Capítulo. 13
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POV em 3ª Pessoa.
%Samara% respirou fundo ao chegar perto da porta 39. Olhou várias vezes para o dispositivo que abria a porta e para o cartão em sua mão. O cartão que %Dougie% lhe emprestara minutos antes.
Virou de costas, desistindo de fazer o que iria fazer, mas suas pernas não saíram do chão para andar para longe dali como ela esperava. Algo no seu interior a impedia de se afastar. Ela realmente não tinha alternativa.
Aproximou o cartão do dispositivo vendo o mesmo tremer por causa do seu nervosismo, quando finalmente conseguiu encaixa-lo, quase gritou amedrontada ao ver a luz vermelha do dispositivo ficando verde, mas como não era ela mesma que estava controlando seus movimentos, ao invés de gritar e sair correndo ela colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu.
%Daniel% estava se sentindo um caco. Seu corpo inteiro doía como se ele tivesse acabado de receber uma grande surra de um daqueles lutadores de sumô. E a presença de %Dougie% há alguns minutos não trouxeram nenhuma melhora, pelo contrário, ele conseguiu deixá-lo ainda pior depois de ter contado tudo o que acontecera desde que ele fora embora.
Ele não sabia se o fato de %Samara% ter ficado tão pouco abatida com a briga que tiveram era uma situação boa ou ruim. Ele não queria ter falado tudo aquilo, mas estava cego, não conseguia se controlar ao imaginá-la com um cara, qualquer um que fosse.
Mas ele ainda estava com ódio dela. Culpava a ela por tudo aquilo. Ele não diria aquelas coisas se ela tivesse se comportado melhor naquele show, se não tivesse dito tantas besteiras. Ele a odiava por não amá-lo, por não querer estar com ele antes de qualquer outro cara.
Estava tão perdido em suas lamentações que nem ao menos escutou a porta do seu quarto sendo aberta. Seu mundo era só aquela cama onde estava deitado, abraçando um travesseiro molhado por suas lágrimas e encarando um teto que ele nem ao menos conseguira reparar na cor.
“O que eu to fazendo aqui?” Pensou %Samara% depois de mais de um minuto encarando %Danny% deitado á sua frente. Apenas a luz fraca do abajur ao lado de sua cama iluminava o local. Ele parecia tão perdido como ela daquela maneira em que se encontrava.
Ela não soube se fez barulho ou se ele conseguiu pressentir sua presença ali, mas quando ele virou seu rosto e seus olhos %azuis% encontraram com os dela, todos os pensamentos de ir embora desapareceram.
Ficaram assim por um bom tempo, cada um tentando encontrar respostas pelo olhar. Respostas que eles não dariam por palavras, já que, em se tratando de %Daniel% e %Samara%, as coisas que eles pensam geralmente saem o oposto que eles falam.
“Eu... Eu queria agradecer...” %Samara% começou com a voz bem fraca, desviando seu olhar do dele. “Eu realmente gostei da surpresa.” Disse agora com a voz mais firme, sentindo que aquilo realmente lhe faria um bem, dizer obrigada a aquele homem. “Obrigada! Foi muito importante pra mim.” Voltou a encarar os olhos %azuis% á sua frente tentando decifrar o que aquele olhar frio ainda fazia ali.
“Imagino que você tenha aproveitado bastante.” %Daniel% começou com um tom grosseiro. Ele havia ficado feliz ao vê-la lá, mas ao imaginar ela ao lado dos homens do Westlife depois de ter dito todas aquelas coisas durante o show, o ciúme voltou a cegá-lo. “Você enganou o Shane também? Ou o Westlife inteiro?” Falou com raiva apertando mais o travesseiro em seus braços.
Ao ver a expressão de decepção no rosto da mulher em sua frente, sua mente voltou à realidade, percebeu que estava estragando tudo outra vez.
“Sabia que eu não deveria ter vindo!” %Samara% cochichou acusando em voz alta sua consciência, culpada mais uma vez de tê-la feito escutar algo que não merecia. Virou de costas apertando cada vez mais forte o roupão que carregava na mão, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas com tamanha decepção. O mínimo que ela esperava em troca era um pedido de desculpas, não mais pedradas.
Sem nem mesmo pensar no que estava fazendo, agora sendo completamente controlado por seu coração apaixonado, %Daniel% deu um salto de sua cama jogando seu travesseiro longe ao ver %Samara% se virar para ir embora, para deixá-lo mais uma vez.
Com o coração disparado ele agarrou seu braço esquerdo, virando-a bruscamente e causando um choque entre o corpo dela contra o seu. Seus olhos encararam os confusos e assustados dela por apenas um segundo, o suficiente para ele saber que seu coração estava fazendo o que era certo, o que ele deveria ter feito há muito tempo.
%Samara% não esperava por aquilo e se assustou completamente a se ver colada ao corpo de %Daniel%, mas não teve nem tempo de assimilar o fato porque no mesmo segundo ele colara seus lábios contra os dela de um jeito urgente.
No começo, ela estava tão surpresa que mal se moveu, mas em questão de segundos acabou perdendo completamente a noção das coisas ao seu redor, o que realmente importava era que seu corpo estava colado ao de %Danny%, sua boca estava prensada contra a sua. Sem nem pensar, ela dera passagem á língua dele que procurava a dela, urgente, necessitada, enlouquecida por aquele contato tão intimo.
%Danny% sentiu %Saáh% abrir levemente a boca, dando passagem para sua língua. Ao sentir as duas se tocarem seu corpo inteiro estremeceu, suas mãos agarraram a cintura dela com força e ele a prensou contra o que ele pensou ser a parede. Sentiu ela finalmente ceder ao largar algo no chão e agarrar-lhe pelos cabelos, o que deixou ele ainda mais enlouquecido.
Suas bocas brigavam, tentavam se fundir a cada toque, a cada carícia. %Saáh% arranhava o pescoço de %Danny% com força a cada nova briga entre suas línguas, mais ainda quando ele lhe mordera o lábio inferior para poder pegar um pouco de ar.
Talvez se ela não estivesse sendo tão bem distraída poderia pensar em todas as coisas que haviam acontecido há apenas minutos atrás, pensar em todas as coisas ruins que ele havia dito ao seu respeito. Seria sensato se ela ao menos conseguisse pensar em algo diferente de estar beijando ele, a pessoa que ela amava, o beijo pelo qual ela tanto esperou e que, dessa vez, ocorria da maneira correta, sem ser forçado, sem fedor de bebida, sem um %Danny% inconsciente de seus atos. %Samara% sempre quis aquilo, %Samara% sempre sonhou com aquilo, porque então não deixar que esse sonho simplesmente se realizasse?
O beijo já estava em um estágio tão avançado que os dois pareciam não precisar mais de oxigênio para respirar, pareciam precisar apenas do gosto um do outro, como se fosse um cálice divino que dava vida aos seus corações.
Os dois começaram a se afastar da parede, andando às cegas pelo quarto até que %Saáh% esbarrou suas pernas na beirada da cama de %Danny%, que sem nem pensar começou a deitar a mulher em sua frente na cama, deitando-se por cima dela em seguida.
Com os corações a mil e as consciências desligadas, os dois começaram a aprofundar ainda mais aquele beijo que já duravam dez minutos, levando ele a um estágio de toques mais intensos, mais sedentos.
%Danny% agarrou com força os cabelos de %Saáh%, a fazendo inclinar sua cabeça para trás, aproveitando assim para parar de beijá-la na boca e descer para seu pescoço. Ele depositou beijos molhados por toda aquela extensão, alternando com algumas pequenas mordidas que deixavam %Saáh% em estado de êxtase. Ela jamais havia sentido tantos sentimentos diferentes com apenas um beijo, com aqueles carinhos tão simples.
