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Continuum

21. A Carta

– Vinhedo Dominos, Toscana

  Assim como ordenado pelo seu senhor, aterrissou no aeroporto particular da Continuum na região da Toscana ao final da tarde. Recebida por Guilhermo Dominos, o primo italiano, seu relatório inicial não se encontrava muito bom. Devido as indiferenças com os Tenebrae, causados pela compra das fazendas, o vinhedo na Itália havia sofrido retaliação naquela manhã. A chegada de teria sido em boa hora, pois uma parte das terras pertencentes à família havia sido invadida por mafiosos contratados pelo inimigo.
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  — Chegamos. — disse Guilhermo ao estacionar o carro em frente a propriedade — Eles chegaram atirando em tudo o que via pela frente, somente consegui tempo para retirar os funcionários da casa e alertar os trabalhadores para vir ao campo hoje.
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  — Quantos são? — ela começou a caminhar em direção ao celeiro invadido.
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  — Um grupo de 6 ou 7 sliters, pertencem a uma família da máfia italiana, fazem qualquer coisa por dinheiro, principalmente invasões encomendadas pela Continuum. — respondeu ele, descendo do carro juntamente com ela.
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  Guilhermo, mesmo distante dos demais membros, conhecia bem sua fama. A habilidosa e temida sliter treinada por Donna Fletcher. manteve o foco e a serenidade, sua respiração lenta e tranquila, fazendo seu corpo reunir toda energia possível. Entrando na propriedade, seguiu em direção ao celeiro central empunhando duas armas engatilhadas, uma em cada mão. Ao longo do caminho, ela percebeu estar sendo observada, não tinha medo de sua entrada nada silenciosa.
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  — Não sei se vocês sabem de quem é esta propriedade, eu não costumo dar chances, mas deixo vocês partirem agora, caso queiram. — ela direcionou seu olhar para o piso de pedras, ao parar em frente à porta do celeiro, esperando alguma movimentação.
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  Em um piscar de olhos, a resposta veio com um tiro no chão, bem próximo a ela.
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  — Foi o que pensei, sempre o jeito mais difícil. — ela afirmou levantando seu olhar e o direcionando para o primeiro sliter que mirava em sua direção.
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  Do lado de fora da propriedade, Guilhermo somente ouvia os disparos ao longe. Já no local, se movia de forma precisa e leve, como se dançasse entre as balas que passavam por ela. Se o inimigo tinha a mira ruim, a dela seguia precisa e certeira em todos que estavam no local. No final, um último homem conseguiu escapar, porém, a sliter foi mais rápida, e retirando uma adaga da bota que usava, mirou no homem, acertando suas costas. Ela deu alguns passos e pegando suas armas caídas no chão, seguiu até o homem esfaqueado. Virando seu corpo com o pé, olhou fundo em seus olhos.
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  — Quem os mandou? — perguntou.
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  — Não… me… mate… — disse o homem, com a boca já ensanguentada.
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  — Quem os mandou? — reforçou ela a sua pergunta.
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  — Tenebrae. — sussurrou ele.
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  Ela se virou para voltar à entrada da casa. Porém, ao longe Guilhermo pode ouvir o tiro de misericórdia sendo dado.
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  — Você conseguiu. — disse o homem num tom baixo e com o olhar admirado.
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  — Precisa reforçar a segurança da propriedade. — aconselhou ela. — Vejo que terei que ficar mais tempo que o previsto, para te ajudar com a segurança.
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  — Agradeço por isso, nunca imaginei que pudessem fazer isso com nossa vinícola. — confessou ele, sua inocência — Mas agora vejo que preciso ser mais vigilante.
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  — Ligue para Continuum e peça pela equipe de limpeza da Darko, eles serão rápidos e preciso, quero também o nome desta família da máfia que nos invadiu. — ordenou ela como se ele fosse apenas um funcionário.
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  — Claro, farei isso, mas por que deseja saber sobre a tal família? — perguntou curioso.
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  — Eles precisam aprender que não se pode tocar em algo da família Dominos e continuar sem punição. — disse ela num tom mais sério.
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  — Martini, eles dominam a Toscana. — respondeu o homem seguro do que dizia, e temeroso do que poderia acontecer.
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  — Fique tranquilo, senhor Dominos, somente vou garantir sua segurança e da propriedade Dominos. — assegurou ela, ao pegar a chave do carro de sua mão e entrar nele.
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  Mesmo com problemas para resolver na Itália e agora mais uma família para acertar as contas, os pensamentos mantinham o foco em um pessoa: . Retirando o celular do bolso, faz uma ligação mesmo ao volante. Sua apreensão fazia a ocasião.
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  — Sim? — disse a voz feminina ao telefone.
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  — Donna, sou eu… . — ela parou o carro em frente a uma cafeteria, e manteve o olhar para frente.
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  — Imagino a causa de sua ligação… — continuou — Ainda mais pela sua mensagem.
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  — Então sabe que preciso de um favor. — respirou fundo, se lembrando das palavras de Felícia para seu senhor — Preciso de alguém leal, confiável e que não falhe.
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  — Quer alguém para segui-lo? — perguntou Donna.
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  — Não preciso segui-lo, pois sei para onde ele vai. — respondeu a jovem certa de suas palavras.
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  Ainda que tivesse tido a chance de ler a carta de Felícia, havia somente um lugar que ele poderia descobrir algo sobre ela. A mente da sliter fervia ao tentar imaginar como a Tenebrae havia descoberto. Será que o primogênito Tenebrae havia sido um traidor ao contar sobre seu segredo? Até que parte ela poderia acreditar nas palavras de Carlise e sua lealdade?
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  — Qual localização? — indagou Donna.
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  — Lawrence, Kansas. — respondeu , voltando seu olhar para o lado e vendo um casal passando de mãos dadas.
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  Por um breve devaneio, ela se imaginou assim como . Em uma vida normal sem as intrigas, traições e ameaças da Continuum.
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  — Preciso de 2 dias. — disse Donna a chamando para o mundo real.
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  — Só tenho 24 horas. — rebateu .
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  — Farei o possível, minha criança. — foram as últimas palavras antes de Donna encerrar a ligação.
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– Apartamento Dominos, Seattle

  O ano só estava começando, assim como as mudanças na vida de .
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  Sexta ao acordar pela manhã, uma surpresa em forma de convite lhe chegou na caixa de email. Era o contato de uma amiga da faculdade de ballet, lhe convidando para ajudá-la a preparar uma apresentação para um concurso de dança. Os vencedores, conseguiriam contratos maravilhosos para trabalhar em um hotel-cassino de Monte Carlo. O olhar surpreso da delicada bailarina deixou seu namordo curioso, tanto que quase queimou as panquecas do café da manhã.
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  — O que tanto você lê aí que te deixou estática? — perguntou ele, ao desligar a trempe do fogão e se aproximar dela — Está me deixando curioso.
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  — Estou estática por nunca imaginar que seria convidada para algo assim. — ela mostrou a mensagem a ele, que leu em silêncio.
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  — Você pretende aceitar? — imaginar que ficaria longe de sua namorada não era um pensamento bom para ele.
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  — Bem… Eu ainda não sei, por várias vezes fui boicotada por minha mãe, devido a essa loucura da Continuum, que… — ela parou o notou seu olhar triste — Você acha que eu devo recusar?
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  — Não, claro que não — ele forçou um sorriso — Por mais que seja doloroso imaginar você longe por muito tempo, é o seu sonho, você precisa vivê-lo depois de todo esse tempo sendo reprimida.
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  — ! — ela envolveu seus braços no pescoço dele, assim senti as mãos dele em sua cintura — Obrigado.
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  — Eu te amo. — sussurrou ele, ao beijá-la com suavidade — E estarei torcendo por você.
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  — Isso é bom. — ela abriu um largo sorriso.
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  — Mas…
  — Mas? — ela manteve a atenção nele.
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  — Preciso fazer um pedido. — o olhar de ficou um pouco mais sério.
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  — Faça.
  — Quero que vá com um sliter para te proteger. — pediu ele — Só assim ficarei tranquilo com você longe.
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   ficou surpresa com aquele pedido.
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  — Tudo bem. — assentiu ela sem resistência — Se isso te deixa mais tranquilo.
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  — Obrigado. — ele manteve o olhar nela.
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  — . — deslizou suas mãos e segurou de leve em sua camisa — Não acha que seria melhor fazer o exame de DNA? Assim comprovamos de uma vez se sou ou não o que dizem.
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  — Conhecendo Lionel Tenebrae como conheço, te mataria antes mesmo do resultado sair, você podendo ser ou não, já seria considerada uma ameaça, ele não quer ter nem mesmo um vislumbre de suposições. — respirou fundo, não querendo imaginar a situação — Até mesmo acha melhor te manter longe deles e não fazer nada que possa confirmar.
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  — Seu irmão? Preocupado com a minha segurança? — por essa não esperava.
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  Nem ela, menos ainda seu namorado.
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  — Por mais louco que seja, meu irmão acha que pode te usar para derrubar o Tenebrae, então ele prefere que se mantenha longe do foco até lá. — a puxou para mais perto, abraçando-a forte — Eu não vou deixar que ninguém a machuque, eu prometo.
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  Ouvir aquilo, a deixou aquecida por dentro.
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   se aninhou em seus braços, sentindo toda segurança que precisava para aceitar o convite da amiga. Em segundos, ambos se sentaram à mesa e desfrutaram do café preparado por . Panquecas tradicionais com geléia de morango, ovos mexidos com bacon e torradas, acompanhado por suco de laranja. Acordar pela manhã e ser servida por ele, pouco a pouco tem se tornado mais um sonho do qual não queria acordar. Para a delicada bailarina que desistira do amor, após o conturbado término com no colegial, viver momentos como esses com eram mais do que preciosos.
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  E o brilho em seu olhar demonstrava o quanto estava feliz com tudo.
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  — Deixa que eu lavo a louça suja. — disse ela retirando os pratos da mesa.
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  — Não quer ajuda? — perguntou ele, observando-a.
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  — Já está sendo um sonho namorar um master chef, eu preciso fazer algo para pagar pelo alimento. — brincou ela, rindo.
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  — Eu tenho uma ideia melhor. — ele se levantou e pegando em sua mão, a puxou para ele — Que tal pagar a comida com beijos…
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  Ele beijou de leve seu pescoço.
  — Para, seu bobo. — ela riu, sentindo cócegas — É sério, nunca imaginei viver algo assim… Eu te amo, .
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  — Então me deixe te amar. — pediu ele, a beijando com mais intensidade.
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   se lembrava bem do seu passado.
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  Havia perdido a virgindade com , dois dias antes do término fatídico. Talvez este fato a fizesse retrair um pouco e permanecer insegura sobre ir mais afundo com . Porém, quanto mais convivia com ele naquele apartamento… Passando os dias juntos e conhecendo mais o Dominos que conquistou seu coração, mais ela se sentia segura para dar o segundo passo. Imaginar seu futuro ao lado dele, com muitos filhos e dois cachorros, fazia a bailarina ansiar por viver aquilo de fato.
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  E assim como ela, também a desejava com mais intensidade. Pedindo permissão para amá-la ainda mais.
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  — Hum… — se manteve aninhada a , ambos deitados sobre as almofadas no carpete da sala.
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  Cobertos com uma manta que envolvia o encosto do sofá no início da manhã. Ambos olhando o sol entrar pela janela e tocar as partes de seus corpos que seguiam descobertos. Um silêncio pairou entre os dois e ficou observando a garota brincar com a aliança em seu dedo, enquanto catarolava.
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  Assim como ela, este relacionamento havia sido uma surpresa para ele. Quando se mudou para Seattle, jamais imaginou que conheceria alguém como que pudesse despertar nele uma atração tão forte. Mais que isso. Após o primeiro beijo do casal, o Dominos se viu ainda mais envolvido pela sobrinha da dona do hostel em que se hospedara. Lutar para não pensar nela havia se tornado mais difícil a cada dia, até o dia em que se declarou.
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  Seus sentimentos por ela eram sinceros e verdadeiros, e agora morando juntos a desejava ainda mais. Tocar e beijá-la, não era mais o suficiente, queria mais do que somente tê-la no quarto ao lado, ele queria tê-la em seus braços para sempre.
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  — O que foi? — perguntou ele, voltando sua atenção para ela, assim que se calou.
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  — Estou pensando em uma coisa. — disse num tom baixo.
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  — Em que? — indagou ele.
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  — Se um dia vou poder conhecer sua família. — ela tocou em sua mão, entrelaçando seus dedos aos dele — Você nem me conta nada sobre eles.
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  — Quer mesmo conhecê-los? — indagou ele.
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  — Claro que quero. — ela o olhou — A menos que nosso relacionamento não seja tão importante a ponto de…
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  Ele a interrompeu com um beijo.
  — É claro que nosso relacionamento é importante, tão importante que minha vontade é de me casar com você agora mesmo. — afirmou ele com segurança — Quero estar sempre ao seu lado , mesmo você não me deixando te amar mais intensamente…
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  — Seu bobo! — ela lhe deu um selinho rápido — nos mataria se casássemos agora.
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  — Ele não manda na minha vida, e o que disse é sério… — seu olhar ficou mais profundo — Desejo que um dia se torne a senhora Dominos.
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  — Já tem sido uma loucura morar aqui, nem completamos um ano de namoro. — argumentou ela — E já está com esses assuntos…
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  — Está com medo? — indagou.
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  — Confesso que sim… — ela sentiu certa angústia ao se lembrar do passado — Ainda sigo assustada com seu amor.
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  — Por que?
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  — Preciso aprender a esquecer o passado, mas… Vivo me lembrando das dores que senti. — revelou ela, num tom mais baixo — Às vezes tenho medo de amar você e sofrer por causa disso.
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  — Me deixe amá-la por nós dois então. — ele inclinou mais seu corpo na direção dela, fazendo-a deitar sobre as almofadas — Até que seu coração esteja pronto para me amar por completo.
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  — Você não existe.
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  — Permita-me mostrá-la que sou real.
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  Ele a beijou novamente com doçura e intensidade, fazendo o coração de ambos acelerar.
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   só queria mostrá-la o que sentia de mais sincero e profundo por ela.
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– Lawrence, Kansas

  Após dois dias em um quarto de hotel, indeciso se continuava ou não com seu destino para a verdade, ao final da tarde adentrou a requintada The Grant of Coffee. Seus pensamentos na sliters eram ainda mais precisos e lhe causavam dor internamente. Quanto mais perto ele parecia estar do tal Fisher, mais a raiva dentro dele aumentava. Seu olhar surpreso encontrou um velho conhecido, Nickolas Collins. Ambos haviam se tornado amigos após perder uma aposta para Nickolas em um cassino de Las Vegas.
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  Um Dominos nunca perde, mas neste dia a sorte estava com Nick.
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  — O que o traz ao Kansas velho amigo? — disse Nickolas num tom alto, porém educado ao vê-lo entrar.
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  — Henrie. — manteve a surpresa no olhar e caminhou até sua mesa — Devo imaginar que esta cadeira está à minha espera. — rindo se sentou.
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  — Só você me chamar pelo nome do meio. — ele balançou a cabeça negativamente rindo — Aceita?
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  — Agradeço, mas recuso. — olhou para os variados pedaços de tortas que estavam sobre a mesa — Mas já você, parece que não tem comido muito doce, para onde vai tudo isso? — brincou — Cuidado com o diabetes.
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  — Doce me acalma, vi uma cena um tanto aborrecedora hoje pela manhã. — ele olhou a atendente se aproximando da mesa deles.
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  — Entendo, mas por que está aqui? — se ajeitou mais na cadeira observando os gestos da moça.
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  — Com sua licença senhores, mas a dama da mesa dos fundos está lhe oferecendo esta garrafa de vinho. — disse o homem apontando de leve na direção da mulher e deixando sobre a mesa uma garrafa e uma taça.
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  — Agradeça-a por mim — olhou-a fazendo uma breve reverência com sua cabeça, a mulher que era uma bonita e formosa jovem ruiva elevou de leve a xícara que estava em sua mão e sorriu para ele.
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  — Hum, uma garrafa de Reserva Especial da família Dominos. — Nickolas riu de leve, esperando a moça se afastar — Me parece que alguém te conhece aqui.
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  — Se conhece, eu não sei. — abriu a garrafa e saboreou um pouco do vinho — Mas ela tem bom gosto, essa foi a nossa melhor safra.
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  Disse ele ao olhar a data de fabricação.
  — Muito bem. — brincou dando risadas.
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  — Bem, você poderia me responder agora. — fixou seus olhos na mulher, tentando reconhecer seu rosto.
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  — Vai mesmo prestar atenção em mim?
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  — Claro. — respondeu ele, não movendo seu foco de visão.
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  — Estou a trabalho, assinei um contrato recente com uma empreiteira, vim conhecer os funcionários. — explicou ele.
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  — Empreiteira? Poderia saber a que família pertence?
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  — Olha, família eu não sei, mas o meu novo sócio é conhecido por Fisher. — respondeu.
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   engoliu seco, sentindo o coração acelerar. Ele não queria voltar seus pensamentos para o assunto, então resolveu desviar sua atenção para a mulher do vinho. Após um breve cumprimento com a face, seguiu em direção à mesa da mulher que até o momento não havia parado de olhar pra ele.
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  — Uma dama de tão bom gosto, não poderia deixar de agradecer pessoalmente. — reverenciou com a face.
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  — Fico feliz que tenha gostado, senhor Dominos. — ela o olhou fixamente e sorriu de leve — Momentos assim são raros de acontecer.
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  Suas palavras o deixou surpreso, por ela saber quem ele era.
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  — Devo saber o nome da bela dama? — ele pegou a mão dela suavemente e beijou de leve.
  — Anastacia Fulhan.
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  — É um prazer. — ele sorriu com gentileza — E mais uma vez, obrigado.
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  — O prazer é todo meu. — ela respirou fundo se levantando da cadeira.
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  O Dominos pensou por alguns segundos se deveria investir mais do seu tempo na mulher que acabara de conhecer, até que ouviu seu amigo Nickolas chamar por um sobrenome.
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  — Fisher, aí está você. — disse ele, num tom mais elevado.
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  O olhar atravessado de chegou até o homem. Sentia sua garganta arder em brasa, apenas por imaginar o que teria com aquele homem. Mas ali estava ele. E se o destino os colocou frente a frente sem o menor esforço do Dominos, ele aproveitaria a oportunidade.
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Por você, eu
Seria capaz de fingir estar feliz mesmo estando triste
Por você, eu
Seria capaz de fingir ser forte mesmo estando machucado
Eu queria que o amor pudesse ser aperfeiçoado apenas com amor
Queria que todas minhas fraquezas pudessem ser escondidas.

– Fake Love / BTS

22. Miller

– Hostel Fletcher, Seattle

  Se aconchegar entre os cobertores da cama de tem se tornado um hábito para Sollary, apesar de sua resistência em elevar o nível do relacionamento de ambos. Deitada ali, sendo aninhada pelos fortes braços do homem que a conquistara, seus pensamentos eram cada vez mais direcionados a todos os assuntos envolvendo a Continuum.
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  — Está silenciosa, isso me preocupa. — comentou — Problemas no hospital?
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  — Não e sim… Não é um problema, mas uma preocupação certa. — admitiu ela.
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  — Quer compartilhar? — insistiu ele.
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  — Minha prima disse que um dos residentes do hospital de New Orleans, é de uma família Draconis. — ergueu seu corpo e olhou para ele — Eles estão mais próximos do que imaginamos, sabe lá que acordo meu primo fez com Andrei Tenebrae pra permitir isso.
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  — Não tem como demiti-lo? — perguntou .
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  — Sob qual acusação? Ele é o residente mais aplicado e dedicado, habilidoso e disciplinado, o melhor da equipe pra ser exata, o lado bom é que minha prima vai trabalhar diretamente com ele, a especialização que escolheu é a mesma que ela exerce. — explicou .
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  — Trauma?
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  — Sim. — ela soltou um suspiro cansado — Não sei se fico mais preocupada, ou aliviada por saber que minha prima está lá, ou desnorteada pelo envolvimento do meu primo sem saber até que parte dos nossos segredos ele revelou, com medo de um ataque de Andrei…
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  — Ei… — a puxou para ele, lhe abraçando com segurança — Calma , vai ficar tudo bem, vamos conseguir lidar com isso juntos.
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  — Estou mesmo ouvindo o herdeiro Baker falar isso? — brincou ela, em sussurro.
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  — Confesso que também estou me estranhando há um tempo, nunca me imaginei nessa situação, querendo me envolver mais com a Continuum. — ele riu baixo — Também andei descobrindo histórias sobre o passado da minha irmã.
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   se manteve a uma distância pequena, para olhá-lo.
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  — Sério? O que Annia te contou? — ela se mostrou interessada.
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  — Ela me contou que antes de ser adotada, foi parar no Orfanato Miral, o mesmo em que ficou até ser adotada pela Fletcher.
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  — Espera, então a não é a única suspeita de ser a herdeira Sollary, Annia também poderia ser. — supôs — Ou qualquer outra garota desse orfanato.
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  — Não, se ela fosse, Donna Fletcher teria o máximo de cuidado com ela, não a deixaria ser exposta pela Continuum.
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  — Vamos pela teoria reversa então, sabemos que quanto mais se esconde, mais aquilo deseja ser encontrado, Annia estando a vista da Continuum, o Tenebrae jamais desconfiaria.
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  — Um exame de DNA seria a melhor forma de descobrir.
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  — Será que a Annia toparia?
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  — Carlise pediu para não fazermos nada relacionado a isso, mas continuo preocupado com . — desviou seu olhar para a janela — E não confio nele.
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  — Poderíamos esquecer um pouco esse assunto? — o olhou enciumada — tem muitas pessoas para protegê-la a começar por e .
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  — Hum… — sorriu de canto disfarçadamente.
  — Ela já tem 2, Dominos e Bellorum. — ela o olhou sério e autoritário — Você é meu, Baker.
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  — Sempre seu. — admitiu ele, se inclinando mais para beijá-la de forma suave — Até o fim.
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  — Estava pensando, se mudou do hostel, isso que fez pensar no assunto também. — comentou ela.
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  — Quer morar comigo? — ele olhou com mais interesse no assunto.
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  — Não exatamente, eu estava pensando mais em alugar um quarto na casa da Torres, o que era da minha prima. — explicou ela com inocência nas palavras.
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  — Assim você me mata sua mercenária. — reclamou ele, fazendo um olhar triste — Já estava me imaginando com você todas as manhãs juntinhos e conchinha.
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  — Você que lute, Baker. — ela riu dele.
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  — O que mais você quer de mim? — ele a puxou para mais perto — Já sou um tapete que você pisa sem o menor ressentimento.
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  — … — ela tentou argumentar as palavras dele.
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  — Até quando terei que provar que eu te amo? — o olhar dele ficou mais sério.
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  Ela tentou se afastar e esquivar da resposta, porém foi ainda mais rápido e a beijou mais intensamente. Desta vez o Baker não se daria por vencido e a fazia se render ao seu amor de uma vez por todas.
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  — Eu te amo, Sollary. — sussurrou ele de forma envolvente para ela.
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  Lutar contra era um possível pensamento de , porém desta vez sentir-se amada e protegida por ele, a deixava ainda mais vulnerável e entregue ao paciente que se tornou o homem que a conquistou por completo.
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– Lawrence, Kansas

