{"id":6318,"date":"2020-10-24T19:32:00","date_gmt":"2020-10-24T22:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-10-24T19:34:16","modified_gmt":"2025-10-24T22:34:16","slug":"capitulo-4","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/weak\/capitulo-4\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 4"},"content":{"rendered":"\r\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003Sem precisar ir para<\/span> casa e me arrumar, continuei sentado no mesmo banco de madeira at\u00e9 depois do sol se p\u00f4r. Fui at\u00e9 um quiosque, onde jantei um prato leve. Senti olhares em minha dire\u00e7\u00e3o. Abri um pequeno sorriso, enquanto degustava da comida simples e saborosa; era poss\u00edvel sentir de longe o desejo das nativas de Bora Bora e suas turistas em mim. Mas eu j\u00e1 tinha planos para hoje.<br \/>\u2003\u2003Depois de pagar a conta e comer uma folha de hortel\u00e3 dada de cortesia pelo servi\u00e7o do quiosque, voltei a caminhar pela praia, agora completamente deserta. Rumei com uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o em minha cabe\u00e7a. A sacada indicada por %Victoria%.<br \/>\u2003\u2003Olhei em meu rel\u00f3gio e vi o ponteiro menor na casa de n\u00famero 1 e o maior na casa 6. Uma e meia da madrugada; era bom o tal John estar dormindo, pois alguns de seus seguran\u00e7as com certeza estariam.<br \/>\u2003\u2003Agilmente escalei a parte do muro de pedra que era ponto cego para as c\u00e2meras e seguran\u00e7as; sequer me cortei com os cacos de vidro colocados porcamente no topo do muro.<br \/>\u2003\u2003Sem fazer o menor barulho, cheguei \u00e0 sacada do quarto de %Yard%, olhei para os lados e vi que os seguran\u00e7as conversavam sentados em cadeiras de frente para uma mesa, onde bebiam cerveja e jogavam baralho. Qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 driblar homens embriagados? Eu poderia tocar a campainha e entrar pela porta da frente.<br \/>\u2003\u2003Deixo-os para tr\u00e1s, j\u00e1 que n\u00e3o eram o meu alvo da noite, e me viro para a porta-balc\u00e3o aberta \u2013 outro erro \u2013 com as cortinas esvoa\u00e7ando para fora. Me aproximo silenciosamente e, pelo canto da janela, vejo %Victoria% dormindo serenamente em sua enorme cama dossel.<br \/>\u2003\u2003Sem nada me impedindo de entrar, como se eu fosse convidado, entrei no quarto branco, com m\u00f3veis de madeira pintados em azul. Do canto aonde eu havia entrado, vejo ao lado o outro par de porta-balc\u00e3o abertos. Havia tamb\u00e9m, do outro lado do aposento, uma porta que provavelmente levaria ao corredor, e outra ao banheiro. Um enorme arm\u00e1rio, provavelmente nada grande, comparado ao que ela tinha na mans\u00e3o da Espanha, estava encostado pr\u00f3ximo a mim. Uma mesa do outro lado do quarto servia de apoio para somente alguns pap\u00e9is e frascos. Nenhuma tecnologia. Ao menos <em>nisso<\/em> haviam pensado.<br \/>\u2003\u2003Me aproximo para perto da cama onde %Victoria% dormia serenamente e fico vendo seu corpo se mexer lentamente, de acordo com sua respira\u00e7\u00e3o, um sinal de que estava viva. Quantas vezes vi corpos assim pararem de se mexer no longo dos meus anos ativo? Milhares.<br \/>\u2003\u2003Prestei mais aten\u00e7\u00e3o na mulher deitada. Ela vestia uma camisola de algod\u00e3o branca e seus cabelos foram presos de qualquer maneira por um fino el\u00e1stico da cor de suas madeixas. Parecia diferente de todas as outras mulheres milion\u00e1rias que eu havia executado. Nada nela berrava riqueza, arrog\u00e2ncia ou culpa. Sua express\u00e3o era tranquila, como se ainda fosse tranquila. Como se nunca soubesse o que era ter pesadelo. Como se n\u00e3o estivesse preocupada com um assassino em busca de sua cabe\u00e7a.