Who Said It Could Not Be Forever?


Escrita porSamara Dias
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo. 04

Tempo estimado de leitura: 81 minutos

  %Danny%’s POV:

  - %Dougie%, dude, eu preciso de ajuda! – Eu disse após fechar a porta, indo em direção ao %Dougie%, que se encontrava esparramado no meu sofá, terminando a caixa de pizza.
   - Fala, dude, quê que é? – Ele falou com a boca cheia de pizza quase cuspindo um pedaço de queijo em mim.
   - Que merda, dude, coloca a mão na boca antes de conversar com ela cheia de pizza, caramba! – Falei irritado me desviando da baba do %Dougie% enquanto ele ria da minha irritação. Ele adora me irritar. É um fato totalmente comprovado na minha vida.
   - Tudo bem, cara, parei. Diz aí o que esta acontecendo?
   - Cara, eu não sei mais o que fazer. Eu acho que me apaixonei pela %Saáh%.
   - O que, %Danny%? – Ele me olhou assustado com a minha confissão.
   - É, dude, e eu não sei o que fazer. Eu só conheço a %Saáh% há dois dias! – Coloquei minha cabeça entre as mãos e baguncei meu cabelo como sempre faço quando estou desesperado.
   - Cara, você tem certeza, dude? – Ele me perguntou duvidoso.
   - Tá, eu sei da minha fama, %Dougie%, mas é verdade, cara. Eu não sei como aconteceu e você sabe muito bem como eu sempre fui louco com a Vivian. Até uns minutos antes de eu esbarrar na %Saáh% eu estava me lembrando de como a Vivian me fazia ir ao shopping com ela pra comprar aquele tanto de besteiras típico dela. – %Dougie% ficou me encarado esperando que eu continuasse a historia toda. - Mas foi só ver a %Saáh% pela primeira vez, %Dougie%, meu coração já não se lembrou da Vivian, minha cabeça não pensava mais nela e sim na %Samara%. Nos seus olhos simples, e ao mesmo tempo hipnotizantes e profundos, no seu cheiro maravilhoso que me fazia ter sensações que nem eu sei explicar, na sua boca que me parece tão macia e é tão linda, a boca com a qual eu sonho desde então em beijar, a pele dela tão linda e cheirosa que quando toca em mim eu praticamente perco a fala. Meu desejo é ter ela comigo, %Dougie%, eu quero ela do meu lado pra sempre, dude! – Fiquei sem ar por dizer tudo muito rápido.
   - Cara, eu nunca te vi assim, %Danny%. A %Saáh% está realmente mexendo com você! Mas diz ai, cara, qual é o problema em você se apaixonar pela %Saáh%? – Ele arqueou a sobrancelha.
   - A Vivian, %Dougie%! Hoje quando eu fiquei com a %Saáh% esperando ela fechar o apartamento aconteceu uma coisa, foi meio de repente, dude, nós ficamos muito próximos, à centímetros um do outro, e o que eu mais queria naquele momento é beijar ela. Só que quando eu me aproximei demais ela se afastou e nós descemos.
   - Sério que ela se afastou cara? Ela me parece gostar de você. – %Dougie% falou sem acreditar.
   - É, cara, e não foi só uma vez não, olha só: Quando ela estava daquele jeito aqui na sala, depois que a %Paulinha% conversou com ela, eu quis distraí-la e levei-a lá pra o quartinho, onde eu escrevo as músicas.
   - Ah! O quartinho que fica no seu quarto, com as coisas das fãs. – Ele me interrompeu se achando o gênio que descobriu a América.
   - É esse mesmo. A gente sentou nas cadeiras lá e eu toquei pra ela. Ela estava muito feliz e eu estava também com isso, ai quando eu ia cantar a segunda música eu disse pra ela escolher e ela escolheu Not Alone e eu dei uma condição pra eu cantar essa musica... – Parei de dizer lembrando-me do ocorrido.
   - Qual condição, %Danny%, safadinho? – Ele disse com uma cara maliciosa, não quero nem imaginar o que está passando por aquela cabeça oca.
   - Hey, dude, para de pensar besteira! O assunto é sério! – Falei um pouco irritado, era minha vida em jogo ali. Ok, %Danny%, não exagera!
   - Calma aí, dude, eu tô brincando, conta, vai. – Ele fez uma cara de criança me arrancando um sorriso reto.
   - Eu disse para ela cantar comigo, %Dougie%. Ela tem uma voz linda cara, mas ela não admite isso. Ela não aceitou cantar comigo e eu pensei em fazer chantagem. – %Dougie% me olhou meio sem entender o que eu quis dizer. - Não me olha assim não, dude, escuta: ela levantou da cadeira dizendo que não ia cantar e eu levantei também e disse que se ela não cantasse comigo não ia sair daquele quartinho. Eu tranquei a porta e fiquei com a chave.
   - Cara você é mau. – %Dougie% falou rindo da historia, eu dei um soco no braço dele pra ele parar de rir e escutei um “ai” abafado.
   - Não parou ai não, cara, ela cruzou os braços imitando uma criança birrenta e me disse para deixá-la sair. Eu me aproximei mais dela e fiquei a centímetros do corpo dela e disse que se ela não cantasse teria que passar a noite ali comigo.
   - Opa! O que ela fez? – %Dougie% perguntou muito curioso.
   - Ela ficou com raiva, é claro, só que eu já não estava pensando em mais nada, só no fato de que ela estava ali pertinho de mim e ninguém podia incomodar a gente naquele momento. Então eu a peguei pela cintura e disse no ouvido dela pra que ela dissesse que não iria cantar. Eu beijei a orelha dela e desci até sua nuca beijando ali também...
   - Hey, não precisa me contar esses detalhes não, cara. – %Dougie% falou com cara de nojo.
   - Não, %Dougie%, escuta que você vai entender. Ela falou que não conseguiria cantar com eu deixando ela daquele jeito. Depois que ela disse isso eu me aproximei mais, com o intuito de beijá-la, %Dougie%. Só que ela me lembrou de uma coisa...
   - O quê?
   - Ela disse que não era certo, que eu tinha namorada. – Falei abaixando a cabeça e balançando negativamente lembrando das palavras da %Saáh%.
   - Cara, a %Saáh% é especial. Nenhuma garota que você já tentou ficar te deu um fora ou lembrou que você tinha namorada em toda a sua vida! Ela é impressionante. – %Dougie% falou impressionado.
   - Eu sei que ela é, cara, mas eu não sei se consigo aguentar muito tempo longe dela. – Voltei a colocar as mãos no rosto.
   - Então fala com a Vivian.
   - Não é tão simples, você sabe que a gente combinou sem nenhum contato até ela voltar e falta ainda uma semana pra isso acontecer.
   - Você não devia ter escutado ela. Se você tivesse terminado com ela aquele dia estaria com a %Saáh% agora.
   - Eu sei disso. O que eu faço agora?
   - Agora você respeita a decisão da %Saáh%. Se ela não quer que você traia a Vivian com ela, não a force a isso. Ela não é como as garotas que a gente conheceu, %Danny%. Você tem que se lembrar disso. – O %Dougie% pareceu até... Que palavra usar? Normal! Acho que é isso com ele filosofando desse jeito.
   - É eu sei. Mas eu tenho mesmo é que me controlar. Ficar perto da %Samara% é quase um imã pro corpo dela, pra boca dela cara.
   - Cara, meu amigo %Daniel% %Jones% está apaixonado pela brasileira que conheceu no shopping há dois dias. Santa esbarrada, hein? – Ele disse irônico.
   - Ah, como se você também não agradecesse por isso, não é, %Dougie%? – Revanche!
   - Por quê? – Ele ficou nervoso com a declaração, agora eu o peguei!
   - Você está apaixonado pela %Paulinha%. Eu te conheço, dude, confessa!
   - Eu... Eu... É, acho que sim! Mas você não vai contar nada, não é? – Ele fez uma cara de cachorro sem dono. Deu até vontade de rir.
   - Claro que não, %Dougie%. Você que vai fazer isso! E ela também parece gostar muito de você. – Ele sorriu igual um menino, acho que estava lembrando-se da %AnaPaula% nesse momento.
   - É eu vou dizer no momento certo.
   - Isso aí! Agora vamos dormir porque a gente tem que ensaiar amanhã.
   - Ok. Boa noite, dude. – Ele disse levantando-se em direção à escada.
   - Boa noite, dude. Vou fechar a casa aqui e você: nada de ir pra minha cama! Vai pro outro quarto.
   - Ai, amor, isso tudo por causa daquela bruaca? – Ele fez a cara de gay como de costume e começou a subir as escadas gargalhando alto.
   - É, eu te troquei por ela, e ela não é bruaca! – Falei também rindo alto.
  Aquele dia foi cheio.

  End POV.

  Dias depois...

  A semana passou normalmente, os meninos ensaiavam e cuidavam dos negócios da banda pela manhã e à tarde, à noite nós nos encontrávamos, sempre revezando entre a casa do %Tom%, %Harry%, %Dougie%, %Danny%. Hoje, sexta-feira, o encontro é aqui em casa já que eu vou fazer o jantar que eu prometi e o %Harry% vai me dar os CDs e DVDs como ele me deve.
   - Amiga liga o forno pra mim. – Eu disse pra %Paulinha% enquanto terminava de formar a lasanha brasileira.
   - Pronto, está ligado. Mais alguma coisa, flor? – %Paulinha% disse me vendo acabar a lasanha e tampá-la com papel alumínio.
   - Não, amiga, pode ir se arrumar. Eu só vou terminar o arroz aqui e vou também. – Eu disse colocando a lasanha no forno.
   - Eu não vejo a hora dessa lasanha ficar pronta! Eu esperei o dia inteiro por isso e minha barriga já está roncando. – Ela disse levando as mãos à barriga.
   - Calma, %Paulinha%, ela fica pronta em meia hora, é o tempo de a gente arrumar e dos meninos chegarem.
   - Tá, eu vou lá. – Ela disse apontando para o quarto dela enquanto eu voltava minha atenção para o arroz. Eu quero que tudo saia perfeito já que a %Paulinha% fez a maior propaganda da minha comida. Não quero decepcionar.