   controlou sua respiração e manteve seu olhar fixo no homem que procurava. Por dentro, seu corpo fervia de ódio e raiva. Se o tal Fisher realmente existia no lugar em que o bilhete falava, as chances das palavras da Tenebrae serem verdadeiras, só aumentavam. Dominos por um convite de Anastasia, sentou- se na cadeira ao seu lado. Apesar da sensual mulher jogar todo o seu charme para atrair sua atenção total para ela, os olhos dele somente conseguiam se manter voltados para uma só pessoa. É claro que Fisher havia percebido a energia que emanava do Dominos. E curioso, pediu para que Nickolas entregasse um recado a ele.
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  As horas se passaram e ao cair da noite, estacionou o carro em frente a uma casa. A rua mais tranquila e silenciosa da cidade, onde as residências se mantinham ao estilo tradicional americano. Após respirar fundo e descer do carro, sentiu suas mãos tremerem um pouco, pensou em recuar e desistir, entretanto, um Dominos jamais desiste. A passos pesados, seguiu em direção a porta e tocou a campainha. Seu coração parou e voltou a bater, assim que o homem abriu a porta para recebê-lo.
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  — Entre, por favor. — disse Fisher, mantendo a serenidade da voz.
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   entrou na casa, observando cada detalhe do lugar, desde a cortina de renda da janela da sala até a pedra decorativa da lareira. Tons terrosos compondo o ambiente que se entrelaçam ao estilo escandinavo proposto. Uma casa muito bem decorada e moderna internamente. O homem também o observou em silêncio, esperando que o Dominos terminasse sua análise inicial.
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  — Dominos, não é? — perguntou o homem para confirmar a informação que o sócio lhe passara — Confesso que estou curioso para saber os motivos que lhe trouxeram à cidade.
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  — Serei direto, pois odeio desvios de assunto. — voltou-se para ele — Como conhece a Continuum?
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  — Conheci recentemente, nem imaginava que pudesse existir uma sociedade tão organizada e próspera assim. — respondeu o homem, engolindo seco — Não conheço as famílias fundadoras, somente por nome, mas estou surpreso por ter um Dominos em minha casa agora.
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   se manteve sério, voltando seu olhar para um porta-retratos em cima da lareira. Caminhando até o objeto, o pegou em sua mão. Logo o Dominos sentiu como se seu coração fosse apunhalado com uma adaga, ao ver a imagem de na foto ao lado de Fisher como um casal apaixonado acompanhados de duas crianças. Uma perfeita família feliz saída de revistas. Ele segurou suas emoções, respirando fundo.
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  — Sua esposa? — perguntou o Dominos.
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  — Sim. — afirmou Fischer.
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  — Está em casa? — continuou ele.
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  — Não. — respondeu o homem.
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   colocou o objeto no lugar e voltou-se para ele. Por mais que racionalmente sua mente frisava para manter-se calmo, suas emoções fervilhavam de vontade de socar a cara de Fisher, até que não restasse um sopro de vida nele. Ao dar impulso, ele foi parado por outra presença. Uma pequena garotinha surgiu no ambiente, correndo em lágrimas e apreensão até o pai.
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  — Minha pequena. — Fisher pegou sua filha no colo, com carinho — O que houve, não deveria estar dormindo?
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  — Tive um pesadelo papai — respondeu ela, fungando — Quero a mamãe.
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  — Querida, a manhã não pode vir agora, sabe disso. — o tom compreensivo dele começou a acalmar a filha.
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   não conseguiu reagir à cena. Logo suas lembranças de quando pequeno vieram em sua mente, das várias vezes que tivera pesadelos e corria para os braços de sua mãe.
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  — Quem é ele, papai? — a garotinha olhou para , e enxugando as lágrimas sorriu — Boa noite, moço.
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  — Boa noite. — o Dominos conteve ainda mais suas emoções ao perceber que o olhar da criança lembrava o da sua sliter quando a conheceu na academia de Fletcher.
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  — Me desculpe por isso senhor Dominos, vou precisar de alguns minutos com essa mocinha. — disse Fisher seguindo para a escada — Se importa?
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  — Não, fique à vontade. — disse ele.
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  Assim que Fisher subiu as escadas e desapareceu do campo de visão dele, o Dominos não conseguiu permanecer ali nem mais um segundo. Saiu daquela casa apressadamente e voltou para seu quarto do hotel. Sua noite foi em claro, remoendo tudo o que tinha visto e se sentindo culpado por desejar a morte do pai de uma criança tão adorável. Imaginar outro homem tocando-a o corroía por dentro como ácido ingerido. Seu olhar no céu e as lágrimas escorrendo, só conseguia sentir raiva de si mesmo por ter se deixado apaixonar por alguém como . Um olhar inocente no início que lhe conquistou sem muito esforço, e agora se mostrava a mais dissimulada das pessoas.
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  — Senhor Dominos? — a voz de soou no celular dele, ao atendê-la na alta madrugada.
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  Uma ligação feita diretamente da Itália.
  — Sim. — ele segurou suas emoções, mantendo sua voz ponderada e controlada.
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  — Todos os assuntos da vinícola estão resolvidos, estou com os relatórios anuais, houve um pequeno problema que já solucionei e a segurança da propriedade e do seu primo Guilhermo está estabelecida. — disse ela, sendo rápida e objetiva.
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  — Ótimo, volte para Chicago no primeiro voo. — ordenou ele.
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  — Sim senhor. — ela encerrou a ligação.
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  Mesmo de longe. pode sentir uma diferença na voz dele. Algo que já lhe fazia entender o que tinha acontecido. Ainda mais pela informação que recebera de Fulhan, o contato de Donna em Lawrence.
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  Ao amanhecer, retornou para sua cidade.
  Manteve-se silencioso boa parte do dia, esperando pelo regresso de sua sliter. Ao contrário do que esperava, sua mente se manteve limpa e estática. Apenas um pensamento martelando continuamente: Miller. Sua atenção foi desviada quando sua prima Bella, que havia retornado de viagem horas depois dele, adentrou o escritório da adega para lhe reportar suas descobertas.
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  — Primo. — disse a mulher ao entrar com seu andar sinuoso — Sentiu minha falta?
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  — Não tanto quanto minha tia. — respondeu ele com serenidade.
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  — Isso é verdade. — ela riu baixo.
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  — Vamos ao que interessa. Como foi a viagem? — perguntou, mantendo-se sério.
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  — Ah, foi maravilhosa, tenho que te agradecer, fui a tantos… — e vendo o olhar pesado dele — Lugares. — e se voltando para a real pergunta dele — Produtiva, minha viagem foi produtiva.
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  — O que descobriu? Quem conheceu? — ele queria detalhes.
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  — Eu não fiquei somente na Europa como estipulou, fiz amizades com um membro da família Morello e outro da família Volth, ambos influentes na Austrália. — respondeu com precisão — E possuem algumas divergências com os Tenebrae…
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  — Morello são detentores da madeira turca? — perguntou , voltando o olhar para sua sliter que apareceu em seu campo de visão.
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  — Sim, e a fábrica deles é bem conceituada na indústria moveleira, sendo um dos melhores nas feira de Milão. — respondeu Bella com seus conhecimentos do assunto — Conheci também um membro desgarrado e rejeitado da família Vidal, acho que pode ser um aliado no território inimigo.
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  — Gostei da última parte. — manteve o olhar em , que se aproximava em silêncio — Poderia nos deixar a sós, Bella?
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  — Claro, tenho outros assuntos me aguardando. — a mulher se retirou, curiosa para saber o que aconteceria ali em sua ausência.
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   esperou até que Bella saísse do seu campo de visão e fechasse a porta, então olhou para ele, mantendo-se firme como sempre.
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  — Estou aqui. — ela se pronunciou primeiro.
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  — Tem certeza? — ele se levantou de sua cadeira seguindo em sua direção — Tem certeza que está mesmo aqui?
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  — Do que está falando? — o olhou confusa, dando um passo para trás — Não entendo sua pergunta.
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  Nunca havia o visto com aquele olhar, que lhe causou um frio na espinha.
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  — Que engraçado não saber, sempre sabe tudo sobre mim não é? Cada passo, cada olhar, até mesmo conhece as variações da minha respiração… Já eu, sempre no escuro sobre você, mas agora descobri o seu segredo Miller, sua traição. — ele começou controlando o tom de voz e a raiva interna — Achou que a sua família de Lawrence ficaria oculta de mim para sempre? Que me faria de idiota enquanto me engana.
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  — Senhor… — ela tentou tomar a palavras.
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  — Cale-se. — ele alterou sua voz.
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   se assustou com aquilo. Ela sabia que as ações momentâneas de eram por ter descoberto seu segredo mais oculto da Continuum. Não imaginava como Felícia havia descoberto sobre aquilo, e se tinha sido obra de seu irmão Carlise. Se o herdeiro Tenebrae havia lhe traído, Miller tinha contas a acertar com o mesmo. Porém, agora sua atenção se voltava para o homem em fúria à sua frente.
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  — Não quero mais ouvir suas mentiras, não quero mais olhar para a mulher que me engana. — seus olhos lacrimejaram, porém ele me manteve firme — Se mente sobre quem é, podes mentir sobre qual lado está… Você me fez te odiar , como eu nunca odiei alguém antes… Te dou dez minutos para desaparecer da minha vida.
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  Ela respirou fundo.
  Poderia argumentar, poderia pedir perdão, ou até mesmo implorar para que ele a entendesse. Porém, assentiu mantendo o olhar sereno e compreensivo. Apenas deixou as pastas com os relatórios em cima da mesa e se retirou. Os dez minutos foram utilizados para pegar sua espada e as armas que tinha guardado, ela só precisava disso, além dos documentos no bolso interno do casaco. A garantia de sua segurança enquanto estivesse afastada. E sim. Miller sabia que retornaria em algum momento para a vida dele, por isso, não se deixaria abater pelas intrigas geradas pelo inimigo.
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  Ele permaneceu em silêncio por um tempo, até que do andar superior pôde-se ouvir os barulhos gerados por sua fúria reprimida. Sophie achou estranha a saída indecifrável de logo após o seu retorno de viagem, ela tomou impulso para descer a adega, porém foi barrada pela filha. Bella conhecia bem os estados emocionais do primo com raiva, já havia visto muitos deles.
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  — Não mãe, é melhor deixá-lo sozinho, não sabemos o que está acontecendo entre a sliter e o imperador. — aconselhou ela, utilizando o apelido que dara ao primo.
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  A tia Dominos assentiu as palavras da filha e voltou seu olhar para a porta que dava para a adega, ouvindo mais barulhos ainda vindo do lugar. Se havia alguém além da sliter que poderia acalmar a fúria de , esse alguém é o irmão caçula que sempre estava ao seu lado. Sophie não perdeu tempo e ligou para seu sobrinho a fim de pedi-lo ajuda ao irmão.
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  Não estava nos planos de deixar sua delicada bailarina sozinha antes da hora. Contudo, como a mesma estava se programando para a viagem rumo ao seu sonho e um concurso de dança, valia o sacrifício. já imaginava que algo sério poderia ter acontecido ao irmão, já que sua presença em Chicago era necessária com urgência. Horas de voo depois, o Dominos caçula desembarcou no aeroporto particular da Continuum, seguindo diretamente para casa.
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  — Boa noite. — disse assim que foi recebido na porta pela criada e entrou na mansão — Geny!
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  — ! — sua irmã seguiu ao seu encontro e o abraçou — Que bom que está aqui, nossa tia te ligou, mas achei que não pudesse vir.
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  — Bem, eu tinha alguns compromissos em Seattle, mas posso adiá-los. — relatou ele.
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  — E sua namorada?
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  — Está bem, contratei um sliter para cuidar da segurança dela. — contou ele, voltando o olhar para a escada.
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  Sua tia descia com toda pompa e um sorriso esperançoso ao ver seu sobrinho.
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  — . — Sophie manteve seu olhar nele — Quem bom que chegou.
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  — Olá, tia. — cumprimentou ele.
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  — Não sei o que fazer, seu irmão está há dois dias trancado naquele escritório sem ver a luz do sol sem falar com ninguém. — disse a mulher controlando seu desespero — Nunca imaginei que isso pudesse acontecer.
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  — Aconteceu algo entre ele e a ? — perguntou .
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  — A sliter foi embora. — respondeu Genevieve.
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   não sabia o que poderia ter acontecido, mas sabia que era grave. Ele tinha conhecimentos do amor que o irmão sentia pela sua segurança pessoal. Sabia o quão se colocava dependente da sliter mais habilidosa que a Continuum já conheceu. O que deixava o caçula Dominos ainda mais preocupado com o estado do irmão enclausurado.
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  — ? — deu dois toques na porta — , sou eu, , abre, por favor.
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  Nenhuma movimentação voluntária ocorreu do lado de dentro.
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  Com a chave mestra da casa, ele deu a volta na fechadura e girou a maçaneta. Ao entrar no escritório, o corpo de congelou a princípio ao ver a destruição gerada no lugar. Algo que lhe testificou que o assunto era mesmo grave, para deixar o irmão naquele estado de fúria. Entrando com cautela pelos cacos de vidro espalhados pelo chão das garrafas quebradas, fechou a porta e seguiu até o irmão que estava sentado no chão, encostado na parede com o olhar distante direcionado para o teto.
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  — . — ele respirou fundo, se sentando ao lado dele — O que aconteceu?
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  — A verdade aconteceu. — o Dominos soltou um suspiro fraco.
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  — Pode me dizer por que a foi embora? — indagou com cautela.
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  O silêncio se estabeleceu entre eles por um tempo.
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  — Eu só queria por um dia não ser o Dominos… Só um. — ele voltou seu olhar cheio de lágrimas, amargura, raiva e frustração para o irmão — Não ser eu por um dia e não sentir essa dor agora.
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  — O que a sliter fez? — insistiu.
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  — Me fez odiá-la. — sussurrou , voltando o olhar para o teto novamente.
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   conseguiu ver uma lágrima escorrer no rosto do irmão. Era surpreendente vê-lo naquele estado de vulnerabilidade. O que o chefe Dominos sentia por sua sliter não era uma mera fascinação por suas habilidades, ou paixão passageira. havia entregado tanto seu coração quanto toda sua vida a ela, e agora não se sentia com forças o bastante para se reerguer das cinzas.
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– Hotel Village, Seattle

  Longe de Chicago, havia algumas contas a acertar. estava em frente à porta da suíte do herdeiro Tenebrae. Assim que o homem abriu a porta, não teve nem mesmo a oportunidade de se pronunciar. Miller deu um chute em sua barriga o jogando para mais dentro do ambiente, encostando a porta, fechou seus punhos para socá-lo, porém Carlise se esquivou em sua defesa e ergueu mais o corpo para se equilibrar. Ela continuou avançando contra ele, deixando extravasar sua raiva por ter sido temporariamente demitida.
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  — O que está fazendo? — perguntou ele, tomando distância dela — ?
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  — O que disse a sua irmã? — perguntou ela, lançando sua perna na cara dele, o derrubando novamente — O que disse a ela?
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  — Sobre o quê? — ele alterou a sua voz sem entender o que acontecia, se levantando novamente respirando fundo — Que acusação é essa?
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  — foi até Lawrence. — disse ela com um olhar ameaçador — E alguém vai pagar por isso.
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  Ela avançou contra ele novamente, que se defendeu segurando-a pelos pulsos, pressionando seu corpo contra a parede. Porém deu uma cabeçada em Carlise o tonteando e girando o corpo, o pressionou contra a parede mantendo o salto do seu sapato no pescoço dele.
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  — O que você você contou a sua irmã? — repetiu ela a pergunta.
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  — Senhor Tenebrae… — a voz de Yasmin soou mais atrás no susto ao ver a cena.
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   sacou a arma das costas de sua calça e apontou para a moça.
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  — Nenhum movimento em falso, feche a porta e se sente no sofá, estamos somente conversando. — ordenou em seu habitual tom firme e seguro — Se gritar ou chamar alguém, vou me esquecer que é uma Fletcher e atirar sem dó.
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  — Faça… o que ela… diz. — disse Carlise em dificuldades.
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  — Sim senhora. — Yasmin assentiu e fechando a porta, se sentou com ordenado.
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   voltou o olhar para o Tenebrae.
  — Onde estávamos? — perguntou ela com ironia.
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  — Não podemos conversar como pessoas civilizadas? — pediu ele.
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  Ela assentiu se afastando do homem. O recado inicial já havia sido dado, e ela já tinha extravasado sua raiva acumulada. Carlise tossiu algumas vezes recuperando o fôlego e caminhou até o espelho para ver o estrago em seu pescoço.
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  — A mesma esquentada de sempre, você não muda, Miller. — comentou ele, olhando as marcas do arranhado do salto dela.
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  — Pare de rodeios. — a sliter guardou a arma novamente e encostou na parede, observando ele.
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  — Confesso, precisei falar algumas coisas sobre você a minha família, eles estavam desconfiando de mim, reclamando que não lhes dava respostas e curiosos sobre você, principalmente a Felícia. — Carlise começou a se explicar — Acho que já percebeu a obsessão dela pelo seu chefe, não tive outra escolha e dei o que eles queriam para achar que estão um passo à frente.
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  — Poderia ter enviado para outro caminho. — retrucou ela.
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  — Miller, nós dois sabemos que Fisher não é o seu maior segredo. — ele voltou o olhar para ela — E que precisava de alguma forma desviar a atenção da Continuum.
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  — Mas agora eles podem ficar em perigo. — argumentou a sliter — Se alguma coisa acontecer a eles…
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  — Calma, está tudo sob controle, eu analisei todos os prós e contras, não se preocupe, já estão sob proteção direta de Donna Fletcher. — assegurou ele — Agora que está longe dele, e mais calma, o que pretende fazer?
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  — Não ficarei longe dele, precisa de mim, mesmo achando que me odeia agora. — respondeu ela, se mostrando mais tranquila.
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  — Então pretende contar toda a verdade a ele? — Carlise a olhou curioso.
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  — Penso que será divertido deixar uma trilha de migalhas… E vou precisar de você para isso. — respondeu ela segura de suas palavras.
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  — De mim? — ele ficou surpreso.
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  — Um Tenebrae semeou a discórdia, nada mais justo que outro Tenebrae se responsabilize por reparar o estrago. — explicou mais precisamente — Há quanto tempo não escreve cartas?
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  Carlise sorriu de canto, movendo seu olhar para Yasmin que observava ambos impressionada com o que presenciava.
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Você me destrói assim
Eu vou parar, não quero mais você
Eu não consigo mais fazer isso, que merda
Por favor, não me peça mais desculpas.

– I Need U / BTS

23. Mudanças

Algum lugar de Seattle.

  Era estranho para se imaginar morando com alguém, principalmente quando esse alguém se chamava . Ela tinha a estabilidade financeira e independência que sempre sonhou desde que foi para a universidade. Agora, tinha o fator Baker a ser considerado. Por mais que quisesse ficar perto dele, ainda tinha algo que a fazia se manter afastada. Entretanto, ela havia conseguido um acordo satisfatório com o homem, sendo oficialmente vizinhos. Baker havia conseguido dois apartamentos no mesmo prédio em que comprou o seu.
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  Não era bem isso que Baker imaginou quando propôs uma saída estratégica do hostel, mas já se dava por satisfeito em ter uma cópia da chave dela em seu chaveiro.
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  — O cheiro está gostoso. — disse ele, ao abraçá-la por trás, olhando para o que ela tanto preparava no fogão.
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  — Vai por mim, o sabor estará melhor ainda. — assegurou ela, ao desligar a trempe do fogão.
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  — Não sabia que minha doutora também tinha aptidão para gastronomia. — ele deu um beijo de leve no pescoço dela, lhe causando cócegas.
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  — Bem, também tenho meus segredos. — brincou ela ao se virar para ele, envolvendo seus braços em seu pescoço — Viu como é bom estarmos assim e sermos vizinhos? Assim nenhum enjoa da cara do outro.
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  — Eu jamais vou me enjoar de te olhar. — ele se manteve sério — Já você…
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  — Não comece, ainda estou me acostumando com a nova realidade. — ela deu um selinho nele — Confesso que gosto de estar no controle de tudo.
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  — Você já controla tudo em mim. — ele soltou um suspiro cansado — Agora fiquei curioso para saber como era seu namoro com o Dominos.
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  — Bem… Foi por isso que não deu certo. — ela riu — Ambos queríamos mandar.
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  — Ok, então o segredo é fazer você pensar que manda. — ele sorriu de canto.
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  E girando seus corpos, a colocou sentada na bancada, lhe dando um beijo intenso em seguida.
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  — Que abusado… — sussurrou ela — Está tentando me enganar então?
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  — Descobri seu ponto fraco, Sollary. — ele sorriu de canto — Eu disse que seria minha, não vou te deixar escapar.
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  Sim. tinha descoberto como manter o olhar de Sollary para ele. A determinada residente, mesmo não dando o braço a torcer, já estava mais do que envolvia a ele. Não somente por ter se entregado por completo, mas por sentir que a cada beijo, acelerava ainda mais seu coração. E quem se importava em ter o controle quando seu corpo se arrepiava com o amor inesperado do paciente gentil a quem salvara a vida.
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  — Vamos comer antes que esfrie. — disse ela, após ele lhe dar outro beijo estremecedor.
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  — Vamos. — ele sorriu descendo-a da bancada e pegou os pratos no armário. — Amanhã, eu cozinho. — disse.
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  Ela soltou uma gargalhada.
  — Desde quando? — ela o olhou surpresa — Eu sei muito bem que não sabe cozinhar, informações vindas de Annia Baker.
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  — Aquela linguaruda. — resmungou ele — Annia não passou a vida toda grudada em mim, sou especialista em macarrão instantâneo, tá?
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  Eles riram disso.
  — Agora estou ansiosa para provar. — brincou ela, retirando a travessa de crepes de frango cremoso do forno e colocando na mesa, juntamente com o arroz da panela.
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  — Uau. — disse ele impressionado ao se sentar.
  — Vou levar seu olhar como um elogio. — disse ela, se sentando na cadeira ao lado.
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  — Fique à vontade, não imagina o quanto estou feliz por estarmos aqui. — disse ele — Melhor que isso, só se tornando minha esposa.
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  — Vai com calma Baker, não pule etapas, seja primeiro meu vizinho, depois pensamos como vou te promover. — brincou ela rindo dele.
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  — Quer apostar comigo que em menos de um ano, terá uma aliança na mão esquerda? — instigou ele.
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  — Acha mesmo que vai me manipular? Que sabe meu ponto fraco? — ela riu dele.
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  — Está duvidando da minha capacidade? — retrucou ele — Seus olhos já não conseguem mais me ignorar.
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  — Ok, fechado. — desafiou ela — Me surpreenda, Baker, e continue lutando.
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  Ela abriu um largo sorriso, sentindo o coração pulsar mais forte. A cada dia que conhecia mais o lado ousado de , mais ela se sentia louca e atraída por ele. Agora estava curiosa para saber como ele a faria se casar com ele.
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  — Com maior prazer. — ele piscou de leve para ela e deu a primeira garfada.
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  Baker se mantinha com a confiança de sempre no olhar. Se casar com não era o que mais queria. O maior desejo de era ambos serem felizes juntos, principalmente com muitos beijos e carícias intensas envolvidos.
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Apartamento Dominos, Seattle

