{"id":5167,"date":"2017-06-17T12:05:00","date_gmt":"2017-06-17T15:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-10-14T12:07:15","modified_gmt":"2025-10-14T15:07:15","slug":"unico","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/perspectiva\/unico\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo \u00fanico"},"content":{"rendered":"\r\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003- Olhe para onde anda,<\/span> <em>perdedor<\/em>!<br \/>\u2003\u2003O som das risadas soou alto por todo o corredor.<br \/>\u2003\u2003Era como se todos estivessem cochichando e, ao ouvir as palavras sendo dirigidas para aquela pessoa espec\u00edfica, o som tornava-se t\u00e3o alto que talvez algu\u00e9m do outro lado da cidade n\u00e3o tivesse ouvido.<br \/>\u2003\u2003%Robert% n\u00e3o deixou se abater pelos risos, os tapas que recebeu na cabe\u00e7a e na poupan\u00e7a, tampouco nos cadernos que agora jaziam no ch\u00e3o. Calmo, agachou-se e curvou suas costas para pegar todo o material escolar, tamb\u00e9m n\u00e3o se importando de se apressar por estar atrasado para a pr\u00f3xima aula.<br \/>\u2003\u2003- N\u00e3o se d\u00ea o trabalho, senhor Kennedy. \u2013 a professora anunciou assim que ele abriu a porta. \u2013 Eu lhe avisei da \u00faltima vez que mais um atraso era diretoria. \u2013 ela finalizou a bronca, apontando para uma dire\u00e7\u00e3o fora da sala de aula.<br \/>\u2003\u2003- <em>Perdedor!<\/em> \u2013 gritaram de dentro do ambiente, trazendo mais risadas.<br \/>\u2003\u2003%Robert% nada disse. Fechou a porta com a mesma calma que abriu, e ent\u00e3o caminhou na dire\u00e7\u00e3o da diretoria, onde Carla, a secret\u00e1ria, o olhou entediada.<br \/>\u2003\u2003- De novo, Kennedy? Voc\u00ea j\u00e1 sabe o caminho. \u2013 e apontou para uma saleta ao lado, onde os alunos punidos deviam se encaminhar para aguardar serem designados a algum afazer que consistisse em faz\u00ea-lo pensar sobre seus erros e evitar comet\u00ea-los novamente.<br \/>\u2003\u2003O que ningu\u00e9m sabia, \u00e9 que seu erro era irrepar\u00e1vel.<br \/>\u2003\u2003Enquanto aguardava a chegada da diretora, %Robert% encarou as m\u00e3os, interessado em observar o estado de suas m\u00e3os, j\u00e1 calejadas pelo trabalho manual. Talvez ficar em deten\u00e7\u00e3o era at\u00e9 melhor do que voltar para casa, onde seus pais agiam como pessoas normais, mesmo suas vidas tendo mudado drasticamente h\u00e1 um ano.<br \/>\u2003\u2003Um ano.<br \/>\u2003\u2003H\u00e1 um ano, %Robert% era como todos os outros garotos daquele col\u00e9gio. Santo e ao mesmo tempo pentelho; achava-se o dono do mundo e da verdade. Nada era mais inteligente que ele, exceto nos dias de prova. Passava a tarde em parques ou na casa de amigos jogando qualquer coisa e fumando um cigarro. Beijava garotas sem nome nas festas aos finais de semana e se gabava com os amigos quando alguma delas dizia querer perder a virgindade com ele.<br \/>\u2003\u2003O som da porta se abriu, dando espa\u00e7o para uma mulher alta, com os cabelos escuros presos em um rabo baixo, logo atr\u00e1s de sua nuca. Seu olhar era forte, provavelmente o \u00fanico que %Robert% temia; at\u00e9 mais do que de seus pr\u00f3prios pais.<br \/>\u2003\u2003Madame Toule, era como gostava de ser chamada pelos alunos. Sua linhagem francesa era motivo de orgulho pr\u00f3prio e n\u00e3o hesitava demonstrar em todas as oportunidades que buscava. Para %Robert%, ela n\u00e3o era somente a diretora do col\u00e9gio; era tamb\u00e9m m\u00e3e de Liam, seu ex-melhor amigo, que o trocou pelas pessoas que agora o chamavam de <em>Perdedor<\/em>. Apesar de Liam jamais ter dirigido o adjetivo a %Robert% \u2013 talvez pela antiga amizade que tiveram \u2013, n\u00e3o hesitou em dar-lhe as costas ap\u00f3s o acontecimento de um ano atr\u00e1s. Os dois se tornaram melhores amigos porque Madame Toule era vizinha dos Kennedy\u2019s. Foi por causa dela que %Robert% foi colocado nesta escola; nada como a seguran\u00e7a de colocar o filho em um col\u00e9gio coordenado por uma pessoa de confian\u00e7a, seu pai sempre disse.