Who Said It Could Not Be Forever?


Escrita porSamara Dias
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo. 10

Tempo estimado de leitura: 33 minutos

  - %Samara%, você precisa sair daí. Eu to ficando preocupado com você. Já faz uma hora que você ta ai dentro! – A voz abafada pela porta do banheiro me fez suspirar.
  Eu estava encostada na parede ao lado da porta já sentindo dores no bumbum por ficar tanto tempo sentada no chão frio. Já sentia uma pontada na cabeça e um desconforto no estômago. Fome.
  - Para de encher o saco. Eu não vou sair daqui enquanto você não estiver fora e essa bendita porta estiver aberta. – Ele respirou fundo do outro lado. Parece estar na mesma posição que eu; encostado á parede e sentado no chão.
  - Me desculpe.
  - Pelo quê? Por infernizar a minha vida, fazer com que meu intercambio perdesse a linda perfeição do começo ou por me obrigar a ficar trancada nesse quarto com você? – Eu fui um pouco ríspida, mas ao mesmo tempo me mostrei calma.
  - Talvez por tudo.

  O silêncio tomou conta novamente. Depois que ele me pediu desculpas eu fiquei muito incomodada. Não deveria me sentir assim, mas me sinto. Droga de efeito que o %Jones% causa em mim!
  Vamos lá %Samara%, resolva isso. Fale com ele!
  Eu não consigo consciência, não dá!
  Você nem ao menos tentou. Vamos! Dê outra chance a ele.
  Suspirei.
  Dê outra chance a você.
  - Sabe %Jones%, você me machucou muito, mas eu vejo que estou mais forte depois de tudo o que aconteceu. Eu estou conseguindo superar com mais facilidade, mas fica difícil se todas as vezes que eu te ver, acontecer alguma coisa pra piorar tudo.
  - Eu sei disso, eu sempre estrago tudo, mas não é porque eu quero!
  - Você tem que parar de tentar algo comigo. Entenda que nós dois nunca daríamos certo. – Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
  - Nós nem ao menos tentamos. Porque eu vou desistir antes de tentar? – Tive a impressão de que ele se virou para a porta. Virei-me também e coloquei minha mão na mesma.

  %Danny% POV.
  Coloquei minha mão na porta e fiquei esperando a sua resposta. É estranho, parece que eu consigo sentir a mão dela na minha.
  - Por que eu vou tentar e correr o risco de me ferir mais? Eu só quero um pouco de paz, só isso.
  - Eu quero ser o seu refúgio %Samara%. A sua paz. Só preciso de outra chance.
  - Eu já te dei muitas. Você não serve pra mim. – A voz dela parecia sentida e eu senti um aperto no peito ao escutar sua frase.
  - Eu prometo mudar. – Limpei uma lágrima que escorreu e fiquei olhando pra porta como se fossem os olhos dela ali.
  - Só isso não basta. Cansei de viver de promessas, de sonhos impossíveis.
  - Eu estou só a uma porta de você. Me deixa mostrar que não é impossível!
  - Por favor, %Daniel%, isso tem que parar. Tudo isso tem que parar.
  Não consegui dizer mais nada ao escutar seus soluços abafados pela porta.
  Eu a tinha feito chorar, de novo.
  End POV.

  Droga %Samara%. Para de chorar! Ele deve estar escutando tudo.
  - It's only been a day, but it's like I can't go on. – Parei de chorar no mesmo instante, ao escutar sua voz. - I just wanna say, I never meant to do you wrong.
  Me consertei pra poder ficar com meu ouvido colado na porta. Ainda tenho uma fã dentro de mim. A voz dele me acalma.
  - And I remember you told me baby something's gotta give. If I can't be the one to hold you baby, I don't think I could live. – Deus, parece que ele está chorando. - Now I'm so sick of being lonely this is killing me so slowly. Don't pretend that you don't know me, that's the worst thing you could do.
  “Não finja que você não me conhece isso é a pior coisa que você poderia fazer”. Merda! Por que é tão ruim ver que ele está sofrendo? Eu deveria me sentir melhor, afinal esse era o propósito. No início.
  - Now I'm singing such a sad song these things never seem the last long. Something that I never planned, no. Help me baby, I'm so sick of being lonely.
  Nem segurar as lágrimas ele conseguia mais. Muito menos eu. Sinto-me um monstro agora. Eu não deveria me sentir assim, mas então, por que eu me sinto?
  - Your stuff's in my house, so many things I can't ignore.

