Capitulo 12 • O Início Da Segunda Fase
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“E aconteceu que naqueles dias, o casamento entre príncipes e princesas era comum entre os nobres”
Em agosto de 1509, dois meses após o casamento, a primeira gravidez de %Catarina% de Aragão foi anunciada. Em 31 de janeiro de 1510, ela deu à luz uma filha natimorta. Em maio de 1510, quatro meses após a perda de seu primeiro filho, %Catarina% anunciou sua segunda gravidez. Um filho,
Henrique, Duque da Cornualha, nasceu em 1 de janeiro de 1511. Em sua honra, armas foram disparadas da
Torre de Londres e os sinos da cidade foram tocados, balizas foram acesas e vinho gratuito foi distribuído para toda a população. Cinco dias após o seu nascimento, em 6 de janeiro de 1511, o príncipe foi batizado no
Palácio de Richmond, sendo seus padrinhos
William Warham, arcebispo da Cantuária,
Margarida de Áustria, Duquesa de Saboia e o rei francês
Luís XII da França. Em 22 de fevereiro de 1511, depois de apenas 52 dias de vida, o jovem príncipe morreu repentinamente. Foi dito que ele morreu de uma queixa intestinal.
No início de 1513, %Catarina% estava grávida de novo. Em 30 de junho de 1513, %Catarina% foi deixada como regente na Inglaterra quando Henrique VIII foi lutar na França. Em 17 de setembro de 1513, ela entrou em trabalho de parto prematuro e deu à luz um menino que morreu poucas horas após o nascimento. Em junho de 1514, %Catarina% anunciou sua quarta gravidez. Em dezembro de 1514, ela deu à luz um menino natimorto. No verão de 1515, %Catarina% anunciou sua quinta gravidez; no entanto, menos esperança foi colocada em um herdeiro após suas gestações anteriores fracassadas. Em 18 de fevereiro de 1516, %Catarina% entregou uma menina saudável às 4 da manhã no
Palácio de Placentia, em Greenwich. Ela foi batizada de
%Maria% três dias depois (21 de fevereiro) com grande cerimônia na
Igreja dos Franciscanos.
— Seu nome será %Maria% — disse Henrique VIII em homenagem a Mary, sua irmã mais nova. — Que filhos homens sigam após o seu nascimento.
1518, DOIS ANOS DEPOIS...
— Vê como a pequena %Maria% Tudor cresce! — disse %Catarina% de Aragão segurando a pequena %Maria% em seus braços.
— Ela é linda, devo admitir — disse Henrique VIII. — Mas eu ainda quero filhos homens, filhos que você ainda não me deu, %Catarina%!
— Você vai ter! — prometeu %Catarina% dando um beijo no marido.
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ALGUNS MESES DEPOIS...
%Claudia% da França gritava de dor. Era impossível não ver como ela parecia lutar para dar à luz mais um filho a Francisco I da França. Depois de muita luta no ano de 1519, ela deu à luz um menino lindo e saudável.
— Seu nome será Henrique da França — disse %Claudia%.
Um Ano Depois...
— Esta se chamará Madalena — disse %Claudia%, após dar à luz mais um filho a Francisco I da França.
Eu quis dizer, você não quis escutar
Agora não peça, não me faça promessas
Eu não quero te ver, nem quero acreditar
Que vai ser diferente, que tudo mudou
Você diz não saber o que ouve de errado
E o meu erro foi crer que estar a seu lado
Bastaria
Ai meu Deus era tudo que eu queria
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais
Mesmo querendo eu não vou me enganar
Eu conheço seus passos, eu vejo seus erros
Não há nada de novo, ainda somos iguais
Então não me chame, não olhe pra trás
1520, INGLATERRA
— Vocês devem ser os franceses que meu pai falou, gostariam de ouvir-me tocar harpa? — perguntou a pequena %Maria% Tudor aos franceses que vinham a Inglaterra em uma delegação, seu ar era tímido e reservado, mas %Maria% estava se esforçando para agradar o pai, o rei da Inglaterra.
Você diz não saber o que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar a seu lado
Bastaria
— Claro princesa — disse um dos franceses.
Ai meu Deus era tudo que eu queria
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais
%Maria% começou a tocar a harpa delicadamente, não tocava muito bem, pois só tinha 4 anos, mas estava tentando.
Mesmo querendo eu não vou me enganar
Eu conheço seus passos, eu vejo seus erros
Não há nada de novo, ainda somos iguais
Então não me chame, não olhe pra trás
Você diz não saber o que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar ao seu lado
Bastaria
Ai meu Deus era tudo que eu queira
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais
Os condes franceses viram %Maria% Tudor tocar harpa tão bem que se impressionaram.
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1526
%Isabelle% de Portugal, já com uma barriga de três meses, ajudava o marido, Carlos V, a resolver assuntos do reino. A França, Inglaterra e Castela estavam em um passe de guerra. A Inglaterra estava do lado de Castela nessa guerra, mas a França estava sob o domínio do rei Francisco I. Em meio a isso, a princesa de Inglaterra, %Maria% Tudor, agora com nove anos, era levada para longe da corte inglesa, pois o pai queria que ela ficasse longe, já que se ressentia pela filha não ter irmãos meninos. %Maria% partia para uma região delegada ao rei, sem vontade, pois queria ficar perto da família. Mas ela tinha que entender.
Enquanto isso, %Isabelle% de Portugal dava à luz seu primeiro filho com Carlos V, Felipe II de Castela. O bebê era a cara de Carlos V, mas com o rosto da mãe, era bonito e parecia cheio de vida. %Isabelle% embalou-o em seus braços entoando uma música de ninar.
