Who Said It Could Not Be Forever?


Escrita porSamara Dias
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo. 19

Tempo estimado de leitura: 54 minutos

  - Hey! - Falei baixo vendo os olhos %azuis% de Paul aparecerem em meio à roxidão que viraram ao redor de suas pálpebras. Ele sorriu fraco quando me viu. - Como você está?
  - Vivo. Graças a você e o Carlos. - Sua voz estava rouca, mas eu me senti muito feliz ao vê-lo conversando. - Obrigado. - Ele disse e eu neguei com a cabeça.
  - Como diz aquela típica frase: É pra isso que servem os amigos! - Uma pequena gargalhada escapou de seus lábios.
  - Vocês falaram com o diretor? - Nós concordamos com a cabeça.
  - Ele disse que não tinha problemas, mas que se você não estivesse lá para as provas finais, teria que fazer a dependência no ano que vem. - Carlos explicou.
  - Ele não vai falar para os meu pais? - Nós negamos com a cabeça. - É só isso que me importa.
  - Paul. Suas provas finais de futebol e basquete são só no dia 08. Você não acha que já vai estar bom até lá? - Perguntei. Ele respirou fundo.
  - Eu não sei. Talvez. Mas ainda tem as provas escritas no final desse mês e eu vou perdê-las de qualquer jeito.
  - Por que você diz isso? - Carlos perguntou, sentando na ponta da cama do hospital.
  - Mesmo se eu fosse lá fazer eu não conseguiria as notas suficientes pra passar. Eu vou perder todas as aulas e não vou estudar. - Eu sorri para ele.
  - Ah bobo! A gente estuda com você, não é Carlos? - Eu olhei pra ele que confirmou com a cabeça. Voltei a olhar o Paul. - Podemos vir aqui todos os nossos momentos livres pra te ensinar as matérias que você não sabe e fazer revisões! - O rosto dele pareceu se iluminar.
  - Vocês fariam isso? - Eu e o Carlos concordamos com a cabeça e o Paul sorriu. - Então se o médico liberar e vocês me ajudarem, eu não vou precisar de dependência! Bem, talvez em futebol e basquete já que vocês não podem me ensinar isso aqui. - Ele deu de ombros. Eu e o Carlos gargalhamos com a sua fala.

  Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012.

  - Você acha que eles já chegaram? - Eu dei de ombros indo até a geladeira e pegando minha garrafa d'água. - Eu to ficando preocupada.
  - Não fique %Paulinha%. - Eu comecei a andar até o meu quarto. - Daqui a pouco o %Dougie% aparece por aqui! - %AnaPaula% seguiu atrás de mim.
  - Você não vai sair hoje de novo, vai? - Eu neguei com a cabeça.
  - Eu já avisei o Carlos que os meninos chegam hoje. A gente deixou pra estudar amanhã. - Me sinto tão aliviada por não estar mentindo mais pra ela. Pelo menos não totalmente, já que agora a gente estava realmente estudando, mas em um hospital e com o Paul. - Eu vou tomar um banho e escutar música. Você me dá um toque quando o %Dougie%, ou todos eles, chegarem. - Ela concordou com a cabeça e eu entrei no quarto, fechando a porta em seguida.
  Tomei meu banho demoradamente tentando distrair meus pensamentos do fato de que eu iria ver o %Danny% depois de uma semana inteira sem nenhum contato. Ainda mais depois daquela mensagem.
  Será que ele havia entendido o que eu quis dizer com aquela mensagem?
  Será que ele havia recebido a mensagem?
  O que será que vai acontecer a partir de agora?
  Balancei minha cabeça de um lado a outro pra espantar as perguntas. Fui até meu som, depois de trocar de roupa, e coloquei meu iPod. Escolhi as músicas dos Backstreet Boys e aumentei o volume praticamente no máximo, já que o som não era muito potente e só assim pra ficar alto.
  Peguei o controle do mesmo e coloquei no aleatório. Me joguei na cama no mesmo instante que Lose It All começava a tocar.
  Respirei fundo me preparando pra cantar a música com força e sofrer um pouco com a letra.

  %Danny% POV.
  - Oi gente! - %AnaPaula% abriu a porta e %Dougie% se jogou em cima dela. Rodou ela três vezes e depois beijou-a apaixonadamente.
  Morri de inveja da cena.
  - Eca, vocês dois! - %Harry% gritou atrapalhando a pegação. %Dougie% e %Paulinha% riram, envergonhados.
  - Cadê meu Leitão? - %Tom% perguntou olhando ao redor e não vendo a %Samara%, o que eu já havia reparado há bastante tempo.
  - Tão escutando? - Ela levantou o dedo no ar e nós ficamos em silêncio. Tinha uma música tocando em algum lugar da casa. - É ela trancada no quarto.
  - Isso é Backstreet Boys? - %Tom% perguntou ainda escutando a música. %Paulinha% sorriu e concordou com a cabeça. - Espera que eu vou lá chamar ela!
  - Não %Tom%! - %AnaPaula% o impediu. - Eu preciso conversar com vocês antes, aproveitando que ela não vai poder escutar.
  Fiquei intrigado com aquilo assim como os outros guys. %Paulinha% apontou a cozinha e a gente foi até lá. Ela cantarolava a parte da música que a %Saáh% escutava. Sentamos ao redor da mesa da cozinha e esperamos ela começar.
  - Tem alguma coisa acontecendo com ela. - Me aproximei de %AnaPaula% quase que automaticamente, como se eu não quisesse perder nenhuma palavra. - Desde o dia que vocês viajaram que ela tá assim.
  - Deve ser porque a gente viajou. - %Tom% disse como se fosse obvio, mas %Paulinha% negou com a cabeça.
  - É outra coisa. - Ela apoiou as mãos na mesa e começou a tamborilar com os dedos. - Começou quando o Carlos e ela mataram aula na segunda. - Eu senti uma raiva estourar dentro de mim, como um vulcão prestes a entrar em erupção. %Paulinha% pareceu perceber. - Não é nada do jeito que você está pensando %Danny%, na verdade, eu não faço ideia do que eles fizeram.
  - O que ela te disse? - %Dougie% perguntou.
  - Esse é o problema. Ela me disse que foi ajudar ele com uma coisa, mas não me disse mais nada. - Eu passei as mãos por meus cabelos, tentando me controlar. - E aí eles começaram a sair todos os dias à noite, e ela me disse que estava ajudando ele a estudar para as provas finais, mas eu achei muito estranho! Eles não estudaram nenhum dia aqui em casa, ela sempre ia com ele!
  - Você acha que os dois podem estar...? - Não consegui terminar a pergunta.
  - Eu não sei! Acho que não, mas o que poderia ser? - A %Paulinha% gesticulou rapidamente com suas mãos, nervosa. - A %Saáh% nunca me escondeu nada na vida! Normalmente quando ela faz isso eu acabo descobrindo por conhecer ela tão bem, mas dessa vez eu não consegui nada! - Ela fez uma pausa e ninguém ousou falar. - Tão vendo as músicas? - Nós concordamos. - É o único sinal de que tem alguma coisa errada, alguma coisa preocupando ela. %Samara% não escuta essas músicas dos Backstreet Boys á toa!
  É muito reconfortante saber que eu fico fora por uma semana e ela consegue se envolver de segredinhos com outro cara. E depois não quer me ver com ciúmes! Ah, %Samara%!
  End POV.

