Who Said It Could Not Be Forever?


Escrita porSamara Dias
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo. 16

Tempo estimado de leitura: 37 minutos

  “%Danny%, o que houve? Você não me deu atenção a noite inteira!” Vivian reclamou com o rapaz que estava mais uma vez perdido em pensamentos assim que chegaram ao apartamento dele. Ele fixou seus olhos aos dela e respirou fundo.
  “Desculpe, eu só estou um pouco distraído.” Sibilou se levantando e indo até seu quarto para poder tomar um banho e tirar a fantasia de Peter Pan. Vivian foi logo atrás, o seguindo.
  “Distraído? Você está me evitando!” Ela praticamente gritou. %Danny% apenas respirou fundo mais uma vez tentando controlar um acesso de raiva. Foi até o banheiro. “Eu vou tomar um banho.” Disse antes de fechar a porta na cara de Vivian. Ela não ficou muito boa com sua atitude e urrou de raiva, arrancando as asas de sua fantasia e as atirando no chão do quarto.
  Depois da crise de raiva ela escutou o chuveiro sendo aberto e viu que não tinha alternativa a não ser sentar e esperar que ele saísse. Já %Danny%, queria ao máximo ficar para sempre no banheiro para não ter que encarar a Vivian mais uma vez. Eles dois não haviam voltado, era verdade, mas ele não deveria nem ao menos ter ficado com ela outra vez. Iria ferir os sentimentos dela como da última vez e ele não achava que aquilo fosse correto, mas se tornou necessário em prol dos acontecimentos.
  Ele tentou, mas %Samara% não lhe saiu dos pensamentos em nenhum segundo. Nem mesmo quando ele, com raiva, ligou para Vivian encontrá-lo e dormiu com ela para tentar provar a si mesmo que poderia esquecer %Samara% %Dias% rapidamente. “Foi só um beijo.” Indagava sem cessar em sua mente.

  Depois de imaginar ter ficado uma eternidade em baixo do chuveiro com suas lamentações, %Danny% se enxugou e abriu a porta do banheiro encontrando o olhar fixo de Vivian em cima dele. “Acho que me demorei por culpa da água quente.” tentou justificar vendo nos olhos verdes dela nenhuma mudança. “Então, o que você estava dizendo?” perguntou indo até seu guarda roupa para pegar uma boxer e uma bermuda.
  “Quando é que você vai resolver que nós voltamos? Ou a gente ainda vai continuar com esse ficar sem compromisso?” Falou baixo assim que ele terminou de se trocar. %Danny% se escorou na cômoda e cruzou seus braços.
  “Eu não quero voltar Vivian.” disse decidido. O rosto dela se contorceu em desagrado. “Eu tenho que ser sincero com você” fez uma pausa para respirar fundo. Ele sabia que a magoaria, mas não havia outra opção. “Eu tentei de novo, foi por isso que te procurei, mas... Eu me apaixonei por outra pessoa.” os lábios de Vivian se abriram em surpresa. Ela jamais imaginaria que ele tivesse a audácia de dizer aquilo pra ela. “E eu não posso simplesmente ficar com você sabendo disso, eu não posso ignorar esse sentimento!” Vivian sentiu seu rosto ficar vermelho de ódio e colocou o mesmo escondido em suas mãos. Respirou fundo algumas vezes para se controlar o suficiente.
  “Posso saber quem é?” fuzilou %Danny% com os olhos marejados e ele apenas coçou a cabeça, muito nervoso. “Eu acho que você já tem um palpite.” ele respondeu e viu no meio sorriso de Vivian que tinha acertado. Ela respirou fundo mais uma vez para se controlar e disse entredentes. “Aquela garota brasileira.” %Daniel% mordeu seu lábio inferior e concordou com a cabeça.
  Vivian se levantou achando que aquilo já era suficiente. Agora tinha certeza que suas suspeitas estavam no caminho certo e que %Danny% não iria voltar para ela de bom grado, era hora de seguir com a parte principal de seu plano. Aquela garota ia pagar.
  Ela foi para mais perto de %Danny% que descruzou os braços e ficou apenas encarando os olhos da mulher que se aproximava. Vivian conseguiu sorrir, mas %Danny% não fez o mesmo, estava apreensivo. “Eu disse uma vez e agora vou dizer de novo.” Ela começou com a voz baixa, olhando bem no fundo dos olhos azuis de %Danny%. “Você vai se arrepender disso %Danny%.” beijou os lábios dele que continuaram imóveis e se virou saindo do quarto sem olhar para trás e ver a expressão assustada no rosto dele.

  End POV.