Os beijos no pescoço cessaram pelo simples fato de %Danny% não aguentar mais ficar sem o gosto dos lábios de %Saáh%. Com certeza aquele gosto viraria seu maior vício.
As coisas entre os dois estavam esquentando demais. Tanto %Daniel% quanto %Samara% não se viam mais no mundo normal, se viam em uma realidade paralela onde eles se amavam, se entregavam sem pensar nas consequências, sem pensar nas coisas ditas ou não ditas, sem deixar que a razão existisse. Não ali, não no paraíso secreto que eles acabaram de descobrir nos lábios um do outro.
Pelo menos não até o mundo real atrapalhar.
End POV.
Been all around the world
I never met a girl
That does the things you do
And puts me in the mood
To love you and treat you right
So come here and close your eyes
Lie back, release your mind
and let the world fall down
while I’m by your side
Meu Deus, o que eu to fazendo?
Pensei saindo de um momento hipnótico assim que o toque do meu celular adentrou meus ouvidos, ainda sentindo %Danny% me beijar, agora no meu pescoço novamente, mas descendo até meu ombro de um jeito que tiraria a sanidade de qualquer mulher.
%Samara% você tem que atender seu celular! Você vai deixar o James esperando?
Consciência me ajuda então porque ta difícil!
%Danny% voltou a colar seus lábios aos meus, apertando fortemente minha cintura. As coisas aqui estão perdendo o controle!
Fala com ele %Samara%. Só assim ele vai parar e só assim você vai ter forças pra parar!
- %Danny%? – Tentei dizer, mas estava meio difícil com ele ainda me beijando. Ele nem pareceu notar que eu havia falado alguma coisa já que voltou a puxar meus cabelos, indo brincar mais um pouco em meu pescoço descoberto.
Calma, respira! Agora fica mais fácil pra você falar com ele sem a boca, er, ocupada.
Você realmente acha mais fácil eu me concentrar com ele me beijando ou com ele me enlouquecendo desse jeito?
Vai, tenta de novo! Se o James desligar o celular, só amanhã pra você falar com ele. E ele vai ficar chateado.
Meu Deus, você tem razão. Eu não posso fazer isso com ele, ainda mais por um cara que me chamou de vadia uns minutos atrás.
- %Danny%... – Nada dele me responder ou demonstrar que estava escutando. – Eu tenho que atender meu celular %Daniel%! – Falei um pouco mais alto sentindo um alivio momentâneo quando ele se afastou do meu pescoço pra poder me encarar.
- Tem certeza que precisa atender agora? – Ele frizou a palavra agora, dando a entender que essa ligação estava atrapalhando, e muito.
Tive que fazer muito esforço pra concordar com a cabeça e sair de baixo dele, me levantando na cama. %Danny% me olhava de um jeito que me faria voltar e pular em cima dele em um segundo, se eu não estivesse mais preocupada de lembrar que eu me esqueci completamente do James, e do pessoal que ta todo na piscina agora.
Corri até meu roupão que estava caído no chão, perto da porta do quarto. Procurei nos bolsos e encontrei meu celular que ainda berrava “I’ll Be Your Man” no último volume.
Dei uma olhada em %Danny% antes de atender. As feições de seu rosto não eram as melhores. Ele estava puto e eu imagino que não seja só pelo fato da ligação ter atrapalhado, e sim, pelo fato da ligação que atrapalhou nosso beijo ser do James.
- Alô? – Falei para o celular me sentindo arrependida de ter dado importância para aquela ligação. Claro que esse arrependimento desapareceu quando eu escutei a voz dele.
- Oi princesa! Por que você demorou para atender hun? – James e sua voz fofa que sempre me acolhia, falou ao telefone. Sorri involuntariamente e isso não deixou %Danny% muito feliz.
- Eu tava longe do meu celular príncipe! – Expliquei omitindo o real fato de ter me feito demorar para atender. Bom, isso não era totalmente mentia era? A cama tava longe da porta.
%Danny% me fuzilou com o olhar. Acho que ele queria que eu contasse que estava com ele. Aí é querer demais.
- Ah bom! Então meu amor, como foi o show? O %Danny% se comportou? Ele te fez alguma coisa? – Travei relembrando tudo o que havia acontecido mais cedo. Cada palavra que ele me disse, o tapa que eu dei nele, tudo.
Como eu fui uma idiota de ter deixado ele me beijar! E, principalmente, de ter correspondido!
Para com isso %Samara%. Você não vê que dessa vez vocês se acertaram?
O quê? Não! Eu não vou deixar que ele fique achando que pode pisar em mim a hora que ele quiser e depois vir me agarrando e me beijando. Achando que eu sempre vou corresponder!
Não %Samara%! Não faz isso que você ta pensand...
Agora é a vingança consciência!
- Hum, amor? Espera aí só um minutinho. – Escutei James murmurar um ok. Tampei o celular para que ele não escutasse e voltei minha atenção pra %Danny% que me olhava com uma raiva bem aparente. – Sabe %Jones%, o James acabou de me lembrar que eu deveria estar com muito ódio de você. – Ele arqueou a sobrancelha, ainda mais nervoso. – Você me feriu muito dessa vez. Disse coisas que eu não sou que eu não merecia ter escutado. – Segurei as lágrimas que ameaçavam cair.
- %Saáh% eu não tive a... – Ele começou, mas eu fiz um sinal em negação para que ele se calasse. Não queria escutar mais desculpas baratas pras burradas que ele fazia.
- Eu não quero escutar você %Daniel%. – Ele se levantou, aparentando estar com mais nenhum vestígio da raiva anterior. Agora ele parecia triste. Quase desisti do que eu ia falar.
Quase.
- Você disse que era apenas um idiota que havia se apaixonado por mim. – Suspirei, vendo ele fazer o mesmo. – E disse também que você se arrependia disso porque eu era só mais uma vadia interesseira. – Ele fez menção de falar alguma coisa e eu voltei a cortá-lo com meu olhar. – É por isso que eu digo que beijar você foi o maior erro que eu já cometi. Você é só mais um famoso metido a centro do universo que não se importa com ninguém além de você mesmo. Você nunca vai conseguir amar ninguém de verdade assim. – Dei uma pausa vendo seu rosto tão confuso, tão cheio de sentimentos. - E agora eu só posso me arrepender de ter feito essa burrice de beijar você. – Me virei para sair do quarto, mas acabei me lembrando que esqueci de falar uma coisa. – Ah! Sobre eu e o James estarmos namorando, é realmente mentira, mas agora eu vou pensar seriamente no assunto! – Sorri de um jeito bem irônico quando vi suas feições mudarem de novo. Para o ódio. – Aquele sim é um homem que eu jamais me arrependeria de beijar. De amar. Já você... – Deixei vago o final da frase e voltei a colocar o celular na orelha, pegando bem rápido meu roupão e saindo do quarto saltitante.
A vingança é um prato que se come frio. E eu odeio comida fria. Prefiro me vingar enquanto tudo está bem quente.
%Danny% POV.
Eu estou com tanto ódio dentro de mim que ta me sufocando. Eu preciso jogar pra fora, preciso quebrar alguma coisa!
Andei até a minha cama e comecei a dar socos nela, tentando libertar minha raiva por tudo, por ter estragado tudo mais uma vez e por ter visto que só eu fazê-la sentir o meu amor já não era suficiente. Essa mulher não se contenta com nada!
