{"id":6563,"date":"2025-09-02T11:44:00","date_gmt":"2025-09-02T14:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-10-26T11:56:19","modified_gmt":"2025-10-26T14:56:19","slug":"capitulo-11","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/as-rainhas-e-princesas-de-aragao-parte-1\/capitulo-11\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 11"},"content":{"rendered":"\r\n<p>\u2003\u2003<span class=\"versalete\">A bruma da manh\u00e3<\/span> ainda envolvia os jardins de Tordesilhas quando %Isabel% de Arag\u00e3o surgiu \u00e0 soleira da grande varanda, os olhos marejados de curiosidade. Atr\u00e1s dela vinham, saltitantes, %Maria% e %Catarina%, e por fim %Joana%, de passos suaves, observando as flores como se ali encontrasse consolo para pensamentos que nem sempre sabia traduzir em palavras. A vida na corte era, desde cedo, um misto de deveres e descobertas, mas, entre as quatro irm\u00e3s, formara-se um la\u00e7o de cumplicidade inquebr\u00e1vel.<br \/>\u2003\u2003\u2014 %Isabel%, olha s\u00f3! \u2014 exclamou %Catarina% de Arag\u00e3o, espetando o dedo numa p\u00e9tala rosa que tremia sob a brisa.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Perfeita como o teu vestido, %Catarina%. \u2014 Riu %Maria%, ajeitando o franzido da pr\u00f3pria t\u00fanica.<br \/>\u2003\u2003%Joana% aproximou-se em sil\u00eancio, os cabelos negros presos em tran\u00e7as finas. Fechou os olhos por um instante e murmurou:<br \/>\u2003\u2003\u2014 \u00c0s vezes fico pensando\u2026 ser\u00e1 que ser princesa nos d\u00e1 mesmo liberdade?<br \/>\u2003\u2003%Isabel% pousou a m\u00e3o no ombro mais novo.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Temos privil\u00e9gios, claro. Mas a liberdade\u2026 essa constru\u00edmos juntas, nas brincadeiras, nas confid\u00eancias.<br \/>\u2003\u2003%Catarina% deu um pulo.<br \/>\u2003\u2003\u2014 E quem vencer o pr\u00f3ximo duelo de adivinha\u00e7\u00f5es leva o \u00faltimo peda\u00e7o de torta de am\u00eandoas!<br \/>\u2003\u2003A risada geral que se seguiu dissolveu qualquer sombra de melancolia. A amizade das quatro crescia a cada dia como as trepadeiras que enfeitavam os muros do pal\u00e1cio: tecida de segredos, gestos an\u00f4nimos \u2014 um bilhete escondido, um colar emprestado \u2014 e de sonhos que s\u00f3 elas ousavam compartilhar.<\/p>\r\n<p align=\"center\">**********<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003\u2014 M\u00e3e, por que me casar com algu\u00e9m que n\u00e3o me far\u00e1 feliz? \u2014 perguntou %Joana% a m\u00e3e, %Isabel1% I de Castela. \u2014 Ele n\u00e3o vai me amar.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Ele aprender\u00e1, doce %Joana% \u2014 disse %Isabel1% I de Castela. \u2014 O importante \u00e9 buscar o melhor para o reino.<br \/>\u2003\u2003\u2014 E se o melhor para o reino, n\u00e3o for o melhor para mim? \u2014 perguntou %Joana% insegura.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea saber\u00e1, minha filha \u2014 prometeu %Isabel1% I de Castela.<\/p>\r\n<p align=\"center\">******<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 um prazer conhece-lo, pr\u00edncipe Filipe de Hasburgo \u2014 disse %Joana%.<br \/>\u2003\u2003\u2014 O prazer \u00e9 todo meu \u2014 disse o pr\u00edncipe de Hasburgo.<br \/>\u2003\u2003A atra\u00e7\u00e3o foi instant\u00e2nea, os dois rapidamente se viram como atrativos um ao outro. Filipe, ap\u00f3s conquistar %Joana%, j\u00e1 casados, a levou para o quarto dos Hasburgo e deitou-se sobre ela, tirando sua roupa medieval, come\u00e7ando a beija-la e entrar a ela. Aos poucos %Joana% se rendia aos desejos do novo marido.<\/p>\r\n<p align=\"center\">****<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003<strong>1518, Pal\u00e1cio de Fontainebleau<\/strong><br \/>\u2003\u2003O crep\u00fasculo filtrava-se por vitrais coloridos, tingindo de p\u00farpura os corredores silenciosos do castelo. %Claudia%, rainha de Fran\u00e7a, envolta em um simples vestido de cambraia, caminhava sem destino, os pensamentos ainda girando em torno de seus dois filhos: Carlota, de quatro anos, e o rec\u00e9m-nascido Francisco. Seu cora\u00e7\u00e3o latejava de amor por eles, mas do rei \u2014 seu marido, Francisco I \u2014 apenas escutava rumores de risos e festins, palavras sussurradas sobre suas amantes, como Anne de Pisseleu d\u2019Heilly.