{"id":3452,"date":"2025-09-30T09:29:43","date_gmt":"2025-09-30T12:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-09-30T09:31:29","modified_gmt":"2025-09-30T12:31:29","slug":"capitulo-4","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/a-historia-de-ana-da-boemia-e-ana-da-austria\/capitulo-4\/","title":{"rendered":"Capitulo 4"},"content":{"rendered":"\r\n<h2>Capitulo 4 \u2014 Aprendizagem \u2014 Parte I<\/h2>\r\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003\u201cEla se achava. Ela<\/span> nunca foi rejeitada por ningu\u00e9m, nem mesmo pela sua fam\u00edlia. Ela sempre teve tudo que queria. Os nobres a admiravam e nunca disseram uma palavra que a ofendesse.\u201d<br \/>\u2003\u2003S\u00f3 fazia tr\u00eas meses desde que Isabel fora levada. Eles tiraram a filha de <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o, ou da Bo\u00eamia, dela. A sua \u00fanica filha.\u00a0 Ela percebeu como os nobres olhavam para ela. Ela, que perdeu o irm\u00e3o Luis precocemente, agora estava sem filhos. Ela via que os nobres a olhavam com desprezo como se quisessem dizer \u201cV\u00ea, ela se achava tanto que agora n\u00e3o tem filhos\u201d. <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o nunca fora ela, era como se sempre tivesse que mostrar um lado seu que n\u00e3o conseguia. Ela sempre teve que ser forte por si e seu irm\u00e3o, que agora havia morrido. Se casar com Fernando I do Sacro Imp\u00e9rio Romano Germ\u00e2nico fora uma boa decis\u00e3o, mas a que pre\u00e7o. Nobres que n\u00e3o cessavam de julg\u00e1-la, como se ela fosse desprez\u00edvel. Sem sua \u00fanica filha com Fernando a seu lado, decidiu que teria mais sete filhos com o marido, o que se era esperado dela, e depois iria parar de ter filhos. Como ela n\u00e3o sabia, mas o faria.<br \/>\u2003\u2003Ela sentia a madrugada de setembro de 1526 come\u00e7ar e seu marido se deitar ao seu lado. Ele apenas a abra\u00e7ou e ela percebeu ali que ele queria ter mais um filho com ela. Era isso que ela era. Uma procriadora. Ser\u00e1 que algum dia a veriam? Ser\u00e1 que algum dia veriam al\u00e9m do que estavam acostumados a ver? <script>document.write(Ana)<\/script> de\u00a0Jagel\u00e3o viu o marido beija-la e assim ele come\u00e7ou a dizer \u201cVamos fazer mais filhos, minha esposa\u201d.\u00a0 Seu tom era respeitoso, mas ela j\u00e1 estava amargurada pela forma que os nobres a olhavam. Ela se deixou conduzir, se deixando ser beijada pelo marido, que come\u00e7ava a selar seus l\u00e1bios nos dela. O beijo era longo e aquecedor, como se o momento em que estavam dividindo juntos fosse uma calmaria em meio ao fardo. O beijo prosseguiu e agora Fernando come\u00e7ou a percorrer nos beijos nos seios da esposa. Ele come\u00e7ou a entrar a ela, penetrando-a. Quando terminou, ele sorriu olhando para a esposa.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Muito bem, minha rainha \u2014 disse Fernando.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Fiz o que \u00e9 esperado de mim \u2014 disse <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o ao marido.<br \/>\u2003\u2003Fernando percebeu o tom na voz da esposa e percebeu que ela parecia depreciativa. Ele se preocupou, mas imaginava que a esposa talvez estivesse se sentindo triste ap\u00f3s a partida de Isabel. O dia seguinte do ano de 1526, continuou. <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o ficou sabendo que um filho nasceu ao rei e a rainha de Castela, Felipe II, o futuro rei de Castela. Enquanto isso, ela mesma n\u00e3o conseguia gerar herdeiros a Fernando. Ela n\u00e3o acreditava mais em Deus, que ele pudesse faz\u00ea-la conceber. Seus dias passaram a se tornar tristes. Mesmo tendo se passado t\u00e3o pouco tempo, ela sabia que n\u00e3o conseguiria conceber, j\u00e1 que os nobres continuavam a sussurrar que ela se achava. Aos poucos, ela foi deixando o vazio consumi-la at\u00e9 que um dia, come\u00e7ou a sentir os sintomas de uma nova gravidez. Ela estava satisfeita com o resultado. Mas sabia que n\u00e3o podia se arriscar a acreditar que uma nova gravidez viria. Mas a gravidez se confirmou. Um dia, Fernando estava em seu reino, discutindo sobre o Imp\u00e9rio Romano Germ\u00e2nico, quando <script>document.write(Ana)<\/script> Jagel\u00e3o entrou:<br \/>\u2003\u2003\u2014 Meu senhor, acredito que estou esperando mais um filho, desta vez acredito que ser\u00e1 um primog\u00eanito var\u00e3o \u2014 disse ela.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Que not\u00edcia esplendida \u2014 disse Fernando beijando a testa da esposa.<\/p>\r\n<p align=\"center\">******<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003Os dias seguintes foram reveladores. <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o come\u00e7ou a ajudar Fernando nos dilemas do reino. Ela era uma articuladora fria e calculista e sempre estava tentando o melhor para o reino. Ela dava ideias para Fernando, que as aceitava. Passou os dias seguintes em resguardo, devido a gravidez pois se era esperado que ela desse \u00e0 luz uma crian\u00e7a saud\u00e1vel. E de fato, a gravidez progredia. Ela come\u00e7ava a sentir enjoos e ter desejos. E assim sua barriga come\u00e7ava a crescer. Fernando estava sempre ao lado da esposa.