Capítulo. 06
Tempo estimado de leitura: 97 minutos
When everything is going wrong
Quando tudo está dando errado
And things are just a little strange
E as coisas estão um pouco estranhas
It's been so long now you've forgotten how to smile
gora faz tanto tempo que você até esqueceu como sorrir
And overhead the skies are clear but it still seems to rain on you
E acima de você o céu está limpo, mas ainda parece chover em você
And your only friends all have better things to do
E todos os seus únicos amigos têm coisas melhores para fazer
- Mais que MERDA! – Eu gritei, depois de acordar com o despertador do celular tocando I’ll Be Ok. Nada mais irônico começar o dia ouvindo a voz do %Jones% e escutar a música me dizer tudo que eu tinha certeza que teria que fazer, por mais difícil que fosse!
When you're down and lost
Quando você estiver pra baixo e perdido
And you need a helping hand
E precisar de uma mão pra ajudar
When you're down and lost along the way
Quando você estiver pra baixo e perdido no caminho
Oh just tell yourself
Oh, é só falar pra você mesmo
I'll, I'll be ok
Eu vou, eu vou ficar bem
Desliguei o despertador e encarei a porta se abrir com uma cara assustada me encarando. %AnaPaula% não parecia entender o porquê do grito.
- Que foi? – Eu disse coçando os olhos vendo ela ainda me encarar com as feições assustadas.
- Que foi? %Saáh%, você gritou em plena sete horas da manhã depois que o seu despertador tocou! Isso não é normal. – Ela falou colocando as mãos na cintura, provavelmente depois de ver a minha cara de “Você acha que eu estou ligando?”.
- %Saáh%, é serio! Por que você gritou amiga? – Ela perguntou sentando-se ao meu lado na cama.
- Simplesmente porque eu me esqueci de trocar a porra da música do despertador! ACORDAR COM A MERDA DA MUSICA DO MCFLY ME FEZ GRITAR ENTENDEU AGORA?! – Eu gritei, mas é claro que não precisava disso e eu vi a %Paulinha% respirar fundo vendo que a minha declaração explicava tudo.
- Já entendi, mas você não precisa descontar em mim, tá? Nem descontar no resto dos meninos que não tem nada a ver com isso! – Ela disse me abraçando e eu retribuí, quase demonstrando o meu pedido de desculpas.
- Desculpa amiga. Eu vou trocar logo a música pra não ter próxima vez, ok?
- Faz isso e se arruma logo! – Ela disse me soltando e indo pra porta do quarto. - É O PRIMEIRO DIA DE AULA, ESQUECEU? – Ela gritou depois que saiu.
- COMO EU PODERIA ESQUECER? FOI PRA ISSO QUE A GENTE VEIO PRA CÁ LEMBRA? – Eu gritei já indo tomar meu banho.
No meu pensamento o que eu tinha acabado de dizer não fazia sentido algum e, provavelmente, a %Paulinha% também está pensando isso, pois os motivos maiores pra que eu pudesse tomar a decisão de vir pra aqui eram os meninos, o McFly, o %Danny%... PAROU! Pode parar ai consciência porque eu não estou a fim de chegar à minha escola nova com a mesma deprê de ontem não!
- Banho! Um banho bem quentinho vai livrar a minha cabeça desses pensamentos.
%Paulinha% POV:
A tá, ela finge que me engana! Tenho certeza que nem ela acredita no que disse agora á pouco pra mim. Ai, porque a minha amiga tem que sofrer tanto? Ela uma pessoa tão boa, quer sempre agradar todo mundo! Deus, eu posso estar enganada, mas acho que o Senhor é tão injusto com a %Saáh%. Eu espero mesmo estar enganada! Eu sei que o Senhor está preparando algo bom pra ela, algo definitivo, tenho certeza, pois eu confio em ti!
- É melhor eu preparar o café da manhã enquanto ela toma banho.
Parece que eu adivinhei porque foi só eu acabar de preparar o café, a %Samara% entrou na cozinha, sorrindo.
- Bom dia flor do dia! Agora eu to mais calma! – Ela disse me abraçando e me fazendo estranhar toda a alegria que ela me transpareceu. Parecia mais algo ensaiado, eu tô até um pouco assustada, mas vou fingir que estou acreditando nessa cena.
- Que ótimo amiga! Parece mesmo que você está melhor, mas agora vamos tomar logo nosso café da manhã pra gente não se atrasar. – Eu falei depois me soltei dela e sentei-me a mesa.
- Tudo bem, mamãe! – Ela disse e nós não aguentamos caindo na risada.
Terminamos e fomos acabar de nos arrumar. Em mais ou menos 10 minutos já estávamos prontas e saindo de casa.
O percurso até á escola é muito rápido, não demora nem 10 minutos andando e eu e a %Saáh% fomos em silêncio, nenhuma palavra de ambos os lados, as palavras só surgiram quando nós avistamos a escola.
- Uau! Tem muita gente, %Paulinha%! – Ela disse já agarrando meu braço, bem típico da %Saáh%.
- Tem mesmo amiga, muita gente nova pra conhecer! – Eu falei também animada.
- De todos os lugares! – Ela quase gritou e eu dei um tapa de leve no braço dela que sorriu.
- É de todos os lugares mais você não precisa anunciar para o mundo a nossa chegada! – Eu disse já rindo junto dela, que estava gargalhando.
- Ok, ok. Vamos entrar e pegar nosso horário? – Ela falou já me puxando pra dentro. ela parece mais querer ver os alunos isso sim!
- Tá, vamos.
End POV.
A escola é ainda mais linda cheia de gente! Tantas pessoas diferentes, várias nacionalidades que eu estou ficando cada vez mais impressionada a cada passo que eu e a %AnaPaula% damos.
Direcionamo-nos á secretaria e pegamos nossos horários, os três primeiros seriam Literatura, Matemática e Inglês Geral.
- Eu pensei que aqui ficaria livre da Matemática! – Eu disse desapontada.
- Calma, amiga, aqui a gente estuda a Matemática base e você sabe que no inglês a gente acha tudo mais legal, não é? – %AnaPaula% falou tentando me animar, conseguindo como sempre.
Nós caminhamos pelo imenso prédio da escola subindo até o segundo andar, olhamos os números das salas procurando o numero 223, a sala de literatura.
- 221, 222... Ali! 223! – Eu disse encontrando a sala.
- Agora a pior parte... – %Paulinha% disse fazendo uma careta.
- Vamos acabar logo com isso e entrar. – Eu disse baixo já encostada á porta. %Paulinha% bufou, mas me seguiu.
- Com licença, podemos entrar? – Eu disse após bater levemente na porta, abrindo-a em seguida.
- São as novas alunas? – Um homem bonito de cabelos bem loiros e olhos azuis como o céu perguntou. Provavelmente ele é o professor, LINDO!
- Sim! – Foi a vez de a %AnaPaula% responder muito alegrinha por sinal. Pra alguém que não queria entrar na sala ela melhorou muito! Prendi o riso.
- Claro, podem entrar! %AnaPaula% e %Samara%? – Ele disse trocando nossos nomes e dizendo com certo sotaque, acho que esforçando pra dizer corretamente.
- Não! Eu sou a %AnaPaula%! – %Paulinha% disse sorrindo.
- E eu a %Samara%. – Eu disse um pouco mais quieta já que foi agora que eu percebi que todas as atenções da sala estavam em cima de mim e da %Paulinha%.
- Tudo bem, desculpem, meninas. Podem se sentar! – Ele disse muito carismático.
Eu e a %Paulinha% olhamos pela sala para encontrar carteiras vazias, encontramos duas, mas o detalhe é: As cadeiras são duplas e as que estavam vazias eram uma do lado de um menino e outra ao lado de uma menina uma carteira depois.
%AnaPaula% me encarou e sorriu, não sei por que, e começou a andar em direção as carteiras vazias sentando ao lado da menina. Está explicado o porquê do sorriso! Eu bufei e me direcionei á carteira e sentei ao lado do menino.
O menino me olhou com aqueles olhos perfeitos! De um verde super claro! Melhor do que %azuis% que me lembram uma certa pessoa que eu quero esquecer. O menino deu um sorriso discreto que eu retribuí meio envergonhada. Ouvi a %Paulinha% conversar com a menina que estava ao seu lado e me lembrei: quando chegar em casa afogar ela na privada!
A aula de Literatura havia começado á uns 15 minutos e eu só conseguia pensar nesse menino do meu lado. Ele me parece perdido, com um dicionário escondido que parece ser do Brasil. Brasil? ELE É BRASILEIRO? Aff, agora eu vou ter que perguntar por que antes eu não queria, pois eu estava com vergonha e...
- Oi? – Escutei uma voz linda me interrompendo em um inglês com bastante sotaque.
- Oi! – Respondi baixo e com vergonha, ele sorriu envergonhado e leu algo no livro.
- Qual é o seu nome? – Ele disse bem pausadamente, tentando pronunciar corretamente. Provavelmente ele deve achar que eu já falo o inglês e que não entendo o Português, ele vai ter uma surpresa.
- Meu nome é %Samara% e o seu? – Eu sussurrei em português e o vi abrir um pouco a boca, admirado. Sorri.
- Como você... ? – Ele não sabia o que dizer e eu sorri novamente.
- Sou brasileira e você ainda não respondeu a minha pergunta! – Eu disse ainda baixo, mas feliz por ele ter sorrido depois da minha resposta.
- Uau! Ah! Desculpe, eu me chamo Carlos, prazer em te conhecer! – Ele disse sorrindo e envergonhado.
- O prazer é meu Carlos. – Eu disse e abaixei a cabeça, voltando a olhar para o professor.
O professor bonitão que se chama Charlie continuou explicando a matéria enquanto eu e o Carlos não falamos mais nada. Prestamos atenção ao resto da aula de Literatura até o sinal soar.
- Qual é a sua próxima aula? – Carlos me perguntou depois que eu levantei com as minhas coisas em mãos.
- Matemática! – Respondi fazendo careta. Quando ele ia responder a %AnaPaula% nos interrompe.
- Oi, amiga, quem é ele? – Curiosa como sempre. Eu ri.
- %AnaPaula%, esse é o Carlos, ele é brasileiro também! – Eu disse e a %Paulinha% abriu um sorriso malicioso enquanto o Carlos também sorria, tentando entender o que estávamos dizendo.
- Carlos, esse é a %AnaPaula%, ou só %Paulinha%. – Eu disse em português para facilitar pra ele. Ele sorriu e pegou na mão da %AnaPaula%.
- Prazer em conhecê-la. – Ele disse rindo e depois se virou para mim.
- Parece que as nossas aulas são as mesmas! – Ele disse ainda em português.
- Então vamos pra sala de matemática, mas você tem que tentar falar em inglês se não, vai ser complicado você aprender. Eu sei que é difícil, mas eu vou ajudar você, ok? – Eu disse já andando com o Carlos ao meu lado, a %Paulinha%, e a menina que senta do lado dela que eu ainda não sei o nome.
- Tudo bem, obrigado, %Samara%! – Ele disse já em inglês. Eu sorri.
- Muito bem! Até que o seu inglês não é ruim sabia? E até eu fico em duvida com muita coisa! – Eu falei e vi a %AnaPaula% prender o riso. Nem vou imaginar o que ela deve estar pesando.
- %Saáh%, eu me esqueci de te apresentar a Melissa! Melissa essa é a %Samara% e o Carlos.
- Oi, Melissa, desculpa a minha amiga, ela é meio lesada mesmo! – Eu gargalhei depois disso e o Carlos e a Melissa me acompanharam. script>document.write(Paulinha) bufou.
- Oi, %Samara%, Carlos. – Carlos acenou pra ela envergonhado também, acho que ele está com medo de errar a pronúncia.
- Ah! Pessoal, me chamem de %Saáh% ok? – Eu disse sorrindo enquanto nós descíamos as escadas.
- Ok! – Disseram o Carlos e a Melissa juntos.
- Onde é a sala? – %Paulinha% perguntou olhando para os lados no corredor do primeiro andar.
- É logo ali na frente! Número 142. – Melissa respondeu.
- Você é de onde, Melissa? – Eu perguntei.
- Sou da Irlanda, mas me chamem de Mel. – Ela disse sorridente. A Melissa é loirinha com os olhos super verdes, branca e seus cabelos são enrolados nas pontas, ela parece mais uma boneca Barbie ou uma patricinha daquelas nojentas, mas ao contrário, ela é um amor de pessoa, super simpática! Ela me lembra muito a %Loraa%.
- Tudo bem, Mel, você sabia que o ‘mel’ no nosso país significa: O doce que as abelhas produzem? – Eu disse e a %Paulinha% e o Carlos sorriram com a coincidência.
- É mesmo Melissa! Você é uma pessoa tão doce que até seu nome diz isso no português! – %Paulinha% disse sorridente abraçando a Melissa que ficou vermelha.
- , pessoal, eu nem sabia disso! – Ela disse ainda envergonhada parando na frente de uma porta do corredor.
- Nossa sala? – Carlos perguntou.
- É sim! – Ela respondeu.
- Então vamos entrar e enfrentar a dura Matemática! – Eu disse sarcástica puxando todo mundo pra dentro da sala, que entraram gargalhando.