<br \/>\u2003\u2003Ela parou diante de uma tape\u00e7aria bordada, retrato m\u00edtico de Diana ca\u00e7ando na floresta. \u201cQuantas flechas deixou escapar em meu peito?\u201d perguntou a si mesma. No instante seguinte, o grande port\u00e3o rangeu e o rei entrou, impass\u00edvel, envolto em peles cinza. Seus olhos, antes t\u00e3o vibrantes durante o cortejo, agora olharam-na com a frieza pr\u00f3pria de algu\u00e9m acostumado a obter tudo.<br \/>\u2003\u2003\u2014 %Claudia% \u2014 disse ele, com voz baixa, quase mec\u00e2nica \u2014, falemos de verdade. Preciso de um terceiro filho. \u00c9 dever de uma rainha.<br \/>\u2003\u2003Ela respirou fundo, segurando a ira em meio \u00e0 surpresa.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Meu senhor, dei-lhe dois filhos. Dois! E n\u00e3o passa de um simulacro de amor a mim.<br \/>\u2003\u2003Ele franziu a testa, um detalhe t\u00e3o raro quanto precioso.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Amor? Tenho pressa de assegurar a dinastia. Voc\u00ea recusar\u00e1?<br \/>\u2003\u2003%Claudia% ergueu o queixo, a voz firme:<br \/>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea sequer sabe se ama-me ainda. Sou mais que \u00fatero.<br \/>\u2003\u2003O sil\u00eancio instalou-se. O rei saiu, deixando atr\u00e1s de si um rastro de vento gelado.<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003Horas depois, na sala de estar da rainha, as criadas arrumavam almofadas. %Claudia% sentiu o toque suave de um bilhete deslizando em suas m\u00e3os: \u201cEncontre-me nos jardins, ao entardecer. \u2014 F.\u201d Curiosa, vestiu-se com um manto leve e seguiu at\u00e9 a roseira branca onde encontraria, n\u00e3o o soberano autorit\u00e1rio, mas&#8230;<br \/>\u2003\u2003Ele surgia entre ciprestes, agora com um ramo de violetas silvestres. Aproximou-se devagar, sem pressa de rei, como se fosse um amante t\u00edmido.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Perdoe-me \u2014 come\u00e7ou ele, num sussurro distinto do costumeiro tom cort\u00eas da corte. \u2014 Excedi-me hoje cedo.<br \/>\u2003\u2003%Claudia% sentiu algo diferente em seu timbre: uma inten\u00e7\u00e3o de convencimento, n\u00e3o de imposi\u00e7\u00e3o. As flores eram singelas, mas falavam mais alto que joias ou coroas.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Por que isso? \u2014 Sua voz soou baixa, quase temerosa.<br \/>\u2003\u2003Francisco sorriu, os olhos suavizando.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Porque percebi que, sem voc\u00ea, minha vit\u00f3ria seria vazia. A corte ri de minha frieza. Riem, mas n\u00e3o me conhecem. Desejo-a por inteiro, %Claudia%. \u2014 E estendeu a m\u00e3o para ela.<br \/>\u2003\u2003Ela hesitou, lembrando das tardes solit\u00e1rias, dos beijos roubados no sal\u00e3o de baile antes da coroa\u00e7\u00e3o. Mas algo na genuinidade do olhar dele quebrou seus muros. Aceitou-lhe a m\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Se for para o nosso bem \u2014 murmurou ela, quase para si.<br \/>\u2003\u2003Voltar ao pal\u00e1cio foi como redescobrir cada degrau. L\u00e1 dentro, velas acesas iluminavam um corredor forrado de estrelas pintadas no teto. Em cada passo, abafados, ouvia o cora\u00e7\u00e3o sorrir pela primeira vez em muito tempo.<br \/>\u2003\u2003Quando adentraram as c\u00e2maras reais, Francisco fechou a porta e, com ternura, afastou-lhe o v\u00e9u negro. %Claudia% sentiu nas m\u00e3os dele o calor antigo que quase esquecera existir. N\u00e3o houve pressa, nem frieza cortes\u00e3, apenas dois corpos que se reconheciam depois do esquecimento.<br \/>\u2003\u2003Na manh\u00e3 seguinte, o Castelo acordou sob um manto de orvalho. %Claudia% despertou nos bra\u00e7os do rei \u2014 seu rei \u2014, ainda com as violetas descansando sobre a mesa de cabeceira. L\u00e1 fora, as primeiras car\u00edcias do sol anunciavam o futuro: talvez ele ainda fosse capaz de amar, e ela, de perdoar. Entre o frio dos corredores e o desejo que renascia, uma nova aurora despontava para a rainha e o seu rei.