  - Bom dia! - Abri meus olhos com dificuldade e vi %Tom% olhando pra mim com um sorriso. - Trouxe café da manhã na cama pra você! - Esfreguei meus olhos enquanto me sentava na cama vendo uma bandeja perto de meus pés. - No menu de hoje, temos cereal de chocolate, leite, salada de frutas e suco de manga. - Uma rosa branca estava no canto da bandeja. %Tom% pegou a mesma e cheirou. - Ela tem o seu perfume Mulher Maravilha. - Disse me entregando a rosa enquanto eu gargalhava do apelido.
  - Você vai me chamar assim por quanto tempo? - Perguntei colocando a bandeja entre nós e pegando a salada de fruta.
  - Acho que só por hoje já que você disse que nós vamos parar de nos pegar. - Ele deu de ombros roubando uma colherada da minha salada.
  - Ainda bem que você lembrou! - Disse meio embolado por estar mastigando. - Nós temos que continuar aquela conversa sobre você ir atrás da Mary! - Ele fez careta e negou com a cabeça.
  - Eu não vou atrás dela, %Saáh%.
  - Você vai sim! - Falei vendo um bico enorme aparecer em seu rosto. - %Tom%, já passou da hora de você ir atrás dela. - Ele negou com a cabeça novamente. - Se você não for vai perder o amor de sua vida e a sua melhor amiga! - Ele me olhou indignado.
  - Você nunca faria isso! - Eu continuei com o rosto firme e ele percebeu que eu não estava brincando. - Isso é chantagem! - Disse indignado.
  - %Tom%, eu só to pedindo pra você ir até lá conversar com ela, não que vocês voltem. Quem vai resolver isso são vocês dois! – Ele comeu mais um pouco e ficou calado. – Por favor, Batman, eu não quero ter que ficar sem conversar com você! – Fiz manha e apertei as bochechas dele que ficaram vermelhas automaticamente. Ele fez uma careta pra mim.
  - Tudo bem. Mas eu não garanto nada! – Ela apontou em minha direção e eu dei pulinhos retardados, batendo palmas. – Hey! Cuidado com a bandeja! – Falou gargalhando e segurando o objeto que pulava junto de mim.

#

  - E então? – Perguntei assim que ele desligou o telefone.
  - A amiga dela de trabalho me disse o endereço e o telefone da casa dela. Acho que eu vou ligar primeiro! – Eu neguei com a cabeça e o impedi de discar os números.
  - Nem pensar! Você vai chegar lá de surpresa. – Ele fez uma careta e já ia protestar, mas eu o impedi novamente. – %Tom%, esse tipo de conversa tem que ser pessoalmente, você não pode ver as expressões, os olhos e todo o resto por telefone! – Ele pareceu compreender, mesmo estando contrariado, e concordou com a cabeça.
  - E o que você vai fazer sem mim? – Eu sorri e lhe dei um abraço.
  - Eu vou voltar pra minha casa oras. – Ele riu em meu ouvido.
  - Isso eu já sabia %Saáh%, quero dizer o que você realmente vai fazer quando eu viajar, já que agora você já sabe que o %Danny% não está mais com a Vivian. – Ele me encarou e eu desviei o olhar.
  - Eu vou deixar acontecer %Tom%. – Ele sorriu, imagino por eu não ter dado uma negação em relação ao %Danny%. – Eu cansei de negar %Tom%, eu gosto daquele imbecil, mas não vou correr atrás dele. – Ele concordou com a cabeça.
  - É assim que se fala! Tenho certeza que a minha mulher maravilha vai se sair muito bem sem mim por aqui! – Ele começou a fazer cócegas em mim e eu me desvencilhei de suas mãos, correndo até o outro lado da sala com ele gargalhando de mim e eu gargalhando das cócegas. – Que tal a gente almoçar fora pra comemorar? – Perguntou assim que conseguiu parar de rir, eu concordei com a cabeça. – Então liga pra %AnaPaula% que eu vou ligar pro %Danny% e pro %Harry%.

#

  - Isso tudo é porque o %Danny% tá indo, é? – Vi %Tom% pelo reflexo do espelho sorrindo pra mim. Eu sorri de forma involuntária.
  - Claro que não. Só estou me arrumando um pouquinho. - Dei de ombros e ele gargalhou de um jeito sarcástico.
  - Então agiliza aí porque eles já estão prontos. - Eu concordei e fui dar os retoques na maquiagem e na roupa.
  Confesso que ver o %Daniel% sabendo que ele não estava mais com a vadia loira era realmente um grande alívio. Estava ficando complicado ter que esconder os ciúmes que haviam apossado de mim, afinal desde que eu e %Danny% nos conhecemos eu nunca o vi com nenhuma mulher, então eu ainda não sabia o que era sentir ciúmes dele porque eu nunca tive motivos pra isso. Ao contrário dele que já havia me visto com o James e com o Carlos, mesmo não havendo motivos para ciúmes de nenhum dos dois eu sei que ele sente do mesmo jeito.
  - Anda logo, mulher maravilha! - %Tom% gritou e eu apenas me deixei acordar desses pensamentos. Peguei minha bolsa e sai encontrando com todos do lado de fora da casa de %Tom%.
  Ele trancou a casa e veio nos acompanhar até os carros. Até então eu não havia visto o %Danny%, mas foi por pouco tempo. %Tom% andou até o carro do %Jones% que eu reconheci estacionado na frente da garagem enquanto %Paulinha%, %Dougie%, %Harry% e Rafa iam no carro do %Poynter%.
  - A gente não vai no seu carro? - Perguntei avistando %Danny% sentado no capô do carro, aproveitando o pouco de sol que apareceu naquele Outono sempre nublado.
  - Vamos ajudar a natureza %Saáh%, você sempre me disse isso. - Eu concordei com a cabeça meio perdida na visão deslumbrante de %Daniel% com óculos escuros. Ele havia cortado um pouco seus cabelos e arrumado da forma bagunçada de sempre. Uma camisa verde de gola v, colava em seus músculos delineados e a calça jeans também um pouco colada deixava ele super sexy, ou talvez minha mente me induzisse a pensar isso.
  Quando dei por mim lá estava ele se levantando e sorrindo pra mim. Foi para o lado do passageiro e abriu a porta, se encostou nela de forma ainda mais sexy.
  - Você não está com medo de entrar, não é? - Idiota, idiota, idiota! Me aproximei da porta para entrar e sorri pra ele, bem próxima de seu rosto.
  - Porque eu teria medo? Por causa de você? Me poupe %Jones%! - Disse baixo, mas a última parte de uma forma brincalhona. Entrei no carro e %Danny% fechou a porta, gargalhando de leve.

