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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Changing

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  - Ele é tão lindo, ele é tão gostoso, ele é tão perfeito, tão maravilhoso, tão talentoso, tão—
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  - JÁ ENTENDI, %JULIA%! – Caroline e Tiffanny berravam em seu ouvido.
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  - Caramba, tudo bem que você sofre de Síndrome do Amor Platônico com o %Merrick%, mas puta que pariu! – Cáa passava a mão pelos cabelos lisos respirando fundo.
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  - É. Ta foda mesmo, %Ju%. Vê se controla aí essa sua emoção. – Tiffanny dizia enquanto mudava o canal. %Julia% encolhe com a chamada de atenção das duas amigas.
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  - Vocês não entendem. O %Zack% é tão...
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  - A gente já sabe, e estamos cansadas de saber se quer saber. – Caroline resolve ativar sua ignorância. – Olha, %Ju%, 'cê gosta do %Merrick%, é fã dele, beleza, a gente até te entende. Mas porra, isso ta virando obsessão!
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  %Julia% encolhe ainda mais. Era melhor ficar calada. Olha para o lado sem graça. Não conseguia se controlar quando via seu %Zack% %Merrick% na TV.
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  %Julia% era uma garota normal. Com uma vida normal. Amigas normais. Família normal. Rotina normal. Trabalho normal. Cachorro normal. E se tivesse um namorado, ele seria normal também. Tudo o que ela mais queria na vida era encontrar com seu amor platônico, %Zachary% %Merrick%. Ela era mais que uma fã. Mais que uma groupie. Mais que uma poser. Mais que uma menina idiota que se diz ser a fã número um do seu ídolo favorito. %Julia% dizia sempre que %Zack% tinha sorte de tê-la como fã. E que se a conhecesse, teria orgulho dela.
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  Como toda estória tem sua pedra no caminho, %Julia% nunca encontrara com %Zack% a não ser nos shows que ia e nunca sequer falara com ele, porque não podia se considerar a garota mais sortuda do mundo, traduzindo: não conseguia nunca ganhar uma promoção para entrar no camarim ou encontrá-lo no meio da rua como todas as outras fãs dele.
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  Apesar de sua loucura paixão pelo garoto, ela sabia muito bem seu lugar. Como uma garota normal, vivendo de um amor platônico por um cara que sequer sabe da existência dela. O que poderia fazer? Já não estava mais na idade de correr atrás da banda como uma louca varrida. Ela trabalhava, perdia vários shows, tinha responsabilidades. O sonho de antes encontrar com o cara, o fazer apaixonar por si e viver feliz para sempre agora não passava do que era desde o início. Um sonho.
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  - Poxa, eu sei que sou obsessiva. Mas é da minha natureza. Eu vi %Zack%, meu lado selvagem aflora. – ela ri tentando não demonstrar a mágoa que sempre sentia quando as amigas lhe jogavam na cara a verdade cruel.
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  - Selvagem? Menina isso passou da selvageria. – Tiffanny misturava uma sopa para as três.
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  Elas poderiam se considerar garotas de sorte. Eram amigas não fazia muito tempo. Não como a maioria das outras garotas que se conhecem desde que souberam o que era sutiã. Não, essas três eram amigas faziam apenas alguns dois anos. Se pararem para pensar, não é muito tempo, quando elas estão no auge de seus 19, 20 anos e tempo de vida o suficiente para fazer milhares de amizades.
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  Tudo começou há dois anos quando acontecia na cidade um festival e as três, coincidentemente, estavam concorrendo a um carro. Elas não se encontrariam se não fosse competitivas o suficiente para xingar a ganhadora por ter dormido com o juiz. Não fora uma maneira muito “saudável” de se começar uma amizade, porém as três poderiam se considerar sortudas o suficiente por encontrar alguém que as aguentassem da maneira que eram.
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  Desde o início %Julia% explicara as duas sobre seu pequeno tombo pelo baixista da banda All Time Low. As duas levaram na esportiva, achando que era um tombo como outro qualquer, mas recuaram com o pensamento assim que viram a amiga brigando com outra fã pelo último CD da loja. Um CD que o qual ela já tinha.
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  Depois de meio ano de amizade, as três precisavam de um lugar para morar, já que nos Estados Unidos, morar com os pais depois dos 18 anos era uma humilhação. Resolveram dividir um loft para dividir as despesas. Um enorme loft. Enorme o suficiente para as três criarem três ambientes de quarto, mais a lavanderia, cozinha, sala e os dois banheiros. Não era uma mansão-loft. Mas digamos que não era um cubículo.
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  De natal no ano anterior ao que estavam, as duas pagaram algumas sessão com uma terapeuta, para ver se essa loucura de %Julia% diminuía. Como dera certo, %Julia% mesma continuara pagando as sessões. Não havia dúvida de que ela se sentia muito melhor com essa “nova vida” de garota normal. Obviamente ela tinha suas recaídas. Obviamente eram recaídas exageradas, mas ela merecia um desconto.
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  - Não sejam más, eu melhorei bastante desde quando nos conhecemos. – ela reclama fazendo as outras duas rirem.
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  - Certo. Vamos ver se sua obsessão diminuiu mesmo. – Caroline desligou a TV e pegou sua bolsa, Tiffanny desligava o fogo e corria até o lado da primeira, se sentando animada. – Eu tenho aqui, um ingresso VIP e um Meeting and Greeting para o show do All Time Low. Esse sábado. – a menina tira um papel e um crachá da bolsa, mostrando para %Julia%, que arregala os olhos.
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  - C-como v-você...
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  - Bom, eu sou boa de lábia. – ela levanta os ombros.
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  - POR QUE VOCÊ NUNCA ME DISSE ISSO? – %Julia% quase berra tirando ambos os papéis da mão de Caroline. – É de verdade...
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  As duas reviram os olhos.
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  - Dinheiro gasto à toa. – Tiffanny murmura.
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  %Julia% olha para as duas. Volta a olhar para o ingresso e o passe. Respira fundo.
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  - Sei que vou me arrepender disso. – ela murmura mais para si do que para as outras duas e então estende a mão com os dois papéis de volta para Caroline. – Some com isso daqui antes que eu mude de ideia.
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  - Não. Vou deixar bem aqui. – Caroline pega os papéis da mão de %Julia% e deixa em cima da mesa.
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  %Julia% resmunga.
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  - Vocês são mesmo muito más. Suas víboras.
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  - Estamos só te ajudando, %Ju%. Agradeça. – Tiffanny se levanta sorrindo e voltando para a cozinha.
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  %Julia% respira fundo e se levanta, indo para seu canto, se sentando na frente de seu computador e continuando a revisar o fechamento das mercadorias. Trabalhava com o pai na loja de conveniências que ele possuía. Não era grande coisa. E não era o que %Julia% queria, mas o que podia fazer se seu irmão mais velho já deixara claro que seria um nerd da computação e criaria um programa melhor que o Google? Orfã de mãe, não tivera uma vida fácil. Vida de nenhuma garota que não tem uma mãe, o pai é um charlatão e o irmão um idiota era fácil.
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  Fora difícil para ela se desfazer do pai e do irmão para ir morar com as amigas, mas sentia de que se não saísse da vida dos dois, sua própria vida chegaria ao fim antes mesmo que pudesse dizer “Oi” a %Zachary% %Merrick%.
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