Who Said It Could Not Be Forever?


Escrita porSamara Dias
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo. 03

Tempo estimado de leitura: 35 minutos

  A %Samara% está tão linda hoje! Se eu não estivesse com a Vivian, com certeza era com a %Saáh% que eu queria estar. Ela é tão incrível, doce e carinhosa com todos! %Danny%, se toca, você a conheceu ontem e já esta assim todo babão?
  Que perfume é esse, meu Deus?
  Eu já estou próximo demais dela, mas eu não consigo resistir.
  Ela está trancando a porta do apartamento e eu estou aqui olhando ela, cada detalhe do seu corpo, da sua roupa. Ela não parece desse mundo. É perfeita demais!
  Ela se vira depois de trancar a porta do apartamento. Eu estou próximo demais, agora não dá para eu me afastar! Agora essa proximidade com o corpo dela está me enlouquecendo! Eu vou me aproximar mais.
  Ajeitei minhas mãos em volta de sua cintura e ela continuou com seus braços onde estavam: no meu tórax. Nossos narizes se tocaram e eu comecei a sentir algo, não sei, é estranho, nunca senti isso por ninguém. Estávamos com nossas respirações já ofegantes e tudo o que eu mais queria naquele exato momento era beijar aqueles lábios tão lindos. Só que isso não durou muito.
   - É melhor a gente ir. – Ela disse me olhando com seu olhar penetrante. Eu adoro os olhos dela, são simples, mas ao mesmo tempo transmitem o que ela sente, e naquele momento, me mostravam que o que ela também mais queria era me beijar, mas ao mesmo tempo mostravam que aquilo não estava certo. Resolvi concordar e desistir de beijá-la, por enquanto.
   - Tudo bem, %Saáh%, vamos? – Eu disse estendendo a mão para que ela a pegasse, coisa que ela fez, mas logo soltou minha mão e passou seu braço sobre o meu.
   - Vamos. – Ela respondeu e entramos no elevador.

  Eu estou realmente curioso pra saber mais sobre a reação dela ontem no shopping. Foi realmente diferente de todas as meninas que já me conheceram; Ainda mais porque ela era uma fã do McFLY e especialmente de mim.
   - %Saáh%, posso perguntar uma coisa? – Eu disse com receio da resposta que eu receberia.
   - Pode. – Ela falou ainda sem me olhar.
   - Por que você não me disse que sabia quem eu era quando me reconheceu?
   - Por que você é uma pessoa normal também, e pessoas normais não têm reações escandalosas quando se conhecem! – Ela riu e me olhou, eu amei ver o seu sorriso.
   - Mas você é fã do McFLY. Qualquer fã teria uma reação diferente da que você teve. Você teve um desejo diferente quando me reconheceu? – Eu a olhei e a vi franzir a testa, pensando, depois sorri.
   - Claro! Eu queria rasgar sua roupa toda ali mesmo! – O quê? Fiz uma careta e franzi a testa. Claro que rasgar minha roupa não é lá má ideia, mas só se for entre quatro paredes. - Hey, eu estou brincando, %Danny%! Eu não sou dessas piradas não. – Soltei a respiração, mais tranquilo, achei que ela tinha virado uma psicopata de um dia para o outro.
   - Então fala a verdade, %Saáh%. O que você realmente sentiu quando me reconheceu?
   - Sinceramente, nem eu sei explicar a reação que eu tive. Quando eu reconheci você pelos olhos, eu tentei me controlar ao máximo para não gritar ou pedir um autógrafo, mas você estava ali sendo um perfeito cavalheiro querendo levar minhas sacolas e me acompanhar que eu não queria ser mais uma garota a te deixar constrangido em um lugar público. Ainda mais que você estava ali como qualquer um em um Shopping, provavelmente fazendo compras como eu! Na verdade o fato de você ser do McFLY só me deixou mais orgulhosa por vocês serem tão normais quanto eu, não esnobes como muitos que nos vemos por ai!
   - Impressionante você realmente é diferente de qualquer garota que eu conheci! – Eu disse a vendo tentar disfarçar as bochechas rosadas.
   - Vou considerar como elogio! – Ela gargalhou e o elevador se abriu. Eu estendi o braço para que ela entrelaçasse o dela com o meu e andamos ate o encontro do pessoal.
   - Vocês demoraram, hein? – %Dougie% falou com um sorriso sarcástico.
   - O que vocês estavam fazendo lá em cima? – %Harry% disse, com certeza para me irritar e, antes que eu pudesse arranjar uma desculpa e responder, a %Saáh% falou:
   - Eu não me lembrava onde tinha colocado as chaves do apartamento, então fui procurar e aí descemos. – Ela falou já encarando %Paulinha% que estava com um sorrisinho que dizia: “Amiga, você não sabe mentir!”. Eu ri disfarçadamente.
   - %Danny%, você vai dirigindo ou prefere ir com o pessoal no carro do %Tom%? – %Harry% disse apontando para o meu carro.
   - Ah, cara, na volta eu dirijo! Vai lá com a Rafa que eu e a %Saáh% vamos com o %Tom% e a Mary. – Na verdade, o maior motivo de eu querer ir com %Tom% é que no banco do carro eu posso ficar pertinho da %Samara%.
   - Beleza, então. %Dougie%, você vai com quem? – %Harry% perguntou para um %Dougie% um tanto distraído com os olhos pregados na %Paulinha%. Se olhar arrancasse pedaço, com certeza %Paulinha% não teria mais parte nenhuma do corpo pra contar história.
   - Vou com você, dude, eu não quero ficar tanto tempo longe de você, amor! – %Dougie% disse correndo em direção ao %Harry%, que o abraçou como bons gays que eles eram. %Paulinha% fez cara de assustada, mas depois riu da cena. Ela já deve conhecer o %Dougie% muito bem para não se impressionar com as brincadeiras dele.
   - Então vamos logo, pessoal, eu estou com uma baita fome! – %Tom% disse já entrando no carro e todos nós fizemos o mesmo. Já estamos à caminho da pizzaria.

