geração. — Sue chorava.
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  — Então todos estão condenados a…
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  — Não temos certeza, … Parece que sim, mas o que nos espantou é que por ordem, Sam deveria ser o primeiro. Contudo, fazendo as contas somente a partir de Embry que de fato houve as sétimas transformações. Então, teoricamente, Sam e Leah estão fora.
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  — Mãe, antes de continuar… Ela deve saber mais de nossos dons.
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  — Tem mais? — perguntou confusa, inerte e chocada.
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  — Tem. Nós podemos ouvir os pensamentos uns dos outros. Por isso temos essa ligação tão forte e somos como irmãos. A matilha defende um ao outro com a própria vida. Somos habilidosos, temos excelente visão, escutamos uns aos outros a distâncias longas e…
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  — Bem, isso explica um bocado. — interrompeu à Leah — Como a leve mudança de cor nos olhos de Seth agora há pouco e puxa…
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  — Pois é. O chefe Kwyto disse que um lobisomem pode ou não guardar suas memórias enquanto está transformado. Embry é um dos que podem. E segundo o chefe isso nunca aconteceu com nenhuma fera que ele tenha conhecido, nem mesmo com ele. E aí está mais uma dificuldade que enfrentamos. Pois, até onde um lobisomem é controlado se sua memória estiver preservada? Um lobisomem é capaz de matar em alto grau. Embry guardou você na memória dele e por isso temos protegido-a dele. Na primeira noite, na porta de sua casa, era o Embry que Jacob tentou impedir de avançar e não o outro lobisomem desconhecido. Ele sente seu cheiro a distâncias e vai atrás de você, como fez hoje. Ele não quer matá-la, mas a proximidade de um lobisomem com alguém ainda que ele nutra boas memórias é perigosíssimo.
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  — Acho que agora, eu estou começando a entender melhor… Apesar de achar que posso ser mentalmente interditada a qualquer instante.
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  — A estadia dele por essa tribo foi de muita ajuda, . Não teríamos sabido lidar se não fossem os Whitton.
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  — Ah claro, isso porque impedimos que ele morresse! — resmungou Leah contra o argumento da mãe, e percebeu a reprovação no olhar de Sue para a filha — Ah qual é mãe! Conta logo tudo, ela pode ficar doida e cair dura mesmo!
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  — A Leah veio com Sam trazê-lo para cá. Não deixaram que nenhum de nós ficasse aqui, mas a Leah se escondeu e como Sam não concordava em deixá-lo sozinho, ele permitiu que ela ficasse aqui. No meio da noite, Leah percebeu que pretendiam matar Embry e os impediu. Os Whitton acham que somos demônios e não há outra forma de cura a não ser matando o lobisomem. Mas, nós acreditamos que podemos controlar isso! E Embry tem se empenhado muito nisso!
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  — O que eles estavam fazendo lá fora Sue, quando eu cheguei e o porquê destas pinturas?
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  — Eles estão fazendo o ritual da grande Lua. Acreditam que essa fumaça e com as rezas que fazem, o Deus da Lua irá enganar o lobo-homem escondendo a lua
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  — A lua os transforma? Como na mitologia?
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  — Não dá para saber até onde as histórias dos homens brancos são reais sobre esta “mitologia”. Mas, alguns pontos batem com o que temos vivido. Não é que a Lua os transforme, mas a energia dela de alguma forma ativa algo. Por isso é tão complicado controlar.
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  — E no que consiste a pintura que fizeram em Seth e em mim?
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  — A pintura de Seth é uma defesa espiritual para o provável lobisomem que há nele. Pintaram um Sol. O contrário da lua. E a sua pintura é uma defesa para o lobo que há dentro de Embry. Ainda que ele se lembre de você, ao se aproximar é como se você fosse um espírito ruim para ele. Ele se afastaria.
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  — E eu acho isso tudo uma bobagem arcaica. — Leah sussurrou para mim. — Se isso funcionasse, o chefe e o velho Whitton não teriam que sacrificar suas vidas com o tal veneno.
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  — Que veneno é esse, Sue?
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  — Eu ainda não sei. Eles não contam. Só sei que é uma mistura de várias ervas que eles injetam diretamente na veia. Nós chamamos de veneno, eles chamam de antídoto.
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  — Há quanto tempo os Whitton fazem isso?
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  — Desde que o chefe se transformou aos seus quinze anos. O velho índio foi o primeiro, mas tanto ele quanto a tribo, nada sabiam a respeito. O ancião se isolava toda a vez que chegava a temporada da grande Lua. Ele serviu de estudo para a tribo, tem cortes por todo o corpo e só não o mataram, por medo de acontecer com outro deles. Eles acharam que era um castigo dos Deuses e tiveram medo de matá-lo. Como eu te disse, essa transformação só acontece de novo na sétima geração. Foi quando aconteceu com o chefe Kywoto, filho do cacique da sétima geração. Nessa época, depois do ancião ter sido objeto de estudos, eles já haviam descoberto esse veneno que isola as células mutativas aumentando o número de anticorpos que as combatem e destroem. É uma morte lenta… O chefe apenas se transformou uma vez, e não foi em lobisomem, foi em lobo, mas ainda assim o veneno não o impediu de aos vinte três anos tornar-se a grande fera. Daí eles perceberam que aplicar o veneno uma só vez, ainda na juventude do lobo, não bastava e passaram a drogar-se sempre.
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  — Mas se o velho índio foi o primeiro e único, porque o filho do cacique herdou a genética? Eles têm alguma ligação?
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  — Qualquer um deles pode se transformar, mesmo que os pais não se transformem. Assim como nós. Paul, por exemplo, não é filho de lobos, mas transforma-se em um. Está no sangue do clã , não no gene da pessoa.
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  — É místico. — Leah deu de ombros ao dizer, deixando ainda mais confusa sobre que tipo de misticismo Leah era cética e qual não. Sobre seu clã ela acreditava em tudo, mas era irônico que achasse a cultura dos Whitton uma “bobagem arcaica”.
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  — O que aquela anciã te disse, Sue? Digo, antes de vir me pintar.
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  — Ela… Acha que há algo dentro de você que guarda o espírito de um lobo… Mas não sei se você deve acreditar nisso, querida.
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  — Seth disse que você pensa o mesmo.
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  — Não… Eu disse que você é parecida com nós, uma guerreira como nós. Foi um sentido metafórico.
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  — A minha pintura também consiste em me defender do meu suposto espírito lobo? — perguntou suspirando e encarando de novo apenas os braços pintados, agora que já estava coberta com suas roupas.
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  — Sim… Mas não se ligue a isso . Se você tivesse um espírito lobo nós já saberíamos.
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  — Eu não sei o que dizer…
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  — Fico abismada de você acreditar em nós. — disse Leah.
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  — Vocês se esquecem de que eu sou indígena também… Eu já ouvi sobre muitos mistérios dos meus antepassados Coxiponés.
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  Sue a encarou, curiosa.
  — Numa outra ocasião… Eu adoraria saber também. — ela disse.
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  — Depois que eu me recuperar de tudo o que ouvi, e entender como esse capítulo vai acabar, Sue… — A terminou de beber seu chá enquanto mãe e filha se olhavam satisfeitas por terem contado a ela a verdade, até que se lembrou e perguntou-as: — Onde está o Quil?
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  — Ele acabou de chegar! — Bruh pronunciou entrando novamente ao quarto e com o semblante mais satisfeito. Estava verdadeiramente preocupada com o irmão, por isso o mau humor.
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  — Ele precisava distrair Embry até amanhecer. — Emily falou assim que Bruh saiu novamente porta à fora.
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   olhou pela entrada da tenda, e o Sol da alvorada surgia fraco pela luz de um novo amanhecer. Nem percebeu que a madrugada lhe passara tão rapidamente desde que saíra da casa dos Vincent. Queria sair, mas por recomendação, tivera que continuar dentro da tenda até que alguém dissesse que ela poderia sair.
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  — Vamos te deixar descansar um pouco.
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  Sue, Emily e Leah saíram deixando-a. observou que na tenda não havia onde se deitar, mas um grande toco de madeira em formato de um banco rústico e não esculpido estava ali, como se fosse uma espécie de descanso. não sentia sono, estava com muitos pensamentos confusos à mente, então deitou-se no toco, com um pé fora dele e o outro em cima, escondeu seus olhos com o antebraço e sibilou para si:
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  — Como eu fui me envolver com isso tudo e por que eu? O que aquela maluca da Swan fez enquanto esteve aqui e por que ela desapareceu?
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  O som de passos firmes e um cheiro conhecido de suor amadeirado surgiu e tirou o braço dos olhos, se ergueu rapidamente sentando e viu a figura de Jacob parado em pé na entrada da tenda, a encarando com ansiedade.
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  — Loba! — Urgente, Jacob caminhou até a amiga e se agachando em sua frente a analisou. Viu que ela estava bem e sorriu, mas não podia esconder o quanto estava cansado.
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  — Black! Que droga, Black! Como você está? — encarou o homem abaixado em sua frente e tomada por uma súbita preocupação sentiu vontade de o abraçar. Não se contendo, ela o abraçou o mais forte que podia.
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   nunca tinha abraçado Black daquele jeito, mas era tão forte a sua felicidade e alívio em vê-lo bem, assim como era tão grande o seu medo de que o alto desespero interior que ela escondia se transparecesse. E transpareceu.
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  — Acabou… Acabou, … Foi a última noite confusa do Embry. — Jacob afagava os cabelos dela, dentro daquele abraço, enquanto lágrimas repentinas jorravam dos olhos de em direção aos grandes ombros de Black.
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  — Como ele está? Onde você esteve, Black?
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  — Ele está bem, cansado e um pouco machucado… Eu tive de caprichar em algumas mordidas… — Jacob riu sem graça. — Suponho que já tenha escutado tudo, certo?
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  — Vocês tiveram que brigar?
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  — Somente lá em Seattle quando Quil e Seth foram te pegar, eu tive que dar cobertura e Embry estava bem disposto…
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  — Como foi isso?
  — Esquece isso… Me diz, como você está? Não deve ter sido fácil ouvir a Sue, não é?
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  — Acho que eu estou bem, embora me sinta meio louca. Eu não estou num transe não é? Ou em coma e sonhando com tudo isso?
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  — Bebeu algum chá? — Jacob brincou.
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  — Seria uma boa justificativa para tudo isso, parece mesmo que estou alucinando. E o que mais me assusta é que eu sinto que é verdade, acho que acredito, Black.
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  — Ainda acha que somos uma boa companhia depois dessa noite?
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  — Eu sou uma de vocês agora… Não sou?
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  — É sim… Esse é o preço por se envolver demais conosco… Nunca dá para esconder por muito tempo quando se aproximam demais. — os dois riram de modo contido enquanto seus olhos esmiuçavam o semblante um do outro, profundamente. — Gostei da maquiagem! — Jacob disse zombando da pintura no corpo de que bateu em seu ombro. — Ei! É sério! É linda… A pintura…
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  Black se levantou estendendo a mão para que ela se levantasse também. Assim que ficaram em pé e de frente um com o outro, mais uma vez, foi o momento de Jacob a abraçar apertado. correspondeu também com força, mas ele gemeu de dor. As costelas dele estavam machucadas.
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  — O que houve?
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  — Não se preocupe, vamos. O dia amanheceu e…
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  — Anda, Black! Me deixe ver!
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   insistiu se afastando, e contrariado Black ergueu sua camisa possibilitando-a ver o ferimento. Uma imensa marca de mordida. Dentes cravados em sua pele na altura de suas costelas, porém, não sangrava mais.
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  — Você… Você tem que tratar esse ferimento Black! — ela advertiu, nervosa.
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  — Eu sei, eu sei! Está tudo bem, não foi nada grave… Estamos acostumados a isso. Eu só queria te ver primeiro. Lobinha. — Jacob a encarou com ternura passando uma das mechas do cabelo dela para trás da orelha. — Agora, vamos sair dessa tenda.
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  Os dois seguiram para fora da barraca e a tribo estava tranquila. Nem parecia que estavam realizando rituais num grande círculo de indígenas proferindo preces baixas, com aquela fogueira alta, apesar de mesmo apagada, ainda ser possível ver o resto da fumaça subindo até os céus, e os índios que participavam do ritual dirigiam-se às suas cabanas. As mulheres começavam a sair dos seus esconderijos e retomar suas rotinas. As crianças acordavam saindo para brincar. Billy e Sue conversavam com os precursores da sabedoria daquele povo a cerca dos lobos-homens. E Seth, se afastando de Emy que estava na porta de uma cabana, se aproximou de e Black.
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  — Bela obra de arte! — abraçou a amiga elogiando a pintura em seu corpo assim como Black havia feito, e os três sorriram — Ei, Jake, vá cuidar disso.
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   olhou de Seth para Black entendendo que o mais novo falava do ferimento e os dois pareciam trocar informações sem nada dizer.
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  — Ele tem razão! Onde podemos fazer o curativo?
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  — Uow! Jacob te deixou ver uma ferida dele? — Seth encarou surpreso e olhou para Jake de forma brincalhona — Sabe, , talvez você devesse cuidar desse curativo. Isso doeu bastante, e o Jake está fingindo-se de durão.
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  — Seth, estou exausto. Não me provoca, dê um tempo! — Black deu um peteleco na testa do mais novo, e se aproximou beijando a testa de que ainda estava abraçada ao amigo mais novo — Você, descanse.
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  Black deu as costas a eles e se encaminhou para a cabana onde Emy estava à porta.
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  — , sobre o Embry, você quer vê-lo? — Seth perguntou.
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  — Eu posso?
  — Vamos, ele está arrasado por você… No caso, pela razão que te envolveu nisso tudo…
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  Os dois foram atrás de Black e entraram na cabana maior onde estava o Quil cuidando de alguns ferimentos, abraçado à sua irmã; Paul tomava uma sopa conversando com Emily e Sam e finalmente Leah estava fazendo os curativos em Embry, que se mantinha cabisbaixo ainda deitado em uma maca improvisada. Jacob estava sentando-se em uma maca perto de Paul e tirou sua camisa.
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  — Caramba, Jake, nunca vimos alguém te morder assim! — Paul falou para o amigo, e mesmo que tivesse sido baixo, deu para os outros escutarem.
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  Assim que Bruh percebeu a presença de Black caminhou-se até ele para tentar cuidar de seus ferimentos, ignorando o irmão. Uma pequena discussão baixinha iniciou-se entre Jacob, Bruh e, entre Quil e Bruh. Sam revirou os olhos pelo comportamento de Bruh, Emily ria da insistência da mais nova, e Paul acenou amigável para , que ainda estava ao lado de Seth. Ela observava a presença de todos, como se estivesse num campo de batalha, sentiu-se um pouco culpada por aquilo. Seth lhe abraçou e a encorajou a se aproximar mais de Embry e Leah.
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  — Você é incrível, não faz essa cara de culpada… — Seth sussurrou para ela sorrindo.
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  — Não… Vocês é que são incríveis… Olha o que vocês fizeram… — o respondeu sem saber ao certo se aquilo tudo era fascinante ou aterrorizante.
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  Leah e Embry que já haviam notado a chegada de e Seth à cabana, estavam em silêncio, um pouco apreensivos em como seria a interação entre eles. Embry tinha os olhos marejados de arrependimento, culpa e preocupação por e antes da chegada dela, Leah tentava convencê-lo de que estava tudo certo com a não-quileute.
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  — Vê, Embry? Ela está bem! — Leah disse tentando confortá-lo de novo, assim que a mulher se aproximou dos dois.
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  — Não por minha causa, é óbvio.
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   e os irmãos Clearwater encararam-se e Seth puxou Leah para que os outros dois ficassem a sós.
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  — Eu fiquei muito preocupada com você, Embry… Como você está? Está muito ferido?
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  — Você é muito gentil… Mas deveria se preocupar em estar perto de mim, . Eu sou a razão para tudo isso estar acontecendo!
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  — Eu nunca irei me afastar de nenhum de vocês, Embry! Não importa o quão difícil possa ser… Eu queria ser e sou uma de vocês! É como me sinto, assim como a Emily…
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  — Se não fosse por Jacob, Paul, Sam e Seth… Você não estaria aqui, … Eu me tornei… Um monstro.
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  — Não! Não! Pelo o que eu sei ninguém sabe o que você teria feito comigo! Você me guarda em suas boas memórias e isso não significa que você me faria mal.
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  — Quando se é um monstro de mais de dois metros o mal sempre acontece, mesmo que não seja intencional.
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  — Embry… Para de falar assim, tá? Eu te amo e nada vai me afastar de você. A não ser que você não queira mais ser meu amigo.
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  — Não é questão de querer… Eu não posso mais ser.
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  — Essa noite depois de descobrir tudo, eu juntei algumas peças soltas e… Emily… A cicatriz dela, não foi um urso não é? Foi o Sam.
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  — Sim.
  — Eles se casaram e estão juntos apesar disso.
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  — Mas você não sabe dos sentimentos dele… Não é como se Sam pudesse ignorar o que sente pela Emy e ela por ele…
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  — Exato, eles se amam! Sem dúvidas Sam tem medo e fica vigiando para que não a faça nenhum mal, mas o amor dos dois é muito maior, Embry. Apesar de nós dois não termos este tipo de sentimento, nessa intensidade um pelo outro, não é como se…
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  — Ela é o imprinting dele, . É muito diferente. — Embry a interrompeu, calmo e com ar de mais sabedoria do que ela e até mesmo do que o seu “antigo eu”.
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  — Imprinting?
  — Não te contaram?
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  — São muitas coisas a se saber, e pelo visto…
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  — Imprinting é algo como… O grande amor da vida de um lobo. Nenhum outro lobo pode fazer mal a pessoa de um imprinting, porque é como atingir o próprio lobo. Sam vive por Emily, não mais por ele.
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  — Todos os lobos têm isso?
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  — Em algum momento de nossas vidas acontece, nunca é igual e não tem um tempo definido. Acontece de repente. Lembra que eu te disse que o amor acontece de imediato pelo menos para nós quileutes? E você não é meu imprinting, , o que significa que eu não sei até onde eu posso segurar meu ímpeto violento… Nem mesmo Sam conseguiu em determinada vez… — Embry disse e os dois olharam para Sam e Emily que conversavam ainda com Paul.
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  — Você também me disse recentemente: “Quero que se recorde do Embry que você conheceu… Quero ver você feliz”. Recorda-se disso, Call?
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  — Sim, e quero mesmo que você seja feliz. Eu não sou mais o Embry Call que você conheceu na praia…
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  — Para mim, sempre será.
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  — Eu tenho medo do que eu possa te fazer,
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  — Eu também. Não vou mentir! Mas eu acredito muito no seu coração, nos seus sentimentos e sei que você é muito mais forte do que tudo isso. Você sempre soube controlar seus instintos, não é? Então ainda que essa tribo Whitton diga o contrário, não é porque você se tornou um lobo maior e mais poderoso que signifique que você não se conheça.
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  Embry sorriu do tom de elogio usado pela que fazia parecer que ser um “lobo maior e mais poderoso” fosse algo bom. Ele a abraçou sincero e aliviado. sabia que ele precisava ouvir aquilo dela. Não era a transformação que o assustava ou que o revoltava, mas sim as pessoas nas quais ele teria que se afastar, e as limitações novas que teria de impor. Mas agora ele sabia, assim como ela e todos os quileutes pensavam que poderia ser apenas uma questão de tempo para Embry ter novamente o controle em suas mãos.
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  — Embry… Você também me disse que não entendia nada antes, mas que agora entende tudo, que eu não vim para a vida de vocês à toa. Que eu sou a chave de tudo… O que você quis dizer?
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  — Esses tempos na reserva Whitton me ajudaram bastante. Ajudaram a ver que você tem um papel fundamental entre nós. , eu não teria me transformado se não fosse você.
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  — Claro que teria… Sue me explicou.
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  — Sim, o que eu quero dizer é que eu não teria me transformado por agora. É algo ligado às sensações, à energia que você trouxe…
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  — Então eu sou culpada?
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  — Não! Nada a ver! Você entendeu mal… É complicado. Como muitas coisas que estão para vir, você descobrirá aos poucos. É algo da sua alma. E não se esqueça: eu também disse que eu quero, preciso e vou te proteger. Sempre.
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   e Embry se abraçaram sobre os olhares de Jacob, que estava realmente feliz por eles estarem bem após tantos acontecimentos confusos. estava realmente aceitando tudo de uma maneira muito melhor do que o imaginado.
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  — Agora entendo a primeira piada que você fez quando eu te conheci, Call…
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  — Não me lembro…
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  — “Sou um excelente cão de guarda!”.
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  Quando respondeu, não apenas ela e Embry caíram na gargalhada como os demais presentes que acabaram escutando aquilo. Bruh era a única que não esboçava nenhuma reação, a não ser olhar para Jacob encarando a figura dele risonha a observar de um jeito diferente.
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  Com exceção de Embry que precisou ficar sob os cuidados do povo Whitton e Leah que Lia ficou com ele, porque ainda não confiava em deixá-lo sozinho, todos os outros retornaram para a reserva quileute naquele mesmo dia.
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Capítulo Doze – Provocantes

  Depois de algumas semanas, Embry estava mais confiante consigo e sua capacidade de autocontrole, o que dava esperanças ao clã inteiro. Os meninos treinavam com ele e o treinamento também era útil para toda a matilha, afinal, todos poderiam estar predestinados àquilo.
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  E após a descoberta de algumas coisas começaram a ser esclarecidas. Como o dia em que Jacob a levando para casa, no exato dia do lobisomem solto na mata; Charlie parou a viatura no caminho para falar com Black. Charlie sempre soubera dos lobos, afinal ele estava noivo de Sue, então fazia sentido que algumas coisas ficassem “ocultadas” pela autoridade local. Seria por isso que ele não tomava atitudes deixando Erick cada vez mais intrigado com os quileutes? E se Erick descobrisse?
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   ainda queria algumas respostas, mesmo passando-se algumas semanas, tudo o que eles lhe haviam contado ficava martelando em sua cabeça. E Bella… A figura da amiga fazia menos sentido ainda agora. Será que a Swan sabia daquilo tudo quando este por lá? Quando seu carro adentrou à reserva ela estava vazia, silenciosa de um modo incomum. estacionou o carro e desceu observando ao redor cautelosa. O Sol, surgia de forma tímida e habitual entre as copas das árvores, e ela caminhou até o galpão de Black em busca de alguém. Acabou encontrando ao Jacob sem camisa, com uma bermuda rasgada, e descalço. Estava sujo de graxa e mexia em uma moto. pegou uma pedra do chão e bateu na imensa porta do galpão, surtindo um inútil som oco, que ele obviamente não ouviu.
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  — Black? — Ela chamou seu nome, entrando e o homem escutando, se virou para abrindo um sorriso largo e limpando as mãos em algumas estopas ao chão.
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  Aquilo era algo que notou e se felicitava: Black aprendera novamente a sorrir já fazia algum tempo. Mas ainda não era o sorriso descrito por Bella em seus e-mails. Não era o sorriso que a própria esperava e imaginava ser digno dele. Entretanto, era um sorriso que só quando ele encontrava-se com ela, esboçava.
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  — ! — Jacob parou o que estava fazendo indo até a mulher e ela tentou o abraçar, no entanto ele a evitou: — Não! Eu estou todo sujo!
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  — Não me prive disso, por favor. — pediu ignorando o afastamento dele, e se jogando com precisão a um abraço nele.
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  Quando se soltaram do breve abraço, ele fez um dos seus gestos que era o favorito da : olhou para baixo rindo e bufando pelo nariz, depois olhou para o lado direito como se pensasse em algo que pensava se falaria ou não, em seguida a encarava fixamente gesticulando com os lábios um tímido formar de palavras ou sussurros. Jacob fazia isso constantemente, como trejeitos de homem tímido. E aquela era uma das imagens que gostava de ficar repassando em sua mente, sempre que Jacob lhe vinha em pensamentos… Aos poucos ela ia percebendo e se dando conta do quanto conseguia enxergar mentalmente, cada milímetro de Jacob.
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  Então, as palavras gesticuladas em mímica por ele, ganharam voz:
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  — Por que, ?
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  — Por quê? Por que o quê?
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  — Por que pediu para eu não te impedir de me abraçar?
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  — Porque… Não sei, Black, mas… Faz bem para mim. Eu gosto. Acho que depois de tanto tempo sem um olhar sincero teu… Agora que somos amigos qualquer toque é um troféu.
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  E os olhos dele arregalaram tentando manter alguma discrição.
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  — Entendo… Veio nos visitar?
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  — Também.
  — Também?
  — Tenho alguns assuntos pendentes dentro de mim e que precisam ser desabafados… Mas antes… Essa moto é aquela que eu vi na reserva Whitton?
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   perguntou se aproximando um pouco mais da motocicleta e a encarando com admiração.
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  — É! Ela mesma! Não está linda?
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  — Você faz um trabalho realmente magnífico! Ela parece tão mais nova…
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  — Não era para tê-la levado, mas na emergência… Esta semana eu dei uma polida nela e ajeitei a pintura também… Falta apenas trocar os pneus, que espero conseguir fazer em breve.
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  — Conseguiu convencer Sue a te deixar dar ela ao Seth?
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  — Ãn… Ainda não. E acho que vai demorar um pouco mais para que ela mude de ideia.
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  — Do jeito que o vi dirigir ela está certíssima. — disse em tom de piada, e riu acompanhada de um sorriso de Black.
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  — Ele se empolga às vezes, é verdade… Mas eu nunca vi Seth cometer nenhum erro em cima de uma moto ou em um volante. Ele é muito bom em pilotar.
