{"id":10852,"date":"2026-09-08T10:33:58","date_gmt":"2026-09-08T13:33:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2026-09-08T10:35:14","modified_gmt":"2026-09-08T13:35:14","slug":"capitulo-10","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/setearcosemumojogo\/capitulo-10\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 10"},"content":{"rendered":"\r\n<p>\u2003\u2003<em>\u201cO s\u00e1bio ouvir\u00e1 e crescer\u00e1 em conhecimento, e o entendido adquirir\u00e1 s\u00e1bios conselhos;\u201d<\/em><br>\u2003\u2003Prov\u00e9rbios 1:5 | ACF<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003<span class=\"versalete\">Era s\u00f3 uma festa.<\/span> Era isso que era para ser. A Festa do Dia da Comunh\u00e3o. Festas aqui em Sodoma sempre s\u00e3o fascinantes. Mas n\u00e3o era em Sodoma, n\u00e3o \u00e9 Ayla. Era em Ur dos Caldeus. Uma cidade que tamb\u00e9m tem seus deuses como em Sodoma, mas duplamente pior. Uma festa era apenas o come\u00e7o. Mas este come\u00e7o era maior. Enquanto as lamparinas se apagavam, as pessoas ainda se recuperaram da festa. Alguns tomando seus vinhos e suas oferendas a seus deuses.<br>\u2003\u2003\u2014 Festa boa, n\u00e3o \u00e9? \u2014 perguntou L\u00f3 a Ayla que assentiu. \u2014 Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 de falar muito.<br>\u2003\u2003\u2014 Falar, n\u00e3o falar. Todos sempre falam e as vezes o que sai de nossa boca \u00e9 errado \u2014 argumenta Ayla em tom baixo, s\u00f3 para ela, mas que L\u00f3 surpreendentemente ouvira.<br>\u2003\u2003\u2014 Nem tudo \u00e9 errado. Ayla n\u00e3o \u00e9? \u00c9 esse seu nome?<br>\u2003\u2003\u2014 Sim, L\u00f3 \u2014 responde ela de volta.<\/p>\r\n<p align=\"center\">**********<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003As conversas n\u00e3o duraram muito. A conversa era simples, L\u00f3 falou, Ayla escutou. Por algum motivo, os dois jovens tanto Ayla quanto L\u00f3 viram um no outro extens\u00f5es de si mesmos. L\u00f3 tinha um pai que estava doente e n\u00e3o costumava se destacar nas festas. Essa era a d\u00e1diva de seus tios Sara e Abra\u00e3o e n\u00e3o a dele. J\u00e1 Ayla via em L\u00f3 o mesmo esp\u00edrito inquietante que ela tinha. Como se lhe faltasse algo. Os dois se completavam, mas ainda n\u00e3o sabiam disso&#8230;<br>\u2003\u2003\u2014 Chegou tarde Ayla \u2014 disse Lahij a filha. \u2014 Sua m\u00e3e Gabi j\u00e1 estava indo dormir.<br>\u2003\u2003\u2014 Estava na festa meu pai. Foi uma&#8230;<br>\u2003\u2003\u2014 Novamente na festa em Sodoma?<br>\u2003\u2003\u2014 Essa n\u00e3o era em Sodoma pai. Ficava perto de Ur.<br>\u2003\u2003\u2014 Menos mal. \u2014 O velho assentiu. \u2014 Se divertiu?<br>\u2003\u2003\u2014 Sim \u2014 mentiu Ayla.<br>\u2003\u2003Como dizer a verdade? Que se divertiu, mas ao mesmo tempo n\u00e3o se divertiu? Que teve momentos onde se sentiu bem e n\u00e3o. Como o momento em que foram chamada de fraca por uma de suas amigas. Ou esquisita por outro. Ela queria ser vista, mas quem a viu foi L\u00f3 um descendente de um hebreu. Algo em L\u00f3 a fascinava, mas tamb\u00e9m lhe dava medo.<br>\u2003\u2003A cidade de Sodoma continuava a se erguer majestosa. A cidade continuava comemorando. Cheiros de incenso, suor humano e cheiro de enxofre se faziam presente. Na manh\u00e3 que se iniciava, mercadores gritaram ofertas, prostitutas saiam das tavernas onde homens casados as tinha como suas amantes. As mesmas saiam com sorrisos maldosos. Os reis de Sodoma festejaram com mal\u00edcia e maldade e estrangeiros eram colocados em camas el\u00e1sticas para que ali morressem. A cidade de Sodoma continuava a se erguer, mas um pouco longe dali, vivia L\u00f3 e seus irm\u00e3os, Milcah e Iscah. L\u00f3 as vezes pensava em Ayla, mas n\u00e3o podia se atrever a ir at\u00e9 Sodoma, at\u00e9 porque seu tio Abra\u00e3o n\u00e3o aprovava o estilo de vida de sodomitas. O que ningu\u00e9m sabia era que destinos estavam come\u00e7ando a ser escritos&#8230;<\/p>\r\n<p align=\"center\">***********<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003Ayla estava dentro de casa. Ouvia certos barulhos agora com seus 16 anos. A cidade de Sodoma continuava seu legado. As ruas de brilho vermelho e azul, se estendia de forma catastr\u00f3fica. Os habitantes de Sodoma se davam a festas e orgias, muitos homens de pegando e dando suas pr\u00f3prias filhas em intimidade a outros homens. At\u00e9 mesmo suas mulheres eram divididas entre si. Eles bebiam, festejaram, n\u00e3o tinham pudor, nem respeito. Sob olhares precat\u00f3rios eles se divertiam. A chuva era ouvida, mas ningu\u00e9m se importava.<br>\u2003\u2003\u2014 Vamos nos divertir \u2014 disse um deles.<br>\u2003\u2003Eles tomavam ervas como por exemplo a flor da alegria. A flor da alegria era uma erva que fazia as pessoas que a experimentavam deixar vir naturalmente seu ar mais selvagem. Ela fazia as pessoas que a bebiam se fortificar para realizar seus desejos mais ocultos. Os pecados de Sodoma pareciam clamar aos c\u00e9us, mas nenhum ser ouvia. Ayla que observava quieta, certo dia sentiu uma presen\u00e7a. Olhando da janela de sua casa, olhou para uma porta. A porta era azul. Estava aberta. E ent\u00e3o num passe de m\u00e1gica desapareceu. Era Deus. Constatou Ayla. Daquele dia em diante ela decidira que seguiria a Deus&#8230;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2003\u2003\u201cO s\u00e1bio ouvir\u00e1 e crescer\u00e1 em conhecimento, e o entendido adquirir\u00e1 s\u00e1bios conselhos;\u201d\u2003\u2003Prov\u00e9rbios 1:5 | ACF ********** ***********<\/p>\n","protected":false},"author":80,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"historias":[2695],"class_list":["post-10852","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-setearcosemumojogo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/10852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/80"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=10852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}