  Deixei o arroz pronto e fui até meu quarto para me arrumar. Já tinha tomado banho antes de começar a fazer a comida porque eu sabia que teria pouco tempo para me arrumar antes que os meninos chegassem. Coloquei uma roupa simples, mas ao mesmo tempo linda e provocante. Tá, não tão provocante, mas está perfeito! Uma blusa bem justa vermelha com um colete preto por cima, uma calça jeans preta e uma rasteirinha vermelha com um coração de strass na lateral, fiz uma maquiagem leve que realça meus olhos e fui para a cozinha. Dois minutos depois a campainha toca.
   - %Paulinha%, vai abrir a porta, eu estou ocupada agora. – Falei enquanto dava uma olhada na lasanha e terminava de ajeitar a mesa.
   - Estou indo. – Ela disse para quem quer que esteja na porta. Como se eu não soubesse.
   - Ei, %Paulinha%, como você está? – Escutei o %Dougie% perguntar pra ela.
   - Eu estou bem, e você?
   - Bem também. – Ficou um clima no ar, até eu que estava de longe pude perceber.
   - Eu também, %Paulinha%. – Disse o %Harry%, o %Danny% e o %Tom% juntos. Eu ri baixo.
   - Ah, oi, meninos. Tudo bem? – Ela falou sem jeito enquanto o %Dougie% sorria envergonhado.
   - É, tudo bem com a gente. – %Tom% disse.
   - Hum, que cheiro bom é esse, meu Deus? – %Danny% falou sentindo o aroma da lasanha que eu estava tirando do forno nesse momento.
   - É mesmo... – %Harry% disse também parece que apurando o olfato.
   - É a comida da %Saáh%, %Paulinha%? – O %Tom% perguntou e os meninos olharam pra ela curiosos enquanto eu ria baixo na cozinha com a reação deles.
   - É claro! Ela não disse que ia fazer o jantar hoje como prometeu? – Ela falou como se fosse obvio e eu ri um pouco alto porque era obvio!
   - Do que você está rindo, mocinha? – Eu ouvi o %Danny% dizer enquanto andava na minha direção e os outros o seguiam.
   - De vocês, é claro! O que vocês pensaram? Que eu não iria cozinhar? – Eu disse colocando o arroz na mesa.
   - Bom... – O %Tom% começou só que o %Dougie% o interrompeu.
   - Nós achamos que você ia comprar a comida no supermercado, só o %Danny% acreditou que você iria cozinhar.
   - Cara, que imaginação de vocês. As mulheres daqui não cozinham não? – %Paulinha% perguntou abismada enquanto eu caia na gargalhada.
   - Na verdade, nós não conhecemos nenhuma da sua idade que cozinha. – %Tom% disse.
   - Nenhuma garota de dezenove anos cozinha em Londres? – Eu perguntei surpresa.
   - Que a gente conheça não, %Saáh%, e não é em Londres, é na Inglaterra. – %Harry% falou sentando-se à mesa.
   - Own! Bom, então agora existe uma garota de dezenove anos que cozinha na Inglaterra! – Eu disse triunfante.
   - Ei, %Saáh%, vamos acabar com a conversa que eu estou com muita fome amiga! – %Paulinha% falou sentando-se ao lado de %Harry% que já estava sentado.
   - Ok! Meninos, podem se sentar já que os desesperados já estão sentados. – Eu disse apontando para o %Harry% e a %AnaPaula% que me olharam fazendo uma careta.
   - Você tem só dezenove anos? – %Danny% me perguntou baixo enquanto eu ia ate a mármore ao lado da pia pegar a lasanha.
   - É. Você achou que eu tinha quantos anos? – Não o olhei, continuei encarando a travessa na minha frente.
   - Achei que você tinha uns vinte e três. – Ele disse sorrindo. Como é que eu vou conseguir esquecer esse amor vendo esse sorriso lindo quase todos os dias? Vai ser difícil demais...
   - Vai se sentar que eu vou servir a lasanha. - Eu sorri pra ele e apontei a mesa.
   - Ok, pequena. – Eu amo quando ele me chama assim, é tão... Fofinho.
   - Comida, comida! – O pessoal começou a gritar enquanto eu carregava a lasanha até a mesa.
   - E o primeiro pedaço vai para... – Eu brinquei enquanto eles me olhavam curiosos. - Para o %Harry%, lógico. Desculpa, amiga, mas eu apostei com ele! – Eu disse e respondi a cara de decepção que %Paulinha% fez e sorri ao ver a cara de contente do %Harry% e ao vê-lo balançando a cabeça em sinal de concordância.

  - Você vai ter que ensinar a Mary. – %Tom% falou colocando outro pedaço enquanto eu colocava a outra lasanha para assar.
   - Se ela quiser, eu ensino sim, %Tom%. Se ela não quiser eu faço pra você uma vez no mês, ok? – Falei voltando a me sentar à mesa, do lado do %Danny%.
   - Eba. – %Tom% disse satisfeito.
   - Eu também vou querer que você ensine a Rafa. – %Harry% disse pegando o último pedaço que sobrara dessa travessa.
   - Eu vou fazer um curso de “como fazer uma lasanha” para as meninas. – Eu disse sarcástica. O %Danny% sorriu.
   - Você vai fazer um curso de “como cozinhar para os namorados”, isso sim! – %Dougie% disse vendo os meninos balançarem a cabeça concordando. Eu, o %Danny% e a %Paulinha% caímos na risada.
  Nós comemos a outra travessa de lasanha e depois fizemos um mutirão na cozinha: eu ensaboava, o %Danny% lavava, o %Harry% e o %Tom% secavam e a %Paulinha% e o Doguie guardavam.
  Foi uma loucura: o %Tom% deixou um copo cair que, por muito milagre, não quebrou. O %Danny% molhou todo mundo e o %Harry% escorregou e caiu, já que o chão estava molhado. O %Dougie% deu um soco no %Danny% e acabou caindo também e puxando a %Paulinha%. Logo estava todo mundo no chão da cozinha, ensopados e doloridos com as quedas, mas estávamos todos felizes rindo até fazer a barriga doer. Eu percebi, então, que esse era o meu lugar, por mais que eu sentisse falta da minha família, da %Kalissa% e da %AnaLuisa%, essa agora era a vida que eu sempre quis ter e é ela que eu quero ter pro resto da vida ao lado dos meninos e da %Paulinha%.

  Depois de limparmos a bagunça da cozinha, todo mundo se sentou à mesa da cozinha pra descansar enquanto eu ia ate a geladeira pegar a sobremesa.
   - Surpresa! – Eu disse colocando duas tigelas em cima da mesa.
   - Eba! Eu tinha esquecido a sobremesa, %Saáh%! – %Paulinha% falou, já pegando um pratinho.
   - Tem até sobremesa? Cara, ela é prendada. – O %Dougie% disse e piscou para o %Danny%, coisa que eu percebi mais fingi não ver.
   - Obrigada, %Dougie%. Quem casar comigo pelo menos não vai morrer de fome! – Eu disse brincando e todo mundo riu. O %Danny% riu olhando pra mesa. Pareceu-me que ele tinha gostado do meu comentário.
   - DUDES! – %Dougie% gritou assustando todo mundo. - Vamos jogar verdade ou consequência? – Ele perguntou olhando todo mundo e depois enfiando uma colherada enorme de pudim na boca.
   - %Dougie%, você é viciado nisso, cara. – O %Harry% falou apontando pro %Dougie%, que deu de ombros.
   - É verdade, e você inventa isso sempre que a gente conhece alguém diferente, tipo a %Samara% e %AnaPaula%. – %Tom% falou balançando a cabeça negativamente como se lembrasse de outras experiências.
   - Vai ser legal, gente. Nós vamos conhecer um pouco mais das meninas. – Eu e %Paulinha% nos olhamos. O que será que ele queria saber? Não tô gostando disso.
   - Ah gente, vamos jogar isso logo! Vocês sabem que o %Dougie% não vai sossegar até jogar isso. – %Danny% falou para o %Tom% e o %Harry% que balançaram a cabeça positivamente.
   - Eba! Onde têm uma garrafa aqui, meninas? – %Dougie% perguntou para mim e para a %Paulinha% já de pé.
   - Na pia, ali, %Dougie%, tem uma garrafa de refrigerante. – Eu disse apontando na direção da garrafa.
   - Então, quem começa? – Ele falou todo empolgado com a brincadeira enquanto colocava a garrafa no meio da mesa. – Que tal você %Tom%? Ai nós vamos na ordem da mesa: %Tom%, %Harry%, %Paulinha%, Eu, %Danny% e a %Saáh%. – Ele disse antes que alguém pudesse responder a pergunta dele.
   - Ok, %Dougie%, sua criança feliz! – %Tom% disse rodando a garrafa.