<br \/>\u2003\u2003Ela abra\u00e7ava um dos travesseiros e continha uma perna coberta pelo edredom de qualidade, e outra descoberta. Inclinei a cabe\u00e7a, analisando toda a extens\u00e3o de sua pele exposta. As pernas bronzeadas e tamb\u00e9m a parte das costas. Sem perceber, eu passava a l\u00edngua pelos l\u00e1bios, como se estivesse sedento por ela.<br \/>\u2003\u2003Dou alguns passos para tr\u00e1s e me encosto na parede ao lado da porta. Encosto meu ouvido e presto aten\u00e7\u00e3o no som por detr\u00e1s da parede. Uma televis\u00e3o ligada, provavelmente esquecida. Ainda com o ouvido grudado, levo a m\u00e3o \u00e0 fechadura, virando a chave de forma lenta e delicada, como sempre costumei fazer. A diferen\u00e7a \u00e9 que, neste caso, eu trancava a porta.<br \/>\u2003\u2003Volto a caminhar para pr\u00f3ximo \u00e0 cama, acabando com qualquer espa\u00e7o entre eu e o m\u00f3vel. Observo mais um pouco de %Victoria%, que agora abrira a boca, soltando um ressoar que nem podia ser chamado de ronco. Admiro a vis\u00e3o que, admito, ser bela. Ela era uma bela mulher. Sua ficha n\u00e3o fizera nem um pouco jus \u00e0 sua beleza. N\u00e3o que a apar\u00eancia de uma pessoa mudasse minha opini\u00e3o sobre mata-la ou n\u00e3o. Eu ainda mataria %Victoria%. S\u00f3 n\u00e3o hoje. Hoje, ficarei aqui, observando seu corpo vivo descansar uma \u00faltima noite, pensando em como, em qualquer outra situa\u00e7\u00e3o, eu a mataria somente por me fazer acha-la uma beldade.<br \/>\u2003\u2003A vejo se remexer e lentamente abrir os olhos em minha dire\u00e7\u00e3o. Surpresa, se mexe rapidamente, sentando-se na cama, agora cobrindo todo seu corpo com o edredom, me fazendo ver apenas seu rosto e bra\u00e7os. %Victoria% n\u00e3o gritou, nem fez nenhum som que pudesse ser comprometedor para mim. Em seus olhos, vi curiosidade, o que <em>me <\/em>deixou curioso. H\u00e1 uma pessoa ao lado de sua cama e ela n\u00e3o sente medo?<br \/>\u2003\u2003\u2013 O que faz aqui? \u2013 sua voz, sussurrada, mostra o espanto que sentia. Aquilo, sim, era normal.<br \/>\u2003\u2003N\u00e3o respondi. Sento na cama e seguro em seu bra\u00e7o, gelado por estar, at\u00e9 ent\u00e3o, descoberto, e a puxo em minha dire\u00e7\u00e3o. Pesava como uma pluma. Levanto minha m\u00e3o livre e a levo em dire\u00e7\u00e3o aos meus l\u00e1bios e, com o dedo indicador, fa\u00e7o sinal para que ela ficasse em sil\u00eancio. Vejo sua cabe\u00e7a assentir, silenciosa.<br \/>\u2003\u2003Permanecemos calados, analisando cada canto do rosto do outro. Em um determinado momento, sinto sua m\u00e3o segurar firme em meu bra\u00e7o que a segurava e ent\u00e3o, com a que estava livre, trazer at\u00e9 a altura de meu rosto e toc\u00e1-lo delicadamente. N\u00e3o me mexi. Normalmente, eu a enforcaria ali. Qualquer mulher que tentasse vir com toques rom\u00e2nticos para cima de mim terminava morta. Mas n\u00e3o ela. Algo me impedia de me mexer. Permaneci calado e im\u00f3vel, vendo-a trazer seu corpo para perto de mim, ajoelhando-se e levando sua outra m\u00e3o tamb\u00e9m para meu rosto. Olhou bem fundo em meus olhos antes de selar o espa\u00e7o entre n\u00f3s com um doce beijo.<br \/>\u2003\u2003Minha boca se mexeu automaticamente, assim que nossos l\u00e1bios se tocaram. Minha mente, ao contr\u00e1rio da de muitos homens nessa situa\u00e7\u00e3o, ainda funcionava muito bem. Decidi dar a ela o que o tal John n\u00e3o dava ou n\u00e3o a deixava ter. Um pouco de satisfa\u00e7\u00e3o antes de morrer n\u00e3o fazia mal \u00e0 ningu\u00e9m.