{"id":10296,"date":"2026-05-08T11:52:29","date_gmt":"2026-05-08T14:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/historia-sem-nome\/rascunho-automatico\/"},"modified":"2026-05-08T11:53:56","modified_gmt":"2026-05-08T14:53:56","slug":"capitulo-3","status":"publish","type":"capitular","link":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/historia\/tilatie\/capitulo-3\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo 3"},"content":{"rendered":"\r\n<p>\u2003\u2003<em>ANOS DEPOIS&#8230;<\/em><br>\u2003\u2003<em>1992<\/em> <br>\u2003\u2003<span class=\"versalete\">\u2014 E n\u00e3o esque\u00e7a Cassio<\/span> de trazer sua irm\u00e3, Chel de volta para casa \u2014 disse uma mulher morena e baixa, mas com um sorriso acolhedor. A casa em que moravam era bonita e unida, mas era um grande casar\u00e3o.<br>\u2003\u2003Cassio sorriu para a m\u00e3e, assentindo. Chel era irm\u00e3 mais nova de Cassio. A menina era morena e estava sempre acompanhada de um la\u00e7o rosa na orelha. O outro irm\u00e3o tinha sa\u00eddo para namorar com uma jovem chamada Bibi. O pai de Cassio estava jogando bocha com alguns amigos da cidade. A cidade de Americana resplandecia no interior de SP. Pequenas quadras ladeavam o local. Cassio com seus 26 anos, era alto e moreno. Sua beleza era inigual\u00e1vel. Come\u00e7ou a dirigir seu fusca novo e passava pelas ruas da cidade. Logo, achou um lugar parado, antes de ir para a firma. A firma era um lugar rustico, mas bonito. Estacionou seu carro e come\u00e7ou a andar devagar rumo a empresa.<br>\u2003\u2003\u2014 Bom dia, Isabela! \u2014 ele desejou a uma mulher de cabelos negros, que estava trabalhando em um dos locais da firma. Sim, a mesma Isabela que tivera seu vestido rasgado e agora estava diferente. Ela estava bonita. \u2014 Como est\u00e1? \u2014 perguntou.<br>\u2003\u2003\u2014 Muito bem, Cassio. \u2014 Ela sorriu.<br>\u2003\u2003Cassio se permitiu sorrir de volta. O sol da bela manh\u00e3 come\u00e7ava e com ele o primeiro raiar de um iluminado dia. O dia continuava a se mostrar. Cassio foi para a sala de maquinas, come\u00e7ando seu trabalho. Durante o dia, Cassio come\u00e7ou a fazer seu trabalho como todo mec\u00e2nico. Viu as rodas e consertou algumas sujeiras dos carros. Seus colegas de trabalho o ajudavam. Cassio viu que entardeceu e eles pararam um pouco para o almo\u00e7o. Parada r\u00e1pida, pois naqueles dias, as pessoas trabalhavam muito.<br>\u2003\u2003\u2014 Quer tomar uma mais tarde? \u2014 perguntou um dos amigos de Cassio a ele. \u2014 Aposto que tem mais uma bebida no baile para a gente.<br>\u2003\u2003\u2014 \u00c9 uma boa ideia, mas combinei de buscar a Chel depois do trabalho \u2014 disse Cassio.<br>\u2003\u2003\u2014 Sua irm\u00e3 freira? \u2014 perguntou um dos caras com um sorriso malicioso nos l\u00e1bios.<br>\u2003\u2003\u2014 Ela mesma. \u2014 Cassio sorriu calmo.<br>\u2003\u2003Eles voltaram a trabalhar.<br>\u2003\u2003O trabalho continuou calmo. Cassio continuou inspecionando as m\u00e1quinas uma a uma. Enquanto isso, Isabela continuava seu trabalho. A tarde vinha e com ela tamb\u00e9m vinha o entardecer. Era quase noite, quando Cassio finalmente conseguiu sair do trabalho. Achou o carro que estava estacionado a frente, ap\u00f3s se despedir de Isabela e os demais colegas de trabalho. Assim que achou o carro, come\u00e7ou a dar r\u00e9. P\u00f4s sua m\u00e3o no volante come\u00e7ando a dirigir para casa. No caminho encontrou Chel, que trazia consigo um livrinho de uma freira antiga chamada Elizabeth Bruyere. A freira a esta altura j\u00e1 estava morta, mas o livro permanecia. A irm\u00e3 entrou no carro, come\u00e7ando a falar animadamente sobre como foi seu dia. Falou acerca do retiro que as irm\u00e3s da caridade estavam preparando. Sua empolga\u00e7\u00e3o era latente. Seu irm\u00e3o sorriu ao ver a irm\u00e3 t\u00e3o animada. Passavam por ruas coloridas at\u00e9 chegar em casa, onde a m\u00e3e j\u00e1 esperava com um p\u00e3o e queijo mineiro quente. E uma x\u00edcara de caf\u00e9 preparada especialmente para os dois.