<br \/>\u2003\u2003Ouviu o suspiro da m\u00e3e do ex-melhor amigo e ent\u00e3o o som da cadeira ser arrastada at\u00e9 o lugar \u00e0 frente de %Robert% na mesa. Parecia uma sala de interrogat\u00f3rio policial; seria id\u00eantico, se n\u00e3o houvessem tantas janelas, quadros educativos e carteiras de sala de aula.<br \/>\u2003\u2003- Por mais que estar aqui n\u00e3o seja um bom sinal, eu gostava mais quando voc\u00ea vinha acompanhado por Liam e outra meia d\u00fazia de garotos. \u2013 ela come\u00e7ou a conversa, olhando para %Robert% com o que ele sabia ser pena. Pena de v\u00ea-lo sozinho e abandonado. \u2013 Martha disse que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 comparecendo \u00e0s se\u00e7\u00f5es, %Robert%.<br \/>\u2003\u2003- Porque eu n\u00e3o preciso.<br \/>\u2003\u2003- Se n\u00e3o precisasse, ela logo diria ap\u00f3s a primeira consulta.<br \/>\u2003\u2003- Por que ela faria isso, se pode fingir que sou problem\u00e1tico de verdade e ganhar dinheiro com minhas consultas? N\u00e3o \u00e9 isso o que adultos fazem? Se aproveitam das oportunidades?<br \/>\u2003\u2003Madame Toule nada disse. Ela sabia que havia raz\u00f5es para %Robert% estar assim. Tentou, no decorrer do \u00faltimo ano, falar com o garoto ou designar pessoas para saber o que ele estava pensando. Suspirou mais uma vez ao ver que ele n\u00e3o cederia.<br \/>\u2003\u2003- O senhor Jenkins precisa de ajuda para retirar as ervas doninhas no campo de futebol. Ele est\u00e1 adoecido hoje, ent\u00e3o voc\u00ea poder\u00e1 fazer o trabalho por ele. \u2013 ela olhou em uma folha presa na prancheta. \u2013 Sem m\u00e1quinas. \u00c0s quatro, passarei por l\u00e1 para verificar o trabalho e ver se voc\u00ea poder\u00e1 ser liberado. Voc\u00ea tamb\u00e9m entregar\u00e1 um relat\u00f3rio de cinco p\u00e1ginas sobre qu\u00edmica inorg\u00e2nica para compensar a aula que perdeu. Tem at\u00e9 amanh\u00e3 \u00e0s tr\u00eas para entrega-la.<br \/>\u2003\u2003%Robert% ergueu os ombros, pouco se importando com a quantidade de tempo que gastaria para fazer o relat\u00f3rio. Ele j\u00e1 estava quase se especializando em criar relat\u00f3rios, pelo tanto de vezes que era punido com eles.<br \/>\u2003\u2003- Mais uma deten\u00e7\u00e3o esse m\u00eas e voc\u00ea ser\u00e1 suspenso. Vamos evitar entrar em brigas, sim? \u2013 ela se levantou.<br \/>\u2003\u2003- S\u00e3o elas quem me procuram, Madame Toule.<br \/>\u2003\u2003A mulher nada disse porque sabia ser verdade. Olhou para %Robert% com o mesmo olhar que havia enviado quando se sentou e ent\u00e3o, antes de sair, murmurou:<br \/>\u2003\u2003- Supere, %Robert%. Voc\u00ea sabe que nada vai mudar o passado.<\/p>\r\n<p align=\"center\">~*~<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003- Voc\u00ea quer falar sobre isso?<br \/>\u2003\u2003%Robert% se encontrava sentado em frente aos pais, que haviam recebido o aviso pela secretaria de Madame Toule sobre a deten\u00e7\u00e3o que ele faria na parte da tarde. Assim que chegou em casa, em torno das cinco, %Robert% encontrou os dois prontos para iniciarem o di\u00e1logo que sempre faziam quando causava algum problema.<br \/>\u2003\u2003- Voc\u00eas querem falar sobre isso? \u2013 ele jogou a pergunta de volta e viu o desconforto nos ombros dos dois.<br \/>\u2003\u2003- %Robert%, n\u00f3s sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil&#8230;<br \/>\u2003\u2003- Voc\u00eas devem mesmo saber melhor do que ningu\u00e9m. \u2013 o garoto respondeu, amargurado, enviando-lhes um duro olhar.