<br \/>\u2003\u2003Assim que senti nossas l\u00ednguas se tocarem, a puxei para mim, acabando definitivamente com qualquer ind\u00edcio de espa\u00e7o entre n\u00f3s. A sentei em meu colo e, enquanto um bra\u00e7o servia-lhe de apoio para as costas, a outra viajava livremente por toda extens\u00e3o de seu corpo. O calor do beijo aumentava cada vez que meus dedos sa\u00edam do tecido de algod\u00e3o e iam para sua pele. Senti-a se mexer, at\u00e9 ficar de joelhos, suas pernas separadas, sentada em cima de mim. Suas m\u00e3os seguravam fortemente meu pesco\u00e7o, com se quisesse dar o melhor de si no beijo, enquanto eu lhe fazia car\u00edcias. Com tal posi\u00e7\u00e3o, minhas m\u00e3os foram diretamente para suas pernas, erguendo a barra da camisola at\u00e9 sua cintura, sentindo a calcinha cobrir sua bunda redonda e lisa.<br \/>\u2003\u2003Quando suas m\u00e3os v\u00e3o at\u00e9 minha cabe\u00e7a, come\u00e7ando a bagun\u00e7ar meus cabelos, levo as minhas at\u00e9 as al\u00e7as de sua roupa, abaixando-a e a desnudando at\u00e9 sua cintura. Des\u00e7o meus beijos por seu pesco\u00e7o, ao mesmo tempo que ou\u00e7o seus suspiros e pequenos gemidos ro\u00e7arem meu ouvido. Sigo a trilha de seu pesco\u00e7o, passando por seu colo e chegando em seus seios pequenos, mas suficientemente fartos. Pareciam caber perfeitamente em minha boca. E eu os saboreei de forma lenta e deliciosa. Com o toque, suas m\u00e3os passaram a apertar mais meus cabelos e seu corpo passou a se inclinar para mim.<br \/>\u2003\u2003Ap\u00f3s algum tempo lambendo, mordendo e chupando seus seios, a levantei, ainda em meu colo, deitando-a apropriadamente. Enquanto ela empurrava o edredom para o lado, de modo a n\u00e3o deixa-la desconfort\u00e1vel, eu abria os bot\u00f5es de minha camisa, deixando-os aberto por completo, mas n\u00e3o retirando a pe\u00e7a, j\u00e1 que seu olhar me dizia que ela quem queria dar as honras.<br \/>\u2003\u2003De joelhos, fui at\u00e9 seu encontro, minhas m\u00e3os rapidamente indo em dire\u00e7\u00e3o a seus seios, enquanto as m\u00e3os dela tocavam meu peitoral e abd\u00f4men. Assim permanecemos por mais um tempo, at\u00e9 ela tomar a iniciativa de retirar minha camisa e jogar em algum lugar no ch\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Venha \u2013 sua voz sussurra t\u00e3o baixo, que se meus ouvidos n\u00e3o fossem treinados para ouvir baixos ru\u00eddos, eu n\u00e3o saberia o que ela tinha dito. Sua m\u00e3o sobe at\u00e9 minha nuca, for\u00e7ando meu rosto de se aproximar do dela e nossos l\u00e1bios voltarem a se grudar. Dessa vez foi sua m\u00e3o livre que passeou pelo meu corpo, enquanto eu permanecia im\u00f3vel, deixando que ela fizesse o que quisesse. Senti seus dedos chegarem no c\u00f3s de minha bermuda e soltar o bot\u00e3o que o prendia. Imediatamente, fiz o que esperava e retirei a pe\u00e7a, vendo-a abaixar o rosto, mostrando curiosidade em ver o que a esperava.<br \/>\u2003\u2003Ao observar meu membro ainda preso dentro da cueca, aproveitei o momento para retirar a camisola, ainda parada na altura de sua barriga. Ela ergueu as pernas enquanto eu deslizava a pe\u00e7a por seu corpo, e a joguei para o lado oposto da minha camisa. Passamos cerca de 40 segundos apenas nos encarando, at\u00e9 eu segurar sua perna esquerda e ergue-la at\u00e9 apoi\u00e1-la em meu peito. Beijei a extens\u00e3o que estava \u00e0 altura de meu rosto e a vi morder o l\u00e1bio, cheia de desejo. Se havia uma coisa que eu admirava em mulheres, eram suas pernas. Acarici\u00e1-las era minha atividade favorita no sexo. Enquanto deixava minha l\u00edngua brincar com a pele da altura de seu tornozelo, minha m\u00e3o que a segurava passeava at\u00e9 a coxa, ousando tocar o lado interno e sentindo a umidade em sua calcinha. Quando a toquei ali, seu corpo deu um pequeno sobressalto e sua boca se abriu em um gemido fraco. Sorri e mordisquei seu tornozelo.