Capítulo. 09
Tempo estimado de leitura: 36 minutos
- Amiga, você ta mesmo melhor? – Milésima vez que a %AnaPaula% me pergunta isso.
- Já disse que sim!
- Certeza? – Vez de o %Dougie% perguntar.
- Deus! Se vocês dois não pararem com isso, eu expulso os dois daqui de casa! – %Dougie% gargalhou do que eu disse e fechou a porta de casa.
- Você não pode me expulsar, eu sou uma das donas! – Sorri concordando. – Ainda mais que você ainda tem um presente pra abrir! – %Paulinha% disse despertando minha curiosidade novamente sobre o que seria esse presente.
- Oba eu vou ver o que é? – %Dougie% bateu palmas, animado.
- Claro que não! Você vai embora e vai pegar as coisas da %Saáh% lá na casa do %Danny%. – %Dougie% fechou a cara e cruzou os braços. Eu sentei no sofá pra ver a ceninha do %Dougie% e da %Paulinha%. Esses dois juntos só fazem a minha alegria.
- Isso não é justo! – Ele parecia mais uma criança de cinco anos. Eu ri.
- Calma, pequeno %Dougie%, dependendo do presente vocês vão ficar sabendo. – Ele forçou um sorriso e concordou com a cabeça.
- Agora vai lá bêe, eu tenho que conversar um pouco com a minha amiga. – Ela se aproximou dele, que roubou um beijo dela.
%Paulinha% POV.
- Eu vou lá pro meu quarto pra deixar os pombinhos á sós. – Me soltei do abraço do %Dougie% e fitei a %Saáh% sorridente, levantando do sofá.
- Quem é você e o que fez com a minha melhor amiga?
- Por que você diz isso? – Ela cruzou os braços, curiosa. Eu sorri me soltando do abraço do %Dougie%. Ele ficou me abraçando por trás.
- Porque depois de tudo que aconteceu, você esta com esse sorriso nada falso no rosto! To orgulhosa de você. – Ela sorriu concordando com a cabeça. %Dougie% concordou também com a minha frase, encostando o seu queixo em meu ombro. Por mais que %Saáh% estivesse ali, eu não pude deixar de sentir os arrepios daquele toque.
- Eu também to orgulhosa de mim mesma amiga. – Ela se virou. – Vou indo. Tchau pequeno %Dougie%! – Ela fez um tchau com a mão.
- Tchau pra você %Saáh%. Boa noite! – Ela fez um joinha e sumiu pelo corredor. Escutamos a porta bater indicando que ela estava dentro do quarto.
- Então nosso bebê ta crescendo? – %Dougie% soltou essa depois de uns minutos calado na mesma posição, com o queixo em meu ombro e fungando a minha nuca. Não pude deixar de rir.
- Não sabia que a gente já tinha filhos. Além do mais – Ele me virou de frente pra ele. – Parece que o %Tom% é o pai e não você. – Ele franziu a testa.
- Claro que não!
- Mas ele cuida mais dela, se preocupa mais. Se fosse pra ter pai e mãe seria eu e o %Tom%. – Ele fez cara de bravo e cruzou os braços.
- Eu sou o padastro. Vocês são separados e ponto! Então consequentemente eu sou o pai. – Coisa do Poynter; Vai lá saber por que essa birra toda. Concordei com a cabeça.
- Sim, sim, você é o pai beê. – Ele sorriu e fez cara de ‘eu te disse que era’ que me deu vontade de gargalhar, mas me contive.
- Sabe o que eu to querendo fazer agora? – Neguei com a cabeça. – Brincar de mamãe e papai, aproveitando que a nossa filha foi dormir. – Sai de perto dele com a boca aberta de surpresa.
- %Dougie% Poynter, seu tarado! – Ele gargalhou quando eu bati no braço dele.
- Mas mesmo assim você me ama. – Ele me abraçou novamente e beijou o meu pescoço, me deixando toda mole.
- Fazer o quê? Meu coração é muito bobinho e te ama mesmo. – Dei de ombros fingindo não me importar com o que acabei de dizer. Primeira vez que digo isso tão claramente.
- Bobo ele não é, pois o meu te ama da mesma forma. – Ele pegou meu rosto em suas mãos e encarou os meus olhos. – E se isso é ser bobo por mim eu vou ser a minha vida inteira, se tiver você comigo. – Sorri igual uma retardada. Não sei por que, mas esse seria o melhor momento pra ele me pedir em namoro. Nós dois parecemos um casal de namorados, mas o %Dougie% não oficializou o pedido.
- Digo o mesmo pra você então. – Ele sorriu e se aproximou de mim, roçando os seus lábios nos meus. Não me contive em ficar só no joguinho de ‘beija, não beija’ então acabei com espaço entre nós e o beijei com vontade.
Pude sentir %Dougie% sorrir enquanto me beijava; Imagino que ele queria fazer com que eu ficasse impaciente com a demora dele me beijar.
End POV.