A aula de matemática foi até muito legal, tinha outro professor não tão bonitão como o Charlie de Literatura, mas era muito mais simpático e engraçado! O nome do professor de cabelos pretos, olhos cor de mel e uma boca maravilhosa era Kevin e ele vem dos Estados Unidos da América! Literalmente há uma grande diversidade de culturas nesse colégio!
Eu, a %Paulinha%, o Carlos e a Mel, resolvemos fazer rodízio nas aulas. Já que eram as mesmas nos três primeiros horários, combinamos que: Na aula de Literatura iria ficar eu e o Carlos, %Paulinha% e a Mel. Na aula de Matemática ia ficar eu e a Mel, %Paulinha% e o Carlos. E na aula de Inglês Geral ia ficar eu e a %Paulinha%, o Carlos e a Mel.
Veio o intervalo depois da interessante aula de inglês geral. Geral mesmo, pois só nessa aula a gente estudou Geografia, História e Física! Claro que foram somente as teorias principais. Fomos até a enorme cantina da escola e eu, a %Paulinha%, o Carlos e a Mel, nos encaminhamos até a área da lanchonete. Minha boca abriu e eu não fui a única não! Só a Mel que não se impressionou porque ela já está na escola há uma semana.
- Caramba quanta comida! – %Paulinha% disse olhando a ‘vitrine’.
- É tudo de graça mesmo? – Eu disse assustada.
- Tudinho! – Mel disse com um enorme sorriso.
- E é gostosa a comida, Mel? – Carlos perguntou já de olho em alguma coisa.
- Eu ainda não tive tempo de comer de tudo, mas as que eu comi... Vocês vão ver! Escolham! – Mel disse já pegando o seu prato.
- Ah Mel, dá uma dica ai, vai? – Eu fiz a carinha de cachorro pidão.
- Ok! Esse aqui é uma delícia! E esse também... – A Melissa foi apontando os que ela já comeu e nós fomos escolhendo nossos pratos.
Depois da melhor hora do dia acabar, no caso o lanche, restava agora saber qual seria a próxima aula.
- E aí qual é? – %Paulinha% me perguntou e eu olhei no papel que dizia: 4º e 5º horários, aulas de arte.
- Aqui diz aulas de arte. Como assim, Mel? – Eu perguntei.
- Eu particularmente adoro essa parte! Bom, a gente vai ao segundo prédio e vocês vão se inscrever em aulas específicas. Tem de tudo, de esportes ás aulas de teatro! – Ela disse gesticulando e puxando a gente para o pátio que dá acesso ao segundo prédio.
- Ah! Então foi isso que a supervisora disse quando a gente chegou, %Saáh%! – %Paulinha% disse tentando acompanhar a Mel.
- É mesmo! Quem bom e são as duas ultimas aulas! Eu vou fazer aulas de piano! – Eu disse sorridente e dando pulinhos idiotas como eu sempre faço quando estou muito empolgada com algo!
- Podem ser feitas quantas aulas, Mel? – %Paulinha% a perguntou.
- No máximo duas aulas diferentes, pois são somente dois horários. – Ela disse sorridente já entrando no segundo prédio.
- Eu vou fazer aula de dança e piano! – Eu falei mais empolgada ainda.
- Eu vou fazer de dança e vôlei! Tem vôlei, não é, Mel? - %Paulinha% disse.
- Tem sim %Paulinha%! – Mel disse já entrando em uma sala que parecia a supervisão, onde se faz as inscrições.
- Você vai fazer o que, Carlos? – Eu perguntei para o Carlos que estava muito calado, tentando entender o que dizíamos.
- Eu? Hm, acho que vou fazer basquete e dança. – Esse último ele disse bem baixo.
- Que foi? Vergonha de dizer que vai fazer aula de dança? – Eu perguntei e vi-o ficar vermelho, balançando a cabeça em sinal de confirmação.
- Deixa de besteira, Carlos! Não tem problema nenhum homem dançar! Esses preconceitos são só no Brasil! Ainda mais que você vai estar comigo e com a %Paulinha% na aula. – Eu disse sorrindo tentando fazê-lo melhorar as feições envergonhadas.
- E eu também! Meus cursos são dança e teatro! – Mel disse bem alegre.
- Oba, todo mundo junto em dança! GOSTEI! – %Paulinha% como sempre escandalosa gritou dentro da sala da supervisão. Eu dei nela um tapa de leve e recebi um “ai %Saáh%” em resposta. Todos nós sorrimos.
- Oi, eles vieram fazer a inscrição para as aulas de arte. Alunos novos. – Melissa disse apontando pra gente que ainda conversávamos animados.
- Tudo bem! Quem vai ser o primeiro a se inscrever? – A moça simpática ruiva de olhos %azuis% perguntou.
- EU! – %Paulinha% já foi correndo pra mesa da moça gritando. Lado escandaloso atacando novamente. A Melissa gargalhou com a cena e a %Paulinha% olhou pra mim. Eu cruzei meus braços.
- Que foi? – Ela perguntou como se não soubesse.
- Nem comento essa cena sua mocinha! Fazendo-me passar vergonha em publico logo no primeiro dia de aula! OMG! – Eu disse já gargalhando e todos no local me acompanharam.
- Ok, amiga, desculpe! Voltando as inscrições, eu quero Vôlei e Dança! – Ela disse empolgada para a moça que sorriu.
- Já veio decidida, não é? – Ela disse fazendo a inscrição da %AnaPaula% no PC.
- Lógico! – Ela sorriu e saiu de perto da mesa.
- Eu vou agora. – Eu disse, já imaginando que o Carlos ficaria com vergonha de ir. Ele me olhou e sorriu de leve.
- E você já sabe o que quer? – A moça me perguntou.
- Sim! Eu quero Dança e Piano! – Eu disse sorridente.
- Tudo bem, o próximo! – Ela falou e o Carlos se aproximou devagar, vergonhoso. Ele é fofo demais, mas Brasileiros vergonhosos são os piores! Eu é que sei. Conheci vários! Sorri de leve.
- Suponho que você também já sabe, não é? – Ela disse sorrindo para o Carlos que retribuiu concordando com a cabeça.
- Quero basquete e dança. – Ele disse até melhor a palavra dança, não me parecia ter mais vergonha ou disfarçou bem!
- Ok! Todos estão devidamente inscritos, podem se dirigir as aulas. – A moça falou apontando os corredores e a Mel se dirigiu até eles, enquanto nós a acompanhávamos.
Chegamos ao segundo andar do prédio onde já se podiam escutar barulhos variados de instrumentos, pessoas cantando, entre outras coisas. A Melissa parou na frente de uma porta que dizia: ‘Dança’.
- Essa é a nossa sala! Nós vamos fazer ela primeiro ou vamos fazer no óltimo horário? – A Melissa perguntou parada de frente para nós. Olhamo-nos tentando achar uma resposta.
- Mel, que horário que você faz aula de dança? – %Paulinha% perguntou.
- Eu faço geralmente no ultimo. – Ela respondeu.
- Então nós também vamos fazer no último! – Eu disse sorridente e todos concordaram com a cabeça.
- Ok, então! Bom, Carlos e %Paulinha%, vocês que vão fazer esportes desçam aquelas escadas ali pra chegar até as quadras. %Saáh% sua sala é logo ali na frente, está escrito ‘piano’ na porta! – Mel disse gesticulando e apontando com as mãos para os lugares que ela estava falando.
- Obrigada, Mel! – Eu, %AnaPaula% e Carlos dissemos. Nos despedimos e cada um foi para a sua aula específica.
- De nada gente! Nos vemos daqui a pouco! – Ela disse indo até a sua sala e entrando.
Caminhei pelo corredor e localizei a porta da sala onde continha ‘Piano’ escrito. Entrei um pouco nervosa sem saber o que eu encontraria, me impressionei quando vi a enorme sala. Como é grande esse lugar, pelo que eu contei são nove pianos maravilhosos! OMG, só pode ser um sonho mesmo!
- Oi, aluna nova? – Uma mocinha morena de olhos castanhos me perguntou.
- Sim. – Eu disse sorridente.
- Me acompanhe que eu vou encaminhar você até o seu professor. – Ela disse andando e eu acompanhei. Ela parou ao lado de um rapaz, rapaz mesmo porque ele deve ter uns 30 anos.
- Oi, Jared, essa é uma nova aluna que se chama... – Ela disse apontando pra mim e eu me apressei em responder.
- Me chamo %Samara%, %Samara% %Dias%. – Disse simpática e ele estendeu a mão em minha direção que eu, claro, peguei.
- Fez uma excelente escolha %Samara%, piano é algo fascinante, você verá! – Ele disse com um sorriso maravilhoso no rosto e, quando eu digo maravilhoso é porque é MUITO maravilhoso!
- Obrigada. – Eu respondi simplesmente.
- Bom agora que você já está com o seu professor eu vou me retirar. – A moça disse.
- Hey espera! Você não disse o seu nome! – Eu falei impedindo a ida dela.
- Ah sim! Desculpe-me. Me chamo Isabella, mas chama de Bella, ok? – Ela disse voltando e estendendo a mão para mim. Sorri.
- Ok Bella, me chama de %Saáh%! – Eu disse pegando na mão dela.
- Okm %Saáh%, agora eu vou mesmo. Tchau. – Ela disse se afastando e acenando.
- Vamos à aula então? – O professor lindo e com o sorriso mais maravilhoso do mundo todo me perguntou. Ele tem o cabelo lisinho e arrepiado naturalmente, seus olhos dependendo da luz, pode ser verde ou azul. Além do sorriso maravilhoso!
- Tudo bem.
O sinal soou e eu estava até indo muito bem para uma iniciante. Não sou eu que estou dizendo não é o professor lindo que disse isso! Despedi-me do professor e da Bella e fui me encontrar com o pessoal.
Avistei a Melissa vindo em minha direção, sorridente.
- E ai %Saáh%? A sua aula foi boa? Gostou? O professor é o bonitão não é? – Ela dizia tudo isso muito rápido e eu gargalhei.
- Calma, Mel, uma pergunta de cada vez. Sim a aula foi boa, sim eu gostei e sim o professor é MUITO bonitão. – Eu disse em meio à gargalhada e a Mel me acompanhou rindo também.
- Vamos lá atrás do Carlos e da %Paulinha%? – Ela me perguntou.
- Ir lá? Por quê?
- Bom, porque, obviamente, eles devem estar tomando uma ducha agora e se a gente não apressar eles nós vamos nos atrasar para a aula! – Ela dizia já me puxando pelo braço, indo em direção á escada que dava acesso às quadras.
- Ainda bem que tem os dez minutos a cada intervalo, se não, a gente se atrasaria para todas as aulas! – Ela disse ainda gargalhando quando nós chegamos às quadras.
- É verdade! – Eu disse agora acompanhando ela para o que seria o banheiro feminino.
- %AnaPaula% %Ferreira%, você está aqui? – Mel disse, quer dizer, Mel gritou dentro do banheiro.
- Aqui, meninas! – %Paulinha% gritou ao fundo e em seguida nós a vimos abrir a porta do Box, enrolada em uma toalha.
- Amiga arruma logo pra gente ir pra aula de dança! – Eu disse meio que jogando as roupas dela em cima da cabeça dela.
- Tudo bem! Eu tenho ainda cinco minutos! Porque vocês não vão chamar o Carlos hein? – Ela disse ironicamente, vestindo as roupas.
- Ah é claro! Olha eu lá entrando no banheiro masculino gritando: ‘Carlos anda logo ai no banho’, você jura né? – Eu disse sarcasticamente e depois cai na risada fazendo as meninas me acompanharem.
- Eu vou pra porta do banheiro masculino esperar ele ta? – Mel disse saindo do banheiro.
- Eu acho que a Melissa gosta do Carlos. – Eu cochichei para a %AnaPaula% que sorriu de leve e fez que sim com a cabeça.
- Mas eu acho que o Carlos gosta de você! – Ela falou apontando para mim já penteando os cabelos.
- Tá maluca,
%Paulinha%? Claro que não, ele não gosta de mim não! – Eu disse mexendo a cabeça freneticamente, negando. Ela gargalhou.
- Então tá, senhora ‘arraso os corações no primeiro olhar’, depois você me conta, viu? – Ela disse isso pegando a bolsa e me deixando sozinha no banheiro. Eu estou tentando assimilar a idéia. Será que o Carlos falou algo pra ela? Aff chega consciência, nada de relacionamentos! Já basta o tanto que eu já sofri!
Sai do banheiro e encontrei a %AnaPaula% vindo junto do Carlos e da Melissa, eles sorriram e eu sorri junto acompanhando os passos em direção ás escadas.
- Agora a melhor parte! – Mel disse saltitante já parada á porta da sala.
- Porque melhor parte? – Carlos perguntou.
- Porque a aula de dança é a melhor! Teatro nem chega aos pés! – Ela disse abrindo a porta.
- Então vamos nessa! – %Paulinha% disse entrando com a Mel. O Carlos me encarou com um sorriso meio assustado que eu retribuí com um acolhedor.
- Você vai se sair bem! – Eu disse baixo, perto do ouvido dele. Ele sorriu e concordou com a cabeça.