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  — E por que está reformando-a se ainda não vai pertencer ao nosso garoto? Algum motivo especial? — disse analisando a moto e andando em volta dela com as mãos no bolso.
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  — Não… — Black começou a rir alto.
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  — O que foi? Eu disse algo errado?
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  — É que vendo você assim nessa pose e toda interessada… Até parece uma motoqueira rebelde com esses jeans rasgados e tênis.
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  — E quem disse que eu não posso ser uma motoqueira rebelde?
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  — Nossa… — ele disse aproximando e se encostando ao banco da moto de frente para ela, a encarando com fulgor e curiosidade: — Agora eu fiquei curioso!
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   devolveu o olhar intenso, deixando a mente de Black vagar um pouco pela informação de que ela poderia pilotar enquanto seus olhos prescrutavam o corpo dela, assim como os olhos dela, mapeavam as expressões dele. Depois de alguns segundos em silêncio, com aquela atmosfera palpável de “tensão e química” entre eles, riu e desconversou:
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  — E então, Black, você pode parar um pouco o que está fazendo para conversarmos?
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  — Claro! Vamos para a minha casa. — Black cobriu a moto, reuniu as coisas que utilizava, como algumas ferramentas, e os dois saíram do galpão, depois que ele lavou as mãos e enxugou-as em uma toalha surrada que havia ali, porém, limpa.
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  — Onde estão todos?
  — Eu não sei… Estavam todos aí mais cedo, antes de eu vir mexer na moto. Tentou olhar nas cabanas?
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  — Não vi ninguém quando cheguei, também fui direto ao galpão.
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  Black olhou em volta vendo todas as cabanas fechadas, quando chegaram na clareira do pátio.
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  — Ah! Lembrei! Foram todos à festa de aniversário do primo de Quil.
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  — Ah… E por que você não foi?
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  — Não temos muito contato. — Jacob abria a porta de sua cabana a convidando para entrar.
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  — Billy também foi?
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  — Não, ele foi pescar. Meu pai não é muito social. — ele disse rindo.
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  — Percebi. Igual a você. — Jacob direcionou um olhar óbvio e jocoso para enquanto os dois entravam pelos cômodos da cabana.
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  — Vem, pode entrar.
  Black abriu a porta de seu quarto, mas ficou parada ao batente da porta, e ele percebeu, estranhando.
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  — Não vai entrar?
  — Não. Estou bem aqui, posso te esperar na sala também, se preferir.
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   estava um pouco sem graça com a intimidade entre eles, depois de saber todas as coisas dos quileutes e descobrir que Jacob vinha dormindo na porta de sua casa. Sem falar que aquele abraço na tenda da reserva Whitton foi diferente. Ainda mais aconchegante do que todos os outros poucos que eles tiveram nos últimos tempos.
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  — Você dormiu aqui na minha cama não faz muito tempo. — Ele provocou rindo e se sentando na cama: — Ou já se esqueceu?
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  — Nem um pouco.
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  Black sorriu satisfeito com a resposta dela e deu de ombros. Sentou-se ao lado dele, e Jacob sorriu apertando a bochecha dela, como se a achasse ingênua. Se levantou e caminhou até seu guarda-roupas. Tirou a camisa que estava manchada de graxa e a deixou recostada à cadeira, desviou o olhar sentindo-se enrubescer e Jacob puxou uma camisa limpa para vestir. Enquanto se vestia, ela espiou seus músculos das costas se movimentando e mordeu os lábios um tanto atrevida. Sacudiu a cabeça para afastar qualquer ideia errada que lhe surgisse e cessou o pequeno silêncio:
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  — Por que vocês não se dão bem? Você e o primo do Quil?
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  — Besteira dele.
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  — Que tipo de besteira? — Ela perguntou, e então Jacob tirou as calças ficando apenas de boxer fazendo com que se remexesse incomodada a desviar o olhar mais uma vez.
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  Black virou-se para a responder e notou que ela estava tímida com ele, e sendo uma cena fofa e rara, decidiu tirar sarro de :
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  — Você se incomoda que eu fique apenas de cueca?
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  — É a sua casa, não é? Finja que eu não estou aqui… — ela disse tentanto fugir da provocação, mas quando notou o sorrisinho e a sobrancelha arqueada de Jacob, ela bufou ao responder: — Pare de gracinhas! Apenas me responda e vista logo uma bermuda! Que tipos de besteiras, Black?
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  Jacob riu obedecendo as ordens dela e suspirou ao ter que falar daquele assunto que o irritava: Bruh Ateara.
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  — , você já deve ter percebido que a Bruh é um problema constante que eu tenho não é? O primo dela me odeia por isso.
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  — Ah… Mas a Bruh ainda é muito nova e ela te admira, eu já te disse isso.
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  — Não. Ela imagina coisas. E eu também já te disse isso.
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  — Que tipo de coisas?
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   se levantou andando pelo quarto dele até a janela e se apoiando nela. Ele estava de costas e então, caminhou até ela com um olhar estranho depois de ouvir a sua última pergunta. Se aproximou parando a centímetros de , e ela se conteve em não reagir de modo estranho, apenas encarando os olhos castanhos amendoados dele, tão perto do seu rosto.
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  — O que está fazendo?
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  — O que você sente quando ficamos perto assim, ? — sua voz carregava um tom sério tal como o seu semblante que analisava de forma sensual o rosto atônito da mulher.
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  — Black… Ah… Eu não sei. — mentiu, mas sabia o que sentia: turbilhões no estômago, mas ela não arriscaria dizer nada.
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  — Quando a Bruh faz isso comigo… Eu sinto raiva. Não sei por que, mas eu não gosto da ideia de tê-la tão perto. — Jacob dizia imóvel, encarando os olhos de de modo invasivo e forte, quase como se ele pudesse enxergar a alma dela, e o quileute continuou: — Não é como quando ficamos assim, você e eu… Eu me sinto bem desse jeito e você?
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  — Acho que… Também me sinto bem… É estranho, na verdade o quanto me soa certo… — revelou sincera ainda controlando sua respiração e gestos.
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  Jacob sentiu-se eufórico com a resposta e sorriu tocando o rosto de , umedeceu os lábios e sem desfazer o contato visual com ela, encostou as testas e permaneceu em seu diálogo:
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  — E quando a Bruh faz isso… Me tocando tão perto, eu tenho vontade de afastá-la…
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  — E agora? E comigo? — perguntou de forma repentina, fechando os olhos arrependida por falar sem pensar. Mas Jacob não respondeu a sua pergunta, apenas cheirou o pescoço dela devagar e delicado.
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  — Quando eu faço isso você não se sente… Invadida?
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  — Black… — Ela apenas sussurrava o nome dele, não conseguindo evitar as reações de abandono aos toques dele.
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  Ainda mais ousado e desejoso, Jacob uniu seu corpo ao dela, de um modo lento e preciso, passando seus braços na cintura de e subindo a cabeça do pescoço dela em direção à orelha, falou:
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  — Isso tudo não te faz pensar que eu vou beijá-la ou algo mais?
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  Ele perguntou pausadamente, mas nada respondeu. Seu coração batia frenético em um descompasso novo para a mulher.
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  — Esses tipos de coisas, … São coisas que a Bruh costuma tentar fazer. — Jacob afastou brevemente seu corpo do dela, e os dois mantinham seus olhares sustentados um no outro. , enfraquecida, uniu forças para ficar de pé enquanto escutava Jacob encerrar o assunto e se afastar dela aos poucos: — E ela faz isso imaginando muitas coisas que eu não quero que aconteça… Mas até tenho medo, .
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  — Medo?
  — Quando se fecha o coração e a alma para o amor… Nos enfraquecemos por muito pouco… E a Bruh não tem limites em suas provocações e nem se importa se eu só a vejo como uma pirralha.
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  Jacob afastava-se de como se nada daquela cena tivesse acontecido da forma intensa como pareceu para ela, dando as costas e sorrindo se direcionou à porta avisando a ela: — Vou tomar um banho. Fique à vontade eu não demoro.
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  — Ba-banho? — perguntou confusa, baixinho e nem poderia ter respostas dele, já que Jacob havia saído tão efusivamente do quarto: — Isso é hora de dizer que vai tomar banho por acaso?
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  Sentindo-se abafada, tornou a se recostar à janela. Tirou seu casaco fino deixando o ombro à mostra, pois a camiseta que usava tinha alças finas. Ela refletiu no que Black dissera e compreendeu a mensagem. Há muito ele não se permitia amar e Bruh o provocava como ele fez comigo, por isso, Jacob tinha medo de cair em tentação de forma imprudente, e aquilo o fazia sentir cada vez mais raiva das atitudes da garota.
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  Ela olhou ao redor do quarto de Jacob e o cheiro dele estava em cada canto, o que não ajudava em nada no calor que ele a fizera sentir há poucos minutos, então saiu dali em direção à varanda. Novos banquinhos haviam sido feitos e ela observou mais uma vez, admirada pela delicadeza das mãos dele quando esculpia. “Mãos firmes, mas delicadas”, ela pensou sentindo ainda a sensação dos toques dele no quarto. Sacudiu a cabeça de novo e escorou-se no gradil da cabana, ficando ali de olhos fechados pensando no momento passado no quarto e ouvindo o chacoalhar das folhas na copa das árvores. Até que Black retornou chamando a sua atenção:
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  — Pensando em que, ?
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  — Em nada… Apenas escutando o farfalhar das folhas… Sente isso? Eu sinto como se o vento pudesse me tocar e como se as folhas me falassem coisas que eu não consigo entender. Eu sinto que estou em casa, aqui. E isso é tão estranho… — A mulher meditante, dizia tudo ainda de olhos fechados. Jacob tirou uma mecha do cabelo mal preso de , que caía no rosto dela e colocou-a atrás da orelha.
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   abriu os olhos sorrindo e deparando-se com um olhar admirado dele. Mas tanto as íris de Jacob como a dela, buscaram pela boca um do outro, e corou automaticamente dando a ele outro sinal de que havia provocando-a de uma forma um tanto perigosa para aquela amizade.
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  — Olha… Desculpe-me por aquilo, … Digo… A brincadeira no quarto agora há pouco…
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  — Tudo bem… Acho que eu consegui entender perfeitamente a sua analogia…
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  Black sorriu em perceber que ela não se ofendeu ou zangou. Na verdade, nem mesmo ele sabia o que estava fazendo com ela, mas sabia que se deixou levar e por muito pouco não cometeu algo que pudesse fazê-lo se arrepender. olhou para a mão dele, que segurava uma caneca de café, e dando-se conta de que não havia a entregue, Jacob lhe estendeu a bebida.
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  — Como você consegue tão rapidamente esculpir novas coisas?
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  — É uma terapia que faço quando estou nervoso ou quando muitas coisas estão me perturbando…
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  — Foi uma semana difícil de treinamentos com Embry e a alcateia, não é?
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  — Sim, mas não foi isso que me incomodou. Tem muitas coisas me incomodando há algum tempo desde a transformação do Embry.
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  — Se quiser conversar sobre.
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  — Obrigado. E quando eu conseguir mais lenhas eu vou chamá-la para esculpir comigo, que tal?
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  — Eu vou adorar! — eles sorriram bebericando o café.
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  — Fale, . Você disse que precisava desabafar, então vamos lá.
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  — Charlie sempre soube de tudo?
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  — Somente a partir de algum tempo depois que ele e Sue uniram-se.
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  — E aquele dia na estrada, quando você dormiu lá em casa… O que ele disse a você quando nos parou no caminho?
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  — Ele havia parado para me cumprimentar, mas eu aproveitei para alertá-lo sobre o lobo. O que mais você quer saber?
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  — Nossa… São tantas coisas… Bem, se lembra quando Embry e eu fomos à praia de La Push pela primeira vez?
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  — Não é como se eu pudesse esquecer aquele dia. — resmungou ele entredentes, encarando a floresta em sua frente com um sorrisinho provocador.
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  — Ei, eu ouvi. E entendi, tá? Mas… Por quê?
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  — Esquece… Apenas prossiga, eu lembro sim, o que é que tem?
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  — Tá, mas depois eu vou querer saber mais sobre isso…
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  — Bem depois. — ele riu e se fez curiosa.
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  — Por que você não achou boa ideia nós irmos até lá?
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  — Quem lhe disse isso?
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  — Ouvi vocês sussurrando.
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  — Que bela audição! Foi por causa do perigo. Esse foi o mesmo dia do ataque do lobo, e os Whitton já tinham nos avisado.
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  — E nesse mesmo dia, eu vi um vulto na janela e Sue disse que era o lobisomem, porém, pelo que percebi um lobisomem é bem maior do que um humano. E eu escutei apenas um urro. O seu urro quando desceu…
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  — Você insiste nessa ideia… O que mais seria se não fosse um lobisomem, ? — Jacob empertigou sua coluna argumentando de volta e sentindo-se um pouco incomodado pelo rumo daquela conversa.
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  — Tenho lido notícias antigas de Forks e não são os lobos os primeiros a serem acusados de assassinatos, principalmente no bairro onde moro. — Ao escutar o que ela disse, Jacob ficou estático e sério.
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  — Foi um lobisomem. Não precisa se confundir com essas lendas do povo da cidade. Muitos adolescentes inventam histórias e colocam na internet como forma de popularizar nosso condado.
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  — E por que a sua feição enojada ao perceber o vulto? Você não age daquele jeito diante de um lobo. Não subestime minha inteligência, Black, olha onde eu já cheguei aqui…
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   encarou-o de forma desafiadora e esperta, como se tivesse o deixado numa sinuca de bico.
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  — , aonde você quer chegar?
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  — Eu não sei. O que falta a você me dizer?
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  — Nada.
  — Está certo… Por enquanto acho que é só… Eu vou acabar arrancando mais verdades, se não for de você… De alguém. — sorriu de maneira superior, mesmo tentando amenizar o clima denso que ficou entre eles, e desencostou do cercado da varanda sacudindo a caneca e indo para dentro da cabana de forma sensual, embora ela não soubesse que aos olhos dele soaram sensuais os seus gestos e perguntou: — Posso ir lá pegar mais café?
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  — Claro.
  Quando saiu, de modo esperto, se esgueirava na sala, cuidadosamente observando quais seriam as reações de Jacob. Ele pôs as mãos na cabeça como se estivesse aliviado de sair de alguma furada e ela notou que ainda estava a escondendo algo. Entrou na cozinha e serviu o café, ao retornar à sala, ela ouviu a voz de Bruh Ateara e de novo, se manteve escondida escutando.
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  — Jake! — A adolescente gritava.
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  — Já te falei que não é para me chamar assim. Está fazendo o quê aqui, Ateara?
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  — Eu soube na festa que você estava sozinho e dei um jeitinho de vir fazê-lo companhia.
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  — Não precisa. — Jacob respondeu arredio, e quando viu que ela se aproximava da varanda da cabana, Black se ergueu do apoio que seu corpo fazia no gradil da varanda, e olhou cuidadosamente de relance por cima de seu ombro.
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  — Como assim não precisa? Você é o meu alfa, e não deveria ficar sozinho… Se a alcateia não te respeita, eu te respeito como meu superior e como alfa… — Bruh se aproximou sedutoramente dele e, relembrando o que ocorreu no quarto e como Black se incomodava com aquilo, saiu do esconderijo e apareceu na varanda, ao lado de Jacob.
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  — Ah, a Bruh está aqui?
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  — O que ela faz aqui?
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  — Boa tarde para você também, Bruh! Estou bem, obrigada! — respondeu de forma jocosa, estendendo ao Black a outra caneca de café cheia.
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  — Jacob? — A Ateara insistiu, contrariada e ignorando a presença de . — O que ela faz aqui quando todos estão fora?
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  — Eu te disse não estou sozinho.
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  Bruh deu alguns passos para trás, encarando e começou a se sentir raivosa. Jacob rapidamente se pôs à frente da , pois como a menina ainda era nova com o controle da transformação ele temia que ela pudesse machucar .
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  — Vai para casa, Bruh! — Ele a falou firme, mantendo o corpo de atrás do seu e a mais nova respirava de forma descompassada e a raiva era expressa em cada gesto dela — Bruh! Anda logo! Se acalme e vai pra casa! Não me faça te punir!
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  A adolescente virou-se de repente para o caminho de volta à mata e saiu correndo para longe.
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  — Obrigada, Black… Ela vai ficar bem?
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  — Tudo bem. Não se preocupe, ela vai dar um piti, mas vai ficar bem…
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  — Desculpa, eu não queria causar problemas para ela… — continuava encarando o lugar por onde a mais nova saiu, sentindo pena da garota.
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  Black, no entanto, tirou os olhos da mata, aliviado e encarou com um riso de zombaria sobre Bruh, ao dizer:
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  — Você precisa ficar mais tempo por aqui… Ela nunca se afastou tão rápido quando pedi.
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  — Você não é um pouco rude com ela, Black?
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  — Não. Sou muito compreensivo até… Ela é muito mimada, consegue ser pior do que a Leah foi com o Sam, e já sabe que a Leah é osso duro não é?
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  Os dois gargalharam e ficaram conversando várias coisas diferentes por algum tempo, até que Jacob chamou para andar na praia. Eles não pretendiam entrar na água, mas foi caminhando um pouco à frente de Black e só então ele notou a tatuagem que ela tinha atrás do ombro esquerdo.
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  — Por que será que eu não reparei nisso antes? — ele perguntou.
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  — Talvez porque eu nunca deixei exatamente à mostra? E quando eu estive de camisola naquela noite… Bem, estava escuro e…
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  — E você ficou com medo do lobo mau e já foi se enrolando nos lençóis. — Ironizou Black, fazendo parar de andar e dar um soquinho em seu braço — Mesmo assim, é estranho que eu não tenha notado.
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  — Estranho por quê? Você fica espiando meu corpo, é? — Ela brincou o deixando dessa vez, sem graça.
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  Jacob desconversou e pigarreou. Parou de caminhar e tocou no ombro dela, tateando as linhas da tatuagem observando melhor.
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  — Que oportuno… Um índio tatuado no ombro?
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  — É… Um Cheyenne. Dos meus antepassados.
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  — Por que de repente você surge tão perfeita em nosso caminho? — Black perguntou suspiroso, depois de se pôr ao lado de a encarando.
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  — Eu não sou perfeita, Black…
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  — Tente me provar o contrário qualquer hora.
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  — Você é que não tem percebido, mas se analisar bem…
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  — Eu te analiso muito bem. — ele disse a interrompendo e se instaurou um silêncio enorme entre eles — E parece cada vez mais que você tem um propósito aqui, mas… Será que você pode me contar um pouco mais da sua história algum dia?
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  — Posso, não hoje. Está escurecendo e acho melhor eu ir.
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  — Já aviso que não vou desistir disso.
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  — Estamos quites, porque eu também não vou desistir de descobrir muitos mistérios que você tem, Jacob Black!
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  Jacob sorriu depois de fazer o gesto favorito dela: aquele de olhar para baixo, lados e gesticular palavras tímidas dessa vez, não pronunciadas.
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  — Vamos voltar! Eu deixei meu casaco no seu quarto…
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  Ainda mais cúmplices, um tanto mais amigos, e até mais íntimos, os dois subiram de volta à reserva conversando, sorrindo um para o outro e com uma aura cheia de outras intenções ainda não nomeadas. Black levou-a de novo até seu quarto, e quando se abaixou para pegar o casaco na cama dele, Jacob repetiu o ato e fez suas mãos se tocarem. Os dois sentiram um choque elétrico percorrer seus braços, e se empertigaram ao mesmo tempo. Black pegou o casaco das mãos dela, foi até as costas de , e silenciosos, eles apenas sentiam aquela atmosfera nova, aquele calor crescente entre si. fechou os olhos sentindo as mãos de Jacob passando por seus braços vestindo-lhe o casaco, até que os dois se encararam frente a frente.
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  — Obrigada.
  — Não há de quê.
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  — Eu… Acho que já vou então…
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  — Antes…
  Ele se aproximou devagar, mais uma vez, e tocou o rosto dela. Seus olhos se encaravam em expectativas e Jacob fechou os olhos rompendo o contato visual e a abraçou, afundando seu rosto na curvatura do pescoço de . Cheirou os cabelos dela e a apertava forte em seus braços.
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  — Você disse para eu não privá-la de me abraçar…
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  — Não mesmo… — respondeu também o abraçando.
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  Delicadamente, Black puxou mechas do cabelo de , e afastou do pescoço nu dela, dando ali também outra fungada.
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  — Você tem um cheiro… Tão…
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  — Os cheiros guardam as memórias. Eu lembro. — Ela falou um pouco desconcertada e então ele riu jogando seu peso cada vez mais ao corpo dela, agora com um pouco menos de atmosfera sedutora.
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  — As melhores lembranças guardam os cheiros… É o contrário. — Ele ria de como quebrou o clima.
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  — Dá no mesmo.
  Depois da resposta dela, os dois saíram e caminhou até seu carro, só então notaram que Bruh nem o percebeu estacionado à entrada da reserva debaixo de uma árvore, mesmo que ela tivesse surgido da região contrária.
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  — E aí, vai dormir na porta da minha casa hoje? — riu zombando ao perguntar sacana para Jacob.
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  — Não, mas quem sabe se você me convidar…
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  — Convite feito. E não precisa ser na porta.
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  Black fechou a porta de motorista por onde ela entrou e lançou a ela um riso sedutor, no mesmo momento em que ligou o som do carro, e os acordes de “The White Stripes – Seven Nation Army” começou a tocar.
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  — Ousada, motoqueira e rebelde? A que veio me ver hoje está brincando com fogo…
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  — Se eu tivesse medo de brincar com perigo, eu não me meteria com os lobos não é? Se decidir, bata na porta. Só vou ficar devendo o pote de ração dessa vez… — Ela zombou mordendo os lábios e dando partida da ignição.
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  — Engraçadinha… Não me provoque.
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  Jacob queria dar a ela outra resposta mais ousada, porém, sentia que as coisas estavam mudando rápido demais. Apenas se afastou acenando e viu que o carro dela acelerou com uma motorista de sorriso largo. voltou para casa radiante e se sentindo diferente de tudo o que ela já havia sentido desde que chegara a Forks. Naquela tarde, Jacob e ela, deram um salto de quinze andares na sua relação sempre tão… Enigmática.
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Capítulo Treze – Uma indígena muito próxima

  Os trabalhos estavam cada vez mais agitados, e após a descoberta feita por sobre a planta encontrada na pescaria, ela dedicava seu tempo cada vez mais ao laboratório e à botânica. Em uma dessas tardes solitárias, a recebeu um lindo buquê de flores, porém, sem cartão ou identificação. alocou as flores em um jarro bonito e passou a contemplá-las todas as tardes se perguntando quem as teria enviado. Uma semana se passou e ela dedicou-se cada vez mais aos seus estudos e ao planejamento da construção do laboratório, e não descobriu quem lhe endereçou as flores; porém, desconfiava, ou melhor, torcia para que fossem de Jacob.
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  Desde que Hernando e Julian fizeram a proposta naquele jantar, pensava no seu laboratório. Engajava-se em escolher e planejar da cor das paredes até a localização onde ficaria. Uma noite, estava a bióloga na sala desenhando um esboço do que ela desejava ser a planta da construção, quando observou uma sombra humana refletida no chão ao seu lado. Assustada, rapidamente olhou para trás, mas não havia ninguém dentro da casa. A mulher respirou fundo e encarou a porta, e por baixo dela, viu novamente, uma sombra. Alguém, aparentemente estava de fato em sua porta, e parecia disposto a entrar na casa a qualquer instante. Por sorte, o celular de estava em seu bolso e ela sacou-o já telefonando para Jacob. Ela estava morrendo de medo e, enquanto o aguardava chegar, foi atrás de algum objeto que permitisse que ela se defendesse. Todos os noticiários estranhos e misteriosos que havia lido sobre Forks e Kalil, passavam em sua mente e ela tinha cada vez mais raiva por ter comprado aquele casebre.
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   se manteve acuada dentro de casa, espreitando agachada ao sofá de sua sala por qualquer movimentação estranha. Quando Jacob chegou, a mulher escutou alguns rosnados altos. “Seria o Embry?”, pensou ela. Mas, logo tirou aquela hipótese de sua cabeça, afinal, ela poderia jurar que daquela vez, o vulto era de um humano. Não havia como ser Embry transformado. Black bateu na porta minutos depois, cerca de uns vinte minutos depois dos rosnados, e tudo já estava silencioso. Ainda assustada, caminhou até a porta para espiar quando ele bateu nela deixando-a mais apavorada.
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  — ! Abra, sou eu, Jacob!
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  Assim que reconheceu a voz do quileute, abriu a porta com rapidez e se jogou contra o corpo forte e grande de Black. Tal como ela, Jacob também a abraçou de um modo protetor e angustiado, parecia preocupado em a proteger. Sem dúvida, não era Embry ali para deixar Jacob naquele estado.
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  — Quem era, Jacob?
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  — Vamos! Suba e faça uma mala, vou te levar para a reserva!
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  — Por quê? Quem era, Jacob?
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  — Era uma… Um… Eu não posso lhe dizer agora. Vamos logo, porque eu estou sozinho, Sam me acompanhou com Paul, mas eles já não estão aqui.
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  — Qual o problema de você estar sozinho? É muito perigoso?
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  — … Por favor, sem perguntas por enquanto.
