{"id":2796,"date":"2014-02-06T10:26:00","date_gmt":"2014-02-06T13:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-09-25T10:27:53","modified_gmt":"2025-09-25T13:27:53","slug":"capitulo-18","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/chanel\/capitulo-18\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 18"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"versalete\">\u2003\u2003Apesar da discuss\u00e3o que<\/span> tiveram durante o almo\u00e7o da quinta-feira, nenhum dos dois mudou em absolutamente nada. Foi como se aquela conversa nunca tivesse acontecido. Juntos, os dois se mantinham intactos; na frente de todos, aparentavam um casal feliz, fora da vista de todos, ele corria atr\u00e1s dela e ela o chutava. Por %Beatrice%, estava tudo bem. Para %Zachary%, estava fora de seu controle. Ele n\u00e3o conseguia controlar suas emo\u00e7\u00f5es perto da garota como antes. Internamente, a luta era constante. Estava se afastado dela o m\u00e1ximo que podia, pois n\u00e3o conseguia entender o porqu\u00ea de querer tanto t\u00ea-la apenas para si, se j\u00e1 a tinha. Sabia que %Beatrice% n\u00e3o fazia nada sen\u00e3o o que ele mandava, al\u00e9m de se dedicar aos seus desenhos, que pareciam estar melhores do que ela costumava desenhar, j\u00e1 que o sorriso era uma pe\u00e7a rara constante em seu rosto. Faz um tempo que ele se sente respons\u00e1vel pelo sorriso estar estampado no rosto da garota. Contratara um seguran\u00e7a especial apenas para segui-la de longe para saber se ela quebraria sua regra para que pudesse jogar na cara dela quando ela decidisse quebrar o acordo, j\u00e1 que por ele, os dois ficariam dessa maneira por um bom tempo. Mas ao contr\u00e1rio do que ele jamais imaginou, %Beatrice% n\u00e3o tinha o menor interesse em transar com outros homens, como tinham todas as garotas de Santa M\u00f4nica e do resto do mundo que viviam na mesma altura de sociedade que a dele. A garota por quem ele se interessara n\u00e3o dependia da aten\u00e7\u00e3o dos homens para se sentir bem e n\u00e3o ligava em ter ou n\u00e3o um ou cem homens aos seus p\u00e9s. Sua satisfa\u00e7\u00e3o era causada por ela mesma e o resultado que trazia em seus pr\u00f3prios desenhos. E aquilo o irritava. A \u00fanica coisa com que ele n\u00e3o podia diretamente se relacionar era a \u00fanica coisa que a satisfazia. Por mais que a satisfizesse com coisas diferentes, como aquilo que a imagina\u00e7\u00e3o de %Beatrice% usufru\u00eda ou uma paisagem para ela se inspirar, n\u00e3o era nada comparado a uma ideia que lhe surgisse \u00e0 cabe\u00e7a mesmo estando em pleno tr\u00e2nsito \u00e0s oito da noite.<br>\u2003\u2003Al\u00e9m disso tudo, %Zachary% ainda n\u00e3o tivera sucesso nenhum em fazer a garota gozar em suas transas. Na mesma quinta-feira que discutiram, %Zachary% entrara no quarto de %Beatrice% quando ela o havia esquecido aberto e a flagrou no banho. Como j\u00e1 era de se esperar, foi imposs\u00edvel de controlar suas rea\u00e7\u00f5es, tratando de pega-la ali mesmo; durante a a\u00e7\u00e3o, percebeu que ela sequer reclamou. Ele adormeceu com ela aquela noite. E pela primeira vez depois de um muito tempo, ela ca\u00edra no sono primeiro. Aproveitou o tempo em que se manteve acordado para analisar os tra\u00e7os e o que de verdade lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o nela. O que no come\u00e7o era uma brincadeira com seus amigos para provar que ele conseguia qualquer tipo de mulher, at\u00e9 as que