Parei de socar a cama, não me sentindo satisfeito já que por ser tão fofa, minhas mãos não estavam sentindo dor nenhuma. Eu precisava sentir dor física para parar, assim ela distrairia a dor latejante que eu sinto em meu coração.
Olhei ao redor. Meus olhos pousaram em cima do mini bar no quanto do quarto. Eu havia parado de beber por causa dela, mas ela não se importa comigo, não se importa com o que eu faça e eu já to na merda mesmo!
Dei de ombros e fui até o mini bar analisando as bebidas ali presentes. A mais forte seria a escolhida, mesmo achando que isso não mudaria muita coisa. Seriam necessárias umas três garrafas para apagar toda essa dor.
Mesmo depois de dar um bom gole e sentir minha garganta se rasgar depois de tanto tempo, não me senti relaxado. Nada ainda havia sido esquecido, e não seria tão cedo. Minha mente só latejava uma coisa: “Vá atrás dela!”, como se fosse adiantar algo eu tentar conversar com ela. Do jeito que eu estou puto aqui, só iria piorar as coisas.
Mas como a curiosidade é tamanha e a culpa eu vou poder colocar na bebida, mesmo que tenha sido só um gole, dei meia volta e fui em direção á porta do quarto, esquecendo até de fechá-la.
~~
Mesmo depois de bater várias vezes na porta do quarto dela e da %AnaPaula%, nenhuma das duas veio me receber, então presumi que elas estivessem na piscina do hotel já que %Dougie% me enchera o saco meia hora atrás para ir pra lá.
Me encostei á parede onde daria para ver a piscina e ninguém lá me veria. Encarei o local e vi %Tom% e Mary, %Harry% e Rafaella na piscina, as meninas nos pescoços deles, tentando derrubar uma a outra. A famosa “brigada de galo” na piscina.
Contornei o local e avistei %AnaPaula% e %Dougie% deitados na mesma espreguiçadeira, namorando. Três espreguiçadeiras depois estava ela, ainda ao celular com aquele filho da puta.
Fiquei observando enquanto ela conversava com ele até o último segundo. Ela só parou quando a %AnaPaula% a gritou pra que elas entrassem na piscina.
Depois de desligar o maldito celular ela o guardou no roupão e foi para perto de %AnaPaula% e %Dougie%. Eu tava tão louco minutos atrás que nem havia reparado no vestido que ela tava usando, que tava mais para uma saída de praia azul.
Observei %Dougie% e %Paulinha% entrarem na água, fazendo uma “bomba” de água para cima dos casais que já estavam lá e derramar metade da água da piscina pra fora. Dei até um sorriso com isso, que se desfez ao ver %Samara% tirando o vestido, mostrando um biquíni vermelho cheio de flores na parte de cima. Quase morri quando reparei os detalhes.
Seios médios daqueles que ultrapassam por pouco a palma da mão, uma barriga bem retinha com um charme que era o piercing no umbigo, um bumbum redondinho que com aquele biquíni ficou ainda mais desenhado, e as cochas que só uma brasileira podia ter de natureza, que não tivessem sido ganhadas em academia.
Ela retirou um colar que usava no pescoço que bagunçou um pouco seus cabelos; Então ela terminou de me matar quando os arrumou de um jeito bem sexy. Claro que ela nem sabia que estava sendo sexy ali, mas qualquer um que olhasse diria a mesma coisa.
Não sei o que aconteceu, mas quando ela se virou em minha direção depois de concertar os cabelos, ela ficou paralisada olhando em minha direção. Acho que eu paralisei também quando olhei para a parede ao meu lado e me vi longe dela. Eu havia me aproximado da piscina sem nem ao menos ver.
Eu queria que ela se aproximasse, ou que ela me chamasse, que fizesse qualquer coisa! Eu só queria uma atitude positiva dela. E o que ela fez? Virou as costas e pulou na piscina, como se nunca tivesse me visto ali.
Eu fui ignorado de novo.
Mas que droga! Não foi ela que tinha me dito todas aquelas coisas, me insultando daquele jeito? Ela tinha que me pedir desculpas!
Isso só mostra o quanto ela está se importando comigo. Nada! Ela não se importa comigo. Ela prefere se importar com qualquer um do que comigo!
Desde quando isso não acontece comigo? Desde que eu não era famoso e estudava ainda. Quando as garotas não queriam ficar com um menino como eu. Porque eu era tímido, não tinha essa cara-de-pau que tenho hoje. Eu achava que só ficaria com uma garota se gostasse dela. Mas hoje é diferente!
Agora todas elas comem na minha mão. Qualquer uma que eu quiser eu pego.
Qualquer uma! Mas não %Samara% %Dias%, não ela! Ela é boa demais!
End POV.
%Dougie% POV.
- Hey! Não é o %Danny% ali? – %Tom% falou apontando para minhas costas. Olhei e vi o %Danny% parado, olhando para o chão um pouco distante da piscina. Talvez ele tenha mudado de ideia.
- Hey! %Danny%? – Gritei para chamar sua atenção. – %Danny%! – Acenei com a mão assim que ele levantou a cabeça. – Vem pra cá cara! – Falei de novo. Ele ficou um tempo me encarando até desviar o olhar. Olhei na direção que ele olhava. Olhava para %Saáh% que estava no pescoço do %Tom% para a brincadeira.
Os dois se encararam por breves segundos, não consegui decifrar o que estava acontecendo ali, mesmo porque, %Danny% e %Samara% são muito complicados.
- Vem %Danny%! – Mary gritou dessa vez, quebrando o contato visual dos dois. Ele não respondeu nada, apenas deu meia volta e saiu correndo. Estranhei aquele ato vendo que havia mesmo algo errado.
Comecei a nadar para a borda da piscina para ir atrás dele, saber o que aconteceu, mas a %Paulinha% me impediu.
- Bêe. Ele parece precisar de um tempo. Deixa ele! – Ela deu um meio sorriso pra mim. Encarei a %Saáh% que fez a mesma coisa e apenas deu de ombros, como se adivinhasse a minha pergunta de “O que aconteceu com vocês?”.
Acabei me convencendo. Ele só deve estar precisando de um tempo.
End POV.
%Danny% POV.
Bati com força a porta do quarto, sentindo meu coração acelerado por ter corrido e subido as escadas até o terceiro andar. Com a paciência que eu to eu teria quebrado todos os espelhos do elevador.
Tentei respirar, mas me senti sufocado. Alguma coisa estava entalada na minha garganta me impedindo de respirar. Depois de alguns segundos eu descobri o que era: o choro.
Me arrastei até o mini bar pegando a garrafa de whisky que me convidava a bebê-la. É como se ela dissesse “Me beba e esqueça de tudo!” e eu achei aquele convite muito apropriado pra o meu maldito momento fossa.
Caí sentado no chão frio do quarto encostando minhas costas na beirada da cama. Dei três goladas de uma vez sentindo mais lágrimas saírem de meus olhos. Um soluço alto saiu da minha garganta, e eu nem me importei. Eu só queria chorar.
Chorar de raiva, de mágoa, de tristeza, não me importava o motivo, só me importava a sensação de alívio que viria depois, se viesse.
Bebi mais um pouco. Mais. Mais. Outro gole, e por fim o último. Sequei a garrafa em menos de dez minutos. Um recorde! Pelo menos pra isso aquela desgraçada serviu; pra me fazer bater um recorde pessoal.
- Meus parabéns %Samara%! – Falei com tanto ódio que arremessei a garrafa vazia na parede do banheiro. O barulho dos cacos se quebrando me deixou estabilizado, aliviado. Agora sim eu esqueceria aquela cretina. Só precisava de mais uns goles.