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  Juntos, eles subiram ao quarto dela e Jacob a ajudou a preparar uma bagagem pequena, com algumas roupas, itens pessoais muito necessários, e claro, as pastas de trabalho da , e seus documentos. Mal a mulher chegou à reserva, notou que todos estavam aguardando a chegada deles. Pareciam recém-reunidos e ansiosos. Embry, entre todos eles, era o único que parecia não ter saído da reserva para a mata. Os outros estavam ofegantes, como se tivessem realizado uma ronda noturna. Ele se apressou a ir de encontro à , logo que ela desceu do carro e a puxou urgente em um abraço acolhedor.
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  — ! Como você está?
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  — Muito assustada. Não era você, não é? — Ela perguntou encarando o olhar aflito do amigo, que apenas acenou indicando em silêncio que não foi ele o motivo para algo ter aparecido em sua casa.
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  Sue dispôs-se a hospedar em sua cabana aquela noite, entretanto a filha mais velha a encarou levantando a sobrancelha de um modo cúmplice, e Billy compreendendo o que Leah estava evitando, disse para dormir em sua casa, afinal eram apenas Jacob e ele.
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  — Tudo bem por você? — perguntou ao Black, ainda um pouco sem graça após o último encontro deles.
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  — Claro, não é como se você não tivesse me colocado para dormir no chão antes. — Ele zombou tentando soar mais ameno.
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  Ao entrar em sua cabana, Black levou as malas dela para seu quarto e os dois se olharam um tanto divertidos pela ironia que estava sendo aquele “ir e vir” entre eles.
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  — Deja vú? — perguntou Black quando notou a garota paralisada em seu quarto encarando a cama dele.
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  — Deja vú. — ela afirmou sorrindo.
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  — Pode tomar um banho se quiser.
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  — Obrigada, mas já estou limpinha. Vou apenas trocar de roupa!
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  Ela sorriu e saiu em direção ao banheiro da casa, segurando uma muda de roupa que puxou de dentro da sua pequena mala, e retornando para o cômodo, viu que Jacob havia preparado a cama para ela se deitar e estava ajeitando suas coisas no chão.
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  — Black, de novo não! — se aproximou dele, tentando evitá-lo de forrar o edredom ao chão — Eu não posso concordar que você mais uma… — Jacob calou a mulher colocando a mão em sua boca de forma gentil.
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  — Eu jamais a deixaria dormir no chão. É anticavalheiro!
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  — Mas não é certo você dormir no chão! Eu posso dormir lá no sofá da sala!
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  — Está com fome? — Ele desconversou.
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  — Um pouco.
  — Eu vou jogar uma água no corpo, mas fique à vontade na cozinha. — Jacob saiu e em seguida voltou advertindo a ela: — É sério, , fique confortável para fazer o que quiser. Sem frescuras. Você é de casa.
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  A mulher sorriu agradecida e minutos depois estava na cozinha dos Black, tentando preparar uma pequena bandeja modesta, com algum lanche para dividir com ele. Encontrou a chaleira de Billy sobre o fogão, encheu-a de água, e notou que havia algumas latas de ervas para chá sobre o armário. escolheu camomila para que de alguma forma, seu susto e seus pensamentos se acalmassem, e pegou também algumas torradas prontas, que estavam no armário.
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  — Eu me sinto muito estranha de estar mexendo na cozinha do senhor Billy… — riu ao sussurrar para si, achando estar sozinha.
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  — Bobagem… Considere esta a sua casa. — Billy falou com sua voz tão trovejante quanto a do filho, a pegando de surpresa e fazendo a garota dar um pulinho, ele sorriu: — Te assustei?
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  — Um pouco. Eu ainda estou sob o efeito letárgico do medo.
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  — Bem, o que aconteceu antes de você chamar o Jacob?
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  — Tive uma sensação de estar sendo observada dentro da sala, mas não tinha ninguém dentro da casa comigo. Não teria como, eu havia trancado tudo e saberia se alguma movimentação tivesse acontecido do andar superior. Mas, quando olhei para a porta… Parecia mesmo haver alguém na varanda, Billy. Eu fiquei tão assustada que eu nem me lembrei de ligar para o Charlie que mora tão perto! Eu só… — sentiu a bochecha ruborizar um pouco ao se dar conta do que ia dizer ao mais velho, pigarreou e concluiu: — Eu só pensei no Jacob.
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  — Fez bem em chamá-lo. Foi melhor do que chamar ao Charlie.
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  — Quem ou o que era, Billy? Por que Jacob não quis contar para mim?
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  — Tudo ao seu tempo. — Billy respondeu arredio e olhou para a bandeja e a chaleira.
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  — Desculpa, eu não jantei e o Jacob provavelmente está com fome. Ele disse que eu poderia vir e mexer na cozinha, então estou furtando parte do seu chá de camomila e torradas. Aceita? — justificou-se e riu fazendo Billy rir também.
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  — Eu aceito o chá, mas não precisa se desculpar. Me sinto feliz em ver você e o Jacob se dando cada vez melhor, ao ponto de cozinharem um pro outro.
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  — É, a gente… — deixou a frase murchar antes de suspirar — A gente tem se dado bem. Quero dizer… Eu não poderia negar a minha amizade, e um pouco das próprias torradas para um cara que vem dormindo na minha porta há meses, não é?
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  Billy deu uma gargalhada humorada.
  — Brincadeira, Billy… Eu sou muito grata ao carinho e cuidado de todos vocês, embora esteja descobrindo tantas coisas… Es… Estranhas, vai! Tudo bem se eu disser isso?
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  — Claro! Não esperamos que você nos achasse normais ou até mesmo acreditasse em nós de primeira, mas você acreditou e está lidando com tudo com muita consciência. É como se você também soubesse disso tudo dentro de você há muito tempo, não é? — assentiu silenciosa — E isso lhe torna muito mais especial, .
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  — Obrigada, Billy. Gosto de estar aqui, gosto de ser tratada como uma de vocês.
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  Ela confessou sincera, e um pouco tímida. Voltou a preparar a bandeja, e o velho Black se manteve em sua cadeira a olhando. Ele observava o quanto caía bem a figura da jovem ali, em sua cozinha, como uma filha que ele não tivera.
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  — Traga mais torradas, a alcateia está aguardando você e Jacob na varanda.
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  Ela concordou e viu que o anfitrião saía com sua cadeira de rodas silenciosa pelo assoalho da sua cabana. aumentou o chá e a quantidade de torradas e seguiu para varanda, onde os quileutes estavam reunidos, incluindo Sue. A matriarca Clearwater ajudou a dispor o lanche e as xícaras à duas banquetas de madeira.
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  — Não sei se o meu chá é tão bom quanto o de Billy, mas sirvam-se. Eu garanto que ao menos, ruim não é.
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  Enquanto serviam-se, Leah e Embry mantinham-se próximos, calados e distantes de . E ela percebeu, assim como percebeu que Bruh Ateara também estava ali, pois agora ela morava junto ao clã, naquele lado da reserva, na mesma cabana que Quil, Sam, Emily e Paul. Seth contou para , algum tempo depois, que Quil faria a própria cabana para que ele e a irmã, pudessem morar e tentaria trazer Paul também, já que Sam e Emily precisavam de mais privacidade. Estavam há muito tempo juntos, era hora de começarem a própria família.
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  — , Jacob falou que você queria nos contar um pouco mais da sua história. — Black sorriu travesso e divertido, assim que o pai o dedurou na frente de todos.
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  — Ah… É. Pois é, Billy…
  — E ele me disse que você tem um Cheyenne tatuado no ombro. — Seth completou a fofoca, porém, dessa vez recebendo um olhar de reprovação do Jacob.
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  — Ele é péssimo com segredos, foi você que me avisou, lembra-se, Jacob? — comentou para Black, fazendo com que ele sorrisse junto a ela, e os dois sustentaram um olhar de cumplicidade. Não perceberam que estavam todos prestando atenção neles, até que olhou para Sue e viu como o restante escondia sorrisos e fingiam não notar que algo entre ela e Black estava diferente.
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  — Fofoqueiro, eu? — Seth desconversou para tirar o foco dos amigos — Bem, não fui eu quem viu a sua tatuagem e veio correndo me contar!
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  — Não saí correndo pra te contar nada! Você que veio me perguntar por que eu estava…
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  Black, irritado, quase confessou na frente de todo mundo, que numa tarde pensando em e suas similaridades com seu povo, ficou risonho a sós, ao ponto de Seth o perguntar “por que esse sorriso e essa cara de bobão?”.
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  — Sorrindo sozinho e com cara de bobo. — Seth o entregou, e Jacob o jogou um chinelo — Agora sim, eu fofoquei! Ele estava pensando em você, !
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  Jacob negou tímido para ela, e desviou o olhar não só dela, como de todos os outros. Bruh não evitou a cara feia e levou um cutucão de seu irmão.
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  — Bem, fofocas ditas, sim, Seth, eu tenho uma tatuagem de um cacique Cheyenne no meu ombro esquerdo.
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  — Podemos ver? — Quil perguntou.
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   assentiu e conferiu se estava de camiseta sem mangas por baixo do casaco de moletom, e estava. Ela puxou seu casaco pelo braço e afastou os cabelos soltos pra seu lado direito, deixando exposta a tatuagem delicada, do contorno traçado em um rosto. sentou-se de costas para o círculo de pessoas, para que todos pudessem ver sua tatuagem. Sue, um pouco surpresa, se levantou de seu banquinho e aproximou-se de , tocando ao desenho.
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  — É alguém em especial? — ela perguntou tendo os olhares cúmplices de Billy para ela.
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  — Este é meu avô. Lembram que eu contei que ele era um descendente de Cheyenne? Não tenho certeza disso também, porque eu não sei qual a tribo natural dele. Se era mesmo um Cheyenne ou se apenas conviveu com eles, mas era isso que a minha tia Pearl me contava.
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  — Seu… Avô? — Sue, repetiu quase em um sussurro encarando Billy com uma expressão ainda mais surpresa, ela estava assustada.
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   continuou a contar e foi a vez de Billy se aproximar para ver.
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  — Minha tia… Ela tinha este desenho dele… Contava que ele passou muito tempo em outra tribo. E foi nessa outra tribo que a tia Pearl nasceu, eles viveram ali até os cinco anos de idade dela, depois todos foram para o Brasil. E foi por isso que o meu pai nasceu lá… Dentre os coxiponés. Se lembram que eu havia contado sobre isso também?
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  — Sim. — assentiram uníssonos, Billy e Sue.
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  — Tia Pearl me dizia que, como ela era muito pequena, pediu uma recordação do rosto dele. Meu avô era bastante talentoso com desenhos, projeções, e o próprio fez um autoretrato que ele copiou de seu reflexo em um rio e entregou a ela. Muitos anos depois, minha tia levou a caricatura a um artista e pediu que ele a aprimorasse recriando a imagem em um quadro. E aí ela me deu a imagem da folha. Com dezoito anos eu fiz a tatuagem.
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  Enquanto escutavam, os quileutes mostravam-se atentos e curiosos, não só pela história da , mas pela reação estranha de Billy e Sue que pareciam ver algo totalmente inusitado diante de si.
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  — A Bella, desde que se mudou para Forks, não se comunicava muito comigo… Quer dizer, não diante das proporções que éramos uma para a outra, mas houve um tempo em que ela me mandava muitos e-mails contando sobre vocês. Ela dizia que depois que passou mais tempo aqui, lembrava-se de mim e do quanto La Push parecia ser “a minha cara”. Apesar de distante, apenas lendo eu sentia que alguma coisa realmente mágica existia entre vocês… Algo que me deixava ansiosa em conhecê-los. E bem… Nossa! Vocês são lobos e homens!
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  — Realmente, ! Todos nos assustamos com a forma como você se encaixa nas nossas tradições. — pronunciou Quil.
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  — Como assim?
  — Como se você fosse uma de nós, perdida por aí. — concluiu Paul.
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  — Acho que Bella acreditou que eu me interessaria muito em conhecê-los… E ela não errou.
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  — Pelo menos alguma coisa certa aquela garota tinha que fazer, não é? — Leah se pronunciou finalmente, após se manter em tanto silêncio, e fez com que os outros soltassem risinhos de deboche.
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   mais uma vez, sentiu que ainda precisava de respostas sobre a Swan. Será que Charlie a contaria agora que eles já tinham algum contato a mais?
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  — Você também havia dito sobre seu avô conviver em outra tribo… O que você sabe sobre isso, ? — Leah perguntou como se escutasse Sue e Billy mentalmente.
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  — Não sei muita coisa… A tia Pearl… Engraçado, ela tinha um livro que… — retesou seu conto. Ela abriu a boca, pega pela surpresa e encarou a todos, com olhos esbugalhados, surpresa.
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  — Quê? — indagou Billy.
  — Tia Pearl tinha um livro de histórias, lendas sobre homens que se tornavam cães gigantes. — ficou ansiosa ao se lembrar e começou a dizer um pouco mais urgente: — Minha nossa! Ela me contava algumas histórias antes de dormir! Agora eu… Me lembro um pouco do livro… Havia desenhos… Tinha alguma coisa sobre uma profecia, mas… Droga, eu era muito pequena e não me recordo de mais nada.
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  — , sua tia te deu este livro? — Billy perguntou.
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  — Não. Das coisas que estão guardadas e que pertenceram a ela, o livro… Realmente nunca mais vi. Ela o escondeu de mim, eu acho. Eu não me lembro de vê-lo, desde os meus oito anos. Mas… Nas poucas vezes que conversamos sobre isso, tia Pearl me contou que essa tribo onde conviveu com o vovô até cinco anos de idade, era mágica. Tinha segredos que ela e o pai adoravam. Ela não entendia nada, mas quando cresceu e releu o livro de lendas que o próprio pai dela fez, compreendeu tudo. Ela dizia que vovô, de todos os lobos era o mais sensível… — abriu a boca chocada — Minha nossa…! Espera aí! Ela… Agora eu entendo… A tia Pearl não estava me contando fantasias, não é? Era a minha história! O meu avô não era só um Cheyenne. Agora eu entendo… Ele era um lobo! Eu achava que era uma forma de apelido de tribo, mas… Céus…
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  — , se acalme. — Jacob se levantou, ansioso. Afinal, a aflição de era palpável entre todos eles. A mulher segurava os próprios cabelos com olhos arregalados encarando ao chão, como se em uma epifania descobrisse sua própria origem. Então, Black se aproximou de e a abraçou tentando a confortar: — Não fique nervosa, essas podem ser apenas coincidências…
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  — Billy, há chance de o meu avô ser um quileute? — A mulher perguntou e até mesmo Bruh, que desprezava qualquer coisa sobre , estava atenta e extremamente curiosa pelo desfecho daquilo.
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  — Não sei afirmar, … Este rosto…
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  — Faria sentido! — exclamou após notar que Billy e Sue se encaravam em silêncio como se quisessem chegar a alguma conclusão e contou um pouco mais: — Faria muito sentido com algumas coisas… Digo, não só as histórias que tia Pearl contava, quanto às manias que ela e o papai tinham. Meu pai, era um tanto… Esotérico. Ele e a tia Pearl, tinham um certo ar pajeísta, trejeitos muito próximos do que vi no Brasil entre os coxiponés, mas também muito próximos do que vi entre vocês. Essa coisa por exemplo, de vocês ficarem andando sem roupa por aí, num frio do cacete!
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  Os garotos riram divertidos da desbocada e um tanto ansiosa. Ela, em contrapartida, não prestava atenção em nada, apenas ia contando e narrando as coisas que vinham em sua mente, como se estivesse lendo-as em um livro.
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  — Eu sempre reclamei com a tia Pearl e com o papai do quanto eles não sentiam frio, e apesar de vivermos em uma cidade quente, algumas ocasiões eram estranhas para mim. Sem falar que… Agora me lembrei também de algumas tradições que os Coxiponés tiveram comigo quando meu pai me levou ao Brasil… O selo no meu umbigo, as pinturas na minha cabeça… Os Whitton também tiveram um ritual parecido. Será que aquilo tudo teria a ver com o meu avô ser um lobo? Meu pai era um lobo como meu avô? Eles seriam quileutes? Ou eles seriam alguma coisa parecida com o que vocês tem sido?
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  O silêncio geral, foi cortado apenas pelo suspiro pesaroso de Billy, que imediatamente perguntou, calmo, à Sue:
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  — Sue, o que você acha? Você tem uma memória muito melhor do que a minha para feições… E me parece que reconhece este rosto, não é?
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  — É ele. Eu tenho quase certeza. — Sue afirmou, e se aproximando de novo de , a afastou do abraço de Jacob para olhar mais um pouco à tatuagem. A mulher passava as mãos no ombro da jovem absorvendo e observando meticulosa a cada detalhe do desenho. — Eu não esqueço o rosto dele. Satade Ratara.
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  — Satade Ratara. — Billy pronunciou o nome repetido por Sue, como uma sentença.
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  — Sim! Esse é o nome do meu avô, mas eu não acho que falei… — arregalou os olhos e começou a chorar emocionada.
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  — Você não contou, . Nós realmente conhecemos o seu avô. — Sue informou emocionada e acariciou o rosto de — Foi graças a ele, que eu aprendi muitas coisas, e inclusive entendi melhor porque eu… — Olhou para Seth e Leah — Me tornei o imprinting do pai de vocês.
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  — Ele conviveu conosco, . Satade não era um quileute, nem um Cheyenne. Não tenho certeza de qual era a tribo em que nasceu, mas ele era um nômade. Conhecemos o seu avô quando ainda éramos bem jovens, Sue e eu. A mãe dele era uma Cheyenne e o pai um Quileute.
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  — Uma Cheyenne, de nome Shauna chegou à nossa tribo, antes mesmo de Billy e eu nascermos e se apaixonou por Isaac Akira, um quileute. Akira era o alfa da tribo e partiu deixando-nos para viver com sua mulher na tribo Cheyenne…
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  — Akira? O lobo desertor é bisavô da ? — Sam e Jacob disseram surpresos. Aquela história era repassada a cada alfa da tribo pra que nunca mais se repetisse.
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  — … — Billy a informou rapidamente — Se não estivermos errados, você é mesmo bisneta do lobo traidor de nossa tribo. Como sabe, um alfa não pode abandonar a sua alcateia, a menos que tenha alguém para repassar o posto. Nós ficamos sem um líder por muitos anos, desde a partida de Akira. Foi o pior tempo de nossa tribo… A ausência do alfa nos coloca em… Vulnerabilidade, assim vamos dizer.
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  — Mas a Sue me disse que o Sam assumiu ser o alfa no lugar do Jacob, até que ele estivesse pronto. Por que não foi assim com este Akira?
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  — Porque não havia outro lobo líder… A cada geração quileute, nascem ao menos dois lobos fortes o suficiente para serem alfas, mas a liderança segue uma hierarquia sanguínea, depois dos Akira, a linhagem pertenceria aos Black, mas… a tribo aguardava o herdeiro de Efraim Black nascer para tomar o posto. Em nossa família, antes de mim, todos os alfas despertados eram do clã Akira. Algo como os nossos anciãos chamavam de “a maldição de Efraim”. Algumas gerações nasceriam sem o sangue do alfa, e passaram a vir em outro clã. Quando Isaac Akira partiu, nós caímos em muita desgraça, e acreditávamos que não haveria um Black alfa de novo, até que eu despertei.
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  — Billy manifestou sua transformação aos catorze anos. Foram treze anos de perdas entre nós, muitas baixas humanas em Forks e uma década de nosso povo se escondendo dos… Perigos. — Sue contou — Mas, quando Billy retomou o poder do sangue dos Black, as coisas voltaram ao normal e nós quileutes nos reestabelecemos.
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  — Seu pai e eu fomos amigos, eu acho… — Billy informou para .
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  A garota tinha um vinco na testa assim como todos os outros.
  — Shauna… Shauna Ratara? — perguntava a si mesma e Sue e Billy se entreolharam como se assentissem que poderia ser aquele o nome da Cheyenne da história que ouviam.
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  — Não temos certeza o nome da Cheyenne. Apenas sabemos que é Shauna.
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  — Papai contava, que a avó dele, se chamava Shauna Ratara. Mas, ele não se lembrava do nome do avô. E que seu pai, Satade Ratara, era um descendente de Cheyenne, que um dia, apaixonou-se por Serena Araybá… Uma indígena brasileira. A história de como meus avós se conheceram nunca me foi passada, mas… Eu sei que sou neta de Satade Ratara e Serena Araybá, e filha de Hana e John Mani Ratara.
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   pronunciou e quando Billy escutou o nome do pai dela, ele sorriu para Sue, que sorria ainda mais largo do que ele. Billy concluiu:
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  — É… eu conheci o seu pai. E conheci seu avô por um curto tempo. Depois dos Cheyenne do norte terem sido dizimados, Satade, filho de Akira retornou à tribo. Eu tinha quinze anos, e já respondia como alfa. Os anciãos do clã Ulley e Black me treinavam, mas… Há muito não sabíamos exatamente como lidar com um alfa, então, eu vim aprendendo a ser um lobo líder, um tanto na prática. Até que Satade, surgiu e partilhou conosco, seus ensinamentos deixados por Akira. Apesar de não ser um alfa, Akira passou muitos segredos de clã ao filho. Seu avô surgiu quando já era um adulto, e seu pai era um pouco mais jovem que eu… A sua tia, ela…
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  — Uma bela jovem por quem Billy se apaixonou! — confessou Sue, rindo — Claro, antes de conhecer a mãe de Jacob. Pearl… É verdade, houve uma jovem Pearl por aqui, que foi minha amiga no curto tempo em que conviveram conosco.
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  — Por fim, Satade ensinou muitas coisas a nós. Me ajudou a treinar, e seu pai participava dos treinos e ensinou a jovem Pearl e Sue sobre muitas plantas. Suponho que tudo o que você aprendeu foi com sua tia, não é?
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  — Sim… Apesar do pouco tempo que tive com ele, papai me ensinou algumas coisas, mas foi a tia Pearl que me ensinou muito mais… Eu perdi minha mãe, no parto, não a conheci.
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  — Sentimos muito. — Sue confortou.
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  — Bem, sobre seus parentes, eles conviveram conosco por pouco tempo. E partiram um dia, sem dizer para onde. Foi quando nunca mais vimos seu pai e sua tia e nem mesmo o velho Ratara.
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  — Eu sabia que tinha algo em você… — Sue falou maravilhada, emocionada, e puxando para um abraço.
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  Os meninos riam da feliz coincidência.
  — Isso explica muita coisa! Afinal, alguém tem mesmo um pé aqui! — dizia Quil divertido enquanto o rosto de Bruh ficava avermelhado e raivoso.
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  — Pois é! Agora sabemos a razão de nos sentirmos tão íntimos por você quando a conhecemos, . — Paul abraçou a mulher como se lhe desse às boas vindas.
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  — Eu sempre soube que era uma de nós! — Seth sorria alegre.
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  — Cala a boca, Seth. Quem sempre disse isso é a Sue! — Sam bateu na cabeça de Seth.
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  — E eu sempre concordei! Até já tinha dito à não é, ?
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  — É verdade, o Seth já dizia que eu tinha alguma coisa quileute… Mas, acho que não só ele, como Sue e Jacob sentiram também. Na verdade, eu sempre me senti ligada a vocês. E isso tudo faz muito sentido agora…
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  — Estou curioso com uma coisa… Qual é o seu nome paterno? — Jacob do nada abordou uma pergunta que naquele instante, não soou ter nexo algum para .
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  — Mani . Por quê?
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  — Por que nunca se apresenta pelo nome do seu pai?
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  — Tenho muito orgulho do nome dele, não pense o contrário! Não há um motivo, desde a escola sempre fui apresentada por .
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  — Lembra que eu procurava um nome para só eu chamá-la? — Jacob falou a encarando profundamente nos olhos com um sorriso admirado, o que deixou a mulher constrangida pela atitude e pela intimidade que ele demonstrava com ela diante os olhares de todos.
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  — Lembro, Black… O que isso tem a ver?
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  — Mani. — ele sorria de um jeito diferente de todos os que já tinha mostrado até ali, para ela ou na frente dos outros — Minha Mani.
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   sorriu enviesado, um tanto acanhada e surpreendida. Não sabia o que era, mas alguma coisa boa estava acontecendo entre eles. Jacob segurava as mãos de , ambos sem saber dizer desde que momento e aquele toque, o sorriso e olhares um do outro, apenas fortaleciam as borboletas que faziam revoada no estômago dela. Não puderam ficar muito tempo se deliciando com a surpresa que eram as novas sensações, porque Paul e Seth, gozadores, começaram a soltar uivos salientes de zombaria. Atraindo não só a atenção dos atores principais da cena, como os risos de todo o público restante.
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  — Lobos no cio… — brincou olhando sacana para Seth e Paul, zombando-os de volta.
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  — Ela sabe ofender! — brincou Paul surpreso.
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  — Você não sabe de nada! — retrucou Jacob explorando cada vez mais, olhares maldosos e piadas.
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  E de repente, entre os muitos risos e euforia de todos, Sam surgiu transformado à frente de , rosnando a defendendo. E à frente dele, havia outro lobo em pronto ataque. correu os olhos em volta e estavam em guarda para se transformar caso fosse preciso: Seth, Quil, Leah, Paul e ao seu lado Jacob, com o braço à frente do seu corpo também a protegendo. Billy impedia Embry de tentar aquele esforço. pensou um pouco encarando a cena e percebeu o que havia ocorrido: Sam estava protegendo ela, de Bruh. A loba negra à frente de Sam, parecida com ele, era Bruh Ateara. A menina tinha problemas em controlar a raiva e depois do que aconteceu entre Jacob e , já era de se esperar que a intensidade do ciúme fosse a descontrolar. Embry tomou pela mão a guiando para dentro da cabana de Black.
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  — Fique aqui. Eu vou lá ver como está a situação.