<br \/>\u2003\u2003- Uma coisa que voc\u00ea deve entender, filho, \u00e9 que a vida n\u00e3o foi feita para ser parada quando algo ruim acontece. \u2013 o pai disse, compreensivo. \u2013 Voc\u00ea deve superar esses obst\u00e1culos para&#8230;<br \/>\u2003\u2003- N\u00e3o fale como se ela fosse um animal ou um objeto quebrado. \u2013 %Robert% cerrou os dentes com raiva. \u2013 Se eu quisesse parar minha vida por causa dela, voc\u00eas teriam feito dois funerais ao inv\u00e9s de um!<br \/>\u2003\u2003Aquilo calou os pais. Era a primeira vez desde o acontecimento de um ano que %Robert% se expressava. Os dois tinham cautela nas palavras que iriam dizer, mas com a indiferen\u00e7a do filho, acabaram por deixar de lado. Mesmo com a mudan\u00e7a de humor do garoto, a parada brusca de outros amigos dentro da casa e o n\u00famero de deten\u00e7\u00e3o aumentando, o psic\u00f3logo havia dito que era apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 a morte da irm\u00e3 mais nova ser superada.<br \/>\u2003\u2003Seu nome era Rania. A doce e ador\u00e1vel Rania, que era vista pelos pais e irm\u00e3o mais velho como um filhote de coelho, tamanha fofura que exalava. Ainda que fosse somente um ano mais nova que %Robert%, Rania era tratada pelo garoto como se entre os dois houvesse uma diferen\u00e7a de 10 anos.<br \/>\u2003\u2003H\u00e1 um ano, quando Rania voltava de uma festa na casa da amiga, foi atingida por um carro que havia sido atingido por um caminh\u00e3o desgovernado. %Robert% quem teve de ir at\u00e9 o hospital reconhecer seu corpo e cuidar de toda a papelada, uma vez que seus pais estavam fora da cidade por conta do servi\u00e7o. De acordo com a psic\u00f3loga, tal responsabilidade foi o estopim para a mudan\u00e7a do garoto. Nenhum jovem de 16 anos devia ser quem deve identificar o corpo distorcido da irm\u00e3 que tanto amava.<br \/>\u2003\u2003Ap\u00f3s a morte de Rania, %Robert% percebeu que uma vida sem ela n\u00e3o significava nada. Tudo o que fazia, era para mostrar \u00e0 mais nova de que ele era um irm\u00e3o \u00e0 quem ela podia confiar. Ao inv\u00e9s dos amigos demonstrarem compaix\u00e3o, deixaram-no de lado e passaram a exclu\u00ed-lo de tudo. Mas %Robert% n\u00e3o se importava mais. Mesmo que ele voltasse \u00e0 vida que costumava ter, n\u00e3o havia mais para quem voltar ou conversar durante a madrugada. Rania n\u00e3o estava l\u00e1 para dar sua opini\u00e3o como garota ou pedir pela ajuda do irm\u00e3o quando n\u00e3o conseguia resolver algo sozinha. Ela havia partido para outra vida. Sozinha. Deixando-o sozinho.<br \/>\u2003\u2003- O que voc\u00ea quer, %Robert%? \u2013 o pai perguntou, baixo, ap\u00f3s um longo tempo em sil\u00eancio. A m\u00e3e havia deixado a cozinha com l\u00e1grimas escorrendo pelo rosto, cedendo \u00e0s pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. \u2013 O que voc\u00ea quer da sua vida?<br \/>\u2003\u2003- Eu n\u00e3o queria nem estar vivo. \u2013 ele murmurou.<br \/>\u2003\u2003- N\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003Aquilo, por alguma raz\u00e3o, chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o. Ele encarou o pai, que agora n\u00e3o parecia mais t\u00e3o normal. %Robert% p\u00f4de perceber as bolsas escuras abaixo dos olhos, os olhos tr\u00eamulos e os cabelos grisalhos do pai.<br \/>\u2003\u2003- N\u00f3s tamb\u00e9m sentimos falta dela, %Robert%. Mais do que voc\u00ea provavelmente imagina. Fomos n\u00f3s quem a vimos no ventre de sua m\u00e3e, que ouvimos sua primeira batida de cora\u00e7\u00e3o, que imaginamos o que ela seria no futuro. Voc\u00ea acha que n\u00e3o pensamos, todos os dias, como seria se Rania descesse pelas escadas como fazia, gritando bom dia para todos ou batendo a porta nos dias dif\u00edceis? Acha que n\u00f3s n\u00e3o trocar\u00edamos de lugar com ela se pud\u00e9ssemos? Somos pais, %Robert%. E se Deus quiser, voc\u00ea tamb\u00e9m ser\u00e1 um dia.