- Bom dia pessoal! – Uma mulher ruiva falou assim que eu e o Carlos entramos na sala. %AnaPaula% e a Melissa nos chamaram para onde elas estavam.
- Bom dia Sra. Rodriguez. – Os alunos que estavam lá disseram, provavelmente já tem aula com ela há algum tempo.
- Sra. Rodriguez? Ela é de onde? – Eu cochichei para a Mel e a %Paulinha% e o Carlos ficaram atentos á resposta também.
- Ela nasceu no México, mas ela mora aqui desde pequena. – Mel disse sorrindo e nós voltamos nossa atenção á professora.
- Novos alunos? – Ela perguntou e a Mel fez sinal para que nós levantássemos as mãos. Levantamos em seguida com certa vergonha que acabou logo depois de ver tantos alunos novos na sala.
- Muito bem! Sejam bem vindos! Vamos às apresentações da aula passada, vocês que são novos só irão observar ao meu lado pra que eu possa mostrar á vocês um pouco dos passos e regras da dança da semana, no caso Valsa. Tudo bem pra vocês? – Ela perguntou se aproximando da gente e trazendo com ela os outros alunos novos.
- Tudo bem professora. – Dissemos todos juntos. ela sorriu e nos colocou em um lugar apropriado para que nós pudéssemos assistir as apresentações de Valsa. Eu queria tanto aprender a Valsa! %Tom%ara que ainda tenha aula.
A Melissa se despediu da gente e levantou indo em direção para o que seria o vestiário, mas ela nem falou pra gente que ia apresentar! Vai ver ela estava com vergonha.
- A Mel nem disse que ia apresentar hoje. – %Paulinha% disse meio indignada, como sempre ela pensou o mesmo que eu. Minha Best parece demais comigo, eu até estranho ás vezes.
- Eu pensei nisso agora, vai ver ela estava com vergonha. – Eu falei meio que cochichando porque a professora começou a dizer algo sobre a Valsa.
Encerrada a apresentação que, por sinal, foi muito linda. Principalmente a Mel, ela ficou muito graciosa no vestido de Valsa.
Ficamos eu, a %Paulinha% e o Carlos, esperando a Mel se trocar pra gente poder se despedir, finalmente a gente ia pra casa depois do primeiro dia de aula.
- Podemos ir, gente! – Ela disse sorridente andando até a porta.
- Melissa você dança muito bem! – O Carlos disse deixando a Mel, que é branquinha super vermelha de vergonha.
- É mesmo, Mel, e aquele vestido é maravilhoso! – %Paulinha% disse e a Mel sorriu.
- Que nada gente, obrigada! Mas o que vocês vão fazer agora? – Ela perguntou tentando mudar de assunto.
- Eu e a %AnaPaula% temos que almoçar para ir trabalhar. – Eu falei fazendo uma leve careta e a %Paulinha% concordou com a cabeça.
- Eu vou trabalhar também, só que com o meu tio que mora aqui. – O Carlos falou.
- Ah! Então a gente só vai se encontrar na escola? Seria tão legal a gente sair e fazer uma farrinha por Londres! – Mel disse bem animada. Nem parece que ela é festeira assim, com aquela carinha angelical ela engana mesmo.
- Bom, vocês podem ir lá pra casa, quer dizer, pra republica onde eu moro. Vai ter uma festa lá hoje á noite, aniversário do Paul. Ele é da nossa sala também e parece que a escola toda vai estar lá hoje!
- Oba! Mais onde você mora, Carlos? – Eu perguntei. To interessada mesmo porque provavelmente os meninos vão lá pra casa hoje e eu tenho que dar um jeito de não estar lá! Não to preparada pra isso ainda.
- Ah! Eu moro aqui perto da escola, duas quadras mais ou menos, e você? – Ele me perguntou curioso.
- A gente mora bem perto! Nossa casa é mais ou menos uma quadra né %Paulinha%? – Eu disse apontando pra ela que estava distraída no pátio, vendo uns meninos maravilhosos passarem. Eu dei um tapa nela pra ela poder voltar a realidade.
- Ai! Que foi? – Ela disse franzindo a testa enquanto a Mel e o Carlos gargalhavam.
- Você não toma vergonha não? Fica ai olhando esses meninos lindos ai e nem escuta eu falar com você! – Eu disse gargalhando também. Acho melhor não citar o %Dougie%, vai que a Mel é fã do McFly ai a gente ia sofrer um monte de perguntas. Mas se o %Dougie% visse essa cena, ela com certeza, apanharia dele! Mentira, ele não aguenta com ela.
- Ah amiga desculpa, o que você falou? – Ela fez aquela carinha de criança quando apronta e quer dar um calote na mãe.
- Que nós moramos a uma quadra daqui.
- É sim, não demora mais de dez minutos andando. – Ela falou e eu concordei com a cabeça.
- E você, Mel? – %Paulinha% perguntou.
- Eu moro um pouquinho mais longe, mas meu pai me leva lá. – Ela disse sorridente.
- Então todo mundo vai? – Carlos perguntou.
- A gente confirma mais tarde, pega ai nossos telefones. – Eu disse.
Depois de nós trocarmos os telefones, cada um foi para o seu lado.
Eu e a %Paulinha% chegamos em casa e a primeira coisa que nós fizemos foi dividir as tarefas.
- Quem faz almoço hoje? – Eu perguntei do meu quarto. (lê-se gritei).
- Pode ser você, eu arrumo a cozinha. – Ela falou entrando no meu quarto.
- Tá bom, ainda bem que a gente tem duas horas e meia. – Eu disse pegando minha toalha.
- É mesmo, me deixa tomar banho primeiro? – Ela perguntou.
- Por quê? Você também tem seu banheiro esqueceu?
- Eu tenho, mas alguém tem que atender telefone e atender a porta né? – Ela disse como se fosse obvio.
- Você chamou alguém pra vir aqui? – Eu perguntei assustada, só me faltava ela chamar os meninos pra vir almoçar.
- Não, mas acho que o %Dougie% vai me ligar. – Ela disse sorridente.
- Tá bem então, mas eu acho que não quero falar com o %Dougie%. – Eu disse fazendo careta e sentando na cama.
- Amiga, eu não vou demorar no banho! Talvez ele nem ligue agora, talvez ele ligue quando eu acabar. – Ela fez aquela cara meio que dizendo ‘você não pode pensar assim’ e eu resolvi não dizer mais nada.
- Ok, vai logo então. – Eu disse sorrindo.
- Fica com o celular, vai ver ele liga pra ele. – Ela disse me dando o celular e saindo do quarto em seguida.
Olhei no visor do celular dela e vi uma foto nossa, a foto que a gente tirou na casa do %Tom%, estavam na foto o %Tom%, eu do lado dele, do meu lado o %Danny%, o %Dougie% do lado dele, a %Paulinha% do lado do %Dougie% e o %Harry% ao lado da %Paulinha%. Todos bem juntos, sorridentes, felizes. Senti meu olho encher de água ao ver como eu estava bem ao lado do %Jones%, ele segurava a minha mão. Lembro-me bem desse momento.
Flashback On.
- Vamos tirar fotos, gente? – Eu disse com a câmera do %Tom% em mãos enquanto todo mundo atacava as pizzas que estavam na mesa da cozinha.
- Foto? Ah não! Eu nem arrumei o meu cabelo, %Saáh%! – %Paulinha% disse indignada com o meu comentário porque os meninos gostaram da ideia da foto.
- Quê isso, %Paulinha%, você está linda assim. – %Dougie% disse acho que sem perceber e a %Paulinha% abriu um sorriso enorme toda envergonhada e todo mundo começou com as brincadeirinhas do tipo ‘Huu’,’Isso vai dar namoro hein?’ e ‘Que fofura’.
- Então tá, gente vamos parar de zoar os dois e vamos tirar as fotos! – Eu disse chamando todo mundo pra perto do lindo quintal da casa do %Tom%.
- Isso! Vamos todo mundo pra perto das lindas flores! – %Harry% disse com uma voz tão gay, mais tão gay que eu gargalhei alto. O %Dougie% voltou a ser o gay de sempre e correu para o lado do %Harry%, os dois pararam perto das flores e começaram a fazer declarações de amor um para o outro.
- Que nojo seus veados! Da pra parar? – O %Danny% disse rindo, entrando no meio dos dois.
- Ai, %Danny%, ‘amoreco’ eu sei que você está com ciúmes! Vem aqui vem! – O %Dougie% disse abraçando o %Danny% e fazendo biquinho, já o %Harry% fechou a cara fingindo ciúmes dos dois, eu novamente, gargalhei alto e o %Tom% veio para o meu lado gargalhando também.
- %Harry%, amor da minha vida pacata, vem aqui também! Tem lugar para os dois no meu coraçãozinho! – O %Dougie% disse abraçando os dois que pularam em cima dele, caindo no gramado do quintal. Eu me aprontei em tirar fotos das cenas, que ficaram lindas, por sinal.
- %Saáh% você tem talento pra fotos sabia? – %Tom% disse vendo as fotos que eu tinha tirado enquanto os meninos levantavam do chão, cheios de folhas e terra.
- Obrigada, %Tom%, se você diz... – Eu disse sorridente já pegando a máquina de volta pra começar a cessão fotos.
- Vamos tirar as fotos ou não? – Eu gritei para o pessoal que concordaram com a cabeça.
- Oi gente, chegamos! – Escutei a voz da Mary vindo da porta que dava acesso ao quintal.
- Mary, Rafa! Chegaram na melhor hora, estamos indo tirar fotos! – Eu falei pra elas apontando a maquina com as mãos, elas sorriram se dirigindo pra perto das flores onde os meninos estavam.
- Guys, juntem ai que eu vou tirar as fotos! Nada de palhaçada meninos! – Eles fizeram cara de ‘Claro mamãe’ com o maior sarcasmo possível.
- %Saáh% vem aqui tirar com eles, eu tiro a foto! – Mary disse pegando a câmera da minha mão e eu me dirigi pra perto dos meninos. O %Danny% se apressou, se colocando ao meu lado e me abraçando, segurando minha mão, como sempre aproveitando da situação!
- Ficou linda essa! – Rafa falou olhando na câmera.
End Flashback
Foram tantas fotos lindas e engraçadas. E eu ainda as tenho no notebook, mas não consegui vê-las mais, depois do ocorrido.
Meus pensamentos como sempre, são interrompidos por algo, nesse caso o telefone de casa que está chamando.
- Alô? – Eu disse meio ofegante, pois eu corri pra atender na sala.
- %Saáh%? – Escutei a vozinha do %Dougie% do outro lado da linha.
- Oi, %Dougie%!
%Dougie% POV.
- Oi, %Dougie%! – %Saáh% disse com pouca animação ao ouvir minha voz. Olhei para os guys que pararam de jogar no X-Box e começaram a prestar atenção na conversa. As feições do %Danny% me diziam pra eu colocar no viva-voz, coisa que eu fiz imediatamente fazendo sinal pra eles não falarem nada.
- Tudo bem com você, pequena? – Eu perguntei um pouco receoso.
- É, acho que tô sim e você, pequeno %Dougie%? – Ela disse um pouco mais alegre e o %Tom% sorriu com a reação dela.
- Eu tô bem, %Saáh%, meu beê ai? – Eu disse meio baixo tentando fazer os meninos não escutarem o apelido carinhoso que eu dei a %Paulinha%, mas não adiantou muito. Quando eu olhei para os guys eles estavam olhando pra mim com uma cara que dizia ‘O que foi isso?’ ou estavam prendendo o riso pra %Saáh% não escutar.
- A sua ‘beê’ esta no banho, %Dougie%, ela falou que liga pra você quando sair. – A %Saáh% estava gargalhando e disse o apelido com um sarcasmo enorme. Hunf.
- Até você, %Saáh% ta rindo do apelido que eu dei pra %Paulinha%? – Eu fiz bico, como se ela pudesse ver. Os meninos gargalharam baixo, o %Harry% enterrou a cara na almofada pra abafar o riso e o %Danny% parecia um bobo apaixonado quando ouviu a risada da %Saáh%.
- Eu? Que isso, %Dougie%, não tô rindo não! – Ela disse tentando prender o riso. Essa pequena me paga mais tarde!
- Tá bem, vou fingir que acredito. – Falei e desviei do assunto - %Saáh%? Como foi a aula hoje? Eu to com saudade de você pequena e acho que os meninos também. Acho não, tenho certeza.
Ela ficou muda por um momento, o que será que está passando naquela cabecinha? O rosto dos guys era apreensivo em relação ao silêncio dela.
- %Saáh%?
- Hm, desculpa %Dougie%, me distrai! – Ela disse meio nervosa.
- Vai responder?
- Sobre a escola é difícil falar pelo telefone, são muitos detalhes, mas resumindo, foi muito legal. Sobre a saudade de vocês, eu prefiro não responder. – Eu olhei assustado para os meninos que não entenderam a resposta dela, na verdade nem eu entendi.
- Não tá com saudade da gente, %Saáh%?
- Eu tô sim, %Dougie%. – Ela disse meio receosa.
- A tá, você me deu um susto agora, pequena! Achei que você tinha se esquecido da gente. – Eu disse com voz de bebê chorão que ela adora.