  End POV.

   - %Tom%, liga o som aí. – %Danny% disse ainda tentando chegar mais perto de mim e pegar na minha mão, e eu estou tentando evitar esse contato. O fato dele ter namorada faz isso comigo. Eu sei como é ser traída, já tive essa terrível experiência e não gosto que ninguém passe por isso por minha causa, então se ele quer ficar comigo tem que terminar com ela primeiro. Falando nela, eu ainda não a vi com o %Danny%, será que eles terminaram e eu não estou sabendo? Será que eu estou perdendo tempo com preocupações tolas em relação a isso? Eu tenho que descobrir.
  O %Tom% ligou o rádio e mudou de canal algumas vezes até parar em um que tocava uma música especial, uma música deles.
   - POV, cara, ela nunca sai da radio, não é? – %Tom% falou muito feliz em lembrar que todas as vezes que ele liga o rádio toca essa música deles.
   - Ai, %Tom%, aumenta mais aí, eu amo demais essa música! – Eu falei já começando a cantar a musica e vi um %Danny% um tanto animado por isso. Ele deve ter esquecido que eu sou uma super fã apaixonada nas horas vagas.
   - É, amor, aumenta o volume, vai, vamos fazer com que os meninos escutem! – Mary disse animada, ela também parece gostar muito da musica dos meninos. Também, namorando um fofíssimo como o %Tom% por tanto tempo!