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  — Espera, Embry!
  — O que foi? Você está bem?
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  — Sim, mas fica aqui. Eu… Quero conversar com você.
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  — Sobre o quê? — Embry ficou um pouco incomodado com o pedido.
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  — Você e a Leah, estão me evitando desde que cheguei. O que aconteceu?
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  — Impressão…
  — Não adianta mentir, Embry. — o interrompeu.
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  — Você quer mesmo falar disso agora?
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  — Eu não pedi para conversar depois, pedi?
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  — Senta aí. — Embry por fim, olhou para ela como se não quisesse que aquele momento chegasse: — Eu preferia que Leah estivesse conosco…
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  — Não, Embry. Se for preciso ela fala comigo depois. — Impaciente, estava sendo um tanto direta: — Olha desculpe, mas não faça rodeios, tudo bem? Você sabe que gosto das coisas bem claras.
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  — Você se lembra de quando estávamos na reserva Whitton e conversamos na tenda?
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  — Claro que sim.
  — Lembra quando te contei sobre o imprinting de um lobo?
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  Imediatamente surgiu à mente de a conversa daquele dia.
  — É eu me lembro, sim.
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  — A Leah teve um imprinting há algum tempo… Por isso ela voltou para nos visitar… — ele olhava para de um jeito óbvio, indicando quem teria sido o imprinting de Leah.
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  — Por isso que ela não gostou de mim no início!
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  — Depois daquela noite, eu passei aquele tempo na reserva Whitton e ela estava comigo. Eu também tive um imprinting há pouco tempo, . E foi com ela, só então a Leah rompeu a barreira do segredo e me contou.
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  — Entendi. Você e Leah são o imprinting um do outro.
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  — Nós íamos te falar, mas…
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  — Por que não me contaram? Quer dizer… Nós não temos mais nada um com o outro, não é?
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  — Sim, mas achamos que você poderia ficar magoada… Pelo menos era o que eu achava até alguns minutos atrás, quando todo mundo percebeu o óbvio.
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  — Como assim?
  — Sabe… A Leah comentou comigo, mas eu não acreditei que você teria entendido tão cedo o que eu te disse.
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  — Do que você está falando?
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  — Você e o Jake lá fora… Alguns minutos atrás.
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  — Como? Ah! Não! Não, Embry! Black é só um amigo, nós não temos absolutamente nada um com o outro…
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  — É… Eu disse a Leah que ela estava enganada. — Embry analisava com uma expressão de sabedoria para ver se ela tentaria manter uma mentira.
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  — O que exatamente você quis dizer com “não acreditei que você teria entendido tão cedo o que eu te disse”?
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  Embry não pôde responder, pois Black surgiu na sala da casa com os olhos arregalados e chamando por .
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  — Está tudo bem, ? — perguntou aflito.
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  — Sim, sim. E com a Bruh?
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  — Já está mais calma.
  — Vou deixá-los conversando. — Embry disse levantando e novamente ignorando a pergunta de , não sem antes sorrir e lançar uma piscadela para a amiga.
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  Assim que ele saiu, Black pigarreou e sentou-se ao lado dela no sofá.
  — Desculpe por aquilo… A Bruh se sentiu provocada e eu deveria ter ficado atento.
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  — Relaxe. Não foi sua culpa.
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  — E desculpe por isso também… — ele apontou para o lugar onde Embry estava e para : — Por ter atrapalhado alguma coisa.
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  — Não atrapalhou nada, ele só estava me contando um segredo.
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  — Lobos quileutes não tem muito como guardar segredo… É difícil sabe? — Jacob falou fazendo um sinal de fofoca em seu ouvido: — Muitas vozes na cabeça.
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  — Não tem um jeito de bloquear?
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  — Parcialmente, dá para esconder algumas coisas… São mais os pensamentos que a gente pode ouvir… — explicou e perguntou a ela, de forma curiosa: — Então você já sabe do imprinting deles?
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  — É, isso explica aquela carranca da Leah né? — sorriu e cutucou as costelas de Jacob com o próprio cotovelo: — Você poderia ter me contado que ela só estava defendendo o território dela! Aliás… Parece que todas as mulheres de Forks implicam comigo por causa de homem, até parece que eu sou uma devoradora deles…
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  — Bem se é, eu ainda não posso dizer, mas com certeza, você soa como uma ameaça para todas elas. Exceto Emily e Sue…
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  — Você disse “ainda”? — indagou com ousadia tirando sarro do que Jacob havia dito, e então ele mudou o foco do assunto:
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  — Todos já foram para suas casas, menos Sue e meu pai que ainda estão lá fora conversando. Você já quer ir se deitar?
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  — Preciso falar com Julian antes, acabei me esquecendo de retornar a chamada dele mais cedo, quando tudo aquilo aconteceu.
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  — Ok, eu já volto. — Black beijou a testa de e saiu de volta à varanda para recolher as xícaras e bandeja.
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   se direcionou ao quarto, mandou uma mensagem à Julian se desculpando da demora e perguntando se poderia o telefonar apesar da hora. O chefe correspondeu-a de forma afirmativa, e ela tratou de alguns assuntos sobre seu laboratório.
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  — Eu acabei as minhas anotações. Quero dizer, o projeto do laboratório está pronto. Como você disse-me que entraria em contato com a construtora que vocês contratam eu liguei para dizer que por mim já está tudo pronto.
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  — Ótimo! Vou agendar a visita deles com você para segunda-feira que vem, pode ser?
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  — Claro!
  — Já encontrou um terreno?
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  — É… Eu tenho pensado em algo em torno de La Push.
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  — Sério? Mas La Push não pertence à reserva quileute?
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  — Bom, é só uma ideia, eu teria que conversar com o pessoal da reserva, Charlie, prefeitura… Não sei. Eu gosto daqui, mas até segunda-feira estará resolvido. Prometo.
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  — Bem, se você não conseguir avise para eu remarcar com a construtora. Eles irão exatamente para conhecer o terreno.
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  — Certo. Eu avisarei. E Julian… Muito, muito obrigada. A você e ao Hernando. Vocês não têm ideia de como tem sido importantes e generosos comigo.
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  — Nós apenas sabemos quem você é.
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  — E quem eu sou? — perguntou rindo amena, e achando o tom utilizado pelo irmão mais extrovertido, um tanto profético ou misterioso.
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  — Alguém com um futuro brilhante a quem nós queremos muito bem. Você tem grandes coisas à sua frente, .
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  — Obrigada. De coração, Julian.
  — De nada. Não precisa agradecer. Fazemos o certo. Se não tiver mais nada a tratarmos, eu preciso desligar agora. Ash está chorando e chamando por mim… — Julian falou se referindo ao filho.
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  — Claro! Boa noite, Julian! Um grande abraço. Mande um beijo meu à sua família.
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   se despediu desligando sorridente e Jacob Black entrava em seu quarto.
  — Boas notícias? — Ele a perguntou.
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  — Sabe… Forks tem sido tão… Não sei…
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  — Especial? Surpreendente?
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  — Os dois.
  — Vamos dormir! Já tivemos muitas emoções para uma noite… — Black falou fugindo do assunto, que ele sabia que uma hora teria de abrir para ela.
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  — Sabe que eu tenho perguntas, não é?
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  — Sei, mas… Por favor, pode me dar uma noite para me preparar? — Ironizou ele, e rebateu:
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  — Para pensar nas desculpas?
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  — Não. Elas não funcionam mais com você, e de qualquer forma, você já começou a descobrir muitas coisas… É só que, eu quero me preparar para te contar da melhor forma, o que aconteceu hoje em sua varanda…
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  — Certo, eu vou escovar dentes e já volto para nós mudarmos a pauta do assunto e começar a discutir essa bobeira de você dormir no chão!
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   saiu sem dar tempo de Black retrucar qualquer coisa. De olhos fechados, com água gélida escorrendo a face e dando à cada gota impressão de navalhas afiadas, lavava seu rosto e congelou seus pensamentos em um tempo atrás. Um tempo não tão distante:
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  ”— Algo me diz que tem alguma coisa na reserva quileute esperando você, . Pode não ser Jacob, mas há algo ou alguém lá a sua espera”.
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  A premonição do senhor Carter veio em um flash rápido que desencadeou uma corrente de outros flashes seguintes:
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  ”— Você deveria levar um pouco mais a sério as “premonições” do Sr. Carter. É só um conselho. Costumam funcionar.”
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  ”— Jake tem esse hobby e ele andou se empenhando no seu carro dia e noite. Na verdade ele tem se empenhado com seu carro, sua casa… Há tempos não o víamos assim.”
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  ”— . Você vai deixar eu te mimar um pouco ou não?”
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  ”— Não preciso da sua aceitação ou favores. É você quem precisa daqueles índios… Olha para você. Totalmente dependente deles.”
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  ”— É tão complicado … Você não faz ideia de como eu gostaria de contar tudo o que sei, mas não posso. Eu estava te protegendo. Passei todas as noites possíveis dormindo à porta da sua casa.”
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  ”— Eu sei como é triste e doloroso ver alguém que você tanto gosta se transformando em algo diferente… Em algo que você não gosta.”
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  ”— Eu não entendia nada antes, mas agora entendo tudo… , você não veio aqui à toa… Você é muito importante para todos nós. Você é a chave de tudo…”
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  ”— (…) prometa para mim que você vai deixar a pessoa certa te amar? (…) você não acredita no amor, (…). O amor, na maioria das vezes se manifesta imediatamente , pelo menos é assim conosco, quileutes… E você tem que deixá-lo se aproximar de você (…). Tenha calma e confie na intuição do seu coração. Você é forte, garota, e muito especial.”
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  ”— As melhores lembranças guardam os cheiros.”
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  ”— Minha mãe estava certa… Você é mesmo, uma de nós.”
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  ”— Existem muitos mistérios dos quais, você vai conhecer . Por enquanto, você deve apenas saber o essencial sobre nós.”
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  ”— Ela… Acha que há algo dentro de você que guarda o espírito de um lobo…”
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  ”— Eu sou uma de vocês agora… Não sou?”
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  ”— O que você sente quando ficamos perto assim? (…) Quando Bruh faz isso comigo… Eu sinto raiva. Não sei por que, mas eu não gosto da ideia de tê-la tão perto. Não é como quando ficamos assim, você e eu… Eu sinto-me bem desse jeito e você? (…) Isso tudo não te faz pensar que eu vou beijá-la ou algo mais? (…) Mas tenho medo, (…) Quando se fecha o coração e a alma para o amor… Nos enfraquecemos por muito pouco…”
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  ”— Sim, mas não foi isso que me incomodou. Tem muitas coisas me incomodando há algum tempo desde a transformação do Embry.”
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  ”— Tenho lido notícias antigas de Forks e não são os lobos os primeiros a serem acusados de assassinatos, principalmente no bairro onde moro.”
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  ”— Por que de repente você surge tão perfeita em nosso caminho?”
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  ”— Isso explica muita coisa! Afinal, alguém tem mesmo um pé aqui!”
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  ”— Pois é! Agora sabemos por que nos sentimos tão íntimos de você quando a conhecemos .”
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  ”— Eu sempre soube que era uma de nós!”
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   se recordava de tudo aquilo atordoada, enquanto escovava os dentes e se encarava no espelho. Oscilações de sentimentos mútuos, variantes do medo ao desejo, da dúvida à certeza, da confiança à curiosidade. Ao sair do banheiro, ela ficou alguns minutos parada à porta do quarto de Black afastando todos aqueles pensamentos e com uma única certeza: esclarecer o episódio ocorrido no início da noite na porta da minha casa o quanto antes. Chega de segredos, Black!
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  — Tudo bem ? — perguntou Billy quando se dirigia ao seu quarto e a encontrou no corredor.
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  — Sim! Eu só estou… Pensando. — Ela sorriu e ele balançou a cabeça, negativo e rindo, achando que a garota só estava hesitante à porta do quarto de Jacob, por outras questões.
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  — Boa noite… — ele virou sua cadeira entrando em seu cômodo e antes de fechar a porta terminou a dizendo: — Novata quileute.
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  Feliz em ouvir aquilo, sorriu abertamente se apoderando do sentimento satisfatório que foi reconhecer um pouco mais da própria história, da origem de seus antepassados. Ela realmente poderia ser uma quileute. Seu avô era um lobo! Ela poderia ser uma loba. Ao fim das contas, a anciã Whitton estava certa: havia algo dentro dela que guardava o espírito de um lobo.
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Capítulo Catorze – Será que estou me apaixonando?

   percebia que não se sentia feliz daquele modo, como quando estava perto dos quileutes, há muito tempo em sua vida. Depois de ficar cerca de cinco minutos pensativa e parada à porta do quarto, ela entrou no cômodo se deparando com a figura também pensativa de Jacob, escorado à janela observando a noite. deixou sua necessaire no móvel ao lado da cama e tentou se aproximar silenciosa, pé por pé, mas quando iria tocar o ombro de Jacob, ele se virou alerta e segurou a mão dela a surpreendendo.
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  — O que você está admirando lá fora? — Ela perguntou.
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  — Na verdade não há nada que eu possa admirar lá fora.
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  — Claro que há! Tem belas coisas por aí e você sabe disso…
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  — Não consigo pensar em nada melhor para se admirar, se não esse momento. — Jacob falou de forma baixa, acariciando a mão dela, que ele ainda segurava e sustentando um olhar fixo ao dela.
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   não estava reconhecendo aquele Jacob Black. Ele havia se transformado em outra pessoa tão rapidamente que a mulher se perguntava onde estava quando aquilo aconteceu. A forma como os dois se sentiam mutuamente interligados, não soava real dado o tempo curto em que se conheciam, e na verdade, mal tiveram um contato comum para se conhecerem. Tudo entre eles era sobre, Jacob escondendo os segredos quileutes enquanto a protegia, e indo atrás dele desesperada por suas respostas. Mas será que eram apenas as respostas para os mistérios que ela buscava em Jacob?
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  — No que está pensando agora, loba? — Jacob perguntou risonho ao percebê-la em seus devaneios.
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  — Bem… — Mentiu, para não entregar que estava pensando na sua “relação” com ele: — Sobre o dia de hoje. Meu avô era um lobo, e todas essas coisas…
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  Black sorriu e ainda com a mão dada à dela ele a guiou pelo quarto para que sentassem na cama dele.
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  — Você é uma loba, afinal. Por isso nos sentimos tão atraídos por você… — Ele explicou dando de ombros.
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  — Atraídos? Como assim? — arqueou a sobrancelha em dúvida sobre que tipo de atração era aquela que Jacob se referia, se ele estava lhe dando alguma indireta.
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  — Quanto mais você entrava em nosso mundo, mais sentíamos que era certo. Tentamos te poupar de se envolver demais, mas todos nós sentimos… Algo como se estivéssemos magnetizados pela sua presença… Paul comentou comigo que era como se você fosse a alfa, e não eu. — Black riu se recordando da fala do amigo — E eu compreendi imediatamente o que ele queria dizer, porque mesmo eu sendo o alfa, pressentia que deveria seguir você por onde fosse. Achei inicialmente que fosse sobre estar muito perto do seu cheiro, fazendo a vigília da sua casa, mas aí, todos os outros relataram que sentiam-se iguais. Mesmo Sam, por quem você pouco teve contato. Então nós começamos a ficar curiosos por quais motivos trouxeram-na para nós e porque você nos era tão familiar. Quando a nova transformação do Embry aconteceu, foi o momento em que Sue e meu pai acharam que era melhor mais do que te proteger, te manter por perto.
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  — Mas pelo que eu entendi, os Whitton acham que eu sou a razão pra provocar isso no Embry…
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  — Não, não. — Jacob a explicou calmo e didático: — Não é a razão. Eles acreditam que Embry está destinado a isso, como qualquer ser humanimado como nós: assumir uma face mais selvagem e evolutiva… Sobre você, a velha Makaul dizia que havia um espírito, uma energia sua conectada à nossa. E que isso surtiria um efeito de estímulo. Porém, mesmo que você não estivesse aqui, eles creem que as novas transformações podem acontecer.
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  — Está preocupado com isso? Com outros de vocês se tornando mais ferozes?
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  — Sim. Estou, não posso mentir. Mas nada me preocupa mais do que ser eu o próximo. Como alfa, isso pode ser um tanto quanto…
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  — Irreversível? Perigoso? — interrompeu completando o raciocínio dele, entretanto, igualmente preocupada.
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  — É isso. Tudo o que a gente desconhece é assustador, não é? — Black deu de ombros tentando aliviar a tensão do assunto: — Mas, nós estamos investigando entre nosso passado qualquer coisa e averiguando com as tribos vizinhas.
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   assentiu sem dar-se conta de que ele, contava a ela que havia mais do que os quileutes e os Whitton aos arredores de Whashington.
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  — Black, você acha que eu posso ser uma loba também? Que eu ainda só não… Despertei?
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  — Não. Ao menos nunca houve um relato tão tardio da manifestação. É comum que isso ocorra na puberdade humana, se você não manifestou, não vai acontecer.
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  — Quem sabe? Vocês não estão descobrindo novas coisas? — Ironizou .
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  — É, pode até ser… Afinal você tem alma ancestral quileute, mas eu acho que é só até aí que a sua conexão conosco se estende. Embora, descender de nosso sangue não seja pouca coisa para nós. — Black e se encaravam num misto de admiração, intimidade e mistério, e avaliando o que estavam conversando, Black a perguntou: — … Você já pensou que o fato de você vir para cá pode não ter sido a Bella?
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  Aquela era a primeira vez que ouvia Jacob falar na Swan, sem aquela repulsa de sempre.
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  — Mas se não fosse ela, como eu saberia de vocês?
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  — Acho que a Bella foi só uma artimanha para te trazer, mas ela não tem nada a ver com isso. Ela foi só… Um elo que o destino usou. Se o seu avô esteve aqui e o seu pai de certo modo… Quem pode garantir que você não teria nos buscado por uma força maior?
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  — Isso me lembra a premonição do Sr. Carter. Do que ele nos disse aquele dia, você lembra?
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  — Acho que eu nunca ouvi algo tão coerente entre as premonições do velho Carter. — Jacob riu.
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  — Black… Já que estamos aqui falando sobre isso, tem algo que eu também estava pensando…
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  — É sobre o que aconteceu hoje na sua casa? — Ele a interrompeu.
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  — Sim.
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  — Eu não posso dizer. Espera mais um pouco, é só o que eu te peço. Sei que você deve estar cheia de dúvidas ainda, mas pouco a pouco, nós vamos juntos responder a todas estas perguntas.
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  — Não precisa dizer o que era então, mas só me diz por que você estar sozinho era tão perigoso?
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  — A matilha unida é mais forte.
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  — Alcateia.
  — Como? — Black encarou com expressão confusa e ela começou a rir antes de o explicar:
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  — O coletivo de lobos é alcateia… Matilha é coletivo de cães. Não é possível que logo o alfa mal saiba como se referir corretamente ao seu bando!
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  — Você… — Jacob sorriu desviando o olhar incrédulo numa admiração jocosa pela mulher: — É uma implicante!
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  Jacob também começou a rir e depois de sacudir a cabeça em negativa, divertidos, eles se encaravam mais uma vez. Black passou a mão nos cabelos de , colocando-os para trás e, a mulher analisou com cuidado o homem à sua frente. Concluiu que, definitivamente, não era o mesmo Jacob.
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  — O que está acontecendo? — Ela perguntou a ele, abaixando a cabeça.
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  — Não sei. Eu… Posso afirmar que nunca passei por isso, mas todos dizem que eu estou melhor. — Black confessou sincero erguendo a cabeça de pelo queixo, fazendo com que seus olhos e rosto se aproximassem sem que notassem.
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  — Confesso que sinto falta das suas oscilações de humor… Seus mistérios e sua instabilidade — falou como se estivesse descontente, e Jacob olhou para as próprias mãos, desapontado e soltando o rosto dela — Mas uma única coisa nisso tudo não mudou: seu olhar intenso, frio e amargurado.
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  Depois de ouvir aquilo, Jacob sentiu-se irritado, um tanto frustrado e realmente desapontado. Aquela era a imagem que ela tinha dele e não havia mudado nada?
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  — Então resumindo… Para você eu me tornei ainda mais repulsivo do que já fui?
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  — Não foi isso o que eu disse… — justificava com um sorrisinho discreto de quem havia conseguido o provocar e continuou: — Você perdeu um pouco do seu ar sombrio, daquela figura antissocial que eu conheci… Mas seu olhar tão repulsivo continua o mesmo.
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  Black soltou um muxoxo sarcástico, e mordeu os lábios visivelmente irritado. Seu maxilar travado também indicava o quanto ele não gostou de ouvir as impressões de , e seus olhos já diminuiram formando as rugas na testa. Ela soube na mesma hora que ele estava a ponto de se levantar e a ignorar como fazia, mas travessa, começou a rir enquanto concluía sussurrando ao ouvido dele:
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  — E o problema é que eu gosto de coisas repulsivas, como esse seu olhar de que é superior, quando na verdade, sabemos que eu é quem sou.
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  — O quê? — Jacob então sorriu tímido sem olhar para ela, percebendo que havia caído na provocação da mulher e abaixando a cabeça. Então foi a vez de erguer seu rosto para que ele a olhasse.
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  — Tem mais uma coisa que mudou em você que eu gosto muito.
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  — E o que seria? — A cumplicidade entre seus olhares era intensa.
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  — Você aprendeu a sorrir de novo. Eu não sei por que você não sabia, mas escondia um sorriso solar incrível e lindo dentro das suas trevas. Um sorriso que eu quero para mim.
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   não acreditava no que havia acabado de confessar, mas era a verdade mais impulsiva que ela já havia dito. Black se aproximou devagar de , engatinhando pela própria cama e circundando a mulher até as suas costas, ele se sentou atrás de , recostado à cabeceira e a puxou contra se corpo, de forma que em um abraço íntimo, pôde se manter segura e escorada ao peito dele.
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  — Me deixa ficar assim? — Ele perguntou segurando-se para não beijar a mulher. — Você está gelada.
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  — E você quentinho. É irritante esse calor quileute! Me faz querer ficar assim mais vezes… — eles riam baixinho.
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  — Você pode me utilizar como seu cobertor quando quiser, mas nada te impede de se agasalhar sabe? Não que eu não goste de trocar esse calor contigo… — Jacob ouviu o risinho malicioso dela e ruborizou, pigarreando e se explicando: — Não foi isso que eu quis dizer…
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   riu um pouco mais achando fofa a reação dele.
  — Black, Black… Você está mudando da água para o vinho…
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  — Isso é ruim?
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  — Não. Eu gosto. Agora você até diz que eu posso me aproveitar do seu corpo quando estiver com frio! — gargalhou e ele a acompanhou, sem deixar de se sentir “enferrujado” com aquele tipo de conversa. — Mas eu prometo não abusar. Eu sempre tenho agasalhos no carro, mas eu acho que eu me esqueço de sentir frio de tanto que me sinto uma de vocês.
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  Black ajeitou-se melhor na cama e apertou o corpo de ainda mais em seus confortáveis braços. sorriu e ergueu os olhos para encarar o rosto dele, estavam tão próximos e os olhares tão diretos… Ela já não tinha aquele pudor de antes com Jacob. Em ato involuntário, encarou aos lábios dele, claramente sinalizando o que tanto desejava. Jacob também observava a ponta do nariz dela avermelhado pela baixa temperatura da noite, ouvindo piados das corujas na mata próxima da cabana e encarando com a mesma intensidade aqueles lábios convidativos da mulher. , de mansinho, ergueu um pouco o tronco, pensando se aquela barreira invisível entre eles realmente existiu. Jacob percebeu as intenções dela, mas não conseguia se mexer. Os olhos dela eram intensos, e os sentimentos dele estavam tão bagunçados e confusos, que Black mantinha-se imóvel para não cometer nada que pudesse se arrepender. Ainda não sentia-se pronto para indagar porque o peito frequentemente acelerava perto dela. tocou o rosto dele com uma das suas palmas frias, e só então ele notou que ela estava pronta pra tocar seus lábios com os dela.
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  — …? — O nome dela soou como uma dúvida no sussurro e olhar confuso dele. E aquilo foi um sinal para ela, de que não deveria ter se deixado levar.
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  — Desculpe… — Ela falou, ainda o encarando com desejo, e os lábios mal chegaram a roçar um no outro e a mulher foi se afastando. Desvencilhando dos braços dele, e se ajeitando para dormir.
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  — Eu não quis ser rude. — Ele falou preocupado em como ela poderia ter se sentido.
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  — E não foi. Eu é que me deixei levar… Está tudo bem, Jacob. — Ela sorriu amena, beijando o rosto dele e se deitando ao lado de Black, contudo, repousando o rosto no peito dele como se o pedisse para não sair dali. — Tudo bem ser meu cobertor por hoje?
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  Black assentiu e sorriu aliviado, deitando-se um pouco mais e puxando o corpo dela em um abraço protetor. Os dois adormeceram rápido e durante toda noite, Black era uma caverna aquecida, uma fogueira onde se mantivera presa. Por uma noite, se deu o direito de pertencer a ele. E ele, como se atendesse inconsciente ao pedido do corpo dela, não a privou de abraçá-lo. Não se deixou soltar dela. Por toda a noite.
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   não sabia o que viria naquela manhã após uma noite tão cheia de significados e ao mesmo tempo, sem definição alguma. Não sabia o que aconteceria depois, mas já não se importava. Pensar nos fantasmas que atormentariam sua mente era uma injúria maligna para alguém que recebeu a graça tão grandiosa de ter, o seu próprio lobo selvagem, domesticado.