  O suspense estava no ar para saber quem iria ser o primeiro a responder. Aos poucos a garrafa foi parando e quando eu vi quem seria a primeira pessoa? Eu, pra variar! Que sorte a minha, ainda mais que era o Sr. %Dougie% empolgadinho que iria perguntar pra mim. Ele abriu um largo sorriso como se esse fosse o seu maior objetivo naquele jogo: perguntar-me algo que, eu com certeza, não vou gostar de responder.
   - Então eu pergunto pra %Saáh%... Interessante... – Ele falou com uma cara maliciosa. Ok, o %Dougie% está me assustando assim.
   - Pergunta logo, %Dougie%! – Eu falei angustiada.
   - Ok. %Saáh%, com quem do McFly você namoraria? - Ah! Então é isso! Ele quer me encurralar. Deixa o %Dougie% comigo.
   - Bom... Nenhum dos McFLYs! O %Harry%, o %Tom% e o %Danny%, têm namoradas. Então só sobra você, mas você já está predestinado à outra pessoa. Sendo assim não namoraria nenhum de vocês! – Eu falei sorrindo por ter achado uma resposta que não me comprometesse e que, ainda assim, deixasse o %Dougie% nervoso e contra a parede.
   - E desconsiderando as namoradas? – %Dougie% disse e todos me encararam curiosos. O %Danny% me parecia o mais curioso de todos. Claro que eu não vou dar esse gostinho pro %Dougie%.
   - Essa já é outra pergunta, %Dougie%. %Harry% roda a garrafa agora. – Eu falei vitoriosa e o %Dougie% não podia reclamar. Eu estava certa!
  A garrafa parou no %Tom% e ele perguntava pra %AnaPaula%, uma pergunta simples que ela respondeu normalmente. A tensão ainda estava no ar, o %Dougie% me encarava esperando que a bendita garrafa que a %Paulinha% rodou parasse nele de novo. Só que não parou, era o %Harry% fazendo uma pergunta nojenta pro %Dougie%.
  Depois da pergunta resolvida, era a vez do %Dougie% rodar a garrafa. Se não me engano ele parecia implorar pra a garrafa parar nele de novo, ou então, eu estava ficando doida. A garrafa foi parando devagar e, a cada volta que ela dava na mesa, deixava mais suspense em todos.
  Ela parou para que eu respondesse de novo, só que dessa vez não era o %Dougie% que iria perguntar, era o %Danny%. Eu o encarei profundamente esperando que ele fizesse uma pergunta fácil de responder, já ele, me encarava como se estivesse resolvendo se faria mesmo a pergunta que estava em sua cabeça; A pergunta que eu implorava pra que ele não fizesse. Mas como nada é simples na vida de %Samara% %Dias%...
   - Desconsiderando as namoradas, %Saáh%, com quem você namoraria? – Ele perguntou olhando fixamente nos meus olhos e eu retribui o olhar dele com o meu cheio de raiva pela pergunta que ele fez, acho que ele percebeu e abaixou o olhar com vergonha ou como um pedido de desculpas. O pessoal pelo contrario estavam absurdamente curiosos com a minha resposta, e o %Dougie% sorria disfarçadamente enquanto a %Paulinha% me encarava quase que dizendo pra eu mentir. Bom, era só um jogo e eu não sou de mentir à toa.
   - Responde, %Saáh%. – O %Dougie% disse já impaciente com a demora. Eu o fuzilei com o olhar já que tudo aquilo era culpa dele e ele ainda queria colocar mais lenha na fogueira! Eu vou me vingar, ele que me aguarde!
   - Ok. – Eu disse passando as mãos pelo rosto. O %Danny% logo voltou a me encarar esperando a resposta.
   - Você, %Danny%. – Eu disse olhando fixamente naqueles olhos %azuis%. Ouvi alguns gritinhos do tipo: “Huhu!”, “Uau!” e “Deveria ser a mim!” Sarcasticamente, é claro. O %Danny% abriu um sorrisinho de contentamento.
   - Eu já sabia, só queria confirmar. – Eu o olhei incrédula, todo mundo se calou na mesa e a %Paulinha% levou as mãos à boca. Uma fúria enorme se apossou de mim, eu queria avançar nele e dizer o tanto que ele era um idiota! Um completo ridículo que se acha demais! Só que eu controlei um pouco minha fúria, mas eu não iria deixar aquilo barato não.
   - Você já sabia? Então porque você perguntou, idiota? Valeu, viu, %Dougie%, pela bela brincadeira! – Eu disse ironicamente enquanto me levantava e me dirigia ao corredor que dava acesso ao meu quarto. Todos me olharam sair enquanto eu xingava todos os palavrões possíveis em português. Só a %Paulinha% entendeu o que eu estava falando e por isso ela sorriu. Os meninos a olharam sem entender e eu consegui escutar algo do tipo:
   - O que ela está dizendo? – %Danny% perguntou pra %Paulinha% que continuava a sorrir.
   - Cara, ela está te xingando de tudo quanto é nome em português! Acho até que ela já usou todos os palavrões existentes! – Ela falou agora não contendo a gargalhada, que me fez sorrir um pouco enquanto eu escutava tudo de dentro do quarto.
   - O que você estava pensando, dude? Falar uma coisa daquelas? – %Harry% disse me parecendo sem acreditar.
   - É mesmo, %Danny%, você vacilou cara! Você imaginou o quanto deve ter sido constrangedor pra ela? E você ainda brinca com isso! – %Tom% falou com um toque de raiva na voz.
  É por isso que eu sentia que o %Tom% era meu melhor amigo ali, ele me defendia sempre e me dizia que ia me proteger de todos que tentassem fazer algum mal pra mim. Ele e a %Paulinha% formavam a dupla dos defensores de %Samara%.
   - Eu vou pedir desculpas pra ela. – O %Danny% disse isso e eu escutei o barulho da cadeira sendo arrastada. Ajeitei-me na cama e coloquei meu Ipod no ouvido, fingindo não ter escutado nada da conversa e não saber que ele estava indo ate lá.
  Ele bateu na porta e eu continuei fingindo não ouvir. Eu o vi a abrindo devagar enquanto olhava pela beirada da porta, eu continuei fingindo não perceber enquanto mexia no Notebook que estava em cima das minhas pernas.
  Aos poucos ele foi andando em minha direção, analisando o que eu estava fazendo até que eu resolvi encará-lo. Ele parou no mesmo instante em que nossos olhos se cruzaram e me observou enquanto eu lentamente tirava os fones de ouvido.
   - Sai do meu quarto, %Jones%! – Eu falei duramente voltando minhas atenções para o Notebook. Ele começou a se aproximar ate parar no meu lado da cama me obrigando a encará-lo de novo com um olhar que até eu teria medo de ver no espelho. Eu sou muito boa nisso ás vezes.
   - Além de idiota é surdo? Já falei pra você sair! – Eu praticamente gritei e ele puxou o Notebook do meu colo e o levou ate a raque. Eu levantei num salto e fui atrás pegar meu Notebook só que ele me segurou e me impediu de avançar. Ele estava muito próximo de mim com os braços parecendo uma corrente, agora que eu percebi o quanto ele é forte e... Para com isso %Samara%! Ele é um idiota, não esquece.
  Eu encarei os olhos dele com fúria e depois tentei me soltar, ele não me deixou sair, pelo contrario, me apertou mais ate que nossos rostos ficaram tão próximos que eu podia sentir a respiração dele ficar mais acelerada à medida que ele analisava cada centímetro do meu rosto, passando pela minha boca e parando nos meus olhos; Eu podia sentir minha respiração falhar quando ele roçou seu nariz no meu, me provocando uma onda intensa de desejo. Eu o desejava isso era fato, mas nada vai mudar as situações em que nós estamos: ele namora e eu estou sendo a outra nessa questão. Resolvi parar com essa palhaçada.
   - Me larga, %Jones%! Agora! – Eu disse séria, mas minha voz saiu como um sussurro diminuindo a intensidade da fúria que eu sentia.
   - %Saáh%, por que você faz isso comigo? – Ele me olhou com os olhos marejados e, aos poucos, ele foi desprendendo os braços, passando as mãos pelos meus braços, subindo até os ombros, alisando a minha nuca me fazendo arrepiar e fechar os olhos automaticamente; Ele parou as mãos sobre minhas bochechas, alisando elas levemente, demonstrando carinho e, aos poucos, encostou sua testa na minha respirando fracamente como se precisasse daquele momento como um peixe precisa de água.
   - Eu não posso, %Danny%... – Eu falei abrindo os olhos e vendo-o beijar minha testa com força e em seguida, me puxar para um abraço apertado; Como se fossemos um casal que estava se separando por nenhum motivo.
   - Pequena... Eu queria que você soubesse... – Ele hesitou por um momento parando pra me olhar. Eu não queria aquilo! Ele sabia que essa situação é toda culpa dele. - Desculpa pelo que eu disse %Saáh%. Eu estava brincando e não achei que iria te deixar chateada. Eu nunca diria nada se soubesse! – Ele me olhou sinceramente e eu levei minha mão ao rosto dele sem perceber; Ele fechou os olhos ao meu toque e sorriu quando eu comecei a passar meus dedos em sua bochecha.
   - Tudo bem, eu perdoo você. Vamos voltar a jogar? – Eu perguntei me afastando dele já que eu sabia que mais um segundo ali e eu não iria mais aguentar o amor e o desejo que eu sentia naquele momento tão próxima dele.
   - Você quer jogar ainda? – Ele arqueou as sobrancelhas.
   - Claro! Tenho uma coisinha pra resolver. – Pisquei um olho pra ele que sorriu, compreendendo.

  Deixamos o quarto e fomos ao encontro do pessoal que ainda estava em volta da mesa, bem curiosos com o que estava acontecendo no lugar ao lado.
   - De quem é a vez agora? – Eu perguntei pra eles que se assustaram ao me ver querendo jogar.
   - Eu acho que é a minha vez. – O %Dougie% disse enquanto eu e o %Danny% sentávamos nos nossos respectivos lugares.
   - Não! É a vez do %Danny%. – %Paulinha% falou.
   - Então me dá a garrafa que eu vou rodar. – O %Danny% disse já sabendo que eu estava louca pra me vingar do %Dougie% e, ele claro, queria ver isso de camarote!
  O %Dougie% voltou a se sentar, meio indeciso, e todos ficaram apreensivos à medida que a garrafa rodava. O %Dougie% parecia rezar pra que a garrafa não parasse em mim e eu, rezava pra que ela parasse. Ironia ou não, ela parou para que eu perguntasse pro %Dougie%. Levantei meus olhos pra encará-lo enquanto via um %Danny% sorrindo disfarçadamente.
   - Então eu pergunto pro %Dougie%... Interessante... – Eu falei super irônica enquanto o %Dougie% me fazia uma careta e o %Tom% gargalhava alto.
   - %Dougie%, amor, o que você sente pela minha amiga %Paulinha%? E não pode mentir, hein? – Eu disse gargalhando enquanto a %Paulinha% me olhava furiosa. Eu disse um “Me desculpe” Baixo pra que ela visse e voltei a encarar o %Dougie% que estava com as mãos no rosto.
   - Anda logo, %Dougie%, responde, cara! – %Harry% falou ainda rindo da cara do amigo.
   - Ah, tá bom! – O %Dougie% disse meio irritado com aquilo tudo e, depois de coçar a cabeça, ele me encarou. - Eu... Eu... Eu gosto dela! Pronto, falei! – Ele disse batendo as mãos na mesa e se encolhendo na cadeira evitando o olhar da %Paulinha%, que estava impressionada.
   - Uau. Esse jogo está sendo mais interessante do que eu imaginei. – O %Tom% falou e eu me levantei pra rodar a garrafa.
  A garrafa parou em mim pra que eu fizesse uma pergunta pro %Tom%. Eu perguntei quando que ele ia casar com a Mary e ele respondeu que por ele, eles já teriam casado, mas ela quer terminar a faculdade que acaba no fim do ano. Depois da resposta, voltou a ser a vez do %Tom% de rodar. A garrafa parou pra que o %Harry% perguntasse pra %Paulinha%.
   - %Paulinha%, o que você sente pelo meu amigo %Dougie%? – OMG, eu não acredito que o %Harry% perguntou isso! A %AnaPaula% está em choque e o %Tom% está de boca aberta juntamente com o %Danny%, o %Dougie% e eu.
   - Fala, amiga. – Eu disse já que eu vi que a %Paulinha% estava em transe e não ia responder tão cedo. Ela olhou pro %Dougie% de relance e, quando ele a encarou, ela virou o rosto rapidamente voltando sua atenção para as suas mãos em cima da mesa.
   - Eu acho que gosto dele. – Ela disse quase que em um sussurro e, eu vi, o enorme sorriso do %Dougie% ao ouvir isso. A %Paulinha% levantou os olhos e encontrou com os dele. Automaticamente ela sorriu.
  Ficamos ainda na mesa, mas decidimos parar de jogar. Eu, o %Danny%, a %Paulinha% e o %Dougie%, tivemos que aguentar o %Harry% e o %Tom% nos zoando por causa das declarações que aconteceram na noite e, o %Harry% fez o %Dougie% jurar que nunca mais ele deixaria de fazer aquela brincadeira. Estava tudo indo muito bem até eu escutar um som nada estranho.

She walked in and said she didn't wanna know
Anymore
Before I could ask why she was gone out the door
I didn't know, what I did wrong
But now I just can't move on

  Eu encarei a %Paulinha% no mesmo segundo e ela percebeu o que estava acontecendo. Os meninos ficaram felizes ao ver meu celular tocar a música deles, mas o %Danny% percebeu que a minha expressão não era boa.
   - Amiga, você vai atender? – %Paulinha% disse depois de se levantar e pegar meu celular que tocava incessantemente na bancada da cozinha.
   - Você sabe que eu não quero falar com ele, %Paulinha%. – Eu disse baixo, mas os meninos estavam prestando muita atenção ao que nós conversávamos. O %Danny% me encarou rapidamente depois de eu dizer a palavra “Ele”.
   - Eu posso atender, amiga, e o mandar ir pra merda. Ele te liga a todo segundo e até hoje você não atendeu uma ligação. Eu já teria xingado esse desgraçado e...
   - Calma, amiga, só atende e vê o que ele quer. Não fala mal de cara não já que ele não merece nem isso da gente. – Eu disse já com as mãos no rosto, já vindo a vontade de chorar.