  Flashback On
  - %Dougie%, está faltando roupa aqui! – Ele veio correndo até meu quarto.
  - Mas eu trouxe a mala com tudo que tinha dentro %Saáh%! – Ai Deus, %Dougie% lesado Poynter. Tinha que ser.
  - Ai, pequeno %Dougie%. Eu tomei banho no quarto do %Jones% e as roupas que eu estava usando ficaram lá. – %AnaPaula% encarou o %Dougie% e depois me olhou segurando pra não rir do quase namorado. %Dougie% coçou a cabeça, desconcertado.
  - Foi mal %Saáh%, elas ficaram lá então. – Ótimo. Minhas roupas ficaram na casa do %Daniel%.
  Flashback Off.

  - Your clothes still on the couch. Your photo's on my freezer door.
  Era só o que me faltava. Lembranças, pra me fazerem chorar ainda mais.
  - And I remember you told me baby. Something's gotta give. If I can't be the one to hold you baby, I don't think I could live.

  Flashback On
  - %Samara%, vem aqui agora! Tenho uma coisa pra te mostrar. – %Paulinha% gritou lá da sala assim que chegou, depois de sair com o %Dougie%.
  - O quê? O %Dougie% te deu uma aliança? – Fui toda sorridente e ela quase me recebeu com uma almofadada na cara. Gargalhei.
  - Não retardada.
  - Então o quê que é? – Sentei no sofá e ela sentou em seguida. Levantou seu celular pro alto e apontou pra ele. Não entendi. – O celular caiu de novo e estragou de vez? Ou ele caiu daquele jeito de novo e eu perdi a aposta de que ele ia quebrar?
  %AnaPaula% me deu um tapa na testa. Doeu.
  - Menina lesada, é claro que não foi isso! – Olhei pra ela, massageando minha testa recém agredida. – O que eu quero te mostrar é uma foto que eu tirei no meu celular. – Ela disse como se fosse algo obvio e que eu fosse obrigada a saber.
  - Então mostra logo sua lerda! – Eu e a %Paulinha%. Uma amizade cheia de elogios.
  - Ok. Olha! – Ela estendeu o celular depois de colocar na tal foto. Pra minha surpresa era eu, em todos os lugares de uma geladeira.
  - Isso aqui não é a geladeira do %Dougie% é? Porque se for você tem que bater nele, pois esta cheia de fotos minhas e... – %Paulinha% estalou os dedos na minha frente, me interrompendo.
  - É a geladeira do %Danny%.
  - O QUÊ? – Exagerei por ter gritado, mas a surpresa também foi grande. Arranquei o celular das mãos dela e olhei a foto novamente.

  Dei zoom, olhei cada pedacinho. Ainda não to acredito nisso.
  - Dizendo o %Dougie% que elas estão lá desde uma semana depois daquela festa.
  - Como eu não vi isso no meu aniversário? – Eu ainda estava abismada.
  - Na verdade amiga, nem eu vi. – Ela sorriu. – Só fui reparar hoje, quando eu e o %Dougie% fomos lá ver como ele estava. – A encarei morta de curiosidade pra ela me dizer o que aconteceu na casa do %Jones%. – Você quer saber? – Ah meu Deus, eu quero, mas não posso! Prometi que ia ignorá-lo e é isso que eu vou fazer!
  - Claro que não %AnaPaula%! – Entreguei o celular pra ela e me levantei do sofá. – Eu vou dormir porque amanhã tem aula. Boa noite amiga. – Ela me encarou e parecia ir dizer algo, mas depois desistiu.
  - Boa noite, %Saáh%.
  Flashback Off.

  - %Samara%, por favor. Eu estou cansado de ficar sozinho. De ficar sem você. Pelo menos me dê à chance de ser seu amigo novamente! – Me levantei do chão e fui até a pia para lavar meu rosto. Minha expressão no espelho não era nem um pouco boa, mas naquele momento não tinha como ficar melhor.
  Coloquei minha mão na maçaneta e respirei fundo.
  É o melhor %Samara%. Não adianta fugir disso.
  Eu sei consciência. Eu sei.
  - Ok, %Danny%. – Respondi antes de abrir a porta do banheiro.