- Que demora. hein mocinha? – Disse pra %Paulinha% que entrava sorridente no meu quarto. – Ainda bem que eu saí de lá, se não, eu teria ficado um bom tempo de vela naquele sofá. – Ela pegou o travesseiro da minha cama e jogou em mim. Eu gargalhei.
- Cala a boca %Saáh%! – Gargalhei ainda mais e ela se sentou na cama, ao meu lado. – Você não abriu o presente ainda? – Depois de olhar o quarto todo, ela perguntou isso. Acho que estava conferindo se eu já tinha aberto o presente misterioso.
- Não. Resolvi esperar você. – Ela deu de ombros e sorriu largamente.
- Então vamos abri-lo agora! – %Paulinha% tava tão empolada que me da até medo não saber que presente era esse. Vindo da %AnaPaula% com a ajuda da Mary e da Rafaella, só pode ser algo grande ou que eu vá ficar horas encarando. Com certeza.
%AnaPaula% se abaixou, ajoelhada na frente da minha cama me deixando extremamente curiosa. Ela deu um sorrisinho antes de puxar lá de baixo uma enorme caixa retangular. Enorme mesmo, já que ela deveria ter um metro de altura mais ou menos.
Encarei a caixa com um laço enorme no centro deitada no chão.
- %Saáh% ajuda aqui né? Eu não sou o incrível Hulk! – Balancei a cabeça um pouco, rindo da %Paulinha% que fazia um pouco de força pra levantar a caixa.
A caixa era grande e pesada. Retangular.
Eu não acredito que pode ser o que eu estou pensando...
- Vai abrir sozinha ou quer que eu ajude? – %Paulinha% quebrou o meu insistente contato visual com a caixa. A encarei por um momento e depois voltei meu olhar para o presente.
- Acho melhor você abrir pra mim. Se for o que eu to pensando eu não vou conseguir abrir nunca! – Pude a sentir sorrir. Eu ainda encarava a caixa com um papel de presente todo azul brilhante.
- Quer dizer que você já tem um palpite? – Ela começou a abrir a caixa, arrancando o papel de presente com cuidado.
- Eu to tentando não achar que vocês três foram loucas ao ponto de me comprarem o que eu estou pensando. – %Paulinha% parou no mesmo minuto e me encarou. Tentei decifrar o que aquele sorriso queria dizer.
Acho que ele só confirma as minhas duvidas.
%Paulinha% POV.
%Saáh% encarava o teclado deslumbrada. Não disse nem uma palavra sequer depois que eu retirei todo o embrulho. Nem ao menos se moveu.
- Diz alguma coisa %Samara% %Dias%! – Ela continuou estática. – Qualquer coisa!
- Vocês são loucas. – Ela se virou bem devagar e me encarou. – E EU AMO VOCÊS POR ISSO! – Ela me agarrou em um mega abraço que quase nos jogou no chão do quarto.
- Isso quer dizer que você gostou? – Falei tentando controlar minha gargalhada pela reação que a %Saáh% teve.
- Lógico %Paulinha%! Eu nem acredito nisso. – Ela me soltou e voltou a ficar sentada olhando o teclado.
Passaram-se alguns minutos em que a %Samara% ficou perdida analisando o presente de aniversário. Resolvi não interromper afinal, esse era o momento dela. Por isso me levantei com o intuito de sair do quarto pra ela poder ficar mais a vontade.
- Vai onde? – Ela perguntou antes mesmo que eu pudesse sair.
- Te deixar á sós com seu mais novo brinquedinho! – Ela balançou a cabeça sorrindo, em sinal de negação pelo que eu disse. – Aproveite amiga! – Sai do quarto e fechei a porta com um certo alívio. Parece que a %Saáh% se tornou mais forte do que eu imaginei que ela poderia ser.
End POV.
No dia seguinte...
- Amiga, o que você pretende fazer em relação ao %Danny% hein? – %Paulinha% perguntou, acho que depois de muito pensar no que dizer, ou a maneira de perguntar isso. Aff, sei lá.
- O mesmo que eu disse ontem amiga. – Continuei comendo meu pãozinho. %Paulinha% respirou fundo.
- Ignorá-lo? – Eu concordei com a cabeça. – E você acha que isso vai dar certo? – Eu a encarei por um momento, mas voltei a comer meu pãozinho dando de ombros. – %Saáh%, você tem que admitir que o ama. Não vai adiantar nada ficar longe ou fingir que ele não existe! – Por mais que a %AnaPaula% estivesse certa, eu nunca vou deixar ninguém saber o que eu sinto pelo %Daniel%. Ele não me merece e eu, não posso ter alguém como ele. Nunca daria certo. Na verdade, nunca chegou a dar certo.
- %Paulinha%, eu não amo o %Danny%. O que eu sentia era amor de fã, empolgação, sei lá! Mas seja o que for que era não era amor. E ele também nunca me amou! Só quis curtir com a Brasileira que ele conheceu em um shopping. Nada demais. Isso tudo que ele ta fazendo é drama por não ter conseguido o que ele queria. Um moleque mimado é o que ele é! – %AnaPaula% olhava pra mim tentando decifrar se aquilo tudo era verdade. No fundo ela sabia que não, mas acho que resolveu acreditar em mim, ou fingir que acreditava.
