{"id":9207,"date":"2025-12-17T13:29:31","date_gmt":"2025-12-17T16:29:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-12-17T13:29:31","modified_gmt":"2025-12-17T16:29:31","slug":"prologo","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/straysouls\/prologo\/","title":{"rendered":"PR\u00d3LOGO"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>\u2003\u2003Mem\u00f3ria.<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong><em>Substantivo feminino.<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Aquilo que ocorre ao esp\u00edrito como resultado de experi\u00eancias j\u00e1 vividas; lembran\u00e7as, reminisc\u00eancia.<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"center\">Soren.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Noruega, 1987.<\/em><\/p>\n<p>\u2003\u2003Voc\u00ea ver coisas que os outros n\u00e3o veem e coisas que n\u00e3o deveria ver\u201d, aquela frase soava na voz de uma desconhecida por toda a sua vida em uma l\u00edngua que jamais tinha ouvido em toda a sua exist\u00eancia. Enquanto aquele som jamais desaparecia de sua mente mesmo quando vivia em uma terra t\u00e3o gelada quanto a Noruega.<br \/>\n\u2003\u2003Soren sempre pensou que aquelas palavras estranhas eram apenas <em>estranhas<\/em>, aquele dialeto era fruto de sua imagina\u00e7\u00e3o, mas desde sempre achou que faltava alguma coisa em sua vida, um peda\u00e7o de si. Soren sempre se imaginou correndo em campos abertos, onde cheiros que jamais sentiam eram seus favoritos, onde can\u00e7\u00f5es antigas eram suas favoritas.<br \/>\n\u2003\u2003Todo esse tempo, Soren pensou que era porque sentia falta do colo de sua m\u00e3e que partiu cedo e que apenas ouvia os sons que ningu\u00e9m mais ouvia. O mais novo de seis irm\u00e3os, tinha as lembran\u00e7as de sua primeira vida preenchendo as lacunas da sua mente, dos seus gostos estranhos, do choro no meio da madrugada. Estava cercado por trag\u00e9dias enquanto queria esquecer cada uma daquelas lembran\u00e7as que se infiltravam em sua nova vida, ao mesmo tempo em que aquela parede desaparecia.<br \/>\n\u2003\u2003Aquela sensa\u00e7\u00e3o de vazio desaparecia de repente, ao passo que aquelas lacunas se preenchiam com suas dores do passado, dos sentimentos subjugados de suas vidas anteriores quando ainda acreditou no amor, no \u00f3dio, e ao qual, Soren se afogou em suas pr\u00f3prias ang\u00fastias por pouco tempo.<br \/>\n\u2003\u2003Durante muito tempo, ele achou que faltava algo em sua vida.<br \/>\n\u2003\u2003Existia ali uma sensa\u00e7\u00e3o de vazio que se intensificou ao longo dos anos. Ele vivia em uma bolha dentro de um mar de lembran\u00e7as que afogavam seus pensamentos -, lembran\u00e7as nubladas, de vidas passadas que ele deveria esquecer.<br \/>\n\u2003\u2003Soren se recordou a primeira vez que viu sangue, aos 9 anos de idade, enquanto o machado estava sobre a cabe\u00e7a do animal morto que seu pai ca\u00e7ou para almo\u00e7ar num domingo de um ver\u00e3o distante numa velha vila da Noruega.<br \/>\n\u2003\u2003Seus olhos azuis fixaram no animal, \u00e0 medida que outra lembran\u00e7a se sobrep\u00f4s em sua mente: sentiu a arma atravessar o corpo de um homem de fei\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas com uma espada <strong><em>jian\u00b9<\/em><\/strong>, os gritos de desespero que escapavam de sua boca, do medo, da dor causada pelas pessoas que mais amava, das sensa\u00e7\u00f5es mesquinhas.