  %Danny% POV.
  - Ok, %Danny%. – %Danny%? Ela me chamou pelo apelido? Foi isso mesmo que eu escutei? Não, eu só posso ter escutado errado.
  A porta começou a fazer barulho da tranca sendo destrancada e eu me levantei do chão e fiquei encarando a maçaneta rodar e a %Samara% aparecer. Mesmo com o olho inchado e o nariz vermelho, ela continuava linda.
  - Nossa, você tá horrível. – Ela disse depois de um tempo em que nós dois não sabíamos o que dizer só nos encarávamos. Eu sorri um pouco e me aproximei dela, que não havia movido um músculo pra fora do banheiro.
  - Devo estar mesmo. Mas você também não está melhor que eu. – Ela sorriu fraco e concordou com a cabeça.
  Fiquei tentado a me aproximar mais, só que tive medo de assustá-la então, parei ainda um pouco distante dela.
  - Posso pedir desculpas agora pessoalmente? – Perguntei com um pouco de vergonha. Ela concordou com a cabeça e me encarou. – Me desculpa por tudo, por ter feito você sofrer, por ter estragado o seu intercambio e, principalmente, por ter te lembrado dos seus traumas. Não foi a minha intenção, de verdade.
  - Tudo bem. – Ela sorriu reto e eu sorri também. Estendi minha mão para ela, na esperança de poder sentir o seu toque novamente.
  %Samara% olhou pra minha mão com receio e eu percebi que era cedo demais.
Abaixei minha mão e olhei pra baixo. Pra minha surpresa ela estendeu a dela e, quando eu a encarei, ela estava sorrindo.

  Ao sentir o toque da mão dela meu corpo todo tremeu. Não tem como fugir, eu amo essa mulher de verdade. Eu preciso dela comigo, mesmo como uma amiga.
  Encarei seus olhos por muito tempo e senti uma vontade louca de abraçá-la então, me aproximei mais e senti uma lágrima teimosa cair. Nem percebi que estava chorando. Isso é novo, %Danny% %Jones% chorando na frente de uma mulher.
  Mas isso agora não importa.
  End POV.

  Ele deixou uma lágrima cair involuntariamente. Cada vez mais ele se aproximava e nossas mãos pareciam não querer desgrudar mais. Não sei o porquê, mas eu levei minha mão até seu rosto e limpei a lágrima que caiu. Acabei viajando naqueles olhos azuis que sempre me hipnotizavam. Não tem como fugir disso %Samara%. Você não consegue viver sem ele.
  Minha mão ainda estava repousada no rosto dele; eu comecei a fazer um carinho de leve em suas bochechas. Ele fechou os olhos automaticamente e deu um meio sorriso. Levou sua mão ao rosto e colocou por cima da minha. Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo com aquilo. Ele abriu os olhos e foi ai que eu percebi que estávamos próximos demais. Sua mão tirou a minha do seu rosto e colocou bem devagar em seu pescoço, nos juntando ainda mais. Sem desgrudar nossos olhos, ele levou seus braços até minha cintura e a segurou com uma leveza que fez meu coração acelerar.
  Seu rosto se aproximou do meu bem devagar, com cuidado. O receio estava visível em seu jeito de se aproximar. O medo de que eu me assustasse era grande. Eu podia sentir. Mas o estranho é que eu não estou assustada.
  Seus lábios encostaram-se a minha testa, primeiro, devagar, mas depois com vontade e em seguida ele me abraçou. Inesperado, mas totalmente necessário pra esse recomeço.
  - Eu queria poder voltar atrás. Teria feito tudo diferente. – Ele disse bem próximo ao meu ouvido. Senti que iria chorar novamente. E parece que ele já está fazendo isso.
  - Esquece o que aconteceu. Se a gente vai tentar ser amigos novamente nós temos que começar do inicio. Da mesma forma de quando nos conhecemos naquele shopping. – Ele beijou minha bochecha e se separou de mim com os olhos azuis ainda mais azuis por causa das lágrimas.
  - Ok. Já esqueci, então, o que aconteceu! – Seu sorriso me fez perder o fôlego e o máximo que eu consegui fazer foi sorrir também.

  %Paulinha% POV.
  - Será que a gente não exagerou, não? – Os meninos discordaram com a cabeça, já Mary e Rafa ficaram indecisas.
  - Bêe isso vai ser bom pra eles. Se eles estiverem brigando lá dentro, bom, não vai ser nada diferente do que já aconteceu. É bom que a %Saáh% põe pra fora. – %Dougie% deu de ombros e mordeu com vontade o seu sanduíche.
  - É %Paulinha%, o máximo que pode acontecer é eles saírem de lá mais brigados que antes, então eu acho que vale a pena arriscar. – %Harry% complementou e %Tom% concordou com a cabeça.
  - É mesmo porque, talvez os dois se acertem. Já imaginaram todos nós saindo juntos como antes? – %Tom% disse abraçando a Mary de lado que tomava um sorvete.
  - Nus, é mesmo! Eu me sentiria muito melhor na hora de sair de casa porque ela iria junto! Ultimamente ela só saí com a galera da escola. Tudo por causa do %Danny%. – Falei.
  - Ai gente, mas já está tarde e eles tão lá á horas! Devem estar com fome, né? – %Tom%, %Dougie% e %Harry% se entreolharam depois dessa fala da Rafaella. Parece que eles esqueceram esse detalhe.
  - É melhor a gente comprar um sanduíche aqui pra eles e levar. Ai a gente continua o churrasco. – %Dougie% falou.
  - É, mas nós ainda vamos deixar eles trancados! – %Harry% fez uma expressão maléfica que me deu vontade de rir.
  - Ta que seja! Mas vocês tem que levar algo pra eles comerem. Porque é capaz deles passarem mal lá dentro e não rolar nada! – Eu disse rindo do %Dougie% que tava melando o %Harry% com sorvete.
  - Beleza, vamos chamar o garçom então! – %Tom% falou e já estendeu a mão pra chamar atenção de um dos garçons.
  End POV.