<br \/>\u2003\u2003Talvez eu a fizesse gritar essa noite.<br \/>\u2003\u2003Vi em seu olhar a urg\u00eancia de um ato mais \u00edntimo, por isso, retirei sua calcinha t\u00e3o lentamente, que %Victoria% n\u00e3o pode evitar e soltar um muxoxo de impaci\u00eancia. Como recompensa, levei meus dedos at\u00e9 os l\u00e1bios de seu sexo e toquei levemente, de modo que seu quadril se ergueu para aprofundar o toque. Enfim retirei sua \u00faltima pe\u00e7a, para logo em seguida retirar a minha tamb\u00e9m. A vi arregalar os olhos ao ver o volume de meu membro e sorri maliciosamente, postando-me entre suas pernas.<br \/>\u2003\u2003Indaguei-me sobre permanecer ali, nas preliminares, por mais algum tempo, mas sabia que John vinha verificar o quarto no meio da madrugada, em hor\u00e1rios sortidos, e eu n\u00e3o poderia correr o risco de faz\u00ea-los morrer um dia antes do esperado e sem fazer %Victoria% gozar. Essa mulher corajosa merecia um bom sexo antes de morrer.<br \/>\u2003\u2003Decidi seguir para o ato. %Victoria%, pelo jeito, tomaria a iniciativa, caso eu demorasse muito mais. Tal surpresa n\u00e3o seria recebida de bra\u00e7os fechados, muito pelo contr\u00e1rio. Ela j\u00e1 havia me surpreendido tantas vezes mais cedo, que uma vez mais talvez garantisse alguns \u00eaxtases extras.<br \/>\u2003\u2003Dispensei o uso da camisinha. N\u00e3o era necess\u00e1rio. Ela morreria em breve. Desci meu corpo at\u00e9 estar acima dela e beijei seus l\u00e1bios com meus olhos abertos. A surpresa veio quando ela seguiu o meu ato e manteve tamb\u00e9m seus olhos abertos. Assim como a maioria de nossas a\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o, pude enxergar o que ela queria. Ela queria mostrar que era forte. Que merecia respeito. De fato, ela merecia mesmo certo respeito.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Me fode \u2013 sussurrou, quase sem ar.<br \/>\u2003\u2003Imediatamente a obedeci. A penetrei por completo, for\u00e7ando nossos l\u00e1bios a se manterem unidos, quando senti sua inten\u00e7\u00e3o de se afastar para soltar um alto gemido. Eu sabia que era grande. J\u00e1 havia ouvido o elogio de v\u00e1rias mulheres. Mas eu n\u00e3o daria a %Victoria%, o prazer de um sexo barulhento. Al\u00e9m disso, eu preferia assim. N\u00e3o gostava de mulheres que precisavam gritar ou fazer manha durante o ato. Nada como o sussurrar de uma respira\u00e7\u00e3o descompassada. Enquanto sa\u00eda de dentro de si por completo, senti suas unhas encravarem em minhas costas, como se assim fossem me impedir de deixa-la. Enterrei minha l\u00edngua em sua boca, ao mesmo tempo que voltei inteiro para dentro dela.<br \/>\u2003\u2003Aos poucos, senti seu sexo relaxar e aproveitar o ritmo do vaiv\u00e9m que eu havia imposto. Suas pernas rodearam minha cintura, tornando mais flu\u00eddo o movimento. Com isso, pude aumentar a velocidade de minhas investidas.<br \/>\u2003\u2003Separei nossos l\u00e1bios em busca de ar. Sua cabe\u00e7a pendeu para tr\u00e1s, mas suas m\u00e3os n\u00e3o me deixaram. Afastei meu tronco do dela, segurando suas pernas para ter mais controle de minhas investidas. Suas m\u00e3os, logo que deixaram meus ombros, passaram a agarrar os len\u00e7\u00f3is brancos, a cabe\u00e7a movendo-se de um lado para o outro. O som de sua respira\u00e7\u00e3o passou a ser mais aud\u00edvel, o que, surpreendentemente, me deixou ainda mais excitado. Havia algo nela que fazia com que eu a quisesse cada vez mais.