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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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chaconne

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • preso em um castelo sombrio sem fim

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  As aulas da tarde haviam sido canceladas e, para a alegria de todos, as do dia seguinte também seriam por causa de alguma manutenção na escola que nenhum dos alunos prestou atenção, apenas focados no fato de que emendariam o final de semana sem preocupações com lições de casas ou trabalhos.
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  %Seokmin% e seus amigos juntaram suas mesas, aproveitando os minutos finais para combinarem o que fariam a seguir, já que queriam curtir a dádiva que a ensolarada quinta-feira havia lhes dado. Alguns sugeriram uma ida ao parque, mas foram contestados imediatamente, afinal, o calor era tanto que eles precisavam ir para um lugar com ar-condicionado ou derreteriam logo menos. %Lee% sugeriu que fossem ao karaokê, todos ali gostavam de cantar e o local era climatizado, além de oferecer vários petiscos; sua ideia foi aceita prontamente e assim que terminaram de guardar os materiais, saíram da sala animados, ansiando pelo karaokê mais do que nunca.
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  %Seokmin% e %Lizzie% estavam atrás dos amigos, de mãos dadas e conversando sobre as aulas anteriores. O casal não era da mesma sala, então, quando se encontravam, compensavam o tempo longe um do outro ficando inseparáveis, o que virou motivo de zoação entre os amigos, porém, os dois nem ligavam. Como eram os únicos a namorarem no grupo, é claro que suas amizades brincariam com isso, ainda mais por quererem também sair com alguém e continuarem solteiros.
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  O grupo era um tanto grande – totalizando dez pessoas – e, para a sorte deles, a única sala que comportava esse número estava liberada, e no momento que se acomodaram no espaço, Jiyeon e Soojin pegaram os microfones, começando a cantoria. Todos tiveram as suas chances de demonstrar os seus talentos musicais e depois de muitas músicas, risadas e lanches, Jiyeon voltou ao microfone, escolhendo a música que fecharia com chave de ouro o dia do grupo.
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  — Eu dedico essa canção para todos vocês — a garota recebeu diversos aplausos e sorriu, continuando: —, e como parte de nosso ritual, todos precisam formar um par! Espero que gostem do show!
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  Como não havia mais casais e alguns amigos tinham interesse um no outro, o grupo teve a brilhante ideia de que na última música romântica eles teriam que dançar com alguém, o que sempre rendia risadas e bochechas coradas entre os dez. %Seokmin% sentiu as mãos de %Lizzie% envolverem o seu pescoço, enquanto colocou as suas na cintura dela, a puxando para si; os pombinhos se deixaram levar pela música, sendo embalados pela melodia lenta que tanto gostavam, curtindo o momento onde o holofote estava somente neles, como se não houvesse ninguém ao redor. Após o primeiro refrão, %Lizzie% levantou a cabeça, encontrando o olhar apaixonado de %Seokmin% para si e sorriu pequeno, fazendo com que %Lee% se apaixonasse mais ainda por ela. Eles iniciaram uma conversa baixinho, mas uma sensação estranha surgiu sem mais nem menos.
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  %Seokmin% percorreu a sala com o olhar, percebendo que a atmosfera ia se alterando rapidamente, sem lhe dar tempo para compreender o que estava acontecendo. O som dos espelhos, conforme se quebravam, era ensurdecedor, dando a sensação de que o seu corpo não aguentaria o impacto final; a sala, que antes estava imersa em alegria e leveza, agora se encontrava apagada, com apenas um feixe de luz em cima dele e de %Lizzie%.
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  A sensação de que havia algo de errado martelava e martelava na sua mente, como se estivesse envolta de luzes vermelhas que piscavam incessantemente, tentando atrair a sua atenção e tirar a sua sanidade a todo custo. %Seokmin% não queria olhar para %Lizzie%, não quando sabia o estado em que ela estava; não precisava de muito para conseguir entender que, no momento que a olhasse, veria uma cena terrível. Mas, como em toda peça, o script tinha que ser seguido, e para sair de onde quer que estivesse, %Lee% %Seokmin% necessitava encarar %Elizabeth%.
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  Mesmo se arrependendo no final.
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  O sangue escorria de sua cabeça para o seu rosto, que tinha vários arranhões e machucados expostos, assim como o restante de seu corpo; o seu olhar não era mais doce e apaixonado, agora, %Seokmin% só enxergava a raiva e irritação, além de perceber como a sua expressão mudou completamente. %Elizabeth% se afastou o bastante para olhá-lo da cabeça aos pés, o julgando e piorando a tensão, já que o silêncio se tornou um incômodo. %Lee% tentou ler seus lábios, mas o som dos vidros quebrando continuava a aumentar, tornando o seu entorno uma poluição sonora sem fim. A dor de cabeça que sentiu no momento do acidente voltou, e as fortes pontadas provocavam uma tontura muito ruim, fazendo com que ele tampasse as orelhas, na tentativa de abafar – em vão – o barulho. %Lizzie%, que não parecia se incomodar, o olhou com o mesmo olhar de antes, proferindo uma única palavra:
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  — Monstro.
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  %Seokmin% ficou atônito. Seus sentidos estavam embaralhados demais, no entanto, a sua cabeça começou a remoer a palavra “monstro”. A voz da garota carregava todo tipo de desprezo que um ser humano pudesse ter, e ele viu em seus olhos que aquela palavra traduzia o que ela queria perfeitamente.
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  %Lee% se sentiu sem chão, como se o seu coração tivesse sido quebrado em mil partes e custou a acreditar que a sua %Lizzie% pudesse carregar um desgosto tão profundo por alguém como sentia por ele agora. O rapaz queria não se importar com isso, mas o peso daquela palavra era enorme e angustiante para quem %Seokmin% se tornava conforme recuperava a consciência.
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  Os flashes do acidente brotavam diante dos seus olhos, as frases desconexas e os grunhidos de dor faziam parte do pacote, trazendo à tona a ansiedade iminente que tentou evitar durante o sonho. A imagem de %Elizabeth% se afastava lentamente de modo que, mesmo que tentasse, não conseguiria alcançar sua mão – por mais que a garota não fosse segurá-la. O desespero que consumiu seu corpo o obrigou a olhar a sala com certa urgência, em busca de qualquer mísero detalhe que o ajudasse a sair dali.
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  %Seokmin% começou a caminhar em direção à porta, parando somente ao perceber que não estava sozinho; o rapaz, imerso em um misto de curiosidade e confusão, chegou mais perto do pedaço de vidro, vendo uma silhueta dançando ao fundo da sala. Os seus movimentos eram lentos, porém precisos, embalados por uma melodia que %Lee% não conhecia.
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  Por algum motivo, o homem não conseguia desviar seu olhar daquela pessoa, é como se tivesse uma linha que ligasse os dois e, apesar de não perceber no momento, a sua dor havia passado. Se não estivesse completamente louco, deveria estar enlouquecendo, pensou ao piscar algumas vezes, vendo que a sua companhia continuava dançando, agora, olhando para ele. Então, sentindo o toque quente mais uma vez, pôde escutar uma voz antes de recuperar totalmente a sua consciência:
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  — É hora de ir para casa, meu sol.
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