{"id":3184,"date":"2024-12-19T14:07:00","date_gmt":"2024-12-19T17:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-09-27T14:09:54","modified_gmt":"2025-09-27T17:09:54","slug":"segundo-capitulo","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/dezembro-lembrancas-e-neve\/segundo-capitulo\/","title":{"rendered":"SEGUNDO CAP\u00cdTULO"},"content":{"rendered":"\r\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003%\u00c1gata% franziu o cenho<\/span> involuntariamente com a forma que o homem respondeu a uma simples pergunta como aquela, mas ele deveria estar de passagem na cidade, j\u00e1 que carregava uma mala e turistas naquela \u00e9poca do ano era algo mais do que normal. Talvez ele s\u00f3 estivesse desesperado por um presente. N\u00e3o \u00e9?<br \/>\u2003\u2003Ele tinha um ar intrigante, vestido com um sobretudo escuro e um cachecol de l\u00e3 cinza, que parecia combinar perfeitamente com a noite fria l\u00e1 fora.<br \/>\u2003\u2003\u2014 E como eu posso ajudar ent\u00e3o? \u2014 %\u00c1gata% voltou a perguntar.<br \/>\u2003\u2003O homem sorriu, mas n\u00e3o respondeu imediatamente. Ele se aproximou alguns passos, os olhos varrendo as prateleiras ao redor, como se examinasse o local.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Essa livraria tem hist\u00f3ria \u2014 disse ele, finalmente, com uma voz baixa e calma.<br \/>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 o que dizem. Mas se est\u00e1 aqui s\u00f3 para admirar a arquitetura, sugiro que volte amanh\u00e3. Estamos fechando.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Quinze minutos mais cedo? \u2014 ele perguntou, erguendo uma sobrancelha.<br \/>\u2003\u2003Ela piscou, surpresa. Como ele sabia disso? Hesitou por um momento antes de recuperar a compostura.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Sim, ningu\u00e9m mais vai aparecer hoje. Ent\u00e3o, a menos que queira comprar algo, estou fechando.<br \/>\u2003\u2003O homem riu suavemente, um som que pareceu tanto familiar quanto irritante.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Talvez eu tenha vindo para comprar, mas n\u00e3o um livro.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% sentiu um calafrio. Havia algo em suas palavras que a desconcertava, embora n\u00e3o pudesse explicar exatamente o que era.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Ent\u00e3o diga logo o que quer, porque eu n\u00e3o tenho tempo para jogos.<br \/>\u2003\u2003Ele inclinou levemente a cabe\u00e7a, como se estivesse avaliando-a.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Eu quero ajud\u00e1-la, %\u00c1gata%.<br \/>\u2003\u2003A men\u00e7\u00e3o de seu nome a fez congelar. Ela n\u00e3o se lembrava de ter se apresentado. Seu nome n\u00e3o estava em nenhum lugar vis\u00edvel na loja.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Como voc\u00ea sabe meu nome? \u2014 perguntou, a voz endurecida.<br \/>\u2003\u2003O homem deu um passo \u00e0 frente, mas manteve uma dist\u00e2ncia respeitosa.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Eu sei muito sobre voc\u00ea. E sobre esta livraria. Digamos que&#8230; sou um amigo da fam\u00edlia.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% deu um riso seco.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Fam\u00edlia? Boa tentativa. N\u00e3o tenho fam\u00edlia, s\u00f3 essa livraria que mais parece uma maldi\u00e7\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Talvez n\u00e3o seja uma maldi\u00e7\u00e3o, e sim um presente \u2014 disse ele, com um olhar que parecia penetrar sua alma.<br \/>\u2003\u2003Antes que ela pudesse responder, ele estendeu um envelope amarelado, o papel desgastado pelo tempo. No verso, em uma caligrafia que ela reconheceu de imediato, estava escrito seu nome.