Since she left me
She told me
Don't worry
You'll be ok you don't need me
Believe me you'll be fine
Then i knew what she meant
And it's not what she said
Now I can't believe that she's gone

  - Quem é, %Saáh%? – %Danny% me perguntou preocupado já me abraçando enquanto eu continuava com as mãos no rosto. Não consegui responder.
   - O que você quer? – %Paulinha% atendeu ao telefone e todos na cozinha ficaram em silencio para escutar. Eu tirei as mãos do rosto e me virei para olhá-la.
   - Não, é a %AnaPaula%. – Ela respondeu para o telefone.
  %Paulinha% ficou muda por um momento, escutando ao telefone. De repente o rosto dela mudou para um pálido e, ninguém sabia o que ela estava escutando, mas não era nada bom. Ela disse algo do tipo: “Como?” e “Meu Deus” em português.
  Os meninos não entendiam nada.
   - Amiga, é melhor você atender. – Ela me disse me entregando o telefone com uma cara nada legal. Eu me levantei e peguei o telefone com a mão tremendo. Eu não sabia o que era, mas meu coração me dizia que isso me deixaria bem abalada.
   - Oi? – Eu falei como um sussurro saindo da cozinha e indo pra sala.

  %Paulinha% POV

  - Eu vou lá. – O %Danny% disse depois de escutar a %Saáh% chorar na sala.
   - Não, %Danny%, fica aqui é melhor. – Eu disse tentando parecer calma. Coisa que eu não estava.
   - Mas, %Paulinha% ela está chorando! Com quem ela está falando no telefone? O que estão conversando? – %Danny% já estava desesperado e, o %Dougie% levantou pra abraçá-lo e fazê-lo se acalmar.
   - %Danny%, ela está conversando com o ex-namorado dela. Mas o que é você vai perguntar pra ela? Se ela quiser eu conto! – Eu falei me levantando já que eu ouvi a %Saáh% dizer “Tchau” no telefone. Fui até a sala e me sentei ao lado dela no sofá. Vi os meninos virem logo em seguida, todos se sentaram esperando que a %Saáh% parasse de chorar e se acalmasse enquanto eu a abraçava sabendo que nada que eu fizesse ia mudar o que ela estava sentindo.
   - Eu... Vou... Sair. – Ela disse em meio a soluços e se levantou indo correndo ate o quarto, voltando depois com um casaco e suas chaves. Eu não queria deixá-la ir, mas ela precisava de um tempo.
   - Amiga, os meninos estão querendo saber por que você está assim. – Eu falei quase como uma pergunta pra saber se eu podia contar.
   - Conta pra eles amiga. Pode contar desde o começo. – Ela disse e, em seguida, bateu a porta do apartamento.
   - Como assim desde o começo? – %Dougie% perguntou já se sentando ao meu lado.
   - É uma longa história meninos, por isso prestem atenção.

  Eu contei tudo o que tinha acontecido desde a decisão de vir para a Inglaterra, até a parte em que a %Saáh% viu o %Samuel% pela última vez.
   - Esse desgraçado... – %Danny% se contorcia de raiva ainda sem acreditar pelo que a %Saáh% havia passado antes da vinda para Londres.
   - Mas porque você deu o telefone pra ela atender hoje, já que ela estava ignorando ele? – %Tom% perguntou já preocupado com a noticia que tinha abalado a %Saáh%.
   - O %Samuel% me contou que precisava dizer pra %Saáh% que a irmã dele estava em coma no hospital. Elas eram muito amigas e a %Saáh% teve muita força da Mariane na época em que ela terminou com o %Samuel%. Elas tinham uma relação de muita amizade e essa noticia eu não podia deixar a %Saáh% ficar sem saber.
   - Como ela entrou em coma? – %Harry% perguntou curioso.
   - É isso que abalou mais a %Saáh%, meninos, ela foi atropelada! Um carro desgovernado invadiu a calçada e pegou em cheio a Mariane que está muito machucada e desacordada desde então.
   - Eu tenho que ir atrás da, %Samara%! Está muito tarde e ela ainda não voltou! – %Danny% falou já levantando e pegando a chave do carro.
   - Calma, dude, nós vamos com você! – %Dougie% falou se levantando também.
   - Não! Vocês ficam aqui caso ela volte. Eu vou aos lugares que ela costuma ir.
   - Tá bem, %Danny%, mas liga qualquer coisa! – Eu disse acompanhando ele até a porta.
   - Ok. – Ele disse e saiu, ficamos todos muito concentrados. Era muita informação para uma noite só!

  End POV.

  %Danny% POV

  - Onde ela deve estar? – Eu procurava para ver se ela estava perto do apartamento. Acho melhor ligar para o celular dela, talvez ela atenda.

The world would be a lonely place
Without the one that puts a smile on your face
So hold me 'til the sun burns out
I won't be lonely when I'm down

  - Essa música não esta tocando tão longe assim.
  Olhei para os lados procurando ela. Não demorei a avistá-la. Deitada no banco da pracinha olhando no visor do celular; Acho que resolvendo atender ou não. Aproximei-me depressa ao vê-la chorar ainda mais.
  Eu quero abraçá-la, reconfortá-la, dizer que eu sempre estarei ali com ela.

'Cause I've got you
to make me feel stronger
when the days are rough
and an hour seems much longer

  Eu apenas me aproximei dela sem dizer uma palavra. Eu sei que ela não quer ouvir nada e eu não quero vê-la chorar mais. Levantei sua cabeça para que eu pudesse fazê-la deitar no meu colo; Ela não me impediu, apenas fechou os olhos chorando ainda mais. Aos poucos seu choro foi cessando enquanto eu fazia carinho em sua cabeça, em seu cabelo, pouco á pouco, secando suas lágrimas.
  Ela se levantou depois de um tempo, sentando ao meu lado e encostando a cabeça em meu ombro. Eu beijei sua testa com força.
   - Essa tempestade vai passar. – Sussurrei.
  Ela somente concordou com a cabeça e eu passei meu braço sobre o seu ombro.
  Esta fazendo frio aqui eu acho melhor levá-la pra casa.
   - Vamos, %Saáh%. A %Paulinha% está preocupada com você. – Eu disse colocando minhas mãos no rosto dela queria ver seus olhos, queria enxugar suas lágrimas e não vê-la mais chorar.
   - Tudo bem. – Ela me olhou e deu um pequeno sorriso, fiquei feliz e sorri também.
  Nós andamos abraçados até a entrada do prédio, eu dei uma desculpa de que estava frio e ela não contestou, apenas passou o braço em minha cintura e andou. Eu sabia que aquele não era o momento, mas eu estava muito feliz por ela estar assim do meu lado e mais ainda, por ela me deixar ficar ao lado dela. É impressionante como em tão pouco tempo eu posso ter me apaixonado por ela dessa maneira; Não eu %Daniel% %Jones% que sempre foi de curtir com as mulheres, não de se apaixonar. Nem pela Vivian eu senti o que eu sinto pela %Samara%.

  End POV.

  - Amiga, tudo bem? – %Paulinha% veio correndo até mim, depois que eu e o %Danny% entramos em casa.
   - Tudo, eu só quero ir pro meu quarto, tá?
   - Ok. Boa noite, amiga. – Ela me pareceu preocupada.
   - Boa noite. Tchau, meninos. – Eu disse para o %Dougie%, o %Harry% e o %Tom% que ainda estavam lá em casa. Provavelmente me esperando.
   - Boa noite, %Saáh%. – Disseram todos, e eu me encaminhei ao meu quarto.
  Eu só percebi que o %Danny% estava do meu lado quando eu sentei na cama e ele ficou me olhando da porta, esperando um convite talvez.
   - Você está bem mesmo? – Ele me pareceu preocupado e eu não consegui prender mais o choro que tinha acumulado de novo na minha garganta então coloquei minha cabeça entre as pernas e voltei a chorar. Eu não sei se ele correu, eu só sei que em um segundo ele já estava me abraçando na cama.
  Ficamos abraçados por alguns longos segundos e, depois de eu me acalmar, ele me fez levantar o rosto; Ele limpou minhas lagrimas enquanto me encarava não com olhar de pena e sim com olhar de preocupação. Ele puxou a coberta da cama e me cobriu me fazendo deitar nos travesseiros que ele ajeitava pra mim. Eu fechei meus olhos automaticamente, estava exausta e agora que fui perceber isso; O %Danny% me deu um beijo na testa e se levantou da cama me fazendo levantar também.
   - Você vai embora? – Porque eu estou perguntando isso mesmo? Ah! É porque sem ele aqui eu vou voltar a chorar igual uma condenada e vou acabar não dormindo. Mas porque toda essa necessidade? Sinceramente, consciência, eu não sei e fica quieta vai!
   - Você quer que eu fique? – Ele abriu um meio sorriso quando eu fiz que sim com a cabeça. Lentamente ele se sentou ao meu lado na cama e fez sinal pra que eu deitasse novamente.
   - Pode deitar também, eu não mordo. – Olha só, até brincadeirinha eu estou fazendo! Definitivamente ele me faz bem.
   - Ok. Se é isso que você quer, mas a questão da mordida eu não tenho medo não! – Não pude segurar o riso e ele sorriu também ao mesmo tempo em que tirava o tênis e deitava do meu lado.
  Ficamos em silêncio por longos segundos e, aos poucos, ele foi passando o braço em mim, me puxando para um abraço que eu não recusei. Eu precisava disso. Eu precisava dele comigo ali, naquele momento tão difícil!
  Quando nos desfizemos do abraço ele continuou com o seu braço nos meus ombros e eu me aninhei em seu peito passando o braço por sua cintura. Eu o vi sorrir de lado ao sentir o meu toque e fingi não ter visto. Ele começou a fazer carinho em minha cabeça, nos meus cabelos; Mal sabia ele que isso me faz dormir super rápido.
  Aos poucos meus olhos foram se fechando.
   - Hey, pequena, dorme com Deus e sonha com os anjos. – Foi um sussurro que me fez sorrir de leve.
   - Não vai embora não. Pelo menos não até eu dormir. – Eu disse sussurrando também, apertando um pouco mais o corpo dele contra o meu.
   - Eu não vou.
   - Promete?
   - Prometo! Eu nunca vou deixar você.– Eu sorri já sentindo o sono ficar mais forte.
   - Que bom. Boa noite, %Danny%. – Suspirei.
   - Boa noite, minha pequena. – Sua pequena é basicamente como eu me sinto assim nesse momento. Pena que não posso dizer o mesmo já que você não pode ser meu.
  Ele me apertou contra seu corpo mostrando que ele estava ali, me fazendo sentir que ele sempre estaria.

  %Danny% POV

  Ela parecia um anjo enquanto dormia e eu tô tão feliz por ela me querer perto dela, por ela me deixar presenciar esse momento tão belo! Dormindo ela parece estar em um lugar mais tranquilo, longe de todos esses problemas da noite; E que problemas! Um namorado idiota que a fez sofrer tanto e que perseguia ela até quando ela está á 8696 km de distância e com 4 horas de diferença! Se eu estivesse lá quando isso aconteceu... Eu teria quebrado a cara desse ridículo! Ainda bem que ela está aqui, longe desse cretino!
  Vou cantar Not Alone pra ela dormir, talvez ela ainda me escute.
   - %Saáh%, minha linda, eu disse que cantaria Not Alone pra você aquele dia, mas eu acabei não cantando então, eu vou cantar agora pequena. Pra você dormir. – Disse bem baixinho pra não acordá-la.

Life is getting harder day by day
And I, I don't know what to do what to say, yeah
And my mind is growing weak every step I take
It's uncontrolable now they think I'm fake
Yeah

‘Cause I'm not alone ( no, no, no )
But I'm not alone ( no, no, no)
I'm not alone

And I, I get on the train on my own...

