Waiting For My Sun To Shine


Escrita porMarina .
Revisada por Lelen


2º Capítulo

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  ... O que era aquilo?!
  Que lugar lindo! Tá, confesso, toda a minha má vontade de vir para cá sumiu! Quantas paisagens lindas! Eu poderia (e vou) tirar um monte de fotos!
  - Hahaha, estou vendo que alguém gostou de vir para cá!
  Hugo me disse com um sorriso sacana no rosto:
  - Minha mãe te disse que eu não queria vir aqui? – perguntei sem graça.
  Ele confirmou com a cabeça – Me disse que você gostava de tirar fotos também. É seu hobbie não é?
  - Sim, mas o que é que tem haver isso?
  - Bem, ela me perguntou se aqui tinha uma paisagem legal para você treinar para um concurso da sua cidade.
  Minha mãe... Fez tudo para a sua garotinha e ela agradeceu com o pior humor da vida... A única coisa que eu queria fazer agora era dar um abraço carinhoso e um sorriso verdadeiro. Mãe, eu te amo.
  - Vamos lá Ella, vou te mostrar o lugar.

~ 0 ~

  Depois de umas 2 horas andando e conhecendo o acampamento Sun to Shine, voltamos para o lugar de onde começamos (na entrada do acampamento, onde a Kombi estava estacionada) quando eu vi um menino pegando a minha mala.
  Cara! Eu não sabia que existia roubos num acampamento! Que horror!
  - Hey! Pode parar aí cara! – saí correndo em direção ao assaltante, que era alto, magro de cabelos castanhos claros, estava usando um óculos escuro (Ray Ban), uma calça skinny dobrada nos joelhos e uma camisa aberta, que assaltante chique... – Essa é a minha bolsa – puxei a de suas mãos. Além de chique era fraco? Que tipo de assaltante era aquele? – E eu estou com o Hugo! Que é maior que você!
  É, isso foi ridículo, mas era o meu único argumento...
  - E aí Hugo! – o assaltante-magrelo-esquisito bateu na mão de Hugo... WTF?!
  - Espera! Para tudo! Você conhece esse assaltante-meia-boca? – olhei de Hugo para o assaltante, que me olhava indignado – Ah! Qual é! Você é meio estranho para ser um assaltante, e também não tem jeito e nem corpo...
  - É porque talvez eu não seja um... – o cara respondeu.
  - E o que você estava fazendo furtando a minha mala?
  - Assaltante, furtando... Man! Quem fala assim?!
  - Eu falo assim. E responde logo Mané.
  - O John trabalha aqui Ella. Ele é o meu primo e, bem... Eu ia te apresentar a ele. – Hugo explicou.
  - Mas por que raios ele estava fur... Pegando a droga da minha mala?
  - Eu ia levá-la para o seu quarto, senhorita culta. – ele disse e eu revirei os olhos – Prazer, sou John O’Callaghan.

~ 0 ~

  Ah tá, o tal de John O’Callaghan era o cara que levava malas pros devidos quartos... E era primo do Hugo? WTH man!
  Logo que “o cara” como eu prefiro dizer, se apresentou como John, ele veio para cima de mim, mostrando a bochecha dele à mim... O que ele ia ganhar mostrando a bochecha?! Acho que essa família O’Callaghan é maluca!
  - Sou uma garota que não gosta de apresentações, prazer. – eu disse dando dois tapinhas leves na bochecha a mostra dele.
  Ajustei as alças da mala no meu ombro e me virei para Hugo:
  - Então, aonde é meu quarto?
  Mas não houve resposta, e sim, risadas vindas d’o cara... Ai Jesus...
  - Do que é que você está rindo menino? – perguntei entediada... Eu não estou gostando dele.
  - Meu! Você é maluca não é?! – ele não parava de rir...
  - Eu sou maluca? Você que ri feito uma hiena!
  - Haha... Haha... HAHA... Desculpe se rio muito! Mas é que pessoas normais se cumprimentam com beijos nos rostos!
  Eu pisquei enquanto ele volta a rir... – Que nojo! Você acha que eu, eu vou dar um beijo no rosto da sua pessoa?! É, você é maluco! – agora quem ri sou eu.
  - O que tem de errado no meu rosto? – ele pergunta tirando os óculos escuros e mostrando um par de olhos verdes.
  - Não é só no rosto que tem alguma coisa errada. – me viro para Hugo esperando pela resposta – Então?
  - Fica ao lado do meu. Chalé 16.
  - OK, nos vemos por aí, O’Callaghans.
  Me viro e vou andando rumo ao meu chalé, sem olhar para trás.

