{"id":10424,"date":"2026-06-13T17:00:00","date_gmt":"2026-06-13T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2026-06-12T12:19:25","modified_gmt":"2026-06-12T15:19:25","slug":"capitulo-2","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/emtodasasmares\/capitulo-2\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 2"},"content":{"rendered":"\r\n<p>\u2003\u2003<span class=\"versalete\">Clara voltou para casa<\/span> com o cheiro do mar preso no casaco e o pouco \u2014 e familiar \u2014 di\u00e1logo com Daniel, impregnado em sua mente. Tentou agir normalmente: deixou os t\u00eanis perto da porta, respondeu \u00e0s perguntas autom\u00e1ticas da m\u00e3e com respostas tamb\u00e9m autom\u00e1ticas e fingiu assistir qualquer coisa na televis\u00e3o durante o jantar. Mas sua mente continuava naquela praia cinza, naquele vento frio e, principalmente, na maneira como Daniel a olhava como se lembrasse dela. Mesmo sem lembrar.<br>\u2003\u2003Naquela noite, demorou horas para dormir. Ficou deitada encarando o teto do quarto enquanto a chuva come\u00e7ava a bater devagar contra a janela. Pegou o celular v\u00e1rias vezes, sem saber exatamente o qu\u00ea procurava. Talvez distra\u00e7\u00e3o. Talvez sil\u00eancio. Talvez ele, mas nem sequer tinham trocado n\u00fameros. Aquilo deveria facilitar as coisas.<br>\u2003\u2003Deveria transformar Daniel apenas em um encontro estranho de praia, uma mem\u00f3ria bonita que desapareceria em alguns dias. Ent\u00e3o por que parecia exatamente o contr\u00e1rio? Clara virou o rosto para a c\u00e2mera anal\u00f3gica em cima da escrivaninha e levantou da cama, em seguida pegou o equipamento nas m\u00e3os e abriu a fotografia outra vez: Daniel caminhando perto do mar. A imagem tremida, os tons frios, a jaqueta escura balan\u00e7ando com o vento. Como ele p\u00f4de dizer que aquela foto havia \u201cvisto ele\u201d se havia ficado com a resolu\u00e7\u00e3o de centavos? Parecia menos uma foto e mais uma lembran\u00e7a antiga recuperada por acaso.<br>\u2003\u2003Clara aproximou o polegar do retrato, e sentiu um arrepio inexplic\u00e1vel, um sentimento apertado no peito, uma ang\u00fastia parecida com saudade. Mas, n\u00e3o exatamente saudade dele. Saudade de alguma coisa que existia quando estava perto dele.<br>\u2003\u2003Ela fechou os olhos por alguns segundos, e acabou dormindo assim, com a fotografia entre os dedos. E foi dessa forma que o sonho veio quase imediatamente:<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003<em>O mar estava escuro. N\u00e3o cinza como naquela manh\u00e3, escuro de verdade. O c\u00e9u parecia enorme acima dela, carregado de nuvens pesadas enquanto o vento agitava violentamente a \u00e1gua. Clara estava descal\u00e7a. Usava roupas antigas que nunca tinha visto antes, mas que, estranhamente, pareciam familiares em seu corpo. Ela procurava algu\u00e9m no sonho. Seu cora\u00e7\u00e3o sabia disso mesmo antes de sua mente entender, ent\u00e3o viu Daniel parado perto das ondas. Mais distante do que deveria. O vento fazia o casaco preto dele balan\u00e7ar enquanto observava o horizonte com uma express\u00e3o triste demais. Clara tentou correr at\u00e9 ele, mas a areia parecia prend\u00ea-la, cada passo ficava mais pesado. Mais lento. Como se o pr\u00f3prio sonho estivesse tentando impedi-la de alcan\u00e7\u00e1-lo.<\/em><br>\u2003\u2003<em>\u2014 Daniel! \u2014 ela gritou.