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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

The Beast

Escrita porPams
Revisada por Maria Carolina

1 • Vislumbre

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  Se você pudesse ver o futuro, tomaria as mesmas decisões que pretende tomar no presente? %Alice% não imaginava que ao se colocar no lugar do pai para pagar uma dívida, ela também teria a oportunidade de viver um amor subjetivamente proibido.
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Alguns meses à frente…

  — Nunca desejei tanto uma mulher como a desejo agora — disse %Aaron% ao segurá-la pela mão, seu olhar transmitia sinceridade e transparência.
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  — Senhor Tenebrae — ela se manteve afastada dele, com o olhar temeroso. — Não podemos.
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  — Já lhe disse para não me chamar assim — ele se aproximou mais dela. — Apenas %Aaron% para você, e sei que também me quer como a quero.
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  — Senhor… %Aaron%… — Ela o olhou.
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  Aquele olhar ingênuo que tanto despertava curiosidade e atração.
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  — Eu sinto isso em você… Seus lábios me chamando, sua pele suplicando pelo meu toque, seu coração acelerado a cada vez que me aproximo — ele se inclinou mais para sussurrar em seu ouvido. — Até mesmo suas artérias estão em desespero por um beijo meu… E eu a desejo com a mesma intensidade.
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  — Eu não posso… — Sussurrou ela, em recusa por todas as coisas que já o presenciara fazer.
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  — Eu posso por nós dois — assegurou ele.
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  %Aaron%, ao tocar sua cintura, iniciou um beijo apaixonado e intenso, transmitindo todos os seus sentimentos mais profundos por %Alice%.
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Atualmente...

Outono de 2015
Berlim, Alemanha

  — Eu realmente lamento por isso, o considerava muito, senhor Ortiz — %Aaron% manteve o tom suave e, fechando o punho direito, socou a cara do homem. — Entretanto, não posso aceitar mais esta situação.
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  A cadeira em que este estava amarrado se desequilibrou, porém um funcionário de Tenebrae segurou, colocando-a de volta no lugar.
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  — Clemência, senhor Tenebrae — pediu o homem ao sentir o gosto de sangue em sua boca, que já escorria pela lateral. — Eu juro que não queria.
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  — Não queria me roubar? — Ele soltou uma gargalhada. — Como pode um homem não querer me roubar, e mesmo assim o fazer?
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  — Tive um grande motivo. Estava desesperado e já lhe devo muito para que me emprestasse mais dinheiro — explicou o homem em lágrimas.
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  Ortiz não estava preocupado com o que aconteceria com ele. Velho e cansado de sua vida miserável, a morte seria um favor mais do que certo. Mas seu medo estava em suas filhas, e no quanto seus atos desesperados poderiam afetá-las. Em sua única ação como um pai de verdade, o fez para salvar a vida de sua filha primogênita, que estava doente.
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  — Interessante. E qual o motivo forte que lhe fez ser tão ousado? — %Aaron% chegou mais perto, olhando para o rosto machucado do homem em plena serenidade.
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  — Pai! — Um grito preso soou da porta.
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  O olhar de %Aaron% seguiu na direção. Vendo uma jovem mulher se agarrando a uma criança, lhe tapando os olhos. O medo era nítido em seu olhar.
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  — Minha querida, saia daqui — sussurrou Ortiz, forçando a voz com o pouco de força que ainda restava.
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  Assim que a jovem deu um passo para trás, dois seguranças de %Aaron% apareceram atrás dela, segurando-a e sua irmã.
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  — Me solte, por favor — pediu a jovem.
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  — Curioso. Acho que agora estou entendendo — Tenebrae voltou o olhar para o homem.
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  — Senhor Tenebrae, deixe minhas filhas irem, eu suplico — pediu Ortiz, em lágrimas e agonia. — Faça o que quiser comigo, mas não toque nelas.
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  — Então… Eu as deixo ir, apenas se me disser para qual das duas roubou o dinheiro — disse %Aaron%, certo de suas desconfianças.
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  Ortiz permaneceu em silêncio. Tinha medo de que o castigo recaísse sobre suas filhas.
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  — Bem, não vai dizer… — Tenebrae socou novamente o homem, desta vez derrubando-o no chão.
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  — Pai — a filha mais velha se moveu no impulso da preocupação para acudir seu pai, se soltando do segurança que a prendia pelo pulso. — Por favor, senhor, não machuque mais meu pai.
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  O olhar dela se voltou para ele, deixando-o estático.
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  — Foi por minha causa — respondeu ela no lugar do pai, tomando a responsabilidade para si, a fim de proteger a irmã mais nova.
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  — %Alice%, minha filha, não diga nada — seu pai tossiu, virando o rosto para o chão, sentindo dores.
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  — Não o castigue mais, por favor — o olhar dela se encheu de lágrimas. — Ele só queria salvar a vida de uma filha doente, fez o que um pai desesperado faria em sua situação.
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  Sim. Há um ano, antes de Tenebrae finalmente descobrir quem o havia roubado. Ortiz se via em pleno desespero por sua filha mais velha estar doente. Ele não conseguia se imaginar sozinho, cuidando da pequena Margareth, e desejava que a filha tivesse uma saúde plena e longos anos para viver livremente.
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  — Se há alguém que o deve, sou eu — ela se levantou, mantendo o olhar firme no homem a sua frente.
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  — Curioso — disse %Aaron%, ao sentir certa inquietude pela coragem e ousadia da jovem. — E como pretende me pagar?
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  %Alice% voltou seu olhar para o chão, meio paralisada pela pergunta dele, sem resposta para lhe dar. Um sorriso nebuloso surgiu em sua face, o que criou mais medo ainda no pai da jovem.
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  — Senhor Tenebrae, por favor, deixe minhas filhas em paz. Sou eu quem o roubou, eu que mereço pagar — disse novamente Ortiz em tom de desespero.
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  O velho senhor temia pelo que o “dono” de Berlim pudesse fazer com sua filha mais velha. Ortiz já tinha ouvido falar sobre homens de máfia que exploravam mulheres e coisas piores. Seu coração sentiu-se apertado e completamente impotente naquela hora.
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  — Soltem o homem — ordenou Tenebrae, já convicto de sua decisão. — Ao amanhecer, meus homens virão te buscar.
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Ela está me deixando louco,
Por que o meu coração está acelerado?
Monster – EXO

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