  Acho que vou ficar rouca de tanto cantar/gritar essas músicas! Tomei o último gole da minha garrafa de água no fim de Dowpour. Suspirei com preguiça de ter que ir até a cozinha pegar mais água. Desisti completamente quando o toque de I Still começou.
  Derrotada, preguiçosa, com sede e agora triste pra caralho por culpa da música, tive que me arrastar até a porta e sair do meu quentinho e barulhento refúgio.
  Continuei cantando a música, mas fiquei muda ao ver quem estava na minha cozinha.
  %Dougie%, %AnaPaula%, %Danny%, %Tom% e %Harry%, me encararam ao mesmo tempo.
  A garrafinha vazia em minha mão começou a ficar pesada, mais pesada que o normal. I Still acabou e começou I Never Break You Heart e eu quase ri da ironia do modo aleatório de colocar aquela música pra tocar naquele instante.
  %Danny% se levantou da cadeira e veio em minha direção, seus olhos %azuis% fixando os meus totalmente. De repente não havia mais ninguém ali, apenas ele, eu e a saudade.
  Ele parou bem próximo de mim e me olhou atentamente, o rosto sério. Meu coração bateu acelerado, e minha respiração ficou presa.
  %Danny% me abraçou pela cintura e me levantou. Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço e apertei com força. Soltei minha respiração profundamente pra poder inspirar o perfume de seu pescoço. Ele fez o mesmo no meu, me causando arrepios e mais arrepios. Sorri quando meus pés tocaram o chão, mas ainda assim ele não me largou.
  - Você está vivo! - Eu comentei em seu ouvido e ele se encolheu, soltando uma risada em seguida.
  - Eu voltei pra você. - Me derreti toda em seus braços e o apertei ainda mais. Ele fez o mesmo, seus dedos apertando firmemente minha cintura. Depositei um beijo em seu pescoço e ele se afastou de mim o suficiente pra me olhar. - Você tem noção do quanto eu senti a sua falta? - Ele encostou sua testa na minha, os olhos fechados.
  - Talvez eu tenha, se for como eu senti a sua. - Ele abriu os olhos e eu vi que eles brilhavam, ele sorriu largamente.
  - Hey %Danny%! Dá pra deixar eu ver a %Saáh% também? - %Tom% gritou agitando as mãos no ar. Eu sorri para o %Daniel%, mas ele não me soltou.
  - Nós dois precisamos conversar. - Ele disse mais sério e então me largou. Antes que eu pudesse assimilar o motivo da conversa, %Tom% me agarrou em seus braços.
  - Ah %Fletcher%! - Eu gritei em meio às gargalhadas.
  - Que saudade que eu tava de você Leitão!
  - Eu também Pooh! - Sorri aliviada quando ele me soltou. - Como foi lá? Fizeram muitas músicas lindas? - Ele concordou com a cabeça e um enorme sorriso no rosto. - Conta tudo!

#

  - Você não vai embora também? - %Harry% perguntou ao %Danny%. Este olhou para mim e negou com a cabeça.
  - Vou ficar mais um pouco. - Eu senti meus nervos enlouquecerem. O que será que ele quer falar?
  - Então a gente vai! Até mais pra vocês. - Nos despedimos do %Tom% e %Harry%.
  - Vem %Dougie%! - %Paulinha% chamou o namorado e os dois saíram em direção ao quarto dela deixando eu e o %Danny% sozinhos em frente à porta do apartamento.
  O único som que ficou foi o que vinha do meu quarto, ao som de There's Us. Olhei para o %Danny% e o vi me observando. Mordi meu lábio inferior por puro nervosismo.
  Peguei a mão dele e comecei a andar sem dizer nada. Fui direto para o meu quarto e fechei a porta. %Danny% ficou parado ao lado da mesma enquanto eu abaixava o som. Ficou um som ambiente.
  Eu não sabia mais o que fazer. Fiquei nervosa e tentei me concentrar na música que tocava agora pra tentar me controlar. Não tive muito sucesso.
  - Então... - Hesitei. - Sobre o quê você quer conversar? - %Danny% respirou fundo e se sentou na minha cama. Indicou com a mão para que eu fosse sentar ao lado dele.
  - Sobre você, sobre mim, sobre nós dois. - Ele disse baixo quase arrancando todo o meu ar com aquelas palavras.
  Oh céus! Era isso o que eu temia!
  - Ok. - Foi a única coisa que eu pude dizer sem gaguejar.
  %Danny% ficou inquieto ao meu lado, pensativo. Continuei calada, esperando ele tomar a iniciativa.
  - Você sabe o que eu sinto por você, eu deixei claro. - Eu apenas pisquei, totalmente vidrada em seus olhos e suas palavras. - Agora eu preciso saber o que você sente por mim.
  - Eu pensei que você já soubesse. - Eu disse baixo, desviando meu olhar. Senti sua mão em meu queixo e ele puxou meu rosto em sua direção.
  - Eu quero ouvir de você. - Eu fechei meus olhos, embriagada com a proximidade de seus lábios. Respirei fundo o cheiro do perfume de %Danny%, criando coragem pra finalmente me declarar.
  Meu celular tocando The Guy Who Turned Her Down, atrapalhou minha concentração. Me afastei de %Danny% rapidamente em busca do celular. Eu não podia deixar de atender uma ligação do Carlos, já que podia ser alguma coisa com o Paul.
  - Oi? - %Danny% estava com a sobrancelha arqueada quando eu atendi a ligação.
  - %Saáh%! Tudo bem? Espero não estar atrapalhando você! - Ah, se o Carlos soubesse!
  - Não Carlos! Tudo bem! O que foi? - O rosto de %Danny% ficou enfurecido quando eu falei o nome dele.
  - É o Paul. - Meu coração gelou com a pausa dele. Não podia deixar o %Danny% ver a minha preocupação.
  - Só um minuto Carlos. - Falei pro telefone e coloquei a mão no fone pra que ele não escutasse. - %Danny%, eu volto em um minuto. - Não esperei ver sua resposta, apenas abri a porta do quarto e saí, indo até a sala. - Pode falar Carlos.
  - O médico disse que ele precisa ser internado em uma clínica de reabilitação e vai transferir ele amanhã pela manhã.
  - Mas nós vamos poder visitá-lo? - Perguntei baixo.
  - Ele disse que vai fazer uma recomendação para a nossa presença todos os dias. Normalmente os internados têm visitas apenas uma vez na semana.
  - E ele vai poder fazer as provas?
  - Se estiver bem até lá, sim. Ele vai passar pelo processo de desintoxicação. O médico disse que é muito difícil e poucos conseguem superar esse processo.
  - Mas ele vai conseguir! Nós vamos ajudá-lo!
  - Vamos sim! - Sorri e sabia que Carlos também estava sorrindo. - Então, era só isso!
  - Certo! A gente se fala amanhã então!
  - Beijos!

