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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A Vida de Agnes de Breitaigne - Livro 1

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • A Doçura da Primeira Amizade

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  Ana era a única filha de Francisco e Margarida que sobreviveu à infância (sua irmã, Isabel, morreu em 1490, com 12 anos). Tradicionalmente, ela foi criada como a herdeira do ducado. Foi educada pelo poeta Jean Meschinot. Antes da Guerra da Sucessão Bretã, a Bretanha operava de acordo com uma semi lei sálica, no caso, uma mulher poderia herdar o trono apenas se a linhagem masculina tivesse se extinguido. Porém, a guerra terminou com o Tratado de Guérande, que declarava que na ausência de um herdeiro da Casa de Montfort, os herdeiros de Joana, Duquesa de Bretanha os sucederiam. Quando Ana nasceu, seu pai era o único homem restante dos Montfort. Durante o século, o acordo foi violado e reinterpretado múltiplas vezes. Por isso, para garantir a sucessão da filha, o duque a teve oficialmente reconhecida como a herdeira em 1486. 
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  A manhã na Bretanha começava devagar, como se o sol hesitasse em estender seus raios dourados sobre a pequena vila de Saint-Malo. O aroma do mar misturava-se ao cheiro de terra molhada após a chuva da noite anterior, enquanto as ondas quebravam suavemente nas rochas. Era nesta cena idílica que %Agnes% de Bretaigne, com apenas dez anos, caminhava descalça pela praia, sentindo a areia fria entre os dedos dos pés.
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  %Agnes% era conhecida por seu sorriso iluminado, mas, desde a morte de seu pai, uma nuvem de tristeza pairava sobre seus olhos negros. Ela se esforçava para manter a aparência de alegria, principalmente na presença da mãe, Madame Maria, mas dentro de seu coração havia uma tempestade. A vida, que antes parecia um conto de fadas, agora era repleta de incertezas e luto.
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  — %Agnes%, minha querida! — chamou Madame Maria, sua voz suave ecoando na brisa. — Venha, o café da manhã está pronto.
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  %Agnes% respirou fundo, levando consigo a frescura do mar, antes de voltar para casa. A casa de pedra, que antes ressoava com risos e histórias contadas à luz do fogo, agora parecia vazia. Cada canto guardava ecos de memórias do conde Henri, seu pai, que partira de forma abrupta, deixando para trás apenas um buraco imenso em suas vidas.
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  No pequeno refeitório, o cheiro do pão quente se misturava ao aroma do café. %Agnes% se sentou à mesa, onde sua mãe já a aguardava com uma expressão preocupada.
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  — Você não comeu nada, %Agnes% — disse Maria, enquanto cortava um pedaço de pão. — É importante que você se alimente.
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  — Estou bem, mamãe. — %Agnes% forçou um sorriso, mas sua voz soava distante. — Só não estou com muita fome.
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  Maria a observou atentamente, percebendo que a criança não estava bem. Com um olhar que carregava a dor de perder um amor, chegou mais perto e segurou a mão da filha.
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  — Eu sei que está difícil, minha linda. O luto é uma sombra que nos acompanha, mas precisamos encontrar a luz novamente. Você sabe que seu pai gostaria que fôssemos felizes.
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  %Agnes% assentiu, embora a dor ainda fosse intensa.
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  — Eu sinto tanto a falta dele — a menina murmurou, baixando os olhos. — Ele sempre me dizia que eu era a sua estrela.
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  — E você sempre será, querida — Maria respondeu, envolvendo %Agnes% em um abraço apertado, como se o calor de seu corpo pudesse livrar a menina do frio da solidão.
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  Após o café da manhã, %Agnes% decidiu caminhar pelas ruas próxima, um lugar onde costumava se perder em suas fantasias. As árvores altas formavam um canopy natural que filtrava a luz do sol, criando um palco mágico ao seu redor. Chegando a uma clareira, encontrou seu lugar favorito, uma pedra coberta de musgo onde costumava se sentar e sonhar acordada.
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  Mas naquele dia, um novo som quebrou o silêncio. O som de risadas, sons que não eram familiares a ela. Curiosa, %Agnes% se aproximou cautelosamente e, para sua surpresa, encontrou um grupo de crianças brincando. Entre elas estava um menino de cabelos castanhos claros, que parecia ao mesmo tempo travesso e gentil.
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  — Você deve ser a %Agnes%! — disse ele, sorrindo. — Eu sou Eduardo, conde de Aquitânia. Estava ouvindo algumas histórias sobre você.