   finalmente havia terminado de organizar sua mala para seguir para o aeroporto. Para sua segurança, garantiu de um jatinho particular da família a levasse a Los Angeles onde passaria as próximas semanas focada em treinar o grupo de dança, juntamente com a amiga Hana. Seu coração não se cabia dentro do peito de tanta ansiedade e empolgação. Assim que se trocou, colocou a bolsa no ombro, pegou a mala e saiu do apartamento. Lohan, o sliter contratado para lhe proteger, a ajudou com a mala e seguiu com ela de táxi até o aeroporto particular da Continuum na cidade.
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  Ao cair na noite, finalmente ela já se encontrava desembarcando no aeroporto particular de Los Angeles. Após alugar um carro, Lohan seguiu dirigindo com ela no banco traseiro enviando uma mensagem a que a fez prometer mensagens diárias contando sua aventura como coreógrafa. Assim que chegou no hotel Village, fez o check-in em nome do namorado. realmente pensou em alugar um quarto em um hostel ou algo mais barato ainda, porém o Dominos achou mais prudente sua hospedagem ser um lugar conhecido.
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  — Amiga, uau, que luxo. — disse Hana assim que entrou na suíte vip em que se hospedou.
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  — É incrível, não é? — ela sorriu ainda maravilhada com o lugar — E a vista é melhor ainda.
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  — Eu quero ver. — Hana correu até a sacada do quarto e olhou a vista para o mar — Uau, estou em choque… Você arranjou um namorado de responsa. — brincou ela — E com direito a segurança especial.
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  — Eu ainda fico em choque com essas coisas. — riu, indo se sentar no sofá — Mas vamos focar, sei que acabei de chegar, mas realmente precisamos já acertar nosso cronograma de ensaios.
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  — Que garota disciplinada. — Hana se aproximou da amiga e se sentou ao seu lado — Podemos aproveitar um pouco antes.
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  — Somente sou disciplinada nessas ocasiões. — ela riu — Me conta mais sobre seu grupo de dança.
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  — Então, o grupo Soul é bem mistos, temos cinco homens e sete mulheres, precisamos construir 3 coreografias oficiais, todas com algumas acrobacias e dois solos, e ainda tem as pequenas batalhas em duplas por pontos extras. — explicou Hana, pegando seu celular do bolso e ligando a tela para mostrar imagens do grupo para ela — Aqui estão eles, vou te apresentar amanhã para começarmos com nossos ensaios.
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  — Ok, só vou precisar saber o conceito do grupo e se o torneiro tem alguma temática em especial. — olhou as imagens — E também se vai querer misturar estilos de dança.
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  — Eu acho interessante uma mistura, tem a clássica de ballet com hip-hop. — sugeriu a amiga.
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  — Estilo Step Up? — pegou a referência do filme — Acho que podemos adicionar um pouco de dança latina, tem um professor na escola onde eu trabalho que me ensinou algumas coisas que acho que podemos trabalhar.
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  — É por isso que te chamei amiga, você sempre tem ideias inovadoras e surpreendentes. — Hana sorriu para ela — Quero ir para Monte Carlo a todo custo.
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  — Vamos trabalhar duro para isso. — assegurou .
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  — Só fico triste por você não querer ir com a gente. — Hana se mostrou razoavelmente chateada.
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  — Amiga, minha vida é em Seattle agora, não me vejo em outro lugar. — explicou ela — O sonho que tinha de ser coreógrafa deu lugar a outros sonhos.
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  — Isso está relacionado a um certo Dominos? — supôs Hana.
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  — Talvez. — ela abri um largo sorriso.
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  Ambas permaneceram conversando mais um pouco, até que Hana retornou ao hostel em que estava hospedada. Lohan se acomodou no quarto inferior, próximo a área de segurança, ele contaria com a ajuda dos funcionários do lugar para monitorar pessoalmente as câmeras do corredor da suíte da bailarina. tomou um banho de espumas na banheira que havia na suíte e ao colocar seu pijama, se deitou na cama. Ao olhar para o celular, não se conteve em tirar uma foto e enviar para .
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  — Aqui e com saudades, essa cama é tão grande, cabe mais um. — disse ela no áudio que enviara para ele.
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  Com uma risada rápida, ficou olhando para a tela do aparelho. Em um piscar de olhos, a canção de chamada iniciou, com uma ligação do seu namorado.
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  — Que vontade de estar aí. — disse ele, assim que ela atendeu.
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  — Boa noite, Dominos. — ela sorriu, voltando seu olhar para a janela — Como está Chicago?
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  — Nublada. — respondeu ele.
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  — E o ? — perguntou ela — Quando saiu de Seattle, parecia muito preocupado com ele, aconteceu algo grave.
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  — Olhando por fora não, mas para ele que está vivendo, sim. — enigmático como sempre, resumiu a situação — Meu irmão precisa de alguns dias para ele.
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  — Ele está doente? — ficou preocupada.
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  — Não. — riu — Bem, se estar apaixonado é uma doença, todos nós estamos.
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  Somente o Dominos caçula para brincar com a situação sentimental do irmão. E não se conteve em soltar uma gargalhada maldosa.
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  — Mas ele vai estar em off por alguns dias e eu terei que assumir seu lugar na empresa por enquanto. — explicou ele.
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  — Isso significa que a abertura do seu restaurante vai demorar. Não é? — indagou ela.
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  — Provavelmente sim, mas não me importo com isso agora, o restaurante ainda precisa passar pela vistoria da vigilância sanitária e outros órgãos do setor. — respondeu ele — O que importa agora é o bem-estar do .
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  — Acho bonito sua preocupação com ele. — elogiou ela — faria o mesmo pela Yasmim.
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  — Você não me fala muito dela. — reclamou .
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  — Você também não me fala muito sobre suas irmãs. — retrucou — Mas… Digamos que a Minie seja bem discreta e reservada, ela trabalha para Carlise Tenebrae, acho que o conhece.
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  — Sim, o conheço bem. — se mostrou intrigado pelo Tenebrae ter envolvimento com uma Fletcher — E sua mãe não se importa?
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  — Nenhum pouco, parece que pra minha mãe todos da família poder se envolver com a Continuum, menos eu. — a voz de soou com frustração.
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  — Nós dois sabemos o motivo. — lembrou ele.
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  — Não é motivo, tanto me escondeu que agora todos me encontraram. — seu argumento era válido — Quanto mais se esconde algo, mais ele deseja ser visto.
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  — Você quer ser vista.
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  — Por você, sim. — brincou ela — Estou com saudade, a gente tinha mais dois dias juntos e você partiu antes.
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  — Prometo te compensar. — assegurou ele.
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  — Vou cobrar. — ela riu.
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  — Já se encontrou com o tal grupo de dança? — perguntou ele.
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  — Ainda não, faremos isso amanhã pela manhã, após o café. — respondeu ela — Mas já estou cheia de ideias fervilhando em minha mente.
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  — Isso me deixa feliz, te ouvindo falar sobre isso, sei que está animada. — comentou ele.
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  — Animada é pouco, estou mega empolgada, é tipo eu montar toda uma apresentação com coreografias extremamente legais e queria tanto que você estivesse no torneio para ver do que sua namorada é capaz. — desejou ela.
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  — Quem sabe… Farei o possível para ir. — disse ele — Não posso prometer.
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  — Eu sei, agora você vai entrar no modo Dominos empresário chefe. — brincou ela.
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  Eles riram juntos.
  — Como está com o Lohan? Espero que não se sinta desconfortável com um segurança atrás de você o dia todo. — perguntou ele.
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  — É estranho, mas… Vou me acostumar, prometo. — assegurou ela.
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  — O que importa para mim é você estar segura . — disse ele, mantendo o tom sério e preocupado — Até tudo isso passar, até destronar Lionel, o que mais me importa é a sua segurança, e juro que não tem sido fácil estar tão longe.
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  — Imagino, pela sua voz… — ela voltou o olhar para o anel em seu dedo, que ele lhe dera de presente — Mas fique tranquilo e seja um bom chefe substituto para seu irmão, eu estou bem e Lohan vai fazer seu trabalho direito, eu sou uma pessoa bem fácil de se proteger.
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  — Eu te amo, Fletcher. — disse ele.
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  — Eu também te amo, Dominos.
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  Com um sorriso em sua face, a delicada bailarina encerrou a ligação e se cobriu um pouco mais. Ela adormeceu olhando a foto de seu namorado pela tela do celular. Na manhã seguinte, acordou bem cedo e, antes de descer para o café da manhã servido no restaurante do hotel, se alongou um pouco no quarto. Após desfrutar de uma farta refeição, seguiu de carro com Lohan para um estúdio de dança que pertencia à mãe de Hana. A família de sua amiga era toda formada por artistas, desde talentosos pintores, a artistas do Cirque du Soleil.
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  — Bom dia galera, esta é , ela vai trabalhar com a gente me ajudando com as coreografias. — apresentou Hana, a amiga para todos.
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  “Bem-vinda”; “Que legal, temos uma coreógrafa.”; “Olha só como ela é bonita.” Esses e muitos outros comentários surgiram enquanto foi conhecendo cada um e perguntando o estilo de dança deles. Fletcher tinha acordado com uma ideia na cabeça, usaria a frase “nascido de um boombox” do filme Step Up 3, como conceito e base para as coreografias. Com um aquecimento prévio, ela ligou uma música aleatória no celular e pediu que cada um mostrasse seus talentos. precisava ver até onde conseguia chegar individualmente e também no coletivo.
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  Foram horas divertidas, até que ela sentou com todos para montar o cronograma de ensaios e começar a pensar nos passos de cada coreografia. Pouco ao final da tarde, ela retornou ao hotel. Seu olhar ficou curioso ao ver um rosto conhecido no lugar, era surpreendente ver o Bellorum ali em Los Angeles.
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  — ? — gritou ela, ao chamá-lo.
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  — ? — ele sorriu de leve ao vê-la e seguiu até ela — O que faz aqui?
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  Logo o olhar do Bellorum seguiu para Lohan que estava atrás.
  — Com um sliter? — continuou.
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  — Você conhece o Lohan? — perguntou ela, com a inocência de sempre.
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  — Gravei o rosto de todos os sliters que trabalham para a Continuum. — explicou , dando um sorriso de canto disfarçado — Principalmente os que são treinados por sua avó.
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  — Você foi treinado por minha avó? — olhou para o homem.
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  — Sim, senhora. — assentiu o sliter.
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   voltou o olhar para Bellorum.
  — Bem, eu estou aqui a trabalho, e você? — perguntou ela.
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  — Somos dois então. — ele riu — Quer tomar um café com uma velho amigo?
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  — Você não é velho, Bellorum. — ela riu também — Mas aceito sim.
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  Ambos seguiram até o restaurante do hotel e fizeram seus pedidos ao garçom. Lohan se manteve distante, porém com o olhar atento neles. manteve seu olhar fixo em , internamente ainda sentia seu coração despedaçado por saber que a garota já havia superado o que tiveram no passado. Parte dele se sentia aliviado por ser , pois sabia que ela seria protegida. Porém, por alguns meros instantes, até voltar a realidade que ele ainda a amava como nos tempos do colegial.
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  — Está me olhando demais. — comentou ela — Isso me deixa com vergonha.
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  — Desculpa, não consigo resistir. — ele olhou para o lado, vendo o garçom se aproximar com os pedidos — Sabe que ainda te amo, é difícil aceitar que está com o Dominos e tenha me esquecido.
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  — Já conversamos sobre isso, . — disse ela, também olhando o homem se aproximar.
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  Assim que foram servidos, o olhar dele se voltou para ela.
  — Eu sei, tenho que aceitar por mais que me doa. — a sinceridade em seu olhar, deixava surpresa e um pouco retraída.
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  Era louco para ela ouvir tudo aquilo. O passado que viveu com o Bellorum sempre voltava em seus pensamentos. Isso era os pontos que causavam a insegurança no relacionamento com . Ela sabia que o fato de ambos serem da Continuum já significava uma pequena perturbação. Mas já estava se acostumando ao fato de sempre ter que se preocupar com os riscos que poderia correr. Ela queria dar essa chance aos sentimentos que tinha por , mas não sabia como se desligar pelos ressentimentos que ainda mantinha de . Sua avó sempre lhe dizia que quando não esquecemos uma pessoa, é porque ainda a amamos. E ela não sabia se ainda amava o Bellorum.
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  — E qual é seu trabalho aqui em Los Angeles? — perguntou ele, mudando de assunto.
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  — Uma amiga me convidou para ajudá-la a montar algumas coreografias para um grupo, vai ter um torneio de dança em breve em aqui. — respondeu ela, ao dar a primeira garfada na torta de maçã em seu prato — Vou passar as próximas semanas na cidade.
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  — Que interessante, fico feliz que esteja realizando um de seus sonhos. — comentou ele.
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  — Bem, se não posso estar em uma companhia de dança, pelo menos o sonho da coreógrafa posso realizar. — brincou ela, ao rir — E você, senhor Bellorum? O que faz longe da DP de Seattle?
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  — Fui promovido. — respondeu ele rindo junto — Meu avô achou melhor que eu assumisse a equipe alpha do FBI, já que meu irmão está na CIA.
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  — Uau, que upgrade. — comentou ela — De detetive da DP de Seattle, a agente do FBI.
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  — Pois é, não é fácil ser o herdeiro. — comentou ele — Por isso, sempre sou enviado para algum lugar específico para aprender como as coisas funcionam.
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  — E qual seria o topo dessa cadeia alimentar? — brincou ela — O pentágono?
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  — Não. — ele riu — Ser o diretor da Darko.
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  — O que é a Darko? — perguntou ela.
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  — Uma agência da minha família em conjunto com a família Baker. — explicou ele, omitindo muitas partes a ela.
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  — Aposto que tem mais coisas nessa explicação que não pode me contar. — supôs ela.
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  — Quanto menos souber agora, melhor. — ele voltou seu olhar para Lohan — E quanto ao sliter, quem está no comando dele?
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  — Como assim comando? — ela estranhou sua forma de falar.
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  — Quem o contratou? — explicou melhor.
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  — . — respondeu.
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  — Imaginei, soube que ele está em Chicago. — disse.
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  — Sim, o irmão está com alguns problemas, quanto menos souber melhor. — brincou ela.
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  Eles riram.
  — Imagino que o sliter seja por causa dos Tenebrae. — supôs ele.
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  — Sim, acha que o tal Lionel pode saber sobre mim e tentar alguma coisa. — soltou um suspiro cansado — Nem mesmo me deixou cogitar a ideia de fazer o teste de DNA.
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  — Seria mais fácil se isso fosse feito. — começou a cogitar ideias — , e se… Acho que podemos fazer isso sem que mais ninguém saiba.
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  — Um teste? — perguntou ela — Mas nenhum Tenebrae vai querer nos ajudar.
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  — Nenhum que esteja consciente. — ele sorriu de canto.
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  — Do que está falando ? — ela já não entendeu mais nada.
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  — Só preciso de um fio de cabelo seu, do resto eu cuido. — disse ele.
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  — Tudo bem. — ela arrancou dois fios de sua cabeça e lhe entregou. — Agora estou curiosa para saber como vai conseguir.
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   deixou em oculto para a bailarina. Mas sabia muito bem o lugar em que laboratório interno da Darko, Godric Tenebrae era mantido sob coma induzido. O antigo chefe dos Tenebrae, na época em que foi sutilmente destronado por seu irmão, havia sofrido um acidente e, estando sob os cuidados de Irina Bake, induzido ao coma. Agora, era mantido sob monitoramento constante na instalação da Darko na Rússia, longe dos olhares da família que o traiu.
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  — O importante é eu conseguir. — ele sorriu para ela.
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  Ambos ficaram mais um tempo conversando ali. Com contando um pouco mais sobre sua nova função de agente do FBI para ela.
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  Os dias se passaram com seguindo seu cronograma de ensaios com precisão. O grupo estava se esforçando para pegar todos os passos das coreografias e tudo estava tomando uma forma agradável e harmônica. Era noite de sábado e as horas de ensaio excederam um pouco por estar próxima a data do torneio. Na volta para o hotel, perto de uma rua escura, o carro deles foi fechado por duas motos, e vários disparos foram em sua direção.
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  — Senhorita Fletcher, se abaixe! — gritou Lohan.
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  O sliter trocou alguns tiros com os homens, enquanto a tirava do carro. Ao tentarem escapar, ele levou um tiro, caindo pelo caminho. só conseguiu ouvir seu sussurro mandando ela correr. Saindo pelas ruas, a bailarina se viu no desespero enquanto era perseguida por mais quatro homens. Passando pelas pessoas, ia trombando em algumas, até que avistou as escadas de uma estação de metrô. Descendo apressadamente, ela tentou se colocar entre as pessoas que entravam no trem que estacionara. Seguiu de vagão em vagão até que percebeu que dois dos homens tinham entrado atrás dela.
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   respirou fundo, sem saber o que faria naquela hora. Seus olhos já juntavam lágrimas de medo, e seu coração acelerado só desejava…
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  Ou melhor, pedia por socorro.
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Não posso dar um passo para trás nesse caminho sem fim
Woo woo woo, não se abale
Não posso cair nesse momento de confusão
Woo woo woo, há somente uma chance.

– One Shot / B.A.P

24. Manhattan

Instalações Darko, Manhattan

  Ser agente do FBI era a nova realidade de Bellorum. Após um pequeno encontro inesperado com , agora ele tinha outro motivo para visitar as instalações da Darko em NY. O caçula dos Bellorum tinha muitas responsabilidades em suas costas, agora que seu avô o definiu como herdeiro da família. Com seu irmão mais velho desaparecido, só restava a ele seguir com o legado militar que herdou do fundador Victor Bellorum.
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  — Mal acabamos de nos encontrar e já está me ligando, Rumpel? — disse ele, ao atender o celular, assim que desceu do táxi em frente ao prédio da Continuum.
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  — Foi você quem me contratou, Bellorum, achei que gostaria do relatório diário das minhas atividades. — disse ela, do outro lado da linha de uma forma debochada.
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  — Não tenho tempo, diga logo o que quer. — disse ele.
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  — Encontraram outro corpo próximo ao centro. — continuou ela — Ainda estou analisando se há conexão entre os dois assassinatos, mas provavelmente tenha.
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  — Só isso? — ele pareceu impaciente, mas manteve a cordialidade.
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  — E você acha pouco? — perguntou ela.
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  — Faça seu trabalho Rumpel, e só me ligue quando realmente for algo útil. — pediu ele — Sou um Bellorum ocupado.
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  Ela soltou uma gargalhada do outro lado da linha e encerrou a ligação. O militar impecável havia solicitado os serviços da detetive particular Hailee Rumpel. A neta do detetive famoso por seus acordos, Rumpelstiltskin. Atualmente a destemida mulher estava trabalhando por conta própria após se desligar da agência Darko. Com um assassinato muito suspeito em Los Angeles ligando crimes do passado investigados por seu avô, nada mais justo que ela siga à frente da investigação. Isso era mais do que um alívio para ele, já que estava com seus pensamentos voltados a e sua segurança. Assim que guardou o aparelho no bolso, entrou no edifício e seguiu para a recepção.
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  — Preciso falar com Irina Baker. — disse ele, ao se colocar em frente ao balcão de informações.
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  — Tem horário marcado com a dra.? — perguntou a recepcionista.
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  — Não, e não preciso. — assegurou.
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  — Qual seu nome.
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  — Bellorum. — respondeu.
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  — Senhor Bellorum. — a mulher engoliu seco e pegou no telefone para informar sua presença.
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  — Não precisa, Jud. — a voz de Irina soou atrás dele — Como é inesperado a visita do herdeiro Bellorum.
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  — Irina. — sorriu de canto para ela.
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  A conhecia desde criança e havia passado muitos dias de treinamento em suas instalações na Rússia. Irina Baker era a melhor médica/cientista que já havia conhecido, e mais insana também com seus experimentos tecnológicos.
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  — Como sabe sobre minha herança? — perguntou ele, ao retribuir o abraço que ela lhe dera.
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  — As notícias correm na Continuum. — explicou ela, mantendo a suavidade no olhar — Soube do desaparecimento do seu irmão, eu lamento muito.
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  — Armaram para ele, meu pai não aceita que meu irmão esteja realmente morto, e não sabemos como implantaram as provas falsas sobre ele, Vincent não se deu o trabalho de recorrer a família. — explicou mantendo o tom de preocupação na voz — Ele havia se desligado de nós por não querer ser o herdeiro, mas poderia ter nos ligado.
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  — É bem suspeito o que aconteceu e ainda mais pela família dele. — Iria soltando um suspiro cansado — Mas não foi sobre isso que veio aqui, não é? Geralmente os Bellorum só aparecem no laboratório interno quando precisa de algo dos Baker.
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  — Você tem toda razão, podemos ir para um lugar mais privado? — pediu ele.
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  — Claro.
  Irina o conduziu até seu escritório pessoal no quarto nível do subsolo. observou bem o lugar e percebeu que muita coisa havia mudado ali, desde quando visitou a instalação pela primeira vez quando criança. Ela se sentou em sua cadeira de frente para a bancada de trabalho, mantendo o olhar nele.
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  — Em que posso lhe ser útil? — perguntou ela, cruzando os braços.
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  — Bem… — ele se manteve de pé e remexendo os bolsos da jaqueta preta, retirou o saquinho — Vamos começar com isso.
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  — O que seria? — ela esticou a mão.
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  — Preciso de um exame de DNA. — continuou ele, lhe entregando o saquinho — Esse fio de cabelo pertence a uma amiga, e só você pode fazer isso.
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  — Sabe que para um exame eu preciso do material genético de duas pessoas. — reforçou ela, ao olhar para o fio de cabelo.
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  — A outra pessoa você já possui. — revelou ele, mantendo a serenidade no olhar — Godric Tenebrae.
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  — Isto é da herdeira? — perguntou ela, se mostrando mais interessada.
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  — É de uma possível possibilidade, e preciso da certeza. — respondeu — Mas gostaria de sigilo, não quero que mais ninguém saiba, para manter a segurança da pessoa.
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  — Como se o mundo soubesse que eu estou com o Godric. — ela deu uma risada rápida — Aquele filho da mãe me engana, me dá um fora, teve uma família com outra mulher e agora depende de mim vegetando em uma cama. Nem mesmo minha irmã Allison sabe que ele está comigo, e conhecendo-a bem, usaria isso para benefício próprio.
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  Ela soltou outro suspiro cansado e se espreguiçou, em seguida guardou o saquinho no bolso do jaleco. A Baker havia passado um longo tempo em seu laboratório pessoal, trabalhando em seu novo projeto de traje de proteção aperfeiçoado para os sliters de Donna Fletcher. Ela que sempre gostou do universo da moda, agora estava se aventurando em pesquisas de fibra sintética e nanotecnologia em tecidos. Algo que traria ainda mais rentabilidade econômica para os negócios da família.
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  — Então posso contar com sua ajuda? — indagou .
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  — Fique tranquilo, eu já estava mesmo com planos de voltar às instalações de Ergaki, a Rússia não é tão bonita no inverno, mas tenho outros assuntos por lá. — assentiu ela, à sua maneira — Nikolai me disse que iria te encontrar em Seattle, vocês chegaram a conversar?
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  — Ele me apresentou o projeto Alpha, fiquei impressionado com o que fizeram com a garota, mas surpreso com a história dela. — confessou ele — Ainda mais pelo fato de Andrei Tenebrae estar envolvido indiretamente.
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  — Parece que todos agora estão atrás do traidor. — comentou ela de forma debochada — Mas enfim, um dia o encontraremos e ele terá a justiça que merece.
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  — A maioria de nós busca vingança e não justiça. — enfatizou ele — Andrei nem mesmo tem o sangue de um fundador e olha o que ele está causando. Sua estratégia de colocar uma família contra a outra quase colocou em risco a existência da Continuum, tudo isso para quê?
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  — Tudo isso após ter promessas de poder pela Draconis, aqueles italianos mafiosos. — a voz de Irina soou num sussurro irritado.
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  — Primeiro, vamos resolver nossos problemas internos, Lionel Tenebrae é tão perigoso quanto Andrei e está no comando da Continuum. — colocou as mãos no bolso da calça, voltando ao foco — Pelas leis da nossa sociedade, a única que pode tirá-lo do poder é a herdeira.
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  — Se esse fio de cabelo que me deu for mesmo legítimo, vai ser interessante ver Lionel destronado. — ela sorriu de canto com satisfação — Tem meu comprometimento e sigilo, assim que chegar nas instalações da Rússia, farei o teste e te envio o resultado.
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  — Apenas diga quando ficar pronto, vou pessoalmente buscar. — assegurou ele.
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  — Esta herdeira deve ser muito importante para você fazer isso. — supôs ela.
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  — Você não imagina quanto. — respirou fundo e voltou o olhar para a janela — Não quero que ela se machuque, não por causa da Continuum.
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  Assim que saiu do prédio, seguiu para seu próximo compromisso. Ele sabia que apenas ser aliado aos Dominos na guerra interna da Continuum não era suficiente, sua família mesmo sabendo se proteger, também poderia virar alvo de Andrei Tenebrae. Ele não poderia cuidar de tantos assuntos com seus pensamentos todos voltados para Fletcher. Mesmo que a delicada bailarina tenha ao seu lado a proteção de um Dominos. ainda tinha seu coração acelerado por ela.
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  E isso foi o gatilho que faltava para o maior acordo da sua vida.
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  — Miller. — disse ele ao se aproximar da mulher que se encontrava parada próximo ao lago do Central Park.
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  — Fiquei surpresa quando me mandou sua mensagem. — disse ela, mantendo o tom firme de sempre — Sabe que teoricamente não trabalho mais para o Dominos.
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  — E isso te impede de garantir a segurança dele? — retrucou .
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  — Uma promessa foi feita, independentemente da situação atual. — afirmou ela — O que nos trouxe aqui? Não foi para falar sobre Dominos.
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  — Não. — ele respirou fundo — Você é a única pessoa de fora da minha família que posso confiar, e tem muitos contatos…
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  — Seja direto, Bellorum, sei que não é de rodeios. — ela voltou seu olhar para ele — O que deseja de mim?
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  — É a melhor sliter que eu conheço, melhor até que eu mesmo, se for pesar na balança, preciso da sua ajuda para proteger a . — pediu ele, controlando seu tom desesperado — Sei que Lionel está chegando mais perto dela e Andrei está desaparecido, eu a encontrei em Los Angeles dias atrás, estava com um sliter da Donna, mas não sinto que seja suficiente.
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  — E quer que eu a proteja. — Miller cruzou os braços — Não sei se posso proteger duas pessoas ao mesmo tempo.
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  — Você sabe que pode, . — o olhar dele ficou ainda mais sério.
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  — Tudo bem, digamos que eu o ajude com isso, por que está tão interessado na segurança dela? — ela se manteve atenta às expressões faciais dele — Fletcher está em um relacionamento com , estou curiosa para saber como um Bellorum entra nessa história.
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  — Nós namoramos no passado. — foi honesto com ela — Ainda me preocupo.
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  Miller voltou seu olhar para frente analisando a situação. Assim como , ela também tinha suas próprias preocupações e estratégias de defesa. Talvez aquele encontro fosse algo positivo para seus próximos passos. Mesmo distante de Dominos, ela ainda mantinha sua lealdade a ele.
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  — Acho que posso te ajudar se, em troca, você me ajudar. — afirmou ela com tranquilidade.
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  — O que eu tenho que fazer? — perguntou ele.
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  — Você sabe guardar segredos? — ela olhou de volta para ele — Tenho um para te contar.
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  Mansão Baker, Manhattan