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  Ao amanhecer, aquilo que ela pensou ser um sonho não era. acordou com calor, e olhando para cima vislumbrou o rosto de Jacob que, mesmo dormindo, parecia tenso, pesado… Como se ele estivesse sempre alerta. E estava. Lobos selvagens não têm sono profundo, porque é preciso que estejam atentos. Logo, ela soubera que para os quileutes também era assim. Contudo, apesar de compreender as memórias da noite passada antes de dormirem, não pôde deixar de sentir-se assustada ao se ver tão próxima de Jacob. Além disso, ela tinha nítida a cena do quase beijo. Ela tentou beijá-lo. Ela queria muito beijá-lo! Mas por que ele não correspondeu? Era unilateral?
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   encarou o peitoral atlético e esculpido de Jacob, sem perceber que suas mãos ainda estavam pousadas sobre ele, fechou os olhos e deslizou delicadamente a mão pelo peito de Black. Subitamente, um pensamento impróprio lhe ocorreu e a mulher desconfiada, e até decepcionada por não se lembrar do que lhe veio à mente, ergueu com cuidado o cobertor olhando por baixo. Aliviada, estava vestida e Jacob também. Ou melhor, não exatamente vestido, mas o suficiente para comprovar que depois daquele quase beijo, de fato nada teria acontecido.
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  Voltando a olhar para ele, Jacob ainda mantinha sua expressão séria e desacordada. Devagar, se desenroscou do aperto quente dos braços de Black. Vestiu seu hobby por cima da camisola e saiu do quarto a fim de melhor acordar. Precisava afastar também o calor incomum que sentia por estar nos braços dele. Na cozinha, ela preparou um café da manhã em agradecimento ao Billy e ao Black pela tão simpática hospedagem, e claro, também estava agradecida ao Jacob pela noite incrível com ele, mas esta era uma verdade que ela não o diria. Já havia falado e feito demais. Pensava de novo, no motivo pelo qual ele não tentou beijá-la de volta, até que Billy acordou e a encontrou na cozinha.
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  — Bom dia, .
  — Bom dia, Billy. Como passou a noite?
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  — Bem. E você? — Ao perguntá-la Billy sorriu e ergueu uma das sobrancelhas do mesmo jeito travesso que Jacob costuma fazer. Essa foi a primeira semelhança que notou em ambos.
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  — Dormi bem, sim. — respondeu e sorriu para o mais velho tentando não demonstrar alguma reação que a constrangesse.
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  — Que ótimo. Espero que o Jacob não tenha roncado muito em seu ouvido esta noite. Quando fica muito cansado, ele tem sonos perturbados. — Billy informou ainda sorridente e ambíguo, encerrando o assunto ao complementar: — Vou buscar alguns ovos.
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  — Eu posso ir. Eu preparei todos os que tinham mesmo.
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  — Não é preciso. Termine de preparar seu café especial. — Billy manteve um sorriso feliz e girou sua cadeira saindo.
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  E ficou observando-o por cima do basculante da cozinha, e inclusive, descobriu onde ficava o pequeno galinheiro: atrás da cabana, um pouco afastado. Não tinham muitas galinhas, via-se que era uma produção para consumo. Enquanto terminava de preparar a mesa do café, ela pensava no que o senhor Black quis dizer com “espero que Jacob não tenha roncado muito em seu ouvido”. Será que ele havia flagrado aos dois dormindo juntos? Será que ele pensava que aconteceu alguma coisa entre os dois? Ou pior… Jacob teria transmitido pensamentos por telecinese, a respeito do assunto para seu pai? Se fosse a última opção a certa, já sentia-se absolutamente irritada e traída com a probabilidade, embora, decidiu não acreditar que Jacob fosse capaz de algo assim. Ela estava distraída quando Black surgiu atrás de si, acordado. Ele a abraçou por trás e beijou o pescoço de , lhe dando “bom dia”. E logicamente, ela não esperava por aquela reação.
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  — Bom dia, Black.
  — Como passou a noite? — perguntou ainda abraçado nela e virando-a de frente para ele.
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  — Bem… E você? — respondeu um tanto desconcertada.
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  — Que bom que fui uma boa companhia então. — Ele disse com um sorriso sacana e encantador em seu rosto.
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  A cena era cômica e constrangedora: Jacob e ela abraçados como um casal. Os dois se encarando e sustentando um sorriso desbravador, quando à porta da cozinha surgiu Billy flagrando aos dois naquela aproximação bizarra. Billy arqueou a sobrancelha e olhava a cena curioso. Jacob notou a presença de alguém e virou o rosto para a porta dos fundos da cozinha, notando que seu pai sorria discreto, ao abaixar a cabeça. seguiu o olhar de Jacob e deixou o queixo se abrir em espanto e constrangimento.
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  — Essa cadeira tão silenciosa… — murmurou ela sem graça, e Jacob soltou um risinho em muxoxo.
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  — Já acordou, pai? — Black pronunciou sem jeito e totalmente envergonhado.
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   e ele se soltaram do abraço íntimo até demais, e ela retornou à tarefa de terminar de servir a mesa de café da manhã.
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  — Não. É só uma miragem sua. Ainda estou dormindo. — Billy dizia zombeteiro espreitando aos dois que pareciam muito constrangidos ao seu olhar paternal. — Mas não se preocupe, acho que você não é o único tendo miragens, filho. Acho que eu também tenho tido algumas…— Billy disse olhando Jacob nos olhos e pronunciando para antes de sair da cozinha: — Já volto. Sua mesa de café está realmente convidativa.
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   apenas assentiu num meneio de cabeça e depois que estavam sós, Jacob, desconcertado, pediu antes de ir atrás do pai:
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  — Me desculpe por isso. Não achei que ele estivesse acordado quando te vi na cozinha preparando o café.
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  — Tudo bem. — respondeu amena.
  Jacob saiu e pôde soltar a respiração que estava apertada, até que seu rosto esboçou um sorrisinho ladino discreto por achar fofa, a cena de Jacob constrangido diante do pai. Cada vez mais descobria e se encantava por suas peculiaridades. Mesa posta, ela rumou em direção ao quarto de Black para se trocar, mas no corredor interceptou um diálogo entre pai e filho ao qual ela espiou uma parte:
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  — Não é nada disso que você está pensando, pai.
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  — Não? É uma pena. Eu não me incomodaria nem um pouco.
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  — Do que está falando?
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  — É a , Jacob.
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  No momento em que Billy terminou de falar, Sue surgiu à porta chamando-os. correu para o cômodo de Jacob, mas ainda espreitou lá de dentro, atrás da porta a última frase do pai dele:
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  — E já está na hora, filho. — Billy disse e saiu em seguida.
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  Black estava sério e assim que o viu se aproximar, ela se afastou da porta. Ela mexia em sua mala quando Jacob adentrou calado.
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  — Está tudo bem, Black?
  — Sim. — Ele dizia observando-a mexer nas próprias coisas, e sentou-se em sua cama — O que vai fazer?
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  — Tomar um banho e depois do café ir para minha casa.
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  — Você não pode ir para casa.
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  — Por que não?
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  — É perigoso.
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  — Então você decidiu contar sobre ontem. — afirmou se aproximando da cama e de Jacob, atenta.
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  — Ainda não. — Ele se colocou de pé à sua frente. Mexeu nos cabelos da mulher e sorrindo, com olhar distante falou: — Mani.
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  — Nunca soou melhor. — Ela respondeu.
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  — Tenho certeza disso… Minha Mani. — Black divertia-se com isso.
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  — Olha que eu vou acabar me acostumando… — Ela afirmou sorridente, suspirando e fechando os olhos.
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  Sentiu um calor aproximando-se do seu rosto, mas não quis abrir os olhos. O hálito refrescante de Jacob bateu ao seu ouvido em forma das palavras: “é para se acostumar” e os lábios quentes de Jacob pousaram em sua face. Tudo executado o mais lentamente possível. Quando ela abriu os olhos, Jacob a olhava invasivo. distanciou-se pegando suas coisas e indo para o banho.
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  — Até logo… — Desnorteada pela ação que cada vez mais demonstrava a tensão e atração entre os dois, pronunciou baixinho e saiu deixando um Jacob indecifrável jogado à própria cama.
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   revisava os seus projetos que estavam guardados em uma pasta enquanto Jacob tomava banho, quando algumas chamadas perdidas piscavam no visor do seu celular.
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“Cinco chamadas não atendidas de Erick Jones”

  Em dúvida sobre o que o policial estaria buscando com aquele contato, o telefonou, mas sem sucesso. Erick não atendia à chamada. Pensou em tentar mais uma vez, porém, Jacob surgiu no quarto inteiramente molhado e enrolado em uma toalha. Black sorriu de modo sacana ao notar que estava hipnotizada o encarando. Aquilo tirou o foco da mulher que sorriu para ele e desviando os próprios olhos para a janela, tentou falar novamente com Erick, e de novo, não conseguiu. Ficou observando o celular em busca de alguma mensagem e preocupada com a anterior insistência de Jones. Teria acontecido alguma coisa?
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  — Aconteceu alguma coisa? — perguntou Jacob já vestido e aproximando-se dela.
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  — Não.
  — Parece aflita com seu celular. Alguém te ligou? — Insistente ao assunto, Jacob a encarava, mas não achava prudente dizer, e nem como, que a aflição chamava-se Erick Jones. Estava preocupada com o que Black pensaria a respeito daquele contato.
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  — Não, só alguns telefonemas desconhecidos. — Ela mentiu guardando o celular.
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  Black sorriu e os dois saíram do quarto, passando de mãos dadas pela sala onde estavam Sue e Billy conversando à porta.
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  — Bom dia, Sue.
  — Bom dia, minha querida. — A senhora Clearwater acenou sorridente e discretamente olhou para a mão de presa à de Black, e amena cumprimentou o rapaz: — Bom dia, Jake.
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  — Bom dia, Sue. — Jacob soltou suas mãos, e chegou perto de Sue depositando um beijo filial e muito carinhoso em seu rosto.
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  Sue intercalava os olhares dela para Billy, e Jacob, bem rapidamente como alguém que tentava compreender o cenário. O que aquelas mãos juntas dos jovens queriam dizer? Ela notou que e Jake mal deram-se conta do que faziam, como se fosse um gesto automático, portanto, lançou novamente um olhar surpreso e curioso ao Billy, que lhe deu de ombros ao entender a dúvida da amiga. Sue nem precisou prolongar sua investigação ocular e discreta na observação do casal jovem, porque Jacob, em seguida, involuntariamente, confirmou a ela o que estava pensando. E mesmo que estivesse errada, não adiantaria: Sue já torcia para que aqueles dois ficassem juntos de verdade. Soltando-se do abraço com Sue, Black caminhou até , novamente pegando sua mão entrelaçando-a com a dele e guiando Mani até a cozinha, convidando a mais velha:
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  — Tome café conosco, Sue! quem preparou tudo!
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  Jacob falou sem esconder uma animação incomum, e lançou sobre um abraço de urso todo feliz e orgulhoso. sorriu sem jeito para Sue, quando viu o semblante da mais velha lhe encarando com o típico sorrisinho sábio e malicioso que ela já havia visto também em Billy anteriormente.
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  — Obrigada Jake, mas há três lobos famintos em minha casa que eu alimente. Logo eles acordam. Desculpe, , fico te devendo um café da manhã preparado por você.
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  Sue sorria animada e orgulhosa, passando a mão de forma simpática nos ombros da garota que ainda estava meio abraçada por Jacob que não lhe soltara.
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  — Ah, tudo bem. Eu entendo. — falou baixinho, tão sem graça quanto quase sufocada por Jacob.
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  — Fica para outra vez. Sem dúvidas não faltarão oportunidades. — Sue completou olhando para Jacob e ela. E entendendo o que ela disse, Black pigarreou, finalmente soltando-se da . Billy e Sue mais uma vez, entreolharam-se cúmplices e se despediram. — Até mais, garotos!
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  — Até mais, Sue. — Jacob e disseram uníssonos.
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  Assim que a Clearwater saiu, Billy, Jacob e foram à cozinha tomar café. Na mesa não havia muito o que falar. estava um tanto abalada com aquela aura de manhã entre namoradinhos adolescentes, e que nem mesmo era real. Billy olhava aos jovens adultos à mesa de um modo sorridente que assustava a mulher e Jacob encarava, sério, ao pai. Mentalmente, os dois dialogavam um contra o outro: Billy o provocando e Jacob ficando ranzinza com o pai.
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  O café da manhã seguiu tão rápido quanto em silêncio, entretanto, não era um clima desconfortável para os três. Na verdade, a convivência entre eles parecia bem natural. E foi quem quebrou o silêncio após terminar seu desjejum.
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  — Sem querer ser má educada, muito obrigada Billy e Jacob, mas eu preciso ir.
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  Os dois olharam-se em dúvida. Na verdade, Jacob trocou um olhar duvidoso com Billy. Ele ainda estava preocupado com a mulher sozinha no bairro Kalil.
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  — Tudo bem, . Jacob a leva para casa, mas tem certeza que não quer ficar mais um pouco?
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  — Eu agradeço, mas eu tenho que ir para a farmácia e terminar alguns estudos… Ah… Isso me lembra de que… Billy…
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  — Sim?
  — Como sabe, estou no meio do projeto de construção do meu laboratório com investimento dos Vincent. E eu pensei em… Quero dizer, eu gostaria de saber se é possível que eu o construa pelos arredores de La Push, não só se você como chefe da reserva permitiria quanto como, se há um lugar disponível para isso… — Ela falou e notou que Billy franziu o cenho um tanto silencioso e pensativo e logo foi voltando atrás: — Mas eu entenderei perfeitamente se não puder.
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  — … Eu lamento, mas… Isso implicaria em… — Billy pausou e tentou uma negativa empática e didática: — Imagine se eu deixo você construir dentro da reserva e outras pessoas saibam… Eu já impedi muitas pessoas de trazer qualquer tipo de comércio ou empreendimento para cá, e embora eu confie em você, isso me faria perder a razão diante os outros. Apesar de ser uma região vasta, esta é a nossa casa. E a nossa casa é uma reserva ambiental e histórica. Você compreende?
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  — Entendo. Imagine, Billy! Eu compreendo! Já havia permeado em minha mente que não seria possível, mas não custava ter certeza.
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  — Por que quer construir seu laboratório por aqui? — Billy perguntou genuinamente curioso.
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  — Eu me sinto muito bem em La Push. Seria incrível trabalhar por ali, e eu estaria mais próxima a vocês… — justificou sorrindo — Estou ficando um pouco dependente dos ares da reserva. — Ela disse e ficou ruborizada em como o comentário poderia soar, e ainda mais sem graça quando viu que Jacob sorria satisfeito a encarando.
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  — É compreensível, afinal você é tão solitária onde mora… — Billy sorridente depositou um olhar compreensivo sobre ela, e tentando ser discreto olhou para Jacob que parecia querer perguntar algo.
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  — Por que não se muda para cá? — Black falou, tomando certa coragem.
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  — Seria legal, mas não dá, Black. Eu comprei um elefante branco.
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  Billy e Jacob olharam-se de novo compartilhando pensamentos, dessa vez, concordantes e então Black levantou-se da mesa se prontificando a ajudá-la:
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  — Bem, então eu vou pegar as suas coisas. Tem certeza que não quer ficar por aqui mais um pouco?
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  — Se você me falasse o que eu quero saber, quem sabe? Fora isso, eu não vejo problema de voltar para minha casa.
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  Jacob suspirou contrariado e seguiu ao seu quarto para pegar as coisas de Mani. Um pouco depois, eles já estavam dentro do carro, a caminho do Kalil.
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  — Black… Só me responde uma coisa?
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  — Hm?
  — Como chegou tão rápido à minha casa ontem?
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  — Por coincidência, eu estava por perto.
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  — Fazendo o quê?
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  — Então agora eu te devo explicações? — Jacob disse em tom divertido.
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  — Você me deve muitas explicações, Jacob Black. — Devolveu a brincadeira em tom óbvio.
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  — Eu voltava de uma entrega. Fui à Silverdale entregar uma mesa que esculpi.
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  — Ah… E a oficina?
  — Com os últimos acontecimentos eu dei uma parada, mas a obra já está pronta. Falta só a pintura e a decoração.
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  — E onde ela fica?
  — A dez quilômetros da saída de Forks.
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  — E quando você vai me levar lá?
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  — Quando você quiser. — Ele disse feliz e encantador. — Quer que eu a deixe em casa ou na cidade?
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  — Estou atrasada, mas preciso pegar meu carro antes de ir para a cidade.
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  — Se quiser eu te deixo lá e levo seu carro depois.
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  — Não tudo bem. Não precisa se incomodar.
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  — Não é incômodo. Vou fazer isso, tudo bem?
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  — Tudo bem… — respondeu com uma expressão admirada e um sorriso simpático pelo gesto gentil dele: — Eu agradeço.
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   entregou a chave da casa para Black e ele a deixou na cidade, em seguida, então a mulher abriu a farmácia e tirava a poeira da vitrine de vidro quando avistou Erick entrando na lanchonete. Certamente iria tomar café da manhã. Ela recordou-se das ligações dele e novamente tentou falar com o policial por telefone.
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  — Alô? Erick, bom dia. É a . Aconteceu alguma coisa?
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  — Bom dia . Por quê?
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  — Você me ligou várias vezes…
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  — Ah sobre isso… Eu gostaria de conversar com você. Pode ser?
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  — Claro. Estou na farmácia.
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  — Daqui a pouco passo aí.
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  Cerca de quinze minutos depois, Erick saía da lanchonete e chegava calmo à farmácia.
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  — Olá . Como vai?
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  — Bem, e você?
  — Seguindo… — Erick pronunciou um pouco misterioso e calado, prostrando-se escorado ao balcão da farmácia.
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  — E então, o que houve?
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  — É que… Ontem houve alguns ataques nas proximidades de Kalil e eu te liguei porque estava preocupado. Fui à sua casa, mas você não estava lá.
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  — É, eu fui para a reserva. Aconteceu algo estranho ontem e eu liguei para o Jacob que por sorte estava por perto.
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  — O que aconteceu?
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  — Acho que iam assaltar ou invadir a minha casa. Eu não sei bem o que aconteceria, porque felizmente não deu tempo. Eu me desesperei com a situação, e por sorte o Jacob chegou bem rápido.
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  — Sabe que pode me chamar se precisar, não sabe?
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  — Obrigada, Erick… Eu não te liguei porque… As coisas estão estranhas conosco não é? Além do mais, eu fiquei bem assustada e o Black foi a primeira pessoa em quem pensei para pedir ajuda.
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  — Bem… Sobre isso… Digo, sobre nós dois… Eu te peço desculpas. Tenho sido muito idiota com você. Mas eu ainda sou policial, e seu amigo, se permitir. Pode me telefonar em ocasiões como essa, . É o meu trabalho te proteger.
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  — Tudo bem… Espero não ser necessário, mas na próxima, eu conto com você. — Ela falou sorrindo e antes que um silêncio por falta de assunto se instaurasse, o perguntou: — E o bebê?
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  — Que bebê? — Erick perguntou confuso, se erguendo um pouco do balcão e ficando tenso.
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  — Achei que sua namorada estava grávida.
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  — Jessica? Desde quando?
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  — Já faz tempo desde que ela me falou.
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  — Ela te procurou? — Erick àquela altura estava visivelmente nervoso com a informação dada por .
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  — Não necessariamente. Ela veio comprar um teste de gravidez.
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  — O quê? Mas… Quando?
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  — Ah não lembro, mas foi no mesmo dia em que você veio aqui e, abusado, me roubou aquele beijo. Acho que já se passou um mês. Desculpe pela notícia, Erick… Eu achei que já soubesse.
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  — Tudo bem, deve ter sido engano dela. Ela me falaria se estivesse grávida.
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  — Falaria! Com certeza!
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  — Nós terminamos há algum tempo. — Erick justificou um tanto ansioso pela reação de .
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  — Sinto muito. Vocês eram mesmo perfeitos um para o outro. — Sorriu, apesar do tom de ironia.
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  — E você, o que achou das flores?
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  — Flores? Espera… Foi você quem mandou aqueles arranjos?
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  — Sim. Gostou?
  — Claro. São lindas. Mas… Por quê?
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  — … — Jones suspirou e se aproximou devagar do corpo de , que estava parado à sua frente, e com cautela, Erick tocou o rosto de fazendo-lhe um carinho delicado — Não consigo ficar longe de você. É torturante.
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  — Não, Erick. — o afastou com singeleza, mas de modo certeiro — Por favor, não. Não cometa o mesmo erro.
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  — Desculpe, eu não te beijaria sem seu consentimento, mas estou sendo sincero. Eu acho que me apaixonei de verdade por você e eu espero que…
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  Um som oco e alto de motor os assustou, interrompendo Erick. Os dois olharam para a porta da farmácia e Jacob apareceu entrando na loja. sentiu-se surpresa e indagando-se mentalmente se ele teria visto que o Erick tentou beijá-la. Black e Jones ficaram encarando um ao outro, em silêncio. Jacob o olhou de cima a baixo e em seguida observou o cenário. Ele estava perto de e os dois pareciam estar em uma conversa tensa. Já Erick, sentiu-se enraivecido por ser de novo “aquela gente” entre ele e . O desprezo era palpável entre os dois: o lobo e o homem.
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  — Suas chaves. — Jacob estendeu as chaves do carro e da casa de em direção a ela, que as pegou ainda um pouco preocupada — Nos vemos depois?
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  — Claro que sim, Black. — Ela sorriu abertamente para ele.
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  Então Jacob sorriu de volta, e ignorando a presença do policial se aproximou mais da mulher, abraçando-a de um jeito apertado e lhe deixando um beijo no pescoço. “Que mania era aquela agora?”, pensou. Se era para a enlouquecer, não só estava conseguindo como a mulher também estava aderindo àquela louca atitude, e mordeu o ombro dele, como havia feito antes. Aquilo parecia estar tornando-se um “cumprimento de despedidas” entre os dois. E tal como eles, impetuoso, ardiloso e de certo modo, selvagem. Jacob sentiu os dentes de roçando seu ombro, apesar da camisa, em um gesto lento e sedutor, e olhou para ela sorrindo provocante.
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  — Eu também estou gostando e me acostumando com isso… — sibilou baixinho para que só ela escutasse e então a soltou, virou-se para Erick e antes de sair, educado disse: — Passe bem, senhor policial.
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  Erick demorou um pouco para voltar a olhar na direção de , depois que presenciou a cena dos dois. Estava nítido, não estava? Ela havia mesmo se envolvido com o quileute.
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  — Bem, espero que as flores possam tê-la convencido a me perdoar. — Erick proferiu após encarar a rua por um tempo silencioso.
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  — Tudo bem. Acho que podemos recomeçar do zero, como amigos. Não gosto de parecer uma ingrata com você que tanto me ajudou quando cheguei. Além disso, embora seus defeitos sejam … Enfim, eu gosto de você, Erick.
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  — Não acho que tenha sido ingrata, apenas ingênua com suas escolhas.
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  — Erick…
   o chamou como se fosse iniciar uma discussão, e o policial ergueu as mãos em postura de rendição e interrompendo-a:
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  — Tudo bem. Eu fico calado.
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  — Sobre o ataque… Pode me dizer o que era?
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  — Não sabemos. Essa vítima apresentava os mesmos sinais no corpo que a maioria das vítimas de alguns anos atrás.
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  — Como assim? Que sinais?
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  — Foi assassinada como todas as outras vem sendo, mas dessa vez o corpo estava inteiro. Não parece que um urso ou lobo selvagem possa ter feito algo. É coisa de gente.
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  — Então, esse ataque, diferente dos outros não foi por um animal?
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  — Não tem nenhuma pista que leve a isso. Ainda aguardamos o que perícia dirá.
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  — E quem foi o atacado?
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  — Marcos Swood. Um rapaz de dezessete anos. Poucos conheciam. Dessa vez não era turista, nem alpinista. O pai disse à polícia que ele estava voltando da praia com a moto.
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  — Bem… Eu ficaria satisfeita de que me mantivesse informada sobre esses assuntos. Por precaução.
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  — Certo, eu aviso se algo ocorrer. Talvez você devesse colocar câmeras de vigilância na sua casa, .
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  — Hm… Não havia pensado nisso. É uma ideia.
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  — Bom, tenho que ir. Tenha um bom dia. — Ele se aproximou de novo mencionando um abraço de despedida e correspondeu.
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  — Até mais, Erick.
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  — Bom poder falar com você novamente. — ele disse baixinho no ouvido dela e saiu.
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Capítulo Quinze – O que está acontecendo entre nós?

  O dia seguiu como tantos outros: pacato. Steve pegou o turno da tarde e foi para casa. Ela concentrou-se nos planos de seu laboratório e, procurando pela internet, encontrou um ótimo lugar para construí-lo. Decidida a não perder aquela chance, foi atrás do vendedor, mas o terreno já estava vendido. E como havia reservado aquele momento para a tarefa, optou por vagar em busca de outros possíveis terrenos em Forks. Após muita procura, sem sucesso, a fome lhe indicou o momento de pausa. Frustrada, ela retornou para sua casa e dedicou-se ao jardim, que estava sendo destruído por lagartas, desde que a mulher não tinha tempo para se dedicar a ele ultimamente. Enquanto tratava-o, ela observou como aquelas lagartas estavam gordas, realmente enormes. Insetos que pareciam monstros. De repente, indagou-se, “Tudo em Forks sempre nos remete a monstros?”. Felizmente, se elas eram enormes lagartas, logo, seu jardim estaria repleto de lindas e grandes borboletas.