- Não, não me esqueci de vocês. – Ela disse e se calou, eu olhei para os meninos, já não sabia mais o que dizer pra ela, mas ela me interrompeu depois de um tempo.
- %Dougie%, eu vou desligar, ok? Tenho que fazer o almoço, se não a gente vai ter que comer comida congelada, de novo. – Ela disse sorrindo um pouco na parte da comida congelada. Com certeza nessa deprê dela a %Paulinha% que estava fazendo o almoço e, pelo que eu a conheço, era só comida congelada, quando não era pizza.
- Tudo bem %Saáh%, bom trabalho pra você!
- Obrigado, pequeno %Dougie%. – Ela disse.
- Fala pra %Paulinha% não se esquecer de me ligar.
- Ok! %Dougie%?
- Diz, %Saáh%.
- Manda um beijo pro meu Pooh, tá? Diz que eu amo ele muito. E pro %Harry% também. – O %Tom% abriu um sorriso de orelha a orelha e o %Harry% também, já o %Danny% não mudou a expressão.
- Tudo bem. Pra mais alguém? – Eu tinha que perguntar, ela sabe bem de que ‘alguém’ eu estou falando e o %Danny% entendeu na hora.
- Não, se tivesse eu teria dito antes. – Nossa essa eu não merecia! Mas também vai perguntar coisa idiota, %Dougie%.
- Quer dizer, tem sim, %Dougie%! Pra Mary e a Rafa, se você ás vir diz que eu estou com saudades das duas!
Pronto! Agora ela vai matar o %Danny% do coração! Eu olhei pra ele e o vi abaixar a cabeça com as mãos sobre os cabelos. Ele estava desesperado isso era lógico! O %Tom% e o %Harry% sentaram ao lado dele no sofá tentando confortá-lo.
- Tudo bem, %Saáh%, eu digo. – Eu falei simplesmente por não ter outra resposta, quer dizer eu tinha, mas claro que eu não vou chegar pra ela e dizer: ’Manda um beijo pro %Danny% também!’ seria capaz de ela vir aqui só pra me bater e, de bônus, eu apanharia muito da %Paulinha% também.
- Bom, então eu vou lá, beijo, pequeno %Dougie%. – O desânimo na voz dela era visível, não tem como ela disfarçar completamente a tristeza.
- Tchau, pequena.
End POV.
Depois de desligar o telefone eu escutei a %AnaPaula% gritar do quarto dela: ‘Era o %Dougie%, %Saáh%?’ e eu respondi ‘Sim!’ sem muito ânimo. Não sei se o %Dougie% vai dizer ao %Jones% que ele foi o único pra quem eu não me interessei em lembrar que existe, mas eu sei que o %Dougie% queria muito que fosse o contrário.
Para todos eles é fácil voltar a ficar de boa com o %Jones%, mas pra mim não é tão simples.
- Amiga, pode ir tomar seu banho, eu começo a fazer o almoço pra você! – %Paulinha% disse interrompendo meus pensamentos, como sempre, entrando no meu quarto.
- Ok, não se esquece de ligar para o pequeno %Dougie%! – Eu disse entrando no meu banheiro.
- Claro que não! Vou ligar agora! – Ela disse animada.
- Ah! Ele te chama de ‘beê’ agora, é? – Eu disse colocando a cabeça pra fora da porta do banheiro em meio á muitas gargalhadas. %Paulinha% fez careta, acho que por eu estar rindo do apelido.
- Chama sim e é muito fofo, viu, mocinha? Não ria do meu %Dougie%! – Ela disse fingindo raiva, colocando as mãos na cintura. Eu quase poquei de tanto rir e ela acabou me acompanhando.
- Tá, sei, mas não se esquece de que vocês ainda não namoram, muito menos são casados. você não pode afirmar que o pequeno %Dougie% seja seu! – Eu disse zoando com ela que parou de rir na mesma hora, franzindo a testa. Segurei-me pra não gargalhar mais.
- Eu posso sim! ELE É MEU! TODO MEU! – Ela disse jogando o meu travesseiro em minha direção, eu desviei e comecei a gargalhar junto com ela. Eu já não sou certa da cabeça e ainda tenho uma amiga que é pior ainda, não da nada que presta pra variar!
- Ok! Você me assustou com essa voz de psicopata possessiva, vou dizer pro %Dougie% pra tomar cuidado com a sua pessoa! – Eu disse em meio ás gargalhadas que nós estávamos dando.
- Tá, vamos parar agora se não a gente se atrasa, mulher! Vai pro banho! – Ela falou pegando o travesseiro do chão e colocando no lugar ainda rindo. Eu concordei com a cabeça e entrei no banheiro novamente.
%Paulinha% POV.
Peguei o telefone e disquei o número da casa do %Dougie%. Não tocou nem duas vezes.
- O,i pra quem quer que seja! – O %Harry% atendeu ao telefone e eu gargalhei.
- Oi, %Harry%, meu beê tá ai? – Eu disse cessando o riso.
- Vou chamar, %Paulinha%, ele tá jogando no X-Box.
- Ok. – Eu escutei o %Harry% gritar: ‘Cala a boca ai, dudes’ e depois de xingos ele disse: ‘É a %Paulinha% no telefone beê’ com a voz super gay. Eu ri.
- Oi beê, tudo bem? – Meu lindo disse com a voz super fofa.
- Tudo, beê, e com você? – Eu disse.
- Tudo também, quer dizer, quase tudo. – Ele falou me deixando preocupada.
- O que aconteceu? – Minha voz pareceu até tremula.
- Vou colocar no viva-voz. – Ele disse simplesmente me deixando ainda mais nervosa. Eu já sou curiosa e ainda me fazem esse suspense todo.
- Diz ‘oi’ pros meninos beê. – Ele falou e eu ouvi gritinhos de ‘bêe’ ‘aiai’ com vozes gays como de costume. Eu sorri.
- O,i meninos, %Tom%, %Harry% e %Danny%. – Eu disse o ultimo ainda com certa frieza na voz, pois não vai ser fácil de acostumar com o sofrimento que ele causou e ainda causa na minha amiga.
- Oi, %Paulinha%. – Disseram juntos.
- Agora conta %Dougie% porque eu já tô nervosa! – Eu falei e os meninos riram do meu nervosismo, acho.
- Tá bem, beê vou resumir pra você, é sobre a conversa que eu tive com a %Saáh% hoje. – Xi, começou, tinha que ter a %Saáh% no meio.
Eu ainda tentava controlar a louca vontade de rir que estava crescendo dentro de mim depois que o %Dougie% me contou a tirada que a %Saáh% deu no %Jones% sem saber.
- Guys, ela nem sabia que vocês estavam ai, pois ela não comentou nada comigo.
- Eu imaginei isso, %Paulinha%, já que o %Dougie% não disse que a gente estava aqui, na verdade ele fingiu que estava conversando com ela no telefone normal. Ela nem percebeu o viva-voz. – %Tom% falou e eu escutei um ‘verdade’ do %Harry%.
- Mas você tem que admitir que foi estranho ela não querer comentar o dia dela, muito menos a saudade da gente. – %Dougie% falou meio indignado, pelo menos é o que parece.
- Foi sim, mas... – Eu parei de falar na hora que eu escutei a porta do banheiro se abrir.
Eu estava na cozinha deixando o arroz pronto já que era a única coisa que eu sei fazer certinho, além da comida congelada, mas a %Samara% já tá enjoada da comida congelada que eu fiz. Nem sei por que, eu achei tão boa e nem deixei queimar, mas tudo bem, né?
Voltando... Eu to bem aqui conversando com o %Dougie% e escuto a porta do banheiro da %Saáh% se abrir, denunciando sua chegada à qualquer momento aqui na cozinha e eu tenho que encerrar a conversa antes que ela saiba.
- %Dougie%, a %Saáh% saiu do banheiro e eu tenho que parar de falar dela, ok? – Eu disse cochichando pra que ela não escutasse.
- Ah Beê, tudo bem. Vamos fazer assim: A gente continua a conversa à noite, quando a gente for pra ai! – Ele falou como se tivesse tido a melhor ideia do século. Se a %Saáh% tivesse escutado isso teria gargalhado como sempre.
- Tudo bem, beê! – Eu disse sorrindo.
- EU VOU TAMBÉM! QUERO VER MEU LEITÃO! – %Tom% gritou, acho que tentando fazer com que meus tímpanos se estourassem!
- Ok %Tom%, mas não precisa gritar pra fazer com que a %Saáh% escute! Por favor, fale baixo! – Eu disse cochichando novamente.
- Ops, desculpe, %Paulinha%. – Ele falou e eu podia jurar que ele estava vermelho nesse momento de vergonha, com aquele jeito fofo dele.
- Tudo bem e... – Parei um pouco nervosa quando vi a %Samara% entrar na cozinha e ir direto para o meu lado no fogão.
- Desculpa interromper amiga, pode ir pra lá conversar com o seu beê, eu vou terminar o seu... – Ela parou e abriu a panela fazendo uma pequena careta. – Arroz e fazer algo descente pra gente comer antes de ir trabalhar!
%Danny% POV:
- %Saáh%, credo! Você é uma ingrata sabia? – %Paulinha% falou fingindo estar chateada e eu escutei aquela gargalhada gostosa que só a %Saáh% sabe dar. Não pude conter um sorriso baixo.
- Eu também te amo, amiga! Agora vai logo, sai daqui e me deixa trabalhar! – Sua voz soava aos meus ouvidos como uma música, e eu não deixei de pensar em como eu fui idiota! Como eu pude fazer com que ela me odiasse?
- Bom eu vou desligar, beê, você vem mesmo à noite? – %AnaPaula% interrompeu meus pensamentos.
- Nós vamos! – Ele corrigiu olhando a gente confirmar com a cabeça.
- Ok! Beijo, beê, até mais tarde. – Começou os momentos melosidades. E eu tô reclamando por que mesmo? Ah, sei, é porque eu não tenho momentos de melosidades com a %Samara%.
- Beijo. – Ele disse e depois desligou.
Como sempre o %Dougie% ficou com cara de bobo apaixonado. Ele sempre ficava assim depois de falar com a %AnaPaula% ao telefone. Eu me levantei lembrando que tinha que ir pra casa, é hoje que eu resolvo a minha vida!
- Vai onde, dude? – %Harry% disse percebendo minha movimentação, enquanto %Dougie% e %Tom% iam terminar a partida do FIFA no X-box.
- Vou pra casa, guys. - Dei um suspiro fundo – É hoje que a Vivian chega.
- Boa sorte, cara! – %Tom% falou já sabendo bem do que se tratava e eu apenas assenti.
- Esteja aqui às sete horas. Pra gente poder ir à casa das meninas, ou você não vai? – %Dougie% disse já erguendo a sobrancelha mostrando sua dúvida. Antes que eu pudesse responder o %Harry% disse:
- A %Saáh% não quer vê-lo nem pintado de ouro, não se esqueçam. – Ele disse sério me encarando logo depois. Eu só pude suspirar.
- Eu vou sim, tenho que enfrentá-la algum dia, né? – Falei já andando até a porta. %Harry% e %Tom% deram de ombros.
- Hey, %Danny%? Me faz um favor? – %Dougie% disse e eu assenti com a cabeça.
- Você bem que podia esculachar com a Vivian pra mim! Tipo que, ela é muito chata e enjoada e você vai terminar com ela mesmo, né? – Ele só pode estar brincado comigo! Serrei meus olhos mostrando minha indignação com aquele absurdo e ele apenas sorriu. - Ah %Danny%, põe então uma câmera escondida pra eu poder ver tudo depois! Ela com certeza vai avançar pra cima de você querendo te matar! – Ele disse gargalhando e nós o acompanhamos. Ele era um grande idiota que fazia todo mundo rir, mesmo se não quisesse.
- Vai se foder, %Dougie%, não me enche! – Eu disse ainda não aguentando as risadas, e ele me mostrou o dedo do meio. - Eu vou mesmo agora, e %Dougie%, eu não vou gravar merda nenhuma! – Eu disse saindo da casa e eu ainda pude escutar as gargalhadas dos guys.
Cheguei em casa e ainda a encontrei vazia. Morar com a Vivian teve lá seus momentos bons, mas de uns tempos pra cá, foram só brigas atrás de brigas por ciúmes desnecessários por causa das fãs. Um absurdo na minha opinião já que foi a primeira coisa que eu disse a ela quando nós começamos a morar juntos. Que ela não poderia sentir ciúmes das minhas fãs porque isso estragaria a nossa relação totalmente. E eu acabei acertando! A nossa relação acabou por causa desse ciúme doentio.
Meus pensamentos foram interrompidos quando eu escutei o barulho de chaves na porta. É agora.
- Meu chuchuzinho! Que saudades de você, amor mais lindo de todo o mundo! – Ela falou largando a bolsa na porta ao me ver, correndo em seguida pra pular em cima de mim. Eu bufei, tentado tirá-la de cima de mim.
- O que foi? – Ela me olhou sem entender quando eu consegui finalmente afastá-la de mim. Eu sentei no sofá suspirando fundo.