<br \/>\u2003\u2003A percep\u00e7\u00e3o de meu desejo sobre ela me trouxe um sentimento de raiva. O prazer deveria ser somente carnal. Eu deveria parar por aqui. Deveria sair de dentro dela. Deveria levar minha m\u00e3o at\u00e9 seu pesco\u00e7o e enforca-la at\u00e9 ver seu rosto receber um tom arroxeado e os olhos esbugalharem, como se quisessem saltar. Mas cada vez que meu membro sa\u00eda e seu sexo me apertava, eu rapidamente desejava voltar, como se l\u00e1 fosse o lugar certo para se estar.<br \/>\u2003\u2003A raiva tornou o sexo mais violento. Se eu n\u00e3o conseguia parar, ent\u00e3o eu deveria acabar com meu torpor logo. Avan\u00e7ava para dentro dela como um animal. Assistia %Victoria% mover seus bra\u00e7os desesperadamente, como se n\u00e3o fosse aguentar mais. Ainda assim, eu via seus l\u00e1bios se movendo, pedindo por mais. Aquilo me deixou ainda mais maluco. Eu estava matando ela com meu sexo e ela queria mais. Ela deveria me pedir para parar. Devia transformar esse ato em algo horr\u00edvel; mas ali estava, aproveitando como se fosse uma viciada. Vi que tentava, com todas as for\u00e7as que lhe restavam, n\u00e3o soltar um ru\u00eddo qualquer que pudesse fazer com que John ou um dos empregados viesse checar se estava tudo certo. A essa hora, eu queria que qualquer um adentrasse ao quarto e nos fizesse parar. Eu precisava que algu\u00e9m me parasse.<br \/>\u2003\u2003E ent\u00e3o veio o torpor. O gozo estava para vir. %Victoria% tamb\u00e9m sentia. Seus quadris estavam enlouquecidos comigo, movendo-se contra mim, ajudando-me a aliviar toda raiva que estava preso em nossos \u00e2magos. Olhei mais uma vez em seus olhos.<br \/>\u2003\u2003\u2013 %Luke%&#8230; \u2013 a ou\u00e7o sussurrar.<br \/>\u2003\u2003Aquele foi o fim. O <em>meu<\/em> fim.<br \/>\u2003\u2003Por algum motivo desconhecido, sua voz sussurrando um apelido para meu nome, algo que ningu\u00e9m jamais ousou fazer, me tirou do controle. Ningu\u00e9m nunca havia me dado um apelido e eu sabia que ela o havia feito de forma inconsciente.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Mais um pouco \u2013 digo ao sentir um pr\u00e9-gozo da parte dela. Sinto-a contrair seu sexo, tentando se segurar. Aumento a velocidade de minhas investidas e sussurro: \u2013 Relaxa.<br \/>\u2003\u2003Foi o suficiente.<br \/>\u2003\u2003O suficiente para mudar minha vida.<br \/>\u2003\u2003Inclino minha cabe\u00e7a para tr\u00e1s e olho para o tento, enxergando tudo o que eu sabia voar para longe de mim. Suas pernas convulsionam junto de seu corpo, enquanto eu jorrava dentro dela, em um orgasmo que eu jamais havia sentido antes.<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003Deitados em sua cama, eu via que era hora de ir embora. Seu corpo estava apoiado ao meu, assim como quando eu havia entrado em seu quarto mais cedo. Eu tomava o lugar de seu travesseiro.<br \/>\u2003\u2003Sua cabe\u00e7a se encontrava apoiada em meu peito e a m\u00e3o desenhando algo incoerente em meu abd\u00f4men. N\u00e3o hav\u00edamos dito nada desde ent\u00e3o. Eu n\u00e3o poderia. Algo em mim havia mudado, mas ainda n\u00e3o sabia o que era. Sexo era sexo, afinal. O que havia de diferente ali?<br \/>\u2003\u2003Como se ouvisse meus pensamentos, %Victoria% decidiu me atormentar:<br \/>\u2003\u2003\u2013 Por que veio?<br \/>\u2003\u2003N\u00e3o respondi. Fiz-me a mesma pergunta e n\u00e3o soube responder.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Voc\u00ea me convidou. \u2013 decidi ser \u00f3bvio.<br \/>\u2003\u2003%Victoria% n\u00e3o se mexeu. Seu corpo n\u00e3o se retesou, mostrando desapontamento, e tamb\u00e9m n\u00e3o relaxou, em sinal de que n\u00e3o havia se ofendido. Manteve-se calada, como se minha resposta tivesse sido o suficiente. Esperava que n\u00e3o fosse, pois, para mim, n\u00e3o havia sido.