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  Todo aquele cuidado com o jardim era, de fato, necessário. fora bastante relapsa com as suas plantas que morriam, aos poucos. O que era para ser um lindo canteiro de vida estava a ponto de se tornar um cemitério de flores, com exceção das suas plantas de estudo que mantinham-se em um ponto de sua casa, mais artificial e protegido. Aquelas sim, eram as plantas pelas quais dedicava-se sem se descuidar.
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  Depois de regar flores mortas, a mulher permaneceu observadora ao analisar a fachada da própria casa. Por mais que a pintura fosse nova, tudo ali era sombrio. Um jardim fraco que mal florescia, um casebre velho que em tudo rangia e soava ventos solitários e assustadores. Nem o cheiro de lá era bom… Era uma mistura de floresta e bolor. Parecia que a vida não gostava de se manter em Kalil. E ela começava a sentir uma repulsa forte por aquele lugar. Ficou ainda mais pensativa a respeito da última conversa que tivera com Erick: “Onde será que ocorreu o ataque? Seria perto demais da minha casa? Aquele homem na minha porta teria alguma coisa a ver com o assassinato? Era um homem? O que Jacob viu? E qual era o nível de perigo que eu corria agora?”, tantas perguntas sem respostas martelavam em sua cabeça.
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  Por fim, ela entrou em casa e após tomar banho retornou aos seus estudos da alga marinha encontrada em La Push. descobrira há algum tempo que a planta continha um poder muito alto de antídoto para veneno. Fizera alguns testes de reação com algumas substâncias tóxicas e naturais, e à maioria delas, o sumo da planta combatia. Sua intenção era desenvolver no seu laboratório, uma fórmula medicinal com o sumo da planta. E também, descobriu que a própria alga recém-retirada da água, quando em contato com a pele produzia enzimas capazes de acelerar a cicatrização de queimaduras e cortes na pele humana. Era uma excelente, valiosa e revolucionária descoberta! Se Hernando e Julian sabiam daquilo, ainda não tinha conhecimento. Os irmãos lhe diziam que Sue ajudou-os muito em seus estudos, mas Sue não reconheceu a alga quando mostrou a ela no dia em que a recolheu, e portanto, talvez fosse uma grande descoberta científica e inédita.
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  Por cerca das sete horas da noite, Jacob telefonou para a casa dela e ela atendeu com uma voz mansa de quem estava contente e contida por ouvir a voz dele:
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  — Oi Black, já está com saudade? — brincou ela referindo-se ao fato de que há um dia estivera com ele.
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  — Posso dormir aí? Estou preocupado com você. — Surpreendendo-a não só com seu tom sério, como pelo pedido repentino, Black também a deixou preocupada.
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  — Está ciente dos ataques, não é? — Ela o perguntou não obtendo resposta, e após um breve silêncio, respondeu-lhe: — Não aconteceu nada até agora, mas pode vir sim.
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  O ataque que Erick disse ter acontecido perto da casa de já a apavorava, mas depois de falar com Jacob e perceber o quão sério ele estava, seu medo apenas piorou. E foi amenizado apenas quando seu lobo favorito chegou.
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  — E aí, como você está? — Jacob perguntou assim que entrou em casa.
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  — Confesso que a cada dia que passa eu tenho mais vontade de sair desse casebre.
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  — Por quê? Aconteceu algo?
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  — Você deve saber, não é? Ontem teve um ataque. Aqui por perto. Erick veio à noite para saber como eu estava e ele estava me contando mais cedo, quando você o viu lá na loja…
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  — Falando nisso… Vocês dois… — Jacob buscava as palavras.
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  — Nós?
  — Voltaram?
   não gostou da indagação. Sentiu-se brava pela pergunta, de um modo mais emocional do que racional, pois sabia que ela e Jacob não tinham nada. Na verdade, ela não sabia bem o que ou que nome dar ao que sentia por Jacob, mas estava claro que alguma coisa mexia com os dois e apegava-se àquilo. Embora se apegar a uma ideia vaga de sentimento não fosse tão inteligente.
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  — Como pode me perguntar isso, Black? — Devolveu-lhe, irritadiça.
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  — Ele tentou te beijar.
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  A voz de Black sequer tremeu. Era de uma certeza de alguém que presenciara a cena. arregalou seus olhos em surpresa enquanto o quileute lhe encarava, sisudo. E aquilo causou nela um pequeno temor de que a barreira antiga se erguesse novamente, mas isso era algo que ela não deixaria acontecer.
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  — Você viu…
  — Sim, eu vi. Por que não deixou ele te beijar?
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  — Queria que eu tivesse deixado?
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  Os dois fizeram silêncio e não deixaram de prescrutar os olhos um do outro, quase apostando que havia ali, uma aura de ciúme e medo do que ouviria. tentava descobrir o que Black sentia, no entanto, mal sabia que o lobo tentava o mesmo, não apenas sobre ela, mas sobre si.
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  — Só quero saber se não o beijou porque me viu, ou se há algum outro motivo…
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  — O quê…? — Ela sibilou incrédula e mais irritada ainda por esperar que Jacob já soubesse do óbvio, que tampouco ela sabia, respondeu rudemente: — Eu não deixei ele me beijar porque eu não quis!
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  E se levantou indo até a escrivaninha da sala, onde trabalhava numa espécie compacta de seu “escritório”. A mulher começou a guardar as suas pastas, sendo visível os gestos de quem estava brava e já não falava nada. E mesmo escutando os passos pesados de Black em sua direção, não desviou ou tentou evitá-lo. Apenas o ignorou, concentrada em organizar aquela escrivaninha.
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  — … — Black chamou-a baixinho, bem perto do corpo dela, porém sem tocá-la. Apesar de imóvel, ela não se virou para o encarar, estava respirando de modo ofegante, zangada, mas teve suas pernas enfraquecidas quando ele de novo, sussurrou a chamando: — Mani…
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  — O que foi, Black? — perguntou um pouco grosseira apoiando as mãos na mesinha e respirando fundo.
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  — Eu… Falei alguma coisa errada?
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  — O quê? — Ela se virou ainda mais eufórica: — Você não pode estar falando sério!
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  — , se acalma! Você está tendo uma atitude exagerada! Foi só uma pergunta!
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  — Não, Black! Não foi só uma pergunta! Foi a pergunta mais cretina que você poderia ter feito a mim!
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  — ?! — Jacob estava assustado e tentou pegar a mão dela, mas se esquivou e foi andando até a cozinha.
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  — Olha aqui seu lobo peludo e irracional! Se você não sabe o que disse de errado, então esquece! Não quero falar sobre isso!
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   caminhou até a cozinha segurando-se para não ter a ridícula atitude de bater em Black, afinal, não adiantaria nada. sequer teria forças contra ele, além do quê, seria ainda mais ridículo do que o xingamento infantil que ela acabara de proferir. Jacob, no entanto, seguiu-a, sorrindo:
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  — Lobo peludo e irracional? — Ele perguntou tentando disfarçar uma risada, mas ela permaneceu séria e concentrada nas panelas que usaria. Ao perceber que alguma coisa muito estranha estava acontecendo, Black a pegou delicadamente pelo braço, de forma que pudesse olhá-la nos olhos. — ? O que houve?
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  — Nada… Me desculpe… Esquece isso.
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  — ?
  — Ai, tá certo! — resmungou diante a postura insistente de Jacob — Por que você me fez uma pergunta daquelas?
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  — Eu… Só queria… Não… Precisava saber.
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  — Precisava? Por quê?
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  — Não sei! Não sei! Eu vi os dois lá… Eu achei que… Não sei, me desculpe! — Jacob atrapalhou-se nas palavras até organizar melhor as justificativas: —Depois que vi vocês dois juntos na farmácia e a tentativa dele de se aproximar, eu precisava saber se você só não o queria por perto, ou se não era o momento.
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  Enquanto lhe explicava, Black andava de um lado para outro evitando encará-la. Como bem sabia ele, não tinha nada com a mulher capaz de justificar seu acesso do que parecia ser “ciúme”, nem mesmo declarações. Entretando, os dois tinham uma noite passada. Um noite onde ficou bem claro que não existia apenas o Jacob e a . Depois daquela noite, onde eles apenas compartilharam a temperatura de seus corpos e nada mais, ele achava que ficou esclarecido que, a partir daquele instante, se tratava de Jacob e . Juntos. Dois. Dupla. Não era como antes, duas pessoas separadas, desconhecidas e distantes. Alguma coisa os unia, se não a proximidade ou a amizade, alguma outra coisa. E tanto Black quanto estavam certos de que aquilo tudo precisava ser esclarecido. Afinal, ambos estavam apegando-se aos sentimentos vagos. Não era somente uma falha de .
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  — Black… O que está acontecendo conosco? Você também percebe que há algo…?
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  — Do que você está falando precisamente?
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  — Da noite passada, Jacob! Nós dormimos juntos e mesmo que não tenha acontecido nada além de só dormir abraçados, não podemos negar que a nossa relação mudou. E desde então eu estou cheia de dúvidas sobre nós… Por que você agiu comigo daquela forma? Por que essa manhã tudo estava tão… Diferente?
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  — Eu não sei, sinceramente, . Não sei nominar e nem explicar essas mudanças. E também não quero, não por enquanto.
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   ficou frustrada. Ouvi-lo dizer que não queria saber, era o mesmo que não aceitar o que ela dizia. E para a mulher, teria sido melhor o silêncio dele. “Não quero saber”, aquilo era algo positivo? Na concepção de , não. Black estava a afastando, então ela não emitiu som algum, não demonstrou feição alguma. Agiu no máximo que pôde, naturalmente. Se ele não demonstrara importância ou interesse nas oscilações que havia entre eles, ela também não mostraria! E ao perceber o silêncio de , Jacob voltou a se pronunciar na expectativa das reações dela, mas a mulher relevou, fingindo uma distração com qualquer coisa desimportante.
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  — ?
  — Sim?
  — Está tudo bem?
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  — Está!
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  — , eu não quis parecer um cafajeste… Ontem foi… Aquele nosso momento, a cumplicidade é maravilhosa, eu só…
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  — Black, tudo bem. Não temos que falar nisso. — Ela interrompeu o ignorando.
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  — Temos sim… Me deixe explicar. — pediu e ela o encarou, insatisfeita, e Jacob continuou: — É que eu tive um vínculo com uma pessoa, embora, eu não sinto mais nada… Nem sei se senti. É confuso… É que… Você é especial, desde você eu já não sei qual a razão desse sentimento antigo, e tantas coisas foram mudando…
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  — Black! Eu não tenho a menor ideia do que você está falando. Não precisa explicar… Até porque nem mesmo você sabe o que dizer. — declarou duramente, e os dois ficaram uma brevidade em silêncio, apenas se olhando, até ela mudar o assunto: — Vou preparar algo para comermos. Alguma preferência?
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  — Não… Eu te ajudo.
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  E o assunto encerrou-se. Enquanto preparavam lado a lado o jantar, durante todo aquele período eles permaneceram em constrangedor silêncio, rompido apenas quando estavam servindo seus pratos e jantando, de fato. Black observou-a levando a garfada à boca, sem o encarar, e incomodado, deu voz a dissipar o clima:
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  — Eu preparei uma coisa para fazermos amanhã…
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  — O quê?
  — Se lembra que você prometeu me mostrar seus dotes de motoqueira rebelde? Que tal amanhã? — Jacob sorriu e o acompanhou, finalmente.
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  — Seria uma boa, mas… Não tenho uma moto.
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  — Mas eu tenho. Duas. E amanhã bem cedo nós vamos pilotar.
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  — Eu tenho turno na farmácia às oito.
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  — Prometo ser pontual.
  O assunto realmente aliviou os momentos anteriores, mas depois da decisão eles jantaram calados, observando um ao outro. Pensativos, cada qual em suas próprias neuroses, arrumaram a cozinha juntos. Com o dito e não dito, percebeu o quanto tudo aquilo era torturante, pois antes havia uma barreira e os dois mal se falavam, porém era suportável. Mas ali, naquele instante onde ambos já sabiam da importância um do outro… Todo aquele afastamento era dilacerante. No corredor, indo aos quartos para dormir, eles pararam em frente à porta do quarto de , e ainda abalados, se despediram estranhamente.
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  —
  — Boa noite, Black. — Ela virou-se para entrar.
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  — , espera! — Black a segurou — Eu estraguei tudo não é?
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  — Não. Está tudo bem, estragar o que, não é mesmo? Boa noite.
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  Tentou sair, mas Jacob ainda segurava sua mão, com mesmo tom de voz e postura de insistência:
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  — , por favor… Não vamos ficar assim, estranhos.
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  — É, Black… Você bagunçou bastante, sim. Você me bagunçou e revirou o que quer que estava indo bem entre nós… — dissera, se controlando para não deixar lágrimas revoltadas caírem.
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  — Me deixa ao menos tentar me explicar melhor?
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  — Não. Não, Black. Eu estou cansada, com sono. Amanhã nós conversamos sobre isso se for realmente necessário.
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  Finalizou ela, após dar um beijo de despedida ao rosto dele e entrar em seu quarto para dormir. Depois de tudo aquilo, só queria adormecer e não pensar em dúvida alguma.
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[ —– ]

  Ela despertou na manhã seguinte, junto aos primeiros raios solares. Jacob, apesar de levantar cedo, ainda não estava acordado, uma vez que não o encontrou no térreo da casa. Ela abriu a porta da casa, observando o início do dia ainda um pouco nublado de sua varanda. A entrada daquele casebre naquele horário proporcionava uma bela visão do nascer solar sobre a copa dos pinheiros. Como se o Sol se ocultasse na densa mata à frente. Enquanto inspirava a brisa matutina — com agradável cheiro de orvalho e uma pequena pontada desagradável de bolor — ela se recordou de que, raras vezes, apreciara aquele momento lindo em sua quase “cabana dos horrores”. Ela observou o assoalho de madeira da varanda, repetindo de modo automático, um gesto que sempre fazia na intenção de perceber a presença dos animais selvagens. Porém, aquele gesto, já não causava as mesmas sensações. As sensações da misteriosa proximidade dos lobos. Porque naquela ocasião, já sabia de tudo. E ali, observando o seu piso coberto de poeira e nenhum pelo, a mulher imaginava qual seria a razão dos quileutes não mais lhe protegerem, se ainda havia perigos. Perigos do tipo que faziam Erick procurá-la de madrugada para a alertar e ela ter que pedir socorro ao Jacob.
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   entrou novamente à sua casa, preparada para iniciar a manhã com uma deliciosa xícara de café. Enquanto ela terminava a montagem do sanduíche com pasta de amendoim, que Jacob tanto gostava, ele surgiu à porta da cozinha. Os dois ainda não sabiam ao certo como agir depois daquela noite cheia de tensão. Sentiam-se envergonhados por dizerem tanto ao não dizerem nada.
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  — Bom dia, Black. — Ela rompeu o silêncio com um cumprimento e um sorriso — Dormiu bem?
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  — Bom dia, . Dormi, e você?
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  — Mais ou menos.
  Ela respondeu simples, e Jacob se aproximou da bancada sentando na banqueta ao lado dela. Ela estava de pé, e Jacob virou o banco de forma que sentado, ele ficasse de frente para e o corpo dela posicionado entre as pernas dele. O lobo a observava de forma intensa, analítico ao que poderia absorver sobre que humor ela tinha naquela manhã, e embora silenciosa, sentia o olhar dele queimando sobre si.
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  — Coma. — Ela disse, apontando para a mesa posta.
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  — Pasta de amendoim? É o meu favorito. — Jacob falou pegando o sanduíche e, ainda fugia do olhar dele servindo-se de mais uma xícara de café.
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  — É… Eu sei que é. — Concordou sentando-se ao lado dele e mantendo-se em silêncio.
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  — … Sobre ontem…
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  — Black. — Finalmente o olhou à face, e interrompeu o que ele diria, e suspirou antes de declarar: — Não sei se eu quero falar sobre isso.
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  — Mas, Mani… Eu quero explicar. Eu preciso.
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  — E eu não quero ouvir! Não agora!
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  — Nós temos que falar disso! — Jacob foi um tanto enfático, tal como ela.
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   tornou os olhos para sua xícara, negando com a cabeça e bufando ao abaixar a cabeça. Black fechou os olhos arrependido por seu tom um tanto impetuoso, e reclamou:
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  — Já estamos discutindo de novo.
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  — É isso que estou querendo dizer… Não estamos preparados… Na verdade, nós não temos nem mesmo motivo para isso tudo. Temos? — falava ainda encarando a bancada.
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  — Temos! — Black proferiu certeiro, e com singeleza ergueu o rosto dela para si ao tocar o queixo da mulher. — Mas concordo que podemos esperar para esclarecer qualquer coisa quando estivermos um pouco menos afetados emocionalmente.
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  — Ótimo! — Ela declarou e olhando para o relógio da cozinha na tentativa de afastar a mão dele de seu rosto, percebeu: — E então… Ainda vai dar tempo?
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  Black encarou ao relógio também, e tocou-se de que precisariam ter saído bem mais cedo.
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  — Nossa! É mesmo! Perdemos a hora… Eu deveria ter levantado mais cedo.
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  — Eu também me esqueci do passeio… Me desculpe. — pediu ela.
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  — Tudo bem. Nós dois fomos dormir tarde.
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  — Quando pode ser?
  — Quando você quiser, Mani.
  — Que tal amanhã? É sábado e eu não vou trabalhar.
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  — Às sete?
  — Pode ser.
  — Até lá então. — Jacob concluiu, e beijou a testa dela já se levantando para sair.
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  — Espera, Black… Aonde você vai?
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  — Embora? — Ele respondeu, com um sorriso calmo.
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  — Ah… Tá… Achei que íamos sair juntos…
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   mencionou um tanto confusa, porque apesar de tudo, queria passar mais tempo com ele, e constatar aquilo só deixava-a ainda mais perplexa com os próprios sentimentos. Ela passou a mão à nuca, virando o restante de seu café em um único gole ansioso. Jacob começou a rir, de modo discreto e fraquinho, como alguém que acha a situação engraçada e ingênua. Sacudiu a cabeça de um lado ao outro em negativa, e encarou a mulher sentada na banqueta do lado, um tanto resistente entre ser “durona” ou pedir pra que ele ficasse.
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  — Ah … Você me perturba tanto… — declarou.
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  Atenta, virou seu rosto para encarar o dele, acima de sua cabeça, e foi surpreendida com os braços fortes de Jacob passando ao redor de sua cintura e a erguendo dentro de um abraço apertado, porém, acolhedor. Jacob deixou um beijo casto no pescoço dela, e , deixou um beijo indeciso ao ombro dele. Haviam então, se despedido, como sempre faziam. Ela o acompanhou até a porta e em seguida, preparou-se para mais um dia de trabalho.
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Capítulo Dezesseis – Entre homens…

  Um pouco mais tarde, naquela manhã, Erick surgiu na farmácia para deixar espalhados alguns cartazes de “procurado” nas paredes do estabelecimento como fizera por toda área comercial de Forks.
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  — Estes são os suspeitos dos ataques? — perguntou observando os rostos impressos nos papéis.
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  — Não. São assaltantes que tem importunado alguns alpinistas…
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  Ele iria contar um pouco mais sobre o caso dos ataques, mas a presença de uma das irmãs Parker adentrando o ambiente lhe chamou a atenção. revirou os olhos, em sinal de nenhuma paciência, e se preparando para caso aquela fosse outra tentativa de lhe implicar. Mas Daniela apenas a ignorou, sendo diretiva ao policial:
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  — Bom dia, Erick. — Abraçou-lhe — Sumiu lá de casa, por quê?
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  — Daniela… Você sabe que não faz muito sentido, não é?
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  — Jessica está desesperada para falar com você. — A irmã mais nova dava o recado, e o policial encarou-a, de certo modo preocupado.
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  — Aconteceu alguma coisa?
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  — Aconteceram muitas coisas, não é, Erick?
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  — Bom. Ela pode me telefonar e sabe disso.
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  — De todo modo… Por que não passa lá em casa? Essas conversas devem ser feitas pessoalmente, não acha?
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   apesar de pequena curiosidade, atentou-se somente em seu trabalho como se estivesse sozinha na loja. Contudo, desconfiava de que Jessica estivesse grávida de Erick, como a mesma declarou semanas antes.
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  — Tudo bem, Daniela. Diga à Jessica que pela noite, ao fim do meu expediente, eu estarei lá.
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  — Claro!
  Assim que terminou de falar com o policial, Daniela lançou à , um olhar de vitória e a outra mulher sorriu ladina, em total piedade. Era lamentável a cena que aquelas duas faziam contra , em achar que todo e qualquer homem de Forks lhe interessava, quando a mesma tinha olhos somente para uma região daquele condado. Erick ficou parado à porta observando a interação das duas, enquanto Daniela caminhava na direção da gerente.
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  — Bom dia, Daniela. — mencionou educadamente.
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  — Bom dia. Preciso destes medicamentos. — A cliente esticou uma receita, desprezível e sem sinal de cordialidade.
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  — Só um minuto. — encarou-a de cima a baixo e pôs-se a ler o papel e digitar algo no computador. Conferia o registro médico assinado no papel, bem como as dosagens passadas, em seguida, entregou-a a medicação. Daniela pagou e saiu despedindo-se somente de Erick.
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  — Qual é o problema de vocês duas? — O policial perguntou para apontando o percurso da silhueta de Daniela.
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  — Pergunte a elas a razão da implicância. Estas duas, desde que eu cheguei aqui, me odeiam.
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  — É porque você é muito bonita, diferente e atraente, . — Erick mencionou risonho dando de ombros e o agradeceu aos elogios — Mas, o que acha do que ela me disse? Será que a Jessica está mesmo grávida? — Erick lhe perguntou.
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  — Bem, eu não sei, Erick. Você é quem deve saber, não é?
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  — O que ela poderia querer falar comigo?
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  — Juro que também não sei. Apesar de sermos amigas íntimas. — falou ironicamente com cara de óbvia para ele. E Erick riu, apesar de não esconder que o modo como Daniela lhe deu o recado, deixou-o ansioso. também percebeu e tentou o despreocupar: — Fique tranquilo. Não deve ser nada grave.
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  — É. Tomara. — Por fim, Erick bateu no tampo do balcão e lançou um beijo no ar para , saindo em despedida: — Fique atenta aos cartazes, !
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  — Pode deixar!
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  E ela ficou. Durante os momentos vagos de clientela, alternava o trabalho com momentos de contemplação aos cartazes. Observava como se quisesse gravar a cara dos assaltantes em sua memória e ainda mantinha-se curiosa sobre quem seriam os suspeitos dos ataques e quando seria possível ver os cartazes deles. Ao fim de seu turno, após ser rendida por Steve, precisava passar do supermercado da cidade.
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  — Boa tarde, Carter! — Ela cumprimentou ao rapaz que estava parado ao lado de uma prateleira e seguiu caminhando entre as gôndolas.
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  — E aí, ! — Peter acenou.
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   continuou suas compras e encontrou Scott apenas no caixa de pagamento.
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  — Olá Scott!
  — Tudo bom, ? — Simpático, sorriu para ela pegando os itens que a mesma colocava à esteira.
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  — Sim, e com você?
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  — Vou indo…
  — Parece cansado, Scott.
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  — Estou mesmo, um pouco.
  — Hm… Scott, está tudo bem? — Preocupada com o semblante mais triste do rapaz, que era sempre tão risonho e altivo, perguntou o encarando sem se importar se pareceria indiscreta. Scott, por sua vez, suspirou longamente e parou de passar as compras dela pelo sensor, e com um toque de amargura nos olhos, encarou-a de volta. franziu as sobrancelhas admitindo-o: — Pode confiar em mim, Scott.
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  — Aceita sair comigo esta noite? Para conversamos.
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  Se o tom dele a ressoasse um resquício de galanteio, tentaria esquivar-se do convite. Mas não foi o que lhe ocorreu. Scott estava sério, como se decidido a ter alguma conversa realmente importante com ela, e por isso, a não tivera dúvidas ao responder:
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  — Claro! A que horas?
  — Pode ser às oito?
  — Pode! Eu venho lhe encontrar na cidade.
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  — Combinado. — Ele a sorriu forçadamente.
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  — E os seus pais? Como estão? — Ela perguntou voltando a pôr suas compras na esteira, e ele a registrá-las.
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  — Minha mãe foi acompanhar meu pai em uma consulta lá em Seattle.
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  — Está tudo bem com ele?
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  — Sim, são exames de rotina.
  — Bem… Fico aliviada. — terminou de empacotar as compras e se despediu dele, embora ainda estranhando a reação do mais velho dos filhos Carter — Até mais tarde então, Scott.
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  — Até lá. Se cuide.
  — Você também! — Ela olhou para Peter mais afastado arrumando algumas coisas e acenou-o simpática: — Até mais, Peter!
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  — Beijão, ! — O mais novo lhe gritou, sorridente.
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   saía descontraída do mercado e até pensativa sobre o comportamento de Scott. O que estaria acontecendo com ele? Não era estranho que Scott estivesse em um mal dia, mas sim o modo como lhe fizera parecer que seu mau humor relacionava-se à própria . De repente, alheia à sua volta, esbarrou em alguém.
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  — Oh, me desculpe! — pediu, esticando um dos braços na direção da pessoa e a ela também, erguendo os olhos.
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  Bruh. Bruh Ateara era a pessoa em quem esbarrou. A jovem quileute encarava a outra, a quem ela detestava com facilidade, de modo predatório, como se seus olhos transpassassem por dentro de . Mas, ao contrário do que imaginava, Bruh não ameaçava , que não via nada além de uma garota adolescente e revoltada diante de si. E portanto, a encarou de volta, sem abalar-se. As duas passaram em silêncio ao lado uma da outra, e sustentando a intimidação de Bruh.