- Se você diz isso. – Deu de ombros. – Vamos acabar logo o café que a gente tem muito que estudar hoje. – Ela se levantou com a mão na cabeça. Eu ri.
- Nem me fale amiga. Eu to morrendo de sono aqui! – Ela olhou pra mim rindo.
- Também, você ficou a noite inteira tocando!
- OMG! Estava muito alto? – Me desesperei achando que tinha atrapalhado o sono dela.
- Claro que não bobona, eu dormi que nem um anjinho escutando você tocar. Já disse que você ta tocando muito bem amiga? – Ela me abraçou e eu dei um tapinha na testa dela.
- Para %Paulinha%, você vai me deixar com vergonha. – Ela gargalhou.
- Tem certeza que você consegue sentir vergonha de mim? – Eu neguei com a cabeça, sorrindo. – SABIA! – Ela gritou e saiu correndo. – Anda logo se não a gente vai se atrasar mulher.
%Danny% POV.
- Oi guys. – Cumprimentei os rapazes, bem desanimado. Não to com nenhuma vontade de ensaiar depois da noite de ontem.
- Dude, como você ta? – %Harry% foi o primeiro a perguntar. Todos já estavam em seus devidos instrumentos.
- Nem preciso dizer não é? – Eles concordaram. – Alguém tem noticia dela? – Eles se entreolharam com caras nada agradáveis. Pareciam pensar no que dizer.
- Você quer a verdade ou algo mais leve? – %Dougie% levou um grande soco do %Harry% depois de dizer isso.
- Pode ser a verdade mesmo.
- Então o %Tom% conta. – %Dougie% apontou o %Fletcher%. Ele respirou fundo e começou a estralar os dedos.
- Pelo que parece ela ta agindo como se não conhecesse você. Nem como fã. – Arqueei minha sobrancelha e me sentei ao lado do %Tom%. – A %Paulinha% me contou que quando ela fala de você, a %Saáh% pergunta ‘quem é %Danny%?’ ou algo do gênero. A %Paulinha% ta quase acreditando, pois nunca viu a %Samara% fingir tão bem. Ela ta achando que é verdade. – Respirei fundo pra tentar me acalmar. Ela não pode ter me esquecido tão rápido. Eu sei que aquela garota me ama! Eu vi nos olhos dela. Pra mim ela nunca vai conseguir fingir.
- %Tom%, ela me ama. Não acredito que ela consiga ficar longe de mim assim por causa de toda aquela história. Ela nem ao menos tentou estar comigo! Eu não vou desistir dela assim tão fácil, só porque ela consegue fingir bem que não me quer. – Eles se entreolharam depois que eu disse isso.
- Quem é você e o que fez com o %Daniel% %Jones% que eu conheço? – %Dougie% me abraçou rindo e eu sorri também.
- A %Saáh% é uma garota milagreira. %Daniel% %Jones% nunca correu atrás de mulher alguma, muito menos disse que não desistia dela! – %Harry% completou e os guys gargalharam em concordância.
- Sim a %Saáh% é um anjo. O problema, meus caros, é que o pequeno %Jones% sempre que encontra com ela, piora as coisas. – %Tom% disse me fazendo respirar fundo e os guys pararem de rir. Sim, aquilo era a mais pura verdade; Eu sempre estrago tudo em relação á %Samara%.
- Mas eu ainda acho que nem tudo está perdido %Danny%. É só você dar um jeito de mudar; De mostrar pra ela que você é um outro cara. – %Dougie% falou e os dudes concordaram.
- Coisa que eu acho já estar acontecendo porque faz um bom tempo que você não bebe né? – %Harry% perguntou.
- Desde a festa lá em casa. Desde o dia em que eu estraguei tudo. – Eles concordaram novamente.
- Então é só você continuar assim! Nós sabemos bem que o que mais atrapalha ela é o fato dos traumas que ela passou. Que por sinal não foram pequenos... – %Tom% disse sentando no chão em minha frente, parecendo animado em achar uma solução.
- E o maior problema... – %Harry% disse, mas eu interrompi.
- Foi eu ter feito ela se lembrar de tudo. Foi ela achar que eu seria a versão perfeita de todos os traumas dela juntos e que com uma pessoa assim ela jamais ficaria.
- Sim, é exatamente isso. – Depois de %Harry% dizer o lugar ficou em um grande silêncio. Ninguém dizia nada. Os guys pareciam pensar em uma solução.
Eu acho bem difícil eles acharem alguma solução pra mim. Solução para as burradas que eu fiz.
- Não custa nada tentar. – %Tom% falou dando de ombros e ganhando a nossa atenção. – %Danny% você vai fazer o seguinte...
End POV.