  %Danny% POV.

  - Então ela me convenceu a ir atrás da Mary. Eu vou viajar amanhã pra pegá-la de surpresa. - %Tom% terminou de falar deixando todos realmente contentes por ele ter finalmente caído na real de que ele tinha que ir atrás da Mary e, para variar, tinha que ter o dedo da %Dias% nisso.
  - Agora que você já contou o quanto eu sou incrível por colocar juízo na sua cabeça, eu vou até ali e quando o almoço chegar vocês me chamam. - Ela se levantou e o pessoal concordou com a cabeça sobre chamá-la. Acompanhei ela com o olhar se dirigindo até a sacada do restaurante para admirar a vista da cidade.
  %Samara% se aproximou da sacada de vidro e ficou ali um instante, depositando seus braços em cima da mesma. Ela virou sua cabeça para trás por um momento, me pegando no flagra a encará-la, mas em vez de me ignorar como sempre, ela sorriu pra mim e voltou a olhar para frente.
  Pra mim isso é com certeza um convite.
  Me levantei da cadeira, sem precisar explicar onde eu estava indo, todos ali estavam bem cientes disso pelos olhares que recebi. Não é a toa que eles nem ao menos se preocuparam em dizer nada, continuando com suas conversas das quais eu não estava prestando atenção.
  Ao me aproximar, senti que ela havia reparado em minha presença, mas não disse nada, apenas continuou a observar os longos prédios cinzentos.
  Fiquei ao seu lado e resolvi não falar também. No fundo eu estava com receio do que poderia acontecer agora que a gente deixou tantas coisas em claro, ou pelo menos da minha parte. Da dela eu ainda tenho muitas dúvidas rondando minha cabeça.

  - A vida é engraçada, não acha? - Ela começou dizendo sem me encarar, eu não respondi nada. - Há quatro meses eu era uma fã qualquer e você o ídolo inalcançável. - Ela respirou fundo. - E hoje nós estamos aqui, com essa relação tão estranha. - Ela deu de ombros.
  - No início ela não era tão estranha assim. - Eu completei vendo ela me encarar com um meio sorriso em concordância.
  - Lembra quando eles nos trancaram na casa do %Tom%? - Eu concordei com a cabeça. - A gente disse que ia começar de novo, e mais uma vez estragamos tudo. - Ela sorriu e eu também.
  - Nós somos muito bons em estragar tudo. - Gargalhei e ela gargalhou junto.
  - É, somos sim.
  Nossos olhares se fixaram e aos poucos nossas gargalhadas cessaram, restando apenas sorrisos sinceros e cúmplices. %Samara% de repente se tornou tímida e abaixou o olhar, virando-se e encarando a vista novamente. Não consegui me conter em fazer um comentário.
  - O problema é que você é muito orgulhosa.
  - E você é um grande idiota.
  - Mas sou o idiota que mais ama você. - Ela me encarou com surpresa, assustada pelo que eu disse. Eu apenas fiquei observando sua reação sem nem ao menos acreditar no quanto estava ficando fácil me declarar pra ela.
  Ela voltou a desviar o olhar, respirando fundo algumas vezes. Eu podia sentir mais uma discussão vindo por aí. %Samara% não deve ter uma boa recordação da minha última declaração de amor. Nem eu mesmo tenho!
  - Você não ama ninguém %Danny%, não da forma como você age. - Senti meu coração disparar. Pelo menos dessa vez nós não estamos discutindo, mas ela também não perde a oportunidade de me atingir.
  - Talvez seja isso, ou talvez você simplesmente não quer aceitar o fato de que eu estou apaixonado por você. - Seu rosto virou-se em minha direção e sua testa franzida me fez perceber que eu a havia irritado.
  - Eu não preciso aceitar fato nenhum! Todo mundo sabe que você não se importa com nada além de você mesmo! Você não tem capacidade de amar ninguém! - Senti a raiva subir dentro de mim, mas tentei me controlar. Não é fácil escutar coisas desse tipo da pessoa que você ama. Mais difícil ainda é não evitar devolver na mesma moeda.
  - Sabe de uma coisa, %Samara%? Acho que os seus traumas te fizeram duvidar do amor que alguém possa ter por você. Criaram um muro que impede que qualquer sinal de sentimento tome conta do que você tem aí dentro. E por mais que eu já tenha dito que iria desistir de você, eu não vou! Nada pode mudar o que eu sinto e o que você sente. - Fiz uma pausa para respirar. %Samara% me encarava com uma expressão indecifrável. - Eu vou continuar lutando por você e, um dia, eu vou conseguir quebrar essa barreira que existe aí. - Apontei para o seu peito.
  Me aproximei dela devagar percebendo que seu corpo começou a ficar rígido com a proximidade, mas eu nem me importei. Deixei minha mão repousar em sua cintura, enquanto a esquerda passeava por seus cabelos. Abri um sorriso o ver que ela não se afastou.
  - Eu só te peço para não demorar muito. - Sussurrei bem próximo ao seu rosto. Ela continuou estática, encarando meus olhos com firmeza. - Fica cada dia mais difícil te ver e não poder sentir os seus lábios nos meus. - Senti meu coração palpitar com a lembrança do gosto dela, do toque dela, do cheiro dela. Fiquei viciado com apenas um beijo!
  - Por favor, %Danny%, não insiste! É que... É muito difícil confiar em você depois de tudo o que aconteceu. - Ela desviou o olhar e respirou fundo. - Eu só não estou pronta – Voltou a me encarar com um pequeno sorriso. - Ainda. - Completou dando de ombros. Eu sorri também, satisfeito por ter conseguido arrancar aquilo dela. Já é um começo!