<\/p>\r\n<p align=\"center\">********<\/p>\r\n\u2003\u2003E morreu naqueles dias %Maria% de Arag\u00e3o e Castela, a esposa de Manuel I e rainha de Portugal. E \u00e9 aqui que come\u00e7a a nossa hist\u00f3ria. Ou melhor a segunda fase&#8230;\r\n<p align=\"center\">*****<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003%Isabelle% de Portugal olhava pela janela do pal\u00e1cio, as brisas suaves do inverno acariciando seu rosto. A luz dourada do sol poente filtrava-se atrav\u00e9s das nuvens, criando uma atmosfera m\u00e1gica que, ironicamente, n\u00e3o conseguia tocar seu cora\u00e7\u00e3o. Os sinos da catedral badalavam ao fundo, anunciando a uni\u00e3o que, por mais que desejasse, n\u00e3o fora volunt\u00e1ria. Casar-se com Carlos V, o imperador do Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico, n\u00e3o era o que ela sonhara para sua vida. Mas a necessidade pol\u00edtica superou seus anseios pessoais, e agora ali estava, vestida com um magn\u00edfico vestido de cetim bordado, pronta para um novo cap\u00edtulo que n\u00e3o escolheu.<br \/>\u2003\u2003Ao entrar na sala, o olhar de Carlos encontrou o dela. Ele estava imponente, mas havia uma do\u00e7ura em seu semblante que a surpreendeu. Vestido em roupas ricas com detalhes em ouro, ele a cumprimentou com um sorriso caloroso.<br \/>\u2003\u2003\u2014 %Isabelle%, voc\u00ea est\u00e1 deslumbrante \u2014 disse ele, a voz profunda e suave como um murm\u00fario de brisa.<br \/>\u2003\u2003Ela sorriu timidamente, um gesto que mal sentia surgir. As palavras estavam presas em sua garganta, mas ele n\u00e3o pareceu se importar. Carlos V, com sua educa\u00e7\u00e3o e charme, fez pequenos gestos que a deixaram mais \u00e0 vontade.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Prometo que farei o meu melhor para que voc\u00ea se sinta em casa aqui \u2014 continuou ele, enquanto os convidados se reuniam ao redor deles para brindar.<br \/>\u2003\u2003Depois de uma s\u00e9rie de discursos e celebra\u00e7\u00f5es, a m\u00fasica come\u00e7ou a tocar, e Carlos estendeu a m\u00e3o para ela.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Vamos dan\u00e7ar?<br \/>\u2003\u2003%Isabelle% hesitou, mas a sinceridade em seus olhos a encorajou. Aceitou a m\u00e3o dele e, ao se aproximar, sentiu uma eletricidade no ar. O baile seguia, e, mesmo no meio da multid\u00e3o, parecia que estavam sozinhos. A m\u00fasica os envolvia como um manto, e cada passo a fez sentir-se mais leve.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o nervosa quanto pensei que estaria \u2014 ele comentou, observando-a com um sorriso.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Com certeza, isso \u00e9 surpreendente \u2014 respondeu %Isabelle%, rindo nervosamente.<br \/>\u2003\u2003\u2014 N\u00e3o precisa ser assim. Estamos juntos nisso, %Isabelle%. Iremos enfrentar o que vier de m\u00e3os dadas.<br \/>\u2003\u2003Ela acreditou por um momento que, talvez, aquele casamento pudesse ser mais do que uma alian\u00e7a pol\u00edtica. Podia haver espa\u00e7o para compreens\u00e3o e carinho.<br \/>\u2003\u2003Quando a festa chegou ao fim, Carlos a levou ao quarto onde passariam sua primeira noite como marido e mulher. A atmosfera era carregada de expectativa e nervosismo. %Isabelle% hesitou \u00e0 porta, o cora\u00e7\u00e3o batendo r\u00e1pido.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea est\u00e1 bem? \u2014 Carlos perguntou, notando sua apreens\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Sim, s\u00f3\u2026 um pouco nervosa \u2014 ela admitiu, mordendo o l\u00e1bio inferior.<br \/>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 natural. Vamos apenas nos conhecer melhor, %Isabelle%. N\u00e3o precisa se preocupar.<br \/>\u2003\u2003Ele entrou no quarto e, assim que a porta se fechou, uma nova realidade se instalou entre eles. O ambiente era acolhedor, iluminado por velas que projetavam sombras dan\u00e7antes nas paredes. Um grande leito ornado aguardava, mas o que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o de %Isabelle% foram os olhos de Carlos, cheios de sinceridade.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Venha, vamos conversar um pouco \u2014 ele sugeriu, puxando-a gentilmente para sentar-se ao lado dele.<br \/>\u2003\u2003A conversa fluiu como um rio tranquilo, entre risos e hist\u00f3rias sobre suas inf\u00e2ncias, sonhos e medos. O gelo entre eles come\u00e7ou a derreter e, em um momento de vulnerabilidade, Carlos tomou a m\u00e3o dela.