- %Saáh%, será que eu posso te perguntar uma coisa? – Mel me perguntou no meio da aula de Matemática, que por sinal, estava um saco hoje!
Ou você não ta com saco pra estudo depois de ontem, né %Samara%?
Pronto! Demorou mais apareceu né consciência? Cala a boca ai que eu vou prestar atenção na pergunta da Melissa.
- Pode, Mel. – Encostei meu cotovelo na mesa e apoiei meu rosto no mesmo, olhando a Mel que parecia um pouco nervosa. Ela olhou para trás; Pelo que parece, pra %Paulinha% e o Carlos e depois voltou a olhar pra mim respirando fundo.
- Você já percebeu que o Carlos gosta de você? – Ela cochichou e eu me assustei um pouco.
- O Carlos? – Ela concordou com a cabeça depois do meu – também – cochicho. – Mel, isso só pode ser impressão sua. É claro que não tem nada a ver. – Acho que eu falei bem mais baixo e me aproximei mais dela pra %AnaPaula% e o Carlos não escutarem nada na carteira atrás.
- %Saáh%, parece que só você não vê. Ele só fala em você o tempo todo. Fica preocupado quando você está triste e quer fazer de tudo pra te ver sorrir! – Soltei um suspiro pesado. – Sem contar naquele aniversário do Paul que ele morreu de ciúmes de você e do James. Morreu não, ainda morre sempre que ele sai com a gente! – Esfreguei meus olhos com as mãos e prendi meu cabelo negando com a cabeça a tudo que a Melissa disse. Só pode ser complô dela e da %AnaPaula%.Só pode ser isso.
- Mel me escuta. – Ela me encarou vidrada. – Eu não consigo acreditar nisso. Eu só vejo o Carlos como um grande amigo e só. Se há algo a mais da parte dele eu nunca percebi. – Ela deu um meio sorriso e parecia um pouco contente com a minha resposta. Ficou muito claro agora que a Melissa está realmente gostando do Carlos.
Que merda! Por que sempre eu tenho que ficar no meio de algum fogo cruzado? AFF.
- Tem certeza %Saáh%? – Ela perguntou ainda em dúvida.
- Claro né Mel? Eu não diria se não tivesse! – Ela sorriu agora com gosto, mas tentou disfarçar quando viu que eu percebi.
Sim, Melissa você vai ser mais uma vítima da minha operação cupido. Ah se vai!
- Mel? – Ela me encarou novamente. – Você gosta do Carlos né? Diz a verdade! – Ela ficou tão vermelha, mais tão vermelha, que eu achei que ela podia explodir a qualquer momento.
- %Saáh%... Eu... Eu... – Ela começou a gaguejar e eu quase gargalhei do nervosismo dela.
- Ta Melissa, nem precisa dizer, ta escrito na sua cara! – Ela tampou o rosto com as mãos e eu sorri tirando elas de lá e fazendo ela me encarar. – Presta atenção em uma coisa Mel. Você é uma garota incrível, linda, inteligente e super gente boa! E é por tudo isso que eu digo que você pode ter o Carlos na mão quando você resolver que vai fazer isso! – Ela me olhou meio sem entender, mas não disse nada. – Então, eu vou ajudar você! – Agora sim ela estava com cara de que perdeu alguma coisa na conversa.
- Não %Saáh%, é de você que ele gosta e eu não acho que isso vai mudar tão fácil! – Concordei com a cabeça.
- Não, não vai. Só vai mudar mesmo se você decidir que quer ele pra você! Se você tiver certeza disso ele vai deixar de gostar de mim Melissa. Escuta o que eu to te dizendo! – O sinal tocou assustando a nós duas que ainda estávamos conversando em cochichos.
Mel me deu um olhar significativo quase como um “eu quero que ele seja meu” e o Carlos e a %Paulinha% se juntaram á nós; Atrapalhando nossa conversa.
- O que vocês tanto cochichavam hein? – %AnaPaula% curiosa, como sempre.
- Nada demais não. – Mel disse um pouco nervosa, mas eu fiz sinal pra ela deixar comigo. Chamei os três pra chegarem mais perto e cochichei.
- Nós estávamos comentando das roupas do grupinho da Ashley. Nunca vi uma saia daquele tamanho! Está quase uma calcinha nela! – Eles gargalharam e a Melissa concordou com a cabeça e entrou na história também.
- Sem contar o decote daquela mini blusa. – Nós começamos a andar pra aula de Inglês Geral. – Elas nem parecem estar vindo estudar. Parecem mesmo querer fisgar algum dos riquinhos e bad-boys dessa escola! – Sim, ela tinha mesmo entrado na história e deu uma piscadinha pra mim vendo que a %AnaPaula% e o Carlos caíram na mesma.
25 de Agosto de 2012
- %Saáh%, por favor, por favor, por favor. Pelo seu Pooh aqui! – Deus! Como o %Tom% pode ser insistente quando quer.