  Todos nós estamos cantando a música e eu estou me divertindo muito, apesar da música ser triste, o %Tom% e o %Danny% conseguem deixar ela animada e engraçada. O %Danny% toda hora se virava para me olhar enquanto eu fingia que não via e continuava olhando para frente, cantando a música baixo com vergonha de eles acharem a minha voz feia, coisa que eu achava e eu sentia muita vergonha de cantar sozinha e na frente de outras pessoas.
   - Ah, podia tocar outra de vocês, não é? Para chegar à pizzaria ainda vai demorar um pouco, olha esse engarrafamento ali na frente! – Mary falou apontando para o engarrafamento que parecia pequeno ao longe, mas agora de perto é muito maior mesmo.
   - Espera, Mary, me deixa olhar na minha bolsa, eu devo ter trago meu pen-drive ou meu Ipod por aqui. – Eu disse já pegando a minha bolsa de mão linda que eu comprei quando cheguei aqui, preta com detalhes em strass na abertura.
   - Você anda com seu Ipod na bolsa pra todo lugar? – %Danny% me perguntou curioso, será que ninguém faz isso não? Eu não acho algo estranho!
   - Ando sim. Ah, está aqui! Toma, Mary, conecta o cabo aí, eu coloco as músicas do McFLY. – Falei entregando o cabo para a Mary que logo conectou o cabo ao som.
   - Por que você anda com seu Ipod na bolsa, %Saáh%? – Ele está realmente curioso, chegou me encarar com os seus perfeitos e hipnotizantes olhos %azuis%.
   - Porque quando eu vou para um lugar qualquer, às vezes, acontece de ficar chato e entediante. Então eu coloco meu Ipod e me distraio! - Eu disse e encarei-o, queria ver sua reação com o “chato e entediante”.
   - Cara, isso é demais! Você ama música mesmo, não é? - Ele me disse sorrindo enquanto a primeira musica começava a tocar. Logo ele chegou mais perto para me escutar já que o som estava alto demais.
   - É, eu amo música de todos os tipos! – Eu sorri também e comecei a cantar No Worries, eu amo essa musica. Ele me observou cantar e depois de um tempo chegou os seus lábios bem perto do meu ouvido, algo que me fez arrepiar e então disse:
   - Pode ter certeza que essa noite não será chata e nem um pouco entediante pra você. – Ele me fez arrepiar mais ainda e então eu sorri depois continuei a cantar.
   - %Saáh%, você tem todas as músicas dos meninos aqui. – Mary falou enquanto mexia no meu Ipod.
   - Você não disse à ela que eu sou uma fã, %Tom%? – Eu perguntei pra ele e logo depois ele caiu na risada.
   - Sinceramente, %Saáh%, eu esqueci! Nós ficamos tão amigos em tão pouco tempo, e você não me trata como o seu ídolo ou como se eu fosse do McFLY, você me trata como uma pessoa simples, normal. – %Tom% disse e eu fiquei bem impressionada com a sinceridade dele. É bom saber que eles se sentem assim em relação a mim.
   - Você e a %Paulinha% nos trataram muito bem e, na maioria das vezes em que a gente conversou, fui eu que lembrei você que você era uma fã! – %Danny% disse e Mary sorriu ao mesmo tempo em que eu sorri.
   - %Saáh%, você é fã do Westlife também? – Mary me perguntou depois que ela voltou a mexer no meu Ipod.
   - Não como do McFLY, mas eu amo as músicas deles. – Eu disse envergonhada, não sabia como eles ficariam se soubesse as bandas que eu sou “fã”.
   - É, as musicas deles são bem legais, eu tenho algumas no meu Ipod também, mas parece que você tem todas. – Ela disse e abriu um largo sorriso enquanto os meninos não disseram nada. Eles prestavam mais atenção na musica que passa agora: Friday Night.
   - Tem Backstreet Boys aqui também! - Mary falou mais maravilhada com as relíquias do meu Ipod. Ela deve ter o mesmo gosto que eu.
   - É, tem também três pastas com musicas variadas. Algumas em português, outras em espanhol e claro, em Inglês. Mas dos que eu tenho todas as musicas de todos os CDs são esses mesmo: Backstreet Boys, Westlife e McFly!
   - Você tem gosto muito bom para música, %Saáh%. Depois me empresta o seu Ipod para eu pegar algumas músicas? – Mary disse me olhando com cara de pidona. Eu ri.
   - Claro, Mary, pode deixar ele aqui no carro do %Tom% já que eu não vou precisar dele porque alguém me prometeu uma noite nada chata e entediante. – Eu ri disfarçadamente e o %Danny% entendeu a indireta, ele riu também e depois chegou perto do meu ouvido de novo e disse:
   - Você pode ter certeza disso. – Foi um sussurro que só eu ouvi e depois de dizer ele deu um leve beijinho na minha nuca sem eu poder reagir já que o %Tom% e a Mary poderiam ver. Ele só pode estar querendo me enlouquecer. Eu tenho que saber logo se ele ainda esta namorando, mas eu acho que já sei a resposta só não quero admitir.
   - Chegamos, enfim! Cara eu devo ter um buraco enorme dentro de mim porque a fome que eu estou sentindo é terrível! Vamos logo pra mesa! – O %Harry% estava pior que o %Dougie% de tanta vontade de comer, mas logo todos nós estávamos na mesa reservada para nós e já estamos todos com muita fome mesmo. Essa é uma vantagem de ser famoso, você é atendido com prioridade nos lugares e, estar com os meninos, fez a gente comer bem mais rápido do que seria com pessoas “normais”.