  - Posso entrar? – Eu escutei %Paulinha% dizer baixo perto da porta.
   - Claro, %Paulinha%. – Sussurrei.
   - Ela está melhor mesmo? – Ela sentou na beirada da cama.
   - Na verdade, foi só entrar no quarto que ela começou a chorar de novo, mas eu a acalmei e a fiz dormir. – Expliquei.
   - É estou vendo, ela está dormindo com uma carinha bem melhor! – Ela disse irônica e eu olhei pra %Saáh% novamente a vendo suspirar fundo.
   - Me diz, %Danny%, você gosta da minha amiga?
   - Eu... – Continuei olhando pra %Samara%, analisando suas feições. Com toda certeza eu gostava dela.
   - Você? – %Paulinha% me acordou dos meus pensamentos me fazendo encará-la.
   - Eu amo ela, %Paulinha%, tenho certeza disso só que a minha vida está mais complicada do que parece! Eu não posso ficar com ela agora por mais que eu queira. – Me abri com a %AnaPaula%, ela precisava saber que meu sentimento pela %Saáh% não era mentira.
   - Eu não consigo entender. Você tentou beijar a %Saáh% já duas vezes e agora vem com essa história, %Danny%? Se ela não tivesse a cabeça no lugar, você já teria traído a sua namoradinha. – Ela estava certa. Eu tenho que resolver isso, porque eu vou acabar fazendo uma burrada!
   - Eu sei, %Paulinha%, mas eu vou resolver isso o mais rápido possível! Sério.
   - É bom mesmo porque se você fizer a minha amiga sofrer %Danny%, você vai estar ferrado comigo pode ter certeza disso! Não é porque você é do McFLY que eu não vá matar você! – Ela me disse séria e depois sorriu, acho que de ver minha cara de espanto.
   - Ok! Agora acho melhor eu ir, ela já está dormindo mesmo. – Disse tentando me soltar do abraço da %Saáh%, que ainda dormia tranquilamente em meu peito.
  Eu imagino a minha cara de espanto quando a %Saáh% me abraçou ainda mais forte só por eu ter tentado me mover e tirar o braço dela de cima de mim. A %Paulinha% riu de leve e eu a acompanhei, voltando para o meu lugar.
   - Acho que ela não quer que você vá. – Ela disse sarcástica.
   - Eu não queria ir mesmo! – Dei de ombros e depois sorri, controlando a gargalhada que se formava na minha garganta.
   - É, eu sei! – %Paulinha% disse abafando uma risada alta.
   - O que eu faço agora?
   - Ah! Dorme ai com ela ou então espera mais um tempo e tenta sair de novo. – Ela disse simplesmente. Eu, claro, adorei a ideia.
   - Ok. Vou tentar mais tarde. – Disse olhando pra %Saáh% novamente e passando minha mão pelos seus cabelos.
   - Eu vou dormir então, boa noite, %Danny%. – Ela bocejou e me deu um beijo no rosto saindo pela porta e fechando a mesma em seguida.

  Como eu me sinto bem perto dela! É impressionante como só a presença dela me faz feliz. Beijei sua testa de leve, me aconchegando melhor nos travesseiros ficando agora completamente deitado. %Samara% se aproximou ainda mais, me apertando como se eu fosse um ursinho de pelúcia. Eu a abracei com força também, não quero perder nenhum segundo desse momento.
  O sono foi ficando mais pesado com o passar dos minutos. A %Samara% se mexeu um pouco nesse tempo, mas não me soltou em nenhum segundo, impossibilitando a minha saída do quarto sem acordá-la e isso eu não queria!
  Acho que eu vou ter que dormir aqui com ela, mas amanhã eu acordo antes dela, pra que ela não se assuste por eu estar aqui. Mesmo porque, amanhã é a festa e eu tenho que ir para casa organizar as coisas.
  Meus olhos foram se fechando lentamente e, em segundos, eu já tinha adormecido ao lado do amor da minha vida. Do lado da %Samara%.

  Acordei ainda meio sonolento, mas não abri meus olhos de imediato, pois senti um aroma muito conhecido por mim, um aroma que eu amava sentir havia alguns dias, era o cheiro dela. O cheiro da %Samara%. Abri meus olhos devagar, percebendo que meus braços estavam em cima de um corpo muito desejado por mim e que ela estava me abraçando também. Lembrei-me do ocorrido na noite passada e me dei conta que tinha dormido ao lado dela. Um sorriso abriu em meu rosto quando eu a vi se virar ficando com o rosto colado ao meu. Eu podia escutar seu coração batendo, eu podia sentir sua respiração no meu rosto, eu podia ver seu tórax se movimentando na medida em que ela respirava. Eu queria estar com ela assim pra sempre. Eu queria tê-la comigo pra sempre!
  Olhei no relógio do celular: 10 horas. Tenho que me levantar logo se eu não quiser que o James me mate por eu não estar em casa ajudando na organização da festa. Não sei por que milagre ele ainda não me ligou, acho que Deus queria que eu estivesse com a %Saáh% sem nenhuma interrupção. Obrigada, meu Deus!
  Dei um beijo na bochecha da %Samara%, a fazendo suspirar fundo. Levantei agora sem a dificuldade de ontem á noite calçando meu tênis e saindo do quarto silenciosamente. Escutei um barulho vindo da cozinha e deduzi que a %Paulinha% já devia ter acordado.
   - Bom dia, %Paulinha%. – A cumprimentei indo a sua direção e a abraçando.
   - Bom dia, %Danny%, dormiu bem? – Ela abriu um sorriso largo já sabendo a resposta.
   - Foi a melhor noite da minha vida! – Sorri me sentando a mesa da cozinha.
   - É eu imaginei. E a %Saáh%? – Ela disse colocando pães e biscoitos na mesa.
   - Não acordou, mas ela me parece melhor. – Eu disse coçando a cabeça.
   - Ela me diz sempre que o melhor remédio dela é dormir. Café? – Ela me ofereceu uma xícara.
   - Sim, obrigado. Por que ela diz que o melhor remédio dela é dormir? – Perguntei bebendo um gole do café.
   - Ah! O pai dela é farmacêutico, mas ela nunca gostou de remédios. Sempre que tinha dores ela dormia e se não passasse depois dela dormir, ai sim, ela tomava medicamento. O pai dela achava bom, os remédios são muito prejudiciais às vezes.
   - Bom saber, eu tomo remédio demais pra dor de cabeça. – Falei pegando um pão que estava na cesta.
   - Então você deve ser um viciado. – Eu me virei para a entrada da cozinha rapidamente ao ouvir aquela voz. Ela me parecia bem melhor agora. Estava com um lindo sorriso no rosto e os cabelos um pouco bagunçados. Linda como sempre, até quando acorda.
   - Ouvindo conversa dos outros, mocinha? – %Paulinha% falou enquanto a %Saáh% se sentava à mesa ao meu lado.
   - E você falando do meu segredo de beleza pro %Danny%, mocinha? – Ela sorriu lindamente pra mim e eu dei a língua pra ela e sorri em seguida.
   - Eu não posso saber não? – Perguntei fingindo chateação.
   - Você pode, mas pro seu governo %AnaPaula%, eu não sabia que o %Danny% ainda estava aqui, se não nem do quarto eu sairia desse jeito. – Ela disse apontando pra si mesma.
   - Ah amiga, eu sei. É um milagre você não ter saído correndo quando o viu. – %Paulinha% gargalhou.
   - É... – Ela falou me olhando e desviando em seguida, depois do meu sorriso; Parecia-me um pouco envergonhada. - Você dormiu onde? – Ela me perguntou depois de alguns minutos comendo.
   - Hã... – Será que eu falo que dormi com ela? Olhei pra %Paulinha% fazendo essa pergunta com os olhos e, ela entendeu.
   - Você não o deixou ir embora, então depois de um tempo eu fui lá ao seu quarto e fiquei conversando com ele, depois eu o levei pro quarto de hospedes. – %Paulinha% explicou me poupando disso. Eu gaguejaria se tivesse que mentir pra ela.
   - A tá. – Ela deu de ombros e eu agradeci %Paulinha% com o olhar, ela me retribuiu com um sorriso.

  Terminamos de tomar café da manha e eu ajudei as meninas com a louça suja, mas eu tinha que ir embora.
   - Eu preciso ir meninas, vocês sabem a festa lá em casa hoje. – Eu disse entregando o pano de prato pra %Samara%.
   - Ah é verdade! A gente tem que ir para o Shopping com a Mary e a Rafa. – A %Saáh% disse abrindo um sorriso.
   - Shopping? – Perguntei curioso.
   - É! Elas vão nos ajudar a escolher umas roupas. – Foi a vez de a %AnaPaula% dizer.
   - Ok, então. Alguém já vai vir buscar vocês? – Eu disse enquanto caminhávamos até a porta.
   - Já, o %Dougie%. – A %Saáh% disse.
   - Beleza. Espero vocês lá, meninas! – Eu disse animado enquanto abria a porta.
   - Estaremos lá, tchau, %Danny%. – %Paulinha% disse me dando um abraço e saindo de perto de mim e da %Saáh%. Deixando-nos sozinhos na sala.
   - Obrigada por ontem. Foi muito importante pra mim o seu apoio. – Ela disse encarando o chão. Eu peguei seu rosto em minhas mãos.
   - Eu já disse que eu vou sempre estar com você, para o que você precisar. Não precisa agradecer! – Dei um beijo em sua testa e ela sorriu. A puxei para um abraço, bem apertado e, logo depois, ela me deu um beijo na bochecha e sorriu, um sorriso gigantesco abriu no meu rosto.
   - Então eu vou indo. – Eu disse apontando para a porta aberta.
   - Até mais tarde, %Danny%.
   - Até mais tarde. – Eu saí e a porta se fechou lentamente atrás de mim. Eu mal posso esperar para vê-la novamente.

  End POV.

  - Amiga, você parece bem melhor hoje! – %Paulinha% me disse depois que eu voltei á cozinha e sentei-me à mesa; Suspirando.
   - Pareço, é? – Nem a olhei. Minha mente vagava.
   - É parece! Acho que essa melhora tem nome não é? – Ela sentou-se ao meu lado e me perguntou sorrindo.
   - Para com isso, %AnaPaula%, você sabe bem que ele tem namorada.
   - Mas ele ama você, não ela!
   - Como é que você sabe disso?
   - Ah! Isso está na cara amiga. Também eu posso dizer que um passarinho andou assobiando no meu ouvido. – Ela disse se levantando risonha, indo ate a geladeira.
   - Olha só quem fala! O %Dougie% ontem fez uma declaração de amor pra você e você pra ele! Foi tão lindo! – Eu ri vitoriosa com a cara de brava que a %Paulinha% fez.
   - É isso tudo foi culpa sua! Eu mal consegui olhar pra ele a noite inteira! – Ela disse cruzando os braços e fazendo bico.
   - Opa, pode parar! Foi ele que me fez aquela pergunta idiota que começou com toda aquela historia! Reclama com ele, mocinha! – Eu disse rindo no final; ela assentiu com a cabeça.
   - Outra coisa. Vocês ainda vão agradecer a mim e ao %Harry% pelas perguntas. – Eu disse me levantando e indo ao meu quarto enquanto a %Paulinha% gritava algo do tipo “É bom mesmo!”, eu sorri só de me lembrar desse jogo idiota que só o %Dougie% poderia inventar pra gente brincar!