- Tudo bem Pooh. – Escutei ele gritar do outro lado da linha. – Mas eu já digo que nada vai mudar em relação ao seu amiguinho entendeu? – Ele fez um ‘hun hun’ com a boca; - Se você quer mesmo que eu vá pra ai você já vai ficar avisado que ele, pra mim, vai ser um fantasma na sua casa %Tom%. – Me olhei no espelho enquanto dizia, tentando ver se eu conseguiria convencer alguém do que eu estava dizendo. Acho que to ficando melhor nisso. Melhor em fingir algo que não é verdade.
Fingir que não o amo.
- Então você vem com o %Dougie%, ele vai pegar a %Paulinha% ai daqui uma meia hora.
- Ok Pooh. Beijo. – Me despedi.
- Beijo Leitão, até daqui a pouco! – Ele desligou todo animado. Só espero que o %Fletcher% não esteja tramando nada pra mim e o %Jones%.
- Então o %Tom% conseguiu te convencer, hein? – %AnaPaula% começou com a ladainha como sempre. Eu bufei enquanto me arrumava. – Eu ainda acho que você deveria ficar com o %Tom%, vocês dois se completam tanto... – A encarei abismada enquanto ela parecia viajar olhando pro teto e com cara de princesa derretida. Deus do céu dai-me paciência!
- %Paulinha% o que você comeu hoje? - Ela olhou sem entender.
- Batata da Starbucks. – Deu de ombros.
- Estava estragada né? Porque pra você falar uma coisa dessas, só pode! – Ela me bateria se estivesse perto. – Eu e o %Tom% %Paulinha%? Meu melhor amigo que é praticamente casado com a Mary? – Ela concordou com a cabeça. – Sim, a batata estava estragada. – Bufei e voltei minha atenção ao espelho enquanto ela gargalhava de mim.
- É sério %Saáh%, você só escuta ele. Ele diz toda hora que te ama, te dá um monte de presentes e ainda é o seu segundo favorito no McFly. Diz ai que você não ficaria com ele que eu te dou um tiro agora mesmo! – Eu a olhava pelo espelho mesmo, me apontando como se eu fosse uma fugitiva da policia com milhares de acusações.
O porquê disso agora? Nem eu sei dizer.
- Ok, você venceu! Sim, eu ficaria com o %Tom% %Fletcher%, mas se eu ainda morasse no Brasil e fosse uma fã maluca. Agora? Não mesmo. Principalmente porque eu tenho muito respeito pela a Mary. Você também deveria ter mocinha! – Ela fez um ‘Ah’ e balançou as mãos no ar.
- Eu tenho respeito é por quem cuida bem da minha amiga, ok? – Eu bufei. – Além do mais, tenho certeza que se você ficasse com o %Tom%, esqueceria o desgraçado...
- Nem pronuncie esse nome %AnaPaula% %Ferreira%. – Interrompi sua fala me virando e apontando o dedo indicador pra ela. Ela fez cara de assustada.
- Ok, ok! Não está mais aqui quem teve o intuito de falar esse nome! – Ela levantou as mãos e as colocou perto do peito, na defensiva. Eu apenas neguei com a cabeça voltando a me arrumar. – Eu vou sair pra você acabar. – Concordei com a fala dela. – Mas se eu fosse você, pensava no que eu te disse! – Dei um olhar mortal pra ela que saiu correndo do meu quarto.
Eu já estou com pouco tempo pra me arrumar e odeio ter que me arrumar rápido, ai vem a %Paulinha% falando esse bando de besteiras! Agora de onde ela tirou isso eu não faço a mínima ideia. Parece até que ela não estava pensando no que estava falando, pois cada palavra que ela disse não tinha o mínimo de sentido! Eu e %Tom%. Deus ela ta maluca!
E essa bobagem do “Diz toda hora que te ama”? Como se dois melhores amigos não pudessem dizer isso um pro outro, porque né. Aff.
A %Paulinha% me estressou com isso, mas é melhor eu esquecer tudo que ela disse.
%Tom% POV.
- %Tom%, eu não acho isso uma boa ideia! – O %Danny% parecia uma criança indo ajudar o melhor amigo numa travessura. Na verdade, não mudava muita coisa.
- Confia em mim dude. No final das contas ela nem vai saber que você estava metido nessa. Você vai ser só mais uma vítima! – %Harry% entrou no jardim com uma caixa de cerveja em mãos. Colocou todas as cervejas no freezer da área de churrasco e juntou-se a nós.
- E se vocês dois saírem de lá mais brigados um com o outro você pode ter certeza, você que é o grande problema! – %Harry% zoou com a minha cara e eu mandei o dedo do meio pra ele; Ele voltou pra perto da churrasqueira já preparando tudo.A campainha de casa tocou.
- É bom você se preparar dude, pois devem ser eles que estão chegando. – Ele respirou fundo e se sentou em uma cadeira perto da piscina; Colocou os óculos escuros e ficou lá tomando sol. Ou, talvez, tomando coragem. É acho que a segunda opção é mais válida!
End POV.