<\/em><br>\u2003\u2003<em>Ele finalmente virou o rosto e sorriu. N\u00e3o um sorriso feliz, um sorriso de despedida. O mar avan\u00e7ou violentamente naquele instante, a \u00e1gua atingiu seus p\u00e9s, depois seus joelhos, depois sua cintura. Clara tentou continuar andando mesmo assim, afinal, precisava alcan\u00e7\u00e1-lo. Precisava!<\/em><br>\u2003\u2003<em>Quando finalmente conseguiu tocar sua m\u00e3o, Daniel segurou seu rosto delicadamente. Os dedos dele estavam gelados, os olhos fixos nela como se tentasse decorar cada detalhe. Ent\u00e3o ele disse alguma coisa, mas o som do mar engoliu suas palavras.<\/em><\/p>\r\n<p>\u2003\u2003E a\u00ed, Clara acordou assustada. O peito disparado, a respira\u00e7\u00e3o curta, os dedos apertando o len\u00e7ol. Ainda estava escuro no quarto, por alguns segundos, Clara ficou parada tentando distinguir o que era sonho, do que era mem\u00f3ria. Porque aquilo tudo parecia mem\u00f3ria. Isso era o pior.<br>\u2003\u2003Clara passou a m\u00e3o pelo rosto devagar, e percebeu uma coisa absurda: sentia falta dele. Mesmo tendo conhecido Daniel h\u00e1 menos de um dia.<br>\u2003\u2003Naquela manh\u00e3 p\u00f3s-sonho, ela voltou para a praia e tentou inventar desculpas para si mesma durante todo o caminho.<em> \u201cEu s\u00f3 quero fotografar um pouco mais\u201d, \u201cna verdade, s\u00f3 estou indo espairecer\u201d, \u201cn\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 isso, s\u00f3 estou entediada!\u201d, <\/em>eram os seus pensamentos intrusivos. Tudo, na verdade, mentira. O que a Clara queria, era encontr\u00e1-lo de novo.<br>\u2003\u2003O c\u00e9u permanecia nublado quando chegou, Saquarema n\u00e3o veria o clima veronil t\u00e3o cedo, e se tratando de inverno, Clara n\u00e3o esperava um cen\u00e1rio diferente. Contudo, o vento estava menos agressivo naquela manh\u00e3, embora ainda fizesse o mar parecer inquieto.<br>\u2003\u2003Ela caminhou devagar pela areia, o cora\u00e7\u00e3o acelerando discretamente a cada passo. E ent\u00e3o o viu. Quase p\u00f4de sentir o sobressalto do seu ventr\u00edculo esquerdo com o espanto de encontrar Daniel parado como um d\u00e9j\u00e0-vu ali. Ele estava sentado perto das pedras outra vez, o velho radinho ao lado dele. Os bra\u00e7os apoiados nos joelhos, os olhos perdidos no horizonte, como se nunca tivesse sa\u00eddo dali e fizesse parte da paisagem. E, por algum motivo estranho, Clara sentiu al\u00edvio.<br>\u2003\u2003Daniel virou o rosto antes mesmo que ela se aproximasse completamente.<br>\u2003\u2003\u2014 Eu sabia que voc\u00ea voltaria.<br>\u2003\u2003Ela parou perto dele.<br>\u2003\u2003\u2014 Isso foi uma cantada?<br>\u2003\u2003Ele sorriu de lado.<br>\u2003\u2003\u2014 N\u00e3o. Foi s\u00f3 uma observa\u00e7\u00e3o.<br>\u2003\u2003Clara tentou esconder o sorriso autom\u00e1tico que surgiu em resposta.<br>\u2003\u2003\u2014 Convencido. Voc\u00ea voltou tamb\u00e9m.<br>\u2003\u2003Ela sentou-se ao lado dele nas pedras frias. Perto demais, natural demais at\u00e9 mesmo para algu\u00e9m que havia relatado a ele um dia antes que \u201csentar perto de algu\u00e9m do nada era invasivo e inc\u00f4modo\u201d.<br>\u2003\u2003\u2014 Talvez eu goste da praia \u2014 respondeu.<br>\u2003\u2003Daniel observou seu rosto por alguns segundos longos.<br>\u2003\u2003\u2014 Talvez eu tamb\u00e9m.<br>\u2003\u2003O sil\u00eancio caiu entre eles outra vez, mas havia alguma coisa perigosa naquele sil\u00eancio agora. Ainda n\u00e3o era desconforto, era ainda mais intimidade e reconhecimento. Como se os dois estivessem lentamente reaprendendo a presen\u00e7a um do outro.