{"id":9238,"date":"2025-12-19T13:23:34","date_gmt":"2025-12-19T16:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-12-19T13:24:47","modified_gmt":"2025-12-19T16:24:47","slug":"capitulo-3","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/tecido-do-destino\/capitulo-3\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 3"},"content":{"rendered":"\r\n<p>\u2003\u2003<span class=\"versalete\">\u2014 Querido, n\u00e3o se esque\u00e7a<\/span> de fazer o caf\u00e9 da manh\u00e3, lavar a lou\u00e7a e ainda pegar aquelas coisas para seu pai \u2014 disse a tia.<br>\u2003\u2003 Ser\u00e1 que ele estava sendo ingrato demais? Ele se perguntava, por que tudo tinha que ser para seu pai? A honra, a gl\u00f3ria, o cuidado. Tudo era para seu pai, Doni. Ele n\u00e3o lamentava este fato, mas por que tudo tinha que ser sempre para ele e s\u00f3 para ele? Amava o pai, isso era \u00f3bvio, mas ele n\u00e3o conseguia entender por que tudo era para o pai. Enquanto ele trabalhava, cuidavam do pai como se ele fosse uma boneca de porcelana, com medo de quebrarem. Mas e se ele fosse quebrado, isso n\u00e3o importava. Se sim, por que n\u00e3o. O pai n\u00e3o podia quebrar, mas ele podia. Talvez ele devesse se conformar com sua pr\u00f3pria tristeza. Com seu pr\u00f3prio destino. Ele era quebr\u00e1vel e quanto mais cedo admitisse isso, melhor. E ainda tinha aquele jovem, Eduardo Somma, o garoto que ele admirava e at\u00e9 achava bonito, mas que o desprezava. Ser\u00e1 que algum dia algu\u00e9m o veria?<br>\u2003\u2003 \u2014 De todas as l\u00ednguas faladas no mundo, a inglesa \u00e9 a que alcan\u00e7a maior abrang\u00eancia global. Isso fica percept\u00edvel quando prestamos aten\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de termos em ingl\u00eas a que somos expostos todos os dias. De todos os voc\u00e1bulos existentes no idioma, voc\u00ea sabe quais se destacam? \u2014 come\u00e7ou a professora de ingl\u00eas, mas ele n\u00e3o prestava aten\u00e7\u00e3o.<br>\u2003\u2003 \u2014 Ei! \u2014 disse uma garota se aproximando antes que ele sa\u00edsse da sala de aula. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 o %Lherme% da Costa, n\u00e3o \u00e9? \u2014 perguntou. \u2014 Sou Turkey.<br>\u2003\u2003 \u2014 Ah, oi, Turkey \u2014 respondeu ele timidamente.<br>\u2003\u2003 \u2014 Podemos ir andando juntos? \u2014 ela perguntou. \u2014 Tamb\u00e9m sou nova nesse curso e meus pais t\u00eam medo que eu ande sozinha de volta para casa.<br>\u2003\u2003 Naquele instante, %Lherme% viu que nem todos eram ruins. Turkey era realmente algu\u00e9m que podia ser agrad\u00e1vel. Algu\u00e9m que podia tira-lo da monotonia. Turkey era diferente, ele notou com o passar dos dias. A amizade entre eles florescia. Eles conversavam, andavam juntos, riam de bobagens que s\u00f3 eles entendiam, era a adolesc\u00eancia florescida.<br>\u2003\u2003 Em meio a isso, os pais discutiam por causa dos salgados que o pai gostava de fazer. Ele sempre apoiara o pai nisso. Ele sabia bem o que era sonhar com algo. E ainda tinha os tios, Tomas e Clemencia. Tomas era conhecido por seu jeito piadista e divertido. Ele sempre brincava, ria e gostava de colecionar m\u00fasicas, era o ref\u00fagio dele para as brigas constantes com a esposa, Clemencia.<br>\u2003\u2003 Tamb\u00e9m havia os outros tios: Palito, Rosai, Enis e Josef. E ainda os tios de %Lherme% da Costa por parte de pai. Mas fam\u00edlia \u00e0s vezes pode ser t\u00e3o complicado quanto. Mas ele via nos tios Enis e Tomas representa\u00e7\u00f5es de tios preferidos. Enis tinha uma f\u00e9 genu\u00edna, enquanto Tomas era mais voltado a reflex\u00e3o profunda da ordem natural das coisas e sua busca por justi\u00e7a e at\u00e9 mesmo seu dom para m\u00fasica. Ele possu\u00eda uma filha, a jovem Bendita.<br>\u2003\u2003 Voltando a %Lherme% da Costa, mesmo com a amizade com Turkey ele se sentia como se faltasse algo. O sumi\u00e7o constante de Turkey tamb\u00e9m ajudou nisso. E foi assim que %Lherme% da Costa come\u00e7ou a conhecer a si mesmo. Ele tinha um amigo Jeov, por quem desenvolveu um interesse rom\u00e2ntico, mas logo foi esquecido. Afinal, a juventude tem as suas, n\u00e3o \u00e9. Mas Annie, sua melhor amiga, era apaixonada por Jeov, e %Lherme% da Costa, que sempre teve uma queda por problemas devido a adora\u00e7\u00e3o que o pai tinha e ele n\u00e3o, sempre ali se sacrificando pelos outros, ajudou Annie a se declarar para Jeov. Ficou ali a estimulando, tentando faz\u00ea-la se sentir bem. Ah, amizade, como \u00e9 linda, mas tamb\u00e9m complexa, ainda mais quando ambos gostam do mesmo garoto. Mas para %Lherme% da Costa uma amizade, \u00e9 isso. Se sacrificar, ajudar, sem esperar tanto em troca. Apenas o simples gesto da lealdade.<br>\u2003\u2003 Sua m\u00e3e uma devota da igreja, \u00e0s vezes o levava para a igreja com ela. Mas as coisas nem sempre foram f\u00e1ceis para ele. Ele ouvia o constante reclamar de um dos vizinhos, Pedro Antonio. Al\u00e9m de \u00e9 claro, ver todos menos ele felizes e seu pai sendo adorado. Mas ainda assim ele amava o pai. Ele via em Doni uma caracter\u00edstica que ele admirava. Doni tinha palavra. Ele tamb\u00e9m tinha um tio, Emanuel Messias. Ele e o tio nem sempre se deram bem, mas essa era outra hist\u00f3ria. Voltando ao tema central, %Lherme% da Costa era um jovem quieto e inseguro, mas que buscava na f\u00e9 entender como as coisas eram de fato.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":80,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[2447],"class_list":["post-9238","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-tecido-do-destino"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/9238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/80"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=9238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}