<br \/>\u2003\u2003Ouvimos o som das ondas do mar quebrando e dos seguran\u00e7as rindo mais alto.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Voc\u00ea precisa levantar \u2013 ela disse, se mexendo e come\u00e7ando a me empurrar. A olhei, questionando-a. \u2013 John toda noite vem no meu quarto ver se estou bem.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Tentar te molestar? \u2013 finjo demonstrar preocupa\u00e7\u00e3o com ela, e provar a mim mesmo que eu n\u00e3o estava interessado na resposta.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Eca, n\u00e3o. Ele tem esse comportamento obsessivo em ser fiel \u00e0 minha fam\u00edlia. Sempre diz que est\u00e1 cumprindo uma ordem direta do meu pai e bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1. Anda logo! \u2013 ela sussurra apressada, se levantando e juntando minhas roupas.\u00a0 \u2013 Voc\u00ea pode ficar aqui fora. \u2013 puxou-me pela m\u00e3o e me fez sair pela outra porta-balc\u00e3o que havia no quarto. \u2013 Os guardas n\u00e3o olham para c\u00e1, nem John.<br \/>\u2003\u2003Abri um pequeno sorriso ao perceber que ela n\u00e3o havia me dito para ir embora, mas que foi sorrateira o suficiente para observar um local para esconder uma visita secreta.<br \/>\u2003\u2003Dez minutos depois, o tal John batia na porta furioso.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Por que trancou?<br \/>\u2003\u2003\u2013 Vi um homem passar ai fora quando sa\u00ed do banho mais cedo. Foi impulsivo, esqueci de destrancar. Desculpe.<br \/>\u2003\u2003John pareceu aceitar a resposta dela. Vi as luzes se acenderem e ele andar de um lado para o outro no c\u00f4modo.<br \/>\u2003\u2003\u2013 J\u00e1 disse para n\u00e3o dormir com a janela aberta. Al\u00e9m de perigoso, ainda corre o risco de gripar.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Eu vou gripar se continuar presa nesse calor. Eu estou com calor, John, n\u00e3o v\u00ea que estou suando? J\u00e1 havia pedido para instalarem um ar condicionado aqui. \u2013 sua voz parecia mais autorit\u00e1ria com ele do que antes, o que me fez achar divertido ouvir a narrativa dos dois. \u2013 E os guardas l\u00e1 fora servem para qu\u00ea? Parecem s\u00f3 rir.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Eles fazem o que t\u00eam que fazer. Mantenha a porta destrancada.<br \/>\u2003\u2003\u2013 N\u00e3o entre em meu quarto sem bater. Se acontecer algo comigo, \u00e9 \u00f3bvio que irei gritar. E contrate funcion\u00e1rias mulheres, se quer que eu mantenha a porta destrancada. N\u00e3o vou correr riscos com o local rodeado por homens. Boa noite.<br \/>\u2003\u2003N\u00e3o ouvi o que ele respondeu, mas n\u00e3o demorou para a porta voltar a ser fechada E trancada \u2013 talvez ela tenha feito de prop\u00f3sito \u2013, e sua m\u00e3o surgir na sacada, em um sinal para eu voltar.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Voc\u00ea n\u00e3o parecia t\u00e3o audaciosa assim antes. \u2013 murmurei, enquanto sentia seus bra\u00e7os envolvendo meu pesco\u00e7o para mais um beijo.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Voc\u00ea mesmo disse \u2013 ela comentou, olhando para meus l\u00e1bios \u2013, as apar\u00eancias enganam.<br \/>\u2003\u2003Soltei um riso abafado e selei nossos l\u00e1bios, soltando minhas roupas perto da porta-balc\u00e3o, para que pudesse segurar em sua camisola. A calcinha n\u00e3o estava mais ali, tampouco no ch\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003\u2013 Mais \u2013 ela sussurrou.