<br \/>\u2003\u2003\u2014 %Isabelle%, quero que saiba que desejo que voc\u00ea seja feliz. N\u00e3o estou aqui apenas por pol\u00edtica, mas porque acredito que podemos construir algo especial juntos.<br \/>\u2003\u2003As palavras dele ressoaram profundamente em seu cora\u00e7\u00e3o. Ela sentiu algo que n\u00e3o esperava: a centelha de um afeto que poderia crescer, uma conex\u00e3o que poderia ser mais do que um dever.<br \/>\u2003\u2003Os dias se passaram e, com eles, a conviv\u00eancia se tornava cada vez mais natural. Carlos se mostrava atencioso, sempre se certificava de que ela estava confort\u00e1vel e feliz. Um m\u00eas se passou desde o casamento, e o que come\u00e7ou como uma obriga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se transformar em algo mais. %Isabelle% come\u00e7ou a se permitir sonhar.<br \/>\u2003\u2003Certa noite, enquanto estavam \u00e0 mesa, um novo assunto surgiu.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea gostaria de ter filhos? \u2014 Carlos perguntou, olhando diretamente nos olhos de %Isabelle%.<br \/>\u2003\u2003A pergunta a pegou desprevenida. Ela n\u00e3o tinha pensado nisso ainda, mas a ideia de ter uma fam\u00edlia come\u00e7ou a germinar em sua mente.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Eu\u2026 n\u00e3o sei. Sempre pensei que um dia gostaria, mas\u2026<br \/>\u2003\u2003\u2014 N\u00e3o precisa ter pressa. Podemos nos conhecer melhor antes disso, mas eu adoraria compartilhar isso com voc\u00ea, se voc\u00ea quiser.<br \/>\u2003\u2003Aquelas palavras tocaram o cora\u00e7\u00e3o dela. Um sentimento profundo, algo que come\u00e7ou como um fardo, estava se transformando em uma escolha. E assim, as semanas passaram, e %Isabelle% percebeu que algo estava mudando dentro dela. Os sinais come\u00e7aram a aparecer, e em uma manh\u00e3 ensolarada, ao descobrir que estava gr\u00e1vida, a emo\u00e7\u00e3o tomou conta.<br \/>\u2003\u2003%Isabelle% estava cheia de alegria, mas tamb\u00e9m de incertezas. Ao contar a Carlos, ele a abra\u00e7ou com for\u00e7a, a felicidade brilhando em seus olhos.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Isso \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, %Isabelle%! \u2014 exclamou ele, seu entusiasmo contagiante. \u2014 Eu sempre esperei que um dia tiv\u00e9ssemos uma fam\u00edlia.<br \/>\u2003\u2003E assim, mesmo sem querer, %Isabelle% de Portugal come\u00e7ou a ver a vida com novos olhos. O casamento que come\u00e7ou como um acontecimento imposto transformou-se em uma jornada de amor e descoberta. A cada dia, ela se apaixonava mais por Carlos, e a vida que esperava parecia finalmente se alinhar com seus desejos.<br \/>\u2003\u2003Os preparativos para a chegada do beb\u00ea tornaram-se uma nova aventura, e, aos poucos, ela percebeu que naquele pal\u00e1cio, ao lado de Carlos V, havia encontrado um lar. O amor inesperado florescia e, com ele, a esperan\u00e7a de um futuro brilhante. E assim, a hist\u00f3ria de %Isabelle% e Carlos se tornava n\u00e3o apenas uma alian\u00e7a entre reinos, mas um verdadeiro conto de amor que superou todas as expectativas.<\/p>\r\n<p align=\"center\">*********<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003<strong>Voltando a 1518.<\/strong><br \/>\u2003\u2003\u2014 Que not\u00edcia maravilhosa, %Claudia% \u2014 disse Francisco I da Fran\u00e7a. \u2014 Estamos esperando mais uma crian\u00e7a! \u2014 disse com ternura.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Espero que seja mais um menino \u2014 disse %Claudia%.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Eu tamb\u00e9m espero \u2014 concordou Francisco.<br \/>\u2003\u2003E assim nasceu Henrique da Fran\u00e7a.<\/p>\r\n<h3 style=\"text-align: center;\">Continua na parte 2<\/h3>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>********** ****** **** \u2003\u20031518, Pal\u00e1cio de Fontainebleau ******** ***** ********* \u2003\u2003Voltando a 1518. Continua na parte 2<\/p>\n","protected":false},"author":84,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[2159],"class_list":["post-6563","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-as-rainhas-e-princesas-de-aragao-parte-1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/6563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/84"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=6563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}