  - Hey, vocês dois! - Viramos o rosto na direção da mesa em que estávamos. - O almoço chegou! - %Tom% disse sorrindo com um pequeno pedido de desculpas nos olhos. Ele deve estar pensando que atrapalhou alguma coisa.
  Bom, pelo menos dessa vez não.
  %Samara% se afastou de mim sorrindo para depois me dar um abraço que me pegou completamente de surpresa.
  Meus braços a apertaram, e eu me deixei mergulhar em seus cabelos que cheiravam a xampoo de camomila. Senti seus dedos apertando de leve o meu cabelo e sua respiração bateu em meu pescoço me deixando arrepiado. Ficamos um bom tempo assim, o almoço ficou esquecido e o resto do mundo também.
  - Só não desista de mim. - Ela sibilou baixo em meu ouvido. Concordei com a cabeça anestesiado pelo seu perfume. - E não vacile mais. - Ela se afastou com um sorriso e eu sorri também, segurando suas mãos.
  - Eu não posso prometer, mas vou fazer o meu máximo! Enquanto a desistir, eu jamais farei isso. - Falei. Ela concordou com a cabeça e mordeu o lábio inferior, saindo em seguida, indo até a mesa. Fui logo atrás, ainda me sentindo imensamente feliz por essa conversa.

  End POV.

  - Graças a Deus só falta essa última parte! - Ashley disse assim que eu acabei de copiar a última folha. Eu sorri. Era mesmo um grande alívio acabar aquele trabalho.
  - Eu acho que dá pra ganhar total na parte escrita. - Falei folheando o que a gente já havia feito. Estava realmente impecável.
  - Eu preciso tirar total em tudo, até na apresentação! - Ela comentou preocupada.
  - Você não é muito de estudar não é? - Ela sorriu da minha pergunta e concordou com a cabeça.
  - Não é como se eu tivesse muita escolha. - Ela deu de ombros e eu franzi a testa. Ela percebeu que eu não havia entendido e respirou fundo. - Você promete que não vai contar pra ninguém? Principalmente pra alguém daquela escola! - Ela apontou em minha direção e eu concordei com a cabeça, curiosa. - Eu não sou rica como as pessoas pensam. - Começou. - Eu trabalho pra ajudar meus pais. - Ela deu de ombros olhando pro nada. - E o tempo que eu tinha pra estudar eu perco indo de metrô até o local que fica bem longe de casa.
  - Por isso que você chega atrasada praticamente todos os dias? - Perguntei.
  - É sim, porque eu vou dormir tarde, pois demora pra chegar lá em casa e aí eu sempre demoro pra acordar de manhã.
  - Mas você não devia ter vergonha disso Ashley. Isso é até bem nobre de sua parte! - Eu comentei e ela me encarou.
  - Obrigada. - Ela sorriu de leve. - Sabe %Samara%, você é bem diferente do que eu imaginava! - Eu sorri também.
  - Digo o mesmo. - Ela gargalhou e voltou a encarar o nada. - Se precisar de mim pra te ajudar na escola, sabe, é só dizer. - Eu dei de ombros. Ela sorriu.
  - Valeu mesmo. - Ela disse. - Então, acho que eu vou embora. Depois a gente combina pra terminar e ensaiar pra apresentação. - Disse se levantando. Eu concordei com a cabeça e me levantei também.

  Ashley POV.

