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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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In the Quiet of Us

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

🛈

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

  — Quando foi que essa moça começou mesmo? — Jay analisou os papeis que %Yejin% lhe entregou.
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  %Yejin% suspirou baixinho. As mãos cruzadas perto do peito, enquanto via o chefe analisar os documentos de demissão da babá.
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  — Mês passado. Ela não ficou nem um mês completo conosco. Digo, na sua casa.
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  — E qual foi a desculpa dessa vez? — Jay ergueu os olhos para %Yejin%.
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  %Yejin% suspirou outra vez, dessa vez, um pouco mais alto.
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  — “Não tenho experiência com crianças em processo de luto.” — %Yejin% umedeceu os lábios vermelhos. — Ela disse que a Minsoo a chamou pelo nome da mãe e depois começou a chorar.
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  Jay fechou os olhos com força e travou o maxilar. Aquilo doeu nele como se fosse uma estaca sendo cravada em seu peito.
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  Ele e Minsoo estavam sofrendo muito com a perda de Ryuna, esposa de Jay e mãe de Minsoo. Havia apenas seis meses que ela havia falecido.
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  — O que eu vou fazer agora, %Yejin%? Preciso arrumar outra babá urgente, ficar trazendo a Minsoo para cá para ficar com você e com outros funcionários não é o ideal. Está longe de ser.
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  — Nós vamos arrumar senhor Park. Já estou com duas entrevistas agendadas para hoje.
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  Jay abriu os olhos e franziu o cenho. Mas não estava surpreso, ele sabia da competência de %Yejin%, por isso ela estava no cargo há tanto tempo.
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  Como assistente pessoal do senhor Park, %Yejin% mantinha a empresa funcionando — organizava reuniões, coordenava viagens, revisava contratos antes que ele assinasse.
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  E fora dali, mantinha a casa de pé. Pagava contas, administrava funcionários, marcava consultas de Minsoo e resolvia qualquer problema antes mesmo que ele soubesse que existia.
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  %Yejin% não gerenciava apenas a parte dos hotéis. Ela gerenciava a vida do homem que os comandava.
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  Já Park Jongseong era o típico CEO implacável. Banhado no trabalho, vivia pelo trabalho e pela família. Bom, ultimamente só pelo trabalho.
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  Não o entendam mal… ele amava a filha. Minsoo era literalmente tudo o que ele tinha agora.
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  Mas o luto… bom o luto o consumia dia e noite, então a forma que ele encontrou de tentar amenizar a dor e ocupar a cabeça, foi se afundando cada vez mais no trabalho. A morte de Ryuna estava sendo sua ruína, era como se parte dele tivesse morrido junto com ela.
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  Ele sabia dos comentários pelos corredores.
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  Sabia que os funcionários sentiam pena dele.
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  “Tão novo para passar por tudo isso!”
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  “Uma filha pequena para cuidar.”
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  “Ele se afunda no trabalho para não entrar em depressão, certeza.”
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  “Eles eram um casal tão bonito.”
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  E tudo isso triplicou a dor dentro dele. Os dias sem Ryuna eram vazios, a casa era grande demais sem ela. O lado direito da cama permanecia intocado, como se ela pudesse e fosse voltar a qualquer momento.
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  Os momentos com Minsoo também doíam fundo em seu peito. Ele não sabia trançar o cabelo de Minsoo como Ryuna fazia. Não sabia cantar a música certa antes de dormir. Não sabia como preencher um papel que jamais fora feito para ser ocupado sozinho.
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  De vez em quando ele falava sozinho, e depois se lembrava que ela não estava lá. Vira e mexe ele pegava o celular e abria a conversa dela para mandar algo banal, do dia a dia, como fazia sempre… Daí lembrava que não havia porque enviar.
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  Ele se sentia culpado por ainda estar vivo. Sentia que quem deveria ter morrido no acidente no lugar dela, era ele. Então a culpa se misturava ao luto, tornando tudo ainda mais difícil de encarar.
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  As coisas dela ainda estavam intactas mesmo após os seis meses. Jay não havia mexido em nada. O banheiro ainda tinha os cosméticos, a escova de dente e a escova de cabelos dela.
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  O guarda roupa ainda tinha todas as roupas e sapatos dela, e as fotos dos dois continuavam espalhadas pela casa.
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  Jay não conseguia se desfazer de nada de Ryuna, ele sentia que se o fizesse tornaria tudo ainda mais definitivo, e assim a dor seria ainda mais insuportável.
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  Às vezes ele abria o guarda-roupa apenas para sentir o perfume que ainda insistia em ficar nas roupas…
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  E era exatamente nesses momentos que se odiava por não estar fazendo algo mais útil — como resolver o caos que se tornara a rotina da filha.
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  Como se o universo decidisse lembrá-lo disso, %Yejin% pigarreou.
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  — Senhor Park — %Yejin% informou, objetiva — como a babá pediu demissão oficialmente ela não irá hoje. Eu posso buscar a Minsoo na escola.
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  — Claro. — Jay assentiu, voltando aos poucos para a realidade. — Claro, faça isso %Yejin%.
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🖤🖤🖤

