{"id":2199,"date":"2020-06-12T19:28:00","date_gmt":"2020-06-12T22:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2025-09-16T20:17:33","modified_gmt":"2025-09-16T23:17:33","slug":"capitulo-1","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/a-garota-das-borboletas\/capitulo-1\/","title":{"rendered":"1"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"capitular1\">K<\/span>amui Murakami tinha apenas seis anos quando sua m\u00e3e adoeceu e n\u00e3o p\u00f4de mais ir trabalhar para conseguir o sustento dos dois. O pai do menino havia falecido alguns anos antes de alguma doen\u00e7a que nenhum m\u00e9dico da pequena vila aos p\u00e9s da grande montanha sabia curar; desde ent\u00e3o, a m\u00e3e de Kamui, Makoto, vinha trabalhando nas planta\u00e7\u00f5es de arroz ali perto, mas agora que estava doente, o menino precisava arrumar um jeito de conseguir comida para ambos.<br>\u2003\u2003Ele sa\u00eda de casa cedo para pedir que algu\u00e9m o empregasse, mas todos os fins de tarde chegavam com o mesmo resultado: ningu\u00e9m queria dar um emprego para um menininho que n\u00e3o sabia de nada.<br>\u2003\u2003Mesmo assim, Kamui n\u00e3o desistia, as provid\u00eancias que sua m\u00e3e havia juntado estavam acabando e ele precisava arrumar comida para que ela conseguisse se recuperar da doen\u00e7a.<br>\u2003\u2003Como sempre, logo de manh\u00e3zinha, o menino saiu de casa depois de deixar ao lado do leito da m\u00e3e um p\u00e3o e um copo de leite que ele havia conseguido com muito esfor\u00e7o de um senhor que vinha de vez em quando vender suas iguarias na vila.<br>\u2003\u2003Era cerca de meio-dia e ele ainda n\u00e3o tinha conseguido arrumar ningu\u00e9m que o quisesse contratar, diziam que ele era pequeno e mirrado demais, n\u00e3o poderia servir para muita coisa nos trabalhos pesados dos quais a vila vivia. Ele encarava cada trabalhador que aparecia para almo\u00e7ar naquele momento tentando avaliar se ao menos teria chances de pedir por um trabalho. Seu est\u00f4mago roncava por n\u00e3o ter comido nada al\u00e9m de uma pequena fatia de p\u00e3o antes de sair de casa. Mas ningu\u00e9m ligava.<br>\u2003\u2003Kamui estava tentando se esconder um pouco do sol escaldante quando viu uma borboleta lil\u00e1s parada no tronco de uma \u00e1rvore pr\u00f3xima. Ele seguiu at\u00e9 ela e a observou admirado. Era uma borboleta t\u00e3o bonita\u2026 O menino fez men\u00e7\u00e3o de toc\u00e1-la, mas o inseto bateu as asas com leveza e saiu voando para uma \u00e1rvore mais al\u00e9m. O garotinho, ainda encantado, continuou a seguir a borboleta todas as vezes em que ela voava para mais longe, foi ent\u00e3o que percebeu o quanto havia adentrado a floresta ao p\u00e9 da montanha. E que o lugar era denso. E que ele estava perdido.<br>\u2003\u2003Kamui olhou para todos os lados tentando se lembrar de onde tinha vindo, mas aquelas \u00e1rvores eram todas iguais para ele\u2026 Ent\u00e3o, subitamente as l\u00e1grimas vieram. Ele estava desesperado. E se n\u00e3o conseguisse mais voltar para a vila? O que seria de sua m\u00e3e se ele n\u00e3o voltasse? Algum alde\u00e3o se lembraria da exist\u00eancia de Makoto Murakami? A cada pensamento seu cora\u00e7\u00e3ozinho se apertava mais de pura ang\u00fastia, at\u00e9 que ele sentiu alguma coisa tocar de leve seu dedo.<br>\u2003\u2003Kamui ergueu a cabe\u00e7a, que antes estava encostada aos joelhos enquanto chorava, e percebeu que a borboleta que o fizera se perder havia pousado em seu dedo.<br>\u2003\u2003Ele a observou enquanto fungava e ergueu a m\u00e3o lentamente para ver a borboleta mais de perto. Foi quando ela al\u00e7ou v\u00f4o novamente, voou alguns metros e ent\u00e3o parou no ar. Kamui sentiu como se aquele pequeno inseto colorido e elegante o estivesse chamando e o esperando para que o seguisse. E foi o que ele fez, seguiu a borboleta sem olhar para mais nada, sem pensar. E a borboleta o levou at\u00e9 uma clareira. Uma clareira com um pequeno chal\u00e9. Uma clareira com um pequeno chal\u00e9 e uma garota agachada que cuidava de um jardim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[935],"class_list":["post-2199","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-a-garota-das-borboletas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/2199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=2199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}