  Desliguei o celular e voltei para o quarto. %Danny% estava deitado na minha cama, os pés com o tênis do lado de fora da mesma e o braço direito cobria seu rosto. Me aproximei da cama e ele retirou o braço do rosto e olhou pra mim. Paralisei no lugar.
  - O que há entre você e esse cara?
  - Como assim? - Perguntei, já com receio da sua reação e imaginando o que se passava pela sua cabeça.
  - Como assim, não %Samara%. Você sabe muito bem ao que eu estou me referindo! - Respirei fundo. %Danny% se sentou novamente.
  - Nós somos amigos, colegas de turma.
  - Não é isso o que a %AnaPaula% me disse. - Agora eu fiquei confusa.
  - E o que ela disse? - Ele bagunçou os cabelos e desviou seu olhar do meu.
  - Disse que você e ele estão cheios de segredinhos desde que eu viajei. Que vocês saíram juntos todos os dias à noite pra “estudar” - Ele fez aspas com as mãos. - E você ainda quer que eu pense que vocês dois não tem nada? Você mal esperou eu viajar pra ficar pra cima e pra baixo com esse seu amiguinho! - Eu respirei fundo e contei até dez. Ele estava com ciúmes de novo.
  - %Danny%, nós dois não temos um caso ou nada do gênero do que você tá pensando. - Expliquei.
  - Então o que vocês dois andam fazendo todos os dias?
  - Não é da sua conta, nem da %Paulinha%, nem de ninguém! - Quase explodi. - Que droga! Eu não to ficando com o Carlos! - Ele se levantou da cama e ficou parado na minha frente.
  - E como você quer que eu acredite nisso se você não me conta o que vocês estão fazendo juntos? - Ele também explodiu.
  - Você precisa confiar em mim %Danny%. - Eu disse baixo de olhos fechados.
  - Como você quer que eu confie se você mesma não confia em mim pra contar o que está acontecendo? - Abri meus olhos e respirei fundo.
  - Então não temos solução pra isso. - Andei até a minha cama e me deitei. Abracei o Pooh gigante e escondi meu rosto nele.
  Sem querer, eu senti as lágrimas caírem. Tentei abafar os soluços no pelo do Pooh, mas acho que foi em vão. Senti o lado da cama afundar e alguém me abraçar por trás. Solucei mais alto ainda.
  - Shh, me desculpa. - Ele repetiu várias vezes em meu ouvido. - Eu sou um idiota com ciúmes. Por favor, me perdoa %Saáh%! Não chora. - Larguei o Pooh e me virei enterrando meu rosto em seu peito. Meu cabelo ficou todo espalhado por meu rosto e %Danny% começou a arrumá-lo com a mão, fazendo carinho em minhas costas ao mesmo tempo com a outra.
  - Eu odeio brigar com você. - Gaguejei em meio aos soluços. %Danny% me apertou ainda mais em seus braços entrelaçando nossas pernas.
  - Eu também, amor. Eu também. - Senti meu coração bater mais forte ainda por ele ter me chamado de amor.
  Depois de um longo tempo, meus soluços passaram e minhas lágrimas pararam de cair. %Danny% não me largou nenhum segundo e eu me senti em paz ali, naqueles braços do cara que eu tanto amava.
  Ele se afastou um pouco e com a mão levantou meu queixo pra poder ver meu rosto. Eu fiquei de olhos fechados imaginando a cena catastrófica que ele estava vendo. Olhos inchados, nariz vermelho, rosto molhado. Terrível.
  - Psiu. - Ele chamou e eu tive que abrir os olhos. Seu rosto estava sério e seus olhos olhavam pra mim profundamente. - Me perdoa? - Eu concordei com a cabeça. - Eu confio em você. O problema é que eu sou um babaca medroso e ciumento. - Ele soltou uma risada e eu neguei com a cabeça.
  - Você não é um babaca. - Ele sorriu. - E eu confio em você também e eu queria contar o que tá acontecendo, mas não posso porque não diz respeito a mim, entende? - Ele concordou com a cabeça e voltou a me abraçar, afundando seu rosto em meu pescoço.
  A mão dele começou a passear pelas minhas costas, subindo, descendo, de um lado pro outro. Eu comecei a ficar sonolenta por culpa dos seus carinhos e eu vi que a respiração dele também estava pesada. Eu dei um beijo no topo de sua cabeça e ele retribuiu com um beijo em meu pescoço.
  - De uns tempos pra cá, você andou dizendo como se sentia em relação a mim, mas eu nunca deixei claro pra você como eu me sentia. - Ele afastou o rosto de meu pescoço depois do meu cochicho.
  - Você me mandou uma mensagem. - Ele respondeu no mesmo tom de voz.
  - É, mas não era a mesma coisa. Você disse que sempre que viajava pensava que poderia ir e não voltar mais e eu fiquei completamente desesperada com essa ideia. Eu tinha que te mandar alguma coisa que te desse uma noção do que eu sentia, mas o que eu escrevi foi só um pedacinho.
  - Você ficou com medo de me perder? - Ele perguntou com um sorriso de lado. Eu me levantei com o auxílio do meu cotovelo e fiquei com meu rosto por cima do dele.
  - Desde o dia que você esbarrou em mim naquele shopping que eu tenho medo de te perder. - Eu olhei bem fundo dos olhos dele. - Quando eu me afastei de você foi a pior sensação pela qual eu já passei. Doeu muito, muito mesmo, ficar longe de você. Eu prefiro que a gente brigue, sei lá, não consigo suportar outra separação como aquela!