<br>\u2003\u2003A m\u00fasica baixa sa\u00eda da caixinha antiga dele enquanto o vento espalhava o cheiro de maresia ao redor. Clara percebeu olheiras discretas abaixo dos olhos de Daniel e tamb\u00e9m percebeu que ele parecia cansado. N\u00e3o fisicamente apenas. Era um cansa\u00e7o mais profundo de algu\u00e9m carregando tempo demais dentro do peito.<br>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea dorme pouco? \u2014 Clara perguntou sem cerim\u00f4nia.<br>\u2003\u2003Daniel soltou uma risada baixa.<br>\u2003\u2003\u2014 D\u00e1 pra perceber?<br>\u2003\u2003\u2014 Seus olhos entregam.<br>\u2003\u2003Ele ficou em sil\u00eancio por alguns segundos e depois respondeu:<br>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 que \u00e0s vezes eu sonho demais.<br>\u2003\u2003Clara sentiu o corpo arrepiar imediatamente.<br>\u2003\u2003\u2014 Sonhos ruins?<br>\u2003\u2003Daniel demorou um pouco antes de responder. Os olhos dele continuavam presos no mar.<br>\u2003\u2003\u2014 N\u00e3o ruins\u2026 s\u00f3 tristes.<br>\u2003\u2003Ela engoliu seco.<br>\u2003\u2003\u2014 Com o qu\u00ea voc\u00ea sonha?<br>\u2003\u2003Daniel virou o rosto lentamente na dire\u00e7\u00e3o dela. E aquela sensa\u00e7\u00e3o voltou outra vez. A estranha impress\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o, do j\u00e1 famigerado reconhecimento, de alguma coisa atravessando vidas.<br>\u2003\u2003\u2014 Com voc\u00ea.<br>\u2003\u2003O cora\u00e7\u00e3o de Clara falhou uma batida. Daniel pareceu perceber o impacto da pr\u00f3pria resposta, mas n\u00e3o desviou o olhar.<br>\u2003\u2003\u2014 Isso vai soar estranho \u2014 ele continuou \u2014, mas antes de ontem eu nunca tinha visto voc\u00ea na vida. E mesmo assim\u2026 eu sonhava com voc\u00ea. Por isso, quando te vi na praia, eu me lembrei exatamente que j\u00e1 te conhecia nos meus sonhos e\u2026 Isso n\u00e3o \u00e9 uma cantada ruim. \u00c9 s\u00f3 que, eu segui minha intui\u00e7\u00e3o e venho nessa praia h\u00e1 anos, desde que comecei a sonhar contigo e de repente\u2026 \u00c9 voc\u00ea na minha frente de verdade!<br>\u2003\u2003O vento soprou mais forte naquele instante, e outra giavota \u2014 ou talvez a mesma do outro dia que parecia ser s\u00edmbolo de press\u00e1gios \u2014 silvou rompendo o sil\u00eancio do vento e dando de novo, confirma\u00e7\u00e3o para o que Daniel dizia. Clara sentiu os dedos gelarem.<br>\u2003\u2003\u2014 Como assim?<br>\u2003\u2003Daniel apoiou os bra\u00e7os nos joelhos novamente, pensativo, e de certo modo receoso de assust\u00e1-la e faz\u00ea-la sumir.<br>\u2003\u2003\u2014 Sempre o mesmo lugar. Sempre o mar. \u00c0s vezes voc\u00ea tava caminhando perto da \u00e1gua\u2026 \u00e0s vezes s\u00f3 olhando pra mim sem dizer nada.<br>\u2003\u2003Clara tentou rir nervosamente.<br>\u2003\u2003\u2014 Isso \u00e9 meio assustador.<br>\u2003\u2003\u2014 Eu sei.<br>\u2003\u2003\u2014 E mesmo assim voc\u00ea t\u00e1 falando disso com muita calma.<br>\u2003\u2003Daniel sorriu sem humor.<br>\u2003\u2003\u2014 Porque quando eu vi voc\u00ea ontem\u2026 pareceu que finalmente alguma coisa fazia sentido.<br>\u2003\u2003Aquilo atingiu Clara de um jeito perigoso. Fundo demais. Ela desviou o olhar para o mar tentando recuperar o ar.<br>\u2003\u2003\u2014 Eu tamb\u00e9m sonhei com voc\u00ea.<br>\u2003\u2003Daniel ficou im\u00f3vel.<br>\u2003\u2003\u2014 Essa noite?<br>\u2003\u2003Ela assentiu lentamente. O rosto dele perdeu um pouco da cor.<br>\u2003\u2003\u2014 O que aconteceu no sonho?<br>\u2003\u2003Clara hesitou. N\u00e3o sabia por que aquilo parecia t\u00e3o \u00edntimo, t\u00e3o importante.