<br>\u2003\u2003\u2014 Parece \u00f3tima, m\u00e3e \u2014 diz Chel indo se servir.<br>\u2003\u2003Ambos os irm\u00e3os sentiam-se livres em casa.<br>\u2003\u2003\u2014 Como foi o trabalho? \u2014 perguntou a m\u00e3e.<\/p>\r\n<p align=\"center\">***<\/p>\r\n<p>\u2003\u2003\u2014 Foi bom \u2014 respondeu Isabella \u00e0 irm\u00e3, Malassa que j\u00e1 punha o caf\u00e9 da tarde. \u2014 O C\u00e1ssio estava como sempre, bonito. Tamb\u00e9m estava focado no trabalho. As meninas tamb\u00e9m est\u00e3o bem.<br>\u2003\u2003\u2014 Vai no baile amanh\u00e3 \u00e0 noite? \u2014 perguntou Malassa a irm\u00e3.<br>\u2003\u2003\u2014 Ainda n\u00e3o sei, tenho trabalho amanh\u00e3 \u2014 disse Isabela.<br>\u2003\u2003\u2014 Tem de se divertir mais minha irm\u00e3 \u2014 disse Malassa a Isabela.<br>\u2003\u2003\u2014 Eu sei.<\/p>\r\n<p align=\"center\"><em>Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino<br>De longe eu avistava a figura de um menino<br>Que corria, abria a porteira, depois vinha me pedindo<br>Toque o berrante, seu mo\u00e7o, que \u00e9 pra eu ficar ouvindo<br>Quando a boiada passava e a poeira ia baixando<br>Eu jogava uma moeda, e ele sa\u00eda pulando<br>&#8220;Obrigado, boiadeiro, que Deus v\u00e1 lhe acompanhando&#8221;<br>Pra aquele sert\u00e3o afora, meu berrante ia tocando<br>No caminho desta vida, muito espinho eu encontrei<br>Mas nenhum calou mais fundo do que isto que eu passei<br>Na minha viagem de volta, qualquer coisa eu cismei<br>Vendo a porteira fechada, o menino n\u00e3o avistei<br>Apeei do meu cavalo num ranchinho beira-ch\u00e3o<br>Vi uma mulher chorando, quis saber qual a raz\u00e3o<br>&#8220;Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estrad\u00e3o<br>Quem matou o meu filhinho foi um boi sem cora\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em><\/p>\r\n\u2003\u2003Na tarde seguinte, um s\u00e1bado, C\u00e1ssio saiu de casa. Estava arrumado, com seu rosto moreno e sua roupa alinhada de baile. Sua roupa era bonita. Estava se preparando para o baile. Esperava ver Isabela l\u00e1.\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2003\u2003ANOS DEPOIS&#8230;\u2003\u20031992 *** Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro FinoDe longe eu avistava a figura de um meninoQue corria, abria a porteira, depois vinha me pedindoToque o berrante, seu mo\u00e7o, que \u00e9 pra eu ficar ouvindoQuando a boiada passava e a poeira ia baixandoEu jogava uma moeda, e ele sa\u00eda pulando&#8220;Obrigado, boiadeiro, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":80,"featured_media":0,"parent":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0},"historias":[2628],"class_list":["post-10296","capitular","type-capitular","status-publish","format-standard","hentry","historias-tilatie"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular\/10296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/capitular"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitular"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/80"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10296"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"historias","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacocriativo.net\/acervo\/wp-json\/wp\/v2\/historias?post=10296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}