End POV.
%Dougie% POV.
- Quero todo mundo acordando às nove e meia pra dar tempo de arrumar todas as coisas e almoçar cedo! – %Tom% decretou com seu jeito autoritário. – Vamos começar a pegar a estrada lá pras onze e meia! A gente ainda tem umas coisas do tour pra resolver amanhã. – As meninas concordaram sem contestar, e nós acabamos concordando também. Essas férias de dois dias valeram a pena. – %Dougie%, você avisa o %Danny% pra ele não dormir demais e não esquecer alguma coisa no hotel de novo! – Concordei com a cabeça me lembrando que o %Danny% ficou muito estranho mais cedo. Eu tenho que ver como ele está.
- Bêe, vamos lá no quarto comigo? Quero ver como o %Danny% está. – %AnaPaula% sorriu e concordou com a cabeça.
Todos foram para seus respectivos quartos. Exaustos do show e de tanto ficar na piscina. Eu e %AnaPaula% deixamos Sáah no quarto e só demos os passos para o final do corredor.
A luz do aparelho estava vermelha, indicando que estava trancada. Peguei meu cartão e destravei a porta. Encarei a %Paulinha% que me deu um sorriso lindo. Ela fez sinal para que eu entrasse e eu o fiz. A primeira visão que eu tive quase me fez gritar de susto.
- %Danny%! – %Paulinha% exclamou assustada. Meu amigo estava no chão, ao seu redor duas garrafas de whisky secas, e uma na metade estava caída perto de sua mão. O quarto estava praticamente todo cheio de cacos de vidro; estavam espalhados por toda a entrada do quarto até a entrada do banheiro.
Andamos com dificuldade até ele, tomando cuidado para não nos cortamos. %Paulinha% agarrada em meu braço, tão assustada como eu. Nós abaixamos assim que o alcançamos e começamos a sacudi-lo. Ele não reagiu.
- Hey dude, acorda cara! Não me dá um susto desses! – Falei um pouco mais desesperado. %Paulinha% pegou a garrafa de whisky que estava pela metade e colocou o gargalo perto do nariz do %Danny%. Depois de alguns segundos ele deu sinal de vida soltando um gemido inaudível. Segurei seu rosto um pouco mais alto e a %AnaPaula% continuou com a garrafa. Aos poucos ele parecia ir acordando.
- %Danny%! Fala alguma coisa cara! – Disse depois de ele ficar com os olhos abertos de vez. Ele levantou com dificuldade, ficando sentado. Sua mente parecia vagar pelo quarto. Ele estava muito bêbado. – Dude, o que aconteceu pra você ter bebido desse jeito? – Perguntei vendo a %Paulinha% se sentar ao lado dele com cuidado, apoiando a cabeça dele em seu ombro. Ele fez uma careta e começou a fazer o inesperado. %Danny% estava chorando.
Fiquei assustado assim como %AnaPaula% que falava bem baixinho um “calma %Danny%.” Alisando os cabelos do meu amigo, tentando acalma-lo. Ele sussurrava coisas inaudíveis entre seus soluços altos.
- Eu desisto dela %Dougie%! – Ele disse com a voz embolada, mas olhando diretamente pra mim como se estivesse usando toda a lucidez que lhe restara. – Agora quem não a quer sou eu! – Falou mais uma vez antes de começar a soluçar novamente.
- De quem você ta falando %Danny%? – %Paulinha% perguntou apenas para ter certeza, eu imagino. %Danny% tentou levantar mais foi impedido por mim e por sua tontura causada pela bebida.
- Daquela sua amiguinha %AnaPaula%. – Disse embolando a voz de novo. – Ela achou mesmo que ia chegar aqui e logo depois da gente se beijar ela tinha o direito de me humilhar daquele jeito? – Ele fez uma cara até engraçada se não fossem as circunstâncias. – NÃO! – Gritou aparentando muita raiva. – Eu e %Paulinha% nos entreolhamos vendo um nos olhos do outro a mesma exclamação, “Eles haviam se beijado!”
O que será que deve ter acontecido nesse quarto pro %Danny% ter bebido tanto? Bom, Só a %Saáh% pra me responder isso agora, ou o %Danny% quando acordar amanhã. O jeito é dar um banho nele pra ver se tira um pouco dessa bebedeira e colocar ele pra dormir logo.
Vida de melhor amigo é tão difícil.
End POV.
- Bom dia, pessoas! – Cumprimentei os presentes na mesa com um sorriso forçado, mas eles nem pareceram notar.
- Bom dia, Leitão! – %Tom% sibilou quando eu fui lhe dar um beijo no rosto. – Dormiu bem? – Perguntou puxando a cadeira vazia ao seu lado para que eu sentasse. Concordei com a cabeça. – Aceita? – Ele me estendeu a jarra de suco de laranja e eu agradei enchendo um copo.
- Bom dia! – %AnaPaula% apareceu ao lado de %Dougie%. Os dois se sentaram nas cadeiras á minha frente. %Dougie% tirou seus óculos escuros e colocou em cima da mesa, já enchendo sua xícara com café.
- Onde é que você estava? Quando eu acordei você não estava no quarto! – Falei com um tom indignado. %AnaPaula% encarou o %Dougie% com uma expressão séria e ele fez a mesma coisa.
- Eu fui ver o %Dougie% e o... %Danny%. – Ela fez uma pausa antes de pronunciar o nome dele. Eu iria xingá-la, dizendo que ele havia me trocado por eles, mas nem tive tempo.
- E onde está o %Danny% afinal? Eu não o vejo desde... – %Harry% começou a falar, mas depois travou ao me encarar.
- Desde que ele falou um monte de merda e foi embora do show. Você não precisa ficar hesitante por minha causa %Harry%. – Falei voltando a prestar atenção nos meus cookies.
- Ele não vai descer. Está arrumando suas coisas... - Uma grande pausa aconteceu antes de %Dougie% começar a falar. Ele hesitou encarando a %Paulinha%. – E resolvendo um problema do quarto. - Comecei a ficar intrigada, encarei %AnaPaula% esperando alguma resposta, ela somente me deu aquele olhar de preocupação e voltou a encarar seu bolo de chocolate.
- Por que %Dougie%? O que aconteceu? – %Harry% acabou percebendo os olhares dos dois assim como eu e fez a pergunta que eu estava louca pra fazer. %Dougie% e %AnaPaula% se encararam de novo.
%Dougie% respirou fundo e deu de ombros.
- Ontem ele ficou muito chateado com alguém... – Hesitou me encarando. Me encolhi em minha cadeira, nervosa. – E acabou bebendo como eu nunca tinha o visto beber.
Por incrível que pareça, todos na mesa me encararam, sabendo que a culpada daquilo era eu. Encarei a mesa pra fugir de seus olhares.
- E o que esse alguém fez pra deixar ele chateado assim? – %Tom% disse ao meu lado, me encarando.
- Ele não contou exatamente, mas ontem no meio da sua crise... – Hesitou encarando %AnaPaula% novamente. – Ele disse algo sobre um beijo e uma humilhação. – Tremi quando os olhares voltaram a ficar em mim. Já estou até vendo todas as interrogações deles.
- E o problema do quarto, o que é? – Rafa disse percebendo meu desconforto.
- Bom... – %Dougie% começou hesitante mais uma vez. – Ele encheu o quarto de cacos de vidro. Quebrou umas garrafas de wisky na parede. E acabou com o abajur quando eu estava levando ele no banheiro para tomar um banho.