<br>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea tava longe de mim \u2014 respondeu baixinho. \u2014 E eu tentava te alcan\u00e7ar.<br>\u2003\u2003Daniel abaixou os olhos imediatamente, sentia como se aquilo doesse muito. O sil\u00eancio voltou, mas dessa vez estava carregado de alguma coisa maior que os dois. A m\u00fasica continuava baixa ao lado deles, chiada, antiga, melanc\u00f3lica. Daniel pegou a caixinha de som e bateu levemente nela quando o \u00e1udio falhou. Clara observou o aparelho mais de perto, era antigo de verdade, e n\u00e3o retr\u00f4. N\u00e3o moderno imitando <em>vintage<\/em>, como j\u00e1 haviam conversado no outro dia. Era aut\u00eantico.<br>\u2003\u2003\u2014 Isso era do meu pai \u2014 Daniel comentou de repente.<br>\u2003\u2003Ela levantou os olhos para ele.<br>\u2003\u2003\u2014 S\u00e9rio?<br>\u2003\u2003Ele assentiu.<br>\u2003\u2003\u2014 Ele costumava trazer isso pra praia quando eu era crian\u00e7a.<br>\u2003\u2003\u2014 E agora voc\u00ea traz sozinho?<br>\u2003\u2003Daniel sorriu de leve, tristonho.<br>\u2003\u2003\u2014 Agora eu trago porque algumas coisas fazem a gente se sentir menos perdido.<br>\u2003\u2003Clara sentiu vontade de perguntar sobre o pai dele, mas alguma coisa dizia para n\u00e3o fazer isso ainda. Em vez disso, levantou a c\u00e2mera lentamente. Daniel percebeu.<br>\u2003\u2003\u2014 Outra foto?<br>\u2003\u2003\u2014 Talvez.<br>\u2003\u2003\u2014 Voc\u00ea sempre fotografa as mesmas coisas?<br>\u2003\u2003Clara aproximou a lente do rosto dele.<br>\u2003\u2003\u2014 S\u00f3 as que eu tenho medo de esquecer.<br>\u2003\u2003Os olhos dos dois se encontraram mais uma vez, e alguma coisa mudou.<br>\u2003\u2003\u2014 Meu pai morreu h\u00e1 cinco anos e ainda d\u00f3i muito. Quase tanto quanto d\u00f3i pensar que eu vou sonhar com voc\u00ea, mas n\u00e3o sei se vou te ver\u2026 Depois que voc\u00ea se tornou real, isso d\u00f3i ainda mais.<br>\u2003\u2003O vento estava calmo e o som das ondas distante, n\u00e3o realmente, mas porque a voz de Daniel ecoava mais alto nos ouvidos de Clara. Tudo ficou pequeno perto da maneira como Daniel olhava para ela de um jeito que parecia que ele estivesse apaixonado por alguma mem\u00f3ria invis\u00edvel.<br>\u2003\u2003\u2014 Daniel\u2026<br>\u2003\u2003Ele se inclinou levemente na dire\u00e7\u00e3o dela instintivamente. Sem perceber. Clara quase prendeu a respira\u00e7\u00e3o, os rostos estavam pr\u00f3ximos demais agora e ela conseguia sentir o cheiro de chuva na roupa dele outra vez. O cora\u00e7\u00e3o acelerou violentamente dentro do peito, Daniel baixou os olhos para sua boca por um segundo. S\u00f3 um. Mas Clara percebeu e ele percebeu que ela percebeu. Ent\u00e3o, como se tivesse medo do que aquilo significava, Daniel se afastou devagar. Passou a m\u00e3o no cabelo bagun\u00e7ado pelo vento e soltou uma risada baixa, nervosa.<br>\u2003\u2003\u2014 Isso vai parecer loucura\u2026<br>\u2003\u2003\u2014 O qu\u00ea?<br>\u2003\u2003Ele encarou o mar novamente antes de responder.<br>\u2003\u2003\u2014 Mas \u00e0s vezes eu acho que j\u00e1 amei voc\u00ea antes.<br>\u2003\u2003\u2014 Daniel, voc\u00ea acredita nessa coisa de outras vidas?<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[2699],"class_list":["post-10424","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-emtodasasmares"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/10424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=10424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}