  Nós nos divertimos muito na noite: com as porcarias que o %Dougie% fazia com a comida, com os tapas leves que ele levava da %Paulinha% por causa disso, das coisas idiotas que o %Danny% falava, com a incrível cara de envergonhado que ele fazia quando todos riam dele, claro que era só fachada! Enfim, a noite com os meninos foi perfeita e nós agora estamos voltando para a casa do %Danny% para vermos filmes ate a madrugada.
   - Meninas, essa é minha humilde residência! – Ele disse sarcástico com a cara de espanto que eu e a %Paulinha% fizemos ao entrar na luxuosa casa onde mora um homem sozinho, ou não.
   - Humilde? %Danny%, você só pode estar louco! – %Paulinha% disse ainda maravilhada.
   - Humilde é a nossa casa, não é, amiga? – Eu disse abraçando ela.
   - Com certeza, %Saáh%! – Ela falou me abraçando também.
   - Então, nós vamos assistir o quê? – %Dougie% perguntou puxando eu e %Paulinha% para o sofá da sala do %Danny%.
   - Vocês que sabem, mas eu aposto que sei os prováveis filmes que vocês querem ver. – Eu falei desafiando os meninos.
   - Então manda ver, %Saáh%! – O %Harry% disse me estendendo a mão.
   - Mas não vale mentir, hein? – Eu falei pegando na mão dele e balançando.
   - O que eu ganho se você perder? – Ele me desafiou levantando aquela famosa sobrancelha que eu tanto vi nas fotos.
   - Me deixa pensar... – Fiz cara de pensativa e nesse momento estava todo mundo prestando atenção no que eu ia dizer principalmente o %Danny%. - Você ganha um almoço feito por mim! – Eu ri e me sentei.
   - %Harry%, você tem sorte demais! A %Saáh% cozinha esplendidamente bem! – %Paulinha% falou puxando o saco. Mentira, ela ama minha comida mesmo. Eu ri.
   - Sério, %Saáh%? – Ele arqueou novamente a sobrancelha.
   - É. Posso fazer minha especialidade, só não vou dizer o que é. – Eu falei ainda sorridente.
   - Ah, cara, a especialidade, %Saáh%? Eu também vou querer! – %Paulinha% disse sentando no sofá ao meu lado.
   - É claro que você também vai comer amiga! Todos vão. Mas o %Harry% tem que ganhar primeiro o que eu acho difícil! – Eu disse com cara de maldade.
   - Então eu ganho de você em uma aposta! – O %Danny% disse sentando do meu outro lado no sofá.
   - E nós vamos apostar o quê? – Eu perguntei curiosa.
   - Hum... Eu aposto que você não pega nos lagartos do %Dougie%. – Ele disse com cara de vitorioso. Cara isso é maldade!
   - Assim não vale! Você deve saber que nenhuma mulher vai pegar nos lagartos do %Dougie%, só se ela for louca ou estiver completamente bêbada! – Eu disse fazendo bico.
   - É isso ou fazer de boa vontade o almoço. Você escolhe! – Ele disse ainda mais vitorioso, claro que eu não ia recusar.
   - Está bem, mas se eu ganhar o %Harry% vai ter que me dar todos os DVDs e CDs do McFLY autografados por vocês! – Eu disse rindo.
   - É isso que você quer? Cara, isso é moleza, a gente já ia te dar mesmo, não é, pessoal? – O %Tom% disse rindo pra mim.
   - Com certeza! – Os meninos disseram juntos.
   - Tudo bem, então agora eu vou adivinhar os filmes e a Mary e a Rafa vão dizer se são esses mesmo. – Eu falei me levantando e abraçando a Mary e a Rafaella.
   - Hey, você não confia que a gente vai dizer a verdade não? – %Dougie% perguntou irônico.
   - Lógico que não! Vocês devem roubar só pra não perder pra mim. – Eu disse sorrindo e todos me acompanharam.
   - Então tá, fala logo, %Saáh%, quais seriam os filmes? – %Danny% me perguntou curioso.
   - Provavelmente seriam: De volta para o futuro 1, 2 ou 3, Tartarugas Ninjas ou alguma coisa idiota, que é a cara de vocês! – Eu disse e olhei para eles vendo expressões de concordância.
   - Cara, eu iria ver ‘De volta para o futuro 2’! – O %Harry% falou emburrado.
   - Eu ia querer ver Tartarugas Ninja. – %Dougie% falou fazendo bico.
   - Eu tinha em mente ‘De volta para o futuro 1’. – %Tom% falou cruzando os braços, indignado.
   - Você é boa, %Saáh%, eu me encaixaria nas coisas idiotas que são a nossa cara: Debi e Loide seria a minha escolha. – %Danny% disse me abraçando e fazendo bico.
   - Vocês também não pensam não? – Rafaella falou para os meninos morrendo de rir.
   - Como assim, amor? – %Harry% perguntou curioso.
   - Nossa, meninos, a %Saáh% é fã de vocês! É obvio que ela iria saber os filmes preferidos de vocês! – Mary disse aquilo como se explicasse para crianças de 5 anos alguma coisa.
   - Aposto que ela sabe muito mais! – Rafaella falou abraçando o namorado.
   - E sabe mesmo! – %Paulinha% completou. Pra variar, eu já estava vermelha como um pimentão e agora estou muito mais com os meninos olhando pra mim, principalmente o %Danny% me olhando de um jeito estranho.Por que será? Lembrete: Matar a %Paulinha% quando chegar em casa!
   - Gente, ela está vermelha! Own, %Saáh%, você deve saber muita coisa mesmo, não é? – %Tom% disse me abraçando em seguida enquanto eu escondia meu rosto em seu peito. Eu estou muito envergonhada!
   - Hey, %Saáh%, fica assim não a gente esta brincando com você. – %Dougie% falou preocupado quando viu uma pequena lagrima cair do meu rosto. Cara, por que eu estou chorando mesmo?
   - Vem aqui, amiga. – %Paulinha% me puxou para um canto da sala e pediu para os meninos não irem atrás. Eles estavam assustados por eu estar chorando, o %Danny% então queria seguir a gente para saber o que era, mas a %Paulinha% não deixou. - Coloquem o filme aí que a gente já volta. – Ela falou antes de me empurrar mais um pouco pra longe deles.
   - Agora desembucha, %Saáh%. – Ela me encarou com preocupação.
   - Não é nada, amiga, serio! Só me deu vontade de chorar do nada! Uma sensação ruim...
   - Eu odeio quando você tem isso, sempre acontece algo que te deixa muito triste. Melhora essa cara vai e esquece isso! – Ela falou secando minhas lagrimas e me abraçando, conduzindo-me à sala.