- Acabou Vivian. Não adiantou esse mês distante para mudar a minha opinião em relação á isso. – Eu disse pausadamente pra que ela entendesse bem o que eu estava dizendo. Ela me olhou incrédula.
- VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO! – Como o %Dougie% disse, ela avançou pra cima de mim, me estapeando. Eu não senti nada, claro, com a fraqueza da Vivian.
- Não, não estou. – Ela continuou me batendo e eu estressei, me levantando bruscamente. – PARÁ COM ISSO E ME ESCUTA AGORA VIVIAN! – Ela me olhou com os olhos marejados, esbanjando fúria, ódio e tristeza ao me olhar.
- Você foi especial pra mim, mas como eu havia te avisado no começo do nosso namoro, o seu ciúme doentio acabou estragando a nossa relação. Estragando o que eu sentia por você.
- Mas você sempre voltava comigo %Danny%, depois de tantas brigas. Eu ainda não entendo! – Ela começou a chorar descontroladamente e, eu não pude deixar de concordar mentalmente com o que ela disse. Se a %Samara% não tivesse aparecido, eu jamais estaria terminando com a Vivian.
- Só que agora é diferente Vivian, eu tomei minha decisão e ela não vai mudar dessa vez! – Eu disse um pouco duro, pra que ela finalmente percebesse que eu não estava brincando dessa vez. Ela abaixou a cabeça e fitou o chão por alguns segundos e depois me olhou com feições mais furiosas que antes.
- QUEM É A VADIA? – Ela falou voltando a me bater.
- Você tá louca, mulher? Que vadia? – Eu falei ainda sem entender.
- QUEM É A VADIA QUE VOCÊ TA FICANDO AGORA, ME DIZ DESGRAÇADO! DIZ QUEM É, ANDA! – Será que ela ficou sabendo da %Saáh%? Não, com certeza não! Ela deve estar dando um chute.
- Eu não estou com ninguém, Vivian, deixa de ser paranoica e aceita de uma vez que eu não quero mais ficar com você! – Falei tentando parecer calmo. Eu não estava mentindo já que a %Saáh% não estava comigo mesmo.
- EU NÃO VOU ACEITAR COISA NENHUMA! – Ela disse me empurrando em direção ao sofá. Eu agarrei os braços dela com uma força maior que o necessário.
- Sai da minha casa agora Vivian. – Falei com uma voz que até eu me assustaria. Ela me olhou ainda mais furiosa, soltou seus braços, foi em direção á porta e pegou suas malas. Antes de sair ela virou-se pra mim.
- Isso não vai ficar assim, %Jones%! Você ainda vai se arrastar, pedindo pra que eu volte com você! – Ela virou e fechou a porta com força. Não pude conter um sorriso depois do que ela falou. %Danny% %Jones% se arrastar por uma mulher? Ela só pode ser muito iludida!
End POV.
- Então depois a gente se encontra pra ir embora, amiga! – %Paulinha% disse se despedindo de mim enquanto eu entrava na loja.
- Tudo bem amiga, você me liga pra gente lanchar juntas, tá? – Eu disse apontando pra ela que sorriu.
- Claro ai você vai comer na Starbucks depois de ‘séculos’! – Ela disse gargalhando e se afastando enquanto eu entrava na loja.
O trabalho aqui é meio corrido, mas depois que os meninos compraram aqui, eu ganhei a confiança plena do meu chefe Marvin.
Quando eu acabei de atender uma senhora muito simpática, me assustei ao escutar uma voz conhecida.
- %Saáh%? – Carlos me olhava com um sorriso enorme no rosto, me fazendo sorrir também.
- Carlos! Veio fazer compras? – Eu disse animada indo atendê-lo. Ele estava com cara de não estar entendendo nada.
- Sim! É aqui que você trabalha então? – Ele disse ainda sorridente.
- Isso mesmo, e eu vou te atender agora! – Eu falei piscando pra ele que abriu ainda mais o sorriso, se é possível.
- Tudo bem então. Eu quero um presente para o Paul. – Ele falou olhando as vitrines.
- Ah! Alguma preferência? Camisa, sapatos, calças... - Eu fui citando e andando com ele até á área masculina da loja.
- Pensei em uma camisa, mas eu sou muito ruim pra escolher. – Ele falou fazendo uma leve careta.
- Tudo bem, eu ajudo você! Aproveito e escolho uma também. – Eu disse já pegando algumas camisas.
- Escolhe uma? – Ele me disse sem entender.
- Claro, ou você acha que eu vou à festa sem presente? – Eu disse e ele sorriu. Eu não estava pra festa, mas quando a %Paulinha% me disse que os meninos iam lá pra casa hoje á noite eu pensei logo em ir! Não vou arriscar de ver os meninos e perder o meu ‘bom humor’ que foi tão difícil de conseguir.
Ajudei o Carlos a escolher uma camisa social muito linda, verde escuro com listras na vertical também em tom de verde claro. A que eu escolhi foi uma camisa social três quartos, vermelha, que o Carlos falou que ficariam bem no Paul que é bem branquinho, mais branco até que a Mel.
- Bom, então passo pra te buscar às sete horas, tudo bem? – Ele disse já com o pacote em mãos, saindo da loja.
- Tudo bem, estarei pronta! – Eu disse forçando um sorriso.
- A %Paulinha% vai? – Ele disse parecendo se lembrar da %Paulinha% só agora.
- Não! Ela vai receber visita lá em casa.
- Então tá. – Ele deu de ombros e acenou, se despedindo.
%Tom% POV.
- Dudes, a Mary quer ir à sorveteria. Tenho que ir lá com ela, né? – Eu disse sorrindo, me levantando do sofá e pegando as chaves do carro.
- Beleza, dude, não esquece sete horas! – %Dougie% disse me lembrando da ida á casa das meninas.
- Não vou me esquecer! Tchau, seus gays! – Eu disse para o %Dougie% e o %Harry% que se abraçaram em seguida, muito gays pra variar. Eu ri.
- Isso, vai mesmo! É bom que eu aproveito do meu pequeno aqui, sem vocês pra atrapalhar. – O %Harry% disse pulando com o %Dougie% no sofá, fazendo gestos com a mão para que eu saísse logo. Se a %Paulinha% visse isso o %Dougie% e o %Harry% já tinham apanhado ali. Eu gargalhei e sai pela porta.
Mary saboreava seu sorvete animadamente enquanto eu ia pagar a conta.
Me assustei quando vi o James ali no balcão pegando um sorvete pra ele.
- E aí, dude? – Eu disse batendo nas costas dele, que quase caiu da cadeira com o susto que tomou.
- Oi, %Tom%, seria bom você não me matar do coração quando quiser me cumprimentar. – Ele falou colocando a mão no peito e, logo depois, sorrindo.
- Como você tá, cara? – Eu perguntei enquanto pagava a conta.
- Eu tô legal cara, mas tô preocupado. – Ele fez uma expressão seria e eu franzi a testa.
- Com o quê? – Perguntei sentando ao lado dele no balcão.
- Com a %Samara%! Como ela está? – Tá explicado, sabia que tinha alguma coisa a ver com ela.
- Ah, dude, ela tá melhorando. – Eu disse respirando fundo. Pelo menos ela aparentava melhora.
- Eu fiquei preocupado com ela, me conta o que aconteceu. – Ele falou voltando suas atenções ao sorvete.
- Deixa eu só chamar a Mary ali, se não ela me mata se eu deixá-la lá sozinha. – Eu apontei para a mesa que a Mary estava.
- Vamos sentar lá com ela, então. – Ele disse se levantando e indo em direção á mesa. Eu o segui.
Depois de contar tudo que aconteceu o James me pareceu nervoso com a situação.
- O %Danny% vacilou e muito com a %Saáh%. – Ele disse depois de um tempo calado.
- É sim. – Eu disse.
- Bom, eu vou indo, tenho que ir a uma festa de aniversário mais tarde e ainda nem sei que roupa usar! – Ele disse forçando um sorriso.
- É nós vamos também, a gente pretende ir mais tarde à casa das meninas. – Eu disse e a Mary concordou com a cabeça.
- %Tom%, você pode me passar o celular da %Saáh%? Já que eu não vou vê-la, queria ao menos ligar pra ela. – Ele disse com uma expressão tímida no rosto.
- Claro, anota ai Jimmy...
Passei o celular ao James e, logo em seguida, nós três saímos da sorveteria, indo para seus respectivos carros.
Imaginei se o James ia mesmo ter coragem de ligar pra ela. Acho que sim, já que ele aparentou muita preocupação.
%Tom%ara que a %Saáh% fale com ele.
End POV.
Escutei meu celular tocar embaixo do balcão When Your Looking Like That do Westlife. Esse toque é pra números desconhecidos, quem será que está ligando?
Ainda bem que eu mudei todas as músicas dos toques do meu celular para o Westlife, pois se ainda estivesse com o McFly, eu tinha dado um grito histérico xingando o telefone por me lembrar do %Jones%. e no meio do trabalho isso não seria algo muito bom.
Olhei o visor do celular e confirmei que não conhecia o numero. Atendi meio receosa.
- Oi?
- %Saáh%? – Ouvi uma voz conhecida do outro lado, mas antes eu tinha que confirmar.
- Sim? – Falei fingindo não reconhecer a voz.
- É o James %Saáh%. Tudo bem com você? – Dúvidas confirmadas! Sabia que conhecia essa vozinha meiga.
- Oi, Jimmy! Eu tô bem e você? – Falei bem feliz por sinal, já que o James me deixou tão feliz na festa do %Jones%. Ele me parece, vai dar muito certo comigo.
- Eu tô bem também. Tava preocupado com você sabia? – Pra variar ele devia saber da história.
- Não precisa se preocupar é sério, eu to legal! – Tentei parecer o mais convicta possível.
Depois de um bom tempo conversando com o James, vi uma cliente entrar na loja e resolvi encerrar o assunto.
- Jimmy, eu tenho que desligar. Entrou uma cliente aqui na loja.
- Tudo bem %Saáh%! Eu também tenho que ir resolver com que roupa ir ao aniversário desse amigo meu mais tarde. – Ele disse e eu podia jurar vê-lo sorrir.
- Então depois a gente se fala e combina de sair Jimmy!
- Claro! Beijo, %Saáh%.
- Beijo, Jimmy, tchau. – Disse desligando e guardando meu celular no balcão, indo atender a cliente que chegou.
%Dougie% POV.
- E foi isso que aconteceu! – %Danny% mal acabou de contar como foi o término do namoro com a Vivian e eu já estava sem ar de tanto rir, imaginando a cena.
- Cara bem que o %Dougie% disse que ela ia avançar em cima de você e avançou mesmo! - %Harry% falou rindo comigo.
- Não é brincadeira seus sem sentimentos! – %Danny% fingiu chateação e depois gargalhou conosco, com o %Tom% rindo em seguida.
- E ai, guys? – Eu disse depois das crises de riso. – Vamos? – Falei já me dirigindo a porta. %Tom%, Mary, %Danny%, %Harry%, Rafa, me seguiram depois que eu saí pela porta.
Entramos nos carros que iam todos em uma só direção, a casa da %Saáh% e da %Paulinha%.
%Paulinha% POV.
- Tem certeza que você não vai esperar eles chegarem? – Eu tentava novamente convencer a %Saáh% pra ver os meninos antes de sair, como nas outras vezes, ela recusou.
- Não mesmo, amiga! – Ela falou se olhando no espelho pela milésima vez. – Diz ai, eu tô bonita mesmo? – Ela fez uma carinha de criança dando uma voltinha. Eu ri.
- Claro que tá, já te disse mais de mil vezes amiga, você está maravilhosa! – E ela estava mesmo com aquela saia de cintura alta preta bem justa, mostrando as belas curvas da cintura e do quadril dela. Com uma blusa rosa tomara-que-caia por baixo da saia. Seu cabelo preso na metade atrás, deixando cair uns cachos. Seu scarpin preto mega alto que a deixava ainda mais elegante. Sua bolsinha de mão preta com detalhes em strass que ela ama e, pra finalizar, sua maquiagem arrebentando e seus acessórios dando um charme a mais na roupa. Como não dizer pra ela esperar os meninos? Eles têm que ver ela assim, ver como ela está melhor, e linda!
- Então eu vou indo, antes que os meninos cheguem, e o Carlos tá me esperando lá embaixo. – Ela falou me dando um abraço e pegando a chave dela.
- Não se esqueça de se divertir, e qualquer coisa, me liga ok? – Eu disse indo até a porta, por onde ela já havia passado e esperava o elevador.
- Tudo bem amiga! – Ela acenou e entrou assim que o elevador abriu.
%Dougie% POV.
- Hey, gente, aquela ali não é a %Saáh%? – Ouvi %Harry% dizer do banco de trás onde ele estava com a Rafa. Olhei na direção em que ele apontava depois de estacionar o carro. Não é que era a %Saáh% mesmo?
- Quem é aquele cara com ela ali em frente ao carro? – Rafa disse chegando para frente, tentando enxergar melhor.