  - Sabe Viv, eu gosto dela. - Comentei depois de contar as coisas que eu havia descoberto hoje. Vivian me encarou com um olhar furioso, como se eu houvesse a insultado.
  - Você gosta da vadia que tá roubando o meu %Daniel% de mim? - Falou furiosa. Eu tratei logo de me defender.
  - Não é isso! É só que ela é uma garota legal e nem com o %Danny% ela está. Você já pensou que pode ser ele que está correndo atrás dela e não o contrário? - Ela jogou o celular na parede me assustando completamente com sua brutalidade.
  - Você tá brincando com a minha cara Ashley? O %Danny% jamais ficaria atrás de uma garotinha como aquela, não estando comigo ao seu lado! - Ela se levantou e virou de costas me parecendo transtornada. - Aquela vadia enfeitiçou o meu %Danny% pra tirar ele de mim, mas eu te disse que isso não vai acontecer! - Ela voltou a se sentar agora me encarando. - Eu tenho um plano e vou precisar de você nele.
  - Que plano, Viv? - Perguntei assustada com seu tom de voz estranho. Quase como uma psicopata fala naqueles filmes loucos.
  - Não vou te contar agora. Preciso de um tempo pra planejar tudo bem, não pode ter erros. - Ela disse mais pra si mesma do que para mim.
  - Se você diz... - Comentei baixo.
  - Droga! Vou ter que comprar outro celular! – Ela comentou irritada ao perceber que havia quebrado mais um celular. Eu apenas tentei não rolar os olhos.

  End POV.

  - E então? Me conta tudo! – Escutei a gargalhada de %Tom% do outro lado da linha.
  - Como sempre você tinha razão. Vir aqui foi a melhor coisa que eu já fiz Leitão. – Dei pequenos gritinhos de alegria. – Nós conversamos e resolvemos tudo.
  - Eu disse! Que lindo! Então o noivado foi reatado? – %Tom% soltou uma risada em concordância. Ele estava visivelmente feliz.
  - Na verdade, eu pedi ela em casamento novamente! E fiquei até mais nervoso do que na primeira vez. – Seus risos me contagiaram e eu acabei sorrindo também.
  - Fico muito feliz por vocês Pooh. Você sabe!
  - Então, e como estão as coisas aí? Tem visto o %Danny%? – Perguntou como quem não quer nada. Eu suspirei.
  - Desde o domingo que não o vejo.
  - E? – Deixou vago. Eu respirei fundo algumas vezes, mas não disse nada. – %Saáh% do que é que você tem tanto medo? Vocês praticamente se acertaram! Ele estava super animado com aquela conversa que vocês tiveram! – Eu baguncei meu cabelo por puro nervosismo, vi %Paulinha% entrar no meu quarto e fuçar meu guarda-roupa.
  - %Tom%, uma conversa não me fez esquecer tudo o que já aconteceu com a gente. – %Paulinha% me encarou com a sobrancelha arqueada e voltou a mexer em meu guarda-roupa.
  - Certo, isso todo mundo sabe. O que eu não entendo é o porquê de você simplesmente não ignorar isso e ser feliz %Saáh%!
  - É porque ela é uma grande cabeça dura. – %AnaPaula% gritou, como ela escutou o que o %Tom% disse eu não sei. Sei menos ainda é como ele conseguiu escutar.
  - Tá vendo? Até a %Paulinha% concorda. E olha que ela não teve lá uma boa impressão do %Danny% no inicio assim como você! – Eu neguei com a cabeça vendo %Paulinha% fechar a porta do meu guarda-roupa.
  - %Tom%, chega ok? Se for pra dar certo, eu tenho certeza que dará. Não vamos tentar apressar as coisas! %Danny% sabe que eu não estou pronta e entende isso. – %Paulinha% sorriu de forma maliciosa e eu rolei os olhos. – E eu tenho que dormir! Estudar se lembra?
  - Ok, você tá fugindo do assunto agora, mas quando eu chegar aí a gente continua!
  - Tá legal %Tom%. Beijos! Manda um beijão pra Mary! – Ele concordou. – Te amo Pooh chato! – Fiz uma voz manhosa e ele gargalhou.
  - Também te amo Leitão, vulgo mulher maravilha. – Eu gargalhei também. – Boa noite! Manda um beijo pra %Paulinha%! – %Paulinha% gritou um “Beijo %Tom%!” e eu escutei mais uma gargalhada dele antes de desligar.
  - Você devia considerar os nossos pedidos. – A encarei vendo se levantar da minha cama e ir em direção á porta do quarto. – Vocês já se beijaram em Manchester, ele voltou com a vagabith da Vivian e mesmo assim não tirou você da cabeça. Já disse que não vai desistir de você, entre outras coisas. – Ela se encostou ao batente da porta, me fitando. - Ele está se esforçando %Saáh%, você deveria fazer o mesmo! – Eu soltei um suspiro pesado e me deitei na cama. Encarei o teto por alguns segundos.
  - Eu não sei. Alguma coisa me diz que eu devo esperar %Paulinha%. – Virei meu pescoço para encará-la. – Eu não quero me iludir para sofrer mais uma decepção, entende? – Ela concordou com a cabeça.
  - Você sabe que eu só quero o melhor pra você, então... – Ela deu de ombros. – Faça o que achar melhor amiga. – Eu sorri, agradecida. – Boa noite! – Ela disse antes de fechar a porta do quarto.