  Eu sentei no sofá de dois lugares onde o %Danny% estava sentado e a %Paulinha% sentou ao lado do %Dougie% ainda me encarando, fazendo sinal para eu melhorar a cara. %Danny% me abraçou de lado e perguntou bem baixinho:
   - Foi algo que nós falamos que te deixou assim? – Só de ouvir a sua voz e sentir o seu perfume tão perto já me fez abrir um sorriso pequeno.
   - Não, eu só tive uma sensação estranha, um sentimento ruim. Toda vez que eu sinto isso algo nada bom acontece na minha vida. – Eu disse olhando-o nos olhos e vi seu olhar de preocupação. Por que ele se preocupa tanto comigo? Eu conheci ele só há dois dias!
   - Eu vou estar aqui então quando isso vier perturbar você! E eu vou te fazer esquecer essas coisas ruins! – Ele falou sorrindo de lado, sussurrando no meu ouvido o que me causou longos arrepios.
   - Você não pode, ninguém pode. Essas coisas sempre acontecem! Essa sensação é mais um preparo que Deus me manda, falando que algo ruim esta por vir! – Falei olhando para minha mão direita onde ainda tem uma pequena marca de sol causada pela aliança usada por quatro anos e meio.
   - Vem aqui comigo, eu vou te mostrar uma coisa. – Ele disse mais alto dessa vez e levantou, estendendo a mão para que eu a pegasse. Eu não entendi o porquê daquilo, mas eu não queria ver filme mesmo. Precisava me distrair então peguei em sua mão e o acompanhei.

  Fomos até as escadas e subimos por um corredor com cinco portas. Ele abriu a segunda porta e fez sinal para que eu entrasse. Era o quarto dele, lindo com alguns pôsteres de bandas, as paredes em tons de azul e branco e móveis que me parecem ser bem caros.
   - Esse é o meu quarto. – Ele falou sorrindo enquanto eu observava o lugar.
   - Você veio me mostrar o seu quarto? – Perguntei duvidosa das verdadeiras intenções de %Danny% ali.
   - Também! Mas eu vim te mostrar mesmo isso aqui. – Ele apontou para um quartinho pequeno ao lado do banheiro, com coisas que me parecem presentes de fãs.
   - Uau! Nunca pensei que vocês pudessem guardar todos os presentes! – Eu disse ainda obcecada vendo tanta coisa ali.
   - Isso não é nem o começo, Tem um quarto maior no corredor cheio de presentes dos fãs. – Ele disse agora abrindo um enorme sorriso que eu retribui automaticamente.
   - Mas o que você quer me mostrar exatamente? – Perguntei curiosa.
   - Na verdade, eu gosto de tocar aqui dentro, eu muitas vezes componho aqui! Me da mais inspiração vendo a responsabilidade que eu tenho de agradar todas essas pessoas que se preocupam comigo, com o %Dougie%, o %Harry% e o %Tom%. – Ele falou me guiando até uma mesinha pequena com quatro cadeiras no final do quartinho. Sentamos e, logo em seguida, o %Danny% pegou um violão. Eu ainda estava sem reação. Ele ia cantar pra mim? Cara, isso é tão perfeito, como que eu posso ter sensações ruins quando a minha vida está tão maravilhosa? - Eu achei que você, sendo uma fã e principalmente uma fã minha, iria gostar de ouvir algumas musicas pessoalmente. – Ele disse abrindo um largo sorriso sentado na minha frente já com o violão à postos.
   - Você vai ter que me lembrar sempre disso? Cara, eu não devia ter te contado que você era o meu preferido. – Eu fiz uma careta e coloque as mãos no rosto em sinal de vergonha. Ele tirou-as do meu rosto e passou os dedos por minha bochecha avermelhada pela vergonha, eu claro arrepiei toda!
   - Tudo bem pequena, eu não falo mais disso, tá? – Ele me olhou profundamente e foi nesse momento que eu senti: Eu estava me apaixonando pelo %Danny%. Não como amor de fã, não é assim. É amor mesmo, verdadeiro e sincero. Mas eu sei que ele tem namorada e eu tenho que tirar esse amor de mim o mais rápido possível!
   - Que musica você quer que eu cante? Olha o privilégio, hein? Nem toda fã tem então aproveita! – Ele disse brincalhão me tirando da onda de pensamentos que corriam pela minha cabeça.
   - Hum... Você escolhe, na próxima eu escolho!
   - Ok, Que tal Walk In The Sun? – Eu assenti com a cabeça e ele começou a tocar. É estranho ele escolher essa musica, mas tudo bem esse momento é mágico e eu não vou estragar ele mais não mesmo!