— Felipe, bem-vindo ao mundo! — disse Carlos V orgulhoso de seu primeiro filho com sua imperatriz.
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Enquanto isso, Henrique VIII na Inglaterra pensava em como faria dali em diante. Tinha uma esposa, %Catarina% de Aragão e Castela, mas a mesma era incapaz de gerar um herdeiro masculino. O rei então procurava algo em uma das damas de sua esposa, a jovem Ana Bolena, começando uma história que não demoraria a atingir um clímax.
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— Eis que vos apresento o príncipe de Castela, Felipe II da Espanha — disse Carlos V, apresentando o ainda bebê Felipe, seu herdeiro primogênito a corte.
— Ele é lindo, não é? — disse %Isabelle% de Portugal, agora imperatriz e rainha de Castela e Aragão.
— Sim, nosso filho — disse Carlos V.
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“E houve guerra entre os ingleses, franceses e espanhóis naqueles dias.”
A carruagem da pequena %Maria% Tudor andava rumo a uma região, a sudeste da Inglaterra, assim que chegou, foi bem recebida pelos que esperavam a corte da princesa. A criança de nove anos caminhou de forma atrapalhada, mas cortês até onde ficava o lugar onde ia ficar.
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O sol da manhã iluminava os terrenos do Palácio de Greenwich, onde Henrique VIII, o rei da Inglaterra, se preparava para mais um dia repleto de compromissos. Entre banquetes e audiências, uma nova figura começava a se destacar nas sombras da corte: Ana Bolena, uma jovem dama de companhia da rainha %Catarina% de Aragão. Vindos de um contexto nobre, Ana e sua família tinham expectativa de uma vida repleta de glórias, mas o que se desenharia a partir daquele encontro mudaria o curso da história.
Era uma manhã comum, e o rei estava impaciente. Enquanto os conselheiros discutiam sobre questões de estado, Henrique olhava pela janela, intrigado com a presença de Ana. Ela havia chegado à corte como parte do séquito da rainha, mas o carisma e a beleza dela rapidamente chamaram a atenção do monarca.
— O que você acha daquela jovem? — perguntou ele a Thomas More, seu conselheiro mais próximo, sem desviar o olhar da figura graciosa que se movia pelo jardim.
— A senhorita Bolena é uma jovem encantadora, sem dúvida. Mas sua beleza tem armas que podem ser perigosas, Majestade — respondeu More, com um tom cauteloso.
— Perigosas? — Henrique franziu o cenho. — Como assim?
— O poder da sedução, Sire. Às vezes, as mulheres podem ser mais influentes do que os homens imaginam.
Henrique riu, a ideia de se deixar enganar por uma jovem dama parecia absurda. No entanto, quando Ana cruzou o olhar com o dele, algo dentro do rei começou a mudar. A paixão, uma força indomável, começava a tomar conta dele.
Ana, com seus cabelos castanhos e olhos expressivos, sentiu a intensidade do olhar do rei. Ela tinha ouvido rumores sobre o temperamento de Henrique e seu descontentamento com o casamento. Enquanto sorria para %Catarina%, não pôde evitar uma pitada de curiosidade sobre o homem que estava se tornando o centro de suas atenções.
— Majestade — Ana disse, aproximando-se com a graça de uma gazela. — A rainha está ansiosa por sua presença no jantar esta noite.
— Estou ciente, senhorita Bolena — respondeu Henrique, tentando manter a compostura. — Não posso deixar de notar que os jardins estão mais belos com sua presença.
A conversa fluiu naturalmente, e a tensão no ar era palpável. Os dois se entreolhavam, reconhecendo a centelha de atração que começava a se acender entre eles.
— A rainha fala muito sobre suas origens, Ana. Diz que você passou um tempo na corte da França — Henrique continuou, interessado em saber mais sobre a dama.
— Sim, Majestade. Aprendi muito lá, especialmente sobre a arte da corte e a política — respondeu Ana, com um sorriso astuto. — O mundo é mais vasto do que muitos imaginam.
Henrique estava fascinado pela mente aguçada dela. Ele sabia que o casamento com %Catarina% não era o que poderia ser; ele ansiava por um herdeiro, um filho que garantisse a continuidade de sua dinastia. Mas agora, diante de Ana, ele começava a considerar que talvez houvesse um caminho diferente.
Nos dias que se seguiram, os encontros entre Henrique e Ana tornaram-se mais frequentes, ainda que discretos. Eles compartilhavam risadas, discutiam ideias e falavam sobre sonhos. Ana, com seu espírito independente, encantava o rei, que se via cada vez mais atraído por sua ousadia.
— Você não tem medo de expressar suas opiniões, senhorita Bolena. Isso não é comum entre as damas da corte — comentou Henrique em uma de suas conversas à sombra de uma árvore imponente.
— Sinto que a verdade deve ser dita, Majestade, mesmo que isso desafie a ordem — Ana respondeu, com uma pitada de desafio.
O olhar de Henrique se iluminou. Incertezas, interesses ocultos e ambição estavam se misturando em sua mente. As palavras de Ana acenderam algo nele, uma vontade de mudança que ele não sabia que existia.
— E se eu lhe dissesse que isso pode ser perigoso? — ele provocou.
— Perigos são apenas desafios esperando para serem superados. — Ana sorriu, confiante.
A química entre eles se tornava inexorável. Nos banquetes da corte, os sussurros sobre o relacionamento de Henrique e Ana começaram a crescer. A rainha %Catarina%, embora ainda não tivesse plena consciência da tempestade que se aproximava, sentia uma mudança no ar. Era como se uma sombra tivesse se instalado entre ela e o rei.
Assim a história de muitos começava a se desdobrar...