  - %Danny%, nem com o seu celular você está? – Perguntei.
  - Não %Saáh%, ficou lá fora como o seu. – Ele estava sentado no tapete e encostado na cama enquanto eu tava deitada na cama, morrendo de fome.
  - Ai que fome! Eu vou matar aquele grupo de delinquentes que me prenderam aqui com você e ainda por cima, sem eu ter nada pra comer! – Ele se levantou do chão e sentou na cama.
  - Quer dizer que foi ruim você ficar presa comigo? – Ele me olhou com uma carinha de tristeza e fez um bico tão lindo que me deu vontade de beijar. Ah %Samara% se controla!
  - Não! Quer dizer... Ah não sei %Danny%! Fica quieto ok? – Ele percebeu meu nervosismo e começou a gargalhar, já eu, muito covarde, coloquei um dos travesseiros na minha cara.
  - Você fica linda com vergonha. – Ele cochichou no meu ouvido e eu quase dei um pulo de susto. Não percebi ele se aproximar.

  Tirei o travesseiro do rosto e percebi o quão próximo ele estava de mim. Com seu corpo deitado na cama e seu rosto apoiado pelas suas mãos. Seus olhos, mais azuis do que de costume, brilhavam. Esse não parece mesmo ser o %Daniel% de costume. Esse cara aqui é mais sensível, mais carinhoso. Será mesmo que ele mudou assim tão depressa? Ou talvez ele sempre tenha sido assim, mas eu não percebi.

  %Danny% POV.
  %Daniel%, você tem que se controlar. Vocês dois só fizeram as pazes há algumas horas. E você já ta ai, caidinho por ela e louco pra beijá-la. Não tenta nada, pois ela pode se assustar novamente. Você tem que ir com calma dessa vez.
  - Que foi? – Ela perguntou. Eu sorri bobo.
  - Nada; Só senti falta disso. – Ela sorriu com vergonha.
  - Sentiu falta de me deixar envergonhada %Daniel% %Jones%? – Eu concordei com a cabeça e ela voltou a colocar o travesseiro no rosto.
  Tirei o travesseiro bem devagar e coloquei do lado na cama. Ela me encarava curiosa, provavelmente querendo saber o que eu tinha em mente. Bom, ela deve saber bem o que eu quero. Aproximei-me do seu rosto encarando firmemente seus lindos olhos. Levei minha mão até seu cabelo e comecei a mexer com ele. Ela não conseguia esconder, estava amando ficar ali comigo. Está escrito na cara dela e deve estar escrito na minha também.
  Concertei-me na cama de forma que eu pudesse ficar o mais próximo possível dela, com nossos rostos frente a frente.
  - %Saáh%? – Falei pra que ela fixasse seu olhar em mim.
  - O quê? - Ela me encarou um pouco curiosa.

  Não sei por que eu estou fazendo isso, mas já deveria ter dito pra ela há muito tempo. Deveria ter dito o que eu sinto desde o começo. Se eu tivesse feito isso, talvez nós não tivéssemos passado por todos aqueles problemas.
  - Faz tempo que eu quero te dizer uma coisa... – Ela ficou com cara de interrogação me deixando mais nervoso. – Eu sei que parece estranho, mas eu só quero que você acredite que o que eu vou dizer é verdade. – Ela concordou ainda parecendo não entender. – Eu estou a...

  O barulho na maçaneta da porta me fez travar no mesmo segundo. %Samara% também parou de prestar atenção em mim quando viu a porta sendo aberta. Um braço, que me pareceu o do %Tom%, deixou duas sacolas de papel com o emblema da Starbucks no chão do quarto. Mal me levantei e aporta já havia sido fechada.
  %Samara% se levantou rapidamente e começou a socar a porta.
  - %Fletcher%! Abre aqui AGORA! – Sorri fraco. E pensar que eu estava prestes a me declarar pra ela. Não!
  %Daniel% %Jones% nunca se declara primeiro. Ainda bem que o %Tom% apareceu pra atrapalhar.
  End POV.