- Com licença. – Falei assim que ele acabou depois que todos voltaram a me encarar. É óbvio que eu não iria ficar ali com todos aqueles olhares acusadores. Já me bastava toda a culpa que eu senti hoje de manhã quando acordei, sem nem saber que ele tinha passado por tudo isso ontem à noite.
Andei em passos largos ignorando a voz de %Tom% que me chamava. Parei apenas quando o vi.
Ele estava conversando com um empregado do hotel, usava uma calça jeans clara, uma camisa vermelha e estava com óculos escuro tampando seus olhos. Sua expressão demonstrava o quanto ele estava abatido me deixando com um aperto no peito.
Eu avisei você para não fazer aquilo. Estragou a única chance que vocês tinham.
Chega consciência! Eu fiz o que tinha que fazer!
Não, você fez o que não tinha que fazer. Desde quando devolver na mesma moeda leva a alguma coisa boa?
Eu não vou ficar discutindo com você, você me entende melhor do que ninguém, você sabe o que eu sinto. Naquele momento você só tinha optado por ficar do lado do meu coração.
Exatamente. Eu sei o quanto você está sofrendo por tudo isso. Nada vai mudar o que você tem aqui dentro, no seu coração.
Fiquei tão distraída que quando dei por mim, lá estava ele virado em minha direção com nenhuma expressão em seu rosto. Eu sabia que ele estava me fuzilando com o olhar mesmo tendo os óculos escondendo seus olhos. Eu sabia por que eu sentia os olhos dele sobre mim.
Ele virou as costas e saiu indo na direção que eu tinha acabado de andar.
- Droga! – Sibilei em voz alta, voltando a caminhar até o elevador. Será que as coisas ainda podem piorar?
%Tom% POV.
- Por que você tem que ir dirigindo? – %Danny% indagou com uma espécie de desespero em sua voz.
- Simplesmente porque você não está em condições dude. – Ele bufou. – Eu quero chegar vivo em Londres, então pode ir para o banco de trás. – Ele foi meio arrastado, mas se sentou no banco de trás do carro, ao lado da %Saáh%. - Pronto %Dougie%? – Ele fez sinal de jóia com o polegar e eu entrei no carro.
Dei partida e comecei a dirigir. Vi pelo retrovisor que %Danny% e %Saáh% estavam grudados nas portas do carro deixando um espaço tão grande entre eles que poderia caber a %Paulinha% e a Rafa ali.
Suspirei ao ver meus amigos desse jeito. Havia tanto amor entre eles! Porque eles simplesmente não conseguiam acertar uma? Era pra ser tão fácil. Eu preciso entender o que realmente aconteceu com eles ontem à noite.
- Será que vocês dois poderiam explicar o que aconteceu dessa vez? – %Danny% bufou sem nem se mexer, e %Saáh% me encarou pelo retrovisor com seu olhar assustado, me fazendo um pedido silencioso para que eu não começasse a fazer essas perguntas. Desculpa %Saáh%, mas eu vou continuar fazendo. – Eu to esperando! – Nenhum dos dois fez menção de começar a dizer. – Então ta, vocês é quem sabem. Preferem contar agora ou ficar me escutando perguntar a viagem inteira? Eu não vou parar até saber, dos dois, o que aconteceu. – Eles se encararam por um segundo, depois voltaram a olhar as janelas.
- A gente discutiu só isso. – %Samara% começou com a voz quase nula. Dei uma boa olhada em Mary que negou com a cabeça. Como eu, ela também não acreditava.
- Não foi só isso %Saáh%! Eu quero saber de tudo, não do que sempre acontece com vocês dois. – Rebati e ela se encolheu no banco de trás.
- Ela foi ao meu quarto me agradecer por ter ido ao camarim do Westlife. – %Danny% começou ainda grudado á janela sem olhar pra ninguém. – Eu comecei a falar merda de novo, como no show. – Ele soltou um riso nervoso. – Quando eu a vi indo embora eu me desesperei, então eu a beijei. – Mary me encarou com um sorriso nos lábios. Nem ela ou eu ousamos olhar para trás pra que ele não parasse de nos contar.
%Danny% e %Saáh% se beijando de verdade. Finalmente!
- Eu no começo me assustei... – %Saáh% começou ainda com a voz falha. – Mas acabei retribuindo ao beijo. – Os dois se encararam mais uma vez por meros segundos e voltaram suas atenções á janela. – Nós dois ficamos um bom tempo nos beijando...
- Entre outras coisas... – Ele completou meio que sem querer deixando %Saáh% com as bochechas bem vermelhas.
- Até meu celular tocar...
- Ah claro! O maldito celular! – %Danny% dessa vez se moveu, encarando a %Saáh% que nem ao menos olhou pra ele. Foi assim que eu soube que o que viria a seguir não era bom. – Ela parou de me beijar para atender o celular %Fletcher%! E adivinha só quem tava ligando? – Não ousei nem falar ‘a’. – Aquele filho da puta do nosso queridinho James Bourne.
- Ai Deus... – Mary sibilou ao meu lado no banco. Eu quase fiz o mesmo. Começou a guerra no banco de trás.
- Não fala assim dele %Jones%! – Ela se virou para ele, visivelmente irritada e ele apenas bufou e voltou suas atenções a mim.
- Quer saber o que ela me disse %Tom%, depois de conversar por três segundos com aquele desgraçado? – Nem me movi, mas ele continuou. –Disse que eu era mais um famoso metido a centro do universo, que eu não me importo com ninguém além de mim mesmo. Que eu nunca vou conseguir amar ninguém de verdade assim. – Dava pra ver meu amigo se esforçando pra que aquele desabafo não saísse junto de algumas lágrimas.
- Eu só disse a verdade, mas acho que você não conhece muito bem a palavra humildade pra você admitir que é assim. – Ela fingiu desprezo e deu de ombros deixando o %Danny% ainda mais irritado.
- Ela ainda disse %Fletcher% que ela e o idiota do James não estavam namorando, mas agora ela ia pensar seriamente no assunto. Que ele sim era um homem que ela jamais se arrependeria de beijar. De amar. Já eu... Bom ela não explicou o final da frase. Apenas saiu do quarto. – Ele voltou a encostar perto da janela parecendo visivelmente perturbado. Céus! Dessa vez a %Saáh% pesou as palavras. Por isso ele ta tão arrasado.
- Acho que o final ficou bem claro. Já que a primeira frase era uma afirmação, a segunda seria uma negação! – Ela voltou a provocar.
- Ah %Tom%, já ia me esquecendo! – Ele a ignorou completamente. Agora sim a coisa vai ficar feia, ele vai descontar. Ai meu Deus. – Ela me disse que me beijar foi o maior erro que ela já cometeu que ela só podia se arrepender de ter feito essa burrice. Ah, fala sério! Não foi isso que eu senti enquanto ela me agarrava com força pelos cabelos, ou quando ela me arranhava a nunca, ou melhor ainda, quando a gente deitou na minha cama. – Ele deu de ombros enquanto %Saáh% só se encolhia mais e mais no banco. – Esse foi o melhor beijo da vida dela! Duvido que aquele ridículo do Bourne tenha conseguido o mesmo efeito que eu consegui. – Pronto! Já to até vendo a terceira guerra mundial acontecendo no banco de trás do carro!
- Ahn, %Danny%? Que história era aquela da %Saáh% namorar o James? – Mary falou acho que pra mudar a história ou por curiosidade mesmo. Isso só vai colocar mais bombas pra explodir.