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  — O que foi, falsa quileute? Quer lutar? — Bruh perguntou zombeteira, quando notou que passava ao seu lado, sem desviar-se de seus olhares e ameaçou: — Olha que eu faço um estrago, hein!
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  — Não me subestime, criança… Posso não ter as mesmas táticas que as suas, mas eu também sei ferir. Onde mais dói. — devolveu-lhe confiante e sóbria.
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  — Você acha mesmo? — Ateara retrucou, furiosa: — Não deu certo para ele uma vez, e não dará de novo! Ele já sabe que garotas como você não podem curá-lo!
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  Soltou aquilo como se vencesse a uma provocação e saiu sorrindo torto. , porém, permaneceu confusa e estática. Do que Bruh falava? Ela mencionara Jacob, era claro, mas… O que ela queria dizer com aquilo? Curar Jacob, de quê? De que garotas estava falando? Não dar certo de novo? Apesar da sensação de perder informações importantes, tentou não dar tanto foco àquilo. Talvez Bruh só quisesse lhe enganar ou dizer qualquer coisa para provocar reações em . Entretanto, era inegável que a jovem Ateara conseguira deixar irritada! Pois pensar em que garotas ela se referia ou situação, lhe fizera rememorar as desculpas de Black na noite passada.
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  — Lobinha ridícula! Cachorra de meia- tigela! Quem ela pensa que é? Aquela pirralha…
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   xingava Bruh enquanto entrava furiosa em sua casa e, de repente um lampejo racional veio à sua mente. De novo, as palavras de Bruh ressoaram como se a cena repetisse:
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  ”Você acha mesmo? Não deu certo para ele uma vez, e não dará de novo! Ele já sabe que garotas como você não podem curá-lo!”.
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  E em seguida, mais uma vez, as palavras de Black:
  ”(…) É que eu tive um vínculo com uma pessoa, mas eu não sinto mais nada… Nem sei se senti. É confuso é que… Você é especial, desde você eu já não sei qual a razão desse sentimento antigo, e tantas coisas foram mudando…”
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  Se havia dúvidas antes de ouvir Bruh, depois, já não havia mais: Jacob tivera ou ainda tinha sentimentos por outra pessoa. Era alguém que definitivamente não deu, ou não estava dando certo. Ponderou se poderia ser a própria Bruh… Mas não… Ele lhe garantiu que não a suportava! E depois… “sentimento antigo” ele dissera… Vasculhando suas memórias, tivera um insight de outra conversa, mais antiga, entre ela e Embry:
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  ”Sabe , Jacob sente amargura. Ele era apaixonado por Bella, mas então… As coisas tomaram rumos diferentes. Ela deve ter te comentado algo sobre isso, não?”
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  Bella? A sua antiga amiga? Jacob falava de Bella? De certa maneira, até faria sentido… A garota como ela de quem a Bruh dissera, o sentimento antigo… Só poderia ser sobre a Bella! Mas era tão estranho pensa que Jacob não conseguiria se relacionar consigo por causa dela. Algumas coisas pareciam começar a fazer sentido, mas em todo o caso, não tinha a menor segurança sobre tal hipótese. Não sentia que fosse Bella, a lembrança que se colocava entre ela e o quileute.
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  Durante o restante de seu dia, fizera tudo o que podia para afastar aqueles pensamentos. Estava começando a perder o controle sobre o que sentia. Jacob começava a ocupar uma parcela grande demais dos seus desesperos e tornava-se ainda mais, a cada dia, o motivo maior de sua insônia.
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  Às seis horas, parou com tudo o que fazia e foi preparar-se para escolher que roupa usaria no encontro com Scott. E concentrou os pensamentos no amigo, pois, a preocupava vê-lo daquele jeito. Apesar da bela aparência e da excelente personalidade, Scott parecia ser muito solitário. O que era, também, muito controverso para alguém no qual a aura acarreta simpatias inúmeras, principalmente do público feminino. Daniela Parker que o diga! Scott parecia não ter amigos, sempre ocupado, sempre solícito, como alguém que cuida de tudo para os outros, mas não para ele.
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  Quando estava perto o horário de sair para ir até a cidade e o encontrar na casa dele, como planejara, ela deparou-se com batidas em sua porta. Estranhou, pois justamente o dissera que iria ao encontro dele, a fim de que não desse a entender a ele um encontro romântico, já que sabia dos sentimentos de interesse do rapaz. Mas Scott pareceu notar a intenção de depois que haviam despedido-se e adiantou-se em ir buscá-la.
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  — Boa noite, ! Sei que disse que nos encontraríamos na cidade, mas fiz questão de vir buscá-la. É um tanto mais educado, não é? — Ele falou assim que deparou-se com a mulher ao abrir a porta, de semblante confuso.
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  — Boa noite, Scott… Bem, eu… Tudo bem. — disse ela, sorrindo ao final e o observando com mais atenção.
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  Ele estava muito bonito. Simples, mas irremediavelmente bonito, e a expressão cabisbaixa parecia um pouco melhor. Talvez, sair para conversar com ela o teria animado, e ficou feliz em ter aceitado o convite dele, visto que poderia fazê-lo um bem.
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  — Você está linda.
  — Ah obrigada, mas estou o mais natural possível.
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  — Eu sei disso. — Scott respondeu com uma serenidade habitual de todas as vezes que rasgava elogios à amiga.
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  — Mas por favor, entre. Seja bem vindo.
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  Scott adentrou à casa bem arrumada e aconchegante de , embora fosse igualmente sombria pela distância de tudo. Ele não deixou de notar os riscos, mais uma vez.
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  — Como consegue ficar tão só? Não tem medo, ? — ele me disse, com um humor fraco evitando ofendê-la:
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  — Esse bairro… Me dá arrepios, confesso. E a sua casa tão solitária…
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  — Eu tenho medo, na verdade… Frequentemente, ainda mais. — Ela riu — Mas eu a comprei, não é? Não vejo como me livrar dela, e depois eu não tenho para onde ir por enquanto. Este é o único bairro disponível em Forks. Parece que as pessoas não querem sair daqui, mesmo apesar de tudo o que acontece.
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  — É… Tem razão. Mas você precisa de uma companhia.
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  — Uma companhia? — Ela indagou curiosa e até irônica, porque se ele a sugerisse um cachorro, seria de fato engraçado.
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  — Sei lá — ele riu — Alguém para não ficar tão só… Um parente. Ou algo que a protegesse como um cão, ou um marido.
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  — Eu tinha os lobos, mas parece que eles saíram de temporada. — Ironizou e reforçou: — E um marido? Sério, Scott? Não sei… Entre lobos e homens, acho que prefiro os lobos.
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  — Os lobos não deveriam te causar tranquilidade. — Ele respondeu curioso, observando-a terminar de fechar a casa para saírem. — Não quer casar?
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  — Talvez um dia… Por enquanto, tenho outros planos.
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  — Entendo… Podemos ir?
  — Sim, podemos. — pegou sua bolsa, apagou as luzes e trancou a porta da frente — Aonde iremos?
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  — Nada público. Não queremos fofocas, não é? No seu caso… Mais fofocas.
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  — Sim, por favor! — Concordou risonha — Algum lugar secreto?
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  — Um vilarejo próximo. Meia-hora de viagem. Mas garanto que não irá se arrepender.
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  — Tudo bem, eu gosto de vilarejos, lugares simples…
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  — E aldeias indígenas. — Scott disse de modo objetivo.
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  — É. Você tem algum problema com isso? — E o perguntou recordando-se do quanto Erick era contra aquilo.
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  — Não. Eu também gosto, talvez você até fique surpresa…
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   não soubera a respeito do que ficaria surpresa, mas enquanto ele dirigia, ela o observava meticulosa. O rosto pesado, a boca rígida, os olhos sem foco. Transparecendo uma alma assombrosa, perturbada, um fantasma interno. E ela estava tão desconfortável com aquilo! Ela queria e precisava ajudá-lo. Aquele não era o Scott que ela conhecera e qualquer que fosse o motivo de sua mudança, desejava que ele voltasse ao que era.
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  — Scott. O que está acontecendo? Você está tão triste, e eu estou realmente preocupada.
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  — Está preocupada comigo? Por quê?
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  — Porque você é meu amigo. E eu sei que tem algo o incomodando… Não pode se abrir comigo?
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  — Desculpe, , eu não quero te preocupar ou fazê-la achar que estou sendo um imbecil de propósito… Fazê-la me desprezar ainda mais…
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  — Desprezá-lo? Eu nunca o desprezei, Scott. Nós já saímos tantas vezes, não é? Eu, você e o Peter. Menos vezes do que eu gostaria, mas em todas, acho que deixei claro o quanto gosto de você…
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  — Sim, deixou. E me desculpe, , talvez a culpa seja inteiramente minha por criar expectativas irreais. Mas acho melhor esperarmos chegar, para conversamos sobre isso.
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  — É por minha causa que você está assim, não é?
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  Ele a olhou de soslaio, incomodado. E bastou. não precisava ouvir a reposta, estava clara.
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  — Posso ligar o rádio? — perguntou ela.
  — À vontade.
  E no meio daquela música entorpecente e frenética, “From Now On” dos The Features, observava pela janela os pinheirais de Forks correndo como se tivessem vida própria. Começava a pensar no que dizer ao Scott. Estava claro que o assunto dele era sobre o que sentia por ela. A sua mente traíra e cruel, no entanto, a importunava em distraí-la sobre Jacob, ao invés de formular uma desculpa decente para Scott. Jacob, Jacob, Jacob… sequer percebeu quando chegaram porque como dito, ela travava uma luta interna consigo, segurando lágrimas, ódio e desejo por Jacob. O carro estava estacionado, ela de olhos fechados escorada ao banco, e Scott lhe chamava algumas vezes.
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  — Você está bem? Chamei umas três vezes…
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  — Desculpa, Scott… Estava distraída.
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  — Ok… Vamos? Nós já chegamos.
   assentiu sorridente, Scott abriu a porta do carro para que ela descesse e ao fazê-lo, se deparou com um lugar incrível. Uma cabana com lâmpadas amarradas em cordas que se uniam, cabaninha por cabaninha. Um pátio do tal vilarejo, que muito lhe lembrava a vila dos quileutes. Pessoas sentadas em suas varandas, crianças correndo na rua, casais de namorados nas escadarias das cabanas e ao fundo, uma maior, por onde saía um som alto, barulho de vozes e risos. Era um bar. Típico “Saloon” de faroeste.
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  — Que lugar é esse Scott? — o perguntou sob uma expressão maravilhada em presenciar uma cena tão antiga de filme.
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  — Vilarejo Menitt Howa.
  — É uma tribo indígena?
  — Sim, mas não tão mais indígena há muito tempo… Alguns costumes foram mudados com o tempo.
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  — É um lugar incrível.
  — É… Mas só tem isso. — ele disse apontando ao redor deles e sorrindo: — As cabanas dos moradores e o velho bar.
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  Scott abriu a porta para que entrasse na cabana, ou “saloon” onde o bar funcionava, enquanto a mulher esmiuçava com seus olhares atentos cada detalhe, cada pessoa.
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  — Tá brincando, Scott? Não tem mais nada?
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  — Não. É um esconderijo perfeito não acha?
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  — É sim!
  Os dois sentaram-se a uma mesinha ao fundo. O lugar parecia muito com os velhos salões de bebidas do faroeste que assistia nas antigas fitas de filmes, herdadas de seu pai. A não ser pela decoração cheia de carrancas, artesanatos de tribos e muitos rostos simpáticos que diferiam-se do cinema. Scott fez sinal para uma mulher que aparentava seus oitenta e alguns anos, um cabelo negríssimo, com poucas mechas grisalhas que media até os joelhos, todo trançado. Alguns penachos decorando seu penteado, olhos pequenos e puxados. Lembrava o rosto dos asiáticos, mas a pele era vermelha, como da maioria das tribos americanas antigas.
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  — O que vai querer beber, ?
  — Não sei, o que você vai beber ou me sugere? — dizia admirando a mulher sorridente, que lhe observava como se a conhecesse há anos.
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  — Eu estou dirigindo. Quer uma cerveja?
  — É, pode ser. — respondeu absorta, ela ainda encarava a mulher de forma encantada. Aquela senhora era linda. Transmitia uma paz…
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  — Silakan melayani kita bir dan kaiak. — Scott dissera à mulher.
  — Ya pak. — E a velha respondeu sorridente saindo em seguida.
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  — Mas o que foi isso? — o perguntou com a boca aberta e o cenho franzido, numa satisfatória surpresa.
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  — É a língua que eles adotaram ao virem da Ásia.
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  — Como sabe dessas coisas?
  — Frequento aqui há bastante tempo… Eu trago a mercadoria para que eles vendam.
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  — São seus fregueses?
  — Não. São meus amigos. Ninguém até onde sei, de Forks, sabe desse lugar.
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  — Além de mim?
  — Sim, e claro, da minha família. — ele disse rindo.
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  O astral de Scott começava a mudar. O que era totalmente compreensível estando naquele lugar.
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  — Eu forneço para eles a mercadoria a um preço pequeno, basicamente só repassamos o custo. É também nossa forma de ajudar, já que o que restou da tribo vive com tão pouco. Distantes de tudo. Eles também fazem os trabalhos manuais que são vendidos na estrada e têm suas receitas próprias aqui na cabana.
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  — Eu acho que você não poderia ter me trazido a um lugar melhor…
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  — É perturbador presenciar a forma como você fica diante de lugares assim… Imagino que foi o mesmo quando conheceu os quileutes.
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  — O que quer dizer?
  — Seus olhos… Transmitem uma alegria que não vejo em você quando está na sua rotina. É como se você pertencesse a esse mundo.
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  — Seu pai estava certo quando me viu e perguntou se eu era quileute. — revelou e Scott espantou-se com o que ouvira. — Quero dizer… Eu não sou uma quileute, mas eu tenho sangue indígena.
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  — Sério? — indagou chocado de um modo positivo — Isso explica algumas coisas.
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  — Meus pais… Eram filhos de indígenas.
  — Você é realmente a pessoa mais surpreendente que Forks já vira… Nem mesmo os Cullen causaram tanto alvoroço nas pessoas.
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  — Os Cullen?
   ouviu aquele nome e algo em si pareceu reconhecê-lo. Onde ou quem já havia lhe dito sobre eles?
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  — Uma família bastante singular que morou por aqui. Há alguns anos eles se foram. E a Bella foi com eles, ela casou-se com um deles, o Edward. Foi um grande evento… Ela destoava um pouco deles, não sei bem no quê, mas… Era estranho.
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  — Por que nunca me disse isso?
  — Não sei, talvez não tivéssemos falado de nada que me levasse a comentar…
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  A senhora chegou com as bebidas ‘kaiak’, ‘ber’. Quando estava saindo disse outras coisas para Scott e olhando para sorriu:
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  — Dia benar-benar indah. Tapi masa depan mereka tidak menyeberang.
  — O que ela disse? — logo o perguntou, muito curiosa sem tirar os olhos da senhora.
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  — Não entendi… — Scott apesar de compreender, mentiu, pois não queria contá-la que o que a senhora dissera foi que era realmente muito bonita, embora seus futuros não se cruzassem.
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  — Por que eu causo tanto alvoroço nas pessoas, Scott?
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  — Eu não consegui compreender ainda, mas… Papai disse que grandes mudanças vieram com você.
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  — E pode me dizer por que as pessoas se importam tanto com o que o seu pai diz…? Quero dizer, é como se elas confiassem na certeza das palavras dele.
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  — Meu pai nunca diz algo que não acontece. Ou que não tenha coerência.
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  — Ele é um tipo de profeta?
  — Não. — Scott riu — Mas sempre acerta, na grande maioria.
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  — E que mudanças são essas?
  — Ele não diz. Acho que não sabe. Mas toda a cidade sente.
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  — Como assim?
  — As pessoas sentem-se atraídas por você, mas não sabem se isso é bom… Não percebe isso?
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  — Atraídas? Por mim? — ria como se escutasse um absurdo — E sentem medo?
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  — Não… É algo maior… — O Carter dizia aquilo, como se estivesse buscando ou enxergando alguma coisa ao redor dela, ou ainda, como se soubesse que havia um mistério, embora, fosse incapaz de defini-lo. e Scott beberam suas bebidas, encarando-se em silêncio. Ela esperando alguma resposta, e ele a analisando até declarar de novo: — Seu olhar, … Ele é fulgurante. Anunciador de alguma coisa além do que podemos compreender.
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  — Você está me fazendo sentir como se eu fosse um mostro… — A mulher falou cortando o clima de suspense e fazendo Scott rir.
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  — Não. Só não é alguém comum. Nem surgiu para pequenas coisas. Conte-me! Como era a sua vida, suas relações com as pessoas antes de vir para Forks?
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  — Ah… Eu sempre fui rodeada de amigos. Algumas intrigas também, mas para mim isso sempre foi normal.
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  — Sempre foi popular, não é?
  — É, acho que posso dizer isso.
  — Ninguém consegue imaginar você e a Bella como amigas. Principalmente porque a Swan era… Apagada. O contrário de você. Eu, por exemplo, sentia algo de sombrio nela. Acho que é por isso que algumas pessoas te evitam, ! Por saberem que a Bella trazia um desconforto para nós e quando se uniu aos Cullen isso ficou maior. Eles não eram más pessoas. Mas eram muito distantes de todos, um pouco estranhos. E acho que algumas pessoas querem ficar perto de você, pelo inverso, justamente porque para alguns, você desperta o contrário do desconforto de Bella.
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  — Bella não tem sido o melhor ponto de referência para mim desde que cheguei. Ninguém fala nada que possa explicar isso. Mas acho que ninguém sabe de fato sobre alguma coisa a respeito do que houve com ela.
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  — Só os quileutes. Eles devem saber, com certeza. — Scott respondeu convicto, sob um risinho sábio e no mesmo instante, sua expressão estava diferente de novo.
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  — Por que diz isso?
  — Eles são conhecedores de todos os mistérios da cidade. É o povo mais antigo. Os primogênitos de Forks. É por isso que você é tão apegada a eles? Por causa da relação em comum com a Swan?
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  — Não. Eu realmente gosto deles.
  — Quer outra cerveja? — Scott perguntou desviando o assunto para a bebida. Não precisava que ela de repente, começasse a dizer o quanto era apaixonada por algum quileute, como o mesmo desconfiava que seria.
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  — Sim, por favor.
  — Quer experimentar uma comida típica daqui?
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  — Hum, claro!
  — Rasa Tanah. Rasa significa sabor e Tanah, terra. É o que eu mais gosto, na verdade é um prato à base de carnes e tubérculos.
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  Depois de explicá-la, Scott chamou a velha índia e fez os pedidos.
  — Você me parece à vontade aqui.
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  — Sim. É meu refúgio. Surya, além de tudo, sempre foi uma grande amiga, uma ótima conselheira.
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  — Surya… É o nome da senhora que nos serviu?
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  — Sim. Ela é a Ibu pemimpin keluarga da vila. A matriarca. É a mais velha viva.
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  — Qual a idade dela?
  — Completou cento e quinze anos, mas tem alma e carinha de oitenta.
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   deixou o queixo cair com a informação surpreendente de uma vida duradoura como a de Surya.
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  — Ela é linda.
  — Sim. O povo diz que Surya foi a mais bela mulher da aldeia. Desejada por todos. Mas casou-se com o filho do cacique.
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  — E ele?
  — Morreu em uma batalha. Ela não era apaixonada por ele e quando ele descobriu propôs ao homem que ela amava a disputa por ela. É um dos costumes da vila, que já não existe mais. Aqui o que manda é o sentimento das mulheres. Os homens devem zelar pela felicidade delas.
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  — Que incrível! — falou encarando-o de modo ainda mais admirada pelo amigo e ele notou.
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  — Por que está me olhando assim? — perguntou.
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  Outra pessoa viera os servir enquanto Surya apenas observava aos dois, cautelosa do balcão.
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  — Como você pode ser outra pessoa tão encantadora quanto a que eu conheci no mercado? Eu jamais… Imaginaria você com tudo isso. — apontou para o entorno em que estavam.
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  — Então eu acertei. Eu sabia que, quando a trouxesse aqui você gostaria mais desse Scott.
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  — Não. Não gosto mais. Eu continuo gostando de você da mesma forma Scott. Só a minha admiração que aumentou.
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  — Que pena, então… Eu achei que conseguiria conquistar um pouco mais de afeto.
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  — Scott… Vamos voltar ao ponto que paramos no carro. O que você está sentindo, além de tristeza por ter sido desprezado, embora não tenha sido?
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  — Eu te amo. — Ele declarou de uma só vez, após a pergunta dela, sem receios. no entanto, sentiu seu sorriso e reação de alguém pronta a confortá-lo, esmorecer. — Evitei dizer isso, todo o tempo. Mas acho que sempre deixei claro o meu interesse, não é?
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  — Amor? Isso é tão inconsistente, Scott…
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  — Por quê?
  — Porque para amar a gente tem que conhecer.
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  — Embry já havia me dito que você não acredita em amor à primeira vista.
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  — O Embry? Quando falaram sobre isso?
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  — Já tem algum tempo. Nós também somos amigos. Eu contei a ele o quanto eu sentia a necessidade de estar mais perto de você, mas eu sabia que você não se interessava por mim. Então o procurei para perguntar se você estava com alguém da reserva. Tomei um susto quando ele me disse que vocês estavam juntos, mas já haviam terminado. Então ele disse que eu deveria ser sincero com você, mas só falar quando eu realmente estivesse preparado, porque você não acredita que um homem, pode sem pedir muito, amar de repente.
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   estava mais do que surpresa. Estava confusa. Guardou aquelas palavras que mereceriam uma análise cuidadosa, quando estivesse em sua casa.
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  — Estive me preparando essa semana para te dizer o que sinto e receber um “não”, bem grande. Mas confesso que por mais que eu já saiba o que você me dirá, é difícil me conformar.
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  — Sabe o que eu vou dizer?
  — Que no momento você não está preparada. Que está confusa com algumas coisas, com outra pessoa. E que espera que possamos continuar amigos, e irá dizer também para eu pensar um pouco mais no que eu sinto. Porque não quer me magoar e não quer que eu me confunda.
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  — Você é bom. — Ela disse envergonhada — Isso é… Constrangedor. Eu já sabia que o assunto era mais ou menos sobre os seus sentimentos relacionados a mim… E que eu teria que dizer alguma coisa, mas não consegui pensar em nada para falar. Nem mesmo pensei que ouviria tudo o que você disse. E como você também afirmou, eu não tenho como lhe prometer ou permitir que aconteça algo… Eu estou em um momento um tanto… Indescritível até mesmo para mim.
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  — Isso significa quê?
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  — Que você não deve ter esperanças, Scott. Não é que eu esteja te rejeitando de um modo permanente. Pelo contrário, você tem atributos e qualidades que muito me atrairiam. Pode ser que um dia… Sei lá, as coisas me levem a nós, mas não confie nisso. Eu nunca vou tomar alguma atitude até que eu tenha certeza dos riscos. Na verdade, isso é mentira… — repensou o caminho que o próprio discurso estava tomando e recalculou os argumentos sinceros: — Eu tenho me arriscado muito ultimamente e não consigo refrear esses atos impensados, mas sei que, quando o risco não virá para mim, e sim, para alguém importante a mim, eu analiso com cuidado. Eu não arriscaria nem um fio de cabelo de quem eu amo.
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  — De quem ama… Como pode dizer isso? Há pouco falou que para amar a gente tem que conhecer… — desafiou-a de um jeito calmo e sereno. O jeito de Scott.
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  — Eu… Scott… A questão não é essa! Eu amo você, amo o Peter, o Erick, os quileutes… Os poucos amigos que tenho aqui, como iguais. Mas o amor ao qual você se refere, não é amor. É paixão. Não estou dizendo que você não pode me amar, só estou dizendo que o que você sente ainda não pode ser amor.
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  Scott a olhava apoiando a cabeça nas mãos em cima da mesa. Bebia seu kaiak e fitava-lhe como se tentasse invadir seu interior.
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  — Que cara é essa? — o perguntou aflita.
  — Estou tentando decifrar você… — ele a fez sorrir sem graça descontraindo o clima desconfortável que havia ficado — Então quer dizer que… Eu posso manter a esperança, mas não acreditar em nós?
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  Ele indagou com certa confusão, pois a desculpa dada pela amiga era de fato contraditória. sorriu largamente, ao ver a expressão de quem tentava a pegar desprevenida com aquela retórica. E o sorriso dela, contagiou o dele. A virou um gole e suspirando, pediu para que eles esquecessem aquele assunto:
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  — Scott… Só vamos deixar que aconteça o que, e se, tiver que acontecer.
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  — Tudo bem. Eu sei que não sou eu. Sei que não vai acontecer, mas uma única vez… Eu vou te beijar, . Porque não existe outra que eu queria tanto, e nem vai existir.
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  Ela escutou aquilo surpresa, e ficou sem resposta. Não sabia o que dizê-lo. encarava Scott, com seus olhos arregalados enquanto os dele, transpareciam calmaria, e no rosto do belo homem havia um grande sorriso. A velha senhora aproximou-se dos dois, após observar um pouco da dinâmica do casal e encostando a mão no ombro de Scott disse como alguém que surgia apenas para intrometer-se:
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  — Gadis itu bingung. Dan kamu menipu dirimu sendiri. Gadis itu bukan milik tujuanmu.
  (— A menina ficou perplexa. E você está se enganando. A menina não pertence ao seu propósito.)