  Você está certa.
  Sobre o quê?
  Esperar.
  É, eu espero que sim. Tenho medo de me machucar estando com ele, mas tenho medo ainda maior dele desistir de mim. Ainda mais agora que eu vi que a Vivian continua louca por ele!
  Mas ele ama você.
  Isso é o que ele diz agora. Ele pode ter quem quiser consciência. Eu não sou nada!
  O que aconteceu com a sua autoestima? Se você não fosse nada ele não teria te escolhido!
  Tem razão. Eu só espero que nada mais dê errado.

  %Danny% POV.

  12 de Outubro de 2012

  Avistei a porta do apartamento dela e respirei fundo. Senti minhas mãos tremerem idiotamente. Eu preciso me controlar. Preciso!
  Olhei algumas vezes para a campainha, mas não cheguei a tocá-la. O fato de %Paulinha% ter me dito que ela estaria ali sozinha não ajudou em nada. Seria mais fácil se ela estivesse aí.
  Passei minhas mãos por meu cabelo mais curto, tentando deixá-los mais arrumados, o que não deu pra saber já que eu não tinha nenhum espelho por perto. Respirei fundo novamente e levei minha mão direita até a campainha, tocando-a.
  Um minuto se passou até que ela viesse abrir a porta. Quase perdi meus cabelos com a expectativa que surgiu nesse tempo. Quando a porta se abriu, minhas pernas tremeram.
  - %Danny%? – Perguntou surpresa ao me ver na porta. Mordi meu lábio inferior e cocei minha cabeça.
  - Oi! – Respirei fundo encarando seus olhos surpresos. – Será que eu posso...? – Apontei a entrada da casa e ela pareceu se lembrar que não havia me convidado.
  - É claro! – Disse baixo dando espaço para que eu entrasse. – Desculpe, é que você me pegou de surpresa! – Ela explicou fechando a porta do apartamento.
  - Eu deveria ter avisado. Desculpa. – Falei, nervoso. – Na verdade eu resolvi vir aqui de última hora. – Dei de ombros.
  - Quer sentar? – Perguntou apontando o sofá mais ao longe. – Eu estava lendo um livro. – Disse enquanto eu a acompanhava. %Samara% sentou no sofá de dois lugares onde um edredom estava embolado. Eu me sentei na poltrona. Achei melhor, já que a simples presença dela ali estava me deixando tonto.
  Ficamos em silêncio por um tempo apenas nos encarando.
  - A %Paulinha% te abandonou hoje então? – Perguntei para quebrar o clima chato que pairou no ar. Ela negou com a cabeça.
  - Na verdade, eu não estava muito a fim de sair. – Deu de ombros abrindo um meio sorriso. – Ela até que me chamou sabe? – Concordei com a cabeça ficando ainda mais nervoso. Merda! Por que eu escolhi vir aqui, logo quando ela não está afim de sair? %Danny% burro! – Mas então, o que te traz aqui? – Perguntou com um meio sorriso.
  - Ahñ, nada! Na verdade eu vim ver se o %Dougie% estava aqui! – Menti descaradamente. Ela arqueou a sobrancelha.
  - Acho que você não mente muito bem %Jones%. – Eu dei uma gargalhada pra tentar esconder meu nervosismo.
  Ela me encarou sugestivamente, induzindo minha boca a se abrir e fazer o que eu iria fazer, mas por alguns minutos eu fiquei estático a encarando. Por fim, respirei fundo e esfreguei minhas mãos tremulas e suadas umas nas outras.
  - Ok. – Falei e vi as feições de %Samara% mudarem para a curiosidade. – Eu vim até aqui pra... Eu... Quer sair comigo hoje?

  End POV

  - Você quer dizer como... – Eu comecei, mas não consegui terminar a frase.
  - Um encontro? – Ele completou. Eu concordei com a cabeça. – Acho que sim, se você concordar é claro! – Disse todo nervoso.
  Ai meu Deus, eu aceito ou não?
  É claro que sim! Você disse que iria esperar, mas não custa nada sair com ele!
  Ah, eu não sei...
  Aceita logo %Samara%!
  - Só se a gente não for a nenhum lugar muito chique! Meu cabelo tá horrível! – Reclamei com um sorriso nervoso, mexendo em meu cabelo. %Danny% sorriu aliviado, pelo que parece.
  - Eu estava pensando em um lugar mais reservado. Sei que você vai gostar. – Piscou um olho parecendo ter desaparecido toda a insegurança e nervosismo com a qual ele estava antes de me perguntar.
  - Ok! Eu só vou me arrumar. Pode ficar a vontade aí! – Falei me levantando e jogando o controle da TV para ele.
  - Hey %Saáh%. – Disse antes de eu sumir no corredor. – Só não vá de vestido. – Eu franzi minha testa, mas concordei. O porquê do pedido eu tenho a impressão que só vou descobrir quando chegar no local reservado que ele disse.