  — Ora, ora irmãozinho… Quando me disseram que estava em Manhattan, fiquei surpresa. — a voz de Annia soou pelo jardim de inverno, seu olhar brilhou ao ver o irmão diante dela — Bem-vindo ao lar.
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  — Annia. — ele sorriu de leve para ela — Como tem passado?
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  — Melhor do que nunca e cheio de negócios para resolver. — ela voltou o olhar para Dimitri que permanecia de pé atrás dela — Me acompanha no desjejum?
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  — Não, não vou demorar muito em casa, preciso voltar para Seattle. — ele retirou o celular do bolso e olhou a mensagem que recebera — Tem falado com a nossa mãe?
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  — Allison está muito bem aproveitando sua aposentadoria. — ele analisou as expressões preocupadas na face do irmão — O que o trouxe aqui?
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  — Alguns negócios da minha oficina. — respondeu ele.
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  — Ainda com esse sonho maluco de viver de um negócio desfocado? — ela cruzou os braços mantendo o olhar sério — , você pode ser muito mais do que apenas um mecânico medíocre.
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  — Não seja preconceituosa, é uma profissão honrada e você sabe que não quero me envolver com os negócios da família. — retrucou ele confiante no que dizia — Até a nossa mãe já se conformou com isso.
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  — Ela se conformou porque tem a mim para ficar no seu lugar. — confrontou.
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  — E faz isso de forma impecável. — sua voz soou como um elogio.
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  — Mas isso não te impede de usar o dinheiro da família para suas aventuras financeiras. — continuou ela, em seus ataques suaves.
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  Annia Baker tinha uma leve esperança de ver seu irmão sendo um diretor, ficando ao seu lado no controle das empresas. Mas nem tudo o que desejamos, é o que temos. O espírito livre de o fez se apaixonar por carros, o que levou ao seu interesse por mecânica e tudo que gira em torno desse universo. Agora, a única coisa que o filho biológico de Allison Baker queria, era apenas ser um humilde e discreto mecânico de Seattle e ter seus negócios bem longe dos olhares da Continuum. Essa era mais uma das muitas formas que ele tinha para mostrar a sua amada Sollary que era um homem responsável.
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  — Veja isso como um empréstimo que um dia pagarei. — ele brincou arrancando risos dela.
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  — Você jamais vai pagar, seu bobo. — ela deu alguns passos para dentro do jardim e parou ao seu lado — Como está seu namoro com a Sollary? Terei sobrinhos?
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  — Annia? — ele a olhou com repreensão — Filhos só vem depois do altar.
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  — E quando pretende colocar uma aliança no dedo dela? — ela colocou a mão na cintura — Você é um Baker, não vai me perder a garota.
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  Ela riu dele, olhando o olhar para a parede do jardim vertical. Por um breve momento se lembrou dos tempos de criança. Logo seu celular tocou, era uma mensagem de Cedric a esperando para o café da manhã em uma cafeteria desconhecida.
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  — Me desculpa, irmãozinho, mas tenho outra companhia para o café da manhã. — disse Annia ao guardar o celular no bolso do casaco — Se precisar de alguma coisa, sabe que pode contar comigo.
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  — Eu sei. — ele sorriu de canto — Conseguiu convencer Allison? Ela deixou Cedric ficar em sua vida definitivamente?
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  — Nossa mãe adora demonstrar que está no controle de tudo, mas sabemos como dobrá-la. — Annia riu novamente — Tenho que ir agora, estou feliz por estar em casa, vou te ver na festa dos Dominos?
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  — Talvez, e provavelmente estarei acompanhado. — ele sorriu de forma maliciosa.
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  — Estou com saudade da minha cunhada. — ela piscou de leve para ele e seguiu para porta — Vamos, Dimitri, ainda temos muito trabalho para hoje.
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  Alguns minutos depois, ainda pensativo no jardim, o celular de tocou em seu bolso. Ao atender, recebeu um bom dia caloroso de sua namorada vozinha do outro lado da ligação.
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  — A que se deve sua ligação? — perguntou ele, dando passos em direção a porta — Não deu nem 24 horas que estamos longe e já está com saudades?
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  Ele riu de forma abusada.
  — Vou ignorar sua ilusão. — disse Sollary ainda e risos — Só queria dizer que cheguei em New Orleans com segurança, e estou quase surtando com todas as burocracias que encontrei no hospital daqui.
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  — Sua prima Mayah não está aí para resolver tudo? — indagou ele, sem entender.
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  — Meu pai agora está com a ideia que eu preciso me desdobrar em duas para terminar minha especialização em cardiocirurgia e alinhar todos os hospitais. — ela soltou um suspiro cansado — Você não faz ideia de como eu estou agora e já faz quatro dias que não toco em um bisturi. Quatro dias. Como eu vou me especializar?
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  — Calma aí, Cristina Yang, você será a melhor cirurgiã cardíaca que Sollary Hospital já viu, e isso sem atrapalhar sua responsabilidade de herdeira. — ele tentou tranquilizá-la, apelidando-a da sua personagem favorita — Queria estar aí para te… Você sabe.
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  Um toque de malícia soou dele, fazendo Sollary arrepiar do outro lado da ligação. Ela prendeu um leve surto interno de saudade e desejo de agarrá-lo naquele momento, e se conteve um pouco.
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  — Eu vou ficar bem, Baker. — disse ela com mais tranquilidade — Vou aproveitar que estou aqui para conhecer melhor Niklaus Savoia, preciso saber se ele tem alguma ligação com Andrei Tenebrae.
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  — Tome cuidado. — alertou ele, seguindo para a saída da mansão.
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  — Fique tranquilo, eu sei me cuidar… Mas como está indo sua viagem, como está Annia?
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  — Te mandou um abraço. — respondeu ele.
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  — Hum…. Só isso?
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  — Você queria mais detalhes?
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  — Claro, meu namorado está a quilômetros de distância de mim, quero relatório completo. — brincou ela.
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  — Olha só, Sollary é ciumenta. — brincou ele, soltando um risinho bobo.
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  — Foi você quem disse que gosto de estar no controle. — ela brincou de volta rindo — Baker…
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  — O quê? — disse ele, ao se colocar diante do seu carro.
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  — Te vejo na festa dos Dominos? — perguntou ela.
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  — Só se tivermos a nossa festa privada depois. — sugeriu ele, maliciosamente.
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  — Você precisa lutar mais, Baker. — ela riu um pouco — Preciso desligar agora, tenho uma reunião com o diretor do hospital daqui.
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  — Boa sorte e se alimente direito. — se mostrou preocupado.
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  Em seu quarto de hotel em New Orleans, abriu um largo sorriso ao sentir seu coração se aquecer com a demonstração de cuidado e carinho de . Os sentimentos de proteção e amor que ele transmitia eram novidades para ela, ainda mais depois de todos os relacionamentos conturbados que teve anteriormente.
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  Ainda em Manhattan, entrou em seu carro e seguiu para uma loja de peças indicada por seu amigo. Por mais que os assuntos da Continuum estivessem gerando caos na vida de todos, a vida continuava e Baker tinha seus sonhos para realizar. Apesar de ter pulado a etapa da universidade e aprendido o ofício com vários mecânicos que conheceu ao longo da adolescência.
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  — Agradeço todas as indicações finais Hector, não conseguiria sem sua ajuda. — disse ao parar em frente a uma mesa de peças de demonstração, os olhos dele brilharam um pouco — Agora vou conseguir finalizar tudo.
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  — Não há de que meu amigo, agora estou curioso para saber como está sua oficina em Seattle. — ele riu, voltando o olhar para uma funcionária que passou todo o tempo paquerando — Desta vez sua mãe não vai atrapalhar, não é?
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  — Não, Allison Baker está muito ocupada com sua aposentadoria. — respondeu Baker — E a empresa está salva com Annia à frente dos negócios.
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  — Fechando esse negócio aqui, vai voltar para sua nova cidade? — perguntou curioso.
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  — Não, vou para Chicago, tenho um evento social para ir, coisas de família. — riu baixo — Eu saio da Continuum, mas ela não sai de mim.
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  — Isso é verdade.
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  Ambos riram um pouco.
  — Deve ser complicado viver nesse mundo, depois de tanta história que me contou. — Hector soltou um suspiro fraco — É uma loucura.
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  — Só quem nasce dentro sabe como sobreviver. — brincou — Fico feliz que sua família não tenha se aliado à sociedade.
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  — Meu tio é ganancioso, roubou tudo para ele mesmo, mas não é doido de entrar em uma sociedade com guerras internas. — Hector manteve seu olhar na funcionária — Meu amigo se me permite, preciso conseguir o telefone de uma certa garota.
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   riu de leve ao observar seu amigo se afastar. Ele voltou para a saída da loja, quando seu celular tocou. A princípio estranhou. Receber uma ligação de Dominos.
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  — Dominos? — disse ao atender — O que aconteceu para me ligar?
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  — Levaram a . — foram suas palavras.
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  A voz de do outro lado da linha soou com traços de amargura e desespero. Fletcher não estava somente desaparecida, mas havia sido levada pelo inimigo e sua vida corria um grave risco.
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Um tiro, deixe-me te contar algo que você já sabe.
– One Shot / B.A.P

25. Dominos Company

Dominos House, Chicago

  A casa dos Dominos estava bem movimentada naquela manhã de sexta-feira. Com Sophie cuidando pessoalmente dos preparativos da festa de aniversário da empresa com mais alguns funcionários da diretoria de marketing. Sua empolgação deixava até mesmo as sobrinhas impressionadas.
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  — Nossa tia está mesmo empolgada. — comentou Jass, mantendo-se encostada na parede observando-a falar ao telefone.
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  — Sua animação não me preocupa, mas nossos irmãos, sim. — comentou Genevieve ao olhar para o relógio em seu pulso — Depois de semanas trancado na adega com tudo quebrado em volta, agora está mais silencioso e fechado que o normal, fingindo que nada aconteceu, isso me dá medo.
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  — Nada contra ter em casa, mas também é estranho vê-lo fazer as coisas no lugar do poderoso chefão. — disse a caçula com seus apelidos para o irmão mais velho — não tem nada a ver com a imagem de homem de negócios que a empresa exige.
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  — Ele está fazendo o seu melhor para dar apoio ao , só fico me perguntando o motivo dele ter demitido a e agora estar nessa fase depressiva oculta. — Gen soltou um suspiro cansado — É triste vê-lo assim.
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  — Eu não desejo uma desilusão amorosa a ninguém, nem para meus inimigos, imagine para meu irmão. — disse em sussurro.
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  — Desilusão amorosa? — Gen a olhou intrigada — Explica isso direito.
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  — Teve um dia em que eu peguei os dois quase se beijando. — explicou a caçula.
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  — Os dois??
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  — e a sliter maravilha. — revelou — Será que ela deu um fora nele e ele com raiva a demitiu?
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  — E você acha que demitiria alguém só por isso? Ainda mais uma pessoa que já levou um tiro por ele? — a voz de Bella soou próxima a ela, a prima deu mais dois passos sinuosos — Se for para apostar em algo, apostaria em algum segredo que ele descobriu dela.
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  — Você sabe muito para quem acabou de voltar para casa. — comentou Jess dando de ombros.
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  — A questão não é saber, mas pensar como eles pensam, é muito leal a ele para ter ido embora por algum motivo bobo. — ela voltou o olhar para Jass — E assim como nós estamos vivendo com esse afastamento, os inimigos da nossa família já devem saber também.
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  — Acha que nosso irmão pode sofrer algum ataque com isso? — Genevieve se mostrou preocupada com sua suposição.
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  — Talvez… Talvez pensem que está vulnerável agora. — ela deu uma risada rápida — Mas nós sabemos que ela não representava toda a força dele.
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  — Considerando as últimas semanas, ficou muito abalado com a partida dela.
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  Isso ninguém podia negar. O distanciamento de Miller havia afetado o Dominos de uma forma surpreendente. Após dias recluso, se reergueu das cinzas para voltar à ativa com a ajuda do irmão mais novo. E lá estavam os dois no escritório discutindo sobre os últimos acontecimentos.
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  — Eu não vou deixar você ir. — disse num tom mais firme, ao segurar o braço do irmão — Se despencar para Los Angeles, não vai fazer a aparecer.
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  — Eu a deixei para te ajudar, ela ficou sem proteção por minha causa. — seu tom desesperado ainda se mantinha.
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  — Olha o que você está dizendo, , com ou sem você eles atacariam ela, e sorte a nossa que não estava lá, imagina se tivessem te matado? — o olhar protetor de estava ali, temeroso em relação a segurança do irmão — Eu não posso te perder também.
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  — E eu não posso perder a . — retrucou ele, se acalmando um pouco — O que eu faço agora?
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  — Eu já entrei em contato com todos os chefes das famílias aliadas, Fallin e Village também vão nos ajudar, vamos encontrar ela, eu prometo. — assegurou ele — Além do mais, Donna Fletcher também já está ciente da situação, é neta dela, com certeza fará algo.
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  — Se pelo menos a estivesse aqui…
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  — Não fale esse nome. — respirou fundo e se afastou do irmão — Não precisamos dela.
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  — Ela pode nos ajudar a encontrar a . — insistiu certo de suas palavras.
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  — Eu não vou ligar para a mulher que… Não quero nem me lembrar de sua existência. — afirmou ele.
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  As palavras do chefe Dominos soaram pesadas e firmes. Porém, internamente, seu coração ainda estava sofrendo e sua mente confusa com tudo. Talvez houvesse mesmo uma batalha interna entre o amor e o ódio que o fazia agir daquela forma. caminhou até sua cadeira e se sentou, pegando o celular viu uma mensagem de Annia Baker confirmando sua presença na festa dos Dominos.
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  — Mais uma aliada para nos ajudar. — disse ele ao irmão.
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  — Quem? — o olhou.
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  — Annia Baker confirmou sua presença em nossa festa. — respondeu — Pedirei a ela que nos ajude a descobrir para onde levaram .
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  — não retorna minhas ligações, ele foi a última pessoa a vê-la… Acho que vou ligar para , ele é amigo dela, pode nos ajudar também, assim como a . — disse , pegando seu celular do bolso.
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  — Não envolva a , ela já tem problemas demais com sua família e um Draconis no Sollary Hospital. — pediu .
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  — O que sabe sobre isso?
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  — Ela me ligou noite passada me pedindo um conselho. — explicou subjetivamente.
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  — A Sollary pedindo conselho? Essa é nova. — riu de leve.
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  — Como sabe, muito dinheiro foi desviado do hospital de New Orleans, ela precisava de alguns conselhos financeiros. — continuou ele — Mas o que me preocupa são as ações traiçoeiras de Andrei Tenebrae.
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  — me ligou e disse que a Darko não tem nenhuma notícia sobre o paradeiro dele. — bufou — Isso já está ficando irritante, todos esses ataques.
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  — O que me faz indagar agora se foi ele quem levou a sua bailarina. — manteve o olhar pensativo no irmão — Só estamos cogitando Lionel, mas ele também é um suspeito.
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  — É tão cansativo tudo isso, eu só queria… Se algo acontecer com a , Lionel ou quem quer que a tenha levado, eu não me importo em viver o resto da minha vida em uma prisão. — se dirigiu para porta, retirando-se do escritório.
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   moveu seu olhar para a janela. Por um breve segundo pensou em como seria levado a essa situação se Miller estivesse ali ao seu lado. Porém, voltando à realidade, foi despertado de seus devaneios pela presença de sua irmã na porta.
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  — Posso entrar? — perguntou Genevieve.
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  — Claro. — ele se ajeitou mais um pouco na cadeira, observando os passos de sua irmã até ele — O que deseja?
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  — Saber se está bem. — ela permaneceu de pé em frente a sua mesa — Está tudo bem, ?
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  — Sim, e por que não estaria? — ele não entendeu a pergunta da irmã.
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  — Vamos começar com você demitindo a , passando duas semanas trancado em uma adega toda destruída e somente deixando entrar, finalizando com seu retorno como se nada tivesse acontecido. — ela cruzou os braços — Tem certeza que está tudo bem?
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  — Sim, Genevieve, está tudo bem e não tenho nada a dizer sobre isso. — respondeu ele — Eu não me envolvi em seus momentos de fúria quando se decepcionava com algum namorado interesseiro, nem me envolvi além do aceitável em sua vida pessoal.
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  — Não é somente sobre sua vida pessoal, , representava muita coisa para cada um de nós. — retrucou ela com firmeza — Ela sempre esteve ao seu lado e com certeza morreria por você, ver ela indo embora e o estado em que você ficou, é um tanto quanto perturbador para nós.
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  — Eu vou dizer mais uma vez para você que fique tranquila e volte a se preocupar com seu jantar de noivado. — ele se levantou da cadeira e manteve o olhar seguro para ela — Está tudo bem comigo Genevieve, eu estou bem, minha maior preocupação agora é mostrar a todos na festa da empresa que nossa família continua forte e sólida. Posso contar com você?
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  — Você sempre pode contar comigo. — ele soltou um suspiro cansado.
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  Gen sabia que o irmão não estava sendo 100% honesto nem consigo mesmo.
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  — Agradeço por isso, e espero vê-la acompanhada por Lance. — ele deu um sorriso fechado discreto.
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  — Ele virá, fique tranquilo. — ela deu um passo para trás — Vou te deixar trabalhar.
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  Assim que Genevieve se retirou, pegou as chaves do seu carro de cima de mesa e se retirou. Ele tinha um destino traçado. Um encontro com Isla Fallin na Coffee Sweet. Assim que chegou, sua amiga já o aguardava sentada em uma mesa central, desfrutando de um cappuccino com torta de nozes.
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  — Obrigado por me convidar para o café. — disse ele ao se aproximar dela, puxando a cadeira à frente para se sentar.
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  — Você é o meu melhor amigo e precisa de alguém para conversar. — disse ela, num tom de brincadeira.
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  Isla moveu seu olhar discretamente para seu novo segurança particular e assentiu para ficar mais relaxado. Ela sabia que estava segura na cidade em que o amigo comandava e que ninguém de sua família poderia tentar algo contra ela.
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  — Como tem passado? — perguntou ela.
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  — Melhor do que ontem. — brincou ele.
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  — Fico feliz que esteja assim. — ela deu outra golada — Tomei a liberdade de pedir um latte para você.
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  Assim que ela terminou de falar, uma funcionária se aproximou com o pedido e depositou a xícara na mesa se afastando depois.
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  — Vai mesmo mantê-la afastada? — perguntou Fallin mesmo sabendo que o assunto era delicado.
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  — De quem está falando? — ele se fez de desentendido.
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  — Você sabe. — ela manteve o olhar atento ao amigo — Vai mesmo continuar odiando ela?
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  — Por que quer falar sobre isso?
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  — Por que você não quer, ? — retrucou — Você a ama, está em seus olhos e deixou que o inimigo separasse vocês. Vamos combinar, ela é a melhor sliter que existe e metade da Continuum quer te matar, muitos se beneficiam com a demissão dela.
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  — Se foi para falar sobre isso que estamos aqui, eu vou embora. — ele se remexeu na cadeira para se levantar.
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  — . — ela segurou em sua mão com sutileza — Não seja assim, fugindo do óbvio.
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  — Não é porque sabe de um segredo, que pode achar que sabe de todos os outros. — retrucou ele — Não importa quem ela seja, a me traiu.
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  — Você também tem segredos que nunca contou a ela, vai mesmo ficar irritado com isso, e daí que ela tem um marido e filhos? A daria sua vida por você, não foi somente uma vez que ela foi parar no hospital te protegendo. — Isla não se importou em chamar o amigo a razão, ela conhecia toda a história — Conte a ela o que sabe e…
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  — Ele é um sliter? Não me parece ter sido treinado pela Donna. — ele desconversou.
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  Ele tentou desviar o foco da conversa para o novo segurança de Fallin, Gerard Corvin.
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  — Não mude de assunto, . — ela se mostrou irritada.
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  — Você é uma boa amiga, Isla, mas não entre em assuntos dos quais não são da sua conta, você é minha amiga, mas a é um assunto meu. — ele se levantou da cadeira — Te espero na festa da companhia.
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  Ela respirou fundo ao vê-lo se afastar.
  Fallin sabia muito bem da teimosia e orgulho do amigo. Para ela, mesmo sabendo se defender, a proteção do amigo ainda estava em risco, devido ao número de inimigos que tinha. Do lado de fora da cafeteria, avistou um rosto conhecido do outro lado da rua. Antes mesmo que a mulher pudesse se retirar ou disfarçar sua presença, ele se aproximou.
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  — Não precisa disfarçar e inventar alguma desculpa, eu sei que tem me seguido, senhorita Fulhan, eu sabia que tinha te reconhecido de algum lugar, diga a que não preciso da proteção dela. — foram suas únicas palavras.
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  Antes mesmo que ela pudesse ter alguma reação, ele voltou para seu carro e seguiu para a empresa.
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  As horas se passaram e finalmente a festa de aniversário da Dominos Company se iniciava pontualmente às sete da noite. No grande salão de recepções do prédio da empresa havia muitas pessoas importantes. Rostos de amigos e clientes foi reconhecido por , assim que chegou acompanhado de seu irmão . O espaço transbordava luxo e requinte, Sophie e sua equipe de cerimonialista havia se superado desta vez, pois a imagem dos Dominos estava ainda mais forte e empoderada.
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  — Obrigado por ter vindo, . — disse ao cumprimentar a residente — Como estão as coisas em New Orleans? Seu rosto parece mais tranquilo agora.
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  — Serei sincera, se eu pudesse escolher entre passar 16 horas numa cirurgia e ter que lidar com a parte burocrática de um hospital, eu com certeza já estaria com um bisturi na mão. — brincou ela, fazendo-o rir e rindo junto.
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  — Não estou vendo o Baker… — comentou ele.
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  — Ele foi arrastado por um amigo que apareceu do nada assim que chegamos. — ela riu de leve — Não imaginei que ele conhecesse alguém da Continuum além de nós.
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  — Seu namorado é um herdeiro, Sollary, contenha seu olhar de ciúmes. — brincou o Dominos, recebendo um olhar atravessado da amiga.
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  — Fala assim por saber muito bem o que é ter ciúmes, não é? — retrucou ela, tocando na ferida.
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  — Que malvada, não me mande indiretas ocultas. — o olhar de foi passando por todos os convidados atentamente.
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  — Te achei. — disse ao se aproximar deles, abraçando pra trás e lhe dando um beijo na bochecha — Me desculpe por meu amigo.
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  — Estou mais surpresa por ter amigos. — brincou ela.
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  — Não sou a Annia, mas também sou popular — voltou seu olhar para o Dominos em sua frente — Parabéns pela festa, , estou impressionado com tudo.
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  O dono da festa permaneceu em silêncio. Seu olhar estava fixo em um ponto do salão. Seus punhos se fecharam no automático e sua respiração ficou um pouco mais densa. Podia sentir sua áurea mudar por completo e tudo ficar mais tenso.
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  — ? — estranhou a mudança repentina do amigo e logo voltou seu olhar para a mesma direção que ele.
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  Os olhos da reservada residente avistaram a última pessoa que queria ver no mundo todo. Miller estava com uma ótima aparência, trajando vestes formais e com o olhar firme. Mas ela não estava ali sozinha. reconheceu o rosto de sua cunhado ao lado da sliter, acompanhada também por Dimitri e Cedric.
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  — O que ela faz aqui? — o sussurro de foi ouvido pelo casal.
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  — Annia realmente gosta de fazer essas coisas. — comentou , de forma subjetiva relacionado a presença de Miller.
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  — Se me derem licença, acho preciso fazer o meu papel de anfitrião agora. — disse se afastando deles, seguindo em direção a Annia.
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  — Não tenho uma boa sensação disso. — comentou .
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  — Todos sabem que a foi demitida? — perguntou .
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  — O que acontece na Continuum que fica em segredo? — o olhou — Mas não importa, isso é problema do , ele que resolva.
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   voltou seu olhar para sua amada residente e abriu um sorriso singelo.
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  — Sabe o que eu queria agora? — perguntou ele.
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  — O quê? — ela virou seu corpo para ficar de frente para ele, e envolveu suas mãos em seu pescoço.
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  — Queria ficar somente com você. — sussurrou ele, em seu ouvido — E matar toda a saudade acumulada.
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  — Baker… Está me saindo muito apressado, não é porque sua irmã chegou que devemos ir, eu ainda sou a herdeira, lembra? — ela riu de leve dele e lhe deu um selinho rápido — Mas estou feliz que esteja com saudade de mim.
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  — Você sabe o que sinto por você, então… Não fique com este olhar surpreso para mim, eu te amo, Sollary. Mesmo não retribuindo da mesma forma. — confessou ele mais uma vez, deixando a sinceridade visível em seus olhos.
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  Ela não respondeu verbalmente, mas aproximando um pouco mais dele, ela iniciou um beijo suave com sutil toque de malícia de sua parte. O corpo de se arrepiou ao sentir os braços dele sendo envolvidos em sua cintura. Após o beijo, eles ficaram se olhando por um tempo até que um sorriso singelo apareceu no rosto dela. Seu coração seguia acelerado pelo paciente que um dia salvou da morte.
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  — Você me dá dois minutos? — pediu ao dar um passo para trás.
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  — Onde vai? — perguntou ela, intrigada.
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  — Preciso falar com o . — ele se afastou dela e seguiu em direção a porta leste do salão, onde o caçula dos Dominos estava conversando com dois empresários da Continuum.
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  Enquanto isso, na entrada do salão, se aproximou cordialmente de seus convidados recém-chegados.
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  — Annia Baker, é um prazer sua presença. — disse ele, controlando sua respiração e seus sentimentos.
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  — Mais uma vez agradeço o convite, Dominos. — o sorriso maquiavélico apareceu sutilmente no rosto de Annia, que voltou seu olhar para ao seu lado — Presumo que esteja surpreso com a presença de Miller, devo dizer que ela tem trabalhado para mim atualmente.
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  — Não tenho restrições quanto a presença de funcionários da equipe de segurança dos meus convidados. — controlou seu olhar para mantê-lo em Annia — Aproveitem a festa.
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  Ele se afastou com precisão, sendo abordado por sua irmã Genevieve e Lance. Ainda que parte de sua realidade fosse cinza e escura, havia algumas notícias boas ao seu redor como o noivado de sua irmã com um amigo leal como Village. tentou ao máximo não demonstrar nenhuma fraqueza com a presença de ali. Mas constantemente se pegava olhando para sua sliter com a mesma intensidade de sempre.
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  As horas foram se passando, até que, em uma saída estratégica, e Miller se distanciaram de todos para conversarem mais reservadamente no terraço do prédio da empresa. O olhar preocupado do caçula dos Dominos fez despertar na sliter uma curiosidade em saber o assunto da conversa.
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  — Para me tirar da presença de todos e vir aqui longe dos olhares do seu irmão. — ela cruzou os braços atenta a ele — O que me diz que não pode saber sobre isso, não é?
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  — Meu irmão acha que você não pode nos ajudar e que não precisamos mais contar com seus serviços. — explicou ele — Mas eu sei que pode, você conquistou o respeito de todos os sliters que existem na Continuum, tem muitos contatos.
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  — Todos os contatos que tenho pertencem ao seu irmão, não a mim. — afirmou ela, corrigindo as palavras dele — Acredite, não sou tão influente assim.
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  — está desaparecida, não sei se está sabendo. — foi direto, segurando suas emoções sobre o acontecido — , eu estou desesperado e não sei nem por onde começar, preciso da sua ajuda para achá-la, por minha causa ela ficou exposta a Continuum, mesmo não sabendo se ela é a herdeira Tenebrae, só por ter passado pelo orfanato Miral, ela é um alvo.
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  — … — pela primeira vez se sentiu atordoada com a notícia — Donna Fletcher não me contou sobre isso. Como aconteceu?
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  — Ela estava em Los Angeles, ajudando uma amiga com um concurso de dança, eu contratei um sliter para garantir sua segurança. — ele começou a contar a história para ela, que ouvia com atenção — Mas há três dias um carro foi encontrado perto de um beco estreito e o corpo desse sliter estava próximo, não é tão difícil imaginar o resto… Sua amiga disse que ela não apareceu nos ensaios e o celular está fora de área.
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  — Levaram ela. — respirou fundo e levantou seu olhar para — Eu cuidarei disso, Los Angeles é grande, mas tenho alguns contatos lá, vou encontrar ela.
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  — Agradeço, . — deu um sorriso fechado, seu coração pulsou mais forte com a esperança nas palavras positivas da sliter.
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  Miller olhou para o lado ao sentir a presença de uma terceira pessoa a observando. Era Dominos na porta de acesso ao edifício olhando para a direção deles. por sua vez, se afastou da sliter e seguiu em direção a porta. O olhar se seu irmão estava tão indecifrável que resolveu não comentar o assunto, apenas passou por ele e desapareceu do campo de visão dela. permaneceu olhando atentamente para por alguns instantes, até que se virou para o horizonte, deixando olhar nos prédios a sua frente.
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  Ela sentiu a movimentação dele, ouvindo seus passos com dificuldade, mas sabendo de sua aproximação. Ele se colocou ao seu lado, de costas para o guarda-corpo e mantendo o olhar para frente. Foram longos minutos de silêncio entre eles que podia-se ouvir o sopro do vento. Aquela noite estava bem fria, não somente pelo inverno que ainda permanecia como a estação atual, mas também pela relação de ambos. sentiu seu coração acelerar um pouco, com o perfume do homem ao seu lado. Fechando os olhos, ela precisava manter-se forte naquele momento.
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  — O que faz aqui? — a voz grossa e firme de cortou o silêncio entre ambos.
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  Ele desejava mais, desejava envolvê-la em seus braços e não soltá-la. Desejava ouvir sua voz o chamando pelo nome. Mas a cada desejo que tinha, a lembrança do segredo revelado de lhe trazia raiva.
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  — Estou garantindo a segurança de Annia Baker. — ela se virou para ele, olhando-o com atenção — Não acredita nisso?
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  — Sabe que não. — era irresistível não devolver o olhar, então ele se virou para ela também — O que está fazendo aqui?
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  — Anastásia Fulhan foi a melhor sliter treinada depois de mim, mesmo não sendo por você, sua família precisa de segurança. — ela argumentou o fato dele ter descoberto sobre seu contato.
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  — Ela me segue desde Lawrence, o que indica que você já sabia sobre eu ter descoberto seu segredo. — concluiu ele — Como consegue ser assim?
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   sentiu ainda mais irritação.
  — Fui treinada para isso, estar sempre um passo à sua frente para lhe ajudar. — explicou ela, com naturalidade na voz — Não me importo que me odeia agora, minha promessa ainda vale.
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  — Eu não preciso de você. — ele desviou o olhar para o lado no momento em que dizia essas palavras.
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  — … — ela tocou em seu rosto, fazendo sua atenção se voltar para ela.
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  Ele a olhou e pode ver a raiva em seu olhar.
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  — Diga que não precisa de mim olhando nos meus olhos. — insistiu ela, deixando sua voz mais suave — Diga apenas uma vez.
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  Bem que o Dominos desejava dizer isso. Mas a guerra interna que acontecia entre sua mente e seu coração, o impediu de ter qualquer reação imediata.
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  — Você mentiu para mim. — foram as únicas palavras dele.
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  — Se você acha isso, agora que começou, siga até o final , todo segredo tem um segredo, então termine o que começou. — ela de um passo para se afastar dele.
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  — Do que está falando? — ele segurou em sua mão — O que eu devo terminar?
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  — O meu segredo, descubra-o por completo. — ela se soltou dele — Então, pode me odiar depois se quiser.
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  Ela se afastou dele seguindo para a porta de acesso. Sua impaciência em esperar o elevador a motivou a descer todos aqueles degraus de escada desde o décimo quinto andar que era o terraço, até o primeiro do salão onde acontecia a festa. Naquele espaço de tempo, tentou manter sua mente focada e limpa para resolver seu novo problema: . Por mais que o afastamento de a incomodasse de uma forma inexplicável, agora que ele sabia sobre Fisher, teria que saber sobre a outra parte da história e Miller não se importava com isso. Mais cedo ou mais tarde, este segredo seria apresentado ao chefe Dominos. Um momento que foi estragado pelas intrigas de Felícia Tenebrae.
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  — Annia, temos que ir. — disse ela ao se aproximar da chefe dos Baker.
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  — O quê? — Annia terminou o último gole de champanhe de sua taça e olhou para ela — Por quê? Para onde?
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  — está em perigo, precisa de nós. — ela foi rápida e objetiva.
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  — Hum… — a Baker soltou um suspiro surpreso e voltou o olhar para Dimitri e Cedric que conversavam mais à frente com e — É um assunto nosso, não é?
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  — Sim, seus cavalheiros não poderão ir, precisamos ser discretas e invisíveis. — respondeu .
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  — Muito bem, vou pedir para que eles retornem a Manhattan e Dimitri cuidará dos negócios juntamente com meus novos diretores. — disse Annia, já traçando suas estratégias na cabeça — Tenho certeza que as Indústrias Baker não ficarão afetadas se eu ficar em off por alguns dias, a vida de uma amiga vale mais do que dinheiro e trabalho.
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  Sim. Por mais que a vida tenha distanciado as três órfãs do Orfanato Miral, uma promessa de amizade entre elas não seria esquecida com o tempo. E agora que a Continuum havia cruzado seus caminho novamente, Baker e Miller se juntariam ao resgate da Fletcher desaparecida.
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  — Qual as coordenadas? — perguntou Annia, deixando a taça na bandeja do garçom que passara por elas.
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  — Los Angeles. — respondeu com segurança.
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Mesmo quando as coisas são difíceis, às vezes está tudo bem
Quando quiser apoiar em alguém, venha até mim
Mesmo que eu não possa estar com você para sempre
É apenas por um breve momento.
Quando hoje acabar parece que amanhã vai ser diferente
Minha vida vai estar bem sem você?
Até o dia em que nos encontrarmos de novo
Adeus, adeus.