<br \/>\u2003\u2003Peguei-a no colo e voltei para sua cama com um sorriso malicioso. Ela era uma mulher forte. Ouso dizer que extraordin\u00e1ria. A surpreendi assim que retirei sua camisola, quando a virei de bru\u00e7os e a fiz ficar de quatro, empinando sua bunda perfeita em minha dire\u00e7\u00e3o. Ajoelhei-me atr\u00e1s de si e me inclinei por cima dela, distribuindo beijos a partir de sua nuca, empurrando seus cabelos para o lado. Desci por suas costas lisas, achando certo prazer no ato. Em um impulso, ela se moveu para tr\u00e1s, ficando de joelhos \u00e0 minha frente e encostando suas costas em meu peito, puxando meu rosto para mais um beijo. Sinto sua m\u00e3o tocar em meu membro, me masturbando. Ela era experiente. \u00d3timo. Eu tamb\u00e9m era.<br \/>\u2003\u2003Minha m\u00e3o, que at\u00e9 ent\u00e3o estava apoiada em sua cintura, seguiu at\u00e9 a regi\u00e3o molhada entre suas pernas, para retribuir o prazer que ela tentava me dar. Para ser honesto, se fosse justo compar\u00e1-la, ela era melhor do que muitas profissionais pagas.<br \/>\u2003\u2003Com a m\u00e3o livre, seguro seus dois pulsos, fazendo-a voltar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o anterior. A m\u00e3o que a bolinava seguiu para sua bunda, quase dando-lhe um tapa bem ali; o som poderia chamar a aten\u00e7\u00e3o de John. Sendo assim, logo a penetrei.<br \/>\u2003\u2003De acordo com que as investidas aumentavam, eu a via fechar os punhos, enquanto suas m\u00e3os estavam presas pela minha. Segurei em seu cabelo e aumentei ainda mais o ritmo, impedindo-a de ter seus gemidos abafados pelo travesseiro. Ela deveria, assim como eu, se esfor\u00e7ar em n\u00e3o soltar nenhum ru\u00eddo.<br \/>\u2003\u2003Soltei suas m\u00e3os, que logo se apoiaram na cama, mas n\u00e3o por muito tempo, j\u00e1 que inclinei-me para frente e, com as duas m\u00e3os, enlacei-a na altura dos seios e a puxei para mim, de modo que ambos fic\u00e1ssemos ajoelhados. Com minha m\u00e3o esquerda, fui em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 seu sexo, penetrando dois dedos meus e a fazendo sussurrar um:<br \/>\u2003\u2003\u2013 Sim!<br \/>\u2003\u2003Satisfeito com a satisfa\u00e7\u00e3o dela, e ouvindo o pedido por mais velocidade. Aumentei o ritmo do meu membro e meus dedos. Quando seus quadris come\u00e7aram a se mover de maneira desesperada e suas m\u00e3os zanzavam entre meus cabelos e o bra\u00e7o que a segurava, soube que ela estava para gozar.<br \/>\u2003\u2003Com a m\u00e3o que a segurava, segurei seu rosto e a beijei rudemente, apenas para impedi-la de gritar. Investi nela at\u00e9 eu gozar, enquanto ela convulsionava antes, amolecendo seu corpo.<br \/>\u2003\u2003Uma \u00faltima vez, nos deitamos para recuperarmos a respira\u00e7\u00e3o. Ela pareceu confort\u00e1vel em se aconchegar em mim. A novidade foi meu corpo n\u00e3o se retesar ou travar. Era como se fiz\u00e9ssemos isso sempre. Por um segundo, ouvi minha raz\u00e3o. Ela me dizia para sair dali imediatamente. Que essa visita foi um erro. Que, talvez, eu n\u00e3o conseguisse mata-la. Bobagem.<br \/>\u2003\u2003Olhei para ela, que tinha seus olhos fechados e um sorriso nos l\u00e1bios. Quis beij\u00e1-los. Assim o fiz. Mais uma vez errado, a raz\u00e3o surgiu. Aquele n\u00e3o era um beijo cheio de lux\u00faria. Havia outras coisas ali. Coisas que eu nunca havia visto antes.<br \/>\u2003\u2003A essa altura da vida, novidade nunca era uma coisa boa.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[2114],"class_list":["post-6318","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-weak"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/6318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=6318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}