Senti o %Danny% se contorcer no banco ao meu lado quando ele viu a %Saáh% cumprimentar o cara com um abraço e, depois dele dizer algo pra ela e ela sorrir, ela dar a famosa ‘voltinha’ pra ele ver como ela estava vestida. Em seguida ele abriu a porta do carona pra ela e ela, me pareceu, nos reconheceu. Adivinhe o que ela fez? Fazendo o %Danny% fechar as mãos em punho. Ela fingiu que não nos viu. Simples assim, fingindo que não nos conhece, ela saiu com o cara.
- É bom a %Paulinha% ter uma explicação pra isso. – %Danny% disse entredentes, parecendo que ia explodir a qualquer momento.
- Vamos subir, com certeza ela vai explicar isso. – Eu disse para acalmá-lo que, depois de uns segundos, me pareceu se acalmar.
End POV.
Depois de descer do elevador, avistei o Carlos parado, encostado no carro dele, muito lindo por sinal! Ele estava deslumbrante com aquela blusa social verde que realçava os olhos lindos que ele tem.
Ele sorriu lindamente pra mim quando me viu.
- Oi, Carlos! – Eu disse abraçando ele.
- Nossa, %Saáh%, você está ma.ra.vi.lho.sa. – Ele falou pausadamente como se tentasse não gaguejar e, eu sorri. Em seguida ele pegou em minha mão, me fazendo dar uma voltinha. Morri de vergonha com aquilo.
- Vamos? –Eu disse tentando disfarçar minha vergonha.
- Claro! – Ele disse dando um pulo em direção á porta do carona, abrindo ela em seguida pra que eu entrasse.
Nesse momento meu coração gelou.
Eu vi o carro do %Dougie% estacionado não muito longe, e percebi que eles olhavam pra mim, que ELE olhava pra mim. Pude sentir a tensão vinda do carro e acabei por deixar que minhas pernas bambeassem um pouco. Resolvi entrar logo - antes que eu caísse ali mesmo - fingindo não ter visto nada.
- Já está cheio de gente lá, até a Mel já chegou! – Carlos disse animado me tirando do transe em que meus olhos, corpo e pensamento se encontravam olhando aqueles olhos %azuis% ao longe.
- Ótimo, vamos logo então, pois eu quero me divertir muito hoje! – Eu disse e ele sorriu, arrancando com o carro. Dei graças a Deus por não ter gaguejado nenhuma vez e tomei minha decisão. Vou aproveitar ao máximo o agora, já que talvez o amanhã nunca chegue!
%Danny% POV.
Eu tentava controlar o meu ódio, mas estava meio impossível depois que a %AnaPaula% contou tudo que aconteceu no decorrer daquele dia. Como elas conheceram aquele cara, como ela acha que ele está gostando dela, como ela está dando a maior força pra que a %Samara% dê uma chance se ele pedir.
- Calma, %Danny%. – %Harry% sussurrou para que somente eu ouvisse. Eu suspirei fundo, tentando me acalmar.
- E agora eu espero que ela esteja se divertindo na festa! – %Paulinha% disse animada pela amiga. Eu devia estar feliz por ela também não é? Mas eu não consigo tirar da cabeça que ela me parecia tão frágil nos primeiros dias e, só de ir um dia para a escola, modificou drasticamente ao ponto de ir a uma festa em plena segunda-feira com um cara que ela mal conhece! Enquanto nós estamos aqui, nós que a conhecemos há mais tempo. Ok, ok, to parecendo um namorado largado, morrendo de ciúmes. Parei.
- Mas eu ainda juro que ela viu a gente! Tenho certeza, beê! – %Dougie% disse ainda abraçado á %Paulinha% no sofá. Ela o olhou e sorriu.
- Vai ver ela não reconheceu vocês quando olhou. Você sabe bem que ela é ceguinha! – Ela disse dando um beijo no rosto dele.
- Agora eu tenho que dizer, aquele menino, Carlos, né? – %Paulinha% confirmou com a cabeça á pergunta da Mary. – Ele é muito bonito! – Depois ela se virou para o %Tom% que já estava com uma careta pra ela. – Com todo respeito, amor, mas não tinha como não reparar! – Ela falou apertando as bochechas dele e beijando o bico enorme que ele fez, fazendo todos gargalharem menos eu que ainda não estava com cabeça pra isso.
- Bom agora eu tenho que falar algo meio sério pra vocês! – Ela começou fazendo todos prestarem bastante atenção nas palavras dela e, eu mais ainda, só podendo ser algo com a %Saáh%.
- Fala, %Paulinha%. É a %Saáh%? – %Tom% já tinha um ar mais preocupado.
- É, mas não precisam se preocupar tanto. – Nós a olhamos demonstrando a grande interrogação que nos rondava.
- Quinta-Feira é aniversário dela, é isso! – Ela falou já rindo pela cara de aliviados que nós fizemos! Então era aniversário dela, e ela vai fazer 20 anos. Dei um sorriso involuntário.
- Nessa quinta, %Paulinha%? – Rafa perguntou. Ela concordou balançando a cabeça alegremente.
- Eu pensei em fazer uma festa surpresa pra ela, mas vocês vão ter que me ajudar. – Pronto! Sabia que eu não iria poder participar, já que a %Samara% me odeia como eu vou participar de uma festa pra ela? Vontade não me falta.
- Ótimo, %Paulinha%! Adorei a ideia! – %Tom% disse sorridente. – Você já sabe como fazer pra despistá-la? – Ele perguntou.
- Já! – Ela disse e eu imaginei que já era hora de sair dali. Pra que participar da conversa se eu não vou estar na festa dela?
- Eu vou pra casa gente. – Falei me levantando e todo mundo me olhou com feições confusas.
- Por que, dude? – %Harry% perguntou.
- Porque eu, provavelmente, não vou poder participar da festa da %Saáh% já que ela... Hun... Me odeia, neé – Eu disse meio sem jeito só de me lembrar disso. %AnaPaula%, pra minha surpresa, sorriu.
- Você faz parte do plano, %Jones%! Por mais que eu tenha pensado em não te colocar nele... – Ela dizia até ver o olhar do %Dougie% quase pedindo para ela não falar assim. – Mas não teve jeito! Para o plano ser perfeito ele tem que ter você no meio! – Eu sentei no sofá novamente abrindo levemente minha boca em surpresa pelo que ela disse. O que será esse plano tão perfeito?
- Conto logo, %Paulinha%, porque até eu tô curioso pra saber desse plano! – %Dougie% disse fingindo só estar curioso agora. Tadinho nem sabe mentir direito, até a %Paulinha% sabe que ele é o mais curioso da gente.
- Ok, ok. Bom eu pensei da gente fazer...
End POV.
- Olha ela ali %Saáh%! – Carlos gritou por causa do som alto e apontou pra Mel, sentada no sofá da sala da república, que estava uma bagunça pela quantidade de gente, conversando com um rapaz bem mais branco que ela dos olhos muito %azuis%. Com certeza é o aniversariante, Paul.
- %Saáh%! – Ela disse depois de me ver se aproximar e levantou, me abraçando em seguida.
- Oi, Mel! – Eu disse depois que ela me soltou. – Você está linda! – Ela sorriu envergonhada.
- Você também está! – Eu sorri e senti a mão do Carlos no meu ombro.
- %Saáh%, esse é o aniversariante, Paul. – Ele disse levantando o amigo que estava com uma cara meio boba olhando pra mim. Cara acho que to começando a acreditar na %Paulinha%. Eu devo estar arrasando corações de alguma forma porque eu não consigo explicar tantos olhares abobados ou safados em cima de mim.
- Oi Paul, feliz aniversário! Trouxe um presente pra você! – Eu disse entregando o presente e indo dar três beijinhos nele que, pra minha surpresa, me puxou para um abraço meio que tirando casquinha de mim.
Quando ele finalmente me soltou, o olhar do Carlos em cima dele não era um dos melhores não, mas eu acho que ele deve estar já um pouco ‘alto’ então nem liguei. Nem mesmo quando ele deu aquele sorriso safado de novo pra mim depois de se apresentar. Só continuei sorrindo, fingindo não perceber os olhos verdes do Carlos meio que em fúria nesse momento.
- Me deixa ir ali, tem um amigo meu chegando, mas não sumam não, pois eu já volto pra conversar com vocês, lindas! – Ele disse todo galante e pegou no meu queixo, mandando um beijo pra Mel em seguida e saiu, em direção á porta eu acho.
- Er... Desculpe por isso, meninas! Ele já bebeu um pouco demais. – Carlos disse fingindo estar envergonhado pelo amigo, mas seus olhos mostravam mais raiva do que isso.
- Tudo bem, Carlos. – Mel disse (lê-se gritou).
- Vem, vamos para o bar pra vocês tomarem algo. – Ele disse puxando nós duas pelas mãos. Eu olhei pra Mel a vendo corar com o toque dele. Sorri baixo.
- Ele deve estar se achando agora, com todo mundo o vendo passar com duas meninas lindas iguais á nós. – Eu cochichei no ouvido da Mel e ela gargalhou, concordando com a cabeça.
Depois de estarmos com nossas devidas bebidas, o Paul se aproximou de nós com um amigo. Eu tenho a impressão de já conhecer esse amigo dele.
- %Saáh%? – O James parecia mais assustado que eu quando eu finalmente o vi de perto, reconhecendo-o.
- Jimmy! – Eu disse e ele veio me abraçar. - Então essa é a festa que você ia vir? – Falei depois que ele me soltou. Ele estava com um sorriso enorme.
- É essa mesmo, niver do meu amigo Paul! – Ele falou apontando para o Paul e, agora que a gente percebeu as caras estranhas deles, talvez porque a gente já se conhece.
- Er... De onde vocês se conhecem mesmo? – Paul falou depois de se recuperar do conhecimento entre mim e o James.
Eu olhei para o James pedindo com os olhos pra que ele não dissesse que foi pelo McFly. Eu prendi a respiração quando ele foi responder, mas acho que ele entendeu o recado.
- Conheci a %Samara% em uma festa na casa de um amigo! As festas nos perseguem, né, %Saáh%? – Ele piscou pra mim e eu soltei a respiração aliviada e concordei com a cabeça.
%Harry% POV.
- Eu amei a ideia! – Rafa gritou do meu lado, me assustando.
- Ela vai ficar louca quando souber que é tudo por causa da festa! – %Tom% falou ainda sorrindo, provavelmente imaginando a cara da %Saáh%.
- Ela vai é matar a gente! – %Danny% disse me parecendo feliz por estar ajudando.
- Vai mesmo %Jones%! Ela vai me afogar na privada na primeira oportunidade, mas eu nem me importo! O importante é a surpresa dar certo! – %Paulinha% falou se levantando e pegando uma agenda.
- Beê, vai anotar tudo agora? – %Dougie% perguntou vendo ela se sentar ao seu lado com a agenda e uma caneta.
- Claro, Beê! A gente não tem muito tempo pra organizar não. Tem tantas coisas pra ver, comprar, arrumar e... – Ela falava sem respirar de tão agitada.
- Calma, %Paulinha%, respira! – Eu disse gargalhando e todos sorriram também.
- Vamos dividir as tarefas. – Ela falou começando.
End POV.
(N/A: Coloquem Reach Out da Hilary Duff feat The Prophet para tocar.)
- Vamos dançar, %Saáh%? – James me perguntou fazendo uma carinha linda, com enormes segundas intenções. Quem disse que eu tô ligando? Não mesmo! Sorri e concordei com a cabeça.
- Vocês vêm? – Eu perguntei a Mel e o Carlos que estavam no bar. A Mel o olhou demonstrando o seu grande desejo que ele a convidasse.
- Se a Mel quiser dançar... – Falou meio envergonhado e depois olhou pra Mel que sorriu concordando.
Então seguimos todos para o meio da pista onde começou a tocar, agitando a multidão, Reach Outt da Hilary Duff feat The Prophet.
- O DJ é foda! Eu amo essa música! – Eu disse no ouvido do James enquanto a gente andava até o meio da pista.
- Bom saber, quero ver se você sabe dançar ela, mas tem que ser do jeitinho brasileiro. – Ele disse muito safado, me fazendo olhá-lo com uma cara de falsa indignação, mas depois eu ri.
- Vamos ver se você aguenta a pressão do jeitinho brasileiro! – Eu falei quando a gente parou, chegando bem pertinho da orelha dele, o vendo arrepiar.
Ele apenas gargalhou de um jeito mais safado ainda. Se for provocação que o pequeno James quer, é isso que eu vou dar a ele! De um jeito pior claro! Muito pior.
O James deu uma piscadinha pra mim que comecei a dançar.
Let's go. So bring your passport, girl.
Vamos lá. Então traz seu passaporte garota
I'm trying to show you the world.
Estou tentando te mostrar o mundo
I know your ex did you bad,
Eu sei seu ex te deixou má
But I'm your new perfect man.
Mas eu sou seu novo homem perfeito
Dignity where you stand.
Dignidade onde você está?
With just a touch of my hand.
Com apenas um toque de minha mão
I'm trying to show you my plan.
Estou tentando te mostrar meu plano
You got me, girl. I'm a fan.
Você me conquistou garota, sou seu fã.
Ele cantou a parte do rapaz me olhando, deixando a entender que o jogo só estava começando e eu, estou adorando curtir isso e esquecer tudo. Absolutamente TUDO.
