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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Entrelaçados - Capítulos Ocultos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

  Quando aquele dia começou, Rhysand não previa como ele acabaria. Nem em seus sonhos mais absurdos e raros ele poderia imaginar aquilo. Ele estava fora, cumprindo ordens de Amarantha para caçar e aterrorizar cortes que ainda tentavam não se quebrar, quando aconteceu. Ela havia gritado, alto, desesperado, que se oferecia para performar no lugar da humana de Tamlin. Quando o Grão-senhor da Corte Noturna ouviu a notícia, não conseguiu refrear o riso debochado. Humanos tendiam a ser irracionais, por vezes, burros. Ele não via sentido em um humano trocar sua vida pela de outro a não ser a burrice, mas não fazia diferença, contanto que Amarantha tivesse seu espetáculo.
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  Ele não viu quem havia chegado Sob a Montanha atrás de Tamlin e sua humana, não até o dia do fosso. Rhysand encarava das sombras o palco montado exclusivamente para o deleite da tirana vermelha. Uma humana contra o verme de Middengard... ele com certeza não apostaria contra o verme.
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  Quando os portões da arena se abriram, a princípio nada aconteceu, até um dos guardas empurrar violentamente uma figura miúda e claramente indignada para fora. A plateia silenciou, esperando o que estava por vir, ansiando pela ação. Rhysand observou de seu lugar nas sombras a figura da humana olhar para os lados, tentando saber o que fazer. Uma sobrancelha do grão-senhor se arqueou quando a garota soltou um gritinho apavorado quando o verme gigante deu o primeiro bote. A cena que se seguiu foi quase cômica de tão ridícula: a humana corria em desespero, uma corrida nada elegante, mas destrambelhada, claramente por sobrevivência. No entanto, o que intrigou ligeiramente o grão-senhor foi a mistura de desespero e... foco no semblante da humana. Por mais que ela estivesse correndo aparentemente sem planos, o cérebro da garota ainda parecia funcionar, maquinando, procurando por uma solução.
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  Depois de minutos correndo e tentando se equilibrar e desviar das investidas da criatura gigante na arena, a humana conseguiu alguns segundos para se esconder atrás de um compensado que fazia as vezes de esconderijo no “campo de batalha”. Então ela gritou. Chamou a tirana pelo nome, sem qualquer pompa ou respeito.
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  — Quais eram os termos da nossa barganha?! — gritou novamente, dividindo sua atenção em Amarantha e no verme gigante.
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  É claro que o burburinho nas arquibancadas da arena começou. Não era sempre que um espetáculo de horrores era interrompido com presas que falavam diretamente com a tirana. Intrigante.
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  A rainha vermelha tinha um sorrisinho frio nos lábios, fingiu uma cara pensativa enquanto, preguiçosa e teatralmente, apoiava o rosto sobre a mão, sem nenhuma pressa em responder seu atual entretenimento.
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  — Vença meus três desafios e libertarei Tamlin e o resto dos feéricos, e também será o fim da maldição da Corte Primaveril — murmurou de forma lenta, quase como calculando os segundos que poderia fazer a humana perder ali.
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  A garota balançou a cabeça, murmurando algo para si mesma antes de se lançar mais à frente, ignorando o fato de estar sendo caçada pelo verme de Middengard.
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  — O enigma, Amarantha! — a humana gritou com um toque de indignação, bem lá no fundo da voz.
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  Rhysand voltou seu olhar para a garota. A forma como ela se posicionou à frente do ponto onde a tirana vermelha estava cutucava uma memória lá no fundo de sua mente. Algo na expressão da humana parecia indicar que ela talvez tivesse algum truque escondido na manga. Interessante.
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  É claro que Amarantha ficou em silêncio, apenas sorrindo cruelmente para seu mais novo brinquedo, sem pressa nenhuma, sequer intenção, para responder. O Grão-senhor noturno deixou um sorriso de lado mínimo estampar seus lábios antes dele mesmo recitar o enigma sem sair das sombras. Ele queria ver o que aquela humana faria então. Seria só mais um blefe desesperado? Ou uma jogada que ninguém estaria esperando? Se fosse só mais um blefe, nada mudaria. Mas se existisse qualquer chance... Ah, ele não se permitia chegar tão longe nesse pensamento.
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  Os olhos da humana vagaram perdidos por alguns instantes pela plateia até enxergarem ele. O sorriso torto ainda permanecia mínimo ali, as mãos nos bolsos, nenhum esforço para se fazer visto nas sombras. E por um segundo, enquanto seus olhos se cruzaram, Rhysand teve uma leve impressão de reconhecimento.
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  Ele sabia que Amarantha o observava, o analisava por aquele movimento. Mas era aquilo: movimento calculado, nada demais.
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  E é claro que não houve muito mais tempo para que a humana pudesse fazer o que quer que estivesse tramando, se é que havia algum plano por trás daquela chamada à tirana, logo ela já estava de volta à corrida enlouquecida por sobrevivência com o verme a caçando pela arena. O grão-senhor teria que dar algum crédito à garota que havia se jogado em uma das poças de lama do lugar, se cobrindo dos pés à cabeça para mascarar o próprio cheiro na tentativa de confundir a criatura que a caçava. Ele teve que segurar o riso de deboche quando a humana agarrou um osso qualquer e o manteve seguro nas mãos, como se aquilo a pudesse protege-la de alguma forma.