– Goodbye (Annyeong) / 2NE1

26. I got a boy

Hotel Village, Chicago

  — Foi estranho sua irmã ter saído antes de nós da festa dos Dominos ontem. — comentou ao se manter na sacada do quarto do hotel olhando o sol nascer. — Me deixou intrigada, já que Dimitri e o namorado dela ficou.
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  — Marido. — corrigiu ao aparecer na porta, mantendo a tranquilidade no olhar. — Dimitri me contou que a troca de alianças foi há duas semanas.
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  — Sério? Uau, nunca imaginei sua irmã se casando antes de você. — ela riu de suas palavras.
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  — Podia ser a gente, mas você não colabora. — brincou ele, com um olhar bobo e cruzando os braços, se fazendo de chateado. — Estou feliz por ela, é meio louca a história dos dois, mas o que importa é que agora estão juntos.
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  — Sim. — mergulhou em segundos em suas memórias. — Lembra da conversa que tivemos sobre Annia ter a possibilidade de ser a herdeira Tenebrae?
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  — Sim, o que tem?
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  — Conseguiu alguma informação com o Dimitri? — indagou curiosa.
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  — Ele me garantiu que Annia não é a herdeira, acho que ele sabe alguma coisa sobre a família verdadeira dela, mas não quer nos contar por causa da nossa mãe. — respondeu ele, um pouco pensativo no assunto.
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  — Sua mãe é bem controladora — constatou sem esforço, virando seu corpo em direção à rua, olhando o horizonte novamente — Estou surpresa por ela não se importar com nós dois juntos.
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  — Você é a herdeira Sollary, por isso ela não se importa. — argumentou ele com toda certeza em suas palavras. — Mas mesmo que não fosse, não a deixaria nos atrapalhar.
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  Não desta vez. Pensou ele, consigo se lembrando de todas as intromissões passadas de sua mãe.
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  — Agora fiquei curiosa para saber se teve outras namoradas antes de mim e como elas sobreviveram à Allison Baker. — Sollary estava mesmo curiosa para saber sobre o passado dele.
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  Principalmente pelas inúmeras histórias de sua mãe e o obsessivo controle sobre os filhos.
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  — Hum… — sorriu de canto e deu alguns passos até ela, então abraçando-a por trás, beijou de leve seu pescoço, fazendo cócegas nela. — Está com ciúmes?
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  — É curiosidade, um é totalmente diferente do outro. — corrigiu ela com firmeza.
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  — Curiosidade? — ele riu de leve.
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  — Claro, afinal, você sabe do meu passado com o , nada mais justo que eu saiba sobre seu passado amoroso também. — argumentou ela, demonstrando estar com a razão.
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   remexeu seu corpo, virando para ele com um olhar sério.
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  — Acaso tem algo muito grave a esconder? — indagou ela.
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  — Claro que não, minha vida é uma carta aberta a você. — ele sorriu de canto para ela, a aproximando mais dele. — Pergunte o que quiser.
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  — Ok… Quantas namoradas já teve na vida? — iniciou com algo bem básico em sua concepção.
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  — Defina namoro. — brincou ele, levando um tapa no ombro dela.
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  — É sério, , pare com gracinhas. — ela o repreendeu.
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  — Não tive muitos relacionamentos sérios, se é isso que quer saber, mas já houve um tempo de libertinagem na minha vida. — ele tentou ser o mais honesto possível. — Próxima pergunta.
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  — E quanto tempo durou seus míseros relacionamentos sério? — continuou ela, ainda mais curiosa.
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  — Até a dona Allison Baker descobrir. — ele riu. — Uns quatro ou seis meses, no máximo.
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  — Só isso? — ela se mostrou embasbacada com a revelação.
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  — Era difícil manter algo escondido da minha mãe. — explicou ele, mantendo o olhar sereno para ela. — Próxima pergunta.
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  — Já amou alguém antes? — a voz de saiu um pouco trêmula.
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  — Não como eu amo você. — respondeu ele, com segurança em sua afirmação, se inclinando mais para beijá-la.
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  O toque dos seus lábios fez o coração de acelerar. Não que a Sollary estivesse insegura, afinal, todas as declarações de para ela até o momento foram mais do que claras e verdadeiras. Entretanto, foi desconfortável para ela ver alguns olhares femininos direcionados para na festa dos Dominos. Algo que lhe atiçou a curiosidade em saber sobre seu passado amoroso. Claro que um homem tão bonito e atraente como ele, certamente teve algumas mulheres em sua vida e queria saber sobre isso. Mesmo que não admitisse aquela pontinha de ciúmes escondida.
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  Estar nos braços de era como a calmaria antes da tempestade. Se estar apaixonada por ele era uma novidade em que dia após dia aprendia a lidar, o fato dele ter sido seu paciente era o ponto chave de tudo. A cada toque de no corpo dele, suas memórias dentro da ambulância trazendo-o de volta à vida eram revividas. Talvez aquela noite realmente tivesse ligado suas vidas de uma forma surpreendente levando-os ao momento presente.
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  O paciente obstinado havia conquistado seu coração, mesmo com todos os afastamentos impostos por ela. E se render aos seus beijos tem sido ainda mais constante. O amor de em certos momentos lhe constrangia e despertava o desejo por mais. E agora, certamente não seria necessário tanta insistência de Baker para que ambos avançassem ainda mais naquela relação. já não conseguia imaginar-se longe dele.
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  — Eu te amo, Sollary. — sussurrou ele, em seu ouvido, deixando-a ainda mais estremecida.
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  — Idem. — sussurrou ela, de volta.
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   sentiu seu coração pulsar mais forte, assim que ele a puxou para dentro do quarto. As horas se passaram com Baker impedindo-a carinhosamente e com malícias, de deixá-lo de forma tão apressada para voltar a sua rotina como a herdeira Sollary. Após um banho revigorante, colocou roupas mais quentes, pois o inverno mesmo no final ainda permanecia com ventos frios. Ao se espreguiçar, pegou seu celular, a vida continuava fora daquelas quatro paredes.
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  — Vai mesmo me deixar? — disse , com um olhar de cachorro sem dono ao sair do banheiro enrolado na toalha.
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   soltou uma gargalhada um pouco debochada e maldosa.
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  — Eu tenho compromisso com meu hospital e você tem compromisso com sua oficina. — explicou ela, ao pegar seu estetoscópio e jogar dentro da bolsa. — Te vejo em Seattle?
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  — Quando vai voltar? — ele cruzou os braços.
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  — Ainda não sei, mas pretendo voltar o mais rápido possível. — respondeu ela, ao ajeitar sua bolsa no ombro. — Não me olhe como se já estivesse com saudades.
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  — Mas eu já estou. — ele sorriu com malícia e deu alguns passos até ela, segurando em sua bolsa. — Já estou com muita saudade.
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  Antes mesmo que ela pudesse dizer algo, a beijou com doçura e intensidade. O que deixou um tanto quanto sem fôlego e desnorteada. Um pouco pensativa também em imaginar como seria tê-lo acordando todas as manhãs ao seu lado. Ela sorriu com um olhar carinhoso para ele após o beijo e se afastou seguindo até a porta.
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  — Me ligue quando chegar. — pediu ela.
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  — Vou te ligar de duas em duas horas. — brincou ele, arrancando uma risada baixa dela.
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  Ela saiu fechando a porta do quarto, seguindo para seu destino. O Chicago Sollary Hospital. voltaria para casa, afinal, era hora de ver seu sonho em forma de oficina mecânica ganhar vida. E já tinha todos os detalhes finais acertados com seus fornecedores. Enquanto isso, tinha outra missão dada diretamente por seu pai. Após se reiterar de toda situação financeira catastrófica em que seu primo deixou o hospital de New Orleans, agora podia respirar aliviada por saber que Mayah jamais a deixaria na mão. O comprometimento de sua prima com o segundo maior hospital da família era real.
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  — Bom dia, dr. Dawson. — disse ela, ao cumprimentar o médico cirurgião chefe do hospital de Chicago.
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  — Bom dia, senhorita Sollary, é um prazer conhecê-la, seu pai me falou muito sobre você. — disse ele, ao apertar a mão dela, mantendo-se sério.
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  — Agradeço por me receber esta manhã, meu pai já deve ter falado sobre minhas visitas aos hospitais da família. — iniciou ela, olhando com discrição os funcionários próximos que mantinham o olhar curioso para eles. — Soube que meu primo Derek também se infiltrou nas contas do hospital de Chicago, desviando uma quantia significativa.
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  — Infelizmente sim, é verdade. — confirmou ele, estendendo sua mão para que seguissem pelo corredor. — Vamos até minha sala, que lhe mostrarei todos os registros.
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  Ela assentiu e seguiu o homem que se mostrou solícito com todas as suas indagações. Assim que se sentaram no escritório do dr. Dawson, ele pegou a pasta de registros e entregou a ela. Assim que pegou a pasta e abriu, começou a folhear, observando as inúmeras informações contidas no documento.
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  — Como o dr. Derek era o responsável geral por todo o abastecimento de medicamentos vindos das Indústrias Baker, dificultava meu acesso às notas fiscais originais, ele só enviava relatórios falsos com os valores alterados. — explicou o doutor, sobre a diferença dos preços dos medicamentos com os valores finais repassados para os laboratórios que estavam no comando de Davis.
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  — Ainda não consigo entender como meu primo pode trair nossa família assim. — sentiu o gosto amargo da decepção, fechando a pasta, olhou para o homem à sua frente. — Mas isso é passado e o que importa agora é conseguir reerguer todos os hospitais afetados com esse esquema de corrupção, não fomos os únicos afetados, as Indústrias Baker também tiveram prejuízos com todos os desvios de fórmulas e medicamentos.
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  — Eu soube disso. — concordou ele.
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  — Agora é trabalhar para que nosso hospital volte a ser uma referência para a cidade de Chicago e espero que o senhor nos ajude com isso. — pediu ela, mantendo a postura de uma herdeira que sabe cuidar dos negócios da família. — Quanto à sua dúvida sobre algum membro vir para o hospital, amanhã meu primo Rafaelli Sollary estará aqui para assumir como chefe da neurocirurgia, não o deixaremos carregar esse fardo sozinho.
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  — Agradeço a confiança. — assentiu ele, sentindo um certo alívio por acreditar em suas palavras sinceras.
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  Para o dr. Dawson, o Chicago Sollary Hospital representava mais do que somente um lugar em que fez sua carreira, representava toda a sua vida. Conhecido como um médico da cirurgia geral que sempre se desafiava em seus casos cirúrgicos. Nada convencional e, na maioria das vezes, sempre inserindo novas práticas para ensinar seus residentes.
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  — Dr. Dawson? — sua assistente deu dois toques na porta antes de abrir.
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  — Pode entrar, Ingrid. — disse ele.
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  — Perdoe-me atrapalhar, mas o senhor tem uma cirurgia de apendicectomia em vinte minutos. — a mulher o lembrou de seu compromisso.
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  — Obrigado por me lembrar, prepare a sala de cirurgia. — ordenou ele.
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  — Sim senhor. — a assistente se retirou de imediato.
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  O dr. Dawson voltou seu olhar para , com pensamentos fervilhando dentro de si.
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  — Já que está aqui, a senhorita aceita me acompanhar em uma cirurgia geral? — perguntou ele.
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  — Bem, confesso que cardio é meu ponto fraco, mas dada as circunstâncias de estar semanas longe de uma sala de cirurgia… Aceito o desafio. — respondeu ela, abrindo um largo sorriso.
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  — Muito bem, vamos nos preparar então. — ele se levantou da cadeira e se moveu até a porta. — Estou curioso para ver a herdeira Sollary em ação.
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  Ele riu de leve e se empolgou um pouco. Se havia um lugar em que ela se sentia em paz e totalmente à vontade, era numa sala cirúrgica, com um bisturi na mão. Seu amor pela medicina ia além de apenas um legado de família. Seu coração pulsava em salvar vidas.
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  O que deveria ser uma cirurgia simples, por complicações, levou mais do que esperado e, três horas depois, finalmente o paciente foi encaminhado ao pós-operatório. Para , estar em plena adrenalina naquelas horas lhe deixou em êxtase por um longo tempo, tanto que pediu ao dr. Dawson a permissão para participar do plantão daquela noite. Mesmo que não houvesse emergências, estar ali mantinha sua adrenalina em alta. E certo que a dedicada residente não deixaria de aproveitar o momento.
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  — Você cortou o cabelo? — uma voz conhecida soou atrás de .
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  Seu olhar para o quadro cirúrgico era fixo e com um brilho escondido no canto. Logo que a pessoa se colocou ao seu lado, ela voltou seu rosto para ele e sorriu. Já tinha um certo tempo que não via aquela rosto amigável. Rafaelli Sollary era o que chamamos de ovelha desgarrada. Mesmo seguindo o ofício da família, se rebelou em sua época de residência e especialização, alistando-se para servir às forças armadas como oficial médico. Agora que conseguiu sentir um pouco da vida dos Bellorum com uma breve e parcial carreira militar, estava de volta para ajudar a família nos tempos de crise e guerras internas.
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  — Rafaelli — abriu um largo sorriso — Não deveria chegar agora, disse que seu voo chegaria à tarde.
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  — Bem, não reclame, estou aqui e é o que importa. — ele sorriu de canto.
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  — Quem disse que estou reclamando? — ela deu um tapa em seu braço e o abraçou no impulso, sendo retribuído. — Estava com saudade! Você não deu notícias no natal e em nenhuma época do ano para ser honesta.
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  Ela se afastou dele, olhando-o séria.
  — Por que nos deixou sem notícias? — ela colocou a mão na cintura, meio desapontada com ele.
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  — Se eu dissesse onde estava, com certeza minha mãe pediria favores para algum Bellorum me expulsar da minha base. — brincou ele, rindo. — O que o nosso primo fez de errado dessa vez?
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  — Não ficou sabendo de tudo? — o olhou intrigada.
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  — Tio Gregori só disse o necessário na ligação, e eu estava nas fronteiras da Síria. — respondeu ele. — Foi grave, não foi?
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  — Muito. — ela soltou um suspiro cansado. — Derek passou dos limites aceitáveis, e pior, estamos em uma guerra interna e silenciosa na Continuum.
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  — O quê? — Rafaelli não imaginava que as coisas pudessem ser tão graves assim, ainda mais por saber os motivos iniciais da criação daquela sociedade. — Como assim, a Continuum sempre foi uma família.
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  — Toda família tem problemas e pessoas gananciosas. — jogou a realidade sem se importar com as palavras escolhidas para expressar o que acontecia.
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  — Acho que teremos muitas coisas para conversar, mas antes… — ele apontou para o jaleco em seu corpo. — O que está fazendo vestida assim? Achei que sua vinda para Chicago seria inteiramente administrativa.
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  — Você sabe que é complicado me manter tanto tempo longe de uma sala de cirurgia. — explicou ela, com um sorriso bobo no rosto. — Não resisti a tentação de ficar no plantão.
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  — E pelo menos foi proveitoso? — perguntou ele.
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  — Claro, sempre é. — respondeu ela. — Infelizmente, houve um acidente na estrada próxima, de madrugada, e alguns dos feridos vieram para o nosso hospital.
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  — E a senhorita auxiliou em alguma que envolvia a neuro? — perguntou ele.
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  — Agora estou inclinada a cardio. — corrigiu ela.
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  — Ah, traidora, vai mesmo me abandonar? — ele fez um olhar ressentido para ela, mas orgulhoso por sua escolha.
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  — Bem, já temos um neuro em nossa geração e a Mayah é do trauma, só me restava geral ou cardio, e Cristina Yang me fez apaixonar por ter um coração em minhas mãos. — explicou ela, com os olhos brilhando.
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  — Que má influência… — brincou ele, mantendo o tom frustrado. — Se eu soubesse que esse seriado iria de fazer mudar de ideia, não teria deixado Mayah te indicar ele.
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  — Deixa de ser chato, Grey ‘s Anatomy até que é legal, tirando a parte que o elenco morre. — ela riu.
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  — A série onde os pacientes vivem e os médicos morrem. — ele riu junto.
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  — Nem me fale, meu coração está ferido depois da última temporada. — concordou ela.
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  — Que tal um café? Assim, podemos conversar mais. — sugeriu ele.
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  — Não é uma má ideia. — ela concordou indicando o caminho.
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  Assim que chegaram no refeitório do hospital. Alguns olhares se voltaram para eles. Não por , mas pela presença charmosa de seu primo ao seu lado. O que arrancou alguns suspiros das residentes e enfermeiras do lugar.
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  — Não me vá arrumar encrenca aqui. — já se adiantou em chamar sua atenção, indo para a máquina de café.
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  — Fique tranquila, se tem uma coisa que o serviço militar me ensinou, é não brincar com os sentimentos de ninguém. — assegurou ele, acompanhando-a.
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  — E tem alguma história por trás disso? — ela o olhou curiosa.
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  — Não sei se devo lhe contar minhas experiências militares. — brincou ele, pegando seu café. — A não ser que…
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  — A não ser que…? — insistiu ela.
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  — Que você me conte desde quando está namorando um Baker… O que aconteceu com o Dominos? — seu olhar ficou confuso para ela.
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  — Você realmente está atrasado nas novidades da família.
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  — Desculpa, eu estive fora por um longo tempo. — ele sorriu de canto.
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  — O que vai me fazer ficar mais alguns dias para colocar todos os assuntos em dia com você. — ela se aproximou de uma cadeira e arrastou para sentar.
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  — Então, vamos do início… — ele se sentou também. — Quando rolou o término com o ?
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  — Quando eu percebi que não somos compatíveis como homem e mulher, apenas como amigos. — respondeu ela, segurando o riso do primo.
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  — Interessante, e isso significa que o Baker é compatível. — constatou ele.
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  — Bem, o é… Uma caixinha de segredos que estou me divertindo ao descobrir cada um.
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  Ela tampou o rosto com as mãos, cheia de vergonha. Ainda que Mayah fosse sua melhor amiga, se sentia ainda mais aberta a conversas com Rafaelli. Talvez por senti-lo como um irmão mais velho que sempre quis ter, se abrir com o descolado da família era divertido e espontâneo.
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  — Fico feliz em vê-la assim. — disse ele, ao dar o primeiro gole em seu café. — Seus olhos brilharam ao dizer o nome dele.
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  — Eu salvei a vida dele dentro de uma ambulância a caminho do hospital, eu não aceitei ver seu coração parar. — revelou ela, voltado a cena em sua mente. — É assustador saber que esse coração bate por mim agora.
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  — Seu paciente se apaixonou por você, que clichê. — comentou ele, em tom de brincadeira.
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  — E agora somos vizinhos. — completou ela.
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  — Você realmente precisa parar de ver filmes de comédia romântica banhado em clichês. — ele riu da careta que ela fez.
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  — Pare de me criticar, falou a pessoa que se tornou oficial médico para conquistar uma garota. — ela cruzou os braços, com o olhar sério para ele.
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  — Não foi para conquistar uma garota, eu apenas fiz uma aposta com ela e ganhei. — ele se espreguiçou. — Um Sollary nunca perde uma aposta.
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  — Sei. — ela soltou uma risada baixa.
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  Passar o restante do dia na companhia de seu primo preferido foi um gatilho para relembrar bons momentos de sua adolescência. E até mesmo os períodos de provas na universidade em que Rafaelli passava noites estudando com ela, veio em sua memória. Se havia um médico que ela admirava, era ele. Bonito, inteligente, sagaz, bem-humorado e charmoso, palavras fáceis que descreviam o Sollary mais cobiçado da família.
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  — Não acredito que estou de volta. — sussurrou ela, assim que desembarcou no aeroporto da Continuum em Seattle.
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  Rapidamente, Sollary estranhou a ausência de uma certa pessoa que prometeu a resgatar assim que chegasse à cidade. Logo ela retirou o celular da bolsa e fez sua ligação.
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  — Sem sinal? O que você está aprontando, Baker? — sussurrou ela, sem entender nada.
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  Seguindo com suas malas até o portão principal, entrou no primeiro táxi vago que avistou e seguiu para seu novo endereço. Chegar em casa era tudo que ela queria, após sua turnê por quatro hospitais da família. Além de New Orleans e Chicago, ainda precisou visitar o Sollary Hospital de Manhattan e São Francisco. Seu corpo cansado por sua mente ter sido bombardeada com notícias ruins e rápidas tomadas de decisões, ela somente ambicionava um banho quente e longas horas de sono em sua cama.
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  — Lar doce lar. — disse ela, ao deixar suas malas no canto da porta e jogar a bolsa no sofá.
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  Se espreguiçando até o quarto, paralisou a ver um bilhete pregado na porta.
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  — Espero que tenha feito uma boa viagem. — sussurrou ela ao ler o bilhete.
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  Um sorriso bobo apareceu no canto do seu rosto, então virando no verso continuou a ler.
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  — Que tal um banho quente e vir jantar comigo, farei minha especialidade somente para você. — ela soltou uma gargalhada. — Como se soubesse cozinhar, Baker.
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   se despiu de suas roupas e pegando a toalha foi ao banheiro. Seguindo o conselho de seu namorado, um banho quente foi essencial para lhe tirar o cansaço e relaxar o corpo. Após terminar, colocou um conjunto de moletom e seguiu para o apartamento ao lado. Sua curiosidade em saber se Baker não tinha colocado fogo no lugar era grande. E sim, a destemida residente não colocava nenhuma credibilidade nele quando o assunto era cozinhar.
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  — Devo chamar os bombeiros? — brincou ela, assim que entrou no apartamento e o viu de avental no espaço da cozinha.
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   percebeu que ele também estava sem a sua camisa.
  — Por enquanto, está tudo sob controle. — respondeu ele, ao se afastar do fogão e ir até ela.
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  Foi um rápido beijo de boas-vindas até que ela o empurrou e apontou para o fogão. Ele assentiu com um sorriso e piscou para ela, voltando ao seu posto inicial.
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  — O cheiro está bom. — comentou ela ao reparar na organização do lugar e notar algumas velas acesas em pontos estratégicos.
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  Sim, todo o ambiente transmitia um romantismo suave e encantador. O que despertou mais indagações na mente da residente. Então, ela voltou novamente o olhar para ele, que ao desligar a trempe e se afastar do fogão, colocou-se em frente a bancada para cortar o tomate para a salada. Em um piscar de olhos, ele soltou um murmúrio e pegou o pano de prato para enrolar na mão.
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  — O que aconteceu? Você se cortou? — o olhar de ficou preocupado.
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  — Está tudo bem, não foi nada.
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  — , eu sou médica. — insistiu ela.
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  — Não foi profundo, tem uma caixa de primeiros socorros no banheiro. — disse ele.
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  Ela assentiu e foi buscar. Assim que encontrou a caixa dentro do armário, se virou para sair do banheiro. Com o olhar no objeto, o abriu para ver se tinha tudo necessário dentro, então seu corpo paralisou. Havia somente um anel de noivado dentro, o que deixou sua mente em surto e seu coração acelerado.
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  — Você não se cortou, não é? — constatou ela.
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  — Não. — respondeu ele.
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  —
  — Sollary, aceita se casar comigo? — perguntou ele, direto e preciso.
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  O olhar dela se levantou até chegar nos olhos dele. Mesmo com o susto e a surpresa, apenas uma resposta pulsava forte dentro dela: Eu te amo.
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Eu tenho um garoto bonito,
Eu tenho um garoto amável,
Eu tenho um garoto incrível,
Eu devo ter me apaixonado de verdade por ele.