I wonder what it's like to be loved by you
Eu me pergunto como é ser amado por você
I wonder what is like to be home
Eu me pergunto como é estar em casa
And I don't walk when there're stones in my shoe
E eu não ando quando têm pedras em meu sapato
All I know that in time I'll be fine
Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem

  O olhar dele enquanto canta é estranho, está me causando arrepios só de ouvir essas frases dele. Como se ele estivesse falando aquilo de dentro dele, como se os sentimentos dele fossem assim, como a musica diz, só que por mim.

I wonder what it's like to be loved by you
Eu me pergunto como é ser amado por você
I wonder what is like to be home
Eu me pergunto como é estar em casa
And I don't walk when there're stones in my shoe
E eu não ando quando têm pedras em meu sapato
All I know that in time I'll be fine
Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem

I wonder what it's like to be loved by you
Eu me pergunto como é ser amado por você
I wonder what is like to be home
Eu me pergunto como é estar em casa
And I don't walk when there're stones in my shoe
E eu não ando quando têm pedras em meu sapato
All I know that in time I'll be fine
Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem

I wonder what it's like to be loved by you
Eu me pergunto como é ser amado por você
I wonder what is like to be home
Eu me pergunto como é estar em casa
And I don't walk when there're stones in my shoe
E eu não ando quando têm pedras em meu sapato
All I know that in time I'll be fine
Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem

I wonder what it's like to fly so high
Eu me pergunto como é voar tão alto
Or to breathe under the sea
ou respirar embaixo d'água do mar
I wonder if someday I'll be good with goodbyes
Eu me pergunto se algum dia eu serei bom em despedidas
But I'll be ok if you come along with me
Mas eu ficarei bem se você vier comigo

  Nesse momento ele sorriu, tinha algo mais em seu olhar, é penetrante e profundo e eu não consigo deixar de sorrir em vê-lo cantar assim pra mim. Uma fã que há pouco tempo sonhava com esse momento agora vê que ele não é mais um sonho, é real!

It's such a long long way to go
É um longo, longo caminho para ir
Where I'm going, I don't know
Para onde eu estou indo, eu não sei
Yeah, I'm just following the road
Sim, apenas estou seguindo a estrada
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol

I wonder how they put a man on the moon
Eu me pergunto como eles colocaram um homem na lua
I wonder what is like up there
Eu me pergunto como é lá em cima
I wonder if you'll ever sing this tune
Eu me pergunto se você algum dia cantará essa melodia
All I know is the answer is in the air
tudo que eu sei é que a resposta está no ar

  Eu assenti com a cabeça respondendo à pergunta da música e ele sorriu um sorriso que me parecia apaixonado... Apaixonado? Que isso, %Samara%? Você deve estar louca, %Danny% %Jones% apaixonado por você? Ah, para com isso garota acorda!
  Mas parece tão real...
  Me livrei desses pensamentos e comecei a cantar baixinho a música junto dele. Eu não queria que a minha voz horrível estragasse a musica que continha a voz tão maravilhosa dele.

It's such a long long way to go
É um longo, longo caminho para ir
Where I'm going, I don't know
Para onde eu estou indo, eu não sei
Yeah, I'm just following the road
Sim, apenas estou seguindo a estrada
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol

Sitting and watching the world going by
Sentado e olhando o mundo passar
Is it true when we die, we go up to the sky oooh
É verdade que quando morremos nós vamos para o céu?
so many things that I don't understand
Tantas coisas que eu não entendo
Put my feet in the sand when I'm walking in the sun, oooooh
Coloco meus pés na areia quando estou caminhando sob o sol
Walking in the sun
Caminhando sob o sol

It's such a long long way to go
É um longo, longo caminho para ir
Where I'm going, I don't know
Para onde eu estou indo, eu não sei
Yeah, I'm just following the road
Sim, apenas estou seguindo a estrada
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol
Through a walk in the sun
Caminhando sob o sol