Entramos na casa do %Tom% e fomos direto até o Jardim e a área de churrasco. Eu tinha trago meu biquíni como a %Paulinha% tinha dito, mas não pretendo, nem um pouco, entrar na piscina.
Não com ele aqui.
E por falar dele...
Merda, merda, merda consciência! Eu não devia ter vindo, não devia!
O ‘fantasma’ estava estirado em uma cadeira na beira da piscina, com óculos escuros que o deixavam ainda mais lindo e com os cabelos levemente bagunçados. Seu corpo escultural estava descoberto, pra variar, e ele estava com uma bermuda bem simples de cor azul marinho. E como ele fica lindo de azul...
DROGA.
Eu to fodida, eu sou fodida por ter vindo aqui hoje!
A cada bendito passo que eu dou até onde os meninos e o ‘fantasma’ estão, me deixa com uma falta de ar do cacete! Ele deveria ser feio. Ele TINHA que ser feio. Essa manhã vai ser bem difícil se meus olhos não me obedecerem e se pousarem em cima dele como agora. E o pior, não quererem sair de cima dele como agora!
Óculos %Samara%, coloca os seus óculos de sol, AGORA!
Boa ideia consciência! Porque ‘eu’ não pensei nisso antes?
Por que você ta muito ocupada encarando o %Jones%! Quer dizer... O ‘Fantasma’!
%Danny% POV.
Eu tenho certeza que ela sabe que eu a estou encarando, da mesma forma que eu sei que os óculos escuros são pra ela fingir que não me vê. %Samara% %Dias% eu te conheço ainda melhor do que você imagina e hoje eu vou mostrar pra você que você tem que ficar comigo! De uma forma ou de outra esse seu pensamento bobo vai mudar. Você não vai resistir por muito tempo a ficar longe de mim. Não vai!
- Leitão, como você ta linda! – %Tom% a rodou no ar e beijou sua bochecha. Ela retribuiu o beijo.
- Você também não ta nada mal Pooh! Andou malhando? – O pessoal caiu na risada enquanto o %Tom% fingia não ter achado graça. – É sério %Tom%, to te achando mais fortinho... – Eles gargalharam alto e nem o %Tom% conseguiu resistir. Na verdade, nem eu.
- Fica quieta ai ô sua pentelha! – Ele ainda gargalhava enquanto fez uma tentativa frustrada de bagunçar o cabelo da %Saáh%. – Trouxe o biquíni pra entrar na piscina? O sol hoje até fez a boa vontade de sair. – Ele sorriu abraçando ela de lado.
- Eu a fiz trazer %Tom%. Se não fosse por mim ela nem teria trago. – %Paulinha% disse com a cabeça dentro do freezer. Saiu de lá com uma garrafa de refrigerante em mãos. Encheu um copo e o entregou a %Samara%.
- Obrigada amiga. E sim eu trouxe %Fletcher%, mas e se eu não tivesse trago, hun? – O %Tom% piscou pro %Harry% e pro %Dougie%.
- Você iria entrar do mesmo jeito, pois eu mesmo faria questão de te jogar nessa piscina antes mesmo de ligar o aquecedor da água, que deve estar trincando de gelada! – Ela fez uma cara tão engraçada que eu tive que rir e me levantar pra ver o desfecho daquilo tudo. Ta, como se eu já não soubesse.
- %Tom% eu tenho certeza que você nunca faria isso comigo! – Ele negou com a cabeça sorrindo e as expressões dela passaram de indignação para desafio.
Muito bom %Tom%, você está fazendo com que o plano, saia como combinado.
- Eu duvido que você tenha coragem %Fletcher%! – OPA, ela não disse isso! Ou disse?%Harry% e %Dougie% colocavam pilha no %Tom% enquanto a %Paulinha%, Mary e Rafaella cochichavam algo em meio a risinhos sem desgrudarem os olhos do %Tom% e da %Saáh% claro; E eu, só observava, esperando o sinal do %Tom%.
- Eu não achei que você fosse corajosa o bastante pra me desafiar %Saáh%. – Ela praticamente se deu por satisfeita achando que o %Tom% tinha amolecido.
- Eu sabia que você não teria coragem Pooh. – Ela sorriu olhando as meninas e se distraiu com isso. %Tom% me olhou e piscou o olho. Meu sinal!
End POV.
%Tom% POV.
O %Danny% entendeu o recado e saiu do jardim, pegando sua camisa. Aproveitei que a %Saáh% estava mesmo distraída e me preparei. Ela pode querer me matar por isso!Segurei-a pela cintura e a levantei no ar, colocando ela em meus ombros. Ela soltou um grito e começou a me esmurrar. E que murrinho mais forte ela tem!
- Me solta agora %Tom%! SOLTA! – Eu podia sentir a raiva dela enquanto eu me aproximava da beira da piscina. E acho que o fato da galera toda estar gargalhando e zoando com tudo, a deixava ainda mais furiosa com a situação.