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Onde conseguiu isso? \u2014 ela perguntou, sua voz quase um sussurro.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Do \u00fanico lugar onde ele sabia que voc\u00ea encontraria: <em>aqui<\/em>.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% pegou o envelope com dedos tr\u00eamulos. Ela o abriu, revelando uma carta escrita \u00e0 m\u00e3o:<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003<em>\u201cMinha querida %\u00c1gata%,<\/em><br \/>\u2003\u2003<em>Se voc\u00ea est\u00e1 lendo isso, significa que o destino decidiu nos colocar \u00e0 prova. Mas acredite, h\u00e1 mais nesta livraria do que livros. H\u00e1 segredos que esperaram tempo demais para serem revelados. Procure na se\u00e7\u00e3o de poesia, no livro que sempre foi meu favorito.\u201d<\/em><\/p>\r\n<p>\u2003\u2003Ela levantou os olhos, mas o homem j\u00e1 estava se dirigindo \u00e0 porta.<br \/>\u2003\u2003\u2014 Espere! Quem \u00e9 voc\u00ea? \u2014 ela chamou, mas ele apenas sorriu antes de desaparecer no por do sol da tarde fria, deixando-a com mais perguntas do que respostas.<\/p>\r\n<p align=\"center\">\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003%\u00c1gata% segurava a carta com firmeza, os dedos tr\u00eamulos sobre o papel. Ela reconhecera a caligrafia no instante em que abrira o envelope. Era dele.<br \/>\u2003\u2003<em>Seu av\u00f4.<\/em><br \/>\u2003\u2003O cora\u00e7\u00e3o disparava em seu peito, como se cada batida tentasse acompanhar o turbilh\u00e3o de pensamentos que inundava sua mente. Seu av\u00f4 havia falecido anos atr\u00e1s, mas aquela letra era inconfund\u00edvel \u2014 elegante, quase formal, com curvas que s\u00f3 algu\u00e9m que ainda usava canetas-tinteiro seria capaz de produzir.<br \/>\u2003\u2003Ela leu novamente as palavras, como se buscasse algum significado oculto.<br \/>\u2003\u2003A livraria parecia mais silenciosa do que nunca. L\u00e1 fora, o som distante de vozes e passos se misturava ao vento gelado que come\u00e7ava a soprar. Mas dentro daquele espa\u00e7o, apenas o som de sua respira\u00e7\u00e3o preenchia o ar.<br \/>\u2003\u2003Ela olhou para a carta novamente, como se tentasse extrair mais do que as palavras ofereciam. O <em>&#8220;favorito&#8221;<\/em> dele&#8230; Ela sabia o que significava. Seu av\u00f4 sempre falava com carinho de <em>William Wordsworth<\/em>, mencionando como os poemas do autor o haviam acompanhado em momentos dif\u00edceis.<br \/>\u2003\u2003<em>&#8220;Isso \u00e9 loucura,&#8221;<\/em> murmurou para si mesma, tentando racionalizar o que acabara de acontecer. Mas a curiosidade, t\u00e3o persistente quanto inc\u00f4moda, j\u00e1 estava enraizada.<br \/>\u2003\u2003Com passos hesitantes, ela caminhou at\u00e9 a porta e a trancou novamente, virando a placa para <em>Fechado<\/em>. Apagou as luzes principais, deixando apenas o brilho das lumin\u00e1rias mais pr\u00f3ximas para iluminar o caminho at\u00e9 a se\u00e7\u00e3o de poesia.<br \/>\u2003\u2003Era uma parte da livraria que ela raramente frequentava. Poesia n\u00e3o vendia como antes, e as prateleiras naquele canto pareciam carregadas de um ar melanc\u00f3lico. Seus dedos deslizaram por v\u00e1rias lombadas at\u00e9 encontrarem o que procuravam: uma edi\u00e7\u00e3o antiga, encadernada em couro marrom, com letras douradas que destacavam o nome do poeta.<br \/>\u2003\u2003Ela puxou o volume com cuidado, sentindo o peso do tempo sobre o objeto. Ao abrir a capa, encontrou exatamente o que temia \u2014 ou talvez esperasse: uma dedicat\u00f3ria escrita com a mesma caligrafia da carta.<br \/>\u2003\u2003<em>&#8220;Para minha neta, que um dia entender\u00e1 o valor das palavras e das mem\u00f3rias.&#8221;<\/em><br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% engoliu em seco, a garganta apertada. O que ele queria que ela encontrasse?