  Nós almoçamos e pouco tempo depois, estávamos á caminho do Shopping com a Mary e a Rafa. Elas contaram o que os meninos tinham dito da noite anterior e claro, queria saber de tudo com detalhes.
  Passamos a tarde inteira conversando sobre aquela noite enquanto a Mary e a Rafa caiam na risada ou, como na hora em que eu contei de %Samuel%, ficavam horrorizadas.
  Escolhemos vestidos perfeitos e sapatos novos; Depois nos dirigimos até a minha casa e de %Paulinha%.    - Amiga, eu simplesmente amei o seu vestido! É Lindo! Mas ele foi mesmo feito pra você %Saáh%. – A Rafa dizia enquanto eu colocava as sacolas na minha cama. Estávamos todas no meu quarto.
   - Hey, às ordens, Rafa! Quando você quiser usar é só pedir! – Eu disse colocando o vestido no cabide e pendurando na porta do guarda roupa.
   - Vocês vão com quem? – Mary perguntou.
   - Com o %Dougie%. – Eu disse sorrindo.
   - Ah! Com o amor da %Paulinha%. – Rafa falou sarcástica
   - Meu amor? – %Paulinha% disse envergonhada.
   - Claro, amiga! Vocês nasceram um pro outro! Tenho certeza que o %Dougie% vai ficar com você essa noite! – Mary disse e eu e a Rafa concordamos com a cabeça.
   - Vocês acham mesmo? Quer dizer, para com isso meninas! O %Dougie% é só um amigo. – Ela disse praticamente gaguejando; Eu e as meninas caímos na risada fazendo ela nos acompanhar.
   - Amizade colorida, hein? – Eu disse ainda gargalhando.
  Continuamos conversando um pouco até dar a hora de arrumar pra festa. Mary e Rafaella foram embora e eu e a %AnaPaula% fomos nos arrumar. Duas horas e meia depois estávamos praticamente prontas e o %Dougie% já tinha ligado dizendo chegar em dez minutos.
   - Amiga, está bonito mesmo? – %Paulinha% me perguntou pela milésima vez.
   - Amiga, eu já disse! Você está absolutamente linda! Com certeza vai agradar uma certa pessoa. – Eu disse já me afastando dela que saiu correndo atrás de mim.
   - Eu te mato, %Samara%, vem aqui pra eu te bater. – Ela disse correndo, gritando e sorrindo atrás de mim pela sala.
   - Eu sei que você me ama, amiga, mas eu não vou me arriscar não. É até capaz de você me matar mesmo! – Eu disse correndo até a cozinha com ela atrás de mim, as duas de salto alto correndo pela casa. Arrumadas e brincando desse jeito vamos acabar saindo daqui no mínimo descabeladas! Por sorte a campainha tocou fazendo a %Paulinha% parar de correr atrás de mim.
   - Vai lá atender o seu amado, amiga. – Eu disse me escondendo atrás do sofá, desviando por sorte da almofada que ela jogou em mim.

  - Oi, %Dougie%. – Ela disse afobada arrumando o cabelo.
   - Er... Oi. O que está acontecendo aqui? – Ele disse quando entrou no apartamento e me viu escondida atrás do sofá.
   - Ah! Nada demais. Só estava tentando esfolar a %Saáh%, mas ela corre muito mais rápido que eu quando está de salto alto. Ela tem o dom! – Ela disse abrindo um sorriso sem graça para o %Dougie% que retribui.
   - Será que eu já posso sair daqui? – Eu perguntei rindo.
   - Pode, %Saáh%, eu protejo você. – %Dougie% disse vindo em minha direção.
   - Olha que a %Paulinha% não vai gostar nada disso em mocinho! – Eu falei saindo do sofá e indo abraçar o %Dougie%.
   - Nada, ela não vai fazer mal pra mim não. – Ele sorriu olhando pra %Paulinha% que estava perto da porta com os braços cruzados.
   - Ok. Oi, %Dougie%, eu nem te cumprimentei quando você chegou. – Eu disse depois de abraçá-lo.
   - Oi, %Saáh%. Ainda com raiva de mim? – Ele me olhou serio.
   - Não, %Dougie%, mesmo porque eu já tive minha vingança ontem. – Sai da sala gargalhando, deixando o %Dougie% e a %Paulinha% sozinhos.

  %Dougie% POV:

  - Ela está melhor? – Eu disse depois que a %Saáh% saiu da sala.
   - Sim, está.
   - E você está bem?
   - Antes eu estava, mas depois que você chegou... – Ela fez cara de emburrada e olhou para o chão, ela não continuou então eu sabia por que ela estava assim.
   - Foi porque eu defendi a %Saáh%? – Eu perguntei pegando o rosto dela em minhas mãos. Ela não respondeu, só ficou me encarando. - %AnaPaula%, eu não sabia como a %Saáh% estava depois de ontem. Eu não queria que ela estivesse com raiva de mim e eu estava só brincando.
   - Ok. – Ela disse abrindo um meio sorriso.
   - Ainda mais eu tenho que agradecer ela, já que ontem ela acabou me fazendo um grande favor. Se é que você me entende. – Eu disse sorrindo, passando os meus dedos pela bochecha dela. Ela esta tão linda que eu fico hipnotizado só de sentir o seu cheiro.
  Tirei uma das minhas mãos e coloquei em sua cintura, puxando ela pra mais perto de mim; Senti sua respiração ficar mais ofegante á medida que eu passava a minha mão que estava em seu rosto sobre seus cabelos, depois por sua nuca e voltando para o seu rosto. Meus olhos analisavam cada traço do seu rosto perfeito, parando em sua boca para uma analise mais detalhada; Resolvi me aproximar mais e não a vi recuar pelo contrario, ela fechou os olhos levemente e eu fiz o mesmo quando a proximidade estava milimétrica. Nossos narizes se tocavam e a vontade de beijá-la estava agora insuportável, ate que nossos lábios se encontraram em um selinho demorado mais com muita emoção. Aos poucos o beijo foi se tornando mais intenso, ela colocou os braços em volta do meu pescoço enquanto minhas mãos faziam carinho em suas costas. O melhor primeiro beijo que eu já tive na vida.
  De repente nós sentimos um flash em nossa direção. Nos separamos lentamente e sorrindo mesmo sem saber que flash foi aquele. Quando eu vejo pra onde a %Paulinha% esta olhando eu tenho uma surpresa.
   - Eu não resisti. – %Samara% dizia sorrindo, com uma câmera na mão.
   - Você estava espionando a gente? – Eu perguntei abraçando a %Paulinha% de lado, que sorriu.
   - Não foi bem isso. Eu notei que ficou tudo muito calado então, eu vim conferir se vocês não tinha se matado. Ai eu cheguei aqui e encontrei vocês beijando e corri pra pegar a câmera e tirar uma foto. Ficou tão linda, querem ver? – Ela disse vindo em nossa direção sorridente. Ela me parecia muito feliz por mim e pela %AnaPaula%.
   - Amiga, eu já disse que você tira foto muito bem? Além de ser super fotogênica. – %Paulinha% falou abraçando a %Saáh% enquanto via a foto.
   - É mesmo, %Saáh%, ficou linda! Mas o caso de ser fotogênica eu não posso dizer, já que eu só vi as fotos que nós tiramos na quarta, que por sinal, você saiu muito bem nelas.
   - Ah! %Dougie%, ela tem dois Books de fotos que ela fez antes de vir pra Londres. - %Paulinha% disse e isso me despertou curiosidade.
   - Sério? – A encarei.
   - É, ela fez um com 17 anos e o outro antes de vir para aqui, com 19 anos. – %Paulinha% explicou e eu olhei pra %Saáh%, que concordava com a cabeça.
   - Não era para os meninos saberem disso lembra, %Paulinha%? – %Saáh% falou abraçando a %Paulinha%, que sorriu.
   - Desculpa amiga, eu esqueci. Ah! Mas não tem problema não. São os meninos! - %Paulinha% disse como se agora nós fossemos confiáveis.
   - Eu acho que não são “os meninos” que ela não queria mostrar e sim, um em particular. – Eu disse sorridente e sarcástico.
   - É melhor a gente ir não é? – %Saáh% falou indo até a porta e mudando de assunto.
   - Claro, mas eu não me esqueci do Book não. Você vai me mostrar ele depois. – Eu disse apontando pra ela e andando com a %Paulinha% de mãos dadas.
   - É o jeito, não é? Tudo bem então. – Ela falou convencida.
   - Então vamos.

  End POV.

  Entramos no carro de %Dougie% e seguimos para a festa do %Danny%. Eu fui no banco de trás e a %Paulinha% foi na frente com o %Dougie%. Os dois estão tão felizes juntos! Pelo menos pra alguma coisa serviu aquele jogo de ontem.
  Dei a %Paulinha% meu Ipod para que ela colocasse pra tocar no som do carro.
   - Qual música, amiga? – %Paulinha% me perguntou.
   - Coloca Westlife, faz um tempão que eu não escuto! E eu sei bem que você gosta mais das músicas deles que as do McFLY.
   - Como assim gosta mais deles? – %Dougie% perguntou ofendido e eu gargalhei alto já esperando essa reação. %Paulinha% me deu um tapa no ombro de leve.
   - Ah! %Dougie%, não é bem assim, eu gosto muito das músicas de vocês, mas o Westlife tem músicas que me agradam mais. – Ela disse explicando para o %Dougie% que fez bico.
   - %Dougie%, fica assim não! Acho que agora a música de vocês vai ser bem mais atraente pra ela! – Eu disse gargalhando e os dois ficaram com vergonha, mas depois riram comigo.
   - Então coloca o Westlife pra tocar. Eu acho que só conheço uma musica deles que passou muito na radio, concorrendo com a nossa musica na época.
   - Ah! Deixa-me adivinhar a música: My Love? – Eu perguntei.
   - Isso aí! Como você sabe? – Ele perguntou olhando para a estrada.
   - Porque essa foi uma das mais tocadas deles, ora. – Eu disse como se fosse obvio.
   - Ok, eu vou colocarI Cry pra tocar. – %Paulinha% falou colocando a música.
   - Por que uma musica tão triste, %Paulinha%? – %Dougie% disse depois de ouvir algumas frases da música e ver a mim e a %Paulinha% cantando ela.
   - Essa é a preferida dela! – Eu disse e ela sorriu concordando com a cabeça.
   - A tá. – Ele encerrou. Acho que os homens nunca vão entender as mulheres. No nosso caso, a gente prefere as músicas mais tristes e melosas.
  Continuamos escutando música até chegarmos à casa do %Danny%. Saindo do carro o %Dougie% fez a gente entrar pelos fundos, já que a frente da casa estava lotada de fotógrafos e curiosos. Adentramos a casa e encontramos com %Tom% e Mary juntamente com o %Harry% e a Rafaella. Nada do %Danny% por enquanto.
   - Gente, que bom que vocês chegaram! – %Tom% falou abraçando a %Paulinha% depois o %Dougie% e eu por ultimo.
   - Minha pequena esta melhor hoje? – Ele disse ainda abraçado comigo.
   - Eu estou sim, Pooh. – Eu disse.
   - Pooh? ADOREI! – Ele disse rindo e ficando de frente pra mim.
   - Pois é, agora você é o meu Ursinho Pooh!
   - E você vai ser o meu Leitão, pequena e frágil! Dá certinho com a gente! Eu te protejo dos perigos viu Leitão? – Ele disse me abraçando de novo.
   - Tudo bem, Pooh! Mas você também é frágil e quando isso acontecer ai eu vou te proteger! – Eu disse me afastando dele sorrindo.
   - Que cena linda, gente! – Mary disse abraçando a gente.
   - ABRAÇÃO! – O %Harry% gritou e todo mundo abraçou eu e o %Tom%, nos espremendo e virando uma bola enorme, com todo mundo pulando e gritando. Loucos!
   - O que eu perdi? – %Danny% perguntou enquanto o pessoal nos soltava todos muito sorridentes.
   - Ah! O %Tom% virou o Ursinho Pooh da %Saáh% e ela virou o Leitão dele! Maior demonstração de amizade para o %Tom% não tem! – Mary disse abraçando o %Tom%.
   - Está explicado então! O sonho da vida do %Tom% era ser da Disney, acho que o personagem que ele sempre quis ser era o Pooh! Você acertou em cheio %Saáh%. – Ele se virou para mim e parou, ficou me encarando por um bom tempo e eu não tive reação. Será que tinha alguma coisa errada na minha roupa? Ou meus cabelos? Ai que vergonha!
   - Querem beber algo? – O %Harry% disse para quebrar o clima que se instalou ali.
   - Sim, acho que todos querem, não é? – %Dougie% disse e o pessoal concordou. Eu continuei encarando o %Danny% que também me encarava. Nós não víamos mais ninguém ali, era só eu e ele hipnotizados um com o outro.
   - %Samara%? – %Paulinha% me perguntou me tirando do transe.
   - O quê? – Eu disse olhando pra ela e quebrando o contato visual meu e do %Danny% que agora conversava algo com o %Harry%.
   - Vai querer beber algo? – Ela disse sorrindo.
   - Vou. Refrigerante, você sabe. – Eu sorri também.
   - Você não bebe, %Saáh%? – %Dougie% perguntou abismado. E todo mundo parou pra prestar atenção na gente.
   - Sabe, eu não perco meu tempo com isso não %Dougie%. – Eu disse e sai andando no meio da Mary e do %Tom%.