– I GOT A BOY / Girls’ Generation

27. Who run the world? Girls!

Instalações Darko, Los Angeles

  — Não se preocupe Dimitri, estamos cientes do que vamos fazer e vai ficar tudo bem. Não sou mais uma garotinha e sei me defender. — disse Annia, ao telefone se aproximando da persiana da sala, que estava fechada.
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  — E você se defende atacando. — a voz preocupada dele, soou do outro lado da linha.
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  — Nunca ouviu que a melhor defesa é o ataque? — Annia riu de leve e voltou o olhar para , que se mantinha concentrada checando as mensagens do celular. — Preciso ir agora, mas mantenha tudo sob controle em Manhattan, e diga ao Cedric que ficarei bem, este é um assunto particular meu.
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  — Cuide-se, Los Angeles pode ser perigosa. — Dimitri encerrou a ligação primeiro.
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  Após um suspiro profundo, Annia colocou o celular em cima da mesa de centro e se moveu em direção a . A sliter não demonstrava nenhum tipo de preocupação, apesar de tê-la; seu olhar transpassava firmeza e foco.
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  — Então, por onde começamos? — perguntou Annia, colocando a mão direita na cintura, observando-a com atenção.
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  — Vamos ter que migrar para São Francisco antes. — avisou .
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  — E por qual motivo? — Annia estranhou de início. — Acabamos de chegar em Los Angeles.
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  — Tenho um informante que diz saber a localização exata do cativeiro de . — respondeu a sliter. — Ele não está mais na cidade e quero encontrá-lo pessoalmente.
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  — Ok, vamos então. — Annia retornou para seu celular, e pegando-o colocou dentro da bolsa. — Quanto mais rápido a encontrarmos, mais rápido ela voltará a estar em segurança.
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  — Obrigado por me ajudar. — era raro as vezes em que agradecia de forma espontânea.
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  — também é minha amiga de orfanato, não há o que agradecer. — Annia riu de leve dela. — Além do mais, estava mesmo ansiando por um pouco de adrenalina, depois da caçada aos corruptos, tudo ficou meio tedioso.
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  — Não falo sobre a , mas sobre o Dominos. — explicou , se levantando do sofá e guardando o celular no bolso. — Se não fosse sua ajuda, não entraria naquela recepção, te devo uma.
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  — Não me deve nada, você me ajudou muito localizando os cúmplices de Davis. — Annia soltou uma gargalhada maldosa. — E também, foi divertido ver o olhar de fúria e desejo de por você, não sei o que fez, mas me impressiona a relação de vocês.
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  — Como se a relação de amor e ódio sua com Cedric também não fosse instigante e complexa. — riu de leve. — Estou impressionada que tenha se apaixonado logo pelo amigo de infância da .
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  — Para você ver como o destino é surpreendente. — concordou a Baker chefe.
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   pegou sua katana e se dirigiu para a porta.
  — Vamos ao resgate de uma Fletcher. — disse a sliter segura do que dizia.
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  — Vamos à diversão. — Annia abriu um largo sorriso no rosto, seguindo a amiga para a saída.
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  Ambas se retiraram do prédio da Darko e seguiram de helicóptero para a cidade de São Francisco. Em um modesto bistrô na rua Hartford, bem ao fundo do espaço do mezanino, sentado em uma mesa, estava Philip Fletcher, um dos mais brilhantes hackers que a Continuum conhece.
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  — Miller. — a voz do homem soou firme, com o olhar fixo na sliter.
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  — Fletcher. — permaneceu de pé, enquanto Annia se sentou sem cerimônias.
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  Baker manteve seu olhar no homem, avaliando suas expressões faciais. Philip continuou sereno e confiante. Ele sabia com quem estava lidando e sentia-se grato, pois de alguma forma se preocupava com .
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  — Diga o que descobriu. — disse .
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  — Assim que minha avó soube do desaparecimento de , comecei a refazer seus passos, hackeando as câmeras de Los Angeles. — revelou ele, ao me remexer na cadeira e retirar o notebook da mochila. — Chegar até a estação onde ela foi pega foi fácil, rastrear para onde a levaram é que complicou um pouco.
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  — Mas você conseguiu, não é? — indagou Annia.
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  — Com um pouco de sorte, sim. — respondeu ele, sorrindo de canto. — Me lembrei de algo que todos os netos de Donna Fletcher recebem de presente ao engatinhar.
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  — E o que seria? — perguntou Annia, curiosa.
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  — Um pingente com rastreador. — respondeu . — Como me esqueci disso?
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  — Você sabe sobre isso? — Philip se mostrou surpreso.
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  — Sim. — assentiu Miller.
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  Como a sliter havia sido treinada pela própria matriarca Fletcher, então sabia muito bem sobre os pingentes da família. Annia se intrigou com a resposta da amiga, o que atiçou ainda mais sua curiosidade por saber o nível de aproximação que a sliter tinha com Donna Fletcher. Philip, por sua vez, girou um pouco o notebook, para que ambas pudessem ver a tela, mostrando algumas imagens de sendo levada por três homens robustos. Miller paralisou a primeiro momento, ao reconhecer o rosto de um deles de seu passado quando criança.
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  — Até aqui, eles ficaram visíveis para as câmeras de segurança da cidade, depois disso, tive que ir atrás de outras das lojas específicas em pontos estratégicos. — explicou ele digitando algumas coisas — Então, cheguei a este lugar, reconhecem?
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  — Eu conheço esse lugar, fica próximo ao porto de Los Angeles. — comentou Annia, já arquitetando algo em sua mente. — As Indústrias Baker possuem um laboratório próximo.
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  — Temos a localização então, precisamos agora saber como entrar e quantos seguranças devem ter ali. — analisou , ao respirar fundo.
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  — Vocês não pretendem ir sozinhas, não é? — Philip perguntou temendo a resposta.
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  — Quanto mais pessoas, pior. — disse , voltando o olhar para Annia. — Vamos, Baker.
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  — Foi um prazer conhecê-lo, Philip Fletcher. — Annia levantou-se da cadeira e sorriu de leve. — E bom trabalho.
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  — é da família, não fiz mais que minha obrigação. — retrucou ele. — Tem certeza que não precisam de ajuda?
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  — Temos tudo sobre controle agora. — assegurou Miller. — Diga a Donna que levarei para ela.
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  Philip assentiu e manteve o olhar nelas, até que sumissem do seu campo de visão. Ambas seguiram para o hotel Village da cidade, no qual se hospedaram na suíte dupla. Miller e Baker precisavam de um elemento surpresa ou somente uma relevante distração. Com o pouco de informação que tinha, precisavam ser o mais detalhistas e cautelosas possível.
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  — Tem certeza que não vamos pedir auxílio? — perguntou Annia, ao se servir de uma taça de vinho para relaxar. — Não que eu esteja com medo, mas…
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  — Já temos nossa ajuda e está a caminho de Los Angeles. — Mille se aproximou da sacada, olhando para o horizonte.
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  O final da tarde lhe proporcionava um lindo colorido no céu, mesmo ainda sendo inverno.
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  — E quem seria? — indagou Annia.
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  — Logo saberá. — respondeu.
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  — Quanto mistério. — ela soltou uma gargalhada maldosa. — Não vai me dizer que é um certo chefe Dominos.
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  Mais risadas surgiram de sua parte, em provocações a amiga.
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  — Ha… Ha… Muito engraçado, Annia. — Miller cruzou os braços, com um suspiro cansado.
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  Não que não fosse uma má ideia, mas se tratando das circunstâncias atuais, seria a última pessoa que apareceria na missão de resgate. Ela sabia quem estava por trás de tudo e o quão perigoso poderia ser para o Dominos se expor daquela forma. Afinal, sua família já estava sendo observada pelo inimigo.
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  — Eu sei muito bem para quem aqueles homens trabalham. — continuou Miller, num tom preocupado. — E me parece que os boatos de ser a herdeira Tenebrae já chegaram aos ouvidos do inimigo.
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  — Fala de Lionel? — supôs Annia.
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  — Andrei Tenebrae. — respondeu ela.
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  — Como sabe que é ele? — a Baker tomou mais um gole do vinho, atenta aos passos da amiga para dentro do quarto.
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  — Desde a festa de ano novo que os Dominos promoveram para a Continuum, venho monitorando em segredo os passos de Lionel Tenebrae. — explicou a sliter. — Ele não sabia dos boatos da herdeira que rondam a e nem mesmo que Dominos está envolvido com ela, não até nossa amiga desaparecer e as notícias correrem.
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  — Está me dizendo então que o sequestro da foi o gatilho para Lionel saber que ela existe? — constatou Annia ainda desacreditada. — E como juntou todas essas peças, quem a garante tudo isso? Não foi o passarinho verde que te contou.
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  — Tenho contatos lembra? — Miller riu baixo. — E reconheci o rosto de um dos homens que levou a , reconheci da minha infância.
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  — E o que tem? É de alguém que trabalha para Andrei Tenebrae? — Annia se interessou mais, montando aquele grande quebra cabeças em sua mente.
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  — Sim, trabalhava para a mãe do Andrei. — afirmou com segurança no que dizia. — Eu tinha minhas desconfianças, mas agora as confirmei, Andrei Tenebrae tem vigiado os todos os herdeiros.
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  — Como assim todos os herdeiros? — Annia ergueu um pouco mais seu corpo. — Do que está falando, ?
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  — Estou falando que o atentado que sofreu há dois anos pode ter sido ele também. — concluiu ela — O primogênito Bellorum também foi cortado, armaram para ele, foi preso e agora o mataram na prisão.
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  — Ele está tentando se livrar de um por um. — disse Annia, se preocupando com o irmão. — Mas sobreviveu.
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  — Graças a Sollary. — completou Miller. — Que também pode ser um alvo.
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  — Vamos a uma coisa de cada vez, primeiro deixamos em segurança novamente e depois, iniciamos nossa caçada ao Andrei. — sugeriu Baker determinada.
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  — Gostei da ideia. — Miller sorriu de canto.
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  As horas se passaram e ambas aproveitaram sua estadia no hotel para descansarem. Na manhã seguinte, retornaram a Los Angeles, onde se encontraram com o reforço invocado por Miller. No estacionamento do prédio das Indústrias Baker, as quatro mulheres se reuniram para discutir o plano de invasão. Na companhia de e Annia, estavam Milla Bellorum, capitã das forças especiais e prima de , assim como Anastasia Fulhan.
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  — E como vamos invadir? — perguntou Anastasia. — Não sabemos quantos homens são.
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  — Seremos rápidas e silenciosas. — disse ao voltar seu olhar para Milla. — É com você, capitã.
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  — Bem, quanto ao número de homens, não se preocupem, tenho uma subordinada que estará nos auxiliando nisso com sensores infravermelho; ela será nossos olhos lá dentro. — começou explicar a Bellorum. — Isla, soube que você é a melhor atiradora que Donna Fletcher já treinou, ficará no prédio abandonado que tem na frente e nos dará cobertura… Annia entra pela lateral leste, entra pela oeste e eu vou pelo sul.
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  — Vamos nos separar? — Annia voltou seu olhar analítico para a Bellorum.
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  — Separar para conquistar, é uma estratégia infalível da minha família. — explicou a capitã confiante no que dizia. — Eu aconselho que procurem por alguma porta de acesso secreta, se a realmente estiver lá, não será à mostra.
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  — E como vamos nos comunicar com a sua subordinada? — perguntou Fulhan.
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  — Com isso. — Milla retirou alguns comunicadores do bolso. — Coloquem no ouvido, são bem eficientes e vamos nos comunicar com precisão.
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   pegou primeiro e colocou em seu ouvido direito.
  — testando. — disse ela.
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  — Boa noite, senhorita Miller, estamos prontas para operar. — disse uma voz feminina saindo do comunicador.
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  — Foi ela? — olhou para a capitã, que assentiu com a face.
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  A sliter sorriu de canto satisfeita pela decisão de ter chamado Milla Bellorum para a missão. Equipadas adequadamente de armas com silenciadores e com o plano vivo em sua mente, as quatro seguiram de carro para o porto. Assim que chegaram, Fulhan se colocou emposição com sua arma de mira, para ter o máximo de visibilidade possível. Quanto às outras, seguiram para seus respectivos pontos. , ao chegar na entrada oeste, se deparou com três homens de guarda. Ela respirou fundo, se concentrando e pegando sua katana, deslizou pela sombra do prédio projetada na parede até chegar próximo a eles. Miller com seu jeito sutil e habilidoso em combate, abateu os três homens com precisão e assim que entrou, avistou outro que avançou contra ela.
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  A sliter levou um soco que a derrubou no chão, bufando irritada por aquilo, lançou a perna no homem o derrubando também. A arma dele caiu de sua mão no susto e Miller se aproveitou do momento, jogou seu corpo em cima do homem e começou a socá-lo. Ele reagiu segurando em seu pulso para tentar assumir o controle, Miller girou o corpo e deu uma cabeçada nele. Logo o gosto de sangue invadiu sua boca e pegando sua katana, encostou na garganta do homem, o imobilizando.
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  — Onde está a Fletcher? — perguntou ela, num tom bravo.
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  — Eu não vou dizer. — disse o homem, a confrontando.
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  Em um piscar de olhos, escutou um som sutil, seguido de respingos de sangue em seu rosto. Ela voltou o olhar para o lado se deparando com Annia e sua arma apontada para o homem.
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  — Precisava? Eu iria arrancar dele. — a sliter a repreendeu irritada com o impulso da amiga.
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  — Ele não iria dizer, foi pago para ficar calado. — Annia bufou, voltando o olhar em direção ao corredor do qual veio. — Milla está cuidando da entrada, temos que seguir para o subsolo.
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  — Ok. — Miller respirou fundo se levantando. — Como chegou aqui tão rápido?
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  — Eu não cheguei rápido, mas a entrada leste estava vazia, para ser honesta, não tinha nada, somente a janela de um banheiro feminino. — explicou Annia. — E a propósito, você demorou, hein.
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  — Você não viu o homem ali atrás? — Miller continuou seguindo em sua frente. — Tinham mais três do lado de fora.
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  — Ai que inveja, deve ter sido emocionante. — brincou ela, rindo baixo.
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  — Silêncio, Baker. — segurou o riso e se aproximou de uma porta falsa.
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  Ambas desceram as escadas até chegarem no subsolo. O lugar cheirando a mofo e totalmente úmido. No fundo da sala, estava amarrada a uma cadeira com cordas. Parecia desmaiada e bem fraca. Annia seguiu na frente para desamarrar a amiga, no entanto, permaneceu onde estava. Algo não estava batendo e ela parecia desconfiar.
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  — Annia, pare. — disse ela em voz alta.
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  — O quê? — Annia voltou seu olhar para ela. — O que houve?
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  — Alguma coisa está errada. — disse . — Eles sabem que estamos aqui.
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  Assim que a sliter fechou a boca, ela sentiu o cano de uma arma encostar em sua cabeça. Olhando sua amiga, viu as pupilas de Annia dilatarem de raiva.
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  — Largue a espada, sliter. — disse a voz do homem que ela conhecia de sua infância.
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  — Maximilian… — disse o nome dele, demonstrando o conhecer, então abriu a mão, soltando sua espada no chão.
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  — E você, largue a arma. — ordenou ele, a Baker.
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  Annia arqueou a sobrancelha direita, vendo mais cinco homens entrarem na sala com a arma apontando para elas. Respirando fundo, analisando todas as probabilidades, ela deu alguns passos para trás, se aproximando de . Assim, lentamente, ela foi se abaixando para colocar a arma no chão. Seu olhar fixo em e no que provavelmente sua amiga iria fazer a seguir.
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  — Só um detalhe… — Miller piscou de leve para a amiga. — Não é uma espada qualquer, é uma katana.
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  Assim a sliter deu um giro rápido, socou o rosto do homem, o tonteando, e jogou a perna chutando sua mão para que soltasse a arma. Annia pegou a dela e, derrubando a cadeira de no chão, começou a atirar. O lugar estava parcialmente escuro, com a iluminação bastante precária e comprometida. Miller se aproveitou disso para pegar sua espada e cortar o braço do outro segurança que se aproximou apontando a arma para ela, que ajoelhou gritando de dores. A sliter deu o golpe final a sangue frio e se esquivando de uma das balas, ela sentiu alguém lhe puxar pelo cabelo. Dando uma cotovelada, conseguiu se soltar. Porém, foi derrubada com um soco.
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  — Parem! — a voz de Maximilian soou grossa e forte. — O senhor Tenebrae as querem vivas.
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  — As querem vivas… — sussurrou Miller.
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  Então de fato a sliter constatou que também estava sendo observada pelo inimigo que a atraiu para aquele lugar, usando como uma isca. Não somente ela, como também Annia. Assim que elas ouviram todos soltando suas armas, Annia deu um passo à frente, vendo um feixe de luz focando nos olhos de Miller.
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  — Vocês nos querem? — Annia soltou a arma de sua mão e deu um sorriso presunçoso, que somente um Baker sabe fazer. — Venham nos pegar.
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  A entonação da voz de sua amiga foi o suficiente para acender a fúria dentro de . Se levantando, lançou a perna em Maximilian, o chutando, e socou sua cara. Em um movimento preciso, deu uma cambalhota pegando sua katana no chão e fez um rasgo no terceiro homem, que puxara seu cabelo anteriormente. Enquanto Annia lidava com os outros dois que avançaram contra ela.
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  Miller então se voltou para o homem de seu passado. Ele investiu alguns socos contra ela, que se defendeu de imediato. Em um movimento errado, o homem pegou em sua jugular e a prensou contra a parede, imobilizando o pulso da mão que segurava sua katana.
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  — Achou mesmo que conseguiria entrar aqui e levar a órfã com tranquilidade? — disse o homem com o olhar intimidador. — Eu vou levá-las para o senhor Tenebrae, e nem mesmo Dominos poderá salvá-la.
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  Miller continuou resistindo bravamente, mantendo seu olhar em sua amiga que terminava de abater os dois homens. Em um piscar de olhos, Annia jogou a arma que estava no chão para ela, sem que o homem notasse. Miller pegou a arma no ar e voltou o olhar para ele com um sorriso de canto.
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  — Eu não preciso de Dominos para me salvar! — ergueu a mão e fechando os olhos, puxou o gatilho.
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  Em segundos as mãos de Maximilian soltaram seu pescoço e o corpo do homem desfaleceu no chão. De repente, algumas vozes surgiram das escadas, revelando ser de Milla. soltou um suspiro de alívio e voltou o olhar para a amiga.
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  — Acabou, Annia. — disse ela.
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  — Acabou nada, ainda estamos no começo, . — a Baker se aproximou de e começou a desamarrar as cordas finalmente.
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  — ? Está tudo bem? — perguntou Milla. — Temos que sair, minha subordinada disse que há movimentação de mais homens para nossa direção, Fulhan está no carro à nossa espera.
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  — Vamos então, Annia! — se voltou para ela.
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  — Preciso de ajuda, a está inconsciente. — disse Annia.
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  — Eu ajudo. — a Bellorum se aproximou dela e a ajudou no amparo da Fletcher.
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  — Vocês precisam sair daí agora. — disse a voz no comunicador.
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  Com alguma dificuldade, elas conseguiram chegar no pátio, aos fundos do galpão, e entraram no carro. Anastasia deu a partida e seguiram para um lugar secreto indicado por Donna; não podia perder tempo quanto ao estado físico de . fez uma ligação para a matriarca Fletcher, contando do sucesso do resgate e confirmando seu curso para o local aguardado. Assim que chegaram na casa ao norte de Los Angeles, próximo à rodovia interestadual, Bellorum às recebeu na varanda, o que não foi uma surpresa para a sliter.
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  — O que fizeram com ela? — disse ao pegar no colo.
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  — Não sabemos, mas está inconsciente desde quando a encontramos. — respondeu Miller, se mostrando preocupada.
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  — Vou levá-la para o quarto. — ele entrou na casa carregando a bailarina, seguindo em direção às escadas.
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  — Precisamos de um médico. — disse Annia o seguindo.
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  — Já está nos esperando. — respondeu ele.
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   se manteve na sala, enquanto Annia seguiu o Bellorum para o andar de cima. A capitã entrou logo atrás sozinha, atraindo o olhar da sliter.
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  — Onde está a Anastasia? — perguntou.
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  — Foi se livrar do carro para não atrair os inimigos. — respondeu ela, indo se sentar no sofá. — E agora, Miller? O que acontece?
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  — Assim que acordar, vamos levá-la para a Donna como combinado. — contou em poucos detalhes. — Mais uma vez, obrigado.