  - Merda de melhor amigo que eu tenho. – Disse cuspindo ódio do %Tom%. Aquele FDP.
  - Pelo menos ele lembrou que nós deveríamos estar com fome. – %Danny% disse pegando o pacote nas mãos e abrindo. O cheiro quase me fez desmaiar.
  - Ai %Danny%, que fome! Me dá ai! – Ele sorriu e sentou na cama, batendo com a mão ao seu lado pra que eu pudesse sentar também.
  - Qual você quer? – Ele abriu as sacolas e esboçou um sorriso, acho que ao ver minha cara de agonia ao sentir o cheiro dos sanduíches.
  - Ah %Danny%, qualquer um ai que dê pra eu comer! – Ele gargalhou e me entregou um dos sanduíches.
  Dei uma mega dentada e senti um alivio me atingir ao saborear essa maravilha da Starbucks.
  Espera. O %Danny% queria me dizer algo antes do %Tom% atrapalhar.
  - %Danny%, o que você queria dizer antes? – Ele me encarou por um momento e depois encarou seu sanduíche; mordeu o mesmo e me fez esperar até ele acabar de mastigar.
  - Não, não era nada. Apenas ia dizer que eu estou feliz de ter voltado a conversar com você. Só isso. – Ele voltou suas atenções ao sanduíche e eu deixei pra lá, dando de ombros e também voltando a comer.

  POV em 3ª pessoa.
  Na rua em frente á casa do %Fletcher%, um Picanto Domino preto se encontrava estacionado. Olhos verdes vigiavam pela janela a qualquer movimento tanto da casa, quanto de quem se aproximava dela. Sabia que lá dentro se encontravam %Tom%, Mary, %Harry%, Rafaella e %Danny%, que acabara de chegar com seu Jaguar vermelho no local; o mesmo Jaguar que fora seguido instantes antes pela mesma pessoa que se encontra dentro do carro preto.
  Seus olhos se estreitaram ao ver um Lótus azul estacionar na garagem do %Fletcher%. Se concertou no banco do carro, já que teve que parar um pouco afastado da casa para que ninguém desconfiasse de nada. Suas sobrancelhas se ergueram ao ver %Dougie% Poynter acompanhado de outras duas garotas.
  Desconhecidas.
  Mordeu seu lábio inferior com força ao perceber que %Dougie% estava de mãos dadas a uma delas; ‘Garota sem sal’ pensou. Reparou na outra garota e acabou tirando uma conclusão que parecia óbvia. Se todos na casa estão acompanhados – menos o %Jones% – Só pode ser ela a garota com quem %Danny% está.
  Suas mãos apertaram com força o volante do carro e não relaxaram mesmo com os três entrando na casa. Sua respiração ainda estava pesada e os olhos verdes estavam em fúria; uma fúria que crescia ainda mais ao perceber que aquela intrusa conseguia ser ainda mais linda que ela. Isso ela não podia aceitar. Na verdade, ela não podia aceitar %Danny% %Jones% com outra mulher. ‘Então essa é a vadia que roubou o meu %Danny% de mim’, pensou Vivian Campbell socando com força o painel do Picanto.

#

  Depois de esperar algum tempo, que para Vivian parecia mais uma eternidade agoniante, ela viu uma movimentação na porta da casa do %Fletcher% que estava se abrindo. A mesma revelou %Dougie% abraçado a estranha, que a fez bufar de insatisfação. ‘A Sarah com certeza era muito mais bonita do que essa aí’, pensou com indignação. Depois, viu %Fletcher% com Mary e %Harry% com Rafaella. Reparou que eles fecharam a porta parecendo muito animados e entraram na garagem, saindo de lá em seguida o carro do Poynter e o do %Judd%, um Morris Garage 5. Vivian ainda ficou encarando dentro do carro, tentando ver se %Danny% e a ‘vagabundinha’ estavam lá dentro, mas não os viu. Isso só confirmou o que ela temia. Os dois estavam juntos e ainda sozinhos na casa do %Fletcher%.
  Seu corpo todo fervia e ela estava a ponto de sair do carro e entrar na casa do %Tom%, esmurrar ou fazer coisa pior com os dois lá dentro. Mas ela se controlou, ‘Isso vai estragar todo o plano Vivian, se acalme’; e ela o fez, voltando a se concentrar em como se vingaria do %Daniel% e sua nova namoradinha; que por sinal, ela nem sabia o nome. Esse seria o primeiro passo; descobrir tudo sobre ela pra poder achar a melhor forma de se vingar do %Jones%; fazê-lo se arrastar pedindo pra voltar com ela e ainda, acabar com a imbecil que se intrometeu no relacionamento dela e de seu chuchuzinho.
  Ela se vingaria, disso tinha certeza. Não aguentaria mais uma humilhação. Não aguentaria ser trocada novamente.
  Ser deixada de lado.
  ‘Não!’ pensou socando novamente o painel do carro com toda a força. Não ela, Vivian Campbell. Ela cumpriria a promessa de jamais passar por tudo de novo. Jamais ser a Campbell idiota, ingênua e imbecil que abaixava a cabeça para todos ao seu redor. Prometeu á sua mãe que não deixaria isso acontecer de novo. Nunca mais.
  End POV.

