Call Me When You’re Sober

Escrita porLiv
Editada por Natashia Kitamura

Capítulo único

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

  %Annice% estava sentada em sua penteadeira terminando sua maquiagem rapidamente, para que, em seguida, pudesse pôr suas longas luvas sem sujá-las. A festa havia começado e ela, ainda dando uma mexida em seu cabelo e ajeitando os grampos que insistiam em sair do lugar, se encontrava atrasada. Parte por culpa do cochilo de trinta minutos que levou duas horas, afinal, trabalhou desde cedo no escritório e merecia um descanso para aproveitar a sexta-feira, mas não sabia que seu corpo estava exausto a esse ponto. Respondeu suas amigas em seu grupo de mensagem, trocando fotos e áudios quase inaudíveis por conta das garotas que já festejavam desde que abriram os portões da casa. Com sua bolsa no ombro e as chaves de casa nas mãos, deu uma breve olhada em seu reflexo e agradeceu a sua colega de trabalho ter a ajudado na escolha do vestido que lhe caía muito bem. Apagou as luzes e desceu as escadas, checando o horário em seu celular e o bloqueou assim que memorizou a placa do carro que viria buscá-la. Enquanto aguardava, recebeu uma ligação, julgando ser de Daphne ou Yolanda tratou de atender imediatamente, sem prestar atenção na tela. Quando uma voz masculina que tanto gostava soou no outro lado, %Nice% prendeu a respiração e rolou os olhos, não sabendo exatamente como reagir.
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  %Caleb% Albuquerque surgiu na vida de %Annice% durante uma viagem de final de ano, entre bebidas e danças, enquanto os fogos estouravam no céu, os dois se beijavam como se estivessem namorando por anos, quando, na verdade, se esbarraram na metade da comemoração e não se desgrudaram. Passaram o restante das férias tendo encontros rápidos e descobriram que moravam consideravelmente próximos, resultando em um pseudo relacionamento. No início iam a restaurantes, praias, casas de show e no que mais quisessem, terminando a madrugada em motéis ou na casa de um deles, tendo café da manhã servido na cama independente da ocasião. Quem visse de fora, diria que a paixão deles é ardente e queria a sorte de um amor tranquilo que o casal possuía, porém, só até a página 2.
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  Não foi necessário tanto tempo para %Annice% perceber que algo estava estranho. Foi em uma tarde ensolarada de junho que no meio de um piquenique %Caleb%, que fazia carinho nos cabelos da mulher deitada em sua perna, deu a entender que a amava. %Nice% fingiu que não ouviu, %Leb% encarou o lago a sua frente e bebericou um pouco o seu suco e quinze minutos depois estavam aos beijos selando qualquer que fosse o sentimento partilhado. Mas, após um mês daquelas três palavrinhas, o homem as repetia sempre que tinha algum interesse por trás, e quando Sousa percebeu, as escassas ligações dele vinham com sua voz embriagado e ela só entendia a mensagem principal com muito esforço.
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  O cansaço daquelas frases repetidas a tiravam do sério. Uma vez que eram mínimos os telefonemas, noutra se tornaram tão incessantes que cogitou até trocar o seu número. Sentia falta dos momentos do começo, e ao se relembrar, prestou atenção nos pequenos detalhes e realizou que o presente aconteceria de uma forma ou de outra. Não o amava, entretanto, apreciava a sua companhia e queria dar uma chance a possível relação, gostava daquele friozinho na barriga de quando se apaixona por alguém e sabia que a pessoa sente o mesmo. O que %Annice% achava não era totalmente mentira, %Caleb% deveria gostar dela de algum modo, porém ela soube que estava sendo usada. E a cada chamada com o nome dele na tela do celular a mulher respirava fundo e cogitava se atendia, já que ainda tinha um resquício de lembranças que mexiam um pouquinho consigo.
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  E nessa ligação em específico, escutar a voz dele fez cair a ficha: ele não a amava. Se ele realmente a amasse, estaria ao seu lado, demonstrando isso de uma maneira que não fosse bêbado pedindo por sexo. Não inventaria mentiras e nem a enrolaria como fazia quase toda semana.
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  %Caleb% Albuquerque nunca foi seu.
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  E se dependesse de %Annice% Sousa, ele nunca mais a veria. Afinal, já havia feito uma escolha que cabia para os dois.
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  Viu o carro se aproximando e foi caminhando ao encontro do motorista que estacionou em sua porta. Antes de desligar a chamada, soltou o ar, ironizando a resposta ao último pedido do homem:
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  - Me ligue quando estiver sóbrio, %Caleb%.
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Fim

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4 Comentários
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rafs

migaaaaaa, você me fez shippar o casal pra depois me destruir ljskaskla amei, sua escrita é linda demaisssss

Liv

aaaaa obrigada, xuxu! fico feliz que tenha gostado e desculpa HAHAHAHA <3

gio

Mais uma história, dessa escritora incrível que eu queria uma continuação aaaaaaa

Liv

giooo, muito obrigada! fico feliz que tenha gostado <3
talveeez ela ganhe uma continuação, quem sabe? hahaha

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