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  — Minha família tem um acordo com você, não foi nada. — disse a Bellorum, soltando um suspiro cansado e se reclinando no encosto.
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   a observou fechar os olhos, então voltou-se para a janela, ficando por alguns minutos pensativa. Tempo depois, sua atenção foi despertada pelos passos de Annia descendo as escadas.
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  — Como ela está? — perguntou Miller. — Quem está cuidando dela?
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  — Segundo a dra. Joseline Sollary, nossa amiga vai ficar bem, parece que injetaram algo para que ela ficasse inconsciente; mais algumas horas no soro e ela terá capacidade para acordar. — respondeu Annia. — Ainda tenho minhas indagações.
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  — Você não é a única, pode apostar. — assegurou .
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  — Você ouviu o que ele disse, Andrei queria nós três. — continuou Baker. — Ele previu nossos movimentos e então fez a armadilha para finalmente nos pegar, ele sabia que nós duas iríamos atrás da .
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  — E como ele saberia disso? Como saberia que nós três temos uma ligação do passado? Somente se alguém próximo a nós dissesse. — a sliter cruzou os braços, colocando sua mente para trabalhar naquele enigma. — Quem mais sabe do nosso passado no…
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  Ela parou e olhou para Milla deitada no sofá. Annia seguiu seu olhar e assentiu. Então, ambas se retiraram dali e desceram para o porão, onde teriam mais privacidade.
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  — Me diz, quem mais saberia que eu também estava no orfanato Miral? — indagou , tentando entender onde ela tinha deixado uma ponta solta. — Você foi adotada pela Allison Baker, ok, é plausível, a foi adotada pelos Fletcher, tudo bem, a Donna era a diretora na época, mas eu não fui inserida nos registros do orfanato.
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  — Uau, por essa eu não esperava. — sussurrou Annia, surpresa. — Talvez alguém próximo a você?
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  — Nenhum Dominos sabe que sou adotada, apenas acham que Callie Miller é minha mãe biológica, sendo uma sliter me colocou em treinamento desde pequena.
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  — Porque você fugiu das regras de somente um órfão poder ser treinado a sliter. — concluiu Annia.
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  — Achou mesmo que a matriarca Fletcher seria diretora de um orfanato por hobbie? — cruzou os braços olhando sério para a amiga. — O que de fato importa é descobrir quem é essa pessoa que revelou meu passado no orfanato Miral para o Andrei. Foi isso que o fez nos atrair para resgatar a .
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  — Não, esse não é o ponto chave, os boatos dizem que a herdeira Tenebrae passou pelo orfanato na mesma época que nós, descartamos você por não estar nos registros. Por fim, ficaria eu, a , e as outras três garotas que tinha no quarto ao lado. — observou Annia, se lembrando vagamente daquela época.
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  — Há cinco possibilidades e somente Donna Fletcher sabe quem é. — supôs .
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  — Na verdade, quatro. — revelou Annia. — Descobri recentemente que Dimitri é meu progenitor, mas ninguém além da minha família sabe disso, é restrita a informação que estou te dando.
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  — Jamais trairia sua confiança, Annia. — ela suspirou. — Tudo indica que é a . Seria a forma mais lógica de manter a herdeira protegida, estando na família Fletcher.
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  — Ainda não podemos descartar as outras três. — frisou Annia.
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  — Talvez sim. — a voz de soou, o mesmo descia as escadas. — Pelo menos duas, por estarem mortas.
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  — Como assim? — Annia voltou seu olhar para ele.
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  — Assim que fui transferido para o Departamento de Polícia de Seattle e os boatos da herdeira começaram dentro da Continuum, comecei a minha pesquisa interna, e descobri a localização das outras três garotas e constatei que duas estavam mortas. — explicou ele. — Foram assassinadas no final do outono do ano passado, basicamente quando os boatos começaram.
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  — E a terceira? — se mostrou mais interessada naquela parte da história.
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  — A terceira foi adotada por um casal de russos. No passado ela recebia o nome de Natasha Ivanov, mas após um atentado contra sua vida a mando de Andrei Tenebrae, foi resgatada pela Darko. — continuou ele, mantendo a serenidade no olhar. — Cuidamos dela, a treinamos e agora recebe o nome de Nissah Petrov, se transformando em nossa agente alpha.
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  — Eu a conheci na festa da Continuum, estava com seu primo Nikolai. — comentou juntando as peças na sua cabeça. — Não sabia da história completa e de fato é uma loucura saber que sempre voltamos ao ponto inicial de alguma forma.
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  — Bem… O que aconteceu com a e toda essa estratégia para atraí-las, só nos mostra que devemos ficar ainda mais em alerta. — focou seu olhar em Miller. — Precisamos prever os passos do inimigo, já que ele nos observa.
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  — Mais do que isso, vamos criar algumas ilusões de ótica para que ele ache estar em vantagem. — concluiu Annia com firmeza. — A Darko também pertence à minha família, conte com todo o apoio das Indústrias Baker para localizar Andrei.
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  — Agradeço, Baker, já somos aliados nessa guerra. — sorriu de canto. — Acho melhor voltarmos lá pra cima, em algum momento nossa bailarina acorda.
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  Elas assentiram e os três retornaram para o andar de cima. Annia e fizeram questão de ficar no quarto em que permanecia instalada. A Baker, sentada na poltrona próximo a cama e a Miller de pé encostada na janela, olhando para a rua através da persiana fechada. Um breve suspiro vindo de Fletcher atraiu a atenção das amigas para ela. Abrindo os olhos lentamente, avistou as duas e reconhecendo-as abriu um sorriso singelo.
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  — Ele disse que viriam e eu acreditei. — sussurrou para elas. — Sabia que me encontrariam.
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  — Quem disse? — perguntou Annia, confusa no olhar.
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  — Andrei Tenebrae. — respondeu , mantendo a voz baixa.
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  O olhar de Annia se voltou para , que permaneceu em silêncio.
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I’m a survivor (What?)
I’m not gon give up (What?)
I’m not gon stop (What?)
I’m gon work harder (What?)
I’m a survivor (What?)
I’m gonna make it (What?)
I will survive (What?)
Keep on survivin’ (What?)

– Survivor / Destiny’s Child

28. Noivos?

Sollary Hospital, Seattle

  E lá estava admirando o inusitado anel de noivado em seu dedo. Ainda não conseguia entender como Baker havia conseguido lhe convencer a aceitar o pedido tão prontamente. Talvez pelo beijo intenso, ou por se imaginar chegando do hospital todos os dias e ter aquele homem à sua espera. Sollary mais do que nunca se via em êxtase total, que em alguns momentos do dia causava estranheza em si mesma.
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  Em seu segundo ano como residente, os estudos para se especializar em cardio começaram a ficar ainda mais intensos. Após semanas longe de seu amado hospital cuidando da parte administrativa de sua herança, agora ela poderia focar no que realmente gostava: cirurgias.
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  — E a corrida para a auxiliar a chefia da residência? — perguntou Hill, chamando sua atenção.
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  — Hum? — olhou para a amiga que trocava de roupa, pois tinha terminado seu plantão.
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  — Eu nem vou me dar ao trabalho de concorrer, com certeza o cargo já é da herdeira. — disse Kimberly de forma ríspida e amarga.
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  — Nepotismo complica, né. — brincou Matt, rindo de leve.
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  — Como se a precisasse mesmo usar o sobrenome para se destacar, todos sabemos que ela se dedica dobrado nesse hospital. — Hill a defendeu.
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  — Não se preocupe, amiga. — manteve a voz baixa e olhou para Kimberly. — Eu não tenho ambição de ser assistente da Lins e nem tempo para me preocupar com isso.
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  — Claro, o hospital já é seu, para quê vai querer ser auxiliar, se pode virar chefe da cirurgia quando quiser. — retrucou Louis.
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  — Saiba que minha família tem princípios hierárquicos que vocês nem conseguiriam alcançar a exigência para se estabelecer neles. — se mostrou indiferente ao ataque dos residentes. — Antes de vocês sonharem em fazer faculdade de medicina, eu já assistia as cirurgias do meu pai desde os seis anos de idade; antes de pensarem em fazer residência no Sollary Hospital, eu já passava plantões ao lado do meu pai aos dez anos, lendo todos os livros da biblioteca do terceiro andar; com certeza eu entrei mais dentro de uma sala de cirurgia que vocês três juntos e a doutora Lins também… Então, da próxima vez que ousarem pensar que meu sobrenome me dá favoritismos, lembrem-se quem é meu pai e que a família Sollary respira esse hospital desde o berço.
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  Ela pegou sua bolsa e saiu do vestiário, sendo seguida por Hill.
  — Uau, amiga você arrasou. — disse Hill, empolgada.
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  — Sempre que esse tipo de coisa acontece, eu transbordo de raiva. — confessou tentando manter a calma.
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  — Se eles soubessem como é sua vida, não falariam isso, menos ainda quem é seu pai. — comentou a amiga. — Se você não fosse tão apaixonada pela cirurgia, seria complicado.
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   a olhou. Então continuaram seguindo em direção a saída do prédio.
  — É sério, que pai dá para filha um livro de neurocirurgia no aniversário de doze anos? — Hill fez uma careta engraçada, arrancando risos dela.
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  — Ele me deu um estetoscópio de brinquedo quando eu tinha sete. — comentou , rindo mais um pouco. — E assisti a uma cirurgia pela primeira vez no dia seguinte do meu aniversário de seis anos.
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  — E sua mãe deixou? — perguntou Hill, assustada com a revelação.
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  — Era a cirurgia dela, meu pai estava ao meu lado. — contou . — Foi o pior dia da minha vida, mas foi o decisivo para que eu escolhesse a medicina.
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  — Eu lamento, amiga. — Hill a olhou com solidariedade.
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  — Está tudo bem, eu fico feliz por essa parte da minha vida, posso até ter passado a maior parte da minha infância pelos corredores do Sollary Hospital, mas tem um lado bom. — confessou a residente.
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  — Qual? — Hill ficou curiosa.
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  — Eu e meu pai nos tornamos muito próximos. — respondeu.
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  O olhar de se voltou para rua, assim que passaram pela porta, e logo avistou Baker encostado em sua moto a esperando. A residente se despediu da amiga e seguiu até o agora noivo.
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  — Boa noite, doutora. — disse ele, com um sorriso de canto.
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  — Boa noite, mecânico. — brincou ela, ao lhe dar um selinho rápido. — O que o traz aqui? Não disse que ficaria conferindo as coisas da oficina até mais tarde?
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  — O carregamento atrasou e só vai chegar em Seattle amanhã pela manhã. — explicou ele, envolvendo-a em seus braços. — Eu liguei para Annia e contei sobre o casamento.
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  — Contou…
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  — Ela não está em Manhattan agora, mas disse que assim que voltar, quer ter a honra de oferecer nosso jantar de noivado. — contou ele, com cautela.
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  — , você me prometeu que seria algo discreto. — reforçou .
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  — E será, te dou minha palavra, não vou deixar que Annia se empolgue com isso. — ele piscou de leve e sorriu.
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  — Vou confiar em você, sabe que odeio ser o centro das atenções. — reforçou.
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  — Você será a noiva, assim fica difícil. — brincou ele.
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  — Baker. — ela deixou seu tom mais sério.
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  — Eu te amo. — ele sorriu e se inclinando um pouco, a beijou com ternura.
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   retribuiu o beijo de imediato, sentindo o coração acelerar um pouco mais. Ela montou na garupa em seguida e ambos seguiram para o prédio onde moravam. Nesta noite, preferiu entrar em seu apartamento e aproveitar ao máximo seus momentos como solteira. Ela sabia que após colocar a aliança na mão esquerda, não seria mais apenas uma Sollary, mas carregaria um segundo sobrenome importante na Continuum.
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  E isso a deixava assustada e cautelosa.
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  Na manhã seguinte, o casal de vizinhos saborearam um café da manhã juntos no Starbucks da cidade. Enquanto voltou para casa, a fim de descansar após um plantão intenso, seguiu para a sua oficina em construção. Ele esperou por algum tempo até que finalmente os fornecedores aparecem com a entrega agendada para o dia anterior.
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  — Mais uma vez, me desculpe senhor Baker. — disse o homem, observando ele conferir todas as caixas entregues. — Infelizmente teve um acidente na rodovia e acabou atrapalhando nosso cronograma.
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  — Fique tranquilo, Jonson, eu sei que imprevistos acontecem. — assinou o recibo e olhou para o homem. — O que importa é que tudo está aqui e eu vou poder abrir minha oficina.
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  — Foi um prazer, senhor Baker, aguardo por mais encomendas. — disse o homem.
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  — Pode ter certeza que farei. — assegurou ele.
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  Assim que Jonson retornou ao caminhão e partiu, olhou para seus funcionários recém contratados. A maioria dos jovens em sua faixa de idade entre 20 e 25, que ele foi conhecendo pelas diversas cidades do país em suas escapadas, no tempo em que a mãe ainda não aceitava as decisões do filho para a própria vida. Isso lhe garantiu conhecer homens apaixonados por carros, que desejavam passar a vida de forma despreocupada e o mais perto possível de um automóvel turbinado. Dos quatro contratados por ele, apenas um era mais velho e mais experiente na área. James, ficaria claro na supervisão dos outros mecânicos.
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  — Quero todas as caixas de peças no estoque e a galeria organizada. — ordenou ele aos funcionários. — Vamos abrir oficialmente amanhã de manhã.
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  — Mas já? — perguntou James.
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  — Sim, já esperamos tempo demais e tempo é dinheiro. — explicou Baker, confiante no que dizia.
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  — Bem, vocês ouviram o chefe, vamos arrumar toda essa bagunça. — disse o novo supervisor, com um olhar animado.
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  James, no auge dos seus 35 anos, tinha uma filha adolescente e a criava sozinho desde quando a mãe faleceu em um acidente de carro. Havia feito amizade com de forma inesperada, quando o mesmo perdeu uma aposta para um gangue de motoqueiros e James teve que lhe salvar a vida, para não morrer de tanto apanhar. Agora, ali estava ele com a proposta de ser supervisor da oficina do amigo e poder começar de novo em uma nova cidade com sua filha adolescente.
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  As horas se passaram e no final da tarde, resolveu fazer uma visita ao Baker em seu local de trabalho. A residente se espantou ao ver os jovens funcionários todos descamisados, carregando caixas, limpando os vidros das janelas, esfregando o chão e organizando o lugar. Não somente eles, como também o próprio dono da oficina. Ela se manteve parada no grande portão, de braços cruzados, olhando eles trabalhando. Quando James notou sua presença:
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  — Chefe? — James chamou o amigo e apontou para o portão.
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  Logo todos pararam o que estavam fazendo e olhou para a direção indicada.
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  — Podem continuar. — disse Baker despreocupado, seguindo em direção a noiva.
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  Ela manteve o rosto sério com o olhar fixo nele.
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  — Que surpresa você aqui. — comentou ele. — Algum problema?
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  — Vários, a começar pela sua camisa, perdeu ela na vinda pra cá? — disse ela.
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  — Hum… — ele segurou o riso.
  — Vai ser assim todos os dias? Vocês trabalhando sem camisa… Que tipo de público pretende atingir? Senhoras casadas que desgostam dos maridos, ou solteiras à procura de uma noite de aventura? — ela manteve aquele tom áspero.
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  — Está com ciúmes, Sollary? — Baker abriu um sorriso provocativo.
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  — Eu? Imagina, entrar em uma oficina onde tem cinco homens de macacão aberto e amarrado na cintura, com o abdômen a mostra, trabalhando com tanta despreocupação. — ela deixou a ironia escapar.
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  O que fez soltar uma gargalhada.
  — Sabe que não tem nada a ver, não é? — disse ele.
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  — Claro que não, se eu vier aqui todos os dias conferir o serviço dos seus funcionários, não vai ter nada a ver não é? — retrucou ela.
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  — Claro que não… — ele se aproximou dela, e segurando em sua cintura, a puxou para mais perto dele. — Porque no final da noite, o único que você vai desejar tocar será eu… E a única com direito para isso, é você.
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  Ele a beijou com intensidade e não se importando com a presença dos seus funcionários. Eles tentaram ser o mais discretos possíveis, mas algumas risadas soaram pelo lugar.
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  — Que tal eu terminar por hoje e te fazer aquele espaguete para apaziguar seu coração? — sugeriu ele.
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  — Hum… É a única coisa que você sabe fazer. — ela riu de leve.
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  — Olha só, ela não está mais brava. — sorriu de canto. — Então, me conta, como foi ser agarrada por um homem de macacão?
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  — Sério? — ela riu.
  — Vai, diga.
  — Ok, eu confesso, você fica atraente vestido assim e está sendo difícil controlar meus pensamentos maliciosos. — admitiu ela.
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  — Aposto que o banco de trás do meu carro está envolvido nesses pensamentos. — ele riu.
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  — ! — ela bateu no braço dele, se fazendo a ofendida.
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  Porém, Baker estava certo e tinha vergonha de admitir seus devaneios momentâneos. Ele deixou James encarregando do restante e de fechar a oficina. O galpão que ele tinha comprado para seu empreendimento ficava bem próximo ao porto numa localização privilegiada para os negócios. Foram alguns minutos de moto até o prédio e, finalmente, adentraram no apartamento de Baker, onde ele foi caminhando para o quarto, a fim de trocar de roupa.
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  Ao retornar para a cozinha, , que estava com o avental na mão, entregou ao chefe gastronômico da noite. Ele deu um selinho nela ao pegar o avental de sua mão e se dirigiu para a parte da cozinha. Ela ficou sentada na banqueta olhando se locomover pelo pequeno espaço entre a pia e o fogão. Às vezes Baker olhava meio pedido para a panela, como se estivesse meio perdido.
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  — Precisa de ajuda? — perguntou ela.
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  — Não, eu estou bem, fique tranquila. — assegurou ele. — Não vou colocar fogo no apartamento.
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  Brincou, dando algumas gargalhadas.
  — Bem, espero que tenha seguro. — ela riu também.
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  — Você realmente não leva fé em mim. — ele soltou um suspiro fraco. — Isso me magoa.
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  — Que isso, Baker, eu sou confiante até demais, estou aqui te observando cozinhar e nem estou com o celular na mão, caso tenha que ligar para a emergência. — explicou ela, segurando o riso.
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  — Quanta consideração. — disse ele.
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  — E por falar em celular, alguma notícia da ? — perguntou ela.
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  — Ainda não, ficou de me ligar. — respondeu ele, com a atenção no preparo do molho à bolonhesa.
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  — É muito louco essa história do desaparecimento dela. — comentou . — Será que está relacionado aos boatos?
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  — Na minha opinião, deveria tirar essa história a limpo o mais rápido possível, assim, se não for ela, pelo menos não vai mais estar em perigo. — tinha sua opinião formada sobre o assunto, e a incerteza o preocupava ainda mais pela amiga.
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  — Você fala isso por causa do Lionel Tenebrae? — supôs ela.
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  — Não, você lembra do encontro que tivemos com Carlise? — ele voltou o olhar para ela.
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  — Sim.
  — Ele contou sobre a traição de Andrei Tenebrae, é ele quem me preocupa. — disse .
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  — Bem, sendo um ou o outro, tenho certeza que voltará a ficar segura, ela é neta de Donna Fletcher e tem um Dominos e um Bellorum aos seus pés. — comentou . — O que não vai faltar é proteção.
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  — É louca, essa história dela com o Bellorum, nunca imaginei que a já tivesse se envolvido com alguém da Continuum antes. — comentou ele.
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  — Para ser honesta, eu nem me lembrava que os Bellorum já haviam morado na cidade de Cliron. — disse , ao voltar seu olhar para o anel em seu dedo.
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  Um silêncio pairou pela cozinha.
  — O que está confabulando agora? — perguntou ele ao desligar a trempe e olhá-la novamente. — Algo te incomoda?
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  — Não, apenas pensando em como a vida é imprevisível. — respondeu ela, erguendo a mão direita com o anel de noivado. — Eu nunca imaginei que chegaria a esse nível com alguém da Continuum.
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  — Bem, desconte o fato de eu não fazer o papel de herdeiro Baker, que tudo fica razoável. — brincou ele.
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  — Seu bobo. — ela sorriu de leve.
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  Era divertido para ambos estarem um na companhia do outro. Além de apaixonados, o casal também seguia construindo uma amizade sólida e especial.
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  Dominos House, Chicago