  %Danny% POV

  - Não entendi! – %Dougie% disse para a %Paulinha% logo depois que a %Saáh% saiu.
   - Eu também não! – Eu disse e o %Harry% concordou com a cabeça.
   - Gente, tem muitas coisas que vocês não conhecem da %Saáh%! Ela teve muitos traumas na vida e a bebida é um deles! Ela odeia quem bebe exageradamente. Beber com moderação pra ela é algo suportável, mas ela conhece vocês e ela sabe o quanto vocês bebem. – Ela explicou e acabou esclarecendo um pouco as coisas, mesmo eu achando besteira da %Saáh% essa historia.
   - E qual foi o trauma dela com bebida? – %Harry% perguntou.
   - Pergunta pra ela, %Harry%! Eu não vou dizer nada sem a %Samara% deixar! E vamos logo beber algo porque eu estou com sede! – Ela foi andando e puxando o %Dougie% consigo.
   - Ok. Vamos gente! – Eu disse convencido que a %AnaPaula% não iria nos dizer nada!
  Fomos ao bar onde o %Tom%, a Mary e a %Saáh% já estavam tomando suas bebidas. Ela estava absolutamente linda! Por isso eu não tive reação ao olhá-la pela primeira vez essa noite. Ela esta vestindo um vestido curto um pouco rodado de cor Vermelha; Ela fica muito bem de vermelho; Uma sandália Preta com muito brilho, eu acho que o nome é Strass; O cabelo estava com a metade presa atrás e, desciam em cachos que ia até sua cintura; Ela tinha acessórios de Strass que a deixavam ainda mais deslumbrante. Resumindo ela estava absolutamente perfeita, como ela sempre é! Mas hoje é mais visível a perfeição. Droga, porque eu tinha que estar com a Vivian? Isso não vai dar certo!

  End POV.

  Depois de beber meu refrigerante eu comecei a ter vontade de dançar. Acho que vou chamar os guys. Antes disso uma pessoa apareceu.
  - Ei pessoal! Como vocês estão? – James Bourne perguntou para o grupo.
   - James! Tudo bem, cara? A festa ficou muito legal, você e o %Danny% capricharam dessa vez! – %Tom% disse ainda abraçado em mim e na Mary.
   - Eu estou bem e a festa ficou assim mais por causa do %Danny%, acho que ele queria agradar alguém! Pelo que me parece, você está com duas namoradas! Não quer dividir comigo não? – James disse sorrindo pra mim e eu encontrei o olhar maligno do %Danny% enquanto o %Tom% sorria e nos abraçava mais forte. Mary sorria também.
   - Cara eu posso te apresentar mais eu não divido elas com ninguém assim não! O cara tem que ser muito bom, e tem que me conquistar pra namorar essa daqui! – Ele disse e apontou pra mim. James veio em minha direção e estendeu a mão.
   - Eu sou o James e você é? – Ele fez uma cara de galã. Meu Deus, ele é lindo! Mais lindo pessoalmente.
   - Sou a %Samara%. – Eu disse um pouco tímida e peguei na mão dele que me deu em seguida três beijinhos.
   - Ah! A garota brasileira que esbarrou no %Danny%! Eu ouvi falar muito de você. – Ele disse sorrindo e eu retribui o sorriso, desviando meu olhar em seguida e encontrando os olhos do %Danny% que me pareciam apreensivos com aquilo tudo.
   - E a outra brasileira? – James perguntou se virando e vendo a %Paulinha% ao lado do %Dougie%.
   - Oi, eu sou a %AnaPaula%. – Ela disse sorrindo.
   - Eu sou o James, prazer. – Ele disse sorridente e dando os três beijinhos em %Paulinha% também, que ficou com vergonha.
   - Ela que é a famosa %AnaPaula%, hein, %Dougie%? – Ele perguntou sorridente e levou um murro do %Dougie% no braço, exclamando um “ai” sorridente.
   - É ela mesmo, James! – %Harry% disse gargalhando com a reação de %Paulinha%.
   - Hey! Vocês me parecem muito próximos hoje! – %Tom% fez essa observação apontando o %Dougie% e a %AnaPaula%.
   - O jogo ontem fez efeito, Pooh! – Eu disse piscando pro %Dougie% que confirmou com a cabeça enquanto a %Paulinha% escondia o rosto em seus ombros.
   - Cara é serio? Vocês ficaram? – %Harry% perguntou e o pessoal só observou.
   - Sim. – %Paulinha% disse depois do %Dougie% a olhar como uma pergunta se podia dizer ou não. Eles abriram um largo sorriso, coisa que dava para perceber era o tanto que eles estavam felizes um com o outro. Ouviram vários gritinhos de alegria por parte de todos e, a partir daí, o %Dougie% ficou abraçado com a %Paulinha%. Acho que ele tem medo dela fugir e abandonar ele. Coisa que eu acho muito difícil!

  Ficamos conversando mais um pouco e, o James ficou do meu lado querendo saber mais um pouco de mim. Na verdade era só em mim que ele prestava atenção, algo que deixava o %Danny% muito nervoso. Ele por sinal estava bebendo muito e, pra mim isso é terrível! Eu sou muito fã dos meninos, mas esse mau hábito de beber, que por sinal o %Danny% é o pior, é algo ridículo! É por isso que eu prefiro conversar com o James que está bebendo moderadamente.
   - Vamos dançar? – James me perguntou. E o %Danny% nos encarou; Eu olhei bem pra ele e vi suas feições um pouco raivosas.
   - Tudo bem, eu estou querendo dançar desde o começo só que ninguém me convidou. – Nessa parte eu encarei o %Danny%, basicamente dizendo o porquê de eu estar conversando com o James. Ele não tinha ido falar comigo a noite toda e isso era uma boa indireta.
   - Então vamos. Quem mais vai vir dançar? – James perguntou para os casais.
   - Nós vamos. – Disseram o %Tom% e a Mary, o %Harry% e a Rafa.
   - Vocês não vão? – Eu perguntei pra %Paulinha%, %Dougie% e %Danny%.
   - Ah, amiga, daqui a pouco, tá? – Ela disse.
   - Ok. %Danny%? – Eu disse. A primeira vez que eu falo com ele depois da hora que eu cheguei.
   - Acho melhor não. – Ele disse um pouco duro. Eu apenas dei de ombros e me virei e o James me abraçou; Eu fiquei um pouco sem graça, mas eu passei o meu braço pela cintura dele indo em direção ao centro da sala que tinha virado uma mega boate.
  Eu estava me divertindo muito, dançando com o pessoal. James era muito gentil comigo e eu não via nele uma segunda intenção, era só curiosidade mesmo. Ás vezes eu olhava na direção do bar e via o %Danny% encarando a gente, bebendo muito. Eu não queria vê-lo beber; Isso pra mim era o cúmulo, ainda mais porque eu sei o que a bebida faz nas pessoas, melhor do que ninguém!
   - Eu vou beber água, quer alguma coisa? – Eu disse ao James.
   - Não, não quero nada. Você não quer que eu vá no seu lugar, não? Pode ficar aqui com o pessoal. – Ele me falou.
   - Não precisa! Eu vou. – Eu disse já me afastando um pouco.
  %Danny% me viu aproximar e desviou o rosto para o outro lado. Ele estava sentado no banco perto da bancado do bar. Eu me aproximei e sentei no banco ao lado dele; O Barman perguntou o que eu queria e eu fiz meu pedido, depois dele se retirar ficou um clima meio chato no ar já que o %Danny% não falou nada comigo e eu também não disse nada. Mas isso não durou muito.
   - Está se divertindo com o James? – Ele perguntou ainda me parecendo sóbrio.
   - Sim, ele é uma pessoa bem legal. Um ótimo amigo! – Eu não olhei pra ele, estava olhando para o pessoal dançando e acenei para o James que tinha acenado para mim. Fiz questão de enfatizar a palavra “amigo” pra ele saber que não poderia acontecer nada entre mim e o James; Não daria certo.
   - Não é isso que parece. – Ele falou agora mostrando um pouco de felicidade, melhorando o tom de voz para um tom doce.
   - Pois pra mim é assim! – Peguei minha água e bebi me levantando para ir ao encontro do pessoal.
   - %Saáh%? – Ele falou e eu me virei para ver o que ele queria.
   - Sim? – Ele se levantou e se aproximou de mim ate nossos corpos ficarem bem próximos.
   - Você está muito linda! – Ele disse abrindo um enorme sorriso que me fez abrir um também.
   - Obrigada. – Eu disse e me afastei, não conseguiria sair dali se não fosse naquele momento. Aproximar-me do %Danny% assim é perigoso, eu posso acabar perdendo o controle.
   Retornei ao centro da sala onde o pessoal me esperava e voltei a dançar; Estávamos todos bem animados e depois de um tempo o %Danny% se juntou a nós com uma garrafa de Vodka na mão.
  Tentei ignorá-lo já que agora ele já me parecia bêbado, mas era algo muito difícil. Todas as vezes que ele me olha eu não consigo desviar o olhar e fico o encarando. Dessa vez também não foi diferente, já que o James foi cumprimentar uns amigos e fiquei só eu e o %Danny%, com os casais é claro.
   - Você não me parece à vontade desde que o James saiu daqui. – Ele me falou perto do meu ouvido, pois o som estava muito alto.
   - Na verdade eu estou só sobrando um pouco no meio de tantos casais. – Eu disse olhando pro pessoal.
   - Bom, se for isso eu posso te fazer companhia. – Ele falou com um sorriso maroto. Ele tem que parar de brincar comigo desse jeito.
  Antes que eu pudesse responder o %Tom% me chamou.
   - %Saáh%, meu leitão, vem aqui! – Ele gritou e eu me afastei do %Danny% sem responder, ele ficou me olhando enquanto eu me direcionava aonde se encontrava o %Tom% e a Mary.
   - Que foi, Pooh? – Eu perguntei abraçando-o.
   - Vamos comigo ali em cima, eu vou procurar um CD, mas a Mary não quer ir comigo! – Ele me falou colocando língua pra Mary que colocou língua pra ele também; Eu apenas sorri.
   - Tudo bem Pooh, eu vou com você. – Eu disse abraçando ele.
  Nós caminhamos até a escada, com certa dificuldade pela quantidade de gente que estava na casa. Subimos as escadas brincando e ele ficou falando besteiras do tipo: “O James está caidinho por você” coisa que eu achei impossível claro. Chegamos ao corredor e, para minha surpresa, o %Tom% entra no quarto do %Danny%.
   - O CD está aqui? – Eu perguntei um pouco nervosa por estar naquele lugar.
   - Sim, está aqui em algum lugar! – Ele disse com o corpo dentro de uma parte do gigante guarda roupa do %Danny%.
  Aproximei-me para dar uma olhada e me deparei com um monte de CDs espalhados dentro do guarda roupa.
   - Meu Deus, isso aqui está precisando de uma organização urgente! – %Tom% disse e eu caí na risada; A situação estava caótica mesmo!
   - Qual é o nome do CD, Pooh? – Eu disse tentando ajudar ele a encontrar.
   - The Best Hits 2012.
   - Ok. Deixa-me pegar a metade desses CDs aqui. – Eu disse pegando os CDs e colocando na cama do %Danny%.
  Ficamos procurando o CD e, eu com a minha parte, acabei organizando os CDs em ordem alfabética. Eu tenho essa mania de organização de vez em quando.
   - Achei! – %Tom% gritou dentro do guarda roupa do %Danny%.
   - Achou o CD? – Eu perguntei.
   - Não exatamente, achei o de 2010. – Ele disse sorridente.
   - Então a gente para de procurar?
   - Não, eu vou levar esse pra tocar lá embaixo e volto pra te ajudar a achar o outro! – Ele falou e eu não gostei nada da ideia de ficar no quarto do %Danny% sozinha.
   - Pooh, você vai me deixar aqui sozinha? – Eu fiz cara de bebê chorão.
   - Calma, Leitão! Eu disse que volto agora! Não vou demorar! – Ele falou beijando minha testa e indo em direção à porta.