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  — Dia mungkin bukan miliknya, tapi dia ada di dalamnya.
  (— Ela pode não pertencer, mas está nele.)
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   observou a conversa entre os dois, confusa, claro. Mas sentiu ainda mais curiosidade, pois entre os dois pairava uma atmosfera de que o assunto fosse ela. E caso estivesse certa, ela sabia que Scott não lhe contaria. Por isso, pegou seu celular e pôs-se a gravar o que eles falavam, sem que os dois notassem.
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  — Jangan kejam pada dirimu sendiri. Itu tidak akan bertahan lama, dan apa yang kamu rasakan hanyalah tandanya.
  (— Não seja cruel com você. Não vai durar, e o que você sente é apenas o sinal disso.)
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  — Tapi tanda-tanda itu bisa menjadi hal yang baik, dan aku menginginkannya.
  (— Mas esses sinais podem ser uma coisa boa, e eu quero.)
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  — Dia bukan untukmu, terimalah.
  (— Ela não é para você, por favor, aceite.)
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  — Aku merasakannya. Aku merasakannya. Dan itu tidak berarti dia juga bukan bagian dari diriku… Aku juga bisa terhubung dengannya.
  (— Eu senti. Eu sinto. E isso não significa que ela não seja também parte de mim… Eu também posso estar ligado a ela.)
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  — Jika seperti yang kamu katakan, jika kamu ingin menempuh jalan itu, maka kuharap kamu benar-benar siap.
  (— Se é como diz, se quer seguir por este caminho, então espero que esteja realmente pronto.)
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  — Aku sudah siap untuk waktu yang lama.
  (— Estou pronto há muito tempo.)
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  — Jalur ini tidak bisa kembali, hanya ada satu kesempatan untuk memilih.
  (— Este caminho não tem volta, só há uma chance de escolher.)
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  — Aku sudah tahu apa yang akan dia pilih. Jadi mencoba tidak akan menyakitiku.
  (— Eu já sei o que ela vai escolher. Então não é como se tentar fosse me prejudicar.)
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  — Bocah riang, tidak tersesat…. Aku akan selalu ada di sini untuk apa pun yang kamu butuhkan.
  (— Menino despreocupado, não se perca…. Eu estarei sempre aqui para o que precisar.)
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  — Saya menghargai itu, Nenek.
  (— Agradeço por isso, vovó.)
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  A senhora sorriu para Scott depois daquele diálogo, e olhando a expressão curiosa e confusa, também um pouco boquiaberta de a encará-los, sorriu para ela também, e em seguida, a anciã saiu.
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  — Eu vou arriscar, apesar de achar que não, mas… Você vai me deixar saber o que disseram?
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  — Não. É melhor não.
  — Tudo bem…
  Apesar de desejar interrogar o amigo e arrancar qualquer informação que a mesma pressentia ser sobre si, ela não o fez. Os dois continuaram conversando e nada mais sobre aquele assunto foi dito. Um pouco depois de comerem e beberem, Scott quis levá-la para o pátio da vila e conheceu todo o vilarejo.
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  Eles caminhavam como bons amigos de braços dados, Scott apresentou ela a muitos moradores da vila e, embora fossem dez horas da noite, não parecia que os nativos dormiriam tão logo. Era um povo muito animado! E todos se referiam a Scott como “Anak laki-laki riang”.
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  As crianças da tribo gostaram do cabelo de , não só pela mistura dos tons negros e mechas castanhas, para elas incomum, como pelo volume farto e as ondulações que diferiam da maioria dos cabelos indígenas da região, sempre tão lisos.
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  — O que significa “Anak laki-laki riang”?
  — Menino alegre, menino despreocupado… Mais ou menos isso. — Scott a respondeu orgulhoso.
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  — Puxa, era mais fácil que eles apenas dissessem o seu nome, já que, de fato, pensar em você é pensar em alegria. Sem falar que, “Scott” é bem mais curto… — comentou um pouco altinha da bebida e Scott não conteve o sorriso de quem achava graça nela a cada expressão que fazia.
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  Não demoraram mais a ir embora. Então Scott e se despediram das pessoas a quem conversavam na vila e a mulher prometeu que voltaria. Os dois entraram de novo no carro de Scott, e enquanto ele dirigia fazendo o caminho de saída do vilarejo, as crianças nativas corriam atrás do carro. ficou observando-as sorridente e Scott acenou para elas da janela, afirmando:
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  — Acene também senão elas virão atrás de nós até você acenar.
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   riu fartamente, alegre de fato pela noite tão incrível que tivera e pendurou-se na janela do carro acenando de volta e gritando “até mais” para as crianças. E só então as crianças pararam de correr e acenaram de volta, logo dando as costas e voltando para a vila. Aquela noite fora uma experiência muito inusitada para ! Não mais que outras que ela havia vivido em Forks, mas era tão especial quanto. E ela estava muito feliz, e um pouco bêbada, então, gargalhava divertida e animada, no banco do carro já recomposta, mas segurando sua barriga. Não era risada de graça, era risada de deslumbramento, admiração e alegria genuína.
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   eufórica no banco, digerindo aquelas memórias todas que mais pareciam-lhe ter entrado em um livro de contos e lendas, e Scott a observando sereno, satisfeito. Logo ele começou a rir junto com ela, porque não dava para não achar cômica a reação da mulher que ele não sabia se estava mais surpresa ou sob efeito de uma “metamorfose alcóolica”. Ao vê-lo alternar os olhares entre si e a estrada, com boas risadas de tudo aquilo, foi acalmando sua efusividade e parando de rir, trocou um olhar indagativo a ele e perguntando:
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  — As crianças correriam até Forks? O que foi aquilo? — e riu de novo, mas fracamente — Elas realmente me esperavam acenar! Que divertido!
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  — É minha culpa. — Scott começou a explicar: — Acostumei a acenar para elas quando corriam atrás do carro e acho que elas pensam ser um cumprimento obrigatório. Tornou-se um ritual de despedida. Só param de correr quando eu aceno. E como você estava comigo, elas esperavam você acenar também…
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  Um breve momento de calmaria se colocou entre os dois no carro, e já plácida e ainda mais curiosa, sorriu de maneira singela para Scott o agradecendo.
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  — Obrigada.
  — Pelo quê?
  — Por dividir isso comigo. Você disse que ninguém mais além de você veio até aqui… Que você nunca trouxe alguém…
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  — Eu ainda posso dividir muitas coisas com você, .
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  O tom dele não só era sério, como era sedutor de um jeito sutil. percebeu Scott com outros olhos naquele momento. Era talvez, a primeira vez em que ela o olhava como um homem a quem ela poderia beijar, se as circunstâncias atuais fossem outras. E buscando afastar a onda de curiosidade sobre como seria o beijo do amigo, mudou de novo o rumo da conversa:
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  — Agora… Responde uma coisa?
  — O que você quiser.
  — Eles não são apenas seus amigos. — Tão logo ela contestou, Scott suspirou como se entregasse a resposta da prova de matemática nas mãos da professora enquanto colava.
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  — Você percebeu…
  — É. Percebi o quanto você faz parte daquilo tudo… É pelo lado do seu pai, não é?
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  — Sim… Ele é neto da Surya. Mas o meu pai não vem muito aqui por causa da morte dos meus avós.
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  — O que houve com eles? — perguntou ajeitando-se a sentar de lado no banco, sem retirar o cinto de segurança, muito atenta para ouvir a história que Scott contaria.
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  — Quando os indígenas começaram a serem caçados pela América, os Menitt Howa perderam muitos deles. Meus avós estavam entre alguns assassinados e os poucos que restaram fugiram para esses lados, assim como em algumas outras tribos da região. Esse vilarejo é o que restou dos antigo Menitt.
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  — Por que nunca ouvi falar dessa tribo na história que retrata os povos originários dessa região?
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  — Porque não é legitimamente americana. A aldeia mesmo era toda de povo indonésio, ao virem para a América os povos misturaram-se entre Apaches e Menitt.
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  — Como você pode esconder isso tudo de mim? — retrucou indignada, pois, como bem sabia o amigo, ela era uma aficionada por histórias antigas e lendas, além de ser uma curiosa fã de estudar as civilizações indígenas e já havia comentado com ele sobre suas motivações e raízes.
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  — Era a minha última cartada. Tive que esperar o momento certo. — Ele riu dando de ombros.
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  — Mas você é completamente diferente… Digo… Vocês não têm essa ligação… Seu pai, o Peter… Não é como os quileutes com a coisa de serem tão parecidos entre si.
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  — É… Não tinha como sermos idênticos, não é?
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  — Só na personalidade, Anak laki-laki riang. Você, Peter e o Sr. Carter são igualmente adoráveis.
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  Os dois riram quando mencionou o apelido de Scott, de um jeito atrapalhado. Durante a volta, acabou adormecendo e só acordou quando já haviam chegado, e Scott a carregava.
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  — Ei… — Scott sussurrou e levantou sua cabeça que estava recostada ao peito dele, e observou ao redor ainda sonolenta, mas reconhecendo sua própria sala. — Acorda, aventureira. — Ele sussurrou de novo e se explicou: — Desculpe, , tive que pegar a chave em sua bolsa. Não quis acordá-la, dormia tão tranquila, mas achei errado só te deixar aqui e ir embora sem me despedir.
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  Scott terminou de falar já colocando-a no sofá. esfregou os olhos e jogou as costas para trás, bocejando e riu quando voltou a olhar para o amigo em pé de braços cruzados à sua frente, com um sorriso ladino.
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  — Tudo bem. Obrigada por me trazer em seus braços fortes, Scott — Ela riu — e desculpe por dormir durante todo o caminho.
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  — Tirando os roncos, está tudo bem.
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  — Roncos? — Ela arregalou os olhos um tanto envergonhada.
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  — Estou brincando. — Scott disse rindo e se abaixou para acariciar o rosto dela de modo delicado: — Você parecia uma criança cansada dormindo. Acho que foi efeito da cerveja também, não é?
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  Sentindo os dedos carinhosos dele em seu rosto, e a ajeitar alguns fios de seu cabelo, o sorriso simpático e respeitoso de Scott, ficou o olhando com algumas dúvidas e surpresas. Quantas revelações sobre ele, a amiga tivera naquela noite. O tempo todo havia alguém como ela bem à sua frente. Alguém que não era uma espécie de metamorfo ou lenda, mas sentia-se parte de algo maior. De uma história, uma ancestralidade. E de novo, percebeu que Scott era atraente de um jeito novo. Enquanto ela ficava calada o esmiuçando, o homem achou estranha a atitude dela. Ficou pensando em o que estaria se passando na mente dela ao encará-lo daquele jeito, e presos em olhares, estudando um ao outro, Scott colocava uma mecha do cabelo dela para trás da orelha.
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  — O que você está estudando em mim? — Ele perguntou.
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  — Como a vida é engraçada… Eu achei que estava cometendo algum crime desviando-me para os quileutes, e que estava sozinha… Porque por mais que eu os adore, eles não conseguem me compreender… Quero dizer, eles me acolhem, me tratam como uma deles, mas não compreendem os lamentos da minha alma tão confusa… De algum modo eles e eu, somos distantes e muito próximos, mas aí… Você…. Surge com toda a sua normalidade igual a minha, e com os dois pés fincados em um mundinho tão seu… Você é igual a mim, Scott. — declarou de um modo quase filosófico, e Scott riu fraquinho e abaixou o olhar como quem pensasse distante, só tornando a encará-la quando a amiga o perguntou: — E você, o que estava analisando me olhando desse jeito?
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  — Desde que eu a vi, eu já te conhecia. Meu pai também sentiu que já te conhecia, mas ao contrário de mim, ele falou, não foi? Eu guardei cada traço teu, de antes dessa noite, e agora… Enquanto te olhava gravando os traços de uma diferente após ter conhecido a vila, eu pensava… Analisava, ou melhor, tentava analisar… O quanto a sua direção mudou. Porque, seus olhos sobre mim já não são os mesmos.
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  — Isso é ruim?
  — Não. Só me pergunto se fiz as coisas no tempo certo.
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  — Não acho que devamos marcar as coisas com tanta ordenação do tempo… Isso não faz diferença em alguns casos.
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  — Mas é assim que as coisas são. O tempo organiza. E ele é necessário até mesmo para desorganizar… Então, será que na tentativa de organizar algo confuso entre nós, eu tenha desorganizado ainda mais?
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  Aquela pergunta pairou sem resposta por alguns instantes, estava deslumbrada. A cada palavra de Scott Carter, ela descobria um novo ser, um novo amigo, um novo homem e um novo alguém que talvez, fosse capaz de compreendê-la totalmente.
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  — Boa noite, . Eu tenho que ir agora.
  — Tudo bem… Eu te acompanho até a porta. — Ela sibilou quase inaudível de tanto que estava imersa nas palavras ditas por ele. E se levantando, sob um clima de tensão diferente entre eles. Os dois caminhavam em direção à porta de entrada dela, quando Scott retesou os passos no meio do caminho. — O que foi, Scott?
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  — Agora eu fiquei com medo.
  — Medo? Medo de que, Scott?
  — De acordar amanhã e tudo não ter as mesmas proporções…
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  — Co-como assim? — A amiga encarou os olhos dele sobre si, um tanto confusa, inebriada.
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  — Eu vou ter que fazer uma coisa, … Só para que eu possa seguir em frente… Porque se eu não fizer, tanto posso retroceder como continuar no limbo em que estou, mas eu quero arriscar saber o que vem depois.
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  — Do que está falando? — se aproximou de Scott e tocou no braço dele, preocupada e confusa.
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  E foi assim que ele tocou a mão dela que repousava em seu braço, com a cabeça acima da dela, pela diferença de altura, firme a manter uma linha direta do olhar que encarava os lábios da mulher. percebia aquele olhar como se uma chama de paixão pudesse sair das irises de Scott recaindo em si, e a atmosfera ao redor dos dois mudou. Foi estranho, foi hipnótico, foi envolvente. Ela não sentiu os próprios pés dando pequenos passos de encontro a se aproximar ainda mais dele. Era como um ímã os atraísse para perto, contudo, com pouco fogo. Não era luxúria, não era paixão, era um misto de estranheza ingênua, como quando adolescentes estão prestes a dar o seu primeiro, atrapalhado e tímido beijo. tocou com outra mão o rosto de Scott sem desfazer o contato visual, e o rapaz envolveu a cintura dela com seu braço, a trazendo delicadamente para perto.
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  — Scott?
  No silêncio confuso da ausência de resposta dele, o resultado foi um beijo. Os dois colaram suas bocas, com os olhos fechando devagar, e explorando e experimentando um ao outro, o ósculo era calmo e curioso. Era manso, cuidadoso, macio, uma sensação bem típica de Scott Carter causar. Totalmente contrário do que seria o arrebatamento de beijo quente e luxurioso que faria perder-se nos braços de quem a beijasse. Entretanto, aquele beijo ingênuo tinha notas de maturidade e confiança, capazes de deixar que ele guiasse as reações dela, e não o oposto. E só isso, por si, já foi para uma surpresa enorme, quando sentiu uma mão de Scott em sua nuca, entrelaçando dedos por seus cabelos, segurando a cabeça dela como se a movimentasse para onde ele quisesse.
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  Scott Carter, como alguém que manipula o boneco de ventriloquia, dominou o corpo de . E ela deixou-se beijar por ele, como a outro, talvez, não deixaria; sem o meno pingo de disputa por “quem está beijando quem”. Foi Scott que parou o carinho, afastando o rosto um do outro, e explorando já com olhos atentos a expressão dela. A mulher com olhos ainda fechados, a boca entreaberta na espera de que ele retomasse ou dissesse algo. Um sorriso brando, ladino, de ladrão que surrupia uma maçã na feira sem ser pego e depois sai caminhando tranquilo, lustrando a fruta na camisa e a mordendo, estampava ao rosto do Carter. então abriu os olhos notando-o satisfeito, sentindo a mão dele baixando de sua nuca num deslizar respeitoso pelas costas dela, e ela estava completamente assustada pelo modo como ficou dominada por ele. Sequer aproveitou o momento para também explorar alguns carinhos entre os braços, costas ou pescoço dele. Lembrou-se de Theo, seu antigo noivo beijava-a daquele jeito.
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  — Desculpe por isso. — Scott, por fim, rompeu o silêncio se afastando mais.
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  — Não tem que se desculpar. Acho que estávamos os dois, curiosos por isso, depois de tudo… — Ela dizia recobrando a consciência e os gestos — Não… Não peça mesmo desculpas por isso…
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  — Eu não sei o que vai ser quando nos vermos de novo. E nem vou ficar no seu pé ou fazendo dessa noite uma cobrança. Eu vivi o que queria contigo hoje, e…. O beijo… Eu realmente me culparia se saísse daqui sem ao menos deixar essa memória a mais pra nós dois.
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  — Scott, não pretendo te evitar por causa disso ou das suas confissões. Não se preocupe! Eu acho que no fim, a gente realmente terminou a noite num encontro! O que era para ser só uma saída entre amigos, mas não me arrependo.
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  — Eu fico feliz por isso, de verdade. — Ele sorriu um sorriso de garoto travesso — Eu acho que consegui mudar um pouco a minha imagem não é?
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  — É, não posso negar. Agora você tem um… — riu entrando no clima de gozação que o amigo estava provocando para descontrair — Tem um tempero a mais, malandro….
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  Os dois riram e ele apontou a porta para ela, sorrindo:
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  — Tenho que ir.
   acenou e continuou o acompanhando à saída. Abriu a porta para ele, e os dois se despediram em um abraço. Ela aguardou que ele entrasse no carro, e assim que Scott fechou a porta ela acenou e entrou, trancando a própria casa. Apagou as luzes da sala e subiu correndo para seu quarto e depois de acender a luz do abajur da mesa de cabeceira, espiou em sua janela entre as cortinas: o carro de Scott ainda estava parado em frente a sua casa e o homem encarava o próprio volante, em inércia, pensativo. suspirou e saiu das escondidas da janela, observando-o com mais atenção e Scott dentro do carro suspirou pesadamente.
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  — Você fez o que podia no momento mais apropriado, Scott. Agora é deixar as coisas acontecerem ou não. — falou sozinho para si, e debruçou-se um pouco sobre o volante batendo a chave na ignição, olhando para cima e notando na janela o observando. Piscou na direção da amiga e acenou sorridente, e logo ela correspondeu ao sorriso, ele partiu do lugar.
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Capítulo Dezessete – Naufrágio em um coração de pedra

  Já era sábado e acordou com as batidas ocas que escutou à porta da sua casa, mas não se levantou da cama, pois ainda estava sonâmbula como se sonhasse com aquilo, até que seu telefone ao lado da cama começou a soar estridente, fazendo-a finalmente abrir os olhos e o atender.
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  — Alô? — disse com a voz cansada.
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  — ? Está tudo bem? — Ela reconhecia a voz do outro lado, mas não conseguia se lembrar de quem seria, por puro efeito do sono e da leve ressaca que sentia desde a noite passada com Scott. — ? Alô?
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  — Jacob?
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  — Sim. Está tudo bem?
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  — Está… mas o que houve?
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  — Eu estou aqui na sua porta… tínhamos um passeio… — Jacob explicou soando confuso, sem compreender se ela quem havia esquecido, ou ele que entendera errado o encontro.
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  No mesmo instante, a mulher deu um salto da cama deixando o telefone jogado sobre o colchão, descendo as escadas de sua casa apressada e resmungando um pouco desesperada para si:
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  — O passeio! Esqueci do passeio com o Jacob! Como pude esquecer?!
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  Ela pegou o molho de seu porta-chaves e o chaveiro de cachorrinho batia entre os dedos, enrolando-se entre os objetos pendurados, enquanto ela buscava sonolenta, qual era a chave da porta.
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  — Espera aí, Black! Não vai embora! — gritou na esperança de que o homem à porta ainda a aguardasse.
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  — Tudo bem, não precisa correr… — Jacob devolveu a fala, enquanto guardava o celular no bolso de sua calça e sorria de canto, imaginando que a mulher do outro lado da porta estaria descabelada e envergonhada por ter se esquecido.
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  Tal como imaginou, o trinco da porta girou fazendo um típico barulho de destrave e a maçaneta igualmente deu espaço para visão que ele já esperava: ofegante, de olhos esbugalhados, um sorriso sem graça e amarrotada da cabeça aos pés.
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  — Oi! Bom dia! — A voz dela soou baixinha e um tanto rouca.
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  Jacob sustentou um sorrisinho encantado em seu rosto e como se estivesse provocando-a, ele olhou para da cabeça aos pés, lentamente. Em seguida assobiou e disse:
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  — Hoje você se superou! Não sei se você é o lençol ou a cama inteira.
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  Ela olhou-se de cima a baixo, e virando o rosto para o lado pôde ver seu reflexo em um pequeno espelho que havia na parede ao lado da porta. Ao constatar seu rosto cheio de marcas de travesseiro, os cabelos tal como ninho de passarinho e a remela nos olhos, saiu correndo em direção às escadas da casa, e subia-as pedindo enfática:
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  — Espere na sala! Espere na sala!
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  Black sorriu e entrou lentamente pela casa, fechou a porta da sala e foi até a cozinha. Como bem sabia, ela desejaria ao menos uma xícara de café antes de saírem, então ele ligou e preparou a cafeteira automática dela, embora já tivesse dito a ele que preferia o café feito manualmente.
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   entrou em seu cômodo arrancando o pijama em seu corpo e buscando roupas limpas para vestir. Foi pega de surpresa com a data do passeio, pois não havia se lembrado que já seria no dia seguinte ao encontro que tivera com Scott, e, portanto, deitou-se sem sequer lembrar de despertador. Depois de definir o que vestiria, ela correu para o banheiro fora de seu quarto, batendo a porta ao fechá-la e entrando no chuveiro apressada. Alguns minutos depois, saía enrolada na toalha quando avistou a figura de Jacob no topo da escada já adentrando o corredor.
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  — Eu falei para esperar na sala, Black! — Ela enfatizou entrando ao próprio quarto quase como uma fugitiva. — Nem pense em entrar! Eu vou me trocar aqui!
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  Jacob encostou-se no corredor ao lado da porta dela e cruzou os braços como um guarda-costas. Esperou o tempo em que ela já estaria possivelmente vestida e com as falanges do dedo indicador, deu dois toques na madeira.
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  — Já se vestiu?
  — Sim! — ela respondeu alto, mas não abriu a porta. Black girou a maçaneta e entrou sorrateiro no quarto.
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   caminhava de um lado ao outro buscando outro par de algum sapato que não sabia onde deixara. Ele olhou para a cama dela de casal, bagunçada. Olhou ao redor do quarto para ver se encontraria peças de roupas que não fossem dela. E, ainda caminhando lento, como um detetive, foi até a janela olhando para baixo.
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  — Jacob? — indagou ao notar que ele parecia procurar alguém, mas quando ele se abaixou olhando sob a cama, foi que ela realmente sentiu-se incomodada: — Você perdeu alguma coisa aqui, por acaso?
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  — Ainda não tive a chance de deixar nada meu por aqui — ele zombou e, escorando sentado na janela, cruzou os braços perguntou: — Está sozinha? Achei que pudesse ter atrapalhado alguma coisa.
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  — Estou. Claro que estou sozinha! De onde tirou essa ideia?
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  — Você não é de perder a hora assim, parece que dormiu tarde. Eu só pensei que talvez você estivesse com alguém.
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  — E? — calçou o par de sapato que havia encontrado, sem desfazer contato visual com Jacob, e tinha em seu semblante muita indignação pela atitude do rapaz.
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  — E o quê?
  — Jacob! Quem te deu o direito de vir vasculhar meu quarto atrás de alguém?
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  — Eu… não quis ser invasivo, eu só estava brincando, — ele explicou ainda com um sorrisinho cretino no rosto, mas não a olhava nos olhos, pois não admitiria que sentiu um leve desconforto com a hipótese de encontrar alguém ali.
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  — Brincando? — Ela se levantou da cama e com as mãos na cintura o encarava de pé na frente dele, disse categórica: — Certo. Que seja. Mas, se eu estivesse com alguém, sabe que não tem o direito de se meter, não sabe?
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  Black desfez sua expressão e ficou mais sério, porém, não estava irritado com as maneiras dela como geralmente ficava. Na verdade, sentiu-se constrangido porque enquanto passava o café na cozinha, sua mente lhe soou um “Será que ela dormiu com alguém aqui e por isso se esqueceu do nosso combinado?”. Claro, ainda tinha o fato de que o cheiro de uma presença masculina estava impregnado nela e na sala, misturado ao cheiro da própria e também, perto do sofá. Algum cara havia estado ali, ele só não reconhecia quem. Então, a impulsividade de subir as escadas até o cômodo particular dela foi tão instintiva que Jacob sequer percebeu que não tinha aquele direito.
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  — Desculpe — ele falou baixinho e pigarreou se erguendo da janela e dando alguns passos na direção da mulher que ainda o encarava. — É que eu farejei outro homem.
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  — O quê? — perguntou com uma face confusa, mas deixando seu corpo relaxar, já que imediatamente se lembrou de Scott se despedindo dela na noite anterior.
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  — Eu… outro cara. Tem o cheiro de outro cara na sala, deu pra saber que não foi uma mulher, e quando você abriu a porta… Você também tinha… — Jacob suspirou constrangido demais por aquela sua demonstração dos traços selvagens — o cheiro de outro homem impregnado em você.
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   sentiu o rosto ruborizando e coçou a orelha, extremamente envergonhada ela abaixou-se pegando a toalha sobre a cama e deu as costas a Jacob i