<br \/>\n\u2003\u2003Soren vomitou quando se lembrou da perda do beb\u00ea, das palavras secas daquele homem, no momento em que a espada o atravessou. Ele se recordou de tempos em que tinha medo. Se lembrou da sua identidade.<br \/>\n\u2003\u2003Em sua \u00faltima vida, uma garota nascida num tenro ver\u00e3o, sendo amada por seus pais e irm\u00e3os, mas morreu nos bra\u00e7os do homem de olhos negros como o breu.<br \/>\n\u2003\u2003Aos 37 anos, Soren teve muitos arrependimentos, encarou as folhas rabiscadas com o contorno de rosto que ele n\u00e3o conseguia se lembrar, das palavras que sua mente queria apagar, enquanto aqueles olhos fixos em sua imagem que ele n\u00e3o se lembrava.<br \/>\n\u2003\u2003Como poderia sentir falta de algu\u00e9m daquela maneira? Como poderia sentir falta do toque dele sem nem saber sobre sua apar\u00eancia? Como poderia desejar sentir a risada contra seu pesco\u00e7o? Como poderia amar uma alma como a dele?<br \/>\n\u2003\u2003Soren sentia falta, enquanto morreu de saudade daquele que jamais se lembrou.<\/p>\n<p align=\"right\"><em><strong>Tempo atual<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u2003\u2003%Elizabeth% Swan acordou daquele sonho repentinamente. Era um aviso do seu passado.<br \/>\n\u2003\u2003Soren viveu com seus arrependimentos mesquinhos, ao mesmo tempo que desejou algo que jamais poderia ter. As l\u00e1grimas caindo por sua face, todos aqueles sentimentos \u00ednfimos de perda, o choro que prendeu dentro de si durante todos os anos que se sucederam desde que lembrou como Soren sofreu de cora\u00e7\u00e3o partido assim como ela estava naquele momento.<br \/>\n\u2003\u2003Ela foi Soren. E Soren se tornou ela.<br \/>\nEncarou o c\u00e9u nublado que era t\u00e3o raro em Phoenix em seu clima quente ao mesmo tempo em que desejou mais tempo de sil\u00eancio. Dentre os irm\u00e3os, ela era mais sens\u00edvel enquanto sentia a nuvem negra de Renn\u00e9 pela casa com saudade de Phil que consumia lentamente sua sanidade mental.<br \/>\n\u2003\u2003O som da porta, enquanto Cassius encarou ela, assim como Isabella que a segurou quando percebeu aquela tristeza que transbordava por seus olhos, aquela dor esquecida pelo tempo, e que desejou enterrar dentro de sua alma, mas que os Deuses castigavam a pensar em seu \u00fanico desejo de ver ele assim como saudade de Renn\u00e9 para com Phil.<br \/>\n\u2003\u2003Sua alma imortal queria ver ele de novo, sentir o seu rosto contra o dela, da risada c\u00ednica dele em contato com sua pele, enquanto o sol do Texas a tocava. A \u00faltima vez que o viu, entretanto, ela n\u00e3o conseguia se lembrar do nome dele, suas lembran\u00e7as eram vagas e ela apenas pensou que estava enlouquecendo por ele.<br \/>\n\u2003\u2003Ela sentia falta demais dele.<br \/>\n\u2003\u2003\u2014 Bella?<br \/>\n\u2003\u2003\u2014 O que foi?<br \/>\n\u2003\u2003\u2014 Vamos para Forks.<br \/>\n\u2003\u2003Amava Renn\u00e9, mas sua tristeza a mataria em algum momento, assim como a saudade crescente por Phil.<br \/>\n\u2003\u2003Bella ouviu a respira\u00e7\u00e3o pesada de %Elizabeth% que deitava sua cabe\u00e7a sobre os ombros de Isabella.<br \/>\n\u2003\u2003\u2014 Ok. N\u00f3s iremos, %Elizabeth%.<br \/>\n\u2003\u2003Forks seria sua paz, pelos menos foi o que ela pensou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2003\u2003Mem\u00f3ria. Substantivo feminino. Aquilo que ocorre ao esp\u00edrito como resultado de experi\u00eancias j\u00e1 vividas; lembran\u00e7as, reminisc\u00eancia. Soren. Noruega, 1987. 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