#

  - %Danny%, a gente já está chegando? - Perguntei um pouco nervosa vendo a cidade desaparecer atrás de mim.
  - Relaxa %Saáh%. Eu não vou te sequestrar. - Ele me deu um olhar sugestivo pra depois voltar a encarar a estrada. Eu respirei fundo. - Nós já estamos chegando. - Ele completou antes de virar à direita onde um pequeno morro apareceu.
  O carro subiu o morro que, no início parecia bem pequeno, mas depois deu pra perceber o quanto era alto. Depois de uns minutos, uma pequena legião de árvores enormes começaram a aparecer. A iluminação do local era praticamente nula. Sorte que a lua estava bem cheia para ajudar.
  Quando chegamos ao topo, %Danny% estacionou o carro próximo a uma árvore. Não disse nada, apenas saiu do carro me deixando estática lá dentro.
  - Não vai descer? - Ele perguntou se encostando à porta do meu lado. Eu concordei com a cabeça e abri a porta, saindo em seguida.
  - Onde estamos? - Perguntei ao vê-lo andar para o outro lado do local.
  - No meu pequeno paraíso. - Falou de costas para mim, me deixando curiosa de ir até lá e ver o que ele estava vendo.
  A visão foi de tirar o fôlego. Eu demorei alguns segundos para acreditar que estava vendo mesmo aquilo.
  Dava pra ver uma grande parte de Londres, toda iluminada principalmente nas áreas que pareciam ser o centro. O London Eye brilhava em meio à escuridão do céu e até o Big Bang dava pra ser visto ao fundo.
  - Uau! - Sibilei ainda encantada com o espetáculo que meus olhos presenciavam. %Danny% me deu um sorriso lindo e voltou a olhar a vista. - Obrigada por me mostrar isso aqui %Danny%. É realmente muito lindo!
  - Eu acho que eu tenho que agradecer. Agora esse lugar vai me lembrar você. - Ele deu de ombros. Senti meu coração enlouquecer em meu peito. - Quer sentar? - Perguntou. Eu olhei ao meu redor e não vi lugar pra sentar.
  - Quero, mas aqui só tem como sentar no chão. - Eu brinquei e ele riu.
  Um vento muito forte começou a soprar, balançando as folhas das gigantes árvores e fazendo muitas delas voarem pelos ares. Outono em Londres.
  - Foi por isso que eu te pedi pra não vir de vestido. - Eu sorri. - Eu trouxe umas cobertas no carro. - Ele falou andando até o porta-malas do automóvel. Eu apenas o observei, me abraçando para tentar me esquentar do frio que o vento trazia. Em poucos minutos ele retornou com duas cobertas. Me entregou uma delas e eu logo me enrolei. A outra ele estendeu no chão e apontou para que eu sentasse. Assim que o fiz ele me acompanhou.
  - A gente vai ter que dividir. - Ele comentou baixo, me encarando com seus olhos azuis brilhando à luz da lua cheia. Respondi com um sorriso, entregando a ele uma parte do cobertor.

  %Danny% POV.

  Estávamos observando a vista por bem uns quinze minutos, se não mais, quando %Saáh% encostou sua cabeça em meu ombro. Eu encarei seu rosto onde havia um pequeno sorriso. Seus olhos estavam fechados e havia uma grande paz estampada em seu rosto sereno.
  Sem ter medo, deixei que meu braço esquerdo a abraçasse por trás e a puxei para mais perto de mim. Seus olhos se abriram, mas o sorriso continuava ali, me deixando feliz. Feliz porque ela estava ali. Feliz porque do lado dela, não havia como ficar de outro jeito.
  Seus olhos voltaram a se fechar e ela se aninhou ainda mais em mim.

  %Samara% ficou de olhos fechados por tanto tempo que eu comecei a achar que ela havia adormecido. Aproximei meu rosto do seu e cochichei em seu ouvido.
  - Tá dormindo? - Ela negou com a cabeça.
  - To quase. - Disse sussurrando e deixando um pequeno sorriso se abrir.
  Seus olhos se abriram e me encararam. O brilho que reluzia dali me deixava hipnotizado como um bobo apaixonado. E no fim das contas, era isso o que eu era, não é?
  Eu me senti tentado. Queria beijá-la novamente, sentir aquele gosto doce e a maciez de seus lábios rosados. Meu coração palpitou dentro do peito só com a possibilidade desse acontecimento. Mordi meu lábio inferior o que chamou a atenção dela para aquele local. Quando ela voltou a me encarar, eu pude ver um desejo ali assim como em meus olhos devem estar transparecendo. Minha mão direita foi até o rosto dela automaticamente e começou a fazer carinho por ali fazendo os olhos dela se fecharem. Aproximei ainda mais meu rosto do dela e deixei que nossos narizes se encostassem. A sensação que me atingiu é que aquele era o meu lugar. Aquilo era simplesmente certo e inevitável. Não há maneiras de enganar o amor.
  %Saáh% abriu os olhos e me olhou assustada. Me afastei ao ver esse olhar.
  - O que foi? - Ela perguntou. Eu voltei a encará-la.
  - Desculpe %Saáh%. Você me disse que não estava pronta, mas eu continuo insistindo.
  - Foi por isso que você não me beijou? - Ela disse baixo. Eu concordei com a cabeça. - Eu achei... Que burra. - Ela gargalhou nervosa.
  - O quê? Você achou o quê? - Perguntei. Ela abaixou o olhar parecendo envergonhada.
  - Achei que você tinha perdido a vontade, sei lá. - Ela deu de ombros. - Eu fiquei esperando e você... Você não me beijou. - Um sorriso apareceu em meu rosto. Me aproximei dela e peguei seu rosto em minhas mãos fazendo com que ela me encarasse.
  - Eu sempre vou ter vontade de beijar você, %Samara%. - Ela deu um meio sorriso. - O seu beijo é o meu mais novo vício. - Falei em seu ouvido. Ela gargalhou. - O quê? - Perguntei vendo ela gargalhar mais.
  - Isso foi engraçado! - Ela disse ainda rindo. Eu neguei com a cabeça.
  Depois de alguns segundos nos voltamos a ficar calados, apenas nos encarando. Eu e ela ajoelhados um na frente do outro. %Samara% estremeceu quando um vento frio voltou a soprar. Peguei o cobertor e nos cobri pela cabeça. O que já era escuro, agora virou um breu. %Saáh% voltou a gargalhar.
  - Eu não vou ver nada aqui %Danny%! - Reclamou.
  - Você não precisa ver. Apenas sinta. - Sussurrei já próximo a ela.
  Minhas mãos a puxaram pela cintura colando nossos corpos de maneira desajeitada. %Samara% sorriu baixo depositando suas mãos ao redor do meu pescoço. Senti um arrepio me percorrer com o toque dela. Não aguentei esperar mais nenhum segundo.