  %Danny% POV

  - Hey, dude, cadê o %Tom%? – Eu perguntei ao %Dougie%.
   - Acho que ele foi ao seu quarto procurar um CD com a %Saáh%. – Ele disse apontando às escadas.
   - Ok.
  Encaminhei-me ao meu quarto, já que a %Saáh% estava lá talvez eu pudesse pedir desculpas pelo modo que eu tratei ela mais cedo; Longe dos olhos do pessoal e do James. Não queria que o meu amigo soubesse que eu estava com ciúmes dele com a %Samara% que, por sinal, não era nada minha. Por culpa minha claro!
  Passei com dificuldade pelas pessoas que estavam na sala e, enfim, consegui chegar ás escadas; Subi os degraus e acabei me encontrando com o %Tom%.
   - Dude! Ainda bem que você está aqui! – %Tom% me disse.
   - Por quê? – Eu perguntei.
   - Vai lá ajudar a %Saáh% a achar o CD “The Best Hits 2012” naquela bagunça do seu quarto! Eu só achei esse aqui e ela deve se perder lá no meio de tantos CDs! – Ele falou sorridente já descendo as escadas.
   - Ok. – Eu falei terminando de subir as escadas e indo em direção à porta do meu quarto, meio tonto, tenho que admitir. Talvez eu já tenha bebido demais.
  Eu a vi sentada na minha cama, parecendo organizar os meus CDs em vários montinhos. Ela continua deslumbrante e, cada vez mais, eu me sinto completamente apaixonado por ela. Como eu vou resolver isso? Eu preciso dela mais do que tudo! Mas esperar até a Vivian voltar está sendo torturante demais porque a todo segundo eu fico amedontrado achando que a %Saáh% pode se apaixonar por alguém e eu nunca vou ter falado pra ela o que eu sinto.
   - %Danny%? – Ela disse me despertando dos meus pensamentos ao me ver parado na porta.
   - Oi, %Saáh%, quer ajuda aí? – Eu perguntei já abrindo um enorme sorriso que ela retribuiu.
   - Seria bom! – Ela disse ainda sorrindo e eu caminhei devagar sentado na cama ao lado dela.
  Fique observando ela um pouco enquanto ela separava alguns CDs. Minha vontade agora é de beijá-la, beijá-la como se não existisse mais nada que nos separasse; Como se não existisse mais ninguém nesse mundo, apenas eu e ela.

  End POV.

  - Você está colocando em ordem alfabética? – Ele me perguntou.
   - Estou, vai ser mais fácil pra você achar CDs aqui. – Eu disse.
   - Eu posso ajudar em algo?
   - Você pode procurar o CD que o %Tom% quer ali, onde eu ainda não procurei. – Eu falei dando de ombros e apontando para uma pilha de CDs.
   - Tudo bem. – Ele falou e foi até a pilha de CDs.
  Ficamos arrumando os CDs calados, falando apenas quando precisávamos. O clima lá estava muito estranho, desagradável, como se eu soubesse que algo não estava certo ali. Escutei uma musica diferente passando no som e percebi que o %Tom% trocou o CD, provavelmente ele vai voltar pra cá e ai eu deixo ele aqui com o %Danny%.
  O %Tom% não voltou e eu já estou quase acabando de arrumar todos os CDs aqui, nada do bendito CD que o %Tom% queria!
   - Achei! – %Danny% disse levantando o CD no ar.
   - Até que enfim! Parece até que o CD tinha criado pernas e se escondido! – Eu falei sorrindo.
   - É verdade! Você vai descer agora? – Ele me perguntou entregando CD.
   - Vou acabar de arrumar os seus CDs primeiro! Falta pouco mesmo. – Eu disse pegando o CD e voltando a arrumar os CDs que faltavam.
   - Eu vou esperar você então. – Ele falou.
  Continuei arrumando os CDs enquanto escutava as musicas do CD que o %Tom% colocou para tocar. Tinha muitas músicas conhecidas, muitas que eu era apaixonada na época em que lançou; Eu cantava junto com a música Somebody To Love do Justin Bieber, que estava passando na hora enquanto o %Danny% me observava.
  Terminei de arrumar os CDs e comecei a pegar pilha por pilha para colocá-los no guarda roupa onde eles estavam; %Danny% me viu fazendo isso e foi me ajudar me entregando os CDs enquanto eu organizava-os nos seus devidos lugares.
   - Acabou. – %Danny% me disse depois de me entregar os últimos CDs.
   - Ok. Agora eu vou descer. – Eu disse indo até a cama e pegando o CD que o %Tom% queria.
  Quando eu estava abrindo a porta do quarto, de repente, o %Danny% fecha a porta de uma vez e me puxa, imprensando-me na parede ao lado da porta. O que ele está pensando, eu não sei, eu só sei que eu não o vou deixar brincar comigo desse jeito.
   - Me solta, %Danny%. – Eu tentava manter o controle, mas estar assim tão próximo dele é complicado.
  Ele não me soltou pelo contrário, colou seu corpo mais no meu, me fazendo recuar. Recuar para onde? Eu já estava pregada na parede, não tinha como recuar mais.
   - Você me ouviu, %Danny%, me solta agora!
   - Não. – Ele colou os lábios dele nos meus, forçando-me a ficar com os meus lábios nos dele. Eu não tinha saída, eu estava encurralada, mas mesmo assim eu batia nele com todas as forças que eu encontrava para tentar sair do seu abraço, tentar sair do seu beijo. Ele não reagiu aos meus murros no seu tórax, em vez disso, ele pegou uma das mãos e colocou no meu rosto, pressionando minha bochecha com força; Ele queria que eu o beijasse, mas eu não faria isso, não com ele naquele estado: bêbado!
   - %Danny%, você está me machucando! ME SOLTA! – Eu já estava gritando e em vez dele me soltar, ele colocou a outra mão no meu rosto, ainda me imprensando na parede, mas de uma maneira mais leve e eu não estava mais conseguindo resistir aos meus sentimentos.
  Aos poucos, eu fui dando espaço para a boca dele sem nem ao menos eu perceber isso. Só que ele percebeu e foi aproveitando e passando a língua por toda a extensão da minha boca. Depois mordeu meu lábio inferior. Isso foi o fim pra mim.
  Eu me entreguei ao beijo sem perceber, estávamos nos beijando calmamente agora, mas na minha cabeça passou novamente a burrada que eu estava fazendo. Podia até ser forçado no começo, mas agora eu estava o beijando também.
  Senti as mãos dele na minha cintura agora com muita força, mais força do que precisava e isso estava me assustando um pouco. Eu tinha razão em assustar já que da minha cintura ele desceu a mão parando em minha bunda e pressionando com força, depois ele desceu mais a mão parando na barra do meu vestido, me fazendo ficar apavorada quando ele começou a levantá-lo; Por sorte minha, ele tinha se esquecido dos meus braços e eu consegui empurrá-lo; Com isso a barra do meu vestido rasgou porque ele não o soltou.
   - Você tá maluco, %Daniel%? – Eu disse apavorada e ele simplesmente veio pra perto de mim de novo; Eu tentei correr e abrir a porta antes, mas não consegui. Ele estava próximo demais pra isso.
   - ME LARGA AGORA! – Eu gritava desesperada, mas ninguém me escutaria com a porta fechada e o som alto daquele jeito.
  Em vez de me soltar, ele tentou me beijar de novo, mas dessa vez eu fui esperta, esperei só esse bêbado idiota dar uma brecha para eu poder me livrar dele e sumir dali. Concentrei todas as forças que eu tinha nesse momento e dei um chute no meio das pernas dele, ou seja, no membro dele.
  %Danny% caiu no chão se contorcendo em dores e eu aproveitei pra ir embora, mas antes eu tinha que dizer.
   - Nunca mais, %Daniel% %Jones%, fale comigo ou venha me procurar! Esqueça que um dia me conheceu nessa vida miserável que você tem! NUNCA MAIS! – Bati a porta com força e desci as escadas com medo dele conseguir se recuperar e vir atrás de mim.

Capítulo. 04
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