- Eu vi aquela conversa que os dois tiveram pelo MSN quando ela entrou pelo notebook do %Dougie%. As conversas ficaram gravadas, e lá os dois estavam admitindo estar namorando escondido. – %Samara% bufou com ódio.
- Você estava me espionando por acaso? Quem te deu esse direito? – Dessa vez ela o atingiu. Ele se encolheu no banco com o olhar acusador dela. – Mas era só o que me faltava! Você entendeu tudo errado seu idiota! – Ela quase berrou. – A gente estava brincando porque o pessoal da escola tem mania de dizer que a gente namora só isso! Você deveria ter vindo me perguntar antes de me acusar daquele jeito! – Ela se encostou ao banco e cruzou os braços com raiva.
- E você espera mesmo que eu não acredite depois de ontem? Você me trocou por causa de uma ligação dele! Custava atender em outra hora? Sei lá! – %Danny% rebateu sem nenhum vestígio de raiva. Ele só estava indignado.
- Eu não to nem aí para o que você acredita ou deixa de acreditar, sua opinião não me interessa! – Ui, essa doeu. – Eu sou uma vadia interesseira, ou você já se esqueceu?
- É verdade! Não preciso perder meu tempo com coisas insignificantes. – Nus, essa doeu também. – Eu sou só mais um famoso metido a centro do universo! – Os dois se encararam com feições tão tristes e derrotadas. O orgulho estava tão ali que dava pra pega-lo com as mãos. Nossa.
- Ok gente. Chega disso vocês dois! – Falei com a Mary me dando apoio. – Se não vão admitir a idiotisse que estão fazendo com todo esse orgulho, de ambos os lados, eu não sei mesmo o que dizer! Vocês mesmos estragam tudo! – Dei um suspiro apertando bem o volante. – Mas quem sou eu pra dar algum palpite nesse relacionamento maluco de vocês! Só vocês dois que podem resolver isso e mais ninguém! Agora, encerramos esse assunto. – Eles se encolheram no banco e Mary, pra cortar o silêncio, ligou o som que começou a preencher o ambiente do carro.
End POV.
%Danny% POV
- Como é bom estar em casa! - Tranquei a porta e me joguei no sofá. Respirei fundo e senti o cheiro de casa fechada. Vou ter que pedir pra Meg dar uma geral aqui amanhã.
Levei a mala até meu quarto e me joguei na cama. O telefone piscava anunciando mensagens da secretária eletrônica. Apertei o botão para escutá-las.
Você tem três mensagens:
“Oi querido! Como vai? Assim que chegar de viagem me liga! Temos que combinar aquela festa de fim de ano hun?
Mamãe tá com saudades! Beijos, te amo!”
Soltei um pequeno suspiro. Não estou com nenhuma cabeça pra pensar em festa, ainda mais de parentes.
“E aí %Jones%? Quando é que você vai aparecer aqui em casa mate? A gente tá precisando ter aquela revanche de pôquer cara! Aparece aqui com os guys. Me liga pra gente marcar! Então, até mais!”
Dallas, ele e suas partidas de pôquer que sempre acaba em todo mundo muito bêbado no chão da sala. Sorri.
“Oi chuchu, já passou aquela sua crise idiota hun? Eu ainda estou esperando a resposta das minhas outras ligações... Hum, você não deve estar aí né? Tudo bem, eu ligo amanhã. Te amo meu %Danny%. To com saudades viu? Beijinhos.”
Vivian de novo. Mas dessa vez, me parece ter aparecido em boa hora. Já que a senhorita “sou boa demais pra você” fez questão de fazer o que fez, nada agora me impede de me divertir um pouco. Melhor ainda é começar por alguém que eu já conheço muito bem.
Comecei a discar os números do celular dela, já que eu nem tenho noção de onde ela tá morando agora. Chamou uma, duas, três...
- %Danny%? Chuchu? É você mesmo meu amor? - Minha ressaca piorou só de escutar sua voz, mas controlei minha vontade de desligar o telefone e ligar pra casa da %Samara%. Eu resolvi esquecê-la e é isso que eu vou fazer!
- Oi Vivian! Sim, sou eu mesmo. - Forcei uma risada. - Então, será que a gente pode se encontrar?
End POV.
Vivian POV.
- Ok amorzinho. Até amanhã então! Beijos! Te am... Desligou? Nossa! – Joguei o celular de lado e deitei de qualquer jeito na cama me sentindo realizada. Finalmente ele caiu na real e viu que não consegue viver sem mim! Não vai ser nenhuma vadia brasileira que vai tirar o meu %Danny% de mim!
O celular começou a tocar novamente. Com certeza é o %Danny% que esqueceu de dizer que me amava e ligou pra falar. Atendi rápido.
- Oi, eu sabia que você ia se lembrar que havia esquecido de dizer algo importante!
- O quê? Essa é a primeira vez que eu te ligo Vivian. Você está me confundindo com alguém? - Senti ódio ao escutar a voz de Ashley ao invés da do %Danny%.
- O que você quer Ashley? Espero que seja importante!
- É importante sim! A %Samara% acabou de me ligar. – Franzi minha testa, mas acabei deixando um pequeno sorriso sair. – Me disse que acabou de chegar de viagem e que a gente já pode marcar um dia pra fazer o trabalho.
- Hum. Adivinha quem acabou de me ligar? – Ela hesitou um pouco.
- Não sei. Quem?
- %Danny% %Jones%. – Ela soltou um grito que me fez afastar o telefone do ouvido. – Eu te disse que ele ia voltar pra mim. Era só uma questão de tempo!
- Isso é ótimo Viv! Quer dizer que eu não tenho mais que ficar na cola da %Dias%?
- Nossa Ashley não seja idiota! É lógico que você vai continuar na cola dela!
- Vou? Mas por quê? O %Danny% ta voltando com você então...
- Ashley, enquanto eu não tiver certeza que ele e aquela vadia não têm mais nada, você não vai sair da cola dela, entendeu?
- Ok. Se é isso o que você quer... – Sorri. – Então, o que eu vou ter que fazer agora?
End POV
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012.
- Oi %Samara%! – Virei e vi Ashley parada com um sorriso no rosto.
- Oi Ashley! – Retribui o sorriso.
- Então, vamos marcar o trabalho na sua casa ou na minha? – Ela disse sentando na carteira do outro lado da sala, chamando atenção dos meninos que saíam da sala depois do término da aula.
- Eu prefiro na minha, ela é bem perto daqui. Fica mais fácil! – Ela concordou com a cabeça.
- Pode ser às sete e meia? – Encarei a %Paulinha% que deu de ombros.
- Ok. – Sorri. – Minha casa é nessa mesma direção da escola, um pequeno prédio de seis andares. Você pega o elevador para o quinto, o apartamento é no número vinte e sete. – Ela anotou tudo em seu celular e depois sorriu se levantando.
- Então, até à noite! – Saiu andando com suas amiguinhas em sua cola.
- Eu não gosto dessa garota. – %Paulinha% cochichou para o nosso grupinho que estava todo na sala esperando Paul e Clark retornarem do banheiro.
- Ninguém que tem um pingo de decência gosta dela. – Melissa completou.
- Parem, ok? Ela é minha dupla do trabalho e vocês vão ter que engolir a Ashley até a apresentação! – Falei tentando parecer bem brava, mas acho que não deu muito certo.
- %Saáh%, se eu tiver que engolir essa garota vou ter uma puta de uma indigestão! – %Paulinha% falou e eu não consegui segurar a gargalhada.