  End POV.

  Meu corpo todo estremeceu e eu me senti agradecida por estar de joelhos e bem segura nos braços dele. Seu beijo parecia ainda melhor do que da última vez que nos beijamos. E era difícil não perceber o quando eu ansiava por sentir aqueles lábios novamente.
  Nossas bocas começaram a ficar sedentas a cada movimento, deixando o beijo cada vez mais quente. Talvez a culpa de meu corpo inteiro estar queimando seja do cobertor.
  %Danny% me apertava contra seu corpo como se estivesse querendo nos fundir em um só. Uma difícil missão que só mesmo ele conseguiria fazer com sucesso.
  O ar começou a fazer falta para nós dois, por isso nos afastamos um pouco, mas nossas testas ficaram grudadas. Eu só conseguia escutar nossas respirações pesadas.
  - Senti falta disso. - Ele disse baixinho, roçando seu nariz no meu como um beijo de esquimó. Eu sorri automaticamente.
  - Vai ser muito estranho se eu disser que eu também? - Perguntei o abraçando. Escutei seu riso em meu ouvido e ele começou a me dar carinho em meus cabelos.
  - Sabe, eu sempre quis escutar você admitindo isso. - Ele depositou um beijo atrás de meu ouvido me causando um arrepio. - Acho que encontrei um ponto fraco. - Ele brincou. Eu dei um pequeno tapa em seu braço fazendo ele rir.

  - Tá com fome? - Perguntou. Eu concordei com a cabeça. - A gente pode ir lá pra casa e pedir uma pizza. Você liga pra %AnaPaula% e chama eles pra irem pra lá. - Ele deu de ombros.
  - Que tal a gente ligar pra pizzaria dentro do carro? Eu to realmente faminta! - Ele gargalhou, mas concordou comigo.
  - Ok. Quando a gente estiver perto de casa a gente liga. - Me deu um selinho demorado e se levantou. Estendeu a mão me ajudando a levantar também.

  - Hey amiga! Tá fazendo o que? - Perguntei.
  - Nada. Eu tava indo pra casa, por quê?
  - É que eu e o %Danny% estamos indo pedir uma pizza e pensamos se vocês não queriam também. - Ele me deu um sorriso, concentrado na rua.
  - Hum você e o %Danny%, é? - Disse toda sarcástica. - Ok! Vocês tão na casa dele?
  - Nós estamos chegando lá. - Respondi.
  - Tá bom. Eu e o %Dougie% chegamos daqui a pouco!
  - Ok. Beijo, amiga!
  - Beijo!

  - Eles vão. - Falei para o %Danny% que concordou com a cabeça.
  - Então vão saber de primeira mão que eu finalmente consegui domar a fera. - Brincou pegando minha mão esquerda e beijando a palma.
  - Idiota! - Ele gargalhou.
  - Princesa. - Disse em resposta me deixando envergonhada.

  - Você sabe o quanto eu tô feliz de você vir aqui em casa finalmente estando comigo? - Me deu um beijo na testa e me abraçou em seguida. Eu concordei com a cabeça em meio ao abraço.
  - É bem estranho, mas eu posso me acostumar com isso. - Brinquei e ele sorriu, me beijando em seguida. Paramos assim que o elevador se abriu.
  Andamos abraçados até a porta do apartamento dele. %Danny% tirou a chave de dentro do bolso e colocou na fechadura. Abriu a porta e fez uma reverência estranha pra que eu entrasse. Eu apenas gargalhei.
  Assim que entrei, reparei que havia na mesa de jantar, um pequeno jantar à luz de velas. Estas estavam apagadas, mas ainda assim a mesa estava linda.
  Encarei %Danny% com um sorriso. Ele havia armado aquilo tudo e feito um jantar pra mim! Tem coisa mais romântica?
  Ele parecia estar tão surpreso do que eu ao encarar a mesa. É um perfeito ator tenho que admitir.
  - Ah, finalmente você chegou xuxuzinho! - Eu não posso estar escutando a voz dessa vadia, não posso!

Capítulo. 16
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