  - Seu filho da mãe! – Soquei o peito do %Fletcher% assim que ele entrou no quarto com a cara mais ‘lavada’ do mundo.
  - Ai %Saáh%, seu soco dói sabia? – Ele fez bico e franziu a testa, massageando o peito.
  - Era pra doer mesmo! – O resto do pessoal entrou no quarto também. – E vocês também vão apanhar por causa disso! – Apontei pro grupinho.
  - Quer dizer então que vocês dois estão do mesmo jeito? – %Harry% falou de um jeito chateado.
  - Na verdade não. – Eles abriram pequenos sorrisos. Eu encarei o %Danny% sentado na cama com os braços cruzados. – Na verdade agora o %Danny% é o único que merece minha confiança, já que vocês tiveram a cara de pau de armar contra a gente. – Dei uma ‘piscadela’ pra ele que sorriu.
  - É mesmo? Fizeram as pazes? – %Paulinha% perguntou olhando de mim pro %Danny%. Ele concordou com a cabeça. – Isso é ótimo! – Ela deu pequenos pulinhos; uma alegria notável.
  - Então não importa se você ta com raiva de mim %Saáh%, o importante é você e o %Danny% terem parado com a palhaçada de não conversar um com o outro. – %Tom% falou sentando na cama, sorrindo. Rolei os olhos.
  - Fica quieto Pooh. – Pulei em cima dele na cama. – Seu bobão! – Ele gargalhou.
  - Montinho no %Tom%! – %Harry% gritou, como sempre, sendo o causador dos ‘montinhos’ do grupo.

  Aos poucos senti que estava sendo esmagada por elefantes e comecei a gritar pedindo socorro em meio a muitas gargalhadas. Depois de algum tempo, todos se levantaram ficando apenas eu e o %Tom% deitados na cama, recuperando o fôlego. Encarei meu melhor amigo e ele fez o mesmo. Sua boca se formou em um sorriso lindo e ele pegou minha mão e beijou em seguida.
  - Você ta feliz? – Me perguntou, cochichando. Olhei o quarto por um momento encarando todos gargalhando, alheios á minha conversa com o %Tom%. Sorri ao ver todo mundo junto novamente. Encarei ele de novo.
  - Na verdade, estou sim. – Ele sorriu ainda mais. – Obrigada. – Ele beijou minha mão novamente e se sentou na cama. Me sentei também sentido ele me abraçar de lado.
  Ficamos encarando o pessoal por um bom tempo. Eles riam das piadas infantis e sem graça do %Danny%, enquanto as meninas tentavam fazer ‘chiquinhas’ no cabelo do %Harry%; em vão é claro.
  - O importante é você e o %Danny% estarem felizes de novo. – Olhei o %Tom% que sorria. – Faz tempo que eu não o via feliz como agora. – Olhei o %Danny% que gargalhava do %Dougie% fazendo imitações de um sapo. – E faz tempo que eu não te via feliz como agora.
  - É bom estarmos todos juntos de novo. – Disse encostando minha cabeça em seu ombro.

  %Danny% POV.
  - %Saáh%, eu acho melhor a gente ir pra casa. Já está bem tarde. – %Paulinha% gritou da área de churrasco para que a %Saáh% escutasse no jardim onde eu e ela estávamos sentados no banco, observando o céu.
  %Samara% levantou, prendendo os cabelos longos em um coque frouxo. Me levantei também e ela sorriu, se aproximou ficando bem perto.
  - Com certeza o motivo dela querer ir embora é saber tudo o que aconteceu com a gente hoje. – Cochichou me arrancando uma gargalhada.
  - Ah sim. Com certeza! – Começamos a andar, lado a lado. – Vai dizer o que a ela? – Ela me encarou.
  - Tudo. – Deus de ombros. – Eu nunca escondo nada dela. Nem se eu quisesse, ela descobre só de me olhar. – Chegamos até onde a galera já estava se despedindo. Parece que %Harry% e Rafaella também resolveram ir. – Por quê? – Fiquei um pouco sem graça.
  - Acho que eu não queria que ela soubesse da parte que eu chorei na sua frente. – Ela gargalhou concordando com a cabeça.
  - Tudo bem bobão, não vou contar isso pra ela. Não quero ferir seu orgulho de macho. – Apontei pra ela realmente ofendido. Como assim orgulho de macho?
  - Eu não tenho orgulho de macho! – Ela gargalhou ainda mais.
  - Ok, ok. Não ta mais aqui quem disse isso! – Ela sorriu daquele jeito lindo e me deu dois tapinhas nas costas; andou até %AnaPaula% e eu fiquei parado igual um idiota. Sacudi um pouco a cabeça pra me livrar daquele momento hipnose e voltar ao mundo real.