- Sabe %Saáh%, ninguém desafia o %Fletcher% aqui e fica sem a sua prova. – A joguei com tudo dentro da piscina. Depois de alguns segundos ela emergiu com uma cara nada boa. Forjei a minha melhor cara de santo e fui ajudá-la a sair dali. – Pra você ver como eu sou bonzinho eu até já tinha ligado o aquecedor! A água deve estar quentinha ai! – Estiquei minha mão e ela nadou até a borda da piscina.
End POV.
– Pra você ver como eu sou bonzinho, eu até já tinha ligado o aquecedor! A água deve estar quentinha ai! – Esse desgraçado ainda diz que é meu amigo. Fica aí com essa cara cínica e essa mão esticada. Se ele acha que eu - %Samara% %Dias% - vou deixar isso barato só porque ele tem essa carinha fofa, ele está muito enganado!
Dei meu melhor sorriso falso e estiquei minha mão para pegar a dele. Assim que conseguir agarrar a mão dele senti ele me puxar pra fora da piscina, mas apoiei meus pés na parede da mesma e puxei o %Tom% com toda a força, fazendo ele cair com tudo na piscina.
Com poucos segundos embaixo da água, %Tom% levantou com cara de “Porque você fez isso?” e eu fiquei com cara de “você ainda pergunta?”.
- Hey! Vocês dois vão ficar ai se matando pelos olhos ou vão sair dessa piscina? – Mary disse ainda gargalhando. Eu nadei até o %Tom% e parei bem perto dele que ficou com uma cara assustada. Deve estar achando que eu vou afogar ele agora; não seria má ideia depois do que ele fez.
- Quites, %Fletcher%? – Estendi minha mão pra ele que soltou uma risada aliviada. Ele me abraçou.
- Estamos meu pequeno Leitão nem um pouco indefeso. – Eu dei um sorriso baixo e sai do abraço dele.
- Ainda bem que agora você sabe que eu consigo me vingar á altura, então não faça isso de novo! – Ele levantou a mão em sinal de juramento e concordou com a cabeça.
Mary POV.
%Tom% e a %Saáh% saíram da piscina e vieram tentar molhar a gente, pra variar isso é bem a cara deles dois depois da cena de provocações.
Vendo a %Samara% distraída, o %Tom% me deu o sinal de que estava na minha hora.
Ele tinha que me meter nessa roubada.
- %Saáh%? – Ela me encarou. – Vem comigo que eu vou te mostrar o quarto onde você vai poder tirar essa roupa molhada. – Ela concordou com a cabeça.
- Perai! E eu como fico amor? – %Tom% fez a maior cara de birrento quase me fazendo voar nele e beijar aquele bico. Sorri
- Você vai ficar quietinho ai perto da churrasqueira que eu já volto com a sua toalha ta, amor? – Ele sorriu e concordou e a %Saáh% veio para o meu lado, me acompanhando até a saída do jardim.
- Você pode seguir ali, é no final desse corredor e tem um banheiro lá dentro. Eu tenho algumas roupas na cômoda lá, e tem uma toalha no banheiro. Fica à vontade viu %Saáh%? – Ela sorriu concordando e foi ainda sem graça por estar completamente molhada dentro de casa. Nem adiantou dizer pra ela que não tinha problema por que a culpa era do %Tom%.
Coitada, tenho certeza que isso não vai ser nada bom pra ela. Ou talvez vá. Quem sabe?
End POV.
Ai Deus, a Mary também é louca! Era mais fácil ter pegado a toalha pra mim!Vou dar um jeito de me trocar rápido pra limpar esse rastro de bagunça que eu deixei pelo caminho.
Resolvi me concentrar no quarto no fim do corredor. É estranho eu estar achando que alguma coisa está errada aqui. Pressentimento bobo esse meu! Com certeza nada está errado aqui.
A porta estava encostada, mas eu a empurrei com cuidado. Olhei dentro do quarto e vi que não tinha nada de estranho; tudo normal. Paranoias da minha cabeça como sempre! Talvez o fato do %Daniel% estar aqui na casa do %Tom% que me deixou assim.
Fechei a porta do quarto e me olhei no espelho. Eu to horrível! Essa maquiagem toda borrada de preto e o cabelo nem se fala! Aff, %Fletcher% que ódio de você!
Escutei um barulho vindo do banheiro e quase caí pra trás. Fui passo á passo pra perto da porta que estava fechada. A maçaneta da porta ta se mexendo... Será que tem alguém no banheiro?
%Danny% POV.
Abri a porta tendo a certeza que a %Samara% já estava no quarto, mas me assustei ao vê-la tão próxima da porta do banheiro. Só pra constar, eu estou de toalha; Apenas de toalha.
- O que... Que você...? – Ela começou a gaguejar e virou o rosto pro lado. As bochechas dela devem estar todas vermelhinhas de vergonha.
- Eu que te pergunto. Por que você tá toda molhada? – Ela me encarou, mas depois voltou a encarar um canto qualquer do quarto menos eu.
- O %Tom% me jogou na piscina. – Eu soltei um riso baixo e me sentei na cama. Ela andou até o espelho e ficou por lá.