<br \/>\u2003\u2003A chuva percorria o local, dando um frescor ao reino. Os debates do imp\u00e9rio sacro romano germ\u00e2nico continuavam at\u00e9 que <script>document.write(Ana)<\/script> come\u00e7ara a aprender outras l\u00ednguas, se tornando uma jovem promissora que ajudava o reino parando de ser desprezada, mas ainda assim continuava como era. Foi assim que, em julho de 1527, <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o sentiu a chuva vir como uma brisa forte, trov\u00f5es irradiavam o dia. Em meio a tudo isso, ela come\u00e7ava a sentir as dores do parto. E foi assim que nasceu um menino. A cara do pai. Fernando pegou o beb\u00ea em seus bra\u00e7os e disse:<br \/>\u2003\u2003\u2014 Seu nome ser\u00e1 Maximiliano.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Ele ser\u00e1 um dia um imperador romano germ\u00e2nico \u2014 disse <script>document.write(Ana)<\/script> da Bo\u00eamia naturalmente.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Que assim seja \u2014 disse Fernando beijando a esposa carinhosamente.<\/p>\r\n<p align=\"center\">********<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003No dia 1 de agosto de 1527, Maximiliano foi declarado herdeiro de Fernando I.\u00a0 <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o ficou satisfeita por sua conquista. <script>document.write(Ana)<\/script> sempre estava orando a Deus para que seu filho crescesse bem. Ao mesmo tempo que pensava que tinha um filho, agora s\u00f3 faltavam seis. Ela estava decidida a n\u00e3o se apaixonar por Fernando, ela sabia que o marido a amava, mas sabia que se cedesse, os nobres voltariam a cogitar que ela se achava e ela n\u00e3o poderia permitir que isso afetasse a educa\u00e7\u00e3o de Maximiliano.<br \/>\u2003\u2003Ela se lembrava das hist\u00f3rias contadas pelo pai de que ela devia tomar cuidado com tudo e todos, pois a corte era um jogo de espinhos. Ela tinha que aprender como viver na corte. N\u00e3o seria f\u00e1cil, ela sabia disso, mas contava com a ajuda do padre da \u00e9poca. Estava sempre pedindo sua orienta\u00e7\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003<script>document.write(Ana)<\/script> Jagel\u00e3o era sozinha na corte, mas rapidamente aprendeu a lidar com a diplomacia. Em setembro de 1527, mesmo com um filho homem, ela e Fernando tinham algumas preocupa\u00e7\u00f5es, pois s\u00f3 dois filhos n\u00e3o bastavam. Ent\u00e3o um dia, em outubro, Fernando estava em uma reuni\u00e3o, quando recebeu uma carta da esposa, pedindo que se encontrassem novamente. Assim Fernando o fez. Ele entrou no quarto, que tinha certo brilho, bem preparado por <script>document.write(Ana)<\/script> Jagel\u00e3o e seus servos. Fernando ficou encantado. Ent\u00e3o <script>document.write(Ana)<\/script> segurou em suas m\u00e3os e selou seus l\u00e1bios nos de Fernando. Fernando correspondeu ao beijo aprofundando-o. O toque era suave e gentil. Mas aos poucos, o beijo se tornava mais voraz e quente. Fernando deitou <script>document.write(Ana)<\/script> na cama e se posicionou sobre ela. Os dois come\u00e7aram a ter rela\u00e7\u00f5es ali mesmo. Entre suores e gemidos, o casal tinha a intimidade. Ap\u00f3s horas juntos, eles se afastaram. Fernando deitou na cama cansado, dormindo. <script>document.write(Ana)<\/script> fez o mesmo. Por um tempo, eles pareciam felizes&#8230;<br \/>\u2003\u2003N\u00e3o demorou muito para que <script>document.write(Ana)<\/script> descobrisse uma nova gravidez. Fernando, que ainda n\u00e3o era imperador romano germ\u00e2nico, esperava que fosse mais um menino, pois isso faria com que Carlos V, seu irm\u00e3o, perdesse um pouco de brilho. A gravidez foi um pouco complicada, pois <script>document.write(Ana)<\/script> Jagel\u00e3o se esfor\u00e7ava um pouco. Ela tinha pouco tempo para estar ao lado do marido, que tinha seus neg\u00f3cios e passava seu maior tempo nos jardins. Mas a gravidez prosseguia bem, mas qual n\u00e3o foi a surpresa quando, com oito meses de gravidez, nasceu uma menina. A segunda filha do casal.\u00a0 Em 7 de julho de 1528, nasceu a pequena Ann. Ann tinha a apar\u00eancia corp\u00f3rea da m\u00e3e, <script>document.write(Ana)<\/script> Jagel\u00e3o, mas tinha o semblante parecido com o de Fernando. At\u00e9 agora o casal tinha duas filhas e um filho. Tudo parecia perfeito. Agora faltavam apenas cinco filhos na ideia de <script>document.write(Ana)<\/script> de Jagel\u00e3o, a futura famosa <script>document.write(Ana)<\/script> da Bo\u00eamia&#8230;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capitulo 4 \u2014 Aprendizagem \u2014 Parte I ****** ********<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[1158],"class_list":["post-3452","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-a-historia-de-ana-da-boemia-e-ana-da-austria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/3452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=3452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}