  - Como se sente? – Percebi que os guys estavam do meu lado só depois dessa fala do %Dougie%.
  - Muito bem. – Sorri me achando um grande gay ao olhar pra %Samara% e vê-la gargalhando. Ela é linda. A beleza que eu sempre imaginei em uma mulher. Tanto exterior como interior.
  - Ainda bem que ela nem desconfiou que você já sabia do plano. – %Harry% disse piscando um olho. Sacudi a cabeça em negação.
  - Ela já sabe.
  - Como assim ela já sabe? – %Tom% falou preocupado.
  - Ela soube no momento em que ficamos trancados. Ela se trancou no banheiro por uma hora e meia por causa disso. Mas no final, tudo deu certo. – Dei de ombros, sorrindo.
  - Pode começar a contar tudo que aconteceu lá então, senhor %Danny% %Jones%. – %Dougie% disse como sempre curioso. Ele e a %Paulinha% se merecem nesse sentido. Sorri com esse pensamento.
  - Não agora guys. Depois, quando nós estivermos sozinhos. – Dei um soco fraco no braço do %Harry% e saí andando até as garotas.
  Eles ainda demoraram um pouco pra me acompanhar.
  - Vai levar a gente em casa %Dougie%? – %Saáh% se pronunciou.
  - Vou sim. – Ele abraçou a %Paulinha% de lado.
  End POV.

  POV em 3ª Pessoa.
  Vivian acordou com raiva do seu breve cochilo dentro do Picanto, sentindo uma grande dor no pescoço pelo mau jeito que dormiu. ‘Merda! Será que eles saíram?’, pensou olhando com dificuldade pela janela do carro por já ser noite e estar um grande breu do lado de fora. Não viu nenhuma movimentação e resolveu esperar mais um pouco.

  Depois de mais ou menos uma hora, Vivian Campbell já estava impaciente e com vontade de ir pra casa. ‘Casa!’, pensou bufando, já que agora ela não morava mais em sua casa com seu xuxuzinho; então, o apartamento em que ela morava agora não fazia sentido nenhum chamar de casa. Mas as luzes da casa do %Tom% foram acesas, e logo em seguida quatro casais saíram da casa; deixando Vivian com mais raiva ainda por ver o %Danny% com a vadia.

  Viu %Dougie%, a garota sem sal e a vadia entrarem no Lótus azul. Conseguiu ver %Danny% beijando o rosto da vadia e teve que se controlar pra não sair do carro e socar os dois e quem estivesse no caminho.
  ‘Agora é a hora.’, pensou colocando o cinto de segurança e esperando o Lótus sair atrás do Morris Garage 5 do %Judd%, que seguia o Jaguar do %Jones%. Depois de alguns minutos, Vivian pode seguir o carro do %Dougie%, sem se preocupar já que o %Danny% e o %Harry% estavam indo para um bairro diferente.

  Viu o carro estacionar na frente de um prédio e teve a certeza de estar na casa de uma das putas, ou talvez, delas; Já que conhecia bem a casa do %Dougie% e, com certeza não era ali. Parou o carro embaixo de uma árvore que deixava o carro completamente no escuro e observou que estava em West Kensington e gravou o numero do prédio em seu celular pra que não se esquecesse.

  %Dougie% subiu junto das duas e Vivian sentiu que uma parte do plano já havia sido feita. Ela já sabia onde a piranha morava, só restava colocar os outros passos do plano em prática. Faria isso pela manhã, já que se sentia exausta por ficar o dia inteiro dentro daquele Picanto que nem seu carro era. Já que era preciso discrição para poder segui-los sem que soubesse que era ela. %Danny% conhecia bem seu Cayenne prata, afinal já andou nele várias vezes. Prendeu os cabelos modelados e loiros e deu partida no carro. Seguiu até sua casa satisfeita por ter conseguido as informações que queria.
  End POV.