<br \/>\u2003\u2003Virou as p\u00e1ginas com cuidado, at\u00e9 que algo caiu de dentro do livro e pousou no ch\u00e3o com um som abafado. Era um envelope menor, selado com cera vermelha.<br \/>\u2003\u2003Ela o pegou, o cora\u00e7\u00e3o disparado, e abriu cuidadosamente. L\u00e1 dentro havia um bilhete ainda mais enigm\u00e1tico:<br \/>\u2003\u2003<em>&#8220;%\u00c1gata%, o passado guarda respostas. Mas para encontr\u00e1-las, voc\u00ea precisar\u00e1 dar o primeiro passo. Procure no canto mais velho da livraria.&#8221;<\/em><br \/>\u2003\u2003O cora\u00e7\u00e3o dela apertou. O canto mais velho. O por\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003Por anos, ela evitara aquele lugar. Ele era pouco mais do que uma extens\u00e3o abandonada da livraria, repleta de poeira e caixas esquecidas. Mas agora, parecia que tudo a conduzia para l\u00e1.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% fechou o livro e respirou fundo. Antes de descer, deu uma \u00faltima olhada ao redor da livraria, como se esperasse que o homem misterioso ainda estivesse ali, observando-a. Mas n\u00e3o havia ningu\u00e9m.<br \/>\u2003\u2003Com passos firmes e o bilhete em m\u00e3os, ela come\u00e7ou a caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 porta que levava ao por\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% olhou para a porta, seu cora\u00e7\u00e3o batendo em um ritmo descompassado. O bilhete ainda tremia em sua m\u00e3o, como se tivesse peso pr\u00f3prio, um peso que ela n\u00e3o sabia se estava pronta para carregar.<br \/>\u2003\u2003<em>\u201cIsso \u00e9 rid\u00edculo,\u201d<\/em> murmurou, a voz ecoando no sil\u00eancio da livraria<em>. \u201cEstou aqui, me deixando levar por enigmas de uma carta escrita por um homem morto h\u00e1 anos. Que tipo de loucura \u00e9 essa?\u201d<\/em><br \/>\u2003\u2003Ela se virou, as m\u00e3os agora apertando o bilhete com mais for\u00e7a. A ideia de entrar no por\u00e3o, revirar caixas e encontrar sabe-se l\u00e1 o qu\u00ea&#8230; Tudo parecia absurdo. %\u00c1gata% soltou um suspiro irritado, esfregando o rosto com as m\u00e3os.<br \/>\u2003\u2003<em>\u201cEu s\u00f3 estou cansada. \u00c9 isso. Cansada e impression\u00e1vel,\u201d<\/em> continuou resmungando para si mesma, como se tentar racionalizar a situa\u00e7\u00e3o pudesse aliviar o peso do momento.<br \/>\u2003\u2003Caminhou at\u00e9 o balc\u00e3o, onde deixou o livro e o envelope de forma abrupta. As palavras da carta ainda ecoavam em sua mente, mas ela as afastou com um movimento de cabe\u00e7a.<em> \u201cEu n\u00e3o tenho tempo pra isso. Nem paci\u00eancia. Nem&#8230; coragem.\u201d<\/em><br \/>\u2003\u2003O som da porta de vidro balan\u00e7ando levemente com o vento fez com que ela erguesse o olhar para o rel\u00f3gio na parede. J\u00e1 eram quase 18h. Bem mais tarde do que pretendia ficar ali.<br \/>\u2003\u2003Decidida a deixar aquela aventura para um outro dia \u2014 ou para nunca mais \u2014, %\u00c1gata% come\u00e7ou a pegar suas coisas. Enfiou o casaco pesado sobre os ombros, pegou sua bolsa e apagou as luzes da livraria, deixando apenas a fraca ilumina\u00e7\u00e3o externa iluminando o ambiente.<br \/>\u2003\u2003Antes de sair, parou e olhou para o balc\u00e3o novamente. O livro, agora sob a penumbra, parecia ainda mais antigo, como se esperasse por algo.<br \/>\u2003\u2003<em>\u201cBesteira,\u201d<\/em> murmurou mais uma vez, sacudindo a cabe\u00e7a.<br \/>\u2003\u2003Ela girou a chave na fechadura e saiu para o vento frio da noite.<\/p>\r\n<p align=\"center\">\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003%\u00c1gata% caminhou pelas ruas de Portsmouth com passos apressados, o vento cortante trazendo consigo o cheiro de neve. As luzes natalinas brilhavam ao longo das fachadas, um contraste gritante com o humor sombrio que a acompanhava.