From the minute that you walked right through the door,
Desde o minuto que você atravessou a porta
Thoughts were racing in my mind, time to explore.
Pensamentos corriam na minha mente, o tempo para explorar
I tell my friends that I just gotta have him.
Eu digo aos meus amigos que eu preciso tê-lo
But don't look now, 'cuz I see you staring at him.
Mas não olhe agora, porque eu vejo você de olhos nele
Tunnel vision had him locked on in my sight.
Na mesma hora minha visão o bloqueou na lateral
On a mission for position by the end of the night.
Uma missão para a situação até o fim da noite
It's like a prey playing games with the hunter
É como a caça brincando com o caçador
Nowhere to run, boy, time to surrender.
Não tem para onde correr garoto, é hora de se render
Ele pareceu amar a brincadeira das insinuações enquanto a música rola. Eta musiquinha, viu? Tinha que ser uma tão... Tão picante?
And all I need is to feel you.
E tudo que eu preciso é te sentir
All I want is to feel you.
Tudo que eu quero é te sentir
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
Before I go insane
Antes que eu vá à loucura
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
Boy don't you make me wait
Garoto não me faça esperar
I'm a diamond and you're so on the money.
Eu sou um diamante e você gosta tanto de dinheiro
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
And all I need is to feel you.
E tudo que eu preciso é te sentir
(Reach Out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
O Jimmy empolgou com o refrão da musica, pois ele chegou mais perto de mim, até dançar colado em mim, sentindo a ‘pressão brasileira’. Suas mãos ainda eram um pouco respeitosas, parando apenas em minha cintura enquanto a gente dançava, mas os fungados no meu pescoço eram bem frequentes.
Like a prayer, your touch can take me there.
Como uma oração, seu toque consegue me levar às alturas
In my mind, you and me, in a secret affair.
Na minha mente, você e eu em um romance secreto
Oh, boy you're killing me and you don't even know it.
Oh garoto você está me matando e nem percebe
Tried to hold back, but I can't control it.
Tentei me segurar, mas eu não consigo controlar
So I'm stepping to ya.
Então eu vou passo a passo até você
Skip the "How ya doin'?"
Pulo o "Oi, tudo bem?"
Grab your hand, pull you closer to me, yea.
Agarro sua mão e te puxo pra mais perto de mim yeah
Out the door we're slipping.
Para longe da porta vamos
Then we start to kissing.
Daí começamos a nos beijar
Boy you're invited to my fanta-tasy.
E garoto você está convidado para minha fan-ta-ta-sia
O James tava que tava, com um fogo alto demais! E a música o ajudava e muito.
Ele chegou pertinho do meu ouvido me fazendo arrepiar.
- Que tal a gente fazer como diz a música? – Disse de um jeito muito sexy, mas eu só dei um sorrisinho, fingindo não ouvir, voltando a dançar. Ainda consegui escutar ele rir.
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
Before I go insane
Antes que eu vá à loucura
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
Boy don't you make me wait
Garoto não me faça esperar
I'm a diamond and you're so on the money.
Eu sou um diamante e você gosta tanto de dinheiro
(Reach out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
And all I need is to feel you.
E tudo que eu preciso é te sentir
(Reach Out and touch me)
(Se aproxime e me toque)
Let's Go!
Vamos lá!
I'm here to play with fire.
Estou aqui para brincar com fogo
Your body's my desire.
Seu corpo é meu desejo
The time to flirt across the room doesn't expire
O tempo para ela atravessar o quarto não termina
'Cuz you a superstar.
Porque você é uma super estrela
Get in my supercar.
Entre no meu super carro
The paparazzi watchin' us the t-t-tube is on.
Os paparazzi nos assistindo, isso é tão estranho
I know I took it far, but look how good you are.
Eu sei, eu exagerei, mas olhe como você é excelente
And look how good you look.
E olhe como boa você é
One touch, I'm supercharged.
Um toque, eu estou super-carregado
Ele aproveitou a parte do homem e me fez ficar de frente pra ele. Eu somente disse no ouvido dele bem devagar.
- Tem certeza que você está aqui pra brincar com fogo? – Ele sorriu de um jeito malicioso e me olhou.
- Você não tem noção do quanto! – Eu me virei depois dessa, continuando a dançar sensualmente. Eu poderia me arrepender depois se não aproveitasse o ‘agora’ dessa festa e meu intuito foi o de aproveitar ao máximo antes de vir pra cá. Então eu me pergunto: Porque não?
Baby, can't you see how you're affecting me?
Baby você não consegue perceber como você está me afetando?
Baby, sensual, physical fantasy.
Baby fantasia sensual, corporal.
Maybe fate brought the two of us close and now,
Talvez seja o destino que trouxe esse encontro
Don't you wanna (4x)
Você não quer?
Não conseguimos nos concentrar mais no nosso joguinho de sedução. O James se aproximou ao ponto de eu poder sentir o nariz dele no meu. Olhou-me com um sorrisinho perverso e eu devolvi com um pior. Ficamos assim até a música acabar e podia ouvir somente os burburinhos das pessoas.
- Adorei a sua pressão brasileira, mas tá faltando um complemento pra ela ser ainda melhor. – Ele mordeu o lábio inferior e eu saquei logo do que ele estava falando, só que não tive tempo de responder, fomos interrompidos.
- Desculpa gente, mas agora eles vão fazer a ‘surpresa’ dos parabéns pro Paul, jogando o bolo nele e aquelas coisas bem sujas... – Carlos disse mais nervoso do que tudo. Não parecia ser por causa da ‘surpresa’ do Paul.
- Ah! Vamos pra lá então. – Eu disse e vi o James olhar pra mim com cara de quem não gostou da ideia, mas concordou depois que eu dei uma piscadinha básica pra ele. Acho que assim ele entendeu que aquilo fazia parte do jogo, o fazer ficar morrendo de desejo de me beijar.
%Paulinha% POV.
- Bom, agora que tudo tá ok e separado, a gente vai embora, né, amor? – %Tom% disse abraçando a Mary que concordou com a cabeça. – Já tá tarde!
- A gente também vai. – %Harry% falou se levantando com a Rafa.
- Bom, eu que não vou ficar aqui velando o %Dougie% e a %Paulinha%! – %Danny% levantou coçando a cabeça e o %Dougie% gargalhou do meu lado.
- Na verdade eu vou mandar o %Dougie% embora. – Eu disse e ele me olhou fazendo careta. – A %Saáh% deve chegar por agora e eu acho melhor você não estar aqui, beê.
- Por quê? – %Dougie% perguntou curioso.
- Por que eu quero saber tudo que aconteceu nessa festa e, se você estiver aqui, ela não vai querer contar. Ela vai fazer como tá fazendo desde aquela festa, vai entrar no quarto e fechar a porta sem me dizer nada! – Ele murchou a cara mostrando sua indignação por eu estar certa, se levantou em direção à porta.
- Você vai contar tudo amanhã, beê, eu quero saber dessa festa! – Ele disse quando eu o abracei em despedida.
- Tudo bem, eu vou contar pra todo mundo amanha, mas se a %Samara% souber ela me mata! – Eu escondi meu rosto em seu pescoço, sentindo seu perfume que tanto me enlouquecia a cabeça.
- Ela não vai saber %Paulinha%! – %Tom% falou me fazendo sair do meu estágio de enlouquecimento, olhando pra ele. – E diz pra desnaturada da %Saáh% que eu quero conversar com ela sobre esse tal de Carlos! – Ele fez uma cara de irmão mais velho, fazendo todos sorrirem, menos o %Jones%.
- Ok, amanha á noite a gente se encontra na casa de quem? – Eu perguntei me soltando do %Dougie%, com certa dificuldade tenho que admitir.
- Pode ser na minha! – %Harry% falou e todos concordaram.
- Então boa noite gente! – Eu disse encostada à porta do apartamento.
End POV.
- Coitadinho do Paul, ta todo melado de bolo! – Mel dizia enquanto a gente se afastava da grande lambança que os meninos tavam fazendo na mesa de doces.
- Ta mesmo Mel, tadinho! – Eu complementei dando uma nova olhada na mesa, avistando o Jimmy vindo em nossa direção.
- Serviço completo, agora eu vou te chamar pra dançar de novo! – Ele se agachou como aqueles príncipes de filmes e eu pensei que só poderia ser porque a Mel estava perto, pois antes do bolo ele estava todo safado.
- Não tem música, queridinho! – Eu coloquei as mãos na cintura, parecendo àquelas princesas chatas e exigentes.
- Eu resolvo isso agora. – Disse e saiu correndo em direção ao DJ.
- Ele tá super afim de você %Saáh%! – Mel fez esse comentário logo na hora que o Carlos chegou perto da gente, ainda limpando a sujeira do bolo.
- É mesmo? – Fingi de desentendida.
- Tá super na cara! – Carlos disse com certo tôm irônico na voz. Eu apenas sorri, mas esse sorriso se desfez quando certa música começou a tocar.
- Agora a gente pode dançar. – James disse piscando pra mim enquanto eu ainda estava estática, escutando I’ll Be Your Man ecoar pelos meus ouvidos.
- Ah sim! – Eu disfarcei e peguei na mão dele, que me levou até o centro da festa. Ele me abraçou de um jeito super carinhoso.
- Vou te mostrar agora o meu lado romântico, o lado que eu mais gosto. – Ele falou no meu ouvido e eu sorri involuntariamente. A gente ainda estava no jogo. Não respondi ao que ele disse com palavras, respondi dando uma boa apertada no nosso abraço.
(N.A: Coloca pra tocar I’ll Be Your Man do McFLY)
Been all around the world
Estive no mundo inteiro,
I never met a girl
Eu nunca encontrei uma garota
That does the things you do
que faz as coisas que você faz,
And puts me in the mood
e me deixa disposto a
To love you and treat you right
te amar e te tratar bem,
So come here and close your eyes
então venha aqui e feche os olhos
Lie back, release your mind
deite, liberte sua mente,
and let the world fall down
e deixe o mundo cair em pedaços
while I’m by your side
enquanto eu estou do seu lado.
Eu não posso negar a ironia do destino. O James pede logo pra tocar uma música do McFly pra gente dançar. Pra piorar tudo, essa música me faz lembrar ELE. Merda.
I’ll be your man through the fire
Eu serei seu homem através do fogo,
I’ll hold your hand through the flames
Eu segurarei sua mão através das chamas,
I’ll be the one you desire
Eu serei aquele que você deseja,
Honey cause I want you to understand
Querida, porque eu quero que você entenda que
I’ll be your man
Eu serei seu homem,
I’ll be your man
Eu serei seu homem.
- %Saáh%? – Jimmy se afastou de mim um pouco, me fazendo olhar em seus olhos.
- O quê? – Eu respondi, ele respirou fundo antes de falar.
- Me deixa fazer da sua noite perfeita? – Eu franzi a testa sem entender. – Eu sei que você sofreu muito esses dias e eu queria poder fazer com que você esquecesse tudo, pelo menos nessa noite. – Eu sorri ao escutar aquilo, o James não sabe o quanto ele já me ajudou essa noite.
- Você já tá fazendo muito por mim James. – O abracei novamente e pude senti-lo sorrir.
I can make it through the days
Eu posso fazer isso através dos dias,
The years can pass away
Os anos podem passar,
There’s lipstick on my face
Tem marcas de batom no meu rosto,
and I love the way you taste
e eu amo o seu gosto,
and I’m right here, so lock the door
e eu estou bem aqui, então tranque a porta
Cause you need me, but I need you more
porque você precisa de mim, mas eu preciso de você mais,
And I don’t care, about your mistakes
E eu não ligo para seus erros,
Cause they all went away when I found you, Katie
Porque eles sumiram quando eu te achei, Katie
- Se eu te beijasse agora, o que você faria? – Ele perguntou no meu ouvido e eu me afastei para olhá-lo.
- Depende... – Ele franziu um pouco a testa e sorriu. - Talvez eu batesse em você ou saísse correndo, ou correspondesse ao beijo... – Ele fingiu pensar nas opções. - Não sei.
- De três opções, uma é boa! – Eu ergui a sobrancelha tentando entender. – Acho que eu vou arriscar. – Ele se aproximou de mim, olhando profundamente nos meus olhos.
I’ll be your man through the fire
Eu serei seu homem através do fogo,
I’ll hold your hand through the flames
Eu segurarei sua mão através das chamas,
I’ll be the one you desire
Eu serei aquele que você deseja,
Honey cause I want you to understand
Querida, porque eu quero que você entenda que
I’ll be your man
Eu serei seu homem,
I’ll be your man
Eu serei seu homem.
Eu senti os lábios dele nos meus, depois disso eu não me lembrei de mais nada.
Nem da pessoa que a música insistia em me fazer lembrar.
Era só eu e o Jimmy naquele instante e eu nunca pensei que um beijo sem compromisso pudesse ser tão mágico como o nosso estava sendo.
A música acabou e eu e o James só paramos de nos beijar quando percebemos isso, percebendo que estávamos sem ar também.
- Isso foi... – Ele começou com a testa encostada na minha, ainda de olhos fechados.
- Perfeito! – Eu disse sorrindo, completando a frase dele. Ele sorriu e abriu os olhos, mas logo os fechou, voltando a me beijar.