  — Titia Jin! — Minsoo abriu os pequenos bracinhos e correu na direção de %Yejin%.
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  A mais velha prontamente abraçou a menina, erguendo-a do chão. Minsoo, como se fosse a coisa mais natural, passou as perninhas em volta da cintura da assistente do pai.
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  — Oi pequenina! Como foi a escola hoje? — %Yejin% olhou os pequenos olhinhos de Minsoo e sorriu para ela.
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  — Foi tudo bem titia. Cadê o papai? — Minsoo procurou pelo pai, olhando ao redor.
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  %Yejin% sentiu o coração quebrar um pouco por dentro.
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  — O seu papai tá lá na Haedam esperando por você! A gente vai para lá antes de ir para casa.
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  %Yejin% percebeu que os olhinhos da pequena se encheram d’água.
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  — Mas eu queria ir para casa. A empresa do papai é muito chata!
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  %Yejin% engoliu seco e apertou a menina em seus braços, de forma involuntária.
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  — Mas a gente vai rapidinho, eu prometo de dedinho. Depois a titia Jin te leva para casa.
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  Os olhinhos de Minsoo brilhavam em lágrimas prontas para cair.
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  — Mas eu queria que o papai me levasse para casa. — E aí ela fez um biquinho, enquanto mexia nos cabelos de %Yejin%.
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  O coração da mais velha terminou de se quebrar em mil e um pedaços.
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  — Eu vou pedir pro seu papai fazer o máximo de esforço para te levar para casa, pode ser? Agora vamos, antes que ele fique preocupado com a princesinha dele.
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  A pequena assentiu, ainda com os olhos marejados e %Yejin% caminhou com ela até o carro, onde o motorista da empresa as aguardava.
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  %Yejin% ajeitou Minsoo na cadeirinha, e depois se ajeitou no banco, colocando o cinto.
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  Minsoo começou a brincar com a bonequinha de pano que carregava sempre consigo e %Yejin% se pôs a observá-la.
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  Minsoo alisava o cabelo desgrenhado da bonequinha com o mesmo cuidado que Ryuna costumava ter com ela.
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  — Não chora, tá tudo bem — murmurou baixinho para o brinquedo.
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  %Yejin% sentiu o peito apertar.
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  Subiu os olhos para os cabelos de Minsoo que estavam um pouco desgrenhados, a franja mal cortada, um sinal claro de uma tentativa falha de Jay tentando arrumar a menina para a escola, como Ryuna fazia.
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  O cabelo estava preso de qualquer jeito, com um elástico frouxo que claramente não fora colocado por mãos experientes.
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  Jay fazia o que podia. Mas Ryuna sempre fizera melhor.
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  Enquanto o carro andava, Minsoo continuava abraçando a boneca com força, dando tapinhas em suas costas.
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  Quando o carro parou no sinaleiro, Minsoo olhou para %Yejin%.
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  — Será que no céu tem trânsito?
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  %Yejin% piscou os olhos. O ar sumiu de seus pulmões. %Yejin% observou o trânsito por alguns segundos, antes de voltar sua atenção para Minsoo.
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  — Acho que não, pequenina — respondeu com cuidado. — Lá deve ser tudo bem organizado.
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  Minsoo pareceu convencida e então voltou sua atenção para a boneca outra vez.
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  —Foi a mamãe que me deu essa boneca. Eu não posso perdê-la, eu já perdi a mamãe.
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  O peito já quebrado de %Yejin% despedaçou-se ainda mais.
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  — Você não vai perder — murmurou. — A titia Jin vai ajudar você a cuidar dela.
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  E naquele momento, %Yejin% percebeu que já estava envolvida demais para sair ilesa daquela casa.
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Lelen

Ah não, uma criança triste, gente, nãããão T_T
Pro Jay eu tô só de olho, minha preocupação é a criança HAHAHAHAHH
Vamos ver como esse romance vai se desenvolver!

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