{"id":4628,"date":"2024-01-20T17:46:00","date_gmt":"2024-01-20T20:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-10-09T17:47:03","modified_gmt":"2025-10-09T20:47:03","slug":"capitulo-3","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/maria\/capitulo-3\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 3"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"center\"><em>\u201cNaquele novembro, eu corri at\u00e9 a sua casa, mas s\u00f3 encontrei sua carta e ela dizia\u2026\u201d<\/em><\/p>\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003Naquele novembro, Namjoon correu<\/span> at\u00e9 a casa de Maria, um lugar que costumava ser um ref\u00fagio, um lar compartilhado. Contudo, ao chegar, em vez da acolhedora presen\u00e7a dela, encontrou apenas um sil\u00eancio frio e uma carta sobre a mesa, como uma \u00faltima testemunha do que um dia foi.<br>\u2003\u2003Com m\u00e3os tr\u00eamulas, Namjoon abriu a carta, seus olhos devorando cada palavra escrita \u00e0 m\u00e3o por Maria. As linhas delicadas revelavam a agonia da alma dela, a luta interna que ele n\u00e3o conseguira enxergar antes.<\/p>\n<p align=\"center\"><em>&#8220;Desculpa, eu n\u00e3o consigo me amar<\/em><br><em>Do jeito que voc\u00ea me ama<\/em><br><em>E agora eu n\u00e3o posso mais voltar<\/em><br><em>A minha casa est\u00e1 em chamas.<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><em>Eu precisava me deixar<\/em><br><em>Pra descobrir onde eu estava<\/em><br><em>Mas n\u00e3o \u00e9 que eu me sinta mal<\/em><br><em>Eu s\u00f3 n\u00e3o sinto nada<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><em>Eu n\u00e3o sinto nada<\/em><br><em>Me deixa ir<\/em><br><em>(Me deixa, me deixa)<\/em><br><em>Me deixa ir<\/em><br><em>(Me deixa, me deixa, me deixa ir)&#8221;<\/em><\/p>\n<p>\u2003\u2003Cada palavra da carta era o eco de uma m\u00fasica que eles costumavam dan\u00e7ar juntos, mas agora tocava em um tom de despedida. Namjoon sentiu um n\u00f3 na garganta, tentando compreender a magnitude do que Maria estava expressando.<br>\u2003\u2003As palavras ressoaram em seu peito, revelando a batalha silenciosa que ela enfrentava consigo mesma. Maria n\u00e3o se via merecedora do amor que Namjoon oferecia, como se o calor do afeto que ele lhe proporcionava fosse demais para sua pr\u00f3pria escurid\u00e3o interior.<br>\u2003\u2003A met\u00e1fora da casa em chamas pesou como um fardo sobre Namjoon. A casa que eles constru\u00edram juntos agora ardia em chamas simb\u00f3licas de mudan\u00e7a irrevers\u00edvel. O lar que uma vez abrigou risadas, carinhos e sonhos compartilhados estava agora sendo consumido pelas chamas da transforma\u00e7\u00e3o que Maria ansiava.<br>\u2003\u2003Namjoon sentiu um vazio imenso, como se o ch\u00e3o tivesse sido arrancado de sob seus p\u00e9s. A carta era a evid\u00eancia dolorosa de que o amor deles n\u00e3o poderia salvar Maria das chamas interiores que a consumiam. Ele compreendeu que, por mais que quisesse ser o salvador dela, havia batalhas que ela precisava travar sozinha.<br>\u2003\u2003E assim, naquele novembro sombrio, as palavras da carta ressoaram como uma sinfonia de despedida. Namjoon estava diante do fato de que, por mais que tentasse, n\u00e3o poderia apagar as chamas que Maria sentia dentro de si. Restava a ele aceitar a triste realidade de que a casa que constru\u00edram agora estava em chamas, e n\u00e3o havia retorno poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNaquele novembro, eu corri at\u00e9 a sua casa, mas s\u00f3 encontrei sua carta e ela dizia\u2026\u201d &#8220;Desculpa, eu n\u00e3o consigo me amarDo jeito que voc\u00ea me amaE agora eu n\u00e3o posso mais voltarA minha casa est\u00e1 em chamas. 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