<br \/>\u2003\u2003Ela entrou no pequeno pr\u00e9dio de tijolos onde morava, subindo os degraus desgastados at\u00e9 o segundo andar. O apartamento era modesto, mas aconchegante \u2014 o tipo de lugar que servia mais como ref\u00fagio do que como lar.<br \/>\u2003\u2003Assim que fechou a porta atr\u00e1s de si, largou a bolsa e o casaco em uma cadeira pr\u00f3xima e caminhou direto para o banheiro. A sensa\u00e7\u00e3o de estar cercada pelo calor do chuveiro parecia a \u00fanica coisa capaz de afastar a inquieta\u00e7\u00e3o que crescia dentro dela.<br \/>\u2003\u2003Ligou a \u00e1gua quente, esperando que o vapor come\u00e7asse a emba\u00e7ar o espelho. Enquanto tirava a roupa, seus olhos foram atra\u00eddos para o reflexo: o cansa\u00e7o estampado em seu rosto, as linhas de preocupa\u00e7\u00e3o que pareciam mais profundas naquela noite.<br \/>\u2003\u2003\u201cEsquece isso,\u201d murmurou para si mesma. <em>\u201c\u00c9 s\u00f3&#8230; uma carta. Um livro velho. Nada disso significa alguma coisa.\u201d<\/em><br \/>\u2003\u2003Entrou debaixo da \u00e1gua quente, fechando os olhos enquanto o calor aliviava a tens\u00e3o em seus ombros. Tentou se concentrar no som da \u00e1gua, deixando-o abafar os pensamentos que insistiam em voltar.<br \/>\u2003\u2003Mas era in\u00fatil.<br \/>\u2003\u2003A caligrafia no bilhete, a lembran\u00e7a do av\u00f4, o estranho que surgira na livraria&#8230; Tudo se entrela\u00e7ava em sua mente como uma hist\u00f3ria que ainda n\u00e3o fazia sentido. E quanto mais tentava afastar essas imagens, mais elas se aproximavam, como sombras persistentes.<br \/>\u2003\u2003%\u00c1gata% passou as m\u00e3os pelo rosto, esfregando com mais for\u00e7a do que o necess\u00e1rio. <em>\u201cPare com isso. N\u00e3o tem nada l\u00e1. E mesmo que tivesse, que diferen\u00e7a faria?\u201d<\/em><br \/>\u2003\u2003Ela sabia que estava tentando convencer a si mesma, mas o desconforto no fundo do peito n\u00e3o a deixava em paz. Era como se algo, ou algu\u00e9m, a empurrasse para frente, pedindo que ela olhasse mais de perto, que enfrentasse o que quer que estivesse escondido naquele por\u00e3o.<br \/>\u2003\u2003Depois de alguns minutos, desligou o chuveiro e se enrolou em uma toalha macia. O vapor preenchia o banheiro, tornando o ambiente mais abafado, mas tamb\u00e9m estranhamente acolhedor.<br \/>\u2003\u2003<em>\u201c\u00c9 s\u00f3 o Natal mexendo comigo,\u201d<\/em> concluiu em voz alta, como se a afirma\u00e7\u00e3o pudesse ser suficiente para encerrar o assunto.<br \/>\u2003\u2003Vestiu um pijama confort\u00e1vel e foi para a cozinha preparar uma x\u00edcara de ch\u00e1. Talvez o calor da bebida ajudasse a clarear os pensamentos. Mas mesmo enquanto mexia a colher na caneca, a sensa\u00e7\u00e3o de que algo estava por vir n\u00e3o desaparecia.<br \/>\u2003\u2003Sentou-se no sof\u00e1, o ch\u00e1 entre as m\u00e3os, e olhou para as luzes de Natal piscando atrav\u00e9s da janela. No sil\u00eancio do apartamento, apenas o som fraco do aquecedor competia com o eco de suas lembran\u00e7as.<br \/>\u2003\u2003E pela primeira vez em muito tempo, %\u00c1gata% se sentiu \u00e0 beira de algo que n\u00e3o sabia se queria enfrentar.<\/p>\r\n<p align=\"center\">\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f \u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f \u2744\ufe0f\u2744\ufe0f\u2744\ufe0f<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[1258],"class_list":["post-3184","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-dezembro-lembrancas-e-neve"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/3184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=3184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}