#
- Vou tomar meu banho! – Mal ela falou, já foi correndo pro quarto dela. Peguei meu celular depois de ter certeza que ela não me escutaria e disquei o numero do %Dougie%.
- Oi %Saáh%!
- Oi pequeno %Dougie%! Como está? – Ele gargalhou.
- Bem e você brasileira? – Gargalhei também. Só o %Dougie% mesmo que fica me lembrando todo dia do Brasil.
- Ótima! Então, vamos ao que interessa! Comprou tudo o que eu escrevi na lista?
- Comprei sim! – Ele hesitou. - %Saáh%, eu não sei se vou conseguir fazer isso tudo sozinho.
- Claro que vai %Dougie%! É só você seguir o passo a passo que eu te dei. Vai ser perfeito! – Ele suspirou.
- Tem certeza que não tem como você matar serviço pra me ajudar? – Rolei os olhos. – Por favor, %Saáh%!
- %Dougie%, não adianta implorar, não tem como. E outra, isso aí tem que ser feito por você!
- Fazer o quê, mas se for um desastre não me diga que eu não pedi ajuda! – Gargalhei do desespero dele.
- Vai dar tudo certo Poynter. Agora me deixa ir ali tomar um banho.
- Ok! Um beijo %Saáh%!
- Beijo %Dougie%! – Desliguei o telefone.
#
- Então amiga, ficou legal? – Ela deu uma voltinha em frente á minha cama, tirando minha atenção do notebook. Dei um sorriso ao ver o quanto ela estava bonita.
- Tá linda %Paulinha%! Pra quê tudo isso? – Perguntei do meu jeito mais atriz. Como se eu não soubesse.
- O %Dougie% que disse que iria me levar em um restaurante chique. – Ela sentou na cama dando de ombros. – Eu disse que não precisava, mas ele insistiu dizendo que lá tem a melhor comida que ele já provou depois do Buguer King. – Soltei uma gargalhada. Só mesmo o Poynter pra dizer algo assim.
- Então aproveita! Não é muito a cara do %Dougie% trocar um bom sanduíche por uma comida chique! – Dessa vez foi ela que gargalhou.
A campainha tocou. %AnaPaula% levantou em um salto e foi atender a porta. Voltou minutos depois com %Dougie% ao seu lado.
- Oi %Saáh%! – Ele me cumprimentou. Estava visivelmente nervoso, me fazendo quase gargalhar.
- E aí Poynter? Fiquei sabendo que hoje você vai trocar todas aquelas calorias deliciosas do Buguer King por uma comida chique! Eu quero ser convidada na próxima vez, ok? – Ele soltou um sorriso e concordou com a cabeça. A campainha tornou a tocar.
– Deve ser a Ashley. Vou abrir! – %Paulinha% disse me poupando o trabalho de pedir para ela abrir a porta.
Foi só ela passar pela porta que o %Dougie% desabou seu disfarce de “está tudo bem”.
- Eu não vou conseguir! – Ele quase gritou. Fiz sinal para que ele falasse baixo.
- Deixou tudo pronto? – Perguntei para tirar da atenção dele o nervosismo.
- Deixei, o %Tom% vai fazer as ultimas coisas lá em casa.
- Ótimo! – Escutei as vozes da %Paulinha% e Ashley se aproximando. – Vai dar tudo certo, apenas seja você mesmo %Dougie%. – Cochichei para ele que sorriu para mim, parecendo mais confortável ao escutar aquilo.
- %Saáh%, sua parceira de trabalho! – %Paulinha% entrou no quarto com Ashley que sorriu para mim após a fala dela. – %Dougie%, acho melhor a gente ir. – Ela apontou para a porta e o %Dougie% concordou com a cabeça me dando um beijo no rosto.
- Bom jantar pra vocês! – Eles sorriram e saíram do quarto.
- Ah meu Deus, vocês são amigas do %Dougie% Poynter! – Ashley disse toda empolgada me lembrando que ela provavelmente deve ter achado muito louco ver o %Dougie% aqui.
- É, nós somos, mas isso é uma longa história. – Sorri. – Quando você vier aqui e a %AnaPaula% estiver, à gente te conta tudo. – Ela sorriu e concordou com a cabeça. – Então vamos ao trabalho! – Falei a vendo bufar e rolar os olhos. Essa daí não gosta mesmo de estudar!
%AnaPaula% POV.
- Desculpe por aquilo. – %Dougie% disse ainda gargalhando enquanto esperávamos o carro dele chegar com o manobrista.
- Não precisa se preocupar! Foi a dança mais hilária da minha vida! – Falei voltando a gargalhar.
- Prometo que, se você quiser, a gente começa a fazer aulas de dança pra melhorar nossa performance de tango!
- Não, não! – Gargalhei de novo. – Desse jeito maluco é bem melhor se a gente for acabar gargalhando toda vez! – Ele concordou sorrindo e o carro chegando ganhou sua atenção por um momento.
%Dougie% abriu a porta do passageiro pra mim e depois entrou no carro.
- Tenho que ir lá em casa pegar uma coisa pra %Saáh% antes de te deixar em casa. Tem algum problema? – Neguei com a cabeça e ele sorriu pra mim. – Ok. – Disse ligando o carro.
- Eu vou lá rapidinho e volto. – Ele disse me dando um selinho rápido e saindo do carro. Acompanhei ele entrar em casa pela janela do carro e depois sumir encostando a porta.
Peguei meu celular e reparei que eram 21:37. Como o tempo passou rápido naquele jantar que eu nem percebi? Mas é claro, a culpa é do Poynter que fica me hipnotizando com aquele sorriso lindo!
21:51. Mas o que ele tá fazendo lá dentro até agora? Ele deve ter indo no banheiro, ou ainda tá procurando o negócio da %Samara% ou... ou...
Aff, eu vou lá ver o que aconteceu com ele!
Vi que ele havia levado a chave do carro porque no mesmo chaveiro tem a chave da casa, então travei as portas do carro de modo manual e andei até a casa. Parei em frente a porta e olhei pela fresta que as luzes estavam apagadas, mas ainda assim tinha alguma coisa iluminando um pouco a escuridão. Franzi minha testa, aquilo era muito estranho. Abri a porta.
Fiquei paralisada com o que eu estava vendo.
Velas. Tinha um caminho de velas por toda a sala indo até a escada que dava acesso ao segundo andar. Dei um passo e senti algo estranho no piso. Me agachei e vi o que era, pétalas de rosas brancas que formavam um coração, no meio delas havia um envelope com um laço vermelho preso a uma rosa vermelha. Desamarrei o laço e peguei a rosa. Abri o envelope e vi apenas uma frase em uma caligrafia bem caprichada. Claro que não era a letra dele, eu conheço a letra do %Dougie%.
Siga pelo caminho de velas atenta ás pétalas brancas.
Comecei a andar bem devagar prestando atenção em cada pedacinho que aparecia em meu campo de visão, tentando deixar de lado as batidas aceleradas do meu coração e minhas mãos suando. Achei outro coração de pétalas em cima da prateleira de vidro em frente ao espelho que cintilava com a luz de uma vela. O envelope estava como o outro, com uma fita e rosa vermelhas. Abri o envelope.
Olhe para o espelho e veja com o que eu sonho todas as noites, o que faz meu coração acelerar. A luz das velas vão te deixar ainda mais linda.
Encarei meu reflexo no espelho e senti uma súbita vontade de chorar. Não era real, eu estava sonhando. Uma hora dessas eu vou acordar e perceber que tudo foi uma peça da minha cabeça. Essas coisas tão lindas, preparadas pelo %Dougie% são mesmo pra mim?