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  %Agnes% ficou perplexa. Um conde? Naquela vila pacata, onde os nobres pareciam tão distantes de sua realidade? Ela hesitou antes de responder.
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  — E… o que você ouviu? — indagou, tentando esconder a timidez.
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  — Que você é a menina mais corajosa da Bretanha! — ele exclamou, com um brilho travesso nos olhos. — Que pode conversar com os pássaros e as árvores. O que é verdade?
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  Ela sorriu, um pouco mais à vontade, encantada com a ideia.
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  — Eu... bem, eu gosto de imaginar que posso.
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  — Você pode! — Eduardo disse, como se tivesse certeza. — Eu sempre digo que as histórias têm mais poder quando acreditamos. Quer brincar comigo e os outros?
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  %Agnes% hesitou, um misto de excitação e temor a envolvia. Faria sentido se aproximar de outras crianças após tanto tempo? Mas algo no olhar de Eduardo a encorajou. Era a sua oportunidade de formar uma nova amizade, de descobrir a vida além da dor.
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  — Tá bom! — respondeu finalmente, dando um passo à frente. — O que vamos fazer?
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  Eduardo gritou de alegria, e logo %Agnes% se viu envolvida em brincadeiras, risadas e corridas pela floresta. Aquelas horas pareciam mágicas, e por um momento, ela se esqueceu da dor da perda. Naquela nova amizade, %Agnes% encontrou um pequeno refúgio, um espaço seguro onde poderia ser simplesmente uma criança.
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  Ao final do dia, quando o sol começava a se pôr, Eduardo e as crianças se despediram.
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  — Amanhã, %Agnes%! Podemos explorar a caverna à beira-mar! — Eduardo exclamou, piscando um olho.
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  — Sim, amanhã! — respondeu ela, sua voz mais confiante.
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  Enquanto caminhava de volta para casa, %Agnes% sentiu-se leve, como se uma parte do peso em seu coração tivesse sido aliviada. Encostou-se à porta de casa e observou o céu colorido do entardecer. O luto ainda estava presente, mas agora havia uma luz que começava a brotar em meio à escuridão.
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  Dentro de casa, sua mãe a aguardava.
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  — Como foi o seu dia, minha filha? — Maria perguntou, a ansiedade em sua voz.
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  — Foi bom, mamãe — %Agnes% respondeu, seu sorriso genuíno agora mais brilhante. — Eu conheci um novo amigo.
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  Maria olhou, um brilho de esperança em seus olhos.
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  — Isso é maravilhoso, %Agnes%. Os amigos são importantes nesta vida.
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  — Ele é um conde! — %Agnes% exclamou, sua excitação transbordando. — Eduardo é divertido e tem histórias incríveis!
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  — Então parece que você fez um ótimo começo — disse Maria com um sorriso maternal.
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  %Agnes% subiu as escadas para seu quarto, seu coração leve. O luto ainda a acompanhava, mas agora havia também um fio de esperança entrelaçado com a nova amizade que começava a florescer. Naquele momento, ela percebeu que a vida, apesar de seus desafios, sempre oferecia novas oportunidades, novos começos. E assim, com um novo significado começando a se formar em sua vida, %Agnes% de Bretaigne dormiu, sonhando com novas aventuras ao lado de um amigo inesperado.
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  %Agnes% acordou cedo no dia seguinte. A mãe estava preparando o café da manhã. Aquele ano foi uma reflexão de onde amizades poderiam ir e vir. Eduardo e ela se tornaram bons amigos, dividindo tudo um com o outro. Até que um dia, Eduardo sumiu sem dar nenhuma explicação, iniciando um conflito que iniciaria muitas coisas...
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  NATAL DE 1487

  Aquele era o ano que Lizzie de York havia dado à luz Arthur, também era o mesmo ano em %Agnes% de Bretaigne estava completando seus dez anos. Ela não estava animada, pois estar sem o pai estava sendo difícil. Mas ali estava ela, tentando. Depois que Eduardo e ela pararam de se falar, e ela se culpou por isso, ela decidiu que tentaria deixar o pai onde quer que ele estivesse orgulhoso dela. E é assim, que começamos nossa história...
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