  - Ê, muito bom! – Eu disse batendo palmas. Ele retribuiu com um sorriso hipnotizante.
   - Agora você vai escolher a música. – Ele me disse ao mesmo tempo em que tirava uma mecha do meu cabelo e colocando atrás da minha orelha fazendo meu coração bater acelerado.
   - Eu sempre quis ver você cantar Not Alone. – Eu disse encarando-o com meu melhor sorriso.
   - Tudo bem, mas eu só vou cantar se você cantar também! – Ele disse sério.
   - Eu cantar? Não mesmo, %Danny%. - Eu disse balançando a cabeça negativamente.
   - Por que não, %Saáh%? Você tem uma voz tão bonita! Eu quero que você cante comigo, vai. – Ele fez cara de bebê pidão, e me fez abrir um sorriso curto.
   - Eu não gosto de cantar pra ninguém ver, minha voz não é bonita não! – Eu disse encostando o cotovelo na mesa e apoiando minha cabeça na mão.
   - Claro que é, pequena, eu já ouvi. Por mais que você tivesse tentado cantar baixo no carro, eu consegui escutar. – Ele disse passando sua mão pelo meu rosto me causando sensações que nem eu sei dizer o que eram.
   - Ah, %Danny%, canta logo, vai! Se não eu vou lá pra baixo ver o filme! – Fiz cara de chantagista e me levantei com as mãos na cintura, ele sorriu e se levantou também deixando o violão na cadeira.
   - Bom, se você não cantar também... – Ele correu para a porta do quartinho. – Eu não deixo você sair daqui! – Ele trancou a porta e pegou a chave balançando ela na mão. Eu cruzei os braços e comecei a bater os pés no chão.
   - %Daniel% %Jones%, isso é chantagem mocinho! Me deixa sair! – Aproximei-me dele com a cara emburrada, ele pelo contrario, começou a sorrir e se aproximou de mim ate ficar a centímetros do meu corpo; eu paralisei com essa atitude dele.
   - Se você não cantar comigo não vai sair. Vai passar a noite aqui dentro comigo! – Ele disse com uma cara maliciosa de um jeito que me deixou absolutamente arrepiada. Minha respiração começou a ficar fraca quando eu vi ele se aproximar mais até nossos corpos se tocarem, ele colocou a chave no bolso da calça e, então, colocou uma das mãos em minha cintura me puxando pra mais perto enquanto a outra mão ia ao meu rosto. - Diz, por favor, que não vai cantar. – Ele falou sussurrando em meu ouvido, o que me fez fechar os olhos automaticamente.
  Ele beijou de leve minha orelha e depois desceu ate minha nuca o que me fez arrepiar mais, deixando nossas respirações ofegantes.
   - Eu acho que não consigo cantar com você me deixando sem reação desse jeito. – Eu disse baixinho, mas ele escutou e virou para me encarar com aqueles olhos perfeitos e penetrantes sorrindo como uma criança. Não pude deixar de sorrir, mas a lembrança da Vivian apareceu de repente me tirando do transe. Ele tentou se aproximar para me beijar, mas eu me afastei. - Não é certo, você tem namorada, %Danny%. – Eu o encarei firme esperando ouvir a resposta que eu tanto queria, mas acho que não seria tão fácil assim porque ele não me respondeu, só colocou as duas mãos em meu rosto e beijou demoradamente a minha testa.
   - Eu sei pequena, desculpa. – Era impressão minha, ou seus olhos ficaram marejados? Fiquei com vontade de perguntar o que estava acontecendo entre ele e a namorada, mas lembrei que isso não é da minha conta.