  %Danny% agarrou meu rosto com suas mãos e me beijou ferozmente. Fiquei muito surpresa com sua atitude, mas retribui de imediato. Meu corpo tremeu ao sentir seus lábios nos meus e logo nossas línguas estavam unidas. Suas mãos largaram meu rosto e me empurraram pela cintura para que eu deitasse as costas na cama. %Danny% logo se colocou em cima de mim e eu levei minhas mãos ao encontro do seu cabelo e apertei com força, puxando ele pra mais perto de mim. Como se isso fosse possível.
  Suas mãos agarraram as minhas coxas e ele as impulsionou para cima, deixando-as ao lado de sua cintura. %Danny% estava entre as minhas pernas e essa posição me fez ficar com muito calor.
  Ele mordeu meu lábio inferior para tomar fôlego e eu aproveitei pra desviar meus lábios para o seu pescoço. %Danny% gemeu quando eu o mordi de leve lá e apertou sua mão em minha coxa esquerda. Isso me deu coragem pra continuar e eu subi até sua orelha mordiscando seu lóbulo.
  Ele gemeu de novo e eu senti meu corpo todo responder ao som de sua voz.
  Brinquei com meu nariz, fazendo o mesmo passear por seu pescoço e orelha, indo e vindo, sentindo o maravilhoso cheiro de %Danny% %Jones%. Parei meus lábios perto de seu ouvido e respirei fundo.
  - Eu te amo %Danny%. - Sussurrei.
  Ele tirou seu rosto de perto do meu pescoço e eu vi seus olhos %azuis% me olhando de uma forma tão linda que eu fiquei emocionada.
  - Você me ama? - Ele sussurrou também.
  - Sim. Eu amo você. - Um sorriso do tamanho do mundo se formou em seus lábios. Eu sorri também, sentindo toda a felicidade dele e a minha, me invadirem.
  - ELA ME AMA! - Ele se ajoelhou entre minhas pernas e gritou, com os braços levantados pro ar.
  - %Danny%! - Eu o repreendi, mas não consegui conter um sorriso ao ver sua alegria. Ele gargalhou alto e começou a pular em cima da minha cama. Eu encolhi minhas pernas pra não ser esmagada no meio da sua crise. Reparei que ele estava sem os tênis. Que horas ele tirou é que eu não sei.
  - O quê que tá rolando? - %Dougie% abriu a porta do quarto e entrou com %AnaPaula% atrás dele. %Danny% pulou da cama para o chão indo direto pra cima do amigo que foi pego totalmente de surpresa.
  - Ela disse! Ela finalmente disse que me ama %Dougie%! - O %Poynter% começou a gargalhar com o %Danny%, os dois abraçados. Meu olhar encontrou com o de %Paulinha% e ela sorriu pra mim. %Danny% soltou o %Dougie% e agarrou a %AnaPaula% num abraço. - Você acredita nisso %Paulinha%? Ela me disse!
  - É claro que eu acredito! Eu sabia! - %Danny% soltou a %AnaPaula% e voltou pra mim. Me pegou em seus braços e me fez ficar sentada em seu colo. Ele começou a me dar vários beijos no rosto, no pescoço, selinhos. Eu quase me esqueci do fato da gente não estar sozinhos.
  - Ok. Vamos bêe. - %Paulinha% disse. - Vamos deixar o casal aproveitar o momento “ele me ama ela me ama” a sós. - %Dougie% gargalhou e eu vi a porta fechar.
  %Danny% uniu nossos lábios em mais um beijo apaixonado e me carregou em seus braços até o meio da cama, me deitando. Ficou entre as minhas pernas mais uma vez, naquela posição tentadora. O beijo não foi interrompido em nenhum momento e lá estava eu sem ar novamente. Respirei pesadamente quando ele começou a brincar com meu pescoço mais uma vez, mordendo, chupando e beijando. Deixei escapar um gemido baixo quando ele beijou atrás da minha orelha.
  O ponto fraco que ele descobriu alguns dias atrás.
  Ele voltou a procurar meus lábios e mais uma vez nossas línguas se uniram, dançando alegremente. Meu corpo todo ferveu quando ele colocou sua mão por dentro do meu moletom e da minha camiseta. O toque da sua mão fria com minha barriga quente me fez estremecer.
  Eu me senti muito quente. Meu corpo inteiro estava em erupção.
  Mordi seu lábio inferior para respirar e o puxei levemente. %Danny% sorriu.
  - Eu estou morrendo de calor com esse moletom. - Comentei com minha respiração entrecortada. %Danny% soltou uma risada com os olhos fechados.
  - Meu Deus, eu achei que era o único! - Eu gargalhei alto e ele aproveitou a inclinação pra mordiscar meu queixo. Minha gargalhada sumiu na hora.
  Olhei seus lindos e famintos olhos %azuis%. Tinham uma felicidade estampada neles, um brilho que eu nunca havia visto antes ali. E era meu.
  Era por mim que eles brilhavam.
  Tirei minhas mãos de seu pescoço e desci lentamente por seus ombros indo até seu peito e descendo por seu tórax. Agarrei a ponta de seu moletom e ele entendeu o que eu queria fazer, levantando seus braços pra facilitar. Puxei o moletom pra cima e o tirei de seu corpo. %Danny% tinha uma camiseta preta por baixo de gola v. Ele sorriu marotamente quando fez suas mãos passearem pela barra do meu moletom. Me sentei, levando %Danny% comigo e levantei os braços assim como ele fez. Puxou o mesmo e o atirou pra um quanto qualquer do quarto voltando a me beijar ardentemente.
  Sem os moletons, ficou bem mais fácil pra ele explorar o meu corpo. Suas mãos fazia esse trabalho por minhas pernas, coxas, barriga e costas, enquanto seus lábios desceram de meu pescoço até a curva dos meus seios.
  Eu soltei um gemido involuntário e senti %Danny% sorrir. Me senti injustiçada e saí de baixo dele. %Danny% me olhou confuso enquanto eu ficava ajoelhada ao lado dele. Fiz ele deitar e fiquei por cima, sentada em sua barriga.
  - Acho que eu posso retribuir. - %Danny% gargalhou alto, mas depois enrijeceu quando eu me aproximei de seu pescoço. Distribuí beijos e mordidas ali, descendo até sua clavícula e seguindo até seu peitoral coberto pela camisa. Beijei a parte descoberta pela gola v, continuei descendo por seu tórax e eu senti %Danny% ficando mais rígido por baixo de mim quando eu cheguei no limite de sua calça jeans.
  Sem encará-lo para não perder a coragem, eu levantei um pouco sua camiseta e comecei a mordiscar ao redor de seu umbigo. %Danny% gemeu alto e eu sorri vitoriosa. Não continuei brincando ali por muito tempo já que ele me agarrou pelos ombros e me fez ficar deitada em cima dele, colando nossos lábios com furiosidade.
  Suas mãos se espalmaram em minha bunda e apertaram com força. Eu gemi desesperada quando eu senti sua intimidade de encontro com a minha e %Danny% gemeu também. Cravei minhas unhas em seu peitoral por cima da camiseta e mordi seu lábio inferior com força. %Danny% levantou seu tronco e ficou sentado, me sentando em cima dele, o seu membro duro de encontro com minha intimidade mais uma vez, eu gemi fechando os olhos com força sentindo todo o meu corpo responder ao toque.
  As mãos dele subiram pelo meu quadril, indo por dentro da minha camiseta e causando arrepios por toda a minha pele, foram contornando a minha cintura e pararam quando tocaram o tecido do meu sutiã. Segurei em seus braços para impedi-lo de prosseguir, seu rosto se afastou um pouco para me olhar, em seus olhos tinha uma luxúria, um desejo tão grande.
  - Nós dois estamos... - Eu comecei respirando fundo.
  - Muito rápido? - Ele disse utilizando seu polegar pra brincar com o elástico do sutiã. Eu concordei com a cabeça e ele sorriu. - Desculpa. - Começou me abraçando forte. - É que você me deixa um pouco descontrolado! - Eu sorri.
  - Só um pouco? - Sussurrei perto de seu ouvido. Ele se afastou, voltando a deixar nossos rostos frente a frente.
  - Totalmente. - Foi o que ele respondeu antes de voltar a me beijar, agora um beijo mais calmo, mais controlado, mas não menos apaixonado.
  Quando paramos, %Danny% começou a brincar com seu nariz no meu, um beijo de esquimó. Eu sorri abertamente e levei minhas mãos até seu cabelo bagunçado. Comecei a penteá-lo com os dedos e ele sorriu, inclinando sua cabeça para minhas mãos.
  - Gosta que eu mexa neles? - %Danny% concordou com um aceno leve de sua cabeça, com os olhos fechados. Eu mexi um pouco mais em seus cabelos e depositei um beijo casto em seus lábios. - Hey. - Seus olhos %azuis% apareceram. - Vem deitar comigo.
  - Ah, não. Assim tá bom. - Ele voltou a brincar com o elástico do meu sutiã nas laterais do meu corpo com seus dedos ágeis. Eu neguei com a cabeça.
  - %Danny%. - Repreendi, mas ele gargalhou.
  - Eu to brincando! - Me deu um selinho e me levantou pela cintura, saindo de baixo de mim. Eu pulei da cama e fiz ele sair também. Puxei o edredom que cobria a mesma, que já estava totalmente embolado por causa da nossa pegação, e fiz ele se deitar.
  - Hey! Esse travesseiro é meu! - Reclamei quando vi ele deitando no meu travesseiro. %Danny% virou seu rosto e mergulhou no travesseiro, depois me olhou com um sorriso sapeca.
  - Tem seu cheiro aqui. - Ele ajeitou o mesmo e não fez nenhuma menção de trocar o travesseiro pelo o outro. Eu neguei com a cabeça e peguei o Pooh, que estava esmagado no canto da cama, e o coloquei em cima do puff. Voltei e me deitei ao lado de %Danny%, nos cobrindo com o edredom. Ele me puxou, fazendo a gente ficar deitado de conchinha. Seu braço ficou em baixo do meu pescoço e o outro me abraçando firmemente pela cintura. Eu entrelacei nossos dedos e ele beijou demoradamente o meu ombro.
  Eu respirei fundo e fechei meus olhos, sentindo todas aquelas maravilhosas emoções me dominarem. A única coisa que se escutava agora era o som baixinho ainda tocando Backstreet Boys.
  - Escutar os Backs nunca mais será a mesma coisa. - %Danny% riu baixo em meu ouvido.
  - Isso é bom. Se você me largar amanhã, pelo menos vai se lembrar de mim sempre que escutar alguma música deles. - Ele cochichou.
  - Eu não vou largar você. - Eu cochichei também. Ele me apertou mais em seus braços.
  - Você não tem noção de como eu ficaria se você me largasse agora, depois de hoje. - Eu respirei profundamente.
  - Então não faça nenhuma burrada e eu vou ficar com você pro resto da minha vida.
  - Promete?
  - Prometo! - Ele apertou nossas mãos entrelaçadas e afundou seu rosto na curva do meu pescoço.

  Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

  - Bom dia senhora %Jones%! - Revirei meus olhos, mas não consegui conter um sorriso.
  - Meu sobrenome não é %Jones%, %Paulinha%.
  - Mas o do seu namorado é! - Eu balancei minha cabeça em sinal de negação.
  - Ele não é meu namorado. - Ela bufou.
  - Depois do escândalo do “ela me ama”, eu não dou uma semana pra ser! - Eu tive que gargalhar. - Vai, me conta tudo!

#

  - %Samara%! Visita pra você! - Escutei %Paulinha% gritar. Franzi a testa e terminei de pentear meu cabelo rapidamente. Porque será que o Carlos chegou tão cedo? Não é nem seis e meia ainda!
  Saí do quarto e andei em direção à porta do apartamento.
  - %Danny%! - Disse surpresa, mas imensamente feliz em vê-lo. Ele sorriu e abriu os braços, como em um convite. Eu corri e me joguei nele. %Daniel% gargalhou.
  - Ei amor! - Ele me afastou um pouco para olhar em meus olhos. - Porque você ficou surpresa?
  - Eu achei que você viria mais tarde! - Ele me deu um selinho demorado. Meu corpo inteiro respondeu ao toque e lá estávamos nós, nos beijando apaixonadamente.
  %Danny% mordeu meu lábio inferior e respirou fundo. Eu sorri e seus dentes deixaram meu lábio. Ele se afastou de mim e seus olhos começaram a me observar dos pés à cabeça.
  - Onde você está indo? - Ah, não! Não gostei do seu tom de voz, muito menos do seu olhar!
  - Eu vou sair com o Carlos. - Falei baixo com medo da sua reação.
  - Você tá indo sair com aquele cara? - Gritou. Sua reação ainda foi pior do que eu imaginei.
  Me aproximei dele, que estava rígido e com os olhos ardendo de ódio, e levei minhas mãos devagar até seu rosto. Respirei aliviada quando ele não se afastou.
  - %Danny%, você já sabe que eu preciso sair com ele e que não acontece nada entre a gente. Por favor amor, não briga comigo. - Supliquei olhando no fundo dos seus olhos. Aos poucos o ódio foi sumindo de lá e %Danny% soltou o ar pesadamente, levando suas mãos ao encontro das minhas em seu rosto. Fechou seus olhos com força.
  - Desculpa amor, é que eu fico meio louco por não saber o que vocês andam fazendo e me passam tantas coisas pela cabeça. - Ele respirou fundo e abriu os olhos. Pegou minha mão esquerda e beijou a palma.
  - A única coisa que eu posso dizer é que a gente tá estudando para as provas. - Ele arqueou a sobrancelha, como se aquilo não se encaixasse em um segredo. Na verdade, não encaixaria pra mim também se eu escutasse ele falar. - É sério. - Enfatizei.
  - Tudo bem, se você diz. - Ele deu de ombros. - Você não pode ficar? Fazer o que vocês tem que fazer em outro dia? - Eu neguei com a cabeça.
  - Não dá. Ontem eu fiquei em casa porque eu estava esperando você chegar. Não posso deixar de ir hoje também!
  - Ok. - Ele bufou. - Que horas você vai?
  - Ele chega ás sete.
  - Então é melhor eu ir embora. - Ele se afastou, indo em direção a porta.
  - Não! - Eu corri até ele e o segurei pelos ombros. - Não vai, %Danny%! - Ele me olhou com raiva, mas não disse nada. - Eu não vou demorar. Nove horas eu to aqui! Por favor, fica. - Passei meus braços por seu pescoço e o puxei. Rocei meus lábios nos seus e %Danny% fechou os olhos. - Por favor, amor. - Ele suspirou.
  - Eu amo quando você me chama assim. - Eu sorri largamente.
  - Amor, amor, amor, meu amor! - %Danny% abriu os olhos e sorriu, eu senti ele me abraçar pela cintura e seus lábios colaram nos meus. Nossas línguas encontraram imediatamente, eu comecei a explorar a sua boca, assim como ele fazia com a minha. O ritmo diminuiu aos poucos e %Danny% parou de me beijar, mas os lábios continuaram nos meus como um selinho. - Você vai ficar? - Sussurrei.
  - Vou. - Eu sorri e voltei a beijá-lo, minhas mãos puxando seus cabelos e as mãos dele apertaram meus quadris, puxando o meu corpo e colando mais ao seu. Comecei a achar aquelas roupas de frio, muito inconvenientes.
  Mais inconveniente que elas foi a campainha tocando. Foi quase um martírio ter que me soltar de %Danny%.
  Abri a porta e lá estava Carlos com seu sorriso contagiante.
  - Hey! - Cumprimentei.
  - Oi %Saáh%! Vamos? - Eu concordei com a cabeça.
  - Espera só um minuto. - Eu dei a volta e corri até meu quarto. Pequei minha bolsa e voltei. %Danny% estava de braços cruzados. Me aproximei dele e abracei seu pescoço. Ele me abraçou pela cintura. - Te vejo ás nove. - Ele concordou com a cabeça e eu o beijei, sugando seu lábio inferior, depois o superior e terminando com um selinho. Ele sorriu.