~ 0 ~

  Andei pela estrada de pedrinhas, passei pelo pequeno lago onde pessoas nadavam, passei por uma grande (e bota grande nisso!) fogueira que não estava acesa, pois estava de dia até chegar ao chalé 16, o último dos chalés que ficavam do lado direito da rua.
  A chave estava pendurada na maçaneta, virei a e logo a porta se abriu, mostrando um quarto com um banheiro no fundo. Legal.
  Joguei minha mala na cama e fechei a porta. Tiro uma maleta preta que estava dentro da minha mala... Onde minha câmera e seus acessórios estavam.
  - Oi bebê! Sentiu minha falta?
  Sim, eu gosto de falar com as minhas coisas.
  Limpei a lente dela com um paninho especial e a ajustei, fui para o parapeito da janela e vi a paisagem. Era a parte de trás do lago, com várias pessoas se divertindo e sorrindo.
  Click.
  Essa foi a minha primeira foto dentro do acampamento.
  Eu ia continuar tirando algumas fotos, mas alguém bateu na porta do meu chalé... Ai meu Deus, o que é que querem agora?
  Abri a porta e não acreditei no que eu vi...
  - O que você quer? – perguntei para vocês já devem saber quem.
  - Vim aqui te ajudar a desfazer sua mala. Hugo me obrigou.
  - Eu acho que sei como desfazer a minha própria mala.
  - Bom, você pode ficar aí reclamando, mas eu não posso voltar lá e dizer para o Hugo que eu não te ajudei, se não ele me mata. E eu não quero morrer agora. – ele disse se apoiando na porta.
  - OK, e cadê ele? – perguntei olhando para fora do chalé.
  - Está trabalhando com uma turma menor.
  - ... Eu consigo me virar, obriga... – o pé dele estava prendendo a porta, deixando impossível de se fechar - Quer se afastar por favor?!
  - Por que é que você fala tão cultamente? Qual é, ninguém mais da nossa idade fala desse jeito... Você é estranha.
  - Eu falo do meu jeito, como você fala do seu jeito. Agora ou você tira o seu pé daí ou vai perdê-lo. – eu disse forçando a porta.
  - Você é má.
  - E você é mal-educado. Não te ensinaram que você não deve ficar atormentando uma pessoa?
  - Eu não estava te atormentando!
  - Não! Imagina! – rolei os olhos (é, eu faço bastante isso) – Posso fechar a porta agora? Ou o senhor pé grande tem mais argumentos para me dizer?
  - Não, pode fechar a porta, certinha.
  Cara, como eu odeio que me chamem de certinha... Tantos adjetivos e ele diz logo esse?
  Claro, fechei a porta com toda a minha força, e acho que acabou batendo no enorme nariz dele, pois este disse: “Au... Meu nariz dude...”

~ 0 ~

  - Alô? – essa, essa era a voz que eu queria ouvir desde que cheguei no acampamento.
  - Mãe? Sou eu, Ella.
  - Filha?! Ah, graças a Deus! Como você está? Viajou tranquilo?! – ela parecia nervosa, falava rápido e quase sem pausas.
  - Sim, viajei bem apesar de sentar no meio de duas pessoas desagradáveis...
  - Hum... Que mau! Mas tirando isso?
  - Foi bom.
  - Ah, que bom querida. – sei que ela deu um de seus sorrisos amáveis.
  - É... Mãe? Eu queria te agradecer...
  - Me agradecer? Por?
  - Me mandar para cá... Hugo me disse que você escolheu esse acampamento em especial para eu treinar para o concurso... – sorri, verdadeiramente.
  - O Hugo te disse? Aquele tagarela! Eu quero falar com ele!
  - Hahaha, ai mãe... Só você mesmo... – eu disse rindo, estava com saudades dela.
  Ouvi o som de uma corneta vindo de longe...
  - Filha, se for o que eu estou pensando ser, é melhor você desligar, ou ficará sem jantar...
  - Ah... OK mãe... Bom, boa noite.
  - Boa noite querida, se divirta.
  Desliguei o celular e saí do chalé, me encontrando com Hugo:
  - Ella! Eu ia te chamar para comer agora! Sorte você ser uma garota esperta e ter ido atrás do barulho da corneta! Vamos! – ele disse eu o segui.
  Como ela sabia que o som significava a hora do jantar?

2º Capítulo
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