odiavam o tipo dele, agora era uma obsess\u00e3o de necessidade. %Beatrice% lhe dava um tipo de prazer que nenhuma outra mulher jamais conseguira. O fato dele conseguir se recompor rapidamente durante a transa, fazia ter uma disposi\u00e7\u00e3o maior, al\u00e9m da dura\u00e7\u00e3o ser estendida, comparado a outros homens; mesmo exigindo tudo isso de %Beatrice%, ela n\u00e3o reclamava, o que o fazia ficar completamente irado. Pensava que se um dia conseguisse a fazer sentir o prazer do \u00e1pice com ele, ela passaria a depender dele como ele era com ela. Mas ele n\u00e3o conseguia. Tentara penetr\u00e1-la e dar-lhe prazer de todas as maneiras poss\u00edveis, mas nada. Quanto mais os dois transavam, parecia que mais %Beatrice% sabia quando era o fim para %Lieberman% na transa.<br>\u2003\u2003Constantemente ele se recordava da \u00fanica vez que %Beatrice% falou diretamente sobre ela e a vida pessoal &#8211; e sexual &#8211; dela, quando confirmou que n\u00e3o era de gozar muito e apenas uma pessoa havia feito-a sentir tamanho prazer. Uma \u00fanica pessoa. N\u00e3o era poss\u00edvel que ele pudesse ser t\u00e3o bom assim. N\u00e3o era poss\u00edvel que ele fosse ser um amor de pessoa com %Beatrice% ou que fosse algum guri do sexo. Decididamente ele n\u00e3o era assim. %Beatrice% era do tipo de mulher que gostava de um desafio, %Zachary% sabia. Ela agia por interesse pessoal, o homem deveria possuir algo que a instigava a sentir o prazer. Mas o qu\u00ea? Ele lhe dava o mundo e ela n\u00e3o demonstrava nada. Nem um espasmo. Nada. O que o homem fez? Quem \u00e9 ele? Estaria ela ainda apaixonada por ele? Ela sentia amor por ele?<br>\u2003\u2003Perguntas que n\u00e3o se calavam. E %Zachary% %Lieberman% simplesmente n\u00e3o gostava de ficar com d\u00favidas.<\/p>\n<p>\u2003\u2003Ela encarava o ma\u00e7o de Gauloise que Aurelien havia lhe dado da \u00faltima vez que a vira no p\u00eder com Marguerite. Ela n\u00e3o pensava especificamente em Aurelien. Ela pensava no prazer que o cigarro lhe daria antes daquela reuni\u00e3o. Mas ela estava completamente pronta, n\u00e3o podia se dar ao desluxo de chegar cheirando \u00e0 cigarro na frente de Karl. Ele fumava. Era uma chamin\u00e9. Mas ele podia. Ela n\u00e3o.<br>\u2003\u2003Rapidamente ela voltou com o ma\u00e7o na gaveta, escondido de tudo e todos, e o mais importante, escondido dela. Todas as vezes que vira o ma\u00e7o, a imagem de Aurelien aparecia em sua cabe\u00e7a. Apenas aquele dia em especial, ele foi usado por outra raz\u00e3o. E por mais que o ma\u00e7o estivesse intacto, %Beatrice% n\u00e3o conseguia pegar um cigarro e acend\u00ea-lo por puro luxo, como estava acostumada a fazer. Sentia como se ao pegar um, estaria considerando a proposta de Aurelien em retornar para Paris com ele.<br>\u2003\u2003Ela n\u00e3o podia se enganar. Ela queria. Queria com todas as suas for\u00e7as. Queria Aurelien de volta, queria morar com ele, ser possu\u00edda por ele, ser amada por ele, ou ao menos se sentir amada. Por outro lado, ela gostava de Santa M\u00f4nica. Gostava de ser cuidada por %Zachary%. Mesmo com todas as amea\u00e7as, %Lieberman% a respeitava muito mais do que Blanc. Isso era incompar\u00e1vel. Ouve o barulho da porta se abrir e olha para um %Zachary% bem vestido em um terno Versace e um sorriso no rosto ao v\u00ea-la muito bem vestida.<br>\u2003\u2003- Incr\u00edvel n\u00e3o te ver usando Chanel. &#8211; ele desliza a m\u00e3o pelas curvas da garota e aproxima o nariz de seu pesco\u00e7o. &#8211; E nem usando o perfume dela.