  %AnaPaula% POV.
  - Ela já foi? - %Danny% concordou com a cabeça. Eu via em seu rosto a grande irritação que ele estava sentindo, mas tentava evitar. - Você vai esperar ela voltar? - Ele descruzou os braços e apoiou o cotovelo no sofá.
  - Ela me disse que chegava ás nove. - Eu concordei com a cabeça, sentando-me ao seu lado no sofá. %Danny% me seguiu com o olhar.
  - Ela sempre chega ás nove. Até hoje, não se atrasou nem uma vez. - Foi a vez dele concordar com um aceno de cabeça, soltando um suspiro em seguida.
  Ficamos em silêncio por um tempo. %Danny% perdido em seus pensamentos e eu encarando a matéria de Inglês Geral. Comecei a me sentir frustrada por não estar conseguindo me lembrar de todos os dados necessários para a prova.
  Soltei o ar pesadamente.
  - O quê? - %Danny% perguntou curioso, olhando ora pra mim, ora para o meu caderno.
  - Essas provas malditas! - Ele gargalhou baixo e eu subitamente tive uma ideia. - Hey %Jones%! Você não quer me ajudar com a matéria da prova? - Ele arregalou os olhos perante a minha animação. Eu dei um tapinha em seu braço.
  - Ah, não sei %Paulinha%... - Hesitou negando com a cabeça. - Eu nunca fui muito bom no colégio.
  - Bobagem! - Eu rebati. - É tudo bem básico no Inglês Geral, e o que eu to tendo dificuldade de gravar mesmo são alguns detalhes sobre a cultura e história do Reino Unido. Tenho certeza que você sabe! - %Danny% abriu a boca pra contestar, mas eu o interrompi. - Ah, qual é %Danny%?! Você não tem nada melhor pra fazer até às nove! Me ajuda! - Fiz uma voz manhosa e vi em seu rosto um pequeno sinal de sorriso. Comemorei com gritinhos, sabendo que ele não recusaria.
  End POV.

  Abri a porta de casa assim que o Carlos entrou no elevador. Escutei %AnaPaula% e %Danny% conversando na sala. Fechei a porta com cuidado pra não fazer barulho e pegar os dois desprevenidos. Sorri sapeca me aproximando bem devagar e vi que %Danny% segurava o caderno de %Paulinha% enquanto a outra esfregava a testa sem parar.
  - Foi a rainha Elizabeth II? - %Danny% sorriu e concordou com a cabeça. - Isso! - Ela bateu palmas e deixou seus olhos focados em %Danny%.
  - Certo, agora... - Ele hesitou lendo o caderno. - No século XVIII, aconteceu algo inesperado na Europa. Os reinos da Inglaterra e Bélgica tinham apenas um herdeiro ao trono e a criança era a mesma para os dois. Ela foi a pessoa mais jovem a assumir um reino e fez grandes coisas. Também obtêm o recorde de anos que uma rei ou rainha já reinou na Europa. Quem é essa pessoa?
  Mordi meu lábio inferior para não rir da forma elaborada que %Danny% conseguiu fazer aquela pergunta. Tão simples, e tão direta, para se ter uma resposta tão fácil.
  Fiquei impressionada em ver %Paulinha% demorando tanto pra responder.
  - Rainha Vitória. - Os dois viraram suas cabeças ao mesmo tempo para me encarar. - Ela foi coroada rainha aos 19 anos. Se casou com o Príncipe Albert e foi também a primeira rainha que morou no palácio de Buckingham. Seu período de reinado foi de 62 anos.
  - Como é que você sabe disso? - %Paulinha% me perguntou e eu rolei os olhos.
  - Eu estudei, %AnaPaula%, achei que isso fosse óbvio. - %Danny% soltou uma risada baixa por causa das reclamações que %Paulinha% começou a soltar sobre estar estudando que nem uma louca e ainda não saber tudo. Eu sorri para %Danny% e dei meia volta, indo até o meu quarto.
  Joguei minha bolsa no puff e procurei meu celular lá dentro. Coloquei o mesmo no criado-mudo e senti alguém me abraçar por trás. Sorri levando minhas mãos até as dele.
  - Sentiu minha falta? - Perguntou sussurrando em meu ouvido. Eu suspirei.
  - Nem um pouco. - Ele soltou uma risada e girou meu corpo, me fazendo ficar de frente pra ele. No segundo seguinte, seus lábios estavam colados aos meus.

  Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012.

  - Você viu como ele estava hoje? Aquelas tremedeiras? - Carlos concordou com a cabeça e o elevador se abriu.
  - Ele estava se controlando pra não demonstrar. - Eu também concordei.
  - E também estava se controlando pra prestar atenção na matéria. - Carlos sorriu.
  - Mas ele conseguiu, com uma professora tão boa de Inglês Geral! - Eu ruborizei, negando com a cabeça. Paramos em frente a porta do apartamento e eu coloquei a chave e comecei a abri-la.
  - Para com isso. - Eu disse, girando a maçaneta e empurrando a porta.
  - É sério! Você é incrível! Não sei o que eu faria da minha vida sem você.
  - Você não seria nada, é claro! - A gente gargalhou. - Quer entrar? - Ele negou com a cabeça.
  - Não. Eu tenho que ir. Até amanhã %Saáh%. - Ele me deu um beijo no rosto e eu fiz um tchau com a mão.
  Entrei em casa e fechei a porta do apartamento, trancando em seguida. Girei meu corpo e dei de cara com %Danny%, parado com os braços cruzados e olhando pra mim. Eu sorri de imediato ao vê-lo e corri pra abraçá-lo.
  - Oi! - Falei com empolgação passando meus braços ao redor de seu pescoço, mas %Danny% não me abraçou como eu esperava. Seus braços ainda estavam cruzados. Me afastei dele devagar, tentando imaginar o que estava errado. - O que foi? - Ele me fuzilou com o olhar.
  - Eu cansei %Samara%. - Sua voz estava dura, rude.
  - Como assim? - Perguntei sem entender. Ele descruzou os braços e levou as duas mãos aos cabelos. Droga, ele estava nervoso, muito nervoso.
  - Eu cansei de você com esse cara! Você vê ele na escola, vê ele todos os dias à noite e vê ele até nos fins de semana, pelo amor de Deus! - Gritou, gesticulando com as mãos. - Você passa mais tempo com esse filho da puta do que comigo!
  - Deixa de ser infantil %Daniel%! Eu te vejo todos os dias a noite também! E a gente também passou o fim de semana juntos! - Eu também gritei com raiva.
  - Infantil? - Ele gritou mais alto, com ódio em sua voz. - Eu só sou a merda da segunda opção %Samara%! Você sacrifica as suas horas comigo sem pensar, mas nada pode atrapalhar as suas saídas com esse imbecil! - Ele apontou o dedo em minha direção. - Você vai ter que escolher! Ou acaba de vez essas suas saídas com ele, ou você esquece que eu existo. - Senti lágrimas aparecerem nos meus olhos automaticamente. Eu não acredito que ele está me pedindo pra escolher.
  - Você não... Você não pode me pedir uma coisa dessas. - Falei baixo, um soluço entalado em minha garganta. Vi algumas lágrimas descendo pelo rosto de %Danny%.
  - Ele é tão importante assim? Mais importante do que eu? - Eu neguei com a cabeça ferozmente.
  - Você não entende %Danny%. Eu não posso escolher. - O Paul precisa de mim e eu preciso do %Danny%. O que eu posso fazer?
  - Então fica com ele porra! - Gritou e eu deixei as lágrimas caírem. - Eu não preciso dessa merda! Eu não sou o tipo de cara que divide! - Ele avançou em direção a porta. - Talvez eu estivesse certo sobre você. Você é só mais uma interesseira. E dessas eu acho aos montes atrás de mim sem ter que precisar dividir nenhuma delas com ninguém. - Limpei minhas lágrimas de forma ríspida.
  - Talvez eu também estivesse certa sobre você. - Ele me encarou segurando a porta do apartamento aberta. - Você só pensa em você! É um filho da puta egocêntrico e metido a centro do universo! Eu não preciso de alguém como você! - Gritei com ódio. - Vai embora! Você não merece nem mesmo o meu desprezo! - Ele fechou os olhos com força e algumas lágrimas desceram rapidamente por seu rosto. Sua cabeça mexeu pra cima e pra baixo como se concordasse e ele deu meia volta e saiu pela porta, batendo-a com força, sem nem ao menos olhar uma última vez pra mim.
  Foi aí que eu desabei.