  Desde a festa da Dominos Company que se manteve pensativo nas palavras de Miller. Imaginar que além da história do casamento e duas filhas, ela pudesse ter continuações desse segredo, lhe causava mais inquietação. No escritório da adega de sua casa, ele se mantinha quase a maior parte do tempo trabalhando em formato home office. Se deslocar para o edifício da empresa havia se tornado um pouco monótono sem a presença de sua ex sliter.
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  — . — apareceu da porta.
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  — Entra. — disse ele assentiu ao irmão. — Alguma notícia que possa acalmar seu coração?
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  — Ainda não, mas a me prometeu que entraria em contato até o final da semana. — respondeu o caçula.
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  — Não acredito que foi confiar isso a ela. — ele soltou um suspiro cansado.
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  — Nós dois sabemos que se tem uma pessoa que conseguiria isso, é ela. — garantiu , certo de suas palavras. — Você ainda não me contou o que aconteceu com vocês dois.
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   revirou os olhos. Odiava quando o irmão entrava em tal assunto. adentrou mais e se sentou na cadeira em frente ao irmão. Para não dar espaço ao silêncio, o mais novo insistiu no assunto:
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  — Não acha que desabafar vai ser melhor para você? Jogar essa raiva pra fora. — manteve o olhar preocupado ao irmão.
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  — Eu já estou bem, irmão. — disse . — Por que voltar nesse assunto?
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  — Porque eu vi como ficou na festa quando viu ela. — respondeu. — Existe um misto de amor e ódio dentro de você, entretanto, tenho certeza que sua maior vontade era de tomá-la em seus braços e não a deixar ir.
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   se inclinou um pouco na cadeira e olhou para o teto. Não queria admitir as palavras do irmão, mas era exatamente o que ele queria fazer. Ver novamente depois de semanas afastados havia causado um alvoroço interno, deixando seus sentimentos ainda mais confusos diante daquela crise entre os dois.
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  — Desde quando você sabe sobre relacionamentos? — perguntou . — Virou terapeuta de casais agora?
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  — Só quero entender o que rola entre vocês. — insistiu . — Irmão, me conta, você e a tinham alguma coisa? Ela recusou ter algo com você… O que aconteceu?
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  — Ela é casada com um homem chamado Fisher e tem 2 filhos. — finalmente disse em voz alta aquilo que lhe atormentava. — A minha sliter mentiu pra mim.
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  — Bem, talvez ela não tenha dito para proteger eles. — tentou procurar alguma justificativa para o fato.
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  — , você é meu irmão querido, por favor, não tente defendê-la. — respirou fundo. — E não vamos mais falar sobre o assunto.
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  — Tudo bem. — assentiu ele, para o irmão.
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  Em segundos o celular de tocou em seu bolso. Era uma ligação de .
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  — Quem é? — perguntou seu irmão mais velho.
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  — O Bellorum. — respondeu mantendo o olhar no visor do celular. — Que estranho ele me ligar.
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  — Atenda. — instigou .
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   se afastou um pouco e atendeu a ligação.
  — Bellorum? — disse o Dominos caçula.
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  — A está comigo. — a voz de soou com a notícia que o estremeceu por dentro.
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  — Como? — perguntou intrigado.
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  — me cobrou um favor. — o Bellorum riu baixo. — Nossa bailarina está bem.
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  — Onde estão? — sentiu certa ansiedade dentro de si.
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  — Vou te enviar o endereço.
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  — Obrigado, meu amigo.
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  — Recuso agradecimento, também é importante para mim. — disse .
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  Assim que encerrou a ligação, o olhar de Dominos encontrou o de seu irmão mais velho, que o observava com atenção.
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  — A encontrou ela. — anunciou .
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  — E suponho que vá atrás da sua bailarina. — disse .
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  — Vou deixá-la em segurança novamente. — ele se dirigiu até a porta. — Voltarei para Seattle depois.
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  — Fique tranquilo, seu irmão já está sóbrio. — brincou , sobre seu estado emocional.
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  Brincadeiras à parte, somente sabia o que realmente estava sentindo. Contudo, não iria mais incomodar seu irmão com suas preocupações, ele tinha negócios para comandar e uma vingança para continuar. havia dado o seu melhor para apoiar o irmão, o que custou deixar sozinha e em sua cabeça desprotegida.
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  Entretanto, quando algo precisa acontecer, não importa o que faça, vai acontecer. Há males que vem para o bem e, neste caso, a turbulência causada na vida de serviu para que ela encontrasse novamente suas amigas de orfanato.
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  Algo surpreendente para elas.
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Meu dia está cheio de você depois de conhecer você
Vendo você ou sentindo sua falta
Meus pensamentos são muito para você, eu não sei o que fazer
O que eu vou fazer comigo mesmo?
Você tem que algo que eu preciso.

– Seeing You Or Missing You / Lunafly

29. Amigas de Infância

Casa de Refúgio Bellorum, Los Angeles
Alguns dias atrás…

  Não somente , como também Annia, estava com a mente fervilhando de questionamentos relacionados a Andrei Tenebrae. O homem que as queria a todo custo para descobrir quem de fato era a herdeira da sua família. até o presente momento estando inocente em toda a história, aos poucos foi percebendo que aquilo era ainda mais perigoso do que imaginou.
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  — Vocês se lembram da nossa época no orfanato Miral? — perguntou , puxando as lembranças em sua memória.
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  — Sim, o que tem? — Annia a olhou curiosa.
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  — disse que das outras três garotas, somente uma sobreviveu ao ataque do Andrei, que possivelmente também pode ser a herdeira como eu. — tentava construir sua linha de raciocínio. — Não consigo entender o motivo de não autorizarem o teste de DNA, é a única coisa que pode comprovar qual de nós é a herdeira.
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  — A garota que sobreviveu agora é reconhecida como Nissah Petrov, uma agente da Darko que teve parte do seu corpo reconstruído depois de quase morrer espancada. — Contou , mantendo o olhar na janela. — Como tal, ela foi treinada para saber se defender… O fato de não optarmos pelo teste é que Lionel jamais aceitaria ceder seu sangue para isso, e como sabem, Godric Tenebrae ainda está desaparecido, seu corpo nunca foi encontrado após o acidente.
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  — Bem, Lionel tem filhos, pelo que sei você tem contatos com Carlise. — Annia retrucou, cruzando os braços.
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  — Se com dúvidas a cabeça de está a prêmio agora, imagine se confirmasse que ela é a herdeira. — A sliter se espreguiçou um pouco e olhou para as amigas. — É mais seguro para todas nós que a dúvida permaneça até encontrarmos Andrei e eliminá-lo, Lionel não é tão perigoso assim quanto o sobrinho, ainda mais quando temos a Draconis envolvida.
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  — Quem é Draconis? Uma família? — perguntou em sua inocência.
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  — Uma sociedade de famílias italianas, inimiga da Continuum. — Respondeu . — Podemos considerá-los da máfia, talvez.
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  — E o irmão gêmeo de Andrei? Aaron Tenebrae? — Annia puxou o nome do fundo de sua memória. — Lembro que há alguns anos ele também sofreu um atentado do irmão, podemos considerá-lo um aliado?
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  — Andrei Tenebrae tentou matar o próprio irmão? — ficou em choque com o fato.
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  — Não digo matar, há mais de uma forma de se vingar de alguém, por exemplo, tirando algo que mais lhe tenha valor. — Annia cruzou os braços, ela sabia muito bem como era aquele tipo de vingança.
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  — Você sabe muito bem sobre isso. — Miller olhou a amiga.
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  — Fui treinada por Allison Baker. — Ela soltou uma gargalhada maldosa.
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   a olhou meio assustada.
  — Ok, vamos mudar de assunto, já que não podemos ter a certeza se eu realmente sou a tal herdeira Tenebrae. — ergueu seu corpo, e com um olhar empolgado sorriu para elas. — Quero que me contem tudo sobre a vida de vocês.
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  — Ah, … — Annia riu. — Isso é assunto para longos dias e não tenho tanto tempo assim, preciso voltar a Manhattan.
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  — Não, senhorita Baker, pode ir sentando aí e me contando desde quando você e Cedric se conhecem. — cruzou os braços. — Não consigo acreditar que você é a garota que ele salvou.
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  — Corrigindo, senhora Baker. Foi antes dele te conhecer, o que me faz ter mais privilégios do que você na vida dele. — Annia deixou soar um tom autoritário, deixando a aliança de casamento em evidência no seu dedo.
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  — Olha só o ciúme em pessoa. — Brincou rindo da amiga.
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  — Opa, calma, senhora Baker, não estou aqui para atrapalhar o romance de ninguém, pois já tenho o meu Dominos. — Disse caindo em risos. — Mas estou feliz por você e Cedric, ele é um bom amigo. Meu ensino médio foi salvo graças às nossas travessuras noturnas.
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  — Hum… — Annia a olhou atravessado. — Que tipo de travessura?
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  — Ai, Annia, pare de olhar assim para ela, até eu estou ficando com medo. — riu mais um pouco. — No ensino médio namorava o Bellorum às escondidas.
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  — Como você sabe? — a olhou surpresa.
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  — Me diga um segredo de alguém que a Miller não saiba. — Annia deu de ombros se remexendo na poltrona em que estava sentada.
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  — Soou como se eu fosse bisbilhoteira. — se fez ofendida. — me contou superficialmente sobre isso, mas como foi?
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  — Foi o quê? — se mostrou confusa.
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  — Namorar um Bellorum na adolescência, e agora o melhor amigo dele. — Explicou .
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  — Ah, sim, eu também estou morrendo de curiosidades. — Annia demonstrou mais animação.
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  — Ei, o assunto aqui era vocês duas me contar sobre suas vidas. — protestou.
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  — Não é todo dia que surge um triângulo amoroso dentro da Continuum. — Explicou Annia.
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  — E por falar em vida amorosa, , o que aconteceu entre você e o irmão do ? — perguntou , ao se lembrar da viagem do namorado para Chicago. — Eu nunca tinha visto tão preocupado com o irmão como naquele dia.
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  — Intrigas da oposição. — Respondeu subjetivamente.
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  — Diga com mais clareza, , somos suas amigas. — Annia a pressionou com um olhar mais sério. — Também ando curiosa sobre isso, quando você me pediu para ser minha segurança na festa do Dominos, não me contou o motivo da sua demissão.
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  — Ele te demitiu? — olhou para ela.
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  — Sim. — Confirmou a sliter. — Todos temos segredos e acabou descobrindo algo sobre mim que não deveria, ou melhor, ele descobriu da forma errada no tempo errado.
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  — E não pode nos contar o que foi? — puxou as cobertas se enroscando mais na cama.
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  — Que eu tenho um marido e duas filhas. — Respondeu ela.
As duas ficaram boquiabertas ao ouvir tal relato.
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  — Uau. — Sussurrou .
  — E você realmente tem um marido e duas filhas? — Annia manteve um olhar desconfiado para ela.
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   , por sua vez, permaneceu em silêncio, apenas sorriu discretamente e voltou seu olhar para a janela.
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  — Não importa o que Dominos descobriu, minha lealdade a ela está acima de qualquer coisa. — Assegurou a sliter.
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  Claro que Annia não estava nada convencida das palavras enigmáticas da amiga. Não era a resposta que queria ouvir e menos ainda relacionada à pergunta que fez.
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  — Ok, assunto novo então. — Disse quebrando a tensão que se formou no ar, atraindo os olhares das amigas. — Você ama o Dominos, ?
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  — Você disse assunto novo, . — Retrucou .
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  Annia soltou uma gargalhada alta e maldosa.
  — , minha amiga, olhe para os olhos desta sliter que já levou tiros pelo seu chefe e está seca de vontade de agarrá-lo e jogá-lo contra a parede e dizer… — Annia olhou para a amiga com seu tom provocativo.
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  — Pare de graça, Annia Baker. — a cortou, com um olhar sério para ela. — Não sei que prazer tem em falar pelos outros.
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  — Ela gosta dele. — soltou um grito, dando alguns pulos na cama. — Quando começou a gostar do ?
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  — Até você, ? — a olhou.
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  — Amiga, quanto mais você negar, mais vai ficar evidente nos seus olhos. — disse com toda a sinceridade do que estava vendo no rosto da amiga. — Você ama ele.
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  — Não confundam lealdade com amor. — Miller se defendeu, relutante.
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  — Ok, vou acreditar nessa conversa de lealdade. — Annia segurou o riso. — Suponhamos que Dominos se apaixonasse por uma outra mulher…
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  Miller cruzou os braços mantendo o olhar na amiga, segurando seus instintos.
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  — Não há uma mínima possibilidade de isso acontecer. — Retrucou .
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  — Mas e se houver, o que você faria? — Annia continuou com suas insinuações provocativas. — Vamos dar nome às pessoas, Felícia Tenebrae, seria um ponto final em nossa guerra.
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  Tocar no nome da mulher que semeara a discórdia havia sido um golpe baixo. A sliter abaixou os braços e, sem sentir, fechou seus punhos, imaginando a cena encharcada de raiva.
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  — Era essa a reação que eu esperava. — Disse Annia com um sorriso debochado.
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  — Você é uma péssima amiga. — Disse .
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  — Eu sei que você me ama. — Annia mandou um beijo para ela e riu de leve.
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   começou a rir delas.
  — E você, , como foi conquistar o caçula dos Dominos? — perguntou Annia, voltando o olhar para ela.
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  — Nos conhecemos quando ele se hospedou no hostel da minha tia. — Contou , sentindo seu coração acelerar um pouco. — Nos tornamos próximos de uma forma bem espontânea que quando me dei conta, já estava sendo beijada por ele.
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  — E você não sente mais nada pelo Bellorum? — perguntou , curiosa.
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  — Eu tenho um carinho muito grande por , mas o único sentimento que existe é amizade. — Respondeu ela.
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  — Será que teremos mais casamentos por aqui? — Annia abriu um largo e audacioso sorriso. — Quem será a primeira a se casar? ou ?
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  — Pare com os seus devaneios, Baker. — cruzou os braços novamente.
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  — Vocês podem se casar juntas, já estão com os olhares dos irmãos Dominos em vocês. — Aconselhou Annia.
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  — Agora que está casada, quer casar todo mundo. — Brincou .
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  — Se vocês soubessem o quão divertido é um casamento. — Ela riu.
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  — Devo temer pela vida do meu amigo? — a olhou assustada.
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  — Por quem me tomas, , Cedric está muito bem, obrigada. — Annia deu de ombros. — Hum… Não sei se já sabem, obviamente não, pois recebi uma mensagem do meu irmão há poucas horas, mas… Advinha quem está noivo?
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  — Seu irmão? — tentou associar a pessoa ao sobrenome. — ?
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  — O único que eu tenho. — Assentiu a Baker.
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  — Sério? Com a ? — sentiu um misto de felicidades pelo amigo e surpresa.
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  — Parece que a Sollary se rendeu aos encantos do meu irmãozinho! — confirmou Annia — não vejo a hora de poder preparar toda a cerimônia.
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  — Você sabe que é a família da noiva que cuida disso, né? — disse a sliter.
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  — Não seja estraga prazeres, . — Annia fez uma careta para ela.
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  — São tantas coisas acontecendo, que eu nem sei o que dizer. — , ainda admirada.
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  — Por agora, apenas descanse. — se aproximou da porta do quarto, sendo acompanhada por Annia, que se levantou da poltrona.
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  — Ela está certa, você viveu muitas emoções nos últimos dias. — Concordou a Baker. — Qualquer coisa, eu e a Miller estaremos no andar de baixo e está aqui conosco.
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  — Fico feliz que ele esteja aqui nos ajudando. — Disse .
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  — Mas não era ele quem você almejava. — Comentou , percebendo o olhar triste da amiga.
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  — Estamos há três dias aqui e nem mesmo quis falar comigo pelo celular. — soltou um suspiro fraco.
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  — Não fique chateada por isso, talvez ele queira falar com você pessoalmente. — Disse Annia.
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  Assim que abriu a porta do quarto. Se surpreendeu ao ver o rosto do caçula Dominos diante dela.
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  — . — Disse surpresa.
  — ? — se remexeu da cama para olhá-lo.
  — , Annia… — ele desviou o olhar para dentro do quarto. — Posso falar com a ?
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  Ambas assentiram e se retiraram, descendo para o andar de baixo. se levantou da cama e correu ao seu encontro. O abraçou de forma apaixonada e cheia de saudades. Entretanto, foi pega de surpresa pela recepção de não ser exatamente da forma que ela esperava.
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  — O que aconteceu? — perguntou ela, ao se afastar dele, com um olhar confuso. — Por que está agindo de forma tão fria, ?
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  — Por minha causa a Continuum te achou, . — Pronunciou ele, se afastando um pouco dela, mantendo um olhar firme e sério. — Agora eu entendo o motivo do Bellorum ter se afastado de você.
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  — Do que está falando? — não conseguia entender aquelas palavras estranhas aos seus ouvidos.
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  — Precisamos terminar. — Disse ele, com a voz áspera, cheio de amargura interna.
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“O jeito que você chora, o jeito que sorri
O quanto isso significa para mim?
As palavras que eu me arrependi
Quando olhei para trás
Eu vou me desculpar, então escute.

– Sing for You / EXO

30. Nascimento de uma herdeira

Casa de Refúgio Bellorum, Los Angeles

   ainda estava estática, olhando para a frieza que vinha de ainda diante dela. A delicada bailarina não conseguia absorver a informação, mas já sentia seu coração se quebrando aos poucos. De imediato as lembranças do passado com , quando fora deixada pelo mesmo, contribuiu para o surgimento de lágrimas no canto dos olhos.
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  — Como pode dizer que é sua culpa? — questionou ela, tentando encontrar argumentos mais válidos que o dele. — , o fato da Continuum me encontrar e eu ser a herdeira ou não, aconteceria em algum momento só por minha passagem pelo orfanato Miral.
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  — descobriu que nossa família está sendo vigiada, todos os herdeiros estão sendo, não diga que não foi por minha causa, porque foi sim. — Ele moveu seu olhar para o chão, não conseguia encará-la. — Estar aqui já é colocar você em risco novamente.
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  — , olha pra mim. — Pediu , segurando suas emoções.
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  Ele segurou em sua mão e a puxou para lhe abraçar. não conseguiu segurar as lágrimas que começaram a rolar por seu rosto. Não entendia a lógica de e menos ainda queria aceitar suas palavras.
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  — Espero que me perdoe no futuro. — Sussurrou ele ao lhe dar um beijo na testa e logo se retirar do quarto.
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   deu impulso para impedi-lo, mas suas pernas travaram um pouco e em segundos seu corpo caiu do chão. Suas emoções transbordaram de imediato em lágrimas, sentindo uma mistura de raiva e tristeza. Minutos depois, Annia e entraram no quarto, curiosas para saber o que tinha acontecido, pois o olhar de ao passar por elas não era nada feliz.
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  — , o que houve? — se aproximou da amiga, ajudando-a a se levantar.
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  — Terminamos… — disse a bailarina, secando as lágrimas. — Ele veio aqui somente para isso.
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  — Que babaca. — Disse Annia ao cruzar os braços, observando a amiga.
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  — Não tá ajudando, Annia. — a repreendeu, então se sentou na cama ao lado de . — Por que ele quis terminar?