Ouvimos um pigarro alto perto da gente e paramos de nos beijar para ver o que era. Era o Carlos e a Mel.
- %Saáh%, o Carlos tá indo me levar agora, você já que ir? – Ela falou meio receosa vendo que eu estava meio ocupada.
- Quantas horas já são? – Perguntei meio confusa, esqueci completamente que tinha aula no dia seguinte.
- Onze horas e quarenta e seis minutos. – Carlos disse depois de olhar no relógio do celular.
- Eu acho que vou junto sim, tem aula amanhã. – Eu disse olhando para o James que me abraçou pela cintura.
- Eu posso levar você se você quiser. – Ele falou no meu ouvido e eu vi o Carlos virar o rosto para o lado. Será que a %Paulinha% tá certa em relação á ele gostar de mim? Não, não pode ser.
- Não precisa, Jimmy, pode ficar na festa. – Eu sorri. Ele franziu a testa.
- Não vai ter mais graça agora. Eu prefiro ir embora também. – Ele falou e eu sorri.
- Vai com ele, %Saáh%, tenho certeza que o Carlos não se importa. – A Mel disse, mostrando o tanto que ela queria ajudar pra que eu tivesse mais tempo com o James. O Carlos voltou a nos olhar na hora e não disse nada. - Não é, Carlos? – Mel disse depois de perceber o silêncio dele.
- Hm... Não, eu não me importo. – Ele não parecia tão seguro dizendo isso.
- Então eu vou com o James, mas a gente vai agora mocinho! – Eu falei piscando pra o Jimmy que sorriu, batendo continência.
- Então vamos! – Carlos disse, já andando com a Mel seguindo ele e, logo atrás, eu e o James.
Demos tchau ao Paul que estava todo sujo ainda de bolo, fazendo tentativas em vão de se limpar. Quando o Carlos disse que a gente estava indo embora ele começou a correr atrás da gente dizendo: ‘Não antes de eu sujar vocês!’
Foi uma loucura, a gente correu gritando. Eu e a Mel estávamos apavoradas com a ideia de nos sujar com o Paul. Ele não nos alcançou e agora estamos todos aqui, do lado de fora da república, tentando nos recuperar das crises de riso.
- Foi a saída mais turbulenta de uma festa que eu já tive! – James começou em meio às gargalhadas da gente.
- A minha também. – Carlos falou ainda rindo, parece que agora ele ta melhor em relação ao James. Talvez fosse coisa da minha cabeça essa história dele gostar de mim e ser grosso com o Jimmy. Talvez eu só tenha que matar a %AnaPaula% por colocar coisas na minha cabeça.
- Vamos então Jimmy? Eu tenho mesmo que dormir. – Eu falei depois que me recuperei dos risos.
- Claro, %Saáh%, tchau gente! – Jimmy se despediu do Carlos e da Mel e andou até o carro dele, eu ainda fiquei pra me despedir deles.
- Bom, então nos vemos na escola, né? – Eu disse sorrindo para os dois que concordaram com a cabeça. Fui dar um abraço na Melissa que cochichou.
- Aproveita essa carona bem, hein, amiga? Amanhã eu quero saber tudo! – Eu me soltei do abraço dela e pisquei em resposta.
- Te encontro na aula de Matemática, Carlos. – Eu falei abraçando ele. Pra minha surpresa, ele me deu um beijo no pescoço que me fez arrepiar e ficou abraçado comigo por um bom tempo.
- %Saáh%? – Ouvi o James gritar perto do carro fazendo o Carlos me soltar.
- Tô indo! – Gritei de volta. – Agora eu vou, boa noite gente. – Sai em encontro ao James, que abriu a porta do carona na hora em que eu me aproximei.
- Entre querida, dama! – Ele fez uma reverência me arrancando uma gargalhada.
- Obrigado, querido cavalheiro! – Eu falei assim que me sentei e ele fechou a porta do carro, entrando em seguida pelo outro lado.
~~
- Então aqui é a sua casa? – Ele falou abrindo a porta do carro pra mim.
- É sim, eu disse que era pertinho! – Eu falei apontando para a entrada do prédio.
- Vem eu vou te acompanhar até o seu apartamento. – Ele falou pegando em minha mão.
- Não James, não precisa! – Eu neguei com a cabeça, e ele parou de andar.
- Lógico que precisa, eu vim te levar em casa e vou te deixar na porta da sua casa! – Ele fez cara de mandão e me puxou pela cintura, me fazendo rir, depois ele me abraçou por trás, depositando vários beijinhos no meu pescoço. Desse jeito eu só pude obedecer.
Peguei a chave dentro da bolsa pra abrir a porta do apartamento, mas o James não deixou.
- Vamos repetir o acontecimento do elevador. – Ele cochichou e piscou. Eu mordi meu lábio inferior fingindo pensar na proposta.
- Você tá achando que eu vou deixar aquele beijo do elevador acontecer de novo? – Eu falei usando um tom irônico e frisando o ‘aquele’ que o fez sorrir maliciosamente ao lembrar.
- Eu acho que você deveria. – Ele me abraçou e mordeu o lábio inferior. Eu passei meus braços, enrolando-os em seu pescoço.
- James, eu tenho que falar uma coisa antes. – Eu disse meio receosa e ele balançou a cabeça, confirmação pra que eu continuasse.
- Você sabe que não é sério ne? – As palavras não me pareciam audíveis, mas o James escutou.
- Sei sim, %Saáh%.
- Então, eu não queria que... – Ele tampou meus lábios com o dedo e sorriu.
- Você não precisa dizer nada disso. – Ele colocou a mão no meu rosto, fazendo carinho de leve. – Eu quero que você se sinta bem comigo, apenas isso. Quero fazer você feliz quando está comigo. E se você não quiser ficar comigo mais depois de hoje, eu não me importo, de verdade %Samara%. – Não pude deixar de sorrir com esse gesto maravilhoso de humildade dele, mostrando o tanto que ele era maduro.
- Mas eu sinto como se estivesse, sei lá, iludindo você. Eu odeio fazer isso com quem não merece. – Eu o abracei. Não consegui olhar ele e falar isso ao mesmo tempo.
- Você não deveria se sentir assim. – Ele me fez olhá-lo. – Nós somos amigos %Saáh%, e se você quiser ‘jogar’ comigo toda vez que me ver em uma festa eu vou ficar bem feliz! – Ele fez uma carinha safada arrancando de mim uma gargalhada abafada.
- Isso é ótimo! Quando eu sentir falta desses joguinhos eu vou procurar você! – Eu entrei na brincadeira como sempre. Falar desse jeito com o James é bem mais fácil do que seria com outra pessoa.
- Claro! Você já tem meu celular. É só ligar e eu venho correndo. – Eu gargalhei e ele gargalhou junto.
- Ficou parecendo aqueles carinhas de aluguel! – Eu zoei e ele franziu a testa.
- Pra você eu posso ser, se você quiser. – Ele fez voz de galã de novela me fazendo rir mais.
- Ok, galã, agora eu tenho que entrar! – Eu me soltei dele tentando ir abrir a porta novamente. Pra variar, foi inútil de novo.
- Não sem antes me dar um bom beijo de despedida. – Eu sorri e ele franziu a testa. – Um não! Melhor, dois, três, quatro... – Ele começou a me dar vários selinhos até parar e me beijar de verdade.
- Posso abrir a porta agora? – Falei depois que ele finalmente me soltou, rindo igual uma criança.
- Claro linda! Mas não pense que eu acabei com você, hein?! – Eu gargalhei e girei a chave na porta abrindo em seguida. Escutei o barulho da televisão e rezei para só estar a %Paulinha% em casa.
%Paulinha% POV.
Escutei um barulho vindo da porta seguido de uma risada, deve ser a %Saáh% com o Carlos. %Tom%ara que eles tenham ficado pra minha amiga sair dessa fossa que o %Jones% criou.
- Para, Jimmy! A %Paulinha% tá acordada. – Ela cochicou depois que a porta se abriu. Como assim Jimmy? Será que é...
- %Paulinha%? – Ela falou entrando em casa, me viu e sorriu.
- Achei que você não ia voltar mais! Tá com quem ai? – Perguntei pra que quem quer que fosse entrasse. Eu tenho que tirar as minhas dúvidas.
- Eu to com o... – Ela não conseguiu terminar, o James a abraçou por trás, surpreendendo-a.
- James? – Não pude deixar de sorrir e ela balançou a cabeça confirmando e fechando a porta em seguida.
- Tudo bem, %Paulinha%? – Ele disse depois que ela o puxou pra sala, sentando no sofá com ele.
- Tudo sim! Como vocês...? – Eu não terminei, pois a %Saáh% me interrompeu.
- Longa história! – Ela falou e o James piscou pra ela com uma cara safada. Eu ri da cena.
- Eu acho melhor eu ir pra você contar né linda? – Ele se levantou puxando a %Samara% pela mão, sorrindo como uma criança travessa. – Me empresta ela um pouquinho? – Ele se virou pra mim e a %Saáh% gargalhou.
- Tem que pedir permissão agora, Jimmy? – Ela falou e ele a abraçou concordando com a cabeça.
- Eu deixo James, mas não demora muito! – Eu falei com ar de mãe exigente. Eles gargalharam, ficando perto da porta. Eu ainda consigo vê-los daqui.
End POV.
- Você é hilário sabia? – Eu falei beijando o rosto dele que sorriu.
- Não mais que você! Você é perfeita. – Pude sentir as bochechas pegarem fogo depois disso.
- Ninguém é perfeito Jimmy. – Eu falei baixo.
- Pra mim você é com todos os defeitos! – Legal, agora eu acho mesmo que to iludindo ele. – Não fica com essa carinha, ok? Só to falando o que eu acho. – Ele levantou meu rosto que estava abaixado e eu nem percebi. Sorri só de ver o sorriso dele.
- Ok! Você que é perfeito, Jimmy. – Pisquei pra ele que fez uma cara superior.
- Eu sei disso! – Gargalhou me fazendo gargalhar também.
- Convencido nem um pouco! – Disse depois que consegui respirar, com a barriga doendo de tanto rir.
- Sabe por que eu sou convencido? – Ele fez aquela carinha safada, diminuindo o espaço que havia entre nós. Eu fiz que não com a cabeça. – Porque hoje eu fiquei com a menina mais linda do mundo! – Eu sorri fraco, abaixando a cabeça, morrendo de vergonha. – E sei que ela vai ser uma ótima amiga pra mim. – Levantei meu rosto com a sobrancelha arqueada. Ele tinha dito aquilo mesmo?
- James... – Tentei começar mais ele me interrompeu.
- Eu sei que você não gosta de mim, gosta do %Danny%. – Eu neguei com a cabeça várias vezes. Será que era tão óbvio? – %Saáh%, tÁ escrito nos seus olhos, princesa, mas eu não me importo com isso, ficar com você hoje foi perfeito e já é o bastante pra mim.
- Como você pode ser tão fofo, Jimmy? – Eu disse já sentindo meus olhos se encherem de lágrimas e percebi que nós já estávamos do lado de fora do apartamento. Ele sorriu.
- Não precisa chorar... – Nem senti as lágrimas descerem. James passou o dedo por onde elas insistiam em cair, limpando-as. – Você não merece sofrer mais do que já sofreu %Saáh%.
- Eu sei só que é difícil... – Ele me deu um selinho demorado.
- Promete uma coisa pra mim? – Ele falou mexendo no meu cabelo. Confirmei com a cabeça.
- Nunca se abale por causa dessas coisas, e sempre que você precisar sorrir, me liga que eu venho correndo! – Eu sorri agradecida e confirmei com a cabeça, o abraçando em seguida.
- Agora entre princesa, a %Paulinha% deve ta muito curiosa. – Eu gargalhei e ele me acompanhou.
- Boa noite, James. – Eu disse saindo do abraço dele. Ele sorriu.
- Boa noite, %Samara%. – Ele se virou em direção ao elevador, mas parou do nada.
- Posso te beijar uma Última vez? – Ele disse ainda de costas pra mim, não sei se por vergonha. Eu sorri.
- Adoraria Jimmy.
Ele se aproximou de mim sorrindo e grudou seus lábios nos meus com certa urgência. O beijo parecia mais calmo do que o normal, mas logo ele começou a ser mais rápido. Eu podia sentir no beijo que o James queria passar tudo que ele sentia e o sentimento que predominava era o de apoio.
Eu sabia a partir daquele beijo, que eu sempre teria o James comigo quando eu precisasse.
Ele se afastou bem lentamente e sorriu.
- Você sentiu isso? – Ele falou com os olhos fechados ainda. Eu sorri ainda com meu nariz encostado no dele.
- Sim e obrigado. – Ele abriu os olhos e me encarou.
- Não preciso agradecer, eu sempre estarei aqui. – Ele me deu um beijo na testa e virou-se novamente em direção ao elevador.
Quando a porta se abriu ele me deu uma última olhada.
- Me ligue se precisar. – Eu concordei com a cabeça. – Eu sempre estarei com você, não importa a hora ou lugar. – Ele entrou no elevador e eu fiquei parada na porta, tentando assimilar tudo aquilo.