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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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As Raízes de Sete Destinos

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • O Trem da Dor

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  ¹ E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
  ² Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
  ³ Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.
  ⁴ Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.
  ⁵ E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
  ⁶ Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
  ⁷ E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
  Gênesis 6:1-7

  E prendeu Deus ao dragão, a antiga serpente, a besta e ao falso profeta para que não mais enganasse as nações, porém... Porém tudo tem um início e por que não começar do início. De quando as coisas eram mais simples. Será que tudo era mais simples? Será que ainda não havia dor? E se havia, a dor era menos profunda? Será que nos primórdios do mundo, a dor conseguia ser mais maleável? Será que em meio a ela não havia pontes mais reflexivas? Sim, havia dragões naqueles dias.
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  Imagine dragões com formas humanas, jovens. Alguns podem ter sido bem inspiradores. A jovem ainda chorava. Mal havia se passado um ano desde que seu pai morrera, agora ela via o estado do mundo e seu próprio estado. Por que a vida tinha de ser assim? Por que as pessoas são deixadas? Por que ele, seu porto seguro, tinha que morrer? Por que a única pessoa que a entendia e até mesmo a aceitava tinha de partir? E por que isso a afetava profundamente? Ele morrera, mas a mãe ainda estava viva. Então por que doía tanto? No fundo a jovem sabia a resposta. Sabia que a única resposta era seu pai. Ele era o único que a apoiava, que mesmo às vezes repreendendo, fazia suas vontades sem hesitar. O único que parecia entender seus desejos mais sombrios e não julgar. Ele era a exceção dentre tantas pessoas... Será que era isso que aquela jovem tentava expor? A cada grunhido, a cada choradeira, a cada braveza, a cada ato de braveza, ela estava ali fazendo o pior gênero de reação que poderia ter. Mas alguém realmente podia culpa-la? Como culpar alguém que perdera tudo e agora carregava o resto dos cacos?
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  Ela era %Barayah% e era fraca...
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  1692 A.C

  E os olhos do Senhor percorreram todo o campo em busca de uma boa alma vivente, mas não havia muitas. As pessoas pararam de orar, pararam de entender, pararam de se solidarizar com a dor do próximo, o julgando como arrogante. E talvez ele fosse mesmo... Mas seriam os arrogantes inquebráveis? Eis a questão.
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  — E a infusão, com aromas de ervas devem faze-lo ficar bem logo — prometeu o sacerdote médico da corte.
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  — Tem certeza, doutor? — perguntou a jovem %Barayah%.
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  — Sim. E muitas orações aos deuses — disse o médico da corte saindo dali. O grande problema era que na época enquanto o Egito adorava outros deuses, a jovem %Barayah% adorava um único Deus. O Deus de Abraão.
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  Isso poderia ser um problema ou não dependendo do ponto de vista. A jovem %Barayah% via no pai alguém que ela amava e ela só queria que ele fosse salvo ou ficasse vivo. Ela não podia negar que a segunda possibilidade lhe agradava mais. Mas ela queria vê-lo bem e talvez, só talvez, se ele ficasse bem, ela estaria bem. Mas a cada dia o pai adoecia, e aquilo lhe entristecia. Ela sempre buscava em sua oração que o pai tivesse o coração convertido e se fosse para ele morrer, que morresse salvo. Para ela a segurança do pai era maior do que tudo. Era o pai quem sempre estava lá para ela. Era o pai que apesar de tudo, a compreendia. Vê-lo ali doente a despedaçava. Mas o mais despedaçador talvez não fosse exatamente isso. Ver seu melhor amigo que conhecera na casa de uma de suas amigas, chamado José feliz com a melhor amiga deles, Azenate, também não era a maior alegria da vida dela. Isso a fazia afundar. E quando ela achou que pudesse se recuperar, o pai morreu. O pai partira sem que ela pudesse se despedir. O que doía mais, ver o homem que você admirou partir ou simplesmente ver a reação dos outros em relação a você depois que seu herói partiu? Vejamos.
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  — Ela é tão...
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  — Ela merece.
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  — Ela se considera tão certa.
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  A dor era sua única ferramenta e talvez a dor fosse seu combustível. Por algum tempo, ela buscaria na dor a justiça que nunca teve. A justiça de saber que as pessoas responsáveis pelo resto da família a odiar ainda estavam por aí. O fato de ninguém entender ela a entristecia ainda mais e a forma de lidar com as diversas dores que lhe acumularam, era ser arrogante. Mas será que sempre seria assim...
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***

Meu bem às vezes diz
Que deseja ir ao cinema
Eu olho e vejo bem

  — Recebeu notícias de José? — perguntou uma de suas amigas. — Está preso!
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Que não há
Nenhum problema
E digo não, por favor
Não insista e faça pista
Não quero torturar
Meu coração

  — Espero que ao menos Azenate esteja feliz!
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Garota ir ao cinema
É uma coisa normal
Mas é que eu tenho
Que manter a minha
Fama de mau

Meu bem, chora, chora
E diz que vai embora
Exige que eu lhe peça
Desculpas sem demora
E digo não, por favor
Não insista e faça pista
Não quero torturar
Meu coração

Perdão a namorada
É uma coisa normal
Mas é que eu tenho
Que manter a minha
Fama de mau

E digo não
Digo não
Digo não, não, não
Digo não
Digo não
Digo não, não, não

Perdão a namorada
É uma coisa normal
Mas eu tenho que manter
A minha fama de mau
Tenho que manter

A minha fama de mau... Au! Au! Au! Au!

*************

  NUCLEO ESPOSA DE POTIFAR

  — A Azenate que esteja bem longe daqui, feliz com aquele traidor do José! E quanto a %Barayah%, sinto muito que esteja mal com o pai que se foi.
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  Enquanto ouvia as pessoas falando dela, certa noite, perto da pascoa, %Barayah% decidiu mudar um pouco seu jeito de ser. Ela chorou pela última vez lembrando que as poucas pessoas que gostavam dela não estavam mais ali. Ao ouvir uma conversa da mãe com o tio, ela decidiu que mudaria sua vida. Seria ela mesma sem restrições. Pegou seu mais belo enfeite, sorriu para si mesma e prometeu que tudo ficaria bem e ela nunca mais seria a mesma...
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  — Que milagre! Quer orar a rainha dos céus comigo? — perguntou a mãe de %Barayah% a filha.
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  — Sim, mãe, acho que precisamos — disse %Barayah% mais animada.
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  Mal sabiam as duas que %Barayah% tinha desejos reprimidos que nem mesmo ela sabia que existiam...
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