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  A humana ficou imóvel e em silêncio, parecendo tentar controlar até mesmo os batimentos cardíacos. Ela pareceu relaxar minimamente quando o verme atacou de repente, fazendo a garota dar mais um gritinho de susto e sair em disparada novamente, desta vez sacudindo o braço com o osso em desespero, sequer olhando o que estava fazendo. Mas, por pura sorte ou por piada do destino, ela acertou uma estocada no bicho, que soltou um guincho terrível e fez uma pausa de segundos. Segundos suficientes para que a humana corresse para perto de onde o trono de Amarantha estava e, sem parar de correr, gritou:
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  — Amor! A resposta dessa merda de enigma é amor!
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  O silêncio foi inevitável e se espalhou por toda a arena.
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  Por uma fração de segundos a expressão de Rhysand foi quase surpresa enquanto seus olhos continuavam acompanhando a humana em sua corrida desesperada por sobrevivência...
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  As máscaras estavam caindo. O burburinho estava começando. A magia estava retornando. O poder... A balbúrdia começou quando o grito estridente de Amarantha ecoou por todo o lugar. Todos os feéricos estavam atônitos demais para saberem em que prestar atenção. Mas os olhos de Rhysand continuavam acompanhando ela.
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  A tirana vermelha atacava a humana com ódio, ódio quase tão cego que a fazia errar o alvo que nunca parava quieto no lugar, ainda lutando para sobreviver ao verme gigante. E mais uma vez, se por sorte ou puro destino rindo às custas alheias, o ataque de Amarantha se sincronizou com o ataque do verme gigante sobre o mesmo alvo, o que resultou no bicho asqueroso sendo atingido cruelmente por um dos ataques da rainha vermelha. A humana só teve tempo de respirar em alívio uma única vez antes de se ver correndo novamente e então...
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  ... Feyre arfou quando viu %Nova%, sua amiga, sendo atingida pelos poderes daquela feérica cruel que havia tiranizado Prythian. O corpo dela caiu estirado no chão, sem efeitos, sem heroísmo, só... algo sem vida. O coração de Feyre se apertou estrangulado e os olhos arderam. Ela queria correr para a arena, agarrar o corpo de %Nova% e... ela queria poder fazer alguma coisa pela amiga. Mas os braços de Lucien a seguraram no lugar. Só então Feyre percebeu a movimentação dos feéricos e principalmente dos Grão-senhores. O enigma tinha recebido a resposta certa, %Nova% tinha acertado a resposta... e morrido por ela. Aquilo significava que a maldição e a soberania que havia caído sobre Prythian tinha acabado. E os Grão-senhores tomariam o poder de volta. Os olhos de Feyre vagaram do corpo inerte da amiga para o grupo de Grão-senhores que seguiam em direção à Amarantha, mesmo ela sendo humana, podia sentir todo o poder acumulado ali, era quase sufocante.
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  Ela não saberia dizer o que havia acontecido com a tirana, ela soltava ameaças e ironias e de repente... Suas falas foram parando, seus olhos pareceram desfocar e... Seu corpo desmoronou como um fantoche sendo abandonado. Os olhos de Feyre vasculharam o grupo de Grão-senhores, tentando entender o que havia acontecido, ou quem, e eles pararam sobre o feérico alado, o temido Grão-senhor da Corte Noturna. Algo na expressão dele pareceu... quebrada.
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  Depois de o grupo dos regentes das Cortes se certificar de que Amarantha estava inutilizada, eles seguiram até a arena, até %Nova%. E então, mais uma vez, o coração de Feyre se apertou com força. Sua amiga estava morta. Porque havia se colocado ali para proteger a ela. O que teria acontecido se a própria Feyre tivesse passado por aquele desafio? Seria ela ali, estirada, sem vida? Ela teria sido capaz de entender o significado do enigma da tirana e libertar Prythian tão rápido quanto a amiga? Os pensamentos de Feyre foram interrompidos quando percebeu uma movimentação entre os Grão-senhores. O feérico alado, Rhysand, deu um passo na direção do corpo de %Nova%, a expressão neutra. Ele estendeu a mão sobre o corpo da humana que havia morrido ao libertar Prythian, e Feyre pôde perceber algo brilhante pingar sobre %Nova%. Rhysand se afastou, como se tivesse cumprido com um dever. Lucien, que estava ao lado de Feyre, pareceu segurar a respiração, entendendo o que estava acontecendo. E então, um a um, todos os outros seis Grão-senhores também se aproximaram do corpo de %Nova% e deixaram o algo brilhante pingar sobre ela. Quando o último Grão-senhor se afastou, um longo silêncio, ainda mais pesado do que antes, se instalou em Sob a Montanha.
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  As lágrimas presas nos olhos de Feyre estavam prestes a romper a barreira quando um som de inspiração, alto e estrangulado, como a respiração de alguém que havia acaba de emergir de um mergulho, se fez ouvir. Feyre, instintivamente volto o olhar para a arena, e seu coração errou uma batida quando viu: %Nova% estava sentada, viva, encarando em desespero levemente aparente os Grão-senhores ao seu redor.
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  Nota: Dei um migué nesse Quiz? Dei um migué. Essa história tá finalizada? Nope. Mas eu quis enviar as histórias que enviei porque elas couberam no tema 🥹
  Entrelaçados é completamente fanservice, mas senti vontade de escrever algo mais sério, então decidi começar Capítulos Ocultos. Entrelaçados é palhaçada, leve, bobinha. CO é levemente mais pesada e séria porque teremos o POV dos personagens sofridos da ACOTAR 😅

Capítulo 1
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