- Eu só estava tomando um banho mesmo pra me refrescar. Pode ficar tranquila que eu vou trocar de roupa em outro quarto. – Ela nem se moveu, então peguei minha roupas de cima da cama e fui em direção á porta do quarto.
Girei a maçaneta, mas não consegui abrir a porta. Fiz cara de surpreso quando ela me olhou assustada pelo mesmo motivo. A porta estava trancada.
Tentei novamente com mais força, mas foi inútil. Comecei a socar a porta.
- Hey guys! Não tem graça! Abre a porta ai! – Olhei pra %Saáh% e vi que ela se aproximava da porta com medo. Com certeza a última coisa que ela queria era ficar presa comigo em um sábado de manhã.
- Desculpa gente, mas parece que a porta está travada. – A voz do %Tom% fez a %Saáh% dar um pulo.
- O quê? %Tom%, pelo amor de Deus, arromba essa porta! – Eu posso jurar que ela vai chorar aqui dentro. Eu não devia ter concordado com isso.
- Não dá %Saáh%. E sabe o que mais? Acho que isso vai ser muito bom pra vocês dois. – Ela se afastou da porta e sentou na cama; Abaixou a cabeça e colocou o rosto nas mãos.
- Gente é sério, abre aqui. – Eu disse quase implorando pra eles deixarem esse plano bobo de lado. Eu não queria ver a %Samara% chorar mais uma vez por minha causa. Não mesmo!
- Que tal a gente ir à Starbucks depois do almoço? – A voz do %Dougie% me fez ver que eles ignoraram completamente o que eu falei.
- Pessoal? – Silêncio foi a minha resposta dessa vez; Eles já haviam saído de perto.
Encostei minha cabeça na porta sem acreditar no que eu havia feito. Agora não tinha como voltar atrás. Eu estava obrigada a %Samara% a ficar trancada dentro do quarto, comigo e ainda me fingindo de vítima.
End POV.
Ele ficou estático. O único som que eu escutei foi o da sua respiração e da minha.
Eu não acredito que eu estou trancada em um quarto com ele, %Daniel% %Jones%.
- Pra mim, vocês dois deveriam aproveitar essa situação e resolver todos esses problemas entre vocês. Vocês não vão poder fugir disso pra sempre. Você não vai poder %Saáh%. – A voz da %Paulinha% me fez crer que tinha algo errado aqui.
Como eu fiquei ‘milagrosamente’ presa com o %Danny%? Quais as chances de isso acontecer?
Nenhuma, na verdade.
- Vocês armaram isso tudo não foi? – Senti meus olhos arderem. Não importava o que ele fosse responder, eu sabia que era verdade. Uma armação.
- Não... Er... – Ele coçou a cabeça; Sinal claro de nervosismo.
- Eu sabia. – Disse baixo, mas pra mim mesma.
- Não %Saáh%! Você viu, eu tentei sair daqui e...
- Ah! Cala essa boca, %Jones%! Você não acha que tem muita cara de pau por estar falando comigo depois dessa armação toda? – Ele me olhou confuso. Deu meia volta e encostou-se à parede, ao lado da porta.
- Eu acho melhor você ir tomar um banho e tirar essa roupa molhada. – Fiquei pasma por ele ter mudado de assunto assim. Ainda mais um assunto que não deveria lhe interessar. – Enquanto você faz isso eu troco de roupa aqui. – É verdade, ele anda estava de toalha na minha frente. Tinha como ficar pior isso tudo?
- Você me dá nojo. Cada vez mais eu vejo que você não presta. – Levantei-me da cama e fui até a cômoda. Peguei uma muda de roupa qualquer que tinha ali e me dirigi ao banheiro.
- Eu não sei por que você está falando comigo desse jeito. Eu não tenho nada a ver com isso! Você não vê? – Parei de andar e só virei o suficiente pra encarar o filho da mãe.
- O que eu vejo é que nada que você ta falando é verdade. – Senti uma lágrima escorrer. – E eu te peço pra não falar comigo mais.
- Nós dois estamos nesse quarto! Você vai ter que conversar comigo em algum momento! Você só tem a mim aqui. – Ele cruzou os braços na altura do peito e ficou com um meio sorriso no rosto.
- Eu prefiro morrer a ter que conversar com você; Ou pior, ter que pensar que “eu só tenho você aqui”. – Fiz aspas com os dedos. – Que você fique satisfeito em estar sozinho nesse quarto porque é isso que vai acontecer! – Entrei no banheiro e bati a porta com força, trancando em seguida. Só vou sair daqui quando a porta desse quarto for aberta!
%Danny% POV.
Tirei a toalha e peguei minha cueca. Vesti e coloquei a bermuda em seguida.
Eu sabia que isso não ia prestar. Agora ela vai querer ficar dentro daquele banheiro até a gente sair daqui. O problema é: Quando que nós vamos sair daqui?
To vendo que esse sábado vai ser bem longo!
End POV.