<br>\u2003\u2003- Eu n\u00e3o estou desesperada. &#8211; ela diz friamente devido ao nervosismo. Ele sabia muito bem disso. <br>\u2003\u2003- \u00c9 o que garotas normais fariam.<br>\u2003\u2003- \u00c9 por isso que elas continuam sendo normais. &#8211; %Beatrice% se levanta e foge dos dedos de %Zachary%, saindo do quarto e indo at\u00e9 o primeiro andar da mans\u00e3o para ir at\u00e9 o carro que esperavam os dois.<br>\u2003\u2003- Se voc\u00ea tiver esse humor com Karl, ele com certeza te contrataria.<br>\u2003\u2003- Eu n\u00e3o quero trabalhar para ele. &#8211; ela diz enquanto alisava seu vestido; olhou para o lado ao n\u00e3o ouvir uma resposta imediata e se deparou com %Zack% a encarando s\u00e9rio.<br>\u2003\u2003- Como? \u2013 ela balan\u00e7ou a cabe\u00e7a, n\u00e3o entendo a d\u00favida estampada em seu rosto. &#8211; Voc\u00ea n\u00e3o quer trabalhar na Chanel? <br>\u2003\u2003- Quando voc\u00ea concluiu que eu gostaria?<br>\u2003\u2003- Quando conversamos sobre isso. \u2013 virou seu corpo em sua dire\u00e7\u00e3o. &#8211; Quando eu falei sobre o assunto e voc\u00ea me falou sobre ele com os olhos brilhando. Quando vi suas coisas e s\u00f3 havia coisas de Chanel.<br>\u2003\u2003Ela o encarou por um tempo, pensando em como responder \u00e0 sua falta de sensibilidade com percep\u00e7\u00f5es e se viu obrigada a responder; assim, disse:<br>\u2003\u2003- Eu gosto de <b>Chanel<\/b>. Coco. N\u00e3o Karl. Se Gabrielle estivesse viva at\u00e9 hoje, eu com certeza gostaria de trabalhar para ela. Mas ela n\u00e3o est\u00e1. E ela \u00e9 apenas um \u00f3timo modelo de inspira\u00e7\u00e3o a seguir. Quero ter a mesma influ\u00eancia que ela no mundo, mas n\u00e3o quero <em>ser ela<\/em>. Isso \u00e9 idiota, querer ser outra pessoa.<br>\u2003\u2003- Voc\u00ea sabe que Karl a v\u00ea como uma pessoa para trabalhar para ele, n\u00e3o \u00e9? <br>\u2003\u2003- Sei.<br>\u2003\u2003- E mesmo assim voc\u00ea quer encontr\u00e1-lo? \u2013 %Zachary% estava descrente. Mais uma vez, %Beatrice% conseguiu surpreend\u00ea-lo. N\u00e3o deveria ter ficado tranquilo em imaginar que seria somente um encontro casual. Ela n\u00e3o era t\u00e3o simples a ponto de planejar algo t\u00e3o f\u00e1cil de ser imaginado.<br>\u2003\u2003- Se ele foi escolhido para ser o sucessor de Chanel, ele n\u00e3o \u00e9 pouca coisa, %Lieberman%.<br>\u2003\u2003 %Zachary% abriu um pequeno sorriso. Ela era uma mulher que valia a pena. Foi ent\u00e3o que percebeu que todas as suas d\u00favidas e inseguran\u00e7as anteriores foram tolices de seu temperamento. Ele era %Zachary% %Lieberman%, n\u00e3o precisava da aprova\u00e7\u00e3o de %Beatrice% para decidir que ela era dele. N\u00e3o precisava que ela sentisse algo por ele para que ele controlasse seu mundo. Decidiu que mesmo nunca tendo uma prova concreta de que ela seria sua para sempre, o simples fato de <strong>ele<\/strong> querer que ela seja dele para o resto de sua vida \u00e9 o suficiente para a decis\u00e3o ser tomada. Obviamente, todo pol\u00edtico tinha suas segundas, terceiras e quartas op\u00e7\u00f5es. Mas %Beatrice%&#8230; Ela ser\u00e1 sempre a primeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[1138],"class_list":["post-2796","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-chanel"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/2796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=2796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}