<br \/>\u2003\u2003O garoto manteve-se boquiaberto, encarando a cena por uma nova perspectiva. Ele sabia que os pais deveriam estar sentindo a dor da morte de Rania, mas jamais parou para pensar que pudessem estar piores do que a si mesmo. Afinal, %Robert% vivia o luto todos os dias, a todo momento, em tudo o que fazia ou pensava.<br \/>\u2003\u2003- O seu azar, %Robert%, \u00e9 que voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 nosso filho. \u2013 o pai disse, sereno. \u2013 N\u00f3s tamb\u00e9m acompanhamos sua forma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m ouvimos o som da primeira batida de seu cora\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m imaginamos qual seria o seu futuro. Mesmo que n\u00e3o possamos mais saber o que Rania seria quando crescesse, n\u00f3s sabemos que ainda h\u00e1 voc\u00ea.<br \/>\u2003\u2003\u201cSabe, filho. A ordem natural da vida n\u00e3o \u00e9 essa que vivemos. Filhos n\u00e3o devem morrer antes dos pais; n\u00e3o somos n\u00f3s quem temos de enterr\u00e1-los, sabe? Mas as coisas s\u00e3o como s\u00e3o, por mais dif\u00edceis que sejam.\u201d O homem depositou as m\u00e3os na mesa, cruzando os dedos, formando n\u00f3s brancos na ponta devido \u00e0 for\u00e7a que aplicava neles. \u201cQuando enterramos Rania, eu e sua m\u00e3e achamos que ali seria nosso fim. Criamos N raz\u00f5es para nos separarmos, nos matarmos, abandonarmos essa vida, para fugir da dor. Mas quando entramos no carro, voc\u00ea estava l\u00e1. Rania n\u00e3o estava, mas voc\u00ea sim. E ent\u00e3o recordamos das vezes que sua irm\u00e3 perguntou por que n\u00f3s \u00e9ramos duros com voc\u00ea. Lembramos do acordo que fizemos pouco antes de voc\u00ea nascer; que o tornar\u00edamos um homem respeit\u00e1vel, educado e do bem. E assim, antes mesmo de deixarmos o cemit\u00e9rio, n\u00f3s j\u00e1 hav\u00edamos renovado nossas esperan\u00e7as, criado um novo motivo que sobressa\u00edsse maior do que aqueles que terminava em um final infeliz. N\u00f3s ainda temos voc\u00ea. Ainda temos que mostrar para voc\u00ea que somos bons pais. Ainda podemos mostrar para Rania, que nos observa l\u00e1 do c\u00e9u, a raz\u00e3o de sermos duros com voc\u00ea. E n\u00e3o importa o quanto voc\u00ea nos afaste, %Robert%. N\u00e3o importa o quanto voc\u00ea tente parar de viver a vida que tinha antes. N\u00f3s dois estaremos do seu lado, porque somos seus pais.\u201d<br \/>\u2003\u2003%Robert% viu quando as l\u00e1grimas que o homem segurava rolaram pelo rosto exausto. Nos minutos seguintes, ele se lembrou de todos os dias que viveram desde a morte de Rania; todos os momentos em que eles tentaram ter uma vida normal, que tentaram mostrar para o filho que ele devia continuar vivendo.<br \/>\u2003\u2003O garoto fungou, limpando o nariz com as costas das m\u00e3os e as l\u00e1grimas que j\u00e1 manchavam a roupa com a manga da blusa.<br \/>\u2003\u2003- Agora, filho, me responda. \u2013 o pai disse, com a voz tr\u00eamula ap\u00f3s ter controlado suas emo\u00e7\u00f5es. E antes que a pergunta fosse pronunciada, %Robert% soube exatamente qual era; agora, com uma nova vis\u00e3o sobre sua vida, ele estava pronto para dar ao pai a resposta que ele queria. \u2013 O que voc\u00ea quer ser no futuro?<\/p>\r\n<div class=\"nota\">\r\n<h3 style=\"text-align: center;\">Fim<\/h3>\r\n<\/div>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>~*~ Fim<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[1777],"class_list":["post-5167","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-perspectiva"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/5167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=5167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}