Capítulo 1
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Em meados da década de 1480 a 1490, as irmãs %Isabel1% de Aragão, %Maria% de Aragão, %Joana% de Aragão e %Catarina% de Aragão viviam suas infâncias em um mundo repleto de sonhos e promessas. %Isabel1%, a primogênita e futura noiva do rei Manuel I, destacava-se como a mais bela, divertida e alegre entre as irmãs. Com um brilho travesso nos olhos e um riso contagiante, ela espalhava uma energia vibrante que iluminava qualquer ambiente.
— Vamos brincar no jardim, irmãs! O sol está radiante e as flores estão pedindo para serem colhidas! — exclamou, instigando um entusiasmo que fazia com que todas a seguissem.
%Maria% de Aragão, mais tímida, sentava-se um pouco à parte, mas não passava despercebida. Seu sarcasmo, afiado como uma lâmina, surpreendia até os mais próximos.
— Ah, claro, %Isabel1%, porque correr pelo jardim é muito mais divertido do que ficar aqui, não é mesmo? — alfinetou ela, fazendo com que as irmãs soltassem risos nervosos, revelando uma perspicácia que muitos ignoravam.
%Joana%, a inteligente do grupo, sempre tinha uma resposta pronta e curiosa.
— Mas e se encontrarmos alguma flor mágica que nos leve a lugares desconhecidos? Melhor do que apenas correr, não acham?
E com seu olhar perspicaz, ela instigava novas aventuras.
%Catarina%, a irmã mais reservada, observava tudo com um semblante sereno e olhos atentos, absorvendo cada detalhe do mundo ao seu redor.
— Às vezes, o mais interessante é o que não fazemos, mas o que observamos — ponderou ela, enquanto suas irmãs se lançavam em meio às risadas. As conversas fluíam como um riacho, carregadas de sonhos infantis e inocência.
Enquanto as irmãs desfrutavam de sua infância despreocupada sem perceber os desafios que o futuro reservava, alianças se formavam ao seu redor, mudando o curso da história. Anne de Bretagne unia-se em matrimônio a Charles da França, selando um pacto significativo entre reinos.
— A união deles pode trazer estabilidade à França — refletiu %Joana%, com sua habitual curiosidade. — Seria interessante ver como isso impacta nosso futuro — acrescentou, enquanto suas irmãs a escutavam atentas.
No mesmo período, Elizabeth de York dava à luz seus primeiros filhos com Henry VII, dando início a uma nova era na história da Inglaterra.
— Ser mãe é um papel de grande responsabilidade — comentou %Maria%, com um misto de admiração e receio. — Imagina o que elas devem sentir!
O destino de cada uma dessas mulheres estava interligado em uma teia de ambição e poder, embora as irmãs Aragão ainda não soubessem a profundidade dos desafios que enfrentariam.
— A vida é cheia de surpresas, não é mesmo? — ponderou %Isabel1% com um sorriso sonhador. E assim, entre risadas e diálogos, essas jovens mulheres eram moldadas por seus sonhos e pela história que se desenrolava ao seu redor, sem saber que, em breve, suas vidas se entrelaçariam com os destinos que pareciam tão distantes.
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INGLATERRA, 1491
— ... Como ele se chamará — perguntou Henry VII à esposa Elizabeth de York.
— Ele se chamará Henrique.
— Tão bom nome quanto os de Arthur e Margaret.
— Sim — respondeu Elizabeth de York.
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— ... O que vocês acham que há além do que conhecemos? — perguntou %Maria% de Aragão certa vez às irmãs.
— Acho que deve haver muita música, muito teatro e muita diversão nas cortes do palácios — disse %Isabel1% de Aragão com um sorriso divertido.
— Talvez haja mesmo — concordou %Joana%.
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— ... Será que contamos a elas o nosso plano de casa-las? — perguntou Isabel de Castela ao marido.
— Melhor não, deixa elas se divertirem por enquanto — disse Fernando de Aragão.
— Mãe, pai, a %Isabel1% não para de implicar comigo! — disse João, o filho mais novo doente de Isabel de Castela e Fernando de Aragão.
As aventuras estavam apenas começando....
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— Meu filho acho que agora é rei — disse uma mulher para o filho, o rei Manuel de Portugal. — Acho bom casar-se com %Isabel1%, a mais velha dentre os filhos de Isabel de Castela.
— É uma boa ideia — disse o jovem rei de Portugal, Manuel I. — Mas ela ainda é jovem!
Assim destinos começavam a ser tecidos....