  Domingo, 25 de Novembro de 2012.

  %AnaPaula% POV.
  - Oi bêe! - %Dougie% me abraçou, me dando um beijo em seguida. - Que cara é essa? - Eu respirei fundo, fechando a porta de casa.
  - É a %Samara%, %Dougie%. Ela não come direito há dias! Ela já deve ter perdido uns cinco quilos, talvez até mais! - Ele me abraçou forte. - Eu não sei mais o que fazer!
  - O %Danny% tá do mesmo jeito. - Eu me afastei do seu abraço. - Ele não dorme há dias, não se concentra nos ensaios e voltou a beber. Já tentei de todas as formas convencê-lo a conversar com a %Saáh%, mas toda vez que eu digo o nome dela ele explode!
  - Toda vez que eu digo o nome do %Danny% a %Samara% também explode. - %Dougie% balançou a cabeça em negação.
  - E tudo isso aconteceu porque ela não abriu mão de sair com aquele colega de vocês. - Eu concordei, puxando o %Dougie% para o sofá. Ele se sentou e bateu em suas pernas pra que eu me sentasse em seu colo. Eu sorri. - Ela ainda saí com esse Carlos?
  - É a única hora que eu vejo %Samara% forçando um sorriso, tentando parecer estar bem. - %Dougie% franziu a testa. - Ela sai do quarto com os olhos inchados de tanto chorar, mas um sorriso sempre aparece quando o Carlos cumprimenta ela. Quando ela volta, até o momento em que o Carlos está presente ela sorri, depois que ele desaparece pela
porta, ela volta a chorar e se tranca no quarto.
  - Eu não entendo. Será que eles dois estão juntos? Não tem lógica! - Ele beijou meu ombro e escondeu seu rosto na curva do meu pescoço.
  - Eles não estão, Carlos já me garantiu isso. E se eles estivessem a %Saáh% não estaria sofrendo tanto por estar longe do %Danny%. - Ele concordou com a cabeça ainda grudado em meu pescoço.
  - Onde ela está? - Eu respirei fundo.
  - Não saiu do quarto desde que entrou lá depois do ensaio. Até agora não comeu nada. - Ele também respirou fundo e me olhou.
  - %Tom% não conseguiu nada ontem? - Eu neguei com a cabeça.
  - Ela nem ao menos falou com ele. Ele conversou com a porta, literalmente.
  - Isso não é bom. - Eu o abracei mais forte. Isso não é bom mesmo.
  End POV.

  Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012.

  Minha cabeça doía muito, por culpa da noite mal dormida. Pelo menos ontem eu consegui me distrair estudando pra prova de Matemática de hoje. Qualquer coisa pra não me fazer lembrar dele.
  Meu corpo parecia em cacos principalmente pelo fato de eu ter passado a maior parte dos meus tempos em casa, dentro do banheiro.
  Eu não podia aguentar deitar em minha cama sem me lembrar dele, sem sentir seu cheiro em meu travesseiro e no meu edredom. Dormir ali era uma tortura.
  Tudo naquele lugar me lembrava dele. Cada quanto do meu quarto tinha uma lembrança escondida que, se aparecesse no estado em que eu estou, não sei nem o que faria ao meu coração frágil.
  Eu nunca pensei, em toda minha vida, que ficar longe de alguém seria tão terrível.
  Céus! Eu imaginava que já tinha passado por coisas ruins, mas isso supera de longe muitos dos meus traumas!
  Pra piorar, eu não podia escutar mais nenhuma música. Ele conseguiu se infiltrar em qualquer melodia que eu escutasse.
  Eu não podia escutar Westlife porque eu me lembrava do show em Manchester.
  Eu não podia escutar Backstreet Boys porque me lembrava da primeira vez que eu me declarei, da primeira vez que nós nos acertamos de verdade.
  E eu não podia mesmo escutar McFLY. A voz dele me causaria um suicídio, sem nenhuma dúvida.
  Acho que a dor está sendo tão forte por eu já saber que não há solução pra mim e ele. Esgotei todas as fichas, todas as possibilidades de tentar fazer sair algo da nossa relação, mas nós sempre fomos nos afundando mais e mais em merda. Agora, pra sair dela é praticamente impossível.
  É o fim.
  O problema é que eu não sabia que estava tão despreparada para esse fim. No fundo eu sempre tive esperanças que nós conseguiríamos e agora eu to mais fodida do que estaria se tivesse me lembrado que, se tratando de %Samara% %Dias%, a esperança é sempre uma merda que não pode existir.

  Procurei com os olhos pela entrada da faculdade, atenta a cada aluno que aparecia em meu campo de visão. Logo vi Carlos e Paul, sorrindo ao me ver.
  Pela primeira vez em dias eu consegui sorrir de verdade.
  Corri com certa dificuldade pela fraqueza do meu corpo e me esqueci completamente de tudo quando eu me joguei nos braços do Paul. Ele gargalhou alto enquanto me rodava no ar várias vezes.
  - O que eu disse sobre você comer %Saáh%? - Seu rosto estava repreensivo e eu rolei os olhos. - Você está ainda mais magra a cada dia. E pálida também. - Eu me afastei dele e fiz bico.
  - Paul... - Repreendi e ele levantou as mãos ao ar, ao mesmo tempo que o resto do pessoal se juntava a gente. Em poucos segundos, Paul estava rodeado de pessoas o abraçando fortemente. Eu voltei a sorrir.