  %Dougie% POV.
  - %Saáh%, será que eu posso falar com você um minuto? – Disse pra ela que assistia a algum canal na TV. Me parece ver Supernatural.
  - Diga, pequeno %Dougie%. – Me sentei ao lado dela olhando preocupado para o corredor onde o quarto da %Paulinha% ficava. Ela havia ido tomar banho e essa era minha oportunidade de conversar com a %Saáh%.
  - Sabe, eu preciso que você me ajude em uma coisa... – Ela me olhou curiosa, arqueando a sobrancelha.
  - Que coisa?
  - Hum, bom, é uma coisa pra %AnaPaula%. – Ela sorriu cruzando as pernas no sofá, totalmente concentrada em mim.
  - Pode começar a dizer Poynter. Pra %Paulinha% eu te ajudo em qualquer coisa! – Sorri ainda nervoso e olhando novamente o corredor. – Ah, nem se preocupa com ela não! Quando ela vai tomar banho demora um século! – Voltei a encarar a %Samara%. – Desembucha!
  - Ok, é o seguinte...
  End POV.

  POV em 3ª Pessoa.
  Vivian tomava seu terceiro copo de café. Eram onze e meia da manhã e nada das duas ‘vagabundas’ aparecerem. Já estava nervosa ao ponto de querer ir comprar uma caixa de chocolate e devora-la, mas não podia. Seu regime já estava sendo ultrapassado pelo café em excesso. Esperava em frente à casa que havia descoberto na noite anterior. Se assustou quando viu as garotas voltando do que parecia uma escola. ‘Ela estuda? Como eu não pensei nisso?’, bateu na própria testa e deu graças a Deus pelo vidro do carro ser escuro, assim elas não á veriam lá dentro. Acompanhou com o olhar cada passo até que elas entraram no prédio.
  Pôde extravasar sua raiva por ter não pensado em ter ido até á frente da casa mais cedo.
  Agora não haveria alternativa, se não, voltar no dia seguinte. Só que mais cedo.

#

  Vivian Campbell esfregou os olhos verdes por causa do sono. Mas logo eles estavam atentos ao ver as duas meninas andarem contentes pela calçada.
  Ligou o carro e começou á segui-las pensando em como elas eram ridículas por estarem contentes indo para á escola. ‘Quem se alegra em ir para o colégio? Aquele lugar é um inferno!’. Sacudiu a cabeça, tentando se livrar das lembranças terríveis que a perseguiam desde... Bom, ela não queria mais lembrar do ocorrido.
  Depois de mais ou menos uns 10 minutos seguindo-as, ela começou a ver um movimento considerável de carros e adolescentes, mas por causa disso, perdeu as duas de vista. Estacionou o carro na primeira vaga que achou e tentou ler o letreiro do colégio. Na verdade uma universidade. Kingston University.

  Vivian teve a leve impressão de conhecer alguém que estudava naquela universidade. Mas quem seria? Se fosse alguém próximo ela com certeza se lembraria de cara. ‘Bem, só se for...’, pensou e em seguida já pegou seu celular para olhar o numero que queria. Não gostava nem um pouco de entrar em contato com aquela gente, mas como as circunstâncias eram aquelas...
  “Alô?” Vivian fez uma careta ao ouvir a voz de sua Tia Margareth do outro lado da linha. “Tia Mag há quanto tempo!”, fez força para que sua voz saísse o mais carismático e convincente possível. “Vivian? É você querida?”, Ela fez careta ao perceber que a mulher reconhecia sua voz. ‘Depois de 2 anos sem falar com essa pobretona e ela ainda lembra da minha voz, eca.’ Pensou antes de responder, “Sim titia, como a senhora está?”.

  A conversa foi se desenrolando para assuntos de que Vivian não pretendia conversar, como: Sua vida, o namoro com %Danny% e como andava seu pai. ‘Como se ela não soubesse, ela pede dinheiro a ele quase todo o mês’ pensou Vivian tentando continuar parecendo interessada com o assunto. “Pois bem, Tia Mag, mas eu estava precisando lhe perguntar uma coisinha.”, olhou para a escola novamente e esperando que a resposta da tia fosse a mesma que ela esperava, ou talvez não esperasse tanto assim. “Diga Vivian”, “Onde mesmo que a Ashley estuda?”.
  “Ah sim querida, ela estuda na Kingston University, por quê?” Vivian Campbell deu um sorriso maléfico e começou a bolar outros passos pro seu plano, mesmo que nele tivesse que incluir a insuportável prima, Ashley Campbell.
  “Não é nada tia, só pensei em fazer uma visitinha.”
  End POV.

Capítulo. 10
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