Voltei a andar pelo caminho de velas e encontrei outro coração de pétalas no chão, ao lado da janela.
Um dia eu olhei para o céu e vi uma estrela cadente passar, pedi á ela uma pessoa especial. Em vez disso ela me mandou um anjo chamado %AnaPaula% %Ferreira%.
Senti umas pequenas lágrimas de emoção caírem. Limpei-as e dei uma boa olhada pela janela. O céu estava lindo com algumas estrelas e uma lua crescente. Perfeito.
Voltei a andar assim que me recompus chegando ao pé da escada. Antes do primeiro degrau, no chão, havia outro coração. Peguei a rosa vermelha e o envelope e abri.
Subir esta escada representa bem o que eu sinto por você. A cada dia o que eu sinto aumenta mais e mais. Há uma diferença apenas, os degraus da minha escada não tem um fim.
Apertei o envelope contra o peito sentindo algumas outras lágrimas caírem. Respirei fundo para tentar me controlar e comecei a subir os degraus da escada. Vi, ao chegar no topo, que o caminho continuava por todo o corredor até a pequena sacada que havia no final deste. Continuei a andar até encontrar outro coração de pétalas no chão.
É estranho. Parece que eu te conheço há tanto tempo, como se, na minha vida inteira, você estivesse dentro de mim me mostrando o caminho até chegar á você. Acho que isso pode ser chamado de Alma Gêmea.
Voltei a dar mais alguns passos com o coração quase saindo do peito. A ansiedade de vê-lo, de abraçá-lo, beijá-lo, dizer tudo o que eu sinto como ele fez comigo é tão forte que nem cabe mais em mim!
Mais um coração de pétalas brancas apareceu em meu campo de visão em frente á uma das portas do corredor.
Você ainda pode desistir %AnaPaula%.
Não estou querendo que você vá até o fim disto por obrigação, para não me deixar triste ou algo assim. Eu sou um cara cheio de defeitos, você com certeza vai conhecê-los com o tempo. E, pra piorar tudo, eu sou do McFLY. Eu amo o que eu faço, mas pra se ter um relacionamento sério nessa área a pessoa tem que compreender que vai passar por muitas coisas desagradáveis, que vai ter que aguentar o que outras mulheres não aguentariam.
É por isso que eu digo que você deve pensar bem antes de prosseguir.
Se você desistir, há dentro desta porta um telefone, só o que você precisa fazer é dar um toque em meu celular para que eu saiba que esta foi sua decisão.
Eu tenho medo e sei que você também deve ter, mas se sua escolha for ficar comigo nós dois vamos lutar juntos, vamos aprender a lidar com as dificuldades e vamos conseguir porque o que a gente sente é mais forte que tudo isso.
Eu tive que me segurar para não cair. Ele pensou em mim acima de tudo! Acima do que ele sente, acima da influência que ele tem por causa do McFLY. Ele pensou em mim e isso é mais do que suficiente para eu superar qualquer medo, qualquer dificuldade que possa surgir.
Andei mais uns passos limpando algumas lágrimas, outro coração estava em mais uma prateleira de vidro em frente a um espelho, um pouco menos que o da sala, bem próximo á entrada da sacada.
Fico feliz por você não ter desistido de mim.
Agora você pode deixar todos os envelopes nesta prateleira já que eu tenho certeza que você carregou todos com você! Traga apenas as rosas.
Estou esperando ansioso por você.
Dei uma pequena gargalhada por ele ter mesmo acertado que eu trouxe os envelopes. Olhei para o espelho e tentei me recompor, limpar a maquiagem borrada pelas lágrimas o mais depressa possível já que eu também estava ansiosa para vê-lo.
Respirei fundo algumas vezes e finalmente tomei coragem para prosseguir até a sacada.
(NA. Coloquem pra tocar When I Look Into Your Eyes – Bon Jovi agora.)
%Dougie% sorria pra mim segurando um grande buquê de rosas brancas nas mãos. Sorri de volta pra ele dando alguns passos em sua direção. Ele se aproximou me entregando as rosas e pegando as rosas vermelhas da minha mão.
- São sete rosas vermelhas, uma para cada dia da semana. – Ele dizia colocando as rosas no buquê. – Eu vou te amar todos os dias até você enjoar de mim. – Ele pegou minha mão e beijou a palma. Eu sorri.
- Isso se você não enjoar de mim primeiro, porque eu vou te amar ainda mais. – Falei quase cochichando. Ele deu um beijo em minha testa e olhou fundo nos meus olhos me deixando hipnotizada. Seu polegar fazia carinho em minha bochecha.
Ficamos assim um longo minuto até ele sorrir e se afastar.
- Senta aqui linda. – Ele apontou uma pequena poltrona. Me sentei e vi ele fazer o mesmo em um puff em minha frente. De trás dele, %Dougie% pegou um violão. Começou a dedilhar a melodia e eu quase gritei de emoção ao reconhecer a música.
I see forever when I look in your eyes
Eu vejo a eternidade quando olho em seus olhos
You're all I've ever wanted, I always want you to be mine
Você é tudo que sempre quis, sempre quero que você seja minha
Let's make a promise till the end of time
Vamos fazer uma promessa até o fim dos tempos
We'll always be together and our love will never die
Estaremos sempre juntos e nosso amor nunca vai morrer
So here we are face to face
Então aqui estamos nós cara a cara
And heart to heart
E de coração para coração
I want you to know we will never be apart
Eu quero que você saiba que nós nunca iremos nos separar
Now I believe that wishes can come true
Agora eu acredito que desejos se tornam realidade
Cause I see my whole world, I see only you
Porque eu vejo meu mundo inteiro, só vejo você
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I can see how much I love you
Eu posso ver o quanto eu te amo
And it makes me realize
E isso me faz perceber
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I see all my dreams come true
Vejo todos os meus sonhos se realizarem
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I looked for you all of my life
Eu procurei por você toda a minha vida
And now that I've found you we will never say goodbye
E agora que eu te encontrei, nunca iremos dizer adeus
Can't stop this feeling and there's nothing I can do
Não posso parar este sentimento e não há nada que eu possa fazer
Cause I see everything, when I look at you
Porque eu vejo tudo, quando eu olho para você
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I can see how much I love you
Eu posso ver o quanto eu te amo
And it makes me realize
E isso me faz perceber
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I see all my dreams come true
Vejo todos os meus sonhos se realizarem
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I can see how much I love you
Eu posso ver o quanto eu te amo
And it makes me realize
E isso me faz perceber
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
We will always be together and our love will never die
Nós estaremos sempre juntos e nosso amor nunca vai
morrer
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
I see all my dreams come true when I look into your eyes
Vejo todos os meus sonhos se realizarem quando olho em seus olhos
When I look into your eyes
Quando eu olho em seus olhos
%Dougie% deixou o violão de lado e se levantou, ainda sem desviar seus olhos dos meus como ele fez enquanto cantava toda a música. Estendeu sua mão para que eu a pegasse e assim que o fiz ele me puxou para cima me fazendo largar o buquê na poltrona. Seus olhos cintilavam com a luz das velas e suas mãos seguraram meu rosto com delicadeza. Um pequeno sorriso brotou de seus lábios.
- Namora comigo? – Ele cochichou. Fechei meus olhos. O sonho de escutar aquelas duas palavras vindas dele finalmente se realizou. Agora eu posso morrer feliz.
Abri meus olhos e o vi ansioso esperando a resposta. Aproximei meu rosto do dele e selei nossos lábios com um selinho. Ainda com nossos lábios grudados eu sorri.
- Sim.