#

  - O Paul está diferente, não é? - Eu dei de ombros, acenando com a mão para Carlos e Paul que estavam se afastando. - Preparada pra prova de Inglês Geral de amanhã? - Eu concordei com a cabeça.
  - Vai ser fácil igual a de Matemática. - %AnaPaula% não pareceu tão confiante, mas não negou também.
  - Hoje você vai almoçar. - Eu revirei os olhos, me preparando para mais um sermão. - Nem que eu tenha que enfiar a comida pela sua garganta à força! - Me deu até vontade de rir do comentário, mas eu não o fiz.
  Poucas coisas conseguem me fazer rir nesses dias.
  - Não estou com fome. - Escutei ela bufar, mas nem ao menos desviei meu olhar.
  - Eu não perguntei se você estava, eu disse que você vai comer! - Senti meu braço ser puxado e encarei %Paulinha% contra a vontade. - Parece que você vai voar a qualquer momento de tão magra! - Eu soltei meu braço, de uma forma um pouco indelicada.
  - Eu to legal. - Eu não a encarei.
  - Nossa! Imagina se você estivesse mal! - Mordi meu lábio para não ter que responder rudemente ao seu comentário sarcástico. Apenas apertei ainda mais o passo, louca pra chegar em casa logo e me trancar no quarto, até ser obrigada a sair para ir trabalhar.

  %Danny% POV.
  - Isso só pode ser armação sua! - Quase gritei de ódio. %Dougie% apenas se limitou a negar com a cabeça. – Por que você não entrega isso outro dia?
  - Porque eu estou indo fazer uma surpresa pra minha namorada e a gente já estava passando aqui por perto! - Eu bufei com raiva e me encostei à porta do carro, cruzando os braços com força.
  - Eu não quero vê-la. Será que você não entende isso? - Quase chorei ao imaginar encontrar com a %Samara% agora. Seria demais pra mim.
  %Dougie% se encostou ao carro, ao meu lado. Eu não o encarei. Achei mais interessante olhar para os meus pés onde eu poderia observar cada sujeirinha da calçada.
  - Eu entendo, e eu garanto pra você que eu não estou querendo fazer com que vocês se encontrem, nem nada, por mais que eu pense que esse seria o certo a fazer. - Ele respirou fundo. - Você pode ficar no carro, sei lá. Não precisa conversar com ela. - Eu neguei com a cabeça bem lentamente.
  - %Dougie%, só de olhar pra ela eu sei que todo esse muro que eu construí para tentar esquecê-la vai desabar. É inevitável. - Pude jurar que o %Poynter% sorria.
  - Então, ao invés de tentar aumentar ainda mais esse muro, deixa ele cair.
  - Eu não posso. - Eu sussurrei.
  - Certo! - %Dougie% se afastou do carro. - Sua consciência, seu guia! - Ergui meus olhos para encará-lo. - Não se preocupe. Eu só vou entregar o CD com as músicas novas pra %Paulinha% e nós vamos embora. - Eu concordei com a cabeça.
  No silêncio que se seguiu, eu tentei preparar minha cabeça e meu coração para não me abalar quando visse ela. Já foi completamente difícil me afastar, e muito mais ainda, permanecer afastado.
  Me peguei milhões de vezes encarando o celular com o seu número, pronto para ligar. Parei na frente do seu prédio muitas vezes, esperando, tentando tomar coragem para subir e acabar com todo aquele sofrimento, mas nunca tive a coragem.
  Eu bebi todos os dias, tentando inutilmente tirar aquele gosto e aquele toque da minha mente, mas quanto mais eu bebia, mais eu me lembrava dela. Me lembrava dela falando de seus traumas, falando que eu era a união de todos eles e que eu não era bom o suficiente.
  Pior ainda, eu me lembrava dos movimentos de seus lábios, dos seus olhos brilhando e de sua voz doce dizendo que me amava.
  Pesadelos me perseguiam todas as vezes que eu fechava meus olhos. Ela me deixava em todos eles, de mil formas diferentes, uma mais assustadora que a outra.
  Era impossível dormir sabendo que eu tive o mundo alguns dias atrás e perdi tudo.
  Eu a perdi.
  Acho que nunca mais vou amar outra pessoa na minha vida.
  Não como eu a amei, como eu a amo.
  Por mais que eu tente me convencer de que estou fazendo o certo, eu sei que não é verdade.   Meu Deus! Eu simplesmente não consigo compreender porque eu não a esqueço logo de uma vez. Porque é tão difícil considerar todas as coisas que ela já fez pra me levarem aquela decisão de me afastar, porque ela não sai da minha vida de uma vez?
  Tantas perguntas e apenas uma resposta.
  Esse maldito sentimento chamado amor não foi feito pra ser simples. Foi feito para ferrar completamente a vida de quem sente.
  E eu sou um desses ferrados.
  %Dougie% começou a acenar de repente e eu senti meu coração bater forte em expectativa. Contei até dez e saí de perto do carro, olhando para a direção que %Dougie% encarava.
  %AnaPaula% acenava para a gente, um sorriso surpreso no rosto. %Samara% olhava para a amiga e franziu a testa ao perceber que ela estava cumprimentando alguém. Virou seu rosto em nossa direção e eu pude perceber que ela prendeu a respiração quando me viu.
  Nos segundos seguintes eu pude reparar nela.
  Estava muito mais magra que da última vez que eu a vi, e muito mais pálida também. Seus olhos tinham as mesmas marcas roxas por culpa da falta de sono que tinham também em meu rosto, mas os dela pareciam um pouco mais claros que os meus. Voltei meus olhos para os dela e tentei decifrar o que existia ali, mas havia apenas um tom opaco, quase sem vida.
  Ela parou de andar, agarrando a alça de sua bolsa com força. Depois de mais alguns segundos, sua mão pendeu ao lado do seu corpo e eu vi seus olhos revirando-se nas órbitas e suas pálpebras caindo rapidamente. Sua cabeça deslocou para o lado e no outro segundo %Samara% estava no chão.
  Não pensei em mais nada.
  Não vi mais nada.
  Ela estava no chão.
  Desmaiada.
  O único impulso que eu tive foi de correr até ela e tentar controlar o medo que me invadiu.
  Não me importei com os gritos amedrontados de %Paulinha%, ou com o pequeno círculo de curiosos que se formou ao nosso redor.
  Peguei ela em meus braços com cuidado e a ergui. Dei a volta em direção ao seu apartamento.
  - Por favor amor, acorda. - Fui implorando baixo em seu ouvido, esperando alguma reação, qualquer que fosse, mas não havia nada. Sua pele estava branca demais, gelada demais. Eu espantei o último pensamento que surgiu em minha cabeça e continuei implorando pra que ela acordasse.
  Eu não suportaria perdê-la.
  Não assim.
  Não agora.
  Não %Samara%!
  End POV.

Capítulo. 19
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