  Ele pegou a chave e abriu a porta do quartinho e eu saí me direcionando à porta do quarto dele com o intuito de descer e ver os meninos, tentar esquecer o que acabou de acontecer. %Danny% me puxou pelo braço de repente.
   - Eu quero explicar pra você... – Antes que ele terminasse, eu rebati:
   - Não precisa, não é da minha conta! – Puxei meu braço e sai do quarto. Não era mesmo da minha conta e ele não me devia satisfações, mas por que essa historia está me abalando tanto? Porque vê-lo daquele jeito me deixou tão triste e com raiva. Raiva de saber que a Vivian fez alguma coisa, que ela não o está fazendo feliz.
  Deixei de lado esses pensamentos e desci as escadas. Eu não queria estar mais nem um segundo ali. Sentei-me ao lado de %Paulinha% e %Dougie% no sofá e disse baixo pra ela:
   - Amiga, não estou me sentindo muito bem, será que você pode pedir ao %Dougie% pra me levar embora?
   - Cadê o %Danny%, amiga? Ele fez alguma coisa? – Ela perguntou assustada.
   - Não foi nada, eu te conto depois, só não quero mais ficar aqui. – %Dougie% nem prestava atenção na nossa conversa. Estava focado no filme.
   - Tudo bem, eu falo pra ele e eu vou junto com você.
   - Não, quê isso, amiga, pode ficar aqui com o %Dougie%. Eu não quero atrapalhar você!
   - Ah para com isso, %Samara%! Você é mais importante. – Nós duas paramos por um instante e nos encaramos, em seguida caímos na risada. Os meninos até pararam para olhar e saber qual o motivo da graça.
   - Mentira que você disse isso, amiga! – Eu disse em meio à gargalhada e vi um %Danny% me encarando perto do sofá onde estavam o %Tom% e a Mary, bem curiosos.
   - Nem eu estou acreditando que falei isso, se fosse lá no Brasil eu tinha me matado! – Ela gargalhou também enquanto todo o pessoal olhava sem entender nada.
   - Será que dava pra explicar o que foi isso? – Disse um %Dougie% meio chateado por não saber qual era a piada.
   - Deixa pra lá, %Dougie%, nenhum de vocês entenderia. Sabe, é coisa de fã! – Eu disse me levantando e %Paulinha% fez o mesmo. O bom disso tudo é que eu acabei me distraindo e esquecendo o que tinha acontecido lá em cima, por enquanto.
   - %Dougie%, será que você pode levar a gente em casa? Estamos cansadas, não é, %Saáh%? – %Paulinha% falou me abraçando ainda rindo um pouco.
   - Está bem, mas eu quero saber o motivo da graça. – Ele cruzou os braços imitando uma criança birrenta.
   - Não, senhor mocinho, isso não é assunto pra você ouvir. – Eu disse e olhei %Paulinha% novamente. Não conseguimos resistir e gargalhamos de novo, %Paulinha% chegou chorar como de costume acontecia quando ela ria com vontade.
   - Eu levo vocês, meninas. – %Tom% falou se levantando abraçado à Mary. – Nós estamos indo também, não é, amor? – Mary assentiu com a cabeça.
   - Então tudo bem. – %Paulinha% disse.
   - Hey, %Danny%, amor, posso dormir com você hoje, gatinho? – %Dougie% falou com o jeito mais gay que eu já o vi fazer. Todos sorrimos.
   - Claro, princesa, eu estou sentindo falta mesmo de alguém na minha enorme cama de casal. – Ele disse pegando o %Dougie% no colo e fingindo dar um beijo nele. Eca! Eles são bem convincentes quando querem.
   - Eu vou embora também, não vou ficar aqui presenciando esse putaria. – %Harry% disse guiando a Rafa ate a porta.
   - Então tchau, meninos. – %Paulinha% foi até o %Dougie% e o %Danny% e os abraçou, o %Dougie% ela abraçou de um jeito que todo mundo percebeu, um jeito de casal apaixonado. O %Danny% me encarou esperando que eu não fosse me despedir dele. Claro que eu fui, se não, ia ficar muito na cara.
   - Tchau, %Dougie%, cuida bem do tio %Danny%, viu? E não abusa dele demais. – Eu disse brincalhona e o %Danny% sorriu a me ver indo em sua direção e o abraçando. Ele beijou minha testa o que me fez corar levemente já que todo o pessoal olhava pra gente, eu não pude deixar de sorrir e dizer:
   - Tchau, %Danny%. Boa noite. – Eu me soltei e ele sorriu. Cara como eu amo esse sorriso.
   - Tchau, pequena, bons sonhos. – Eu sorri e me virei indo em direção á porta como o pessoal. Ele me acompanhou ate a porta e se despediu do resto do povo. Antes de ele fechar a porta ele me puxou pra mais um abraço, só que dessa vez, ninguém estava olhando.
   - Você vai me deixar explicar um dia desses? – Ele sussurrou no meu ouvido.
   - Já falei que você na me deve explicações, %Danny%. Esquece isso. – Eu disse e sai pela porta, mas ainda deu tempo de ouvi-lo dizer mais uma coisa mesmo eu estando de costas.
   - Eu devo sim, já que é com você que eu quero estar a partir de agora. – Virei-me rápido pra ver se não foi loucura minha, mas a porta já havia se fechado.
   - Vamos, amiga. – %Paulinha% me gritou e eu apressei o passo para acompanhá-los.
   - Você vai me contar tudo em casa, mocinha. – Ela me disse baixo para que só eu pudesse entender.
   - Tá, mas só lá em casa, sua curiosa.
  E assim o carro sumiu na curva indo em direção à minha casa e se afastando do meu amor. Eu espero não estar ficando maluca.

Capítulo. 03
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