{"id":2963,"date":"2011-08-20T21:54:00","date_gmt":"2011-08-21T00:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-11-14T17:44:46","modified_gmt":"2025-11-14T20:44:46","slug":"capitulo-5","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/condessa-de-sangue\/capitulo-5\/","title":{"rendered":"Cinco"},"content":{"rendered":"\r\n<span class=\"versalete\">\u2003\u2003Ningu\u00e9m ousava comentar sobre<\/span> a viol\u00eancia que a criada de Elizabeth havia sofrido na noite anterior, ningu\u00e9m queria ser o pr\u00f3ximo da lista. Tudo o que podiam fazer era cuidar da pobre jovem espancada, aqueles ferimentos deixariam lembran\u00e7as por um longo tempo no corpo da mo\u00e7a. Elizabeth n\u00e3o demonstrara arrependimento do que havia feito, n\u00e3o demonstrava absolutamente nada.\r\n<p>\u2003\u2003A noite caiu depressa, e logo o Conde estava novamente em seus aposentos \u00e0 procura de mais prazer. Naquela noite n\u00e3o recebera protestos ao tentar possuir o corpo da esposa, ela mal gritava, apenas gemia baixo e permitia que o Conde fizesse o que bem entendesse com seu corpo. Em poucos minutos o homem chegou a seu \u00e1pice e, como de costume, logo depois de conseguir o prazer desejado, ele rumou para o banheiro para tomar seu banho relaxante.<br>\u2003\u2003Elizabeth esperara por aquele instante o dia inteiro. Naquela noite sentir-se-ia violada pela \u00faltima vez.<br>\u2003\u2003Assim que ouviu o barulho das torneiras da banheira serem desligadas, ela se levantou da cama e sem pressa caminhou at\u00e9 a penteadeira ao lado da porta do banheiro, pegou dentro da gaveta uma tesoura grande e pesada que suas criadas usavam para fazer ajustes de costura. Ainda nua, caminhou lentamente em dire\u00e7\u00e3o ao banheiro, encarou a porta fechada \u00e0 sua frente com encanto e ent\u00e3o abriu-a com certa delicadeza, sem, \u00e9 claro, esquecer-se de esconder a tesoura \u00e0s costas.<br>\u2003\u2003Seu marido banhava-se quando ela entrou. Ele olhou em sua dire\u00e7\u00e3o com ar de irrita\u00e7\u00e3o, o que logo desapareceu assim que viu o corpo nu de Elizabeth adentrar o lugar. Ela fechou a porta assim que conseguiu a aten\u00e7\u00e3o do marido, que lhe sorriu malicioso.<br>\u2003\u2003\u2014 O que quer? \u2014 perguntou endireitando-se na banheira.<br>\u2003\u2003Elizabeth olhou-o com um sorriso igualmente malicioso e caminhou para mais perto do marido. Sentou-se \u00e0 beirada da banheira \u2014 fazendo o imposs\u00edvel para continuar escondendo a tesoura \u00e0s suas costas \u2014 e, mantendo o olhar de seu marido nos seus, acariciou seu peito molhado. Logo suas m\u00e3os foram escorregando cada vez mais, at\u00e9 chegar ao membro rijo do conde que estremeceu com o toque. A condessa sorriu ao perceber, levantou-se e com cuidado entrou na banheira junto de seu marido que parecia cada vez mais excitado.<br>\u2003\u2003\u2014 O que est\u00e1 fazendo, Elizabeth? \u2014 perguntou o conde se deliciando com as car\u00edcias que a esposa voltou a fazer em seu peito.<br>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 hora de purificar o meu corpo, Ferenc. \u2014 Ela sorriu vendo a express\u00e3o de confus\u00e3o surgir no rosto do homem que usara da viol\u00eancia tantas vezes para possu\u00ed-la. \u2014 Purificar meu corpo\u2026 <em>Com o seu sangue<\/em> \u2014 disse cuspindo as \u00faltimas palavras com nojo, numa investida r\u00e1pida sacou a tesoura e, com toda a for\u00e7a que ainda dispunha, enfiou as duas pontas afiadas no pesco\u00e7o do marido. As pontas desapareceram no pesco\u00e7o e reapareceram na nuca do homem que mal teve tempo de pedir por socorro t\u00e3o r\u00e1pida fora a investida da esposa.<br>\u2003\u2003Elizabeth fincou um pouco mais fundo a tesoura em seu marido que arregalou os olhos, logo depois, arrancou o instrumento afiado do corpo do conde fazendo com que o sangue jorrasse dos ferimentos. A condessa n\u00e3o se deu ao trabalho de segurar o marido para impedi-lo de fugir, sabia que j\u00e1 era tarde para ele, logo se afogaria no pr\u00f3prio sangue. A mulher deu de ombros vendo o sangue escorrer infinitamente do pesco\u00e7o do conde, se acomodou melhor na banheira e passou a se banhar nas \u00e1guas vermelhas despreocupadamente enquanto observava o marido morrer. Naquela noite o Conde Ferenc N\u00e1dasdy morria, mas nascia ent\u00e3o, a Condessa de Sangue.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[1206],"class_list":["post-2963","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-condessa-de-sangue"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/2963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=2963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}